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John Locke e o individualismo Liberal

Locke é um defensor do direito da liberdade e da tolerância religiosa. Considerado fundador do


empirismo, que afirma que o conhecimento é derivado da experiência. Dessa forma critica a
doutrina grega das ideias inatas e a teoria da tábula rasa.

Escreveu dois tratados (livros)


Primeiro Tratado – refutação ao direito divino dos reis.
Segundo Tratado – Ensaio sobre o governo civil. Formação, extensão e objetivo.
Dessa forma, para Locke, um poder político (governo civil) legítimo só pode ser alcançado pelo
consentimento dos governados. Assim, o “Segundo tratado” pode ser visto como uma formulação
do Estado Liberal.

Quanto ao Estado de natureza


Para Locke, diferente de Hobbes, o estado de natureza tinha em sua concepção uma formação
saudável mesmo que embrionária. Dotada de razão e direitos a propriedade. Embora seguisse uma
linha lógica sobre o caminho até o estado civil (estado natural – contrato social – estado civil)
Locke pensava diferente de Hobbes quanto ao surgimento da sociedade e do Estado, pois para ele o
indivíduo precedia a sociedade.
No estado de natureza de Locke, os homens viviam num estado pré-social e pré-político. Suas
características eram a total liberdade e igualdade. Teve como base pequenos povos, como as tribos
norte-americanas.

Quanto a propriedade
Posse de bens móveis e imóveis, essa é a noção de propriedade de Locke. Essa propriedade já está
garantida no estado de natureza e por ser uma instituição anterior à sociedade, é um direito natural
do indivíduo. Por isso, inviolável pelo Estado e garantido pelo trabalho.
Com o uso massivo do dinheiro pelo comércio, surgiu uma nova forma de adquirir propriedade,
junto com uma nova noção de propriedade: propriedade limitada, aquela garantida pelo trabalho; e
propriedade ilimitada, aquela garantida pela acumulação do dinheiro.

Quanto ao contrato
A necessidade de uma contrato social, formador de uma sociedade civil, está embasado
primeiramente na ideia de impedir violações da propriedade. Em Locke o contrato social é um pacto
de consentimento, a fim de preservar e consolidar os direitos do estado de natureza. Protegidos pelo
amparo da lei, do arbitro e da força comum. Estabelecendo em linhas gerais, Locke acaba por não
especificar um tipo de governo como o mais eficiente, contanto que seja criado pelo livre
consentimento dos indivíduos, garanta a proteção dos direitos de propriedade pelo governo que
exista um certo controle pela sociedade.

Locke também deixa aberturas para uma resistência do povo caso o principal objeto não seja levado
como deve. Isso se daria quando o poder (legislativo ou executivo) atentam contra a propriedade.

Quanto a Tirania e resistência


A violação da propriedade somado ao uso da força sem amparo legal colocam os governantes em
posição de rebelião contra os governados, dando ao povo o direito legítimo de resistência. Onde o
estado civil retorna ao estado de natureza, fazendo de Deus o único juiz e justificando o uso da
força por parte do povo.

Resumo: o cerne do estado civil, para Locke está no direito de natureza como algo inviolável,
assim como o direito a propriedade. Tornando então, John Locke como o pai do individualismo
liberal.