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Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento.


ISSN 1981-9919 versão eletrônica
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TRATAMENTO DIETORÁPICO PÓS BYPASS DE FOBI-CAPELLA

Nathália Resende Novelino1,


Ivyna Spinola Caetano Jordão2

RESUMO ABSTRACT

O objetivo deste trabalho é contribuir para um Diet powders bypass treatment Fobi-Capella
maior aprofundamento teórico do tratamento
dietoterápico Pós Bypass Gástrico. Este This paper aims to contribute to the further
estudo se baseia numa revisão bibliográfica de deepening theoretical about the diet treatments
revistas científicas, livros e sites oficiais, entre post Gastric Bypass. This study is based on a
os anos de 2001 à 2008. As frustrações literature review, scientific journals, books
advindas de tratamentos mal sucedidos contra official sites, between the years 2001 and
a obesidade têm levado os pacientes a 2008.The frustrations from the unsuccessful
optarem pelo tratamento cirúrgico. A cirurgia obesity treatments have made a lot of patients
bariátrica pode ser classificada em restritiva, to opt for surgical treatment. The bariatric
disabsortiva e mista. A cirurgia do Fobi- surgery can be classified as restrictive, mal
Capella ou Bypass gástrico em Y de Roux é a absorptive and mixed. The surgery of the Fobi-
cirurgia mista mais realizada no Brasil e Capella or gastric bypass in Y-Roux is the
consiste na criação de um pequeno most performed mixed surgery in the world and
reservatório, circundada por um anel de it is based on the creation of a small reservoir,
contenção evitando que haja dilatação do neo- surrounded by a ring of contention avoiding the
reservatório e regulando o esvaziamento extension of the neo-tank and regulating the
gástrico de sólidos. Contudo, o pós-cirúrgico gastric emptying of solid. However, the post
freqüentemente leva a conseqüências surgery often leads to undesirable nutritional
nutricionais indesejáveis que requerem terapia consequences that require nutritional support,
nutricional, inclusive com a administração de including the nutritional supplements
suplementação alimentar. Tais conseqüências administration. Such consequences as
como beribéri, desnutrição protéico-energética beriberi, protein-energy malnutrition, deficiency
deficiência de vitaminas lipossolúveis, entre of fat soluble vitamins and others become from
outros são provenientes da inativação de parte the inactivation of the small intestine. There is
do intestino delgado. Conclui-se que há uma not enough studies about the diet treatments
indiscutível carência em torno do assunto em around this subject.
que se refere ao tratamento dietoterápico o
que se faz necessário mais estudos sobre o
tema. Key words: bariatric surgery; dietary intake;
obesity.

Palavras-chave: Cirurgia bariátrica; ingestão


dietética; obesidade Endereço para correspondência:
nathaliarnovelino@yahoo.com.br
ivynajordao@uol.com.br
1- Acadêmica do Curso de Nutrição do Centro
Universitário de Barra Mansa
2- Mestranda em Nutrição Clínica e docente
do Centro Universitário de Barra Mansa, Barra
Mansa, Rio de Janeiro.

Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo v.3, n.13, p.5-9, Jan/Fev. 2009. ISSN 1981-9919.
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INTRODUÇÃO Entretanto, a Sociedade Americana de


Cirurgia Bariátrica adotou outra classificação
Os adultos mantêm um peso corporal com um maior número de pontos de corte em
constante, graças ao sistema complexo de relação aos National Heart Lung and Blood
mecanismos neurais, hormonais e químicos Institute (NHLBI), Consenso Latino-Americano
que mantêm o equilíbrio entre ingestão e de Obesidade e Organização Mundial da
perda energética, dentro de limites Saúde, principalmente com três categorias que
precisamente regulados, podendo os fatores abrangem IMC maiores que 40 Kg/m². São
genéticos contribuírem para as diferenças propostas as seguintes denominações:
individuais. As anormalidades destes obesidade pequena com IMC 27 - 30 Kg/m²;
mecanismos, muitas não completamente obesidade moderada com IMC 30 - 35 Kg/m²;
entendidas, resultam em flutuações obesidade grave com IMC 35 - 40 Kg/m²;
exageradas no peso. Destas, as mais comuns obesidade mórbida com IMC 40 - 50 Kg/m²;
são o excesso de peso e a obesidade (Rosado superobesidade com IMC 50 - 60 Kg/m² e
e Monteiro, 2001). super/superobesidade com IMC > 60 Kg/m²
A Organização Mundial da Saúde (Lima e Sampaio, 2007).
(OMS) classifica a obesidade baseando-se no Assim, Fandiño e Segal (2002),
Índice de Massa Corporal (IMC) e no risco de afirmam que a obesidade é uma condição
mortalidade associada. Assim, considera-se médica crônica de etiologia multifatorial e seu
obesidade quando o IMC encontra-se acima tratamento envolve vários tipos de
de 30 kg/m². Quanto à gravidade, a OMS abordagens, tais como orientação dietética,
define obesidade grau I quando o IMC situa-se programação de atividade física e o uso de
entre 30 e 34,9 kg/m², obesidade grau II fármacos anti-obesidade. Os resultados
quando IMC está entre 35 e 39,9kg/m² e, por esperados incluem perda de peso, melhorando
fim, obesidade grau III quando o IMC as comorbidades relacionadas e a qualidade
ultrapassa 40 kg/m² (Mahan e Escott-Stump, de vida. Entretanto, o tratamento convencional
1998). para a obesidade grau III continua produzindo
De acordo com os dados do IBGE resultados insatisfatórios, com os pacientes
(2004), a segunda etapa da Pesquisa de recuperando seu peso inicial em até 2 (dois)
Orçamentos Familiares 2002-2003 o excesso anos. Devido à necessidade de uma
de peso afetava 41,1% dos homens e 40% intervenção mais eficaz na condução clínica
das mulheres, sendo que 8,9% dos homens e de obesos graves, a indicação das operações
13,1% das mulheres adultas do país são bariátricas vem crescendo nos dias atuais.
obesos. Sendo assim, os obesos
representavam 20% do total de homens e um CIRURGIA BARIÁTRICA
terço das mulheres com excesso de peso. Em
relação ao rendimento mensal, 56,2% dos A cirurgia bariátrica é um método
homens com rendimentos superiores a cinco reconhecido como tratamento de escolha na
salários-mínimos apresentam excesso de obesidade grau III, por promover uma perda
peso. Entre as mulheres, o crescimento dos de peso substancial sustentada e prolongada.
percentuais de obesidade ocorre até os Há três modalidades cirúrgicas utilizadas
rendimentos per capita de dois salários- atualmente: modalidades restritivas (banda
mínimos, caindo a partir daí. O excesso de elástica ajustável, gastroplastias de primeira
peso (42%) e a obesidade (14%) são maiores geração), onde a câmara gástrica é
entre as mulheres que vivem em famílias de acentuadamente estreitada e diminuída,
classe de rendimentos de 1 a 2 salários- criando-se obstáculo mecânico para a
mínimos per capita. É importante ressaltar que ingestão de grandes volumes de alimentos;
no Brasil, os percentuais de déficits de peso modalidades disabsortivas, com interferência
vêm declinando ao longo do tempo, tanto para fundamentalmente na digestão e absorção dos
homens quanto para mulheres. Entre as alimentos, permitindo, em contrapartida, uma
décadas de 1970 e de 1980, esse déficit caiu ingesta mais generosa de alimentos.
50%, mostrando pequena redução a partir de Empregam-se com freqüência, atualmente,
1989. Há 30 anos, 16% (7,6 milhões) dos duas operações deste tipo: a derivação bílio-
adultos tinham sobrepeso. pancreática tipo Scorpinaro e a transposição
duodenal; e finalmente, resta a hipótese de se

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combinar elementos das duas técnicas ocorrem devido aos desvios intestinais
(Furuya, 2006), ou seja, as cirurgias mistas realizados nos procedimentos cirúrgicos, nos
(derivação gástrica em Y-Roux ou Fobi- quais há inúmeros sítios absortivos de
Capella) que são consideradas atualmente nutrientes. Ravelli e colaboradores (2007),
como padrão ouro das gastroplastias por sua relatam também como fatores contribuintes
boa eficácia e baixa mortalidade (Soares e para essas deficiências a baixa ingestão de
Falcão, 2007). nutrientes, reservas corporais inadequadas,
suplementação insuficiente e não adesão de
CIRURGIA DE FOBI-CAPELLA multivitamínicos.
Assim, Sanches e colaboradores
A cirurgia de Fobi-Capella consiste na (2007), afirmam que as deficiências
criação de um pequeno reservatório gástrico decorrentes do bypass gástrico em Y de Roux
de 30 a 50 ml, que corresponde a 5% do envolvem o fundo gástrico, corpo e antro,
estômago. Essa bolsa é circundada por um duodeno e jejuno. Conseqüentemente, há um
anel de contenção de silicone cuja função é maior risco de se desenvolver deficiência de
evitar a dilatação desse neo-reservatório e ferro, vitamina B12, folato e cálcio.
regular o esvaziamento gástrico de sólidos. O
restante do estômago fica excluído do trânsito TRATAMENTO DIETOTERÁPICO PÓS
alimentar. A reconstituição do trânsito BYPASS DE FOBI-CAPELA
gastrointestinal se faz com uma alça longa de
jejuno em Y de Roux, de aproximadamente A cirurgia bariátrica força modificações
100 cm de comprimento, o que confere caráter dietéticas e limitações em todos os
disabsortivo a essa técnica. A alça jejunal é participantes. O paciente de cirurgia bariátrica
interposta entre o neo-reservatório gástrico e o deve submeter-se a mudanças no
segmento remanescente do estômago, com comportamento alimentar a fim de evitar
intuito de evitar restabelecimento espontâneo intolerância alimentar e sintomas indesejáveis
da comunicação gastrogástrica (Faria e (Thomas e Marcus, 2008).
colaboradores, 2002). No período pré-operatório, a
Segundo Rasera (2006), o objetivo da orientação nutricional tem como objetivo
cirurgia de Fobi-Capella é proporcionar orientar o paciente quanto à cirurgia, diminuir o
sensação precoce de saciedade, através da risco cirúrgico (com a perda ponderal) e
confecção de um novo reservatório gástrico de estimular uma alimentação adequada com
volume bastante reduzido, somado aos efeitos restrição calórica moderada visando ao
causados pela reconstrução do trânsito em "Y emagrecimento (Cuppari, 2005).
de Roux". A presença de uma alça de delgado Pichel (2006), relata que a
interposta entre o novo reservatório e o alimentação inicia-se quatro horas após a
estômago remanescente tem a função de cirurgia bariátrica devendo ser progressiva
evitar fistulizações espontâneas tardias do tipo quanto ao volume e consistência com ingestão
gastro-gástrica. de líquidos de baixa osmolaridade em volumes
Porém, as derivações gástricas em Y- máximos de 100 ml por refeição.
de-Roux (DGY) não são isentas de insucesso Independentemente da consistência a
e apresentam seus mecanismos de ação alimentação deve ser rica em proteínas, pobre
baseados em: restrição mecânica à ingestão em gorduras e os hidratos de carbono simples
de alimentos, pelo tamanho reduzido do devem ser evitados.
reservatório gástrico funcionante; Assim, Cuppari (2005), sugere uma
esvaziamento retardado desse reservatório, evolução do plano alimentar do paciente, no
principalmente quando associado a um anel qual a dieta é iniciada por ingestão de líquidos
que limita sua saída (operação de Fobi- transparentes (refrescos, chás e caldo de
Capella); grau moderado de disabsorção, pelo vegetais) tendo duração de um a três dias;
desvio do trânsito no trato superior; e assim evolui para dieta líquida completa
diminuição do apetite ou aumento da (alimentos líquidos, incluindo misturas à base
saciedade, pela alteração do trajeto dos de leite e sopas liquidificadas) que é oferecida
nutrientes (Garrido, 2005). por cerca de um mês; dieta semilíquida
Como conseqüência da cirurgia de (alimentos da dieta líquida completa, sopas
Fobi-Capella, as deficiências nutricionais não liquidificadas e preparações mais

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consistentes como purês de legumes, arroz De acordo com os estudos de Farias e


bem cozido e carnes moídas ou liquidificadas), colaboradores (2006), os pacientes
na qual é denominada fase de transição; dieta submetidos à cirurgia bariátrica normalmente
pastosa (alimentos na forma de purês, pastas apresentam restrição à ingestão de proteína
ou cremes) tendo em média duração de um de alto valor biológico. A carne vermelha não é
mês; dieta branda (alimentos de consistência bem tolerada devido à falta de mastigação
normal, porém com restrição de fibras); e apropriada, bem como à diminuição das
finalmente, dieta normal. secreções gástricas, restringindo assim as
Seguindo um plano alimentar, os opções protéicas nas dietas consumidas por
pacientes devem ser reintroduzidos a uma estes pacientes. Nesse sentido, durante o
alimentação sólida em um prazo aproximado processo de reeducação nutricional, deve ser
de 3 meses, pois de acordo com estudos de estimulado o consumo de alimentos fonte
Thomas e Marcus (2008), o estado nutricional desse nutriente. A recomendação de proteína
do paciente pode ser influenciado por para estes pacientes é da ordem de 40g a
intolerância a alimentos específicos. 60g/dia.
Já no pós-operatório, segundo Cruz e Porém, Leite e colaboradores (2007),
Morimoto (2004), o acompanhamento relatam que em relação à técnica de Fobi-
nutricional é de extrema importância para o Capella, a ingestão calórica e protéica,
sucesso da cirurgia para evitar complicações respectivamente, é de cerca de 560 kcal e 24
como vômitos, intolerância alimentar e perda gramas/dia no terceiro mês, no sexto mês
de peso insuficiente. cerca de 750 kcal e 950 kcal a 1000 kcal e 41
Alguns dos alimentos menos tolerados gramas/dia ao término do primeiro ano.
e os que devem ser evitados para que não Entretanto, devem-se monitorar os
comprometa o sucesso da cirurgia, segundo valores de potássio, magnésio e fósforo a
Pichel (2006), são: alimentos fibrosos, como o cada 3 dias e calcular uma solução
bacalhau, o ananás, espargos, aipo, couve, hipocalórica e normoprotéica, fornecendo de
brócolos, citrinos (laranjas, limas, limões, 15 a 20 calorias por quilograma de peso
toranjas, tangerinas) e frutos secos; alimentos corporal ajustado (peso atual - peso ideal x
“pegajosos” como pão branco, mole e fresco, 25% + peso ideal). A proteína deve ser de 1 a
do tipo regueifa ou molete (deve-se dar 2 g por quilograma de peso ajustado. A
preferência ao pão mais escuro ou torrado), gastrostomia pode ser considerada no pós-
pipocas, coco e batatas fritas; alimentos de operatório crítico prolongado (Sanches e
difícil digestão, como nozes, amêndoas e colaboradores, 2007)
amendoins; e alimentos com alta densidade Soares e Falcão (2007), explicam que
energética, os refinados com grandes a oferta diária de micronutrientes deve ser
concentrações de açúcar, sumos, natas, redimensionada, pois se sabe que dietas com
cremes, mousses, gelados, gemadas, leite valores calóricos inferiores a 800 kcal/dia
condensado, batidos hipercalóricos e bebidas devem ser suplementadas com vitaminas e
alcoólicas. minerais para atingirem a RDA. Assim, o ferro
deve ser suplementado dez vezes o valor da
OFERTA DE MACRONUTRIENTES E RDA juntamente com a suplementação de 500
MICRONUTRIENTES NO PÓS- mg/dia e a cianocobolamina trezentas vezes o
OPERATÓRIO valor referente a RDA.

O valor energético da dieta para CONCLUSÃO


pacientes submetidos a gastroplastia não é
estabelecido por um critério. Contudo, sabe-se A obesidade mórbida é uma condição
que a ingestão permanece em torno de 5 com alta morbidade e mortalidade devido a
kcal/peso desejável (300 a 500 kcal/dia), várias complicações clínicas associadas.
depois do processo adaptativo inicial (Cuppari, Neste contexto, a cirurgia bariátrica é
2005) e que a dieta permaneça inferior a 1250 considerada uma importante ferramenta na
kcal no mínimo até o sexto mês após o início perda e manutenção do peso em longo prazo.
do tratamento (Quadros e colaboradores, Para favorecer esta perda de peso
2005). com saúde é preciso acompanhamento
clínico-nutricional especializado com o objetivo

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de evitar as carências nutricionais no período 6- Furuya, C.K. Efeitos da cirurgia de Fobi-


pós-operatório. Como a cirurgia de Fobi- Capella na doença hepática gordurosa não
Capella ou Bypass Gástrico em Y-de-Roux alcoólica (DHGNA): estudo prospectivo de dois
impõe uma restrição do volume ingerido, o anos. São Paulo (Dissertação de Mestrado em
paciente é orientado a incluir em seus hábitos Gastroenterologia Clínica)-FMUSP. 2006.
alimentos saudáveis, em que consiste na
diminuição da ingestão de gorduras e 7- Garrido, A. Cirurgia em obesos mórbidos –
carboidratos simples, aumento de proteínas de Experiência pessoal. Arquivos Brasileiros de
alto valor biológico e se necessário o uso de Endocrinologia e Metabologia, Vol. 44.. Num.1.
suplementos protéicos. 2005. p.106-110.
O acompanhamento nutricional deve
ser feito rotineiramente para analisar a perda 8- Lima, L.P.; Sampaio, H.A. Caracterização
do excesso de peso, se há presença de sinais socioeconômica, antropométrica e alimentar
clínicos associados com as carências de obesos graves. Ciência e Saúde Coletiva.
nutricionais específicas, análise laboratorial e Vol.12. Num.4. 2007. p.1011-1020.
acompanhamento alimentar.
É importante ressaltar, que há 09- Mahan, L.K.; Escott-Stump, S. Krause.
carência de publicações sobre o tratamento Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. Roca 1998.
nutricional dos pacientes submetidos à cirurgia
bariátrica e a importância da continuidade de 10- Pichel, F. Programa Alimentar após
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condições de alimentação do paciente e e Nutrição. Vol.15 . Num. 5. 2006.
realização de um protocolo de atendimento
para estabelecer diretrizes de conduta 11- Quadros, M.R.; Branco, A.J. Análise da
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cirurgia bariátrica.Revista Nutrição em Pauta,
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obesidade mórbida: resultados de um 97-102.
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17. Num. 2. 2004. p. 263-272. 13- Ravelli, M.N.; e colaboradores. Obesidade,
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Obesos mórbidos tratados com gastroplastia de cirurgia bariátrica. Revista Brasileira de
redutora com bypass gástrico em Y-de-Roux: Terapia Intensiva. Vol. 19. Num.2. 2007.
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nutricionais em mulheres obesas submetidas à bariátrica. Revista Brasileira de Nutrição
gastroplastia vertical com derivação gastro- Clínica. Vol. .22. Num.1 2007. p.59-64.
jejunal em Y-de-Roux. Revista Nutrição
Clínica. Vol. 21. Num..2. 2006. p.98-103. Recebido para publicação em 15/12/2008
Aceito em 20/01/2009

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