Você está na página 1de 71

UNIÃO EDUCACIONAL DO NORTE - UNINORTE

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA

KEWIN MARCEL RAMIREZ FERREIRA

PROCESSO DE RETIFICAÇÃO CA/CC E PROTEÇÃO NOS


CIRCUITOS ELÉTRICOS DO SISTEMA DA SUBESTAÇÃO TANGARÁ

Rio Branco - Acre


2018
KEWIN MARCEL RAMIREZ FERREIRA

PROCESSO DE RETIFICAÇÃO CA/CC E PROTEÇÃO NOS


CIRCUITOS ELÉTRICOS DO SISTEMA DA SUBESTAÇÃO TANGARÁ

Monografia apresentada para o curso de


Graduação em Engenharia Elétrica da
faculdade União Educacional do Norte–
UNINORTE, como requisito para obtenção
da nota da disciplina Trabalho de Conclusão
do Curso II (TCCII).

Orientador(a): Prof. Esp. Francisco Flávio


Rocha Palácio

Rio Branco - Acre


2018
Catalogação na Fonte
Biblioteca da União Educacional do Norte, Rio Branco/Acre

F383p FERREIRA, Kewin Marcel Ramirez, 1994 -

Processo de retificação CA/CC e proteção nos circuitos elétricos do sistema da subestação


tangará / Kewin Marcel Ramirez Ferreira.- Rio Branco: Uninorte, 2018.

69 f., 29 cm.
Monografia (Graduação – Bacharel em Engenharia Elétrica) – União Educacional do Norte
(UNINORTE), 2018.
Orientador: Prof. Esp. Francisco Flávio Rocha Palácio

1. Subestação. 2. Retificadores. 3. Proteção. 4. Serviços auxiliares. União Educacional do


Norte (UNINORTE) II. Título

CDD: 621

Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Nádia Batista Vieira CRB-11/882


KEWIN MARCEL RAMIREZ FERREIRA

PROCESSO DE RETIFICAÇÃO CA/CC E PROTEÇÃO NOS CIRCUITOS


ELÉTRICOS DO SISTEMA DA SUBESTAÇÃO TANGARÁ

Monografia apresentada no Curso de Graduação em Engenharia Elétrica da


faculdade União Educacional do Norte, como requisito para obtenção da nota da
disciplina Trabalho de Conclusão do Curso II.

Orientador: _________________________________________________
Prof. Esp. Francisco Flávio Rocha Palácio

Banca examinadora: _________________________________________________


Prof.Esp. Otávio Ribeiro Chaves

Banca examinadora: _________________________________________________


Prof.Esp. Luiz Antonio Almeida Fernandes

Banca examinadora: _________________________________________________


Prof. Esp. Patrícia da Silva Albuquerque

Rio Branco, ...................de.......................de 2018


A Deus, por ser essencial em minha vida,
e em especial ao meu falecido pai, dedico
este trabalho que demandou tempo e
esforço.
AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus por ter me dado o direito à vida, à saúde, a capacidade de


pensar e energia para vencer mais esta etapa.
Aos meus pais, Marcelo Wolter Ferreira e Valcilene Caldeira Ramirez por todo
o apoio, conselhos, força, educação e todas as repreensões. Como também, ao meu
avô Gilberto Ferreira, por todas as condições que me proporcionou durante a minha
formação.
Agradeço aos professores e coordenadores do curso pelo tempo e esforço
que foram muito importantes na minha vida acadêmica, em especial ao Prof. Esp.
Francisco Flávio Rocha Palácio, meu orientador pela atenção, sabedoria, incentivo e
inestimável ajuda na condução da pesquisa e interesse em acompanhar este
trabalho e o professor Esp. Fábio Reis Ferreira que não só me ajudou, como foi de
profunda relevância para elaboração dos resultados desta monografia.
Agradeço a toda a equipe do Departamento de Manutenção da Eletrobrás
Distribuição Acre, pelo apoio e suporte ao longo deste trabalho.
Aos professores Wendel Rêgo, Patrícia Albuquerque e ao coordenador Luiz
Antônio, pela ajuda e companheirismos durante a conclusão deste trabalho.
A todos os amigos que conheci e que fazem parte da minha vida, em especial
meus amigos João Paulo Bussons, Rosemberg Aguiar, Rodrigo Moreira, Ton
Ferdinando, Nizo Costa e Fredson Martins que contribuíram e tiveram presente na
minha vida profissional, que expandiram meus conhecimentos e auxiliaram no
desenvolvimento da minha carreira.
Por fim, a todos aqueles que passaram pela minha vida no decorrer destes
anos e àqueles que chegaram e ficaram apoiando-me até a conclusão deste curso e
trabalho.
A todos vocês o meu sincero obrigado.
“Cada sonho que você deixa pra trás, é
um pedaço do seu futuro que deixa de
existir”
(Steve Jobs)
RESUMO

Devido à complexidade e a importância do sistema elétrico de potência, o sistema


de proteção é fundamental para proteger e assegurar a funcionalidade da
subestação. Desta forma o estudo sobre os retificadores, banco de baterias, relés de
proteção, processo de manutenção e o sistema supervisório é parte fundamental
para evitar possíveis faltas inesperadas e danos ao conjunto de proteção das
subestações. Assim, desenvolveu-se a pesquisa descrevendo o sistema de serviços
auxiliares que são fundamentais para o funcionamento das subestações de
distribuição de energia. Portanto, o sistema de serviços auxiliares deve ter
confiabilidade elevada. Este estudo teve como objetivo desenvolver e analisar um
estudo técnico referente ao funcionamento e a importância dos painéis retificadores
CA/CC, para alimentar e manter a operação do sistema de proteção, controle e
supervisão dos circuitos elétricos da Subestação Tangará. Quanto a metodologia,
este trabalho diz respeito a um estudo de caso sobre o sistema de proteção da
Subestação Tangará. Além disso, a pesquisa classifica-se como qualitativa de modo
que o pesquisador mantém contato direto com o ambiente e o objeto de estudo.
Diante do assunto apresentado, foi possível perceber a importância dos
equipamentos que compõe todo o subsistema de proteção da subestação. Portanto,
com base nos resultados encontrados, conclui-se que é necessário que o sistema de
proteção da subestação seja eficaz, seguro e confiável, de modo que também seja
feita a realização de procedimentos de melhorias para aumentar a confiabilidade da
Subestação.

Palavras-chave: Subestação. Retificadores. Proteção. Serviços Auxiliares.


ABSTRACT

Due to the complexity and importance of the electric power system, the protection
system is fundamental to protect and ensure the functionality of the substation. In this
way, the study on rectifiers, battery bank, protection relays, maintenance process
and the supervisory system is fundamental to avoid possible unexpected faults and
damage to the substation protection set. Thus, the research was developed
describing the system of auxiliary services that are fundamental for the operation of
the substations of distribution of energy. Therefore, the ancillary services system
must have high reliability. This study aims to develop and analyze a technical study
regarding the operation and importance of AC/DC rectifier panels to feed and
maintain the operation of the protection, control and supervision system of the
Tangará Substation electrical circuits. As for the methodology, this work concerns a
case study on the protection system of the Tangará Substation. In addition, the
research is classified as qualitative so that the researcher maintains direct contact
with the environment and the object of study. In view of the subject presented, it was
possible to perceive the importance of the equipments that make up the substation
protection subsystem. Therefore, based on the results found, it is concluded that it is
necessary that the substation protection system be effective, safe and reliable, so
that improvement procedures are also carried out to increase the reliability of the
substation.

Keywords: Substation. Rectifiers. Protection. Auxiliary services.


LISTA DE SIGLAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas


ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica
ANSI – American National Standards Institute
CA – Corrente Alternada
CC – Corrente Contínua
CEPEL – Centro de Pesquisas de Energia Elétrica da Eletrobrás
GMG – Grupo Motor Gerador
UNINORTE – União Educacional do Norte
IHM – Interface Homem Máquina
kVA – Quilo Volt Ampere
Mhos – Condutância
QTA – Quadro de Transferência Automático
SACA – Serviços Auxiliares de Corrente Alternada
SACC – Serviços Auxiliares de Corrente Contínua
SAGE – Sistema Aberto de Gerenciamento de Energia
SCADA – Supervisory Control and Data Aquisition
SE – Subestação Elétrica
SEP – Sistemas Elétricos de Potência
SETG – Subestação Elétrica Tangará
SSA – Sistema de Serviços Auxiliares
TC – Transformador de Corrente
TCC – Trabalho de Conclusão de Curso
TP – Transformador de Potencial
TSA – Transformador de Serviço Auxiliar
USCA – Unidade de Supervisão de Corrente Alternada
V – Volts
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Características de um sistema de proteção ............................................ 18


Figura 2 – Quadro de serviço auxiliar incorporados aos quadros de controle .......... 19
Figura 3 – Processo dos serviços auxiliares............................................................. 20
Figura 4 – Sistema de serviços auxiliares em corrente alternada ............................ 21
Figura 5 – Sistema de serviços auxiliares em corrente contínua.............................. 22
Figura 6 – Painel retificador digital ........................................................................... 23
Figura 7– Banco de baterias..................................................................................... 24
Figura 8 – Transformador de serviço auxiliar ........................................................... 25
Figura 9 – Grupo gerador 230kVA............................................................................ 25
Figura 10 – Subsistemas de proteção ...................................................................... 26
Figura 11 – Evolução dos relés ................................................................................ 28
Figura 12 – Aspecto da interface homem-máquina .................................................. 32
Figura 13 – Unifilar de uma SE em um sistema SAGE ............................................ 33
Figura 14 – Vista frontal da Subestação Tangará .................................................... 35
Figura 15 – Casa do gerador de emergência ........................................................... 38
Figura 16 – Moto-gerador de emergência ................................................................ 39
Figura 17 – Transformadores auxiliares ................................................................... 40
Figura 18 – Quadro de comando do gerador............................................................ 40
Figura 19 – Controlador DSE 334 ............................................................................ 42
Figura 20 – Processo de funcionamento da automação .......................................... 43
Figura 21 – Retificador Adelco CBM-8000 ............................................................... 44
Figura 22 – Painel de serviço auxiliar CA ................................................................. 45
Figura 23 – Sala de baterias da SETG ..................................................................... 46
Figura 24 – Analisador de baterias estacionárias universal ..................................... 46
Figura 25 – Reserva dos bancos de baterias ........................................................... 49
Figura 26 – Software de manutenção ....................................................................... 51
Figura 27 – Procedimento de planejamento de manutenção ................................... 53
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Principais funções de proteção ................................................................ 30


Tabela 2 – Informações de placa do GMG ............................................................... 39
LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 – Medidas de condutância do banco de bateria do ano de 2017 .............. 47


Gráfico 2 – Comparação da capacidade de condutância ......................................... 47
Gráfico 3 – Medidas de condutância do ano de 2018 .............................................. 48
Gráfico 4 – Registro das manutenções da SE Tangará ........................................... 52
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................. 14
1.1 JUSTIFICATIVA ................................................................................................... 15

2 REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................. 17


2.1 INTRODUÇÃO A FILOSOFIA DE PROTEÇÃO ................................................ 17
2.1.1 Requisitos Básicos de um Sistema de Proteção ......................................... 17
2.2 O SISTEMA DE SERVIÇOS AUXILIARES ................................................... 19
2.2.1 Serviços Auxiliares em Corrente Alternada .................................................. 20
2.2.2 Serviços Auxiliares em Corrente Contínua ................................................... 21
2.3 EQUIPAMENTOS AUXILIARES.................................................................... 22
2.3.1 Painéis Retificadores ......................................................................................... 23
2.3.2 Banco de Baterias .............................................................................................. 23
2.3.3 Transformador de Serviços Auxiliares .......................................................... 24
2.3.4 Grupo Moto-Gerador .......................................................................................... 25
2.4 RELÉS DE PROTEÇÃO ................................................................................ 26
2.4.1 Histórico da Evolução dos Relés .................................................................... 27
2.4.1.1 Relés Eletromecânicos ........................................................................................ 28
2.4.1.2 Relés Eletrônicos ou Estáticos ........................................................................... 28
2.4.1.3 Relés Digitais ou Microprocessados .................................................................. 29
2.5 PRINCIPAIS FUNÇÕES DE PROTEÇÃO ..................................................... 29
2.6 PROCESSO DE MANUTENÇÃO .................................................................. 30
2.6.1 Manutenção Preventiva ..................................................................................... 31
2.6.2 Manutenção Preditiva ........................................................................................ 31
2.6.3 Manutenção Corretiva ....................................................................................... 31
2.7 SUBSISTEMA DE SUPERVISÃO E CONTROLE ......................................... 31
2.7.1 Sistema Supervisório ........................................................................................ 32

3 OBJETIVOS DA PESQUISA ......................................................................... 34


3.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................... 34
3.1.1 Objetivos específicos ......................................................................................... 34

4 METODOLOGIA DA PESQUISA ................................................................... 35


4.1 TIPO DE ESTUDO ......................................................................................... 35
4.2 ÁREA DE ESTUDO E LOCAL DE ESTUDO .................................................. 35
4.3 ETAPAS DA PESQUISA ................................................................................ 36
4.4 CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DE DADOS ........................................................ 36
4.5 ANÁLISE E FORMAS DE APRESENTAÇÃO DE DADOS............................. 36
4.6 CONSIDERAÇÕES ÉTICAS .......................................................................... 37
4.6.1 Riscos .................................................................................................................... 37
4.6.2 Benefícios ............................................................................................................. 37

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO ..................................................................... 38


5.1 IDENTIFICAÇÃO DAS PRINCIPAIS FALHAS NO SISTEMA DE PROTEÇÃO
DA SE TANGARÁ ..................................................................................................... 38
5.1.1 Processo de Automação ............................................................................. 41
5.1.2 Controlador DSE 334................................................................................... 41
5.1.3 Processo de Funcionamento ..................................................................... 42
5.1.3.1 Benefícios do Controlador DSE 334 .............................................................. 43
5.2 DESCRIÇÃO DAS FALHAS E FUNCIONAMENTO DOS RETIFICADORES E
SEUS BANCOS DE BATERIAS ................................................................................ 44
5.2.1 Avaliação do Banco de Baterias ...................................................................... 48
5.2.2 Causas da Ineficiência das Baterias ............................................................... 49
5.2.3 Prevenção e Cuidados ....................................................................................... 50
5.3 PROPOSTA DE MELHORIAS DA ORGANIZAÇÃO DAS ORDENS DE
SERVIÇOS DO PLANO DE MANUTENÇÃO ............................................................ 50
5.3.1 Processo do Planejamento.......................................................................... 52
5.3.2 Procedimento de Melhorias ......................................................................... 53
5.3.3 Benefícios do Planejamento ........................................................................ 54

CONCLUSÃO ........................................................................................................... 56

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 57

ANEXOS ................................................................................................................... 60

ANEXO A – DIAGRAMA UNIFILAR DA SUBESTAÇÃO ELÉTRICA TANGARÁ ... 60

ANEXO B – ORDEM DE SERVIÇO PARA SUBSTITUIÇÃO DO BANCO DE


BATERIA NO ANO DE 2014 ........................................................................................... 61

ANEXO B – ORDEM DE SERVIÇO PARA SUBSTITUIÇÃO DO BANCO DE


BATERIA NO ANO DE 2014 (CONTINUAÇÃO) .......................................................... 62

ANEXO C – ORDEM DE SERVIÇO PARA ENSAIO DO BANCO DE BATERIA NO


ANO DE 2018 .................................................................................................................... 63

ANEXO C – ORDEM DE SERVIÇO PARA ENSAIO DO BANCO DE BATERIA NO


ANO DE 2018 (CONTINUAÇÃO) ................................................................................... 64

ANEXO D – DADOS DOS SERVIÇOS AUXILIARES C.C .......................................... 65

ANEXO D – DADOS DOS SERVIÇOS AUXILIARES C.C (CONTINUAÇÃO) .......... 66

ANEXO D – DADOS DOS SERVIÇOS AUXILIARES C.C (CONTINUAÇÃO) .......... 67

APÊNDICE ................................................................................................................ 67

APÊNDICE A – OFÍCIO PARA OBTENÇÃO DOS DADOS ........................................ 68

APÊNDICE B – ENTREVISTA DO PROCEDIMENTO DE MANUTENÇÃO ............. 69


14

1 INTRODUÇÃO

Em sistema elétrico de potência, o principal objetivo é garantir certos padrões


de qualidade, confiabilidade e continuidade. De acordo com Silva (2012), durante o
fornecimento de energia elétrica, condições intoleráveis de operação podem surgir, e
quando estas ocorrem, o sistema deve estar protegido de forma a minimizar os
possíveis danos aos equipamentos e causar o mínimo impacto possível.
Entretanto, para Almeida, Silva e Ming (2014), a proteção em subestações
elétricas é realizada através de um conjunto de equipamentos responsáveis por tal
função, dentre eles os principais são os relés, pois visam garantir a confiabilidade,
seletividade, segurança e funcionalidade do sistema, a fim de que todo o Sistema
Elétrico de Potência (SEP) esteja protegido contra faltas internas e externas.
Nota-se então, que os comandos dos equipamentos utilizados nas
subestações são realizados em corrente contínua, normalmente esta é fornecida por
um retificador que é ligado ao sistema de serviço auxiliar da unidade (GONÇALVES,
2013).
Devido à necessidade de manobrar os equipamentos em caso de perda das
fontes de corrente alternada em que o retificador perde sua função, as baterias são
fontes de energia emergenciais, pois é necessário preparar a unidade para receber
energia novamente, ou seja, abrir disjuntores para isolar equipamentos danificados,
desligar cargas que eventualmente tenham ficado ligadas, comandar os
comutadores de derivação dos transformadores ou realizar comunicação com as
partes envolvidas no pronto restabelecimento do sistema (KARASINSKI; DIAS,
2003).
Portanto, os painéis retificadores são necessários para manter a continuidade
de operação dos dispositivos essenciais para a segurança, proteção e manobras de
uma subestação. Para Ahmed (2000, p. 149), “retificação é o processo de converter
tensões e correntes alternadas em tensões e correntes contínuas”, e são
denominados circuitos retificadores ou conversores CA-CC.
Neste contexto, segundo Ferreira (2007), a manutenção também tem um
papel muito importante nos equipamentos de operação da subestação, de modo que
garantirá alta disponibilidade, confiabilidade e custos operacionais reduzidos.
Nota-se então que as subestações exercem um papel essencial para manter
a continuidade dos serviços elétricos, sendo que o sistema de proteção é o grande
15

responsável por minimizar os efeitos causados pelos defeitos que possam vir a
ocorrer, isolando apenas as áreas próximas ao defeito e mantendo o restante do
sistema em funcionamento normal (COVRE, 2011).
Por isso, o presente trabalho visa desenvolver e analisar um estudo técnico
referente ao funcionamento e a importância dos painéis retificadores para alimentar
e manter a operação do sistema de proteção, controle e supervisão dos circuitos
elétricos, destacando os eventuais problemas e o processo de manutenção da
Subestação Tangará.
Para a resolução da problemática, foram levantadas algumas situações nas
quais se destacam: no retificador pode ocorrer a perda da alimentação em CA,
provocando a inoperância da alimentação dos bancos de baterias; os relés digitais
podem aumentar a confiabilidade, funcionalidade e seletividade do sistema de
proteção; na falta dos serviços auxiliares, as principais cargas essências ficam sem
operação e comando na subestação elétrica.
Assim, o presente trabalho teve como objetivos: descrever e apontar soluções
para as principais falhas no sistema de proteção da Subestação Tangará; descrever
as principais falhas relacionadas ao funcionamento dos retificadores e seus bancos
de baterias, mostrando possíveis prevenções a serem realizadas; mostrar o plano de
manutenção, propondo melhorias em relação à organização das ordens de serviços.

1.1 JUSTIFICATIVA

Em sistemas elétricos de potência é comum o aparecimento de falhas


elétricas, muitas dessas falhas podem ser originadas por erro humano, defeitos nos
equipamentos elétricos, sobrecarga nos equipamentos elétricos, vida útil dos
materiais, ausência de manutenção preventiva nos equipamentos ou causas
externas. Isto torna os consumidores desta energia, sujeitos a sofrerem uma falta do
fornecimento da rede elétrica. Esta dependência é um fato negativo, mesmo com
todo o desenvolvimento tecnológico que se encontra nos dias de hoje.
Desta forma, o presente trabalho justifica-se pela importância do
funcionamento das principais funções de proteção nos equipamentos presentes da
Subestação Tangará, na busca por melhorias e soluções de problemas,
possibilitando um desempenho eficaz nos serviços auxiliares, que executarão
16

funções secundárias, mas que são essenciais para o perfeito funcionamento da


subestação.
Buscando um melhor envolvimento de conhecimento na área de sistemas de
proteção, optou-se por fazer uma análise dos processos de proteções na
subestação, destacando os principais equipamentos que compõem os dispositvos
de proteção, que se encontram nas subestações.
A pesquisa também possui relevância profissional e acadêmica, pois é uma
oportunidade para observar os conhecimentos teóricos obtidos no decorrer da
graduação e adquirir conhecimentos complementares que auxiliam na solução de
problemas relacionados ao tema, consistirá numa boa fonte de pesquisa de estudos
futuros acerca do sistema de proteção promovendo os acervos bibliográficos da
presente monografia, preparando assim o profissional para o mercado de trabalho.
Já no âmbito social, a pesquisa apresentará dados para contribuição de um
estudo em razão da melhoria do sistema de proteção em uma subestação, para
garantir a funcionalidade das proteções de forma adequada e a continuidade dos
serviços elétricos prestados aos consumidores finais.
17

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 INTRODUÇÃO A FILOSOFIA DE PROTEÇÃO

Na operação dos sistemas elétricos de potência surgem, com certa


frequência, falhas nos seus componentes que resultam em interrupções no
fornecimento de energia aos consumidores conectados a esses sistemas, com a
consequente redução da qualidade do serviço prestado.
De acordo com Mamede Filho e Mamede (2011, p.19):

A falha mais comum em qualquer sistema de potência é o curto-


circuito, que dá origem a correntes elevadas circulando em todo os
elementos energizados, tendo como resultado severos distúrbios de tensão
ao longo de todo o sistema elétrico, ocasionando, muitas vezes, danos
irreparáveis ao sistema e às instalações das unidades consumidoras.

A principal função de um sistema de proteção é de causar a rápida retirada de


operação de qualquer elemento de um sistema, quando ele sofre um curto-circuito,
ou quando opera em condições anormais que possa causar danos ou interferir na
operação do sistema (CAMINHA, 1977). Além disso, outra atribuição do sistema de
proteção é indicar a localização e o tipo da falta, possibilitando a análise das
características de mitigação da proteção adotada.
Desta forma, o sistema de proteção são as quais tem as principais funções
para detectar, localizar e comandar a eliminação de faltas como curto-circuito ou
uma condição anormal de operação de um sistema elétrico através dos dispositivos
de proteção associados ao sistema (ALMEIDA; SILVA; MING, 2014).
Para Maezono (2004), uma proteção é aplicada para detectar as
anormalidades que ocorrem na instalação protegida, desligando-a e protegendo-a
contra os defeitos da deterioração que poderiam decorrer da permanência da falha
ou defeito por tempo elevado.

2.1.1 Requisitos Básicos de um Sistema de Proteção

Conforme Mamede Filho e Mamede (2011), um projeto de proteção deve


considerar algumas características fundamentais para se obter um bom
desempenho de um sistema de proteção, cujo conceitos são descritos na figura 1.
18

Figura 1 – Características de um sistema de proteção

SELETIVIDADE

ZONA DE
AUTOMAÇÃO
ATUAÇÃO

SISTEMA DE
PROTEÇÃO

CONFIABILIDADE VELOCIDADE

SENSIBILIDADE

• Seletividade: a proteção e coordenação deve ter a capacidade de restringir a


área, por meio da qual somente o elemento de proteção mais próximo do defeito
desconecta a parte defeituosa do sistema elétrico;
• Zonas de atuação: durante a ocorrência de um defeito, o elemento de proteção
deve ser capaz de definir se aquela ocorrência é interna ou externa à zona
protegida. Se a ocorrência está nos limites da zona protegida, o elemento de
proteção deve atuar e acionar o sistema de proteção;
• Velocidade: desde que seja definido um tempo mínimo de operação para um
elemento de proteção, a velocidade de atuação deve ser a de menor valor
possível;
• Sensibilidade: consiste na capacidade da proteção em responder às
anormalidades nas condições de operação e CC a qual foi projetada, retirando de
operação apenas a parte do sistema que se encontra sob falta, deixando o resto
do sistema operando normalmente;
• Confiabilidade: é a propriedade de o elemento de proteção cumprir com
segurança e exatidão as funções que lhe foram confiadas;
• Automação: consiste na propriedade de o elemento de proteção operar
automaticamente quando for solicitado pelas grandezas elétricas que o
sensibilizam e retornar sem auxílio humano, se isso for conveniente, à posição de
operação depois de cessada a ocorrência.
19

2.2 O SISTEMA DE SERVIÇOS AUXILIARES

O sistema de serviço auxiliar é essencial para a operação de uma


subestação, já que esse sistema garante a alimentação para todos os relés de
proteção, para todo o sistema de automação e para todos os circuitos de manobra,
ou seja, uma falha neste sistema paralisar completamente a subestação (BRITO et
al, 2012).
De acordo com Gonçalves (2013), o sistema de serviço auxiliar (SSA) de uma
subestação é composto por um conjunto de fontes e circuitos de energia, uns em
corrente alternada e outros em corrente contínua, necessários para o funcionamento
dos principais equipamentos dentro de uma SE.
Este sistema abrange as cargas, as fontes de alimentação e os subsistemas
de manobra que interliga fontes e cargas. Um serviço auxiliar confiável eleva a
confiabilidade da subestação no que diz respeito às possíveis faltas no fornecimento
de energia (GONÇALVES, 2013).
Para Mamede Filho e Mamede (2011, p.41) “toda subestação de potência é
dotada de duas fontes de tensão, denominados serviços auxiliares: fonte de tensão
em corrente contínua e fonte de tensão em corrente alternada”. A Figura 2,
demonstra um exemplo dos painéis de proteção presentes nas subestações
elétricas.

Figura 2 – Quadro de serviço auxiliar incorporados aos quadros de controle

Fonte: Mamede Filho e Mamede (2011).


20

Para suprir as cargas dos elementos auxiliares da subestação de potência


que podem ser temporariamente privados da fonte de tensão, utiliza-se normalmente
um transformador de serviço auxiliar do tipo distribuição alimentado pelo barramento
secundário da subestação. Também é comum instalar um gerador auxiliar em
corrente alternada para entrar em operação sempre que for necessário, realizar
reparos na subestação por um longo período ou quando a fonte de corrente
alternada falhar (MAMEDE FILHO; MAMEDE, 2011). A figura 3, mostra os
componentes presentes nesse sistema auxiliar:

Figura 3 – Processo dos serviços auxiliares

2.2.1 Serviços Auxiliares em Corrente Alternada

De acordo com Gonçalves (2012), o sistema de serviço auxiliar em corrente


alternada (SACA) que operam em corrente alternada (CA), são os sistemas mais
importantes da SE, essa alimentação é responsável pelo funcionamento das cargas
essenciais e não essenciais da SE. Esse sistema pode alimentar diretamente o
transformador de serviços auxiliares (TSA), que também pode ser alimentado pelo
sistema de geração se o mesmo existir.
21

Esse sistema destina-se basicamente na alimentação dos seguintes


equipamentos:
• Sistema de refrigeração dos transformadores de força, bombas de óleo e
comutação em carga;
• Casa de comando;
• Aquecedores e ar-condicionado;
• Tomadas e iluminação do pátio da subestação;
• Painéis retificadores;
• Outras cargas de alimentação alternada.
Na Figura 4, demonstra a topologia adotada pela Eletrobrás Distribuição Acre,
é representado o sistema de serviços auxiliares em corrente alternada.

Figura 4 – Sistema de serviços auxiliares em corrente alternada

2.2.2 Serviços Auxiliares em Corrente Contínua

A fonte auxiliar em corrente contínua é composta por um conjunto de baterias,


normalmente ligadas em série, alimentado por um painel retificador. Para segurança
do sistema, utiliza-se um segundo retificador conectado ao primeiro e ambos
operando em paralelo, e cada um deve ser dimensionado com capacidade suficiente
para suprir sozinho toda a carga do serviço auxiliar em corrente contínua. Em muitas
22

aplicações tanto os retificadores como o banco de baterias funcionam incorporados


aos quadros elétricos de controle (MAMEDE FILHO; MAMEDE, 2011).
Esse sistema destina-se basicamente na alimentação dos seguintes
equipamentos:
• Relés, Sistema Supervisório, alarmes e equipamentos de controle;
• Dispositivos de sinalização;
• Motores e bombas de ar CC de disjuntores;
• Iluminação de emergência;
• Circuitos de comandos dos equipamentos;
• Outras cargas com alimentação contínua.
A figura 5, demonstra a topologia adotada pela Eletrobrás Distribuição Acre,
mostra o sistema de serviço auxiliar em corrente contínua.

Figura 5 – Sistema de serviços auxiliares em corrente contínua

2.3 EQUIPAMENTOS AUXILIARES

De acordo com Gonçalves (2012), é comum o uso de equipamentos


auxiliares, que executarão funções secundárias, mas que são essenciais para o
perfeito funcionamento da subestação. Estes equipamentos são de grande
importância para a confiabilidade do sistema elétrico.
23

2.3.1 Painéis Retificadores

Os retificadores são responsáveis pelo carregamento do banco de baterias.


De acordo com Araújo (2005), o retificador converte corrente alternada (CA) em
corrente contínua (CC), com alta estabilidade e boa regulação, sendo composto por
uma ponte retificadora trifásica totalmente controlada.
Na ocorrência de anormalidade com o retificador, este e desligado e as
cargas CC passam a ser alimentadas através das baterias (ARAÚJO, 2005). A figura
6, exemplifica um exemplo dos painéis retificadores presentes nas subestações.

Figura 6 – Painel retificador digital

Fonte: Weg (2018).

É comum nas subestações a utilização de dois retificadores para dar maior


confiabilidade ao sistema auxiliar de corrente contínua. Esses dois equipamentos
operam em carga e são dimensionados para que cada um suporte sozinho a carga
(MAMEDE FILHO; MAMEDE, 2011).

2.3.2 Banco de Baterias

As baterias são elementos vitais na confiabilidade de uma Subestação, pois é


através da mesma que toda a supervisão e controle mantêm seu funcionamento
numa falta de energia. Para Mamede Filho e Mamede (2011), o banco de baterias
24

contém várias unidades com capacidade de fornecer energia necessária para


diferentes usos, ou seja: abertura e fechamento da bobina dos disjuntores; sistemas
de sinalização; acionamento dos motores dos disjuntores, chaves seccionadoras
motorizadas, iluminação de emergência, sistema de medição, sistema de
comunicação e alimentação dos relés de proteção.
Conforme Kindermann (1999), uma sala especial é dedicada ao banco de
baterias, isto se deve, porque as reações eletroquímicas internas das baterias geram
gases venenosos e explosivos.
Desta forma, o banco de baterias é responsável pelo suprimento em corrente
contínua dos serviços auxiliares da subestação. A figura 7, mostra um exemplo de
um banco de baterias.

Figura 7– Banco de baterias

Fonte: IBL (2018).

2.3.3 Transformador de Serviços Auxiliares

Os transformadores de serviços auxiliares de uma subestação são os


transformadores responsáveis para alimentar os circuitos de uma subestação: ar
condicionado, iluminação, e circuitos de alimentação das unidades de proteção do
retificador (RAMOS, 2015).
O Retificador irá suprir às cargas prioritárias da subestação em corrente
contínua e manter em flutuação ou em carga o banco de baterias, enquanto o
suprimento de tensão auxiliar do transformador de serviço auxiliar (TSA) estiver
25

normal (KARASINSKI; DIAS, 2003). A figura 8, mostra um exemplo de um


transformador de serviço auxiliar.

Figura 8 – Transformador de serviço auxiliar

Fonte: Weg (2018).

2.3.4 Grupo Moto-Gerador

Quando se deseja aumentar a confiabilidade das subestações, é comum o


uso de grupos geradores. De acordo Muzy (2012), os geradores são utilizados como
fonte auxiliar, para suprir a necessidade de energia de forma confiável, são
constituídos por um gerador, acionado por um motor de combustão.
Conforme Carvalho (2014), o sistema de monitoramento deve ser realizado
através da Unidade de Supervisão de Corrente Alternada (USCA), sendo
responsável pelo acionamento do GMG em casos de falha na rede. A figura 9,
mostra um exemplo de um grupo gerador.

Figura 9 – Grupo gerador 230kVA

Fonte: Cat (2018).


26

2.4 RELÉS DE PROTEÇÃO

Os relés de proteção são dispositivos conectados ao sistema elétrico de


potência e responsáveis por detectar defeitos e anormalidades, atuando sobre os
componentes defeituosos, isolando-os e possibilitando o retorno do sistema ao seu
estado normal, de forma a causar o menor dano possível aos equipamentos e ao
próprio sistema (COVRE, 2011).
Segundo Figueira (2011, p. 43):

Os relés recebem sinais de tensão ou sinais de corrente através de


transformadores de instrumentos, TP e TC, respectivamente, compara com
valores pré-definidos, e caso seja identificado a existência de alguma
anormalidade, ou seja, as grandezas medidas pelo relé na zona de proteção
sob a sua responsabilidade atingir valores acima ou abaixo dos valores pré-
definidos, os relés enviam comandos de abertura para os disjuntores e este
isola a parte do sistema elétrico sob a falta, do restante do sistema.

Deve-se ressaltar que o sistema de proteção é composto por uma série de


subsistemas, conforme ilustrado na Figura 10.

Figura 10 – Subsistemas de proteção

Fonte: Maezono (2003).

Conforme Lima (2012), o relé recebe a informação através, principalmente


dos transformadores de instrumentação, que detectam uma variação anormal
27

comparando com os valores ajustado do relé. Dessa forma, ele dá um pulso (trip) no
disjuntor quando essa variação anormal é detectada. O relé pode ser operado por
um pulso externo vindo do sistema SCADA ou por intervenção humana.
Segundo Elmore (2004), os relés de um sistema de proteção podem ser
divididos nas seguintes categorias funcionais:
• Relés de Proteção: Detectam defeitos em linhas e equipamentos e outras
condições perigosas e intoleráveis. Estes relés geralmente dão comando de
abertura em um ou mais disjuntores. Este tipo de relé também pode ser usado para
soar sinais de alarme;
• Relés de Monitoração: Verificam as condições do sistema de potência ou do
sistema de proteção. Estes relés incluem detectores de falta, unidades de alarmes,
verificação de sincronismo e detectores de fase;
• Relés de Regulação: É utilizado quando algum parâmetro de monitoramento do
SEP desvia-se dos limites operacionais determinados, como por exemplo, relé
regulador de tensão;
• Relés Auxiliares: Operam abrindo ou fechando seus contatos em resposta a
operação de outro relé ou equipamento. Estes relés incluem temporizadores,
multiplicadores de contato;
• Relés de Sincronização: Verificam as condições existentes para conectar dois
circuitos de potência.
Quanto a tecnologia construtiva podem ser:
• Eletromecânicos: São construídos com predominância de elementos
mecânicos acionados por acoplamentos elétricos e magnéticos;
• Estáticos: São construídos com dispositivos eletrônicos e não possuem
elementos mecânicos móveis;
• Digitais: São os relés eletrônicos gerenciados por um microprocessador e
controlados por um software específico à proteção.

2.4.1 Histórico da Evolução dos Relés

A evolução dos relés tem se assistido ao desenvolvimento exponencial dos


sistemas de proteção, comando e controle presentes nas subestações. A Figura 11
demonstra a evolução dos relés.
28

Figura 11 – Evolução dos relés

Fonte: Souza (2013).

Conforme Mamede Filho e Mamede (2011), ao decorrer do tempo, o grau de


sofisticação e confiabilidade da tecnologia dos relés de proteção se elevou, a noção
sobre a vida útil de um sistema de proteção elétrico também mudou.

2.4.1.1 Relés Eletromecânicos

Os relés eletromecânicos foram os primeiros a serem desenvolvido e tinham a


finalidade de atuar em função da variação de alguma grandeza elétrica. Essa
atuação era garantida através de forças produzidas pela interação eletromagnética
entre as correntes e o fluxo magnético sobre um condutor móvel constituído por um
disco ou cilindro (COVRE, 2011).

2.4.1.2 Relés Eletrônicos ou Estáticos

De acordo com Rufato Junior (2006), os relés do tipo eletrônico sucederam os


relés do tipo eletromecânicos que operam com base no funcionamento de circuitos
eletrônicos de estado sólido. De modo que trouxe pouca inovação aos sistemas de
proteção.
29

O principal objetivo do uso de relés estáticos é melhorar a sensibilidade,


confiabilidade e velocidade dos sistemas de proteção removendo partes móveis
sensíveis ao desgaste, corrosão e vibração (SILVA, 2012).

2.4.1.3 Relés Digitais ou Micro processados

Para Mamede filho e Mamede (2011), os relés microprocessados inovaram os


esquemas de proteção, apresentando vantagens que seus antecessores não podem
ser obtidos.
Os relés digitais oferecem, além das funções dos seus antecessores, novas
funções aos seus usuários adicionando maior velocidade, melhor sensibilidade,
interfaceamento amigável, acesso remoto e armazenamento de informações
(MAMEDE FILHO, 2005).

2.5 PRINCIPAIS FUNÇÕES DE PROTEÇÃO

Conforme Mamede Filho e Mamede (2011), as funções de proteção e


manobra são caracterizadas por um código numérico que indica o tipo de proteção a
que se destina um relé. Um relé pode ser fabricado para atuar somente na
ocorrência de um determinado tipo de evento, respondendo a esse evento de uma
única forma.
Para padronizar e universalizar os vários tipos de funções foi elaborada uma
tabela pela ANSI1, com a descrição da função de proteção e do código numérico
correspondente. Esse código atualmente é aplicado em qualquer projeto de proteção
no Brasil e em grandes partes dos países, facilitando sobremaneira o entendimento
pleno dos esquemas de proteção (MAMEDE FILHO; MAMEDE, 2011).
Durante a elaboração de um sistema de proteção é possível utilizar uma ou
mais funções de proteção simultaneamente. A definição de qual função, ou conjunto
de funções, de proteção que se utilizar depende diretamente das características do
sistema e dos recursos disponíveis (SILVA, 2012).
A tabela 1, apresenta um exemplo das principais funções dos relés de
proteção em um sistema de proteção.

1
ANSI - Instituto Nacional Americano de Padrões (Tradução nossa).
30

Tabela 1 - Principais funções de proteção


Descrição das Principais Funções de Proteção
21 Relé de distância
27 Relé de subtensão
50 Relé de sobrecorrente instantâneo
51 Relé de sobrecorrente temporizado
59 Relé de sobretensão
67 Relé direcional de sobrecorrente
79 Relé de religamento
87 Relé de proteção diferencial
Fonte: Silva (2012).

• Relé de distância (21): utilizados para detecção de falhas em linhas de


transmissão longas;
• Relé de subtensão (27): utilizados em diversos pontos da subestação para
detecção da subtensão;
• Relé de sobrecorrente instantâneo (50): utilizados em diversos pontos da
subestação para detecção de sobrecorrente de alta amplitude;
• Relé de sobrecorrente temporizado (51): utilizados em diversos pontos da
subestação para detecção de sobrecorrente;
• Relé de sobretensão (59): utilizados em diversos pontos da subestação para
detecção de sobretensão;
• Relé direcional de sobrecorrente (67): utilizado em diversos pontos da
subestação para verificar a direção das correntes de sobretensão;
• Relé de religamento (79): utilizados no religamento de disjuntores;
• Relé de proteção diferencial (87): utilizados para a proteção de
transformadores, geradores e barramentos.

2.6 PROCESSO DE MANUTENÇÃO

Conforme Ramos (2015), a manutenção torna-se essencial na medida em


que melhora o desempenho, segurança e disponibilidade de qualquer equipamento.
De acordo com a ANEEL (2014), o plano mínimo de manutenção define as
atividades mínimas de manutenção preditiva e preventiva e suas periodicidades para
31

os equipamentos presentes nas SE’s. As atividades e periodicidades de manutenção


para outros equipamentos, inclusive para os sistemas de proteção e serviços
auxiliares, devem estar especificados nos planos de manutenção da subestação. 2

2.6.1 Manutenção Preventiva

É todo serviço de manutenção realizado antes da ocorrência da falha, este


tipo de manutenção visa reduzir as possibilidades de falha em intervalos de tempo
planejado. De acordo com Viana (2002), a manutenção preventiva pode ser
classificada com qualquer ação realizada em equipamentos que ainda estejam em
funcionamento, com o objetivo de evitar falhas ou quedas de desempenho.

2.6.2 Manutenção Preditiva

Conforme Viana (2002), a manutenção preditiva é a execução de tarefas


preventivas que são monitoradas e que tem como o objetivo prever a próxima falha
com maior proximidade e determinar o tempo correto para que haja uma intervenção
de manutenção.

2.6.3 Manutenção Corretiva

Pode ter a sua execução programada quando a anormalidade for detectada


dentro de uma manutenção preventiva. A ABNT define manutenção corretiva como
sendo a manutenção efetuada após a ocorrência de uma falha, destinada a colocar
um item em condições de executar uma função requerida (ABNT, 1994).

2.7 SUBSISTEMA DE SUPERVISÃO E CONTROLE

O Subsistema de Supervisão e Controle é responsável por automatizar uma


subestação elétrica, as atividades como anotações de medidas, manobras de
seccionadoras, disjuntores e atuação de relés, verificação de alarmes, entre outras,

2Disponível em: http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/audiencia/arquivo/2014/022/documento/anexo_-


_plano_minimo_de_manutencao.pdf
32

são realizadas de maneira mais rápida, eficiente e segura, algumas vezes nem
sendo mesmo necessário a intervenção local dos operadores (BARRETO, 2013).

2.7.1 Sistema Supervisório

O sistema definido como supervisório é o SAGE (Sistema Aberto de


Gerenciamento de Energia), que tem como objetivo a supervisão, controle e gestão
de sistemas elétricos, desenvolvido pelo CEPEL (Centro de Pesquisas de Energia
Elétrica da Eletrobrás). O SAGE é um sistema computacional que executa as
funções, típicas de um Sistema SCADA, de gerenciamento de energia em sistemas
elétricos de potência.
O sistema possibilita a aquisição, o armazenamento e a análise, em tempo
real, de todas as informações necessárias para operação de um sistema elétrico,
seja a partir de um centro local, regional ou nacional3.
De acordo com Barreto (2013), a operação da subestação sem interação
com os equipamentos de campo, a máquina que abriga o SCADA é chamada de
IHM, já que essas máquinas é o ponto de interação entre os operadores da SE e os
equipamentos digitais. A figura 12, exemplifica um aspecto da interface IHM.

Figura 12 – Aspecto da interface homem-máquina

Fonte: Pereira (2005).

É nesse software que o operador da subestação terá acesso aos comandos


dos equipamentos da SE sendo este o local apropriado para executar os comandos,
já que assim ele terá uma visão global da SE (MELLO, 2006). A figura 13,

3
Disponível em: http://www.cepel.br/produtos/sage-sistema-aberto-de-gerenciamento-de-energia.htm.
33

exemplifica a tela de interface do operador (SCADA) com a arquitetura de uma SE,


construída pelo SAGE.

Figura 13 – Unifilar de uma SE em um sistema SAGE

Fonte: Goes (2013).

As atividades mais importantes que um subsistema de supervisão e controle


devem realizar são:
• Monitoração: Apresentação ao operador do estado do equipamento presente
na subestação;
• Comando Remoto: Manobra dos equipamentos da SE a partir da sala de
controle, por meio de interface gráfica de comando;
• Alarme: Informação ao operador da alteração de um status importante para
determinação do perfeito funcionamento da SE;
• Registro de Eventos: Registro das informações provenientes do subsistema de
proteção;
• Lógica de Intertravamento: Efetuam o bloqueio ou a permissão de ações de
comando nos equipamentos em função da topologia das SE’s;
• Interface homem-máquina: Recursos gráficos de operação que permitem a
visualização dos estados dos equipamentos, verificação das medições realizadas e
das sinalizações de alarmes.
34

3 OBJETIVOS DA PESQUISA

3.1 OBJETIVO GERAL

Desenvolver e analisar um estudo técnico referente ao funcionamento e a


importância dos painéis retificadores CA/CC, para alimentar e manter a operação do
sistema de proteção, controle e supervisão dos circuitos elétricos da Subestação
Tangará.

3.1.1 Objetivos específicos

a) Descrever e apontar soluções para as principais falhas no sistema de


proteção da Subestação Tangará
b) Descrever as principais falhas relacionadas ao funcionamento dos
retificadores e seus bancos de baterias, mostrando possíveis prevenções a
serem realizadas.
c) Mostrar o plano de manutenção, propondo melhorias em relação a
organização das ordens de serviços.
35

4 METODOLOGIA DA PESQUISA

4.1 TIPO DE ESTUDO

A presente pesquisa trata-se de um estudo de caso, referente ao sistema de


proteção da Subestação Tangará, pois consiste em um estudo aprofundado e
exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado
conhecimento (GIL, 2002).
Em termos de abordagem, segundo Prodanov e Freitas (2013), a pesquisa
classifica-se como qualitativa, pois, o pesquisador mantém contato direto com o
ambiente e o objeto de estudo em questão, necessitando de um trabalho mais
intensivo de campo.

4.2 ÁREA DE ESTUDO E LOCAL DE ESTUDO

Para a realização do presente trabalho, foi utilizado para fins de estudo a


Subestação Tangará, localizado na Estrada Alberto Torres, Conjunto Mariana, Rio
Branco – Acre.

Figura 14 – Vista frontal da Subestação Tangará

Fonte: Google Maps (2017).


36

4.3 ETAPAS DA PESQUISA

Para a realização da pesquisa seguiu-se as seguintes etapas:


a) Primeiramente reunião do material através de estudos em literaturas
especializadas, artigos técnicos, entrevistas e monografias, necessários para o
desenvolvimento da base teórica, visando o entendimento do objetivo da pesquisa;
b) Visitas técnicas na Subestação Tangará, para a realização do estudo e coleta
de dados para compreensão do funcionamento dos principais equipamentos do
sistema de proteção da subestação;
c) Elaboração e organização dos dados coletados para o desenvolvimento do
trabalho escrito;
d) Apresentação dos resultados e discussão a respeito destes.

4.4 CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DE DADOS

Os dados coletados na Subestação Tangará, foi analisado com base nos


principais equipamentos que fazem a operação de todo o sistema de proteção da
SE, que foram analisados conforme o modelo de cada equipamento, como os
painéis retificadores, banco de baterias, gerador, relés digitais, disjuntores, etc.
As informações relacionadas a pesquisa foram realizadas com levantamentos
e revisões bibliográficas, análises e construção da argumentação com auxílios de
imagens referente aos equipamentos de proteção presentes na SE.

4.5 ANÁLISE E FORMAS DE APRESENTAÇÃO DE DADOS

A metodologia de análise de dados foi selecionada de forma qualitativa


segundo a necessidade de cada área específica da pesquisa, onde esses dados
foram analisados para melhor organização e entendimento, e foi exposta em forma
de tabelas, imagem, gráficos e diagramas de blocos para a melhor compreensão e
entendimento da referida análise.
37

4.6 CONSIDERAÇÕES ÉTICAS

Durante o decorrer da obtenção dos dados, não foi exposto qualquer


informação referente aos dados que possam estar prejudicando a SE, mas sim será
usada para fins acadêmicos para contribuição e melhoria da referente pesquisa.
O acesso aos dados foi dado por meio de um requerimento de ofício
solicitando a autorização referenciando os dados técnicos dos equipamentos de
proteção da SE, com o intuito de realizar a coleta de dados referente ao
desenvolvimento da presente monografia.
O apoio e acompanhamento da equipe técnica responsável pela supervisão
do local de trabalho são de extrema importância, e o orientador se torna essencial
para o desenvolvimento da pesquisa devido a fatores relacionados a acessibilidade
do local e obtenção dos dados técnicos.

4.6.1 Riscos

Tendo em vista um ambiente de tensão elevada na subestação pela simples


existência de painéis, equipamentos e dispositivos elétricos energizados, podem
ocorrer falhas elétricas submetidos a um fenômeno elétrico chamado corrente
elétrica. Neste caso, como uma medida de prevenção, no decorrer da coleta de
dados referente ao local de estudo será necessário o uso de EPI’s e de
procedimentos de segurança no ambiente. As orientações e acompanhamento da
equipe técnica do local serão necessários durante o decorrer da obtenção dos dados
referente a pesquisa.

4.6.2 Benefícios

O presente trabalho teve como benefícios embasamentos técnicos para


pesquisas futuras e, com certeza, conhecimentos pessoais para um aprimoramento
profissional, pois será uma oportunidade de observar a aplicação do conhecimento
adquirido durante a graduação, e produzirá um acervo bibliográfico relacionado a um
tema de grande importância para a atividade de um engenheiro eletricista.
38

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em função dos equipamentos abordados neste trabalho, tem-se como


objetivo apresentar os principais problemas encontrados na Subestação Tangará,
observando e descrevendo os resultados encontrados, a fim de comparar os
estudos teóricos com os resultados.

5.1 IDENTIFICAÇÃO DAS PRINCIPAIS FALHAS NO SISTEMA DE PROTEÇÃO DA


SE TANGARÁ

O presente estudo foi realizado no Grupo Moto-gerador (GMG) da


Subestação Tangará, onde foi possível observar que o GMG é destinado a suprir
toda a energia da subestação, bem como os circuitos de comando e proteção. No
caso de uma falta de energia gerada por algum problema na alimentação dos
barramentos, o gerador irá suprir a energia dos pontos supracitados.
O grupo moto-gerador está instalado em um local específico da Subestação,
conforme a figura 15.

Figura 15 – Casa do gerador de emergência

O Grupo moto-gerador e da marca NEGRINI, é constituída de um motor


trifásico a diesel. Conforme a tabela 2, demonstra as seguintes especificações da
placa do gerador.
39

Tabela 2 – Informações de placa do GMG


Placa do Grupo moto-gerador
Tensão nominal 220V/ 127V
Corrente 1180A
Potência 45kVA
Fator de potência 0,8
Frequência 60Hz
Rotação 1800rpm
Regime funcional manual

Atualmente, o gerador de emergência da subestação não apresenta


condições de entrar no sistema imediatamente após a ocorrência da falta, não
atendendo às necessidades da subestação, sendo que o operador tem que acionar
manualmente a sua partida por botoeiras instaladas no painel de supervisão do
gerador. Caso isso não ocorra, o banco de baterias assume automaticamente as
cargas prioritárias da subestação com autonomia de 10 horas.
Portanto, há necessidade da automação do gerador para entrar com o
sistema de geração auxiliar por tempo indeterminado, a fim de suprir as cargas
essências em uma eventual falta no fornecimento de energia elétrica. Conforme a
figura 16, podemos observar o gerador presente na Subestação Tangará.

Figura 16 – Moto-gerador de emergência

O sistema do gerador recebe alimentação proveniente dos transformadores


auxiliares TGTF2-01 e TGTF2-02, de modo que os transformadores auxiliares que
40

atende a SE estão interligados com os dois barramentos de 13,8kV da subestação,


caso ocorra a falha dos transformadores, o gerador deverá identificar a falta e atuar
automaticamente suprindo a energia da subestação. A figura 17, apresenta os
transformadores de serviços auxiliares da Subestação.

Figura 17 – Transformadores auxiliares

A figura 18 mostra o painel de controle do GMG que é instalado na sala que


abriga o gerador. Logo, observa-se que tem a necessidade da instalação de uma
Unidade de Supervisão de Corrente Alternada (USCA) acoplado em um Quadro de
Transferência Automática (QTA).

Figura 18 – Quadro de comando do gerador


41

5.1.1 Processo de Automação

Para a realização da automação do gerador é necessário um painel com


Unidade de Supervisão de Corrente Alternada (USCA) que é utilizado em conjunto
com GMG e são responsáveis por coletarem informações da rede (tensão, corrente,
frequência), tanto do lado do gerador como da rede, e a partir de uma série de
análises, ela pode acionar o gerador, em caso de falta de energia e fazer a
transferência de carga.
A USCA é incorporada com o Quadro de Transferência Automático (QTA) que
são os painéis de interligação da rede elétrica da subestação e o gerador, dessa
forma o gerador trabalha em regime de emergência, suprindo a falta de energia da
rede. O sistema automatizado deve proporcionar a operação em modo remoto,
como também garantir todas as características operacionais.
Portanto, o acionamento do grupo gerador dá-se de forma manual e
automática a partir do momento que falta energia elétrica na rede nas seguintes
condições:
a) Manual: O controlador envia ordens pré-configuradas para abrir e fechar os
disjuntores e de ligar ou desligar o gerador. Neste caso deve ser definido para o
controlador, via supervisório, o transformador adotado como prioridade.

b) Automático: Nesta condição, a USCA monitora automaticamente a rede e o


GMG, comandando sua partida em casos de falta de corrente alternada, falta de
fase, tensão alta/baixa e frequência logo após fazendo a transferência de carga da
rede para o GMG.

5.1.2 Controlador DSE 334

Para a realização da implementação da USCA do gerador da Subestação


Tangará, foi proposto um modelo semelhante a Subestação Taquari, localizada na
Via Verde, Segundo Distrito em Rio Branco – Acre, na qual foi usado o controlador
DSE 334, que monitora indicando o status operacional e as condições de falta
automaticamente e transfere a carga para o gerador. Conforme a figura 19, pode-se
observar a interface do controlador.
42

Figura 19 – Controlador DSE 334

Fonte: Deep Sea (2018).

5.1.3 Processo de Funcionamento

Com a instalação do controlador DSE 334, a filosofia do funcionamento do


sistema é tal que quando houver a interrupção do fornecimento de energia elétrica, o
controlador DSE 334 reconhece e aciona um relé auxiliar (componente do painel)
que monitora a rede e manda acionar o gerador. Este mesmo relé envia um
comando para o quadro de transferência automática para transferir a alimentação
das cargas da subestação para o grupo gerador.
O GMG ativado leva um pequeno tempo para chegar à tensão e frequência
nominais da subestação, o que faz com que durante esse tempo entre a falta, as
cargas prioritárias da subestação são supridas pelo banco de baterias, logo as
cargas de proteção da subestação não sentem a falta momentânea de energia.
Passado esse tempo de sincronização, o GMG passa a suprir a carga que
antes era suprida pelos barramentos da subestação e faz com que os banco de
baterias voltem ao seu modo de flutuação.
Conforme a figura 20, pode-se observar detalhadamente cada componente
dos principais equipamentos presente na subestação. Como também o
entendimento do processo de funcionamento do GMG e da USCA.
43

Figura 20 – Processo de funcionamento da automação

Portanto, a USCA gerenciará o acionamento automático para o grupo


gerador, com as funções de supervisão das fases da rede e do gerador, além do
procedimento de partida e transferência de carga do grupo gerador.

5.1.3.1 Benefícios do Controlador DSE 334

Com a instalação do controlador DSE 334, o sistema de monitoramento do


gerador traz benefícios como:
• Rapidez na identificação de atuação da proteção e na execução da manobra em
caso de falta;
• Fornece várias opções de instalação;
• Informações precisas sob condições atuais do gerador;
• Garante que a transferência mais suave possível seja alcançada;
• Fornece acesso a alarmes históricos e status operacional;
• Possibilidade de operação e diagnostico remoto e maior confiabilidade;
• Mais informações disponibilizadas aos usuários e operador.
44

5.2 DESCRIÇÃO DAS FALHAS E FUNCIONAMENTO DOS RETIFICADORES E


SEUS BANCOS DE BATERIAS

O Sistema Retificador presente na Subestação Tangará, consiste do modelo


Adelco CBM-8000, na qual é composta de uma ponte retificadora tiristorizado, filtro
de saída, circuitos de controle e de supervisão microprocessados. Tem como
principal função carregar as baterias que alimentam os sistemas críticos operados
em corrente continua, de modo que não podem sofrer interrupções na alimentação
dos principais equipamentos da subestação como:
• Relés, Sistema Supervisório, alarmes e equipamentos de controle;
• Alimentação de sistemas de sinalização;
• Disjuntores de alta tensão de proteção;
• Iluminação de emergência;
• Circuitos de comandos dos equipamentos;
• Outras cargas com alimentação contínua.
A figura 21, mostra o painel retificador presente na Subestação Tangará.

Figura 21 – Retificador Adelco CBM-8000


45

Conforme a figura 22, na subestação o retificador recebe a alimentação


proveniente dos quadros de serviços auxiliares de corrente alternada, com uma
tensão trifásica de 380Vca e uma tensão nominal de saída de 125Vcc.

Figura 22 – Painel de serviço auxiliar CA

Para manter a confiabilidade operacional, as baterias são elementos vitais de


uma subestação, pois é por meio destas que toda supervisão, proteção, automação
da subestação e pontos de controle mantem seu funcionamento numa falha de
energia. A falta ou a precariedade da manutenção coloca em risco a confiabilidade
operacional e reduz a vida útil da bateria. O banco de baterias opera em paralelo
com o sistema retificador, funcionando em regime de flutuação.
O modelo do banco de baterias presente na SETG é a FIAMM SMG 220,
composta por 60 unidades, onde cada célula é alimentada com 2 volts. As mesmas
devem ser mantidas em um local isolado, com temperatura de aproximadamente
25°C, por serem emissoras de gases.
A figura 23, mostra o banco de baterias presente na Subestação Tangará.
46

Figura 23 – Sala de baterias da SETG

De acordo com levantamento dos dados de avalição a respeito das baterias,


foi identificado através de leituras registradas no banco de dados do departamento
de manutenção da Eletrobrás Distribuição Acre, problemas relacionados a vida útil
das baterias, sendo necessário a substituição ou a manutenção preventiva do banco
de baterias da Subestação Tangará.
O equipamento Celtron ULTRA conforme a figura 24, é usado para realizar os
testes de condutância no banco de baterias, na qual o equipamento registra as
leituras com o método de condutância, e mostra a degradação interna da bateria.

Figura 24 – Analisador de baterias estacionárias universal


47

Para a realização do teste de condutância, é necessário obter o valor de


referência na qual se define como o valor de condutância do banco de baterias, esse
valor de referência é especificado para cada modelo de bateria. Este valor é obtido a
partir da média das maiores medidas iniciais correspondente à 40% do tamanho do
banco. A partir dessa avaliação este valor deve ser considerado como sendo o valor
de referência de condutância (Mhos).
Conforme gráfico 1, verifica-se a última leitura realizada em março de 2017,
observa-se os registros de degradação do banco de baterias neste período.

Gráfico 1 – Medidas de condutância do banco de bateria do ano de 2017


1400
1200
1000
Condutância

800
600 Referência

400 2017

200
0
1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49 51 53 55 57 59
Células

De acordo com a leitura do gráfico, é possível observar que o valor de


referência (Mhos) adequa-se a leitura real da medição, porem algumas células
apresentam um índice de condutância baixa, nas quais resultam um baixo
desempenho e confiabilidade no sistema de alimentação.
Conforme o gráfico 2, foi realizado os testes de condutância nos anos de
2014 e 2017.

Gráfico 2 – Comparação da capacidade de condutância


1400
1200
1000
Condutância

800
2017
600
2014
400
200
0
1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49 51 53 55 57 59
Células
48

A partir da análise, pode-se observar que na leitura do ano de 2014, o banco


de baterias obteve uma advertência entre 70% e 60% na célula 28. Esse fator indica
a causa da degradação dos elementos que estão apresentando valores de
condutância na faixa de alerta ou outro tipo de degradação que pode estar
associado as barras conectoras. Conforme o anexo B, foi feita uma ordem de
manutenção para a realização da substituição do banco de baterias do ano de 2014.
Após a substituição do banco, a última leitura apresentada foi no ano de 2017,
na qual apresenta um índice de condutância baixa. Conforme o anexo C, é possível
observar que não foi feita a manutenção conforme a data prevista no ano de 2018.

5.2.1 Avaliação do Banco de Baterias

Conforme mostrado nos gráficos anteriores, foi realizado uma ordem de


inspeção no mês de maio de 2018, para a realização do teste de condutância pelo
fato da bateria estar em processo de degradação devido ao seu tempo de vida útil.
O gráfico 3 demonstra uma comparação de condutância entre a última leitura
realizada do ano de 2017 com a nova leitura realizada no ano de 2018.

Gráfico 3 – Medidas de condutância do ano de 2018


1400

1200

1000
Condutância

800

600 2017
2018
400

200

0
1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49 51 53 55 57 59
Células

Pode-se verificar com a nova leitura realizada no mês de maio de 2018, o


banco de baterias obteve um desempenho inferior em relação a última leitura
realizado em 2017.
49

5.2.2 Causas da Ineficiência das Baterias

Conforme as análises obtidas através das leituras dos gráficos, pode-se


afirmar que os fatores que ocasionaram o baixo desempenho estão diretamente
ligados a:
• Tempo de vida útil das baterias;
• Baixa tensão de flutuação;
• Limpeza das baterias;
• Corrosão das barras internas de interconexão e polos;
• Degradação dos separadores;
• Sulfatação das placas;
• Temperatura do ambiente;
• Presença de oxidação dos bornes e emissão de gases;
• Auto descargas de suas placas.
Caso alguma célula venha apresentar problemas, na sala do banco de
baterias da subestação dispõe-se de 9 unidades reservas para a substituição,
conforme a figura 25.

Figura 25 – Reserva dos bancos de baterias


50

5.2.3 Prevenção e Cuidados

Para evitar esta perda, as baterias devem ser mantidas em uma tensão
elétrica um pouco superior à sua tensão de alimentação, ou um possível
acoplamento de um retificador monofásico em paralelo com o banco para manter a
tensão de flutuação adequada.
Pode-se afirmar que somente com o teste condutância não é suficiente para
detectar outros eventos de degradação e que o valor de condutância não é
diretamente proporcional ao valor da capacidade da bateria. Portanto tem-se a
necessidade de realizar ensaios de capacidade da bateria na qual esse processo
avalia a energia armazenada nas placas, as medições de condutância avaliam o
estado de degradação interna, os quais não necessariamente são detectados no
teste de capacidade.
Conforme a análise, as baterias são responsáveis na confiabilidade da
subestação, tendo em vista que uma falha no fornecimento de energia, seja por
defeito ou falta nos retificadores, as baterias têm o papel de garantir o fornecimento
de corrente contínua para alimentação dos equipamentos de proteção.
Portanto, devem estar sempre em condição de operação adequada, sendo
indispensável conhecer seu estado de degradação. Além disso, os resultados
obtidos indicam a possibilidade de se estabelecer um procedimento de
acompanhamento continuado das baterias, de modo a viabilizar uma previsão mais
eficaz da real necessidade de substituição das mesmas.

5.3 PROPOSTA DE MELHORIAS DA ORGANIZAÇÃO DAS ORDENS DE


SERVIÇOS DO PLANO DE MANUTENÇÃO

Em função da melhoria do processo de manutenção, foram realizadas


análises através das programações ocorridas no departamento de manutenção da
Eletrobrás Distribuição Acre, na qual foi possível realizar um estudo e identificar o
planejamento de manutenção e problemas relacionadas as atividades de operação.
Com o objetivo de aumentar a confiabilidade da subestação, foram estudados
os procedimentos de manutenção e seu planejamento, onde foi realizado um
levantamento de dados dos registros de manutenção da Subestação Tangará,
avaliando seu desempenho de execução.
51

As ordens de serviços de manutenção são realizadas através de um


Software, de modo que é estabelecido por uma norma de estratégia de manutenção
em subestações e linhas para a realização das manutenções. A figura 26 ilustra a
interface do Software de manutenção.

Figura 26 – Software de manutenção

A programação de manutenção é elaborada pelo departamento de


manutenção que se encarrega de gerir as ordens de serviço e manutenção da
mesma. Nas informações das ordens de serviços são fornecidas copias dos
documentos referentes à execução de cada serviço, juntamente com a planilha em
que é apresentado o resumo das ordens de manutenções realizadas. As ordens de
serviço que não são executadas, ficam sob a responsabilidade do departamento até
a sua efetiva execução.
As ordens de serviço de manutenção são classificadas através da
periodicidade, na qual se leva em consideração o risco, a segurança e a
continuidade do fornecimento de energia, bem como a criticidade da área afetada.
As manutenções são divididas em manutenções preventivas, preditivas e corretivas.
De acordo com o gráfico 4, foi realizada uma análise das ordens de
manutenção registrada da Subestação Tangará do primeiro semestre de 2018, onde
foi possível observar as variações das manutenções canceladas, concluídas e a
geradas.
52

Gráfico 4 – Registro das manutenções da SE Tangará


45
40
40
35
30 26
25
19
20
15
10
10 7
5 1
0
CANCELADAS CONCLUIDAS GERADAS

PREVENTIVA CORRETIVA

Conforme o gráfico, é possível observar uma grande variação das


manutenções preventivas canceladas. Portanto, o objetivo tem o intuito de realizar
um estudo para contribuição do processo de planejamento, programação, execução
e controle das manutenções.
Para a elaboração de uma proposta de melhoria, foram realizadas entrevistas
conforme o apêndice B, com os funcionários responsáveis pelo departamento de
manutenção da subestação, para saber qual a real situação do setor no que diz
respeito aos procedimentos de manutenção. Pois com base nisso, foram
determinadas propostas e estratégias para contribuição dos procedimentos de
manutenção e planejamento.

5.3.1 Processo do Planejamento

Como os processos de planejamento também exigem qualidade, é necessário


dispor de métodos que permita a melhoria contínua. Portanto, para se realizar um
bom planejamento é necessário conhecer os motivos na qual decorreu o
cancelamento das ordens de manutenções ou as consequências dos problemas
pessimistas no departamento de manutenção.
O estudo desse problema se delimitou com base em entrevistas e análises,
onde foi observado as seguintes situações:
• Devido a região local aumenta o índice de manutenções, logo tem-se dificuldade
de planejamento, devido a situações emergências que demanda tempo para a
correção;
53

• A região local não dispõe de equipamentos e peças para subestações e linhas de


transmissão, afetando a confiabilidade das manutenções;
• Ocorrência de imprevistos devido as manutenções corretivas que torna o tempo
da manutenção maior que a programada, afetando o planejamento das
programações das manutenções.

5.3.2 Procedimento de Melhorias

O procedimento de melhoria consiste nos aspectos relacionado aos


problemas encontrado na entrevista realizadas. Portanto, é importante o
conhecimento de todos os processos do setor, sendo importante entender e
executar os procedimentos e etapas da manutenção.
Em razão da contribuição para a melhoria das manutenções, deve-se
considerar as prioridades que devem ser realizadas. Com base na figura 27, define-
se um processo para que se alcance um entendimento melhor da proposta, as
etapas que devem ser seguidas para que se tenha um planejamento mais eficaz em
razão das situações encontradas.

Figura 27 – Procedimento de planejamento de manutenção


IDENTIFICAÇÃO
DA
NECESSIDADE

PLANEJAMENTO
DA
MANUTENÇÃO

PROGRAMAÇÃO
DA
MANUTENÇÃO

EXECUÇÃO

FINALIZAÇÃO
54

Diante das situações encontradas, podemos definir um modelo de


planejamento conforme a figura 27, para contribuição mediante as situações
encontradas. O processo de planejamento deve ser elaborado de acordo com a
norma interna da empresa, com base nisso podemos definir um processo adequado
de melhoria.
Primeiramente deve-se identificar as principais manutenções a serem
realizadas conforme a sua necessidade, para não haver faltas na subestação, em
seguida deve-se fazer o planejamento levando em consideração as periodicidades
de cada manutenção conforme a disponibilidade das equipes de manutenção.
Também deve-se realizar um planejamento dando prioridade as manutenções
corretivas pelo fato de serem manutenções prioritárias após a falha. E por último
deve ser analisado a disponibilidade operacional da empresa para que assim seja
feita uma organização confiável.
Uma vez realizada a programação deve-se executar as atividades de
manutenção nos equipamentos, com apoio dos procedimentos de execução e de
segurança pessoal. Os procedimentos de manutenção devem ser representativos,
reconhecidos por todos os envolvidos e devem prever todas as atividades e tarefas
preparatórias, bem como os registros históricos das ocorrências durante a execução
da manutenção.

5.3.3 Benefícios do Planejamento

Podemos destacar a importância da manutenção para garantir a


disponibilidade e funcionalidade de um sistema de planejamento. As manutenções
preventivas e preditivas auxiliam a prevenir falhas e paradas inesperadas dos
equipamentos e a consequência da geração das manutenções corretivas, como
também geram um histórico de dados que podem ser utilizados como base para
futuras manutenções.
Destaca-se também com a importância do plano de manutenção para realizar,
inspeções e manutenções preventivas, podendo programar e definir a compra de
novos equipamentos avançados e a realização dos serviços sem que necessite
realizar a manutenção corretiva que gera maiores custos ao departamento.
A execução das atividades de manutenção, uma vez concebidas e planejadas
como descrito anteriormente, devem ser avaliadas periodicamente e controladas
55

para prosseguir continuamente na busca dos objetivos traçados pelo departamento


de manutenção. O controle de execução pode fazer com que os planos de
manutenção sejam revistos, reorganizados e otimizados, melhorando assim a sua
eficácia e eficiência.
Portanto, segue um modelo de proposta para contribuição do processo de
planejamento das manutenções a serem realizadas na Subestação Tangará.
56

CONCLUSÃO

Neste trabalho foram apresentados os principais equipamentos que compõe o


sistema dos serviços auxiliares CA/CC, com o objetivo de realizar um estudo a
respeito da alimentação do sistema de proteção. Como também apresentando o
planejamento das manutenções na subestação e destacando suas características e
configurações das mesmas, apresentado a sua importância no sistema de proteção.
Após a abordagem geral, foi realizado um estudo específico a respeito das
principais falhas presente na Subestação Tangará, onde foi possível perceber
problemas relacionados aos bancos de baterias devido a sua degradação, também
foi observado a necessidade de implementação de uma USCA no grupo moto-
gerador para que se tenha uma maior confiabilidade no sistema de proteção em
caso de uma falta de energia na alta tensão de 69kV da Subestação, e também foi
analisado uma proposta de melhoria no plano de manutenção da concessionaria
para manter um plano de controle contínuo e evitar problemas futuros.
No dado problema da subestação, foi possível observar a complexidade que
há neste tipo de sistema. Desta forma, é importante citar a importância da detecção
e atuação dos sistemas de controle e proteção destas subestações e o quão rápido
eles devem ser para que aja alta confiabilidade.
Tendo em vista estes fatos, observa-se que os sistemas de alimentação em
corrente alternada e corrente contínua são fundamentais para o perfeito
funcionamento das subestações de distribuição de energia, esses sistemas são
responsáveis por fornecer energia de forma segura e confiável para todos os
equipamentos que compõe o sistema de proteção das subestações.
57

REFERÊNCIAS

AHMED, Ashfaq. Eletrônica de Potência. São Paulo: Pearson, 2000.

ALMEIDA, Pedro Henrique; DA SILVA, Daniel Fiorini; MING, Lin Yu. Sistema de
proteção através do uso de relés microprocessados para subestações
elétricas de alta tensão padrão COPEL. Trabalho de Conclusão de Curso.
Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2014.

ARAÚJO, Carlos André S et al. Proteção de sistemas elétricos. 2. ed. Rio de


Janeiro: Interciência, 2005.

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). NBR 5462: Confiabilidade e


manutenibilidade. Rio de Janeiro, 1994.

BARRETO, Leandro Henrique Borges. Sistemas de Proteção, Controle e


Supervisão em Subestações de Energia Elétrica: Uma Visão Geral. Escola
Politécnica - Departamento de Engenharia Elétrica, Rio de Janeiro, 2013.

BRITO, ME da C. et al. Sistema de Monitoramento da Vida Útil de Baterias


Chumbo-Ácidas em Subestações, 2012.

CAMINHA, Amadeu Casal. Aplicações à Proteção dos Sistemas Elétricos. 1.ed


São Paulo: Edgard Blucher Ltda, 1977.

CARVALHO, Alexandre Lima de et al. Análises e soluções de problemas em


sistemas de distribuição ferroviários bifásicos e isolados, 2014.

CAT, Grupo Gerador 230kVA. Disponível em:


<https://www.cat.com/pt_BR/products/new/power-systems/electric-
powergeneration/diesel-generator-sets/18331028.html> Acesso em 2, janeiro, 2018.

COVRE, Helber Peixoto. Integração de Dados dos Sistemas de Proteção de


Subestações Distribuidoras. Escola Politécnica. USP. São Paulo, 2011.

DE SOUZA, Tallita da Cunha. Estudo de Coordenação e Seletividade da


Proteção de uma Planta Industrial, 2013.

Deep Sea Electronics. Controlador DSE 334. Disponível em:<


https://www.deepseaplc.com/ats/automatic-transfer-switch-control-modules/dse334
> Acesso em 19, abril, 2018.

ELMORE, Walter A. Protective Relaying Theory and Applications, 2 ed. New


York, Marcel Dekker Inc, 2004.
58

FERREIRA, Davidson Geraldo. Visão Integrada da Automação da Operação e


Manutenção de Sistemas Elétricos de Potência. Tese de Doutorado,
Universidade Federal de Minas Gerais, 2007.

FIGUEIRA, Milton César. Geração de Energia Elétrica. Colégio Iguaçu, 2011.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas,
2002.

GOES, Alan Ribeiro Gomes. Modernização da Proteção de Sistemas Elétricos de


Potência. Trabalho de Conclusão de Graduação, Universidade Federal de Rio de
Janeiro, Rio de Janeiro, 2013.

GONÇALVES, Rafaella dos Santos Baptista. Uso do ATP para simulações de


descargas atmosféricas em para-raios de 15 kV dos serviços auxiliares de
subestações de energia elétrica, 2013.

GONÇALVES, Renato Masago. Guia de projeto para subestações de alta tensão.


Graduação em Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica. Escola de
Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, 2012.

Google Maps, Vista Frontal da Subestação Tangará. Disponível em:


<https://maps.google.com.br> Acesso em 3, dezembro, 2017.

IBL - Construções, Comércio e Manutenções Eletromecânicas Ltda. Banco de


Baterias. Disponível em: < http://www.ibl-bauru.com.br/obras.html >. Acesso em 16,
abril, 2018.

KARASINSKI, Carlos Alberto; DA SILVA DIAS, Edson. Guia para Aplicação e


Manutenção de Banco de Baterias. Trabalho de conclusão de curso. Eng. Elétrica,
Instituto Federal de Educação Tecnológica do Paraná, 2003.

KINDERMANN, Geraldo. Proteção de sistemas elétricos de


potência. Florianópolis: UFSC, 1999.

LIMA, Thiago de Macedo. Desenvolvimento de um Anteprojeto de um Sistema


de Digitalização da Proteção e Controle Aplicados a uma Subestação Elétrica
Industrial de Alta tensão. Guaratinguetá, 2012.

Maezono, P. K. Proteção de Linhas de Transmissão. Edição do autor, São Paulo,


2003.

Maezono, P.K. Curso de Proteção, Apostila da Virtus. Consultoria e Serviços, 2004.

MAMEDE FILHO, João; MAMEDE, Daniel Ribeiro. Proteção de Sistemas Elétricos


de Potência. Rio de Janeiro, RJ: LTC, 2011.

MAMEDE FILHO, João. Manual de Equipamentos Elétricos. 3ed. Rio de Janeiro:


LTC, 2005.
59

MELLO, N. Automação Digital de Subestações de Energia


Elétrica. Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica, Universidade
Federal do Rio de Janeiro, 2006.

MUZY, Gustavo Luiz Castro de Oliveira. Consolidação de Material Didático para a


Disciplina de Subestações Elétricas. Escola Politécnica - Departamento de
Engenharia Elétrica, Rio de Janeiro, 2012.

PEREIRA, Allan Cascaes et al. Integração dos Sistemas de Proteção, Controle e


Automação de Subestações e Usinas-estado da Arte e Tendências. XVIII
SNPTEE GPC-152, Curitiba, 2005.

PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar de Freitas. Metodologia do


trabalho científico: métodos e técnicas de pesquisa e do trabalho acadêmico.
2.ed. Novo Hamburgo, RG: FEEVALE, 2013.

RAMOS, Ana Catarina Fonseca. Sistema de apoio à gestão da manutenção de


subestações: estágio na EDP Distribuição. Tese de Doutorado, 2015.

RUFATO JUNIOR, Eloi. Viabilidade técnica e econômica da modernização do


sistema de proteção da distribuição. Tese de Doutorado. Universidade de São
Paulo, 2006.

SILVA, Márcio Gabriel Melo. Avaliação de Desempenho de Relés de Proteção


Digitais. Projeto de Graduação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro, 2012.

VIANA, Herbert Ricardo Garcia. PCM-Planejamento e Controle da Manutenção.


Qualitymark Editora Ltda, 2002.

WEG. Retificador Digital. Disponível em:<


http://www.weg.net/catalog/weg/MV/pt/CriticalPower/Industrial/Retificadores/Retificad
or-Digital-Microprocessado/p/mkt_wdc_global_digital_rectifier_with_microprocessor
> Acesso em 16, abril, 2018.

WEG. Transformado de Serviço Auxiliar. Disponível


em:<http://old.weg.net/br/Produtos-e-Servicos/Geracao-Transmissao-e-Distribuicao
de-Energia/Transformadores/Transformadores-de-Distribuição> Acesso em 16, abril,
2018.
60

ANEXOS

ANEXO A – DIAGRAMA UNIFILAR DA SUBESTAÇÃO ELÉTRICA TANGARÁ


61

ANEXO B – ORDEM DE SERVIÇO PARA SUBSTITUIÇÃO DO BANCO DE


BATERIA NO ANO DE 2014
62

ANEXO B – ORDEM DE SERVIÇO PARA SUBSTITUIÇÃO DO BANCO DE


BATERIA NO ANO DE 2014 (CONTINUAÇÃO)
63

ANEXO C – ORDEM DE SERVIÇO PARA ENSAIO DO BANCO DE BATERIA NO


ANO DE 2018
64

ANEXO C – ORDEM DE SERVIÇO PARA ENSAIO DO BANCO DE BATERIA NO


ANO DE 2018 (CONTINUAÇÃO)
65

ANEXO D – DADOS DOS SERVIÇOS AUXILIARES C.C


66

ANEXO D – DADOS DOS SERVIÇOS AUXILIARES C.C (CONTINUAÇÃO)


67

ANEXO D – DADOS DOS SERVIÇOS AUXILIARES C.C (CONTINUAÇÃO)


68

APÊNDICE

APÊNDICE A – OFÍCIO PARA OBTENÇÃO DOS DADOS


69

APÊNDICE B – ENTREVISTA DO PROCEDIMENTO DE MANUTENÇÃO


Questionário do Procedimento de Manutenção

PERGUNTAS SIM NÃO JUSTIFICATIVA


Existem dificuldades no planejamento
das manutenções? Quais?

A empresa possui algum documento


que registre as ações de manutenção?

Existe algum cronograma para a


manutenção preventiva?

Existe algum controle dos


equipamentos de reposição em caso de
quebra?

Existe alguma investigação para as


causas de falhas mais comuns?

Existe algum acompanhamento dos


serviços de manutenção ou reparo?

Existe na empresa uma preocupação


com a organização do setor de
manutenção?
O que pode ser melhorado no
Departamento de manutenção?

O comercio local da região, atende as


necessidades de reposição de
equipamentos ou peças para a
realização de manutenção?

Existe alguma dificuldade na realização


das manutenções?

Acontece muitos imprevistos para a


realização das manutenções
programadas?

Existe uma forma de prever as falhas?


Quais?