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ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO

11. Formas de Prestação da Atividade Administrativa:

15.1- DESCONCENTRAÇÃO: Atividade distribuída dentro do próprio núcleo,


da própria Pessoa Jurídica. Há Hierarquia, Subordinação.

Descentralização:

Por Outorga: O Poder Público transfere a titularidade mais a execução do


serviço. Só pode ser feita através de lei e para as Pessoas Jurídicas de Direito
Público da Administração Indireta.

Delegação: Transfere somente à execução do serviço, o Poder Público mantém a


titularidade. Pode ser feita a qualquer um (Administração Direta, Indireta,
particulares). Pode ser feita por:

a) Lei (Legal): quando for para Pessoas Jurídicas de Direito Privado da


Administração Indireta (Empresas Públicas, Sociedade de Economia Mista).

b) Contrato (contratual): quando a delegação for para particulares


(concessionárias, permissionárias, organizações sociais e todos que prestem
atividade administrativa).

15.2- ADMINISTRAÇÃO DIRETA – TEORIAS.

Teoria do Mandato: O Estado transfere poderes a seus agentes através de um


contrato de mandato. Não serve porque o Estado não pode manifestar vontade,
portanto, não pode celebrar contrato de mandato.

Teoria da Representação: O Estado é tratado como incapaz, por isso precisaria


de um representante. Não serve porque, no Brasil, o Estado é responsável por
seus atos e de seus agentes, não é incapaz.

Teoria do Órgão ou Teoria da Imputação (Hely Lopes): Utilizada no Brasil, o


agente exerce o poder, manifesta a vontade do Estado em razão de um Poder
Legal, decorre de uma previsão legal.

15.2.1 - ÓRGÃO PÚBLICO:


- Núcleo especializado de competências que servem para prestação de atividade
administrativa.

Não pode celebrar contrato. Não têm Personalidade Jurídica, por isso não tem
aptidão para ser sujeito de direitos e obrigações.

Mas pode ir a juízo, desde que preenchida 02 condições (irem busca de


prerrogativas funcionais, sempre como sujeito ativo). Tem CNPJ.

É possível a existência de órgão público na Administração direta e na indireta


(Lei 9784/99).

CLASSIFICAÇÃO:

a) Quanto à Posição Estatal:

1 - Independentes: goza de independência, está no ápice de cada um dos


poderes. Ex. São as chefias de cada Poder: Presidência, Câmara Municipal.

2 - Autônomos: Estão subordinados, diretamente ligados aos órgãos


independentes. Ex. secretarias de Estado, Ministérios.

3 - Superior: ainda tem poder de decisão, mas está subordinado aos órgãos
autônomos e aos independentes. Ex. Procuradorias.

4 - Subalterno: Não tem poder de decisão, só executa o que foi mandado pelo
independente ou autônomo. Ex. zeladoria, almoxorifado.

b) Quanto à Posição Estrutural:

1 - Simples: Não tem outros órgãos agregados à sua estrutura. Ex. Gabinetes.

2 - Compostos: tem outros órgãos agregados à estrutura. Ex. Delegacia de Ensino-


Escolas ligadas.

c) Quanto à Atuação Funcional:

1 - Singular: Composto por um único agente. Ex. presidência, governadoria.

2 - Colegiado: Composto por vários agentes.

15.3- ADMINISTRAÇÃO INDIRETA:


- Possuem Personalidade Jurídica Própria: tem aptidão para ser sujeito de
direitos e obrigações, é responsável pelos próprios atos e os de seus agentes.

Não existe relação de hierarquia entre Administração Direta e Indireta.

- Patrimônio e Recursos Próprios, autonomia técnica, financeira (decide como


vai aplicar o dinheiro), administrativa. Só não tem autonomia, nem capacidade
legislativa.

Obs. No máximo poderá regular, complementar, discipli-nar o que está


previsto em lei.

Formas de Controle:

Interno: feito pela própria entidade da Administração Indireta.

Exterior: Poder Legislativo (CPI´s e TCU); Poder Judiciário; pelos cidadãos,


através da Ação Popular; Pelo Poder Executivo (supervisão Ministerial,
dirigentes escolhidos pelo Ministério, receitas e despesas fiscalizadas,
finalidades predeterminadas).

AUTARQUIAS

Conceito: Pessoa Jurídica de Direito Público que serve para prestação de


atividades típicas do Estado, com autonomia administrativa, técnica e
financeira, mas sem capacidade legislativa. São criadas e extintas por lei
ordinária específica.

Finalidade vinculada à finalidade para a qual a Lei a criou. Não são criadas
para visar o Lucro.

Atos e Contratos:

a) Autoexecutáveis: presunção de legitimidade, imperatividade, como qualquer


outro ato administrativo.

b) Contrato Administrativo regido pelo dir. público, com cláusulas


exorbitantes.

c) Necessidade de Licitação, mesmo para contratos regidos pelo direito privado.

Responsabilidade Civil:
a) Conduta + Dano + Nexo (sem necessidade de comprovação de culpa ou
dolo). Será Objetiva: quando houver ação por parte do Estado; Subjetiva:
quando em razão de omissão do Estado, e a responsabilidade do servidor
também será subjetiva.

b) Obs. Se a Autarquia não tiver patrimônio, o Estado responderá de forma


objetiva, subsidiariamente pelo Dano.

c) Exceção: No Casos das PPP´s, a Responsabilidade do Estado é Solidária.

Bens Autárquicos: São bens públicos, segue regime de bens públicos.

a) Inalienabilidade Relativa: Todos os bens públicos são alienáveis de forma


condicionada. Para haver alienação, há um procedimento a ser seguido:
(Desafetação- Autorização Legislativa- Licitação).

b) Impenhorabilidade: É vedada a penhora, o arresto (bens indeterminados), o


sequestro (bens determinados).

c) Impossibilidade de Oneração: O Bem Público não pode ser objeto de Dir.


Real de garantia (O Penhor e a Hipoteca são vedados).

d) Imprescritíveis (prescrição aquisitiva): Bens públicos são insuscetíveis de


usucapião, nem do pró-labore, nem os bens dominicais.

Regime de Precatório (art.100, CF)

a) Documento através do qual, o Tribunal reconhece débito com procedência


transitada em julgado. Os Precatórios constituídos até 01º de julho devem ser
pagos no exercício financeiro seguinte, se existir disponibilidade orçamentária.
Podem ser pagos em parcelamentos anuais (10 por ano).

b) Cada Pessoa Jurídica tem a sua própria fila, cada autarquia tem uma fila
própria. Obs. Alimentos: Obedecem ao Precatório, mas têm fila própria dentro
da fila geral. Exceção: Há um valor de 60 salários mínimos, no qual a pessoa
estará fora do precatório.

Privilégios Processuais:

a) Prazo para Recurso: prazo em dobro – mesmos privilégios da Fazenda


Pública.
Regime Tributário:

a) Imunidade Tributária recíproca Somente quanto aos Impostos. A Imunidade


não é absoluta: Restringe-se às finalidades específicas de cada autarquia,
previstas na sua lei de criação. As atividades complementares estão sujeitas aos
impostos.

b) Obs. Há cobrança dos outros tributos.

c) Procedimento Financeiro: Lei 4320/64 (Lei de Finanças Públicas) e LC


101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal).

d) Regime de Pessoal:

Estatutário: Para titulares de cargo público (só nas Pessoas Jurídicas de Dir.
Público). Preferencialmente, deve ser adotado o Regime Estatutário, de cargo
público.

Celetista: Para titulares de emprego público.

CONSELHOS DE CLASSE (OAB, CRA, CRM, CRO).

Antigamente: Natureza de Autarquia. Porém, a Lei 9649/98, art.58: Conselho de


Classe terá natureza de Pessoa Jurídica de Direito Privado.

STF, ADIN 1717: Como os Conselhos de Classe têm como função principal o
Poder de Polícia, fiscalizando as atuações profissionais, não podem ser
considerados PJ de Dir. Privado. Declarou inconstitucional o art.58 da Lei
9649/98, determinando que os Cons. de Classe terão natureza de Autarquia.

Concurso Público: Doutrina Majoritária entende que o concurso público é


obrigatório.

Foro Competente, Súm. 66, STJ: Justiça Federal ou Vara da Fazenda Pública.

Anuidade: Natureza Tributária, contribuição.

Controle pelo Tribunais de Contas; Devem Obedecer a Lei 4320/64 (Lei de


Finanças)
Exceção - OAB: A contribuição da OAB não tem natureza tributária; Não sofre
controle do Tribunal de Contas e não deve obediência à Lei de Finanças
Nacional.

AUTARQUIAS DE REGIME ESPECIAL

Surgiram para conceituar as Universidades Públicas, que têm mais autonomia


e liberdade. Reitor: Tem prazo certo de mandato, só sairá depois da expiração
desse. São escolhidos por eleição. Não é cargo de livre nomeação, nem de livre
exoneração.

OBS. Banco Central: É autarquia comum, mas seu Presidente é nomeado pelo
Presidente após prévia aprovação do Senado.

AGÊNCIAS REGULADORAS (Espécie)

a) Finalidade: Regular, Fiscalizar, Disciplinar, Normatizar determinadas


atividades. Não é atividade nova, antes era exercida diretamente pelo Estado.

b) Capacidade Legislativa: Não a tem, não podendo, de tal sorte, legislar. Têm
o papel de complementar as leis, com normas técnicas específicas de sua
atuação.

c) Regime Especial: Têm mais autonomia, Liberdade normativa, liberdade


econômica e financeira.

d) Nomeação de Dirigentes: Presidente nomeia com prévia aprovação do


Senado. É investidura ou nomeação especial, porque depende de prévia
aprovação do Senado.

e) Mandato com Prazo certo e determinado: A Lei de criação de cada


Autarquia de regime especial irá determinar o prazo do mandato (máximo. de
04 anos). Obs. Já há Projeto de Lei querendo uniformizar o prazo: 04 anos para
todas.

f) Vedação (Quarentena): Quando o dirigente sai do cargo, deve ficar 04 meses


ou 01 ano (a depender da lei da autarquia especial) sem poder atuar na área de
atuação da Agência Reguladora.

g) Distinções:

Procedimento Licitatório:
- Lei 9472/97: em contrariedade ao disposto na Lei 8666/93, cada agência teria
seu próprio procedimento licitatório, previsto na sua lei de criação. Com modos
específicos de Licitação (Pregão e Consulta).

- STF, ADIN 1668: Se a Agência Reguladora é autarquia, terá que seguir a Lei
8666/93, deixando, entretanto, que elas tenham as modalidades específicas
determinadas pela Lei 9472/97, Pregão e Consulta.

- O Pregão já tem a Lei 10520/02, que o estendeu a todos os Entes, não sendo
mais modalidade específica das Agências Reguladoras. Atualmente, a
Consulta, que ainda não tem Lei lhe regulando, é a modalidade específica das
Agências Reguladoras.

Regime de Pessoal:

- Lei 9886/00: Regime Celetista, com contratação temporária. A Doutrina já dizia


que o Regime da CLT só deveria ser adotado em situações excepcionais, para
funções subalternas ou para contratações temporárias.

-ADIN 2310, STF: Declarou que não era hipótese para contratação temporária,
que é excepcional, e que, portanto, não deveria adotar o Regime Celetista.

Declarou a Inconstitucionalidade das 02 regras: Regime Celetista e Contratação


Temporária.

- MP 155/03 - Lei 10871/04: Determinou o Regime Estatutário, com concurso


público, para todas as Agências Reguladoras. Os que entraram por contratação
temporária sairão depois de findo o tempo do contrato.
h) Exemplos de Agências:

ANS; ANTT; ANTAQ; ANAC; ANP; ANA (bens públicos); ANCINE (fomento).

Autarquias: ADA (agência de desenvolvimento da Amazônia, substituiu a


SUDAM), ADENE (agência de desenvolvimento do Nordeste, substituiu a
SUDENE) e AEB (agencia espacial);

Serviços Sociais Autônomos: APEX, ABDI. Obs: CVM: deveria ser agência
reguladora, mas é autarquia comum.

AGÊNCIA EXECUTIVA:

a) São Autarquias ou Fundações Públicas que precisam ser modernizadas, e


para isso fazem um planejamento para reestruturação.
b) Contrato de Gestão: Celebrado entra uma Autarquia ou Fundação Pública e
o Poder Público. Serve para dar mais autonomia ou recurso público.

c) O título de Agência Executiva é temporário, findo o contrato de gestão, o


ente que se tornou agência executiva temporariamente voltará a ser autarquia
ou fundação pública. Ex. de ag. executiva: INMETRO.

d) Liberdade Específica (só para agências executivas): Art. 24, par. único, Lei
8666/93: Dispensa de Licitação. Regra Geral:

Valor de até 10% do Convite (até R$150.000, se obras ou serviços de


engenharia; até R$80.000 para os ou-tros serviços);

licitação dispensada (R$15.000 ou R$8.000).

e) Dispensa para as Agências Executivas: 20% do Valor do Convite, ou seja,


quando o valor da licitação for até R$30.000 ou R$16.000, a agência executiva
estará dispensada de licitação. Essa dispensa vale também para: Sociedades de
Economia Mista, Empresas Públicas e Consórcios Públicos. Só vale para as
Autarquias e fundações públicas, quando qualificadas como agência executiva.

FUNDAÇÃO PÚBLICA

São instituídas e constituídas pelo Poder Público, fazendo parte da


Administração.

Obs.: Quando forem constituídas pela iniciativa privada, não serão Fundação
Pública.

FUNDAÇÃO PÚBLICA de DIREITO PÚBLICO:

a) Natureza Jurídica: Regime de Dir. Público. É uma espécie de autarquia e faz


parte da Fazenda Pública. Tem todos os privilégios e obrigações de uma
autarquia.

FUNDAÇÃO PÚBLICA de DIREITO PRIVADO

a) Natureza Jurídica: Regime de Direito Privado.

b) Foro Competente (foro privativo): Justiça Federal ou Vara da Fazenda


Pública.
c) Privilégio Processual: Não tem prazo especial, porque não faz parte da
Fazenda Pública.

d) Tem sua Criação autorizada por Lei Ordinária; Lei Complementar deve
determinar a finalidade das fundações públicas de dir. privado.

e) OBS: Celso Antonio entende que não há essa divisão. Segundo ele, quando
se fala em Fundação Pública, todas elas são de Direito Público.

EMPRESAS ESTATAIS - Empresas Públicas


Sociedade de Economia Mista

EMPRESAS PÚBLICAS:

a) Pessoa Jurídica de Direito Privado; Podem prestar serviço público ou


explorar atividade econômica; sua criação autorizada por lei.

b) Têm capital exclusivamente público: Pode ser capital de vários entes da


federação. Entretanto, não poderá haver capital de uma Sociedade de Economia
Mista investido na Empresa Pública, do contrário ela perderá esse status.

c) Tem livre Constituição: Pode ser constituída por qualquer atividade


empresarial.

d) Têm Foro Privativo: Justiça Federal ou Vara da Fazenda Pública.

SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA:

a) Pessoa Jurídica de Direito Privado; Podem prestar serviço público ou


explorar atividade econômica; Criação autorizada por lei.

b) Têm Capital Misto: O Capital do Ente Público deve ser a maioria do capital
votante. Devem ser constituídas, obrigatoriamente, como Sociedades
Anônimas.

c) Não têm foro privativo: São julgadas na Justiça Estadual.

d) FINALIDADES:

Prestar Serviço Público: Quando forem prestadoras de serviço público, haverá


prevalência do Dir. Público sobre o Dir. Privado.
Explorar Atividade Econômica: Quando forem exploradoras de atividade
econômica, haverá prevalência do regime de Dir. Privado, com alguma
influencia do Dir. Público. obs: Art.173, CF (Hipóteses em que o Estado pode
Explorar Atividade Econômica):

1. Quando for necessário aos imperativos da Segurança Nacional.

2. Quando houver interesse coletivo, conforme o definido em lei.

3. Terão estatutos próprios definidos na lei que autorizou sua criação.

REGIME JURÍDICO das EMPRESAS ESTATAIS:

LICITAÇÃO:

01. Quando for Prestadora de Serviço Público: Obedecerá à Lei 8666/93.

02. Quando Exploradora de Atividade Econômica: Podem ter estatuto próprio,


que regerá o procedimento licitatório de cada Pessoa Jurídica. Entretanto, até
hoje, não há estatuto. Assim, deverão obedecer à Lei 8666/93. Dispensa e
Inexigibilidade (Arts.24 e 25 da Lei 8666/93).

FALÊNCIA:

01. Antes: Se prestadoras de serviço público - não estavam sujeitas à falência; Se


exploradoras de atividade econômica - Estavam sujeitas à falência.

02. Agora (Lei de Falências, 11101/05, art.2º): Empresas Públicas e Sociedades


de Economia mista, sejam exploradoras de atividade econômica, sejam
prestadoras de serviço público, não estão sujeitas à falência.

03.Obs: A doutrina critica tal orientação, dizendo que as exploradoras de


atividade econômica devem estar sujei-tas à lei de falências, já que estão muito
próximas do Dir.Privado.

RESPONSABILIDADE CIVIL:

01. Prestadoras de Serviço Público (Art.37, par.6º, CF): A responsabilidade será


objetiva, de regra. E a responsabilidade do Estado será subsidiária e objetiva.

02. Exploradoras de Atividade Econômica: A Responsabilidade civil delas será


regida pelo Direito Civil, que determinará os casos em que a responsabilidade
será objetiva ou subjetiva. E o Estado não responde subsidiariamente.
REGIME TRIBUTÁRIO:

01. Regra Geral: As Empresas Públicas e as Sociedades de Economia Mista não


têm imunidade tributária recíproca e privilégios não extensíveis à iniciativa
privada.

02. Exceção: Quando o bem e as atividades estiverem vinculadas à prestação do


serviço público, terão imunidade tributária.

03. Empresa dos Correios e Telégrafos: Exerce atividade exclusiva e


indelegável do Estado (serviço postal), por isso é tratado com Fazenda Pública.
Goza de imunidade tributária recíproca; Tem privilégios processuais (prazos
diferenciados); Os seus bens públicos são impenhoráveis, não oneráveis,
impenhoráveis e imprescritíveis; Estão sujeitas ao regime de precatório. Obs.
Isso não vale para as franquias privadas da Empresa.

REGIME DE BENS:

01. Regra Geral: São penhoráveis. Mas são imprescritíveis, sempre.

02. Obs. José dos Santos C. Filho entende que só os bens das Pessoas Jurídicas
de Dir. Público são bens públicos, ou seja, os bens das entidades
governamentais não são bens públicos.

03. Maioria da Doutrina: Os bens públicos são todos aqueles pertencentes às


Pessoas Jurídicas de Direito Público e os diretamente ligados à prestação do
serviço público nas entidades governamentais, concessionárias, permissionárias
e autorizatárias. Neste ultimo caso, os bens seguirão as regras dos bens
públicos.

REGIME DE PESSOAL:

Celetista: Titular de Emprego (Não é emprego público. Este e o cargo público


são exclusivos das PJ´s de Dir. Público). Equiparam-se aos servidores em
alguns aspectos:

- Exigência de concurso público;

- Sujeitos às regras de vedação de acumulação;

- Respondem por Improbidade (lei 8429/92) de cargo, emprego e função


pública;
- São funcionários Públicos para fins penais;

- Estão sujeitos aos remédios constitucionais;

- Teto Remuneratório: Estarão sujeitos ao teto do STF se a Empresa Pública ou


a Sociedade Economia Mista receberem ajuda do Estado para o custeio; Se não
receberem ajuda para custeio, não estão sujeitos ao teto.

- Dispensa do empregado: Para maioria da doutrina, a dispensa do empregado


só poderá ser realizada motivadamente, após processo administrativo
disciplinar com contraditório. Porém, TST Súmula 390, orientação
jurisprudencial - Não há necessidade de motivação para dispensa dos
empregados, já que os mesmos não gozam de estabilidade. Também não há
necessidade de processo administrativo.

ENTES DE COOPERAÇÃO (Entes Paraestatais)

São entes paraestatais, Pessoas Jurídicas de Direito Privado que não fazem
parte da Administração pública, mas que cooperam com o Estado na
consecução de alguns fins públicos.

01º Setor (Estado);

02º Setor (Mercado);

03º Setor (ONG´s), alguns dos entes de cooperação são ONG´s;

04º Setor (Economia Informal). Não têm fins lucrativos e servem para ajudar o
Estado na prestação de um serviço público ou no fomento de uma atividade.

SERVIÇO SOCIAL AUTÔNOMO (Sistema “S”, SEBRAE, SENAT, SESC,


SESI).

a) Privilégios: Recebem recursos orçamentários. Têm capacidade tributária. São


beneficiárias da Parafiscalidade.

b) Sujeitas às regras de licitação da Lei 8666/93 e à fiscalização do Tribunal de


Contas.

c) Obs: APEX e ABDI são agências com natureza de Serviço Social Autônomo.

ORGANIZAÇÃO SOCIAL
a) Lei 9637/98: As Organizações Sociais servem para prestação de serviços
públicos, serviços estes que estão listados nesta Lei. Ex.: meio-ambiente;
pesquisa; saúde; desenvolvimento tecnológico.

b) As Organizações Sociais surgiram como órgãos públicos extintos, que foram


transformadas em Pessoas Jurí-dicas de Direito Privado denominadas
Organização Social.

c) Criação das Organizações Sociais: Celebração do Contrato de Gestão: É o


vínculo jurídico das Organizações Sociais o Estado (“entidade fantasma”
segundo Maria Sylvia, já que 01º celebra-se o contrato de gestão, para que
depois as Organizações Sociais existam no mundo jurídico).

d) A empresa não precisa existir no mundo jurídico, nem ter experiência prévia
no ramo em que for atuar para que celebre o contrato de gestão. Ato
Administrativo Discricionário do Ministério do Planejamento e Gestão, após a
celebração do contrato de gestão, dá o status de Organização Social.

e) Controle/ Licitação: Art.24, inc.24 da Lei 8666/93: Dispensa a Administração


de licitar com as Organizações Sociais quando o contrato a ser firmado for
decorrente de contrato de gestão.

Entretanto, as Organizações Sociais estão sujeitas às regras de licitação. Estão


sujeitas ao controle do Tribunais de Contas, já que podem receber dotações
orçamentárias, cessão de servidores públicos e receber bens públicos. Ex.
Instituto de matemática pura e aplicada.

OSCIP - ORGANIZAÇÕES da SOCIEDADE CIVIL de INTERESSE PÚBLICO

a) Lei 9790/99: Diferenças para as Organizações Sociais:

A Pessoa Jurídica precisa existir no mundo jurídico no mesmo ramo de


atividade, há pelo menos 01 ano, para tornar-se uma OSCIP.

O Vínculo jurídico com o Estado é o Termo de Parceria, que tem natureza de


contrato administrativa, segundo parte da doutrina.

Regra Geral: Não há cessão de servidores, não há transferência de bens


públicos, nem dotação orçamentária (não participa diretamente do orçamento,
mas recebe recursos públicos via depósito bancário).

Estão sujeitas às regras de licitação e ao controle dos Tribunais de Contas.


O Conselho de Administração da OSCIP deve ser formado por particulares,
diferentemente das Organizações Sociais, onde os Conselhos de
Administração e Fiscal podem ser compostos por servidores públicos.

Obs: O que tem ocorrido é que a Administração contrata as OSCIP´s para, via
de regra, burlar o concurso público, já que os empregados das OSCIP´s não
necessitam de concurso.