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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA

CÍVEL DA CIDADE

JOÃO DE TAL, casado, comerciário, inscrito no


CPF(MF) sob o nº. 111.222.333-44, residente e domiciliado na Rua X, nº. 0000,
em Cidade (PP), com endereço eletrônico joao-ficto@ficticio.com.br,
comparece, com o devido respeito a Vossa Excelência, por intermédio de seu
patrono, -- instrumento procuratório acostado -- com fulcro no art. 186
do Código Civil, para ajuizar a presente
AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS
contra FULANA DAS QUANTAS, solteira, servidora pública estadual, residente
e domiciliada na na Av. Y, nº. 0000, em Cidade (PP), inscrita no CPF(MF) sob
o nº. 333.444.555, endereço eletrônico desconhecido, em razão dos fatos e
direito, abaixo demonstrados.

INTROITO
( a ) Benefícios da gratuidade da justiça (novo CPC, art. 98, caput)

A parte Autora não tem condições de arcar com as


despesas do processo, porque são insuficientes seus recursos financeiros para
pagar todas as despesas processuais, inclusive o recolhimento das custas
iniciais.

Destarte, formula pleito de gratuidade da justiça, o que


faz por declaração de seu patrono, sob a égide do art. 99, § 4º c/c 105, in fine, ambos
do Código de Processo Civil, quando tal prerrogativa se encontra inserta no
instrumento procuratório acostado.

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( b ) Quanto à audiência de conciliação (novo CPC, art. 319, inc. VII)


Opta-se pela realização de audiência conciliatória
(novo CPC, art. 319, inc. VII), razão qual requer a citação da Promovida, por
carta (novo CPC, art. 247, caput), para comparecer à audiência, designada para
essa finalidade (novo CPC, art. 334, caput c/c § 5º).

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( I ) – FATOS - CPC, art. 319, inc. III

Rege o Código Civil que aquele que causar dano a


outrem deve repará-lo. Dentre os fatores que implicam na obrigação de
indenizar o ofendido, destaca-se a culpa extracontratual (ou aquiliana), mais
especificamente quando provocar dano material a outrem.
O Autor, no dia 04 de março do corrente ano,
aproximadamente às 14:30h, conduzia o seu veículo na Av. das tantas (doc.
01), quando fora abalroado, na parte traseira, pelo veículo da Ré. Ressalte-se
que o automóvel em liça se encontrava parado, aguardando a abertura do sinal
para prosseguir no trajeto. A propósito, acosta-se o Boletim de Ocorrência que
retrata a colisão em espécie. (doc. 02)

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Nesse compasso, sem sombra de dúvida, a Ré agiu


com notória culpa, sobretudo com imprudência, quando não observara
distância suficiente para a frenagem. Vê-se, assim, que a conduta dessa vai de
encontro ao que preceitua o Código de TrânsitoBrasileiro, especialmente pela
inobservância de uma distância segura entre veículos.

De mais a mais, registre-se que a colisão trouxera ao


Autor prejuízos materiais da ordem de R$ 3.455,00 (três mil, quatrocentos e
cinquenta e cinco reais), consoante prova de já carreada com a presente peça
exordial. (doc. 03)

( II ) – DO DIREITO – novo CPC, art. 319, inc. III

Importante ressaltar, tal-qualmente, a corroborar o


entendimento retro exposto, o que disciplina o Código Civil nesse tocante:

Art. 186 – Aquele que, por ação ou omissão, violar direito e causar dano
a outrem, ainda que exclusivamente moral, comente ato ilícito.
Desse modo, cabe à Promovida ressarcir os prejuízos sofridos pelo Autor.

Em síntese do quanto fora evidenciado, inafastável


que: a Ré não observou distância suficiente para resguardar o veículo a sua
frente; seu proceder trouxera danos materiais àquele; quem colide na traseira
de outro veículo a sua frente, age com imprudência.

Por esses motivos, conclui-se que, maiormente à luz do


que reza o art. 186 do Código Civil, deve ser acolhido o pleito de procedência
dos pedidos, com a condenação da Promovida ao ressarcimento das despesas
materiais sofridas pelo Autor.

III – PEDIDOS e REQUERIMENTOS (CPC, art. 319, inc. IV)

Ex positis, requer-se que Vossa Excelência se digne de


tomar as seguintes providências:
3.1. Requerimentos

a) o Autor opta pela realização de audiência conciliatória (CPC/2015, art.


319, inc. VII), motivo qual requer a citação da Promovida para
comparecer à audiência, designada para essa finalidade
(novo CPC/2015, art. 334, caput).

b) requer, ademais, seja deferida a gratuidade da justiça.

3.2. Pedidos

a) pede, mais, sejam julgados procedentes os pedidos, condenando a Ré a


pagar:

( i ) à guisa de danos materiais, a quantia de R$ R$ 3.455,00(três


mil, quatrocentos e cinquenta e cinco reais);

( ii ) à guisa de danos morais, o valor mínimo de R$


500,00(quinhentos reais);

( iii ) que todos os valores acima pleiteados sejam corrigidos


monetariamente, conforme abaixo evidenciado:

( iv ) por fim, sejam as Rés condenadas em custas e honorários


advocatícios, esses arbitrados em 20%(vinte por cento) sobre o
valor da condenação (CPC, art. 82, § 2º, art. 85 c/c art. 322, § 1º),
além de outras eventuais despesas no processo (CPC, art. 84),
proporcionalmente distribuídas entre os litisconsortes vencidos
(CPC, art. 87).

Protesta provar o alegado por todos os meios de


provas admitidos.

Dá-se à causa o valor de R$ R$ 3.955,00 (três mil,


novecentos e cinquenta e cinco reais), em obediência aos ditames do art. 292,
inc. V e VI, do Código de Processo Civil.

Respeitosamente, pede deferimento.

Cidade (PP), 00 de fevereiro de 0000.