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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA

LUÍZ FELIPE DE OLIVEIRA VAZ

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA APLICADA AO SISTEMA DE


ILUMINAÇÃO DE LOJA DE CENTRO COMERCIAL DE
GRANDE PORTE: ESTUDO DE CASO

Manaus

2016
LUÍZ FELIPE DE OLIVEIRA VAZ

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA APLICADA AO SISTEMA DE


ILUMINAÇÃO DE LOJA DE CENTRO COMERCIAL DE
GRANDE PORTE: ESTUDO DE CASO

Monografia desenvolvida durante a disciplina Trabalho de


Conclusão de Curso II e apresentada à banca avaliadora do
Curso de Engenharia Elétrica da Escola Superior de
Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas, como
pré-requisito para a obtenção do título de Engenheiro
Eletricista.

Orientador: Enrique Arturo Padrón Padrón, Dr.

Manaus

2016
Universidade do Estado do Amazonas – UEA
Escola Superior de Tecnologia - EST

Reitor:
Cleinaldo de Almeida Costa
Vice-Reitor:
Mário Augusto Bessa de Figueiredo
Diretor da Escola Superior de Tecnologia:
Roberto Higino Pereira Da Silva
Coordenador do Curso de Engenharia Elétrica:
Cláudio Gonçalves

Banca Avaliadora composta por: Data da defesa: 17/11/2016.


Prof. Enrique Arturo Padrón Padrón (Orientador)
Prof. Claudio Gonçalves
Prof. Pierre Macedo

CIP – Catalogação na Publicação


Oliveira Vaz, Luíz Felipe de

Eficiência Energética Aplicada ao Sistema de Iluminação de Loja


de Centro Comercial de Grande Porte: Estudo De Caso. / Luíz Felipe
de Oliveira Vaz; [orientado por] Enrique Arturo Padrón Padrón. –
Manaus: 2016.
<96> p.: il.

Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia


Elétrica). Universidade do Estado do Amazonas, 2016.

1. Eficiência Energética. 2. Sistemas de Iluminação. 3. Avaliação


Econômica. I. Padrón Padrón, Enrique Arturo.
LUÍZ FELIPE DE OLIVEIRA VAZ

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA APLICADA AO SISTEMA DE


ILUMINAÇÃO DE LOJA DE CENTRO COMERCIAL DE
GRANDE PORTE: ESTUDO DE CASO

Pesquisa desenvolvida durante a disciplina de


Trabalho de Conclusão de Curso II e apresentada à
banca avaliadora do Curso de Engenharia
Elétrica da Escola Superior de Tecnologia da
Universidade Estadual do Amazonas, como pré-
requisito para a obtenção do título de Engenheiro
Eletricista.

Nota obtida: ________ (____________________________________)

Aprovada em _____/_____/_____.

Área de concentração: Eficiência Energética

BANCA EXAMINADORA

_________________________________
Orientador: Enrique Arturo Padrón Padrón, Dr.

_________________________________
Avaliador: Claudio Gonçalves Dr.

________________________________
Avaliador: Pierre Macedo, Me.

Manaus 2016
DEDICATÓRIA

À minha mãe Rejane Vitória, ao meu pai Wander-Ney e à minha avó Azanias Messias
por sempre estarem ao meu lado, compartilharem as dificuldades, ajudarem nas adversidades e
sempre me proporcionarem de forma incondicional tudo que eu precisava para um bom
desenvolvimento durante minha jornada acadêmica, sempre desempenhando muita ternura,
comprometimento, cuidado, dedicação, amor e excelência de caráter.
AGRADECIMENTOS

Primeiramente, agradeço à Deus por ter me provido sabedoria e perseverança para


superar as dificuldades nesta árdua jornada.
Ao meu orientador Professor Enrique Arturo Padrón Padrón, por ter me orientado e
instruído, pelas suas correções e incentivos, e pela amizade criada durante este projeto.
Ao Rafael, proprietário da loja PA Concept, por ter recebido de braços abertos o
projeto e ter dado total apoio.
Ao meu amigo Edmilson Martins pela ajuda com equipamentos e manuseios.
Aos meus amigos Victor Hugo e Mayk Oris pela ajuda com os desenhos técnicos.
Aos professores do Departamento de Engenharia Elétrica que contribuíram para a
minha formação acadêmica.
Aos meus amigos do Brasil e do exterior que trilharam comigo esta jornada durante
todos estes anos de graduação.
À minha família pelo incentivo e apoio incondicional, e a todos aqueles que direta ou
indiretamente fizeram parte da minha formação, meus mais sinceros agradecimentos.
“Não existe perfeição no conhecimento
humano, nem em qualquer outra conquista
humana. A onisciência é negada ao
homem”.

V. M., Ludwig
RESUMO

Este trabalho estabelece uma metodologia para o cálculo técnico-econômico de um


sistema de iluminação eficiente explícito em um estudo de caso real onde avaliou-se: estado
inicial, cálculo de projeto, implementação e aferição de resultados. O projeto é um sistema de
iluminação aplicando-se a eficiência energética, capaz de reduzir o consumo e o gasto com
energia elétrica utilizando os equipamentos encontrados com melhor rendimento e mais
econômicos nas lojas especializadas de Manaus. Este sistema, desenvolvido para a loja PA
Concept do Amazonas Shopping, cumpre as funções de: reduzir o consumo de energia elétrica,
a dissipação de calor e os gastos com manutenção; melhorar os níveis de iluminação; ser um
investimento rentável; aumentar a vida útil do sistema; manter os padrões de estética do forro
e propiciar melhor conforto visual para clientes e colaboradores. As lâmpadas LED foram
utilizadas em substituição das dicroicas porque atendem a todas as funções necessárias para o
novo sistema. Para comprovar o retorno financeiro do investimento, usa-se o método do Valor
Presente Líquido (VPL), determinando se o projeto proposto é financeiramente atrativo ou não.
Os modelos de lâmpadas LED foram escolhidos após uma pesquisa mercadológica na cidade
de Manaus, avaliando-as tecnicamente e financeiramente. Portanto, após estas etapas, um novo
sistema é estabelecido, cumprindo todos os requisitos do projeto, atendendo aos objetivos e
resolvendo a problemática desta pesquisa.

Palavras-chaves: Sistema de Iluminação; Eficiência Energética; Valor Presente


Líquido.
ABSTRACT

This work establishes a methodology for the technical-economical calculation of an


efficient lighting system based on a real case study in which the following were evaluated:
initial state, project’s design, implementation, and measurement of results. The project is to
design a lighting system by applying energy efficiency, capable to reduce consumption and
electricity billing, using the equipment found in specialty stores in Manaus with better
performance and which are more economical. This system, developed for a large store in a mall,
meets the following requirements: reduce energy consumption, reduce heat dissipation,
improve lighting levels, be a profitable investment, increase the systems’ lifetime, reduce
maintenance costs, maintain the appearance of the roof and provide better visual comfort for
customers and employees. LED lamps were used instead of dichroic because they meet all the
necessary requirements for the new system. To prove the financial return on investment, the
method of Net Present Value (NPV) was used to determine if it is financially attractive or not.
The different kind of LED lamps were chosen after a market research in the city of Manaus,
evaluating them technically and financially. Thus, after these steps, a new system is designed,
meeting all project’s requirements, meeting the goals and solving the problem of this research.

Keywords: Energy Efficiency; Lighting System; Net present value.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Etapas de um programa de uso racional de energia. ....................................... 18


Figura 2 - Curva de Sensibilidade do olho a radiações monocromáticas. ....................... 20
Figura 3 - Campo visual do olho humano........................................................................ 20
Figura 4 - Ofuscamento causado por um carro em sentido contrário. ............................. 21
Figura 5 - Comparativo entre Lâmpada LED e Vapor de Sódio. .................................... 22
Figura 6 - Área projetada por uma lâmpada. ................................................................... 22
Figura 7 - Temperatura de cor correlata nas cores quente, neutra e fria. ......................... 23
Figura 8 - Vida útil dos diversos modelos de lâmpada encontrados no mercado. ........... 24
Figura 9 – Exemplo de Fluxo Luminoso para uma lâmpada genérica. ........................... 24
Figura 10 - Iluminância de uma fonte de luz. .................................................................. 25
Figura 11 - Rendimento energético dos tipos de lâmpadas. ............................................ 26
Figura 12 - Uso do luxímetro para medição de iluminância. ........................................... 27
Figura 13 - Ilustração da superfície do plano de trabalho. ............................................... 27
Figura 14 - Modelos comuns de lâmpadas e luminárias para diferentes usos estéticos. . 28
Figura 15 - Exemplos dos diferentes tipos de bocais das lâmpadas. ............................... 29
Figura 16 - Lâmpada Dicroica, Philips. ........................................................................... 30
Figura 17 - campo de trabalho retangular. ....................................................................... 33
Figura 18 - Área regular com linha única de luminárias individuais. .............................. 34
Figura 19 - Projeção e ângulo de abertura da lâmpada. ................................................... 39
Figura 20 - Fator de utilização fornecido pelo fabricante. ............................................... 41
Figura 21 - Especificações Técnicas da uma Lâmpada. .................................................. 43
Figura 22 - recomendação quanto às distâncias entre luminárias e paredes laterais. ...... 44
Figura 23 - Exemplo de um Fluxo de Caixa. ................................................................... 46
Figura 24 - Metodologia do Projeto. ................................................................................ 48
Figura 25 - Exposição dos produtos no Lounge 1 da loja PA Concept. .......................... 52
Figura 26 - Balcão no Lounge 1 da loja PA Concept. ..................................................... 52
Figura 27 - Parte do sistema de iluminação da loja PA Concept. .................................... 53
Figura 28 - Exposição dos produtos no Lounge 2 da loja PA Concept. .......................... 53
Figura 29 - Exposição dos produtos no corredor do Lounge 2 da loja PA Concept. ....... 54
Figura 30 - Planta baixa da loja PA Concept. .................................................................. 55
Figura 31 – Pontos de medidas da Vitrine. ...................................................................... 56
Figura 32 .......................................................................................................................... 57
Figura 33 .......................................................................................................................... 59
Figura 34- Projeção fornecida por cada lâmpada. ........................................................... 68
Figura 35 - VPL da lâmpada OSRAM Led Super Star para a Vitrine ............................. 73
Figura 36 - VPL da lâmpada EMPALUX LED para o Lounge 1. ................................... 75
Figura 37 - VPL da lâmpada Taschibra para o Lounge 1 ................................................ 77
Figura 38 - VPL da lâmpada CTB Led com bocal .......................................................... 80
Figura 39 – VPL do Investimento Final .......................................................................... 83
Figura 40 – VPL do investimento executado. .................................................................. 84
Figura 41 – Transformador Superaquecido ..................................................................... 85
Figura 42 – Lâmpada (esquerda) e Luminária (direita) empoeiradas. ............................. 85
Figura 43 – Instalação e Medição da Iluminância no Lounge 1 ...................................... 88
Figura 44 – Dicroica a esquerda e a EMPALUX a direita .............................................. 89
Figura 45 – Nova lâmpada instalada no Lounge 2 e a iluminância medida. ................... 89
Figura 46 – Novo visual do Lounge 2.............................................................................. 89
Figura 47 –Facho suplementar desativado ....................................................................... 90
Figura 48 – Antes e Depois do Lounge 1 e Vitrine ......................................................... 90
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 14

1. REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................. 16


1.1 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA ....................................................................................16
1.1.1 Meio ambiente ...........................................................................................................16
1.1.2 Eficiência Energética em Edificações......................................................................17
1.1.3 Lei 10.295 de Outubro de 2001 ................................................................................17
1.1.4 NORMA ISO 50001 ..................................................................................................17
1.1.5 Importância de indicadores de eficiência energética .............................................18
1.2 SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO ................................................................................19
1.2.1 Conceitos Básicos ......................................................................................................19
1.2.1.1 Luz .............................................................................................................................19
1.2.1.2 Campo Visual .............................................................................................................20
1.2.1.3 Ofuscamento .............................................................................................................21
1.2.1.4 IRC – Índice de Reprodução de Cores .......................................................................21
1.2.1.5 Área Projetada ...........................................................................................................22
1.2.1.6 Temperatura Correlata de Cor (TCC) .........................................................................23
1.2.1.7 Vida Útil ....................................................................................................................23
1.2.1.8 Fluxo Luminoso (lúmen) ............................................................................................24
1.2.1.9 Iluminância (lux) ........................................................................................................25
1.2.1.10 Eficiência ou Rendimento...........................................................................................26
1.2.1.11 Luxímetro ...................................................................................................................26
1.2.1.12 Área ou Plano de Trabalho .........................................................................................27
1.2.2 Lâmpadas e Luminárias...........................................................................................28
1.2.2.1 Luminárias .................................................................................................................28
1.2.2.2 Bases .........................................................................................................................28
1.2.2.3 Lâmpadas Quartzo-Halógena (Dicroica) ....................................................................29
1.2.2.4 Lâmpadas LED ...........................................................................................................30
1.2.2.5 Comparativo ...............................................................................................................31
1.2.3 Características de um bom Projeto de Iluminação ...............................................31
1.3 NORMAS BRASILEIRAS ........................................................................................31
1.3.1 NORMA NBR 5382:1985 .........................................................................................32
1.3.1.1 Campo de Trabalho Retangular com duas ou mais fileiras de Luminárias ................32
1.3.1.2 Área Retangular com uma Linha Contínua de Luminárias ........................................34
1.3.2 NORMA NBR 5413:1992 .........................................................................................35
1.3.2.1 Requisitos para o Planejamento da Iluminação ..........................................................35
1.4 CÁLCULO LUMINOTÉCNICO ...............................................................................37
1.4.1 Iluminância (E) .........................................................................................................38
1.4.2 Fator do Local (K) ....................................................................................................38
1.4.3 Escolha das Lâmpadas e das Luminárias ...............................................................38
1.4.4 Ângulo de Abertura da Lâmpada ...........................................................................39
1.4.5 Fator de Utilização (Fu) ............................................................................................40
1.4.6 Fator de Manutenção ou Depreciação (FM) ...........................................................41
1.4.7 Fluxo Total (Øt) .........................................................................................................42
1.4.8 Cálculo De Luminárias.............................................................................................42
1.4.9 Distribuição das Luminárias ...................................................................................43
1.5 AVALIAÇÃO ECONÔMICA ...................................................................................44
1.5.1 Depreciação ...............................................................................................................44
1.5.2 Taxa de Desconto ......................................................................................................45
1.5.3 Imposto de Renda .....................................................................................................45
1.5.4 Fluxo de Caixa...........................................................................................................45
1.5.5 Valor Presente Líquido (VPL) .................................................................................46

2. METODOLOGIA .................................................................................................... 48
2.1 ETAPAS E SUBETAPAS ..........................................................................................48
2.1.1 Aquisição .................................................................................................................49
2.1.2 Definição .................................................................................................................49
2.1.3 Execução .................................................................................................................50
2.2 EQUIPAMENTOS E PROGRAMAS UTILIZADOS ...............................................50

3. IMPLEMENTAÇÃO .............................................................................................. 51
3.1 AQUISIÇÃO DE DADOS .........................................................................................51
3.1.1 Identificação dos Problemas da Loja ......................................................................51
3.1.2 Análise Geométrica ...................................................................................................54
3.1.3 Iluminância Medida..................................................................................................56
3.1.4 Consumo Energético e Faturamento ......................................................................61
3.1.5 Classificação de acordo com a NBR 5413:1992 .....................................................62
3.2 DEFINIÇÃO DO PROJETO ......................................................................................63
3.2.1 Determinação do Valor Mínimo pela NBR 5413:1992 ..........................................63
3.2.2 Requisitos do Projeto ................................................................................................63
3.2.3 Adequação a NBR 5413:1992: Projeto Luminotécnico .........................................64
3.2.3.1 Iluminância ...............................................................................................................64
3.2.3.2 Cálculo De Iluminância Individual De Cada Lâmpada ..............................................66
3.2.3.3 Ângulos das Projeções Necessárias ............................................................................67
3.2.4 Pesquisa Mercadológica ...........................................................................................68
3.2.5 Avaliação Técnica e Econômica ..............................................................................70
3.2.5.1 OSRAM LED Super Star de 24o, 1330 lm e 13 W .....................................................71
3.2.5.2 EMPALUX LED de 35o, 900 lm e 12 W ...................................................................73
3.2.5.3 Taschibra EMB LED de 30o, 924 lm e 12 W .............................................................75
3.2.5.4 CTB de 45o, 900 lm e 12 W ........................................................................................77
3.2.5.5 CTB de 180o, 800 lm e 10 W ......................................................................................78
3.2.6 Impacto no Consumo de Energia Elétrica..............................................................81
3.2.7 Investimento ..............................................................................................................81

4. ANÁLISE DE RESULTADOS ............................................................................... 84


4.1 PROBLEMAS DURANTE A INSTALAÇÃO ..........................................................84
4.2 VALORES MEDIDOS ...............................................................................................85
CONCLUSÃO ........................................................................................................................ 92

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO .................................................................................. 94

OBRAS CONSULTADAS .................................................................................................... 96


14

INTRODUÇÃO

A crescente preocupação social com tudo o que se relaciona com a economia


energética e com o meio ambiente, reflete-se na necessidade de readequação de construções
antigas as normas atuais de melhor aproveitamento energético. Um dos setores com maior
potencial de impacto nesse caso, sem dúvida, é a readequação dos sistemas de iluminação de
edifícios antigos. Tendo consciência que tanto a melhoria do ambiente quanto o retorno
financeiro do investimento são importantes; o projeto deve ser planejado e executado levando-
se em consideração os modelos mais eficientes e econômicos de equipamentos disponíveis no
mercado.
Em nossa sociedade, a iluminação artificial mudou as nossas rotinas de trabalho,
proporcionando o desenvolvimento de atividades em recintos fechados sem exposição a luz
natural, além de estender as atividades ao período noturno. Porém, a iluminação deve
proporcionar a iluminância adequada as necessidades do olho humano. Por isso, fatores como
conforto visual e intensidade luminosa devem ser analisadas tecnicamente.
O problema é que o sistema de iluminação da Loja PA Concept apresenta iluminância
insuficiente para o bom desempenho das suas atividades cujos valores são muito abaixo do
mínimo estabelecido pela NBR 5413:1992. Ainda, possui baixo rendimento energético e
dissipação de calor que danifica os produtos próximos as luminárias.
Este trabalho baseia-se na hipótese de que é possível substituir as lâmpadas dicroicas
tradicionais da loja por lâmpadas LED de alta eficiência energética disponíveis nas lojas
especializadas da cidade. Dessa forma, é possível reduzir o faturamento de energia elétrica,
melhorar a iluminância do recinto, atender a norma brasileira de iluminação, manter a estética
do forro da loja e ser financeiramente rentável a um prazo razoável.
O objetivo deste trabalho é criar uma metodologia capaz de avaliar técnica e
economicamente o impacto em sistemas de iluminação de lojas de centros comerciais de grande
15
porte, através da substituição de lâmpadas dicroicas tradicionais por lâmpadas de LED de alto
rendimento energético com estudo de caso da loja PA Concept do centro comercial Amazonas
Shopping. Os objetivos específicos para o avanço deste trabalho são: medição da iluminância
atual, pesquisa nas lojas especializadas da cidade de Manaus, avaliação técnica e econômica,
escolha das lâmpadas com o melhor custo-benefício e análise dos resultados após
implementação.
A motivação principal de tal proposta se baseia no fato de que a loja sofre de problemas
recorrentes à uma iluminação precária. Logo, melhorar a iluminação do ambiente interno da
loja fornece um ambiente mais aconchegante aos clientes e colaboradores; elimina as perdas de
produtos proveniente da dissipação de calor das lâmpadas atualmente usadas; aumenta os
dividendos da empresa devido ao menor gasto com manutenção e redução do consumo de
energia elétrica.
Sobre os conceitos, modos e demais parâmetros que devem ser considerados neste tipo
de estudo, coerentes do ponto de vista energético, apresenta-se uma ampla visão ao longo das
distintas unidades que fazem parte do temário desta pesquisa. No desenvolvimento se explica,
do modo mais sucinto possível, a abordagem dos assuntos com sua apresentação de maneira
organizada, clara, objetiva e concisa. Ademais, o trabalho está estruturado em quatro capítulos,
além da conclusão e das referências bibliográficas.
Capítulo 1 – Referencial Teórico - expõe os conceitos fundamentais da área
necessários para o entendimento, e as técnicas utilizadas para a implementação do projeto.
Capítulo 2 – Metodologia Utilizada – descrição dos passos que devem ser tomados
para a realização do projeto, tomando como base suas especificações funcionais e mantendo
como essência a repetibilidade por parte do leitor.
Capítulo 3 – Implementação do Projeto – neste capítulo é relatado o processo de
análise do ambiente, avaliação dos orçamentos de materiais disponíveis na cidade, avaliação de
cada uma das lâmpadas que suprem os requisitos do projeto, definição das melhores alternativas
e o retorno econômico proporcionado pelo projeto.
Capítulo 4 – Resultados Obtidos – este capítulo descreve os resultados obtidos e as
análises decorrentes, gerando informações para a conclusão da hipótese que é apresentada no
fim deste trabalho.
Ao término do trabalho é apresentada uma conclusão. Esta discute a veracidade da
hipótese, juntamente com os principais fatos que se pode depreender desta pesquisa. Esses fatos
incluem as limitações do modelo e sugestões de projetos futuros que podem ser tomados para
trabalhos futuros a serem desenvolvidos na mesma temática.
16
1. REFERENCIAL TEÓRICO

Neste capítulo, o referencial teórico apresenta todos os embasamentos de engenharia


que foram adotados para o desenvolvimento da pesquisa, desde a sua concepção até a
implementação do projeto ao qual se pretendo discorrer.

1.1 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Cada vez mais é importante melhorar o aproveitamento dos recursos utilizados pela
sociedade. Antes da crise energética não havia uma preocupação tão grande com a capacidade
da geração suprir o consumo de energia elétrica. Mas, após a crise do petróleo nos anos 70, teve
uma reviravolta no modo que os projetistas enxergavam o consumo de energia elétrica. Com
essa mudança de visão, na maioria dos países desenvolvidos, melhorias na eficiência na
conservação e no consumo final são componentes importantes nas políticas energéticas
(HERTOG, 2014). Isso mostra que a preocupação de se utilizar cada vez mais equipamentos e
sistemas com maior rendimento é de caráter global.
Enquanto isso, nos países em desenvolvimento, o interesse em políticas energéticas
mais eficientes renasceu devido ao rápido crescimento da demanda de energia elétrica. Vários
estudos técnicos demonstraram que se os países em desenvolvimento usassem as melhores
tecnologias disponíveis, um declínio dramático nas necessidades energéticas seria alcançado
(HERTOG, 2014). Estes estudos estão de acordo com o que vários ambientalistas defendem,
pois reduziria o impacto ambiental causado pela necessidade de aumentar a produção de energia
elétrica. Portanto, devido ao baixo rendimento energético em países em desenvolvimento, o
potencial para alcançar maiores ganhos em eficiência energética é significante.
Consequentemente, tornar sistemas mais eficientes é uma meta em qualquer ponto de
vista, atrelando os custos de investimento com retornos viáveis. “Desde então a eficiência
energética tem sido considerada como um recurso energético adicional, em muitos casos
mostrando maior economicidade do que as alternativas disponíveis” (VIANA et al, 2012, p.
57). Na verdade, a eficiência energética engloba o uso da engenharia com a análise econômica
para a criação e implementação de projetos, abrindo uma nova gama de estudos.

1.1.1 Meio ambiente

É debatido mundialmente a necessidade de conciliar as nossas demandas energéticas


com a manutenção do meio ambiente. Isso acarreta no aumento do foco em sistemas
energeticamente mais eficientes em países em desenvolvimento porque o aumenta de suas
17
demandas energéticas traz um impacto mundial (HERTOG, 2014). Logo, o Brasil tem um papel
de destaque na geopolítica do planeta devido a sua grande capacidade de crescimento tanto
industrial quando populacional.

1.1.2 Eficiência Energética em Edificações

A Eficiência Energética em Edificações é definida como “adequação do edifício ao


entorno para reduzir sua demanda energética [...] com relação ao aquecimento, refrigeração, e
iluminação com a finalidade de reduzir substancialmente o consumo energético da energia
convencional” (FERRER; GARRIDO, 2013, p. 2). Embora a reabilitação energética dos
sistemas seja fundamental, o maior impacto é através da redução da demanda. Logo, a aplicação
deste tipo de projeto pode envolver tanto edifícios em fase de planejamento e construção quanto
edifícios já construídos, pois é possível sempre melhorar os sistemas já instalados em qualquer
prédio.
A iluminação é responsável por uma parcela considerável do consumo de energia
elétrica, contribuindo com “aproximadamente 23% do consumo de energia elétrica no setor
residencial, 44% no setor comercial e serviços públicos e 1% no setor industrial” (VIANA et
al, 2012, p. 123). Logo, trabalhar na readequação de sistemas de iluminação é aplicar a
eficiência energética.

1.1.3 Lei 10.295 de Outubro de 2001

Como forma de fomentar o uso de melhores políticas de eficiência energética no país,


muito em decorrência da crise energética na qual o Brasil passou na década passada, foi
sancionada a lei 10.295 de 17 de outubro de 2001, que dispõe sobre a Política Nacional de
Conservação e Uso Racional de Energia. Em seu artigo 4o estabelece que: “O Poder Executivo
desenvolverá mecanismos que promovam a eficiência energética nas edificações construídas
no País” (CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, 2001). Dito isto, a eficiência
energética se tornou política de Estado, devido a sua grande importância para o
desenvolvimento da nação.

1.1.4 NORMA ISO 50001

A ISO 50001 foi desenvolvida como um manual para guiar organizações a reduzirem
significantemente os custos com energia através de investimentos rentáveis, em conjunto com
uso racional de energia elétrica. O objetivo da sua aplicação é fazer com que empresas e
18
instituições melhorem suas performances energéticas e assim sejam organizações
energeticamente eficientes (ECCLESTON; MARCH; COHEN, 2012). Os três principais
benefícios ao se implementar em um sistema de gerenciamento de energia são:
1. Economizar dinheiro, aumentando a eficiência energética ou reduzindo de maneira
eficiente a geração e/ou consumo de energia elétrica.
2. Reduzir as emissões de gases do efeito estufa que contribuem para o aquecimento
global.
3. Promover melhores relações publicas ao demonstrar que as organizações estão
fazendo esforços tangíveis e mensuráveis no que diz respeito ao uso eficiente dos
recursos energéticos.

1.1.5 Importância de indicadores de eficiência energética

Um projeto de eficiência energética nada mais é do que aumentar o rendimento de um


sistema, ou seja, projetar a realização da mesma atividade diminuindo a quantidade de energia
usada normalmente. A partir da concepção do projeto, até a execução e análise final, existem
etapas gerenciais a serem seguidas que são: Identificar, Quantificar, Modificar e Acompanhar.
Esta metodologia é conhecida comumente como PDCA, do inglês Plan-Do-Check-Act. O
PDCA pode ser esquematizado conforme Figura 1 - Etapas de um programa de uso racional de
energia..

Figura 1 - Etapas de um programa de uso racional de energia.

IDENTIFICAR

QUANTIFICAR

MODIFICAR

ACOMPANHAR
Fonte: VIANA, et al., 2012, p.59

Identificar: foco em analisar o sistema atualmente existente, identificando possíveis


melhorias para formular um projeto.
19
Quantificar: foco em analisar o impacto das melhoras e de qual forma o projeto
proposto pode ser executado.
Modificar: foco em executar o projeto, modificando as variáveis previamente
identificadas.
Acompanhar: foco em acompanhar os reais impactos após a execução do projeto.

1.2 SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO

Há uma grande oportunidade para a aplicação de projetos de eficiência energética em


sistemas de iluminação. Isso acarreta em muitos projetos para o desenvolvimento de sistemas
mais eficientes, mas também o fato de que o impacto ambiental está atrelado à um melhor
retorno econômico, e é justamente isso que define as maiores vantagens de projetos
energeticamente eficientes.
Nesta seção são apresentados os conceitos principais das grandezas analisadas nesta
pesquisa, assim como os critérios que definem os requisitos de um bom projeto de
luminotécnica.

1.2.1 Conceitos Básicos

1.2.1.1 Luz

A luz pode ser definida como “uma forma de radiação eletromagnética que estimula a
visão humana, capaz de produzir uma sensação de visual” (COTRIM, 2009, p. 349). Em
sistemas de iluminação, as lâmpadas são responsáveis por fornecer a melhor luz possível para
que possamos desenvolver nossas atividades adequadamente.
Na figura 2, observa-se o espectro eletromagnético, com destaque para os
comprimentos de onda que estimulam a visão humana.
0–7 Raios cósmicos

0–9 – 380

0–11
Fig. 1: Espectro eletromagnético.
0–15

20
Figura 2 - Curva de Sensibilidade
Fig. 2: Curva de sensibilidadedo
do olho
olho a a radiações monocromáticas.
radiações monocromáticas.
diação emite ondas eletromagnéticas. 100
erentes comprimentos, e o olho
%
vel a somente alguns. Luz é, portanto,
80
magnética capaz de produzir uma Noite Dia
(Figura 1). A sensibilidade visual para
ó de acordo com o comprimento de 60

o, mas também com a luminosidade.


bilidade do olho humano demonstra 40
e menor comprimento de onda (violeta 380 780

aior intensidade de sensação luminosa 20


a luz (ex. crepúsculo, noite, etc.),
ações de maior comprimento de onda
0
ho) se comportam ao contrário 300 400 500 600 700 nm
UV Luz IV

Fonte: OSRAM, 2014, p 2

1.2.1.2 Campo Visual


Há uma tendência em pensarmos que os objetos já possuem cores definidas.
Na verdade, a aparência de um objeto é resultado da iluminação incidente sobre
o mesmo. Sob uma luz branca, a maçã aparenta ser de cor vermelha pois ela
O campo visual do olho humano é a extensão angular do espaço no qual um objeto
tende a refletir a porção do vermelho do espectro de radiação absorvendo a luz
podecomprimentos
nos outros ser percebido,
deéonda.
dado Se 50o para cima,
por:utilizássemos um 60 o
filtropara
parabaixo
removere 80ao horizontalmente para cada
porção do vermelho da fonte de luz, a maçã refletiria muito pouca luz parecendo ILUMINAÇÃO
ladonegra.
totalmente (VIANA et al, 2012).
Podemos ver quePortanto, a fonte de
a luz é composta porluztrês
decores
uma loja deve estar fora do alcance direto
primárias.
A combinação
do campo das visual
cores vermelho,
de Campo verde epara
uma pessoa azul permite
evitar oobtermos o branco.
ofuscamento (definido a seguir). A figura 3
7.2.3. visual
A combinação de duas cores primárias produz as cores secundárias - margenta,
amarelorepresenta
e cyan. Asotrês
campo visual dodo
olho humano sob a incidência de
das Cores
cores
Campo primárias
visual dosadas
olho é aem diferentes
extensão douma
quantidades
angular fontenoluminosa
espaço qual umnoobjeto
teto.
permite obtermos outras cores de luz. Da mesma forma que surgem diferenças
na visualização pode
dasser percebido,
cores ao longoédodado por: 50O para
dia (diferenças da cima,
luz do60 sol para
O
baixo e 80O horizontalmente
ao meio-dia
para
), as fontes de luz artificiais cada lado.
também apresentam Figura 3 - Campo
diferentes visualAs
resultados. dolâmpadas
olho humano.
por exemplo, tendem a reproduzir com maior fidelidade as cores vermelha e amarela do
rde e azul, aparentando ter uma luz mais “quente”.

Fonte: MARQUES, et al, 2016, p 215


Figura 7.3 - Campo visual do olho

7.2.4. Comprimento de onda (l)

É a distância na direção de propagação de uma onda periódica entre dois


pontos sucessivos em concordância de fase. Unidade: metro - m.
21
1.2.1.3 Ofuscamento

Efeito de uma luz forte no campo de visão do olho. Pode provocar sensação de
desconforto e prejudicar o desempenho visual nas pessoas presentes no ambiente (VIANA et
al, 2012). Logo, o ofuscamento é um dos problemas a serem evitados nos projetos de
iluminação. Como solução, usa-se as lâmpadas dispostas perpendicularmente a superfície do
plano de trabalho. Um dos exemplos mais comuns, é a cegueira momentânea causada por um
carro vindo no sentido contrário de uma avenida. A figura 4 exemplifica o ofuscamento em
uma avenida de duplo sentido.

Figura 4 - Ofuscamento causado por um carro em sentido contrário.

Fonte: SETOR VIDREIRO, 2012

1.2.1.4 IRC – Índice De Reprodução De Cores

O IRC, no sistema internacional de medidas, é um numero de 0 a 100%


que classifica a qualidade relativa de reprodução de cor de uma fonte, quando
comparada com uma fonte padrão de referencia da mesma temperatura de cor. O IRC
identifica a aparência como as cores dos objetos e pessoas serão percebidos quando
iluminados pela fonte de luz em questão. Quanto maior o IRC, melhor será o
equilíbrio entre as cores (MARQUES et al, 2006, p. 221).

Para a luz do dia o IRC é de 100%. Lâmpadas dicroicas possuem IRC de 100%. Na
figura 5, a esquerda da imagem temos uma lâmpada de LED com alto IRC (85%), enquanto
que a direita da imagem temos uma lâmpada de vapor de sódio com baixo IRC (40%). Percebe-
se que o baixo IRC prejudica muito a distinção dos objetos e a definição de cores é bastante
afetada.
sob as mesmas condições, porém iluminado com fontes luminosas diferentes. À esquerda a iluminação
é feita por LED’s (light emitting diode ou diodo emissor de luz) de alto IRC, e à direita com lâmpadas
a vapor de sódio em alta pressão com baixo IRC. Nota-se que na segunda situação a definição das
cores é prejudicada. 22
Figura 5 - Comparativo entre Lâmpada LED e Vapor de Sódio.

Fonte: PESSOA JUNIOR, 2012, p. 6


Figura 1 – Comparativo entre duas fontes luminosas com diferentes IRC’s.
Fonte: COPEL e GE – General Eletric (2011).
1.2.1.5 Área Projetada
Figura 7.1 - Transformação de energia ultravioleta em luz visível
2.1.7. AVárea
IDA MEDIANA
projetada de uma lâmpada, numa dada direção, é a área de projeção ortogonal
7.2.2.
Tempo Área
da superfícieapós o projetada
qualnum
luminosa, 50% das perpendicular
plano lâmpadas de àuma determinada
direção específicaamostragem,
(MARQUESsubmetidas
et al, 2006).a um
ensaio de avida,
Logo, áreadeixam de funcionar.
de projeção está relacionada com o ângulo de abertura da lâmpada e a altura do
A área projetada de uma luminária, numa dada direção, é a área de proje-
plano que é tomado como base, comumente chamado de plano de trabalho. Sua unidade é o
ção ortogonal da superfície luminosa, num plano perpendicular à direção específica.
metro quadrado
2.1.8. (m2). A figura 6 mostra uma área projetada de uma lâmpada.
2DISTORÇÃO HARMÔNICA TOTAL
Unidade - m
Entende-se por distorção harmônica total (THD – Total Harmonic Distortion), a relação entre a
Figura 6 - Área projetada por uma lâmpada.
soma dos valores eficazes de todas as componentes harmônicas de uma determinada forma de onda
pelo valor eficaz de sua componente fundamental, expresso normalmente em termos percentuais.
Para este manual, define-se THDi como a distorção harmônica da corrente absorvida por uma
carga não linear, em geral equipamentos eletroeletrônicos, em relação à onda senoidal pura com
frequência de 60Hz, fornecida pela concessionária. Com relativa intensidade, uma corrente com
elevado THDi pode provocar distorções nas formas de onda da corrente e tensão do sistema elétrico,
reduzindo a qualidade da energia entregue e prejudicando o funcionamento de outros equipamentos
conectados à mesma rede.

fevereiro de 2012 SED/DNGO/VNOT Página 6

Fonte: MARQUES, et al., 2016, p 214


Figura 7.2 - Área projetada de uma luminária

214
23
1.2.1.6 Temperatura Correlata de Cor (TCC)

“É usada para descrever a cor de uma fonte de luz. A TCC é medida em Kelvin (K),
variando de 1500K, cuja aparência é avermelhada, até 9000K, cuja aparência é azulada”
(VIANA et al, 2012, p. 130). No mercado de lâmpadas, as com valor acima de 4000K são
chamadas de “lâmpadas de cores frias”, as abaixo de 3100K são chamadas de “lâmpadas de
cores quentes” e as que se encontram na faixa de 3100K à 4000K são chamadas de “lâmpadas
de cores neutras”. A figura 7 mostra as 3 temperaturas de cor correlatas existentes.

Figura 7 - Temperatura de cor correlata nas cores quente, neutra e fria.

Fonte: EMPALUX, 2013

1.2.1.7 Vida Útil

A vida útil de uma lâmpada está relacionada à dois conceitos. A “Depreciação do


Fluxo Luminoso” (DFL) e a “Vida Mediana Nominal” (VMN). A DFL é a “diminuição
progressiva da iluminância do sistema de iluminação” (VIANA et al, 2012, p. 124). A VMN é
a “correspondência ao valor no qual 50% de uma amostra de lâmpadas ensaiadas se mantém
acesas sob condições controladas em laboratório” (VIANA et al, 2012, p. 130). Nos manuais e
nas folhas de dados fornecidos pelos fabricantes, a vida útil, expressa em horas, relata o tempo
médio de uso em que a lâmpada opera em condições nominais. Logo, se o fluxo luminoso fica
muito abaixo do nominal, ou a lâmpada deixa de operar, é considerado que a sua vida útil
acabou. A figura 8 apresenta diferentes lâmpadas e suas respectivas vidas útil.
24
Figura 8 - Vida útil dos diversos modelos de lâmpada encontrados no mercado.

Fonte: EMPALUX, 2013

1.2.1.8 Fluxo Luminoso (lúmen)

O fluxo luminoso é definido como a “quantidade de luz produzida por uma fonte
luminosa, emitida em todas as direções, que pode produzir estímulo visual. A unidade de fluxo
luminoso o é lúmen (lm)” (VIANA et al, 2012, p. 126). A figura 9 ilustra o fluxo luminoso de
uma lâmpada.

Figura 9 – Exemplo de Fluxo Luminoso para uma lâmpada genérica.

Fonte: EMPALUX, 2013


25
1.2.1.9 Iluminância (lux)

A iluminância é definida como:

CONSERVAÇÃO DE ENERGIA
Fluxo luminoso incidente por uma unidade de área iluminada, ou um ponto
de uma superfície, a densidade superficial de fluxo luminoso recebido. A unidade de
medida usual é o lux, definido como sendo a iluminância de uma superfície plana, de
7.2.14. Iluminância
área igual a(E)
1m2, que recebe, na direção perpendicular, um fluxo luminoso igual a 1
lm, uniformemente distribuído” (VIANA et al, 2012, p. 127).
A iluminância é definida como sendo o fluxo luminoso incidente por unidade
de áreaAiluminada,
iluminância
ouéainda,
mencionada
em umna NBRde5413:1992
ponto e é uma densidade
uma superfície, fator preponderante nos
superficial
de fluxo de
requisitos luminoso recebido.
iluminação em diversos ambientes. Abordaremos as normas brasileiras no
decorrer do trabalho. A figura 10 exemplifica como o valor da iluminância muda conforme a
distância da fonte de luz aumenta. Quanto mais próximo da fonte luminosa maior será o valor
medido. A unidade de medida usual é o lux, definido como sendo a iluminância de
uma superfície plana, de área igual a 1 m2 , que recebe, na direção perpendicular, um
fluxo luminoso igual aFigura
1 lm, 10
uniformemente distribuído.
- Iluminância de uma fonte de luz.

Figura 7.10 - Iluminância de uma fonte de luz


Fonte: MARQUES, et al., 2016, p 220
Considerando agora ambientes de trabalho, a iluminância é definida como
iluminância mínima no plano de trabalho, cujos valores recomendados pela NBR
5413 estão apresentados na tabela a seguir:
26
1.2.1.10 Eficiência ou Rendimento

Uma maneira de categorizar as lâmpadas é referente ao seu desempenho energético,


comumente conhecido como eficiência ou rendimento. O rendimento energético é definido
como a razão entre o fluxo luminoso e a potência consumida pela lâmpada ao gerar esse fluxo
(OSRAM, 2014). Lâmpadas com alto rendimento são mais caras. A figura 11 ilustra diferentes
tipos de lâmpadas e seus respectivos rendimentos.

Figura 11 - Rendimento energético dos tipos de lâmpadas.

Fonte: EMPALUX, 2013

1.2.1.11 Luxímetro

O luxímetro é o instrumento utilizado para medição de iluminância em ambientes com


iluminação natural e/ou artificial (MARQUES et al, 2006). Ele funciona com uma fotocélula
sensível a luz e mede a iluminância pontual do recinto (OSRAM, 2014). A figura 12 ilustra um
luxímetro fazendo uma leitura.
Iluminância (Iluminamento)
Símbolo: E
Unidade: lux (lx) 27
Figura 12 - Uso do luxímetro para medição de iluminância. A luz que uma lâm
Fig. 7: Iluminância
superfície a qual i
luminotécnica, den
OSRAM Iluminância. (Figur
Expressa em lux (l
uma fonte de luz q
situada à uma cert
Em outras palavra
grandeza é:

ϕ
E=
A

Fonte: OSRAM,2014

1.2.1.12 Área ou Plano de Trabalho


E também a relação entre intensidade luminosa e o quadrado da distância(l/d²)
dentro
A NBR de um estabelece
5413:1992 ambiente, e apode
que serlocal
área do medida com onaauxílio
de trabalho de um
qual a tarefa luxímetro.
visual é Com
distribuído uniformemente, a iluminância não será a mesma em todos os ponto
realizada e sua
sealtura variaadeiluminância
por isso acordo com amédia
atividade realizada
(Em). (ASSOCIAÇÃO
Existem BRASILEIRA o valor mí
normas especificando
DE NORMAS TÉCNICAS, 1992).
diferenciados A altura é exercida
pela atividade a distânciarelacionados
relativa do chão
aoà conforto
superfície visual.
onde a Alguns do
tarefa visualestão relacionados
é executada. Quando nonãoanexo 1 (ABNT -deste
há especificação NBRvalor,
5523).
é considerado a altura
padrão de 80 centímetros. A figura 13 ilustra a superfície do plano de trabalho.
Luminância
FiguraL13 - Ilustração da superfície do plano de trabalho.
Símbolo:
Unidade: cd/m2

Das grandezas men


Fig. 8 isto é, os raios de luz

Iluminância –
Luz incidente não é visível ? sejam refletidos em
a sensação de clarid
Essa sensação de c
Luminância. (Figura

Em outras palavras,
emana de uma supe
aparente. (Figura 9)

A equação que perm


Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2013, p. 26
I
L=

!
.
A cos a
Luminância –
Luz refletida é visível
onde
L = Luminância, em
28
1.2.2 Lâmpadas e Luminárias

Luminárias e lâmpadas compõe juntas a parte mais importante de um sistema de


iluminação. As lâmpadas fornecem a energia luminosa para o ambiente com o auxílio das
luminárias.

1.2.2.1 Luminárias

Um sistema de iluminação é composto por outras partes além da lâmpada,


propriamente dita, mas existe também a luminária, a qual possui uma função específica. A
luminária é o sustentáculo responsável por uma melhor distribuição luminosa, melhor proteção
contra as intempéries, permitindo ligação à rede elétrica, além da função estética para adequar
o sistema de iluminação ao ambiente (CREDER, 2007). A figura 14 ilustra diferentes tipos de
lâmpadas.

Figura 14 - Modelos comuns de lâmpadas e luminárias para diferentes usos estéticos.

Fonte: LA WEB DEL LED, 2016

1.2.2.2 Bases

A base ou soquete das lâmpadas, é um dispositivo de forma complementar à base de


uma lâmpada, para fixá-la em posição e ligá-la ao circuito de alimentação (ITAIM
29
ILUMINAÇÃO, 2008). A base varia de acordo com a conexão da lâmpada. A figura 15
exemplifica alguns modelos de soquetes existentes para os mais variados tipos de lâmpadas.

Figura 15 - Exemplos dos diferentes tipos de bocais das lâmpadas.

Fonte: EMPALUX, 2013

1.2.2.3 Lâmpadas Quartzo-Halógena (Dicroica)

As lâmpadas dicroicas são caracterizadas da seguinte maneira:

Lâmpadas halógenas pertencem à família das lâmpadas incandescentes de


construção especial, pois contem halogênio adicionado ao gás criptônio dentro do
bulbo. A lâmpada halógena possui uma vida mediana e uma eficiência luminosa um
pouco maiores do que a incandescente comum. Em média, 40% do calor gerado pela
lâmpada é dissipado na direção do recinto, ocasionando no aumento de temperatura
do ambiente. Devido ao fato de apresentarem um fluxo luminoso maior e uma boa
reprodução de cores, são utilizadas em iluminação de fachadas, áreas de lazer, artes
gráficas, teatros, estúdios de TV, faróis de automóveis, entre outras (VIANA et al,
2012, p. 132).

As lâmpadas quartzo-halógenas são denominadas como dicroicas. As principais


características das dicroicas são sua pequena dimensão, normalmente com volume menor que
um cubo de 5 cm de arestas, e operam normalmente sob tensão de 12 volts (Creder, 2007).
Consequentemente, as lâmpadas dicroicas funcionam com um transformador em série com a
rede elétrica ou suas luminárias possuem transformadores acoplados.
Sua principal utilização é devido ao seu IRC de 100% (CREDER, 2007). Portanto, as
lâmpadas dicroicas são utilizadas em ambientes que requerem uma alta fidelidade e precisão na
reprodução de cores. A figura 16 mostra uma lâmpada halógena dicroica.
30
Figura 16 - Lâmpada Dicroica, Philips.

Fonte: CREDER, 2007, p. 147

1.2.2.4 Lâmpadas LED

Os diodos emissores de luz (LED) são componentes semicondutores que


convertem corrente elétrica em luz visível. Com tamanho reduzido, o LED oferece
vantagens através de seu desenvolvimento tecnológico, tornando-o numa alternativa
real na substituição das lâmpadas convencionais. Diferentemente das halógenas, as
lâmpadas led dissipam seu calor acima da projeção da lâmpada, logo não irradia calor
na direção do recinto que ilumina (VIANA et al, 2012, p. 142).

Assim, a tecnologia LED é a mais estudada no momento. Por se tratar de uma


tecnologia recente, a cada ano surgem lâmpadas mais eficientes e robustas para as diversas
finalidades e aplicações. As principais vantagens da tecnologia LED são:
• Extensa vida útil;
• Alta eficiência luminosa;
• Variedade de cores;
• Dimensões reduzidas;
• Alta resistência a vibrações e choques;
• Não gera radiação ultravioleta nem infravermelha;
• Baixo consumo de energia e pouca dissipação de calor;
• Redução nos gastos com manutenção, permitindo a sua utilização em locais de difícil
acesso;
• Possibilidade de utilização com sistemas fotovoltaicos isolados.
31
1.2.2.5 Comparativo

Comparando as lâmpadas dicroicas e LED, o custo benefício de se usar as lâmpadas


LED é muito maior. A grande vantagem da lâmpada dicroica é o fato dela reproduzir com mais
fidelidade as cores dos objetos. Mais detalhes no capítulo 3 sobre a implementação do projeto.

1.2.3 Características de um bom Projeto de Iluminação

Um projeto de iluminação depende da atividade final que será desenvolvida no recinto.


Em nosso caso, por se tratar de uma loja de vestuário, os seguintes requisitos são levados em
conta:
1. Incidência dos raios de luz (fluxo luminoso) da fonte luminosa (lâmpada) não se projete
diretamente no campo visual do observador (clientes e colaboradores), desta forma,
evitamos o ofuscamento da visão.
2. Alto Índice de Reprodução de Cores (IRC) para garantir a fidelidade das cores dos
produtos em exposição.
3. A área projetada de iluminação seja de tal forma a evitar o surgimento de zonas escuras
e/ou sombreadas no ambiente.
4. A temperatura de cor correlatada das lâmpadas seja quente, pois fornece um melhor
aconchego e conforto visual.
5. Possua a maior vida útil possível, consequentemente, os gastos com manutenção serão
reduzidos.
6. A iluminância média esteja de acordo com o estabelecido pela norma brasileira de
iluminação.
7. O sistema de iluminação seja eficiente, logo, consumindo menos energia e menos calor
sendo dissipado para o ambiente.
8. Fácil substituição, não havendo dificuldades para encontrar uma lâmpada substituta no
mercado.

1.3 NORMAS BRASILEIRAS

Nesta seção, serão apresentadas as normas brasileiras regulamentares (NBR) que


versam sobre os sistemas de iluminação. A NBR 5382:1985 explica como se efetua a medição
32
da iluminância. A NBR 5413:1992 versa sobre os aspectos de um sistema de iluminação e
também sobre os valores mínimos de iluminância, dentre outros tópicos.
Ressalta-se que a nota técnica 224/2014 do Ministério do Trabalho e Emprego trata
sobre o item 17.5.3.3 da NR 17 referente aos níveis de iluminância e o cancelamento da NBR
5413:1992 e 5382:1985. Em relação à iluminação nos locais de trabalho, a NR 17 dispõe em
seu item 17.5.3.3 que “os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de
trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413:1992, norma brasileira
registrada no INMETRO” (MINITÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO, 2014, p. 1).
No final da nota técnica 224/2014, no item conclusão, é estabelecido que:
Face ao exposto, informa-se que para o cumprimento do item 17.5.3.3
devem ser observados os valores de iluminância previstos na ABNT NBR 5413:1992,
bem como os métodos de avaliação estabelecidos na norma ABNT NBR 5382:1985
(MINITÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO, 2014, p. 2).

Logo, como os pareceres técnicos do Ministério do Trabalho e Emprego estão


legalmente acima das atualizações feitas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, este
projeto não se baseia na NBR ISO 8995-1, mas sim nas NBR 5413:1992 e NBR 5382:1985.

1.3.1 NORMA NBR 5382:1985

A NBR 5382:1985 versa sobre os métodos de medição de iluminância em ambientes


de iluminação interna sem exposição a luz natural. Dentre os padrões de medição, dois métodos
são utilizados neste projeto. O primeiro é a medição em ambientes regulares com uma fileira
de luminárias simetricamente espaçadas. O segundo é a medição em ambientes regulares com
duas fileiras de luminárias simetricamente espaçadas.
O luxímetro é o equipamento utilizado para se medir o lux nos diversos pontos do
ambiente. Os valores devem ser medidos a 80 cm de altura do chão ou na altura do plano de
trabalho, quando assim especificado (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS, 1985).

1.3.1.1 Campo de Trabalho Retangular com duas ou mais fileiras de Luminárias

Para obter a iluminância média em lux de uma área retangular, com fontes de luz em
padrão regular e simetricamente espaçadas em duas ou mais fileiras, utiliza-se a equação 1.
33
Equação 1 – Iluminância Média

# $%& '%& () $%& (* '%& (+


𝐸=
$'

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1985, p.2

Onde:
E: iluminância média;
N: número de luminárias por fila;
M: número de filas;
R: média aritmética dos pontos r1 à r8 medidos no ambiente de trabalho;
Q: média aritmética dos pontos q1 à q4 medidos no mesmo ambiente;
T: média aritmética dos pontos t1 à t4 medidos no mesmo ambiente;
P: média aritmética dos pontos p1 e p2 medidos no mesmo ambiente.

Todos estes pontos estão identificados na figura 17, representando um campo de


trabalho retangular, iluminado com fontes de luz em padrão regular, simetricamente espaçadas
em duas ou mais fileiras:

Figura 17 - campo de trabalho retangular.

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1985, p.3


34
1.3.1.2 Área Retangular com uma Linha Contínua de Luminárias

Para obter a iluminância média em lux de uma área retangular, com uma linha contínua
de luminárias, utiliza-se a equação 2.

Equação 2 – Iluminância Média

) $%& (+
𝐸=
$

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1985, p.2

Onde:
E é a iluminância média;
N é o número de luminárias;
Q é a média aritmética dos pontos q1 à q8 medidos no ambiente de trabalho;
P é a média aritmética dos pontos p1 e p2 medidos no mesmo ambiente.

Todos estes pontos estão exemplificados na figura 18 como campo de trabalho de área
regular com linha única de luminárias individuais:

Figura 18 - Área regular com linha única de luminárias individuais.

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1985, p. 3


35
1.3.2 NORMA NBR 5413:1992

A NBR 5413:1992 especifica os valores mínimos necessários para que as atividades


visuais sejam desempenhadas com conforto e sem danos a visão dependendo do tipo atividade
exercida no ambiente. Os valores trabalhados são relacionados aos valores mínimos que devem
ser usados em lojas de centros comerciais. Todos os valores mínimos de iluminância foram
estabelecidos utilizando a NBR 5413:1992.

1.3.2.1 Requisitos para o Planejamento da Iluminação

Os requisitos necessários para o planejamento da iluminação dependem de qual


atividade é desenvolvida no dado ambiente. Abaixo, o Quadro 1 foi extraída da NBR 5413:1992
exemplificando alguns locais e seus respectivos requisitos para os valores mínimos de
iluminância.
Quadro 1

Valores mínimos de iluminância e suas atividades fins.

Classe Iluminância Tipo de Atividade


A
20 - 30 - 50 Áreas públicas com arredores escuros.

Iluminação 50 - 75 - 100 Orientação simples para permanência curta.


geral para áreas
usadas
Recintos não usados para trabalho contínuo;
interruptamente 100 - 150 - 200
depósitos.
ou com tarefas
visuais simples. Tarefas com requisitos visuais limitados,
200 - 300 - 500
trabalho bruto de maquinaria, auditórios.
B Tarefas com requisitos visuais normais,
500 - 750 - 1000
trabalho médio de maquinaria, escritórios.
Iluminação
geral para área Tarefas com requisitos especiais, gravação
de trabalho. 1000 - 1500 - 2000
manual, inspeção, indústria de roupas.
C Tarefas visuais exatas e prolongadas,
2000 - 3000 - 5000
eletrônica de tamanho de pequeno.
Iluminação Tarefas visuais muito exatas, montagem de
adicional para 5000 - 7500 - 10000
microeletrônica.
tarefas visuais
difíceis
10000 - 15000 - 20000 Tarefas visuais muito especiais, cirurgias.

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1992, p. 2


36

Estes valores são levados em conta no projeto. Os três limites acima mencionados na
Quadro 1 são os valores mínimos de iluminância necessária em cada recinto. Para se escolher
dentre os valores especificados, deve-se averiguar os fatores que determinam qual é o valor
adequado. Estes fatores estão no Quadro 2.
Quadro 2

Fatores determinantes a da iluminância adequada.

Características da tarefa e do Peso


observador -1 0 +1
Inferior a 40 De 40 a 55 Superior à 55
Idade
anos anos anos.
Sem
Velocidade e precisão Importante Crítica
importância
Refletância do fundo da De 30% a
Superior à 70%. Inferior à 30%.
tarefa 70%.
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1992, p. 2

Os procedimentos a serem adotados são:

1. Analisar cada característica para determinar o seu peso (-1, 0 ou +1);


2. Somar os três valores encontrados, algebricamente, considerando o sinal;
3. Usar a iluminância inferior do grupo, quando o valor total for igual a -2 ou -3; a
iluminância superior, quando a soma for +2 ou +3; e a iluminância média, nos outros
casos.

Concluído este procedimento, é determinado qual o valor mínimo deve ser utilizado
no projeto de iluminação dentro do grupo de valores apresentados. O Quadro 3 contendo valores
extraídos da NBR 5413:1992 referente a iluminação de lojas em pequenos ou grandes centros
comerciais.
37
Quadro 3

Iluminação de Interiores

NBR 5413 - Iluminação de Interiores


5.3.58 Lojas
Vitrines e balcões (centros comerciais de
Baixo Médio Alto
grandes cidades)
Geral 750 1000 1500
Iluminação suplementar com facho concentrado 3000 5000 7000
Interior de Baixo Médio Alto
Lojas de artigos diversos 300 500 750
Centros Comerciais 300 500 750
Outros Locais 300 300 750
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1992, p. 10

Após a conclusão dos procedimentos e determinação do valor recomendado pela NBR


5413:1992, é iniciado o projeto luminotécnico para determinar o conjunto de lâmpadas a serem
instaladas em cada ambiente e o fluxo luminosos necessário para o local. Estes detalhes são
abordados no item 1.4.

1.4 CÁLCULO LUMINOTÉCNICO

Existem 4 métodos para determinar o número de luminárias em um recinto (Creder,


2007). Estes são:
• Pela carga mínima exigida por norma;
• Pelo método dos lúmens;
• Pelo método das cavidades zonais;
• Pelo método do ponto por ponto.
O mais utilizado entre os profissionais e projetistas de instalações elétricas é o Método
dos Lúmens. Este é o método escolhido para nosso projeto, pois se adequada melhor as
variáveis do problema.
O método dos lúmens é utilizado para se determinar o número de lâmpadas e
luminárias necessárias em um recinto. Este leva em conta as dimensões do recinto e o tipo de
ambiente que será iluminado. O passo-a-passo a ser seguido, segundo (Silva Marques, Haddad,
Silva Martins, Moreira Santos, & Simões, 2006), para se fazer os cálculos necessários é o
seguinte:
38
Escolha do nível de iluminamento (E);
Determinação do fator do local (K);
Escolha das lâmpadas e das luminárias;
Determinação do fator de utilização (FU);
Determinação do fluxo total (ØT);
Cálculo de luminárias;
Distribuição das luminárias.

1.4.1 Iluminância (E)

O nível de iluminância é escolhido de acordo com a NBR 5413:1992. Este valor leva
em consideração fatores como a idade média dos frequentadores do ambiente, precisão visual
necessária, cores do ambiente e atividade desenvolvida no local.

1.4.2 Fator Do Local (K)

O fator local (K) é calculado a partir das dimensões do ambiente em questão. Este
valor depende das altura, largura e comprimento do recinto. A equação 3 é utilizada para
determinação do fator local.
Equação 3 – Fator Local (K)

-./
K=
-(/ .0

Fonte: COTRIM, 2009, p. 441

Onde:
K: Fator do Local;
C: Comprimento em metros;
L: Largura em metros;
A: altura em metros.

1.4.3 Escolha das Lâmpadas e das Luminárias

Muitos fatores influenciam na escolha das luminárias. Detalhes técnicos como


estéticos são importantes nesta escolha. Deve-se observar os seguintes parâmetros:
• Iluminação adequada do plano de trabalho;
39
• Índice de reprodução de cores;
• Aparência estética da luminária;
• Funcionalidade;
• Objetivo da instalação (comercial, industrial, residencial, etc.);
• Facilidade de manutenção e reposição;
• Fatores econômicos.

1.4.4 Ângulo de Abertura da Lâmpada

O ângulo de abertura da lâmpada é diretamente relacionado com o ângulo α, dado pela


equação 4.
Equação 4 – Ângulo de Abertura
9
α = 2. arc tg
:

Fonte: OSRAM, 2014, p. 14

Onde:
𝛼: ângulo de abertura;
r: raio de projeção;
h: altura do recinto.
6 Estas variáveis
5 podem ser vistas com
4 mais detalhes na figura
3 19. 2

D
Figura 19 - Projeção e ângulo de abertura da lâmpada.

Lampada 1 2m 1m

Lampada 2

α α
h2
h

C
2,3 m
htotal
hplano
h1

1 rm

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA


40
1.4.5 Fator de Utilização (Fu)

O fator de utilização é definido como “a razão do fluxo útil que incide efetivamente
sobre um plano de trabalho e o fluxo total emitido” (VIANA et al, 2012, p. 126). Portanto, este
fator depende das dimensões do local, das cores do teto e das paredes, e do acabamento das
luminárias (CREDER, 2007).
Este valor é fornecido pelo fabricante, usualmente disponível nos catálogos de
produtos ou nas folhas de dados das lâmpadas. Para escolher o valor correto, utiliza-se o valor
do fator local (K) mais próximo fornecido pelo fabricante. Também se avaliam as reflexões
medias do recinto (teto e paredes) pelos seguintes valores (COTRIM, 2009):

1 – Superfície escura: 10% de reflexão.


3 – Superfície média – 30% de reflexão.
5 – Superfície clara – 50% de reflexão.
7 – Superfície branca – 70% de reflexão.

Em seguida, um número de 3 algarismos é formado com os dígitos acima. A escolha


do projetista é baseada na observação do ambiente, onde:

1o algarismo corresponde ao índice de reflexão do teto;


2o algarismo corresponde ao índice de reflexão das paredes;
3o algarismo corresponde ao índice de reflexão do piso.

A partir destes dados, procura-se na tabela fornecida pelo fabricante o valor do fator
de utilização. Com o valor do fator local (K) e do novo algarismo de 3 dígitos formado, o valor
apropriado é determinado. A figura 20 extraída do catálogo de um fabricante que ilustra o
Quadro do fator de utilização.
41
Figura 20 - Fator de utilização fornecido pelo fabricante.

Fonte: COTRIM, 2009, p. 452

1.4.6 Fator de Manutenção ou Depreciação (FM)

O fator de Manutenção é a proporção entre o fluxo emitido no fim do período de


manutenção da lâmpada e o fluxo luminoso inicial (CREDER, 2007). Logo, quanto melhor e
mais frequente a manutenção das lâmpadas, menor será a depreciação do fluxo luminoso inicial.
Para se determinar este valor, utiliza-se valores tabelados, conforme o Quadro 4.

Quadro 4

Fator De Manutenção

Tipo de Período de Manutenção (h)


Ambiente 2.500 5.000 7.500
Limpo 0,95 0,91 0,88
Normal 0,91 0,85 0,80
Sujo 0,80 0,66 0,57
Fonte: COTRIM, 2009, p 442
42
1.4.7 Fluxo Total (Øt)

Para o calculo do fluxo total, primeiramente determina-se o valor mínimo necessário


da iluminância pela equação 5.

Equação 5 – Iluminância (E)

Ø= .>? .>@
𝐸=
A

Fonte: COTRIM, 2009, p. 440

Depois de calculada a iluminância necessária, calcula-se o fluxo luminoso total


necessário que a lâmpada deve emitir pela equação 6.

Equação 6 – Fluxo Total (Øt)


C.D
ØB =
EF .EG

Fonte: COTRIM, 2009, p. 440

Onde:
E: iluminância média (determinado pela NBR 5413:1992);
ØT: fluxo total;
S: área do ambiente;
FU: fator de utilização;
FM: fator de manutenção.

1.4.8 Cálculo de Luminárias

Cada tipo e modelo de lâmpada tem em sua especificação o fluxo luminoso total
fornecido. Este valor é fornecido pelo fabricante nas embalagens do produto. A figura 21 foi
extraída de um catálogo contendo os valores do fluxo luminoso da lâmpada A60 de 14w da
OPUS Intensifique. Os dados técnicos mais relevantes para projetos elétricos são a voltagem,
fluxo luminoso e ângulo de abertura. A figura 21 mostra a especificação técnica de uma
lâmpada LED modelo A60 da OPUS Intensifique.
43
Figura 21 - Especificações Técnicas da uma Lâmpada.

A6014w Profissional

270° 14W 30.000


hrs

BIVOLT 1000lm 2 ANOS


garantia

Fonte: OPUS INTENSIFIQUE, 2015, p 26


ESPECIFICAÇÕES
MODELO Uma vez que LPA601460
as etapas anteriores foram completadas, o número de luminárias pode
FLUXO LUMINOSO
ser determinado 1000com
de acordo lm a equação 7.
TEMP. DE COR 6000K
ÂNGULO 270°
IRC > 80 Equação 7 – Número de Luminárias
POTÊNCIA 14 W
ØI
TENSÃO 100 - 240 V 𝑁=
FREQUÊNCIA 50/60 Hz ØJ
FATOR DE POTÊNCIA > 0.75
CORRENTE ELÉTRICA 147 mA (127 VFonte:
) COTRIM, 2009, p. 450
TEMP. DE OPERAÇÃO - 20°C a 40°C
Onde:
GRAU DE PROTEÇÃO IP 20
PESO N: 180 gde
número luminárias;
VIDA ÚTIL 30.000 h
GARANTIA ØT: fluxo total no ambiente;
2 ANOS

ØL: fluxo individual de cada luminária.


Equivalência 60 mm

14w
1.4.9
LED
=Distribuição
100w
Incand. das Luminárias
NÃO DIMERIZÁVEL
E27
120 mm

MODELO LP A60 1460


A distribuição das luminárias depende do espaçamento entre elas. Este valor depende
CÓD. BARRA 7898589030593
da altura relativa
CAIXA ao plano de trabalho e da sua distribuição
COM 50 UNIDADES de luz (MARQUES
Dimensão
et al, 2006).
Soquete
Este valor geralmente encontra-se entre 1 a 1,5 vezes o valor da altura útil em ambas as direções
(CREDER, 2007). Caso esta proporção não seja compatível com os valores reais, os mesmos
Catálogo 2015 | 25
devem ser ajustados para não ocorrer sombreamento no ambiente (VIANA et al, 2012). Este
44
ajuste pode ser feito mudando-se a distribuição das lâmpadas, escolhendo lâmpadas com ângulo
de abertura maior, e ainda, aumentando o número de luminárias no recinto. A figura 22
exemplifica uma distribuição uniforme e ideal de luminárias.
quantidade
Fig. 20: Recomendação quanto às distâncias entre luminárias e
Figura 22 - recomendação quanto às distâncias entre luminárias e paredes laterais.
paredes laterais

da a
a a a
a
luminárias, 2 2
nte método,
a se chegar b
Média (Em) 2
ma.

b
tor de Depreciação 2
oa Manutenção :
25
anutenção crítica:
67 Fonte: OSRAM, 2014, p. 13 3
Fig.21: Fig.22:
1.5 AVALIAÇÃO ECONÔMICA
Eficiência do
Recinto
A economia moderna funciona através de investimentos e retorno financeiro. É
(vide tabelas
anexo 5 ) I
necessário assegurar que o projeto seja vantajoso e o retorno seja maior que o investimento de
α
capital. Além disso, é preciso assegurar que o projeto tenha o menor custo possível. Para se
determinar a viabilidade econômica de um investimento, técnicasIα
de avaliação econômica são
tor de Utilização utilizadas. Em nosso caso, usaremos o método do Valor Presente Líquido (VPL) abordado no
= ηL • ηR
subitem 1.5.5. E E

1.5.1 Depreciação

ho da Esse método demonstra Fig.23:


A taxa de depreciação é a desvalorização de um capital durante os anos de
que a Iluminância (E) é
investimento (KHATIB, 2003). É definida como o investimento dividido pelos anos do
e que a inversamente proporcional
u "b" entre investimento.
ao quadrado
A equaçãoda utilizada para o cálculo da depreciação. Iα
8 é distância. I1
seja o dobro Por exemplo, dobrando-se α
ntre estas e a distância entre a fonte de
erais (vide luz e o objeto, reduz-se a
distância entre a fonte de
luz e o objeto, reduz-se a E
minação distância entre a fonte de
45
Equação 8 - Depreciação

U
𝐷𝑒𝑝𝑟𝑒𝑐𝑖𝑎çã𝑜 =
V

Fonte: KHATIB, 2003

Onde:
K: valor do investimento;
N: vida útil do equipamento ou período de avaliação do investimento.

1.5.2 Taxa de Desconto

Quando procedimentos de desconto são aplicados em dinheiro, esta taxa é definida


como taxa de desconto (KHATIB, 2003). Esta taxa é utilizada em análises econômicas para
cálculos de viabilidade econômica e retorno financeiro. Este valor é determinado pelo mercado
financeiro, seu valor deve ser consultado.

1.5.3 Imposto de Renda

A primeira tarefa de um governo é determinar a renda a ser taxada. Estas taxas estão
conectadas com o tipo do sistema de taxação, podendo ser uma contribuição de caráter pessoal
ou jurídico ou ambos (ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND
DEVELOPMENT, 2006). O imposto de renda da pessoa jurídica deve ser consultado.

1.5.4 Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa nada mais é do que o balanço entre receitas e despesas em um


determinado período, de tal forma que se pode avaliar se um investimento é vantajoso ou não
(CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS, 2009). Sua representação gráfica é uma linha
horizontal com setas verticais indicando entrada ou saída de capitais. A figura 23 abaixo mostra
um exemplo de fluxo de caixa.
Uma pessoa emprestou R$ 10.000,00 para receber após um ano R$ 11.000,00.
Desenhe este fluxo de caixa.

Figura 1 – Exemplo de fluxo de caixa 46


Figura 23 - Exemplo de um Fluxo de Caixa.

Fonte: CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A., 2009, p. 21

O Fluxo de Caixa (Fci) pode ser determinado pela equação 9.


Observa-se no fluxo de caixa desenhado que o valor que a pessoa emprestou
está representado para baixo, pois
Equação significa
9 – Fluxo uma
de Caixa saída para ela. Após um ano, o
(Fci)
dinheiro recebido está representado por uma seta indicando
_#
para cima.
𝐹𝑐𝑖 = 𝐸𝑐𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎 − 𝐺𝑎𝑠𝑡𝑜𝑠 − 𝐷𝑒𝑝𝑟𝑒𝑐𝑖𝑎çã𝑜 1− + 𝐷𝑒𝑝𝑟𝑒𝑐𝑖𝑎çã𝑜
&``

Exercício resolvido 1.6 Fonte: KHATIB, 2003


O exemplo anterior mostra o fluxo de caixa de quem emprestou um determina-
Onde:
do valor e, após um período, recebeu de volta com juros. Como ficaria o fluxo de
FCI: fluxo de caixa;
Economia: valor economizado no investimento;
Gastos: valor gasto no investimento;
Depreciação: valor do investimento dividido pelo número de anos;
IR: imposto de renda.
lise_economica.indd 21

1.5.5 Valor Presente Líquido (VPL)

O VPL é um método que transforma capitais futuros de um fluxo de caixa em valores


presentes, comparando o fluxo de caixa com o investimento inicial (CENTRAIS ELÉTRICAS
BRASILEIRAS, 2009). Esta comparação permite determinar a viabilidade econômica de um
projeto ou investimento. Para projetos economicamente atrativos, o VPL deve ser maior que
zero, caso negativo, o investimento não é atrativo. O VPL é calculado através da equação 10.
47
Equação 10 – Valor Presente Líquido

V >fg
𝑉𝑃𝐿 = −𝐾 + gn& =i m
(&( )
jkk

Fonte: KHATIB, 2003, p. 35

Onde:
VPL: Valor Presente Líquido;
K: Investimento;
i: ano;
n: total de anos da avaliação do investimento;
Td: taxa de desconto;
Fci: Fluxo de Caixa.
48
2. METODOLOGIA

Foram feitas pesquisas bibliográficas nas áreas de eficiência energética, sistemas de


iluminação e avaliação econômica. Estas serviram para reunir mais informações sobre o estado
da arte e as técnicas mais usadas, além de determinar a abordagem mais viável para a elaboração
do projeto, sempre considerando as limitações de tempo e de recursos.
Pesquisa mercadológica, avaliação técnica-econômica e testes dos equipamentos
selecionados foram aplicados para avaliar cada alternativa. Assim, a depuração de erros foi
possível para a identificação de problemas durante o trabalho.
Estas análises compõe a base teórica desta pesquisa, e isso influencia que grande parte
da literatura é referente a estas áreas do conhecimento. Finalizado o estudo dos fundamentos
teóricos e das decisões de abordagem, foram definidas as etapas de aplicação do projeto.

2.1 ETAPAS E SUBETAPAS

A implementação do sistema será feita em três etapas. A primeira etapa foi


denominada Aquisição, a segunda de Avaliação e a última de Execução. Cada etapa é
subdividida em subetapas complementares. A figura 24 apresenta a metodologia do projeto.

Figura 24 - Metodologia do Projeto.

AQUISIÇÃO DEFINIÇÃO EXECUÇÃO

IDENTIFICAR OS PRÉ-REQUISITOS DO
TROCA DAS LÂMPADAS
PROBLEMAS PROJETO
NECESSIDADES DO MEDIÇÃO DA
ANÁLISE GEOMÉTRICA ILUMINÂNCIA
PROPRIETÁRIO
MEDIÇÃO DA MEDIÇÃO DA
ADEQUAÇÃO A NORMA
ILUMINÂNCIA ILUMINAÇÃO

ANÁLISE DO MERCADO
MEDIÇÃO DO CONSUMO MEDIÇÃO DO CONSUMO
LOCAL

CÁLCULO DO
AVALIAÇÃO TÉCNICA CONSIDERAÇÕES FINAIS
FATURAMENTO

AVALIAÇÃO FINAL AVALIAÇÃO ECONÔMICA

NOVO CENÁRIO

INVESTIMENTO

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA


49
As etapas e seus detalhes serão explicadas minuciosamente no capítulo 3. Ao fim do
projeto consta a conclusão, com um breve resumo da síntese dos principais assuntos abordados,
o fechamento da hipótese, além de sugestões para eventuais trabalhos futuros.

2.1.1 Aquisição

Etapa do projeto onde se analisa a atual conjuntura do sistema de iluminação. Mede-


se as grandezas mais importantes, coleta-se as informações dos problemas existentes no recinto
e adquire-se os dados que serão usados de base para a implementação. Esta é subdividida em:
Identificar problemas: colher informações do cliente e seus colaboradores,
identificar pontos de ofuscamento, identificar se a dissipação de calor afeta o conforto do
ambiente.
Análise geométrica: tomar as medidas da loja e dividir os ambientes de acordo com
as suas características.
Medição da iluminância: medir a iluminância atual da loja.
Medição do consumo: medir o consumo de energia e a potência do sistema de
iluminação.
Cálculo do Faturamento: identificar o quanto está sendo gasto com o consumo de
energia em iluminação.
Análise da iluminância: comparar os valores com a NBR 5413:1992.

2.1.2 Definição

Avalia-se os dados da etapa anterior, compara-se com os requisitos estabelecidos pela


NBR 5413:1992 e pelo cliente, pesquisa-se os produtos e define-se o passo final para a etapa
de Execução.
Pré-Requisitos: checar a tensão de alimentação do sistema, ângulos mínimos de
abertura, IRC e temperatura de cor.
Necessidades do Proprietário: adicionar as sugestões e interesses do proprietário da
loja ao trabalho.
Adequação a NBR 5413:1992: classificar a loja de acordo com a NBR 5413:1992 e
determinar o valor mínimo de iluminância.
Análise do mercado local: pesquisar nas lojas especializadas da cidade de Manaus
quais lâmpadas ou luminárias disponíveis satisfazem os requisitos do trabalho.
50
Avaliação técnica: avaliar as marcas escolhidas se elas suprem as necessidades do
projeto.
Avaliação econômica: determinar se a escolha é economicamente viável. Caso haja
mais de uma selecionada a partir da avaliação técnica para o mesmo recinto, escolher a que
proporciona maior retorno financeiro.
Novo Cenário: calcular o gasto com energia do novo sistema.
Investimento: determinar o investimento total do projeto.

2.1.2.1 Execução

Instala-se o novo sistema de iluminação, mede-se os reais impactos das soluções


propostas, avalia-se o impacto do novo sistema.
Troca das lâmpadas: substituir o sistema atual de lâmpadas dicroicas pelas novas
lâmpadas LED.
Medição da iluminância: medir os novos níveis de iluminância e comparar com o
antes do projeto.
Medição da iluminação: conferir a existência de pontos de ofuscamento e incomodo
visual.
Medição do consumo: medir o novo consumo de energia e a potência do sistema de
iluminação.
Considerações finais: colher informações dos colaboradores sobre a nova instalação.

2.2 EQUIPAMENTOS E PROGRAMAS UTILIZADOS

Os equipamentos usados nas medições foram:


Wattímetro modelo ET-4080 e o Luxímetro modelo MLM-1010.
MATLAB versão 2014b para Macintosh para a avaliação econômica.
Microsoft Excel 2016 versão 15.26.16091000 para Macintosh para os gráficos.
AUTOCAD Electrical 2015 para Macintosh para o desenho das projeções.
Os modelos de lâmpadas escolhidas para o projeto foram:
CTB AR111 de 10 W, 180o, 800 lm e 15000 horas;
EMPALUX LED AR111 de 12 W, 35o, 900 lm e 30000 horas;
OSRAM LED Super Star de 13 W, 24o, 1330 lm, e 25000 horas.
Todas possuem IRC mínimo de 75% e temperatura correlata de cor quente.
51
3. IMPLEMENTAÇÃO

A loja PA Boutique, localizada no centro comercial Amazonas Shopping, na cidade


de Manaus, sofre de graves problemas de iluminação interior, ocasionando desconforto visual
para os frequentadores do ambiente (clientes e funcionários), pois não atende aos requisitos
mínimos estabelecidos por normas para uma iluminação confortável e aconchegante.
Isto trás grandes problemas como desconforto visual para clientes e funcionários,
dificuldades de distinção das cores (prejudicando a escolha dos clientes), dores de cabeça e
náuseas devido ao esforço desnecessário dos olhos, sombreamento de partes da loja (partes
escuras e outras mais claras), ofuscamento devido a fachos concentrados para auxiliar na
iluminação, dentre outros problemas.

3.1 AQUISIÇÃO DE DADOS

3.1.1 Identificação dos Problemas da Loja

As figuras 25 e 26 são referentes do lounge 1 da loja. Na figura 25, as roupas estão


expostas à baixa luminosidade, ocasionando sombras e penumbras no ambiente. Além do mais,
a baixa luminosidade dificulta a distinção das cores e formas dos produtos. Portanto, os clientes
precisam exigir mais da visão para fazerem uma escolha ou podem ter uma falsa impressão das
cores e formas dos produtos.
Na figura 26, o balcão possui uma iluminância um pouco melhor em comparação ao
resto da loja, mas abaixo do requisitado pela legislação vigente. A baixa iluminação neste local
atrapalha os colaboradores e funcionários ao exercerem suas atividades, por exemplo:
movimentação financeira, organização de documentos, manuseio de instrumentos, dentre
outros. A um prazo razoável, o esforço extra devido a baixa iluminância pode provocar
dificuldades na visão dos funcionários, podendo até exigir o uso de óculos ou outros métodos
de auxílio a visão.
52
Figura 25 - Exposição dos produtos no Lounge 1 da loja PA Concept.

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Figura 26 - Balcão no Lounge 1 da loja PA Concept.

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Na figura 27, temos a vista do forro da loja. Percebe-se que o fluxo luminoso de
algumas lâmpadas é mais intenso do que de outras, com algumas inclusive não funcionando.
Esse decaimento, e eventual parada de operação, são devidas as lâmpadas já ultrapassarem sua
vida útil. Logo, com o passar do tempo, elas iluminarão cada vez menos, consumindo cada vez
mais energia, até queimarem.
53
Figura 27 - Parte do sistema de iluminação da loja PA Concept.

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Na figura 28, temos a vista do lounge 2. O teto baixo dificulta a dissipação da luz,
criando enormes espaços de penumbras e sombras no ambiente. Isso também afeta a vida útil
das roupas, pois a esta altura, o calor dissipado pelas lâmpadas é o suficiente para alterar as
cores dos produtos, ocasionado inclusive queimas nos produtos em exposição.

Figura 28 - Exposição dos produtos no Lounge 2 da loja PA Concept.

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA


54
Na figura 29, temos a vista dos produtos expostos no corredor do lounge 2. No lado
esquerdo da imagem, os produtos expostos na prateleira sofrem avaria devido a calor dissipado
pelas lâmpadas. Devido a alta potência de dissipação, uma irradiação de calor se propaga, sendo
constatada a perda de algumas peças, brancas que ficaram amareladas, devido ao aquecimento
gerado pela lâmpada.
No lado direito da imagem, temos uma vista do corredor que leva aos provadores de
roupas. Devido a baixo luminosidade, se requer maior atenção e esforço visual para reconhecer
as roupas, sendo que o cliente tem dificuldades para distinguir tonalidades e cores devido a
pouca luz.

Figura 29 - Exposição dos produtos no corredor do Lounge 2 da loja PA Concept.

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

3.1.2 Análise Geométrica

A loja foi dividida em 3 ambientes para serem analisados de acordo com a NBR
5413:1992. Os setores são o Lounge 1, Lounge 2 e Vitrine.
O primeiro ambiente a ser medido foi a área de vitrines com medidas de 4 metros de
largura por 1 metro de comprimento com altura de 3,80 metros. A área de vitrine foi classificada
como “Área regular com uma linha contínua de luminárias”.
A próxima área foi denominada como Lounge 1, área esta que abrange o balcão e a
entrada da loja medindo 3,5 metros de largura por 4 metros de comprimento com altura máxima
de 3,80 metros. A área do Lounge 1 foi classificada como “Campo de trabalho retangular,
55
iluminado com fontes de luz em padrão regular, simetricamente espaçadas em duas ou mais
fileiras”.
A última área foi denominada como Lounge 2, área esta que abrange o lado direito da
loja atrás da vitrine, medindo 4 metros de largura por 6 metros de comprimento com altura
máxima de 2,30 metros. A área do Lounge 2 foi classificada como “Campo de trabalho
retangular, iluminado com fontes de luz em padrão regular, simetricamente espaçadas em duas
ou mais fileiras”. A figura 30 apresenta a planta baixa das áreas analisadas dentro da loja.
Na Figura 30, o lado direito na região das vitrines, é onde os produtos são expostos
para cativar a atenção dos clientes. Percebe-se uma irregularidade na iluminação, como a
mancha amarela no canto superior direito da imagem. Isso é resultado de lâmpadas de baixo
6 5 4 3
rendimento e vida útil curta. A região mais escura está sob o efeito de penumbra, contribuindo
negativamente para o realce das roupas que deveriam estar em destaque.
No lado esquerdo da Figura 30, encontra-se a entrada da loja no lounge 1. Facilmente,
D
percebe-se regiões muito escuras na loja. O fundo escuro atrapalha no realce do símbolo da
loja, desta forma, a loja passa despercebida, enquanto as lojas adjacentes, melhores iluminadas,
são mais atrativas a visão.
Figura 30 - Planta baixa da loja PA Concept.

C
6m

LOUNGE 2

LOUNGE 1
5m

B
1m

VITRINE

3,50 m 4m

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

A Projetado por Verificado p

URUTAU

6 5 4 3
56
3.1.3 Iluminância Medida

O primeiro ambiente a ser medido foi a área de vitrines com medidas de 4 metros de
largura por 1 metro de comprimento com altura de 3,80 metros. A área de vitrine foi classificada
como “Área regular com uma linha contínua de luminárias” de acordo com a NBR 5382:1985.
A Figura 31 indica os pontos medidos na Vitrine e suas coordenadas. O Quadro 5 mostra as
medidas tomadas assim como a iluminância média E em lux do ambiente.

Figura 31 – Pontos de medidas da Vitrine.

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Quadro 5
Valores medidos nas Vitrines.

Ponto E (lux) Cálculo


P1 258 Q 238
P2 258 P 258
Q1 88 N 8
Q2 152 Evitrine 241
Q3 196
Q4 250
Q5 281
Q6 304
Q7 298
Q8 342
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

A próxima área foi denominada como Lounge 1, esta abrange o balcão e a entrada da
loja medindo 3,5 metros de largura por 4 metros de comprimento com altura máxima de 3,80
metros. A área do lounge 1 foi classificada como “Campo de trabalho retangular, iluminado
57
com fontes de luz em padrão regular, simetricamente espaçadas em duas ou mais fileiras”. A
Figura 32 indica os pontos medidos no Lounge 1 e suas coordenadas. O Quadro 6 mostra as
medidas tomadas assim como a iluminância média E em lux do Lounge 1.

Figura 32

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA


58
Quadro 6
Valores medidos no Lounge 1.

Ponto E (lux) Ponto E (lux)


P1 121 Q1 157
P2 208 Q2 113
R1 296 Q3 122
R2 322 Q4 409
R3 226 T1 72
R4 258 T2 94
R5 282 T3 90
R6 178 T4 75
R7 226
R8 273
Cálculo
R 257 T 82
Q 200 N 9
P 164 M 2
Elounge1 217
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

A próxima área foi denominada como Lounge 2, esta abrange o lado direito da loja
atrás da vitrine medindo 4 metros de largura por 6 metros de comprimento com altura máxima
de 2,30 metros. A área do lounge 1 foi classificada como “Campo de trabalho retangular,
iluminado com fontes de luz em padrão regular, simetricamente espaçadas em duas ou mais
fileiras”. A Figura 33 indica os pontos medidos no Lounge 2 e suas coordenadas. O Quadro 7
mostra as medidas tomadas assim como a iluminância média E em lux do Lounge 2.
59
Figura 33

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA


60

Quadro 7
Valores medidos no Lounge 2.

Ponto E (lux) Ponto E (lux)


P1 103 Q1 90
P2 46 Q2 63
R1 138 Q3 68
R2 110 Q4 59
R3 137 T1 218
R4 122 T2 30
R5 40 T3 30
R6 31 T4 54
R7 170
R8 100
Cálculo
R 106 T 83
Q 70 N 6
P 74 M 2
Elounge2 86
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Para calcular a iluminância média geral da loja (lux) foi calculada a média aritmética
ponderada entre a luminância média de cada ambiente e área (m2) de cada um. Assim, a
iluminância média geral da loja está identificada no Quadro 8.

Quadro 8
Iluminância Média de Todos os Recintos.

Evitrine (lux) 241


Elounge1 (lux) 217
Elounge2 (lux) 86
2
Área Vitrine (m ) 4
2
Área Lounge 1 (m ) 14
2
Área Lounge 2 (m ) 24
Eloja (lux) 144
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA
61
3.1.4 Consumo Energético e Faturamento

Para saber o impacto do sistema de iluminação, foi medido as potências elétricas


diretamente no quadro de distribuição. As potências ativa e reativa que foram medidas
diretamente no quadro de iluminação da loja estão expressas no Quadro 9.

Quadro 9

Potências Medidas no Quadro de Iluminação.

Medidas das Potências Elétricas


Fase 1 Fase 2 Total
P (W) 1330 P (W) 1540 PT (W) 2870
Q (VAr) 190 Q (VAr) 800 QT (VAr) 990
S (VA) 1343 S (VA) 1735 ST (VA) 3036
FP 0.99 FP 0.89 FPT 0.95
Tensão (V) 222 Tensão (V) 220
I (A) 6 I (A) 7.6
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

A loja possui faturamento elétrico baseado nas bandeiras de tarifação, para o cálculo
de consumo foi utilizado a média das faturas dos meses de janeiro a abril, fornecidas pelo
proprietário. A potência consumida pelo conjunto de luminárias foi medida diretamente no
painel de iluminação.
No Quadro 10 estão os valores cobrados por cada kWh consumido na loja; a potência
e energia consumidas pelo sistema de iluminação; e o custo médio referente ao sistema de
iluminação. O faturamento da loja é baseado no consumo de 12 horas por dia e 30 dias por mês
com 360 horas por mês.

Quadro 10

Custo da Energia.

Custo Potência Consumo Médio Custo Médio


Unitário (W) Mensal (kWh) Mensal
R$ 0.54086 2870 1033 R$ 558
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

O custo unitário do kWh varia de acordo com a bandeira tarifária. Porém, os meses
seguintes serão de seca na região. Logo, há uma expectativa no aumento no preço cobrado pela
62
energia. Isso eleva a necessidade da adequação do sistema para atender aos padrões
internacionais de eficiência energética, reduzindo o gasto com energia e se tornando mais
amigável ao meio ambiente.
O consumo do sistema de iluminação é elevadíssimo, com um rendimento energético
de 3 lúmens por watt consumido. Isso é devido as lâmpadas instaladas possuírem uma curta
vida útil. O atual proprietário informou que nunca houve reforma no sistema. Por estarem em
uso há um longo período, quase 15 anos sem atualização, elas sofreram uma grande depreciação
do seu fluxo luminoso, iluminando cada vez menos com o passar do tempo. A única
manutenção feita pelo dono é a substituição das lâmpadas queimadas pelo mesmo modelo já
utilizado. Consequentemente, há muitas lâmpadas queimadas, ocasionando sombreamento no
ambiente e baixo rendimento.
Caso se opte apenas pela substituição simples das lâmpadas, utilizando o mesmo
modelo atualmente instalado na loja, os mesmos problemas permaneceriam. Devido ao baixo
rendimento nominal (10 lúmens por watt) e uma vida útil muito curta (3000 horas ou 8 meses)
do modelo atual comparado com outras lâmpadas, uma melhora sutil seria percebida, mas os
problemas voltariam em 8 meses ou menos. Para efeito de comparação, as lâmpadas
fluorescentes comuns possuem rendimento a partir de 30 lúmens por watt consumido, ou seja,
pelo menos três vezes melhor do que o cenário atual e pelo menos o dobro da vida útil (6000
horas ou 16 meses).

3.1.5 Classificação de acordo com a NBR 5413:1992

De acordo com a NBR 5413:1992, a loja recebeu as seguintes classificações:


• Idade: enquadrada como superior a 55 anos porque os clientes variam de jovem
a idosos. Pontuação +1.
• Velocidade e precisão: importante devido a ser uma loja de vestuário e requerer
fidelidade as cores dos produtos, neste caso, se mostrando importante uma boa
iluminação para os produtos. Pontuação 0.
• Refletância de fundo: de 30% a 70% devido as cores pasteis utilizadas na loja.
Pontuação 0.
Com a pontuação geral de +1 pontos, determina-se a faixa adequada de iluminação de
acordo com a classificação do ambiente. Portanto, utilizar-se-á os valores médios do grupo.
63
3.2 DEFINIÇÃO DO PROJETO

Nesta seção, é apresentada os pré-requisitos do projeto, as necessidades do cliente,


quais os valores em lumens são necessários para que a loja esteja adequada a NBR 5413:1992,
a avaliação dos orçamentos adquiridos nas lojas da cidade, avaliação técnica de cada lâmpada,
avaliação econômica de cada fornecedor e por fim, a escolha definitiva da melhor lâmpada para
a loja.

3.2.1 Determinação do Valor Mínimo pela NBR 5413:1992

A loja se enquadra no subitem 5.3.58 da NBR 5413:1992, no subitem “Vitrines e


balcões de centros comerciais de grandes cidades” e “Interior de loja de artigos diversos”.
Assim, para a Loja PA Concept, a iluminação media geral das vitrines deve ser de 1000 a 1500
lux, enquanto que para os Lounge 1 e Lounge 2 deve ser de 500 a 750 lux. A partir da
determinação desses valores, é iniciado o projeto luminotécnico para determinar os valores
mínimos do fluxo luminoso que atendem as necessidades da loja.

3.2.2 Requisitos do Projeto

Este projeto se trata da atualização de sistema de iluminação vigente. Os requisitos


para elaboração do projeto agregam tantos valores técnicos quanto a demanda do proprietário.
Os requisitos para elaboração do projeto luminotécnico são:

1) Melhor custo benefício;


2) Rápido retorno econômico;
3) Redução do consumo de energia elétrica;
4) Aumento do rendimento da iluminação;
5) Adequação aos valores estabelecidos pela NBR 5413:1992;
6) Conforto e aconchego visual adequado para os clientes e colaboradores;
7) Manutenção da estética do forro, sem alteração das luminárias do sistema.

Anteriormente ao projeto, luminárias AR111 com lâmpadas OSRAM Dicroica de 50


W e 510 lm, com ângulo de abertura de 8 graus eram utilizadas. Estas lâmpadas são alimentadas
por um transformador de 220V/12V, o que ocasiona mais perdas. Portanto, se trata de um
sistema de tensão monofásica de 220V, logo nossa lâmpada precisam ser de 220V ou bivolt.
64
A TCC a ser utilizada deve ser quente (menor que 4000 K). As lâmpadas de cores
quentes são escolhidas para criar um ambiente aconchegante e receptivo, além de instigarem
nas pessoas uma sensação de serenidade e calmaria. Já que a loja está localizada em um centro
comercial de alta movimentação, o ideal é que os potenciais clientes que entrem no ambiente
se sintam confortáveis e bem recebidos, para que passem mais tempo na loja, aumentado assim
a probabilidade de comprarem algo em um ambiente aconchegante, calmo e receptivo. Isto
também afeta de maneira positiva os colaboradores, já que estarão em um ambiente mais
confortável visualmente e poderão se concentrar melhor nas suas atividades e funções na
empresa.
Para o projeto, a necessidade do proprietário de se manter a estética do forro acarretou
no uso da mesma luminária AR111. Desta forma, houve uma economia durante a atualização
porque não houve a necessidade de comprar novas luminárias. Além do mais, com o uso da
mesma luminária, economiza-se na mão-de-obra, pois não será necessário fazer mudanças na
estrutura do forro da loja, agilizando assim a instalação das novas lâmpadas.

3.2.3 Adequação a NBR 5413:1992: Projeto Luminotécnico

O projeto está de acordo com as normas brasileiras NBR 5413:1992 e NBR 5382:1985,
que definem os parâmetros para projetos de iluminação. Os requisitos necessários são
apresentados a seguir.

3.2.3.1 Iluminância

A iluminância mínima do plano de trabalho varia de acordo com o ambiente da loja.


Por isso, o fator mais importante a ser considerado na definição da iluminação do ambiente de
trabalho é a relação entre o nível ideal de iluminação e o tipo de trabalho, ou seja, a quantidade
de luz que deve incidir em cada posto de trabalho, possibilitando a comparação com os valores
mínimos estabelecidos pela legislação e fornecer recomendações para a adequação das
condições de iluminação nos locais de trabalho. O Quadro 11 mostra os valores medidos antes
do projeto e os valores necessários de acordo com a NBR 5413:1992.
65
Quadro 11

Iluminância medida e necessária para cada ambiente.

E (lux)
Ambiente
Medida Necessária
Lounge 1 217 500 a 750
Lounge 2 86 500 a 750
Vitrine 241 1000 a 1500
Loja 144 500 a 1500
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Percebe-se a necessidade de se elevar os valores de iluminância na loja. Estes baixos


valores trazem problemas que não são fáceis de identificar, mas que afetam tanto clientes e
colaboradores. Os principais problemas identificados devido a iluminação inadequada são:

1) Interferência na produtividade dos funcionários;


2) Prejuízo às vendas porque os clientes não conseguem distinguir as cores corretamente;
3) Esforço visual dos colaboradores nas atividades diárias;
4) Dificuldade de concentração devido ao estresse da visão;
5) Dores de cabeça devido ao maior esforço da visão;
6) Dissipação de calor das lâmpadas causa perdas de produtos próximos as luminárias;
7) Ofuscamento devido as luminárias complementares incidindo diretamente no campo de
visão.

Percebe-se a necessidade de se elevar os valores de iluminância na loja. Estes baixos


valores trazem problemas que não são fáceis de identificar, mas que afetam tanto clientes e
colaboradores. Os principais problemas da iluminação inadequada são: interferência na
produtividade dos funcionários, nas vendas quando o cliente não consegue distinguir bem o
produto, influi diretamente sobre a motivação da tarefa e na capacidade de concentração, causa
dores de cabeça devido ao maior esforço de visualização, dentre outros problemas que afetam
a visão.
Da figura 30, temos a planta baixa, mostrando a localização de cada ambiente, bem
como suas dimensões. O lounge 1 e a vitrine possuem altura de 3,80 metros, enquanto o lounge
2 possui altura de 2,30 metros. As lâmpadas são espalhadas uniformemente nesses ambientes
com duas fileiras em cada lounge e uma fileira na vitrine.
66
3.2.3.2 Cálculo De Iluminância Individual De Cada Lâmpada

Para analisar a iluminância mínima necessária, a análise do comportamento da


projeção do feixe luminoso foi feita variando-se a altura do plano de trabalho e o fator de
utilização. Uma altura menor do plano de trabalho acarreta uma diminuição na iluminância
necessária, enquanto um maior valor para o fator de utilização acarreta na diminuição da
iluminância necessária. Os Quadros 12 e 13 foram construídas utilizando-se as equações 3, 5,
6 e 7.

Quadro 12:

Altura do plano de trabalho como 1,50 metros e o fator de utilização como 0,80.

Ambiente Vitrine Lounge 1 Lounge 2


Largura (m) 4.00 3.50 4.00
Comprimento (m) 1.00 4.90 6.00
Altura (m) 3.80 3.80 2.30
Altura do Plano de Trabalho (m) 1.50 1.50 1.50
Área (m2) 4.00 17.15 24.00
k 0.35 0.89 3.00
FU (nu) 0.80 0.80 0.80
FD 0.95 0.95 0.95
Valor da NBR 5413:1992 (lux) 1000 500 500
Fluxo Total (lúmens) 5263 11283 15789
Número de Lâmpadas 5 18 16
Fluxo Individual (lúmens) 1053 627 987
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA
67
Quadro 13

Altura do plano de trabalho como 0,80 metros e o fator de utilização como 0,80.

Ambiente Vitrine Lounge 1 Lounge 2


Largura (m) 4.00 3.50 4.00
Comprimento (m) 1.00 4.90 6.00
Altura (m) 3.80 3.80 2.30
Altura do Plano de Trabalho (m) 0.80 0.80 0.80
Área (m2) 4.00 17.15 24.00
k 0.27 0.68 1.60
FU (nu) 0.80 0.80 0.80
FD 0.95 0.95 0.95
Valor da NBR 5413:1992 (lux) 1000 500 500
Fluxo Total (lúmens) 5263 11283 15789
Número de Lâmpadas 5 18 16
Fluxo Individual (lúmens) 1053 627 987
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

3.2.3.3 Ângulos das Projeções Necessárias

Aqui está definido os ângulos mínimos para que ocorra o a sobreposição dos feixes de
luz emitidos por cada lâmpada, desta forma, evita-se o fenómeno de sombreamento e evitando-
se áreas escuras e mal iluminadas na loja. Cada área da loja foi analisada individualmente,
variando-se as alturas referentes aos planos de trabalho. O Quadro 14 foi construída utilizando-
se a equação 4 e apresenta os ângulos mínimos necessários em cada ambiente.
Quadro 14

Ângulos mínimos de projeção.

Ambiente Ângulo Mínimo


Vitrine 18o
Lounge 1 32o
Lounge 2 103o
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

De posse desses dados, determinamos que a lâmpada precisa ter um ângulo de abertura
de pelo menos 18 graus para a vitrine, de 32 para o lounge 1 e de 103 para o lounge 2. Estes
valores são levados em conta na hora da escolha da melhor lâmpada para o projeto. Vale
ressaltar que caso o proprietário da loja decida por uma iluminação de facho mais concentrado
na vitrine ou no interior para realçar determinados produtos em exposição, os valores
68
mencionados acima podem variar. A figura 34 ilustra como o ângulo α influencia no surgimento
de áreas sombreadas no ambiente.

Figura 34- Projeção fornecida por cada lâmpada.

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Da figura 34, temos que as projeções das lâmpadas variam de acordo com o ângulo
alfa. A altura total h1+h2 é de 2,30 metros para o lounge 2 e de 3,80 para o lounge 1 e a vitrine.
A altura h1 se refere a altura do plano de trabalho, que é a altura onde é feita as medições de
iluminância, enquanto h2 é a distância de projeção de cada lâmpada. O ponto onde os feixes de
luz de cada uma das lâmpadas se encontram é primordial para que a iluminação seja adequada,
por isso o ângulo alfa deve ser tal que se evite sombreamentos e penumbras no ambiente.

3.2.4 Pesquisa Mercadológica

Em nosso levantamento, foram pesquisadas lâmpadas LED (para atualização do


sistema de iluminação, por serem mais econômicas e de maior durabilidade) e a Lâmpada
OSRAM dicroica (para substituição pelo menos modelo já usado). Os orçamentos foram
pesquisados em quatro lojas distintas, que são: a Casa do Eletricista, a Distrel Distribuidora, a
SV Instalações e a Só LED Manaus. Cada uma delas apresentou produtos com diferenças
técnicas e nenhuma dessas lâmpadas pesquisadas foram encontradas em mais de uma loja. Os
modelos pesquisados e suas especificações estão no Quadro 15.
69
Quadro 15

Modelos Pesquisados de lâmpadas.

Vida Vida
Fluxo Potência Preço
Loja Modelo Útil Útil
(lm) (W) (R$)
(horas) (anos)
OSRAM Dicroica
Casa do Halospot 24G
510 50 14.30 3000 0.68
Eletricista 50W 12V (AR-
111) AR00512
OSRAM Halospot
SV LED 13W 830
1330 13 147.94 25000 5.71
Instalações Bivolt AR111
Branco Quente
Só LED LED CTB AR111
900 12 59.00 15000 3.42
Manaus 12W BR
LED CTB AR111
Só LED
10W BR. 800 10 52.90 15000 3.42
Manaus
Frio/Quente
TASCHIBRA
Distrel
EMB LED RED 924 12 92.00 20000 4.57
Distribuidora
Bivolt 12W
EMPALUX
Halospot LED
Casa do
COB 12W Bivolt 900 12 88.50 30000 6.85
Eletricista
(AR-111)
AD31266
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Em itálico no Quadro 15 está o modelo OSRAM Halospot de 50W e 12V da Casa do


Eletricista, que é o mesmo modelo já usado na loja. A partir da observação dos dados técnicos
fornecidos pelo fabricante, a lâmpada OSRAM Halospot de 50W e 12V apresenta um menor
preço, porém, é uma lâmpada de baixíssima eficiência e curtíssima vida útil. O fluxo luminoso
de 510lm é insuficiente para suprir as necessidades mínimas de iluminação do interior da loja,
assim como em menos de um ano sua vida útil acaba e a partir disso iluminará muito menos,
prejudicando ainda mais a iluminação da loja. Como este é o nosso cenário atual, a lâmpada
OSRAM Dicroica de 50W é o modelo usado atualmente na loja e será no modelo de
comparação.
A lâmpada bivolt OSRAM Halospot LED de 13W e 1330 lm encontrada na SV
Instalações atende os pré-requisitos para a iluminação das vitrines da loja PA Concept. Suas
características são ângulo de abertura de 24o e fluxo luminoso de 1330 lm, o suficiente para
iluminar de forma adequada as vitrines, dando destaque aos produtos em exposição. A mesma
70
também apresenta a vantagem de usar o mesmo bocal AR111 já instalado na loja, assim como
não precisar de uso de soquetes, além de ter uma vida útil de mais quase 6 anos.
A lâmpada bivolt CTB 12 W e 900 lm atende os pré-requisitos necessários para ser
instalada no lounge 1; entretanto, esta não é a nossa melhor escolha. Ela possui o ângulo de
abertura necessário, alta eficiência energética, porém sua vida útil é menor que a EMPALUX.
A lâmpada bivolt Taschibra de 12 W e 924 lm apresenta alta eficiência energética
(maior que a CTB e a EMPALUX), longa vida útil, mas mais curta que a da EMPALUX.
Devido ao seu preço maior e vida útil menor que a EMPALUX, ela deixa de ser a melhor
escolha para o lounge, apesar de ser melhor que a CTB no quesito geral.
A lâmpada EMPALUX de 12W, 900 lumens e bivolt apresenta a mesma eficiência
energética da CTB, porém sua vida útil muito maior compensa a diferença de investimento,
durando quase 7 anos de uso intenso sem depreciação significativa de seu fluxo luminoso. Ela
é notória por sua alta eficiência energética e longa vida útil, sendo sete vezes mais eficiente e
dez vezes de maior duração que o modelo OSRAM Dicroica de 50W atualmente utilizada. Esta
se apresenta como a melhor escolha para o lounge 1.
A maior dificuldade foi de encontrar uma lâmpada que atenda aos requisitos do lounge
2, devido a geometria do local. Esta área possui a iluminação mais crítica e deficitária, porque
sua baixa altura do pé direito e má distribuição das lâmpadas afetam de maneira significativa a
distribuição espacial do fluxo luminoso. Para este local, a lâmpada CTB de Led de 10W e 800
lm atende os pré-requisitos do projeto, além do preço também ser um atrativo, mesmo com vida
útil menor que as anteriormente selecionadas. Seu ângulo de abertura de 180 graus garante uma
grande dissipação do fluxo luminoso, permitindo assim uma iluminação ampla e uniforme neste
setor.

3.2.5 Avaliação Técnica e Econômica

Esta seção aborda os valores de projeções das lâmpadas e o impacto financeiro


proporcionado pela substituição dos modelos existentes por lâmpadas de led, mais eficientes e
duradouras, reduzindo assim o gasto com a fatura elétrica.
Além da adequação a NBR 5413:1992, o investimento tem que se apresentar atrativo
para o proprietário do estabelecimento. Vale ressaltar que além do retorno financeiro, existe o
retorno social, pois uma mudança no sistema de iluminação afeta a comodidade dos clientes e
colaboradores, proporcionando um ambiente melhor iluminado, mais agradável a visão,
71
ajudando a distinguir cores, dando sensação de aconchego e calmaria, além de reduzir também
a temperatura do ambiente pois a dissipação de calor se torna nula.
O investimento necessário é definido como a diferença entre o preço da substituição
pelas lâmpadas de led e o preço de da troca pelo mesmo modelo de lâmpada dicroica utilizada.
Devido a iluminação precária, a escolha do proprietário passa pela opção de substituir as
lâmpadas existentes pelo mesmo modelo já utilizado ou substituir por lâmpadas melhores e
mais atrativas economicamente.

3.2.5.1 OSRAM LED Super Star de 24o, 1330 lm e 13 W

A primeira lâmpada a ser analisada é a OSRAM LED SUPER STAR. Suas projeções
foram determinadas variando-se a altura do plano de trabalho. A mesma análise foi feita para
todos os ambientes da loja.
A partir do Quadro 16, averígua-se que os valores para a Vitrine estão dentro do padrão
estabelecido pela NBR 5413:1992 na faixa de 1000 a 1500 na altura de 0,80m. Desta forma, a
lâmpada LED OSRAM SUPERSTAR atende os pré-requisitos técnicos para a região de Vitrine.
A partir dos Quadros 17 e 18, averígua-se que os valores para o Lounge 1 e 2 estão
fora do padrão estabelecido pela NBR 5413:1992 na faixa de 500 a 750 na altura de 0,80m.
Desta forma, a lâmpada LED OSRAM SUPERSTAR não é uma alternativa viável para as
regiões do Lounge 1 e 2.

Quadro 16

Projeções da OSRAM LED Super Star de 24o, 1330 lm e 13 W para a Vitrine.

Vitrine
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lúmens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
3.80 1.50 2.30 24 0.49 0.75 1330 1771
3.80 1.00 2.80 24 0.60 1.11 1330 1195
3.80 0.80 3.00 24 0.64 1.28 1330 1041
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA
72
Quadro 17

Projeções da OSRAM LED Super Star de 24o, 1330 lm e 13 W para o Lounge 1.

Lounge 1
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lúmens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
3.80 1.50 2.30 24 0.49 0.75 1330 1771
3.80 1.00 2.80 24 0.60 1.11 1330 1195
3.80 0.80 3.00 24 0.64 1.28 1330 1041
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Quadro 18

Projeções da OSRAM LED Super Star de 24o, 1330 lm e 13 W para o Lounge 2.

Lounge 2
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lúmens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
2.30 1.50 0.80 24 0.17 0.09 1330 14641
2.30 1.00 1.30 24 0.28 0.24 1330 5545
2.30 0.80 1.50 24 0.32 0.32 1330 4165
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Na região das vitrines da loja, temos a utilização de 5 lâmpadas. A substituição pelas


lâmpadas OSRAM Led Super Star de 13 watts e 1330 lúmens obedece a curva do VPL,
apresentada na figura 35. O valor do investimento inicial é de R$ 681,15 para as 5 lâmpadas.
73
Figura 35 - VPL da lâmpada OSRAM Led Super Star para a Vitrine

VPL - VITRINE
R$ 600.00
R$404.25
R$ 400.00 R$306.17
R$193.38
R$ 200.00 R$63.68
R$ -
0 1 2 3 4 5 6 7
-R$ 200.00 R$(85.49)
-R$ 400.00 R$(257.02)

-R$ 600.00 R$(454.29)

-R$ 800.00 R$(681.15)

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

No ponto inicial, chamado de ano zero, está expresso o valor do investimento aplicado
de R$ 681,15. Com o passar dos anos se mostra a evolução do montante aplicado. Após o 3o
ano do investimento, temos o retorno econômico, e como sua vida útil é de quase 6 anos, do 4o
ano em diante o investimento apresenta lucros acumulados para a empresa.
Desta forma, o investimento além da melhoria estética e do conforto, trará uma
redução nos gastos com energia elétrica, diminuindo os gastos da loja.

3.2.5.2 EMPALUX LED de 35o, 900 lm e 12 W

A próxima lâmpada a ser analisada é a EMPALUX LED. Suas projeções foram


determinadas variando-se a altura do plano de trabalho. A mesma análise foi feita para todos os
ambientes da loja.
A partir dos Quadros 19 e 21, averígua-se que os valores para a Vitrine e Lounge 2
estão fora do padrão estabelecido pela NBR 5413:1992 na faixa de 1000 a 1500 para vitrine e
500 a 750 para o Lounge 2 na altura de 0,80m. Desta forma, a lâmpada EMPALUX LED não
é uma alternativa viável para estas regiões.
A partir do Quadro 20, averígua-se que os valores para o Lounge 1 estão dentro do
padrão estabelecido pela NBR 5413:1992, na faixa de 500 a 750 na altura de 0,80m. Desta
forma, a lâmpada EMPALUX LED atende os pré-requisitos para a região do Lounge 1.
74
Quadro 19

Projeções da EMPALUX LED de 35o, 900 lm e 12 W para a Vitrine.

Vitrine
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lumens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
3.80 1.50 2.30 35 0.73 1.65 900 545
3.80 1.00 2.80 35 0.88 2.45 900 368
3.80 0.80 3.00 35 0.95 2.81 900 320
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Quadro 20

Projeções da EMPALUX LED de 35o, 900 lm e 12 W para o Lounge 1.

Lounge 1
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lumens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
3.80 1.50 2.30 35 0.73 1.65 900 545
3.80 1.00 2.80 35 0.88 2.45 900 368
3.80 0.80 3.00 35 0.95 2.81 900 320
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Quadro 21

Projeções da EMPALUX LED de 35o, 900 lm e 12 W para o Lounge 2.

Lounge 2
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lumens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
2.30 1.50 0.80 35 0.25 0.20 900 4503
2.30 1.00 1.30 35 0.41 0.53 900 1705
2.30 0.80 1.50 35 0.47 0.70 900 1281
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Na região do Lounge 1 da loja, temos a utilização de 18 lâmpadas. A substituição pelas


lâmpadas EMPALUX Led de 12 W e 900 lm obedece a curva do VPL, apresentada na figura
36. O valor do investimento inicial é de R$ 1373,40 para as 18 lâmpadas.
75
Figura 36 - VPL da lâmpada EMPALUX LED para o Lounge 1.

VPL - LOUNGE 1
R$ 5,000.00 R$4,568.05
R$4,031.18
R$ 4,000.00 R$3,413.77

R$ 3,000.00 R$2,703.76
R$1,887.25
R$ 2,000.00
R$948.26
R$ 1,000.00
-R$131.58
R$ -
0 1 2 3 4 5 6 7
-R$ 1,000.00

-R$ 2,000.00 -R$1,373.40

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

No ponto inicial, chamado de ano zero, está expresso o valor do investimento aplicado
de R$ 1373,40. Com o passar dos anos se mostra a evolução do montante aplicado. Logo no 2o
ano do investimento, temos o retorno econômico, e como sua vida útil é de quase 7 anos, do 2o
ano em diante o investimento apresenta lucros acumulados para a empresa. Este resultado é
excelente e o impacto financeiro na fatura elétrica imediato, com retorno do investimento já no
2o ano após o investimento.

3.2.5.3 Taschibra EMB LED de 30o, 924 lm e 12 W

A próxima lâmpada a ser analisada é a Taschibra EMB LED. A partir do Quadro 22 e


24, averígua-se que os valores para a Vitrine e Lounge 2 estão fora do padrão estabelecido pela
NBR 5413:1992 na faixa de 1000 a 1500 para vitrine e 500 a 750 para o Lounge 2 na altura de
0,80m. Desta forma, a lâmpada Taschibra BEM LED não é uma alternativa viável para estas
regiões.
A partir do Quadro 23, averígua-se que os valores para o Lounge 1 estão dentro do
padrão estabelecido pela NBR 5413:1992, na faixa de 500 a 750 na altura de 1,00m. Desta
forma, a lâmpada Taschibra BEM LED atende os pré-requisitos para a região do Lounge 1.
76
Quadro 22

Projeções da Taschibra EMB LED de 30o, 924 lm e 12 W para a Vitrine.

Vitrine
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lúmens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
3.80 1.50 2.30 30 0.62 1.19 924 774
3.80 1.00 2.80 30 0.75 1.77 924 523
3.80 0.80 3.00 30 0.80 2.03 924 455
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Quadro 23

Projeções da Taschibra EMB LED de 30o, 924 lm e 12 W para o Lounge 1.

Lounge 1
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lúmens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
3.80 1.50 2.30 30 0.62 1.19 924 774
3.80 1.00 2.80 30 0.75 1.77 924 523
3.80 0.80 3.00 30 0.80 2.03 924 455
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Quadro 24

Projeções da Taschibra EMB LED de 30o, 924 lm e 12 W para o Lounge 2.

Lounge 2
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lúmens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
2.30 1.50 0.80 30 0.21 0.14 924 6401
2.30 1.00 1.30 30 0.35 0.38 924 2424
2.30 0.80 1.50 30 0.40 0.51 924 1821
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Logo, faz-se a avaliação econômica apenas para a região do Lounge 1. Para este
levantamento, leva-se em consideração o investimento para 5 lâmpadas, que é o número de
luminárias atualmente instaladas. O retorno econômico da lâmpada EMPALUX de 12W e 900
lúmens obedece a curva do VPL apresentado na figura 37.
77

Figura 37 - VPL da lâmpada Taschibra para o Lounge 1

VPL - LOUNGE 1
R$2,000.00
R$1,443.75
R$1,500.00 R$1,186.92
R$891.56
R$1,000.00
R$551.89
R$500.00 R$161.27
R$0.00
0 1 2 3 4 5 6 7
-R$500.00 -R$287.93
-R$1,000.00 -R$804.52
-R$1,500.00
-R$1,398.60
-R$2,000.00

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

No ponto inicial, chamado de ano zero, está expresso o valor do investimento aplicado
de R$ 1398,60. Com o passar dos anos se mostra a evolução do montante aplicado. Logo no 2o
ano do investimento, temos o retorno econômico, e como sua vida útil é de quase 5 anos, do 2o
ano em diante o investimento apresenta lucros acumulados para a empresa. Este resultado é
muito bom e o impacto financeiro na fatura elétrica imediato, com retorno do investimento já
no 2o ano após o investimento.

3.2.5.4 CTB de 45o, 900 lm e 12 W

A próxima lâmpada a ser analisada é a CTB LED de 12 W e 900 lm. A partir dos
Quadros 25, 26 e 27, averígua-se que os valores para a Vitrine, Lounge 1 e Lounge 2 estão fora
do padrão estabelecido pela NBR 5413:1992 na faixa de 1000 a 1500 lux para vitrine e 500 a
750 lux para o Lounge 1 e 2 na altura de 0,80 m. Desta forma, a lâmpada CTB não é uma
alternativa viável para o projeto em si. Consequentemente, a avaliação econômica não é
necessária porque a lâmpada não supre as necessidades e requisitos do projeto.
78
Quadro 25

Projeções da CTB de 45o, 900 lm e 12 W para a Vitrine.

Vitrine
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lúmens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
3.80 1.50 2.30 45 0.95 2.85 900 316
3.80 1.00 2.80 45 1.16 4.23 900 213
3.80 0.80 3.00 45 1.24 4.85 900 186
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Quadro 26

Projeções da CTB de 45o, 900 lm e 12 W para o Lounge 1.

Lounge 1
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lúmens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
3.80 1.50 2.30 45 0.95 2.85 900 316
3.80 1.00 2.80 45 1.16 4.23 900 213
3.80 0.80 3.00 45 1.24 4.85 900 186
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Quadro 27

Projeções da CTB de 45o, 900 lm e 12 W para o Lounge 2.

Lounge 2
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lúmens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
2.30 1.50 0.80 45 0.33 0.34 900 2609
2.30 1.00 1.30 45 0.54 0.91 900 988
2.30 0.80 1.50 45 0.62 1.21 900 742
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

3.2.5.5 CTB de 180o, 800 lm e 10 W

A próxima lâmpada a ser analisada é a CTB LED de 10W. A partir dos Quadros 28 e
29, averígua-se que os valores para a Vitrine e Lounge 1 estão fora do padrão estabelecido pela
79
NBR 5413:1992 na faixa de 1000 a 1500 lux para vitrine e 500 a 750 lux para o Lounge 2 na
altura de 0,80m. Desta forma, a lâmpada Taschibra BEM LED não é uma alternativa viável
para estas regiões.
A partir do Quadro 30, averígua-se que os valores para o Lounge 2 estão dentro do
padrão estabelecido pela NBR 5413:1992, na faixa de 500 a 750 na altura de 1,50m. Desta
forma, a lâmpada CTB LED de 10W atende os pré-requisitos para a região do Lounge 2. Esta
região da loja requer uma atenção especial em virtude do seu pé-direito baixo. Dessa forma, é
preciso ter um amplo ângulo de abertura para irradiar a luz da maneira mais uniforme possível.

Quadro 28

Projeções da CTB de 180o, 800 lm e 10 W para a Vitrine.

Vitrine
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lúmens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
3.80 1.50 2.30 180 2.74 23 800 38
3.80 1.00 2.80 180 3.34 34 800 26
3.80 0.80 3.00 180 3.58 40 800 22
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Quadro 29

Projeções da CTB de 180o, 800 lm e 10 W para o Lounge 1.

Lounge 1
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lúmens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
3.80 1.50 2.30 180 2.74 23 800 38
3.80 1.00 2.80 180 3.34 35 800 26
3.80 0.80 3.00 180 3.58 40 800 22
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA
80
Quadro 30

Projeções da CTB de 180o, 800 lm e 10 W para o Lounge 2.

Lounge 2
Altura do Ângulo
Raio de Área de
Altura Plano de Distância de Fluxo Iluminância
Projeção Projeção
(m) Trabalho (m) Abertura (lúmens) (lux)
(m) (m2)
(m) (graus)
2.30 1.50 0.80 100 0.95 2.86 800 533
2.30 1.00 1.30 100 1.55 7.54 800 359
2.30 0.80 1.50 100 1.79 10.04 800 244
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Na região do Lounge 2 da loja, temos a utilização de 16 lâmpadas. A substituição pelas


lâmpadas CTB Led de 10 watts e 800 lúmens obedece a curva do VPL, apresentada na figura
38.

Figura 38 - VPL da lâmpada CTB Led com bocal

VPL - LOUNGE 2
R$ 4,500.00
R$3,818.57
R$ 4,000.00
R$3,417.72
R$ 3,500.00 R$2,956.73
R$ 3,000.00
R$2,426.60
R$ 2,500.00
R$1,816.96
R$ 2,000.00
R$ 1,500.00 R$1,115.86
R$ 1,000.00
R$309.60
R$ 500.00
R$ -
-R$ 500.00 0 1 2 3 4 5 6 7
-R$ 1,000.00 -R$617.60

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

No ponto inicial, chamado de ano zero, está expresso o valor do investimento aplicado
de R$ 617,40. Com o passar dos anos se mostra a evolução do montante aplicado. Logo no 1o
ano do investimento, temos o retorno econômico, e como sua vida útil é de quase 7 anos, já no
primeiro ano o investimento apresenta lucros acumulados para a empresa. Este resultado é
excelente e o impacto financeiro na fatura elétrica imediato, com retorno do investimento já no
primeiro ano após o investimento.
81

3.2.6 Impacto no Consumo de Energia Elétrica

Após a seleção das lâmpadas, é analisado o impacto no consumo de energia elétrica.


O impacto no faturamento elétrico reduziria dos R$ 558 gastos atualmente com a energia
elétrica para R$ 85, uma redução de incríveis 85%. O Quadro 31 apresenta o consumo mensal,
o gasto individual em cada ambiente e o eventual faturamento energético após a substituição
pelas novas lâmpadas.

Quadro 31

Impacto no faturamento elétrico.

Potência Custo
Potência Energia Preço
Modelo No Total Mensal
(W) (kWh/mês) (kWh/R$)
(W) (R$)
OSRAM
LED SUPER
13 5 65 23,4 R$0,54 R$12,66
STAR
AR111
EMPALUX
12 18 216 77,76 R$0,54 R$42,06
LED AR111
CTB Led
10 16 160 57,6 R$0,54 R$31,15
AR111
Energia Custo
158,76 R$85,87
Total Total
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

3.2.7 Investimento

Com a divisão da loja em três ambientes distintos, com geometrias e especificidades


individuais, cada um destes ambientes possui requisitos e necessidades diferentes dos demais.
No cálculo do investimento final foi contabilizado o custo da mão-de-obra mais o custo de
projeto. Ambos foram orçados em R$ 1200,00. Esta quantia está inserida no valor final do
investimento juntamente com o gasto proveniente das lâmpadas.
Para a região de Vitrine, a lâmpada escolhida foi a OSRAM Halospot Led Super Star
AR111 Bivolt de 13W e 1330 lumens. Esta é a lâmpada que possui o melhor rendimento
energético dentre as lâmpadas pesquisadas. Com 102 lúmens por watt consumido, ela atende
todos os requisitos da NBR 5413:1992 brasileira. Além das vantagens técnicas já mencionadas,
esta lâmpada possui o encaixe AR111 (atualmente já instalado na loja), facilitando assim sua
82
instalação e reduzindo custos ao não precisar de um bocal próprio para seu uso. O custo do
investimento para a adequação da vitrine é de R$ 681,15.
Para a região do lounge 1, a lâmpada escolhida foi a EMPALUX Halospot Led Bivolt
de 12W e 900 lúmens. Apesar de não ter a maior eficiência energética (a diferença é muito
pouca de 75 lúmen/watt contra 77 lúmen/watt da Taschibra), esta lâmpada possui preço menor
e a maior vida útil dentre todas as lâmpadas analisadas neste estudo. Se trata de uma lâmpada
de alto rendimento energético e de longuíssima vida útil (30 mil horas ou 10 vezes mais que as
lâmpadas atualmente usadas). Além das vantagens técnicas já mencionadas, esta lâmpada
possui o encaixe AR111 (atualmente já instalado na loja), facilitando assim sua instalação e
reduzindo custos ao não precisar de um bocal próprio para seu uso. O custo do investimento
para a adequação do Lounge 1 é de R$ 1.373,40.
Para o lounge 2, encontramos a maior dificuldade até aqui. Devida a geometria ímpar
com um pé direito baixo (altura de 2,30 metros) as especificidades do ambiente foram um
grande desafio para se encontrar uma lâmpada que atenda aos requisitos. Por sua altura baixa,
a lâmpada CTB Led Bivolt de 10W e 800 lúmens foi escolhida devido ao seu ângulo de
abertura, permitindo a irradiação do fluxo luminoso em 180 graus, garantindo assim a
iluminação completa do recinto. Esta lâmpada apresenta altíssimo rendimento de 80 lúmens
por watt consumido e longa vida útil. Embora sua vida útil seja menor que a das lâmpadas
anteriormente escolhidas, ela possui uma vida útil de 15 mil horas (mais de 3 anos de duração),
na ordem de 5 vezes maior que as lâmpadas atualmente instaladas, iluminando muito mais e
consumindo muito menos. O custo do investimento para a adequação do Lounge 2 é de R$
617,60. O Quadro 32 apresenta as especificações técnicas e o preço de cada lâmpada escolhida.

Quadro 32

Lâmpadas selecionadas para o projeto.

Potência Eficiência Eprojeto Enecessário


Modelo Øt (lm) Preço
(W) (lm/W) (lux) (lux)
OSRAM LED 1000 a
13 1330 102 1195 R$ 147.94
Super Star AR111 1500
EMPALUX LED 500 a
12 900 75 545 R$ 88.50
AR111 750
500 a
CTB Led AR111 10 800 80 533 R$ 52.90
750
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA
83
O VPL da figura 39 indica em quanto tempo o investimento total trará retorno. Apesar
do investimento aparentemente alto de R$ 3.821,40, pelo VPL identifica-se que o projeto é
altamente rentável com o retorno a partir do segundo ano, praticamente imediato.

Figura 39 – VPL do Investimento Final

Investimento Final
R$ 10,000.00
R$8,007.87
R$ 8,000.00 R$6,938.97
R$5,709.74
R$ 6,000.00
R$4,296.12
R$ 4,000.00 R$2,670.47
R$ 2,000.00 R$800.96

R$ -
0 1 2 3 4 5 6 7
-R$ 2,000.00
-R$1,348.98
-R$ 4,000.00
-R$3,821.40
-R$ 6,000.00

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Portanto, o investimento se mostra rentável com retorno financeiro a partir do segundo


ano após o investimento. É um resultado excelente e os ganhos acumulados vão muito além dos
ganhos financeiros, pois a loja proporcionará um ambiente que melhora as vendas.
84
4. ANÁLISE DE RESULTADOS

Em virtude da falta de lâmpadas a pronta entrega do modelo OSRAM LED Super Star
de 13 W e 1330 lm para a vitrine, o proprietário optou por utilizar o mesmo modelo do Lounge
1 e manter os níveis de iluminância similares. Para os Lounge 1 e Lounge 2, as lâmpadas
estavam disponíveis a pronta entrega. Logo, o Lounge 1 e a Vitrine tem o mesmo valor
projetado de iluminância pois ambas possuem a mesma altura do pé direito. Desta forma, o
valor do investimento foi alterado porque as lâmpadas EMPALUX de 12 W e 900 lm são mais
baratas que as lâmpadas OSRAM LED Super Star de 13 W e 1330 lm. O valor do investimento
para aquisição das lâmpadas, mão-de-obra e projeto está no VPL da figura 40.

Figura 40 – VPL do investimento executado.

Investimento Executado
R$ 10,000.00 R$8,342.76
R$7,270.46
R$ 8,000.00
R$6,037.31
R$ 6,000.00 R$4,619.19
R$ 4,000.00 R$2,988.35

R$ 2,000.00 R$1,112.88

R$ -
0 1 2 3 4 5 6 7
-R$ 2,000.00 -R$1,043.90
-R$ 4,000.00
-R$3,524.20
-R$ 6,000.00

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

4.1 PROBLEMAS DURANTE A INSTALAÇÃO

Durante a instalação das lâmpadas EMPALUX LED de 12 W e 900 lm no Lounge 1,


identificou-se o superaquecimento nos transformadores das lâmpadas dicroicas. Os mesmos
encontravam-se com seus terminais escurecidos e com alta temperatura, dificultando assim as
suas substituições e manuseios. Além do mais, a inserção deste elemento em um sistema
defasado contribui para maiores perdas energéticas e assim aumentando os gastos com energia
elétrica da loja. Com a imediata substituição das lâmpadas evitou-se o risco de incêndio com
transformadores aquecidos. Na figura 41, a esquerda, mostra-se um dos transformadores
retirados, os seus terminais estão queimados e as marcas no entreferro devido ao calor gerado.
85
A direita, uma calha que dificultou a instalação das novas lâmpadas; assim, adaptou-se as
luminárias para o encaixe perfeito.

Figura 41 – Transformador Superaquecido

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Outro problema é a falta de limpeza das luminárias do teto. Em virtude do difícil


acesso, as mesmas encontravam-se empoeiradas. Portanto, seu fluxo luminoso sofre uma
depreciação maior. Recomendou-se a limpeza das luminárias do teto em uma frequência de
pelo menos a cada 2500 horas. A figura 42 mostra a lâmpada substituída e instalada no lounge
1, note que a falta de manutenção adequada e limpeza contribui para uma pior iluminação na
loja.

Figura 42 – Lâmpada (esquerda) e Luminária (direita) empoeiradas.

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

4.2 VALORES MEDIDOS

O desempenho das lâmpadas escolhidas nos recintos da loja foram mais do que
satisfatórios. O destaque positivo foi a lâmpada CTB LED de 10 W e 800 lm que teve um
desempenho acima do projetado para o lounge 2. A lâmpada EMPALUX LED de 12 W e 900
86
lm apresentou um valor menor do que o projetado, mas mesmo assim cumpriu com os requisitos
de iluminância mínima do projeto. Isto se deve a distribuição irregular de alguns pontos de luz
no teto. Todos os valores medidos foram tomados com base em um plano de trabalho de 80 cm
de altura a partir do chão. Os Quadros 33, 34 e 35 mostram os pontos medidos de acordo com
a NBR 5382:1985 e a iluminância média dos ambientes, sendo de 504 lux para a Vitrine, 507
lux para o Lounge 1 e de 589 lux para o Lounge 2.
No Lounge 1, o valor projetado para a EMPALUX LED de 12 W e 900 lm foi de 545
lux. Após a sua instalação, o valor medido foi de 507 lux. Este valor é mais que o dobro medido
antes do projeto, que foi de 217 lux para o lounge 1. Isso representa um aumento de 234% e
adequa o Lounge 1 ao estabelecido pela NBR 5413:1992 de valores entre 500 e 750 lux para
esta região. Na figura 43, ao lado esquerdo, o serviço de substituição sendo feito, enquanto que
do lado direito temos o valor medido naquele ponto. Na figura 44, temos o comparativo entre
a lâmpada dicroica utilizada antes do projeto (a esquerda) e a EMPALUX (a direita). Repare
que a EMPALUX possui um brilho uniforme e mais intenso, enquanto que a dicroica ilumina
menos e de maneira irregular.
No Lounge 2, o valor projetado para a lâmpada CTB LED de 10 W e 800 lm foi de
533 lux. Após a sua instalação, o valor medido foi de 589 lux. Este valor representa um aumento
de 685% e é mais do que 6 vezes maior que o medido antes do projeto, que foi de 86 lux para
o lounge 2. Desta forma, esse aumento adequa o Lounge 2 ao estabelecido pela NBR 5413:1992
com valores entre 500 e 750 lux para esta região. Na figura 45, temos a esquerda a lâmpada
instalada e a direita um ponto de medição mostrando o valor acima do projetado. Na figura 46
temos a nova iluminação do ambiente já instalada.
Com a utilização destas lâmpadas, os pontos de ofuscamento dentro da loja são
extinguidos pois o uso de fachos suplementares de luz será desnecessário. A temperatura de cor
se adequa melhor ao ambiente pois as cores quentes escolhidas proporcionam maior conforto
visual e maior fidelidade de cores em uma loja de vestuário. Na figura 47, temos o facho
suplementar desativado, eliminando assim um ponto de ofuscamento da loja.
A figura 48 ilustra o antes e o depois do sistema de iluminação da loja. A imagem
acima é o sistema antes do projeto e a imagem abaixo depois da implementação. Repare que no
lado esquerdo das duas figuras existe uma clara diferença entre na nitidez e visualização dos
manequins localizados no lounge 1. No lado direito a iluminação se tornou mais uniforme para
a região das vitrines. A melhoria da iluminância para estas regiões foram de 209% para a vitrine
e de 234% para o Lounge 1.
87
O Quadro 36 apresenta o comparativo entre os valores medidos antes e depois do
projeto. O fluxo luminoso total da loja melhorou em 426%. O rendimento energético do sistema
de iluminação passou de 2,12 para 70 lm/W, um aumento de incríveis 3302%. Com a redução
da potência elétrica instalada em 85%, o consumo de energia elétrica e o gasto com a energia
elétrica também foram reduzidos em 85%. A iluminância da Vitrine melhorou em 209%, do
Lounge 1 em 234% e do Lounge 2 em incríveis 685%.

Quadro 33

Pontos de medição na região da Vitrine e a iluminância média.

Ponto Emedição Ponto Emedição


Q1 503 P1 507
Q2 564 P2 467
Q3 491 Q 509
Q4 475 P 487
Q5 486 N 5
Q6 532 Evitrine 504
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Quadro 34

Pontos de medição na região do Lounge 1 e a iluminância média.

Ponto Emedição Ponto Emedição


P1 454 Q1 366
P2 589 Q2 465
R1 530 Q3 436
R2 498 Q4 454
R3 474 T1 460
R4 547 T2 493
R5 543 T3 529
R6 633 T4 492
R7 488
R8 506
Cálculo
R 527 T 494
Q 430 N 2
P 522 M 9
Elounge1 507
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA
88
Quadro 35

Pontos de medição na região do Lounge 2 e a iluminância média.

Ponto Emedição Ponto Emedição


P1 684 Q1 583
P2 362 Q2 640
R1 512 Q3 562
R2 636 Q4 200
R3 547 T1 866
R4 574 T2 633
R5 483 T3 566
R6 533 T4 694
R7 338
R8 473
Cálculo
R 512 T 690
Q 496 N 2
P 523 M 8
ELounge2 589
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Figura 43 – Instalação e Medição da Iluminância no Lounge 1

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA


89
Figura 44 – Dicroica a esquerda e a EMPALUX a direita

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Figura 45 – Nova lâmpada instalada no Lounge 2 e a iluminância medida.

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Figura 46 – Novo visual do Lounge 2.

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA


90
Figura 47 –Facho suplementar desativado

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA

Figura 48 – Antes e Depois do Lounge 1 e Vitrine

Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA


91
Quadro 36

Valores Medidos e Projetados para a Loja PA Concept

Grandeza Antes Depois Melhoria/Redução


Fluxo Total (lúmen) 6084 25942 426%
Rendimento Energético (lm/W) 2,12 70 3302%
Potência Elétrica (W) 2870 436 85%
Consumo de Energia Elétrica (kWh/mês) 1033 158 85%
Gasto de Energia Elétrica (R$/mês) 558 85 85%
Vitrine (lux) 241 504 209%
Lounge 1 (lux) 217 507 234%
Lounge 2 (lux) 86 589 685%
Fonte: ELABORAÇÃO PRÓPRIA
92

CONCLUSÃO

A hipótese proposta neste estudo é de que era possível substituir as lâmpadas dicroicas
tradicionais da loja por lâmpadas LED de alta eficiência energética disponíveis nas lojas
especializadas da cidade. A hipótese foi verdadeira, pois constatou-se que o novo sistema de
iluminação cumpre todos os requisitos do projeto e do cliente.
Para facilitar o estudo luminotécnico, a loja foi dividida em três ambientes: Vitrine,
Lounge 1 e Lounge 2. Em nenhum deles foram medidos níveis de iluminância que cumpriam
os valores determinados pela NBR 5413:1992. Os níveis de iluminação estão dentro dos valores
especificados pela NBR 5413:1992. A exceção é a Vitrine porque o proprietário optou por
instalar as mesmas luminárias utilizadas no Lounge 1.
O investimento executado de R$ 3.524,20 não é elevado porque pela análise do VPL
verifica-se que no segundo ano após o investimento já há retorno financeiro. Isso significa que
a economia de energia proporcionada pela redução do consumo consegue cobrir o investimento
inicial após dois anos. Os anos subsequentes são de lucros acumulados para a empresa.
Portanto, o projeto é financeiramente vantajoso.
Após a substituição das lâmpadas Dicroicas de 50 W pelas respectivas lâmpadas LED
em cada recinto da loja, o consumo de energia elétrica reduziu de 1033 para 158 kWh/mês. O
custo de energia reduziu de 558 para 85R$/mês em média. Essa redução é devido a diminuição
da potência instalada do sistema que reduziu de 2870 para 436 W, uma redução de 85%.
Além da melhora da eficiência, a iluminância média de cada recinto melhorou, assim
como a refrigeração do ambiente. A iluminância média da Vitrine aumentou de 241 para 504
lux, um aumento de 234%. A iluminância média do Lounge 1 aumentou de 217 para 507 lux,
um aumento de 260%. A iluminância média do Lounge 2 aumentou de 86 para 589 lux, um
aumento de 685%. Esse aumento da iluminância em toda a loja, assim como a escolha adequada
93
da TCC adequada para o ambiente melhorou o conforto visual. Dessa forma a loja proporciona
um clima mais agradável e aconchegante, com satisfação total do proprietário da loja.
Com o intuito de reduzir ao máximo o valor do investimento, as luminárias já
instaladas foram utilizadas. Desta forma manteve-se a mesma estética do teto sem alterações
necessárias no forro da loja. Também, as novas lâmpadas LED são muito mais agradáveis e
combinam mais com o ambiente, garantindo maior satisfação ao proprietário, aos colaboradores
e aos clientes.
A avaliação econômica VPL foi utilizada para determinar a viabilidade econômica do
projeto. O projeto além de melhorar o ambiente, adequar os recintos ao que estabelece a NBR
5413:1992, é vantajoso financeiramente. Como o tempo de análise de investimento é de 7 anos,
os gastos de manutenção com o sistema foram reduzidos em 9 vezes.
Ressalta-se que o projeto resolveu a problemática e teve a aprovação do proprietário
da loja, tendo o mesmo demonstrado apreço e interesse em aplicar a mesma metodologia desta
pesquisa nas demais filiais da rede. Pensando neste ponto de vista, existem outras linhas de
desenvolvimento que geram sugestões para trabalhos futuros que sejam continuações naturais
desta pesquisa.
Primeiramente, a busca por lâmpadas mais eficientes e baratas para projetos com
menos empecilhos. A necessidade de manter a estética do forro ocasionou mais dificuldades
para encontrar lâmpadas que se adequassem aos requisitos técnicos. Caso não houvesse esta
restrição, modelos mais baratos poderiam ser testados porque não existiria a necessidade do
encaixe AR111.
Por último, sugere-se a avaliação da temperatura ambiente com relação ao sistema de
iluminação. Em nosso caso, verificou-se que a iluminação impacta de forma negativa no
sistema de refrigeração, mas não foi possível mensurar essa influência devido a falta de
equipamentos disponíveis para a realização deste. Assim, novos projetos que melhorem o
conforto térmico em lojas abre uma nova gama de estudos.
94

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