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10/04/2014

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS


Classificação de Estruturas,
Princípio de Saint-Venant e
Torção

CLASSIFICAÇÃO DE ESTRUTURAS QUANTO À


ESTATICIDADE E ESTABILIDADE

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ESTRUTURAS ISOSTÁTICAS

N° reações = N° equações de equilíbrio

Quando o número de movimentos impedidos é


igual ao necessário para impedir o movimento de
corpo rígido da estrutura, diz-se que a estrutura é
isostática, ocorrendo uma situação de equilíbrio
estável

ESTRUTURAS HIPOESTÁTICAS

N° reações < N° equações de equilíbrio


Quando o número de movimentos impedidos é
menor que o necessário para impedir o movimento
de corpo rígido da estrutura, diz-se que a estrutura
é hipostática, ocorrendo uma situação indesejável
de equilíbrio instável

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ESTRUTURAS HIPERESTÁTICAS

N° reações > N° equações de equilíbrio

O número de equações da estática aplicáveis ao


problema é menor que o número de incógnitas a
resolver. As equações de equilíbrio devem ser
complementadas por outras relações envolvendo
deformações, considerando a geometria do
problema.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS APLICÁVEIS A


ENGENHARIA CIVIL

Vigas – são elementos estruturais geralmente


compostos por barras de eixos retilíneos que estão
contidas no plano em que é aplicado o
carregamento.

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Treliças – são sistemas reticulados cujas barras têm


todas as extremidades rotuladas e cujas cargas são
aplicadas em seus nós. Apresentam apenas esforços
internos axiais.

Pórticos (ou Quadros) – são elementos compostos


por barras de eixos retilíneos dispostas em mais de
uma direção submetidos a cargas contidas no seu
plano. Apresentam apenas três esforços internos:
normal, cortante, momento fletor.

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Grelhas – são estruturas planas com cargas na


direção perpendicular ao plano, incluindo
momentos em torno de eixos do plano.
Apresentam três esforços internos: esforço
cortante, momento fletor, momento torsor.

CRITÉRIOS DE RESISTÊNCIA
Estados Limites → ruptura

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Estado Limite de Utilização

Estado Limite de Estabilidade

CRITÉRIOS DE RESISTÊNCIA
- Critérios Obsoletos
 Critérios de Rankine - critério da maior tensão
normal, considera a tensão admissível, adequado
para materiais dúcteis,
 Tresca - critério da maior tensão de cisalhamento,
base no ensaio de tração no aço, o que causa o
rompimento do aço é a presença da tensão de
cisalhamento que “corta” a superfície da estrutura,

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CRITÉRIOS DE RESISTÊNCIA

- Critérios Obsoletos

 Saint-Venant - critério de maior deformação


normal, utiliza o coeficiente de Poison (ν),
utilizado tanto para materiais dúcteis como
para materiais frágeis,

CRITÉRIOS DE RESISTÊNCIA
- Critérios Atuais:

 Critérios de Mohr - utilizado para diversos materiais


(concreto e ferro fundido), considera tanto a
resistência a compressão quanto a resistência a
tração,

 Coulomb - critério definido por dois parâmetros


físicos, ϕ: ângulo de atrito interno e τc:tensão de
coesão, critério utilizado para areias, argilas e siltes,

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CRITÉRIOS DE RESISTÊNCIA

- Critérios Atuais:

von Misses - critério da energia de distorção,


utilizado para materiais dúcteis com valores de
resistência a compressão próximos a resistência a
tração, critério baseado em conceitos de energia de
deformação.

Até agora as tensões normais eram consideradas


uniformemente distribuídas em qualquer seção
transversal perpendicular ao eixo de uma barra,
porém, na vizinhança do ponto de aplicação da
carga esta suposição não se verifica. Cargas
transmitidas através de placas rígidas, resultam
em distribuição uniforme de tensão e
deformação.
Cargas concentradas resultam em altas
concentrações de tensão na região de
aplicação das mesmas. A Teoria Matemática
da Elasticidade é usada na determinação da
distribuição de tensões aos casos de aplicação
de forças em extremidades

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Princípio de Saint- Venant


Por meio de métodos matemáticos avançados (Teoria
da Elasticidade), obtém-se os resultados dos estudos
da distribuição de tensão no entorno do ponto de
aplicação da carga em uma Placa Retangular.

Torção

Efeitos da Torção:
-Dá origem a tensões de cisalhamento nas diversas seções
transversais do eixo;
-Produz um deslocamento angular de uma seção transversal
em relação à outra

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Torção
Torque é o momento que tende a torcer a peça em torno de seu
eixo longitudinal.

Durante a torção, haverá rotação em torno do eixo longitudinal, de


uma extremidade da barra em relação à outra. Considerando-se
fixa a extremidade esquerda da barra, a da direita gira num ângulo
φ (em radianos) em relação à primeira.

Quando um torque externo é aplicado a um eixo, cria um


torque interno correspondente no interior do eixo.

τ = G .ϒ

τ – tensão de cisalhamento
G – Modulo de Elasticidade
Transversal
ϒ – deformação por cisalhamento

A equação da torção relaciona o torque interno com a


distribuição das tensões de cisalhamento na seção
transversal de um eixo ou tubo circular. A deformação e a
tensão de cisalhamento variam linearmente com o raio r,
tendo seus valores máximos na superfície do eixo.

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R. φ
R.
ϒmax 

Seja um eixo circular de comprimento L e
raio R, torcido de um ângulo φ,

marca-se um elemento de área definido


por dois círculos adjacentes e duas
geratrizes muito próximas,

ϒ Após a aplicação do momento de torção o


elemento se transforma em um losango. ϒ
variação do ângulo formado pelos lados do
elemento. Neste caso formado pelas linhas
AB e A’B.

Ângulo de Torção (ф)

.
ф=


T – Torque ou momento de Torção


L – comprimento do eixo
J – Momento de Inercia Polar
G – Modulo de Elasticidade Transversal

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Equação da Torção

. .

τ max= τ=
 

τ = Tensão de Cisalhamento no
eixo
T = Torque interno resultante
que atua na seção transversal
J = Momento de Inércia polar da área da seção transversal
R = raio externo do eixo
ρ = raio medido a partir do centro do eixo

Momento de Inércia Polar


- Para o caso de um eixo circular :

J = ∫A ρ2 dA = ∫R ρ2 (2.π. ρ .d ρ)

J = 2.π ∫R (ρ3 . d ρ)

.π.ρ4 R .π.R4 = π.R4


J= │ =

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Para o caso de um eixo circular de seção vazada:


π .C4 π .ρ 4
J= -

Que valor de momento de torção deve ser aplicado à


extremidade do eixo circular mostrado, de modo que o
ângulo de torção produzido seja de 2°? Adotar para o
módulo de elasticidade G o valor 80 GPa para o aço.


J = π (C4 – ρ4)


J = π (304 – 204) = 1,021 . 106 mm4

 ,  . .  . . π
T= ф= .
  
T = 1900.779,9 N. mm = 1,9 KN .m

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Unidades

T= 
ф , ф em radianos é adimensional

 .   . 


N.m= =
 

 .   . 


= = = N. mm
  

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Menu: Modules → Clicar em Torsion


Na nova janela preencher 2 a 3 valores nos campos →
Shearing Stress e Angle of Twist, escolher G de Steel
AISI 1020 HR
Preencher Unidades na parte lateral da janela→ clicar
em Compute

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