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25/05/2018 Saúde Ocupacional

06 O QUE É
SET
2011 TRABALHO
EVENTUAL?
INTERMITENT Related Posts:
E? HABITUAL? 1. REFLEXÕES CRÍTICAS SOBRE
INSALUBIDADE E PERICULOSIDADE.
2. SOBRE INSALUBRIDADE,
POSTADO EM: APOSENTADORIA ESPECIAL E LTCAT.
DIREITO DO TRABALHO 3. CONTATO EVENTUAL OU INTERMITENTE?
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
QUAL A DIFERENÇA?
MEDICINA DO TRABALHO
PERÍCIAS MÉDICAS

NENHUM COMEMTÁRIO

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Prezados leitores.Quando nos


defrontamos com questões relativas
à insalubridade / periculosidade,
comumente nos esbarramos
também em perguntas que
envolvem a habitualidade (ou não)
do trabalho estudado.O que é
trabalho habitual (também chamado

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contínuo ou permanente)?O que é


trabalho intermitente?

O que é trabalho eventual?

Atualmente, tais perguntas têm


encontrado respostas que muito se baseiam
no subjetivismo do examinador, o que é
temeroso e quase sempre muito discutível.

Já é quase senso comum que no


“trabalho permanente” o obreiro tenha que
laborar, se não durante toda a jornada, pelo
menos em 90% do seu tempo, em
determinado ambiente laboral. Vale
questionarmos: qual é a norma vigente que,
de forma expressa, dá fundamentação para
esse raciocínio? Não conhecemos.

No entanto, a já revogada Portaria do


Ministério do Trabalho n. 3.311 / 89 assim
colocava em seu item 4.4:

“Do tempo de
exposição ao risco: a
análise do tempo de
exposição traduz a
quantidade de
exposições em tempo
(horas, minutos,
segundos) a
determinado risco
operacional sem
proteção, multiplicado
pelo número de vezes
que esta exposição
ocorre ao longo da
jornada de trabalho.
Assim, se o trabalhador
ficar exposto durante 5
minutos, por exemplo, a
vapores de amônia, e
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esta exposição se repete


por 5 ou 6 vezes durante
a jornada de trabalho,
então seu tempo de
exposição é de 25 a 30
minutos por dia, o que
traduz a eventualidade
do fenômeno. Se,
entretanto, ele se expõe
ao mesmo agente
durante 20 minutos e o
ciclo se repete por 15 a
20 vezes, passa a
exposição total a contar
com 300 a 400 minutos
por dia de trabalho, o
que caracteriza uma
situação de
intermitência. Se, ainda,
a exposição se processa
durante quase todo ou
todo o dia de trabalho,
sem interrupção, diz-se
que a exposição é de
natureza continua.”

Dessa forma, a revogada Portaria n.


3.311 / 89 ensinava que:

>> até 30 minutos por dia = trabalho


eventual;

>> até 400 minutos por dia (próximo de


6 horas e meia) = trabalho intermitente;

>>acima de 400 minutos por dia =


trabalho permanente, contínuo ou habitual.

Em porcentagens (considerando uma


jornada de 8 horas por dia), teríamos:

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>> até 6,25% da jornada diária =


trabalho eventual;

>> até 83,34% da jornada diária =


trabalho intermitente;

>> acima de 83,34% da jornada diária


= trabalho permanente, contínuo ou habitual.

No entanto, a Portaria n. 3.311 / 89 foi


revogada pela Portaria do Ministério do
Trabalho e Emprego n. 546 / 10, que por sua
vez, infelizmente, nada falou sobre o tema.

Nesse “vácuo legal” predominante,


entendemos que, apesar de revogada, a
Portaria n. 3.311 / 89 merece ser considerada
quando o assunto for a definição de trabalho
eventual, intermitente e permanente. Trata-se
de uma forma menos subjetiva e mais
embasada de avaliação.

Merece destaque o conteúdo da Súmula


47 do Tribunal Superior do Trabalho (TST),
que assim coloca:

“O trabalho
executado, em caráter
intermitente, em
condições insalubres,
não afasta, só por essa
circunstância, o direito à
percepção do respectivo
adicional.”

Na mesma esteira, vem a decisão


abaixo:

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“EMENTA:
ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE.
EXPOSIÇÃO
INTERMITENTE.
SÚMULA 47 DO
TST. Nos termos da
Súmula 47 do TST, o
trabalho executado em
condições insalubres,
em caráter intermitente,
não afasta, só por essa
circunstância, o direito à
percepção do respectivo
adicional. Agravo de
instrumento conhecido e
desprovido.” (AIRR
5868700-
22.2002.5.04.0900)

Pelo texto sumulado, concluímos, por


exemplo, que os ministros do TST não
obedecem o Anexo 14 da Norma
Regulamentadora n. 15, na parte que
condiciona a percepção do adicional de
insalubridade por risco biológico ao “contato
permanente” do trabalhador. Observamos que
os julgados do egrégio tribunal, se
fundamentados na Súmula n. 47, não
excluem o “contato intermitente” da
percepção do respectivo adicional.

Para análise da periculosidade, o


raciocínio é idêntico. Vejamos a Súmula 364
do TST:

“Faz jus ao
adicional de
periculosidade o
empregado exposto
permanentemente ou
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que, de forma
intermitente, sujeita-se a
condições de risco.
Indevido, apenas,
quando o contato dá-se
de forma eventual,
assim considerado o
fortuito, ou o que, sendo
habitual, dá-se por
tempo extremamente
reduzido.”

Em sintonia com essa súmula,


observamos o seguinte julgado:

“EMENTA:
RECURSO DE
REVISTA.
ADICIONAL DE
PERICULOSIDADE.
SÚMULA 364,
I/TST.A jurisprudência
desta Corte,
consubstanciada na
Súmula 364, I/TST, é no
sentido de que tanto o
contato permanente
como o intermitente
geram o direito ao
adicional de
periculosidade,
Incidência da Súmula
364, I/TST. Recurso de
revista provido.” (RR 22
22/1999-721-04-40.4)

Assim, por segurança jurídica de todos


os atores envolvidos nesse tema, sugerimos
aos profissionais que confeccionam laudos de
insalubridade / periculosidade que
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considerem também as Súmulas 47 e 364 do


TST em todos os seus documentos.
Abordamos essa sugestão com maior
profundidade no texto desse blog que pode
ser lido clicando AQUI.

Um forte abraço a todos.

Que Deus nos abençoe.

Marcos Henrique Mendanha

TAGS: APOSENTADORIA ESPECIAL


INSALUBRIDADE INTERMITENTE LTCAT
PERICULOSIDADE

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