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Introdução

Os acontecimentos merecem atenção especial dos investigadores de história e de outros


especialistas sobre a matéria. Das reflexões destes pensadores ou cientistas produziram-se
trabalhos que constituem hoje o centro de interesse de muitos outros investigadores (alunos,
estudantes, e os que cada dia aumentam ou querem aumentar seus conhecimentos).

Para a realização deste trabalho que é «Resenha histórica da ocupação de Terra em


Moçambique», consistiu no resumo de diferentes obras ou trabalho de histórias referentes ao
nosso país. É imprescindível realçar que o trabalho está dividido em três partes sendo introdução,
desenvolvimento e conclusão.

O objectivo deste tema ou trabalho é para incutir de forma como foram os procedimentos da vida
das primeiras sociedades ou primeiros habitantes em Moçambique e sem deixar o período
colonial ou a presença do colonialismo no território nacional.

O presente trabalho resulta das consultas de diversos manuais de histórias de diferentes níveis de
escolaridade com finalidade de orientar o melhor estudo para sua realização. A orientação aqui
feita resulta de estudo de obras de maneira de abordagem do tema acima em referência.

Abordamos firmemente o surgimento dos Estados impérios como é o caso do Grande Zimbabwe
e Mwenemutapa e factores que determinaram o fim dos mesmos. O período colonial ou a
presença dos colónos temos profundas mudanças no nosso país, onde trazemos os prazos da
coroa e sua extinção, destacamos a construção de feitorias, a escravatura sendo o homem
substituindo matéria prima e levado para as grandes plantações.

Frisamos neste trabalho Conferência do Berlim onde saiu o princípio da ocupação efectiva no
território moçambicano em que Portugal sentiu-se pressionado por grandes potências
imperialistas, por sua vez este teve que enviar tropas e grandes armamentos para Moçambique
para que não perdesse as terras que outrora havia ocupado e foi nesta conferência que foram
delimitadas as fronteiras para a partilha de África em geral e Moçambique em particular. É
importante frisar desde que já este trabalho não esgota todos conteúdos teóricos exigíveis
referente ao tema tratado em estudos feitos e abordados no leque de obras consultadas.

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1.Resenha histórica da ocupação de Terra em Moçambique

1.1. Período pré-colonial

1.1.1. Os primeiros habitantes de Moçambique


Os primeiros ou primitivos habitantes de Moçambique foram os khoisan ou hotentotes que
viviam em comunidades de caçadores e recolectores. Estes povos eram caçadores e recolectores,
tinham um modo de vida nómada, isto é, não tinham uma vida fixa, deslocavam-se de lugar para
outro lugar.

Estavam socialmente organizados em bantos ou grupos e faziam a divisão do trabalho na base do


sexo e idade.

Faziam a distribuição equitativa de bens, sendo o produto final do trabalho distribuído de forma
justa por todos os que tinham trabalhos.

Pelas características mencionadas, pode-se concluir que eram sociedades sem exploração do
homem pelo homem.

Por volta dos séculos II- III, chegaram os bantu povos provenientes da grande floresta. Segundo
José Luís Barbosa Pereira refere que os bantu não são um povo ou raça mas povos falantes de
língua aparentadas entre si.

Martin Hall, citado Souto e Barbosa, resumiu em três aspectos fundamentais as grandes
discussões que linguistas, arqueólogos e historiadores têm realizado sobre a expansão bantu:

- a teoria rácia;

- a teoria linguística

- a teoria da domesticação das plantas e animais e da expansão da metalurgia.

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1.1.2. O primeiro Estado do Zimbabwe: 1250 a 1450
Segundo Dionísio Calisto Recama, considera que nos primeiros séculos da nossa era, o planalto
do Zimbabwe era habitado pelos karanga, grupo bantu que falava shona. Foram estas populações
karanga que fundaram o reino do Zimbabwe, entre-os-rios Zambeze e Limpopo, a partir do
século VIII, conhecendo o auge do seu poder entre os anos de 1250 e 1450.

Numa savana fértil em zona de granito perto de Mazivingo, levanta-se um conjunto de ruínas
monumentais: é o Grande Zimbabwe ou casa de pedra. Dentro do Grande Zimbabwe encontra-se
dois complexos de edifícios em pedra que os europeus chamaram de acrópole e templo.

Outras casas de pedra mais pequenas (madzimbabwe) foram construídas ao longo das rotas
comerciais que iam dar à costa do Índico, como era o caso do Manykene, o qual desempenhou
um importante papel no comércio entre o Grande Zimbabwe e os Árabes.

O Grande Zimbabwe tinha como actividades económicas a agricultura, cultivando mapira e


mexoeira; pastorícia, criando bois, carneiros e cabritos e ainda o fabrico do ferro que utilizavam.

O contacto com os mercadores islamizados, nos meados dos séculos XI e XII, trouxe novas
técnicas, tais como produção e fiação do algodão e confecção de vestuário.

Cerca de 1450, quando os Árabes passaram a utilizar o porto de Sofala deixando Manykene e o
Grande Zimbabwe, estes começaram a conhecer o princípio do seu fim.

1.1.3. Império de Mwenemutapa: 1440 a 1450

1.1.4. Formação e organização Sócio_ politica no Império Mutapa


O império de Mutapa ocupava a terra compreendida entre o Zambeze (a norte) e o Save (a sul) e
entre o Índico (a este) e o Zimbabwe (a oeste).

Cerca de 1440 a 1450, um homem de nome Mutota foi residir na região do Dande, vale do rio
Zambeze, devido as lutas entre chefes dos clãs para controlo do comércio, à seca do rio Save, e a
procura de terras férteis. Até então, Dande era uma região controlada por um chefe conhecido
como Mambo. Mutota aumentou Dande atacando os reinos vizinhos e passou a ser o chefe
máximo – Mwene, nascendo assim o nome de Mwenemutapa, isto é chefe de Mutapa. Mutota

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mandou construir um Zimbabwe para ser capital do seu vasto império. Tinha como estados
vassalos: Sedanda, Quissanga, Quiteve, Manica, Bárué e Maungwe.

Morto Mutota, sucedeu-lhe o seu filho Matope, que também fez muitas conquistas formando um
império. Foram conquistados os reinos de Bárue, Butua, Manica e Quiteve. Em cada um dos
reinos havia um Mambo (soberano).

O conjunto das aldeias onde as populações viviam, também conhecido por mushas, era chamado
de chefatura e era controlado pelos fumos (Encosses). Os Mwenemushas eram chefes das
mushas. Os mutumes eram mensageiros que viajavam por todo império e depois davam
informações ao Mwenemutapa. Os ínfices eram a guarda pessoal do Mwenemutapa e os swikiros
(pondoros\mondoros) eram os que deviam conhecer profundamente a história genealógica dos
Mwenemutapas. Eles (swikiros) contavam a história do império e memorizavam os
acontecimentos relativos à história dos familiares dos chefes e a sua sucessão.

O ancião mais idoso das mushas era conhecido por Mukuro (mwenemushas) que chefiava as
populações que viviam nas comunidades.

Os tributos pagos pelos camponeses eram tomados pela hierarquia de chefes, cada qual tirando
deles uma parte maior ou menor, conforme a sua importância social.

Os povos de Mutapa praticavam o comércio, especialmente do ouro e marfim, recebendo em


troca, missangas e loiças dos comerciantes árabes, este comércio era realizado em Sofala.

Os bens de luxos trazidos pelos comerciantes árabes eram destinados ao Mambo, seus familiares
e demais chefes que viviam na corte e nas províncias.

Organização económica do Império Mutapa

Os Mutapas no processo de mineração de ouro, tinha como força de trabalho crianças e


mulheres.

Para obter marfim, a classe dominante obrigava todos caçadores de elefantes a entregar ao
soberano um dos dentes de cada animal morto.

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Outras actividades desenvolvidas pelas populações eram, para além da agricultura a pastorícia, a
mineração, o artesanato, a caça, a pesca, a olaria e a produção de artigos de tecelagem.

2. Período colonial
Penetração mercantil portuguesa em Moçambique: Séculos XV a XIX

2.1. Chegada ou presença dos portugueses em Moçambique


De acordo com Dionísio Calisto Recama, o primeiro grupo de portugueses a pisar o solo pátrio
moçambicano fê-lo na foz do rio Inharrime, na província de Inhambane, Quelimane na Zambézia
e Ilha de Moçambique em Nampula, nos finais do século XV em 1498, chefiado por Vasco da
Gama e começaram a fundar feitorias locais quer de comércio quer de defesa contra ataques dos
árabes e dos chefes locais rebeldes.

Estavam interessados no ouro e no marfim de Moçambique.

Foi assim que surgiram Sena – 1530, Tete – 1537 e Quelimane – 1544.

No século XVIII, alguns portugueses e indianos foram enviados para região do Zambeze. Os
comerciantes portugueses tinham de pagar um imposto anual conhecido por Curva, o qual podia
se pago em tecidos ou outros artigos.

Afirmar que a penetração mercantil no nosso país foi feita em três períodos.

2.1.1. Período do ouro: XIV a XVII


A actividade mercantil swahil e árabe em Moçambique datada antes do século XI da nossa era.
No início do século XVI, existiam alguns “ mouros “ no Império do Mwenemutapa. O ouro era o
principal artigo de comércio e foi este produto que trouxe os portugueses a Moçambique. O ouro
permitia aos portugueses comprar as especiarias asiáticas com os quais entravam no mercado
europeu de produtos exóticos. Daí que Moçambique passou a constituir uma espécie de reserva
de meios de pagamento das especiarias – razão pela qual os portugueses se fixaram no nosso
país, primeiro como mercadores, e só depois como colonizadores efectivos.

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2.1.2. A fixação das feitorias
Os portugueses fixaram as feitorias de sofala em 1505 e da Ilha de Moçambique em 1507, ao
longo do litoral, com objectivo de controlar as vias de escoamento de ouro do interior e, em
menor escala de marfim, os quais tinham em Sofala o local de saída para Ásia através dos árabes.

Neste processo de controlar as vias de escoamento, os portugueses atacavam os árabes que até
então eram os principais comerciantes.

Em 1516, Inhamunda, Mambo de Quiteve e Sedanda, com o apoio dos árabes atacou os
portugueses que comercializavam com os Mwenemutapas.

A partir de 1530, os portugueses decidiram penetrar no vale do Zambeze, onde fundaram as


feitorias de Sena, em 1530, em Tete, em 1537 e Quelimane, em 1544. Isto era não só para
controlar as vias de escoamento, mas também para controlar o próprio acesso às zonas
produtoras (ou fontes) do ouro.

2.1.3. Gatsi Rusere e Mavura traem o seu povo


A presença portuguesa não foi pacífica. Os portugueses começaram por fazer amizades com
alguns Mwenemutapas traidores, como é o caso de Gtsi Rusere e Mavura.

Para Recama, citando COSTA (1982) e LOBATO (1960) em Historia de Moçambique, em 1607,
através de Gatsi Rusere mwenemutapa reinante, os portugueses obtiveram a concessão de todas
as minas do Estado. Por este motivo, Rusere foi considerado traidor da resistência dos
moçambicanos, pois permitiu a entrada e fixação dos comerciantes e militares portugueses no
seu império. Foi assim que em 1696, os mambos de Manica se revoltaram contra Gatsi Rusere.

Caprazine, filho de Rusere, tendo derrotado seu irmão Filipe, tornou-se mwenemutapa e
expulsou todos os portugueses do império, recuperando dessa maneira todas as terras e minas
que estavam em seu poder. Portanto, Caprazine acabou por ser deposto e substituído por Mavura.
Pouco depois, Mavura foi baptizado por D. Filipe III, em 1629 e declarou-se vassalo de Portugal.

O período áureo da penetração mercantil portuguesa fez-se acompanhar de tecidos adquiridos na


Índia e missangas compradas em Veneza – isso só para a classe dominante dos mwenemutapas,
estes produtos eram vistos como bens de prestígios, ou seja suportes de lealdade política e

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submissão, razão pela qual alguns mwenemutapas faziam concessões crescentes aos mercadores
portugueses e alienavam o território, vendendo as terras ricas em ouro fluvial.

Como consequência, no século XVII, os camponeses deixaram a agricultura e passam a dedicar-


se à mineração para os portugueses; a sua produção estava virada para o comércio e não mais
para uso próprio.

Assim em 1693, após muitas tentativas, o mwenemutapa reinante, Changamira Dombo, presidiu
a uma guerra contra e em dois anos conseguiu expulsá-los do planalto do Zimbabwe. Este
levantamento teve consequência a procura de ouro a norte do Zambeze. Desta maneira chegou ao
fim o período áureo da penetração portuguesa.

2.1.4. Período do marfim: XVII a XIX


Com o levantamento de 1693, que constituiu a primeira forma de resistência em Moçambique, a
produção e comercialização do ouro diminuiu e o marfim passou a ser o produto mais procurado
pelos mercadores. Os produtos de troca (missangas e tecidos) vinham de Veneza e não de
Lisboa.

Nos territórios situados entre o rio Luanga e Quelimane fazia-se bastante comércio de marfim.
Este produto representava para os Phiri uma das suas principais fontes de riqueza em troca de
tecidos e missangas.

Em 1687, o comércio passou a ser com os Ajauas, vindos do lago Niassa. Estes não só eram
melhores produtores de marfim, mas também de azagaias e tabaco.

Os reinos mais poderosos, cujos territórios se estendiam para além dos sultanatos e xeicados
afro-islãmicos, eram Manica e Morimuno – século XVII. Os Ajauas surgiam como perigosos
rivais no tráfico do marfim.

Foi assim que Morimuno sofreu ataques portugueses, na medida em que interferia bastante no
trânsito dos Ajauas que traziam marfim do interior. Neste comércio também entrou a Baia da
Lagoa (Baia de Maputo), a qual vendia marfim, âmbar, oiro, cobre e pontas de rinocerontes.

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O comércio de marfim conheceu o princípio do seu fim nos finais do século XVIII e princípios
do século XIX, quando a venda do homem como mercadoria na arena comercial se tornou uma
prática normal.

2.1.5. Período dos escravos


Na segunda metade do século XVIII, a procura de escravos ultrapassou a do ouro e a do marfim.
Agora queria-se aquele que antes fornecia o ouro e o marfim. Foi assim que o homem passou a
ser matéria-prima procurada.

Numa primeira fase, os escravos eram adquiridos pelos franceses para as suas plantações de
açúcar e café nas Ilhas Mascarenhas, no Indico; e, numa segunda fase, começaram a ser enviados
as para as plantações da América do Sul (Brasil), especialmente para as plantações de açúcar,
cacau e minas de ouro, etc. Esta fase durou até à primeira metade do século XIX. A terceira vai
desde a abolição oficial do tráfico, em 1836, quando a saída clandestina de escravos se fazia
através dos xeicados de Quitangonha, Sancul, Sangage e do sultanato de Angoche, e ainda
através dos Prazos.

2.1.6. Áreas de caça


Os escravos eram adquiridos no vale do Zambeze e na faixa litoral norte. De referir que as
populações de origem macua foram as mais sacrificadas e levadas para as Ilhas Mascarenhas,
Madagáscar, Zanzibar, Golfo Pérsico, Brasil e Cuba.

2.1.7. Meios de obtenção e zonas de captura e destino dos escravos


Para se obter os escravos, os chefes das várias tribos envolviam-se em guerras e os que saiam
derrotados eram feitos (os chefes e o povo) reféns e consequentemente escravos; também eram
feitos escravos os que tivessem dívidas no pagamento de impostos.

Em África, para além de Moçambique, eram zonas de captura de escravos: Senegal, Gâmbia,
Costa do Ouro (actual Gana), Costas de Escravos (actuais Togo, Benim e Nigéria), delta do rio
Níger, Congo e Angola.

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Os escravos capturados em Moçambique eram enviados para o Brasil, Cuba, América do Norte e
para as ilhas do oceano Indico (Mascarenhas, Comores e Madagáscar), para as plantações de
açúcar, café, algodão e para as minas de metais preciosos.

2.1.8. Consequências da escravatura


A escravatura provocou: o desalojamento da força do trabalho, o que resultou na estagnação das
sociedades moçambicanas; a fuga das populações originando grandes zonas despovoadas; a
paralisação do desenvolvimento da população moçambicana, com o abandono das terras de
cultivo; a insegurança permanente por parte das populações; destituições humanas e de bens,
semeando-se assim fome e misérias; decréscimo demográfico. Em algumas zonas, como nos
Prazos e na sociedade ajaua, verificou-se a reestruturação socioeconómica de tipo empresa de
caça e captura de escravos, o que por sua vez, provocou a degradação dos valores sociais e
morais.

Entretanto, a escravatura levou ao enriquecimento da Europa e de uma minoria de chefes locais.

Em suma:

O período do ouro vai desde o século XIV a 1693 – data da primeira grande resistência em
Moçambique, encabeçado por Changamira Dombo.

O período do marfim vai do século XVII até 1750-60, quando começa o tráfico maciço de
escravos.

O período dos escravos vai desde 1750-60 até 1836, ano em que foi abolida formalmente a
escravatura, pois na prática a escravatura viria terminar no século XX.

O período das oleaginosa iniciado na década de 1860, quando os indianos começam a comprar
gergelim, amendoim e coco para as companhias e feitorias de Quelimane.

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3. Prazos da coroa

3.1. Surgimento dos Prazos


Portugal querendo garantir e defender as rotas comerciais e uma livre circulação dos produtos de
troca, ouro e marfim, tecidos, colares de missangas, armas de fogo, munições e bebidas
alcoólicas para o interior e para ocupar a nossa terra duma maneira mais organizada, para melhor
explorar as nossas riquezas, enviou para Moçambique grupos de portugueses e cristão de Goa
que se fixaram no vale do Zambeze. Foi neste texto de penetração no vale do Zambeze, a partir
de 1530, que nasceram os Prazos.

Todavia, a palavra Prazo só surge no século XVII (1600) em Portugal, quando os portugueses
que ali se encontravam começaram a receber grandes extensões de terras ao longo do Zambeze
dadas pelo vice-rei da Índia (em nome do rei de Portugal) por um prazo de tempo, que podia ser
de duas em duas gerações ou três em três gerações (pai, filha e neto). Portanto Prazos eram terras
concedidas mediante a um pagamento de uma renda anual, doadas, conquistadas, compradas, ou
simplesmente cedidas para um período (prazo) no vale do Zambeze pela Coroa portuguesa. Os
donos eram chamados prazeiros e normalmente eram mercadores, ex-soldados, desertores,
fugitivos, assassinos, prisioneiros que cumpriam penas de degredo, revolucionários ou opositores
políticos exilados.

Terminado o prazo, a terra voltava à Coroa, a quem se considerava que pertencia.

Os Prazos ocupavam o Centro de Moçambique, ao longo do vale do Zambeze, nas actuais


províncias de Tete e Zambézia (entre Zumbo e Quelimane).

Os prazeiros tinham boas relações com alguns chefes locais.

3.1.1. Actividades dos prazeiros


Os prazeiros viviam do trabalho dos camponeses e do comércio de marfim e escravos. Os
camponeses dos prazos eram obrigados a entregar ao prazeiro uma boa parte das suas colheitas.
Para obter os escravos que comercializavam, os prazeiros promoviam ataques às aldeias vizinhas
com o seu exército de cativos guerreiros: os A-Chicundas. Os escravos eram de seguida vendidos
aos comerciantes portugueses em Quelimane e na Ilha de Moçambique, de onde partiam para ir

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trabalhar nas grandes plantações de cana-de-açúcar, café, cacau e nas minas de ouro nas ilhas do
oceano indico (Mascarenhas, Zanzibar), no Golfo Pérsico e no Brasil.

Os prazeiros quando tinham dificuldades em obter escravos, chegavam a vender os próprios


guerreiros A-Chicundas.

3.1.2. Deveres dos prazeiros


Os prazeiros tinham como deveres:

- Expandir a civilização portuguesa e a cristianização através dos seus domínios, assim como
proteger os habitantes africanos residentes nos mesmos;

- Pagar o imposto anual (foro) à Coroa, correspondente a 1/10 do rendimento do prazo (isto é, do
imposto da produção agrícola e do imposto recolhido entre habitantes indígenas);

- Sujeitar-se às leis régias e aos seus representantes na pessoa do capitão-mor (este dependia do
vice-rei da Índia).

“ Auto-alienação “ dos prazeiros

Os prazeiros indianos e portugueses, já poderosos e reis dos seus prazos, passaram a não
obedecer nem ao rei de Portugal nem aos chefes locais. Progressivamente, os prazeiros
começaram a estabelecer boas relações com os chefes locais, começando a efectuarem-se
casamentos mistos com as filhas dos chefes locais tornando-se membro das famílias desse reino,
também era uma das formas de obtenção de terras. Começaram a assimilar muitos aspectos da
cultura do vale do Zambeze; falavam as diferentes línguas da região, vestiam à maneira dos
nativos, praticavam o culto aos antepassados, etc. Assim, os prazos tornaram-se semelhantes aos
reinos do vale e duzentos anos mais tarde, os prazeiros já não eram os portugueses nem os
indianos chegados em 1600, pois, na verdade, eles nunca tinham estado em Portugal nem na
Índia, uma vez que os seus pais e avós tinham já nascidos no vale do Zambeze. Por esta razão
deixaram de pagar a renda ao rei de Portugal. . Temos o exemplo de um dos grandes prazeiros do
vale do Zambeze, o “Bonga” de Massangano, cujo nome era Joaquim Vicente Cruz, que com seu
filho, foram muito temidos. Eles lutavam contra os portugueses.

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Para se defender dos ataques dos Nguni, construiu uma aringa, que era espécie de quartel. A
famosa Aringa de Bonga.

Outros Prazos temos : Massingire, Gorongosa, Makololo, Maganja, Carazimamba, Kanyemba,


Makanga e Matakenya.

3.1.3. Os A-Chicundas
Os A-Chicundas eram os exércitos dos prazos e tinham como principais actividades: proteger as
fronteiras dos estados ou prazos, contra as ameaças externas; sufocar revoltas internas; atacar os
estados vizinhos para obtenção de escravos; capturar a nível interno, escravos para vender.

3.1.4. Extinção dos prazos


O declínio dos prazos na segunda metade do século XVII, possibilitou nos primordiais do século
XIX, o aparecimento de estados cuja dinastias reinantes profundamente envolvidas no comércio
de escravos. Pressionado pelas potências imperialistas, Portugal procedeu a ocupação efeciva.
Portanto o governo colonial em Moçambique reverteu a situação em seu favor reestruturando do
velho esqueleto dos prazos e transformando-os em plantações.

Extinto pela primeira vez em 1832 por Decreto Régio em 22 de Dezembro de 1854, um outro
decreto extinguia pela segunda vez, os prazos da coroa, mandando reverter para o Estado as
terras possuídas em três gerações. Apesar de extintos na lei, os prazos existiam de facto.

Dentre vários factores que ditaram a extinção dos prazos, sublinham-se alguns: perante a
tamanha procura de escravos, os proprietários começaram a vender os camponeses de quem
dependiam a agricultura e ainda a exportar os próprios A-Chicundas, militares cativos de quem
dependia a protecção dos prazos. Estes em fuga organizaram-se em bandos predatórios e
atacaram os prazos, destruindo as redes comerciais do sertão.

Esta situação veio agravar-se em 1830 com ataques dos militares Nguni vindos do Sul de
Moçambique (Estado de Gaza). Estes até 1840 haviam ocupado 28 prazos nas terras de Sena,
Manica, Bárué e Luabo, capturando camponeses, queimando povoações e cobrando tributos.
Assim, começou a decadência desenfreada e incessante dos prazos, tendo os últimos decaídos
nos anos 40 do século XIX. E como resultado deste fenómeno, surgiram família luso-afro-
indianizadas que formaram novos prazos ou dinastia ao longo das margens do Zambeze, tais

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como: Massangano (família Cruz, 1849), sito no vale do Zambeze começado por Joaquim Vaz
da Cruz.

De principio, Vaz da Cruz alugou dois prazos na região entre os rios Luenha e Zambeze e
mandou construir uma aringa para sua defesa dos Nguni. Posto isto, começou a praticar o
comércio de escravos e a cobrar impostos aos comerciantes que passavam no seu território.
Morto Vaz da Cruz em 185, sucedeu-lhe o seu filho António Vaz da Cruz, mais conhecido por
Bonga, isto é, gado bravo. Como outros prazeiros Bonga recusava-se a pagar tributo ao rei de
Portugal, pois considerava-se rei e senhor do seu próprio prazo.

Alem da dinastia Massangano, surgiram outros estados no vale do Zambeze, como o de


Gorongosa fundado por Manuel A. de Sousa; Macanga, fundado por Caetano Pereira;
Massingire, fundado por Vaz dos Anjos; Kololo fundado em 1856. São estes estados que
posteriormente se transformaram nos Estados Militares do vale do Zambeze.

4. Conferência do Berlim
De acordo com Luís Fernando e Teresa Nhampule, a expansão imperialista e implantação do
sistema colonial em África e na Ásia; (o papel de Portugal na penetração imperialista).

A corrida colonial traz consigo graves conflitos entre as potências imperialistas. Com efeito
Leopoldo II da Bélgica, interessado em criar uma colónia em África, envia Stanley a explorar o
curso superior no Congo (1874- 1878). A França, movida pelo mesmo espírito, financia a
empresa de Brazza que se desenvolvia paralelamente com a de Stanley nessa mesma região
(1875- 1878). Nasce daí um conflito de interesses entre os dois países. Por outro lado, a
Alemanha de Bismarck, chegou tardiamente a esta corrida, pretende criar, também um império
colonial. Portanto, aproveita a questão do Congo e promove uma Conferência Internacional de
Berlim entre 15 de Novembro de 1884 e 26 de Janeiro de 1885, para dividir entre si o continente
africano.

Nesta conferência estiveram representados por 15 países: Alemanha, Império Austro-Húngaro,


Bélgica, Dinamarca, França, Espanha, Inglaterra, Itália, Reino dos Países Baixos, Portugal,
Rússia, Suécia, Noruega, Turquia e Estados Unidos da América.

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Dentre estas potencias, a Inglaterra, a França, Portugal e a Alemanha eram as que tinham
maiores interesses no continente africano.

4.1. Causas da Conferência de Berlim

A Conferência de Berlim tinha os seguintes objectivos:

. Resolve os conflitos territoriais que opunham as potências imperialistas na bacia do Congo e


noutras regiões.

. Discutir a necessidade da livre navegação no rio Congo e noutros rios que permitissem chegar
ao interior de África.

. Discutir a necessidade da liberdade do comércio nos territórios africanos.

A estas causas são resumidas no documento da época a seguir transcrito:

Acta Geral elaborada em Berlim a 26 de Fevereiro de 1886 entre a França, Alemanha, Áustria,
Hungria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, Grã-Bretanha, Itália, Países
Baixos, Portugal, Rússia, Noruega e Turquia para regular a liberdade de comércio nas bacias do
Congo e Níger, bem como as novas ocupações de territórios na costa Ocidental de África.

(…) Munidos de plenos poderes, discutiram e adaptaram (…);

Artigo 1- O comércio de todas as nações gozará duma completa liberdade em todos os territórios
que constituem a bacia do Congo e dos seus afluentes. (…)

Artigo 9- Conforme os princípios do direito das gentes tal como são reconhecidos pelas
potências signatárias, sendo interdito o tráfico de escravos, e as operações que, por mar ou por
terra forneçam escravos ao tráfico, devendo ser igualmente interdito, as potências que exerçam
ou venham a exercer direitos de soberania ou influência nos territórios que constituem a bacia
convencional do Congo, declaram que esses territórios não poderão servir nem de mercado, nem
de via de trânsito para o tráfico de escravos de qualquer raça que sejam.

Artigo 13- A navegação no Congo é e continuará a ser inteiramente livre para os navios
mercantes. (…)

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Artigo 34- A potência que, de futuro, tome posse de um território nas costas do continente
africano situado fora das suas possessões actuais, ou que, não as tendo, venha a adquiri-las,
acompanhará a Acta respectiva duma notificação dirigida às outras potências signatárias da
mesma Acta.

Artigo 35- As potências signatárias da presente Acta reconhecem a obrigação de assegurar nos
territórios por elas ocupadas, nas costas do continente africano, a existência de uma autoridade
suficiente para fazer respeitar os direitos e, se for caso disso, a liberdade do comércio e do
trânsito nas condições em que ela for estipulada.

Tratado de Berlim de 1885.

4.2.Transição do regime feudal dos prazos para ocupação efectiva do território


moçambicano.
Segundo José Pereira, Portugal encontrou algumas dificuldades na ocupação, administração e
exploração de um território tão vasto como Moçambique. Portanto, no final do século XIX, a
penetração colonial na maior parte do nosso país, foi feita através de companhias as quais
ocupavam cerca de 2∕3 (dois terços) de Moçambique. Assim, em 1891, Portugal deu a
capitalistas portugueses e estrangeiros (franceses e ingleses) as regiões compreendidas entre os
rios Zambeze e Save, resultando na Companhia de Moçambique, e em 1892, deu a outros
capitalistas portugueses e britânicos as regiões do Niassa e Cabo Delgado, formando a
Companhia do Niassa e fundou-se a companhia concessionária da Zambézia, que arrendava
prazos na Zambézia e Tete.

Ficava sob controlo directo de Portugal somente os territórios da actual província de Nampula e
o sul do rio Save, bem como parte de Tete e da Zambézia, regiões que constituíam uma espécie
de reserva de mão-de-obra para as minas da África do Sul (em especial do Transval).

Com o tráfico de mão-de-obra, Portugal beneficiava de algumas rendas e salários deferidos dos
mineiros e também de uma parte do produto (ouro) produzido pelos «seus homens».

Para João Baptista Henriques Fenhane, Portugal conseguiu ocupar o nosso país e instalar o seu
domínio em todo território nacional. Os portugueses chegaram pela primeira vez á costa de

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Moçambique em 1498 a caminho da Índia e nos anos que se seguiram, pouco a pouco foram-se
estabelecendo e impondo o seu domínio comercial.

A partir de 1895, depois da Conferência de Berlim, de 1884-1885, iniciam a ocupação efectiva


de Moçambique. Na reunião de Berlim de 1884-1885, conhecida por Conferência de Berlim que
reuniu vários países com zonas de influência em África (terras coloniais), definiu-se o princípio
da «ocupação efectiva» que dizia que qualquer potência que pretendesse colonizar terras em
África devia ocupar essas terras para que outras potências europeias reconhecessem a sua
administração.

Foi assim que Portugal iniciou campanhas militares de ocupação efectiva de todo território do
nosso país. Nos finais do século XIX (1800...), Portugal enviou para Moçambique mais soldados
e um poderoso armamento para conquistar e dominar o território. A acção da ocupação efectiva
não foi facilitada. Houve forte resistência dos chefes locais que dificultaram a penetração
portuguesa no interior. As lutas entre portugueses e os chefes locais foram até 1920.

Salientar antes de mais que quando as colónias se tornaram uma componente fundamental da
fase imperialista do modo de produção capitalista, na segunda metade do século XIX, os
principais financiadores e credores de Portugal (Inglaterra, Alemanha e França) procuraram tirar
o máximo partido da exploração das colónias portuguesas. Foi neste contexto que, entre
conflitos, arbitragens e tratados, se inseriu o traçado das actuais fronteiras de Moçambique.

De acordo com Luís Fernando e Teresa Nhampule, Moçambique no periodo do antigo regime,
iniciava-se a penetração mercantil estrangeira através da expansão árabe e persa de 800 – 1505,
na primeira fase, tendo deixado vestígios da sua presença no âmbito sócio-económico-político e
cultural, com a conversão das populações africanas para o islamismo na maneira de vestir, na
construção de mesquitas, na cultura. A língua swahili e existência de novas unidades políticas, os
reinos afro-islâmicos da costa: os xeicados e sultanatos e os entrepostos são também reflexos do
islamismo. Na segunda fase, houve a penetração mercantil europeia, iniciada pelos portugueses e
mais tarde, as outras potências europeias criaram companhias majestáticas e arrendatárias em
províncias de Moçambique, Niassa, e Zambézia, culminando todo este processo com a ocupação
efectiva de Moçambique.

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Conclusão

O trabalho referente ao Direito Agrário, concluimos que: Os primeiros ou primitivos habitantes


de Moçambique foram os khoisan ou hotentotes que viviam em comunidades de caçadores e
recolectores. Por volta dos séculos II- III, chegaram os bantu povos provenientes da grande
floresta, de referir que os bantu não são um povo ou raça mas povos falantes de língua
aparentadas entre si. Falando do Estado do Zimbabwe, numa savana fértil em zona de granito
perto de Mazivingo, levanta-se um conjunto de ruínas monumentais: é o Grande Zimbabwe ou
casa de pedra. O Grande Zimbabwe tinha como actividades económicas a agricultura, cultivando
mapira e mexoeira; pastorícia, criando bois, carneiros e cabritos e ainda o fabrico do ferro que
utilizavam. Cerca de 1450, quando os Árabes passaram a utilizar o porto de Sofala deixando
Manykene e o Grande Zimbabwe, estes começaram a conhecer o princípio do seu fim.

O império de Mutapa ocupava a terra compreendida entre o Zambeze (a norte) e o Save (a sul) e
entre o Índico (a este) e o Zimbabwe (a oeste). Cerca de 1440 a 1450, um homem de nome
Mutota foi residir na região do Dande, vale do rio Zambeze, devido as lutas entre chefes dos clãs
para controlo do comércio, à seca do rio Save, e a procura de terras férteis. Os povos de Mutapa
praticavam o comércio, especialmente do ouro e marfim, recebendo em troca, missangas e loiças
dos comerciantes árabes, este comércio era realizado em Sofala. Para obter marfim, a classe
dominante obrigava todos caçadores de elefantes a entregar ao soberano um dos dentes de cada
animal morto.

Penetração mercantil portuguesa em Moçambique: Séculos XV a XIX, o primeiro grupo de


portugueses a pisar o solo pátrio moçambicano fê-lo na foz do rio Inharrime, na província de
Inhambane, Quelimane na Zambézia e Ilha de Moçambique em Nampula, nos finais do século
XV em 1498, chefiado por Vasco da Gama. Em relação os prazos, os Prazos ocupavam o Centro
de Moçambique, ao longo do vale do Zambeze, nas actuais províncias de Tete e Zambézia (entre
Zumbo e Quelimane). corrida colonial traz consigo graves conflitos entre as potências
imperialistas. Com efeito Leopoldo II da Bélgica, interessado em criar uma colónia em África,
envia Stanley a explorar o curso superior no Congo (1874- 1878). Alemanha aproveita a questão
do Congo e promove uma Conferência Internacional de Berlim entre 15 de Novembro de 1884 e
26 de Janeiro de 1885, para dividir entre si o continente africano. Os portugueses chegaram pela

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primeira vez á costa de Moçambique em 1498 a caminho da Índia e nos anos que se seguiram,
pouco a pouco foram-se estabelecendo e impondo o seu domínio comercial.

A partir de 1895, depois da Conferência de Berlim, de 1884-1885, iniciam a ocupação efectiva


de Moçambique.

Na reunião de Berlim de 1884-1885, conhecida por Conferência de Berlim que reuniu vários
países com zonas de influência em África (terras coloniais), definiu-se o princípio da «ocupação
efectiva» que dizia que qualquer potência que pretendesse colonizar terras em África devia
ocupar essas terras para que outras potências europeias reconhecessem a sua administração.

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Bibliografia

FENHANE, João Baptista Henrique

O MUNDO EM QUE VIVEMOS. Ciências Sociais. 7ª Classe

Texto Editores, Lda – Moçambique.

FERNANDO, Luís e NHAMPULE, Teresa

História 9ª Classe

A FORMAÇÃO DO SISTEMA CAPITALISTA MUNDIAL NOS SÉC. XV – XVIII

Edição Diname.

PEREIRA, José Luís Barbosa

«NOVO CURRICULO DO ENSINO SECUNDÁRIO»

PRÉ – UNIVERSITÁRIO

Longman Moçambique.

RECAMA, Dionísio Calisto

MANUAL DE PREPARAÇÃO PARA O ENSINO SUPERIOR

História de Moçambique, de África e Universal

10ª á 12ª classes

Plural editores.

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Índice
Introdução ....................................................................................................................................... 1
1.Resenha histórica da ocupação de Terra em Moçambique .......................................................... 1
1.1. Período pré-colonial ................................................................................................................. 2
1.1.1. Os primeiros habitantes de Moçambique .............................................................................. 2
1.1.2. O primeiro Estado do Zimbabwe: 1250 a 1450 .................................................................... 3
1.1.3. Império de Mwenemutapa: 1440 a 1450 .............................................................................. 3
1.1.4. Formação e organização Sócio_ politica no Império Mutapa .............................................. 3
2. Período colonial .......................................................................................................................... 5
2.1. Chegada ou presença dos portugueses em Moçambique ......................................................... 5
2.1.1. Período do ouro: XIV a XVII ............................................................................................... 5
2.1.2. A fixação das feitorias .......................................................................................................... 6
2.1.3. Gatsi Rusere e Mavura traem u seu povo ............................................................................. 6
2.1.4. Período do marfim: XVII a XIX ........................................................................................... 7
2.1.5. Período dos escravos ............................................................................................................. 8
2.1.6. Áreas de caça ........................................................................................................................ 8
2.1.7. Meios de obtenção e zonas de captura e destino dos escravos ............................................. 8
2.1.8. Consequências da escravatura............................................................................................... 9
3. Prazos da coroa ......................................................................................................................... 10
3.1. Surgimento dos Prazos ........................................................................................................... 10
3.1.1. Actividades dos prazeiros ................................................................................................... 10
3.1.2. Deveres dos prazeiros ......................................................................................................... 11
3.1.3. Os A-Chicundas .................................................................................................................. 12
3.1.4. Extinção dos prazos ............................................................................................................ 12
4. Conferência do Berlim .............................................................................................................. 13
4.1. Causas da Conferência de Berlim .......................................................................................... 14
4.2.Transição do regime feudal dos prazos para ocupação efectiva do território moçambicano. 15
Conclusão...................................................................................................................................... 17
Bibliografia....................................................................................................................................19

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