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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPÁ

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO

Curso: ENGENHARIA QUÍMICA (MATRIZ 2015) Turma: EQU16.2 (5º SEMESTRE) Turno:
TARDE
Disciplina: 030EQ15 FÍSICA EXPERIMENTAL IV / Professor: REGINALDO DE JESUS COSTA
FARIAS Exercício: 2018.1

Acadêmicos: Alex Bruno Pinto de Oliveira¹


Eduardo Lobato Dos Santos²
Otoniel Barbosa de Matos³
Patrick D.S. Morais Cardoso4

RESUMO

O presente conteúdo são breves introduções teóricas das práticas experimentais


realizadas no laboratório de física, a respeito de óptica e ótica física. Foram utilizados os
instrumentos necessários para a realização de tais experimentos; experimentos com os
questionários respondidos que estarão anexados neste trabalho.

EXPERIMENTOS:

 Experimento 1: a reflexão da luz num espelho plano


 Experimento 2: as reflexões múltiplas da luz entre espelhos planos
 Experimento 3: a reflexão em espelhos esféricos
 Experimento 4: a refração da luz e as leis da refração
 Experimento 5: a refração da luz nas lentes esféricas
 Experimento 6: a refração da luz nas lentes esféricas

REFERÊNCIAL TEÓRICO:

Reflexão é o fenômeno que consiste no fato de a luz voltar a se propagar no meio de


origem, após incidir sobre um objeto ou superfície. Os espelhos planos apresentam
bastantes utilidades diversificadas, desde as domésticas até como componentes de
sofisticados instrumentos ópticos.
Os espelhos geralmente são feitos de uma superfície metálica bem polida. É comum,
usar-se uma placa de vidro onde se deposita uma fina camada de prata ou alumínio em
uma das faces, tornando a outra um espelho.

1. ESPELHOS PLANOS

O espelho plano é toda e qualquer superfície plana regular que reflete a luz
intensamente. Caso tenhamos um ponto luminoso P colocado diante de um espelho plano,
os raios provenientes dele sofreram reflexão regular, assim, caso um observador esteja
olhando para o espelho terá a impressão de que a luz por ele percebida tem origem no
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FARIAS Exercício: 2018.1

ponto P’, o qual encontra-se nos prolongamentos dos raios refletidos. Vejamos a figura
abaixo:

Este ponto P’ é denominado ponto-imagem, em nosso caso, como P’ é obtido pelo


prolongamento dos raios refletidos, ele é dito ponto-imagem virtual, sendo então o ponto
P, de onde realmente os vieram os raios luminoso, denominado ponto-objeto real. Logo,
I = O.
Porém, ao se olhar num espelho plano, uma pessoa percebe que ao erguer a mão
esquerda, a imagem erguerá a mão direita, assim, dizemos que a imagem e o objeto no
espelho plano representam formas contrárias.
Quando dispomos dois espelhos planos de forma tal a formarem um ângulo agudo
α entre si, ao colocarmos um objetos entre eles há a formação de várias imagens, isto
deve-se ao fato de que há várias reflexões da luz. Desta forma, podemos calcular o número
de imagens formadas pela equação:

360
N 1

Porém, esta relação só é válida quando uma das condições abaixo for satisfeita:
360
 Quando a relação for par, para qualquer que seja a posição do objeto entre

os espelhos;
360
 Quando a relação for ímpar, o objeto deve estar exatamente no plano

bissetor do ângulo formado entre os espelhos.
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2. ESPELHOS ESFÉRICOS

O espelho esférico é uma calota esférica na qual uma de suas superfícies é


refletora. Os espelhos esféricos subdividem-se em duas categorias:
Côncavos – são aqueles onde a superfície refletora apresenta-se na face interna da
calota;
Convexos – são os espelhos cuja superfície refletora está posta externamente.

Ao lado está representada uma


gravura do que pode ser chamado um
espelho esférico. Sendo tal espelho derivado
de uma superfície esférica, temos os
seguintes elementos geométricos nele
representados:
C – centro de curvatura do espelho;
R raio de curvatura do espelho;
V – vértice do espelho (pólo da calota esférica);
A – ângulo de abertura do espelho;
ep – eixo principal do espelho: reta onde estão situados o centro e o vértice do
espelho;
es – eixo secundário do espelho: toda e qualquer reta que contenha o centro de
curvatura do espelho (com exceção do eixo principal);
Além dos elementos citados acima, temos ainda o foco F principal do espelho. O
foco do espelho esférico é o ponto do eixo principal pelo qual passam os raios refletidos
(ou seus prolongamentos) quando o espelho sofre a incidência de raios luminosos
paralelos ao eixo principal.
Devido a estes elementos, os espelhos esféricos possuem algumas
características:
Todo raio luminosos que incide num espelho esférico paralelamente ao eixo
principal, reflete numa direção que passa pelo foco principal F;
Todo raio de luz que incide num espelho esférico numa direção que passa pelo
foco principal F, reflete paralelamente ao eixo principal do espelho;
a distância do foco principal F ao vértice V do espelho é denominada distância
focal representada por f;
O foco principal está aproximadamente a meia distância entre o vértice V e o
centro de curvatura C do espelho. Desta forma, o raio de curvatura é praticamente o dobro
da distância focal f.
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Vejamos tais comportamentos quando a incidência dos raios luminosos


paralelamente ao eixo principal do espelho esférico representados nas figuras abaixo. A
primeira figura retrata um espelho côncavo e a segunda representa um espelho convexo.

Para os espelhos esféricos temos uma equação que nos indica a relação
matemática existente entre a posição de um objeto S, sua imagem S’ e a distância focal:
1 1 1 2
  
S S' f r
Pela análise desta equação notamos que quanto maior for o raio de curvatura do
espelho, mais se aproxima S de S’, tornando-se assim em praticamente um espelho plano.
A ampliação m de uma imagem depende da localização do objeto e de sua imagem
com relação ao espelho, pois isto dará a altura y’ da imagem. Essa ampliação pode ser
y' S'
m 
quantificada através da seguinte equação: y S .

Uma observação importante sobre a formação de imagens nos espelhos esféricos


é a de que quando m for positiva, a imagem é direta, e quando m for negativa, a imagem
será invertida. Temos ainda: quando o objeto está situado entre o foco e o espelho, a
imagem é ampliada e direta; quando o objeto estiver situado após o centro de curvatura
do espelho, a imagem formada será reduzida e invertida.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[01] HALLIDAY, David, 1916 – Fundamentos de Física, volume 4: óptica e física


moderna / Halliday, Resnick, Jearl Walker; tradução e revisão técnica Ronaldo Sérgio de
Biasi. – Rio de Janeiro: LTC, 2009.

[2] SAMPAIO, José Luiz, Física: volume único / José Luiz Sampaio, Caio Sérgio
Calçada. – 2. ed. – São Paulo: Atual, 2005.

[3] Apostila de Física Experimental II.