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NORMOCÍTICA

VOLUME CORPUSCULAR MÉDIO: 80 - 98 Fl

O primeiro tipo é a anemia normocítica, na qual os glóbulos vermelhos


se apresentam com dimensões normais e concentração adequada de
hemoglobina (anemia normocrômica). Essa forma de anemia pode surgir em
conseqüência de perda súbita de quantidades relativamente grandes de
sangue.
Situações patológicas mais comuns nas anemias
normocíticas/normocrômicas: câncer, doença renal, invasão tumoral da medula
óssea, hemorragia aguda, inflamação, anemia hemolítica adquirida, anemia
falciforme e fase inicial da deficiência de ferro.

MICROCÍTICA
MICROCITOSE: ABAIXO DE 80
A segunda forma é a anemia microcítica, quando os glóbulos vermelhos
apresentam dimensões menores do que as normais e a quantidade de
hemoglobina está diminuída (anemia hipocrômica). Pode ser resultado da
deficiência de ferro provocada pela ancilostomose (amarelão) ou por carência
alimentar.
Situações patológicas mais comuns nas anemias
microcíticas/hipocrômicas: deficiência crônica de ferro, hemorragia crônica,
talassemias menor, intermédia e maior, S/beta talassemia, S/alfa talassemia e
anemia sideroblástica.
MACROCÍTICA
MACROCITOSE: ACIMA DE 98
A terceira é a anemia macrocítica, na qual o tamanho dos glóbulos
vermelhos se encontra aumentado e também é maior a concentração de
hemoglobina. Esta última característica fez com que esse tipo fosse também
conhecido como anemia hipercrômica.
Situações patológicas mais comuns nas anemias macrocíticas:
deficiências de vitamina B12 e folatos, mielofibrose, doenças hepáticas e
anemia megaloblástica, anemia hemolítica com reticulocitose.
LEUCÓCITOS
NEUTRÓFILOS

Os Neutrófilos são os granulócitos mais comuns no sangue. (55-70% de


todos os Leucócitos são neutrófilos). Eles têm núcleo segmentado, tipicamente
com 2 a 5 lobos conectados entre si através de finas fitas de cromatina as
quais podem ser difíceis de se ver. A célula pode aparentar ser multinucleada.

LINFÓCITOS
MONÓCITOS
Os Monócitos são as maiores células vistas no esfregaço sanguíneo e
constitue5 a 8% dos leucócitos. Seu núcleo não é multilobular como os
granulócitos, mas pode ser em forma de “U” com cromatina aparentemente
reticular. O citoplasma dos monócitos contém numerosos grânulos lisossomais
os quais dão a ele uma aparência acinzentada de vidro fosco. Os Monócitos
saem eventualmente da corrente sanguínea e se tornam macrófagos tissulares,
os quais são responsáveis pela remoção de ‘debris’ assim como pela defesa
contra certos tipos de invasores
EUSINÓFILOS

Os Eosinófilos correspondem a 2-5% do total de leucócitos, e são


distinguíveis pelos seus grânulos acidofílicos (vermelho/laranja) proeminente
contendo um componente conhecido como Proteína Básica Principal, a qual é
tóxica para muitas larvas de parasitas. O núcleo tem usualmente apenas 2 a 3
lobos. As funções desse tipo de granulócito estão associadas com respostas
alérgicas e defesa contra parasitas

BASÓFILOS
Os Basófilos compreendem menos de 1% do total de leucócitos, e são
distinguidos pelos grânulos azul escuro específicos proeminentes que contém
histamina, heparina e outros componentes. O núcleo está usualmente
obscurecido pela densidade dos grânulos.
Os Basófilos estão associados com a resposta imune inata a antígenos
externos, assim como na ocorrência de asma e anafilaxias
NEUTROFILIA
É a elevação da contagem absoluta de neutrófilos acima da que seria
considerada normal em um indivíduo sadio de mesmo sexo, idade, raça e
estado fisiológico. São causas de neutrofilia:
· Neutrofilia hereditária.
· Infecções: Muitas infecções bacterianas agudas e crônicas incluindo a
tuberculose
miliar; algumas infecções virais como varicela, herpes simples, raiva,
poliomielite;
algumas infecções fúngicas como a actinomicose; algumas parasitoses como
amebíase hepática, a filaríase.
· Dano tecidual como trauma, cirurgia, queimaduras, necrose hepática aguda,
pancreatite aguda.
· Infarto tecidual como infarto agudo do miocárdio, infarto pulmonar.
· Inflamação aguda e crônica grave como na gota, febre reumática, artrite
reumatóide,
colite ulcerativa.
· Hemorragia aguda.
· Hipóxia aguda.
· Doenças malignas como carcinoma, sarcoma.
· Leucemias e síndromes mieloproliferativas.
· Administração de drogas como corticóides, o lítio.
· Intoxicações por agentes químicos.
· Envenenamentos como picada de escorpião ou ataque de abelhas.
· Tabagismo.
· Exercício vigoroso.
· Dor aguda, convulsões epilépticas, eclampsia e pré-eclampsia.

NEUTROPENIA

É a diminuição do número absoluto de neutrófilos; pode ser um


fenômeno isolado ou fazer parte de uma pancitopenia.São causas de
neutropenia:
· Agranulocitose: síndrome caracterizada pela diminuição severa e passageira
dos neutrófilos do sangue, com preservação das demais séries.
· Infecções virais como sarampo, caxumba, rubéola, dengue,infecção pelo HIV.
· Infecções bacterianas como febre tifóide, brucelose.
· Infecções por protozoários como a malária, o calazar, a tripanossomíase.
· Irradiação.
· Anemia megaloblástica e anemia aplástica.
· Hiperesplenismo.
· Alcoolismo.
· Hipertireoidismo.

EOSINOFILIA

É o aumento do número absoluto de eosinófilos, ultrapassando o


número de referência. É um achado comum nos hemogramas em laboratórios
que atendem população de baixo nível sócio-econômico. São causas de
eosinofilia:
· Doenças alérgicas como eczema atópico, asma, rinite elérgica, urticária
aguda.
· Hipersensibilidade medicamentosa comosulfonamidas, penicilinas.
· Infecções parasitárias (particularmente quando há invasão tecidual) como
Esquistossomose, estrongiloidíase, ascaridíase, ancilostomíase, cisticercose,
toxocaríase.
· Doenças cutâneas como o pênfigo, o penfigóide bolhoso, o herpes
gestacional. As
micoses superficiais não causam eosinofilia significativa.
· Eosinofilia hereditária.
· Eosinofilia na leucemia mielóide crônica.
· Eosinofilia sem causa aparente.

EUSINOPENIA

É a redução da contagem de eosinófilos abaixo da que seria esperada


em um indivíduo da mesma idade. A eosinopenia é raramente notada na
distenção sanguínea de rotina, pois o limite inferio é muito baixo.São causas de
eosinofilia: Estresse agudo, incluindo trauma cirurgia, queimaduras, convulsões
epileptiformes,inflamação aguda,infarto do miocárdio, drogas incluindo os
corticóides.

LINFOCITOSE

É o aumento do número absoluto de linfócitos. Uma vez que as


contagens de linfócitos em lactentes e crianças são consideravelmente mais
altas que as dos adultos, é muito importante usar a faixa de referência
adaptada a idades. São causas de linfocitose: Infecções virais, incluindo:
sarampo, rubéola, caxumba, influenza, hepatite infecciosa, mononucleose
infecciosa, linfocitose infecciosa, citomegalovirose
· Linfocitose transitória relacionada com o estresse.
· Esplenectomia
· Reações alérgicas a droga
· Leucemia linfoide

LINFOPENIA
É a redução da contagem de linfócitos. A linfopenia é extremamente
comum como parte resposta aguda ao estresse; sua detecção é mais provável
quando se faz uma contagem diferencial automatizada e quando as contagens
são expressas em números absolutos. São causas de linfopenia:
· Insuficiência renal incluindo aguda e crônica
· Carcinoma
· AIDS - estágio final da doença.
· Irradiação
· Alcoolismo
· Artrite reumatóide e lúpus eritematoso sistêmico
· Anemia ferropênica

MONOCITOSE

É o aumento do número de monócitos acima do seria esperado em um


indivíduo sadio da mesma idade. O número absoluto de monócitos é mais
elevado nos recém-nascidos que nos outros períodos da vida. São causas de
monocitose:
· Infecção crônica, incluindo a sífilis
· Condições inflamatórias crônicas, colite ulcerativa, artrite reumatoide e os
lúpus
· Carcinoma
· Condições leucêmicas e mieloproliferativas
· Hemodiálise à longo prazo.
· Leishmaniose e Hanseníase
· Tuberculose

MONOCITOPENIA

Monocitopenia é a Diminuição do número de monócitos. Acontece em


casos de leucemia, ou após administração de corticóides, onde a resposta
inflamatória é reduzida e com isso o número de células fagocitárias também é
reduzido. Antiinflamatórios e antibióticos não podem ser utilizados
concomitantemente, pois os antiinflamatórios reduzem os níveis de células
fagocitárias e imunológicas, e assim reduzem a efetividade dos antibióticos.

BASOFILIA

É comum observar um aumento acentuado nas contagens de basófilos


nas desordens
mieloproliferativas, em algumas leucemias e em choque anafilático. Porém a
observação de basopenia não tem sido considerada de importância
diagnóstica.

BASOPENIA

Basopenia é a redução da contagem de basófilos abaixo da que seria


esperada em um indivíduo sadio. Os basófilos são tão escassos no sangue
normal que sua redução não é notada ao exame da distensão, à contagem
diferencial de rotina de 100 leucócitos e, mesmo à contagem diferencial de 500
leucócitos.
A basopenia pode ser detectada quando a contagem diferencial é feita
por contadores automatizados, pois esses têm limites de referência para os
basófilos que não incluem o zero. Na prática, entretanto, a contagem eletrônica
de basófilos não costuma ser exata, e o dado parece carecer de importância
diagnóstica.
Causas: diminuição da produção pode ocorrer durante o estresse e
infecções. Não é geralmente um problema clinico