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MINOGUE, Kenneth

Política, uma brevíssima introdução

1. Porque os déspotas não fazem parte da política

Num sistema despótico a ordem, as leis, o direito de propriedade, tudo decorre das próprias
inclinações do déspota. Poder centralizador, hoje definido como uma forma de governo. No
despotismo não há apelação de nenhum gênero por parte do povo e a voz pública cabe somente ao
déspota que geralmente detém parte da sua força pela noção de espiritualidade. Dessa forma, nessa
sociedade, ocorre certa estagnação do conhecimento científico e tecnológico.

Que entender de política quanto a isso…

• Primeiramente, política está no centro de nossa formação, independente da forma como


assume pois se modela de acordo com a mudança cultural e circunstância.
• Entender política é estudar os sinais da constituição, mudança e falha da nossa civilização.

2. Os gregos antigos: como ser um cidadão

A política entre os gregos eram uma maneira de se relacionar uns com os outros. Dotada de razão e
movida pela persuasão, era vivida entre aqueles que podiam ser considerados cidadãos. Fazer
política para os gregos é inerente a homem, um conhecimento natural (o que Locke faz crítica ao
trazer o conceito de existencialismo)
Os que eram cidadãos gozavam da isonomia, ou seja, da igualdade perante a lei.

• Política tem como chave a variação e conexão de cargos que correspondem a deveres com
base em um conjunto de leis (constituição) que especificam o relacionamento entre pessoas
em determinado governo.
• Ciência política é possível porque a própria política segue padrões regulares.

3. Romanos: verdadeiro significado do patriotismo

As práticas ocidentais que identificam fazer política (seu vocabulário cívico) foram herdadas dos
Romanos. Roma é o exemplo das funções limitando o exercício de poder (senado, Estado…)

4. Cristianismo e a ascensão do indivíduo


Primeira vez onde a religião desempenhou um papel independente na ordem civil. Idade Média.
Civilização constituída pelo:
• Amor pela liberdade – pela religião e moralidade
• Ordem civil – através de acordo
• Religião – através da educação

A essência da política medieval está no fato de que o monarca não podia governar sem a cooperação
de parceiros, como nobres, a igreja e representantes das cidades (futuramente parlamentos)