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Introdução

Dentro do estudo dos invertebrados, o filo artrópode merece atenção especial.


Ele agrupa mais de 800 mil espécies, que supera todos os demais filos reunidos.
Além disso, merece citação a grande diversidade dessas espécies.
Sua boa adaptação a diferentes ambientes; as vantagens em competição com
outras espécies. A excepcional capacidade reprodutora; a eficiência na execução de
suas funções; a resistência a substâncias tóxicas e a sua perfeita reorganização
social, caso das abelhas, formigas e cupins.

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Filo Arthropoda

O nome deste filo deriva do fato de que todos os animais a ele pertencentes
possuem pernas articuladas. Entretanto, não só as pernas são articuladas, como
também as demais extremidades, representadas pelas antenas e peças bucais.
O filo dos artrópodes contém a maioria dos animais conhecidos (mais de 3 em
cada 4 espécies animais), mais de 1 milhão de espécies, muitas das quais
extremamente abundantes em número de indivíduos.
Estão nesta categoria os crustáceos, insetos, aranhas, centopéias, bem como
outros menos conhecidos e inúmeras formas fósseis.
O filo é um dos mais importantes ecologicamente, pois domina todos os
ecossistemas terrestres e aquáticos em número de espécies, de indivíduos ou
ambos. A maior parte do fluxo energético desses ecossistemas passa pelo corpo
dos artrópodes.
Podem ser encontrados artrópodes acima dos 6000 m de altitude, bem como
a mais de 9500 m de profundidade. Existem espécies adaptadas à vida no ar, na
terra, no solo e em água doce e salgada. Outras espécies são parasitas de plantas
ou endoparasitas de animais.
Algumas espécies são gregárias e desenvolveram complexos sistemas
sociais, com divisão de tarefas entre as diversas castas. Considera-se que os
artrópodes terão evoluído a partir de animais tipo anelídeos poliquetas ou que teria
existido um ancestral comum a anelídeos e artrópodes.
A sua relação com outros filos não é clara, pois, embora o registro fóssil seja
extenso e date desde o período Câmbrico, não apresenta formas de transição.
Devido ao peso limitante do exoesqueleto, nenhum artrópode atinge grande
tamanho, embora existam caranguejos japoneses com 3,5 m de comprimento, com
as suas delgadas pernas. A lagosta atlântica atinge 60 cm, mas nenhum inseto tem
mais que 28 cm de envergadura ou comprimento.
O corpo do artrópode típico é segmentado externamente em diversos graus e
as extremidades pares são articuladas, especializadas em forma e função para o
desempenho de tarefas específicas.
Em algumas espécies, durante o desenvolvimento embrionário ocorre a fusão
de alguns segmentos, podendo ocorrer à perda de apêndices em alguns deles. Por
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esta razão, o corpo do artrópode típico pode ser dividido em duas (cefalotórax e
abdômen) ou três zonas (cabeça, tórax e abdômen).
Todas as superfícies externas do corpo são revestidas por um exoesqueleto
orgânico contendo quitina, segregado pela epiderme. Este revestimento é composto
por camadas sucessivas de quitina (glicídico), proteínas e ceras (praticamente
impermeáveis) e lipídios, podendo ser ainda mais endurecido por impregnação de
cálcio, como nos crustáceos.
O exoesqueleto apresenta "pêlos" sensoriais exteriormente e dobras e pregas
internas, que servem de apoio aos músculos. O exoesqueleto é ainda uma peça
fundamental para o sucesso dos artrópodes, pois fornece suporte ao corpo, fornece
apoio aos músculos que movem os apêndices, protege contra predadores e, devido
a ser impermeável, impede a dessecação, fundamental em meio terrestre.
Em cada articulação existem pares de músculos antagônicos (flexor e
extensor), o que leva a movimentos extremamente precisos quando coordenados
pelo sistema nervoso altamente desenvolvido.
Deste modo, os artrópodes deslocam-se de modo muito semelhante ao dos
vertebrados, sendo as peças rígidas externas e não internas. No entanto, o
exoesqueleto acarreta igualmente dificuldades, pois é rígido e pouco expansível,
limitando os movimentos, o crescimento e as trocas com o exterior.
Por este motivo, o animal realiza mudas periódicas. Aracnídeos e crustáceos
realizam várias mudas ao longo da sua vida, enquanto insetos deixam de realizar
mudas após atingirem a maturidade sexual.
O exoesqueleto velho é “solto” por enzimas especializadas e um novo é
formado por baixo dele, embora permanecendo mole. Quando o novo está formado,
o exoesqueleto velho fende-se em locais predeterminados e o animal
emerge. Enchendo o corpo de ar ou água para expandi-lo ao máximo, o animal
espera que o novo exoesqueleto seque e endureça período em que está muito
vulnerável. As mudas provocam, portanto, um crescimento descontínuo.
O problema da falta de maleabilidade é resolvido, em parte, pela
segmentação, mas também pela presença de membranas mais finas na zona das
articulações. Em espécies marinhas o exoesqueleto é reforçado por carbonato de
cálcio e nas espécies terrestres é coberto por uma fina camada de cera, que impede
a perda excessiva de água.

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De modo a compensar a falta de contacto direto do corpo com o exterior e
com os estímulos, o exoesqueleto está coberto por cerdas sensitivas.
O sistema nervoso (semelhante ao dos anelídeos, em escada de corda) e
órgãos dos sentidos (olhos compostos, por exemplo) são proporcionalmente
grandes e bem desenvolvidos, permitindo respostas rápidas a estímulos. Por este
motivo, a cefalização é nítida.
O sistema circulatório é composto por um vaso dorsal simples, com zonas
contrácteis que funcionam como um coração tubular, donde o sangue passa para
uma aorta dorsal anterior. Após este vaso o sangue espalha-se por lagunas.
O sistema respiratório pode apresentar diversos tipos de estruturas,
dependendo do meio em que o animal vive. Espécies aquáticas possuem brânquias,
enquanto outras respiram pela superfície do corpo.
Os artrópodes terrestres possuem estruturas internas especializadas,
designadas traquéias. Estas são sistemas de canais ramificados, por onde circula ar,
comunicando com o exterior por orifícios na superfície do tegumento – espiráculos.
Estas aberturas podem, geralmente, ser reguladas.
O sistema digestivo é completo, com compartimentos especializados, sendo
muito importante para o grupo dos artrópodes.
O sistema excretor é igualmente especializado, principalmente nos animais
terrestres, onde é formado por tubos de Malpighi. Este sistema é composto por uma
rede de túbulos mergulhados na cavidade celômica e em contato com o sangue,
donde removem as excreções. Estes tubos comunicam com o intestino, onde
lançam esses produtos, que são eliminados com as fezes.
O celoma é reduzido e ocupado principalmente pelos órgãos reprodutores e
excretores. Este fato parece relacionado com o abandono da locomoção que usa a
pressão hidrostática.
A reprodução pode ser sexuada ou assexuada. Os artrópodes apresentam
sexos separados, com fecundação interna nas formas terrestre e interna ou externa
nas aquáticas. Os ovos são ricos em vitelo e o desenvolvimento é quase sempre
indireto, passando os animais por metamorfoses.
Este é o único filo de invertebrados com muitos membros adaptados ao meio
terrestre, apresentando, igualmente, os únicos invertebrados capazes de voar,
capacidade surgida há cerca de 100 Milhões de anos, muito antes da dos
vertebrados.

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Os diversos grupos de artrópodes

Os artrópodes são subdivididos em classes de acordo com alguns critérios,


como a divisão do corpo e o número de apêndices apresentados (por exemplo:
número de patas, antenas etc.).
Entre as classes de artrópodes, podemos citar: crustáceos, aracnídeos,
quilópodes, diplópodes e insetos. A seguir, vamos conhecer melhor cada uma delas:

Subfilo Crustáceo – Crustáceo

A maioria dos crustáceos é marinha, ou seja, vive nos mares e oceanos.


Algumas espécies, porém, têm seu hábitat na água doce, e outras, ainda, são
terrestres, como o tatu-bola.
Podemos citar como exemplos de crustáceos mais conhecidos: Camarão,
lagosta, siri, caranguejo. O tamanho desses animais varia bastante de uma espécie
para outra.
O corpo dos crustáceos é dividido em cefalotórax, parte do corpo formada por
cabeça e tórax fundidos, e abdome. Esses animais possuem um número variável de
patas (geralmente cinco pares) e dois pares de antenas. O exoesqueleto de muitos
crustáceos apresenta carbonato de cálcio, uma substância que forma a carapaça
dura dos siris e caranguejos.

Classe Arachnida – Aracnídeos

Esta classe compreende os aracnídeos incluindo as aranhas, escorpiões, os


ácaros e inclui os carrapatos. Algumas espécies peçonhentas de aranhas e
escorpiões podem causar a morte, principalmente de crianças pequenas. O número
de acidentes envolvendo o veneno desses animais é grande no Brasil.
O corpo dos aracnídeos é dividido em cefalotórax e abdome. Esses animais
têm quatro pares de patas e não possuem antenas. Apresentam um par de
pedipalpos (palpos), que são apêndices sensoriais, e também um par de quelíceras,
apêndices em forma de pinça.

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A maioria dos aracnídeos é carnívora. Alguns desses animais são parasitas
do sangue de vertebrados, como os carrapatos. A sarna ou escabiose é causada por
um aracnídeo, um ácaro.
A aranha apresenta no abdome as suas glândulas fiandeiras, que produzem
os fios utilizados para construir ninhos ou tecer teias nas árvores e nos cantos onde
esses animais vivem.

Classe Chilopoda – Quilópodes

Quilópode é uma palavra de origem grega que significa "aquela que tem mil
patas" (quilo significa "mil", e podos "patas"). Esse grupo é representado pela lacraia
e pela centopéia.
O corpo dos quilópodes é formado por uma cabeça e muitos segmentos. Em
cada um desses segmentos, existe um par de pernas. Esses animais têm um par de
antenas longas na cabeça.
Esses seres terrestres vivem na sombra, em regiões quentes e em locais
bastante úmidos. São ovíparos, carnívoros e predadores. Eles possuem veneno,
que é inoculo no inimigo ou na presa.

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Anexos

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Conclusão

Com base na realização do estudo o grupo pôde concluir que o Filo


Arthropoda, forma um extenso reino de animais que são muito importantes para o
reino animal.
Estes animais formam o maior filo e correspondem a grandioso número de
espécies. Assim, podemos compreender também que este filo possui ótima
adaptação terrestre, podendo ser encontrados em uma altitude muito alta ou ainda
muito baixa.
Com isto pudemos entender complexidade do assunto e sua importância
dentro da biologia, pois eles enquadram, mais um filo que forma a grande
diversidade biológica que temos.

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E. E. SENHORA DE FÁTIMA
ENSINO MÉDIO – 2º ANO B
BIOLOGIA
CECÍLIA MONIQUE CAVALCANTE

FILO ARTHROPODA

BRENDA LUÍZA SOUZA


FLÁVIO DE OLIVEIRA
JÉSSICA LUISA DO CARMO
SANTTUZA LACERDA

SANTO ANTÔNIO DO MONTE


NOVEMBRO - 2009

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