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Clippings de PI – 2018 (28.06.

18)

Sumário
AMÉRICA DO SUL ................................................................................................ 4
Integração Regional ............................................................................................. 4
OTCA ...............................................................................................................................4
MERCOSUL ..................................................................................................................6
UNASUL ...................................................................................................................... 11
Países da região ................................................................................................. 11
Colômbia .................................................................................................................... 11
PARAGUAI .................................................................................................................. 13
CHILE .......................................................................................................................... 14
CUBA........................................................................................................................... 15
VENEZUELA ............................................................................................................... 16
Mercosul pressiona Venezuela a aceitar ajuda humanitária ............................... 17
México ......................................................................................................................... 21
ARGENTINA ............................................................................................................... 23
Suriname .................................................................................................................... 25
OTCA ........................................................................................................................... 25
CÚPULA DAS AMÉRICAS - 2018 ............................................................................. 26
ESTADOS UNIDOS ............................................................................................. 26
Política migratória dos EUA: .................................................................................... 30
Relações bilaterais .................................................................................................... 32
Política interna ........................................................................................................... 35
EUROPA .............................................................................................................. 36
Integração europeia .................................................................................................. 36
Reino Unido – BREXIT .............................................................................................. 45
França ......................................................................................................................... 46
ITALIA ......................................................................................................................... 47
Rússia ......................................................................................................................... 48
ÁSIA ..................................................................................................................... 51
COREIA DO NORTE................................................................................................... 51
CHINA.......................................................................................................................... 60
Rússia, China e Irã se juntam na batalha geopolítica ........................................... 62
Japão........................................................................................................................... 65
INDIA ........................................................................................................................... 67
Sudeste asiático ........................................................................................................ 68
África .................................................................................................................... 70
ORIENTE MÉDIO................................................................................................. 72
IÊMEN.......................................................................................................................... 72
Nota do MRE - Conflito no Iêmen ................................................................................. 74
IRAQUE ....................................................................................................................... 74
Iraqi elections point to Iran's growing influence in the region ............................ 75
TURQUIA .................................................................................................................... 75
SÍRIA ........................................................................................................................... 77
Irã .................................................................................................................................84
Acordo Nuclear com o Irã......................................................................................... 84
Relações bilaterais Irã – Brasil ................................................................................ 89
Visita do MRE do Irã ao Brasil ................................................................................. 89
Israel............................................................................................................................ 90
Egito ............................................................................................................................ 95
Líbano ......................................................................................................................... 96
Oriente Médio: mensagem ao congresso 2018.............................................. 98
Mecanismos inter-regionais e coalizões ........................................................ 98
BRICS .......................................................................................................................... 98
IBAS ............................................................................................................................ 99
CPLP ........................................................................................................................... 99
SEGURANÇA INTERNACIONAL / OPERAÇÕES DE PAZ ............................. 99
Desarmamento e não proliferação ........................................................................ 100
Operações de Paz.................................................................................................... 100
TEMAS MIGRATÓRIOS .................................................................................... 101
The Five Conflicts Driving the Bulk of the World’s Refugee Crisis .......... 104
Syria .......................................................................................................................... 104
Afghanistan .............................................................................................................. 105
South Sudan............................................................................................................. 105
Myanmar ................................................................................................................... 105
Somalia ..................................................................................................................... 106
DIREITOS HUMANOS ....................................................................................... 111
MEIO AMBIENTE E ENERGIA ......................................................................... 112
ORGANISMOS INTERNACIONAIS E MECANISMOS REGIONAIS E INTER–
REGIONAIS ....................................................................................................... 125
CPLP ......................................................................................................................... 125
COMÉRCIO INTERNACIONAL E PROMOÇÃO COMERCIAL ...................... 126
Valor Econônimo – Exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 8,9
bi em abril ................................................................................................................. 132
Brasil x China: inovação......................................................................................... 132
Brasil x UE: frangos. ............................................................................................... 133
OCDE......................................................................................................................... 133
Brasil x EUA: embargo a frigoríficos de frango .................................................. 133
Brasil vai a OMC contra decisão da UE ................................................................ 133
Tarifas dos EUA ....................................................................................................... 134
Rules of war – America’s allies should stand up to its reckless trade policy . 138
Plano de Trump de taxar carro importado muda paradigmas ........................... 141
EUA reiteram ameaça de impor tarifas à China ................................................... 141
EUA devem fixar cota para aço brasileiro ............................................................ 145
Les Echos (França) – Après la Chine, l'Union européenne saisit l'OMC au sujet
des taxes sur l'acier ................................................................................................ 145
ECONOMIA BRASILEIRA ................................................................................ 152
POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA................................................................. 155
Universalismo .......................................................................................................... 158
Diplomacia multilateral ........................................................................................... 158
AMÉRICA DO SUL

Integração Regional
45 anos do Tratado de Itaipu (1973)
Assinado entre Alfredo Stroessner e Médici.
- lembrar da Ata do Iguaçu, de 1966: manifestava interesse conjunto de
aproveitar os recursos hidráulicos do Rio Paraná. Deu segurança jurídica para
as negociações. Águas do Rio Paraná pertenciam em condomínio aos dois
países e deveriam ser exploradas dessa forma. Solucionou também
pendências lindeiras.
- época do Brasil Potência: necessidade de garantir oferta de energia.
- documento é modelo de cooperação internacional
- característica geopolítica do tratado.
- Em 2023: quando o tratado completar 50 anos: renegociação do Anexo C: questão da divisão
da energia entre Eletrobrás e Ande. Define também o custo fixo do serviço de energia e o
pagamento de royalties.

A consolidação da América Latina e Caribe como espaço de paz,


cooperação e desenvolvimento sustentável é objetivo central da política
externa brasileira.

Em 2017, o Brasil priorizou avanços na frente econômico-comercial e nas


áreas de cooperação fronteiriça, integração física e combate a crimes
transnacionais.

O Brasil atribui prioridade à:


- modernização da hidrovia Paraguai-Paraná
- ao Projeto do Corredor Rodoviário Bioceânico Campo Grande-Porto
Murtinho - Portos do Norte do Chile e
- Projeto do Corredor Ferroviário Bioceânico.

OTCA

Quadragésimo aniversário do Tratado de Cooperação Amazônica


03 de Julho de 2018

ALOYSIO NUNES FERREIRA


Ministro das Relações Exteriores

O Tratado de Cooperação Amazônica (TCA) chega, hoje, aos 40 anos. Com uma
população de cerca de 40 milhões de pessoas, 385 povos indígenas e cidades
de centenas de milhares de habitantes, a Amazônica ocupa 40% do território
sul-americano. Contém 20% da água doce da superfície do globo, abriga a
maior floresta megadiversa do mundo e é o habitat de 20% de todas as
espécies de fauna e flora existentes no planeta.
Apesar desses números "amazônicos" e da óbvia importância estratégica da
região para a segurança e o desenvolvimento sul-americano, a área recebeu,
historicamente, menos atenção do que a devida. Isso começou a mudar na
segunda metade do século XX. No caso do Brasil, alguns marcos foram a
criação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em 1952; a
ligação rodoviária Belém-Brasília; a criação, em 1966, da Superintendência de
Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e a revitalização econômica de Manaus
por meio de seu polo industrial.

Todos esses desdobramentos, e muitos outros, com seus custos e benefícios,


suas implicações positivas e negativas, levaram a uma maior integração da
Amazônia ao Brasil. Também consolidaram, paulatinamente, a convicção de
que o desenvolvimento sustentável da região amazônica é fundamental para
todo o país.

A assinatura do Tratado de Cooperação Amazônica em 1978 e a criação da


Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) em 1998, com sede
em Brasília, fazem parte dessa história de "redescoberta" e "revalorização" da
Amazônia, para a qual tanto contribuíram personalidades quanto o embaixador
Rubens Ricúpero, o principal mentor do TCA.

Aqueles atos diplomáticos ajudaram os países amazônicos a entender que


muitos dos desafios e possibilidades próprios da região são compartilhados e,
em muitos aspectos, somente poderão ser devidamente equacionados se o
forem conjuntamente. Isso explica a diversidade dos temas objeto dos projetos
de cooperação no âmbito da OTCA, tais como o monitoramento da cobertura
florestal, a gestão de recursos hídricos transfronteiriços, a prevenção de
epidemias, a proteção de povos indígenas, as políticas sociais e o
estabelecimento de base de dados para intercâmbio científico.

Nessa década que se avizinha, a relevância politica e prática do Tratado e da


Organização será ainda maior, já que deverá continuar crescendo a consciência
da importância da Amazônia a todos os títulos, em particular em matéria
ambiental. Um óbvio exemplo é a mudança do clima. Estudos recentes sugerem
que a Amazônia deve ser uma das regiões mais expostas às consequências do
aquecimento global.

A disponibilidade de recursos hídricos é um dos determinantes de seus


ecossistemas, e mudanças nos níveis e padrões de precipitação, derivados de
variações na temperatura global, já estão afetando profundamente seu
funcionamento. Isso é decisivo não só no que tange à preservação da
biodiversidade da região, mas também no tocante à prosperidade de boa parte
dos seus milhões de habitantes, cujos meios de vida dependem, em boa
medida, da disponibilidade de recursos hídricos.

O desafio da mudança do clima e seus impactos na Amazônia ilustram a


centralidade do conceito de sustentabilidade na ação dos Estados em favor do
desenvolvimento da região. Não por outra razão, a Agenda Estratégica de
Cooperação Amazônica (AECA) 2019-2030, ora em preparação, tem no
desenvolvimento sustentável sua pedra angular. Seus objetivos e metas
estarão estreitamente alinhados à Agenda para o Desenvolvimento Sustentável
2030 e ao Acordo de Paris.

Há, portanto, razões para celebrar o quadragésimo aniversário da firma do TCA


e fundadas razões para o otimismo quanto ao futuro da OTCA. Aos países
amazônicos cabe a tarefa, árdua, mas exequível, de transformar desafios
comuns em oportunidades para todos. O Brasil, que executa, com êxito,
diversas politicas setoriais de particular relevância na e para a Amazônia e que
contribui com significativos recursos materiais e humanos para a cooperação
amazônica, seguirá fazendo a sua indispensável parte

MERCOSUL

2017 – Presidência pro tempore do Brasil: o país deu sequência ao resgate da


vocação original do bloco para a democracia, os direitos humanos e o
livre mercado.

Temas que tiveram avanços:


- Investimentos: Protocolo de Cooperação e Facilitação de Investimentos
do Mercosul. Trata-se de iniciativa brasileira, que garante que os
investimentos dos países do bloco terão o mesmo tratamento dispensado aos
investidores nacionais.
- Contratações públicas: foi assinado, na Cúpula do Mercosul em Brasília, no
mês de dezembro de 2017, o Protocolo de Contratações Públicas do
Mercosul. Com ele, empresários brasileiros poderão participar de licitações
públicas nos demais países do bloco e órgãos públicos brasileiros terão acesso
a um universo mais amplo de fornecedores e oferta mais diversificada de
produtos e serviços a preços mais baixos.

- Redução de barreiras: foi concluído o exercício de Fortalecimento do


Mercosul Econômico e Comercial, que redundou no tratamento satisfatório de
barreiras não tarifárias que dificultavam o comércio regional. Destacam-se a
superação de dificuldades na importação de cítricos da Argentina pelo Brasil e
a abertura do mercado argentino para a carne bovina brasileira.

- Deu-se continuidade ao processo de revisão da temática regulatória do


Mercosul, com o intuito de dinamizar a aprovação e a revisão de normas
técnicas, sanitárias e fitossanitárias.

- Acordo Aduaneiro (2010 – Cúpula de San Juan): Senado do Brasil está analisando o
texto (maio 2018): o texto consolida as legislações aduaneiras dos países membros - Brasil,
Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela – suspensas desde dezembro de 2016. O objetivo é
facilitar a circulação de mercadorias na região. O texto prevê que, nas “zonas primárias
aduaneiras”, como portos, aeroportos e postos de fronteira, a administração aduaneira de cada
país tem precedência sobre os demais órgãos da administração pública, como polícias e fiscos
locais. Os demais órgãos entram para auxiliar as aduanas no seu trabalho.
O Código também determina que as legislações aduaneiras de cada país serão aplicadas
subsidiariamente nos aspectos não regulados por ele. O texto prevê ainda que as aduanas do
Mercosul prestem assistência mútua e troquem informações para o cumprimento de suas
funções.

Acordos extrarregionais:

- União Europeia: perspectiva de conclusão das negociações em 2018.

- Aliança do Pacífico: em abril, foi realizada a primeira reunião de ministros


das Relações Exteriores e de Comércio Exterior do Mercosul e da Aliança
do Pacífico (Chile, Colômbia, México e Peru). O Mercosul apresentou
proposta de acordo em facilitação do comércio, com o objetivo de
desburocratizar e acelerar os trâmites de comércio exterior com os países da
Aliança.

- Colômbia: foi assinado Acordo de Complementação Econômica, que


ampliou a liberalização do comércio para a quase totalidade da pauta tarifária.

- Egito: Em 2017, entrou em vigor o acordo de livre comércio Mercosul-


Egito. O Egito é o principal destino das exportações brasileiras para a
África.

2017 - Novas frentes de negociação:


- ALC com Canadá (negociação)
- EFTA (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein): maio 2018: comitiva de
negociação ao Brasil.
- Singapura
- Coreia do Sul: maio 2018: Mercosul e Coreia do Sul iniciam negociações para
acordo de livre comércio 4+1. O Brasil mantém relações bilaterais com a
Coreia do Sul desde 1959.
A Coreia do Sul é o 13º destino das exportações brasileiras e a quinta principal
origem das importações. Nas vendas do Brasil àquele país asiático, destacam-
se os produtos básicos, como minérios, milho, soja e algodão, seguidos de
manufaturados e semimanufaturados. No sentido oposto da corrente de
comércio, o Brasil importa da Coreia do Sul principalmente produtos
manufaturados, tais como máquinas, automóveis, plásticos, veículos para vias
férreas, produtos farmacêuticos e instrumentos de precisão.

- Japão: quer iniciar as negociações em novembro de 2018.

Uruguai se opõe a Brasil e Argentina em acordo com União Europeia

A continuidade das tratativas com a União Europeia para a assinatura de um acordo


comercial opôs membros do Mercosul na cúpula de presidentes dos países do bloco,
nesta segunda-feira (18), na região metropolitana de Assunção, no Paraguai.
De um lado, Brasil e Argentina fizeram a defesa de prosseguimento das negociações
que já se arrastam há 20 anos, frente a um Uruguai crítico à aliança e a favor da
retomada de conversas em bloco com a China.

Reservadamente, autoridades dos dois maiores países do bloco afirmam que para
fechar o acordo com a União Europeia é necessário apenas o ajuste de questões
políticas.
“Não estamos obrigados a perder tempo em negociações eternas”, afirmou o
presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, em sua fala na cúpula. “Precisamos de
capacidade técnica, mas acompanhada de vontade política real”, acrescentou.
Vázquez comparou acordo da União Europeia com o Japão, que levou, segundo ele,
um ano. “Quando se quer, se pode.”
Ao falar, logo depois do uruguaio, Temer rebateu e defendeu a associação com os
europeus. “Se me permite a ponderação, acho que não devemos abandonar a ideia
dessa aliança do Mercosul”, afirmou o brasileiro.

A reunião desta segunda marca a transferência da presidência pro tempore (rotativa)


do bloco do Paraguai para o Uruguai e foi antecedida de discussões econômicas e
comerciais entre os países membros e associados.
Neste domingo (17), os chanceleres dos países membros também discutiram sobre a
falta de avanço na tentativa de negociação de um acordo com a União Europeia.
Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores brasileiro, minimizou o problema.
Diante do empasse, os ministros Jorge Faurie (Argentina) e Rodolfo Nin Novoa
(Uruguai) sugeriram que o bloco priorizasse o retorno de negociações com a China.

Temer chegou nesta segunda às 10h na sede da Conmebol em Luque, cidade vizinha
a Assunção, onde acontece o evento. Foi recebido pelo presidente do Paraguai,
Horacio Cartes.
Mauricio Macri, da Argentina, enfrenta uma crise econômica que levou a uma série de
demissões no governo e faltou à cúpula.
O Mercosul, atualmente, tem como membros efetivos Brasil, Argentina, Paraguai e
Uruguai. A Venezuela está suspensa do bloco e a Bolívia é um país em processo de
adesão.
Comunicado Conjunto dos Presidentes de Estados Partes e Associados do
Mercosul – Assunção, 18 de junho de 2018
LII Cúpula de Presidentes do MERCOSUL:
Reconheceram o trabalho que vem realizando o MERCOSUL Cultural, juntamente
com outras instâncias do bloco, com o fim de posicionar a cultura como um eixo
transversal do processo de integração e celebraram a relevância conferida aos
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para a promoção e a visibilidade da
contribuição da cultura ao desenvolvimento.

Saudaram a adoção da Declaração de Assunção “Redução da Pobreza e


Desenvolvimento Sustentável – Não deixar ninguém para trás – Agenda 2030”,
que fomenta a participação e a inclusão de todas as instâncias sociais do
MERCOSUL, envidando esforços para a conquista dos objetivos do Plano Estratégico
de Ação Social (PEAS), alinhados com os ODS Agenda 2030, e ressaltaram a
importância do Instituto Social do MERCOSUL

Comunicado Conjunto dos Presidentes de Estados Partes do Mercosul e Bolívia


- Assunção, 18 de junho de 2018
Destacaram a transcendência do Fundo para a Convergência Estrutural do
MERCOSUL (FOCEM) como ferramenta para a redução das assimetrias. Nesse
sentido, celebraram a assinatura do Acordo-Quadro de Cooperação Internacional
entre o MERCOSUL e o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do
Prata (FONPLATA), com o objetivo de aprofundar os vínculos entre ambos os
organismos para o desenvolvimento de programas e projetos, mediante a assinatura
de convênios de assistência técnica e complementação financeira, além de um
contrato de administração fiduciária, no âmbito de suas respectivas funções, objetivos
e competências.
Saudaram os trabalhos realizados pela Comissão de Representantes Permanentes do
MERCOSUL para o acompanhamento do Plano de Ação para a conformação
progressiva do Estatuto da Cidadania do MERCOSUL
Ressaltaram a adoção do Plano de Ação 2018-2020 para desenvolver uma Agenda
Digital do MERCOSUL que modernize o processo de integração
Destacaram a aprovação do “Plano Estratégico de Comunicação”, que determina os
objetivos e as ações específicas a desenvolver no biênio 2018-2019, com a
finalidade de difundir os avanços no processo de integração e dar maior
visibilidade às conquistas alcançadas em benefício dos cidadãos do
MERCOSUL.
8. Saudaram a bem-sucedida finalização da revisão do Regulamento da Comissão de
Comércio do MERCOSUL,
Destacaram que, durante o presente semestre, lançaram-se negociações com o
Canadá e a República da Coreia, duas economias pujantes e de fundamental
importância para o comércio mundial, como resposta assertiva às novas tendências
protecionistas.
Congratularam-se pelos avanços obtidos em outras negociações, especialmente no
processo com os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), com
os quais já foram celebradas três rodadas de negociações.
Destacaram a importância de avançar nas ações previstas na chamada Hoja de Ruta
MERCOSUL Aliança do Pacífico e dinamizar a aproximação entre ambos os
blocos regionais. Igualmente, fizeram referência à reunião de Presidentes entre o
MERCOSUL e a Aliança do Pacífico, prevista para o próximo mês de julho em Puerto
Vallarta, México.
Comunicado dos Estados Partes do Mercosul sobre a Situação Humanitária e
Migratória na Venezuela – Assunção, 18 de junho de 2018
Considerando o crescimento dos fluxos migratórios de venezuelanos que buscam
novas oportunidades na região frente à deterioração das condições de vida na
Venezuela, salientaram a necessidade de coordenar esforços a fim de dar respostas
integrais em matéria migratória e de refúgio,
Exortam o Governo da Venezuela a coordenar com a comunidade internacional o
estabelecimento de canais para o acesso de ajuda humanitária para paliar a crise
social e migratória que vive o país

Comunicado de Estados Partes do MERCOSUL sobre fatos de violência na


Nicarágua
Condenam todo tipo de violência e encorajam o Governo e o povo da Nicarágua a
retomar o diálogo nacional coordenado pela Conferência Episcopal, com o objetivo de
consensuar uma solução pacífica para a grave crise e apoiar os esforços de
cooperação no âmbito da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), para
a investigação e o esclarecimento dos fatos de violência.

42 bilhões de reais: a conta que a América Latina paga por não estar integrada
em uma zona de livre comércio

Embora quase 90% dos bens comercializados na América Latina e no Caribe estejam
livre de tarifas, um acordo único latino-americano teria efeitos positivos de segunda
ordem: o comércio de bens intermediários — que são incorporados aos bens
exportados — aumentaria 9%, fortalecendo as atuais frágeis cadeias de valor
regionais. E as exportações de produtos acabados, por sua vez, mostrariam uma alta
entre 1% — dos produtos de mineração nos países andinos — até 21% para os
produtos agrícolas da América Central; as exportações de bens manufaturados do
México poderiam crescer 8%.
É difícil entender por que as três maiores economias da região, Brasil, México e
Argentina, continuam sem um acordo comercial". Elas representam, em conjunto,
metade do PIB de toda a América Latina e do Caribe, mas o comércio entre elas não
chega a 8%.
A América Latina está dividida hoje, em termos gerais, em dois grandes blocos
comerciais e uma série de pequenos tratados. A Aliança do Pacífico (que desde 2011
inclui o México, a Colômbia, o Peru e o Chile) e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai
e Paraguai) representam mais de 80% do PIB de toda a região.
O protecionismo dos EUA acabou por convencer a região da necessidade de
potencializar suas relações inter-regionais.

Logi News (Espanha) – CEPAL considera necesaria y urgente una


convergencia entre la Alianza del Pacífico y el Mercosur

En el marco de la presentación de la publicación titulada ‘La convergencia


entre la Alianza del Pacífico y el MERCOSUR. Enfrentando juntos un escenario
mundial desafiante’, la organización indicó que la convergencia entre la Alianza
del Pacífico y el Mercado Común del Sur (MERCOSUR) es necesaria y urgente
ya que, junto con África, América Latina y el Caribe presenta los menores
índices de comercio intrarregional del mundo.
En concreto, apenas el 16% del valor de sus exportaciones se dirige a la propia
región, muy por debajo del 50% que registran Asia oriental y América del Norte,
y del 64% de la Unión Europea. Además, los encadenamientos productivos
entre países de la región son, en general, escasos y débiles.

UNASUL

2018: 6 países suspenderam sua participação na OI: Brasil, Argentina, Paraguai, Colômbia,
Chile e Peru.
- decisão foi tomada à margem da Cúpula das Américas, em Lima.
- motivo alegado: impasse sobre a eleição do novo secretário-geral: os 6 países querem que o
argentino Octávio Bordon seja o novo SG.
- divisão entre “bolivarianos” e “conservadores”.

Países da região

Colômbia

O desafio da droga
O presidente eleito da Colômbia, Iván Duque, a pouco mais de um mês da posse no
cargo, em 7 de agosto, acaba de retornar dos Estados Unidos sob pressão das
autoridades americanas para reverter o “inaceitável” recorde no aumento das áreas
de cultivo de coca e da produção de cocaína em seu país, o maior fornecedor
mundial da droga. Números divulgados recentemente expõem o insucesso da
política de incentivos governamentais para a substituição do plantio ilegal, prevista
no acordo de paz de 2016 entre o governo do presidente Juan Manuel Santos e as
Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), transformadas em partido
político após a deposição das armas. Ferrenho opositor dessa e de outras cláusulas
do pacto, Duque tem o apoio de Washington para lançar uma abordagem mais
repressiva contra o narcotráfico, cujo controle é agora disputado pelo Exército de
Libertação Nacional (ELN) e por grupos criminosos, após a desmobilização das Farc.
O político de direita, aliado do ex-presidente Álvaro Uribe, viajou aos EUA para uma
extensa agenda de compromissos, na semana passada, ao mesmo tempo em que
eram divulgados resultados alarmantes de dois levantamentos sobre o assunto: um
do Gabinete Nacional de Controle de Drogas (ONDCP, em inglês) americano e outro
do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC, em inglês).
Segundo estimativas do ONDCP, a área de cultivo de coca na Colômbia expandiu-se
11% em 2017, alcançando 209 mil hectares, em seu mais elevado nível histórico.
Também anunciou a disposição de usar drones para pulverizar herbicidas, desde
que não usem produtos químicos proibidos pelo Tribunal Constitucional, que os
danos a terceiros sejam mitigados e que ferramentas de precisão sejam
aprimoradas.
Mercado dá as cartas
O professor Alexander Gillespie, da universidade neozelandeza de Waikato, afirmou
que, embora Washington pressione a Colômbia a frear a produção e o tráfico de
drogas, uma das raízes do problema está justamente nos Estados Unidos, onde o
número de novos usuários de cocaína cresceu 81% desde 2013. O total de mortes
por overdose da droga duplicou no mesmo período, segundo o Gabinete Nacional
de Controle de Drogas (ONDCP, em inglês)
Julho 2017 - Congresso da Colômbia muda parte das regras para justiça de paz
com as Farc BOGOTÁ
O Congresso da Colômbia aprovou nesta quinta-feira (27) duas mudanças nas
regras do sistema de justiça especial para os ex-guerrilheiros das Farc (Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia), parte do acordo de paz. A aprovação foi
uma derrota do presidente Juan Manuel Santos, que não queria mudanças no
pacto, impulsionada pelo opositor Centro Democrático (direita), partido de seu
futuro sucessor, Iván Duque, e de seu antecessor, Álvaro Uribe. A primeira foi
que a Jurisdição Especial para a Paz não poderá fazer investigação própria dos
pedidos de extradição de ex-guerrilheiros e membros das forças de segurança, a
serem julgados pelo Tribunal Constitucional.
“O que foi aprovado aqui é contrário à Constituição Política e ao Acordo Final.
É uma garantia de extradição sem provas e busca transformar em migalhas o
acordado”, protestou o líder da Farc, Rodrigo Londoño, o Timochenko.
O Congresso da Colômbia aprovou nesta quinta-feira (27) duas mudanças nas
regras do sistema de justiça especial para os ex-guerrilheiros das Farc (Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia), parte do acordo de paz. A aprovação foi
uma derrota do presidente Juan Manuel Santos, que não queria mudanças no
pacto, impulsionada pelo opositor Centro Democrático (direita), partido de seu
futuro sucessor, Iván Duque, e de seu antecessor, Álvaro Uribe. A primeira foi
que a Jurisdição Especial para a Paz não poderá fazer investigação própria dos
pedidos de extradição de ex-guerrilheiros e membros das forças de segurança, a
serem julgados pelo Tribunal Constitucional

Presidente da Colômbia vota no 2º turno e diz que eleição é 'histórica'


Leia na íntegra
Propostas de governo de Iván Duque
- Promete subsídios a pequenos e médios empresários e iniciativas regionais,
formalizar contratos e é contra terceirizações
- Tem posição mais dura com relação à Venezuela, quer denunciar Maduro ao
Tribunal de Haia e aumentar controle das fronteiras
- Sugere empréstimos para aumentar desenvolvimento das áreas rurais
- Deseja aplicar prisão perpétua para estupradores e assassinos de menores e prisão
sem trânsito para prisão domiciliar para corruptos
Quer equipar e dotar de inteligência o Exército para combater as guerrilhas, os
dissidentes e o crime organizado
- É antiaborto, mas propõe educação sexual e proteção da gravidez adolescente
- Defende independência do Judiciário, mas propõe integrar cortes e limitar autoridade
da Justiça Especial para a Paz.

Colômbia é aceita na OCDE e se torna 37º país membro


Os dois únicos latino-americanos até agora eram o Chile e o México.
Colômbia é aceita na Otan e se torna o 1º país da América Latina na
aliança
O país entrará como “sócio global”, por uma questão geográfica. Trata-se do único
país latino-americano a integrar esse grupo.

Vota, portanto, em paz, ainda mais que o outro grupo armado (Exército de Libertação
Nacional, ELN) decretou uma trégua durante o processo eleitoral.

- O Brasil tem contribuído para o processo de paz no país vizinho, por meio de
apoio político e cooperação técnica em áreas como agricultura familiar e
desminagem
- Acordo de Complementação Econômica, que liberalizou o comércio de quase
todo o universo tarifário.

PARAGUAI

Junho 2018:

Visita do Presidente eleito da República do Paraguai,

A convite do presidente Michel Temer, o presidente eleito da República do


Paraguai, Mario Abdo Benítez, realizará visita a Brasília no dia 11 de junho,
ocasião em que será recebido em audiência no Palácio do Planalto.

O encontro entre o senhor presidente da República e o presidente eleito do


Paraguai constituirá oportunidade para tratar dos temas da ampla agenda de
integração bilateral, bem como de assuntos de interesse comum nos planos
regional e internacional.

O Brasil será o primeiro destino internacional do presidente eleito do Paraguai,


em reconhecimento da importância e do momento auspicioso das relações
entre os dois países. A visita do presidente eleito Mario Abdo Benítez reforça a
natureza prioritária do relacionamento entre Brasil e Paraguai para a
construção de um espaço de integração, segurança e desenvolvimento na
região e para a consecução dos objetivos de desenvolvimento nacional de
ambos os países.

O Brasil é o principal parceiro comercial do Paraguai. Em 2017, o intercâmbio


comercial bilateral alcançou US$ 1,3 bilhão, o que representa alta de 12% em
relação a 2016.

Presidente do Paraguai renuncia para assumir cargo de senador


O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, apresentou nesta segunda-feira (28/05)
sua renúncia para assumir o cargo de senador no próximo 1º de julho. A renúncia
precisa agora ser aprovada em sessão extraordinária por uma maioria de ambas as
casas do Congresso.
Cartes foi eleito ao Senado nas eleições de 22 de abril, porém, seu atual mandato
prevê sua permanência na presidência até 15 de agosto, quando então está prevista a
posse de Mario Abdo Benítez, vencedor do pleito realizado neste ano.

Eleições em abril – Colorado Mario Abdo Benítez venceu. Foi aliado de


Stroessner.
Colorados não obtiveram maioria no Senado.
Agenda bilateral:
- os brasiguaios (brasileiros e descendentes em territórios paraguaios que não
têm, entre outras coisas, a titularidade das terras)
- contrabando e narcotráfico.
- construção de uma ponte ligando Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, a
Carmelo Peralta (acordo assinado em 2017).

CHILE

Junho 2018:

I Rodada Negociadora do Acordo de Livre Comércio


Brasil-Chile

A primeira rodada de negociações para um Acordo de Livre Comércio entre o


Brasil e o Chile foi realizada em Brasília, de 6 a 8 de junho. As negociações
foram lançadas por ocasião da visita do presidente do Chile, Sebastián Piñera,
a Brasília, em 27 de abril deste ano.

Durante a reunião, as partes registraram avanços nos temas que integram o


futuro acordo: comércio de serviços; comércio eletrônico; telecomunicações;
medidas sanitárias e fitossanitárias; facilitação de comércio; micro, pequenas e
médias empresas; obstáculos técnicos ao comércio; coerência regulatória/boas
práticas regulatórias; cooperação econômico-comercial; política de
concorrência; comércio e gênero; comércio e assuntos trabalhistas; comércio e
meio ambiente; assuntos institucionais e solução de controvérsias.

As negociações do Acordo de Livre Comércio traduzem o propósito do governo


brasileiro de aprofundar as já densas relações com o Chile e fazem parte das
iniciativas em curso de aproximação dos países do MERCOSUL com a Aliança
do Pacífico.

A próxima rodada foi marcada para 7 a 10 de agosto, em Santiago.

O Chile é o segundo principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul e


importante destino de investimentos brasileiros na região. Em 2017, o
intercâmbio comercial bilateral alcançou US$ 8,5 bilhões, o que representa
incremento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos cinco
primeiros meses de 2018, o comércio Brasil-Chile aumentou cerca de 27%. O
Brasil é o maior parceiro comercial do Chile na América do Sul e principal
destino dos investimentos chilenos no exterior, com estoque de US$ 31
bilhões.

Abril 2018: Visita do Presidente do Chile, Sebastián Piñera ao Brasil.


- reeleito em 2018.
- defesa dos DH, democracia, multilateralismo, posições convergentes em foros
regionais e multilaterais.
- processo de aproximação entre MERCOSUL e a Aliança do Pacífico.
- Assinado Acordo de Compras Públicas
- Assinado Protocolo sobre Serviços Financeiros
- Início das negociações: Acordo Bilateral de Livre Comércio: aprofundar e modernizar
a integração.
- O Brasil é o principal destino dos investimentos chilenos no exterior, com estoque de
US$ 31 bilhões, e o principal parceiro comercial do Chile na América do Sul.
- projeto do Corredor Bioceânico (já em andamento) que ligará Porto Murtinho, no
Mato Grosso do Sul, aos portos do Norte do Chile.
- A Aliança do Pacífico reúne o México, o Chile, a Colômbia e o Peru.

Além do Chile, o Brasil já tem Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos


(ACFIs) com o Peru, Colômbia, México, Angola, Moçambique e Malaui. Um protocolo
com as mesmas finalidades foi formalizado no Mercosul (Argentina, Paraguai e
Uruguai) em dezembro 2017.

Contencioso Bolívia x Chile: disputa territorial.


CIJ deve analisar o caso em 2018.
Caso remonta à Guerra do Salitre, tavada entre 1879-1883.
Bolívia demanda direito histórico de acesso soberano ao mar.
Com o Tratado de Paz e Amizade de 1895, a Bolívia aceitou a “absoluta e
contínua supremacia” do Chile em troca de reparações financeiras. No entanto,
um acordo adicional previa regulamentar a “transferência de territórios”: os
distritos de Tacna e Arica, que pertenciam ao Peru, seriam dados para a
Bolívia
Em 1929, o Tratado de Lima determinou que Tacna retornaria ao Peru, e Arica
ficaria com o Chile.
Acordo de Charaña, de 1975, o Chile oferecia à Bolívia uma faixa costeira ao
norte de Arica e um corredor terrestre, soberano, em troca de um enclave
territorial próximo ao monumental Salar de Uyuni, onde hoje se concentram as
reservas de lítio da Bolívia. Mas o contrato não foi concluído por oposição do
Peru.
Em 1978, a Bolívia e o Chile romperam suas relações diplomáticas, que desde
então existem apenas em nível consular.

CUBA

Abril 2018 - novo presidente: Diáz-Canel


Até 2021, Raúl deverá continuar chefiando o Politburo, que controla o PC e o rumo da
política.
- economia cubana está numa situação ruim.
O déficit de Cuba chegou a 12% do PIB no ano passado, em parte porque o governo
teve de enfrentar os estragos do furacão Irma, que atingiu o país em setembro.

As relações entre Brasil e Cuba


US$ 366 mi - foi o valor do comércio entre Brasil e Cuba em 2017, sendo US$ 346,3
milhões em exportações brasileiras à ilha

7,7% - foi o aumento das exportações brasileiras para Cuba em 2017, em relação ao
ano anterior

US$ 54,1 mi - foram as exportações brasileiras para Cuba em janeiro de 2018, o valor
mais alto registrado para esse período em dez anos

8.500 - médicos cubanos participam do programa Mais Médicos hoje, representando


50% do total de 17 mil

NICARÁGUA

Ainda na quinta-feira (14), foi convocada uma greve geral na Nicarágua, contra o
governo do Presidente Daniel Ortega. Segundo a notícia, desde abril, após uma
tentativa de reforma previdenciária, diversas manifestações populares têm acontecido
no país, junto com repressão policial. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro
insta o governo nicaraguense a criar as condições para a retomada do diálogo
nacional conduzido pela Conferência Episcopal da Nicarágua, dado que não pode
haver solução pacífica para o conflito sem a participação de todas as forças políticas
nicaraguenses nesse processo.
Na terça-feira (12), o empresariado aderiu à proposta de greve geral, somando-
se, com isso, a camponeses (mobilizados faz tempo contra o novo canal),
estudantes, entrincheirados em universidades, e demais setores sociais.
A adesão do empresariado é importante porque Ortega e sua mulher, a vice-
presidente Rosario Murillo, ao voltar ao poder há dez anos, fizeram um pacto informal
com a principal central empresarial (Cosep, Conselho Superior da Empresa Privada).
O empresariado tinha carta branca para fazer seus negócios livremente, desde que
não objetasse o crescente controle do poder por Ortega/Murillo.
O pacto rompeu-se em abril, quando Ortega tentou impor uma reforma previdenciária
sem consultar ninguém e que funcionou como o estopim para o levante popular que se
seguiu. E para a brutal repressão praticada pela polícia e por paramilitares controlados
pelo governo.

VENEZUELA

Venezuela - Vice-presidente e outras 10 autoridades são alvos de sanções da União


Europeia

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez (foto), está entre as 11


autoridades venezuelanas às quais a União Europeia (UE) impôs ontem novas
sanções estabelecidas após a recente eleição presidencial no país. As sanções são
um protesto pela reeleição do presidente Nicolás Maduro em uma votação que o
bloco considerou não ter sido livre ou justa e pelas supostas violações de direitos
humanos de seu governo.
Mercosul pressiona Venezuela a aceitar ajuda humanitária

Líderes do Mercosul assinaram ontem uma declaração para pressionar a criação de


canais de acesso de ajuda humanitária na Venezuela. O documento pede que o
governo venezuelano coordene com a comunidade internacional o estabelecimento de
canais para "aliviar a crise social e migratória" e crie um intercâmbio de informação
epidemiológica com países da região.
"Considerando o crescimento dos fluxos migratórios de venezuelanos, ante a
deterioração das condições de vida da Venezuela, sublinhamos a necessidade de
coordenar esforços para dar respostas consistentes com a dignidade e a preservação
dos direitos fundamentais dos migrantes", diz o texto. Em agosto de 2017, a
Venezuela foi suspensa do Mercosul por ruptura da ordem democrática.
Mais cedo, o presidente Michel Temer anunciou que vai amanhã a Roraima
inspecionar pontos de atendimento a refugiados venezuelanos. Temer viajará
acompanhado do líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR). Ele disse que o
Brasil tem recebido "milhares" de venezuelanos que buscam uma vida melhor" e "não
tem poupado esforços" para recebê-los, garantindo que o Brasil oferece comida,
remédio, abrigo e uma carteira de identidade transitória.
No domingo, durante reunião preliminar do Mercosul, o chanceler aloysio Nunes
lamentou que o regime venezuelano "persista na violação sistemática dos princípio
constitutivos do Mercosul". "Reitero em alto e bom som a solidariedade do Brasil com
o querido povo da Venezuela, sentimento que sei que é partilhado pelos demais
membros do bloco".
Ontem, Temer também defendeu que o Mercosul atue em conjunto no combate ao
crime organizado. "O crime organizado hoje não é mais nacional, é transnacional.
Creio que o Mercosul possa ajudar a fazer a diferença nesse flagelo", disse o
presidente, afirmando que a segurança pública é prioridade de seu governo.

Assédio do governo de Nicolás Maduro à oposição venezuelana

O governo brasileiro tomou conhecimento, com grande preocupação, de informações


segundo as quais o governo da Venezuela tencionaria vincular María Corina Machado,
uma das mais combativas lideranças oposicionistas naquele país, a um suposto
atentado de um grupo de militares contra o presidente Nicolás Maduro ou militar de
alta patente.

Ao reiterar sua mais firme condenação a todas as formas de violência política na


Venezuela ou em qualquer outro país, o governo brasileiro apela ao governo
venezuelano à moderação e ao respeito aos direitos inerentes às atividades da
oposição, sem a qual não pode existir democracia.

O Globo – Venezuela: ex-candidato Henri Falcón anuncia grupo opositor


Dissidência racha ainda mais enquanto Maduro faz novas concessões
-CARACAS- Henri Falcón, o único líder da oposição que se apresentou como
candidato às eleições presidenciais venezuelanas em 20 de maio, anunciou esta
semana a criação de uma nova plataforma opositora, estruturada em torno de
sua figura e aliada a organizações que decidiram se unir a ele no pleito —
dividindo, assim, ainda mais o vasto universo da dissidência democrática
venezuelana. O grupo,
Sanções

Dezembro de 2014
Os EUA impõem sanções a autoridades venezuelanas que dirigiram “atos
significativos de violência ou abusos sérios de direitos humanos” contra
manifestantes durante os protestos antigoverno – incluindo cassação de vistos e
bloqueio de bens.

Fevereiro de 2015
Novas sanções impõem restrições de visto a sete membros do alto escalão do
chavismo por abusos de direitos humanos e corrupção.

Março de 2015
O então presidente dos EUA, Barack Obama, assina ordem executiva
designando a Venezuela como “uma ameaça à segurança nacional” e impondo
sanções contra chavistas por supostas violações de direitos humanos.

Fevereiro de 2017
Sanções contra o vice-presidente venezuelano, Tareck El Aissami, por
“desempenhar um papel significativo no tráfico internacional de drogas”.

Julho de 2017
EUA anunciam sanções a 13 funcionários e ex-funcionários do governo
venezuelano para tentar pressionar Maduro a suspender a Constituinte. As
sanções incluem arresto de bens nos EUA, cassação de vistos e proibição de
negócios com empresas americanas.

Maio de 2018
Departamento do Tesouro dos EUA impõe sanções contra um dos chavistas
mais poderosos, Diosdado Cabello, acusado de narcotráfico e corrupção. Ele e
sua família não podem mais ir aos EUA nem negociar com empresas
americanas.

Agência Brasil – Secretário-geral da OEA comemora decisão sobre Venezuela.

De outro lado, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio


Nunes, afirmou que o grande número de abstenções mostra que a
organização está “bastante dividida”. A decisão foi feita por meio da
aprovação de uma resolução proposta por Brasil, Argentina, Canadá,
Chile, Estados Unidos, México, Peru, Paraguai, Guatemala e Costa Rica.
No total, 19 países votaram a favor da resolução, 4 contra, e 11 se
abstiveram. Próximo passo é convocar assembleia extraordinária para votar
a proposta.

União Europeia aprova novas sanções contra a Venezuela


Os ministros do Exterior da União Europeia (UE) aprovaram
novas sanções contra a Venezuela, na sequência de uma eleição presidencial que
não consideram "nem justas nem livres". Os Estados-membros do bloco defenderam
ainda a realização de um novo pleito

Líderes do G-7 pedem que Maduro convoque novas eleições

OEA enviará ao TPI relatos de crimes contra a humanidade na Venezuela

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro,


disse hoje (29) que vai remeter ao Tribunal Penal Internacional (TPI) o relatório
publicado por um painel de especialistas independentes nomeados por ele que acusa
o presidente Nicolás Maduro e a alta cúpula de seu governo de crimes contra a
humanidade. Segundo Almagro, o relatório também será usado como base para
gestões junto a países da OEA para que denunciem ao tribunal os responsáveis pelos
crimes.
O painel de especialistas independentes é formado por Santiago Cantón, da
Argentina; Irwin Cotler, do Canadá; e Manuel Ventura Robles, da Costa Rica.

Eleições presidenciais – maio 2018-05-16


Maduro está com controle total da Assembleia Nacional, os governistas
nomearam sozinhos juízes do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) e reitores do
Conselho Nacional Eleitoral (CNE), além de mudar as leis sem interferência da
oposição.

Declaração do Grupo de Lima – pós-eleições de maio 2018.


1. Não reconhecem a legitimidade do processo eleitoral, por não estar em conformidade
com os padrões internacionais de um processo democrático, livre, justo e transparente.
2. Concordam em reduzir o nível de suas relações diplomáticas com a Venezuela, razão
pela qual chamarão para consultas os embaixadores em Caracas e convocarão os
embaixadores da Venezuela para expressar nosso protesto.
4. Decidem submeter, no marco do 48º período de sessões da Assembleia Geral da
Organização dos Estados Americanos, uma nova resolução sobre a situação na Venezuela.
5. A fim de enfrentar a situação decorrente do aumento preocupante dos fluxos de
venezuelanos que se vêem obrigados a sair de seu país, bem como em razão do impacto que
essa situação acarreta sobre toda a região, decidem adotar as seguintes medidas:
i. Convocar uma reunião de alto nível com autoridades responsáveis por temas migratórios e
de refúgio para trocar experiências e definir as diretrizes para uma resposta abrangente,
incluindo questões de facilidades migratórias e documentos de identidade. A esse respeito,
aceitam a oferta do Peru para sediar a reunião na primeira quinzena de junho.
ii. Considerar a possibilidade de efetuar contribuições financeiras às organizações
internacionais competentes para fortalecer as capacidades institucionais dos países da região,
especialmente os países vizinhos, para atender o fluxo migratório de venezuelanos.

6. Lamentam a grave situação humanitária na Venezuela e, tendo em conta as implicações


para toda a região em matéria de saúde pública, decidem adotar as seguintes medidas:
i. Convocar uma reunião de alto nível com as autoridades responsáveis pelo setor da saúde
para coordenar ações na área da saúde pública e fortalecer a cooperação para atender a
emergência epidemiológica.
ii. Apoiar o fornecimento de medicamentos por instituições independentes e ações de vigilância
epidemiológica na Venezuela e nos países vizinhos, particularmente diante do reaparecimento
de doenças como o sarampo, a malária e a difteria.
7. Reiteram o parágrafo 4º da Declaração de Lima de 8 de agosto de 2017 e, com o objetivo de
contribuir para preservar os poderes da Assembleia Nacional, concordam em adotar, desde
que sua legislação e ordenamento internos assim o permitam, as seguintes medidas de
caráter econômico e financeiro:
i. Solicitar às autoridades competentes de cada país que emitam e atualizem circulares ou
boletins no âmbito nacional que transmitam ao setor financeiro e bancário o risco em
que poderão incorrer caso realizem com o governo da Venezuela operações que não tenham o
endosso da Assembleia Nacional, incluindo acordos de pagamento e créditos recíprocos para
operações de comércio exterior – inclusive bens militares e de segurança.
ii. Coordenar ações para que as organizações financeiras internacionais e regionais procurem
não conceder empréstimos ao governo da Venezuela, devido à inconstitucionalidade de
contrair dívida sem o endosso da Assembleia Nacional, exceto quando o financiamento é
utilizado em ações de ajuda humanitária, tendo em vista, previamente à sua concessão, os
possíveis efeitos indesejáveis nas economias de terceiros países mais vulneráveis.
iii. Intensificar e ampliar, por meio dos mecanismos existentes, o intercâmbio de informações
de inteligência financeira sobre as atividades de indivíduos e empresas venezuelanos que
possam estar vinculados a atos de corrupção, lavagem de dinheiro ou outras condutas ilícitas
passíveis de procedimentos judiciais para sancionar tais atividades criminosas, como
congelamento de ativos e aplicação de restrições financeiras.
iv. No marco das normas internacionais estabelecidas pelo Grupo de Ação Financeira (GAFI)
e dos mecanismos operacionais já existentes, insta-se a contar com uma análise de risco de
lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, e propõe-se, ainda, que os países
sensibilizem o setor privado em suas jurisdições acerca das ameaças e riscos de lavagem de
dinheiro e corrupção que identificarem na Venezuela e que afetem a região, o que ampliará a
capacidade de prevenir ou detectar possíveis atos ilícitos com maior tempestividade.

Grupo de Lima: composto por 14 países do continente americano (Argentina,


Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras,
México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia).
Reiteraram a condenação do regime autoritário.
Demandaram a suspensão das eleições gerais do dia 20 de maio, que ocorre
sem observação internacional independente e sem as garantias necessárias a
um processo livre, justo, transpartente e democrático.
O Grupo apoiou as sanções econômicas do Panamá à Venezuela.

Declaração Grupo de Lima sobre questão migratória na região – maio 2018


Diante das recentes declarações do presidente da Venezuela, nas quais
assinalou que em seu país não há crise migratória, os países do Grupo de
Lima manifestam que:
- A deterioração da situação econômica, social e humanitária na Venezuela
tem provocado, nos últimos dois anos, um aumento massivo da migração
venezuelana, impactando especialmente os países da região.
- Ainda que a maioria dos migrantes venezuelanos se dirijam inicialmente aos
países vizinhos, verificou-se também um aumento importante na migração de
trânsito nesses países para chegar a outros destinos.
- Os números oficiais mostram que, entre 2017 e 2018, migraram para a
Argentina aproximadamente 82 mil venezuelanos; para o Brasil,
aproximadamente 50 mil; para a Colômbia, 800 mil; para o Chile, mais de
160 mil; para a Guatemala, 15.650; para o México, 65.784; para o Panamá,
65.415; para o Paraguai, 2.893; e para o Peru, 298.559.
- Esses números são consistentes com as estimativas realizadas pelo Alto
Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e pela
Organização Internacional para as Migrações (OIM), que assinalam,
respectivamente, que entre 1,5 milhão e 1,6 milhão de venezuelanos teriam
abandonado seu país até o fim de 2017.
- Isso tem gerado uma série de desafios para os países receptores, em
diferentes âmbitos, como o humanitário e sanitário, incluindo a desnutrição
e o reaparecimento de doenças que já haviam sido erradicadas ou controladas.
Do mesmo modo, a capacidade para prestar serviços básicos, como o acesso
à educação e a proteção de crianças e adolescentes, entre outros, enfrenta
sérios desafios.

Venezuela repassa petróleo a Cuba.


A estatal PDVSA comprou US$ 440 milhões (R$ 1,58 bilhão) em petróleo, em
2017 e 2018, para mandá-lo subsidiado a Cuba.
Enquanto a população da Venezuela enfrenta escassez de comida e remédios,
a petrolífera estatal PDVSA comprou US$ 440 milhões (R$ 1,58 bilhão) em
petróleo, entre janeiro de 2017 e maio deste ano, para enviá-lo subsidiado a
Cuba.

Crise econômica na Venezuela: Inflação deve chegar a 13.800%.


Maduro aumentou o salário mínimo em 95,4%.
BC da Venezuela confirmou calote parcial de dívida.
Irã envia medicamentos e vacinas para a Venezuela.

Mensagem ao Congresso:
2017 – Venezuela foi suspensa do Mercosul, em aplicação do Protocolo de
Ushuaia sobre compromisso democrático.

Grupo de lima: 12 países que se articulam para tentar alcançar uma solução
para a grave crise política e humanitária no país. Buscam favorecer o retorno à
democracia.

Crise de refugiados venezuelanos:


- Resolução do Conselho Nacional de Imigração viabilizou a concessão de
residência temporária aos nacionais venezuelanos por dois anos.

México

Vitória de Andrés Manuel López Obrador no México.


O Estado de S. Paulo/The Economist – Uma nova era no
México
O resultado era previsível, mas mesmo assim foi chocante. Andrés Manuel López
Obrador, de 64 anos, o carismático político populista, conquistou a presidência do
México num triunfo esmagador e democrático. Sua margem de vitória sugere que
ele terá um poder sem precedentes. Como nos EUA e em outros países na Europa,
um eleitorado revoltado repudiou a elite política estabelecida. E, no caso do México,
os eleitores apoiaram um político de esquerda imprevisível.
Obrador, ex-prefeito da Cidade do México, liderava as pesquisas por margens de
dois dígitos desde março. Uma reviravolta incrível num país onde as mudanças
políticas ocorrem muito lentamente. Quando o PRI perdeu o poder em 2000, depois
de governar o México durante 71 anos, o PAN, fundado seis décadas antes,
assumiu o governo. Mas não mudou muito a situação, abrindo o caminho para a
volta do PRI ao governo em 2012. Obrador, que em 2014 fundou o Morena,
principal partido da coalizão Juntos Faremos História, destruiu o duopólio político.
Ele tem dito a seus partidários que esta é a ocasião mais importante da história
mexicana desde a revolução de 1910.
A campanha foi dominada pelo tema da violência. Mais de 120 políticos e funcionários do governo
foram mortos desde setembro.

Equipe de López Obrador promete disciplina fiscal

Teremos uma gestão macroeconômica, fiscal e de manejo da dívida extremamente


responsável", disse Urzúa na teleconferência. "Acreditamos firmemente que as
agências reguladoras, tributárias e financeiras, precisam ser administradas de
forma transparente e com uma política clara de gerenciamento baseado em riscos".
O próximo governo, afirmou Urzúa, respeitará a autonomia do Banco Central do
México e manterá o sistema de câmbio flutuante. Além disso, a nova administração
reorientará os recursos para investimento público.

Obrador obtém maioria no Congresso e propõe plano para reduzir


migração

Andrés Manuel López Obrador teve uma noite de domingo triunfante: foi eleito presidente do México,
seu partido venceu quatro das oito eleições para governador, fez a prefeita da capital e obteve maioria
no Congresso. Ontem, adotou um tom conciliador em duas frentes importantes: tranquilizou os
mercados e quebrou o gelo com o presidente dos EUA, Donald Trump. Em conversa por telefone, eles
discutiram segurança e redução da imigração.

“Recebi um telefonema de Trump e conversamos durante meia hora. Eu lhe pedi que discutíssemos um
acordo integral e projetos de desenvolvimento que criem empregos no México. Com isso, podemos
reduzir a imigração e melhorar a segurança”, escreveu Obrador no Twitter.

Obrador assume a presidência apenas em 1.º de dezembro. Até lá, ele anunciou que fará um giro por
municípios, que ajudará sua equipe na elaboração do que ele chamou de “projeto de nação” – espécie
de refundação do país

APROXIMAÇÃO COM O CENTRO


A eleição do primeiro governo de esquerda em décadas simboliza a rejeição dos
mexicanos a governos anteriores, acredita Carlos Frederico Coelho, do Instituto de
Relações Internacionais da PUC-Rio.
— Trata-se de um fenômeno interno, do esgotamento de um modelo e da resposta
da população, que rechaçou de maneira acachapante a tecnocracia neoliberal que
ele representou — afirma ele ao GLOBO, lembrando ainda que o combate à
corrupção, bandeira abraçada por AMLO, influenciou no resultado. — Foi uma
questão com a qual os governos anteriores não conseguiram lidar, o que abriu uma
janela para López Obrador.

- negociação para a ampliação e o aprofundamento do acordo bilateral de


preferências comerciais (ACE-53). Foram realizadas, em 2017, três rodadas
negociadoras. O México é a segunda maior economia da América Latina e o
único país da Aliança do Pacífico com o qual o Brasil ainda não dispõe de um
acordo abrangente de comércio.

ARGENTINA

Dólar volta a disparar na Argentina


29/06/2018
BUENOS AIRES - A trégua durou pouco. Nesta sexta-feira, aprofundando uma
tendência que começou a aparecer em meados desta semana, o dólar voltou a
disparar na Argentina, chegando quase aos 30 pesos. Em relação ao dia anterior, a
moeda americana valorizou-se em 3,8% e no mercado oficial cada dólar está sendo
vendido a 29,76 pesos, novo recorde histórico para o país. A obtenção de um
crédito de US$ 50 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), o mais
alto já concedido pelo organismo, não foi suficiente para acalmar o
mercado e dar confiança aos investidores em relação ao programa
econômico do governo Mauricio Macri.

O recentemente nomeado ministro da Produção, Dante Sica, admitiu esta semana que a Argentina, com
exceção da Venezuela é, financeiramente, o país mais vulnerável da região. A taxa de risco do país está à
beira dos 600 pontos básicos e cada turbulência nos mercados externos, principalmente nos Estados
Unidos, tem forte impacto no país.

Na quinta-feira (14), a Câmara argentina aprovou a descriminalização do aborto até a


14ª semana de gestação, além de estender o prazo em alguns casos. Segundo a
notícia, resta ainda a aprovação do Senado argentino para que a legislação passe. Se
aprovada, a Argentina seria, junto ao Uruguai e a Cuba, um dos poucos países da
América Latina a permitir o aborto.

Valor Econômico – Argentina fecha pacote de ajuda de US$ 50 bi


com FMI
Por Marsílea Gombata | De São Paulo
O governo argentino anunciou ontem que fechou um acordo de crédito stand-by de US$ 50
bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em troca, o país terá de cortar gastos e
fazer ajustes na economia. O governo enviará ao Congresso um projeto de lei para dar mais
autonomia ao Banco Central e proibir a autoridade monetária de financiar o Tesouro.

O pacote implica como contrapartida um ajuste fiscal mais apertado do que o governo do
presidente Mauricio Macri vinha fazendo. As metas de déficit para os próximos anos foram
revistas.
Pelo acordo, a meta de déficit primário para este ano fica em 2,7% do PIB, a mesma estipulada
pelo governo no mês passado. Para 2019, porém, a meta passou de 2,2% para 1,3%. O
objetivo é chegar a um equilíbrio fiscal em 2020, em vez de um déficit primário de 1,2%, e em
2021 atingir superávit primário de 0,5% do PIB, no lugar de equilíbrio fiscal.

Valor Econômico - Governo Macri perde apoio e atravessa seu pior momento

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, vive seu pior momento


político desde que chegou ao poder. Depois da crise cambial que
derrubou o peso argentino, o índice de confiança em seu governo caiu
em maio para o menor nível desde dezembro de 2015. No curto prazo,
a dor de cabeça deve continuar.

o FMI (Fundo Monetário Internacional) deu o sinal verde para a continuidade


das negociações de um novo empréstimo para a Argentina. O valor e as
condições do financiamento, porém, ainda não foram estabelecidos. Em nota, o
FMI informou que a operação solicitada é de “acesso excepcional”, o que
significa que ela deve superar em pelo menos quatro a cinco vezes as cotas da
Argentina no fundo, que são atualmente de US$ 4,5 bilhões –numa operação
de cerca de US$ 20 bilhões, no mínimo. A intenção do governo de Mauricio
Macri é obter um empréstimo do tipo “stand-by”, o clássico socorro financeiro
do FMI a países em dificuldades.

Depois de sacrificar 10% das reservas internacionais e elevar a taxa de juros


para 40%, a fim de impedir as saídas de capitais, o governo do presidente
Mauricio Macri decidiu recorrer ao Fundo Monetário Internacional. Os
mercados expressaram falta de confiança na política econômica do governo,
no processo de tomada de decisão e na independência do Banco Central. A
elevação da taxa de juros pelo Federal Reserve afetou o fluxo de capital para
os países em desenvolvimento e contribuiu para desvalorizar suas respectivas
moedas, embora não nas mesmas proporções. As economias com grandes
desequilíbrios, como as da Turquia e da Argentina, revelaram sua
vulnerabilidade ao eventual aumento do crédito externo. Na metáfora de
Warren Buffet, quando a maré baixa, descobrimos quem estava nadando sem
roupa de banho. A Argentina precisa de financiamento externo abundante para
cobrir um grande déficit fiscal. O acesso ininterrupto, a um custo razoável, a
fontes externas de capital depende da confiança do investidor na coerência da
política do governo e na competência técnica dos responsáveis pela gestão
econômica. Essa confiança foi enfraquecida por decisões equivocadas, pela
falta de coordenação entre os membros da equipe econômica e por sinais
oficiais que criaram confusão. Em dezembro, pressionado pelo governo, o
Banco Central mudou a meta de inflação para cima, indicando a adoção de
uma postura monetária mais frouxa.

Crise econômica na Argentina: fuga de dólares. Taxa de juros chega a 40%.


Reservas internacionais erodem.
Inflação é o grande vilão. Chegará a 20% este ano.
Argentina recorre ao FMI para conter a crise.
Déficit em conta corrente muito alto.
Em tempos de crise cambial e de valorização do dólar no mundo, países com menores
reservas e maior dependência da moeda americana tendem a sofrer mais
Nas últimas semanas, houve uma corrida para compra da moeda americana no
mundo porque houve aumento de juros nos EUA - e há a expectativa de novas altas.
Relações Brasil – Argentina:
I Reunião do Diálogo Político-Estratégico Brasil-Argentina: Diálogo 2+2
 tem como objetivo estreitar a relação em defesa entre Brasil e Argentina

II Reunião do Mecanismo de Coordenação Política Brasil-Argentina


 criado em maio de 2016 e confere contornos formais e regularidade às
reuniões de coordenação de alto nível entre as duas Chancelarias.

2017 – visita do Presidente Mauricio Macri a Brasília


- Assinatura de Plano de Ação
- Além da ampliação dos fluxos de comércio e investimento, os Presidentes
enfatizaram iniciativas de combate a ilícitos na região fronteiriça.

Avanços:
- adoção de certificado de origem digital para agilizar transações
comerciais;
- a atualização do acordo para evitar a dupla tributação;
- a assinatura de acordo de cooperação em defesa civil e prestação de
serviços de assistência de emergência à população na área de fronteira;

Suriname

Maio 2018 - Visita do presidente do Suriname, Desiré Bouterse.


Durante a visita, serão assinados quatro ajustes complementares para a
execução de projetos de cooperação técnica: Consolidação e Ampliação da
Capacidade de Zoneamento Agroecológico e da Educação Ambiental do
Suriname; Evoluindo da Agricultura Itinerante para Sistemas Agroflorestais no
Suriname: Segurança Alimentar por meio da Agricultura Sustentável;
Introdução do Cultivo Sustentável do Açaí no Interior do Suriname; Programa
de Alimentação Escolar em Koewarasan, Distrito de Wanica. Em matéria de
segurança, será firmado, também, Memorando de Entendimento em
Cooperação Interinstitucional entre a Polícia Federal do Brasil e o Corpo de
Polícia do Suriname. Na área econômica, haverá assinatura de Acordo de
Cooperação e Facilitação de Investimentos entre os dois países.

O Suriname é parceiro estratégico do Brasil na fronteira norte. Os países


mantêm tradicional agenda de cooperação técnica e em Defesa. O comércio
bilateral voltou a crescer em 2017, alcançando US$ 40,1 milhões, com
superávit a favor do Brasil de US$ 29,4 milhões.

OTCA

Em 2017, o Brasil manteve atuação destacada na Organização do Tratado de


Cooperação Amazônica (OTCA), em especial no programa de
monitoramento do desmatamento ilegal, cujos resultados permitiram
construir pela primeira vez mapas regionais do desmatamento na
Amazônia; no projeto de gestão de recursos hídricos na bacia amazônica;
e no projeto de combate a incêndios florestais.
CÚPULA DAS AMÉRICAS - 2018

Tema: “Governabilidade democrática frente à corrupção”


A prevenção e o combate à corrupção são fundamentais para o fortalecimento
da democracia e o Estado de Direito em nossos países
Reafirmando o nosso compromisso com os tratados em matéria de luta contra
a corrupção, como a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção
(CNUCC) e a Convenção Interamericana contra a Corrupção (CICC).

1ª edição da Cúpula: 1994 (Miami) – proposta de criação da ALCA.


2005: Cúpula de Mar del Plata: ALCA foi descartada.
2001: Cúpula de Québec: Carta Democrática Interamericana – documento da
OEA.
2015: Panamá: 1º encontro entre Obama e Raúl Castro. Aproximação.
2018: Lima: 1ª vez que um mandatário dos EUA não participa do encontro.

Declaração sobre a situação na Venezuela adotada na VIII Cúpula das Américas

ESTADOS UNIDOS

Trump cobra dinheiro e compromisso de países aliados da


Otan
Entre os países que receberam a reprimenda escrita estão Alemanha, Bélgica,
Canadá e Noruega.

Trump envia carta a aliados da OTAN cobrando o aumento dos gastos com defesa em
cada país. Presidente estadunidense diz que seu país “está perdendo a paciência” e que
não será mais onerado pela segurança de outros países.

Trump disse ainda que o pouco investimento alemão em defesa "mina a segurança
da aliança" e serve como legitimação para outros países que não queiram gastar
com segurança —já que a Alemanha "é tida como um modelo".

Ele critica o fato de muitos países da aliança não cumprirem o compromisso


assumido em 2014 de gastar 2% de seu produto interno bruto na defesa nacional.

O presidente americano vai reunir com seu homólogo russo, Vladimir Putin, na sequência da cúpula da
Otan em Bruxelas. Um dos temas da reunião na Finlândia, no dia 16 de julho, será a presença das forças
da aliança ocidental no Leste Europeu, uma pedra no sapato de Putin.

Suprema Corte dos EUA valida decreto migratório de Trump


Decisão, considerada antimuçulmana, fecha fronteiras para cidadãos
do Iêmen, Síria, Líbia, Irã, Somália, Coreia do Norte e Venezuela.
A terceira versão do decreto, de setembro passado, que inclui a
Coreia do Norte e a Venezuela além de seis países de maioria
muçulmana, pareceu aceitável para a maioria dos juízes.

A economia dos EUA vai bem como diz Trump?

"Nossa economia talvez esteja MELHOR do que nunca. Empresas estão com ótimo
desempenho e voltando para os Estados Unidos, e os números do emprego são os
melhores em 44 anos."
Trump tem alguma razão: a economia americana está bem. Apesar dos muitos
conflitos comerciais cozinhando entre o país e vários de seus maiores parceiros, do
Canadá à UE e à China, os EUA parecem estar com a saúde robusta em uma série de
indicadores.
De acordo com dados da Federação Nacional das Empresas Independentes (NFIB, na
sigla em inglês), em 2018, o otimismo entre os donos de pequenas empresas é o
maior pelo menos desde 1973, quando teve início a série histórica para medir essa
percepção. Uma parcela crescente dos empresários diz que agora é uma boa hora
para expandir os negócios.
O amplo pacote de reformas tributárias, aprovado em dezembro do ano passado,
animou empresas americanas.
As promessas liberais de desregulamentação do mercado – e ações crescentes nesse
sentido – que acompanharam a sanção das reformas de impostos
também entusiasmou líderes corporativos e os uniu em apoio à causa de Trump.
Os investimentos também tiveram veloz aumento, proporcional ao dos ganhos de
empresas americanas listadas na bolsa no primeiro trimestre deste ano. Esse fator
consolidou um sentimento crescente de otimismo no consumo interno, refletido em
dados que mostram um aumento de 6% nos gastos no varejo e no setor hoteleiro
entre maio de 2017 e maio de 2018.
Com a alta tanto da confiança das empresas quanto dos consumidores, alguns
economistas começaram a aumentar seus prognósticos de crescimento para os
Estados Unidos.
Indicadores de peso também ostentam boa saúde. Orbitando em torno de 3,8%, a
taxa de desemprego está em seu nível mais baixo em 18 anos, e o país está na
iminência do pleno emprego.
Críticos das medidas econômicas de Trump já chegaram a argumentar que várias das
tendências que ele aponta como conquistas suas já estavam se articulando há vários
anos por fazerem parte de uma recuperação econômica gradual que se seguiu aos
piores anos da crise financeira global. Porém, cada vez mais, são as políticas em prol
das empresas e a retórica de Trump que parecem estar impulsionando a perspectiva
econômica favorável no país.
Ainda assim, vale lembrar que, apesar dos dados econômicos inegavelmente positivos
– e para alguns dos quais é justo dar crédito a Trump –, ainda é cedo para avaliar o
impacto das políticas econômicas do presidente americano. Os cortes nos impostos
foram implementados há pouco menos de seis meses. Ao mesmo tempo, a
possibilidade de as atuais tensões comerciais escalarem para uma guerra
comercial continua forte.
a possibilidade de sérias retaliações desses países apresenta uma ameaça ao bem-
estar econômico americano.
Em abril, mais de mil economistas – incluindo 14 vencedores do Prêmio Nobel –
escreveram uma carta a Trump, alertando que seu "protecionismo econômico" poderia
repetir os erros que os Estados Unidos fizeram nos anos 1930.
"Se você olhar para trás, para os livros de História, verá que, quando foi
aprovada a Lei de Tarifas Smoot-Hawley, em 1930, alguns dos economistas mais
famosos dos EUA naquela época assinaram uma longa petição exortando o
Congresso a não aprová-lo.
O presidente Hoover assinou a lei relutante, mas os economistas estavam
preocupados e, no fim, ficou provado que eles estavam certos. Essa lei de
tarifas causou retaliações, os europeus e os canadenses revidaram em 1930 e
1931 e acabamos tendo uma guerra comercial que acompanhou a Grande
Depressão".

Após saída dos EUA, ONU diz que Conselho tem importante papel na defesa dos
direitos humanos

Em resposta à saída dos Estados Unidos na terça-feira (19) do Conselho de Direitos


Humanos da ONU, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que
preferiria que o país permanecesse no órgão.
Em comunicado emitido pelo porta-voz Stéphane Dujarric, o chefe da ONU disse que
o órgão com sede em Genebra era parte da “arquitetura” de direitos humanos das
Nações Unidas, que tem papel importante na promoção e proteção dos direitos
humanos no mundo todo.
O Conselho de Direitos Humanos é um órgão inter-governamental de 47 membros,
que além de promover e proteger os direitos humanos, também combate violações de
direitos e faz recomendações aos países.

Os membros são eleitos pela Assembleia Geral da ONU.


a embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, disse ao lado do secretário de
Estado, Mike Pompeo, que o Conselho de Direitos Humanos era politicamente
“enviesado” contra Israel. Eles também criticaram o que consideravam uma política do
órgão de admitir países que violavam os direitos humanos.

Cela fait plus d’un an que les Etats-Unis menacent de quitter cette instance onusienne.
A la mi-2017, la représentante américaine auprès des Nations unies, Nikki Haley, avait
appelé à une profonde réforme de celle-ci.
Les Etats-Unis, dont le mandat au Conseil s’achevait en principe en 2019, avaient
notamment réclamé que l’exclusion des Etats membres qui commettent de graves
violations des droits de l’Homme soit votée à la majorité simple et non aux deux tiers.
Ils avaient aussi demandé un renforcement du processus de sélection des Etats
membres.
Washington voulait aussi que la question des « droits de l’homme en Palestine » ne
soit plus systématiquement mise à l’ordre du jour du CDH. Washington dénonce
depuis toujours le fait qu’Israël est le seul pays au monde ayant un point fixe (appelé
point 7) à l’ordre du jour de chaque session, soit trois fois par an.
Ce n’est pas la première fois que les Etats-Unis vont être absents de ce Conseil. Sous
le républicain George W. Bush, ils avaient boycotté le CDH dès sa création, avant de
le rejoindre sous l’administration du démocrate Barack Obama.
Depuis l’arrivée de Donald Trump à la Maison Blanche début 2017, les Etats-Unis se
sont retirés de l’Unesco, ont coupé plusieurs financements à des organes de l’ONU et
annoncé notamment leur retrait de l’Accord de Paris sur le climat et de l’accord
nucléaire avec l’Iran endossé par les Nations unies.

Reunião do G7 – Canadá
The New York Times (EUA) – Trump Calls for Russia to Be
Readmitted to G-7
WASHINGTON — President Trump called on the world’s leading economies on Friday to
reinstate Russia to the Group of 7 nations four years after it was cast out for annexing Crimea,
once again putting him at odds with America’s leading allies in Europe and Asia.

G7 summit fails to calm trade tensions as Trump refuses to endorse joint


statement
US President Donald Trump refused to endorse a joint communique after G7
members appeared to have agreed on "rules-based" trade. The German
government says it stands by the document despite Trump's rejection.
The summit between the United States, Germany, France, Japan, Canada,
Britain and Italy was one of the most fractious ever, and the agreement on a
final communique could not paper over differences on trade, the environment
and the international nuclear deal agreed with Iran in 2015.

Yet a deep rift was highlighted as host Canadian Prime Minister Justin Trudeau
ended the summit by saying he would move forward with retaliatory tariffs
against the United States starting on July 1. He called US tariffs under the
pretext of national security "kind of insulting" and said Canada would not be
"pushed around."

Trudeau’s Challenge: Managing Trump and Domestic Politics

After the disastrous finale of the Group of 7 summit meeting, Mr. Trudeau is
now caught in a tight spot between the unpredictable President Trump and the
powerful Canadian dairy industry, the current target of Mr. Trump’s escalating
trade threats.

Mr. Trump rewarded the effort with his hard-line positions on reworking the
North American Free Trade Agreement, duties on Canadian lumber, steel and
aluminum, and insistence that national security concerns justified those
measures — to Canadians, an insulting position to take.

Now Mr. Trump is challenging Canada’s longtime dairy system, which uses high
tariffs to largely exclude imports. He is also angry about exports from the
Canadian automotive industry, the backbone of the country’s manufacturing.

Oddly, though, Mr. Trump’s attacks — and especially his extraordinarily


personal vitriol about Mr. Trudeau over Twitter as he departed the Group of 7
talks — may have revitalized the prime minister’s political career even as his
popularity in polls was falling and questions about his leadership growing.

Visita de Merkel aos EUA – abril 2018


Pauta:
a) disputas comerciais / tarifas dos EUA ao aço e alumínio.
UE já notificou a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as
contramedidas planejadas: tarifas sobre uma série de produtos americanos,
inclusive uísque e motocicletas Harley-Davidson, conforme elaboradas pela
Comissão Europeia, o órgão executivo do bloco.
b) Contribuições à OTAN: EUA querem que a Alemanha aumente os
gastos com a Organização.
c) EUA querem que a Alemanha se oponha ao Nord Stream 2, gasoduto
em construção no mar Báltico para levar mais gás da Rússia para a
Alemanha.

EUA x Rússia:
- nova rodada de sanções dos EUA contra aliados de Putin.
As medidas foram tomadas devido a uma série de ações de Moscou em
diferentes assuntos, incluindo a interferência na eleição americana em 2016, a
anexação da Crimeia e a atuação na guerra da Síria.

A decisão, tomada após pressão do Congresso americano, congela os bens de


sete oligarcas russos e de 12 empresas controladas por eles, assim como de
outras 17 autoridades do governo. Todos também ficam proibidos de fazer
negócio com companhias americanas.

As sanções acontecem em meio ao aumento das tensões entre o Ocidente e


Moscou, acirradas pelo caso do ex-espião russo Serguei Skripal, envenenado
em território britânico. Londres culpou o governo de Putin pela ação e recebeu
o apoio de Washington e da União Europeia, com os dois lados expulsando
diplomatas.

Política migratória dos EUA:

Junho:
49 crianças brasileiras estão separadas de pais nos EUA, mostra nova lista
Uma nova lista compilada pelo governo dos Estados Unidos e enviada a autoridades
do Brasil mostra que pelo menos 49 crianças brasileiras estão em abrigos para
menores pelo país, separadas dos pais.
Crianças imigrantes têm sido separadas dos pais ao atravessarem a fronteira dos
EUA, em decorrência da política de tolerância zero da administração de Donald Trump
–que, em abril, passou a processar criminalmente os estrangeiros pelo crime de
travessia ilegal, enviando-os a presídios federais
Desde então, pelo menos 2.000 crianças foram apartadas dos pais e encaminhadas a
abrigos, num período de seis semanas, segundo o governo americano. Nesta quarta,
o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva (equivalente a um decreto
presidencial) determinando que os integrantes de famílias detidas na fronteira fiquem
juntos enquanto transcorre o processo pela entrada ilegal.
Os dois antecessores imediatos de Donald Trump, o democrata Barack Obama
e, antes dele, o republicano George W. Bush, enfrentaram picos de imigração
irregular e endureceram as condições, mas nenhum adotou esta política de
separar os menores.
Em 2005, Bush inaugurou a política de “tolerância zero” através de um programa
chamado Operação Streamline (“otimização”), que supunha a abertura de
processo criminal contra os indocumentados, com julgamentos rápidos e, às
vezes, coletivos. Entretanto, os imigrantes com filhos se beneficiavam de exceções.
Obama recorreu a este programa em alguns momentos, mas não era comum que
imigrantes fossem processados ao entrarem pela primeira vez no país, e as
famílias eram mantidas unidas exceto em casos pontuais de tráfico de drogas ou
graves antecedentes penais.
O presidente dos EUA quer que os legisladores adotem uma nova legislação
migratória mais restritiva, não só contra a imigração irregular, mas também contra a
legal. Solicita também que o Congresso libere 25 bilhões de dólares (93,2 bilhões de
reais) para a construção de um muro na fronteira do México, uma de suas promessas
estelares. Como fez com os jovens imigrantes que chegaram ilegalmente na infância e
cresceram nos EUA (os dreamers, sonhadores), Trump usa agora o drama dos
menores separados como forma de pressão para obter a reforma migratória que
deseja.
Não há nenhuma lei que obrigue o Governo a separar famílias, como falsamente
afirma Trump.
Por que o presidente critica os tribunais migratórios?
Quase 700.000 casos se acumulam nos tribunais de imigração à espera de serem
resolvidos. Em 2009, eram 225.000 casos. Os tribunais de imigração dependem do
Departamento de Justiça, ou seja, são parte do Poder Executivo, e não do Judiciário.
O Governo de Trump quer acabar com esses atrasos. Em outubro entrará em
funcionamento um sistema de cotas que exigirá dos juízes que completem 700 casos
por ano, e que menos de 15% de suas decisões sejam reformadas por um tribunal
superior.
A lentidão judicial obriga alguns dos imigrantes a esperarem vários anos até que se
determine a data do julgamento que decidirá se serão ou não deportados dos EUA.
Normalmente, durante esse intervalo eles são mantidos sob liberdade vigiada e
autorizados a trabalharem no país, para poderem ter recursos de subsistência e
porque é muito mais barato que mantê-los sob custódia, mas os republicanos se
queixam do risco de que os imigrantes não se apresentem ao julgamento.
Quem são as 1.500 crianças ‘perdidas’?
Os Serviços Sociais admitiram em abril que, poucos meses depois de serem
transferidos para famílias de acolhida, perdeu-se a pista de 1.475 crianças que
tinham chegado completamente sozinhas aos EUA. O motivo é que os tutores
não atendiam o telefone. Há quem alegue que agem assim porque a maioria dos
familiares é de imigrantes indocumentados, que temem ser deportados ou
porque querem evitar que as crianças se apresentem perante o juiz
Sim. Nos primeiros meses da presidência de Trump, desabou o número de imigrantes
detidos após cruzar a fronteira ilegalmente. Mas essa tendência terminou. Maio de
2018 foi o mês com mais prisões de imigrantes detidos após cruzar a fronteira nos 16
meses de mandato do republicano
A polícia fronteiriça deteve 51.912 pessoas procedentes do México, mais que o dobro
das 19.940 detenções de maio de 2017. Pelo terceiro mês consecutivo, as apreensões
se mantiveram acima das 50.000, e continuam subindo. A cifra de maio, entretanto, se
mantém abaixo dos 55.442 detidos nesse mesmo mês de 2016, e dos 68.804 de
2014, sob o Governo de Obama, quando houve uma onda de menores que viajavam
sozinhos para os EUA.

Crianças do Brasil são separadas dos pais nos EUA


Os irmãos brasileiros de 8, 10 e 17 anos chegaram ao abrigo para menores em
Tucson, no Arizona, às 9h30 do dia 29. Assustados, choravam sem saber onde estava
a mãe, com quem haviam cruzado a fronteira do México com os EUA. Apreendidos,
eles passaram a fazer parte da estatística mais cruel do governo de Donald Trump, a
de famílias de imigrantes separadas em razão da política de “tolerância zero” do
presidente.
Nas seis semanas entre os dias 19 de abril e 31 de maio, 1.995 menores foram
enviados para centros como o que recebeu os três irmãos
m fevereiro, a maioria das crianças havia sido apreendida quando cruzava a fronteira
desacompanhada. Nesses casos, as autoridades tentavam localizar pais ou familiares
que poderiam se responsabilizar por elas. “Quando os menores chegavam no centro,
eles já sabiam que seriam reunificados com a família.”
A situação mudou com a determinação de Trump de processar todos adultos
criminalmente sob a acusação de entrarem nos EUA de maneira ilegal e enviá-los a
prisões federais. Nas últimas semanas, Davidson passou a ver um número crescente
de menores que haviam sido separados dos pais na fronteira, que chegavam ao
abrigo sem saber o que aconteceria no futuro. “
té mesmo integrantes do Partido Republicano se declaram desconfortáveis com a
prática.

Maio 2018 –
EUA anunciam fim de proteção a 57 mil imigrantes hondurenhos
Com fim do TPS, mais de 500 mil perderão direito de viver no país
Em mais uma rodada de aperto nas condições migratórias, o governo de Donald
Trump anunciou ontem o fim do Status de Proteção Temporária (TPS) a 57 mil
hondurenhos. Com isso, são cerca de 530 mil pessoas que perderão, nos próximos
meses, a autorização especial para viver e trabalhar nos Estados Unidos por questões
humanitárias, como benefícios para vítimas de catástrofes naturais.

O Globo – Migrantes de caravana começam a entrar nos EUA


Desde que grupo de mil pessoas chegou ao México, Trump promete que não
os deixará entrar nos EUA

Maio 2018 - DECA – Programa Dreamers


Os imigrantes conhecidos como dreamers (“sonhadores”), que chegaram aos
Estados Unidos ilegalmente quando crianças, festejaram ontem mais uma
vitória judicial contra o governo de Donald Trump, que pretende extinguir um
programa criado para suspender a deportação. O juiz federal John Bates, de
Washington, foi o terceiro a considerar ilegal a decisão de pôr fim à Ação
Diferida para Chegadas na Infância (Daca, em inglês), implantada em 2012
pelo antecessor de Trump, Barack Obama. A iniciativa beneficia 700 mil jovens,
na maioria latinos, que receberam visto temporário de residência e permissões
para trabalhar e cursar universidades.

America is on track to admit the fewest refugees in four decades


From 2013 to 2017, Muslims made up 41% of admitted refugees. But more than
halfway through the current fiscal year, they make up just 17%.

Relações bilaterais

EUA podem fechar acordo para lançar foguetes e satélites


de base no Brasil
O Governo dos Estados Unidos iniciou tratativas com o Governo do Brasil para
parceria de lançamento de foguetes e satélites na Base de Alcântara, no Maranhão
- mas eventual contrato deve ficar para 2019. O tema foi parte da pauta entre o
presidente Michel Temer e o vice norte-americano, Mike Pence, semana passada.
Fato notório, a economia de 30% de combustíveis em relação à base de Cabo
Canaveral (EUA) e a posição geográfica da base interessam há anos a americanos e
europeus. Há um porém, e bilionário, no meio desse espaço aéreo. O trato atual
com o governo da Ucrânia sobre Alcântara, no qual já foram gastos R$ 500 milhões
e nenhum lançamento feito. O Brasil propôs em 2016 a dissolução do acordo e a
Ucrânia pede R$ 2 bilhões em multa.

Comunicado Conjunto sobre Cooperação Espacial Brasil-EUA

- reafirmam seus respectivos apoios a atividades que elevam o grau de conhecimento


sobre o espaço exterior e melhoram seu desenvolvimento pacífico, o que é de seu
interesse mútuo e contribui para a prosperidade de ambos os países e do mundo;
- consideram que benefícios serão obtidos por ambos os lados a partir do avanço nas
atividades da cooperação nos usos pacíficos do espaço exterior, tais como missões
espaciais tripuladas, ciências espaciais e iniciativas comerciais e civis na área espacial;
- reconhecem a crescente importância das atividades espaciais e saúdam os recentes
esforços com vistas a robustecer esse setor em seus respectivos países, tais como o
estabelecimento do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro e o
restabelecimento do Conselho Nacional do Espaço dos Estados Unidos;
- recordam a entrada em vigor, no dia 3 de abril de 2018, do novo Acordo-Quadro
entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados
Unidos da América sobre a Cooperação dos Usos Pacíficos do Espaço Exterior;
-comprometem-se a promover a continuidade do relacionamento mutuamente benéfico
nesse campo no futuro, através de instrumentos que favorecem iniciativas conjuntas de
cooperação no espaço exterior;
- saúdam, também, os entendimentos entre a Agência Espacial Brasileira e a
Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos na cooperação no
projeto relativo à Observação Preventiva da Cintilação (SPORT), que tem por fim para
estudar fenômenos ionosféricos que causam transtornos à rede do Sistema de
Posicionamento Global (GPS) e aos sistemas espaciais de comunicação.

Junho 2018: visita do Mike Pence:


O chanceler brasileiro destacou o estágio extremamente positivo das relações bilaterais
e o avanço, pelo diálogo, da "Agenda de 10 pontos" entre 🇧🇧 e 🇧🇧, estabelecida em
2017.
Sobre a questão migratória recente, Aloysio Nunes destacou a disposição dos #EUA em
ajudar a apressar a unificação das famílias brasileiras que foram separadas em razão
das medidas adotadas por aquele governo.
Aloysio Nunes também informou que, caso as famílias brasileiras nos 🇧🇧assim
decidam, o governo brasileiro oferecerá os meios para trazê-las de volta ao país.
Recordou que o 🇧🇧 tem uma Lei de Migração baseada em princípios muito diferentes
da legislação dos EUA. Ao contrário do que ocorre nos 🇧🇧, a lei brasileira impede a
criminalização da imigração de maneira muito clara. "Os EUA têm a sua legislação, e é
preciso que as pessoas saibam que o governo dos Estados Unidos está disposto a aplicá-
la", afirmou o chanceler.
A respeito da imposição de cotas sobre o aço, informou que Brasil🇧🇧 e
EUA 🇧🇧 seguirão dialogando sobre o assunto.
O chanceler brasileiro mencionou que as partes trataram de acordos nas áreas
de #comércio, #ciência e #tecnologia, #salvaguardas #tecnológicas e outros como "Céus
Abertos", acordo de colaboração no combate aos #crimes #transnacionais e acordo de
previdência social, o que trará benefícios a centenas de milhares de brasileiros que
vivem nos #EUA. Sobre #Venezuela, o ministro recordou a posição do Brasil🇧🇧 de
rechaço à adoção de sanções unilaterais.
"Para nós, o tema da #Venezuela está colocado onde deveria estar, que é Organization
of American States (OAS) (Organização dos Estados Americanos). Nós somos contra
qualquer iniciativa unilateral em matéria de sanções", afirmou Aloysio Nunes.
O estoque de investimento externo direto norte-americano no Brasil somou, em 2016,
US$ 103,6 bilhões, e o do Brasil nos EUA, US$ 36,9 bilhões. Os investimentos
brasileiros geram em torno de 100 mil empregos diretos nos #EUA 🇧🇧🇧🇧

Em Manaus, o vice-presidente Mike Pence visitará centro de abrigo para conhecer a


experiência brasileira de acolhimento aos migrantes e refugiados deslocados pela grave
crise humanitária na Venezuela.

Temer deve promulgar acordo Brasil-EUA sobre Previdência

Itamaraty aciona embaixada dos EUA e cobra “reunião familiar” de brasileiros

Junho 2018: O presidente Michel Temer assinou, nesta quarta-feira, 26, o


decreto de promulgação que ratifica acordo de “céus abertos” entre Brasil e
Estados Unidos, firmado em 2011 entre os expresidentes Dilma Rousseff (PT) e
Barack Obama. O acordo estabelece que abertura ou fechamento de novas rotas
áreas entre Brasil e Estados Unidos passarão a ser livres, de acordo com a decisão
das empresas. Ou seja, não haverá mais o limite atual de 301 voos semanais.

Acordo de visto eletrônico entre Brasil e EUA aumenta pedidos de


visto em 41%

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o número de concessões de vistos


aumentou 41% desde janeiro deste ano em relação a 2017.

G1 - Aloysio Nunes anuncia retomada da negociação do uso da base de


Alcântara pelos Estados Unidos
Aloysio Nunes, anunciou a retomada de negociações para um Acordo de
Salvaguarda Tecnológica (AST) que permitirá a utilização da Base de
Lançamento de Alcântara, no Maranhão, pelos Estados Unidos. A
Maio –
Visita do vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, John J. Sullivan –
Brasília, 22 de maio de 2018
- Foro Permanente de Segurança Brasil-EUA: combate aos ilícitos transnacionais.
- narcotráfico, tráfico de armas, delitos cibernéticos, lavagem de dinheiro e crimes
financeiros, terrorismo e cooperação institucional.
- ratificação do Acordo sobre Transportes Aéreos (acordo “Céus Abertos).

Governo americano impõe taxa de até 226% sobre resina PET


- contenciosos comerciais entre BR e EUA.

Imbróglio comercial – efeitos da imposição de quotas ao comércio de aço.


EUA impuseram restrições voluntárias de aço ao Brasil (não aplicou tarifas,
como foi feito com a China).

2017 – Viagem do MRE Aloysio Nunes a Washington. Na ocasião, foi


apresentada a Agenda de Dez Pontos para o relacionamento bilateral, com
iniciativas nas áreas de comércio, investimentos, aviação civil, espaço exterior,
infraestrutura, agricultura, saúde, inovação, defesa e segurança.

Cooperação Brasil – EUA em meio ambiente


O Projeto Conservação dos Recursos Biológicos da Amazônia, parceria com a
agência americana USAID, receberá recursos adicionais de US$ 30 milhões ao
Programa de Cooperação Técnica Brasil-Estados Unidos.
Firmada em 2014, a cooperação, alinhada ao programa Áreas Protegidas da
Amazônia (Arpa), também teve seu período de vigência, inicialmente previsto para
cinco anos, estendido até 2024. No total, o governo americano investirá 80 milhões de
dólares no programa.

Política interna

EUA suspendem política de tolerância zero para famílias imigrantes

Os agentes de fronteira dos EUA deixarão, por ora, de recomendar a denúncia


criminal de imigrantes acompanhados de menores que cruzem a fronteira
ilegalmente —o que, na prática, interrompe a política de tolerância zero anunciada
pelo governo de Donald Trump. A informação foi confirmada pelo chefe da
Patrulha da Fronteira Americana (CBP, na sigla em inglês), Kevin McAleenan,
nesta segunda-feira (25). A Casa Branca informou que esta é uma solução
"temporária", que se deve à absoluta "falta de recursos" do Estado para processar
e abrigar todos os imigrantes, segundo a secretária de imprensa, Sarah Sanders.

Economia
Na quarta-feira (13), o banco central norte-americano (FED, na sigla em inglês)
anunciou o aumento da taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25% (de
1,75% para 2%). Segundo as notícias, esse teria sido o segundo aumento de juros
em 2018, mas quatro aumentos estariam previstos para o ano. Ainda de acordo
com as notícias, a medida foi justificada pelo FED diante da queda no desemprego, do
aumento dos gastos e da alta da inflação.
Ainda na quarta-feira (13), após o anúncio do FED, o Banco Central (BACEN)
atuou para limitar a alta do Dólar no Brasil. Segundo a notícia, o BACEN teria
anunciado nova intervenção no mercado, fundamental para conter a valorização
da moeda, embora a Bolsa tenha fechado em queda.

Déficit público dos EUA vai superar US$ 1 tri já em 2020.


Causas:
- pressões nas finanças públicas causadas pelo corte de impostos aprovado
pelos republicanos e pelo aumento dos gastos públicos.

Entre os motivos da desaceleração do crescimento estão os juros mais altos


definidos pelo Federal Reserve.

Com a dívida continuando a subir, o país será forçado a dedicar uma parcela
crescente dos gastos públicos para o serviço da dívida.

EUROPA

Integração europeia

Governo Merkel ganha sobrevida com pacto migratório


A chanceler alemã, Angela Merkel, e seu ministro do Interior, Horst Seehorf, líder
do partido bávaro União Social-Cristã (CSU), que integra a aliança governista,
chegaram ontem a um acordo sobre imigração. Com o pacto, Merkel deu sobrevida
a seu governo, que depende da coalizão com a CSU.
No domingo à noite, Seehorf chegou a apresentar sua renúncia, em uma estratégia
para pressionar Merkel a endurecer sua política migratória. Ontem, recuou em sua
decisão e saiu de uma reunião com a chanceler satisfeito, anunciando um acordo
para “impedir a imigração ilegal na fronteira entre a Alemanha e a Áustria”.

Acordo sobre imigração assinado no último dia 27, conta com a criação de centros de
triagem fora do continente europeu. Nesses centros seria realizada a divisão entre
refugiados e migrantes econômicos. Medida vai de acordo com interesses do governo de
Conte e pretende investir mais de U$ 500 bilhões em países do norte da África e Turquia.

Buscando manter seu governo, Merkel fecha acordo com aliados bávaros que sustentam
seu mandato. Acordo põe fim a política de “braços abertos” para imigração implantada em
2015.

Merkel explicou que manterá os imigrantes em centros de trânsito na Alemanha, enquanto


é negociado o retorno deles aos países da União Europeia em que foram inicialmente
registrados como solicitantes de refúgio. Ela disse que o acordo entre a CSU e seu partido,
a União Democrata-Cristã (CDU), garantirá o princípio de liberdade de movimento dentro
da UE enquanto permite à Alemanha adotar “medidas nacionais” para limitar a chegada de
imigrantes.

Os postulantes ao asilo político serão obrigados a permanecer nos abrigos até que a
tramitação do pedido termine. Antes, o governo alemão permitia que eles
circulassem pelo país enquanto o governo analisava a solicitação.
Em caso de negativa alemã, eles retornarão aos países da União Europeia por onde
entraram, conforme acordos. A cessão ao parceiro de governo deu fim à política de
acolhida de refugiados pela qual Merkel foi elogiada.

Ela, porém, comemorou ter chegado, “depois de uns dias difíceis e umas duras negociações”, ao acordo.
“O espírito de parceria na União Europeia é preservado e ao mesmo tempo é um passo importante para
ordenar [a entrada dos imigrantes].”

Austria to push hardline migration policy in EU presidency

The Austrian document underscores how the government of Chancellor Sebastian


Kurz, which includes the far-right Freedom party, wants to use the country's six-
month EU leadership to push for a tough response to the political crisis over
migration.

Países europeus chegam a acordo para criar nova força militar conjunta

10 países.

A nova força militar conjunta para defender o continente que terá um


funcionamento à parte da União Europeia, anunciou o governo francês. Além de
Paris, a aliança contará ainda com Luxemburgo, Alemanha, Bélgica,
Dinamarca, Holanda, Estônia, Portugal, Espanha e Reino Unido —apesar da
decisão britânica de deixar o bloco, o "brexit". A Itália também chegou a
participar das negociações, mas adiou a decisão de sua participação devido à
recente mudança de governo em Roma.

A ideia de criar uma força conjunta no continente foi dada pelo presidente
francês Emmanuel Macron em setembro de 2017, mas foi recebida com
ceticismo. Muitos analistas questionaram a viabilidade de um novo acordo militar
na região que não incluísse nem a Otan —organização militar liderada pelos
EUA que tem participação dos principais países europeus— e nem a União
Europeia. Segundo a agência de notícias Reuters, a Alemanha inicialmente
também colocou em dúvida a ideia e defendeu que ela fosse feita dentro do
bloco, mas foi convencida pelo Reino Unido a aderir.

Itália e França pedem centros de imigração fora da Europa


O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, e o presidente francês, Emmanuel
Macron, pediram nesta sexta-feira, 15, a criação de centros para o processamento dos
pedidos de asilos de imigrantes em seus países de origem. "O perigo não começa nos
barcos", disse o chefe italiano, após a crise causada pelo barco Aquarius, que segue
para a Espanha com mais de 600 migrantes a bordo. A embarcação, fretada pela
ONU, inicialmente tinha a Itália como destino, mas o país recusou sua entrada.
Macron reiterou o pedido, dizendo ser a favor de sucursais das agências para lidar
com a questão no outro lado do Mar Mediterrâneo. Ele também pediu maior
solidariedade com o Estado italiano, que desde 2015 recebeu quase meio milhão de
imigrantes
queremos uma reforma profunda do sistema de Dublin", disse o presidente,
referindo-se ao regulamento europeu determinando que imigrantes devem pedir
asilo no primeiro país europeu onde chegarem. Para a Itália, a regra impõe uma
carga desproporcional sobre os países do Mar Mediterrâneo, como Espanha, França e
Grécia.
As propostas não terão fácil aceitação, já que a UE apresenta grandes fraturas
quando o assunto é gestão da crise imigratória. Além disso, ainda há o grupo
conhecido como Visegrado, composto por Polônia, Romênia, Eslováquia e República
Checa, países contrários ao acolhimento de refugiados
Nesta semana, ministros da Alemanha, Áustria e Itália propuseram a criação de um
"eixo de voluntários" para lidar com a imigração ilegal, aumentando as tensões e
discordâncias no bloco. A declaração conjunta de França e Itália vem após tensões
entre os dois países.. Quando a Itália rejeitou a entrada do Aquarius, Macron acusou o
país vizinho de "cinismo e irresponsabilidade". Em resposta, Roma criticou a França
por "desviar o olhar em matéria de imigração"

A Itália e os imigrantes
O homem forte do novo governo italiano, Matteo Salvini, não tardou em mostrar seus
músculos. É verdade que ele ocupa um ministério feito sob medida para sua ambição:
o do Interior. Neste posto, ele poderá aplicar as doutrinas da Liga, partido de extrema
direita liderado por ele, nascido no norte rico e fundado no desprezo pelos imigrantes.
Uma oportunidade de ouro lhe favoreceu: migrantes vindos da Líbia tinham sido
recolhidos no mar, ao custo de manobras muito perigosas, pelo barco humanitário
Aquarius. Roma aproveitou a oportunidade para pedir ao navio que recolhesse outros
imigrantes que haviam sido salvos pela Guarda Costeira italiana.
Estranho! Sem dúvida, Salvini queria “completar a lotação” e demonstrar a firmeza do
novo poder italiano frente ao “negócio da imigração”. O resultado é que o Aquarius
estava cheio quando subitamente recebeu a proibição de desembarcar em um porto
italiano. O navio fez meia-volta, acelerou em direção a Malta, que se recusou a
substituir a Itália falida. Resultado: mais de 600 imigrantes em extrema angústia em
um navio navegando “para lugar nenhum”.
A idade de ouro da Itália acabou. Os imigrantes e o euro tiveram suas razões. E os
dois partidos extremistas, a Liga e o Movimento 5 Estrelas (M5S), aproveitaram para
subir no topo do pódio, associando, contra toda a lógica, os ricos industrialistas do
norte (a Liga) e os “esquecidos” do sul (M5S). Juntos, criaram um problema tão lógico
quanto se o mesmo carro fosse puxado por um touro e por uma velha galinha
depenada.
Colocamos em dúvida suas chances de sobrevivência. Deve-se notar que os
imigrantes à deriva causaram o primeiro ranger de dentes. Até o ministro dos
Transportes, Danilo Toninelli, do M5S, demorou para obedecer às ordens dadas por
Salvini.

Espanha receberá navio com 629 imigrantes barrado por Itália e Malta
Depois de horas de um impasse diplomático entre países europeus, a Espanha
anunciou nesta segunda-feira, 11, que receberá o barco Aquarius com 629 migrantes,
atualmente parado em águas do Mediterrâneo. No domingo, Itália e Malta se negaram
a acolhê-lo.
Na quarta-feira (14), a União Europeia anunciou o aumento de 27% para 32% de sua
meta de consumo de energias renováveis até 2030. Segundo a notícia, o Parlamento
Europeu teria reivindicado, inicialmente, a meta de 35%, porém o compromisso de
32%, com possibilidade de revisão em 2023, foi estabelecido como meio termo.
O Acordo de Paris (2015)
A União Europeia apresentou a meta de reduzir em 40% suas emissões de CO2
e de chegar a uma fatia de 27% de energias renováveis.

UE estabelece meta de 32% de energias renováveis até 2030


Após longas negociações entre a Comissão Europeia, eurodeputados e países-
membros, a União Europeia (UE) concordou nesta quinta-feira (14/06) em aumentar
sua meta de consumo de energias renováveis, como eólica e solar, para 32% até
2030, em vez dos 27% previstos anteriormente.
A meta de 32% foi alcançada depois que países como Espanha e Itália, que estreiam
novos governos, defenderam na segunda-feira, durante um conselho de ministros
europeus de Energia em Luxemburgo, uma ambição mais elevada do que a
inicialmente sugerida pelos Estados.
O pacto estabeleceu ainda que a cota de 32% até 2030 seja novamente revisada em
2023, em função dos avanços tecnológicos que possam acelerar a transição
energética.
Grupos ambientalistas, no entanto, criticaram o acordo europeu alcançado nesta
quinta-feira, afirmando que as medidas não são ambiciosas o suficiente para atender
às metas de Paris.

Na quinta-feira (14), a União Europeia aprovou uma lista de produtos norte-


americanos que deverá sofrer tarifação, em resposta às taxas aplicadas pelos
Estados Unidos ao aço e ao alumínio. Segundo as notícias, as medidas foram
aprovadas por unanimidade, mas ainda deverão ser aprovadas pela Comissão
Europeia no próximo dia 20.

União Europeia prolonga sanções contra Rússia pela anexação da Crimeia


A União Europeia estendeu por mais um ano as sanções contra à Rússia pela
anexação da Crimeia, em 2014. Em declaração publicada nesta segunda-feira, o
bloco diz que se mantém "firmemente comprometido com a soberania e integralidade
territorial da Ucrânia".
Com a medida, as sanções permanecem em vigor até 23 de junho de 2019 e proíbem
a importação de produtos da Crimeia, cortam investimentos imobiliários
europeus na região e impedem que navios atraquem nos portos da península.
Além disso, as restrições também atingem bens e tecnologias que podem ser
usadas para transportes, telecomunicações e pelo setor energético.

Merkel e Macron defendem orçamento comum para a zona do euro


A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França,
Emmanuel Macron, concordaram nesta terça-feira (19/06) em fazer avançar reformas
para fortalecer a zona do euro contra futuras crises, incluindo a criação de um
orçamento comum para o bloco de 19 países.
Os detalhes principais sobre esse orçamento, no entanto, ainda serão discutidos
posteriormente com outros líderes da união monetária – que, inclusive, podem
oferecer certa resistência à medida.
O dinheiro, acrescentou o presidente francês, virá "de transferências de gastos
nacionais ou de taxações específicas, tanto nacionais como europeias".
Segundo os líderes, o orçamento conjunto servirá para impulsionar o investimento e
aproximar economicamente os diferentes Estados que compartilham a moeda comum.
Entre outras reformas defendidas por Macron e acordadas por Merkel está
transformar o chamado Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), introduzido
em 2012 para lidar com a crise na Grécia, num fundo monetário europeu, que
ofereceria empréstimos a países europeus em dificuldade.
Com o encontro em Meseberg, Merkel e Macron buscavam pactuar as posições dos
dois governos antes da cúpula de líderes da UE em 28 e 29 de junho, que deve se
concentrar em dois temas principais: o futuro da zona do euro e uma solução para a
crise de refugiados.

O difícil consenso sobre a política migratória europeia


Há três anos os Estados-membros da União Europeia deliberam sobre uma reforma
abrangente do sistema europeu de concessão de refúgio e sobre a proteção das
fronteiras externas do bloco. A Comissão Europeia apresentou a respeito um pacote
com sete propostas de emenda de lei.
Elas visam acelerar o processo de refúgio, unificar os critérios para o reconhecimento
de solicitantes, e possibilitar a devolução mais rápida dos migrantes que prossigam
viagem de um país da UE a outro.
No último encontro de ministros da UE sobre a migração, em Luxemburgo, só se pôde
constatar quão longe ainda se está de um acordo,
A principal pedra no caminho da reforma é o assim chamado Regulamento
Dublin III, estipulando que país-membro é responsável por quais requerentes de asilo.
A Comissão Europeia propusera aliviar a carga sobre os países de entrada,
sobretudo Itália e Grécia, com uma distribuição dos migrantes – sugestão esta
que diversos países da Europa Central e Oriental rechaçam terminantemente.
A questão migratória tem provocado severa disputai interna no governo da Alemanha,
depois que a CSU – partido irmão da União Democrata Cristã, de Merkel – propôs a
rejeição na fronteira dos migrantes que já tenham sido registrados em outros países
europeus.
A única coisa que Merkel pode tentar é abrir mão de uma solução europeia, em
favor de acertos com países isolados, como permite o Artigo 36 do Regulamento
Dublin III, a fim de acelerar os processos e encontrar soluções práticas nas
fronteiras internas da UE.
Um acordo assim já existe há seis anos entre a Itália e a França: a polícia de fronteira
francesa pode enviar de volta migrantes vindos do país vizinho, em bloco e sem
grande verificação das circunstâncias
o chanceler federal da Áustria, Sebastian Kurz, é um crítico veemente da política de
concessão de refúgio de Merkel, e quer criar um "eixo dos dispostos" para melhor
cerrar as fronteiras externas da União Europeia, evitando que os migrantes sequer
ingressem no bloco.
A premiê alemã poderia combinar com os Estados não pertencentes à UE a devolução
de refugiados e migrantes que os tivessem atravessado. No tocante à repatriação de
cidadãos dos respectivos países, a coisa funcionou bem, do ponto de vista da
Alemanha: caiu significativamente o número de solicitantes de refúgio da Sérvia,
Kosovo ou Albânia.
Questionável, contudo, é se esses países dos Bálcãs Ocidentais também estariam
dispostos a receber de volta migrantes de outras nacionalidades.
Para o comissário da UE responsável pela Migração, Dimitris Avramopoulos, a chave
para uma solução europeia é uma reforma do "sistema de Dublin", o qual, em sua
opinião, "não funciona mais". Porém, enquanto os países-membros bloquearem uns
aos outros nesse ponto, tampouco será possível implementar muitos outros aspectos
da reforma das regras de refúgio.
Merkel propõe até mesmo uma agência de refúgio europeia, que em sua versão
final já tomaria as decisões concernentes nas fronteiras externas da UE.
Entretanto ainda podem transcorrer anos até que se chegue a essa solução europeia
– se é que se chegará. Pois até o momento nenhum Estado-membro está disposto a
abrir mão das decisões sobre concessão de refúgio e direcionamento da migração.

Sob pressão, UE convoca reunião extraordinária sobre política migratória


Em meio a uma série de disputas no continente envolvendo a questão migratória, o
presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, convocou nesta quarta-feira
(20/06) uma reunião extraordinária com líderes de Estados-membros da União
Europeia "interessados em encontrar uma solução europeia" para o problema.
O encontro, agendado para domingo, em Bruxelas, deve tratar da questão da
imigração antes da próxima cúpula europeia, nos dias 28 e 29 de junho. S
A questão migratória tem provocado severa disputai interna no governo da
Alemanha, depois que a União Social Cristã (CSU) – partido irmão da União
Democrata Cristã, da chanceler federal Angela Merkel – propôs a rejeição na
fronteira dos migrantes que já tenham sido registrados em outros países
europeus.
A chanceler rejeita a ideia, argumentando que o problema necessita de uma
solução europeia e de acordos bilaterais com parceiros europeus. O líder da
CSU e ministro alemão do Interior, Horst Seehofer, aceitou esperar até a próxima
cúpula da UE para que a chanceler decida sobre a questão, ameaçando
implementar controles de fronteira, apesar da oposição da chefe de governo.
Enquanto isso, o novo governo populista em Roma faz pressão sobre Estados da UE
para que haja uma melhor distribuição dos migrantes e um fortalecimento das
fronteiras externas do bloco, argumentando que a Itália já recebeu quase 700 mil
migrantes desde 2013
A questão migratória provocou recentemente uma troca de farpas entre Itália e
França, após Roma ter se recusado acolher uma embarcação com mais de 600
migrantes que haviam sido resgatados no Mediterrâneo.
A Itália convocou o embaixador francês em Roma para dar explicações, depois de o
presidente francês, Emmanuel Macron, acusar o novo governo italiano de agir de
modo "cínico e irresponsável" ao impedir que o navio de resgate Aquarius atracasse
nos portos italianos. Os refugiados foram acolhidos pela Espanha, após oferta do novo
governo socialista do país.
Segundo uma minuta das conclusões que o Conselho Europeu espera aprovar na
cúpula dos dias 28 e 29 de junho, a UE planeja criar fora do território comunitário
centros ou "plataformas regionais de desembarque" para classificar os imigrantes que
chegam à Europa, se são de caráter econômico ou se têm direito a refúgio.

Alemanha e França propõem triagem de imigrantes


Pressionados pela chegada de imigrantes à Europa e pela ascensão de governos
populistas na Itália e na Áustria, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o
presidente da França, Emmanuel Macron, proporão à União Europeia a criação
de plataformas de desembarque de estrangeiros que tentam alcançar o
continente.
O desafio será convencer os demais 26 chefes de Estado e de governo a aceitar a
redistribuição dos migrantes em solo europeu.
A reunião ocorreu em meio à crise política que ameaça derrubar Merkel do cargo. Na
segunda-feira, o ultraconservador Horst Seehofer, ministro do Interior, líder da União
Social-Cristã (CSU), partido majoritário na Bavária e aliado histórico da chanceler,
exigiu que Berlim chegue a um acordo com outras capitais europeias para encontrar
um meio de reduzir a chegada de estrangeiros ao continente.
Merkel e Macron confirmaram o reforço dos efetivos da Frontex, a agência
europeia de fronteiras, encarregada do patrulhamento dos limites externos da
UE. Seu orçamento será ampliado – os números ainda são discutidos – e mais de 10
mil agentes serão contratados nos próximos anos para aumentar o efetivo da polícia
de fronteiras.
Macron disse que os dois governos chegaram a um acordo para propor a Bruxelas a
criação de uma Agência Europeia de Direito de Asilo, que terá a obrigação de
harmonizar as regras nacionais para concessão de refúgio aos estrangeiros em
situação de risco.
Mas o principal destaque da reunião bilateral foi a aceitação da proposta feita
pelo premiê da Áustria, Sebastian Kurz, e pelo da Dinamarca, Lars Lokke
Rasmussen, de criação de portos dedicados à chegada dos imigrantes. Isso
acabaria com impasses como o verificado na semana passada em torno do navio
Aquarius
A ideia das “plataformas" já foi incluída no rascunho de documento de
conclusão da reunião de cúpula de chefes de Estado e de governo da União
Europeia, que acontecerá entre 28 e 29 de junho. No texto, que ainda precisa ser
aprovado por todas as partes, os portos específicos para a imigração são descritos
como “plataformas que deverão prever um tratamento rápido para distinguir imigrantes
econômicos e aqueles que precisam de proteção internacional”. Na prática, esses
portos – cujas localizações ainda não foram informadas – seriam pontos de triagem de
imigrantes.

Nos dias anteriores, uma crise governamental ameaçou romper a antiga aliança entre
essas duas facções conservadoras. Os partidos não foram capazes de chegar a um
acordo sobre uma futura política comum para refugiados. Seehofer anunciara que, se
necessário, passaria a agir por conta própria, dando um prazo à chefe de governo até
esta segunda-feira (18/06).
A legenda de Seehofer queria proibir o ingresso na Alemanha de refugiados que
tiverem entrado primeiramente em outro país da União Europeia (UE), já tendo,
portanto, pisado solo europeu – algo que se aplica a quase todos os imigrantes.
No entanto Merkel conseguiu fazer que Seehofer aceitasse esperar até a próxima
cúpula da União Europeia, no fim de junho, para que uma reforma da política de asilo
possa ser acordada em bloco, antes que ele venha impor unilateralmente novos
controles nas fronteiras da Alemanha.
Ela sinalizou, porém, não aceitar que a CSU "brincasse com fogo" na questão: não
haverá "nenhum automatismo" no fechamento de fronteiras para requerentes de asilo
após a cúpula da UE, disse a premiê – uma frase que efetivamente lhe conferiu outra
extensão de prazo.
Críticos e analistas políticos, entre eles o ex-ministro alemão do Interior Gerhart Baum,
descreveram a proposta de Seehofer como ilegal, sem falar da desestabilização
imprudente que causa no novo governo de Merkel.
Segundo fontes da CSU citadas por várias agências de notícias, Seehofer estaria
disposto a introduzir suas medidas paulatinamente. O primeiro passo seria a
Alemanha rejeitar apenas os migrantes anteriormente já deportados ou que estariam
sujeitos a uma proibição de ingresso – ponto com que Merkel concordou.
Se Seehofer decidisse impor unilateralmente controles de fronteira, usando sua
autoridade de ministro do Interior, Merkel poderia anular a decisão do ministro,
lançando mão de seu poder constitucional de chanceler federal. Esse cenário,
contudo, provavelmente acarretaria a renúncia de Seehofer, um colapso da coalizão
do governo e novas eleições.

BC europeu anuncia fim de compra de títulos e vê juro estável até 2019


O BCE (Banco Central Europeu) decidiu nesta quinta-feira (14) encerrar o programa
de compra de títulos de 2,55 trilhões de euros no final deste ano e informou que os
juros permaneceriam inalteradas até o terceiro trimestre de 2019.
Entre outubro e dezembro, o BCE planeja comprar 15 bilhões de euros em títulos por
mês e fechar o esquema no final do ano.
"O Conselho do BCE espera que a taxa de juros permaneça nos níveis atuais pelo
menos até ao verão de 2019 e durante o tempo necessário para garantir que a
evolução da inflação se mantenha alinhada com as expectativas atuais de trajetória de
ajuste sustentado", disse o BCE em um comunicado.
ECB calls halt to quantitative easing, despite 'soft' euro
The European Central Bank has shrugged off evidence of a slowdown in the eurozone
and announced that it will phase out the stimulus provided by its massive three-year
bond-buying programme to the eurozone economy by the end of the year.

Europa aprova tarifas contra EUA em produtos como uísque, jeans e motos
O mundo ficou mais próximo de uma guerra comercial: os países da União Europeia
aprovaram nesta quinta-feira (14) a lista de produtos americanos que sofrerão nova
tarifação em resposta às sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos contra o aço e o
alumínio importados.
Artigos como uísque, jeans, motos Harley Davidson e suco de laranja estão
entre os itens a serem taxados pelos europeus, com alíquotas de até 25%.
Os 28 países aprovaram a medida “por unanimidade”, de acordo com a agência
AFP.
Para entrarem em vigor, as alíquotas ainda precisam ser adotadas oficialmente pela
Comissão Europeia, que se reúne na semana que vem, dia 20.
A previsão é que elas passem a valer no fim de junho ou início de julho.

Poland’s president wants a referendum on the EU


TWO years ago Poland looked on in disbelief as the British voted for Brexit. Now the
country may face its own vote. Andrzej Duda, the president, wants to tackle the
question of Poland’s relationship with the EU in a broader referendum on constitutional
reform this autumn
If the referendum gets the Senate’s go-ahead, Europe will be watching.
Mr Duda, a former PiS member, has long argued that Poland’s 1997 constitution needs
updating. On June 12th he proposed 15 questions spanning a hotch-potch of subjects,
from social policy to food security,
The timing is awkward. The Polish government is locked in a protracted dispute with
the European Commission, which has warned that its judicial reforms undermine the
rule of law. Twenty-seven out of 72 Supreme Court judges will be forced to retire at the
start of July. Time is running out: Warsaw has been given until June 26th to assuage
Brussels’ concerns. If not, Warsaw might in theory have its voting rights in the EU
suspended, though that remains unlikely
More realistically, the European Commission wants to establish a mechanism that
could cut EU funds, of which Poland is the biggest beneficiary, for countries where the
rule of law is at risk.
Neither Mr Duda nor PiS is calling for a “Polexit”. But since PiS came to power in 2015
Eurosceptic rhetoric has surged. Like Viktor Orban, the Hungarian prime minister, PiS
opposes what he recently called “delusional nightmares of a United States of Europe”
Poles remain broadly pro-European. Some 70% of them think that EU membership
is good for the country, above the EU average of 60%

Bruselas excluye a las firmas de EE UU de los proyectos de


defensa de la Unión
La Comisión solo financiará planes en los que participen al menos tres países
miembros

La autonomía estratégica de Europa en defensa constituye una aspiración que irrita a


EE UU. Pero la creciente desconfianza europea hacia su teórico aliado acelera los
planes para despegarse poco a poco de Washington. La Comisión Europea presenta
esta semana los tres instrumentos que pretenden mejorar el músculo militar de la UE
al margen de la OTAN. El principal es un fondo de 13.000 millones de euros para
desarrollar equipos que excluye a empresas extranjeras (salvo excepciones) con el fin
de reforzar la industria europea. La UE se colocará así entre los cuatro primeros
inversores del continente en tecnología de defensa.

El Ejecutivo comunitario presentará este miércoles el nuevo Fondo Europeo de


Defensa, dotado con 13.000 millones de euros “para defender y proteger a los
europeos”
Junto al fondo para la industria europea de defensa, Bruselas activa también el
llamado Instrumento Europeo de Paz, dotado con 10.500 millones de euros para el
periodo 2021-2027. Pese a su nombre, esta herramienta pretende financiar
actividades militares desarrolladas en países terceros. El dinero sería ajeno al
presupuesto comunitario (lo aportarían directamente los Estados) y se destinaría a
apoyar a dichos terceros países con infraestructuras, equipos y asistencia técnica. Un
ejemplo de este tipo de operaciones sería la financiación de la UE al llamado G5, una
fuerza de 5.000 soldados africanos que trata de estabilizar el Sahel, región lastrada
por el yihadismo y las mafias.

União Europeia - Comissão Europeia anunciou uma iniciativa para bloquear o acesso
a fundos regionais de desenvolvimento aos países da União Europeia que violarem o
Estado de Direito e a independência do judiciário. A proposta precisa ser aprovada
pelos eurodeputados, mas, segundo as notícias, visa a impedir que governos de
alguns países continuem a impor uma agenda populista (Polônia, Romênia e Hungria,
por exemplo).

- aumento do valor investido na área de defesa - uma das prioridades da UE desde


que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou se retirar da Otan. Pretendem
aumentar os gastos com a FRONTEX: agência de controle de fronteiras.

- Hungria tem demissão em massa de juízes após reeleição de Orbán

- Alargamento da UE para os Bálcãs: conversações com Albania e Macedonia.


A Sérvia e Montenegro já estão em negociação.

Em toda a UE, os partidos tradicionais de centro–esquerda e centro–direita


pró–UE estão perdendo votos. Assim como na Itália, partidos nacionalistas
anti–UE como a Liga estão conquistando votos, e insurgentes anti–
establishment como o M5S – por exemplo, o Podemos na Espanha, e o Syriza
na Grécia – estão conquistando sozinhos o poder ou ditando o equilíbrio de
poder entre os partidos tradicionais pró–UE e partidos nacionalistas anti–UE.

UE prepara taxa de € 7 para turistas - o Etias pretende ampliar a segurança e a


capacidade de identificar quem viaja por companhias aéreas para a Europa. O
sistema é idêntico ao americano (Esta), que ficha todos os passageiros que
ingressam no país.

O Estado de S. Paulo – Áustria vai fechar mesquitas e expulsar


imãs em nova política contra extremismo
Segundo o chanceler Sebastian Kurz, que assumiu o poder após coalizão de partidos
conservadores e da extrema direita, a nova diretriz mira financiamento estrangeiro a grupos
religiosos considerados extremistas
VIENA - O governo austríaco irá fechar sete mesquitas e expulsar ao menos 40 imãs no que
diz ser "o começo" de uma nova política contra o "doutrinamento" islâmico e o financiamento
estrangeiro a grupos religiosos extremistas na Áustria. A decisão foi anunciada nesta sexta-
feira, 8.

Atualmente, 600 mil muçulmanos vivem na Áustria, a maioria é de origem


turca.
Islamofobia. O porta-voz do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, Ibrahim
Kalin, declarou que a decisão do governo austríaco é "islomofóbica" e "racista".

Reino Unido – BREXIT

Após meses de debates, lei sobre saída do Reino Unido da UE é promulgada

Rainha Elizabeth II assinou o texto, apresentado em julho de 2017 pelo governo


conservador de Theresa May

LONDRES - A lei que organiza a saída do Reino Unido da União


Europeia (UE) - no processo conhecido como Brexit - foi promulgada
nesta terça-feira, 26, após meses de acalorados debates, disse o
presidente do Parlamento britânico, para a alegria dos legisladores
conservadores.

O texto confirma que a data oficial para a saída da UE será no dia 29 de


março de 2019 às 23h (19h em Brasília)

Britain is heading for a soft Brexit


WHEN Britons voted to leave the European Union two years ago, they had no chance
to say what sort of Brexit they wanted. But Theresa May, who became prime minister
in the aftermath of the referendum, quickly decided that they wanted the most drastic
break possible. Without consulting her cabinet, let alone Parliament, she announced
“red lines” for her negotiation with Brussels that put Britain on course for the fullest of
separations.
Parliament’s resistance to Mrs May’s extreme plan has been timid and the
Labour opposition feeble. Yet this week the tide turned. Rebel Tory MPs look likely to
wrest control of Brexit’s endgame from the government (see Britain section).
Meanwhile, the penny dropped among Brexiteers that the Irish border presents a
near-insurmountable roadblock to a hard exit. With less than six months of
negotiating time left, it is becoming clear that Brexit will be softer than Mrs May set out.
That is good news for Europe and for Britain.
This week’s showdown got the government to promise MPs a “meaningful” vote
on the deal Mrs May negotiates with the EU near the end of this year. The
assumption had been that a vote to reject Mrs May’s version of Brexit would lead to a
drastic “no deal” outcome, in which Britain simply left without covering its financial
obligations or establishing its future relationship with the EU. That need no longer
happen, because Parliament will now be able to force the government to start again.
But there is one area where Britain cannot opt for maximal separation, however great
Mrs May’s appetite for self-harm. Brussels has demanded that in Northern Ireland, for
the sake of peace, there must be no new checks or infrastructure at the border. Mrs
May agreed to this in December, and has since been seeking a way to reconcile an
independent trade policy with an invisible, open border. She has failed—unsurprisingly,
since even the EU’s most frictionless frontiers, like those with Norway or Switzerland,
involve some checks. So Britain will resort to a “backstop” plan, keeping Northern
Ireland in the EU’s customs union until it finds a solution to the border problem, which it
may never do. To avoid customs checks between Northern Ireland and the British
mainland, which would incense the Northern Irish unionists who prop up Mrs May’s
government, the customs union will cover the whole United Kingdom. And it will have
no firm time limit.
The softening may not end there. Britain has promised that its Northern Irish backstop
will include “full alignment” with the relevant rules of the EU’s single market. Again, Mrs
May might find that she has to apply this to the whole country, to avoid a unionist
rebellion. Britain would thus find itself in a notionally temporary, but in fact indefinite,
arrangement that included membership of the EU’s customs union and full alignment
with much of the single market. Soft Brexit would have been achieved, via a backdoor
in Belfast.
Though the logic of the negotiations now points to a soft exit, such an outcome is not
yet inevitable

Maio 2018 –
Troca de ministro não alivia pressão sobre May
Líder britânica nomeia filho de paquistaneses para pasta do Interior em meio a
escândalo na imigração envolvendo a chamada Geração Windrush. Nos últimos
dias, os ministros têm se esforçado para explicar por que alguns deles — cuja ida para
o Reino Unido foi incentivada pelo governo para suprir as deficiências de trabalho
entre 1948 e 1971 — foram rotulados de ilegais.

França

Merkel começou seu quarto mandato enfraquecida, e o novo ministro alemão


das Finanças, que é social-democrata, bloqueia as reformas da zona do euro
tanto quanto o seu antecessor, que era conservador. O entusiasmo inicial do
francês foi arrefecido pela cautela e hesitação alemã.

Macron já implementou alívios fiscais para empresas e pessoas de alta renda,


além de uma reforma trabalhista parcial, com um abrandamento da rígida
estabilidade no emprego e novas regras para negociações salariais.

Pela primeira vez em uma década, o endividamento ficou abaixo do teto de 3%


definido pela União Europeia. Depois de uma longa estagnação, a economia teve um
crescimento de quase 2%, e a perspectiva é positiva, assim como o ambiente de
negócios. Porém, o desemprego recuou apenas levemente e continua em torno dos
9%.

O presidente enfrentou até mesmo o temido sindicato ferroviário CGT. Ele quer retirar
privilégios dos funcionários da empresa estatal, que é deficitária, e prepará-la para
enfrentar concorrência. Diante dos planos do presidente, os sindicalistas convocaram
à resistência, e uma onda de greves, mas as manifestações não conseguiram
paralisar todos os serviços e, depois de algumas semanas, elas perderam força.

Comemorações dos 40 anos de maio de 1968.


Macron enfrenta onda de greves contra reformas
O movimento apoiado por 77% dos maquinistas é uma reação a um projeto de
reforma que prevê o fim do estatuto exclusivo de aposentadorias, o fim da
estabilidade no emprego e a extinção de benefícios, como bilhetes grátis de
trem para toda a família.

ITALIA

Governo da Itália avança contra os ciganos do país


O novo ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, gerou controvérsia ao pedir
um recenseamento da comunidade da população roma (cigana), para identificar
os que não sejam cidadãos italianos e deportá-los.
Salvini é integrante da Liga Norte, partido populista de extrema direita que assumiu o
poder neste mês junto com o movimento anti-establishment Cinco Estrelas.
Quanto ao censo dos roma, a proposta foi rebatida pelo vice-premiê e líder do Cinco
Estrelas, Luigi di Maio, que afirmou que a medida é inconstitucional.
O novo governo populista da Itália tem como parte de seu programa um plano para
deportar 500 mil migrantes
Salvini, então, afirmou que não estava propondo um levantamento oficial, mas sim
uma avaliação dos acampamentos roma para "ajudar as milhares de crianças" ciganas
que estivessem fora da escola.
A comunidade roma, em grande parte originária da Romênia e da antiga Iugoslávia,
vive à margem da sociedade italiana, em acampamentos que se transformaram em
espécies de favelas.
Alguns são descendentes de ciganos que chegaram à Itália há mais de um século,
vindos de países que já não existem mais - ou seja, mesmo que não tenham
cidadania, talvez não tenham para onde ser deportados.

Presidente da Itália indica ex-economista do FMI para ser novo premiê

Em um longo impasse político que já ameaça se tornar uma crise de proporções


históricas, o presidente italiano, Sergio Mattarella, pediu ao economista Carlo Cottarelli
que forme um governo de técnicos. A nomeação foi divulgada na segunda-feira (28).
A escolha do ex-economista do FMI (Fundo Monetário Internacional) é um gesto
arriscado e que pode alimentar ainda mais a insatisfação popular.

Itália segue sem governo depois do escolhido para ser premiê desistir

Em 23 de maio, o Presidente da Itália, Sergio Mattarella, havia aceitado a indicação de


Giuseppe Conte, pelo Movimento 5 Estrelas e pela Liga, como Primeiro-Ministro do
país. Segundo as notícias, seria a primeira vez que um país fundador da União
Europeia seria governado por uma coalizão populista e antissistema.
Entretanto, Giuseppe Conte, que havia sido designado para ser primeiro-ministro da
Itália, desistiu neste domingo (27) de tentar formar um governo, depois que o
presidente do país rejeitou o escolhido por ele para o ministério da Economia.
O Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema) e a Liga (direita populista) foram os
partidos com o maior número de votos nas eleições de março, mas nenhum partido
conquistou a maioria necessária de 40% das cadeiras para governar sozinho.
Depois de semanas de negociação, as duas siglas chegaram a um acordo e
propuseram o nome de Conte para premiê, mas a formação do governo emperrou
novamente na fase de aprovação do gabinete.
El M5S y la Liga cierran un pacto que incluye una renta “de ciudadanía” de 780
euros al mês

El Movimiento 5 Estrellas (M5S) y la Liga han cerrado ya un contrato de


Gobierno definitivo. Un documento sin precedentes en Europa basado en dos
programas electorales de corte antiestablishment, soberanista y euroescéptico.
58 páginas y 38 puntos clave que van desde la expulsión de inmigrantes
irregulares a la bajada de impuestos radical con una suerte de tarifa plana de
IRPF, la introducción de una renta básica de ciudadanía de 780 euros
mensuales (medida estrella del M5S), pasando por subvenciones para
guarderías solo para familias italianas. Un cóctel que ha despertado la
inquietud de los mercados y ha disparado la prima de riesgo hasta 160 puntos,
el doble que la española.

En el apartado de inmigración, Matteo Salvini también se ha impuesto


claramente y el acuerdo habla de la expulsión de 500.000 inmigrantes
irregulares, de terminar con el “negocio de la inmigración” —en una referencia
explícita a las ONG que trabajan en el Mediterráneo— y de la elaboración de
un censo de todos los imanes que predican en Italia

El acuerdo, que asegura la permanencia de Italia en la OTAN, pero se fija


como objetivo una apertura comercial y militar a Rusia, será votado durante
todo el día de hoy por los militantes de M5S inscritos en la plataforma
Rousseau, el opaco sistema de participación en Red que utiliza el partido para
aprobar sus decisiones.

Rússia

O quinto tempo de Putin/ Coluna Placar


Por Fábio Altman, de Moscou access_time 1 jul 2018, 14h15

No domingo, 1º de julho, enquanto a seleção dona da casa eliminava os espanhóis


nas oitavas-de-final no estádio Lujniki, milhares de pessoas – bem poucos
milhares, é verdade, bem menos que os 78 000 da arena – saíram às ruas de
algumas cidades do país para protestar contra o aumento da idade de
aposentadoria, cujo projeto foi oficialmente apresentado pelo governo do primeiro-
ministro Dmitri Medvedv, fantoche de Putin, no dia de abertura do torneio. Desde
que a União Soviética de Stalin começou a pagar aposentadorias – a partir de 55
anos para as mulheres e 60 anos para os homens –, o teto nunca foi mexido, não
que faltasse pressão para fazê-lo. O plano, agora, é deixar que as mulheres vistam
pijamas aos 63 anos e os homens, aos 65.
Os defensores da reforma, aliados de Putin e Medvedev, alegam que a rigidez é
herança maldita do tempo soviético, e que inevitavelmente quebrará o Estado,
como já aconteceu no colapso do império, em 1991. Os inimigos da reforma têm
um bom argumento: como a expectativa de vida na Rússia é de 70 anos, empurrar
a idade equivaleria obrigar as pessoas a trabalharem até a antessala da morte.
Para efeito de comparação, no Brasil, a idade mínima para pedir o direito a
aposentadoria é de 60 anos para as mulheres e 65 anos para os homens – mas a
expectativa de vida vai um pouquinho mais longe, a quase 75 anos (um parêntese
para lembrar que também no Brasil a questão é incendiária, e como os problemas
do cotidiano russo se parecem com os brasileiros).
– Putin Moves to Capitalize on Europe’s Fury With Trump
President Vladimir V. Putin of Russia arrived in Austria on Tuesday sensing an
opportunity almost unimaginable just months ago: to overhaul frosty relations
with a European Union infuriated by President Trump on a host of issues, from
climate and Iran to, most recently, tariffs and trade. Never mind that Mr. Putin
was until recently virtually a pariah in Europe after his military interventions in
Ukraine, Crimea and Syria.
Mr. Putin was now gaining considerable traction by casting himself as a reliable
friend and trading partner to Europe even as the Trump administration was
treating its closest allies there as strategic and economic competitors. “It is not
our aim to divide anything or anybody in Europe,” Mr. Putin said in a television
interview before he went to Vienna. “On the contrary, we want to see a united
and prosperous European Union because the European Union is our biggest
trade and economic partner.
The prospect of attaining Mr. Putin’s immediate goal of throwing off economic
sanctions imposed by the European Union over the last several years suddenly
seemed within reach, even without compromise in Ukraine. Indeed, in recent
days, with the G-7 meeting of the world’s largest advanced economies looming,
Mr. Trump has had unusually bad-tempered telephone calls on the tariff issue
with both the French president, Emmanuel Macron, and the British prime minister,
Theresa May. The Germans and Canadians are furious about the tariffs, too.
Washington justifies them even to its NATO allies on what they dismiss as the
specious grounds of “national security.”
Mr. Putin also wants good relations with Europe, he said, to concentrate on his
real priority, which is China, a rising neighboring power with resource needs and
ambitions.

Macron y Merkel afianzan su relación con Rusia y China

En una llamativa coincidencia, los dos principales líderes de la UE, Angela Merkel y
Emmanuel Macron, efectuaron este jueves sendas visitas a Pekín y San Petersburgo.
Las dos visitas, en un momento marcado por graves fricciones en la alianza
transatlántica, subrayan la disposición de los Gobiernos de Francia y Alemania para
mejorar la cooperación con Rusia y China.
Merkel visitó al mandatario ruso en Sochi hace menos de una semana.

Gazprom is enjoying a sales boom in Europe

FEW firms have more power to heat up the cauldron of global geopolitics than
Gazprom, the state-backed Russian energy producer. It supplies more than a third of
the natural gas that Europeans use for power generation, heating and cooking,
creating what many—especially Americans—see as an unhealthy dependence.
That is why the Russian firm has agreed with five other European energy companies—
Engie, OMV, Royal Dutch Shell, Uniper and Wintershall—to double by next year the
size of its undersea supply route to Germany through the proposed Nord Stream 2
pipeline, which will cost $11bn. It also plans a new Black Sea route to Europe via
Turkey called TurkStream.

O futuro do agronegócio na Rússia

Apesar de sua grande extensão territorial (17,1 milhões de km2), a Federação Russa
possui relativamente poucas terras aráveis, devido a condições climáticas
desfavoráveis em parte do país. Contudo, a Rússia detém cerca de 10% das terras
agrícolas do mundo.
A Rússia apresentou uma safra recorde de grãos em 2016 e o volume da exportação
de grãos já é 50% superior ao ano passado (2017). Isso significa que a Rússia não
apenas é o líder global nesse setor, mas também está “expulsando” seus concorrentes
europeus e norte-americanos do mercado.
Para manter essa privilegiada posição mundial, o próximo passo da Federação Russa
vai ser a autossuficiência em sementes.

Rússia vai enviar militares para a República Centro-Africana, além de vender armas
para o exército do país.
- vai aumentar a presença da Rússia na África e conseguir contratos de exploração de
recursos naturais.

- Putin é reeleito para 4º mandato como presidente da Rússia. Está no poder


desde 2000.
- à exclusão do G8, Putin respondeu afirmando-se em outros espaços e com outros
parceiros, como os Brics; a China, em suas fronteiras orientais; a Turquia e o Irã, no
sul.
- Participação na intervenção armada na Síria: retorno da Rússia como potência militar
no Oriente Médio.
- Apoio russo a Bashar al-Assad.
- acusações de interferência nas eleições norte-americanas.
- acusação de envenenamento de ex-espião russo no Reino Unido.
- protestos contra Putin em 5 de maio. Alexey Navalny (candidato da oposição) foi
preso e impedido de concorrer.

Relações OTAN – Rússia


1949: OTAN é criada.
- defesa coletiva, determinado pelo Artigo 5.
- pós-Guerra Fria: revisão dos objetivos da Organização.
- Inicialmente, a Aliança e a Federação Russa prezaram pela proximidade de suas
relações diplomáticas. Em 1991, a Rússia uniu-se ao Conselho de Cooperação do
Atlântico Norte e, em 1994, adentrou no Programa de Parceria pela Paz. Essa
parceria tornou-se formal e definitiva em 1997, com a formulação do Ato
Fundador, criando, assim, o Conselho Conjunto Permanente (CCP). Em 2002,
substituiu-se o CCP ao estabelecer o Conselho OTAN-Rússia, um fórum de
discussão direta sobre assuntos referentes à segurança internacional e outros tipos de
cooperação.
- Expansão da OTAN para o Leste: Hungria, Polônia e República Checa, em 1999;
Bulgária, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia e Romênia, em 2004;
Albânia, Croácia, em 2009; e Montenegro, em 2017.
- Reação de Putin: atuar de maneira mais assertiva no seu entorno regional, como
na Geórgia, em 2008, e na Ucrânia, em 2014.

Conselho OTAN-Rússia
- Em 2008, o Conselho OTAN-Rússia foi suspenso até o ano seguinte, 2009.
- Criméia (2014): suspensão até os dias de hoje.

- Março 2018: caso do envenenamento do ex-espião russo, Sergei Skripal: os


aliados da OTAN logo seguiram os passos dos britânicos e anunciaram a expulsão de
vários diplomatas e figuras públicas russas de seus países, além de que a própria
Organização expulsou sete diplomatas de sua missão na aliança.

A Crimeia é a região que havia sido cedida à Ucrânia, em 1954, pelo ucraniano Nikita
Khrushchev

PORTUGAL

Junho 2018 - Portugal e Brasil assinam acordo de cooperação bilateral


Brasil e Portugal assinaram hoje (27), em Lisboa, um acordo para incrementar a
cooperação em inovação entre os dois países. Com o objetivo de fortalecer o
desenvolvimento econômico e social de ambos os países.
Tem como finalidade elevar e diversificar o perfil dos investimentos nos dois
países; proporcionar a criação de empregos; fortalecer a colaboração em
iniciativas no setor da indústria 4.0; apoiar os contatos de negócios e a troca de
informações entre funcionários e especialistas. Agenda da indústria 4.0 A
implementação de uma agenda da indústria 4.0, termo usado para designar a
utilização da tecnologia digital no incremento à eficiência da cadeia produtiva e
no estabelecimento de novos negócios, também está prevista no acordo. A ideia é
ampliar a competitividade dos países e contribuir para a internacionalização de
empresas e startups, proporcionando oportunidades e benefícios mútuos.

ÁSIA

COREIA DO NORTE

Coreia do Norte quer ocultar arsenal nuclear, diz jornal


americano
A Coreia do Norte não pretende abandonar totalmente seu estoque nuclear e
estuda maneiras de esconder o número de armas e instalações secretas de
produção, segundo autoridades americanas de inteligência disseram ao Washington
Post.
Os indícios, coletados após a cúpula de 12 de junho em Singapura entre Donald
Trump e Kim Jong-un, apontam para preparativos para enganar os Estados Unidos
sobre o número de ogivas nucleares no arsenal da Coreia do Norte, bem como a
existência de instalações secretas usadas para fabricar material para bombas
nucleares, de acordo com esses funcionários.

Secretário de defesa estadunidense chega ao Japão para fortalecer os laços entre os dois
países e tranquilizar o governo Abe sobre as tratativas com a Coréia do Norte. Governo
Japonês tem demonstrado constante insatisfação com as negociações com PyongYang.

Encontro Kim – Trump – junho 2018

EUA suspendem manobras militares de agosto na Península Coreana


Os Estados Unidos suspenderam as manobras militares que realizaria em agosto na
Península Coreana, anunciou nesta segunda-feira a porta-voz do Pentágono, Dana
White, em comunicado.
"Em coerência com o compromisso do presidente (Donald) Trump e em acordo com o
aliado da República da Coreia (Coreia do Sul), as Forças Armadas dos Estados
Unidos suspenderam todo o planejamento para o 'jogo de guerra' defensivo de
agosto", disse White.
No comunicado divulgado hoje, o Pentágono também informou que as demais
manobras militares na região do Pacífico estão mantidas conforme o previsto.
Neste domingo, uma fonte do governo sul-coreano antecipou à agência de notícias
"Yonhap" que a Coreia do Sul e os Estados Unidos poderiam anunciar nesta semana
a suspensão das manobras conjuntas devido à atual etapa de diálogo com a Coreia
do Norte.
Seul e Washington teriam previsto incluir uma cláusula que lhes permitisse retomar as
manobras rapidamente, disse a fonte, dando a entender que os exercícios seriam
retomados se o regime norte-coreano não cumprir com seu compromisso de
desnuclearização.

Após cúpula com Trump, Kim Jong-un vai à China


PEQUIM - O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, chegou à China nesta terça-feira,
19, para uma visita de dois dias ao seu principal aliado pela terceira vez em três
meses
Diplomatas estrangeiros já haviam dito que Kim deveria visitar a China logo após
retornar de seu encontro com Trump no dia 12 de junho com a finalidade de informar o
presidente chinês, Xi Jinping, sobre o resultado da cúpula e discutir outras questões,
como a cooperação econômica entre os dois países.

Tóquio e Pyongyang negociam cúpula, diz imprensa japonesa


O Japão e a Coreia do Norte estão negociando a realização de uma cúpula entre o
primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que
poderia acontecer em agosto ou setembro, informou nesta quinta-feira, 14, o jornal
nipônico "Yomiuri".
Autoridades dos dois Países conversaram várias vezes nos últimos meses para
negociar o encontro, que poderia ocorrer em Pyongyang em agosto ou durante um
fórum internacional, no mês seguinte, segundo fontes do governo ouvidas pelo jornal.
A publicação estaria se referindo ao Fórum Econômico Oriental, que acontecerá em
Vladivostok (Rússia), para onde Kim poderia viajar após ter sido convidado pelo
presidente russo, Vladimir Putin.

Joint Statement of President Donald J. Trump of the United States of


America and Chairman Kim Jong Un of the Democratic People’s Republic
of Korea at the Singapore Summit
President Donald J. Trump of the United States of America and Chairman Kim
Jong Un of the State Affairs Commission of the Democratic People’s Republic
of Korea (DPRK) held a first, historic summit in Singapore on June 12, 2018.

President Trump and Chairman Kim Jong Un conducted a comprehensive, in-


depth, and sincere exchange of opinions on the issues related to the
establishment of new U.S.–DPRK relations and the building of a lasting and
robust peace regime on the Korean Peninsula. President Trump committed to
provide security guarantees to the DPRK, and Chairman Kim Jong Un
reaffirmed his firm and unwavering commitment to complete denuclearization of
the Korean Peninsula.

Convinced that the establishment of new U.S.–DPRK relations will contribute to


the peace and prosperity of the Korean Peninsula and of the world, and
recognizing that mutual confidence building can promote the denuclearization of
the Korean Peninsula, President Trump and Chairman Kim Jong Un state the
following:

1. The United States and the DPRK commit to establish new U.S.–DPRK relations
in accordance with the desire of the peoples of the two countries for peace and
prosperity.

2. The United States and the DPRK will join their efforts to build a lasting and
stable peace regime on the Korean Peninsula.

3. Reaffirming the April 27, 2018 Panmunjom Declaration, the DPRK commits to
work toward complete denuclearization of the Korean Peninsula.

4. The United States and the DPRK commit to recovering POW/MIA remains,
including the immediate repatriation of those already identified.

Having acknowledged that the U.S.–DPRK summit—the first in history—was an


epochal event of great significance in overcoming decades of tensions and
hostilities between the two countries and for the opening up of a new future,
President Trump and Chairman Kim Jong Un commit to implement the
stipulations in this joint statement fully and expeditiously. The United States
and the DPRK commit to hold follow-on negotiations, led by the U.S. Secretary
of State, Mike Pompeo, and a relevant high-level DPRK official, at the earliest
possible date, to implement the outcomes of the U.S.–DPRK summit.

President Donald J. Trump of the United States of America and Chairman Kim
Jong Un of the State Affairs Commission of the Democratic People’s Republic
of Korea have committed to cooperate for the development of new U.S.–DPRK
relations and for the promotion of peace, prosperity, and security of the Korean
Peninsula and of the world.

DONALD J. TRUMP
President of the United States of America
KIM JONG UN
Chairman of the State Affairs Commission of the Democratic People’s Republic
of Korea

Trump really has achieved a historic breakthrough – for the


Kim dynasty – Washington Post

With a shake of the hand, the US president has tightened Kim Jong-un’s grip
over an enslaved nation – and got almost nothing in return

Look first at what Kim got from the encounter. Once ostracised as a pariah, Kim
was treated as a world statesman on a par with the president of the United
States, the two meeting on equal terms, right down to the equal numbers of
flags behind them as they shook hands. The tyrant now has a showreel of
images – including his walkabout in Singapore, where he was mobbed by what
the BBC called “fans” seeking selfies – which will feature in propaganda videos
for months, if not years.

The harshest words he had for a country that starved its own people in a famine
that cost up to three million lives, were: “It’s a rough situation there … it’s rough
in a lot of places by the way.”

So Kim leaves Singapore having gained much of the international legitimacy the
dynastic dictatorship has sought for decades. But the gifts from Trump did not
end there. He also announced an end to US military exercises in the Korean
peninsula – the “war games” which he said were costly and, deploying
language Pyongyang itself might have used, “very provocative”. Trump also
hinted at an eventual withdrawal of the 28,000 US troops stationed in the
Korean peninsula.

And what did Kim give Trump in return for this bulging bag of goodies? The key
concession, the one Trump repeatedly invoked, was a promise of “complete
denuclearisation”.

First, the text itself says merely: “The DPRK commits to work toward complete
denuclearisation of the Korean Peninsula.” Kim has promised not “complete
denuclearisation” but simply “to work toward” that end.

Kim has offered only an aspiration, with no deadline or timetable, not a concrete
plan.

Still, even if Kim had pledged “compete denuclearisation” that too would be less
than a genuine breakthrough. The longstanding goal of US policy has been
CVID: complete, verifiable, and irreversible dismantlement of the North Korean
nuclear arsenal. The words “verifiable” and “irreversible” are entirely absent
from the agreement.
But the heart of the matter is the word “denuclearisation” itself. The problem
here is that that word does not mean to Kim what Trump thinks it means. To
North Korea, it is not shorthand for unilaterally scrapping its arsenal, but a
vague aspiration for a nuclear-free region (a move that would, incidentally,
require the US to withdraw its nuclear forces from Asia and remove South
Korea from the protection of its nuclear umbrella.

In his press conference, Trump praised himself for achieving a historic


milestone that had eluded his predecessors. But it turns out that Pyongyang
already offered very similar pledges in agreements it signed with the US in the
early 1990s and in 2005. In fact, those earlier accords pushed the North
Koreans much further: the former included an inspection regime, the latter a
verification process. As the former US negotiator with North Korea, ambassador
Wendy Sherman, told MSNBC, “Not only have we been here before, we’ve
been here before with much greater specificity.”

O Globo – Após cúpula com Kim, Trump anuncia suspensão de


exercícios militares com Coreia do Sul

CINGAPURA - O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que


ordenará a suspensão dos exercícios militares dos Estados Unidos na Península Coreana, e
que espera que o ditador Kim Jong-un caminhe "muito rapidamente" para desmantelar o
arsenal nuclear da Coreia do Norte, como prometido na declaração conjunta assinada pouco
antes pelos dois dirigentes.

Os EUA mantêm tropas na Coreia do Sul desde o fim da Guerra da Coreia, que sedimentou a
divisão da península, em 1953. Atualmente, são cerca de 28 mil soldados, e a realização de
exercícios conjuntos com as forças sul-coreanas tem sido historicamente acompanhada de
protestos norte-coreanos.
Em entrevista coletiva ao fim da primeira cúpula entre um presidente americano e um dirigente
norte-coreano, Trump disse que as sanções econômicas contra a Coreia do Norte continuarão
em vigor por enquanto. Ao anunciar a suspensão do que chamou de "jogos de guerra", Trump
disse que eles são muito caros e "provocativos". Ele não especificou quando exatamente
ocorrerá a suspensão.
O anúncio, aparentemente, surpreendeu os sul-coreanos. Ao comentá-lo, um porta-voz do
governo de Seul disse que "neste momento, o sentido e a intenção das declarações do
presidente Trump requerem esclarecimentos".

O Globo – O modelo de mudanças é a China


Reuters

PRESSÃO DA PEQUIM AFETOU O NORTE


A China já é a mais importante aliada e maior parceira comercial da Coreia do Norte,
representando mais de 90% do comércio de Pyongyang. O modelo de mudança da China de
uma economia planejada para uma de mercado é atraente para Pyongyang porque foi
realizado com estabilidade política, social e econômica, segundo Zhang Anyuan, economista-
chefe da Dongxing Securities em Pequim.
Assim como a China, a Coreia do Norte pode olhar para outras economias em que controle
rígido de cima para baixo foi mantido, incluindo o Vietnã ou até a estrutura de negócios dos
“chaebols” da Coreia do Sul, o que poderia permitir uma “ditadura de capital”, segundo Adam
Cathcart, especialista da Universidade de Leeds, Inglaterra.

Da guerra verbal à cúpula cancelada: 18 meses da relação Kim-Trump


Em 2 de janeiro de 2017, antes de assumir a presidência, Trump afirmou que a Coreia
do Norte nunca poderia desenvolver uma “arma nuclear capaz de chegar ao território
americano”.
A via diplomática para enfrentar o que considerou “o grande problema” da Coreia do
Norte parecia ser a opção e, em maio de 2017, antes do início da escalada das
tensões, Trump anunciou estar pronto para se reunir com Kim. “Se as condições forem
adequadas para me reunir com ele, vou fazer isso, claro. Seria uma honra”, chegou a
afirmar.
Mas, nos meses seguintes, Pyongyang fez dois disparos de mísseis intercontinentais,
e Kim garantiu que “todo território americano” estava sob seu alcance. A crise explodiu
entre os dois países, incluindo sanções financeiras de Washington e a promessa de
Trump de responder com “fogo e fúria” a qualquer ataque da Coreia do Norte.
Em resposta, os norte-coreanos fizeram seu sexto teste nuclear, depois do qual
afirmaram ter se tratado da potente “Bomba H”.
Em setembro de 2017, Trump acusou Pyongyang de “torturar além do imaginável”
Otto Warmbier, o estudante americano detido na Coreia do Norte em janeiro de 2016,
devolvido aos Estados Unidos em estado de coma, em junho de 2017. Morreu uma
semana após ser repatriado. Washington decidiu proibir seus cidadãos de irem à
Coreia do Norte e colocou o país novamente em sua lista de países que apoiam o
terrorismo.
Em fevereiro de 2018, durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Pyeongchang
(Coreia do Sul), as duas Coreias se aproximaram simbolicamente.

Coreia do Norte destrói campo de testes nucleares com série de explosões


A Coreia do Norte realizou nesta quinta-feira, 24, o que diz ser a demolição de seu
campo de testes nucleares em Punggye-ri, com uma série de explosões durante
várias horas, na presença da imprensa internacional. As explosões ocorreram nas
profundezas de montanhas do nordeste do país, e foram centradas em três túneis no
subsolo e vários edifícios na área ao redor.
No entanto, inspetores internacionais de armas nucleares não foram convidados para
o evento, o que limita seu valor como uma concessão séria de desnuclearização por
Pyongyang

Líderes das duas coreias fazem nova reunião surpresa em Panmunjom

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, reuniu-se neste sábado de surpresa com
Kim Jong-un em Panmunjom, o palco de sua histórica cúpula na fronteira entre ambos
os países em abril.
A Coreia do Norte tinha ameaçado na semana passada se retirar da reunião se altos
funcionários, como o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, não parassem
de propor o “modelo líbio” para que o país se desfizesse de seu programa nuclear.
A gota que aparentemente fez transbordar o copo da paciência de Trump chegou na
mesma quinta-feira –quarta-feira ainda em Washington–, quando a vice-ministra de
Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choi Son-hui, chamou de “idiota” o vice-
presidente dos EUA, Mike Pence, que havia voltado a trazer à tona a Líbia e Gadafi
em declarações públicas.
Delegação norte-coreana vai a NY para debater cúpula entre Trump e Kim

Uma delegação norte-coreana está a caminho de Nova York para um encontro que
tem como objetivo negociar a realização da cúpula entre o ditador Kim Jong-un e o
presidente americano Donald Trump.
O grupo norte-coreano a caminho de Nova York é liderado por Kim Yong-chol (
um dos vice-presidentes do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia
Ele é, assim, a mais alta autoridade norte-coreana a pisar em território americano
desde a visita do general Jo Myong-rok ao então presidente Bill Clinton em 2000.
A viagem é uma nova tentativa de salvar a reunião entre Trump e Kim, que seria a
primeira na história entre os líderes dos dois países. O encontro até o momento segue
cancelado.

Trump Backs Away From Demand for Immediate North Korean Denuclearization

President Trump opened the door on Tuesday to a phased dismantling of North


Korea’s nuclear weapons program, backing away from his demand that the North’s
leader, Kim Jong-un, completely abandon his arsenal without any reciprocal American
concessions.

The president’s hint of flexibility came after North Korea declared last week that it
would never agree to unilaterally surrender its weapons, even threatening to cancel the
much-anticipated summit meeting between Mr. Kim and Mr. Trump scheduled for next
month in Singapore.

Mr. Trump’s statement seemed less a policy shift than an effort to preserve his date
with Mr. Kim. But while the gesture may avoid a swift rejection by Mr. Kim, it shows that
Mr. Trump is willing to give up what for months has been his bedrock position in
dealing with the North. And it demonstrates that three weeks before the June 12
meeting, the White House is still groping for a strategy to negotiate with a reclusive,
suspicious nuclear-weapons state.

Donald Trump tem muito em jogo na ameaça feita pela Coreia do Norte A
Coreia do Norte ameaçou cancelar a reunião com o presidente Donald Trump,
programada para 12 de junho, caso os EUA continuem pressionando o país a
abandonar de “forma unilateral” seu arsenal nuclear e seguir o “modelo da
Líbia” de desnuclearização.

A declaração foi divulgada poucas horas após Pyongyang desmarcar o


encontro que teria com a Coreia do Sul, alegadamente por causa de exercícios
militares que Seul vem conduzindo com os EUA. A Casa Branca minimizou as
ameaças da Coreia do Norte. “Se o encontro não ocorrer, vamos continuar com
nossa campanha de pressão máxima” contra a Coreia do Norte, disse a porta-
voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders. Segundo ela, esse tipo de
declaração não é “incomum nesses tipos de operações”
Kim Jong-un prepara el cierre de su centro nuclear pese a las dudas sobre la cumbre

Tras la euforia inicial, el choque con la realidad. El camino a la cumbre de Singapur el


próximo día 12 entre Donald Trump y Kim Jong-un, si llega a celebrarse, no será un
camino de rosas. Pero, pese a las advertencias de unos y otros, la negociación no se
ha roto. El proceso para desmantelar el centro de pruebas nucleares norcoreano
parece ya listo. Y Corea del Norte ha hecho una mínima concesión: los periodistas del
Sur a los que no se otorgó inicialmente el visado podrán presenciar la ceremonia, que
tendrá lugar este jueves o viernes. Un gesto pequeño, pero tranquilizador.

- O diretor da CIA viajou começo de abril para a Coreia do Norte, onde se reuniu
secretamente com Kim Jong-un, no encontro de mais alto nível entre autoridades
dos dois países em 18 anos.
-Dias antes da cúpula de 27/04, o governo norte-coreano anunciou que suspenderá
seus testes de mísseis intercontinentais e de armas nucleares.
-Cúpula entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul em 27/04. Foi o primeiro
encontro do tipo entre os líderes dos dois países em 11 anos e primeira visita de um
norte-coreano ao sul desde 1953.
-O encontro foi o ápice da distensão iniciada com um discurso de 1º de janeiro por
Kim e continuada com a participação de atletas do Norte e de uma equipe mista na
Olimpíada de Inverno no Sul, na qual Kim Yo-yong, irmã do ditador, assistiu à
cerimônia de abertura.
-Documento da cúpula: "Declaração de Panmunjom para a Paz, Prosperidade e
Unificação da Península Coreana".
-Demais pontos acordados: a decisão de manter abertos canais de diálogo de alto
nível; estabelecer escritório de ligação permanente na região de Gaeseong;
enfrentar a questão das famílias separadas pela divisão da península; cessar
completamente todos os atos de hostilidade a partir do dia 2/5/2018; ir além do
atual armistício com vistas ao estabelecimento definitivo da paz; e promover o
desarmamento de maneira gradual, com o objetivo comum de transformar a
Península Coreana em uma zona livre de armas nucleares.
-Após a cúpula, Kim Jong-un prometeu fechar as instalações de teste nuclear de
seu país em maio. Ele convidará especialistas sul-coreanos e americanos para
verificar o processo.
-Kim pede, em contrapartida, que os EUA se comprometam a não invadir seu país
e encerrem formalmente a Guerra das Coreias, suspensa com um armistício em
1953.
-Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Coreia do Norte devem se encontrar
para discutir a desnuclearização em algum momento entre maio e junho de 2018. Data
provável é 12/junho.
-Três americanos de origem coreana foram libertados pela Coreia do Norte, após
negociações com os Estados Unidos. Um deles estava detido desde 2015.
-Kim agora já é confiável para 78% dos sul-coreanos, aponta pesquisa.
- Em maio, Coreia do Norte suspendeu abruptamente uma reunião de alto nível
com a Coreia do Sul, citando como razão os exercícios militares iniciados na última
sexta-feira entre militares sul-coreanos e americanos. A reunião de cúpula
marcada para o dia 12 de junho em Cingapura entre Kim Jong-un e Trump também
estaria em risco.
China e Coreia de Norte

- Coreia do Norte realizou reuniões com Coreia do Sul e em breve os Estados Unidos.
Nesse contexto, a China corre para não perder influência.
- MRE chinês viajou para Pyongyang para impedir que Kim se incline para os EUA e
coordenar-se com os norte-coreanos sobre como conversar com Trump.
-A China mantém uma vantagem econômica substancial (compra mais de 80%
das exportações norte-coreanas), mas na concorrência estratégica intensificada
entre ela e os EUA é preocupante que Kim esteja usando essa rivalidade para
reduzir a dependência da China.
-A China apoiou a contragosto as sanções da ONU destinadas a negar ao Norte
reservas cambiais críticas da venda de carvão, minérios, pescado e vestimenta.
-A China poderia tomar medidas adicionais para melhorar os laços com o país
coreano, por exemplo incluí-lo em sua Iniciativa Cinturão e Estrada.
-Pequim ficou irritada ao ser excluída de vários itens na declaração de
Panmunjom. A declaração mencionou conversas “trilaterais ou quadrilaterais”. Se
forem “trilaterais”, incluirão as Coreias do Norte e do Sul e os EUA, mas não a China.
-A China não foi convidada a enviar observadores à planejada destruição do
sítio de testes nucleares.
-No auge do relacionamento entre a China e a Coreia do Norte, quando o avô de Kim
estava no poder, eram frequentes as visitas de alto nível entre os dois países. Com
Kim, isso mudou, e o relacionamento foi abalado. Kim fez uma visita de surpresa a
Pequim no final de março, aparentemente por iniciativa própria.

A guerra entre as Coreias:

-A Península Coreana dominada pelo Japão entre 1910 e 1945.


-Após a 2ª G.M., os japoneses se retiraram e a Península foi dividida em áreas de
influência dos Estados Unidos e da União Soviética. Divisão no paralelo 38.
-Guerra entre as duas Coreias entre 1950 e 1953: tropas da Coreia do Norte
ultrapassaram o Paralelo 38. Com a aprovação do Conselho de Segurança da
ONU, 15 países enviaram tropas em defesa da Coreia do Sul, comandadas pelo
general norte-americano Douglas MacArthur.
-Em 1953, armistício assinado em Panmunjom entre o norte e o sul. Suspensão das
hostilidades, mas não paz definitiva.

O programa nuclear:

-Em 1962, o país começou a desenvolver essa tecnologia com fins pacíficos, com
apoio da URSS e da China.
-Em 1986, a Coreia do Norte construiu sua primeira usina nuclear e, entre os anos
1990 e 2000, o regime norte-coreano importou cientistas saídos das ex-repúblicas
soviéticas (o fim da URSS provocou uma espécie de diáspora de cientistas atômicos
pelo mundo).
- O “pai” do programa nuclear do Paquistão contribuiu não só para o programa nuclear
norte-coreano, mas também para o iraniano e o líbio.
-Cabe notar que a montanha usada pelo governo norte-coreano para realizar seus
testes nucleares provavelmente desabou e não é mais possível realizar experimentos
no local, segundo geólogos chineses.
CHINA

China quer se tornar próxima potência de energia limpa


01/07/2018
Os chineses têm buscado solucionar o desafio de continuar crescendo e ao mesmo
tempo diminuir as emissões de gases poluentes. Pelos próximos dois anos, o país
tem a ambição de gerar 100 gigawatts de energia solar, uma quantidade suficiente
para iluminar mais de 30 milhões de residências. Até 2030, a energia produzida por
fontes renováveis na China deve atingir 20% do total – contra os atuais 13%. A
China tem a expectativa de se tornar a próxima superpotência de energia limpa. O
país já é o maior investidor mundial de energia renovável, tendo feito um aporte de
US$ 126,6 bilhões (cerca de R$ 488,1 bilhões, em valores atuais) no setor no ano
passado, uma alta de 30% em relação ao ano anterior.
Na comparação com o resto do mundo, os projetos chineses dominaram a
expansão global da capacidade de geração renovável ao longo de 2017, que somou
157 gigawatts em novas usinas ao redor do mundo, mais que o dobro do
crescimento dos combustíveis fósseis, mostrou um relatório feito com apoio da
Organização das Nações Unidas (ONU). Desse total, 98 gigawatts em capacidade
solar foi adicionado ao redor do mundo em 2017, com a China contribuindo com
mais de metade desse acréscimo de capacidade de produção, ou 53 gigawatts.
Sinal de alerta. O distanciamento dos chineses de fontes poluentes de energia,
como o carvão e outros combustíveis fósseis, fazem parte de um esforço para a
diminuição da emissão de gases poluentes. E esse movimento em direção a fontes
limpas é relativamente recentes, se acelerando na última década. Nos anos
recentes, o país viu brotar um grande número de parques de energia solar.
De acordo com um estudo de 2016, comandado por pesquisadores chineses e
americanos, a queima de carvão foi o principal indutor de mortes relacionadas à
poluição do ar na China em 2013, causando cerca de 366 mil mortes prematuras no
país. No ano passado, foi inaugurada em Datong, no norte da China, uma estação
de energia solar diferente: as placas de captação de energia formam o desenho de
um panda, animal que é um dos símbolos do país. No entanto, ainda que
fabricantes de equipamentos do setor tenham elevado a produção nos últimos dois
anos, conforme os governos apoiaram centenas de projetos para atingir metas de
energia limpa, a indústria agora pode estar sofrendo com um excesso de
capacidade.
O rápido crescimento do setor de energia solar foi impulsionado, sobretudo, por
generosos subsídios estatais. Mas o país tem buscado mudar as formas de
incentivo e o crescimento do parque de usinas solares deve sofrer uma
desaceleração este ano na comparação com o ano passado. Na avaliação do vice-
presidente do Conselho da Associação Fotovoltaica da China, Wang Bohua, a
capacidade instalada em geração de energia solar na China deve aumentar cerca de
40 gigawatts em 2018, contra os 53 gigawatts de crescimento registrado em 2017.

Curtas/ Impostos na China


O Parlamento da China preparou proposta de corte de impostos que irá beneficiar a
maioria da população, como parte do esforço do governo para dar impulso ao
consumo e reduzir a desigualdade. O objetivo é reduzir a elevada taxa de poupança
e investimento e gerar mais crescimento por meio do consumo das famílias. Quase
todos os contribuintes receberão um corte de impostos, sendo o maior percentual
para aqueles que ganham entre US$ 27.000 e US$ 45.000 por ano, segundo
análise do banco de investimento China International Capital Corp. A China é uma
dos países mais desiguais do mundo, com coeficiente de Gini de 0,40, nível definido
pelo Banco Mundial como limite para "desigualdade grave".

Folha de S. Paulo – China mira Brasil como parceiro estratégico em meio a guerra
global

A energia elétrica, um dos setores em que os chineses mais investiram nos


últimos dois anos no país, é um exemplo disso. "A China compra linhas de
transmissão porque é uma grande fabricante, tem 'know how' de engenharia, de
gestão.

No início deste ano, foi anunciado que a América Latina passaria a fazer parte
da política de "One Belt, One Road", um megaplano de investimentos do
governo chinês para injetar bilhões de dólares em grandes projetos de
infraestrutura na Ásia, África, Oriente Médio e Europa. Para o Brasil, essa
inclusão teria um forte peso, já que o país atraiu 56,4% de todos os recursos
chineses aplicados na região entre 2003 e 2016, que somaram US$ 110 bilhões,
de acordo com o estudo.

Em meio a tensões com Pequim, EUA abrem embaixada de fato em Taiwan


Os Estados Unidos inauguraram nesta terça-feira (12/06) uma nova embaixada de fato
na capital de Taiwan, uma medida que promete elevar as tensões entre Washington e
a China, enquanto Taipé também vive momentos de tensão com a república asiática.
A cerimônia, que provocou uma resposta irritada de Pequim, é o mais recente sinal da
tentativa de aproximação do governo do presidente Donald Trump com Taipé,
em meio a disputas com a China e tensões crescentes no altamente militarizado
Estreito de Taiwan.
A nova representação diplomática, que se chama oficialmente Instituto Americano em
Taiwan (AIT, na sigla em inglês), custou cerca de 250 milhões de dólares e abrigará
mais de 500 funcionários em seus 65 mil metros quadrados de área, que, segundo
fontes, será protegida por fuzileiros navais americanos.
A embaixada de fato servirá aos interesses americanos na ilha, na ausência de laços
diplomáticos formais – Washington não reconhece diplomaticamente Taipé desde
1979, quando trocou o reconhecimento de Taiwan para a China, num processo
de aproximação com Pequim.
Desde que foi eleito presidente, Trump protagonizou uma evidente aproximação
com a ilha, incluindo uma conversa por telefone com a presidente taiwanesa – a
primeira entre líderes dos dois países desde que Washington rompeu suas
relações diplomáticas com Taipé há quase 40 anos
Além disso, em março, Trump assinou uma lei que deu fim às restrições a viagens
oficiais entre funcionários de alto escalão americanos e taiwaneses. Em maio, a
Casa Branca condenou a China por exigir que companhias aéreas
internacionais, em suas páginas da internet, se referissem a Taiwan como parte
de seu território.
Os EUA, contudo, querem agora evitar um atrito direto com a China, já que precisam
de sua colaboração para avançar em direção à desnuclearização da Coreia do Norte,
reforçada na cúpula desta terça-feira
Enquanto isso, a China segue com sua estratégia de isolar Taiwan pelas más
relações do regime comunista com o governo da independentista Tsai Ing-wen.
Pequim cortou seus contatos com Taipé, reduziu o número de turistas chineses
que visitam a ilha e aumentou sua ameaça militar com patrulhamento aéreo em
torno da ilha e velejando seu porta-aviões pelo Estreito de Taiwan.

Para a China, Trump continua a ser uma dádiva


E a mídia entendeu errado. A real manchete da cúpula de Trump e Kim Jong-un
deveria ser esta: “Os EUA enfraquecem sua aliança de 70 anos com a Coreia do Sul”.
Os elementos mais surpreendentes da iniciativa de Trump não foram os elogios feitos
ao ditador norte-coreano, mas seu anúncio do cancelamento dos exercícios militares
com a Coreia do Sul, adotando a mesma retórica dos norte-coreanos, qualificando os
exercícios de “provocativos”.
Na verdade, é a Coreia do Norte que provoca e ameaça a Coreia do Sul, desde que
invadiu o Sul pela primeira vez, em 1950. Acredita-se que ela mantenha um milhão de
soldados na ativa, quase o dobro da Coreia do Sul, e construiu 20 túneis para
organizar uma invasão-surpresa. Além disso, tem mais de 6 mil peças de artilharia que
podem atingir o Sul, incluindo algumas cujo alcance é tão grande que 32,5 milhões de
pessoas estão em perigo, mais do que a metade da população sul-coreana.
Pior ainda, Trump indicou que gostaria de retirar as tropas americanas da Coreia do
Sul.
Alguns comentaristas têm sublinhado que a vitoriosa dessa cúpula foi a grande
potência que nem estava presente: a China.
Eles estão certos. Pense no que a China sempre desejou. Primeiro, a estabilização da
Coreia do Norte. Até recentemente, a questão vinha sendo um pesadelo para os
chineses, uma vez que a unificação seria levada a cabo segundo as condições da
Coreia do Sul, criando um grande Estado democrático, aliado de Washington,
abrigando tropas americanas na fronteira da China. O pesadelo parece improvável
agora que os EUA prometeram garantias de segurança para a Coreia do Norte, além
de ajuda e investimentos.
O segundo grande desejo da China é ficar livre das tropas americanas, especialmente
no continente. Trump parece inclinado a isso também.

Rússia, China e Irã se juntam na batalha geopolítica


Mais do que capital para desenvolvimento, o encontro promete ser a afirmação,
mais uma vez, de quem está do lado de quem no jogo geopolítico
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente do Irã, Hassan Rouhani,
vão à China, nesta sexta-feira para confirmar a aliança do eixo oriental na
disputa comercial e política com os Estados Unidos. Os governos iraniano e
russo participarão do encontro da Organização para Cooperação de Xangai no
momento em que os dois países têm sofrido sanções econômicas dos Estados
Unidos, e perdido importância no cenário econômico mundial.

Relações Bilaterais:

Viagem do Aloysio Nunes à China: maio 2018.


- Ampliação de negócios.
- Os negócios entre Brasil e China cresceram 29% em 2017 (alcançando US$ 74,8
bilhões), o que significa um recorde mundial.
- Defesa do Acordo de Paris.
- Combate ao protecionismo.
Tensões navais entre EUA e China aumentam:
Forte presença chinesa no Mar do Sul da China provoca receios de nações asiáticas e
dos Estados Unidos, tanto que o país americano aumentou sua assertividade na área,
o que causou maiores tensões com os chineses.
Após haver participado de duas edições do exercício naval da Borda do Pacífico
RIMPAC (é bienal), a marinha da China foi desconvidada pelo governo dos Estados
Unidos para o exercício de 2018.
Em 2018, os chineses construíram sete bases militares nas ilhas artificiais no
arquipélago Spratly, o que é interpretado pelos norte-americanos como ameaça à
resolução da disputa territorial na região pela via diplomática.

Winning Hearts on China’s Belt and Road

-5 anos após o lançamento do OBOR, no Cazaquistão, o projeto continua com um


sério problema de imagem.
-Líderes chineses negam pretensões geopolíticas.
-Philippine President Rodrigo Duterte and Malaysian Prime Minister Najib Razak are
among the BRI’s biggest supporters.
-The BRI has also found great support in Indonesia.
-Problema de imagem: in part due to Chinese actions in the South China Sea, which
have sometimes hampered Beijing’s charm offensive in Southeast Asia.
-Second, the “China threat” narrative is still very much alive and has its roots to more
recent Cold War-era experiences of Chinese support for communist movements in the
region.

Diálogo econômico impulsiona relações entre China e Japão

-O histórico do relacionamento bilateral é complexo. As tensões entre as duas


potências regionais continuam no século XXI, em especial no Mar do Leste da
China.
-A relação, contudo, parece dar mostras de amadurecimento, com movimento de
reaproximação, motivada por convergências em relação a temas econômicos
(reação às tarifas dos EUA ao Japão e à China).
-Em abril de 2018, após 8 anos de pausa, foi restabelecido o diálogo econômico
de alto nível entre as duas nações.
-O Premiê japonês está interessado em aproximar-se da China no contexto de
preocupações compartilhadas sobre o perigo de uma guerra comercial.
-Donald Trump impôs tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio,
alegando questões de segurança nacional. Segundo muitos analistas, as
medidas têm objetivo principal de afetar a China, que tem extenso superávit com
os EUA.
-Japão não foi incluído na lista de exceções à tarifa para países parceiros.
-Entre China e Japão, ainda há divergências pontuais no comércio: preocupação
japonesa em relação à propriedade intelectual e à falta de transparência chinesa.
- O Japão, a China e a Coreia do Sul negociam um acordo de livre-comércio e,
em março de 2018, houve a 13a rodada de negociações, em Seul.
-O maior obstáculo refere-se às tensões no Mar do Leste da China.

Relações com Taiwan:


-Após Panamá, República Dominicana rompe relações com Taiwan e as
estabelece com a China.
-Redução do apoio internacional à Taiwan por pressões da China.
-Os laços entre a China e Taiwan melhoraram significativamente durante o
mandato de Ma Ying-jeou (2008-2016), a ponto de ele ter se reunido em 2015 com o
presidente chinês, Xi Jinping. Durante esse período, Pequim reduziu suas pressões
para “arrebatar” aliados da ilha.
-Esse pacto tácito se rompeu com a chegada à presidência da progressista Tsai
Ing-wen, que é mais cética em relação à China.
-Em 2016, depois da eleição de Tsai, Pequim anunciou o estabelecimento de relações
com Gâmbia, um país que havia rompido relações com Taipé há 3 anos.
-Meses mais tarde, São Tomé e Príncipe estabeleceu relações com a China
continental.
-Tensions rise over Taiwan Strait as U.S. and China harden positions: A Sino–U.S.
trade war could seriously damage Taiwan’s ­export–oriented economy. More than half
of its exports go to China, mostly parts and intermediate goods that are then
assembled and exported to consumers in countries such as the United States.
-In february, Trump signed the Taiwan Travel Act into law, after unanimous votes in
both houses of Congress. Recognizing Taiwan as a “beacon of democracy in Asia,”
the act declares that it should be U.S. policy to send officials at all levels to
Taiwan and allow high–level Taiwanese officials to visit their counterparts in
Washington.

Política interna:

-19.º Congresso do Partido Comunista Chinês decidiu rever a Constituição e


substituir o período de dois mandatos para o presidente da China por eleição sem
limite de tempo.
-O domínio de Xi Jinping fortalece o papel do Partido Comunista e permite um controle
mais forte do poder central.
-Xi concentra os cargos de comandante supremo, secretário–geral do partido e
presidente da República.
- Xi Jinping prometeu maior presença da China no mundo. A China busca ampliar sua
influência geopolítica com iniciativas como a nova Rota da Seda (Belt and Road
Initiative), com fundos da ordem de US$ 1 trilhão, a presença militar do Mar do Sul da
China, a eventual incorporação de Taiwan ao território continental e a agressiva
política industrial Made in China 2025.

Economia:

-Trump anunciou medidas protecionistas contra a China, como sobretaxas ao aço


e ao alumínio, além de medidas unilaterais adicionais: restrições à entrada de
produtos chineses que poderiam alcançar US$ 50 bilhões e plano para impor novas
restrições a investimentos chineses em equipamentos robóticos, aeroespaciais,
marítimos e ferroviários modernos, veículos elétricos e biofármacos.
-Na OMC, os EUA vão pedir a abertura de processo contra regras de
licenciamento de tecnologia que impedem empresas americanas de competir no
mercado chinês e a possibilidade de medidas contra práticas chinesas de
propriedade intelectual.
-A China respondeu com sobretaxa de 25% sobre 106 produtos dos EUA,
representando igualmente perdas de US$ 50 bilhões. EUA analisam impor novas
medidas em resposta.

Câmbio:

-A China está avaliando o possível impacto de uma depreciação gradual do yuan,


no contexto da disputa comercial com os EUA.
-Desde a posse de Trump, o yuan teve uma valorização de cerca de 9% em relação
ao dólar, contrariando as acusações do norte-americano. adiante a sua ameaça de
classificar a China como manipuladora cambial.

Mensagem ao Congresso:

-A Ásia converteu-se em centro de grande dinamismo da economia global. O Governo


executa estratégia ativa de intensificação dos fluxos econômico-comerciais e
diversificação de parcerias no continente.
-2017: China manteve-se como principal parceiro comercial do Brasil e importante
fonte de investimentos no país.
-Maio 2017: lançamento do Fundo Brasil-China de Cooperação para a Expansão
da Capacidade Produtiva.
-2017: Visita de Estado do Presidente da República à China, em setembro. Reunião
do Diálogo Estratégico Global (nível de MREs).

Japão

Mensagem ao Congresso:

-Relacionamento com base nos sólidos vínculos humanos, políticos e econômicos


entre os dois países.
-2017: Inauguração, em maio, da “Japan House” em São Paulo – a primeira cidade a
sediar tal iniciativa. Em 2016, realizada visita oficial ao Japão, a primeira em 11
anos.

Relações Brasil – Japão


Visita do MRE do Japão ao Brasil – maio 2018.

O Japão e o Brasil são parceiros estratégicos e globais que compartilham os


mesmos valores, tais como os direitos humanos, o Estado de Direito, a
democracia e a economia de mercado. Nesse sentido, têm mantido uma
relação de cooperação estreita nos assuntos relacionados às mudanças
climáticas e à reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em
âmbito internacional, sem se restringir ao relacionamento bilateral.

Na área da economia, mais de 700 empresas japonesas estão instaladas no


Brasil

Neste ano, o Japão e o Brasil celebram os 110 anos da imigração japonesa.


No Brasil, destacando-se São Paulo, são 1,9 milhão de descendentes de
japoneses e, por outro lado, 180 mil brasileiros vivendo no Japão.

Em março, o príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, esteve no Brasil para


participar do 8º Fórum Mundial da Água. Para julho, está sendo estudada a
visita da princesa Mako.

São Paulo foi a primeira cidade no mundo a ter uma Japan House, um ponto
inovador de comunicação.

Dados do Ministério das Relações Exteriores do Japão, compilados pelo


Consulado Geral do Japão em São Paulo, mostram que, de 2014 a 2016, o
número de vistos emitidos para descendentes e seus cônjuges cresceu 145%.
Em 2016, último dado disponível, foram 11,5 mil emissões. “Em termos gerais,
descendentes de japoneses que pretendem permanecer no Japão a trabalho
foram influenciados pela conjuntura econômica”, informou o consulado.

Aloysio Nunes Ferreira: Brasil e Japão, 110 anos que nos unem / Artigo / Aloysio
Nunes Ferreira

Brasil e Japão comemoram, em 2018, os 110 anos da viagem do navio Kasato Maru
de Kobe a Santos. O primeiro grupo de 781 imigrantes japoneses desembarcou em 18
de junho de 1908. Certamente não sabiam, mas o Japão passava a fazer parte
indissociável da identidade, da cultura e do desenvolvimento brasileiros.

Do norte ao sul do Brasil, são cerca de 1,9 milhão os descendentes de japoneses,


formando a maior comunidade nipodescendente fora do Japão. A presença deles se
faz sentir nos setores produtivos, nas universidades, na cultura. Não por acaso, a
avenida Paulista foi escolhida como endereço da primeira 'Japan House' no mundo,
aberta em 2017 e que já se consolidou como um dos principais espaços culturais de
São Paulo.

Já a vibrante comunidade brasileira no Japão soma 190 mil pessoas, que


contribuem com seu trabalho e engenho para a prosperidade daquele país. No metrô
de Nagoia, ouve-se português.

A visita da princesa Mako, em julho, marcará os 110 anos desses profundos laços
humanos. Em março, fomos honrados pela visita do príncipe herdeiro Naruhito, no
âmbito do 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília. Em maio, o chanceler Taro
Kono esteve em São Paulo.

Temos muitos motivos para celebrar. O Japão é o terceiro maior parceiro comercial
do Brasil na Ásia. O Brasil, o principal parceiro do Japão na América Latina; aqui
estão instaladas 698 empresas japonesas.

O Japão contribuiu decisivamente para revolucionar nossa agricultura. Os primeiros


imigrantes chegaram para trabalhar na lavoura cafeeira. A partir da década de 1970, a
evolução tecnológica japonesa auxiliou o desenvolvimento da agricultura tropical no
cerrado, em particular da soja.

Desde 2014, elevamos nosso relacionamento a uma Parceria Estratégica e


Global, marcada pelo interesse comum em aprofundar a cooperação em ciência,
tecnologia e inovação, em ampliar fluxos de comércio e investimentos e em fortalecer
nossos vínculos políticos globais em torno de uma ordem mundial fundamentada em
regras.

Iniciamos o Diálogo de Chanceleres, cuja segunda edição foi realizada em maio,


quando visitei o Japão e repassei com o chanceler Taro Kono a ampla agenda
bilateral. Também estive com o vice-primeiro-ministro, Taro Aso, com o ministro da
Infraestrutura, Keiichi Ishii, e falei na "Keidanren", a federação de indústrias do Japão.

Constatei o claro interesse de autoridades e lideranças empresariais nas


oportunidades que as reformas macroeconômicas oferecem para o reforço dos
investimentos japoneses, sobretudo em infraestrutura.

Lideranças dos setores empresariais dos dois países compõem o chamado 'Grupo de
Notáveis', que se reuniu neste mês, no Rio de Janeiro. Em julho, será realizada, no
Japão, reunião entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a 'Keidanren'. Em
pauta, o interesse da comunidade empresarial por negociações comerciais Mercosul-
Japão.

No mês da Copa, não é demais recordar que a tecnologia de televisão digital em


nossas casas é produto da cooperação Brasil-Japão. E que nossos laços de amizade
se repetem na história do esporte. A taça do penta foi erguida em Yokohama. Rio e
Tóquio foram irmanadas pela bandeira olímpica. Aprendemos o judô, ensinamos o
futebol e há até brasileiro que se destaca no sumô.

Passados 110 anos da longa viagem do Kasato Maru, o Brasil e o Japão celebram
aquele que foi o primeiro passo em um caminho que seguiremos trilhando juntos.

INDIA

II Reunião da Comissão Mista Brasil-Índia sobre Cooperação Científica e


Tecnológica

Ocorrerá no Palácio Itamaraty, amanhã, 30 de maio, a II Reunião da Comissão Mista


Brasil-Índia sobre Cooperação Científica e Tecnológica, com objetivo de passar em
revista os temas bilaterais referentes a inovação, tecnologias de informação e
comunicação (TICs), empreendedorismo, pesquisa industrial e intercâmbio de
startups. Na ocasião, será assinado Memorando de Entendimento em
Biotecnologia, que permitirá o lançamento de novas chamadas conjuntas nesta
área.

Desde a I Reunião da Comissão Mista, realizada em Nova Délhi, em 2012, foi


realizada chamada conjunta em Ciência, Tecnologia e Inovação que abrigou14
projetos, entre universidades e instituições de pesquisa de ambos os países, nas
áreas de TICs, geociências, matemática e energias renováveis, além de duas
chamadas conjuntas em biotecnologia (2013 e 2015), com apoio a projetos nas áreas
de biofarmácia, biocombustíveis e doenças negligenciadas e infecciosas.

Nas reuniões de amanhã, Brasil e Índia buscarão avançar nas negociações de um


programa de trabalho de cooperação científica e tecnológica entre o Ministério da
Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e o Ministério da Ciência e
Tecnologia da Índia, para o próximo biênio. Durante o encontro, também será
apresentado projeto iniciado neste ano entre o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) e o
Centro de Desenvolvimento de Computação Avançada da Índia, que possibilitará a
construção de laboratório de computação avançada de última geração no PTI, com
transferência de tecnologia, além de treinamento e intercâmbio de profissionais no
setor de computação de alto desempenho.

Política interna:

Protestos de dalits na Índia têm confronto e deixam sete mortos, após uma decisão da
Suprema Corte que anulou uma lei que estabelecia a prisão imediata para quem
discriminasse ou agredisse pessoas de castas mais baixas.

Índia e Japão lançam o Corredor Econômico para o Crescimento da Ásia e da África

-O Corredor Econômico para o Crescimento da Ásia e da África (CECAA),


lançado em 2016, é uma Iniciativa proposta pelo Japão e pela Índia para a
integração regional.
-O CECAA é visto como uma resposta para a Nova Rota da Seda.
-Foco: criação de redes de conectividade; intensificação do intercâmbio entre pessoas,
culturas e boas práticas; projetos de cooperação política; projetos de
desenvolvimento; construção de infraestrutura; integração institucional entre os
países membros.
-Na área de infraestrutura, ênfase nas fontes renováveis, além da construção de
infraestrutura digital e de comunicação.
-Coordenação entre Índia e Japão pode ser vista como uma resposta à crescente
influência chinesa na Ásia e na África.

Sudeste asiático
- Um dos polos mais dinâmicos da economia global. Em setembro de 2017, o MRE
visitou Malásia, Singapura e Vietnã.
-Brasil: participação no Fórum de Cooperação América Latina-Ásia do Leste
(Focalal), cujo Plano de Ação prevê a realização de foros empresariais e facilitação
de financiamento de projetos na América Latina e na Ásia do Leste.

O Brasil em direção à Ásia - ALOYSIO NUNES

-Viagem de Aloysio a sete países asiáticos: China, Coreia do Sul, Indonésia, Japão,
Cingapura, Tailândia e Vietnã.
- O crescimento ecoômico não pelo recrudescimento do protecionismo, mas pela
cooperação internacional e o adensamento dos vínculos econômicos e comerciai.
-Os dez países do Sudeste Asiático — incluindo quatro que Aloysio visitará
(Cingapura, Indonésia, Tailândia e Vietnã) — encontram-se reunidos na Asean, que
tem potencial para tornar-se o quarto maior mercado do mundo em 2030.
-O centro de gravidade da economia global tem-se deslocado em direção à Ásia.
-China: Visita a Xangai e a Pequim. Em Xangai, o MRE firmará acordo para o
estabelecimento, em São Paulo, do escritório regional para as Américas do Novo
Banco de Desenvolvimento do Brics.
-Em Seul: abertura oficial das tratativas Mercosul-Coreia do Sul.
-Em Singapura: reforçar entendimentos com vistas a um acordo comercial entre o
Mercosul e aquele país. O país é o quarto investidor direto asiático no Brasil, com
importantes investimentos nas áreas de administração aeroportuária e construção
naval. Brasil tem saldo comercial positivo com Singapura e exporta produtos de alto
valor agregado, como plataformas de petróleo. O Brasil é o maior supridor frango,
carne bovina e suíno congelados de Singapura. Além disso, assinatura de um
acordo bilateral abrangente para evitar a bitributação.
-Em setembro de 2017, Segunda Reunião de Ministros de Relações Exteriores
Mercosul-ASEAN em Nova York
-Japão: importância simbólica particular, em função das comemorações dos 110 anos
do início da imigração japonesa no Brasil.
-Aproximação com a Asean e com demais países asiáticos: abrir mercados para
produtos e serviços brasileiros; inserção nas CGVs; internacionalização de
empresas brasileiras; atração de investimentos.

Vietnã
Visita do vice-primeiro-ministro do Vietnã, Vuong Dinh Hue, ao
Brasil – 2 e 3 de julho de 2018

O vice-primeiro-ministro do Vietnã, Vuong Dinh Hue, realizará visita ao Brasil


nos dias 2 e 3 de julho de 2018. A alta autoridade vietnamita será
acompanhada por delegação empresarial e pelos vice-ministros do
Planejamento e Investimento; dos Negócios Estrangeiros; do Gabinete de
Governo; dos Transportes; da Indústria e Comércio; das Finanças; da
Agricultura e Desenvolvimento Rural, bem como pelos vice-presidentes do
Banco Estatal do Vietnã e da Câmara de Comércio e Indústria do Vietnã.

No dia 2 de julho, o vice-primeiro-ministro Vuong Dinh Hue será recebido pelo


senhor presidente da República, Michel Temer; pelo ministro das Relações
Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira; pelo ministro da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, Blairo Maggi; e pelo ministro da Indústria, Comércio Exterior e
Serviços, Marcos Jorge de Lima.

A visita, além de propiciar oportunidade para reforçar e adensar, em nível


elevado, os laços entre os dois países, contribuirá para o aprofundamento das
relações econômico-comerciais e da cooperação bilateral em temas de interesse
comum. Está prevista cerimônia de assinatura de atos nas áreas de promoção
comercial e serviços aéreo, seguida de Declaração à Imprensa, no Palácio
Itamaraty, com a presença do ministro Aloysio Nunes Ferreira.
No dia 3 de julho, o vice-primeiro-ministro Vuong Dinh Hue visitará São Paulo,
onde participará, na sede da Associação Comercial (ACSP), do Fórum de
Comércio e Investimentos Brasil-Vietnã, evento organizado pela Embaixada
daquele país. Manterá encontros também com representantes da Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), empresários brasileiros e
entidades do setor privado nacional.

As relações do Brasil com o Vietnã passam por positivo momento de


intensificação. O chanceler Aloysio Nunes Ferreira visitou Hanói em
setembro de 2017 e em maio de 2018, ocasiões em que se reuniu com
altas autoridades do governo vietnamita. O dinamismo das relações
econômico-comerciais pode ser verificado pelo salto nos indicadores
do comércio bilateral observado nos últimos 16 anos, que registrou
US$ 29 milhões em 2001 e atingiu seu melhor resultado histórico em
2017, com mais de US$ 3,9 bilhões, volume de comércio superior ao
de vários parceiros mais tradicionais do Brasil. Há grande potencial de
expansão e diversificação do fluxo comercial bilateral.

Em 2019, os dois países comemorarão 30 anos do estabelecimento de


relações diplomáticas.

África
Afrique du Sud - Crise de l'eau : Le Cap échappe de peu à la catastrophe
J'ai décidé de ne pas renouveler l'état de catastrophe naturelle, qui expire le 13 juin
2018 », a déclaré le ministre des Affaires traditionnelles Zweli Mkhize. L'Afrique du Sud
a donc levé mercredi l'état de catastrophe naturelle décrété à la mi-février, en raison
de la sécheresse historique qui frappait la région du Cap (Sud-Ouest), la deuxième
ville du pays. « La phase aiguë de la sécheresse dans les provinces du Cap-
Occidental (Sud-Ouest), du Cap-Oriental (Sud-Est), du Cap-du-Nord (Nord-Ouest) et
d'autres poches plus petites du pays touche à sa fin », a expliqué le ministère dans un
communiqué.

Visita ao Brasil do ministro dos Assuntos Exteriores e Cooperação da República


da Guiné Equatorial, Simeón Oyono Esono Angu
O ministro dos Assuntos Exteriores e Cooperação da República da Guiné Equatorial,
Simeón Oyono Esono Angue, realizará visita de trabalho a Brasília nos dias 14 e 15 de
junho corrente.
O ministro equato-guineense manterá reunião de trabalho com o ministro Aloysio
Nunes Ferreira no dia 14, ocasião em que passarão em revista temas prioritários da
agenda bilateral, como comércio, investimentos, cooperação técnica, ensino do
português na Guiné Equatorial e coordenação política na Comunidade dos Países de
Língua Portuguesa (CPLP) e na Organização das Nações Unidas (ONU). A Guiné
Equatorial é membro da CPLP desde 2014 e ocupa assento não permanente no
Conselho de Segurança da ONU no biênio 2018-2019.
Ethiopia to cede land at heart of bloody conflict with Eritrea
Ethiopia announced on Tuesday that it would implement a peace agreement
ending a 19982000 war with Eritrea that requires it to cede disputed land it
has occupied for almost two decades. The executive committee of the ruling
Ethiopian People's Revolutionary Democratic Front also said after a day-long
meeting that the government would sell off minority stakes in stateowned
enterprises, including Ethio Telecom and Ethiopian Airlines, and that foreigners
would be allowed to invest in the lucrative businesses. The moves are part of a
radical reform agenda initiated by Abiy Ahmed, who became Ethiopian prime
minister in April, to open up the country after 26 years of authoritarian rule by
a minority elite. He has also promised greater democracy in a nation where the
EPRDF controls every seat in parliament. In December 2000, Ethiopia and
Eritrea signed an agreement in Algiers to end the two-year conflict triggered by
competing claims for territory along the border. The fighting cost tens of
thousands of lives. But Addis Ababa refused to recognise the decision in 2002
of a boundary commission established under the agreement that gave the town
of Badme, which was the flashpoint of the war, and surrounding territory to
Eritrea. Ethiopia has occupied the area ever since, insisting that relations should
be normalised before any resolution of the boundary, and the countries have
remained in a state of "no peace no war" ever since.

Cooperação entre Brasil, Guiné Bissau e ONU em matéria de alimentação


escolar
Brasil e Guiné Bissau, com o apoio do Centro de Excelência contra a Fome das
Nações Unidas, retomaram o processo de Cooperação Técnica denominado
Programa de Cantinas Escolares Guineense. Esta iniciativa tem como objetivo
garantir a segurança alimentar, ao incrementar a alimentação escolar
integrando os produtos da agricultura local. Este processo de cooperação havia
sido interrompido em 2012. Neste período o país enfrentou instabilidades
política e militar, com a destituição do então presidente interino Raimundo
Pereira.

A assinatura do Projeto ocorreu no começo do mês de abril de 2018,


concomitante à missão diplomática do Governo do Brasil e de uma delegação
do Centro de Excelência contra a Fome à Guiné Bissau.

A pauta sobre a segurança alimentar também tem sido amplamente abordada


nas esferas das Organizações Internacionais. A Comunidade dos Países de
Língua Portuguesa (CPLP) havia realizado no mês de maio, no Brasil, o
“Seminário Internacional: Sustentabilidade dos Programas de Alimentação
Escolar”.

O continente africano é uma prioridade permanente da política externa


brasileira.

Agenda ativa para a África:


- o Ministro das Relações Exteriores realizou visitas a Namíbia, Botsuana,
Malawi, Moçambique, África do Sul, São Tomé e Príncipe, Gana, Nigéria, Côte
d’Ivoire e Benim. Nessas ocasiões, assinou acordos em áreas como facilitação
de vistos, previdência social e serviços aéreos, e reiterou o compromisso do
Brasil com o desenvolvimento socioeconômico e a consolidação da paz e da
democracia na África Ocidental.

O Egito é o principal destino das exportações brasileiras para a África.

ORIENTE MÉDIO

Missão do MRE ao Oriente Médio:


Consultas Políticas com Omã, Iraque, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos
As Consultas Políticas têm por objetivo desenvolver o diálogo sobre temas bilaterais,
regionais e internacionais de interesse comum, favorecendo a compreensão mútua e a
cooperação em foros internacionais.

Comércio do Brasil com o Oriente Médio

Brasil lidera mercado de carne para muçulmanos


a população de muçulmanos crescerá 73% entre 2010 e 2050, quando
alcançará a marca de 2,76 bilhões de pessoas.

Com o objetivo de atender a um mercado que cresce exponencialmente,


diversas empresas estão se preparando para obter a certificação halal, selo
que garante a qualidade da carne. Para se ter uma ideia do potencial desse
mercado, o Brasil exporta para 57 países islâmicos, sendo 22 países árabes, o
que resulta em mais de dois milhões de toneladas de carne por ano.

IÊMEN

Yemen crisis: Saudi coalition demands Houthis' unconditional withdrawal


The UN’s hopes of negotiating a ceasefire with Houthi rebels in the vital port of
Hodeidah in Yemen appear to have been dashed after the Saudi-led coalition backing
the Yemeni government said it would only accept the rebels’ unconditional withdrawal
from the area.

The UN special envoy for Yemen, Martin Griffiths, has been in the country seeking a
deal whereby the port, currently under Houthi control, is handed over to the UN and its
relief agencies. The port is the distribution point for up to 80% of the food, water
and commercial fuel vital to the lives of more than 8 million Yemenis in severe
need. The UN and aid agencies fear a prolonged fight will endanger the aid supplies.
But the United Arab Emirates, the key military supporters of the UN-backed
government, has insisted it will not accept anything but an unconditional withdrawal.
The Houthis are extremely unlikely to agree to this, since it would amount to surrender
of the area with no guarantees on the future status of Yemen.
Na quarta-feira (13), a coalizão liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes
Unidos atacou o principal porto do Iêmen e, em terra, as tropas seguiram a operação
Vitória Dourada. Segundo a notícia, milhões de pessoas correm o risco de ficar
sem alimentos, já que o porto, controlado pelos rebeldes houthis, é ponto de
chegada de importações.
Vale lembrar:
Em 2011, na esteira dos eventos da Primavera Árabe, o então Presidente do Iêmen,
Ali Abdullah Saleh, saiu do poder, assumindo seu Vice, Abd-Rabbu Mansour Hadi. Em
meio à fragilidade política, o movimento xiita houthi tomou controle do norte do país,
chegando, inclusive, a controlar a capital Sanaa em 2014. Desde 2015, uma coalizão
de Estados sunitas árabes liderada pela Arábia Saudita tem recebido apoio logístico e
de inteligência dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França contra os rebeldes
houthis, que seriam, supostamente, apoiados pelo Irã.

Bombardeio da coalizão saudita contra porto no Iêmen agrava guerra civil


O principal porto do Iêmen, Hodeida, com o qual milhões de pessoas contam para a
chegada de alimentos e outros suprimentos básicos em uma guerra civil que já matou
cerca de 10 mil pessoas desde 2014, foi atacado nesta quarta-feira por uma coalizão
liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos. Aeronaves e navios de
guerra atingiram posições mantidas pelos rebeldes houthis no porto estratégico no
Mar Vermelho — enquanto isso, combatentes leais ao governo aliado das monarquias
do Golfo Pérsico seguiram com tropas por terra, na operação chamada Vitória
Dourada.
O ataque, após vários dias de diplomacia fracassada, parece ter o objetivo de
desequilibrar a longa guerra civil do Iêmen entre os rebeldes houthis, que controlam o
porto de Hodeida, e as forças pró-governo. Qualquer batalha, no entanto, ameaça
aprofundar o que já é uma situação humanitária catastrófica. Depois de anos de
guerra, 8 milhões, dos cerca de 28 milhões de habitantes do Iêmen, correm o risco de
morrer de fome.
Os houthis ainda controlam a capital, Sanaa, bem como territórios no Norte do
Iêmen, suas terras ancestrais
Desde 2015, os Estados Unidos têm fornecido reabastecimento aéreo à
campanha de bombardeios liderada pelos sauditas no Iêmen, além de avaliações
de inteligência e assessoria militar, mas esse papel tem provocado controvérsia.
O Pentágono insiste que sua assistência não envolve combate, e que tem
aconselhado a Força Aérea Saudita a adotar práticas de bombardeio que atinjam
menos civis. Ao mesmo tempo, a empresa de defesa americana Raytheon está
sondando legisladores e o Departamento de Estado americanos para permitir a venda
de 60 mil munições de alta precisão para os sauditas e para os Emirados, em
negócios que valem bilhões de dólares.

A guerra civil do Iêmen começou em 2015, após os protestos da Primavera


Árabe que derrubaram o presidente autocrático do país, Ali Abdullah Saleh.
Desentendimentos em reação à divisão de poder deram lugar ao conflito militar
e agora diferentes forças ocupam áreas do país. Os houthis, que são do norte do
Iêmen e representam um dos principais grupos políticos do país, invadiram o sul
há três anos e assumiram o controle da capital, Sanaa. Logo depois, eles
ocuparam Hodeida (porto). O presidente internacionalmente reconhecido, Abd
Rabbuh Hadi, fugiu e agora está exilado na Arábia Saudita.

A maioria dos analistas e diplomatas iemenitas vê a guerra como uma batalha de


supremacia política, não de religião. Os houthis, assim como várias outras facções
iemenitas, são xiitas, mas pertencem a um ramo diferente do xiismo seguido
pela maioria dos iraniano.
Nota do MRE - Conflito no Iêmen

Ao se completarem três anos do atual conflito armado no Iêmen, o Brasil


reafirma seu apoio aos esforços das Nações Unidas no sentido de encontrar
uma solução negociada para o conflito e expressa sua confiança no trabalho
do novo enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Iêmen,
Martin Griffiths, que assumiu suas funções em março último.

Fears of New Humanitarian Crisis in Yemen After Attack on Port

DUBAI, United Arab Emirates — The world’s worst humanitarian disaster could
be about to get even worse. The main port, which millions of Yemenis rely on
for food and other supplies, was invaded early Wednesday by a coalition led by
Saudi Arabia and the United Arab Emirates

The attack, following several days of failed diplomacy, seemed aimed at tipping
the balance in Yemen’s long-running civil war against the Houthi rebels, who
control the port, Hudaydah, and armed forces loyal to the Saudis and Emiratis.

American military officials, including Defense Secretary Jim Mattis, are wary of
the assault and have warned their Arab allies that it could end in failure both
militarily and politically, and result in further civilian suffering.

Yémen : une conférence humanitaire se tiendra fin juin à Paris

La France et l’Arabie saoudite confirment le calendrier. L’Arabie soutient les


forces loyales du président face aux insurgés Houthis, appuyés par l’Iran.

Depuis mars 2015, une guerre oppose au Yémen les forces loyales au
président Abd Rabbo Mansour Hadi, soutenues notamment par l’Arabie
saoudite, aux insurgés Houthis, appuyés par l’Iran. Les Houthis contrôlent la
capitale Sanaa et de vastes régions du nord et de l’ouest. Surtout, près de 10
000 personnes ont été tuées et plus de 55 000 blessés dans ce conflit qui
pousse sur les chemins de l’exil de nombreux habitants. Le Yémen est par
ailleurs le pays le plus pauvre du Moyen-Orient, et la famine une constante
menace.

IRAQUE

Once Hated by U.S. and Tied to Iran, Is Sadr Now ‘Face of Reform’ in Iraq?

Now, the man once demonized by the United States as one of the greatest
threats to peace and stability in Iraq has come out as the surprise winner of this
month’s tight elections, after a startling reinvention into a populist, anticorruption
campaigner whose “Iraq First” message appealed to voters across sectarian
divide
The results have Washington — and Tehran — on edge, as officials in both
countries seek to influence what is expected to be a complex and drawn-out
battle behind the scenes to build a coalition government. Mr. Sadr’s bloc won
54 seats — the most of any group, but still far short of a majority in Iraq’s 329-
seat Parliament.

Pointedly absent from Mr. Sadr’s list of potential partners: pro-Iranian blocs, as
he has insistently distanced himself from his former patrons in Iran, whose
meddling he has come to see as a destabilizing force in Iraq’s politics.

In his only extensive interview before the elections, given to his own television
channel, Mr. Sadr put forth a manifesto largely adopted from his new secularist
allies. He said his goals were to put professionals — not partisan loyalists —
into positions of power as a way to build national institutions that serve the
people instead of political insiders.

Iraqi elections point to Iran's growing influence in the region


País tornou-se majoritariamente xiita.
A influência do Irã no Iraque aumenta gradualmente.
No matter who wins Iraq's elections on Saturday, Iran is likely to maintain or even increase its
sway over the country just days after Donald Trump said he wanted to curtail Tehran's regional
influence.
All five Shia political blocs contesting the election have, or have had, ties to Iran. The outcome
will determine the extent to which Baghdad tilts towards Tehran at a time when Iraq is no longer
so reliant on the US after declaring victory over Isis.
The US-led invasion that toppled Saddam Hussein in 2003, paved the way for the Shia majority
to dominate Iraqi politics, inadvertently presenting Iran with the opportunity to exert influence in
a country with which it fought a brutal war in the 1980s. Tehran filled the gap left by the US
troop withdrawal and considers Iraq its most strategic ally.
The Shia power's regional expansion is traced to the 1979 Islamic revolution, after which it
sought to export its ideology and develop proxies, often aided by the activities and inaction of its
rivals, analysts say.
Tehran insists the Islamic republic's relations with Iraq and elsewhere are motivated by
legitimate national security and foreign policy concerns. In 2014, Iran was the first nation to
come to Iraq's aid as Isis advanced on Baghdad.

O governo brasileiro felicita o governo e o povo iraquianos pela realização, em


ambiente pacífico, das eleições parlamentares gerais do último dia 12, passo
importante para o fortalecimento da democracia no país.

Trata-se da quarta eleição parlamentar no Iraque desde a adoção da atual


Constituição e a primeira depois do anúncio, em dezembro passado, da
liberação completa do território iraquiano de ocupações do Daesh.

TURQUIA

Vitória de Erdogan aumenta incertezas no Ocidente / Editorial


A vitória de Recep Tayyip Erdogan no primeiro turno das eleições gerais de
domingo passado deu ao presidente da Turquia bem mais do que um novo
mandato. Com maioria no Parlamento e após a reforma no sistema de governo
aprovada num referendo no ano passado, o controverso líder, no poder desde
2003, governará agora com amplos poderes, a ponto de vários analistas
compararem a uma ditadura esta nova fase política do país, estratégico membro
da Otan, situado no limite entre a Europa e o Oriente Médio. A vitória de
domingo é a iniciativa mais recente de uma série adotada por Erdogan para se
consolidar no poder, após a frustrada tentativa de golpe militar contra ele em
2016.

Erdogan, do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), obteve 53% dos


votos, contra 31% do segundo colocado e principal rival, Muharrem Ince, do
secular Partido Republicano do Povo (CHP) – kemalista.

A vitória de Erdogan torna improvável a adesão da Turquia à União Europeia


(UE), sobretudo diante da ampliação de poderes do Executivo e os sinais de
fechamento do regime.

Consolidação de Erdogan na Presidência distancia Turquia da UE


A Turquia e a União Europeia começaram a negociar em 2005 o ingresso do país
muçulmano
Esse processo, no entanto, chega moribundo às eleições turcas deste domingo (24),
com a guinada autoritária sob o governo de Recep Tayyip Erdogan
Erdogan, que deve ser reeleito presidente, prefere fortalecer seus laços com a Rússia
e o Irã, afastando-se da Europa. No ínterim, ele se projeta militarmente na Síria, seu
vizinho em guerra civil desde 2011, em uma tática que beneficia a sua campanha.
Ambos os lados parecem ter desistido de levar a cabo o projeto.
Caso Erdogan vença as eleições, o processo de adesão à União Europeia vai
finalmente perder todo o sentido”
Erdogan deve vencer o pleito presidencial (pesquisa com 2.460 pessoas em 13 de
junho estima que ele terá 44,5% dos votos, enquanto o social-democrata Muharrem
Ince, em segundo, obterá 29%).
Mas a disputa pelo Parlamento está acirrada, e uma aliança de partidos de
oposição pode tirar do presidente a sua maioria legislativa.

The Guardian (Reino Unido) – Turkey escalates row with Greece over 'putschist'
soldiers

Turkey has sent fighter jets roaring into Greek airspace as tensions
mount between the two neighbours following the release from pre-trial
detention of eight Turkish army officers described as traitors by Ankara.
Formations of F-16s flew at low altitude over Aegean isles for more than
20 minutes on Tuesday as Turkey furiously accused Greece of sheltering
terrorists. Ankara vowed to trace the commandos who it claimed
participated in the failed July 2016 coup against the president, Recep
Tayyip Erdo an, and his government. "It is our duty to find these
‘putschist' soldiers wherever they are, pack them up and bring them to
Turkey," the country's deputy prime minister, Bekir Bozdag, said late on
Monday. He personally criticised the Greek prime minster, Alexis Tsipras,
for failing to hand the soldiers over to Turkey after they flew into Greek

Erdogan usa Síria para barganha dupla com Ocidente e Oriente


Presidente turco quer aproveitar popularidade vinda da operação no país
vizinho

Se for reeleito no dia 24 de junho, o que é provável, o presidente turco, Recep


Tayyip Erdogan, terá ainda mais poderes para fortalecer sua política de
controle dos curdos da Síria e do Iraque. Oficialmente, o pleito — previsto para
novembro do próximo ano — foi antecipado na semana passada atendendo a
um pedido do político Devlet Bahceli, do Partido de Ação Nacionalista (MHP).
Mas Erdogan, líder do Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), tomou a
decisão para aproveitar o aumento de sua popularidade no rastro da invasão
do enclave sírio de Afrin, que Ancara continua mantendo sob seu controle.

Afrin, de onde os turcos expulsaram a milícia curda YPG (Unidades de


Proteção Popular), gerou na Turquia uma onda de orgulho nacional, como
disse ao GLOBO, de Istambul, a jornalista e historiadora turca Dilek Zaptcioglu.
Reagindo a essa operação, o MHP resolveu não ter candidato — os
ultranacionalistas vão votar em peso em Erdogan.
Depois de sete anos de guerra, a Síria tornou-se um bazar de potências
emergentes com a ambição de ascensão. Mas a Turquia é o país que mais
conseguiu impor seus interesses. Ancara forma hoje um “triângulo” com o Irã e
a Rússia — que apoiam o regime de Bashar al-Assad — mas mesmo assim
consegue manter-se aliada dos Estados Unidos, como país membro da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e fazer bons negócios com
a União Europeia (UE).

Erdogan anuncia antecipação das eleições na Turquia


O presidente turco Recep Tayyip Erdogan anunciou nesta quarta-feira (18) a
convocação de eleições antecipadas para legislativo e executivo em 24 de junho,
cerca de um ano e meio antes da data prevista.

Ele disse que o objetivo da decisão é antecipar a mudança do sistema político no país,
que deverá passar do parlamentarismo —no qual o chefe de governo é o primeiro-
ministro escolhido pelo legislativo— para o presidencialismo,

A oposição pediu o o fim do estado de emergência, em vigor desde uma fracassada


tentativa de golpe contra o presidente em julho de 2016, para que a eleição possa
ocorrer normalmente.

SÍRIA

ONU : réunion d'urgence du Conseil de sécurité sur la


Syrie
Dans le sud-ouest de la Syrie, une offensive de l'armée syrienne contre des groupes
rebelles a provoqué l'exode de plus de 300 000 personnes.

CSNU convoca reunião de emergência para tratar dos refugiados do sudeste sírio. Nas
últimas duas semanas mais de 300 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas
durante ofensiva do exército sírio contra rebeldes da região.
Grupos rebeldes do sudeste sírio anunciam rodadas de negociação sobre rendição. Após
duas semanas de uma forte ofensiva liderada pelo exército de Damasco, rebeldes
começam a negociar termos de paz.

En dépit de l'afflux continu de milliers de réfugiés, la Jordanie et Israël


maintiennent jusqu'à présent leurs frontières fermées aux réfugiés. La Jordanie,
qui compte sur son sol près de 650 000 réfugiés syriens enregistrés auprès de
l'ONU, a expliqué n'avoir plus la capacité d'en accueillir davantage.

Assad Meets Putin in a Surprise Visit to Russia

President Bashar al-Assad of Syria paid a surprise visit to Russia on Thursday


and was told by President Vladimir V. Putin that Russia expected “foreign
armed forces” to pull out of Syria as a peace process began.
It was not immediately clear which foreign troops Mr. Putin referred to, as
Russia, Iran, the United States and other nations have forces in the country. Mr.
Putin said such a withdrawal would be part of a settlement of the country’s long
civil war.

A ONU ante o desafio sírio/Artigo/Renato Zerbini Ribeiro Leão


Na manhã de 14 de abril, um sábado, o Conselho de Segurança das Nações
Unidas reuniuse em caráter de urgência a pedido da Rússia para discutir o
bombardeio realizado conjuntamente por Estados Unidos, Inglaterra e França a
supostos depósitos e fábricas de armas químicas nos subúrbios de Damasco e
na cidade de Horms, em território sírio, na noite anterior. O objetivo russo seria
o de aprovar uma resolução condenando o uso da força unilateral por parte
daqueles gigantes militares. O governo Putin argumenta que eles armaram
uma grande farsa quanto ao suposto ataque químico no distrito rebelde sírio de
Douma. Obviamente, em consequência da arquitetura onuseana, nenhuma
resolução foi aprovada.

China, Estados Unidos da América, França, Reino Unido e Rússia. E, na Síria,


os interesses desses cinco contrapõem-se escancaradamente especialmente
porque é ela a ligação da Rússia com o Oriente Médio, como também, pela
disputa ao controle no comércio do Pacífico, novo eixo da economia mundial.
Não por isso, universalmente analisando a luz de um pensar fincado nas
premissas da paz, da harmonia entre as nações e de afirmação da dignidade
humana nas relações internacionais, cumpre indagar acerca da não
autorização prévia do Conselho de Segurança da ONU para as operações
militares realizadas pelos Estados Unidos, França e Reino Unido na Síria.
Assim como há de atentar para o fato da legalidade do poder de veto no seno
das Nações Unidas. Também pulula o inexorável entendimento de que esses
bombardeios constituem clara violação aos dispositivos da Carta das Nações
Unidas quanto à proibição do uso da força.

Nenhuma norma jurídica internacional permite recorrer ao uso unilateral da


força em represália a atos cometidos no território de outro Estado contra sua
população, ou mesmo em resposta a suspeitas de possuir e de usar armas de
destruição massiva por parte de um Estado mergulhado em conflito interno. O
art. 51 da Carta da ONU, que prevê a figura da legítima defesa e um
mecanismo de notificação para o Estado que justifique ações militares
recorrendo a essa figura, ou as ações militares coletivas devidamente
autorizadas pelo Conselho de Segurança e amparadas pelo Capítulo VII da
Carta da ONU, compõem a única exceção ao princípio basilar de proibição do
uso da força nas controvérsias entre Estados. Nos conflitos armados do século
21, apesar de tantas “armas inteligentes”, 90% das vítimas são civis.

Avanço de Assad aumenta risco de conflitos regionais

O embate doméstico dá cada vez mais lugar ao enfrentamento entre atores regionais
e internacionais que disputam influência no Oriente Médio. Intensificado nos últimos
meses, o conflito pode se agravar se o ataque dos EUA colocar americanos em rota
de colisão com Rússia e Irã.

O Irã ampliou sua presença desde o início da guerra civil, a ponto de despertar alarme
em Israel, que vê forças iranianas próximas das Colinas do Golan, ocupadas pelos
israelenses desde 1967. Ao dar apoio militar a Assad, a Rússia colocou um pé no
Oriente Médio e desafiou a influência americana na região.

A situação é complicada pela posição da Turquia, que em janeiro lançou uma


operação militar no norte da Síria contra forças curdas que lutam ao lado dos EUA
contra o EI.

A posição estratégica faz com que a Síria tenha relevância para qualquer um que
queira ter influência no Oriente Médio. O país está no centro da região, tem acesso ao
Mediterrâneo e fronteiras com Líbano, Israel, Turquia, Iraque e Jordânia.

A principal fonte de poder do Irã no Oriente Médio está no Líbano, com o Hezbollah, e
a única maneira de ter acesso ao Hezbollah é pela Síria”, afirma.

Arábia Saudita em conversas com os EUA para envio de tropas sauditas


na Síria.

Os países da Liga Árabe, formada por países do Oriente Médio e da África, pediram
uma investigação internacional sobre o uso de armas químicas e condenou o que vê
como interferência do Irã nos assuntos de outros países.
Em reunião na Arábia Saudita, principal adversário de Teerã na região, o grupo pediu
sanções à República Islâmica e exigiu a saída das milícias que auxiliam o regime de
Bashar al-Assad na Síria e combatem no Iêmen, cujo governo pró-saudita enfrenta
rebeldes desde 2015.
No mesmo dia em que suas instalações militares eram atacadas, Assad recuperava o
controle de Douma, local do suposto ataque químico.
A cidade era o último bastião rebelde na região de Ghouta Oriental, alvo de uma
ofensiva do regime desde fevereiro que deixou mais de 1.800 mortos.
L’ONU et la Syrie, une histoire de veto et de résolutions adoptées

Le vote au Conseil de sécurité de l’organisation des Nations unies du projet de


résolution visant à créer un mécanisme d’enquête sur le recours aux armes
chimiques a échoué. La Russie, alliée de Damas, s’y est opposé en mettant son veto.
C’est le 12ème véto russe en sept ans de conflit syrien.

Depuis le début du conflit, seize résolutions ont été adoptées.

Le dernier vote positif à l’ONU concernant la Syrie remonte au 24 février 2018. Le


Conseil de sécurité avait adopté à l’unanimité une résolution instaurant un
cessez-le-feu humanitaire de trente jours entre toutes les parties, en plein siège
de la Ghouta orientale.

Après plusieurs échecs depuis le début de la guerre civile, le premier texte voté a été
la résolution 2042, votée en avril 2012, appelée « plan Annan ». Proposé par
l’ancien secrétaire général Kofi Annan, émissaire des Nations unies et de la Ligue
arabe, il se fondait sur six points essentiels : le dialogue politique, la fin de la
violence, l’acheminement de l’aide humanitaire, la fin des détentions arbitraires,
la liberté pour les journalistes et la liberté pour les Syriens.
A travers la résolution 2043, toujours en avril 2012, l’ONU s’est parée d’un mandat
pour surveiller la cessation des violences.

Le 23 décembre 2012, des habitants et des médecins de Homs témoignent de


l’utilisation d’armes chimiques par le régime lors de l’attaque de la ville.

Barack Obama avait alors annoncé que l’utilisation de ces armes constituerait une «
ligne rouge » sur l’attitude des Etats-Unis face au régime de Bachar Al-Assad.
La Russie a voté en faveur de la résolution 2118, adoptée en septembre 2013,
ordonnant la destruction de l’arsenal chimique syrien mais aussi la coopération
du gouvernement et des forces armées avec l’Organisation pour l’interdiction
des armes chimiques (OIAC). L’ONU a procédé ensuite, dans la résolution 2235, à
l’ouverture d’une structure d’enquête en Syrie, consacrée à l’examen du recours aux
armes chimiques.

Les résolutions les plus contraignantes, proposées au Conseil de sécurité de l’ONU,


ont aussi été celles qui ont été rejetées. Au total,douze résolutions sur la Syrie ont
fait l’objet de veto de la Russie, alors que la Chine, qui suivait d’abord son allié
russe, s’est abstenu lors des derniers votes.

C’est seulement quelques mois après le début du conflit, en octobre 2011, que la
France l’Allemagne et le Royaume-Uni ont tenté de faire adopter une résolution
condamnant le régime syrien et la répression sanglante des manifestations. Le texte
proposé pensait contourner l’éventualité d’un veto russe, en proposant des « mesures
ciblées » au lieu de sanctions, en cas de poursuite de la politique répressive du
régime. Mais cela n’a pas empêché l’ambassadeur russe de déclarer que « la menace
de sanctions était inacceptable ».
Le 4 février 2012, face à l’intensification du conflit, le Conseil de sécurité a soumis au
vote un projet de résolution demandant le départ du président syrien, Bachar Al-Assad.
Cette résolution a été calquée sur le plan de sortie de crise de la Ligue arabe. Pour la
deuxième fois en seulement quatre mois, la Chine et la Russie ont choisi de s’opposer
à sa mise en place. En juillet de la même année, le durcissement des sanctions à
l’égard du régime syrien en cas de poursuite de l’utilisation d’armes lourdes contre
l’opposition et la prolongation de la mission des observateurs déployés ont également
été rejetés. La Russie a considéré cette résolution comme un soutien à l’opposition,
qu’elle qualifie de « terroriste ». C’est la fin du plan Annan.

A la suite des nombreux appels de la haute commissaire des Nations unies aux droits
de l’homme, Navi Pillay, à saisir la Cour pénale internationale (CPI), un projet de
résolution a été proposé par la France. La saisie de la CPI devait concerner les crimes
de guerre perpétrés par l’ensemble des acteurs, de quoi satisfaire la Russie qui
appelait depuis le début du conflit à considérer le régime de Bachar Al-Assad et
l’opposition de la même manière. Néanmoins, ce projet a lui aussi été rejeté par la
Chine et la Russie.

En décembre 2016, les veto russe et chinois ont été posés contre le texte présenté par
l’Espagne, l’Egypte et la Nouvelle-Zélande proposant une trêve de sept jours à Alep.
Le texte spécifiait que« toutes les parties au conflit syrien mettent fin à toutes leurs
attaques dans la ville d’Alep
Cependant, la faiblesse des forces rebelles au moment de la proposition a poussé les
Russes à refuser la résolution pour des raisons militaires stratégiques.

En avril de la même année, la Russie s’était opposée à un projet de résolution déposé


par les Etats-Unis, le Royaume-Uni et la France et qui demandait une enquête
internationale et la coopération de Damas sur l’attaque chimique du 4 avril à Khan
Cheikhoun, imputée au régime de Bachar Al-Assad. La résolution devait apporter le
soutien de la communauté internationale aux enquêteurs de l’Organisation pour
l’interdiction des armes chimiques (OIAC).
Enfin, en octobre 2017, puis à deux reprises en novembre la Russie a usé de nouveau
de son veto pour s’opposer à un projet de résolution visant à prolonger le mandat du
mécanisme d’enquête conjointe sur l’utilisation des armes chimiques en Syrie.

19 de Abril - Donald Trump diz que vai lançar mísseis na Síria


O presidente americano, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (11) que os Estados
Unidos vão lançar mísseis na Síria e que a relação entre Washington e Moscou está
em seu pior momento na história.
As declarações do americano acontecem em um momento em que aumenta a pressão
interna nos Estados Unidos sobre a interferência russa na eleição de 2016 que teria
beneficiado Trump.

MRE - Notícias de uso de armas químicas contra civis em Douma, na Síria


O governo brasileiro manifesta grave preocupação com alegações de uso de
armas químicas em 7/4 contra a população civil de Douma, na Síria.

Ao instar o estabelecimento de investigação no âmbito da Organização para


Proibição de Armas Químicas (OPAQ), o governo brasileiro reitera seu repúdio
ao uso de armas de destruição em massa, qualquer que seja sua motivação.

Roteiro visto por Moscou se cumpre, e guerra na Síria deixa de ser civil

aquela guerra já deixou de ser civil há tempos, com camadas interligadas de


choques geopolíticos sérios.
Após a entrada em campo da Turquia no norte do país, o estopim agora é o
ataque químico atribuído à ditadura de Bashar al–Assad, apoiada pela Rússia
e pelo Irã.

Novidade no contexto, Trump foi instigado pela retaliação do aliado Israel, que
deixou de ser um ator de bastidor e começa a lutar às claras contra o que
considera uma questão existencial: a influência do Irã na Síria.

Para Israel, que já vinha intensificando ataques diretos contra Damasco neste
ano, a lógica é simples.

As forças do Hizbullah libanês, milícia armada por Teerã, atuam na campanha


síria e podem acabar estacionadas na região próxima do Golã ocupado por Tel
Aviv.
Com isso, haveria duas frentes possíveis para um eventual ataque a Israel. É
um cenário politicamente inaceitável para os israelenses, devido ao custo civil e
à impossibilidade de derrota do Hizbullah senão com uma invasão e ocupação
de território libanês e sírio —e nem se fala aqui numa ação combinada com os
palestinos do Hamas em Gaza, igualmente apoiados por Teerã.

Analistas russos disseram que a substituição do secretário de Estado dos EUA,


Rex Tillerson, por Mike Pompeo, e a chegada de John Bolton, ambos falcões
da política externa, fortaleceram aqueles na liderança russa que eram céticos
quanto à possibilidade de acordos com os EUA.

The New York Times (EUA) – Iran–Israel Conflict Escalates in Shadow of


Syrian Civil War / Capa

BEIRUT, Lebanon — Israel on Monday appeared to have escalated its shadow


war in Syria against Iran, with a predawn airstrike against a military base that
coordinates Iranian–backed militias, killing four Iranian military advisers.

The dead included a colonel who served as a senior officer in Iran’s drone
program, according to Iranian news reports.

The attack on the Syrian air base near the desert town of Palmyra in central
Syria drew new attention to a conflict between Iran and Israel that has been
steadily increasing in intensity while mostly hidden in the shadows of Syria’s
civil war.
Folha de S. Paulo – Principal grupo rebelde começa a deixar Ghouta Oriental,
diz governo sírio
Retirada confirma a vitória das tropas leais a Bashar al-Assad na região
próxima a Damasco

Combatentes do grupo Jaish al-Islam (Exército do Islã) começaram nesta


segunda-feira (2) a deixar a cidade de Duma, na Síria, o último enclave sob
controle rebelde em Ghouta Oriental. A retirada é uma vitória do ditador Bashal
al-Assad, que com isso consolida seu controle sob a região próxima a capital
Damasco.

A conquista de Ghouta Oreintal, durante anos o principal enclave rebelde nas


proximidades de Damasco, é a principal vitória militar de Assad desde 2016,
quando suas tropas retomaram o controle de Aleppo, que era a maior cidade
do país antes da eclosão da guerra civil em 2011.

O Globo – Guerra ampla é risco em cenário complexo

As crises no Oriente Médio estão começando a se unir e contaminar umas as


outras. Aviões israelenses dispararam mísseis contra a base aérea militar T4,
na Síria, na segunda-feira, enquanto outros jatos israelenses realizavam
ataques a Gaza. O presidente Donald Trump deve decidir se vai ou não
ordenar ataques aéreos contra as forças do governo sírio como punição pelo
suposto lançamento de bombas cheias de cloro em uma parte controlada por
rebeldes em Douma, subúrbio de Damasco.

Em muitos aspectos, a situação política no território sírio se consolidou. A Síria


está sendo dividida em três zonas de tamanho desigual: Assad, apoiado pela
Rússia e pelo Irã, controla grande parte do país; facções árabes sunitas,
apoiadas pela Turquia em Idlib, dominam a recémcapturada cidade de Afrin e o
território ao norte de Aleppo; no Norte e no Leste, um grande triângulo a leste
do Eufrates é controlado pelos curdos, apoiados por dois mil soldados dos
EUA, capazes de mobilizar poder aéreo maciço. Mesmo ataques aéreos
pesados e concentrados dos EUA não irão alterar significativamente esse
equilíbrio de poder.
Ainda é um mistério por que Assad provocaria os EUA e os europeus
justamente em seu momento de vitória em Damasco. O chanceler russo,
Sergei Lavrov, disse que especialistas do país conseguiram entrar no hospital
em Douma, onde ocorreu o ataque químico — o que sugere que a cidade foi
retomada — e entrevistar testemunhas. “Nossos especialistas militares
visitaram esse lugar e não encontraram qualquer traço de cloro ou qualquer
outra substância química usada contra civis”, disse.
No entanto, só porque um ataque com gás venenoso a esta altura do
campeonato seria uma coisa estúpida por parte do governo sírio, não significa
que este não o fez. Como acontece com muitas outras atrocidades na guerra
da Síria, há sempre um resíduo de dúvida sobre o que realmente aconteceu
devido à falta de relatos e investigações independentes.

Correio Braziliense – Vetos a resoluções sobre a Síria


Terminou em impasse no Conselho de Segurança da Organização das
Nações Unidas (ONU) as tentativas das potências de responderem ao suposto
ataque químico sírio, ocorrido no último sábado, na cidade de Duma. Moscou
se opôs a um projeto de resolução apresentado por Washington, o qual
previa a criação de um mecanismo de investigação sobre o uso de
armamentos químicos. Pouco depois, o Conselho vetou um projeto russo.

Minutos depois, o Conselho rejeitou um projeto russo que propunha um


mecanismo de investigação sobre o uso de arsenal químico na Síria, por não
conseguir a maioria de nove votos necessários para a aprovação. O
enfrentamento entre Washington e Moscou na ONU ocorre quando aumenta a
ameaça de uma ação militar do Ocidente na Síria.

O Globo - Irã, Rússia e Turquia discutem crise síria sem EUA/ Editorial

Os presidentes de Irã, Hassan Rouhani; Rússia, Vladimir Putin; e Turquia,


Recep Tayyip Erdogan, se reuniram na quarta-feira, em Ancara, em
conversações de alto nível sobre formas de encerrar a guerra civil síria.

Irã
Acordo Nuclear com o Irã

EUA afirmam que 50 empresas vão sair do Irã para evitar sanções

Rohani chega à Suíça em busca de apoio para manutenção do acordo nuclear.

Irã diz que oferta europeia para salvar acordo nuclear é insuficiente
O chefe do programa nuclear iraniano, o vice-presidente Ali Akbar Salehi, afirmou que
o país não está satisfeito com as propostas da Europa para tentar salvar o acordo
depois que os EUA abandonaram recentemente o pacto, de acordo com a agência
estatal de notícias Irn.
No início deste mês, o governo iraniano prometeu aumentar a capacidade de
enriquecimento de urânio com mais centrífugas, mas que manteria a produção dentro
dos limites estabelecidos no acordo nuclear —na resposta mais forte contra o governo
Trump.
França, Reino Unido e Alemanha (que também integram o pacto nuclear, ao lado de
Rússia e China) tentam salvar o acordo, que impôs restrições à atividade nuclear
iraniana em troca de retirar algumas sanções econômicas contra o país.
Várias empresas da União Europeia já anunciaram (ou ameaçaram) que vão desistir
de seus investimentos no Irã porque devem ser alvo de sanções americanas, que vão
entrar em vigor em novembro.
Junho 2018 - Valor Econômico – Depois de Kim, atenção de Trump
deve se voltar ao Irã
Após a cúpula com a Coreia do Norte, a atenção dos EUA deve se voltar ao Oriente Médio. A
próxima data importante para a política externa americana é 8 de agosto, quando voltam a
vigorar as sanções econômicas contra o Irã. Ao contrário do que fez com a Coreia do Norte, o
governo Donald Trump não está abrindo nenhum espaço de negociação com o Irã, o que,
segundo analistas, deixa poucas opções além da militar.

Em 8 de maio, o presidente retirou os EUA do acordo nuclear com o Irã sem deixar claro qual
era o seu plano B.
Ao rejeitar o acordo, Trump deu 90 dias para o retorno das sanções. Esse é o prazo para que
empresas estrangeiras deixem suas operações no país, senão podem ser punidas pelos EUA.
Segundo Shapiro, as empresas europeias deixarão o Irã para não correr o risco de serem
atingidas pelas sanções dos EUA. E isso tirará o benefício econômico que Teerã recebeu pelo
acordo, dando ao regime a legitimidade para retomar o enriquecimento de urânio.
Até agora, ao menos dez empresas de vários países já anunciaram que vão encerrar ou
congelar suas operações no Irã. A primeira foi a petroleira francesa Total. Entre as demais,
estão Maersk, Peugeot (que vendeu 445 mil carros no Irã no ano passado), GE, Honeywell,
Boeing, a russa Lukoil e a Siemens.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, fez recentemente uma série de exigências ao
Irã para um novo acordo, que na prática implicam a desativação total e definitiva do programa
nuclear iraniano, de mísseis e da assistência que o Irã dá a grupos considerados extremistas
no Oriente Médio, como o Hizbollah, no Líbano.
Essas condições são inaceitáveis para Teerã. "O Irã não vai aceitar isso. Não se pode esperar
que eles cometam suicídio político", disse Meir Javendanfar, professor e analista israelense de
origem iraniana, que escreveu vários livros sobre o Irã. "O programa nuclear iraniano está
muito ligado à legitimidade do regime."

"O que acontece quando o acordo colapsar de fato?", questionou Shapiro. "Segundo
estimativas do governo israelense, se o Irã retomar o seu programa nuclear, estará entre 18 e
24 meses de obter uma bomba atômica. "Em dois anos, o Irã estará de volta ao ponto onde
estava antes do acordo. Sobra então a opção militar.

O Estado de São Paulo - Teerã diz que intensificará enriquecimento de urânio


BEIRUTE

O Irã iniciou os preparativos para intensificar sua capacidade de


enriquecimento de urânio. O anúncio foi feito ontem pelo diretor da
Organização de Energia Atômica do país, Ali Akbar Salehi, aumentando a
pressão sobre as potências europeias que tentam salvar um acordo
nuclear com Teerã, ameaçado desde a saída dos EUA do pacto. França,
Reino Unido e Alemanha querem preservar o levantamento de sanções
ao Irã em troca de restrições às atividades atômicas, ponto central do
pacto de 2015. Os EUA, porém, reativaram suas sanções contra Teerã
depois que romperam com o acordo no mês passado, argumentando que
o Irã representa uma ameaça. Teerã estabeleceu condições para
permanecer no acordo nuclear, como medidas para salvaguardar o
comércio com o regime e uma garantia de venda do petróleo iraniano.
Mas o país afirmou que pode retomar seu enriquecimento de urânio a
20%, algo que o pacto proíbe. Segundo Salehi, Teerã está
desenvolvendo a infraestrutura para a construção de centrífugas
avançadas em sua instalação de Natanz. Na segunda-feira, o líder
supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse que ordenou preparativos
para o estabelecimento de uma capacidade de enriquecimento maior se
o acordo fracassar.

- Grupo automotivo francês suspende operações no Irã

A gigante automobilística francesa PSA, proprietária das marcas Peugeot,


Citroën, Opel e DS, anunciou ontem, em Paris, que vai suspender suas
atividades no Irã em razão dos riscos provocados pelas sanções
econômicas impostas pelos EUA. A decisão vai na mesma linha da
adotada por outra multinacional francesa, a petrolífera Total. A retirada
das empresas representa um duro revés à estratégia de resistência
econômica de França, Alemanha e Reino Unido às represálias
anunciadas por Donald Trump após o rompimento do acordo nuclear
assinado com Teerã. Em um comunicado, a companhia confirmou que vai
interromper suas atividades, iniciadas em 2015, após o fim das sanções
internacionais.

Maio 2018 –

União econômica liderada pela Rússia assina acordo de livre comércio com o
Irã

Governo russo corre por fora para salvar acordo com Irã, enquanto europeus
enfrentam dificuldades ASTANA - Enquanto os europeus tentam arranjar
maneiras de preservar seus interesses econômicos no Irã diante do risco de
sanções dos EUA, a União Econômica Euroasiática, uma aliança liderada por
Moscou e integrada por várias ex-repúblicas soviéticas, assinou um acordo
preliminar para a criação de uma zona de livre comércio com o Irã.

Maio 2018: Repercussão da saída dos EUA:


O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif, começou no
sábado (12) uma viagem diplomática para tentar salvar o acordo nuclear. Zarif
visitará Pequim, Moscou e Bruxelas.
A decisão de Trump causou repercussão em todo o mundo. O presidente
russo, Vladimir Putin, e a chanceler alemã, Angela Merkel, por exemplo, já se
declararam favoráveis a manter o acordo nuclear.
A União Europeia, por sua vez, também informou que continuará comprometida
com o acordo e que fará com que as sanções impostasao Irã sejam suspensas,
desde que o país cumpra os compromissos do acordo.
A União Europeia estuda formas de impedir que as sanções dos EUA afetem
empresas do bloco com investimentos no Irã. Sob pressão da França, que
informou ontem não aceitar as represálias americanas, Bruxelas estuda a
criação de um mecanismo para evitar transações em dólar.
Pela decisão de Trump, todas as companhias terão entre 90 e 180 dias para encerrar suas
atividades no Irã, sob pena de sofrerem multas ou serem proibidas de atuar nos EUA.
Trump says he’s reinstating sanctions on Iran and ‘will withdraw’ from nuclear
deal

U.S. President Donald Trump said Tuesday he is reimposing U.S. nuclear sanctions
on Iran and will “withdraw” from the Iran nuclear deal, an action that could lead to
the collapse of the agreement.

Trump’s decision is likely to exacerbate tensions between his administration and


key European allies, at a time when the U.S. faces several global challenges,
including how to deal with North Korea’s nuclear program. But it would likely
please U.S. allies in Israel and the Gulf Arab states, who view the nuclear deal as
a boon to an Iran they fear is rapidly expanding its presence and influence in the
Middle East.

The future of the multi-nation agreement on Iran likely depends on which sanctions are
reimposed and how quickly.

O Presidente deixou aberta a possibilidade de negociação de novo acordo, que


abranja temas não abordados no atual, como limites ao desenvolvimento de misseis
balísticos e restrições às ações do Irã em vários países da região.

Ao justificar-se, Trump citou os documentos obtidos por Israel – apesar de eles se


referirem a uma fase do programa nuclear anterior ao acordo.

La France, l’Allemagne et le Royaume-Uni ont exprimé, mardi, leur « préoccupation » et se sont


dits « déterminés » à continuer à appliquer l’accord nucléaire iranien, tout en travaillant à en
négocier un nouveau, plus large, ont annoncé les trois pays, mardi.

« Nous resterons parties au JCPOA [acronyme de l’accord] », déclarent dans ce communiqué


commun Emmanuel Macron, Theresa May et Angela Merkel. « Nos gouvernements restent
déterminés à assurer la mise en œuvre de l’accord et travailleront à cet effet avec les autres
parties qui resteront engagées », disent-ils, en « maintenant les bénéfices économiques » au
profit de la population iranienne.

Irã chama Netanyahu de “mentiroso inveterado”

O Irã tachou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de "mentiroso


inveterado", em resposta nesta terça-feira às acusações de que a República
Islâmica continua escondendo um programa de armas atômicas

O primeiro-ministro israelense afirmou na segunda-feira que dispõe de "provas


conclusivas" sobre a existência de um plano "secreto" que o Irã pode ativar a
qualquer momento para adquirir uma bomba atômica.

No início deste ano, Trump deu ao Reino Unido, França e Alemanha, os três
países europeus signatários do pacto nuclear com o Irã, juntamente com os
EUA, Rússia e China, até 12 de maio para "consertar as falhas" do Plano
Abrangente de Ação Conjunta (PAAC), seu nome oficial.

Macron se compromete com iraniano a manter acordo nuclear


O presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente do Irã, Hassan
Rowhani, se comprometeram em trabalhar, nas próximas semanas, para
preservar o acordo nuclear de 2015.

O pacto feito com o Irã, Estados Unidos e cinco outros países impõe limitações
ao programa nuclear do país e estabelece inspeções periódicas em troca de
alívio às sanções financeiras internacionais contra Teerã.

Em uma conversa por telefone que durou mais de uma hora, segundo o
Palácio do Eliseu, Macron propôs que as discussões se ampliem para cobrir
três outros assuntos que afirma serem indispensáveis: o programa de mísseis
de Teerã, as atividades nucleares do Irã depois de 2025 e a crise regional no
Oriente Médio.

O acordo vigente cobre apenas o período até 2025.

Rowhani, porém, voltou a dizer que o Irã não aceitará restrição adicional aos
compromissos já firmados e que “o acordo nuclear ou qualquer outro assunto
vinculado a ele é inegociável”, afirma nota da Presidência iraniana.

Macron havia abordado o tema na semana passada durante sua visita de


Estado ao presidente Donald Trump.

Antes da viagem, ele havia insistido na manutenção do pacto nos termos atuais
alegando que eles eram a melhor opção possível. Em sua passagem por
Washington, porém, modulou o discurso e disse que estava disposto a debater
um novo tratado contanto que Teerã estivesse de acordo com a renegociação
—o que não ocorre.

Trump insinua que pode manter acordo com o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, insinuou que pode apoiar a proposta
francesa de um novo acordo com o Irã. Já o governo iraniano criticou ontem a
ideia de rever o acordo atual, mas foi vago sobre a possibilidade de negociar
um novo pacto, mais duro, para limitar o seu programa nuclear.

França propõe negociar novo acordo com o Irã, mas sem romper o atual

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e França, Emmanuel


Macron, prometeram ontem buscar medidas mais duras para conter o Irã, mas
Trump não quis se comprometer em manter o acordo nuclear de 2015 e
ameaçou Teerã com uma retaliação, se o país retomar o seu programa
nuclear.

Pela proposta de Macron, EUA e Europa concordariam em bloquear qualquer


atividade nuclear iraniana até 2025 e além, lidariam com o programa de
mísseis balísticos do Irã e gerariam condições para uma solução política para
conter a influência do Irã no Iêmen, na Síria, no Iraque e no Líbano.
Não ficou claro se Macron obteve um progresso substancial nesse esforços
para evitar que Trump se retire do acordo de 2015.

Os termos do pacto com Teerã


CAPACIDADE NUCLEAR MENOR:

Em até dez anos, Teerã terá que diminuir suas centrífugas de 19 mil para
6.104 e só poderá manter 300kg de urânio de baixo enriquecimento. O núcleo
do reator de Arak saiu de operação, assim como a instalação de Fordow para
enriquecer urânio. O país não pode construir novas instalações por 15 anos.

INSPEÇÕES REGULARES:

Irã deve permitir visitas da ONU até a instalações militares, em caso de


suspeita de atividades nucleares não declaradas. Os inspetores devem ser de
países com relações diplomáticas com o Irã, portanto, não americanos. A AIEA
já atestou reiteradas vezes que o Irã tem cumprido sua parte no acordo.

ALÍVIO DE SANÇÕES:

O Irã teve o alívio gradual das sanções internacionais adotadas desde 2006
por EUA, ONU e União Europeia, que debilitaram fortemente sua economia.
Com isso, pôde vender novamente petróleo nos mercados internacionais e
usar o sistema financeiro global para o comércio.

EMBARGOS MANTIDOS:

A ONU manterá por cinco anos um embargo ao comércio de armas e por oito
as sanções ao programa de mísseis de Teerã. A exportação e a importação de
armas serão vistas caso a caso. As sanções dos EUA relacionadas a direitos
humanos e terrorismo permanecem, e também as que proíbem negócios com o
Irã.

CRÍTICAS DOS DOIS LADOS:

Trump considera o acordo desastroso e diz ser preciso “consertá–lo”. Para ele,
é um erro não exigir corte no programa de mísseis do Irã. Já Teerã sustenta
que as ameaças do presidente de sair do acordo deixam empresários e bancos
reticentes em investir. Com isso, o Irã não se beneficia plenamente do fim das
sanções.

Relações bilaterais Irã – Brasil


Visita do MRE do Irã ao Brasil

Brasilia, 10 abr (PL) Los gobiernos de Brasil y la República Islámica de Irán


suscribirán hoy acuerdos de cooperación jurídica internacional, en el contexto
de la visita que realizará el jefe de la diplomacia del país persa, Mohammad
Javad Zarif.
Brasil e Irán establecieron relaciones diplomáticas en 1903, las cuales según el
sitio web del Palacio Itamaraty fueron intensificándose en los últimos años,
como demuestran las iniciativas bilaterales y las visitas de altas autoridades de
ambos países realizadas a partir de 2008.

En el plano bilateral hay diversas iniciativas de cooperación en áreas de interés


común, tales como energía (hidroelectricidad y energías renovables), ciencia y
tecnología, capacitación industrial, temas sociales, educación, deportes y
cultura.

Las sanciones internacionales aplicadas desde entonces contra Irán por su


programa nuclear socavaron el comercio bilateral, que en 2014 se redujo hasta
los mil 440 millones de USD.

En 2014 año se produjo la última visita de un alto funcionario iraní a Brasil y fue
la del 2014 presidente del Consejo Estratégico de Relaciones Exteriores,
Seyed Kamal Kharrazi, de acuerdo con el portal de la Cancillería.

Acordo nuclear iraniano: A diplomacia brasileira continua a defender o acordo,


que "representa importante vitória da diplomacia sobre o uso da força na
solução de controvérsias internacionais e consagra princípios defendidos pelo
Brasil desde 2010, quando o país articulou iniciativa conjunta com Turquia e Irã
para a solução da questão nuclear iraniana", diz o Itamaraty.

Israel

L’ONU condamne l’usage excessif de la force par Israël à Gaza


Un amendement des Etats-Unis visant à condamner le Hamas pour ces mêmes
violences a en revanche été rejeté par l’Assemblée générale.
L’Assemblée générale des Nations unies (ONU), réunie en urgence, a adopté
mercredi 13 juin à une forte majorité un projet de résolution condamnant l’usage
excessif de la force par Israël contre les civils palestiniens lors de la flambée de
violences meurtrières à Gaza et demandant en outre au secrétaire général,
Antonio Guterres, de recommander la mise en place d’un « mécanisme de
protection internationale » dans les territoires occupés.
Le texte présenté par l’Algérie, la Turquie et l’Autorité palestinienne a été adopté
par 120 voix pour, huit contre et 45 abstentions. Les Etats-Unis avaient opposé
leur veto à une résolution similaire il y a deux semaines au Conseil de sécurité.
La résolution condamne, en outre, les tirs de roquettes de la bande de Gaza vers
l’Etat hébreu mais ne mentionne pas nommément le Hamas, qui contrôle
l’enclave.
Un amendement présenté par les Etats-Unis qui condamnait les violences du Hamas a
été rejeté, faute de recueillir les deux-tiers des voix nécessaires pour être adopté : 62
votes pour, 58 contre, 42 abstentions.
Seuls l’Australie, le Togo et cinq petits Etats insulaires du Pacifique ont voté au côté
d’Israël et des Etats-Unis contre la résolution des pays arabes. La France fait partie
des douze pays européens qui ont donné leur voix à ce texte, rejoints notamment par
la Russie et l’Espagne.
U.S. Vetoes U.N. Resolution on Gaza, Fails to Win Second Vote on its Own
Measure

A bitter divide over who is to blame for scores of Palestinian deaths


from Israeli fire at protests near Gaza’s border shifted Friday to the
United Nations, where the United States vetoed a measure backed by
Arab countries to protect Palestinians and condemn Israel. Nikki R. Haley,
the American ambassador to the United Nations, described the
measure, a United Nations Security Council resolution drafted by
Kuwait, as one–sided. She accused the measure’s authors of
inexplicably absolving Hamas, the militant group that controls Gaza and
organized the protests. The United States, a permanent Security
Council member with veto power, was the sole no vote on the
measure, which was enough to defeat it. Ten members voted in favor
and four abstained. A separate American resolution proposed by Ms.
Haley, which would have condemned Hamas for the Gaza violence,
failed to gain any support from fellow Council members. Ms. Haley
said the votes showed that the Security Council majority “was willing to
blame Israel, but unwilling to blame Hamas, for violence in Gaza.” “Further
proof was not needed, but it is now completely clear that the U.N. is
hopelessly biased against Israel,” she said in a statement. While the votes
were largely symbolic, they offered some insight into the challenges the
United States is facing diplomatically over what critics call its unbridled
support of Israel’s side in the protracted conflict with the Palestinians.
Kuwait’s draft resolution condemned the use of “excessive,
disproportionate and indiscriminate force by the Israeli forces against
Palestinian civilians” and demanded a halt to such actions. It made
no mention of Hamas, which Israel, the United States and several
other countries consider a terrorist organization. In the vote for the
American resolution, in which the United States was the sole yes
vote, three members voted against it and 11 abstained. A Security
Council resolution requires a minimum of nine yes votes, with no
vetoes by its permanent members, for passage. About 120 Palestinians
have been killed and hundreds wounded by Israeli forces along the fence
that divides Israel from Gaza since the protests erupted at the end of
March inside Gaza, an impoverished Mediterranean enclave where nearly
two million Palestinians live. A 21–year–old Palestinian health worker
was killed on Friday, the Gaza Health Ministry said. No Israelis have
been killed during the protests. Israel has contended that its military is
acting lawfully to stop the protesters from breaching the fence, and it has
rejected accusations that soldiers have used deadly force needlessly. The
Israelis have also accused Hamas and its militant affiliates in Gaza of
using the protests as cover for sending attackers into Israel. The United
States has backed Israel completely on the Gaza issue. The resolution by
Kuwait, the only Arab member of the Security Council, called for the
“consideration of measures to guarantee the safety and protection” of
Palestinian civilians in Gaza and the Israeli–occupied West Bank, and for
a halt to “the use of any excessive, disproportionate and indiscriminate
force” by the Israeli military. Ms. Haley, an outspoken supporter of Israel
at the United Nations, called the draft a “grossly one–sided approach”
that did not acknowledge any responsibility by Palestinian militants for the
violence. The diplomatic jousting after the votes at the Security Council
meeting displayed the yawning divide and dual narratives of the Israeli
and Palestinian sides. Riyad H. Mansour, the Palestinian ambassador,
expressed thanks that the Kuwaiti resolution would have passed by a
lopsided margin had it not been for the United States veto. Addressing
the measure’s supporters, Mr. Mansour said, “You have rejected the
might–overright strategy, sending a clear message that no one is exempt
from the law — not even Israel.”
Danny Danon, the Israeli ambassador, denounced Security Council
members who he said had “stood in solidarity with the terrorists of
Hamas” in supporting Kuwait’s resolution and rejecting the American one.
“This double standard against Israel will not stand,” he said. Addressing
the Kuwait delegation and others who helped draft its resolution, Mr.
Danon said: “You couldn’t bring yourself to mention Hamas even once.
Don’t you know how to spell it?” Under the Trump administration, the
United States has become increasingly isolated at the United Nations
when it comes to the Israeli–Palestinian conflict. President Trump’s
decision to relocate the American Embassy in Israel from Tel Aviv to the
disputed holy city of Jerusalem was met with widespread international
condemnation. The Palestinians, who want East Jerusalem to be the
capital of a future Palestinian state, have been especially critical of the
American Embassy relocation and have said the United States can no
longer be regarded as an impartial broker of any peace negotiation.

Militantes de Gaza lançam morteiros contra Israel, que reage com ataque aéreo

Militantes palestinos lançaram nesta terça-feira (29) o ataque mais pesado com
morteiros e foguetes contra Israel desde 2014. Aeronaves israelenses reagiram
alvejando campos do grupo Jihad Islâmica no enclave
Não há relatos de mortes de nenhum dos dois lados.

Palestinians demand full investigation into Israel at Hague court

THE HAGUE (Reuters) - Palestinian Foreign Minister Riyad al-Maliki


asked prosecutors at the International Criminal Court on Tuesday to
launch a full investigation into accusations of Israeli human rights
abuses on Palestinian territory, saying the evidence was
“insurmountable”.

Israel has not joined the court, but because the Palestinians have, Israelis could
be targeted for crimes committed on Palestinian lands.
Israel rejected Tuesday’s move as “legally invalid”, saying the court lacks
jurisdiction because the Palestinian Authority is not a state and Israel abides by
international law.

Israelenses têm medo do futuro pelo aconteceu no passado e sentem que


precisam se defender no presente. Os judeus foram vítimas não apenas no
Holocausto, mas de perseguições ao redor do mundo por séculos. O
antissemitismo existe hoje na extremadireita nacionalista do Leste Europeu e
dos EUA, na esquerda britânica e latino-americana e ao redor de países do
Oriente Médio. Israel teve de lutar contra os seus vizinhos em 1948, 1967 e
1973. Estes três conflitos foram de sobrevivência. Tiveram ainda os quase
diários mega-atentados terroristas da intifada no começo deste século. Hoje,
Israel está relativamente seguro porque desenvolveu um dos mais preparados
Exércitos e serviços de Inteligência do planeta. Também assinou acordos de
paz com o Egito e a Jordânia. Ainda assim, os israelenses se sentem
ameaçadas pelo Irã e pelos mísseis do grupo Hezbollah no Sul do Líbano,
além dos foguetes lançados pelo Hamas da Faixa de Gaza e de ataques a faca
em Jerusalém.

Os palestinos, por sua vez, querem ter ao menos um presente. Sabem que
perderam no passado e ainda sonham com um futuro. Enfrentam os postos de
controle israelenses na Cisjordânia para ir de uma cidade para a outra. Veem
assentamentos se expandirem no território reivindicado para seu futuro Estado.
Muitas vezes, suas terras são confiscadas. Querem a parte oriental de
Jerusalém, onde são maioria, como capital. Mas veem o governo de Israel
dizer que a cidade é sua capital indivisível. Em Gaza, sofrem com um bloqueio
terrestre imposto por Israel e Egito e não controlam sequer seu espaço aéreo e
marítimo. Para poderem viajar, precisam de autorização.

Aumento da violência na Faixa de Gaza

O Brasil acompanha com grande preocupação o aumento da violência na Faixa


de Gaza, que deixou dezenas de mortos e milhares de feridos nas últimas
semanas e resultou, hoje, na morte de mais de 50 palestinos.

O governo brasileiro reitera sua posição em prol de negociações que garantam


o estabelecimento de dois estados, vivendo em paz e segurança, dentro de
fronteiras internacionalmente reconhecidas, e que assegurem o acesso aos
lugares santos das três religiões monoteístas, de acordo com as resoluções do
Conselho de Segurança, em especial a Resolução 478 (1980), e da
Assembleia Geral Nações Unidas.

O texto da Resolução 478 diz, ainda, que a Lei de Jerusalém é uma violação do direito
internacional e não poderia afetar a Quarta Convenção de Genebra de 1949. Na
resolução, o Conselho convida os Estados-membros da ONU a retirar suas missões
diplomáticas da Cidade Santa.
A maioria das embaixadas em Jerusalém já havia transferido suas instalações para Tel
Aviv, antes mesmo da Resolução 478.

Who Can Prevent a War Between Israel and Iran? Russia


The key to preventing the Syrian civil war from splintering into an even more chaotic
and deadly phase will be Russia, whose September 2015 military intervention gave it
control of Syrian airspace and placed it politically in the driver’s seat. But the United
States, too, could still play an important role in preventing matters from getting worse.

To understand how perilous the situation in Syria is, look at the map: In the northwest,
in Idlib Province, a “de-escalation zone” that is monitored by the Turkish Army
remains tenuous. The Assad government is keen to drive the Turks out, as well
as jihadists and other rebels.

In the northeast, the Kurds have established a form of self-government, led by


the militia called Y.P.G., an American ally in the fight against Islamic State. But
that group is the Syrian affiliate of the P.K.K. in Turkey, and is therefore in the Turkish
military’s cross hairs.

Further to the east, remnants of the Islamic State still roam the desert near the
Iraqi border, pursued by the United States and the Y.P.G. as well as by the Syrian
regime, and backed by Iran and associated militias.

The greatest danger lies in the south, along the armistice line that divides Israel
and Syria. Recent tit-for-tat attacks between Israel and Iran and its allies have raised
the risk of escalation. In February, only a phone call from President Vladimir Putin of
Russia to Prime Minister Benjamin Netanyahu of Israel induced Israel to call off further
airstrikes against Syrian government and Iranian targets after an Iranian drone invaded
Israeli airspace. More recently, Israel piggybacked on international outrage over an
apparent regime chemical attack to carry out a second round of strikes, reportedly
killing 10 Iranian military personnel and several others at a Syrian airfield. Iran vowed
to respond, and is likely to do so at a time of its choosing
And Russia has an overriding interest in preventing a war in Syria between Israel
and Iran, if only to preserve its own gains, starting with Mr. Assad’s survival.
It’s also unclear if Washington and its European allies would support a Russian
mediation effort. They should. Even Israel is looking to Russia to rein in Iran and
Hezbollah in Syria, or at least prevent them from moving offensive forces toward the
Golan Heights.
In the past three years, the United States has been reduced to playing little more than
a spoiler role in Syria.

Abbas enfrenta críticas após discurso considerado antissemita

Declarações do presidente palestino, Mahmoud Abbas, sobre as causas do


antissemitismo na Europa foram criticadas nesta quarta-feira (2) pela ONU, pela União
Europeia, pelos EUA e por Israel, que as consideraram antissemitas.
Em um discurso diante do Conselho Nacional Palestino na segunda-feira (30 de abril),
Abbas disse que foi a função social da usura (empréstimo de dinheiro com juros)
realizada por judeus o que causou animosidade contra eles na Europa
Abbas também retratou a criação de Israel como um projeto colonial europeu, dizendo
que "a história nos diz que não há base para uma pátria judaica"
A retórica reflete a atual escalada de tensões entre palestinos e israelenses e entre
palestinos e o governo Trump. As relações com os EUA azedaram desde que Trump
decidiu reconhecer Jerusalém como a capital de Israel no ano passado.

A encruzilhada de Israel aos 70


Israel festeja nesta quarta-feira (18) 70 anos
A encruzilhada a que chegou Israel se deve à revelação, pelas próprias autoridades
israelenses, de que há uma paridade entre judeus e árabes no território que vai do rio
Jordão ao mar Mediterrâneo, a (pequena) área que, pela ONU, deveria ser
compartilhada por judeus e palestinos.
Qual a consequência da paridade, só agora contabilizada?: “A atualização dos dados
populacionais mais uma vez coloca na linha de frente da arena política a tensão
inerente entre as naturezas judaica e democrática de Israel
se crescer a onda em curso de defender um só Estado para judeus e palestinos, em
pouco tempo Israel deixará de ser um país de maioria judaica. Nascem, desde
sempre, mais palestinos do que judeus
Manter a supremacia dos judeus implicará, portanto, impedir que os palestinos tenham
todos os direitos nesse eventual Estado único.
Os nacionalistas, que se opõem a dividir a terra entre israelenses e palestinos,
sugerem assegurar a característica judaica do país por meio da imposição de
soberania sobre todos os palestinos vivendo em Israel e nos territórios ocupados.
Esse cenário garantiria direitos individuais aos palestinos nos territórios ocupados,
mas não o direito ao voto".
Posto de outra forma: assegura-se o caráter judaico de Israel mas não a sua natureza
democrática.
A outra hipótese seria a defendida por setores de esquerda não-sionistas (
Eles também pregam um Estado único para os dois povos, mas com total igualdade,
inclusive o direito de os palestinos votarem e serem eleito para o Knesset (o
Parlamento).
Isso permitiria a formação de uma futura maioria palestina, que substituiria a natureza
unicamente judaica de Israel, especialmente no que se refere a políticas como
encorajar a imigração de judeus, a fortalecer os laços do Estado com a diáspora
judaica e até a defender a 'Lei do Retorno’ que, atualmente, permite a todos os judeus
obter a cidadania [israelense] se se mudam para Israel".
Beilin defende a solução dos dois Estados. Nesse caso, sim, a demografia é
confortável para os judeus: o mais recente boletim populacional do Escritório Central
de Estatísticas contabiliza 6,589 milhões de judeus e 1,849 milhão de árabes no
território que caberia a Israel segundo a ONU (excluindo portanto os árabes da
Cisjordânia e de Gaza, territórios em que, sempre segundo a regra internacional,
pertenceriam aos palestinos).

Folha de S. Paulo – Príncipe herdeiro da Arábia Saudita defende direito de


Israel existir
Mohammed bin Salman também apoiou relações diplomáticas com o até há
pouco inimigo

O príncipe saudita Mohammed bin Salman defendeu o direito de Israel de


existir e foi além: insinuou o estabelecimento de relações diplomáticas entre
seu reino e o Estado judeu, até há pouco inimigos quase existenciais.

Egito
O Estado de São Paulo – Sissi é reeleito para segundo mandato com 97,08%
dos votos, segundo resultado oficial
O presidente egípcio, AbdelFattah al-Sissi, foi reeleito para um segundo
mandato com 97,08% dos votos válidos, ou seja, 22 milhões de votos,
anunciou ontem a Autoridade Nacional Eleitoral. A participação foi de 41,5%,
informou Lashin Ibrahim, presidente do órgão. Em 2014, o índice chegou a
37% em dois dias de votação e alcançou 47,5% após a prorrogação por mais
um dia. Sissi teve apenas um adversário na disputa: Musa Mustafa Musa,
desconhecido da população e simpatizante do presidente. Musa disse que se
candidatou apenas para tornar as eleições “mais democráticas”.

Líbano
Convergência: o Hezbollah e as Organizações Criminosas Transnacionais

O Hezbollah, considerado por muitos Estados como uma organização terrorista, surgiu
com a intenção de motivar um sentimento favorável ao Irã e ao fundamentalismo na
região, a fim de estabelecer o Líbano como uma república islâmica e fazer frente a
toda influência estrangeira.
Em 1985, o Hezbollah emitiu um manifesto jurando lealdade ao líder supremo
iraniano.
insistindo no estabelecimento de um regime islâmico e demandando a expulsão dos
Estados Unidos (EUA), França e Israel do território libanês, bem como a destruição do
Estado de Israel
O ideal político da fundação da organização foi acompanhado de ações terroristas.
Um dos principais pontos de consolidação do grupo está na América do Sul, mais
precisamente na Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai), precipuamente
através da utilização de negócios locais, do tráfico de drogas e de redes de
contrabando, com o objetivo de arrecadar fundos e financiar operações terroristas em
todo o mundo.
É nesse contexto que o Departamento de Justiça dos EUA, com base em informações
provenientes do “Projeto Cassandra”, criou uma força tarefa para investigar questões
relacionadas à lavagem de dinheiro, ao tráfico de drogas e ao financiamento do
terrorismo por parte do grupo Hezbollah.
Entender as conexões entre o terrorismo e o crime, assim como saber examinar os
vínculos entre si, é fundamental para inferir a capacidade dessas organizações e sua
ingerência na exploração do sistema financeiro para os seus ganhos ilícitos.

Como é o pacto que mantém o equilíbrio político no Líbano

Eleitores do Líbano foram às urnas no domingo (6) para escolher os 128 membros do
Parlamento. O resultado fortaleceu o Hezbollah, grupo político que, embora seja
legítimo e popular no sistema libanês, possui um braço armado operante desde o fim
da guerra civil de 1975-1990.

No plano interno, o crescimento do Hezbollah vem acompanhado do


enfraquecimento dos rivais, especialmente do Movimento Futuro, do atual
primeiro-ministro, Saad Hariri. Com isso, cresce o poder do setor muçulmano
xiita internamente. Não significa necessariamente que o Pacto Nacional que garante
a convivência entre as diversas correntes religiosas esteja sob risco de ruir, mas que a
correlação de forças foi alterada internamente.
A instabilidade política no Líbano, agravada em grande medida pelo conflito na vizinha
Síria, fez com que o país passasse os últimos nove anos sem realizar eleições
legislativas.

Os parlamentares que haviam sido eleitos em 2009 deveriam ter concluído o mandato
em 2013, mas, em vez disso, decretaram um novo mandato de quatro ano para si
mesmos, sob o argumento de que o contexto não permitia a realização de novas
eleições

Qual a história da República do Líbano?


O país foi parte do Império Otomano até 1920, quando passou a ser colônia da
França. O Parlamento local foi criado em 1926, quando o país transformou-se numa
república.
A independência da França seria declarada em 1943, mas as últimas tropas francesas
só deixariam o país em 1946.
No ano da declaração de independência, 1943, foi adotado um Pacto Nacional
segundo o qual o poder político no país seria dividido entre as diferentes
correntes políticas e religiosas, num amplo acordo de convivência.
A independência foi seguida por um período de alternância entre períodos de paz e
muitos períodos de guerra. Em 1948, grupos armados libaneses participaram, ao lado
de países vizinhos, da guerra contra o recém-criado Estado de Israel – com o qual faz
fronteira ao sul.
Anos depois, o país mergulhou numa longa guerra civil, que durou de 1975 a 1990,
e colocou cristãos contra muçulmanos e drusos (árabes que seguem uma corrente
minoritária do Islã).
Libaneses construíram regime de coabitação

Para superar os ressentimentos entre os grupos envolvidos nos 15 anos de guerra


civil, os libaneses tiveram de fortalecer o sistema político criado no Pacto Nacional de
1943,

Com base nesse acordo, o presidente (chefe de Estado) do país terá sempre de
ser apontado entre os cristãos que vivem no país. O primeiro-ministro será
sempre um muçulmano da corrente sunita (chefe de governo). E o presidente do
Parlamento será sempre um muçulmano da corrente xiita.

Teoricamente, os partidos ligados ao grupo político do Hezbollah têm um teto de


crescimento eleitoral possível. Para abocanhar um percentual maior das vagas no
Parlamento sem violar o acordo de representação proporcional com os demais grupos
políticos, o Hezbollah tem cooptado membros de outros grupos.

Na prática, seus votos serão alinhados com o bloco dos políticos xiitas simpáticos ao
Hezbollah quando for a hora de debater, por exemplo, o apoio ao governo da Síria.

Kuwait

Declaração Conjunta por ocasião dos 50 anos do estabelecimento das


relações diplomáticas entre Brasil e Kuwait

A República Federativa do Brasil e o Estado do Kuwait comemoram, neste ano


de 2018, o 50º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas, que
se têm caracterizado pela cooperação mútua, respeito e amizade entre os
povos dos dois países.

As respectivas missões diplomáticas foram inauguradas no início do


relacionamento bilateral, estabelecido em janeiro de 1968.

Ao longo das últimas décadas, os dois países engajaram-se na construção de


laços sólidos e de entendimento mútuo, que são reforçados no dia de hoje,
data da primeira Reunião de Consultas Bilaterais. Ambos os países
compartilham uma série de princípios que regem sua política externa, como a
não- intervenção em assuntos internos, a solução pacífica de controvérsias e a
cooperação como instrumento para o desenvolvimento. Todos esses princípios
contribuíram para a intensificação do diálogo político entre os dois países em
diversos assuntos multilaterais, especialmente a partir da década de 1990. Essa
aproximação se refletiu no apoio brasileiro à eleição do Kuwait como membro
não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o período
2018- 2019.

As relações bilaterais possuem importante componente econômico, não só


devido ao tradicional fluxo comercial, mas também ao grande potencial de
investimentos mútuos. O intercâmbio comercial tem campo fértil para
incremento.

Na ocasião em que Brasil e Kuwait celebram os 50 anos das relações


diplomáticas, baseadas em princípios e interesses comuns, os dois lados
reafirmam o compromisso de seguir cooperando em benefício dos povos de
ambos os países.

Brasília e Cidade do Kuwait, 30 de junho de 2018

Oriente Médio: mensagem ao congresso 2018


2017 - Brasil reiterou sua defesa da solução de dois Estados (Israel e
Palestina), com base no direito internacional, e sua oposição à construção
ilegal de assentamentos israelenses na Palestina.

2017 - participação do Brasil com delegação de mais de 300 integrantes na IV


Conferência “O Potencial da Diáspora Libanesa”, em Beirute, em maio.

Mecanismos inter-regionais e coalizões


BRICS

2017: Progrediu-se na consolidação do Novo Banco de Desenvolvimento


(NDB, na sigla em inglês), com a aprovação da Estratégia Geral 2017-2021,
que incluiu a segunda leva de empréstimos do Banco. Foi aberto seu primeiro
escritório regional, na África do Sul, abrindo perspectivas para o
estabelecimento de uma unidade regional no território brasileiro.

Cúpula de Xiamen
- Assinado o Plano de Ação para incentivar a cooperação em inovação.
- Referendaram a criação da rede de pesquisa em tuberculose.
- Plano de Ação do Brics sobre Cooperação Econômica e Comercial e a
Estratégia do Brics para Cooperação Aduaneira.

IBAS

2017 marcou a reativação do Fórum IBAS, com a realização de duas


reuniões em nível de Chanceleres.

Com vistas à retomada plena das atividades do mecanismo, suspensas desde


2013, a Comissão Trilateral Mista aprovou plano de trabalho em três
vertentes:
i) política – retomar concertação em foros plurilaterais e multilaterais;
ii) cooperação trilateral – buscar resultados palpáveis e uso mais
eficiente de recursos; e,
iii) cooperação com países de menor desenvolvimento relativo
(PMDRs) – instituição de contribuições obrigatórias para o
Fundo IBAS.

CPLP

2017 – Brasil na Presidência pro tempore da Comunidade dos Países de


Língua Portuguesa.

2017 - Reunião de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, em Nova Iorque,


para
estimular o intercâmbio sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento
Sustentável, tema da presidência brasileira.

Principais pontos:
- promoção do diálogo e a solução pacífica de crises,
- incremento dos fluxos econômicos e empresariais,
- incentivo ao intercâmbio educacional e à pesquisa da lusofonia,
- intensificação de projetos estruturantes de cooperação técnica e
- valorização da língua portuguesa em organismos internacionais.

SEGURANÇA INTERNACIONAL / OPERAÇÕES DE PAZ

Submarino nuclear
O projeto já consumiu US$ 2,5 bilhões (R$ 10 bilhões). O protótipo deve entrar
em funcionamento até dezembro de 2021 e a versão definitiva, que vai para o
oceano, entre 2028 e 2030.
De acordo com Marques, o programa sofreu grande contingenciamento
financeiro entre 1997 e 2007, mas nunca parou. Na época, houve redução de
50% no número de funcionários. No ano passado, o projeto foi afetado
indiretamente pela crise, que levou à insolvência muitas empresas
fornecedoras de equipamentos e insumos.
Avanço. A conclusão do modelo em terra do submarino equipado com reator
nuclear construído no Brasil será o segundo grande avanço do programa
nuclear da Marinha. O primeiro ocorreu na década de 1980, com o domínio do
enriquecimento de urânio – o combustível do submarino.
O marco foi a inauguração, em abril de 1988, da Usina Almirante Álvaro
Alberto, pelo então presidente José Sarney, na presença do presidente da
Argentina na época, Raúl Alfonsín. Os 30 anos da inauguração da usina de
enriquecimento de urânio serão lembrados no dia 8 de junho, com uma visita
dos presidentes atuais dos dois países, Michel Temer e Mauricio Macri, ao
Centro Tecnológico da Marinha, em Iperó.

Cooperação em segurança e defesa na América do Sul

O ministro Aloysio Nunes Ferreira determinou a implantação imediata, em todas as


embaixadas do Brasil na América do Sul, de setor dedicado ao tratamento dos
assuntos de segurança e defesa.
A medida reflete a elevada prioridade atribuída pelo governo brasileiro, e pelo
Itamaraty em particular, ao combate aos ilícitos transnacionais e deverá reforçar a
cooperação com os países vizinhos.

Desarmamento e não proliferação


2017 – Assinado o Tratado para Proibição de Armas Nucleares. O Presidente Michel
Temer foi o primeiro líder a subscrever o acordo.

Junho 2018 - Temer ratifica tratado da ONU que regulamenta comércio


internacional de armas Acordo foi assinado pelo Brasil em 2013,
O acordo obriga os países da ONU a criarem sistemas nacionais para controlar a
venda de armas convencionais — tanques, helicópteros, pistolas e mísseis, por
exemplo —, além de proibir o comércio caso o Estado tenha informações de
que seus produtos serão usados em violações dos direitos humanos.

Operações de Paz
Em 15 de outubro de 2017, chegou ao fim, por decisão do Conselho de Segurança, a
Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), que, por 13 anos, foi
comandada pelo Brasil.

A Missão foi reconhecida como caso de sucesso – o que se deve, sobretudo, ao


profissionalismo e à dedicação dos cerca de 36 mil “capacetes azuis” brasileiros que
passaram pelo Haiti. O Brasil tem ainda posição de destaque na Força Interina da ONU no
Líbano (Unifil), cujo componente naval é comandado pelo País.

General Brasileiro vai liderar a MONUSCO – República Democrática do Congo.


Gal. Elias Rodrigues Martins Filho.

O Globo – Brasil desiste de enviar tropas de paz à África


–BRASÍLIA– O Brasil desistiu de enviar tropas em missão de paz à República
Centro–Africana. A informação foi confirmada ao GLOBO, ontem, pelo Centro
de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx). O país vai rejeitar o pedido
da ONU, que queria 750 militares para atuar na região. O governo brasileiro
considerou que não há dinheiro para a missão.

A prioridade, para o governo, é a intervenção federal no Rio de Janeiro.

A guerra civil na República Centro–Africana fez com que meio milhão de


centro–africanos se refugiassem em países vizinhos, segundo a Agência da
ONU para Refugiados (Acnur). Em janeiro, o Comitê Internacional da Cruz
Vermelha (CICR) afirmou que metade da população necessita de ajuda
humanitária.

Nomeação do Embaixador José Viegas Filho como Representante Especial do


Secretário-Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau

O governo brasileiro recebeu com grande satisfação a nomeação do Embaixador José


Viegas Filho para o cargo de Representante Especial do Secretário-Geral das
Nações Unidas na Guiné-Bissau e chefe do Gabinete Integrado das Nações
Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS).

A nomeação do Embaixador Viegas reflete o apoio do Brasil aos esforços das


Nações Unidas para a consolidação da paz e o desenvolvimento da Guiné-
Bissau, país membro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O UNIOGBIS tem mandato da ONU para apoiar o diálogo político e o processo de


reconciliação nacional na Guiné-Bissau, bem como liderar os esforços
internacionais nesse sentido, em cooperação com o Governo bissau-guineense e com
a Comissão de Consolidação da Paz (CCP) das Nações Unidas. O Brasil preside a
configuração específica da CCP para a Guiné-Bissau desde sua criação, em 2007.

TEMAS MIGRATÓRIOS

Portugal anuncia decreto para regularizar imigrantes ilegais


no país
O governo de Portugal aprovou a edição de um decreto para regularizar imigrantes
em situação irregular no país. A medida, que deve beneficiar cerca de 30 mil
estrangeiros, valerá para aqueles que estejam inseridos no mercado de trabalho
português há pelo menos um ano.

O objetivo é tentar barrar o declínio populacional do país, que é um dos mais envelhecidos e com baixa
natalidade da União Europeia.

Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, publicado em 2017 e


frequentemente citado pelo governo, diz que são precisos 50 mil estrangeiros
por ano para manter a população nos cerca de 10,4 milhões atuais.
Para estabilizar a população em idade ativa, a conta é ainda maior: 75 mil
estrangeiros anualmente. Em 2017, segundo dados divulgados na semana
passada pelo SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteira), Portugal recebeu 61
mil novos residentes estrangeiros, contingente mais alto desde 2009, além da
segunda alta consecutiva.
O total de brasileiros, que formam a maior população estrangeira, cresceu pela
primeira vez desde a crise de 2011 (5,1% em relação a 2016).

Temor por efeitos do novo acordo sobre imigração europeu leva ao aumento de barcos
tentando cruzar o mediterrâneo. Só nos últimos dias quase 200 pessoas perderam a vida
tentando a travessia.

MRE - Sessão informativa sobre a assistência aos migrantes venezuelanos

Será realizada hoje, dia 29, no Itamaraty, sessão informativa a representações


diplomáticas e organismos internacionais sobre as ações do governo brasileiro
relativas à migração venezuelana ao Brasil.

2. As políticas brasileiras serão apresentadas pela Casa Civil da Presidência da


República, que preside o Comitê Federal de Assistência Emergencial, e por
representantes de outras instituições envolvidas, em especial os Ministérios da
Defesa e das Relações Exteriores.

3. Sob coordenação do Comitê Federal de Assistência Emergencial criado em


fevereiro deste ano, o governo brasileiro vem dando assistência a milhares de
cidadãos da Venezuela que chegam ao Brasil em razão da crise humanitária
naquele país. Dos cerca de 110 mil venezuelanos que ingressaram no Brasil
desde 2017 até maio passado, cerca de 50 mil solicitaram regularização
migratória. Para assistir aqueles que chegam em situação de aguda
vulnerabilidade social, foi adotada ampla estratégia, executada em parceria
com agências das Nações Unidas, em especial o Alto Comissariado das Nações
Unidas para Refugiados (ACNUR), além de grupos da sociedade civil.

4. Entre as ações em curso, destaca-se a requalificação e/ou construção de


abrigos. Nove deles estão em operação em Roraima, onde se encontram
alojadas cerca de 4 mil pessoas. Estão sendo concluídos ou começarão a ser
construídos quatro novos abrigos, que elevarão a capacidade de acolhimento a
6 mil pessoas. Foram e estão sendo empreendidas ações de saúde e proteção
aos direitos humanos dos migrantes, bem como de combate a crimes tais como
o trabalho escravo. O governo brasileiro também executa um programa de
interiorização dos migrantes vulneráveis que desejem deixar Roraima e radicar-
se em outros estados da federação. Já foram transferidos pouco menos de 600
migrantes, e prepara-se agora nova transferência assistida.

5. A estratégia de assistência aos migrantes venezuelanos reflete o sentimento


de solidariedade da sociedade brasileira com os irmãos venezuelanos e é
desenvolvida em estrita consonância com os compromissos internacionais do
Brasil e as boas práticas das Nações Unidas.

Com impasse na UE, Merkel quer acordos individuais de imigração

Após o impasse da reunião de líderes europeus que terminou ontem sem uma
solução concreta sobre a decisiva questão da acolhida de imigrantes, a chanceler
alemã, Angela Merkel, afirmou que buscará acordos diretos com países da União
Europeia sobre o tema. Ela admitiu que o bloco não conseguiu encontrar
rapidamente uma solução conjunta para a questão que está ameaçando seu
governo. Desde que as chegadas do Mediterrâneo aumentaram em 2015, quando
mais de 1 milhão de refugiados e migrantes pisaram em território do bloco, os
líderes da União Europeia têm discordado sobre como lidar com eles. Ao mesmo
tempo, a disputa enfraquece sua unidade e prejudica a área de livre circulação da
Europa. Em Bruxelas, ontem, 16 dos 28 líderes da UE mantiveram conversações
antes de uma cúpula do Conselho Europeu, na quinta e na sexta–feira. “Sabemos
que no Conselho Europeu, infelizmente, não teremos uma solução completa para
a questão da migração”, disse Merkel. Ela está sob pressão para encontrar uma
solução para a crise. Seu parceiro de coalizão exige uma política de migração
mais rígida e ameaça abandonar a aliança, o que poderia levar a um colapso de
seu governo. Incapaz de esperar pelo consenso total da UE, Merkel disse que vai
buscar medidas mais rápidas.

A ‘minicúpula’ de líderes europeus ocorreu em um momento de tensão entre


diferentes sócios e com um navio com migrantes socorridos, o Lifeline, esperando
em alto–mar uma solução depois que Itália e Malta fecharam seus portos. Na
reunião de ontem, foi aprovado apenas um leque de medidas que prevê reduzir a
migração irregular, proteger as fronteiras europeias, uma maior cooperação com
os países de origem e de trânsito dos migrantes.

Maior numero de novos refugiados (2017):


1) Sudão do Sul
2) Síria
3) Mianmar.

Maiores Internally displaced


1) Colombia
2) Síria
3) RDC

Maiores emissores:
Síria
Afeganistão
Sudão do Sul
Mianmar
Somália

Maiores receptores:
Turquia
Paquistão
Uganda
Líbano
Irã
Alemanha

The Five Conflicts Driving the Bulk of the World’s Refugee Crisis

South Sudan. Syria. Afghanistan. Myanmar. Somalia.

But in reality, the vast majority of the world’s refugees have not gone very far and are
largely living in neighboring countries, a fact reasserted in an annual report from the
United Nations refugee agency this week.

The report said 68.5 million people worldwide were classified in 2017 as having
been forcibly displaced because of conflict and persecution, the highest number
since the end of World War II. Among them are 25.4 million refugees — those who
have fled to another country to escape war or persecution in their own country and who
receive special protections under international law.

Here’s a look at the main conflicts feeding the refugee crisis.

Syria

The roots of the Syrian civil war began in 2011 with a peaceful uprising — inspired by
the Arab Spring — with large-scale street protests against the government of President
Bashar al-Assad. It escalated into a civil war after a government crackdown.

Within a few years, other factions got involved. The United States supported some of
the rebels. Iran and Russia backed forces loyal to Mr. Assad. In 2015, an American-led
coalition began airstrikes on the Islamic State — which had seized large swaths of
northern and eastern Syria. Kurdish forces in the north fought against the government
of Mr. Assad, Turkey and other rebel groups.

The complexity of the conflict and Mr. Assad’s determination to maintain power have
perpetuated the war, making Syria the leading source of refugees in 2017. At least
5.6 million people have fled Syria since 2011, most arriving in Turkey, Jordan and
Lebanon. An additional 6.3 million remain internally displaced.
Afghanistan

Afghanistan’s protracted war and the Taliban insurgency have made it the second-
largest source of refugees in the world. The roots go back to 1978, when the Soviet
Union invaded the country, and some Afghan refugees trace their displacement to that
time.

But the bulk of the current refugee crisis derives from a war fought since 2001 by
the Afghan government — backed by American-led forces — which has
struggled to maintain security and fight the Taliban.

Security worsened in 2017 with the resurgence of the Taliban and other groups,
including a local Islamic State affiliate. Countless attacks on civilians have driven many
people to leave.

According to the United Nations report, Afghanistan’s refugee population grew by five
percent to 2.6 million people by the end of 2017, making Afghans the largest
refugee population in Asia. Despite Afghanistan’s instability, Pakistan and other
countries have begun returning Afghan asylum seekers.

South Sudan

South Sudan was just two years old when civil war erupted in 2013. The conflict began
as a feud between forces loyal to President Salva Kiir and then-Vice President Riek
Machar and has engulfed the country in ethnic violence and a devastating
humanitarian crisis. Tens of thousands have died in the country, the world’s youngest
and among the least developed.

Every day, hundreds of South Sudanese refugees cross the border into neighboring
Uganda — one of the countries hosting the most refugees in the world, with 1.4 million
claiming asylum there from a handful of conflicts in neighboring countries.

This year, South Sudan is in the midst of a hunger crisis that is expected to be the
worst yet — almost half the population lacked enough to eat in January, a time when
food from its farms ordinarily would be plentiful. International officials expect the
number of hungry citizens to expand considerably in what are now the lean months.
With millions potentially facing acute malnutrition, more refugees are expected.

Myanmar
Rohingya refugees stopped by Bangladesh Border Guards after crossing into the
country in 2017.

A flood of Myanmar’s Rohingya people poured across the border into


Bangladesh at the end of 2017, fleeing persecution by the Myanmar military and
security forces. But the Rohingya, a Muslim minority, have faced violence and
discrimination in Myanmar, a majority-Buddhist nation, for decades.

The Rohingya are considered outsiders by the government despite their origins in the
country’s Rakhine state. A brutal crackdown on civilians in August after an attack by a
Rohingya insurgent group led to the rapid large scale displacement.
Zeid Ra’ad al-Hussein, the United Nations High Commissioner for human rights, has
called Myanmar’s campaign against the Rohingya “a textbook example of ethnic
cleansing.”

The number of refugees from Myanmar more than doubled from less than half a million
at the start of 2017 to 1.2 million by the year’s end. Most are hosted by Bangladesh
in poorly planned and overcrowded camps.

Somalia

A civil war that involved the overthrow of the military government of President Siad
Barre in 1991 destroyed the state, crippled food production and left the country in
chaos. The years since have left Somalia one of the poorest and most desperate
nations.

Tens of thousands of Somalis have spent decades living in refugee campsin


neighboring nations. When an internationally supported government was installed in
2012, the country seemed to finally move toward stability. But the Shabab extremist
group has carried out numerous attacks on the capital, and other insurgent groups
including Al Qaeda have made gains in the country.

Although Somalia was the fifth-largest source of refugees for 2017 — with 986,400
people having refugee status — the number of Somali refugees actually declined by
three percent from the previous year. Most live in Kenya, Yemen (currently engulfed in
its own civil war) and Ethiopia.

Espanha receberá barco com 629 migrantes rejeitado por Itália e


Malta
A Espanha receberá o barco Aquarius com 629 migrantes, atualmente em águas do
Mediterrâneo, depois que Itália e Malta se negaram a acolhê-lo, anunciou nesta segunda-feira
(11) o governo de Pedro Sánchez, afirmando que a decisão pretende evitar uma catástrofe
humanitária.
"É nossa obrigação ajudar a evitar uma catástrofe humanitária e oferecer 'um porto seguro para
essas pessoas'", disse o comunicado do governo.

O Aquarius, fretado pela ONG SOS Méditerranée, resgatou no sábado (9) 629
migrantes, incluindo sete mulheres grávidas, 11 crianças pequenas e 123
menores de idade sem responsáveis, mas a embarcação está em 'stand-by' no
mar, perto de Itália e Malta, que se negam a dar acesso a qualquer porto.

O ministro do Interior italiano e chefe do partido de extrema direita A Liga,


Matteo Salvini, confirmou nesta segunda-feira que não tinha intenção de voltar
atrás.
"Salvar vidas é um dever, transformar a Itália em um campo de refugiados,
não, a Itália deixou de abaixar a cabeça e obedecer, desta vez TEM ALGUÉM
QUE DIZ NÃO", escreveu Salvini em uma rede social com a hashtag
#chiudiamoiporti (fechamososportos).
O ministro também reagiu à chegada pela manhã, em frente ao litoral da Líbia,
de outro barco fretado por uma ONG alemã, a Sea Watch. "Associação alemã,
barco holandês, Malta que não se move, França que rejeita e Europa que faz a
mesma coisa, chega", disse Salvini.
Plus d’un demi-millier de migrants sauvés en mer Méditerranée ce week-end (na
Espanha)

L’Espagne est la troisième porte d’entrée de l’immigration clandestine vers l’Europe,


derrière l’Italie et la Grèce. Cette « route », passant par le Maroc, est de plus en plus
empruntée par les migrants africains qui évitent la Libye, en proie au chaos.

Barco com 25 africanos é salvo no Maranhão


Dois brasileiros estavam a bordo e foram presos sob suspeita de envolvimento
em esquema de imigração ilegal; embarcação estava no mar havia 35 dias

25 imigrantes africanos de cinco países – Senegal, Nigéria, Guiné, Serra Leoa


e Cabo Verde – e dois brasileiros. Suspeitos de atuarem num esquema ilegal
de imigração para o Brasil, os brasileiros foram presos horas depois.

Mensagem ao Congresso:

Em 2017, entrou em vigor a nova Lei de Migração, que instituiu as diretrizes da política
migratória
brasileira. É com base nelas que o Brasil tem atuado, na ONU, nas negociações de um
Pacto Global
de Migrações.

Aprimoramento dos mecanismos de concessão de refúgio. Com o intuito de facilitar a


instrução do processo de solicitações de refúgio, está em desenvolvimento sistema
eletrônico de tramitação de pedidos (o Sisconare) que, além de possibilitar tramitação mais
célere, dará maior confiabilidade e segurança aos processos. Foi criado grupo de trabalho
para a revisão das resoluções do Conselho Nacional de Refugiados (Conare).

Manaus recebe 164 venezuelanos vindos de abrigo de Roraima

164 imigrantes que estavam em abrigos em Boa Vista, em Roraima, chegaram a


Manaus (Amazonas, na segunda etapa do programa de interiorização do governo
federal.
Ao todo, 233 imigrantes venezuelanos deixaram Boa Vista em um voo da Força Aérea
Brasileira (FAB), mas 69 seguiram para abrigos de São Paulo. Os demais foram
distribuídos entre três abrigos da capital amazonense.
Mais 6.500 venezuelanos continuam em Boa Vista, e pelo menos 1.000 deles
acampam na praça Simon Bolívar —os outros 5.500 estão distribuídos nos nove
abrigos mantidos pelo governo federal na capital de Roraima.
A Prefeitura de Manaus recebeu R$ 1,2 milhão do governo federal no ano passado
para dar assistência a um grupo de 178 indígenas da etnia warao, da Venezuela, que
já estão em Manaus, distribuídos em dois abrigos mantidos pela prefeitura.

Venezuelanos acampados em praça de Roraima são levados a abrigo


temporários
O Exército brasileiro encaminhou neste domingo (6/05) para dois abrigos temporários
cerca de 820 imigrantes venezuelanos que estavam acampados na praça Simón
Bolívar, em Boa Vista (RR).
Os abrigos têm capacidade para 900 pessoas. Atualmente, há cerca de 2.500
imigrantes abrigados em Boa Vista e Pacaraima (Roraima), segundo o coronel do
Exército Swami de Holanda Fontes, assessor de comunicação social da Força Tarefa
Logística Humanitária, que atua no local.
"A Operação Acolhida é uma operação conjunta. É uma soma de esforços para um
objetivo comum: tirar o imigrante desassistido de uma situação de vulnerabilidade para
uma situação mais digna", diz Fontes.
Além do Exército, participam da operação Marinha, Aeronáutica, prefeitura, governo
do estado e a Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados).
O governo federal também tem investido na chamada interiorização dos imigrantes,
que é o transporte dessas pessoas para conseguir emprego em outras cidades.
Até agora, 498 venezuelanos foram distribuídos entre São Paulo, Manaus e Cuiabá.
Mas muitos preferem ficar em Roraima pela proximidade com o país de origem e por
não quererem se distanciar muito da família.

Fevereiro 2018: São 40.000 venezuelanos em Roraima.

O Brasil precisa de um plano para os venezuelanos que chegam


O fluxo migratório recente de venezuelanos ao Brasil em busca de refugio ou de
oportunidades de sobrevivência vem gerando tensão na recepção e acolhimento em
cidades do estado fronteiriço de Roraima e leva seus gestores a cobrar medidas do
Governo Federal, entre as quais a redistribuição geográfica desses migrantes para
outras partes do país.
A estratégia de interiorização para as cidades de São Paulo e Cuiabá teve início no
último dia 5 de abril e já traz elementos a serem problematizados a fim de contribuir
para sua melhor implementação.
Em alinhamento com os princípios de livre movimento em território nacional de
pessoas migrantes e refugiadas preconizadas pelo Brasil em sua legislação, exige-se
que a adesão voluntária seja manifestada pelos migrantes e refugiados e que esteja
embasada em uma tomada de decisão informada. Ou seja, que eles tenham
conhecimento sobre o que lhes espera nas novas cidades de destino em termos de
estrutura e assistência, em especial em relação a temas essenciais como trabalho e
emprego, moradia, serviços de saúde, documentação e reunião familiar, entre outros.
Outra premissa basilar que deve ser atendida pela ação de interiorização é a gestão
eficiente das expectativas, uma vez que envolve questões de ordem prática e bastante
objetivas. Uma estratégia de formação e de informação qualificada deve ser
estabelecida para esclarecer e sensibilizar preventiva e continuadamente a opinião
pública sobre a acolhida destas pessoas nas novas cidades e estimular que o clima de
tolerância e solidariedade prevaleça, a fim de evitar tensões sociais, discriminação e
xenofobia, ações essas que já foram observadas em Roraima e que podem vir a se
tornarem mais frequentes.
Outro ponto essencial para a o sucesso da medida é a promoção de iniciativas
diversas e complementares que apoiem migrantes e refugiados na busca de
oportunidades de geração de renda, visto tal medida ser fundamental no alcance da
autonomia financeira dessas pessoas.
Não obstante, em virtude da complexidade do tema, deve-se ter em mente que a
interiorização é uma das medidas, entre tantas outras, necessárias para responder ao
fluxo crescente de venezuelanao ao Brasil.

O Globo – Venezuelanos lideram o número de pedidos de refúgio no Brasil

BRASÍLIA - O Ministério da Justiça apresentou nesta terça os números do


Refúgio em Números, com os dados sobre pessoas nestas condições no
Brasil. Atualmente, existem 10.145 refugiados com registro ativo na Polícia
Federal (PF). Apenas no ano passado, foram feitas 33.866 solicitações de
reconhecimento de refúgio no Brasil, com 587 pedidos deferidos pelo Comitê
Nacional para os refugiados, o Conare. Ao todo, existem cerca de 86 mil
solicitações sob análise.

Venezuela, Cuba e Haiti lideram o número de pedidos, respondendo por 70%


dos casos em análise. O estado campeão em recebimento de refugiados foi
Roraima justamente por causa da fronteira com a Venezuela , e depois São
Paulo.

Questão do fechamento da fronteira de Roraima: governo do estado quer


que governo federal feche a fronteira. Caso foi levado ao STF para que a Corte
autorize o fechamento (art. 102 CF).

MRE - Visto humanitário para haitianos

O governo brasileiro decidiu atribuir a haitianos e apátridas residentes no Haiti


tratamento prioritário para fins humanitários. Nesse sentido, foi publicada
ontem, 9 de abril, a Portaria Interministerial nº 10, de 6 de abril de 2018, que
“dispõe sobre a concessão do visto temporário e da autorização de residência
para fins de acolhida humanitária para cidadãos haitianos e apátridas” que
residam naquele país. Novas portarias poderão ser publicadas oportunamente
para contemplar outras situações concretas.

Esse visto será emitido exclusivamente pela Embaixada do Brasil em Porto


Príncipe e permitirá a concessão de residência temporária de dois anos no
Brasil, passível de transformação em residência por prazo indeterminado ao
final desse período.

A edição da portaria regulamenta o visto temporário para acolhida humanitária


previsto na Lei de Migração (lei nº 13.445/2017). A medida permitirá a
manutenção da política humanitária brasileira no Haiti no campo migratório.

O Estado de S. Paulo – Só Itália ajudou ONU em fundo para Brasil receber


venezuelanos

Governos estrangeiros realizaram doações de apenas 0,6% do orçamento que


a ONU estima necessário em um primeiro momento para lidar com a crise de
refugiados na região. A entidade fez um chamado no início do ano para que um
pacote de US$ 46 milhões fosse destinado aos refugiados que cruzam a
fronteira com o Brasil. Na semana passada, a entidade estimou que 800 deles
entram no País por dia.

O único governo a enviar uma doação foi a Itália, com US$ 296 mil. Além
desse valor, empresas e doadores privados destinaram mais US$ 2,3 milhões
para os programas da ONU na fronteira entre Brasil e a Venezuela. Assim, a
entidade arrecadou apenas 6% do total necessário e estima ter um déficit de
financiamento de US$ 43,4 milhões.
Segundo as Nações Unidas, o governo brasileiro prometeu R$ 190 milhões
para um orçamento separado para tratar da crise.

Desde o início de 2017, mais de 52 mil venezuelanos chegaram ao Brasil. "A


Agência de Refugiados da ONU (Acnur) e as autoridades brasileiras estão
cada vez mais preocupadas com os crescentes riscos enfrentados pelos
venezuelanos que vivem nas ruas, incluindo a exploração sexual e a violência",
continuo o texto.
"Para atender as necessidades e atenuar esses riscos, dois novos abrigos em
Boa Vista foram abertos nas últimas duas semanas", indicou a ONU. "Cada
novo abrigo tem capacidade para acolher 500 pessoas, sendo que já estão
com sua capacidade quase completa", alertou.

Folha de S. Paulo – Robôs, clima e envelhecimento darão impulso a imigração,


diz pesquisador / Entrevista / Francisco Cos Montiel

Mudanças drásticas no trabalho e no clima vão impulsionar a imigração no


futuro próximo, diz um dos principais pesquisadores do tema, Francisco Cos
Montiel, do Instituto sobre Globalização, Cultura e Mobilidade da Universidade
da ONU.

“Haverá grande demanda por certas profissões, que terá que ser atendida
muito rapidamente, enquanto grandes grupos verão suas habilidades
profissionais substituídas ou exterminadas.”

Não sou futurista nem quero fazer previsões irresponsáveis, mas alguns fatores
vão marcar a imigração, além de conflitos armados que não podemos prever.

A mudança climática vai expulsar de suas terras uma quantidade enorme de


pessoas. No Pacífico muitos dos estados insulares vão ficar sob a água em um
futuro não longínquo. Em outros, mudança importante na agricultura vai obrigar
as pessoas a migrar para centros urbanos ou outros países.

Outra tendência importante é a transformação do trabalho. Avanços


tecnológicos rápidos estão criando e destruindo empregos, uma tendência que
vai crescer de maneira exponencial. Isso supõe que haverá grande demanda
por certas profissões, que terá que ser atendida muito rapidamente, enquanto
grandes grupos verão suas habilidades profissionais substituídas ou
simplesmente exterminadas. Isso terá impacto importante na migração de
trabalhadores.
A biotecnologia também vai elevar a expectativa de vida. Os seres humanos
vão viver mais e precisar de mais cuidados. Haverá uma demanda nunca antes
vista por trabalhadores no setor de cuidado, em que a automatização não
substituirá o humano rapidamente. E este, como sabemos, é um setor atendido
por trabalhadores migrantes.
Por fim, com os avanços da sistematização, armazenamento e intercâmbio de
dados pessoais, a maioria de nós estaremos identificados, o que terá impacto
enorme no controle da migração.

Folha de S. Paulo – Governo deve transferir até 18 mil venezuelanos de RR


para outros estados

O governo brasileiro planeja transferir até 18 mil refugiados venezuelanos de


Roraima para outros estados ainda este ano, no processo chamado de
interiorização. A Força Tarefa Humanitária calcula que 52 mil venezuelanos
entraram no país até o início de março, por conta da crise humanitária na
Venezuela. Por dia, cerca de 400 venezuelanos estão entrando no país,
embora alguns voltem para a Venezuela após alguns dias.

DIREITOS HUMANOS

Legislação que exige consentimento sexual entra em vigor


na Suécia
ESTOCOLMO - Uma lei sobre consentimento sexual, que considera estupro qualquer
ato sexual sem acordo explícito, mesmo na ausência de ameaça ou violência, entra
em vigor neste domingo na Suécia, depois da comoção gerada no país pela
campanha #MeToo.
O texto prevê que uma pessoa é culpada de estupro se houve um ato sexual em
que a outra parte não tenha participado "livremente". Na legislação anterior, só era
considerado estupro o ato sexual acompanhado de violência ou realizado sob
ameaça.
- Não há absolutamente nenhuma exigência de dizer 'sim' formalmente, de apertar
um botão em um aplicativo, ou qualquer coisa do tipo - explicou a juíza Anna
Hannell, que participou da elaboração da lei, à agência local TT.
Os tribunais estarão atentos para que "o consentimento seja expresso com
palavras, gestos ou de outra maneira", elementos que os juízes deverão avaliar.
A lei, adotada no fim de maio graças a uma maioria social-democrata e ecologista,
é muito criticada pela ordem dos advogados e pelo Conselho das Leis, que têm
dúvidas sobre sua implementação.
Para este último órgão, a nova diretriz levará a uma avaliação arbitrária por parte
do tribunal sobre a existência ou não de um consentimento.
Já o governo acredita ter transmitido sua mensagem. O Estado ainda decidiu
investir 120 milhões de coroas (US$ 13,3 milhões) na luta contra o abuso e a
violência sexual.

Eleição de Mara Gabrilli para o CDPD


A deputada federal, Mara Gabrilli foi eleita para integrar o Comitê das Nações Unidas
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), para o mandato de 2019 –
2022. Segundo a notícia, Gabrilli será a primeira representante do Brasil no CDPD,
refletindo o compromisso do país com o tema, além dos esforços e avanços das
políticas nacionais, para a promoção de direitos das pessoas com deficiência.

Eleição da doutora Rebecca Lemos Igreja para o Conselho Superior da Faculdade


Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO)

Eleição da doutora Rebecca Lemos Igreja a perita do Conselho Superior da Faculdade


Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), assim como a recondução ao cargo
de Diretora da Unidade Acadêmica do Brasil da professora Salete Valesan Camba,
durante a XXII Assembleia Geral da organização, realizada em Quito.

A FLACSO é um organismo internacional, de natureza intergovernamental, composto


por 19 estados membros. Desenvolve atividades acadêmicas e de pesquisa e
implementa projetos de cooperação educacional em 14 países da América Latina e do
Caribe, além da Espanha.

O ano de 2017 também marcou o retorno do Brasil ao Conselho de Direitos


Humanos da ONU, para o qual havia sido eleito no final de 2016. O País foi
objeto, pela terceira vez, do Exame Periódico Universal do Conselho, em
Genebra, ocasião em que se passou em revista a situação de direitos humanos
no País e foram feitas recomendações.

Maio 2018 –
Pressão de bancada ruralista atinge brasileira na ONU responsável
por povos indígenas
Vice-presidente do órgão para o direito dos povos indígenas, Erika Yamada está sendo forçada
a abandonar seu cargo

GENEBRA - Uma brasileira, vice-presidente do órgão da ONU para o direito dos povos
indígenas, está sendo forçada a abandonar seu cargo na entidade depois de uma mudança de
postura na FUNAI, pressionada pela bancara ruralista na Câmara
dos Deputados.

O caso envolve Erika Yamada, que faz parte do Mecanismo de Especialistas da ONU sobre os
Direitos dos Povos Indígenas. Ela foi eleita em maio de 2016 para exercer um mandato de
especialista independente pelo período de três anos. Atualmente ela é vice-presidente do
órgão.

Classificada em primeiro lugar na lista de nomes sugeridos por governos, a especialista teve a
sua indicação confirmada pelo presidente do Conselho de Direitos Humanos da ONU em 2016.
Ela estava de licença sem remuneração autorizada pela Funai desde 2015, condição para que
ela pudesse ser aceita como especialista independente na ONU.

MEIO AMBIENTE E ENERGIA

Trump ataca Opep e ameaça europeus com sanção


O presidente americano, Donald Trump, atacou a Organização dos Países
Exportadores de Petróleo (Opep), com um aviso para que a entidade pare de
manipular o preço do petróleo e subiu pressão sobre aliados, ameaçando com
sanções empresas europeias que negociarem com o Irã.
Pelo Twitter, Trump afirmou que o rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al
Saud, teria concordado em aumentar sua produção de petróleo. Em seguida, a
Casa Branca voltou atrás e informou que os sauditas iriam aumentar a produção
caso fosse necessário.
Os preços no petróleo aumentaram na última sexta-feira com preocupações de que
as sanções americanas contra o Irã retirariam volumes significativos de petróleo do
mercado internacional em um momento em que há maior demanda.

Sem biomassa, usinas de MT recorrem a eucalipto para


geração de energia
Os investimentos em curso para produzir etanol à base de milho em Mato Grosso
provocarão uma expansão de outra cultura, ainda rara no Estado: o eucalipto. A
árvore, que transformou as paisagens do Sudeste por causa da demanda por
celulose, deve começar a ocupar áreas próximas às novas unidades industriais para
servir de matéria-prima na geração de energia elétrica dessas unidades.

As usinas que produzem etanol da cana usam o bagaço para gerar energia, que faz
rodar as fábricas e as tornam autossuficientes. Já as de etanol de milho não têm
biomassa capaz de servir de matéria-prima para cogeração. Logo, a saída dessas
usinas é comprar biomassa de eucalipto para abastecer as caldeiras a vapor, que
geram energia para a produção de biocombustível.
Mas Mato Grosso hoje está longe de ser uma potência em floresta de eucalipto. O
dado mais recente do IBGE indica que o Estado tinha 192 mil hectares plantados
com a árvore em 2016, o que o colocava em 11º lugar no ranking de florestas de
eucalipto do país.
A cultura está concentrada no sul do Estado - onde se instalou o parque industrial
de celulose -, enquanto a maior parte das novas usinas serão erguidas no norte, diz
Ricardo Tomczik, presidente da União Nacional de Etanol de Milho (Unem
Atualmente, Mato Grosso abriga três usinas "flex" (que processam tanto cana como milho) e uma "full"
(que utiliza apenas o grão), enquanto Goiás tem uma unidade "flex". Essas plantas conseguem processar
cerca de 1,8 milhão de toneladas de milho por ano, segundo Ricardo Tomczyk, presidente da União
Nacional de Etanol de Milho (Unem).

Custo ambiental do diesel


o governo discute a implementação do RenovaBio (Lei 13.576/2017), que compõe
o pacote de políticas públicas destinadas a atender os compromissos assumidos
pelo Brasil, por meio do Acordo de Paris, como o de reduzir em 43% as emissões
de gases do efeito estufa (GEE) e aumentar a participação de bioenergia
sustentável na matriz energética brasileira para 18% até 2030.

É inegável que o Brasil possui uma forte dependência do transporte rodoviário,


movido essencialmente a óleo diesel, sendo certo que a sua oneração tributária ou
fiscal impacta a cadeia produtiva. Por isso, soluções na mesma linha da que foi
adotada na recente crise, por meio da adoção de medidas fiscais e tributárias, para
fins de redução das emissões e remoção de gases de efeito estufa, conforme
previsto na Política Nacional de Mudanças Climáticas (Lei 12.187/2009), não são
um caminho fácil e dependem de lei específica.
Optou-se, assim, pela adição compulsória de biocombustíveis aos combustíveis
fósseis. O biodiesel, que apresenta reduzida emissão de gases de efeito estufa na
sua cadeia produtiva, foi introduzido na matriz energética brasileira por meio de
sua mistura obrigatória ao diesel fóssil (Lei nº 11.097/2005). Com o
amadurecimento do mercado brasileiro, foi determinado um cronograma de
aumento do teor de biodiesel (Lei 13.263/2016).
Segundo o Ministério de Minas e Energia, em 2017 foram consumidos 4,29 bilhões
de litros de biodiesel, o que dá ao Brasil a posição de segundo maior mercado
mundial, atrás apenas dos EUA (7,4 bilhões de litros). Importante destacar que
alguns segmentos já chegaram a propor a antecipação do aumento gradual da
mistura de biodiesel no diesel fóssil de 10% para 15%, podendo se chegar a 20%
em dez anos, como meio de obter uma redução do preço final ao caminhoneiro no
curto prazo, o que também traria um impacto positivo na redução de emissões do
setor de transporte.
Participação dos biocombustíveis deve aumentar de 20% para 28,6% na matriz de
combustíveis
Em reforço às adições compulsórias determinadas em lei, o RenovaBio traz uma
inovação ao acrescentar no atual quadro normativo um mecanismo inédito no
Brasil, que tem sido apresentado como a primeira experiência de criação de um
mercado de eficiência ambiental e energética na América Latina, inspirado em
solução similar já implementada nos Estados Unidos ("Renewable Fuel Standard").
Como parte do conjunto de medidas para colocar esse mercado em operação, a
recente meta nacional de redução em 10% será desdobrada em metas individuais,
a serem fixadas anualmente para os distribuidores de combustíveis, conforme sua
participação no mercado de combustíveis fósseis. A comprovação ao atendimento
da meta individual será por meio da apresentação de CBIO, a ser emitido pelo
produtor ou importador de biocombustível em quantidade proporcional ao volume
de produção, importação e comercialização de biocombustíveis.

Energia solar avança no Brasil e atrai


empresas

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que,


de junho de 2013 para cá, o número de conexões de microgeração de
energia subiu de 23 para 30.900 – sendo 99% desse montante de
energia solar. Mais de dois terços das ligações foram feitas por
consumidores residenciais. Eles veem nos painéis solares uma saída
para ficarem menos vulneráveis ao encarecimento da energia elétrica
no Brasil, cujo custo tem subido bem acima da inflação.
A exemplo do que ocorreu com a energia eólica, as “microusinas”
solares só ficaram acessíveis a uma parte da população, com o
barateamento dos equipamentos, quase todos importados. Hoje, para
instalar um sistema solar numa residência média, o consumidor vai
gastar cerca de R$ 20 mil. Ainda não é um custo que esteja ao alcance
da maioria dos brasileiros, mas os prognósticos para o futuro são
positivos.

Recentemente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e


Social (BNDES) deu um empurrão no setor ao decidir financiar pessoas
físicas interessadas em microgeração de energia solar. O empréstimo
tem taxas que variam de 4,03% e 4,55% ao ano, prazo de carência de 3
a 24 meses e 12 anos para pagar. “É uma linha que representa um
marco histórico para o setor”, diz Sauaia.

'Toxic garbage will be sold here': Outcry as Brazil moves to loosen pesticide laws

A Brazilian Congress commission has approved a controversial bill to lift


restrictions on pesticides despite fierce opposition from environmentalists,
prosecutors, health and environment ministry bodies, and even United Nations
special rapporteurs.

Decisão da Opep equilibra consumo e oferta de petróleo

Rússia e OPEP decidiram.


Os analistas calculam que o consenso do mercado girava em torno de 1,2 milhão
de barris por dia de expansão na produção, sendo que o acordo significa
aumento de 1 milhão de barris. O volume acertado é exatamente o quanto a
instituição projeta existir de déficit no mercado internacional. O Credit ainda
aposta em nível de US$ 71 para o Brent e de US$ 66 para o WTI no fim do
ano, principalmente porque o efeito imediato que espera é de avanço em apenas
600 mil barris na produção

Deutsche Welle (Alemanha) – O ambíguo saldo ambiental do Brasil


Do acúmulo de plásticos no oceano à preservação das florestas e à resposta
ao desastre de Mariana: neste Dia Mundia do Meio Ambiente, a DW Brasil fez
um balanço mostrando como país trata seu patrimônio ambiental. Nádia Pontes
Mares de plástico O lixo plástico nos oceanos se transformou numa campanha
global liderada pelas Nações Unidas em 2018. Estima-se que, se nada for feito
para reverter a tendência, haverá mais plástico do que peixes nos mares até
2050. Ainda não se sabe exatamente de onde vem o lixo que polui o
Atlântico Sul, que banha a costa do Brasil. "Boa parte do lixo que chega ao
mar vem de fontes terrestres", afirma Alexander Turra, pesquisador do Instituto
Oceanográfico da USP (Universidade de São Paulo). "Nas praias, a poluição
ocorre de acordo com as atividades que são realizadas nos seus arredores",
adiciona Turra. Na região de Santos, litoral sul de São Paulo, por exemplo,
cotonetes são encontrados com facilidade. "Isso se deve ao fato de a principal
fonte de poluição ser o esgoto. As pessoas jogam o cotonete na privada, dão
descarga, e tudo vai parar no mar", explica. No Brasil, o Ministério do Meio
Ambiente acaba de criar uma comissão para lançar, em 2019, o Plano Nacional
de Combate ao Lixo do Mar. Segundo Turra, que integra a comissão, as
fontes de lixo que poluem o mar serão mapeadas como parte do Plano. Mais
ou menos verde? No último ano, o mapa de áreas protegidas no país ganhou
novos pontos. O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que abriga um
cerrado conservado, foi ampliado. A maior extensão de caatinga preservada,
região conhecida como Boqueirão da Onça, virou área protegida depois de mais
de dez anos de espera. No mar, dois mosaicos de conservação foram criados.
Por outro lado, organizações apontam ofensivas que enfraquecem a Floresta
Amazônica. No estado de Rondônia, 11 unidades de conservação criadas em
março último tiveram uma vida curta: apenas oito dias. A Assembleia Legislativa
anulou os decretos que protegeriam 537 mil hectares, o equivalente a 3,5
cidades de São Paulo. As unidades haviam recebido 657 mil reais do Programa
Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA). "Estamos enfrentando o mais preocupante
ataque ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação dos últimos anos",
alerta Jaime Gesisky, do WWF. "O debate sobre manter ou mesmo ampliar
unidades de conservação deve ser central nas políticas públicas de meio
ambiente, permear todos os setores nos governos federal, estaduais e
municipais. Mas essa agenda acaba sendo capturada por interesses ligados a
setores produtivos, como o agronegócio e a mineração, com forte representação
nos três poderes", critica. Situação das florestas A redução da taxa de
destruição da Mata Atlântica é um dos motivos que o Brasil tem para
comemorar neste Dia Mundial do meio Ambiente. Entre 2016 e 2017, a queda
foi de 56,8% em relação ao período anterior. Ainda assim, foram desmatados
125 km2, o menor valor total de desmatamento da série histórica do
monitoramento, feito pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais (INPE). Ao mesmo tempo, outra série de observações é
fonte de preocupação. "De janeiro a abril, verificamos uma taxa de
desmatamento maior da Floresta Amazônica em relação ao mesmo período do
ano anterior", comenta Paulo Barreto, pesquisador do Instituto do Homem e
Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz o monitoramento independente
do Inpe. Em abril, o aumento foi de 87%. Em março, de 249%. "Normalmente,
a taxa vem de uma combinação da política e da parte econômica. Na política
vemos essa instabilidade, o governo tentou muito no ano passado reduzir a
proteção", justifica Barreto. Por outro lado, o Ministério do Meio Ambiente
conseguiu recuperar parte do orçamento perdido que era usado na fiscalização,
adiciona Barreto. O dado de desmatamento anual deve ser apresentado em
agosto pelo INPE. Um relatório lançado recentemente pelo Instituto de Pesquisa
Ambiental da Amazônia (IPAM) sobre medidas para zerar o desmatamento
revelou que 20% da floresta original já foi destruída. Seriam 780 mil km2 de
mata nativa perdidos – uma área mais do que duas vezes maior que a
Alemanha.

Batalhas no Congresso
As atividades no Congresso no último ano provocaram polêmicas. "O pior deste
último ano para o meio ambiente foi a consolidação de uma relação
absolutamente indecente entre a presidência da República e a bancada ruralista",
critica Carlos Ritll, do Observatório do Clima. A caatinga preservada do
semiárido Rittl afirma que votos de deputados foram trocados por desmonte da
Funai, retirada de direitos de povos indígenas, aprovação da "lei da grilagem"
(lei 13.465/17), anistia a multa e dívidas de deputados da bancada ruralista,
tentativas de enfraquecimento do licenciamento ambiental e redução de
áreas protegidas. Para Márcio Astrini, do Greenpeace, o Congresso e o
Palácio do Planalto representam a maior ameaça ao meio ambiente. "Como
exemplo temos medidas provisórias como a que estende benefícios de até 1
trilhão de reais petroleiras, além da prorrogação do prazo do Cadastro
Ambiental Rural, que são algumas das medidas que diminuem a capacidade do
Estado de intervir no combate ao crime ambiental", cita Astrini. Uma ressalva é
feita sobre a atuação do Ibama. "Por combater o crime ambiental, o Ibama teve
carros queimados", menciona Astrini a onda de violência contra a organização
registrada recentemente. Segundo a instituição, foram incendiados nos últimos
meses oito caminhonetes num caminhão-cegonha, uma caminhonete e a sede
do Ibama em Humaitá, estado do Amazonas. Movimento de resistência Ainda
na área ambiental, algumas decisões de governo provocaram fortes reações –
inclusive de servidores. O caso mais recente é a indicação do político Caio
Tavares para comandar o Instituto Chico Mendes para a Conservação da
Biodiversidade (ICMBio). Segundo o corpo técnico do ICMBio, que
gerencia parques, reservas, estações ecológicas e outras áreas protegidas
federais do país, Tavares, de 31 anos, não teria qualquer experiência na
área ambiental. A indicação gerou protestos inclusive de ex-ministros do Meio
Ambiente, que escreveram uma carta ao presidente Michel Temer manifestando
"extrema preocupação". Uma resistência da mesma natureza fez o governo
voltar atrás depois de liberar a Reserva Nacional de Cobre e Associados
(Renca), na Floresta Amazônica, para a exploração das mineradoras. Nesse
caso, a atuação da modelo e ativista ambiental Gisele Bündchen pesou.
Propostas aguardando votação na Câmara dos Deputados e Senado Federal
despertam movimentação semelhante: uma lei que libera uso de mais
agrotóxicos, retirada da informação do rótulo de produtos transgênicos e
liberação de cana-de-açúcar na Amazônia. Mariana sem reparação A maior
tragédia ambiental do país segue sem acordo final. Dois anos e meio
depois do rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, em Mariana (MG), o
acordo final sobre a reparação dos danos ainda não foi fechado. Naquele 5 de
novembro de 2015, 19 pessoas morreram, vilarejos, casas e memórias foram
destruídos pela enxurrada. Pela quinta vez, as empresas Samarco, Vale e
BHP, donas da mineradora de onde a lama de rejeitos partiu, conseguiram
estender junto à 12ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte o prazo para
apresentar os termos do acordo. A ação civil pública pede 155 bilhões de reais
para reparação dos danos sociais, ambientais e econômicos causados pela
tragédia. Os mais de 39 milhões de metros cúbicos de resíduos de mineração
que escoaram pelo rio Doce até o mar continuam no ambiente. A remoção
deve ser feita sob a responsabilidade da Fundação Renova, criada para cuidar
de todo o processo de reparação e restauração ambiental.

Preço internacional do petróleo: OPEP estuda medida que conteria alta

A alta dos preços dos combustíveis no Brasil motivou uma longa paralisação de
caminhoneiros que já dura cinco dias. Um dos panos de fundo do problema é a
escalada do valor do petróleo no mercado internacional, que afeta diretamente no
preço dos combustíveis no país. Isso porque, desde 2016, a Petrobras adotou uma
nova política de preços baseada na paridade internacional dos produtos no exterior.
Essa conjuntura, entretanto, pode estar prestes a mudar.
A Arábia Saudita e Rússia estão estudando aumentar a produção de petróleo. Isso
seria feito por meio do relaxamento do limite que levou a um corte de 1,8 milhão de
barris na produção diária, pactuado por 24 países produtores de petróleo, entre os
quais integrantes da OPEP –da qual a Arábia Saudita é a principal membro– e a
Rússia até o final deste ano.

A OPEP pode decidir elevar a produção petroleira já em junho em razão das


preocupações sobre o fornecimento do Irã e Venezuela e os temores de Washington
de que a elevação do preço do petróleo vá longe demais, disseram fontes do setor do
petróleo e da OPEP.

Crescimento da energia renovável deve alterar o cenário geopolítico

A participação crescente das renováveis na matriz energética mundial pode alterar o


cenário geopolítico. Esse efeito indireto da transição das economias para o baixo
carbono é uma das vertentes do debate global que relaciona a mudança do clima às
questões de segurança dos países.

Que impacto pode ter no Oriente Médio a decisão da Arábia Saudita, maior exportador
de petróleo do mundo, de investir US$ 7 bilhões neste ano e remodelar sua matriz
energética com sete grandes projetos de energia solar e um de eólica? "Sua influência
na região, baseada no petróleo, continuará com as renováveis?", questiona o cientista
político Alexander Carius, fundador do Adelphi, o mais importante centro de estudos
alemão de segurança e clima.

A mudança do clima é considerada "a maior multiplicadora de ameaças: agrava


situações frágeis e pode contribuir com violentas revoltas sociais e conflitos", diz um
relatório feito a pedido dos países mais ricos do mundo, o G-7, por institutos como o
Adelphi e o Wilson Center.

Maio:
Rússia inaugura usina nuclear marítima e ativistas falam em ‘Chernobyl
Flutuante’

O reator em questão é chamado de Akademic Lomonosov. Assim que a


barcaça for conectada à rede elétrica na cidade de Pevek em 2019, se tornará
o reator nuclear localizado mais ao norte no mundo, capaz de produzir energia
para uma cidade de 100 mil pessoas.

Para a Rosatom, estatal russa de energia nuclear, a estrutura conta com “uma
grande margem de segurança” que é “resistente a tsunamis e desastres
naturais”. Mas para grupos ambientais, o projeto tem outro nome: “Titanic
Nuclear” ou até mesmo “Chernobyl Flutuante”.

Abril: Valor Econômico – MME propõe metas para o RenovaBio


O Ministério de Minas e Energia (MME) elaborou uma proposta preliminar que estabelece
como meta uma redução de 7% na intensidade da emissão de carbono dos combustíveis nos
próximos dez anos, conforme documento obtido pelo Valor. O modelo foi apresentado em
reunião do Comitê RenovaBio e circula entre representantes do segmento.

As metas de emissão são consideradas o elemento central do programa RenovaBio, já que


determinarão o grau de incentivo à produção de biocombustíveis. Para garantir essa redução
de 7%, o MME avaliou que, em 2028, teriam que ser comercializados 79,7 milhões de
certificados de biocombustíveis (CBios). Os CBios serão vendidos pelos produtores às
distribuidoras em bolsa.

O preço dos CBios oscilará conforme oferta, demanda e atuação de players financeiros. Uma
das hipóteses trabalhadas pelo MME é de um preço de R$ 34 por tonelada em 2028, conforme
valores esperados para 2020 no mercado internacional de carbono e um câmbio de R$ 3,40.
Isso significaria que o mercado de CBios poderia movimentar R$ 2,71 bilhões em 2028.

25 de abril: Exploração de petróleo na foz do Amazonas


Total led a group including Britain's BP Plc and Brazilian state-run oil company
Petrobras in buying five exploration blocks in the Foz do Amazonas basin in
2013, but the discovery of a massive coral reef just 28 kilometers (17 miles)
from the blocks has thrown environmental approval for drilling by Ibama into
doubt. As the operator, Total is responsible for applying for environmental
licenses.

Some geologists say the area could hold up to 14 billion barrels of oil or more
than the entire proven reserves in the Gulf of Mexico.

 A floresta tem um impacto direto sobre o clima e em 2016 o desmatamento na


Amazônia, sozinho, foi responsável por 26% das emissões domésticas de gases do
efeito estufa.

19 de abril:

L’Organisation maritime internationale a adopté vendredi 13 avril un plan de réduction


de 50 % de ses émissions de gaz à effet de serre d’ici à 2050, et a dit travailler à la
décarbonation totale du secteur.
Le transport maritime, qui totalise près de 90 % du transport international de
marchandises, est aujourd’hui responsable de moins de 3 % des émissions mondiales
de CO2, un chiffre qui pourrait grimper à 17 % au milieu du siècle si rien n’est fait pour
réduire cette pollution.

Le transport maritime était jusqu’à présent le dernier secteur à ne pas disposer de


politique de réduction de ses émissions, après l’accord trouvé en octobre 2016 par le
transport aérien, l’autre segment économique non couvert par l’accord de Paris

O Globo – Brasil lidera grupo contra a emissão de zero carbono nos mares /
Lauro Jardim

A delegação brasileira que está em Londres, no encontro da Organização


Marítima Internacional, está liderando uma campanha para impedir que seja
assinado um acordo de emissão zero de carbono nos mares.

A OMI diz que é possível reduzir a emissão de CO2 de 70% a 100%, até 2050,
desde que sejam usados navios movidos a energia limpa.

Na reunião de hoje, o chefe da Divisão da mudança do clima do Ministério das


Relações Exteriores, Luiz de Andrade Filho, disse que o objetivo é irrealista e
apresentou a proposta de redução de até 50%.

Países conhecidos por serem grandes poluidores, como China, Índia e Arábia
Saudita endossaram a proposta brasileira, que ainda ganhou o apoio do Chile,
Argentina e Peru, que são países que geralmente não se pronunciam nos
encontros.

O acordo precisa ser assinado na sexta-feira, quando termina o encontro.

Correio Braziliense – Água, natureza e alimento/ Artigo/ Maurício Antônio


Lopes/ Presidente da Emprapa

A maior edição já realizada do Fórum Mundial da Água trouxe a Brasília,


entre 17 e 23 de março de 2018, uma discussão difícil e premente: o uso
competitivo do recurso natural mais importante para a humanidade,
infelizmente escasso em quantidade e em qualidade. Foi por isso que o evento
destacou na sua primeira edição no Hemisfério Sul o tema
“compartilhando água”.

Ao enfatizar a necessidade de “compartilhar água”, o Fórum colocou em


discussão a crescente preocupação com a competição entre os inúmeros usos
da água pela sociedade, com destaque para abastecimento doméstico e
industrial, produção de alimentos e fibras, dessedentação de animais, geração
de energia, transporte de pessoas e cargas, recreação, turismo, preservação
da biodiversidade, entre outros.
Os recursos hídricos fazem parte de uma rede de interdependências nem
sempre percebida ou valorizada. Sua escassez impacta a oferta de alimentos,
de energia, de saúde, de mobilidade e põe em risco os recursos biológicos. E
como é recurso finito, o aumento de sua demanda pela sociedade provoca,
inevitavelmente, crescimento proporcional da competição pelo seu uso. O
diálogo e a negociação necessários para a consolidação de um paradigma de
compartilhamento de água que nos permita avançar na busca da
universalização dos recursos hídricos passam, necessariamente, pela
compreensão da relação entre água, natureza e alimento, todos fundamentais
para a manutenção da vida no planeta.

O Brasil possui características que o colocam em posição de grande evidência


na discussão das relações entre água, natureza e alimento. Quinta maior
nação do mundo, com 8,5 milhões de km², seu território cobre 1,6% de toda
a superfície do planeta e 5,6% de suas terras, além de 48% da América do
Sul. Fazendo fronteira com dez países sul-americanos, nossa vasta
superfície de terra contínua é agraciada por cerca de 12% das reservas
globais de água, em uma das mais extensas e diversificadas redes
fluviais do mundo, além de contar com grandes aquíferos. Os seis biomas
brasileiros são reserva da maior biodiversidade do planeta, riqueza
biológica moldada por ampla gama de condições físicas e clima que varia
desde o temperado até o tropical.

Essa riqueza natural sustenta uma agricultura baseada em sólido


conhecimento científico, que, no tempo recorde de pouco mais de quatro
décadas, não só tirou o Brasil da insegurança alimentar, mas projetou
nosso país como importante provedor de alimentos para mais de um
bilhão de pessoas, além de garantir cerca de um quarto do PIB nacional.
Além de incorporar tecnologia, o Brasil tem aprimorado políticas públicas que
integram a gestão da produção de alimentos e a conservação dos nossos
recursos naturais. O novo Código Florestal Brasileiro, estabelecido em 2012,
representa um dos casos mais extraordinários de construção de diálogo e
consenso para a proteção da vegetação nativa, das nascentes e das
bordas dos cursos d’água nas propriedades rurais privadas do país.

Portanto, o Fórum deu ao Brasil a oportunidade de demonstrar avanços que


nos ajudaram a consolidar processos de manejo e conservação dos recursos
hídricos, respeitando a natureza e, ao mesmo tempo, ampliando a nossa
capacidade de produzir alimentos de forma sustentável. E mostrou que o
protagonismo brasileiro em agricultura e alimentação, reconhecido
globalmente, foi alcançado ocupando apenas 30% do território, o que nos
permitiu manter intactos mais de 66% do nosso espaço geográfico,
coberto por vegetação nativa, que protege e fortalece as reservas
hídricas.

Correio Braziliense - Energia renovável movimenta brasileiros

Da energia total gerada no Brasil, 6% vêm do Sol e dos ventos; e a previsão é


de que, em 2040, essas fontes renováveis representem 43% da matriz
energética.
Um dos projetos mais recentes é a instalação de usinas solares flutuantes no
lago de duas hidrelétricas: Balbina, no Amazonas, e Sobradinho, na Bahia.
Balbina será a primeira a ter os equipamentos instalados. Segundo a
Eletronorte, que também participa do projeto, o sistema deve entrar em
operação em julho. Já em Sobradinho, sob a supervisão da Eletrobras Chesf,
os equipamentos começarão a ser montados em junho e espera-se que o
sistema esteja completo ainda neste ano.

Folha de S. Paulo – Pará quer indenização de R$ 250 milhões de empresa


norueguesa
Ação foi movida após despejo de águas não tratadas em Barcarena

O governo do Pará, do governador Simão Jatene (PSDB), protocolou nesta


terça-feira (3) uma ação civil pública ambiental na qual exige R$ 250 milhões
da empresa norueguesa Hydro Alunorte pelo despejo de águas não tratadas
em Barcarena, a 100 km de Belém.

Valor Econômico – Países negociam reduzir emissões do transporte marítimo

Nas próximas duas semanas pode ser fechado um importante acordo


internacional sobre emissões de gases-estufa do transporte marítimo, um dos
setores que ficaram fora do Acordo de Paris em 2015. Começa hoje, em
Londres, mais uma rodada de negociação da Organização Marítima
Internacional (IMO, em inglês). Há três propostas importantes à mesa para um
acordo de propósito ambiental, mas que afetaria o comércio internacional.

O Brasil e outros países da América do Sul têm posição geográfica distante de


seus principais mercados. O temor do governo brasileiro é o impacto que
decisões do gênero possam para as exportações e a economia brasileiras.

O transporte marítimo responde por cerca de 2% das emissões mundiais de


gases-estufa, mas a margem de erro da estimativa é de 40%, para cima ou
para baixo. Como a poluição de navios não acontece apenas dentro das
jurisdições nacionais, o setor ficou fora do Acordo de Paris, assim como as
emissões das companhias aéreas.

"O Brasil é a favor de ação ambiciosa de medidas que sejam compatíveis com
as preocupações de segurança alimentar e evitem desvios de comércio e
aumento de custos no comércio internacional, diz Paulo Chiarelli, chefe da
divisão de mudança do clima do Itamaraty. "Os países em desenvolvimento e o
livre comércio não podem sofrer com as medidas de redução de emissão do
setor marítimo.".

Valor Econômico – RenovaBio busca atrair setor financeiro

O Ministério de Minas e Energia (MME) está conversando com diversos atores


do mercado financeiro nacional e internacional para atraí-los para a
comercialização dos certificados de biocombustíveis (CBios). As distribuidoras
de combustíveis terão de adquirir esses papéis - que deverão ser negociados
na B3 - para cumprir as metas de emissões de gases de efeito estufa previstas
RenovaBio, programa do governo que está em fase de regulamentação.

O Estado de São Paulo – Avanço histórico para os biocombustíveis


PLINIO NASTARI PRESIDENTE DA DATAGRO E REPRESENTANTE DA
SOCIEDADE CIVIL NO
CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA ENERGÉTICA
Pela primeira vez em sua trajetória, o setor de biocombustíveis passa a ter a
possibilidade de uma referência futura de mercado. O RenovaBio, Plano
Nacional de Biocombustíveis, concebido pelo atual governo e amplamente
discutido com a sociedade, abre a perspectiva do estabelecimento de
condições que induzam ganhos crescentes de eficiência, reduções de custo e
de preço dos biocombustíveis aos consumidores. Um plano que se aplica a
todos os combustíveis de baixa pegada de carbono, etanol, biodiesel, biogás e
biometano e bioquerosene.

O RenovaBio é uma iniciativa que caminha na direção dos objetivos firmados


por nações que representam mais de 60 por cento da população do planeta.
Na COP-23 em Bonn, estes países emitiram uma declaração de visão
indicando que, para que o aquecimento global seja limitado a no máximo 2
graus Celsius em 2050, será necessário dobrar a participação da bioenergia e
triplicar a participação dos biocombustíveis na demanda global de energia até
2030. Existe um sentimento de urgência em todo o mundo em relação a esse
tema. No entanto, é preciso compreender que com o RenovaBio o ritmo de
expansão do mercado de biocombustíveis será ditado pelas metas de
descarbonização e pela resposta que esse processo gerar como estímulo a
novos investimentos.

O Globo – Mudanças climáticas e ciclos naturais fazem Saara crescer


Estudo indica que área do deserto aumentou em 10% desde 1920

O estudo é o primeiro a fazer um levantamento em escala de séculos das


mudanças nas “fronteiras” do maior deserto do mundo, e sugere que outros
ambientes do tipo no planeta também podem estar crescendo.

Os desertos são tipicamente definidos como locais onde a média anual de


precipitação não passa de 100 milímetros.

Folha de S. Paulo – Más novas pioram clima no planeta


Emissões voltam a subir após 3 anos de queda, reavivando a marcha do
aquecimento global
Nessa toada, ninguém acredita mais que será possível alcançar a meta do
acordo fechado em 2015 na capital francesa, de manter em 2ºC (de preferência
em 1,5ºC) o aumento da temperatura média da atmosfera terrestre.

Se fosse para cavar uma boa notícia em meio à fuligem, seria o caso de
assinalar que a economia mundial cresceu bem mais que 1,4% no ano
passado. Segundo estimativa do Fundo Monetário Internacional em janeiro, o
produto global terá aumentado 3,7% em 2017. A IEA estima que a demanda
por energia progrediu menos, 2,1%.
A intensidade carbônica da economia diminuiu, ou seja, emitiu-se menos CO2
por unidade produzida. Pouco importa: aumentamos a quantidade absoluta de
carbono despejada no ar,
Verdade que as fontes renováveis e limpas —eólica, solar fotovoltaica e
hidrelétrica— estão avançando como nunca. A eletricidade gerada por essas
fontes, que não emitem CO2, saltou 6,3% e já responde por um quarto da
energia elétrica no globo.
Não foi o suficiente, contudo, para pôr freio à expansão dos combustíveis
fósseis (carvão mineral, óleo e gás natural), cuja queima constitui a maior fonte
de carbono perturbador da estabilidade climática. Eles ainda fornecem 81% da
energia primária (geração elétrica e transportes) consumida pela economia
mundial.

Mensagem ao Congresso: 2018


O Brasil participou da negociação do primeiro Plano Estratégico das Nações
Unidas para as Florestas, que definiu objetivos florestais globais e respectivas
metas. A atuação brasileira foi decisiva para a previsão, no Plano, de apoio e
capacitação de países em desenvolvimento para manejo sustentável de
florestas.

Em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, o Acordo de Paris sobre


Mudança do Clima foi promulgado, tornando-se lei interna no Brasil.

O Brasil ratificou a Convenção de Minamata sobre o Mercúrio.

O Brasil apresentou nas Nações Unidas o primeiro relatório nacional voluntário


sobre a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
em nível nacional.

O Brasil aderiu a projeto no âmbito da Convenção das Nações Unidas de


Combate à Desertificação, que visa a reabilitar a terra e reverter a degradação
dos solos.

O Governo brasileiro tornou operacional a Comissão Nacional para os ODS,


com composição paritária entre Estado e sociedade civil. A Comissão Nacional
para os ODS aprovou seu Plano de Ação 2017-2019.

O Brasil sediou, em São Paulo/SP, a I Conferência para o Biofuturo, voltada ao


reconhecimento internacional da bioenergia como solução sustentável e
economicamente viável para a redução das emissões.

O Brasil participou, pela primeira vez, da Conferência das Partes da


Convenção sobre Conservação das Espécies Migratórias de Animais
Silvestres. O Governo brasileiro apresentou e logrou aprovação de plano de
ação sobre a conservação e o manejo de baleias no Atlântico Sul, durante a
Conferência das Partes da mesma convenção.

Em negociação: a adoção, pelo Fundo Verde para o Clima, de programa de


pagamentos por resultados no combate ao desmatamento – o que abrirá
caminho para recompensar o Brasil pelos esforços de redução de emissões na
Amazônia e no Cerrado.

ORGANISMOS INTERNACIONAIS E MECANISMOS


REGIONAIS E INTER–REGIONAIS
Brasil é eleito para conselho econômico e social da ONU
O Brasil está entre os 18 países eleitos nesta semana (13) para integrar o Conselho
Econômico e Social da ONU (ECOSOC). Organismo coordena agências
especializadas das Nações Unidas e é responsável por formular recomendações
sobre desenvolvimento, comércio internacional, industrialização, recursos naturais,
direitos humanos, condição da mulher, população, ciência e tecnologia, prevenção do
crime e bem-estar social.
O conselho tem 54 Estados-membros, que são eleitos pela Assembleia Geral para
mandatos de três anos. O Brasil recebeu 177 votos e começará seu mandato em 1º de
janeiro de 2019. A participação do país no ECOSOC se encerra em 31 de dezembro
de 2021.

CPLP

Comemora-se, hoje, 5 de maio, o dia da Língua Portuguesa e Cultura da Comunidade


dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A língua portuguesa é uma das mais
faladas do mundo. Trata-se de idioma oficial de 9 países, localizados em quatro
continentes, com uma população de 275 milhões.
A promoção internacional do português é prioridade histórica do Ministério das
Relações Exteriores. Desde a década de 1950, o Itamaraty promove a Rede Brasil
Cultural (RBC), que atualmente conta com 24 centros culturais brasileiros
(CCBs), 5 núcleos de estudos brasileiros (NEBs) e 19 leitorados no exterior. Os
centros são referência nos países em que atuam, tanto pelo ensino do português
quanto pela difusão da cultura e do pensamento brasileiros

Itamaraty organizará, ainda neste ano, uma série de atividades no exterior, entre as
quais a abertura da exposição itinerante do Museu da Língua Portuguesa, que
percorrerá inicialmente as capitais de Cabo Verde, Angola e Moçambique.

França apresenta candidatura a observador associado da CPLP

A França anunciou hoje que apresentou oficialmente a sua candidatura para aceder
ao estatuto de Observador Associado da Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa (CPLP).

A candidatura francesa é motivada pela presença de uma importante comunidade


portuguesa e lusodescendente em França (estimada em cerca de um milhão e meio
de pessoas, a mais importante fora de Portugal), “pela partilha da mais longa fronteira
terrestre francesa com o Brasil (região da Guiana francesa)” e pela importância das
relações de França com os países africanos membros da CPLP, em matéria de
formação e ajuda ao desenvolvimento, destaca o mesmo comunicado.

A candidatura vai ser analisada durante a Conferência dos Chefes de Estado e de


Governo da CPLP, que vai acontecer nos próximos dias 17 e 18 de julho, na Ilha do
Sal, em Cabo Verde.
Atualmente, dez países têm o estatuto de observador associado da CPLP:
Geórgia, Hungria, Japão, República Checa, Eslováquia, ilhas Maurícias, Namíbia,
Senegal, Turquia e Uruguai.

Itália e o principado de Andorra formalizaram igualmente propostas em janeiro.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial,


Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Diário de Notícias (Portugal) – CPLP discute esta semana promoção da


mobilidade dos cidadãos lusófonos

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) discute entre terça e


quarta–feira a promoção da mobilidade dos cidadãos lusófonos, uma medida
que a organização tem em estudo e de que Portugal e Cabo Verde são os
principais impulsionadores.

A sede da CPLP, em Lisboa, acolhe nos próximos dois dias uma "reunião
técnica conjunta sobre mobilidade", com a participação de responsáveis pelas
questões da mobilidade nos setores da Administração Interna, dos Negócios
Estrangeiros e da Justiça nos nove Estados–membros da comunidade.

A nova visão estratégica da CPLP (2016–2026), aprovada na conferência de


chefes de Estado e de Governo de Brasília, há dois anos, reforçou o desafio da
mobilidade, que "sempre esteve presente" entre as aspirações da organização.

Universia – Ministros da Educação de países de língua portuguesa anunciam


cooperação

No último dia 16 de março, uma sexta-feira, ocorreu em Salvador a X Reunião


de Ministros da Educação da CPLP, a Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa. O objetivo do encontro foi o de celebrar um acordo de cooperação
entre as nações.

Os debates propostos na X Reunião de Ministros da Educação da CPLP


levaram à redação de um documento que sumariza os pontos discutidos. A
Declaração Final elenca os tópicos relevantes e ressalta a importância de
seguir os parâmetros do Plano de Ação de Cooperação Multilateral no Domínio
da Educação, um acordo celebrado na nona reunião em 2016 e com vigência
até 2020.

A Declaração versa que “a alfabetização e o acesso equitativo e universal à


educação de qualidade em todos os níveis e tipos de ensino são fundamentais
para garantir o bem-estar físico, mental e social”.

COMÉRCIO INTERNACIONAL E PROMOÇÃO COMERCIAL

BNDES abrirá linha de crédito em dólar para exportador


A área de comércio exterior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) vai passar a oferecer crédito em dólar para financiar a
produção de bens e equipamentos destinados à exportação. O pré-embarque
em dólar terá prazo estendido - de até 48 meses contra os 30 meses atuais - e será
uma alternativa à mesma linha em reais. O custo será de libor, a taxa interbancária
do mercado londrino, mais a variação cambial e o spread do BNDES.

Reforma na OMC reduzirá influência de Brasil e Índia


No atual ambiente de guerra comercial, uma nova configuração de poder está se
desenhando na Organização Mundial do Comércio (OMC), na qual o Brasil e Índia
tendem a perder amplo espaço.
Uma iniciativa dos EUA, União Europeia (UE) e Japão em torno de uma agenda
anti-China, para enquadrar a economia chinesa, deve dar o tom na OMC, na
expectativa de atenuar as crescentes tensões no comércio global.
Os europeus tentam superar o unilateralismo e ameaças de Trump de aniquilar a
OMC e suas regras comuns para o comércio internacional. Trump não cessa de
acusar a OMC de ter sido desenhada para o resto do mundo se aproveitar dos EUA.
Na semana passada, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, teve que
desmentir especulações na mídia de que Trump estava decidido a tirar os EUA da
entidade.
Na sexta-feira, os líderes da UE, reunidos em Bruxelas, deram o sinal verde para
trabalhar na "modernização da OMC em áreas cruciais", como: negociações mais
flexíveis; novas regras para subsídios industriais, propriedade intelectual e
transferência forçada de tecnologia; redução de custos do comércio; nova
abordagem sobre desenvolvimento; mecanismo de solução de disputas mais efetivo
e transparente; reforço da OMC como instituição, incluindo suas funções de
vigilância e transparência.
Também na semana passada, um dos vice-presidentes da Comissão Europeia, Jyrki
Katainen, acertou em Pequim com o vice-premiê Liu He um grupo de trabalho para
propor reformas no sistema multilateral de comércio "e mantê-lo avançando com o
tempo".
Primeiro exportador mundial, a China sabe que precisa sentar à mesa e discutir seu
capitalismo de estado que os maiores parceiros passaram a atacar duramente.
Os EUA, UE e Japão buscam com a China um consenso básico sobre pontos da
reforma da OMC, a tempo para a cúpula do G-20 (grupo das maiores economias do
mundo), entre 30 de novembro e 1º de dezembro em Buenos Aires.
A nova agenda deixa de fora o setor agrícola, que tem sido central em negociações
na OMC e garantido espaço para o Brasil no centro de gravidade.
O Brasil tende assim a ser colocado de escanteio do grupo central, que de fato
define as grandes iniciativas multilaterais. Perderá influência na organização chave
da governança da globalização, como notam importantes fontes.
"Uma agenda não focada em agricultura só vai deixar migalhas para o Brasil", diz
um negociador. Essa posição de fragilidade vai se juntar à dificuldade brasileira
para começar a negociar sua entrada na Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é no momento rechaçada pelo governo
Trump.
Quanto à India, o sentimento comum é de que o país não contribui. Normalmente
lidera bloqueios ans negociações, num permanente desconforto com iniciativas de
liberalização comercial.
A reviravolta na OMC poderá ser inevitável. Nos últimos anos, o grupo no centro de
discussões e movimentos no sistema multilateral de comércio foi formado por EUA,
UE, China, Brasil e Índia.
Agora, toma corpo a quadrilateral dos tempos do antigo Gatt (Acordo Geral de
Tarifas e Comércio, que antecedeu a OMC), com uma diferença: EUA, UE, Japão e
agora China em vez do Canadá.

Guerra comercial e reforma da OMC


Notícias recentes mostram que o governo norte-americano voltou a indicar que
prosseguirá com a aplicação de medidas contra a China com base na Lei de
Segurança Nacional. O governo chinês mostrou-se surpreso com essas declarações,
que vão em sentido contrário ao aparente consenso já alcançado entre as partes.
Na mesma linha de endurecimento da atitude norte-americana, no dia 31 de maio o
secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, confirmou a aplicação de sobretaxas
de 25% e 10% sobre o aço e o alumínio originários do Canadá, do México e da União
Europeia.
No caso do Canadá e do México, o secretário afirmou que a renegociação do Tratado
Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) ainda levaria tempo, o que justifica a
aplicação imediata das medidas.
Resta saber qual o sentido da pretendida reforma. A OMC já se vê esvaziada pelo fato
de as negociações comerciais e suas regras estarem sendo feitas fora do organismo
multilateral e, agora, com a recusa dos Estados Unidos de aprovarem juízes para o
Órgão de Apelação. Uma proposta para iniciar o processo seletivo para novos
membros do Órgão de Apelação, endossada por 67 membros foi reapresentada, mas
a oposição americana permanece inalterada. No mesmo dia, um dos juízes, em seu
discurso de despedida, após o término do seu segundo mandato no Órgão de
Apelação, chamou a atenção para o impasse da nomeação de novos árbitros, para a
urgência da seleção de novos membros, para questões relativas ao mandato dos
membros e para o papel do mecanismo de solução de controvérsias como pilar do
sistema multilateral de comércio.

Valor Econômico – Agenda contra a China une EUA, UE e Japão


na OMC
Apesar do choque entre Donald Trump e seus aliados, os EUA, a União Europeia (UE) e o
Japão definiram uma "agenda anti-China" para endurecer as regras na Organização Mundial
do Comércio (OMC) para enquadrar Pequim.

No entanto, os europeus, em particular, veem uma oportunidade de "refundação do


multilateralismo", e superar o unilateralismo e as ameaças de Trump de aniquilar a OMC e
suas regras comuns para o comércio internacional.
Para o presidente francês Emmanuel Macron, é essencial a reforma da OMC, "uma instituição
preciosa, mas cujas regras não são mais adaptáveis aos problemas atuais".
À margem da recente reunião ministerial da Organização para Cooperação e Desenvolvimento
Economico (OCDE), em Paris, a chamada trilateral, formada pelos EUA, UE e Japão, deixou
claro o objetivo de resolver "práticas e políticas não compatíveis com regras do mercado [non-
market oriented policies] que resultam em severo excesso de capacidade, criam condições
injustas de competitividade, travam o desenvolvimento e o uso de tecnologias inovativas, e
minam o funcionamento correto do comércio internacional, incluindo onde as regras existentes
não são efetivas".
Washington, Bruxelas e Tóquio acertaram levar à OMC o plano de renegociar regras mais
fortes para subsídios industriais e empresas estatais, por exemplo. A ideia é pavimentar o
terreno até o fim de 2018 e começar as negociações no ano que vem. Para isso, precisam da
participação de parceiros chaves no comércio, o que logicamente inclui Brasil e Índia.
Le Monde (França) – Le Canada va hâter la ratification du
partenariat transpacifique pour contrer Trump
Afin d’atténuer les effets du conflit commercial avec les Etats-Unis, le Canada va accélérer la
ratification de l’accord de libre-échange transpacifique (TPP) qui le lie à dix pays des deux rives
de l’océan Pacifique, a déclaré, lundi 11 juin, François-Philippe Champagne, le ministre du
commerce international canadien. « Ratifier le TPP est une priorité absolue et nous allons agir
rapidement pour présenter le projet de loi avant » les vacances parlementaires, soit d’ici au 22
juin, a-t-il dit devant la Chambre des communes.
Signé en mars sans les Etats-Unis, le TPP doit entrer en vigueur 60 jours après sa ratification
par au moins six des 11 pays signataires (l’Australie, Brunei, le Canada, le Chili, le Japon, la
Malaisie, le Mexique, la Nouvelle-Zélande, le Pérou, Singapour et le Vietnam). Face au repli
protectionniste des Etats-Unis, voulu par le président Donald Trump, Ottawa compte sur « ce
bon accord qui va ouvrir des marchés » aux entreprises canadiennes, a noté M. Champagne.

Junho 2018 - Nota do governo brasileiro a respeito da aplicação,


pelo Governo da China, de medidas antidumping provisórias às
exportações brasileiras de produtos de frango

O Governo brasileiro lamenta a decisão anunciada hoje pelo Governo da China


de aplicar medida antidumping provisória às exportações de produtos de frango
do Brasil.
As exportações brasileiras de frango representam importante item da pauta
comercial bilateral e são complementares à produção local da China,
beneficiando os agentes econômicos de ambos os países, especialmente os
consumidores chineses. A participação das importações brasileiras representa
cerca de 5% do mercado da China e elas, em nenhum momento, foram
responsáveis por deslocar as vendas internas de produto chinês, que
cresceram continuamente ao longo do período da investigação.
Os indicadores de desempenho da indústria de frangos chinesa também
tiveram evolução positiva durante o período analisado. Houve aumento do
volume de vendas no mercado chinês e melhoras na capacidade instalada,
preço praticado, massa salarial, produtividade, receita de vendas, custo de
produção, lucro, retorno sobre investimentos e fluxo de caixa, entre outros
indicadores.
O Governo brasileiro tem participado ativamente da investigação de dumping
conduzida pela China, em conjunto e em apoio a empresas brasileiras
exportadoras para o mercado chinês. O Brasil manifestou formalmente, no
âmbito da investigação, seu entendimento sobre a inexistência de dano
causado pelas exportações brasileiras aos produtores chineses de produtos de
frango e sobre a ausência de requisitos previstos na normativa da Organização
Mundial de Comércio (OMC) que autorizem a imposição de medidas
antidumping.
O tema também foi tratado, entre outras instâncias, em missões à China, em
maio deste ano, por parte dos Ministros de Indústria, Comércio Exterior e
Serviços (Marcos Jorge), Relações Exteriores (Aloysio Nunes Ferreira) e
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Blairo Maggi). Dada a sua relevância, a
questão também foi abordada no âmbito do Comitê Antidumping da OMC e em
audiência pública sobre o caso realizada em Pequim.
O Governo brasileiro continuará em contato constante com as empresas
exportadoras e a associação representativa do setor no Brasil, fornecendo todo
o apoio necessário no transcorrer da investigação e atento ao fiel cumprimento
dos acordos da OMC. Considerando a ausência de fundamentos no caso
concreto, o Brasil espera que o Governo da China encerre a investigação em
curso, sem a aplicação de medida antidumping definitiva.
O Governo brasileiro, no contexto da Parceria Estratégica Global com a China,
reitera o seu compromisso com a busca de soluções concertadas para
questões comerciais, conforme acordado entre os Presidentes dos dois países,
em setembro de 2017, em Pequim.

– UE barra pescados Depois de barrar a entrada de frango produzido em 20


frigoríficos brasileiros, a maior parte deles da BRF, por causa de suspeitas de
deficiência no controle sanitário do produto, a União Europeia comunicou ao
governo do Brasil que vai impedir também a entrada de pescado. A informação
foi confirmada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da
Agricultura, Luís Eduardo Rangel. “Estamos seguros de que no caso dos
pescados não há problemas de controle sanitário”, afirmou. O problema, dessa
vez, é que o controle das embarcações que se dedicam à pesca no Brasil não
está em conformidade com as regras adotadas na Europa.

Novo status sanitário do país sai esta semana


A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) vai declarar todo o Brasil livre
de febre aftosa com vacinação na quinta-feira, algo almejado há décadas por
governos e pelo setor produtivo. "É um passo importante para nossas
exportações poderem superar barreiras não sanitárias na área de carne
bovina", diz Carlos Márcio Cozendey, embaixador brasileiro junto a
organizações internacionais em Paris.

O Globo – Indústria sofre com taxas altas para importar serviços


“Estamos viciados em proteção. O Brasil precisa abrir sua economia para se
tornar mais inovador” “Todo país emergente, em fase de desenvolvimento,
precisa comprar tecnologia”.

Ao importar determinado serviço, como uma consultoria técnica, um escritório


de advocacia, o aluguel de uma máquina, a manutenção de um equipamento,
ou até mesmo um financiamento, entre outras modalidades, o empresário
brasileiro paga entre 41% a 51% de impostos. O resultado é prejudicial para a
competitividade da indústria no Brasil. É o que diz um novo levantamento da
Confederação Nacional da Indústria (CNI), que pesquisou a tributação de
serviços em 16 países. O trabalho constatou que o Brasil é o único que adota
cinco ou seis tributos sobre serviços contratados no exterior, com lógicas e
regras bem diferentes. A Índia e a China, por exemplo, impõem três taxas. A
maioria das nações pesquisadas usam até dois; enquanto outros aplicam
apenas um, como Coreia do Sul, Alemanha e Estados Unidos.
Estados Unidos e China freiam guerra comercial
Os EUA e a China anunciaram uma trégua na escalada de guerra comercial
que afetaria severamente a economia global. Mas a pausa nas tensões
bilaterais pode não durar muito diante das persistentes divergências entre as
duas maiores economias do mundo

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, confirmou ontem à Fox


News que "a guerra comercial está em suspenso, concordamos em deter a
aplicação de sobretaxas enquanto tentamos executar a estrutura" do acordo
para as companhias americanas aumentarem seus negócios na China.

Agora, a China prometeu comprar mais produtos agrícolas e energia


americanos, mas uma delegação americana deve ir a Pequim para negociar
detalhes do entendimento.

Já outros parceiros estão menos conciliatórios com os EUA. Na sexta-feira, a


UE reservou na OMC o direito de retaliar os EUA com sobretaxas que variam
de 10%, 25%, 35% e 50% sobre produtos americanos como cranberries,
uísque bourbon, milho, manteiga de amendoim e produtos siderúrgicos. A
Europa avisa que pode aplicar a represália a partir de 20 de junho, se até lá os
EUA não tiverem isentado o aço e o alumínio europeus de sobretaxas de 10%
e 25%, respectivamente, anunciadas por Trump em ação unilateral.

Por sua vez, a União Europeia (UE), Japão, Índia e Rússia avisaram na
Organização Mundial do Comércio (OMC) que estão preparados para aplicar
retaliações contra exportações americanas, no valor de vários bilhões de
dólares, se o governo do presidente Donald Trump mantiver restrições a suas
vendas de alumínio e aço.

País sobe uma posição e se torna o 9º produtor de petróleo do mundo

O Brasil subiu um degrau no ranking dos dez maiores produtores de petróleo do


mundo. O país está em 9º lugar, com uma produção média de 3,2 milhões de barris de
petróleo (óleo e gás) por dia, representando 3% da produção total mundial. O ranking
é da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), com base nos dados
de 2017. O Brasil passou o Kuwait, país membro da Organização dos Países
Exportadores de Petróleo (Opep), que teve produção de 3,1 milhão de barris.

O diretor de Estudos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisas


Energéticas (EPE), José Mauro Coelho, destacou que tudo indica que a produção de
petróleo vai continuar crescendo significativamente no país nos próximos anos.
Segundo o executivo, a expectativa é que, em 2026, a produção brasileira atinja 5,2
milhões de barris diários de petróleo, quase o dobro do que foi produzido em 2016 (2,7
milhões de barris por dia).

Mas, de acordo com Coelho, a falta de investimentos na expansão do refino no


país poderá fazer com que o Brasil esteja entre os cinco maiores exportadores
de petróleo do mundo em 2026. Isto porque, sem ampliação da capacidade de refino
para atender ao aumento do consumo de combustíveis, ao mesmo tempo em que
sobrará petróleo cru para exportar, o país terá de importar maior volume de derivados.
— Devido aos baixos investimentos em refino no período, poderemos, em 2026, estar
exportando algo em torno de três milhões de barris/dia. Estaremos entre os cinco
maiores exportadores de petróleo do mundo. Possivelmente, atrás somente de Arábia
Saudita, Rússia, Iraque e Canadá — destacou.

Sem novos investimentos para o aumento da capacidade de refino — hoje, 98% são
controlados pela Petrobras —, em 2026 o Brasil será um forte importador de
derivados, o que não é bom em termos estratégicos. E os derivados no mercado
internacional têm um preço superior ao da cotação do petróleo cru.

Valor Econônimo – Exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 8,9


bi em abril

SÃO PAULO - As exportações brasileiras de produtos do agronegócio atingiram US$ 8,89


bilhões em abril, um aumento de 2,7% em relação a igual mês do ano passado, conforme
dados divulgados há pouco pelo Ministério a Agricultura.

Com este resultado, a contribuição do agronegócio nas exportações totais brasileiras alcançou
44,8%.

La soja, el maíz y el arroz, en ese orden los granos más cultivados en Brasil, serán
responsables por el 87 % del área cultivada y por el 92,9 % de toda la producción.

Brasil x China: inovação

Folha de S. Paulo – Brasil e China na encruzilhada da inovação /


Artigo / Marcos Troyjo

No intervalo de 1978 a 1996, a China havia dobrado a aplicação de recursos


nessa área de ponta, mas num investimento total esquálido. Havia saltado de
0,2% para 0,4% do PIB. O Brasil, por seu turno, o mesmo: seu investimento em
P&D (pesquisa e desenvolvimento) saltara de 0,5% para 1%. Nesse particular,
na metade dos anos 1990 o Brasil era o país do hemisfério Sul a destinar, em
termos percentuais ou nominais, a maior fatia do seu PIB à tecnologia.

Bem, ao analisarmos agora o que aconteceu nesses últimos 22 anos,


perceberemos como a China ultrapassou dramaticamente o Brasil nessa área,
seja em termos quantitativos, seja em questões como qual o tipo de ator
investe majoritariamente em inovação.

O Brasil de 2018 continua no mesmo 1% de investimento de 22 anos atrás. E


75% de tais recursos são realizados por atores governamentais ou
universidades estatais.

Na China de hoje já são destinados 2,2% a P&D, e 75% disso é resultado de


investimento de empresas. Compreende-se, assim, como a China já rivaliza
com os EUA na condição de país que mais deposita patentes na Organização
Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).
Isso tem muito que ver com o modelo de política industrial-comercial adotado
por cada país.

No Brasil, implementamos esquemas de substituição de importações para


proteger os atores do mercado interno.

Na China —como também na Coreia do Sul— houve, sim, modalidades de


substituição de importações, mas com o objetivo de exportar e competir
globalmente.

A estratégia de nação comerciante ofereceu à China os recursos necessários


para o investimento em áreas intensivas em tecnologia, onde hoje o país
asiático é o número um. São os casos de dinheiro eletrônico (“e-cash”; “e-pay”),
energias eólica e fotovoltaica, trens de alta velocidade ou inteligência artificial.

Se criatividade fosse o único critério a determinar os índices de inovação,


provavelmente o Brasil faria a China comer poeira. Como estratégia,
organização e escala falam mais alto, hoje no campo da inovação a China é
líder. O Brasil, caudatário.

Brasil x UE: frangos.


No âmbito das operações da PF Carne Fraca.

Na terça (17), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou em nota que o


Brasil vai recorrerá à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra
movimento da UEa para o descredenciamento de frigoríficos da BRF como
exportadores de carne de aves para países do bloco econômico.

O Brasil é o maior produtor mundial de frango, e a BRF, sua principal


exportadora. Os países da UE são destino de cerca de 15% das vendas,
segundo dados do setor. A empresa nega irregularidades.

OCDE

Donald Trump. O posicionamento desfavorável à candidatura do Brasil tem dois


motivos: restrição orçamentária, que impede a análise de pedidos de adesão, e
preferência por países que fizeram pedido antes, como a Argentina.

Brasil x EUA: embargo a frigoríficos de frango

Brasil vai a OMC contra decisão da UE


O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou ontem que o Brasil vai entrar com
uma ação na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Europeia (UE)
por causa do embargo às importações de carne de frango da BRF e de outros
frigoríficos brasileiros. Além disso, o ministro admitiu, pela primeira vez, que essa
questão poderá afetar as negociações para um acordo de livre comércio entre
Mercosul e União Europeia.
Tarifas dos EUA

Rixa entre China e EUA pode render R$ 28,5 bi ao Brasil


A guerra comercial entre Estados Unidos e China aumenta o potencial de
exportação do Brasil para esses dois países em US$ 7,4 bilhões (R$ 28,5 bilhões)
ao ano, de acordo com levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria),
feito a pedido da Folha.
Os EUA anunciaram sobretaxas de 25% sobre 818 produtos chineses, no valor de
US$ 34 bilhões (R$131 bilhões) em exportações, que passam a valer no dia 6 de
julho.
Outros 284 produtos, no valor de US$ 16 bilhões (R$ 61,7 bilhões), serão alvo de
consulta pública em 24 de julho e podem ter tarifas depois disso.
Os EUA acusam a China de roubo de propriedade intelectual, por exigir de
empresas americanas transferência de tecnologia para estatais chinesas, para
terem acesso ao mercado chinês.
A China anunciou tarifas retaliatórias de 25% sobre 545 produtos americanos, em
um total de US$ 34 bilhões (R$131 bilhões), que também passam a vigorar em 6
de julho.
Pequim avalia uma segunda rodada de sobretaxas sobre US$ 16 bilhões (R$ 61,7
bilhões) em produtos americanos, ainda sem data definida.
De forma geral, o Brasil, como todos os outros países, tende a sair perdendo com a
guerra comercial por causa do impacto que essa escalada protecionista pode ter no
crescimento mundial e nos preços das commodities.
“Mas o levantamento mostra que há espaços que o Brasil pode ocupar, é hora de as
empresas brasileiras se movimentarem, porque EUA e China vão buscar outros
fornecedores”, diz Diego Bonomo, gerente-executivo de Assuntos Internacionais da
CNI.
Alguns dos produtos americanos que passarão a ser taxados na China já são
exportados pelo Brasil, como carne de porco, soja e pescados, e pode haver grande
aumento significativo nas vendas.
Cerca de 35% da exportação brasileira de pescados — que incluem peixe,
crustáceos e moluscos— é destinada à China.
Os produtos brasileiros pagavam sobretaxa de 12% para entrar no país, e hoje
pagam 7%. Grande parte dos exportadores de pescados para a China tem tarifa
zero.
“Com os americanos passando a pagar 25% de tarifa, ganhamos competitividade e vamos migrar para o
mercado chinês, que vai pagar melhor”, diz Eduardo Lobo, presidente da Abipesca (associação do setor).

No caso de carne suína, o Brasil espera dobrar sua exportação para a China, de
48,9 mil toneladas em 2017 para 100 mil toneladas neste ano.
Segundo o estudo da CNI, o Brasil poderia aumentar em até US$ 6,4 bilhões (R$
24,7 bilhões) suas vendas para a China, passando a exportar produtos que vende
para outros países, mas ainda não para o mercado chinês, ou vende muito pouco.
É o caso de alguns produtos químicos, cereais, frutas e veículos. Eles também são
exportados pelos americanos, mas passarão a ter tarifa de 25%.

Canadá retalia os EUA com tarifas que afetam até papel


higiênico
OTTAWA - O Canadá respondeu aos Estados Unidos nesta sexta-feira com tarifas
retaliatórias de US$ 12,6 bilhões sobre bens americanos — entre eles, produtos
como papel higiênico, suco de laranja, ketchup e uísque bourbon.
As tarifas de 25% sobre produtos de aço e alumínio e de 10% sobre bens de
consumo passam a valer a partir de 1º de julho, inaugurando uma guerra comercial
com o presidente americano, Donald Trump.
Ottawa ainda anunciou um auxílio financeiro de US$ 1,52 bilhão para as indústrias
de aço e alumínio canadenses e os trabalhadores afetados pelas sobretaxas
impostas pelos EUA aos metais importados do Canadá desde 1º de junho.

Empresários dos EUA se opõem a tarifas comerciais


Cenário. Trump disse que não pretende abandonar a OMC, mas quer melhor
tratamento
A Câmara de Comércio dos Estados Unidos, maior entidade empresarial do país e
geralmente uma aliada do Partido Republicano de Donald Trump, lançou uma
campanha, ontem, para se opor às políticas de tarifas comerciais do presidente
americano.
Com alguns dos mais próximos parceiros comerciais dos EUA impondo medidas de
retaliação, a abordagem de Trump às tarifas tem abalado os mercados financeiros e
estremecido as relações entre Casa Branca e Câmara do Comércio.
A nova campanha, é um esforço agressivo da gigante de lobby dos negócios

As contra medidas chinesas sobre produtos estadunidenses começam a valer nesta sexta-feira. O
valor das taxações chinesas chega a U$34 bilhões.

Trump's EU trade war costing manufacturers in US and eurozone

Donald Trump’s trade tariffs are driving up costs for US manufacturers


and exacerbating a slowdown for eurozone factories, new figures showed
on Monday, as the EU and the US edge closer towards a full-scale trade
war with potentially damaging consequences for the global economy.

the president’s tariffs added to the cost of raw materials and components
in June. It also contributed to the lengthiest delays for supplies reaching
factory production lines since the poll was started in 2007.

The European commission, the EU’s executive arm, warned the White
House on Monday it would be prepared to use tariffs against as much as
$300bn(£228bn) of US products should Donald Trump slap higher taxes
on European automotive imports to America. The president had
threatened last month to impose tariffs of 20% on imports of cars from
the EU after Brussels carried through plans to tax American consumer
goods – such as whiskey, cigars and Harley-Davidson motorcycles – in
retaliation against US tariffs on European steel and aluminium.

The latest exchange in the trade standoff, alongside a trade dispute


between the US and China, rocked financial markets on Monday as
traders bet the conflict could escalate further,

UE alerta EUA para retaliação global de até US$ 300 bilhões


A ameaça de Donald Trump de impor tarifas punitivas as importações de carros
pode provocar uma retaliação global de até US$ 300 bilhões em produtos dos EUA,
alertou ontem Bruxelas.
Esta é a primeira vez que a Comissão Europeia, em um documento enviado ao
Departamento de Comércio dos EUA, que o "Financial Times" teve aceso,
apresentou uma resposta detalhada à ameaça de Trump de sobretaxar veículos
importados, com os europeus cada vez mais convencidos de que o imprevisível
presidente dos EUA vai agir em breve.

Autoridades da UE enfatizaram que ainda não foi tomada nenhuma decisão sobre uma potencial retaliação. Mas o
documento alertou que a UE e outras grandes economias estariam "propensas" a aplicar contramedidas a "um volume
significativo de comércio", de até US$ 294 bilhões - cerca de 19% das exportações de bens dos EUA em 2017 -
potencialmente no linha de fogo. As medidas podem ser aplicadas "em todos os setores da economia dos EUA", diz o
documento.

CRONOLOGIA DO PROTECIONISMO:

2001: China entra oficialmente na OMC.

2006: Henry Paulson assume a secretaria do Tesouro dos EUA com a missão de
reduzir o déficit comercial do país com a China.

2007: Departamento de Comércio ameaçam sobretaxas sobre a importação de


papel da China.

2012: Durante a campanha presidencial, Obama e Romney discutiram as práticas


comerciais da China.

2016: Na eleição, Trump chega a ameaçar elevar para 30% a tarifa sobre todos
os produtos chineses.

Dezembro de 2016: Ao fim dos 15 anos para fazer mudanças propostas pela
OMC, China não altera nada e continua a ser encarada apenas como economia
"semi–aberta" por EUA e UE.

8 de março de 2018: EUA impõem sobretaxas ao aço e alumínio importado


de vários países.

22 de março de 2018: EUA anunciam tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1,3


mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual.

2 de abril de 2018: em resposta a taxação, China impõe tarifas de 25%


sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos
químicos.

5 de abril de 2018: China recorre à OMC contra tarifas dos EUA para o
aço e alumínio.

5 de abril de 2018: Trump propõe sobretaxar mais US$ 100 bilhões em


produtos chineses.

31 de maio de 2018: Trump retira isenção a tarifas sobre aço e alumínio da


UE, Candá e México.

1 de junho: EUA oficializam imposição de cotas e sobretaxas à importação


de aço brasileiro.

15 de junho de 2018: EUA começam a sobretaxar parte dos US$ 50 bilhões


em produtos chineses. Outra parte é prevista para 6 de julho.

16 de junho de 2018: China surpreende com ameaças de novas tarifas, agora


sobre o petróleo bruto, gás natural e produtos de energia dos EUA.

19 de junho de 2018: Trump ameaça impor tarifa de 10% sobre US$ 200
bilhões em bens chineses, em retaliação.

19 de junho de 2018: Pequim criticou "chantagem" e alertou que irá retaliar,


em um rápido agravamento do conflito comercial.

22 de junho de 2018: União Europeia começa a cobrar tarifas de


importação de 25% sobre uma série de produtos norte–americanos

22 de junho: Trump ameaça impor sobretaxas de 20% sobre exportações de


veículos da União Europeia, um mês após concluir que as importações de
veículos europeus representam uma ameaça à segurança nacional.

Os primeiros disparos da guerra comercial?

O governo da China informou neste sábado (16/06) que imporá novas tarifas no
valor de cerca de 50 bilhões de dólares a produtos americanos, uma retaliação à
medida, no mesmo valor, anunciada na véspera pelo presidente Donald Trump a
produtos chineses.
Pequim decidiu impor tarifas adicionais de 25% sobre mais de 600 itens originários
dos Estados Unidos, entre eles produtos agrícolas e veículos automotivos, dois dos
setores mais sensíveis para o país.
O anúncio foi feito horas depois de a Casa Branca ter informado que imporia
tarifas de 25% a importações provenientes da China, no valor também de 50
bilhões de dólares, contra produtos que contenham "tecnologias
industrialmente significativas".
A partir do dia 6 de julho, 545 artigos americanos serão tarifados no valor total de 34
bilhões de dólares, entre eles produtos agrícolas, veículos e produtos aquáticos. A
soja, particularmente, é o produto mais prejudicado: a China é o principal comprador
dessa semente aos Estados Unidos, 12 bilhões de dólares (45 bilhões de reais) por
ano.Os 114 produtos restantes (produtos químicos, equipamentos médicos e produtos
energéticos) vão ser taxados em uma data que "será anunciada mais adiante".

O restante dos impostos entrará em vigor à medida que os Estados Unidos aplicarem
os seus, e serão destinados a bens, principalmente, do setor energético: carvão, gás
natural, petróleo cru.
Pequim, além disso, surpreendeu os mercados de commodity ao ameaçar impor
tarifas sobre as importações de petróleo bruto, gás natural e outros produtos de
energia de origem americana. A China ocupa o topo da lista de importadores de
petróleo dos EUA.
Todos os acordos anteriores feitos mediante negociação serão invalidados”, informou
um comunicado do Ministério do Comércio. “A China não quer se ver envolvida em
uma guerra comercial, mas à luz dos míopes atos do lado norte-americano... A China
se vê forçada a adotar medidas firmes e decididas para responder”.
A guerra está servida. Mas é possível que não fique nisso. Como diz a consultoria
Oxford Economics, os novos impostos afetam somente 10% dos produtos
chineses que entram nos Estados Unidos, mas 30% das exportações dos EUA
ao gigante asiático. É provável, de acordo com a consultoria, que Washington
“aumente a aposta rapidamente com impostos sobre 150 bilhões de dólares (560
bilhões de reais) em importações da China”, o equivalente a 30% do total comprado
por esse país em 2017. O aumento das tensões “pode causar graves consequências
nas duas economias”: se se chegar a esse extremo e Pequim devolver olho por olho,
o impacto pode rondar de 0,3% a 0,4% de seu PIB. Um dano que, nos EUA, seria
notado especialmente no setor agrícola e que na China impactaria especialmente o
tecnológico.

Valor Econômico – UE desafia Trump e vai sobretaxar produtos dos EUA


a partir de julho

A União Europeia confirmou ontem que vai impor sobretaxas a produtos dos
EUA a partir de julho, em retaliação às sobretaxas americanas contra o aço
europeu. A medida é um passo a mais rumo a uma guerra comercial entre as
duas maiores economias globais, já que os EUA não devem ceder.
A Comissão Europeia, órgão executivo da UE, disse que aplicará sobretaxas a
uma lista de bens que inclui de uísque bourbon a produtos agrícolas e barcos,
no valor de € 2,8 bilhões. Isso equivale ao valor do aço europeu que está
sendo taxado pelos EUA a partir deste mês. As novas tarifas vão de 10% a
25%.

June 7th – The Economist

Rules of war – America’s allies should stand up to its reckless trade


policy

Retaliation is costly and risky. But rolling over would be worse

OF ALL President Donald Trump’s assaults on multilateralism, his trade policy


is the most relentless. On June 1st his administration expanded tariffs of 25%
on steel and 10% on aluminium to include imports from allies: the European
Union, Canada and Mexico. The tariffs are justified by “national security”, a ruse
to render them legal at the World Trade Organisation (WTO). The White House
may not stop there. It is investigating whether imports of cars and car parts also
pose a “threat”. America’s allies are brandishing their own lists of levies on
American imports, as is China. Should they strike back?
The arguments against retaliation are clear. A tit-for-tat trade war will unleash
destructive mercantilism, which lurks everywhere, not just in the White House.
Even in good times, politicians usually forget that the main benefits of trade are
higher productivity and cheap imports. Instead, they keep tariffs low chiefly to
open foreign markets for their hard-lobbying exporters. The more barriers they
encounter abroad, the less value they will see in supporting the global trading
system. Decades of progress towards freer trade could unravel.
But doing nothing entails costs, too. Mr Trump’s goals go far beyond tariffs on a
few metals. He seeks trade terms that will force supply chains to move to
America, damn the economic consequences. For example, the administration
wants the North American Free-Trade Agreement (NAFTA) to expire
automatically after five years, robbing firms of the certainty they need to invest
in Mexico. To roll over on tariffs today would invite further, more damaging
assaults tomorrow.
There are no good options. But on balance, it is better to try to deter Mr Trump
now, while the scale of the dispute is small. Countries should organise their
response so that it has maximum effect at minimum cost.
They should act in unison and within the spirit of the rules-based system.
Condemnation of America’s actions by the rest of the G7 on June 2nd was a
first step. Countries are also right to complain about the tariffs to the WTO. The
rules may yet permit retaliation; the idea that Mr Trump’s tariffs have anything to
do with national security is laughable; and it would smack of double standards
for retaliators to defend the multilateral system while circumventing it.
Any retaliation should be carefully calibrated. It is sensible to target symbolically
important goods. Mexico has imposed tariffs on bourbon and pork, which are
produced in states that are home to Republican leaders. Canada plans to tax
imports from swing states, such as chocolate from Pennsylvania and orange
juice from Florida. Mr Trump’s trade policy is already unpopular among
Republicans in Congress, some of whom are trying to curtail the president’s
power to act unilaterally on trade. America’s allies should aim to weaken the
remaining support for protectionism.
Retaliatory tariffs should be structured so as to do as little economic damage as
possible at home. That means omitting goods for which there are few available
substitutes, as well as parts and components. Otherwise, supply chains will be
put at risk and governments will probably be drawn into the business of picking
winners. To see how easily that happens, witness the thousands of requests by
American importers for exemptions from Mr Trump’s steel and aluminium tariffs.

Bully pulpit
The Economist was founded in opposition to tariffs and mercantilism. Barriers to
trade distort economies and harm consumers, especially poor ones. Yet, in the
long run, a measured show of strength in the face of Mr Trump’s aggression
offers the best hope for keeping markets open.

Restrições americanas às exportações de aço e alumínio


Nota à imprensa dos ministros das Relações Exteriores e de Indústria,
Comércio Exterior e Serviços
No dia 31 de maio, o governo dos Estados Unidos publicou informações a
respeito da entrada em vigor, a partir do dia 1º de junho, de novas restrições a
suas importações de aço e alumínio com efeitos sobre o Brasil.

As exportações brasileiras de aço para os Estados Unidos estarão sujeitas a


quotas, baseadas na média dos últimos três anos (2015-2017). A quota para o
aço semi-acabado equivalerá a 100% dessa média. Para os produtos
acabados (aços longos, planos, inoxidáveis, e tubos), a quota será de 70% da
referida média.

As exportações brasileiras de alumínio estarão sujeitas a sobretaxa de 10%,


adicionais às tarifas de importação atualmente em vigor.

EU plans to hit U.S. imports with duties from July Philip Blenkinsop
BRUSSELS (Reuters)

The European Union expects to hit U.S. imports with additional duties
from July, ratcheting up a transatlantic trade conflict after Washington
imposed its own tariffs on incoming EU steel and aluminium.
EU exports that are now subject to U.S. tariffs are worth 6.4 billion
euros. “The Commission expects to conclude the relevant procedure in
coordination with member states before the end of June so that the new
duties start applying in July,”

The European Commission launched a legal challenge against the U.S.


tariffs at the World Trade Organization last Friday.

Valor Econômico - México responde a tarifa dos EUA e taxa produtos


americanos

O peso mexicano despencou ontem após o México impor tarifas sobre


produtos importados dos EUA, como uísque bourbon, maçã, batata, queijo
e carne de porco. A medida representa uma retaliação às sobretaxas
adotadas pelo governo do presidente Donald Trump para o aço e o
alumínio. O anúncio das tarifas mexicanas, que variam de 15% a 25%,
veio num momento em que o Acordo de Livre Comércio da América do
Norte (Nafta) é alvo de novo ataque da Casa Branca.

Valor Econômico - China propõe importar US$ 70 bi a mais dos EUA

A China está se oferecendo para aumentar as compras de produtos


americanos em cerca de US$ 25 bilhões já neste ano, para satisfazer o
desejo do presidente Donald Trump de reduzir o déficit comercial dos
EUA com a segunda maior economia do mundo. No total, as
importações chinesas de produtos americanos poderiam aumentar até
US$ 70 bilhões por ano. Isso pode gerar um desvio de comércio, que
levaria a China a comprar menos de outros países para atingir a meta de
elevar importações dos EUA.

Plano de Trump de taxar carro importado muda paradigmas

A guerra comercial deflagrada pelo presidente americano, Donald Trump, chegou aos
fabricantes de veículos, que compõem uma das principais forças da atividade
industrial dos Estados Unidos. Na mesma linha da tributação criada para o aço, Trump
anunciou esta semana o plano de taxar veículos importados em 25%.

Mas, como em toda guerra, no mundo do comércio mundial, o contra-ataque não tarda
a aparecer. Na contramão dos planos de Trump, a China anunciou esta semana que
estuda reduzir seu imposto de importação para veículos de 25% para 15%.

Essa pode ser uma boa notícia para marcas de luxo. Vendas eventualmente perdidas
no mercado americano seriam, dessa forma, mais do que compensadas na China, o
maior mercado do mundo, com 29 milhões de veículos vendidos no ano passado, o
equivalente a um terço do total comercializado em todo o planeta.

EUA reiteram ameaça de impor tarifas à China

Os EUA disseram que ainda poderão impor tarifas sobre US$ 50 bilhões em produtos
importados da China e poderão concretizar essa ameaça se Pequim não resolver a
questão do roubo de propriedade intelectual americana. O anúncio reforçou o risco de
guerra comercial e contribuiu para a forte queda dos mercados americanos.

O anúncio de ontem reiterou comentários de autoridades americanas de que as


ameaças de tarifas e restrições permanecem em vigor mesmo depois de Washington
e Pequim terem delineado um acordo neste mês para reduzir o superávit
comercial de US$ 375 bilhões da China com os EUA.

The moves come less than 10 days after Treasury Secretary Steven Mnuchin said that
the trade war with China was “on hold.” Commerce Secretary Wilbur Ross is due to
arrive in Beijing on Saturday for talks aimed at cooling trade tensions between the two
countries.

Trump decide adiar para 1º de junho decisão sobre tarifa do


aço

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu adiar a decisão sobre
a sobretaxa do aço para 1º de junho. De acordo com o comunicado da Casa
Branca, os EUA já estão em negociações finais para um acordo com Brasil,
Argentina e Austrália para os setores de aço e alumínio.
Enquanto aguarda uma decisão final do governo americano, o Brasil deve
manter a isenção temporária da sobretaxa de 25% para o aço e de 10% para o
alumínio.

— Para nós, há duas opções: ou cota de exportação ou a sobretaxa de 10%


para o alumínio — disse o presidente da Associação Brasileira de Alumínio
(Abal), Milton Rego.

RESPOSTA CHINESA Em meados deste mês, durante reunião com o ministro


das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, em Lima (Peru), o secretário de
Comércio dos EUA, Wilbur Ross, deu a entender que seria mais fácil para o
Brasil ser excluído das sobretaxas, se optasse por limitar suas vendas ao
mercado americano.

Enquanto a situação do aço segue indefinida, agentes econômicos ainda


temem uma escalada de medidas protecionistas dos EUA. A poucos dias de
um encontro entre autoridades americanas e chinesas sobre o comércio entre
os dois países, o “New York Times” informou que a China deve refutar as duas
principais demandas dos EUA: a redução de US$ 100 bilhões no déficit
comercial americano com o país e cortes no plano chinês de investir US$ 300
bilhões em tecnologias como inteligência artificial, semicondutores, carros
elétricos e aeronaves. A motivação por trás disso, segundo o jornal, é que a
China já se sente resiliente o bastante para enfrentar os EUA.

02/05/2018 - Restrições americanas às exportações de aço e


alumínio

Nota à imprensa – MRE e MDIC


No dia 30 de abril, o governo dos Estados Unidos informou ter chegado a
acordo preliminar no que diz respeito às restrições às importações de aço e
alumínio provenientes do Brasil.

2. Desde o início das investigações do Departamento de Comércio dos EUA,


no primeiro semestre de 2017, o governo brasileiro, em coordenação com o
setor produtivo nacional, buscou evitar a aplicação das medidas restritivas às
exportações do Brasil. Além do permanente trabalho realizado pela Embaixada
em Washington, houve envolvimento de diversas outras autoridades
brasileiras, inclusive dos ministros Aloysio Nunes Ferreira e Marcos Jorge.
Foram realizadas sucessivas reuniões e gestões com representantes norte-
americanos do Executivo, do Congresso e do setor privado. Esse processo
teve como consequência a inclusão do Brasil, em 23 de março, no grupo dos
países em relação aos quais foi suspensa, provisoriamente, o início da
aplicação de sobretaxas de 25% às importações de aço e de 10% às
importações de alumínio, para dar espaço a negociações que resultassem em
exclusão global das medidas para os produtos brasileiros.

3. Em todas as ocasiões, esclareceu-se ao governo americano e a outros


atores relevantes naquele país que os produtos do Brasil não causam ameaça
à segurança nacional dos EUA. Ao contrário, as indústrias de ambos os países
são integradas e se complementam. Cerca de 80% das exportações brasileiras
de aço são de produtos semiacabados, utilizados como insumo pela indústria
siderúrgica norte-americana.

4. As empresas brasileiras vêm fazendo grandes investimentos nos EUA e já


são responsáveis por parcela relevante da produção e dos empregos no setor
siderúrgico americano. Ao mesmo tempo, o Brasil é o maior importador de
carvão siderúrgico dos Estados Unidos (cerca de US$ 1 bilhão, em 2017),
principalmente destinado à produção brasileira de aço exportado àquele país.

5. Indicou-se que, no caso do alumínio, as exportações brasileiras são muito


reduzidas. E foi salientado que, nos últimos anos, os EUA vêm obtendo
superávit no comércio de alumínio com o Brasil. Além disso, recordou-se que
as indústrias nos dois países são complementares, uma vez que o Brasil
fornece matéria-prima para os EUA nesse setor.

6. Foi explicado, também, que, dadas as características de integração vertical


da produção brasileira, os custos logísticos e as medidas de defesa comercial
adotadas pelo Brasil, não há risco de que o País sirva como plataforma de
"triangulação" de produtos de aço e de alumínio de outros países para o
mercado americano.

7. Em termos gerais, argumentou-se que eventuais medidas restringiriam as


condições de acesso ao mercado dos Estados Unidos e causariam prejuízos
às exportações brasileiras de alumínio e aço, com impacto negativo nos fluxos
bilaterais de comércio, amplamente favoráveis aos Estados Unidos em cerca
de US$ 250 bilhões nos últimos dez anos.

8. No entanto, no dia 26 de abril, as autoridades norte-americanas informaram


decisão de interromper o processo negociador e de aplicar, imediatamente em
relação ao Brasil, as sobretaxas que estavam temporariamente suspensas ou,
de forma alternativa e sem possibilidade de negociação adicional, quotas
restritivas unilaterais.

9. Diante da decisão anunciada pelos EUA, os representantes do setor de


alumínio indicaram que a alternativa menos prejudicial a seus interesses seria
suportar as sobretaxas de 10% inicialmente previstas. Já os representantes do
setor do aço indicaram que a imposição de quotas seria menos restritiva em
relação à tarifa de 25%.

10. Cabe ressaltar que quaisquer medidas restritivas que venham a ser
adotadas serão de responsabilidade exclusiva do governo dos EUA. Não
houve ou haverá participação do governo ou do setor produtivo brasileiros no
desenho e implementação de eventuais restrições às exportações brasileiras.

11. O governo brasileiro lamenta que o processo negociador tenha sido


interrompido e reitera seguir aberto a construir soluções razoáveis para ambas
as partes. Ademais, reitera sua convicção de que eventuais medidas restritivas
não seriam necessárias e não se justificariam sob nenhuma ótica. Está
convencido, ademais, de que, além do impacto negativo sobre as exportações
brasileiras e sobre o comércio bilateral, seriam prejudiciais à integração dos
setores produtivos dos dois países e a setores da economia dos EUA que
utilizam insumos de qualidade provenientes do Brasil.

12. O governo brasileiro mantém a expectativa de que os EUA não prossigam


com a aplicação de restrições, preservando os fluxos atuais do comercio
bilateral nos setores de aço e alumínio. Em todo caso, seguirá disposto a
adotar, nos âmbitos bilateral e multilateral, todas as ações necessárias para
preservar seus direitos e interesses.

Desdobramentos para o comércio exterior brasileiro:


Os EUA são hoje o principal fornecedor de etanol ao país asiático,
respondendo por cerca de 85% das importações. São também o 2º maior
vendedor de carne suína e de soja em grãos, com 41% do mercado, atrás
apenas do Brasil. A soja é o principal item de exportação dos Estados Unidos
para a China.

Apesar da elevação das tarifas chinesas gerar grande euforia no Brasil, a


cautela deve predominar. Essa reação poderá indicar se conseguiremos, ou
não, e como, aproveitar as oportunidades no médio e longo prazo.

O saldo comercial do Brasil com seus cinco principais importadores traz


superávits bilionários. Em 2017, tivemos US$ 2 bilhões de superávit com os
EUA. Com a China, esse saldo positivo passa dos US$ 20 bilhões.

Um bom exemplo para comparação é o caso do embargo russo à importação


de frutas, vegetais, carnes, peixes e lácteos da União Europeia, Estados
Unidos e outros de 2014. As sanções geraram benefícios imediatos para
produtores de diversos países, incluindo o Brasil e os próprios russos.

A carne suína é exemplo. Com a saída da UE do mercado russo, a participação


brasileira nas importações desse item passou de 21% em 2013 para 91% em
2017. O volume de exportação praticamente dobrou. Apesar disso, durante
esse período, os frigoríficos viram uma escalada de restrições russas e,
atualmente, o mercado encontra-se fechado para a carne suína brasileira. Isto
é, as sanções entre russos e europeus aumentaram os níveis de protecionismo
como um todo e voltaram-se contra o Brasil, embora, num primeiro momento,
tenham criado oportunidades.

Rússia x EUA: Aço e alumínio.


A Rússia recorreu, nesta quinta-feira (19), à Organização Mundial do Comércio
(OMC), como já fizeram China e União Europeia, contra as tarifas americanas
ao aço e ao alumínio.

China x EUA:
A China, que detém mais de US$ 1 trilhão em títulos do Tesouro dos EUA. É
claro que, se o governo chinês se desfizesse de seus ativos americanos, o
declínio resultante do preço prejudicaria os dois países.
A China sequer precisa vender para exercer influência. Com a expansão da
dívida e a alta dos juros nos EUA, até mesmo rumores de que os chineses
poderiam parar de comprar títulos do Tesouro poderiam ser suficientes para
reduzir os preços dos títulos americanos e acelerar a alta das taxas de juro nos
EUA. Isso minaria ainda mais a confiança nos mercados financeiros

EUA devem fixar cota para aço brasileiro

Os Estados Unidos indicaram ao Brasil que vão adotar um sistema de cotas para a
entrada de aço importado sem restrição tarifária. A sinalização foi dada pelo secretário
de comércio dos EUA, Wilbur Ross, em reunião com o ministro das Relações
Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. Na conversa, o secretário reconheceu que o Brasil
“não é um problema” para Washington na questão do aço e, por isso, terá o benefício.
O governo brasileiro comemorou.

Les Echos (França) – Après la Chine, l'Union européenne saisit l'OMC au sujet
des taxes sur l'acier
Le président américain, Donald Trump, s'est donné jusqu'au 1er mai pour trancher la
question définitivement. Sans attendre le fruit de ses réflexions, l'UE, à l'instar de la
Chine, a saisi, lundi soir, l'Organisation mondiale du commerce (OMC).

China denuncia os EUA à OMC pelas tarifas ao aço e alumínio


A China denunciou formalmente os Estados Unidos à OMC pela decisão da
Administração Trump de colocar impostos ao aço e alumínio chineses. O aumento de
impostos aos produtos derivados desses materiais procedentes do gigante asiático
chega a 25% e 10%, respectivamente.
As autoridades de Pequim pedem a abertura de consultas com o Governo dos
Estados Unidos sobre algumas medidas contra os produtos de aço e alumínio, porque
entendem que a medida viola o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT) de 1994 e
o Acordo sobre Salvaguardas da organização multilateral

Folha de S. Paulo – Brasil e EUA terão reunião sobre sobretaxa ao aço na


Cúpula das Américas

O governo brasileiro negocia com Washington para tornar permanente a


isenção da sobretaxa de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio. Os EUA
são os maiores compradores de aço brasileiro, e as tarifas podem gerar perda
anual de US$ 1,1 bilhão.

Folha de S. Paulo – China considera impossível negociação com EUA nas


condições atuais

A China intensificou seus ataques contra o governo dos Estados Unidos nesta
segunda–feira (9) devido a bilhões de dólares em ameaças de tarifas, dizendo
que Washington seria o culpado pelos atritos comerciais e repetindo que é
impossível negociar sob as circunstâncias atuais.
A ação dos EUA de ameaçar a China com tarifas sobre bens chineses visava
forçar Pequim a lidar com o que Washington diz ser roubo de propriedade
intelectual e transferência forçada de tecnologia de empresas dos EUA para
concorrentes chineses.

Valor Econômico – China inicia nova disputa com EUA na OMC por sobretaxas
de Trump

GENEBRA – A China iniciou formalmente nesta terça–feira nova disputa contra


os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa da
sobretaxa imposta por Donald Trump às importações de aço e de alumínio.

Os chineses reclamam que as taxas adicionais de 25% sobre o aço e de 10%


sobre o alumínio violam as regras da entidade.

Após 60 dias, se as discussões bilaterais fracassarem, como tudo indica, a


China poderá pedir a formação de um painel (comitê de especialistas) para
examinar sua queixa.

O Globo – A confusão de Trump no comércio/ Artigo/ Joseph E. Stiglitz

Antes de anunciar a imposição de tarifas sobre mais de 1.300 tipos de bens


produzidos na China avaliados em cerca de US$ 60 bilhões ao ano, no início
de março Trump impôs amplas alíquotas de 25% sobre o aço e 10%, sobre o
alumínio, justificadas por ele com base na segurança nacional. Trump insiste
que uma tarifa sobre uma pequena fração de aço importado — cujo preço é
estabelecido globalmente — será o suficiente para reagir a uma ameaça
estratégica genuína.

A maioria dos especialistas, no entanto, acha essa lógica duvidosa. O próprio


Trump reviu sua retórica da segurança nacional, ao isentar a maioria dos
grandes exportadores de aço para os EUA. O Canadá, por exemplo, foi
isentado sob a condição de uma renegociação bem–sucedida do Acordo de
Livre Comércio da América do Norte (Nafta, em inglês), efetivamente
ameaçando o país se não se submeter às demandas americanas.

O Estado de São Paulo – Haverá guerra comercial?/ Coluna/ Claudio Adilson


Gonçalves

Desde que o economista britânico David Ricardo apresentou a Teoria das


Vantagens Comparativas, em seu livro Princípios da Economia Política e
Tributação (1817), o mundo compreendeu melhor os benefícios do comércio
internacional. Ricardo mostrou que em um mundo de dois países, ambos
podem beneficiar-se do comércio internacional, mesmo na hipótese de um
deles ser mais eficiente do que o outro na produção de todos os bens. Para
tanto, cada um deveria especializarse na produção daqueles bens em que é
relativamente mais produtivo e complementar suas necessidades de consumo
e investimento por meio do comércio com o outro país.
O mundo real é mais complicado do que o utilizado na teoria de Ricardo.
Fatores como a dinâmica de longo prazo dos preços relativos, evolução dos
custos de transporte, ganhos de escala, indústrias nascentes, questões
estratégicas e pressões políticas tornam o comércio internacional um jogo
bruto, mais parecido com uma partida da Copa Libertadores da América do que
com o fair-play defendido pelo Barão de Coubertin, na Olimpíada de 1896.

Apesar dessas restrições, há vasta evidência empírica, principalmente para os


países desenvolvidos, quanto aos benefícios do comércio internacional para o
aumento da produtividade e para o crescimento global. Isso se dá não só pelo
canal das vantagens comparativas, mas também pelo avanço e difusão de
tecnologias e pelos estímulos aos investimentos e à busca de eficiência nas
empresas em razão do ambiente mais competitivo.

A compreensão dessa dinâmica colaborou para que o crescimento do comércio


global nas últimas quatro décadas fosse espetacular, apesar de certo
arrefecimento após a grande recessão de 2007/2008. No período 1981-2017, o
comércio internacional cresceu à taxa média anual de 4,4%, enquanto o PIB
global evoluiu a 2,7% ao ano.

Diante dessas lições, como se explica a ameaça de guerra comercial entre


Estados Unidos e China, que tanto abalou o mercado financeiro nas últimas
semanas? E, afinal, haverá guerra comercial entre as duas maiores economias
do mundo?

É inegável que a China infringe de forma contumaz as regras de comércio


internacional, mediante subsídios, juros abaixo das taxas de mercado,
manipulação do câmbio e exigências exageradas de reciprocidade para quem
quiser entrar no seu mercado.

No entanto, o caminho que Trump ameaça trilhar é a pior escolha para lidar
com a questão chinesa. O ideal seria a negociação, fortalecida por alianças
com os principais parceiros, bem como atuação na OMC. O presidente não
aceita, de forma obcecada, o déficit comercial americano, não apenas o valor
total de US$ 568 bilhões (2017), mas principalmente o saldo negativo de US$
375 bilhões das transações de bens com a China.

Trump não consegue entender que o déficit em conta corrente reflete a baixa
taxa de poupança dos EUA. Em outras palavras, o déficit externo nada mais é
do que o excesso do total de despesas de consumo e investimento em relação
à renda nacional. O protecionismo somente reduzirá o déficit se conseguir
diminuir a absorção doméstica e isso afetaria negativamente o crescimento, o
que Trump não quer.

Apesar de Trump não entender essa inconsistência macroeconômica, não é


provável que se instaure uma guerra comercial. O atabalhoado presidente
americano continuará provocando muita incerteza e volatilidade no mercado
financeiro com suas declarações insensatas, mas tem suas ações limitadas por
uma democracia consolidada, baseada em instituições fortes, que possibilitam
justas reações e pressões dos amplos segmentos sociais e empresariais que
seriam prejudicados pela irracionalidade de suas políticas. Como disse a
revista The Economist, seis palavras definem a política comercial de Trump:
fazer ameaças, fechar negócios, declarar vitórias.

Folha de S. Paulo – Disputa entre EUA e China faz da soja brasileira a mais
cara do mundo / Coluna / Vaivém das Commodities

Guerra comercial pode dar novo fôlego aos produtores nacionais da oleaginosa

A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China avança e se volta


também para o mercado agropecuário. Brasil e EUA têm uma certa
similaridade na produção do campo, o que pode dar novo fôlego aos
produtores nacionais nessa disputa entre os dois gigantes.

A guerra comercial entre China e EUA ganhou mais um capítulo, ontem, com o
governo chinês impondo novas tarifas contra produtos americanos. Em
resposta ao protecionismo de Donald Trump, a China elevou as tarifas sobre a
soja produzida nos EUA, abrindo mais espaço para outros países produtores,
principalmente o Brasil.

A China é o maior importador mundial de soja.

Cerca de 30% da soja cultivada nos EUA é exportada para a China.

Com a nova tarifa de 25%, a previsão do Ministério do Comércio da China é de


que esse mercado seja ainda mais ocupado pelo produto brasileiro – que já
tem uma participação relevante no país asiático.

Valor Econômico – Sem respostas do Canadá sobre ajuda à Bombardier,


facilitador da OMC se demite

O Brasil trouxe no ano passado uma queixa contra o Canadá alegando que o
produtor aeronáutico Bombardier recebeu mais de US$ 2,5 bilhões de
subsídios ilegais, distorcendo a concorrência no mercado regional de jatos
executivos e afetando a Embraer.

Para o Brasil, a injeção direta de capital pelo governo canadense deu forte
poder competitivo à Bombardier, permitindo à empresa oferecer preço 30%
inferior de seus jatos para a americana Delta, comparado à oferta da Embraer.

Em outubro do ano passado, a pedido do Brasil, com base numa regra da


OMC, foi criada a figura do facilitador, e nomeado o suíço Hanspeter Tschaeni
para buscar informações a fim de ajudar na decisão futura do painel (comitê de
especialistas). Agora, o facilitador joga a toalha. Num informe ao Orgão de
Solução de Controvérsias, ele diz que não pode exercer seu mandato, porque
o Canadá não cooperou,

Valor Econômico – Marfrig torna–se a 2ª maior em carne bovina


Em um lance surpreendente para uma companhia que parecia fadada a se
desfazer de ativos, a Marfrig Global Foods fechou na manhã de ontem um
acordo para adquirir 51% da National Beef, quarta maior produtora de carne
bovina dos EUA. O negócio, de US$ 1 bilhão (o equivalente a R$ 3,3 bilhões),
representa uma dupla conquista para a companhia de Marcos Molina.

Com a tacada, a Marfrig se tornará a segunda maior empresa de carne bovina


do mundo, ultrapassando a Tyson Foods e ficando atrás somente da JBS.

Valor Econômico – FMI relativiza a perda de empregos na indústria / Editorial

mais recente edição do World Economic Outlook (WEO), que será debatido na
reunião do Fundo, que começa na próxima segunda–feira, sustenta que a
redução do emprego industrial não é necessariamente motivo de preocupação,
"desde que as políticas corretas estejam colocadas".

Conduzido pelo economista Bertrand Gruss, o estudo reconhece que a


redução dos empregos industriais é motivo de preocupação até mesmo em
muitas economias avançadas. Está por trás de vários movimentos
protecionistas recentes do presidente dos EUA, Donald Trump, por exemplo,
como quando resolveu penalizar a importação do aço e do alumínio para
defender as obsoletas siderúrgicas americanas. O crescente protecionismo
global já foi um dos principais temas de debate das reuniões de 2017 e deve
monopolizar as discussões também deste ano, na primeira reunião realizada
desde que Trump desencadeou guerra comercial aberta contra a China.

No Brasil a preferência pelo emprego industrial também existe, enquanto a


ocupação no setor de serviços é vista como de menor produtividade e menos
bem paga. Apesar de a taxa de desocupação estar estacionada em 12,4%
desde o trimestre encerrado em dezembro, depois de ter atingido a máxima de
13,2% no primeiro trimestre de 2017, o Instituto de Estudos para o
Desenvolvimento Industrial (Iedi) comemora a continuidade da recuperação do
emprego industrial, por ser majoritariamente formal. O FMI explica que a
redução do emprego industrial é frequentemente vista como sinal de
crescimento econômico mais lento e menor oferta de empregos bem pagos
para trabalhadores menos capacitados, contribuindo para piorar a
desigualdade.

Mas a realidade é que esses empregos estão diminuindo em todo o mundo.


Nas economias avançadas, a indústria garantia 25% do emprego total na
década de 1970 e caiu para pouco mais de 10% no início desta década. Ainda
assim está acima do registrado nas economias emergentes e em
desenvolvimento, em que se situa ligeiramente acima dos 10% desde meados
da segunda metade do século passado. Segundo o estudo, em muitos países,
o trabalhador está saindo da agricultura diretamente para os serviços; e as
mudanças estruturais são parte natural da transformação estrutural da
atividade econômica.

O Globo – Abertura ajuda economia a crescer, diz estudo da FGV


A tensão comercial entre Estados Unidos e China pode ser uma oportunidade
— mas, ao mesmo tempo, um risco — para que o Brasil retome um processo
no qual ficou atrasado em relação a outras economias: a abertura comercial.
Um estudo do economista Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central e
diretor o Centro de Economia Mundial da FGV, com base em dados do Banco
Mundial, mostra que, se o Brasil abrisse mais o seu mercado para aumentar a
soma de suas importações e exportações dos atuais 27% do Produto Interno
Bruto (PIB) para o equivalente a 40%, patamar similar ao da China, poderia
elevar o potencial de crescimento da economia sem gerar pressões
inflacionárias de 2,5% para até 4,5% ao ano.

O trabalho mostra oportunidades de acelerar a retomada da economia com


abertura comercial. Nas últimas duas décadas, apesar da forte expansão do
comércio internacional em meio à globalização, o Brasil manteve o perfil
fechado. O país ocupa a 212ª posição em um ranking com 246 economias,
incluindo países e blocos como a União Europeia. O comércio exterior
brasileiro de 27% do PIB hoje é pouco maior que o tamanho que tinha em
2000: 22%. No mesmo período, a média da Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne economias desenvolvidas,
saltou de 47,45% para 56,67%.

No Brasil, o chamado PIB potencial é baixo, um dos fatores que impedem um


ciclo sustentável de crescimento da economia de engrenar. Na avaliação de
Langoni, a abertura comercial é uma “reforma esquecida” que pode ajudar o
país a elevar sua produtividade, apesar dos riscos do cenário internacional
atual.

— Paradoxalmente, o protecionismo americano que gera retaliações de outros


países oferece ao Brasil uma oportunidade. Abre espaço para buscarmos
acordos comerciais no Pacífico da América Latina, onde temos Chile, Peru,
Colômbia. E nos empurra para a Ásia — diz Langoni, para quem o tema
precisará ser abordado pelos candidatos na eleição presidencial. — O que está
na mesa é um novo modelo de desenvolvimento.

DIFICULDADES PARA ABRIR

Existe, no entanto, o risco de que, diante da turbulência, o país se feche,


destaca Otaviano Canuto, diretor executivo do Banco Mundial para o Brasil e
outros oito países. Isso porque o país deixou passar oportunidades no passado
recente para fazer esse movimento. Canuto aponta a complexidade de tarifas e
acordos comerciais superficiais entre os principais obstáculos. Para o
economista, há potencial para uma taxa de abertura de 85% do PIB. Para ele,
há instrumentos para proteger as empresas nacionais de práticas abusivas de
outros países, como o dumping (subsídio para a venda de produtos abaixo do
custo de produção).

Na avaliação do presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil


(AEB), José Augusto de Castro, o Brasil não está integrado às cadeias de valor
justamente porque tem empresas pouco produtivas. Por isso, a abertura é
arriscada.
— Nós somos um país fechado porque somos incompetentes. Não temos
preços competitivos para exportar produtos manufaturados. O valor das
commodities varia de acordo com as cotações internacionais. O Brasil não tem
influência nem sobre preço, nem sobre demanda — critica Castro.
Em nota, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic)
informou que a participação do comércio exterior no PIB deve aumentar, mas
não citou uma meta específica. Entre as medidas para promover a abertura,
citou o foco em acordos comerciais, como com a União Europeia. Já o
presidente da Apex, Roberto Jaguaribe, destacou o programa de qualificação
da agência que atendeu a 4.734 empresas no ano passado.

O Estado de S. Paulo – Para entrar no jogo mundial / Editorial

Mais de 200 anos depois da abertura dos portos, um dos primeiros atos
políticos de d. João VI ao se instalar no Rio de Janeiro, o Brasil continua a ser
uma das economias mais fechadas e menos integradas no mercado global.
Mas há pelo menos uma boa notícia a respeito do assunto. O governo está
disposto a buscar a integração, garante o secretário de Assuntos Internacionais
do Ministério da Fazenda, Marcello Estêvão. O País, segundo lembrou, é uma
das dez maiores potências econômicas, mas ocupa o 24.º lugar no comércio
exterior, pela dimensão de suas exportações e importações. Ele falou sobre a
nova política em evento sobre o Mercosul organizado pela Fundação Getúlio
Vargas.

A ocasião foi apropriada para se tratar de inserção nas cadeias produtivas


internacionais. A integração competitiva no sistema global foi um dos objetivos
do bloco formado, nos anos 1990, por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Mas essa meta foi substituída, a partir de 2002, pelo embolorado terceiro-
mundismo implantado nas duas maiores economias desse conjunto. O
secretário evitou, polidamente, explorar detalhes da cômica e desastrosa
diplomacia comercial adotada a partir da aliança entre o lulismo e o
kirchnerismo.

Um dos primeiros efeitos dessa aliança foi o sepultamento da Área de Livre


Comércio das Américas (Alca). Sem o Mercosul, muitos países latino-
americanos concluíram acordos com os Estados Unidos e com outros parceiros
desenvolvidos e, além disso, desenvolveram novos projetos, como o da Aliança
do Pacífico, formada por Chile, Peru, Colômbia e México.

Liquidada a Alca, só restou ao Mercosul uma negociação realmente ambiciosa,


a de um acordo de livre comércio com a União Europeia. Lançada em 1995 e
iniciada em 1999, essa discussão continua, depois de muitos impasses.
Segundo Estêvão, há possibilidade de um acordo, finalmente, no primeiro
semestre deste ano.

Talvez seja uma avaliação otimista, porque ainda há restrições dos dois lados.
Do lado europeu, a resistência é das organizações agrícolas e de alguns
governos. A novidade positiva é a disposição, aparentemente forte,
manifestada pelos governos argentino e brasileiro de alcançar o entendimento
com a União Europeia.
Nenhum grande acordo comercial foi fechado pelo Brasil, lembrou o secretário,
desde a constituição do Mercosul. De fato, o bloco só colecionou uns poucos
acertos comerciais com parceiros latino-americanos e com mercados
extrarregionais, na maior parte dos casos, fora do mundo avançado.

Foram concluídos tratados de livre comércio com Egito e Israel e acordos


preferenciais com Índia, União Aduaneira da África Austral (Sacu) e Egito. Há
parceiros maiores e mais desenvolvidos, como Canadá, Japão e Coreia do Sul,
em outros acertos ainda em fase inicial de conversações.

Sem acordos com mercados da primeira divisão internacional, o Mercosul


também falhou na própria consolidação como zona de livre comércio e de
produção integrada. Os governos da Argentina e do Brasil começaram, na fase
pós-kirchnerista e pós-petista, a limpar o entulho do protecionismo
intrarregional e a discutir formas de retomar o projeto original de criação de um
verdadeiro mercado comum.

A mudança é promissora e, pela fala de Estêvão, a nova orientação parece


bem estabelecida no governo. Para implantá-la de forma consequente é
preciso remover velharias típicas dos anos 1950, como barreiras comerciais
excessivas, políticas de substituição de importações e preferências a conteúdo
nacional. Desperdício de recursos, baixa produtividade e qualidade de vida
abaixo das possibilidades têm sido efeitos dessa estratégia anacrônica. Mas a
busca de integração nas cadeias globais deve envolver uma reorientação geral
das políticas públicas. Será preciso consolidar o controle da inflação,
reconstruir as finanças públicas, avançando na pauta de reformas, elevar o
investimento produtivo e cuidar da educação com seriedade e empenho nunca
vistos no desastroso período petista.

ECONOMIA BRASILEIRA

O comércio exterior e a instabilidade do câmbio


A evolução do saldo da balança comercial brasileira constitui surpresa positiva ao
longo dos últimos anos.

A diferença entre exportações e importações nacionais saltou de um déficit


de US$ 4 bilhões, em 2014, para um superávit de US$ 67 bilhões em 2017.
Não por acaso, o déficit em transações correntes passou de 3,6% do PIB
para apenas 0,5% no mesmo intervalo de tempo. Sem dúvida, o comércio
exterior proporcionou uma contribuição relevante para essa melhora da nossa
solvência externa.

Ao colocarmos uma lupa sobre os dados do comércio exterior brasileiro, entretanto,


o diagnóstico deixa de ser tão positivo. O aumento do saldo comercial não se
deveu à expansão das exportações, que recuaram nos últimos quatro anos.
O que favoreceu o saldo foi a retração das importações, de 34% nesse
período. A reação positiva da balança comercial decorreu da contração da
demanda interna e não da expansão das vendas ao mercado externo.

Seria essa retração das exportações uma questão de competitividade setorial? Para
responder essa pergunta, podemos nos valer do Índice de Vantagens
Comparativas Reveladas (IVCR). Esse índice aponta que a vantagem
competitiva de um setor decorre da maior participação das exportações
desse setor frente às exportações nacionais em comparação com a
participação das exportações mundiais do mesmo setor no mundo frente
às exportações mundiais. Se a participação das exportações do setor no
Brasil for superior às exportações do mesmo setor no mundo, ou seja, se
essa relação for superior à unidade, o setor apresenta vantagens
comparativas e vice-versa.
O índice aplicado às exportações brasileiras traz conclusões interessantes.
Há produtos industrializados com IVCR superior a 1, ou seja, com
vantagens comparativas, como é o caso de plásticos e borracha. De forma
geral, porém, o IVCR confirma a intuição: produtos básicos, como os do
reino vegetal, apresentam índices superiores aos de produtos
industrializados. E essa diferença entre produtos básicos e industrializados
aumentou na última década.
Apenas cinco dos vinte grupos analisados apresentaram aumento do IVCR no
período. Em resumo, ao contrário do período de 1997 a 2007, a maior parte
dos grupos de produtos perdeu vantagens comparativas entre 2007 e
2017, em especial os industrializados.
Seria essa melhora do índice em setores de produtos básicos um indício de maior
integração a cadeias globais nesses setores? Neste caso, podemos nos valer do
Índice de Especialização Comercial (IEC). O valor máximo, de 1, indica que o setor
só exporta ou só importa mercadorias, sem integração com setores semelhantes de
outros países. Inversamente, o valor nulo do IEC indica que o setor considerado
está integrado a setores congêneres em outros países.
O IEC aplicado às exportações brasileiras revela que a maioria dos setores
nacionais apresenta baixa integração a setores congêneres no exterior.
Entre os 20 setores analisados, oito possuem IECs superiores a 0,7, e cinco têm
IECs inferiores a 0,3 em 2017. Prevalecem setores pouco integrados. Na
média de todos os segmentos avaliados, houve redução da integração
desde 2007, inclusive nos de produtos básicos, como mineração e celulose.
Os resultados são conclusivos: entre os poucos setores que ganharam
vantagem comparativa, preponderantemente de produtos básicos, a
maioria reduziu sua integração a setores congêneres no exterior. Isso
significa que nossas exportações ficaram mais vulneráveis a condições
externas, como demanda e preços internacionais. Significa também que
ficamos mais suscetíveis à volatilidade da taxa de câmbio como forma de
compensar as condições externas.
Além do IVCR e do IEC, a proporção entre corrente de comércio, soma das
exportações e importações, e o PIB no Brasil também apontam para mais
volatilidade. Quanto menor essa proporção, maior terá de ser a variação da taxa de
câmbio para que a economia nacional se ajuste às condições externas e vice-versa.
Como se sabe, a economia brasileira possui baixo grau de abertura
comercial. Nossa corrente de comércio mal chega a 18% do PIB, o que
favorece ainda mais a volatilidade da paridade cambial.
Em resumo, o perfil do nosso comércio exterior cada vez mais beneficia a
instabilidade da taxa de câmbio. Isso reduz a previsibilidade do cálculo de
retorno de investimentos financeiros e não financeiros em moeda forte.
Quanto maior o prazo desses investimentos, menor a previsibilidade dos
seus retornos futuros. Não por acaso, os prazos desses investimentos se
reduzem em momentos de maior volatilidade.
Para mitigar esse risco de redução do horizonte de longo prazo, cabe valer-se de
políticas específicas voltadas ao comércio exterior. Estas deveriam incentivar a
maior abertura comercial, a diversificação das importações e das
exportações, bem como a integração da nossa estrutura produtiva a
cadeias globais. Essas iniciativas favoreceriam a estabilidade da paridade
cambial e, portanto, uma maior previsibilidade dos investimentos no longo
prazo.

Balzac e a desindustrialização/ Coluna/ Luiz Gonzaga


Belluzzo
Nos anos 80, a economia brasileira foi submetida à regressão industrial e
econômica deflagrada pela crise da dívida externa e suas consequências:
escassez de divisas, enormes déficits fiscais, alta inflação com indexação
generalizada e crise monetária.

A chamada "década perdida" foi marcada por forte restrição externa. Isso suscitou
a queda pronunciada da relação entre as importações e o PIB, que chegou à incrível
cifra de 3%. Trata-se de um fechamento "forçado" da economia. Nesse ambiente
de caos econômico, o Brasil deixou de incorporar os novos setores e, portanto, as
novas tecnologias da chamada Terceira Revolução Industrial.
A estabilização do nível geral de preços levada a cabo em meados dos anos 1990
livrou a economia brasileira da hiperinflação, mas não teve forças para eliminar a
herança dos malfadados anos 1980. As condições em que foi realizada a
estabilização custou ao Brasil uma combinação perversa entre câmbio valorizado e
juros estratosféricos, com graves prejuízos para o crescimento e a diversificação da
indústria.
A escalada industrial da China tornou a situação da indústria do Brasil ainda mais
desvantajosa
O Brasil encerrou os anos 90 com uma regressão da estrutura industrial, ou seja,
não acompanhou o avanço e a diferenciação setorial da indústria manufatureira
global e, ademais, perdeu competitividade e elos nas cadeias que conservou. Nos
anos 2000, bafejado pelas energias da expansão sino-americana, o país foi
abalroado não só pela demanda chinesa de commodities, mas também pelo
crescimento elástico do comércio global de manufaturas.
No auge da bolha de crédito, nossa indústria "pegou uma beirada" na festança
global. A balança comercial brasileira ilustra os altos e baixos da indústria de
transformação: em 2006, nas culminâncias do crescimento sino-americano, o saldo
do setor era positivo em US$ 29,8 bilhões. Em 2011, cinco anos depois, o resultado
foi negativo em US$ 48,7 bilhões. Já em 2014, o déficit da indústria de
transformação subiria a US$ 63 bilhões.
No fim dos anos 1970, a produção e a exportação de manufaturados brasileiros
eram próximas ou superiores às de seus concorrentes asiáticos. Hoje, esses países
têm posições que são um múltiplo da produção e exportação brasileiras de
manufaturados.
A escalada industrial da China tornou nossa situação no setor ainda mais
desvantajosa. A estratégia chinesa apoiou-se numa agressiva exportação de
manufaturados, com seu ápice na segunda metade dos anos 2000.
Isso, combinado à mudança favorável nos termos de troca, acentuou as tendências
que afligiram a economia industrial brasileira nos últimos 30 anos: valorização
cambial, "reprimarização" da pauta de exportação, bloqueios à diversificação da
estrutura industrial, permanência de uma organização empresarial defensiva e
frágil

A literatura relevante sobre processos de industrialização ou de (re)industrialização


assinala a importância da ação do Estado na promoção das formas de
financiamento, na educação, na criação de sistemas de inovação e nas políticas
comerciais, leia-se, na abertura de oportunidades a serem capturadas pelas
iniciativas do setor privado. Não é preciso lembrar ao leitor que essa foi a
experiência de Alemanha, Japão, Coreia, China e Estados Unidos.
A manutenção do câmbio real competitivo é condição necessária, porém, não
suficiente para a constituição da nova política, mas deve ser complementada por
um conjunto de ações governamentais executadas simultaneamente.

Com cenário externo adverso, Banco Central surpreende e mantém taxa de


juros em 6,5% ao ano
Momento de valorização do dólar em todo o mundo e de riscos fizeram
instituição mudar planos e antecipar fim de ciclo de 12 cortes consecutivos da
Selic

O Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira, manter os juros básicos da


economia brasileira em 6,5% ao ano, surpreendendo o mercado financeiro, que
esperava um corte de 0,25% da taxa Selic. O cenário externo mais desafiador
e o aumento dos riscos foram algumas das justificativas para a mudança de
planos. Com o anúncio, o Comitê de Política Monetária (Copom) pôs fim a
um ciclo de 12 cortes consecutivos da taxa básica de juros, que se iniciou em
outubro de 2016. A Selic se mantém no valor mais baixo desde sua criação, há
22 anos.
O dólar, desde o encontro do Copom de março até agora, já acumulou
valorização de mais de 12%, movimento que tende a gerar pressão
inflacionária à frente. Com juros constantes a 6,5% ao ano e taxa de câmbio
constante a 3,60 reais, as projeções do BC apontaram alta do IPCA em torno
de 4% para 2018 e 2019.

Crescimento menor em 2018


Na pesquisa Focus mais recente, feita pelo BC junto a uma centena de
economistas todas as semanas, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)
estimado para esse ano é de 2,51%, sendo que no começo do ano as
estimativas estavam em torno 3%.

POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA

Temer propõe projeto para cumprimento imediato de sanções do Conselho de


Segurança
O presidente da República, Michel Temer, assinou nesta sexta-feira, 15, um projeto de
lei que determina o cumprimento imediato, no Brasil, de sanções impostas pelo
Conselho de Segurança das Nações Unidas. O texto será enviado pelo Executivo para
tramitação no Congresso Nacional.
O projeto tem como alvos investigados ou acusados de praticar ou financiar o
terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa.
O projeto de lei trata da indisponibilidade de bens e outros ativos de pessoas naturais,
jurídicas e entidades (como fundos de investimento) e sobre as comunicações de
restrições ao mercado financeiro.
O texto veda o descumprimento das sanções por brasileiros em benefício de
sancionados pelo Conselho de Segurança.

O Estado de São Paulo - Incertezas na economia levam dólar a R$ 3,81


“O que se expressa é que as reformas ortodoxas não serão continuadas. O
Planalto não tem respaldo popular e a própria base está fritando o presidente em
praça pública.” Comparação. Real foi o que mais perdeu valor em relação ao
dólar entre moedas de países emergentes ontem O dólar subiu 1,85% e fechou,
ontem, em R$ 3,81, maior cotação desde 3 de março de 2016, época em que
cresciam as apostas de impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Os
receios de piora do quadro fiscal e de que um candidato não reformista vença
a eleição presidencial são apontados como causas. O Ibovespa caiu 2,49% e
ficou abaixo dos 77 mil pontos. Os receios de piora do quadro fiscal, a
possibilidade de que um candidato não reformista vença a eleição presidencial e
a piora do cenário internacional tiveram impacto negativo no mercado financeiro
ontem. A Bolsa caiu 2,49%. O dólar subiu 1,85% e fechou a R$ 3,8101, maior
cotação desde 3 de março de 2016, época em que cresciam as apostas de
impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Entre as principais moedas de
países emergentes, o real foi a que mais perdeu valor ante o dólar ontem. A
moeda americana já subiu quase 15% só este ano e especialistas em câmbio
apontam que o mais provável é que siga se fortalecendo no Brasil e em
outros mercados. A forte oscilação no câmbio acabou por contaminar o
Ibovespa, que caiu 2,49%, abaixo dos 77 mil pontos, e os juros futuros, que
tiveram alta forte em todos os vencimentos. “O que se expressa no dólar e na
Bolsa é a percepção de que o conjunto de reformas não será continuado. O
Planalto nitidamente não tem respaldo popular e a própria base está fritando o
presidente em praça pública. O quadro é que os ajustes feitos não vão gerar
crescimento”, diz André Perfeito, da Spinelli.
“Com a proximidade das eleições, não é improvável que o dólar chegue a R$
4. Também pesam no mercado as incertezas quanto à política de preços da
Petrobrás”, lembra Perfeito. “Foi um dia nervoso, descolado do mercado externo.
O que se percebe é que cada vez mais as eleições estão pesando,
principalmente depois da greve dos caminhoneiros, que expôs a fragilidade do
governo”, diz Hersz Ferman, da Elite Corretora. “Com um quadro fiscal
doméstico muito deteriorado e incerto e o cenário externo apontando para a
redução do diferencial de juros, o Brasil vai perdendo atratividade aos olhos dos
investidores estrangeiros.” No pregão de ontem, as ações que mais caíram
foram as do setor financeiro, que tiveram perdas de até 6,37%. Esse foi o
caso de Banco do Brasil (ON), importante termômetro do risco político.
Petrobrás (ON) e (PN) caíram 3% e 5,36%, respectivamente. Já as ações ON
e PNB da Eletrobrás caíram 7,81% e 8,15%. Reflexo. A moeda americana já
vinha operando com elevação desde a abertura do negócios, influenciada
também pelo movimento no exterior, que ganhou força após dados robustos da
economia americana. A atividade do setor de serviços dos Estados Unidos
acelerou em maio, indicando crescimento econômico robusto no segundo
trimestre, enquanto outros dados mostram que a abertura de vagas de trabalho
atingiu máxima recorde em abril, superando contratações. Outros indicadores
fortes de emprego dos Estados Unidos divulgados recentemente já haviam
reavivado apostas de que o Federal Reserve, banco central do país, pode
aumentar a taxa de juros mais três vezes este ano. As expectativas hoje são de
mais dois aumentos. Juros elevados têm potencial para atrair à maior economia
do mundo recursos aplicados hoje em outros mercados, como o brasileiro. Isso
contribuiu para que o Banco Central do Brasil, então, fizesse uma intervenção
mais pesada no câmbio. No exterior, o dólar também subiu ontem frente a
outras divisas de países emergentes, como o rand da África do Sul e o peso
mexicano.

O Globo – Brasil supera a marca de 62 mil homicídios por ano

De 2006 a 2016, índice de assassinatos entre negros e pardos cresceu


23,1% e caiu 6,8% para os demais brasileiros O Atlas da Violência 2018,
divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo
Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que 2016 registrou
62.517 mortes violentas, atingindo o índice de 30,3 mortos por 100 mil
habitantes, taxa 30 vezes maior que a da Europa. Os dados da pesquisa
confirmam que a violência atinge com mais força os negros: a taxa de
homicídios entre negros e pardos, de 2006 a 2016, cresceu 23,1%.
A taxa de homicídios entre negros e pardos nesse período cresceu
23,1%, chegando a 40,2 mortos a cada 100 mil habitantes.
Paralelamente, o mesmo índice caiu 6,8% entre os demais brasileiros,
chegando ao patamar de 16 mortos a cada 100 mil no mesmo período.

Programa espacial do Brasil foi alvo da CIA


Papéis mostram que satélites americanos espionaram complexo militar
brasileiro

A CIA (Agência Central de Inteligência) usou satélites para espionar o


programa espacial brasileiro e o complexo industrial militar do País entre 1978
e 1988. Documentos desclassificados pelo governo americano em dezembro
de 2016 mostram análises de fotos aéreas das instalações de fábricas, da base
de lançamentos de foguetes em Natal (RN), e do campo de provas de
armamentos da Serra do Cachimbo, onde a Força Aérea Brasileira (FAB)
construía um poço que poderia ser usado em testes de artefatos nucleares.
Além de satélites, os papéis mostram que os adidos de defesa e a embaixada
americana dispunham de uma rede de informantes que permitiu aos Estados
Unidos saber detalhes das negociações secretas entre Brasil e Arábia Saudita
e as vendas de blindados e foguetes para o regime de Saddam Hussein, no
Iraque, e para a Líbia, governada então por Muamar Kadafi. Os americanos
temiam que, por meio dessas vendas, a tecnologia ocidental fosse parar nas
mãos da União Soviética. Tinham ainda restrições às entregas a nações hostis
aos Estados Unidos. Mas também enxergavam uma vantagem: o equipamento
brasileiro podia roubar dos russos mercados inacessíveis a Washington.
Os satélites americanos também espionaram a Engesa, maior indústria de
armamentos brasileira. Fabricante dos blindados Cascavel e Urutu, ela
pretendia produzir o tanque pesado Osório. Em 25 de agosto de 1978, o
satélite identificou pela primeira vez na fábrica em São José dos Campos oito
Urutus e um Cascavel. O Brasil passou a vender esses blindados a países
como Líbia, Iraque e Colômbia.
As vendas da indústria bélica a países árabes eram apontadas pelos
americanos como a causa de o Brasil votar contra os Estados Unidos e Israel
nas Nações Unidas. Por fim, o documento revelava um segredo: o Brasil teria
feito um acordo secreto em janeiro de 1984 de US$ 2 bilhões para desenvolver
e produzir o tanque Osório para a Arábia Saudita.

Folha de S. Paulo – Mais ninguém / Painel

O posto de Roberto Caldas, que renunciou à Corte Interamericana de Direitos


Humanos após ser acusado de agredir a ex-mulher, ficará vago até 31 de
dezembro. O órgão decidiu não substituí-lo.

Universalismo

Em 2017, o Governo continuou a dar expressão concreta à vocação universalista da


política externa brasileira. Além da América Latina e Caribe – nosso entorno imediato –,
procurou-se aprofundar o relacionamento tradicional com países da Europa e da América
do Norte, e ampliar a aproximação com Ásia, África e Oriente Médio.

Diplomacia multilateral

Ao longo de 2017, a diplomacia brasileira empenhou-se no fortalecimento das instituições


multilaterais e dedicou-se a fazer avançar os mais diversos temas da agenda internacional:
paz e segurança, direitos humanos, meio ambiente, mudança do clima, entre outros.

O compromisso do Brasil com instituições multilaterais revela-se, entre outros aspectos,


em sua participação ativa em organizações internacionais e na promoção de candidaturas
brasileiras a esses órgãos. Ainda em matéria de direitos humanos, por exemplo, o Brasil
elegeu candidatos para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e para o Comitê
para a Eliminação da Discriminação Racial. O País reelegeu nomes para a Corte
Internacional de Justiça na Haia e para a Comissão de Direitos Internacional. Também
cabe ao Brasil a chefia de organizações como a Organização Mundial do Comércio e a
Organização Internacional do Café.

História da Política Externa:

EXAME - Itamaraty aguarda posição dos EUA sobre acesso a documentos da


CIA

Documentos que vieram a público na semana passada mostram novos fatos sobre a
participação do Estado na execução e tortura de opositores da ditadura

O Ministério das Relações Exteriores informou hoje (15) que o governo brasileiro aguarda
posicionamento ao pedido encaminhado nessa segunda-feira (14) pela embaixada do Brasil
em Washington ao Departamento de Estado norte-americano para ter acesso aos documentos
produzidos pela CIA (serviço de inteligência dos Estados Unidos) sobre a ditadura militar.

No domingo (13), o chanceler Aloysio Nunes instruiu a embaixada brasileira a solicitar a


liberação completa dos registros sobre esse tema em resposta ao pleito do Instituto Vladimir
Herzog, que enviou uma carta na última sexta-feira (11) ao Itamaraty pedindo que o Brasil
solicitasse os documentos que registram a participação de agentes do Estado brasileiro em
ações de tortura ou assassinato de opositores do regime.
Documentos que vieram a público na semana passada mostram novos fatos sobre a
participação do Estado na execução e tortura de opositores da ditadura. De acordo com
registros da CIA, os generais Ernesto Geisel, presidente do Brasil à época (1974-1979), e João
Figueiredo, então diretor do Serviço Nacional de Informações (SNI), e que assumiu a
Presidência da República depois de Geisel, sabiam e concordaram com a execução sumária
de “inimigos” da ditadura militar no Brasil.

Também participaram da reunião relatada no memorando da CIA os generais Milton Tavares


de Souza, então comandante do Centro de Inteligência do Exército (CIE) e seu sucessor,
Confúcio Avelino.

Datado de 11 de abril de 1974, o documento, assinado pelo então diretor da CIA, Willian
Colby, e endereçado ao secretário de Estado dos EUA à época, Henry Kissinger, diz que
Geisel foi informado, logo após assumir a Presidência, da morte de 104 pessoas opositoras da
ditadura no ano anterior.

O informe relata ainda que, após ser informado, Geisel manteve a autorização para execuções
sumárias, adotadas durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969-1974).
Geisel teria feito a ressalva de que os assassinatos só ocorressem em “casos excepcionais” e
envolvendo “subversivos perigosos”.

Metrópoles – Pela defesa dos direitos da mulher dentro e fora do Itamaraty /


Artigo / Embaixadora Vitoria Cleaver

Historicamente, a diplomacia brasileira sempre esteve engajada na defesa dos


direitos da mulher. Nossa convicção é de que a ampliação desses direitos e a
promoção da igualdade de gênero são importantes pilares para a solidificação
de uma sociedade mais justa. O combate à violência contra a mulher e o
estímulo à participação das diplomatas na Casa são alguns dos temas
profundamente discutidos pela Associação dos Diplomatas Brasileiros
(ADB/Sindical).

Temos consciência dos desafios para superar as desigualdades entre homens


e mulheres no mercado de trabalho e, na diplomacia brasileira, o panorama
não é diferente. Sabemos que a representatividade feminina, em cargos de
comando no Itamaraty, tem margem para crescimento. Há um longo caminho a
ser percorrido até que possamos, na prática, identificar a implementação de
medidas que promovam ainda mais o empoderamento feminino.

É fundamental relembrar que, durante a Conferência de São Francisco, em


1945, a diplomacia brasileira, por meio de Bertha Lutz, atuou como
protagonista para a inserção do princípio da igualdade de direitos entre
homens e mulheres na Carta das Nações Unidas. O documento que deu
origem à ONU foi um dos primeiros tratados internacionais a mencionar em seu
texto a necessidade de igualdade de gênero.

Comemoramos avanços como a criação do Comitê Gestor de Gênero e


Raça, no MRE, cujas atribuições destacadas estão a capacitação de
funcionários e a implementação de propostas para o aprimoramento da
situação de gênero no ministério.
Além disso, ressaltamos as parcerias de nossa diplomacia com órgãos
internacionais, a exemplo da que foi firmada com a Organização das Nações
Unidas (ONU). Importantes mecanismos de transversalização da perspectiva
de gênero são discutidos pelo Comitê para o Fim da Discriminação contra
Mulheres (CEDAW, em inglês), do qual o Brasil é signatário.

Tradicionalmente marcada pelo público masculino, a carreira diplomática


brasileira deve orgulhar-se da ampliação da participação de mulheres. A última
turma aprovada pelo Instituto Rio Branco é composta por 11 mulheres, em
um total de 30 alunos. Esse dado é uma importante quebra do ciclo dos
últimos dois anos, quando 70% das turmas eram formadas por homens.

Muitos esforços ainda precisam ser empenhados para conquistarmos a


igualdade de gênero e a ocupação de mais cargos de liderança, mas o fato de
termos mais mulheres dedicadas à representação do Brasil no exterior é motivo
de orgulho e de esperança.