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Fundamentos Teoricos de jogo de Búzios

Candomblé Jêje Dahomé, o berço da nação Ewe e fon, denominados Jêjes, no Brasil,
enumeram-se em diversas tribos como os Agonis, Axantis, Gans, Popós, Crus etc. Os
primeiros povos jêjes tiveram como destino São Luis do Maranhão, onde ainda se mantém
vivas as tradições religiosas trazidas da terra mãe, África. Também se encontra o ritual
jêje em Salvador, Cachoeira de São Félix, Pernambuco entre outros estados do Brasil
como Rio Grande do Sul e São Paulo, que também importou os rituais desta nação.
O negro descendente do Dahomé, hoje Benin, trouxe consigo o culto à suas divindades
chamadas Voduns, cujo Deus Supremo é Mawu , a quem são subordinados, assim como
Olodumaré o Deus Supremo dos Orixás Yorubás. Diz a Mitologia Fon que Mawu tinha
um companheiro chamado Lisa, e são filhos de Nana Buruku (ou Nana Buluku), a grande
mãe criadora do mundo. Mawu era a Lua, que teve força ao longo da noite e viveu no
oeste. Lisa era o Sol, que fez sua morada no Leste. Quando existia um eclipse dizia-se
que Mawu e Lisa estavam fazendo amor. Eles eram pais de todos os outros Deuses. E
existem catorze destes deuses, que eram sete pares de gémeos. Este relato é um mito do
primeiro povo do Dahomé, os Fons. O culto aos Voduns teve ênfase na Bahia, conhecido
como Candomblé Jêje, e no Maranhão Tambor de Mina. Nos terreiros mais influenciados
pela mina jêje, o predomínio, em certos grupos, é de mulheres como filhas de santo. Os
devotos têm que se submeter a longo processo de iniciação. Os detalhes dos rituais são
pouco comentados, não há rituais públicos de iniciação; a cada comunidade, apenas duas
ou três pessoas se dedicam ao ritual completo de iniciação. Em geral as Vodunsis dão
poucas informações sobre os rituais relacionados com o culto, os segredos são mantidos
a sete chaves. Assim como os Orixás do Batuque, os Voduns incorporados, conversam
com a assistência, dando bênçãos, conselhos, deixam recados e mantêm os olhos abertos.
È comum no culto jêje fazer provas com os iniciados incorporados com os Voduns, como,
por exemplo, mergulhar a mão no azeite de dendê fervendo. Algumas casas de jêje
tiveram influencias dos yorubás e vice-versa, formando o que se chama de cultura Jêje-
Nagô. A exemplo do candomblé, as instalações dos terreiros contam com um barracão
central para as danças, pequenas casas reservadas para as diferentes famílias de
divindades, onde são mantidos os assentamentos. O forte sincretismo prevê, também a
instalação de uma pequena capela com altar católico, há uma cozinha, quartos para dormir
e se vestir e quarto onde os iniciados ficam recolhidos durante as obrigações. há também
a casa de Legba, onde são feitas grandes obrigações. A iniciação jêje requer um longo
período de confinamento, que pode durar de seis meses a um ano de reclusão, onde um
Vodunsi aprende as tradições religiosas jêje como: danças, cantigas, preparo das comidas
sagradas, cuidar de árvores e espaços sagrados, votos de segredo e obediência. As
entidades são assentadas, recebem sacrifícios de animais, comidas, bebidas e outros
presentes. Os assentamentos são preparados em pedras, que representam um “imã” que
tem a força do Vodun, e ficam guardadas no quarto de segredo recobertos com jarras,
louças e ferramentas. Existem, também, assentamentos em outras partes da casa e do
quintal marcados por árvores como a cajazeira, ginja e pinhão branco. È comum ter
assentamentos no centro do barracão de danças; assim como em outras nações, no culto
jêje também são feitos rituais de limpezas, banhos com ervas e muitas preces. Nos rituais
antigos o contacto com os voduns dependia muito da vidência das Vodunsis, e a
adivinhação era feita através da interpretação dos sonhos, consulta com os Voduns e
exame da luz de velas, actualmente é comum o uso dos Búzios para consultar as
divindades. As casas de jêje, além do culto aos Voduns, também incorporam em seus
rituais alguns orixás nagôs. O panteão jêje é numeroso, sendo os Voduns agrupados em
famílias como: Dambirá, Davice, Savaluno e Queviossô. As actividades religiosas
requerem um extenso calendário com rituais reservados aos iniciados, e em festas
públicas que duram um, três ou sete dias; no final das obrigações todos comem as comidas
preparadas com a carne dos animais oferecidos em sacrifício às divindades. Mawu é o ser
supremo dos povos Ewe e Fon, criador do mundo, dos seres vivos e das divindades. Mawu
(feminino) e Lissá (masculino) forman a divindade dupla Mawu-Lissá cujos Voduns são
filhos e descendentes de ambos. Os principais Voduns são: Loko; Gu; Heviossô; Sakpatá;
Dan; Agbê; Águé; Ayizan; Agassu; Legba e Fa.
A casa de jêje chama-se Kwe, e o local destinado ao culto dos Voduns é chamado
Hunkpame, que é o templo onde está dentro a divindade; é chefiado por um sacerdote ou
sacerdotisa, que são responsáveis pelos ensinamentos aos futuros Vodunsis. No Rio
Grande do Sul, os terreiros que ainda mantém firme a cultura Jêje, nota-se a conservação
de certas obrigações, à exemplo, nos assentamentos de Ogum Avagã cujas ferramentas
usadas são as mesmas para o assentamento de Gu no Dahomé, e algumas não tem o uso
do okutá; e também há nomes de Orixás que usam o mesmo dos Voduns, como por
exemplo Dã, cujo Orixá de uma famosa Yalorixá da nação Jêje chamava-se Dã e um outro
antigo Babalorixá de Porto Alegre pertencente a esta mesma nação, tinha o assentamento
de Sobô; (Sobô é nome de um Vodun do Dahomé). Dos pais e mães de santos actuais, da
nação Jêje do Rio Grande do Sul, muitos desconhecem a palavra Vodun; deve-se este fato
ao predomínio da nação Ijexá, de origem Yorubá que acabou absorvendo as demais, e o
termo Vodun com o tempo deixou de existir; mas é certo que a linguagem usada nos
cantos rituais e o uso dos aquidavís para percussão dos tambores, o uso do Gã
(instrumento de percussão), entre outros fatos reflectem muito os fundamentos do antigo
Dahomé. Há casos em que as tradições culturais africanas resistem, mais que em outros,
à mudança, mas em nenhuma instância, nem mesmo nos terreiros mais antigos e
ostensivamente zelosos à suas origens, deixou de existir, contudo, se tivesse, no sul um
maior interesse em pesquisar a origem dos fundamentos de cada nação é certo que
achariam a ligação directa do jêje praticado aqui, com os povos do antigo Dahomé, e
assim por diante. O que sobrevive da vertente jêje como legado cultural acha-se
incorporado ou associado ao acervo Yorubá, embora não se fale em Vodu no Rio Grande
do Sul, certas práticas da religião do antigo Dahomé, hoje Benin, podem ser detectadas
no Batuque do Rio Grande do Sul, principalmente nos terreiros que fazem parte da raiz
do falecido Joãozinho de Bará (Esú Biyí).
Bori Da fusão da palavra Bó, que em Ioruba significa oferenda, com Ori, que quer dizer
cabeça, surge o termo Bori, que literalmente traduzido significa “ Oferenda à Cabeça”.
Do ponto de vista da interpretação do ritual, pode-se afirmar que o Bori é uma iniciação
à religião, na realidade, a grande iniciação, sem a qual nenhum noviço pode passar pelos
rituais de raspagem, ou seja, pela iniciação ao sacerdócio. Sendo assim, quem deu Bori é
(Iésè órìsà). Cada pessoa, antes de nascer escolhe o seu Ori, o seu princípio individual, a
sua cabeça. Ele revela que cada ser humano é único, tendo escolhido as suas próprias
potencialidades. Odú é o caminho pelo qual se chega à plena realização de Orí, portanto
não se pode cobiçar as conquistas dos outros. Cada um, como ensina Orunmilá – Ifá, deve
ser grande no seu próprio caminho, pois, embora se escolha o Orí antes de nascer na Terra,
os caminhos vão sendo traçados ao longo da vida. Exú, por exemplo, mostra-nos a
encruzilhada, ou seja, revela que temos vários caminhos a escolher. Ponderar e escolher
a trajectória mais adequada é a tarefa que cabe a cada Orí, por isso, o equilíbrio e a clareza
são fundamentais na hora da decisão e é por intermédio do Bori que tudo é adquirido. Os
mais antigos souberam que Ajalá é o Orixá funfun responsável pela criação de Orí. Desta
forma, ensinaram-nos que Oxalá deve ser sempre evocado na cerimónia de Bori. Iemanjá
é a mãe da individualidade, e por essa razão está directamente relacionada com Orí, sendo
imprescindível a sua participação no ritual.
A própria cabeça é a síntese dos caminhos entrecruzados. A individualidade e a iniciação
(que são únicas e acabam, muitas vezes, configurando-se como sinónimos) começam no
Orí, que ao mesmo tempo aponta para as quatro direcções.
 OJUORI – A TESTA
 ICOCO ORI – A NUCA
 OPA OTUM – O LADO DIREITO
 OPA OSSI – O LADO ESQUERDO

Desta mesma forma, a Terra também é dividida em quatro pontos: norte, sul, este e oeste;
o centro é a referencia, logo, todas as pessoas se devem colocar como o centro do mundo,
tendo à sua volta os quatro pontos cardeais: os caminhos a escolher e a seguir. A cabeça
é uma síntese do mundo, com todas as possibilidades e contradições. Em África, Orí é
considerado um Deus, aliás, o primeiro que deve ser cultuado, mas é também, juntamente
com o sopro da vida (emi) e o organismo (ese), um conceito fundamental para
compreender os rituais relacionados com a vida, como o Axexê (asesé). Nota-se a
importância destes elementos, sobretudo o Orí, pelos Orikis com que são invocados. O
Bori prepara a cabeça para que o Orixá se possa manifestar plenamente. Entre as
oferendas que são feitas ao Orí algumas merecem menção especial. É o caso da galinha
de Angola, chamada Etun ou Konkém no Candomblé; ela é o maior símbolo de
individualização e representa a própria iniciação. A Etun é adoxu (adosú), ou seja, é feita
nos mistérios do Orixá. Ela já nasce com Exú, por isso se relaciona com o começo e com
o fim, com a vida e a morte, por isso está no Bori e no Axexê. O peixe representa as
potencialidades, pois a imensidão do oceano é a sua casa e a liberdade o seu próprio
caminho. As comidas brancas, principalmente os grãos, evocam fertilidade e fartura.
Flores, que aguardam a germinação, e frutas, os produtos da flor germinada, simbolizam
a fartura e a riqueza. O pombo branco é o maior símbolo do poder criador, portanto não
pode faltar. A noz cola, isto é, o obi é sempre o primeiro alimento oferecido a Ori; é a boa
semente que se planta e se espera que dê bons frutos. Todos os elementos que constituem
a oferenda à cabeça exprimem desejos comuns a todas as pessoas: paz, tranquilidade,
saúde, prosperidade, riqueza, boa sorte, amor, longevidade, mas cabe ao Orí de cada um
eleger as prioridades e, uma vez cultuado como deve ser, proporciona-as aos seus filhos.
Nunca se esqueça: Orixá começa com Orí.

Fundamentos Teoricos de jogo de Búzios


Método de tiragem

Sobre um pano branco, virgem, colocamos em volta, as guias de todos os orixás, que são
colares de contas feito de miçangas coloridas, para que possa jogar os búzios dentro dessa
esfera. A intenção é que simultaneamente, as guias e os búzios obtenham a força. A
proteção e a permissão destes orixás para o Odu, que representa o resultado de cada
jogada. Cada resultado estabelece uma combinação dos búzios, que podem ser de 16 para
nação de Ketô ou de 21 para a nação de Angola

Primeiro passo

O principal método colocado anteriomente, esta em lavar os búzios com misturas de


ervas. Deixe os búzios no sereno em noite de lua cheia e, pela manhã, lave os com as
ervas, água corrente e mel antes do sol nascer.

Permita o descanso dos búzios pôr algumas horas e estará pronto para a leitura. Em
seguida, coloque as guias referentes, cada uma com 96 contas, em volta do pano branco,
que está em cima da peneira de palha. As guias são definidas pelas cores que representam
os orixás:

 Exu: vermelho e preto


 Ogum: azul escuro
 Oxossi: verde
 Xangô: branco e vermelho
 Iansã: vermelho
 Oxum: amarelo
 Obá: vermelho rubi
 Logun Edê: azul turqueza e amarelo
 Nanã: lilas e branco
 Ibeji: rosa
 Obaluaiê: branco e preto
 Ossaim: branco e verde
 Ewá: vermelho e amarelo
 Oxalá: branco
Segundo passo

O pano branco deve ser virgem e sobre este coloca-se uma vela acesa e um copo de água

Terceiro passo

O “olhador” que interpreta a leitura de búzios, deve estar de branco, descalço, não pode
fumar e beber durante o jogo. Em seguida, deve-se pedir permissão do jogo para o orixá
que rege o dia da semana

Reza dos búzios pela nação Ketô

Aduduá, dadá Orunmilá


Babâ mi alari ki Babâ
Olofumarê Babá mi
Bakê Oshê
Bara lonan
Kou filé Babá mi
Emim lo shirê Babá
Ifá Bemim mojubará
Exu mujibá (bate 3 vezes o pé)
Okê Oxé
Ifá Agô
Ogum ê Patacori
Jassy, jassi

As Caídas dos Búzios MÉTODO PELA NAÇÃO DO KETU ODU:

 ONICANÇAM Caída de 1 búzio aberto e 15 fechados. Quem responde é EXU. O


orixá estabelece a magia boa e má, a dubiedade e a certeza. Representa maus presságios,
roubos, ambições desenfreadas, brigas, contestações, trabalhos espirituais realizados
contra o consulente e prejuízos derivados de infortúnios do cotidiano.
 ODU: EDI NEGÊ Caída de 2 búzios abertos e 14 fechados. Quem responde é
OBALUAIÊ. O orixá responde como médico, expondo simultaneamente, a presença de
doenças e o fim do sofrimento. Estabelece a vivacidade do raciocínio e da inteligência,
decepções amorosas e força com discernimento para desarmar os inimigos ocultos.
 ODU: OGUNDA MASSÉ Caída de três búzios abertos e 13 fechados. Quem
responde é OGUM. O orixá responde com confirmação, com caminhos abertos e
possibilidades de vitórias infinitas, tanto profissionais, quanto sobre adversários e
invejosos.
 ODU: AGÊ MIRALÁ AGÊ Caída de quatro búzios abertos e 12 fechados. Quem
responde é YEMANJÁ. O orixá responde como a dona da cabeça que guia os atos do
consulente, prevendo mudanças profissionais e pessoais, riscos emocionais e traições.
 ODU: AXÊTURA Caída de cinco búzios abertos e 11 fechados. Respondem:
OXUM e OXUMARÊ. Dúvida. O orixá responde emocionalmente, fertilidade e
felicidade para o consulente. Estabelece, ainda, a entrada de dinheiro e triunfo na
profissão escolhida. Aviso ou uma notícia inesperada pode acontecer.
 ODU: OBARA – KÊ Caída de seis búzios abertos e 10 fechados. Quem responde
é ORUNMILÁ. O orixá responde positivamente em questões baseadas na justiça, ordem
e relacionamento. Estabelece, ainda, a presença de invejosos que podem levantar calúnias
contra o consulente.
 ODU: ONDI – CANÇAN Caída de sete búzios abertos e nove fechados.
Respondem: OXALUFÃ ou OXAGUIÃ. O orixá responde que, embora, haja esperança,
o sofrimento é inevitável em momentos de tristeza e angústia. Contudo, a tranqüilidade
irá imperar no final.
 ODU: OGUNILÊ Caída de oito búzios abertos e oito fechados. Quem responde é
OXALUFÁ. O orixá responde dando proteção espiritual ao consulente, porém, alerta-o
contra problemas e doenças que o poderão atingir. Traições e pessoas vingativas estão
por perto. Sugere a união do consulente às boas amizades e o controle de seu
temperamento forte. Novas paixões e acidentes pequenos estão previstos.
 ODU: EXÊ OBARÁ Caída de nove búzios abertos e sete fechados. Quem
responde é XANGÔ AIRÁ. O orixá responde como proteção ao consulente em questões
jurídicas, que o favoreçam. Contudo, a presença de XANGÔ AGANJU, pode denota
desgostos, perdas significativas, perseguições por pessoas ciumentas e invejosas, e
mudança da situação social em que se encontra.
 ODU: OBATURÁ BESA Caída de 10 búzios abertos e seis fechados. Quem
responde é XANGÔ AGODÔ. Aqui o orixá responde com proteção jurídica, porém, o
caso estará muito adiantado, pois a causa irá à presença de juizes e superiores para ser
resolvida. É positivo no lado profissional do consulente, porém, há problemas de dinheiro.
Sugere que o mesmo reavalie tudo o que deixou pendente.
 ODU: OULAÇAM LAACHÉ Caída de 11 búzios abertos e cinco fechados.
Respondem ODÉ OXOSSI E OSSAIM Os orixás respondem alertando o consulente
sobre traições de pessoas distantes que se aproximam, batalhas por negociações de
posição profissional e, principalmente, muita desconfiança no ambiente em que vive.
Porém, se souber tirar proveitos, poderá obter lucros.
 ODU: ORIXÁ KÊ Caída de 12 búzios abertos e cinco fechados. Quem responde
é IANSÁ A orixá responde no tempo, definido o período em que o consulente irá se
defrontar com tristezas e vitórias, traições e conquistas, paixões e indecisões, podendo ser
alvo de intrigas e doenças passageiras.
 ODU: ETALÁ METALÁ Caída de 13 búzios abertos e três fechados. Quem
responde é NANÃ BURUKU. O orixá responde como senhora das almas. Alerta contra
a destruição, as doenças, as decepções e os feitiços contra o consulente. Alerta,
principalmente, sobre a presença iminente da morte .
 ODU: OUDUM MIRELÊ Caída de 15 búzios abertos e um fechado. Respondem:
OS IBEJIS. Os orixás respondem com surpresas, notícias que favoreçam o consulente,
relacionamentos instáveis, esperanças concretizadas e amizades novas que colaboraram
com o seu sucesso.
 ODU: ORÊ BABÁ – BAJÁ Caída de 15 búzios abertos e um fechado.
Respondem: OBÁ e ALOIÁ. Os orixás respondem com a presença da justiça a ser feita e
mudanças repentinas que favoreçam o consulente. Porém, o fator emocional estará
abalado e, consequentemente, problemas surgirão derivados deste fato, chegando a causar
intrigas e desonras.
 ODU: OUTUBÊ KONTAM Caída de 16 búzios abertos. Respondem: TODOS OS
ORIXÁS. O orixá responde com a verdade, a luminosidade, dos triunfos, dos lucros,
viagens e propostas que o favorecerão. As relações emocionais estarão em estado de
positividade e esplendor. Contudo, pode surgir o lado negativo, a partir do momento em
que o consulente adquirir novos lucros através de herança AGÔ!
O JOGO DE ODU

Este método é mais abrangente e leva no jogo os dezesseis (16) búzios. RESULTADOS:
 ODU: OKARAN Caída de um búzio aberto e 15 fechados Responde: EXU
Responde: “NÃO e SIM!” Aqui, EXU está dificultando a realização dos negócios,
propiciando discussões, inimizades, provocando inveja e perturbações pessoais e
emocionais de toda ordem, que, no momento, confundem o consulente, fazendo – o abalar
o meio em que vive. Problemas espirituais acentuados, sustos, perdas, trabalhos feitos
contra o consulente, aprisionamento, perigos. Porém, EXU pode responder positivamente
em questões com perguntas mais precisas, pois simboliza que o orixá está presente e “de
pé” (OTUBI).
 ODU: EGI OKÔ Caídas de dois búzios abertos e 14 fechados. Responde: OGUM
Responde: “SIM!” OGUM sempre favorece as situações do cotidiano, contudo, com
problemas iniciais. OGUM estabelece demandas, guerras, triunfos, porém, com inimigos
ocultos. Este resultado indica também a necessidade de perseverança, para que o
consulente sobreponha – se às provas, aos empecilhos iminentes para só depois obter os
resultados concretos e esperados. Odu da cautela.
 ODU: ETA OGUNDÁ Caída de três búzios abertos 13 fechados. Responde:
OBALUAIÊ. Responde: “NÃO!” OBALUAIÊ é forte e sempre responde com força e
decisão para suplantar os empecilhos do dia – a – dia. Está caída denota doenças, golpes,
paixões impossíveis, dinheiro ganho através de herança, possibilidades de suicídio de
alguém próximo ao consulente, tendências para obstáculos e inimigos contínuos,
sugerindo, então, mais cautela neste momento e uma atenção rigorosa à saúde. Odu da
saúde.
 ODU: YOROSUN Caída de quatro búzios abertos e 14 fechados. Responde:
YEMANJÁ. Responde: “TALVEZ!” YEMANJÁ, aqui, denota calúnia, falsidade e
indecisão. Um indivíduo desconfiado e falso próximo ao consulente, provoca surpresas
desfavoráveis. Indecisão e intrigas estão rodando – o, fazendo com perca oportunidades
pessoais quase concretizadas. Contudo, a força positiva de YEMANJÁ equilibra o lado
profissional. Odu da indecisão, da família.
 ODU: OXÉ Caída de cinco búzios abertos e 11 fechados. Responde: OXUM.
Responde: “SIM!” OXUM sempre favorece as relações, mas somente depois de algum
sofrimento, lágrimas e angústia. A abundância estará em tudo o que o consulente procurar
realizar, propiciando momentos bons para novos negócios, desde que corretos e justos.
As ilusões podem ser constantes. Saúde instável e notícias inesperadas. Odu da felicidade,
da bênção e da fama.
 ODU: OBARÁ Caída de seis búzios abertos e 10 fechados. Respondem: OXOSSI
e LOGUM – NEDÉ Responde: “SIM!” OXOSSI e LOGUM – NEDÉ unidos, sempre
indicam o caminho mais exato, o mais direto, sem indecisões, indo à busca daquilo que
deseja. Expressa o apoio de sua força, colocando ao lado do consulente, amigos ou
parentes que possam auxiliá-lo neste momento. Odu da sorte e da riqueza.
 ODU: ODI Caída de sete búzios abertos e nove fechados. Responde: OMULU ou
OXALÁ. Responde: “NÃO!” Representa os prazeres, as possibilidades de viagens, a
ambição que desenvolve a vida profissional, levando – a desfechos que elevarão a
situação atual do consulente. Deve controlar a ansiedade e ater – se a problemas de saúde
que, aparentemente, pareçam banais. Odu de maior força negativa acarreta misérias e
infortúnios graves.
 ODU: EGI ONILÉ Caída de oito búzios abertos e oito fechados. Responde:
OXAGUIÃ. Responde: “NÃO e SIM!” Proteção espiritual, força e honestidade são
aspectos positivos desta caída, que promove a construção e a elevação pessoal e
profissional, harmonizando e tranqüilizando. No sentido negativo, sugere ao consulente
que refreie as suas paixões, a voluptuosidade, os ciúmes e o desejo de vingança. Odu do
engano, da traição e da mentira.
 ODU; OSSÁ Caída de nove búzios abertos e sete fechados. Responde:
YEMANJÁ. Responde: “TALVEZ!” Está caída denota força de vontade para o
consulente conseguir o que procura, pois, tem poder de ação pouco desenvolvido para
continuar na estrada. É preciso controlar o autoritarismo para não sofrer privações e
desgostos por conseqüências de seus atos. Relacionamentos frágeis, baseados na
profissão em breve. Odu do início e das viagens que propiciam as mudanças.
 ODU: OFUN Caída de 10 búzios abertos e seis fechados. Responde: OXALUFÃ.
Responde: “SIM!” OXALUFÃ sempre permite a entrada da luz, da resolução dos
problemas, da bondade e de toda a realização que esteja em comum acordo com estes
propósitos. Não adianta querer enganar ou “montar” um outro caminho. Sugere ao
consulente permanecer onde está. Sensibilidade na região do rosto, garganta, nariz e
olhos. Relacionamentos pessoais e profissionais tranqüilos e sem interferências. Odu da
teimosia, porém, munida de sorte.
 ODU: OWARIN Caída de 11 búzios abertos e cinco fechados. Responde: IANSÃ.
Responde: “TALVEZ!” YANSÃ sempre responde positivamente, dando, neste caso,
dubiedade às questões. Para confundir o consulente, insinua desuniões, conflitos e
inimigos gerados, muitas vezes, por forças ocultas. Sensibilidade na saúde. A força de
YANSÃ interfere espiritualmente, protegendo o dia – a – dia do consulente e sugerindo
perspectivas de resultados favoráveis. Odu do progresso, porém, com grandes problemas
iniciais.
 ODU: EGI LAXEBORÁ Caída de 12 búzios abertos e quatro fechados. Responde:
XANGÔ. Responde: “SIM!” A força da justiça de XANGÔ favorece o consulente dando
– lhe esclarecimentos sobre negócios pendentes, facilitando os negócios ou as transações,
desde que estejam de acordo com a verdade e todos tirem proveito dos resultados.
Emocionalmente, não admite e nem favorece nenhum tipo de traição. Odu dos problemas
e discórdias que geram os atrasos pessoais e profissionais.
 ODU: EGI OLOGBON Caída de 13 búzios abertos e três fechados. Responde:
NANÃ e OBALUAIÊ. Responde: “SIM e NÃO!” Superação de todas as dificuldades
apresentadas. Sorte nas relações emocionais e profissionais. Porém, está caída significa
transformação com o poder de renovação, com mudanças radicais na vida do consulente.
A saúde precisa ser melhor administrada , principalmente os cuidados diários que
parecem insignificantes , dando atenção especial ao desgaste desnecessário de energias
vitais Odu das dificuldades,da presença da morte e das paixões obsessivas .
 ODU: IKÁ ORI Caída de 14 búzios abertos e dois fechados. Responde:
OXUMARÊ e OSSAIM. Responde: “TALVEZ!” OXUMARÊ sempre responde com
fertilidade e dubiamente: em negócios estará favorecendo o consulente com a riqueza e a
sorte; emocionalmente, representa uma forte instabilidade nas relações, não conseguindo
unificar a sua predisposição para dois amores e duas situações simultâneas. Indica
também traição emocional, devendo evitar, neste momento, qualquer tipo de união ou
sociedade. Odu das vitórias sobre as demandas alheias.
 ODU: OBE OGUNDÁ. Caída de15 búzios abertos e um fechado. Responde: OBÁ
e EWÁ. Responde: “TALVEZ!” Existe uma grande probabilidade de conseguir o
empreendido, pois EWÁ representa a força, a determinação, a iniciativa e a coragem real,
que detém todo o poder para alcançar os objetivos. Tudo o que estiver no início terá
perspectivas grandes sucesso. Contudo, a presença de OBÁ pode propiciar disputas e
imprevistos com poucas chances de êxito, caso o negócio em questão já esteja em
andamento. Aqui, simbolicamente, o orixá EXU aparece solicitando oferendas
(OBUKÓ). Odu dos empecilhos confusos e das dificuldades de conclusão.
 ODU: ALAFIA Caídas de 16 búzios abertos Responde: ORUNMILÁ. Responde:
“SIM, COM CERTEZA!” Significa a luz, a força e a verdade ao lado do consulente para
todo e qualquer tipo de resolução e decisão que precisa tomar. O cuidado, aqui, está
apenas na orientação e apoio daqueles que estão ao seu redor saiba avaliar bem as
intenções. Odu da felicidade e da sorte pura, que gera somente triunfos.
 CAÍDA DE 16 BÚZIOS FECHADOS. Solicita-se a Ifá uma nova jogada a fim de
que se comprove o intento. Sem respostas.

As Caídas no Jogo de Búzios Já aqui falámos do óraculo dos Orixás, o jogo de búzios.
Hoje vamos começar a perceber um pouco como nos chegam as mensagens dos Orixás
através do jogo, e como é basicamente interpretada cada caída. O método mais simples é
o jogo com quatro (4) búzios, vamos então começar com esse.
 ALAFIA: Caída de quatro búzios abertos: Significa “SIM”, positivo,
confirmação, tudo bem. Não há nenhuma margem de erro ou contrariedade para a
pergunta em questão. ETAWA ou ORUSUN: Caída de três búzios abertos e um fechados
Significa “TALVEZ”, dúvidas, dificuldades para a realização e concretização, momento
de cautela, de conselhos e prudência.
 EJI ALAKETO ou MEGE: Caída de dois búzios abertos e dois búzios fechados:
Significa “SIM”, tudo favorável, caminhos desobstruídos, tendências fortes ao sucesso e
progresso espiritual. Geralmente, confirma a pergunta anterior.
 OKARAN ou TAUAR: Caída de um búzio aberto e três fechados: Significa
“TALVEZ”, negativo, tendências fortes a inimizades, problemas pessoais que interferem
atrapalhando a vida material, retrocesso espiritual. No lado positivo, recebimento de
notícia.

OYAKU ou AKU: Caída de quatro búzios fechados: Significa “NÃO”, com força de
catástrofe, ruínas, separação, desastres, perdas em todos os sentidos. Geralmente, denota
a presença de transformações radicais, como a morte. O Ifá –

ENTIDADE BÚZIOS

 Exú 01 abertos e 15 fechados


 Ibeji 02 abertos e 14 fechados
 Ogum 03 abertos e 13 fechados
 Xangô 04 abertos e 12 fechados
 Iemanjá 05 abertos e 11 fechados
 Iansã 06 abertos e 10 fechados
 Oxóssi 07 abertos e 09 fechados
 Oxalá 08 abertos e 08 fechados
 Obá 15 abertos e 01 fechados
 Oxumaré 14 abertos e 02 fechados
 Omulú 13 abertos e 03 fechados
 Ossaim 12 abertos e 04 fechados
 Logun Edé 11 abertos e 05 fechados
 Oxum 10 abertos e 06 fechados
 Nanã 09 abertos e 07 fechados
 Lance nulo 16 abertos ou fechados

Odús – Mensagens dos Orixás Depois de nos Posts anteriores ter falado sobre o que são
os Odús – de uma forma simplificada – estabelecendo um paralelo com os signos, e de
ter explicado a forma simples de os calcular, hoje coloco aqui as características principais
que encerra cada Odú para o indivíduo. Relembro que esta é uma forma simplificada de
conhecer os Odús que o regem, e que embora correcta, carecerá sempre de confirmação
de forma definitiva, e essa será sempre aquela que é dada em resposta pelos Orixás, numa
consulta de Búzios. Isto porque, a complexidade que envolve cada indivíduo pode de
facto originar que um determinado Odú se sobreponha, não necessariamente na ordem
em que os cálculos o indicam. As características dos Orixás que o regem são também
determinantes no acentuar ou no esbater de determinadas características presentes nos
seus Odús. Portanto, leve tudo isso em consideração ao ler as mensagens dos Orixás em
cada um dos Odús.
1. OKANRAN MEJI Regente: Exú Elemento: Fogo As pessoas com este Odú são
inteligentes, versáteis e passionais, com enorme potencial para a magia. O seu
temperamento explosivo faz com que raras vezes actuem com a razão. Têm sorte nos
negócios. No amor, extremamente sedutoras, são muito inconstantes e mentem com
facilidade. As mulheres têm como ponto vulnerável o útero.
2. EJIOKO MEJI Regente: Ogum com influências de Ibeji e de Obatalá Elemento:
Ar As pessoas com esse Odú são intuitivas, joviais, sinceras e honestas. Revelam grande
combatividade, mas não sabem conviver com derrota. Apesar de volúveis no amor, são
muito ciumentas. Devem controlar a obstinação e ter cuidado com a vesícula e com o
fígado, que são os seus pontos vulneráveis.
3. ETAOGUNDÁ MEJI Regente: Obaluaiyê com influência de Ogum Elemento:
Terra As pessoas com este Odú, em geral, vêem seus esforços recompensados. Costumam
vencer na política e conseguem obter grandes lucros nos negócios, particularmente nas
actividades agrícolas, mas podem sofrer desilusões no amor e traições dos amigos.
Emocionalmente inconstantes, são propensas a ter problemas espirituais e físicos, embora
na maioria dos casos consigam recuperar-se com facilidade de qualquer doença. Os seus
pontos vulneráveis são os rins, as pernas e os braços.
4. IROSSUN MEJI Regente: Oxóssi com influência de Xangô, Iemanjá, Iansã e
Egun Elemento: Terra As pessoas com este Odú são generosas, sinceras, sensíveis,
intuitivas e místicas. Têm grande habilidade manual e podem alcançar sucesso na área de
vendas. Entre os aspectos negativos estão a tendência a sofrer traições amorosas e a
propensão a acidentes. Muitas vezes são vítimas de calúnias e da perseguição dos seus
inimigos. Também precisam cuidar da alimentação, pois o seu ponto vulnerável é o
estômago.
5. OXÊ MEJI Regente: Oxum com influências de Iemanjá e Omulú Elemento: Água
As pessoas com este Odú têm mão de magia, força e protecção espirituais, religiosidade
e uma inclinação especial para o misticismo e as ciências ocultas. São óptimos professores
e destacam-se em qualquer actividade que exija liderança, mas precisam aprender a
controlar a sua vaidade e seu egocentrismo. Outro aspecto negativo é a tendência de se
vingarem quando estão com raiva. Seus pontos vulneráveis são o aparelho digestivo e o
sistema hormonal.
6. OBARÁ MEJI Regente: Xangô com influências de Exú, Iansã, Oxóssi, Ossaim e
Logun Edé Elemento: Fogo As pessoas com este Odú têm grande protecção espiritual e
costumam vencer pela força de vontade, especialmente em profissões relacionadas com
a Justiça. Mas são com frequência vítimas de calúnias e não têm sorte no amor. Devem
aprender a silenciar-se sobre os seus projectos e a determinar por onde começá-los. O seu
ponto vulnerável é o sistema linfático.
7. ODI MEJI Regente: Obaluaiyê com influências de Exú, Oxalufã e Oxumaré
Elemento: Terra As pessoas com este Odú são ambiciosas e costumam ser bem sucedidas
na sua profissão, mas a indecisão leva-as a não concluir muitos dos seus projectos.
Quando a fé as impulsiona, porém, ultrapassam todas as barreiras. Sonham com o poder
e adoram divertir-se, às vezes, provocam enormes confusões. Não têm sorte no amor. Os
seus pontos vulneráveis são os rins, a coluna e as pernas.
8. EJONILÊ MEJI Regente: Oxaguiã com influências de Xangô, Oxum e Oxóssi
Elemento: Ar As pessoas com este Odú são dedicadas e honestas e levam uma vida quase
sem sofrimentos. Mas estão sujeitas a acidentes graves. Amam com intensidade e têm
amizades sinceras. Quando são repudiadas ou sofrem uma traição, podem-se tornar
vingativas. Devem evitar o consumo de álcool e de carne vermelha e vestir-se de branco
nas sextas-feiras. O seu ponto vulnerável é o sistema nervoso central.
9. OSSÁ MEJI Regente: Iemanjá com influências de Xangô, Ossaim, Oxóssi e Iansã
Elemento: Água As pessoas com este Odú são líderes natos, mas o seu autoritarismo cria-
lhes sérios problemas, inclusive conjugais. O instinto protector e a religiosidade também
as caracterizam. Os seus pontos vulneráveis são os conflitos psicológicos e, no caso das
mulheres, os problemas ginecológicos.
10. OFUN MEJI Regente: Oxalufã com influências de Xangô e Oxum Elemento: Ar
As pessoas com este Odú são inteligentes, fiéis e honestas, capazes de dedicar atenção
total ao seu amor. Têm amigos sinceros e elevada espiritualidade. Em contrapartida,
mostram-se muito teimosas e tendem a sofrer perseguições e desilusões amorosas. Os
seus pontos vulneráveis são o estômago e a pressão arterial. 11. OWRYN MEJI Regente:
Iansã com influências de Exú, Ossaim e Egun Elemento: Fogo As pessoas com este Odú
têm imaginação fértil, boa saúde e vida longa, mas as más influências e a falta de fé
levam-nas a enfrentar dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes
sacrifícios. São muito volúveis no amor. As mulheres geralmente fracassam no primeiro
casamento, mas acabam por encontrar a felicidade. Devem evitar a bebida e outros vícios.
Os seus pontos vulneráveis são a garganta, o sistema reprodutor e o aparelho digestivo.
11. EJI-LAXEBARÁ Regente: Xangô com influências de Logun Edé e Iemanjá
Elemento: Fogo As pessoas com este Odú têm o dom de convencer os outros. Dotadas de
grandes qualidades espirituais, são bondosas, justas e prestáveis, embora às vezes se
mostrem arrogantes. Apaixonam-se com facilidade e são muito ciumentas. Devem evitar
bebida e podem ter problemas judiciais ou relacionados à perda de bens. O seu ponto
vulnerável é a circulação sanguínea.
12. EJIOLIGIBAN MEJI Regente: Nanã com influência de Obaluaiyê Elemento:
Terra As pessoas com este Odú aceitam com resignação os sofrimentos físicos,
emocionais e espirituais, conscientes de que todas as situações da vida são transitórias.
Além disso, a sua profunda fé acaba por lhes assegurar vitória. Não têm muita sorte no
amor. Dotadas de mão de cura, destacam-se nos serviços médicos e de assistência
psicológica e nas terapias alternativas. Os seus pontos vulneráveis são o baço e o
pâncreas.
14. IKÁ MEJI Regente: Oxumaré com influências de Ossaim e Nanã Elemento: Água
Belas e sensuais, as pessoas com este Odú têm aparência juvenil e forte poder de sedução.
Vivem paixões arrebatadoras mas passageiras e estão sempre em busca de novos amores.
Possuem talento para a magia e enorme força espiritual, que se manifesta através do olhar.
Enriquecem com facilidade e destacam-se na vida profissional e social, mas são
desconfiadas e propensas a ter conflitos psíquicos. Os seus pontos vulneráveis são as
articulações que lhes podem causar problemas de locomoção.
15. OGBEOGUNDÁ MEJI Regente: Obá com influências de Ewá Elemento: Água As
pessoas com este Odú são valorosas, combativas e imparciais, mas costumam sofrer
desilusões amorosas, o que acentua a sua a agressividade e o seu sentimento de rejeição.
Têm saúde frágil: estão sujeitas a problemas nos olhos, ouvidos e pernas e a distúrbios do
sistema neurovegetativo.
16. ALÁFIA ONAN Regente: Ifá Elemento: Ar Calmas, racionais e espirituais, as
pessoas com este Odú têm domínio sobre as suas paixões. São excelentes nas áreas de
vendas e de artesanato, mas desistem facilmente dos seus projectos e perdem o interesse
por aquilo que já conquistaram. Estão sujeitas a problemas cardiovasculares, psíquicos e
de visão.

RELAÇÃO DOS EBÓS

A forma de despachar os ebós, anunciando os nomes dos mensageiros dos recados, fala-
se:

OÉ-TURA-WAGBATÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA OGUN - DAGBE -DE


WÀ GBA TÈTÈ - CHEGUE PARA RECEBER WORUN -OFUN -WÀ GBA TÈTÈ -
VENHA RECEBER DEPRESSA OWORUN SERE - O GBA - TÈTÈ - RECEBA
DEPRESSA OTURÁ – AYKÓ WA GBA TÉTÉ - VENHA RECEBER DEPRESSA
OTURUPON - OKARAN - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA
OKARAN - OIERU - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA " OMO
ODUS DE EJIONILÊ "
1. OSOGUIA
2. OLAFIN
3. ODOLUÁ
4. KUDIRÉ
5. SAGRIN
6. EBUIM
7. AKANJI
8. YALANTE
9. EKIO
10. SILIN
11. KOKONISSE
12. IRO
13. SAKONAN
14. SOÍA DA
15. MOROSSE
16. GEA
17. DEJANISSÉ

Observações Importantes: OSOGUIA foi o único Orixá que driblou a morte por isso ele
é sempre chamado em caso de muita aflição. Os odús vieram primeiro que os Orixás, o
n.° 06 se ele não quer presente faz a pessoa perder tudo. Todos comem com ele e ele come
com todos, ao afastar ou tirar qualquer outro odú. também deve imediatamente lhe agradar
para que o que esteja respondendo de forma negativa faça parir o bom. Para agradar Obara
nunca se deve fazê-lo para uma só pessoa, sempre coletivo, o Tesmo para assentar, nunca
para uma só pessoa.

 EBÓ OYA ONIRA 1 Abóbora moranga 4 búzios aberto 4 nós moscada 4 moedas
4 acarajés 4 metros de fita vermelha 4 metros de fita branca 1 saco de morim Fazer um
buraco na ab ó bora, depois de passar no corpo da pessoa coloca-se dentro com as fitas,
por num saco de morim. Entregar a Oya Onira, no alto do morro 18 horas ou 24 horas,
acender velas e fazer os pedidos.
 EBÓ ENCANTAMENTO (AMARRAÇÃO) 1 mamão Fita rosa e branca Cravo
Vela de 3 dias Partir o mamão no meio colocar os nomes regado a mel, em cima de um
prato branco, amarrar com as fitas e enfeitar com os cravos após por num campo ou rio.
 EBÓ ENCANTAMENTO ( AMARRAÇÃO) 2 ilés (pombo) casal 1 punha 1 prato
branco 2 metros de morim Mel Os nomes da pessoa por os nomes no prato, atravessar o
punhal no pescoço do casal de pombo, ao mesmo tempo deixando o ej é (sangue) cair em
cima dos nomes misturado ao mel, enrolar tudo no morim e pendurar numa árvore bem
frondosa.
 EBÓ ENCANTAMENTO ( AMARRAÇÃO) 1 Obi Mel 1 vaso de planta sem
espinho Fita branca e amarela 3 vezes o nome um por cima do outro Açúcar Abrir o obi
em duas partes, por os nomes, mel, açúcar, amarrar com as fitas por dentro do vaso e
plantar, todo dia em jejum regar a planta e ir chamando o nome de fulano(a), quando
conseguir a pessoa levar num rio ou na praia, entregar a Ogum.
 PARA OGUM TRAZER UMA PESSOA DE VOLTA 1 oberó Farofa de mel
Canjica por cima do padê 1 acará aberto no meio (em cada banda colocar 3 vezes o nome
da pessoa) 1 miolo de boi (colocar por cima do acará) regar com azeite doce e a çúcar 3
velas 1 garrafa de vinho doce Oferecer a Ogun para que traga Fulano(a) de volta
 EBO UNIÃO 1 panela de barro 2 quilos de canjica Dendê Me! Azeite doce 1/2 It
de leite de coco Camarão seco 9 velas Moedas correntes Pedidos a Yemonj á , Ogum,
união , amor, saúde e paz.
 EB Ó AMARRAÇÃO 1 obi Mel 1 vaso de planta sem espinho Fita branca e
amarela 3 vezes o nome um por cima do outro Açúcar Abrir o obi em duas partes, por os
nomes, mel, a çú car, amarrar com as fitas por dentro do vaso e plantar, todo dia em jejum
regar a planta e ir chamando o norne de fulano(a), quando conseguir a pessoa levar num
rio ou na praia, entregar a Ogum.
 EBÓ DE SEPARAÇÃO 2 alguidás Pólvora 1 casal de bruxo 21 vezes o nome
escrito (dos dois) Jogar a pólvora no alguidar com o casal no meio, tampar com outro
alguidar, põe fogo e deixa queimar, põe e no bale (cemit é rio) ou encruzilhada.
 EBÓ DE SEPARAÇÃO O nome da pessoa no coité, soca junto com pimenta
malagueta, põe cachaça, após joga-se café fervendo por trás de uma porta onde tenha
bastante sujeira, só despache após ver o resultado.
 EBÓ DE SEPARAÇÃO 1 garrafa de cachaça, 7 vezes o nome dentro , tampa-se,
leva em uma encruzilhada ou num mato que não tenha bananeira. Ofereça a Exu
Mularnbo e diz: " COMO ESSA GARRAFA ROLAR, QUE ROLE COM FULANO(A)
DA VIDA DE .........(NOME), ROLAR DE MANEIRA QUEBRE A GARRAFA, E
VIRE-SE DE COSTA E VAI EMBORA."
 EBÓ PARA TOMAR NOJO OU RAIVA DA PESSOA E SE AFASTAR 1 miolo
de boi inteiro 1 ovo 1 boneco de pano ( com alguma coisa pessoal da pessoa ) 1 vela
Procurar uma á rvore seca, fazer um buraco no pé da árvore, por o boneco por cima do
miolo ( o boneco sentado) e colocar o ovo e enterrar, acender uma vela e dizer assim: "
COMO ESTA ÁRVORE NÃO GERMINA, ESTE MIOLO VAI APODRECER E ESTE
OVO VAI GORAR ASSIM QUE O FULANO(A) SENTE POR MIM VAI SECAR."
 ABERTURA DE CAMINHO ( CHAMAR CLIENTE ) 7 velas 7 folhas de
mamona Padê de dendê e de mel akaçá Feijão fradinho torrado Milho Torrado Deburu
Dar um frango ao exú da casa, só o ejé, por um pouco de padê de dendê, feijão fradinho,
milho vermelho, deburú, akaçá em cada folha e por uma parte do frango em cada folha;
cabeça, 1 pé, outra um rabo, a asa, outra 1 pedaço do pescoço, a cabeça na rua da casa
virada para a rua principal e o resto ir distribuindo em cada encruzilhada, na volta vir
jogando padê de mel na ma até a porta de cassa chamando cliente, dinheiro e etc.. Por no
Ogum 1 prato de feijão fradinho 1 prato de milho vermelho
 EBO CLIENTE 7 folhas de mamona com; padê de mel, dendê, 7 akaçás vermelho
7 akaçás branco 7 moedas 1 obi roxo partido em 7, colocar em 7 encruzilhadas pedindo
abertura de caminho.
 EBÓ OKARÃ ESU 7 padès diferente 3 akaçás 7 acarajés 7 punhados de deburú 7
velas Vá metro branco, preto e vermelho 1 frango
 EBÓ DE ESÚ NA RUA cartucho de pólvora garrafa de cachaça ou champanhe
CHARUTOS, CIGARROS Ebó Para Fins Amorosos Tendo um coração de boi, parta-o
em quatro pedaços. Regue-o generosamente com mel de abelha, tendo o nome da pessoa
visada dentro. Coloque o coração assim preparado dentro de um alguidar e ofereça a
Ogum, em um Terça-feira.
 EBÓ PARA ATRAIR CLIENTES: Fumo de rolo e açúcar. Defume o local dentro
para fora e de fora para dentro. Repita este processo e não tarda seus efeitos
surpreendentes.
 EBÓ PARA SOLUCIONAR OS PROBLEMAS: Torre feijão fradinho no azeite
de dendê. Coloque-o na folha de mamona.
 EBÓ PARA PESSOAS INDESEJÁVEL: Cave um buraco, coloque o nome da
pessoa ali dentro, e jogue sete punhados de terra por cima.
 EBÓ PARA CALCULOS RENAIS E HÉRNIA: Coloque em uma quartinha,
perfume, mel de abelha, e ao lado acenda uma vela branca. Toda Quinta-feira renove.
 AMALÁ DE OXALÁ: Cabras, galinhas e pombos brancos. Canjica e acaçá de
arroz com mel. Há também o "boi de Oxalá", espécie de caracol comestível. Suas bebidas:
água, leite, mel e sumos de ervas.
 AMALÁ DE OGUM: Galos vermelhos, inhame assado acompanhado de feijão
fradinho ou acarajé, ou ainda feijoada acompanhada de cerveja branca.
 AMALÁ DE OXOSSÍ: Porcos, galos e outros animais, de caça preferencialmente.
Espigas de milho cozidas com mel, feijão preto, inhame, feijão fradinho torrado e milho
cozido com coco raspado. Bebida: mel, aluá, garapa, vinho doce, licores de frutas, além
de outras bebidas fermentadas.
 AMALÁ DE XANGO: Galos vermelhos e carneiros. Caruru de quiabo, acarajé
comprido e feijão preto acompanhado de farofa e arroz. Aluá e cerveja preta.
 AMALÁ DE OMULU: Bode, galo e porco. Aberém, o doburu e latipá. Bebida:
sumo extraído de suas próprias ervas, vinho tinto, azeite de dendê e mel
 AMALÁ DE IBEJI: Frango(a) de leite. Caruru de quiabos, doces diversos,
pirulitos, bolos, tortas doces, tudo isso enfeitado com fitas de cetim de cores bem vivas e
diversificadas. Bebidas: refrigerantes, sucos, aluá, garapa e similares. Juntamente a tudo
isso é bom que se coloque adequadamente, artigos de festas infantis, como: apito, chapéu
de aniversário, brinquedinhos e outros.
 AMALÁ DE YEMANJÁ: Patas, galinhas e cabras brancas. Milho branco com
mel, angu, manjares brancos, arroz e comidas brancas de um modo geral. Bebida: Sumo
extraído de suas próprias ervas, champanha clara e a também a água mineral puríssima.
 EBÓ PARA O AMOR: Material: 07 Maçãs vermelhas 07 Botões de Rosas
vermelhas 07 Velas Vermelha e Branca 04 galhos de pitangueira Mel 07 Papéis com os
nomes escritos Coloque os nomes em cada maçã. Forme um círculo de maçãs numa
bandeja. Ponha as velas e os galhos de pitangueira por fora do círculo de maçãs. Despeje
mel por cima Despache no mato acendendo as velas e fazendo seus pedidos e oferecendo
á Yansã.
 EBÓ DE OXUM PARA PROPESRIADADE: Numa tigela de vidro coloque os
ingredientes, obedecendo a ordem a seguir: 08 Moedas; 01 Punhado de Farinha de Milho;
Mel; Água até a proximidade da borda da tigela; Perfume; Pétalas de Flores Amarelas.
Deixe em sua casa ou no local de trabalho durante 07 dias. Despache num verde,
reaproveite as moedas e a tigela de vidro. Peça á Oxum properidade e fartura.
 PARA AFASTAR PESSOAS INDESEJAVEIS: Torre numa panela velha os
seguintes ingredientes: 07 Grãos de Milho; 07 Grãos de Feijão; 07 Grãos de Amendoim:
03 Pimentas; Os nomes das pessoas indesejáveis escritos num papel. Chame pelas pessoas
enquanto mexe na panela. Depois de torrado, triture até se transformar em pó. Assopre
numa encruzilhada mandando as pessoas para longe de sua vida.
 PARA CONSEGUIR SEUS ONJETIVOS: Pegue uma tigela de vidro e coloque
no fundo um papel com seus objetivos escritos. Coloque mel por cima. Encha a tigela
com água e 08 flores brancas. Guarde por 08 dias. Despache no verde. Faça todos os seus
pedido á Oxalá.
 PARA ESTREITAR LAÇOS DE AMIZADE E MELHORAR O
RELACIONAMENTO FAMILIAR: Material Camjica Amarela cozida; 04 Quindins; 08
Balas de Mel; Os nomes escreitos num papel. Arrume tudo numa bandeja e despache na
praia fazendo seus pedidos á Oxum.
 BANHO PARA YEMANJÁ AJUDAR A CONQUISTAR AS COISAS QUE
DESEJA: Material Água morna FOlhas de Pata de Vaca; Folhas de Tapete de Oxalá
(boldo); Mel Flores Brancas Lave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com água
e de frente para a bacia macere as folhas esfregando uma na outra, pensando
positivamente em seu objetivos. Acrescente 08 gotas de perfume. Tome o banho do
pescoço para baixo.
 NEUTRALIZAR PESSOAS FOFOQUEIRAS: Escreva o nome da fofoqueira
num papel, enrole-o e coloque dentro de uma pimenta dedo- de-moça. Numa quarta-feira,
deixe a pimenta fora de casa (no sereno, mas onde ninguém veja). Na sexta-feira, torre a
pimenta, e transforme-a em pó. Jogue um pouco de pó nas costas da fofoqueira.
 SEPARAR A RIVAL DO AMADO 01 Maçã vermelha; 01 Lâmina de barbear;
01 Pedaço de papel; 01 Vidro de boca larga e com tampa; Azeite de dendê. Faça na Lua
Minguante. Crave a lâmina no lato da maçã. Em um dos lados do papel escreva o nome
da rival e no outro do seu amado. Coloque o papel com os nomes na lâmina. Ponha a
maçã dentro do vidro e encha-o com dendê. Feche o vidro, despache no verde ou quebre-
o num cruzeiro. Saia sem olhar para trás.

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