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CONCURSO PETROBRAS

E NGENHEIRO ( A ) DE E QUIPAMENTOS J ÚNIOR - E LÉTRICA


E NGENHEIRO ( A ) J ÚNIOR - Á REA : E LÉTRICA

Teoria Eletromagnética

T
Questões Resolvidas
AF
Q UESTÕES RETIRADAS DE PROVAS DA BANCA CESGRANRIO
R
D

Carlos Menezes
Roni G. Rigoni
www.ExatasConcursos.com.br
Introdução

Recomendamos que o candidato primeiro estude a teoria referente a este assunto, e só depois
utilize esta apostila. Recomendamos também que o candidato primeiro tente resolver cada questão,

T
sem olhar a resolução, e só depois observe como nós a resolvemos. Deste modo acreditamos que este
material será de muito bom proveito.

Não será dado nenhum tipo de assistência pós-venda para compradores deste material, ou
seja, qualquer dúvida referente às resoluções deve ser sanada por iniciativa própria do comprador, seja
AF
consultando docentes da área ou a bibliografia. Apenas serão considerados casos em que o leitor
encontrar algum erro (conceitual ou de digitação) e desejar informar ao autor tal erro a fim de ser
corrigido.

Os autores deste material não têm nenhum tipo de vínculo com a empresa CESGRANRIO.
As resoluções aqui apresentadas foram elaboradas por Carlos Menezes Diniz, aprovado em terceiro
lugar para o cargo de Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Elétrica no concurso Petrobras 2012/01,
antes mesmo de se formar em Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Pernambuco. A revisão,
R
organização e edição foram feitas pelo Engenheiro Roni Gabriel Rigoni.

Este material é de uso exclusivo do Comprador Cód. T64TRJ73YNKS. Sendo vedada, por
quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação e distribuição. Sujeitando-se
o infrator à responsabilização civil e criminal.
D

Faça um bom uso do material, e que ele possa ser muito útil na conquista da sua vaga.
Índice de Questões

Prova: Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Elétrica - Petrobras 2012/1

Q21 (pág. 1), Q24 (pág. 3).

Prova: Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Elétrica - Petrobras 2011

T
Q21 (pág. 5), Q23 (pág. 6).

Prova: Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Elétrica - Petrobras 2010/2

Q21 (pág. 8), Q22 (pág. 10).


AF
Prova: Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Elétrica - Petrobras 2010/1

Q17 (pág. 12), Q18 (pág. 13), Q19 (pág. 14), Q20 (pág. 15), Q21 (pág. 17),
Q22 (pág. 18), Q23 (pág. 19), Q26 (pág. 21).

Prova: Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Elétrica - Termoaçu 2008

Q21 (pág. 22).


R
Prova: Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Elétrica - Refap 2007

Q24 (pág. 24).

Prova: Profissional Júnior - Engenharia Elétrica - BR Distribuidora 2010

Q27 (pág. 25), Q28 (pág. 27).


D

Prova: Engenheiro(a) Júnior - Área: Elétrica - Transpetro 2012

Q22 (pág. 29), Q23 (pág. 30).

Prova: Engenheiro(a) de Equipamentos Júnior - Eletrônica - Petrobras 2010/1

Q7 (pág. 31).

Prova: Engenheiro(a) Eletrônica - Eletrobrás Eletronuclear 2010

Q26 (pág. 34), Q27 (pág. 36).

Número total de questões resolvidas nesta apostila: 23


Teoria Eletromagnética

KS
Questão 1
( Eng de Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2012/1 )

N
21

3Y
J7
R
4T
T6
KS
Duas superfícies cilíndricas, coaxiais, condutoras e infinitamente longas têm raios a [m] e b [m], conforme mostra a figura

acima. A região entre os cilindros é preenchida por um dielétrico homogêneo, sem perda, com permissividade constante
N
3Y

, e as superfícies condutoras dos cilindros têm espessuras desprezíveis. Considere que a superfície interna está

no potencial elétrico de +50 V e a externa no potencial de 0 V.


J7

Com base nos dados fornecidos, qual a expressão do raio r de uma superfície equipotencial, cilíndrica, no interior do
R

dielétrico, que está com potencial de +10 V?


4T

(A) (B) (C) (D) (E)


T6
KS

Resolução:
N

O cilindro interno está em um potencial maior que o cilindro externo, de


3Y

modo que o sentido do campo elétrico é radial e externo. A diferença de potencial


J7

pode ser expressa como o negativo da integral de linha do campo elétrico em um


R

caminho, por simetria usemos o sentido radial e externo, para facilitar as contas:
4T

Z Z r≤b
U = − Edl = −
T6

E(r)dr
C a

Então precisamos determinar o campo elétrico. Utilizando a lei de Gauss


para um cilindro concêntrico temos, para uma densidade superficial de carga σ :
Z
Qenv = DdS
S
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Z Z l
σdS = εE2πrdx
S 0

2πalσ = 2πrlεE
σ  a
E(r) =
ε r

Integrando com respeito ao campo elétrico obtido temos:

KS
 σa   r 
U (r, a) = − ln
ε a

N
3Y
Para o potencial de 10V a um raio r temos U = 10 − 50 = −40V , logo:

J7
 σa   r 
40 = ln (1)

R
ε a

4T
Sabendo ainda que quando r = b temos U = −50V :

T6
 σa   b 
50 = ln (2)
ε a
KS

Dividindo a expressão 1 pela 2 teremos:


N
3Y

ln ar

4
=
ln rb

5
J7
R

Utilizando a propriedade de mudança de base entre os logaritmos temos:


4T

4 r
= log b
T6

5 a a

O que se traduz em:


KS

  45
b r
N

=
a a
3Y

 4  
b r 5
J7

=
a a
R

r 5 = b4 a
4T

4 1
r = b5 a5
T6

1 1
r = b1 b− 5 a 5
b
r= 1
b 5
a
 
Alternativa (E) 


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Questão 2
24 ( Eng de Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2012/1 )

No arranjo da figura abaixo, é apresentado um trilho formado por duas barras condutoras paralelas muito longas, dispostas
verticalmente em relação ao solo, sobre as quais uma barra móvel condutora de comprimento L = 2 m e massa M = 100 g
pode movimentar-se livremente, sem atrito e sem perder o contato com o trilho. Um campo magnético uniforme B = 0,5 T
é aplicado a esse arranjo, conforme mostra a figura.

KS
N
3Y
J7
R
Considere que a aceleração da gravidade vale g = 10 m/s2 e que o valor das resistências elétricas da barra e do trilho é

4T
desprezível em comparação com o resistor R.
Dessa forma, o valor da resistência R que permite que a barra caia com velocidade constante v = 10 m/s é

T6
(A) 1 k Ω (B) 100 Ω (C) 10 Ω (D) 1 Ω (E) 0,1 Ω
KS
Resolução:
N
3Y

Nesta situação podemos considerar o conjunto formado pelo fio condutor e a


barra como uma espira cuja área aumenta conforme ocorre a queda da barra. Pela
J7

lei da indução de Faraday o aumento do fluxo envolvido pela espira induz tensões
R

na mesma, provocando a circulação de corrente elétrica. Esta corrente interage


4T

com o próprio campo magnético que a criou, experimentando a barra uma força
T6

que atua no sentido de frear a sua própria queda, removendo energia do sistema.
Finalmente, para que um corpo mova-se com velocidade constante é necessário
KS

que a resultante das forças que nele agem seja nula, em outras palavras, a força
N

eletromagnética deve ser de mesmo módulo que o peso da barra, porém com
3Y

sentido oposto.
J7

Para o candidato analisar o problema quantitativamente é necessário obter


R

os seguintes dados:
4T
T6

1. Calcular o fluxo na “espira” em função do tempo, através de uma integral de


superfície;

2. Calcular a tensão induzida na “espira”, através de derivação;

3. Avaliar a corrente, bem como seu sentido para determinar a força eletromag-
nética;

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4. Igualar, em módulo, a força da gravidade e a força eletromagnética.

Podemos supor que a barra partiu de um x = x0 e como estamos analisando


a situação que a barra se desloca a v m/s temos:
Z Z
Φ= BdS = B dS = BS = BL(x0 + vt)
S S

Derivando o fluxo no tempo encontraremos a tensão induzida na “espira”

KS
e pela lei de Lenz iremos observar que a corrente induzida circulará no sentido

N
anti-horário, de modo a se opor a esta variação de fluxo.

3Y

J7
= BLv
dt
BLv

R
Iind =

4T
R

T6
A força eletromagnética é proporcional ao campo B agindo sobre a corrente
e ao comprimento L da barra, assim:
KS
B 2 L2 v
Fem = BIL =
N

R
3Y

Como esta força deve contrabalancear o peso devemos ter:


J7

Fem = P
R

B 2 L2 v
4T

= Mg
R
T6

Isolando a resistência R e substituindo os valores do enunciado: B = 0, 5T ,


KS

L = 2m, M = 0, 1kg, g = 10m/s2 e v = 10m/s temos:


B 2 L2 v
N

R=
3Y

Mg
0, 52 × 22 × 10
J7

R=
0, 1 × 10
R

R = 10Ω
4T

 
T6

Alternativa (C) 


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Questão 3
( Eng de Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2011 )
21
Um fio reto infinitamente longo de seção reta circular é
percorrido por uma corrente elétrica de valor constante.
Considere o módulo da intensidade de campo mag-
nético medido no interior desse fio a uma distância r do
centro da seção reta. Na hipótese de a seção reta do fio
ter seu raio duplicado, mantendo a mesma intensidade de
corrente, um segundo valor de intensidade do módulo do

KS
campo magnético aparecerá no mesmo ponto, distan-
te r do centro da seção.

N
A expressão de , em relação a ,é

3Y
(A)
(D)

J7
(B)
(E)

R
4T
(C)

Resolução:
T6
KS
A lei de Ampère nos informa que a integral de linha do campo magnético tem
N

o mesmo valor da corrente envolvida por esta curva fechada. Por simetria axial,
3Y

a curva mais adequada para análise é um círculo concêntrico ao fio infinito, desta
J7

forma: Z Z Z r
R

Hdl = Ienv = JdS = J(r)2πrdr


4T

C S 0

Como a distribuição de corrente é uniforme, a corrente envolvida pela ampe-


T6

riana é proporcional à área envolvida em relação à área total do fio, nos poupando
KS

o esforço de calcular a integral, supondo que o fio tenha inicialmente raio total R1 :
 2  2
πr r
N

Ienv = 2
I= I
3Y

πR1 R1
J7

Desta forma:
R

Z
Hdl = 2πrH1 = Ienv
4T

C
Ienv
T6

H1 =
2πr
 
r
H1 = I
2πR12

Repetindo o problema para uma segunda distribuição de corrente, desta vez

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com raio R2 iremos obter a mesma expressão para um segundo campo:


 
r
H2 = I
2πR22

Dividindo H2 por H1 , para o mesmo raio r e a mesma corrente I:


 2
H2 R1
=
H1 R2

KS
 2
H2 1
=
H1 2

N
H1

3Y
H2 =
4

J7
 
Alternativa (D) 

R


4T
T6
KS

Questão 4
N

( Eng de Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2011 )


23
3Y

Considere um cubo no qual uma de suas faces está no


J7

potencial elétrico [volt], e as demais faces estão no


R

potencial zero.
4T

Dado que, no interior do cubo, o dielétrico é o ar, qual o


potencial elétrico, em volts, no centro desse cubo?
T6

(A)
(D)
(B)
KS

(E)
(C)
N
3Y
J7

Resolução:
R

Como nada é dito sobre a condutividade do meio podemos assumir que todo
4T

o interior do cubo é um meio dielétrico perfeito. Como temos uma condição elet-
T6

rostática, a analogia de circuito mais natural é a de capacitores. De fato podemos


considerar a interface “face do cubo - centro do cubo” como um capacitor de placas
planas e utilizarmos a fórmula:
A
C=ε
d
Temos cinco faces completamente descarregadas (aterradas) e uma face

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carregada no potencial V0 , deste modo podemos associar uma capacitância entre


a face carregada e o centro do cubo e uma capacitância entre o centro do cubo e
as faces descarregadas.

Por considerações de simetria a distância equivalente de um capacitor de


placas planas é a mesma para ambas as faces em relação ao centro, como a área
das faces descarregadas é cinco vezes a área da face descarregada temos:

KS
C(terra−centro) = 5C(carregada−centro) = 5C

N
3Y
Observação: Alternativamente poderíamos considerar cada conjunto “face
do cubo - centro do cubo” como tendo uma capacitância e teríamos que as cinco

J7
faces descarregadas formam um conjunto em paralelo, sendo este em série com

R
a face carregada de V0 .

4T
T6
Utilizando a lei das malhas temos:

V(terra−centro) + V(centro−carregada) = V0
KS
N

Como temos “capacitores” em série, ambos têm a mesma carga:


3Y

Q(terra−centro) = Q(carregada−centro)
J7

5CV(terra−centro) = CV(carregada−centro)
R
4T

5V(terra−centro) = V(carregada−centro)
T6

Substituindo na equação das malhas obtida anteriormente temos que


V0
KS

V(terra−centro) =
6
N

e como o potencial das faces aterradas é zero, temos a resposta na letra (E).
3Y

 
J7

Alternativa (E) 

R
4T
T6

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Questão 5
( Eng de
21Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2010/2 )

Um núcleo toroidal tem uma seção reta S [ m2 ], com-


primento médio L [ m ], permeabilidade μ [ H/m ] e um
enrolamento de N espiras. Nesse núcleo é feito um Gap
(entreferro) de comprimento médio d [ m ], com d << L,
de modo que a dispersão no Gap possa ser desprezada.
Para que o núcleo tenha um fluxo magnético de Ψ [ Wb ],
a expressão da corrente no enrolamento, em ampères, é

KS
Dados: permeabilidade do Gap é μ0 [ H/m ] e
a dispersão no enrolamento é desprezível

N
YN é (L - d) d ù

3Y
(A) I = ê + ú éL d ù
S ë m m0 û (D) I = YNS ê + ú
ë m m0 û

J7
Y é (L - d) d ù

R
(B) I = ê + ú Y
NS ë m m0 û (E) I = [Lm + dm0 ]

4T
NS

YS é (L - d)ù

T6
(C) I = ê ú
N ë m + m0 û
KS

Resolução:
N
3Y

Esta questão envolve o conceito de circuito magnético, onde podemos ob-


J7

servar o uso de duas equações de Maxwell, que resultarão num sistema linear de
R

segunda ordem, bastando fazer as substituições adequadas para se chegar a uma


4T

expressão conveniente com o enunciado da questão.


T6

A Lei de Ampère aplicada ao circuito resulta que a integral de linha do campo


H no circuito magnético é igual à corrente envolvida, desta forma (observe que
KS

L − d ≈ L):
N

Z
Hdl = Ienv (3)
3Y

Hgap d + Hf erro (L − d) = N I
J7

(4)
R
4T

A inexistência de monopólos magnéticos por outro lado atesta que o fluxo


magnético que entra pelo entreferro é o mesmo fluxo magnético que sai pelo en-
T6

treferro, uma vez que o enunciado afirma que não há dispersão de fluxo.

Ψentra = Ψsai = Ψ (5)


µHf erro S = µ0 Hgap S (6)

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Eliminando em 6 o termo S e isolando Hgap temos:


µ
Hgap = Hf erro (7)
µ0

Deste modo, basta acharmos uma expressão para Ψ em função de I substi-


tuindo 7 em 4:
 
µ
Hf erro (L − d) + Hf erro d = N I

KS
µ0
NI
Hf erro = (8)

N
 
µ
(L − d) + d

3Y
µ0

Ψ = µHf erro S (9)

J7
R
Substituindo 8 em 9, iremos chegar à expressão final para o fluxo por espira:

4T
N IS

T6
Ψ=µ  
(L − d) + µµ0 d
KS
Isolando a corrente elétrica I da equação acima teremos:
N

 
Ψ (L − d) d
3Y

I= +
NS µ µ0
J7

 
Alternativa (B) 
R


4T
T6
KS
N
3Y
J7
R
4T
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Questão 6
( Eng de22
Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2010/2 )

Na fronteira entre dois meios dielétricos magnéticos (meios


1 e 2), os campos elétrico e magnético devem satisfazer
determinadas condições de contorno. Considere que os
meios 1 e 2 tenham, respectivamente, permissividades ε1
e ε2 (em F/m) e permeabilidades μ1 e μ2 (em H/m). Dado
que, nos meios 1 e 2, as intensidades de Campo Elétrico,
em V/m, são, respectivamente, E1 e E2, e as densidades
de fluxo magnético, em T, são, respectivamente, B1 e B2,

KS
na fronteira entre esses meios, a(s) componente(s)
(A) normal de E1 é igual à componente normal de E2.

N
(B) tangencial de E1 é igual à componente tangencial de

3Y
E2 .
(C) tangencial de B1 é igual à componente tangencial de

J7
B2 .
(D) tangenciais de E1 e E2 são proporcionais às respecti-

R
vas permissividades.

4T
(E) tangenciais de B1 e B2 são inversamente proporcio-
nais às respectivas permeabilidades.

T6
KS
Resolução:
N

Esta questão pode se tornar simples uma vez conhecidas as condições de


3Y

contorno derivadas das quatro equações de Maxwell.


J7

A primeira equação de Maxwell nos diz que o fluxo elétrico em uma superfí-
R

cie fechada é igual à carga envolvida por esta mesma superfície, o que nos leva à
4T

seguinte condição de contorno, onde N assinala a componente normal:


T6

D1N − D2N = σ
KS

ε1 E1N − ε2 E2N = σ
N

A segunda equação de Maxwell nos diz que o fluxo magnético é sempre


3Y

zero em uma superfície fechada, o que equivale a negar a existência de monopólos


J7

magnéticos uma vez que as linhas de campo fecham-se sobre si mesmas. Isto se
R

traduz na seguinte condição de contorno:


4T

B1 − B2 = 0
T6

µ1 H1N − µ2 H2N = 0

A terceira equação de Maxwell em sua forma estática, sem variações no


tempo, nos diz que a circulação do campo magnético é igual ao valor da corrente
envolvida nesta circulação, de modo que temos outra condição de contorno, desta

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vez tangencial (T ):
H1T − H2T = J

A quarta equação de Maxwell em sua forma estática nos diz que a circulação
de E é zero, uma vez que na ausência de um fluxo magnético variante no tempo o
campo elétrico se torna conservativo.

E1T − E2T = 0

KS
N
A alternativa (A) afirma que as componentes normais dos campos elétri-

3Y
cos são iguais, mas observando a primeira condição de contorno isto só seria

J7
verdadeiro se as permissividades dielétricas fossem idênticas e a densidade su-

R
perficial de carga σ fosse nula, o que não é especificado. A alternativa (B) afirma

4T
que as componentes tangenciais do campo elétrico são iguais, e de fato o são no

T6
regime estático o que a confirma como resposta. Isso já invalida como verdadeira a
alternativa (D), pois por inspeção notamos que as permeabilidades dielétricas não
KS
são relevantes em relação às componentes tangenciais. A alternativa (C) seria
verdadeira se esta se referisse à componente normal do vetor indução magnética,
N

portanto é falsa. A alternativa (E) é incorreta, pois a condição de contorno citada


3Y

independe da permeabilidade magnética.


J7

 
R

Alternativa (B) 

4T
T6
KS
N
3Y
J7
R
4T
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Questão 7
( Eng de Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2010/1 )
17

Uma carga elétrica penetra em um campo magnético com


movimento retilíneo, cuja direção faz com as linhas de flu-
xo um ângulo a. A intensidade da força imposta à carga é
(A) mínima se a for igual a 45°.
(B) mínima se a for igual a 90°.
(C) máxima se a for igual a zero.
(D) máxima se a for igual a 45°.

KS
(E) máxima se a for igual a 90°.

N
3Y
Resolução:

J7
Esta questão é trivial, e basta saber a expressão para a força experimentada

R
por uma partícula carregada em movimento, dada por um produto vetorial. Deste

4T
modo é preciso utilizar a informação do ângulo α existente entre o movimento

T6
(velocidade) e o sentido do campo magnético.
KS
Fem = qvBsen(α)
N
3Y

Desta forma, para maximizar esta força é necessário uma condição de or-
togonalidade (α = 90◦ ) entre as linhas de campo magnético e o movimento da
J7

carga.
R
4T

 
Alternativa (E) 

T6
KS
N
3Y
J7
R
4T
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Questão 8
( Eng de18Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2010/1 )

Um condutor, movimentando-se no interior de um campo


magnético, é submetido por indução a uma força
eletromotriz (f.e.m.). A f.e.m. induzida é proporcional
(A) somente ao número de espiras.
(B) somente à velocidade com que o campo magnético varia.
(C) somente à velocidade com que este condutor corta o
campo magnético.
(D) ao número de espiras e à velocidade com que o cam-
po magnético varia.
(E) às velocidades com que este condutor corta o campo

KS
magnético e com que o campo magnético varia.

N
3Y
Resolução:

J7
Questão bastante simples, uma vez compreendida satisfatoriamente a lei de

R
Faraday da indução, que diz que a variação no tempo de um fluxo magnético induz

4T
tensões elétricas de modo a se opor a esta variação de fluxo.

T6
Quanto maior o número de espiras, maior é o fluxo enlaçado globalmente
pelo condutor, deste modo para uma mesma variação do campo magnético há um
KS
maior fluxo variando no tempo e consequentemente maior tensão induzida.
N

Velocidade é caracterizada como uma taxa de variação no tempo, então,


3Y

quanto maior a variação de um campo magnético para uma mesma superfície


J7

submetida a este campo, maior a tensão induzida.


R

Um ímã se aproximando de uma espira imóvel é equivalente a uma espira


4T

se aproximando de um imã imóvel, o que interessa para a existência de tensão


T6

induzida é a variação de fluxo, que decorre de um movimento relativo entre as


partes.
KS

Deste modo, as alternativas (A) e (B) são incorretas por não responderem
N

de forma completa aos requisitos para o surgimento de uma força eletromotriz. Já


3Y

a alternativa (C) peca por não admitir a equivalência devido ao movimento relativo.
J7

Restam as alternativas (D) e (E), mas podemos notar que as duas afir-
R
4T

mações da letra (E) são equivalente, conforme nossa discussão sobre movimento
relativo, além de pecar por não levar em conta o aumento de superfície envolvida
T6

devido ao aumento do número de espiras. Como força eletromotriz é variação de


fluxo e a alternativa (D) fala tanto de variação como de fluxo, ela é a alternativa
correta e mais completa.
 
Alternativa (D) 


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Questão 9
( Eng de Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2010/1 )
19

Linhas de
Fluxo
i Magnético

+ Entreferro

V
-

KS
Enrolamento

N
com

3Y
N espiras

J7
Seja o circuito magnético mostrado na figura acima.

R
A.espira
Sabendo-se que a relutância do cobre vale 3.103

4T
Wb
A.espira
e a do entreferro vale 4.105 e que N= 5000, o

T6
Wb
valor aproximado da indutância L do circuito, em H, é
(A) 0,06 (B) 0,1
KS
(C) 0,6 (D) 0,8
N

(E) 1,0
3Y
J7

Resolução:
R

Observação: No enunciado, razoável seria substituir a palavra “cobre” por


4T

“ferro”, dado a figura e o valor de relutância observado.


T6

Neste problema, podemos utilizar uma fórmula genérica para a indutância,


que é proporcional ao quadrado do número de espiras e inversamente a relutância
KS

equivalente. Como as linhas de campo que circulam pelo entreferro são as mes-
N

mas que circulam pelo ferro é evidente que o circuito magnético equivalente são
3Y

duas relutâncias em série, deste modo:


J7

Req = Rf erro + Rentref erro


R
4T

Como a relutância do entreferro é bem maior que a relutância do ferro, pode-


T6

mos fazer um cálculo aproximado considerando que toda a relutância se deve


quase que unicamente à presença do entreferro, assim:

Req ≈ Rentref erro = 400.000

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Finalmente, aplicando a fórmula da indutância:


N2
L≈
Req
(5.000)2
L≈
400.000
250
L≈
4
L ≈ 62, 5H

KS
N
Esta é a resposta da questão, porém a alternativa indicada no gabarito é a

3Y
letra (C). Podemos observar que utilizando N = 500 a resposta seria coerente com

J7
o gabarito, deste modo concluímos que houve um erro de digitação no enunciado.

R
Porém, mesmo com este erro claro, parece que esta questão não foi anulada (?).

4T
 
Alternativa (C)* 

T6

KS
N
3Y
J7

Questão 10
( Eng de Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2010/1 )
R

20
4T

Em uma determinada região do espaço, o potencial elétrico


T6

é dado pela expressão V = 2x2y + zx + y/z. Sabendo-se que


r r r
i , j e k são os vetores unitários nas direções dos eixos
KS

x, y e z, o campo elétrico, em V/m, no ponto A(2,−1,3) é


r r r r r r
(A) 5 i - 8,3 j - 2,1k (B) -5 i + 8,3 j + 2,1k
N

r r r r r r
3Y

(C) 8 i - 8 j - 0,3k (D) 2 i - 1j - 3k


r r r
J7

(E) 5 i + 8,3 j + 2,1k


R
4T

Resolução:
T6

É de conhecimento que as linhas de campo elétrico partem das cargas pos-


itivas e se encerram nas cargas negativas e deste modo uma carga submetida
a este campo é movida dos maiores potenciais para os menores potenciais. Do
cálculo vetorial sabemos que o campo gradiente aponta na direção da maior vari-
ação do campo derivado, deste modo, o campo elétrico é o negativo do gradiente

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do potencial elétrico, pois desta forma ele sempre aponta no sentido de minorar o
potencial, desta forma:
∂V ~ ∂V ~ ∂V
E = −∇V = − i− j− ~z (10)
∂x ∂y ∂k

Calculando a derivada parcial do potencial elétrico em relação à variável x:


∂V
= 4xy + z (11)

KS
∂x

N
Calculando a derivada parcial do potencial elétrico em relação à variável y:

3Y
∂V
= 2x2 + z −1 (12)

J7
∂y

R
Calculando a derivada parcial do potencial elétrico em relação à variável z:

4T
∂V

T6
= x − yz −2 (13)
∂z
KS
Agora, devemos avaliar em x = 2, y = −1 e z = 3 as derivadas parciais e
substituirmos na expressão 10 do gradiente:
N
3Y

∂V
= 4 × 2 × (−1) + 3 = −5 (14)
∂x
J7

∂V 1
= 2 × 22 + 3−1 = 8 + ≈ 8, 3 (15)
R

∂y 3
4T

∂V 1
= 2 − (−1) × 3−2 = 2 + ≈ 2, 1 (16)
∂z 9
T6

Substituindo 14, 15 e 16 em 10, temos:


KS

E = −∇V
N

E = −(−5)~i − (8, 3)~j − (2, 1)~k


3Y

E = 5~i − 8, 3~j − 2, 1~k


J7

 
R

Alternativa (A) 

4T
T6

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Questão 11
( Eng de Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2010/1 )
21

L = 0,5 m
2
g = 10 m/s

KS
B = 2,5 T

N
3Y
J7
A figura acima apresenta uma espira retangular fechada de
lado L, que inicia um movimento de queda livre no limiar das

R
linhas de fluxo de um campo magnético B de 2,5 T. Desprezan-

4T
do a resistência do ar e adotando a aceleração da gravidade g
igual a 10 m/s2, o fluxo na espira para t = 2 s, em Wb, é

T6
(A) 5,00 (B) 6,25
(C) 12,50 (D) 25,00
(E) 30,00
KS
N

Resolução:
3Y

Esta questão mistura princípios de movimento retilíneo uniformemente vari-


J7

ado com a definição de fluxo magnético sobre uma superfície. Analisemos dois
R

pontos:
4T
T6

1. Assumimos que a velocidade inicial é zero pela queda livre, desta forma o
movimento é da forma x(t) = g2 t2 = 5t2 , com os dados do problema e

KS

definindo a fronteira entre a regiões com e sem campo como x = 0 .


N

2. O fluxo é a integral de superfície do campo sobre a área envolvida pela espira


3Y

que também é submetida ao campo. Como o campo é uniforme temos que


J7
R

Φ = BAenv = BLx(t)
4T

Reunindo o valor de B = 2, 5T , L = 0, 5m e t = 2s têm-se:


T6

Φ = BL(5t2 ) = 2, 5 × 0, 5 × (5 × 22 ) = 25W b

 
Alternativa (D) 


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Questão 12
( Eng de
22 Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2010/1 )

Curva Amperiana

+
3A sentido do
percurso
2A 7A

+
8A

+
1A 5A

KS
Legenda:
corrente sainda
saindo da página

N
corrente
corrente entrando
entrando na
da página
página

3Y
+
A figura acima apresenta uma curva amperiana que englo-

J7
ba seis condutores, cujas correntes encontram-se indicadas
ao lado desses condutores. Considerando o sentido de

R
percurso da amperiana indicado na figura e mo a

4T
ur r
permeabilidade magnética do meio, o valor de ò Bdl , em

T6
T.m, é
(A) - 2mo
(B) - mo
KS
(C) mo
(D) 2mo
(E) 3mo
N
3Y
J7

Resolução:
R

Esta questão se torna trivial se pudermos recordar a regra da mão dire-


4T

ita: percorrendo o sentido de integração de linha (da amperiana) com os quatro


T6

dedos superiores da mão direita, a direção considerada positiva é para onde o


“dedão” aponta. Então neste caso são consideradas positivas as correntes saindo
KS

do quadro ( ) e negativas as correntes entrando no quadro (⊗).


N

Agora basta lembrar a lei de Ampère, sem contar a corrente de desloca-


3Y

mento:
J7

Z
Hdl = Ienv (17)
R

C
4T

Ou em termos da indução magnética, denominando I as correntes saindo


T6

do papel e têm sentido positivo e denominando I⊗ as correntes entrando no papel


e têm sentido negativo temos:
Z !
X X
Bdl = µ0 Ienv = µ0 I − I⊗ (18)
C saindo entrando

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Assim, temos:
X
I = 7 + 5 + 2 = 14A (19)
saindo
X
I⊗ = 1 + 8 + 3 = 12A (20)
entrando

Substituindo 19 e 20 em 18:

KS
Z
Bdl = µ0 (14 − 12) = 2µ0
C

N
 

3Y
Alternativa (D) 


J7
R
4T
T6
Questão 13
( Eng de Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2010/1 )
KS
23
N

Comutador
3Y

Escova

N S
J7
R

Eixo
4T

Armadura Enrolamento
T6

ÍMÃ
KS

O esquema acima representa um motor elementar. O prin-


cípio de funcionamento dessa máquina está calcado na
N

repulsão dos polos da armadura pelos do ímã permanente.


3Y

A respeito dessa máquina, afirma-se que


(A) o motor somente pode iniciar o movimento se for
J7

alimentado por uma fonte CA.


(B) o motor, quando alimentado por uma fonte CA, inicia o
R

movimento em uma velocidade proporcional à


frequência da fonte.
4T

(C) os polos da armadura, juntamente com o ímã, provocam


a repulsão magnética somente na partida do motor.
T6

(D) os polos da armadura em conjunto com o comutador


validam a possibilidade de o motor ser alimentado por
uma fonte CC.
(E) se o enrolamento for alimentado por uma fonte CC, a
máquina iniciará o movimento em qualquer situação.

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Resolução:

Esta questão trata simultaneamente do processo de conversão de energia,


eletromagnetismo e de algum conhecimento de máquinas elétricas. Devido à pre-
sença do comutador e ao enrolamento de armadura se localizar no rotor conclui-se
que se trata de um motor elétrico de corrente contínua de imã permanente.

Julguemos as alternativas:

KS
(A) Falso, por dizer que a armadura pode ser exclusivamente alimentada por cor-

N
rente alternada. A única possibilidade de um motor CC ser alimentado por

3Y
corrente alternada é quando seu enrolamento de campo encontra-se em série

J7
com o enrolamento de armadura, mas como é um dispositivo de imã perma-

R
nente a alimentação de corrente alternada não é capaz de produzir qualquer

4T
torque útil na máquina.

T6
(B) Falso. A velocidade de um motor de corrente contínua é proporcional à fre-
quência elétrica nos seus enrolamentos de armadura, frequência esta deter-
KS
minada pela velocidade que o campo gerado pelo imã corta as bobinas do
N

rotor. Isto, além do fato discutido no parágrafo anterior, invalida esta alterna-
3Y

tiva.
J7

(C) Falso. Alternativa absurda, pois estamos discutindo um motor elétrico, cuja
R

força provém das repulsões dos campos do estator e do rotor. Se a repulsão


4T

só existisse na partida não haveria mais forças para impulsionar o rotor e ele
T6

eventualmente pararia por atrito e perdas elétricas.


KS

(D) Verdadeiro. Esta alternativa é a correta por expressar justamente a alimen-


tação correta de um motor de corrente contínua, pois as correntes alternadas
N

são retificadas pela estrutura mecânica do comutador.


3Y
J7

(E) Falso. Esta alternativa peca por não levar em conta as situações que um
motor pode não partir, uma delas por exemplo é o fato do eixo magnético do
R
4T

enrolamento de armadura poder se encontrar alinhado com o eixo magnético


do enrolamento de campo o que implicaria a inexistência da repulsão que
T6

daria partida ao motor.

 
Alternativa (D) 


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Questão 14
( Eng de Equipamentos Jr - Elétrica - Petrobras 2010/1 )

A figura ao lado ilustra o esquema de funcionamento de uma


máquina linear ideal, consistindo de uma bateria com ten-
são de 200 V e resistência interna de 0,2 W, conectada
0,2 W R partida através de uma barra condutora sobre um par de trilhos
B sem atrito. Essa barra inicia o deslizamento sobre o par de
t=0 X X X X X trilhos quando a chave é fechada em t = 0. Adicionalmente,
i (t)
e +
ao longo dos trilhos, existe um campo magnético constante
V = 200 V 0,5 m
ind
- com densidade uniforme, cujas linhas de fluxo são
perpendicularmente cortadas pela barra. Para limitar a

KS
X X X X X
corrente de partida, uma resistência Rpartida pode ser
B = vetor densidade de fluxo magnético inserida a fim de prevenir a ocorrência de danos à máquina

N
eind = tensão induzida na barra durante sua inicialização.

3Y
Qual o valor da Rpartida a ser inserida, para que a corrente
seja reduzida a 1/5 do valor anterior?

J7
(A) 0,2 (B) 0,5
(C) 0,8 (D) 5,5

R
(E) 10

4T
T6
Resolução:

No instante em que a chave se fecha e o circuito é ligado, a tendência é que


KS
surja corrente e que esta corrente crie uma força que faça a barra se mover devido
N

ao campo magnético. Contudo, a barra tem massa e não pode alterar sua posição
3Y

instantaneamente, pois é preciso alguma aplicação contínua desta força para que
J7

a barra atinja uma velocidade, por transferência de momento.


R

Pela lei de Faraday, o movimento da barra provoca uma variação de fluxo


4T

e consequentemente uma força contraeletromotriz. Como pela inércia no instante


T6

de ligação a barra está com v = 0 a força contraeletromotriz neste instante é nula.


Deste modo, na ligação a única limitação para a corrente é a resistência total do
KS

conjunto. Uma analogia de máquinas elétricas é a partida de um motor de corrente


N

contínua, assim:
3Y

V
Ipartida =
0, 2 + Rpartida
J7

Sem a resistência de partida, a corrente de partida original é obtida fazendo


R
4T

Rpartida = 0, assim:
200V
Ipartida = = 1000A
T6

0, 2Ω

Como desejamos uma corrente de partida um quinto da anterior, temos:


1000A
Inovo =
5
Inovo = 200A

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200V
= 200A
0, 2 + Rpartida
0, 2 + Rpartida = 1
Rpartida = 0, 8Ω

 
Alternativa (C) 


KS
N
3Y
J7
R
Questão 15
( Eng de Equipamentos Jr - Elétrica - Termoaçu 2008 )

4T
21

T6
Dados:
VB = 100V
KS
R = 20
B = 5 Wb/m2
l
N

l =2m
L = 2.5 m
3Y
J7

Uma máquina de corrente contínua linear consiste de uma


R

bateria (VB) e uma resistência (R) conectadas a um trilho.


Ao longo do trilho existe um campo magnético constante
4T

(B), uniforme e direcionado para dentro da página. Uma barra


de material condutor sem resistência é capaz de se mover,
T6

sem atrito, nos dois sentidos do trilho. A figura acima


apresenta o esquema da máquina.
No instante t = 0 s a chave do circuito é fechada e a barra
KS

começa a se mover. Com base no exposto, a corrente de


partida, a força induzida à qual a barra é imediatamente
N

submetida após a chave ser fechada, o seu sentido de


3Y

deslocamento sobre os trilhos e a sua velocidade final são,


respectivamente:
(A) 0A; 62,5N; direita; e 10m/s
J7

(B) 5A; 50N; esquerda e 10m/s


R

(C) 5A; 62,5N; direita e 8m/s


(D) 5A; 50N; direita; e 10m/s
4T

(E) 0A; 0N; esquerda; e 10m/s


T6

Resolução:

No instante de fechamento da chave, o conjunto circuito + barra, que forma


uma espira fictícia, ainda se encontra parado, de forma que não está ocorrendo
variação de fluxo e tensão induzida e portanto toda a queda de tensão ocorre

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exclusivamente no resistor. Desta forma a corrente de partida é (mesmo raciocínio


usado para corrente de partida de um motor CC):
V 100
Ipartida = = = 5A
R 20

Ocorre o surgimento de uma força provocada pela interação desta corrente,


que percorre o circuito no sentido horário, e o campo magnético B. Podemos
utilizar a expressão que afirma que a força é proporcional à corrente, campo e ao

KS
comprimento. Mas, que comprimento deveremos utilizar: l ou L? A resposta seria

N
o comprimento menor, pois esta expressão se refere aos trechos percorridos por

3Y
corrente, assim:

J7
Fem = Bil = 5 × 5 × 2 = 50N

R
4T
Utilizando a regra do produto vetorial é possível observar que o movimento

T6
ocorre para o que a nossa referência considera como direita, de modo que a re-
sposta já nos é acessível como sendo a letra (D).
KS
O último dos quatro itens diz respeito à velocidade terminal, que ocorre sob
N

duas condições:
3Y

I - A resultante das forças sobre a barra é nula. Como não há mais nenhuma
J7

força agindo sobre a barra esta hipótese pode ser descartada.


R
4T

II - Não há mais nenhuma corrente circulando pelo circuito, de modo que a força
T6

eletromagnética cessa por ausência de corrente. Por eliminação, isto é o


que ocorre e disto podemos concluir que não há tensão sobre o resistor
KS

e consequentemente a tensão induzida pelo movimento da barra é igual à


tensão da fonte.
N
3Y

Esta velocidade terminal pode ser obtida equivalendo


J7

Blv = Vf onte
R
4T

Utilizando B = 5T , l = 2m e Vf onte = 100V temos:


T6

5 × 2 × v = 100
v = 10m/s

 
Alternativa (D) 


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Questão 16
( Eng de Equipamentos Jr - Elétrica - Refap 2007 )
24

Denomina-se “atuador” um dispositivo elétrico de pequeno ou


grande porte, capaz de produzir energia mecânica, caracteri-
zada por forças atuantes em peças sólidas de constituição
ferrosa. Solenóides de fechaduras elétricas e eletro-ímãs
transportadores de sucatas ferrosas em siderúrgicas são
dois exemplos de atuadores usados na prática. Sobre esses
dispositivos, é correto afirmar que:
(A) produzem forças de menor intensidade que os

KS
“transdutores”, também conversores eletromecânicos
como eles.
(B) produzem forças, somente se alimentados com tensão

N
contínua, sob pena de criarem deslocamentos de sentido

3Y
oposto ao desejado.
(C) são de construção capacitiva e mostram intensas forças

J7
entre partes fixa e móvel, produzidas pelo campo elétrico
entre as duas partes.

R
(D) são de construção e natureza indutiva e podem ter as

4T
partes fixas dos núcleos construídas com metais
não-ferrosos, sem perdas magnéticas.
(E) são de construção e natureza indutiva e as intensas forças

T6
produzidas atuam no sentido de aumentar a indutância
da bobina.
KS

Resolução:
N
3Y

Esta é uma questão voltada para as aplicações do eletromagnetismo na


J7

conversão eletromecânica de energia, mas aonde algum conhecimento de instru-


R

mentação pode vir a ser útil.


4T

Transdutores são dispositivos ligados à medição e instrumentação que con-


T6

vertem uma forma de energia em outra, não precisando ser necessariamente de


modo eletromecânico, como a retirada de energia de um sistema invariavelmente
KS

compromete a qualidade da medição, não é de seu escopo produzir grandes forças


N

ou velocidades. Deste modo, é evidente que atuadores utilizam muito mais energia
3Y

que os transdutores, invalidando a alternativa (A).


J7

Solenóides, relés e eletroímãs são dispositivos que utilizam do fato que


R

forças atuam sobre os circuitos magnéticos de modo a minimizar suas relutâncias,


4T

independendo do sentido que a corrente percorre, deste modo a letra (B) também
T6

se mostra incorreta.

As alternativas (C) e (D) se mostram contraditórias e ao mesmo tempo am-


bas estão erradas. A primeira por ignorar que os atuadores tenham suas forças
produzidas por energia associada ao circuito e ao campo magnético, através de
corrente elétrica. A segunda por ignorar que construtivamente estes dispositivos

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utilizam de materiais ferrosos de permeabilidade magnética relativa muitas vezes


maior que a unidade e por afirmar que não perdas no circuito magnético.

A alternativa (E) é a alternativa correta por descrever os atuadores: disposi-


tivos que se utilizam da energia associada a um campo magnético (indutância) que
agem no sentido de diminuir a relutância (equivalente a aumentar a indutância).

 
Alternativa (E) 

KS


N
3Y
J7
R
4T
Questão 17

T6
( Profissional
27 Jr - Eng Elétrica - BR Distr. 2010 )

A La
KS
N

f
B
3Y

i
J7

Nesp Lb
R
4T
T6

A figura acima apresenta um núcleo ferromagnético forma-


do por dois materiais distintos, representados por A e B. O
KS

núcleo possui as seguintes características:


- comprimento médio do material A: La= 40 cm
- comprimento médio do material B: Lb= 1 cm
N

- permeabilidade do material A: = 10
3Y

- permeabilidade do material B: = 0,5


- área da seção transversal do núcleo: S= 5 cm2
J7

- é a permeabilidade do vácuo
Sabe-se que uma fonte de corrente contínua faz circular
R

na bobina de 100 espiras (Nesp=100) uma corrente i igual


4T

a 5 A. A expressão do fluxo magnético, em Wb e em fun-


ção de , que circula neste núcleo, é, aproximadamente,
T6

(A) 2,3 (B) 3,6 (C) 4,2 (D) 5,2 (E) 6,7

Resolução:

O fluxo magnético pode ser escrito como Φ = BS ou ainda Φ = µHS. Como


o valor da superfície S já nos é conhecido basta determinarmos H em algum ponto

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do circuito magnético. Como há dois meios com permeabilidades diferentes com


mesma superfície, existem dois valores de H possíveis, denominemos Ha e Hb .
Escrevendo a lei de Ampère:

N I = Ha La + Hb Lb (21)

Precisamos de mais outra expressão para isolar Ha (ou Hb ), esta expressão


é a conservação dos fluxos que entram no meio B através do meio A, deste modo:

KS
N
Φa = Φb

3Y
µa Ha S = µb Hb S

J7
10µ0 Ha = 0, 5µ0 Hb

R
Hb = 20Ha (22)

4T
T6
Substituindo a equação 22 na 21 temos:

N I = Ha (La + 20Lb )
KS

100 × 5 = Ha (0, 40 + 20 × 0, 01)


N

500 = 0, 60Ha
3Y

5000
J7

Ha = A/m
6
R

Substituindo na expressão Φ = µHS os valores S = 5cm2 = 0, 0005m2 , H


4T

pelo valor Ha obtido e µ por µa = 10µ0 , temos:


T6

Φ = Φa
KS

Φ = µa Ha S
N

 
5000
Φ = 10µ0 0, 0005
3Y

6
25
J7

Φ = µ0
6
R

Φ ≈ 4, 2µ0
4T

 
T6

Alternativa (C) 


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Questão 18
( Profissional Jr - Eng Elétrica - BR Distr. 2010 )
28
O princípio da conservação de energia associado às leis
de campos eletromagnéticos e elétricos e à mecânica
newtoniana é capaz de determinar as relações e descre-
ver os princípios de acoplamentos eletromecânicos. Basi-
camente, a conversão eletromecânica de energia envolve
energia em quatro formas. Essas formas se relacionam
através da seguinte expressão:

KS
Entrada de Saída de Aumento na Energia
energia de = energia + energia + convertida
fonte elétrica mecânica armazenada no em calor

N
campo de

3Y
acoplamento

J7
Com base na expressão mostrada acima, admite-se que
(A) ela se aplica às máquinas elétricas estacionárias e

R
girantes.

4T
(B) a energia convertida em calor está associada ao atrito
e à ventilação, sendo desconsideradas as perdas elé-

T6
tricas associadas às resistências elétricas dos condu-
tores e a energia absorvida pelo campo de
acoplamento.
(C) o primeiro termo do segundo membro da expressão
KS
representa a energia mecânica útil disponível,
desconsiderando-se as perdas resistivas na conversão.
N

(D) o processo básico de conversão de energia envolve o


campo de acoplamento e sua ação e reação nos siste-
3Y

mas elétrico e mecânico.


(E) o efeito das radiações eletromagnéticas deve ser levado
J7

em consideração na análise de processos de conversão


de energia, considerando-se que as velocidades e as
R

frequências envolvidas são relativamente baixas.


4T
T6

Resolução:
KS

Esta questão pode ser resolvida pelos conhecimentos em conversão


eletromecânica de energia, mas uma compreensão do teorema de Poynting e
N

eletromagnetismo torna sua resolução mais descomplicada.


3Y

As chamadas máquinas elétricas estacionárias são as que não realizam tra-


J7

balho mecânico e não envolvem perdas com atrito. Exemplos disto são os transfor-
R
4T

madores que apesar de se utilizarem de um campo de acoplamento não utilizam


a energia armazenada no campo para realizar trabalho, invalidando assim a alter-
T6

nativa (A).

A alternativa (B) pode ser encarada de duas formas, ambas garantindo que
a alternativa é falsa:

I - Do ponto de vista termodinâmico é garantido que de modo geral toda energia

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se degrada de uma forma mais útil para uma forma menos útil, então even-
tualmente todo o fluxo energético na máquina é dissipado em calor, o que
ocorre nas perdas por atrito e ventilação, mas também nas perdas conduti-
vas (resistivas) e perdas no núcleo (histerese e correntes de Foucault).

II - Do ponto de vista eletromagnético temos o teorema de Poynting que diz que


o fluxo de energia eletromagnética sobre um volume se traduz em aumento
das energias armazenadas nos campos elétrico e magnético e em perdas

KS
condutivas, o que por si só já invalida a alternativa. De fato, mesmo o ar-

N
mazenamento de energia nos campos não se dá de forma perfeita como

3Y
observamos pelo fenômeno da histerese e das correntes de Foucault, decor-

J7
rentes na não linearidade da relação BH.

R
4T
A alternativa (C) não leva em conta que mesmo a energia convertida em sua

T6
forma mecânica também pode sofrer perdas, uma vez que as perdas por atrito e
ventilação são associadas ao movimento rotativo que é um processo mecânico,
KS
naturalmente.
N

A alternativa (D), apesar de bastante sucinta, expõe corretamente o pro-


3Y

cesso de conversão eletromecânica de energia que nada mais é que uma troca
J7

de energias elétrica e mecânica intermediadas por um campo de acoplamento e


sujeito às leis da física elétricas e mecânicas, ação e reação mecânicas (leis de
R
4T

Newton) e ação e reação elétricas (equações de Maxwell).


T6

As radiações eletromagnéticas só contém um valor significativo de energia


em uma banda de frequência relativamente alta, pois em baixas frequências ape-
KS

sar de existir corrente de deslocamento sua magnitude é muito menor que a da


corrente “normal”. De fato, exceto por estudo de surtos atmosféricos e outros
N
3Y

fenômenos de alta frequência, as capacitâncias e correntes de deslocamentos as-


sociadas às máquinas elétricas são normalmente desprezadas, o que demonstra
J7

que a alternativa (E) é incorreta.


R
4T

 
Alternativa (D) 

T6

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Questão 19
( Eng Júnior - Área: Elétrica - Transpetro 2012 )
22

3q
a
X
2q
5q b

KS
No interior de uma esfera condutora maciça e descarregada, de raio a [m], são feitas três cavidades esféricas com mesmo
raio r [m], conforme figura acima. No centro de cada cavidade é colocada uma carga puntiforme positiva, cujos valores,
em [C], são: 2q, 3q e 5q, onde q é carga de referência, de valor constante. Considere que os meios, no exterior da esfera

N
condutora e nos interiores das cavidades, têm a mesma permissividade ε0 [F / m].

3Y
A intensidade de campo elétrico, E [V/m], no ponto X externo à esfera, é
5q 5q peo q 10q
(A) 0 (B) (C) - (D) (E)

J7
2peo (a + b)2 2peo (b)2 (a + b)2 peo (b - a)2

R
4T
Resolução:

T6
A força elétrica de Coulomb assim como a força gravitacional obedece à lei
de Gauss, e é possível através de demonstração (relativamente trabalhosa) que
KS
podemos considerar a esfera como sendo uma partícula puntiforme localizada em
N

seu centro com carga elétrica líquida igual à carga total em seu interior.
3Y

É o mesmo raciocínio utilizado pela lei da Gravidade, que apesar da Terra


J7

ter uma distribuição de massa bastante não uniforme para fins de cálculos pode-
R

mos considerar que toda a massa da Terra encontra-se em seu centro. Esta pro-
4T

priedade vale devido ao formato geométrico de esfera e da força ser inversamente


T6

proporcional ao quadrado da distância.

A carga líquida envolvida é a soma das cargas das três esferas:


KS

Qliq = 2q + 3q + 5q = 10q
N
3Y

A distância entre o centro da esfera e o ponto desejado é r = (a + b), de modo que


J7

basta aplicar a lei de Coulomb para termos:


R

 
Qliq 1
4T

FEl =
4πε0 r2
T6

 
10q 1
FEl =
4πε0 (a + b)2
5q
Fel =
2πε0 (a + b)2
 
Alternativa (B) 


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Questão 20
( Eng Júnior - Área: Elétrica - Transpetro 2012 )

23
Uma onda plana uniforme e linearmente polarizada propaga-se na direção positiva do eixo z em um meio dielétrico perfei-
to, ilimitado, com permissividade ε [F/m] e permeabilidade μo [H/m]. Num determinado ponto P desse meio, a expressão
complexa (fasorial) do vetor intensidade de campo elétrico é
Ep= uxEe−jβz [V/m]
onde:
• μx é o vetor unitário na direção x do sistema de coordenadas retangulares;
• μz é o vetor unitário na direção z do sistema de coordenadas retangulares;
• β é a constante de fase em [rad/m] na direção z;

KS
• E é a amplitude da intensidade de campo elétrico em [V/m];
• z é a distancia em [m] medida sobre o eixo z.

N
éWù
A expressão da densidade média de potência, em ê 2 ú , dessa onda plana no ponto P, é

3Y
ëm û

mo mz e mz e mz mo mz e

J7
(A) m z E2 e j2bz (B) E2 e - j2bz (C) Ee - j2bz (D) E2 (E) E2
h mo 2 mo 2 e 2 mo

R
4T
Resolução:

T6
Esta questão envolve o uso de algumas fórmulas da área de ondas eletro-
KS
magnéticas transversais e como os resultados são decorrentes do Teorema de
Poynting e de algumas manipulações algébricas se torna difícil obter a resposta
N
3Y

correta sem o uso da seguinte fórmula para a densidade de potência:


J7

Ep2
S(z, t) = (23)
η
R

r
4T

µ
η= (24)
ε
T6

Substituindo o valor do campo elétrico e considerando o meio como o vácuo,


KS

temos:
N

Ep = Ee−jβz (25)
3Y

r
µ0
η= (26)
J7

ε
R

Então, a expressão fasorial para o módulo da densidade superficial de


4T

potência é obtida substituindo 25 e 26 em 23:


T6

r
ε 2 −2jβz
S= E e
µ0

O valor médio pode ser calculado integrando-se a expressão no domínio do


tempo sobre o período, mas é um resultado bastante familiar para o engenheiro

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eletricista que o valor eficaz (rms) é metade do quadrado da amplitude. Assim:


r
1 ε 2 −2jβz
Srms = E e
2 µ0

Deste modo observamos que a resposta é a alternativa (E), uma vez que µz
é simplesmente o vetor unitário indicando o sentido de propagação desta potência
de onda transversal. Observe que o termo exponencial complexo some uma vez

KS
que não estamos mais no domínio fasorial e o atraso de fase não é relevante ao
valor rms.

N
3Y
 
Alternativa (E) 


J7
R
4T
T6
KS
Questão 21
( Eng Equipamentos Jr - Eletrônica - Petrobras 2010/1 )
N

7
3Y
J7

w
a
R
4T

eixo de Bo
T6

rotação

Vista lateral
KS

A figura acima mostra a vista lateral de uma espira circular


de raio a (m) que gira sobre seu diâmetro com velocidade
N

angular de w (rad/s) na presença de um campo magnético


3Y

constante B o (T) normal ao eixo de rotação da espira.


Considere que essa espira possui resistência de R ( W),
auto-indutância de L (H) e que o ângulo j é dado por
J7

æ wL ö
j = tan -1ç ÷.
R

è R ø
4T

A expressão da corrente instantânea i(t) induzida na espira,


dada em ampères, é
T6

pa 2 w B o 2 paw B o
(A) i(t) = cos (wt - j) (D) i(t) = cos (wt - j)
2
R + (wL) 2 R 2 + (wL)2

pa 2 w B o 2 paw B o
(B) i(t) = sen (wt - j) (E) i(t) = sen (wt - j)
2
R + (wL)
2
R 2 + (wL)2
2
R 2 + (wL)
(C) i(t) = cos (wt - j)
2 paw B o

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Resolução:

Primeiramente, observemos alguns pontos:

• Apesar de definido um sentido para o campo magnético que atravessa a es-


pira, não há nenhuma convenção de sentido para a corrente desejada, de
modo que recomendaria ao candidato que não se preocupasse com relação
ao sinal das correntes e tensões induzidas na espira.

KS
N
• Pelas alternativas disponíveis fica claro também que todas as expressões no

3Y
tempo são referentes ao regime permanente da espira, onde supomos que a

J7
rotação da mesma é assegurada por uma força conveniente, sem nos preocu-

R
parmos com qualquer condição transitória.

4T
• Pela ausência de qualquer outra fonte de tensão ou corrente fica subentendido

T6
que toda a tensão que percorre a espira se dá por indução eletromagnética, se
KS
pudermos quantificar a expressão para esta tensão caímos em um problema
de circuitos elétricos.
N
3Y

Pela lei de Faraday, a tensão induzida é a derivada do fluxo magnético que corta a
J7

espira, então por integração:


R

Z
4T

Φ= BdS = Bo A cos(ωt)
S
T6

Como a espira é circular, sua área vale A = πa2 . Assim:


KS

Φ = πa2 B cos(ωt)
N
3Y

Derivando no tempo, e desprezando os sinais levando em conta os comen-


J7

tários anteriores:
et = πωa2 Bo sen(ωt)
R
4T

A espira está sendo considerada um circuito resistivo e indutivo cuja fonte


T6

de tensão é justamente a expressão e(t) deduzida acima. Se trouxéssemos esta


tensão para o domínio fasorial teríamos:

~ = πωa2 Bo ∠0
E

~
Na análise de circuitos CA para achar a corrente bastaria dividir a tensão E

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~ Como o circuito tem indutância L e resistência R:


pela impedância Z.

~ = R + jωL
Z

Então a corrente no domínio fasorial será:


~
E πωa2 Bo
I~ = = ∠0
~
Z R + jωL

KS
Para obtermos a resposta precisamos passar I~ para o domínio do tempo.

N
Calculando o módulo:

3Y
2
~ = p πωa Bo
|I|
R2 + (ωL)2

J7
R
O atraso de fase φ é justamente tg −1 ωL

R
, de modo que:

4T
I~ = |I|∠
~ I~

T6
πωa2 Bo
I~ = p ∠(−φ)
R2 + (ωL)2
KS

Passando para o domínio do tempo a expressão acima temos:


N
3Y

πωa2 Bo
i(t) = p sen(ωt − φ)
J7

R2 + (ωL)2
R

 
Alternativa (B) 
4T


T6
KS
N
3Y
J7
R
4T
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Questão 22
( Eng Eletrônica - Eletrobras Eletronuclear 2010 )
26
Um capacitor formado por duas placas paralelas circula-
res de raio a, separadas por uma distância d (d<<a), tem,
em seu interior, um campo elétrico essencialmente unifor-
me produzido pela tensão aplicada entre as placas, dada
por: v(t) = Vosen( wt) [V]. O dielétrico entre as placas tem
uma permissividade e [F/m] e uma permeabilidade m [H/m].
Utilizando-se a simetria desse capacitor e considerando
que os campos são nulos fora das placas, verifica-se que
a expressão do módulo da intensidade de campo magnético,

KS
em A/m, em um raio r (0 < r < a), é

e w Vor m wVor
(A) H (r,t ) = sen (wt )

N
(D) H (r,t ) = cos (wt )
d 2d

3Y
e wVor m wVor
(B) H (r,t ) = cos (wt ) (E) H (r,t ) = sen (wt )

J7
2d d

R
m wVo
(C) H (r,t ) = sen (wt )

4T
dr

T6
Resolução:
KS
Apesar de aparentemente complexa, basta aplicar a lei de Ampère levando
em conta o termo da corrente de deslocamento. Com as seguintes considerações:
N
3Y

1) O meio é dielétrico ideal, então a único termo de corrente a ser considerado é o


J7

da corrente de deslocamento. Então:


R
4T

Z Z Z 
d
Hdl = JdS + DdS
dt
T6

C S S

Mas Z
JdS = 0
KS

S
logo
N

Z Z 
d
3Y

Hdl = DdS = Idesl (27)


C dt S
J7

2) As linhas de campo magnético produzidas por uma corrente percorrendo um fio


R

infinito são círculos ortogonais concêntricos ao eixo do fio e o mesmo ocorre com o
4T

campo magnético nesta situação sendo as linhas de campo círculos concêntricos


T6

à base cilíndrica do capacitor:


Z Z
Hdl = H dl = (2πr)H
C C

3) Podemos realizar também uma segunda integração para achar a corrente de


deslocamento, ou podemos simplificar e poupar tempo utilizando a fórmula para a

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corrente de um capacitor:

Idesl = Icap
dV
Idesl = C
dt

Mas sabemos que:


A πr2
C=ε =ε
d d

KS
e também:
dV

N
= ωV0 cos(ωt)

3Y
dt
Logo temos:

J7
πr2
 
Idesl = ε ωV0 cos(ωt)

R
d

4T
Finalmente, voltando à equação 27:

T6
Z
Hdl = Idesl
KS
C
πr2
 
2πrH = ε ωV0 cos(ωt)
N

d
3Y

 
εωV0 r
H= cos(ωt)
2d
J7

 
R

Alternativa (B) 

4T
T6
KS
N
3Y
J7
R
4T
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Questão 23
( Eng Eletrônica - Eletrobras Eletronuclear 2010 )

27
Em uma linha de transmissão coaxial, o condutor interno
tem raio a [m] e o condutor externo tem raio b [m]. O
dielétrico entre os condutores tem permissividade e [F/m]
e permeabilidade m [H/m]. Considerando-se que essa linha
propaga ondas TEM (Transverso Eletro-Magnética) e apre-
senta uma capacitância por unidade de comprimento dada

2pe
por C = [F/m], a expressão de sua impedância

KS
æbö
ln ç ÷
èaø

N
característica, em W , é

3Y
m
(A) Zc = 1 m (B) Zc =

J7
2p e e

R
e

4T
m 1 m æbö
(C) Zc = (D) Zc = ln ç ÷
æbö 2p e èaø
2p ln ç ÷

T6
èaø

1 e æbö
KS
(E) Zc = ln ç ÷
p m èaø
N
3Y

Resolução:
J7

A impedância característica (natural) é um parâmetro relativo às linhas de


R

transmissão que leva em conta tanto a impedância em série quando a admitância


4T

em paralelo e também depende da frequência do sinal eletromagnético estudado


T6

num modelo que engloba as perdas.


KS

A impedância em série é dada por:


N

Zserie = Rserie + jXserie


3Y

Zserie = Rserie + jωLserie


J7
R

A admitância em paralelo é dada por:


4T

Yshunt = Gshunt + jBshunt


T6

Yshunt = Gshunt + jωCshunt

Pela definição de impedância natural temos:


r
Zserie
Zc =
Yshunt

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s
Rserie + jωLserie
Zc =
Gshunt + jωCshunt

Para fenômenos em alta frequência, as partes imaginárias e reativas tanto


do numerador e do denominador predominam sobre a parte real e resistiva de
cada termo. Desta forma, podemos desprezar Rserie e Gshunt de modo que:

KS
r
Lserie
Zc = (28)
Cshunt

N
3Y
A fórmula para indutância neste caso se aproxima muito da obtida para a ca-

J7
pacitância, mas o logaritmo aparece multiplicando ao invés de dividindo enquanto

R
o contrário ocorre para o termo 2π.

4T
µ   
0 b
Lserie = ln

T6
2π a

Substituindo Lserie em 28 e Cshunt pela fórmula no enunciado temos:


KS
v
u µ0
u 2π ln ab

N

Zc = t 2πε0
3Y

ln( ab )
s
J7

  2
µ0 b
Zc = ln
R

2
(2π) ε0 a
4T

b

Observando que os termos 2π e ln estão elevados ao quadrado pode-
T6

a
mos removê-los da raiz:
 r
1 b µ0
KS

Zc = ln
2π a ε0
N

r  
1 µ0 b
Zc = ln
3Y

2π ε0 a
J7

 
Alternativa (D) 
R


4T
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