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br/blog/felipe-moura-brasil/2013/12/29/faca-a-sua-parte-estude/

“Os participantes de um movimento político normalmente ignoram


seu fim, seu motivo e sua origem.” (Nicolás Gómez Dávila)

Se os brasileiros que aderem aos atuais movimentos feministas,


abortistas, gayzistas, racialistas, liberacionistas e ambientalistas
estudassem ao menos um pouquinho a história e a unidade por trás
de suas manifestações esquerdistas isoladas, talvez um ou dois
(não, você aí da Mobilização em Ambientes Virtuais, criada pelo PT,
não: você não tem salvação) pensassem duas vezes antes de
continuarem sendo usados como massa de manobra revolucionária.

Depois de ler o resumo educativo de Linda Kimball, que reproduzo


no item II, tive de sacar esta minha listinha – que segue no item I –
e, também, o artigo do item III, presente no nosso best seller “O
mínimo que você precisa saber para não ser um idiota“, para
que deixem (ou não) de ignorar o fim, o motivo e a origem daquilo
em que estão se metendo.

Em consideração aos preguiçosos, destaquei em negrito os trechos


principais dos artigos.

[Vale a pena assistir também ao debate sobre direita e esquerda


entre Bolívar Lamounier, Luiz Felipe Pondé e Reinaldo Azevedo na
Globonews: parte 1 e parte 2.]

Preparados? Ótimo.

I.

Revolucionários de ontem e de hoje, de variadas vertentes, na


luta por algo que ainda não sabem o que é (e ainda tem bocó que
vai atrás):

“[Os estudantes revolucionários querem] uma forma de organização


social radicalmente nova, da qual não sabem dizer, hoje, se é
realizável ou não.”
(Daniel Cohn-Bendit, Paris – 1968)

“Ainda não sabemos que tipo de socialismo queremos.”


(Lula, América Libre – 2010)
“[O socialismo petista] é um processo de sucessivas conquistas
econômicas, sociais, políticas e culturais que abrem caminho para
novas conquistas. É um caminho que se renova e se amplia à
medida que o percorremos. Pode contemplar momentos de
rupturas, mas se faz também no dia-a-dia. Não descuida do
presente, mas tem seus olhos postos no futuro. Mas esse futuro
não é um porto de chegada ou uma fortaleza a ser conquistada. É
antes uma construção histórica.”
(Resoluções do 3º Congresso do PT – 2007, p. 15)

“Só sabe construir o futuro quem está construindo o presente e


quem tem novas ideias para seguir adiante… Essa é uma união da
esperança de que é possível sempre fazer e avançar mais. Para
essa concepção que nos une cada conquista é apenas um começo.
E ela nasceu também da convicção de que é necessário continuar
mudando o Brasil.”
(Dilma Rousseff, em evento do PCdoB – Partido Comunista do
Brasil, em que celebrou a aliança com os comunistas brasileiros.
Mais detalhes adiante.)

“Os exemplos da aguerrida Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro,


Goiânia, Natal são também prelúdios de um novo tempo, o tempo
de rua. Que venham as lutas, que venham as ruas, que venha um
futuro diferente. A rua é nossa!”
(Integrante paraense do PSOL, vestindo uma camisa de Lenin –
2013 – Youtube)

“A lógica egoísta e destrutiva da produção, condicionada


exclusivamente ao lucro, ameaça a existência de qualquer forma de
vida. Assim, a defesa do socialismo com liberdade e democracia
[sic] deve ser encarada como uma perspectiva estratégica e de
princípios. Não podemos prever as condições e circunstâncias que
efetivarão uma ruptura sistêmica.”
(Programa oficial do PSOL, item 1: ‘Socialismo com democracia,
como princípio estratégico na superação da ordem capitalista’)

“Estamos lutando por algo que ainda não sabemos o que é, mas
que pode ser o início de algo muito grande que pode acontecer
mais para frente.”
(Integrante do movimento Black Bloc em entrevista à BBC
Brasil – 2013)

“Por enquanto, a única alternativa concreta é somente uma


negação.”
(Herbert Marcuse)

“Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças


devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são
comunistas.”
(V. I. Lenin)

A explicação:

“Karl Marx já opinava que era inútil tentar descrever como seria o
socialismo, já que este iria se definindo a si mesmo no curso da
ação anticapitalista. (…) Nessas condições, é óbvio que duzentos
milhões de cadáveres, a miséria e os sofrimentos sem fim criados
pelos regimes revolucionários não constituem objeção válida. O
revolucionário faz a sua parte: destrói. Substituir o destruído por
algo de melhor não é incumbência dele, mas da própria realidade.
Se a realidade não chega a cumpri-la, isso só prova que ela ainda é
má e merece ser destruída um pouco mais.”
(Olavo de Carvalho, ‘A promessa autoadiável‘, Diário do
Comércio, 30 de agosto de 2010)

Na foto, a presidente Dilma Rousseff no evento do PCdoB (o C,


repito, é de Comunista mesmo), entre cartazes laudatórios de Marx
e Lenin. Eis mais algumas frases singelas dos dois:

“Somos favoráveis ao terrorismo organizado – isto deve ser


admitido francamente.”
(Lenin)

“A principal missão dos outros povos (exceto os alemães, os


húngaros e os poloneses) é perecer no Holocausto revolucionário…
Esse lixo étnico continuará sendo, até o seu completo extermínio ou
desnacionalização, o mais fanático portador da contrarrevolução.”
(Karl Marx)

“As classes e raças, demasiado fracas para dominar as novas


condições de vida, devem sucumbir.”
(Karl Marx)

“Não temos compaixão e não lhe pedimos compaixão alguma.


Quando chegar a nossa vez, não inventaremos pretextos para o
terror.”
(Karl Marx)

II.
Marxismo cultural

Escrito por Linda Kimball

A verdade vos libertará.


João 8:32

Os americanos subscrevem atualmente a duas más-concepções;


a primeira é a ideia de que o comunismo deixou de ser uma
ameaça quando a União Soviética implodiu; a segunda é a
crença de que a Nova Esquerda dos anos sessenta entrou em
colapso e desapareceu também. “Os Anos Sessenta Estão
Mortos,” escreveu George Will (“Slamming the Doors,” Newsweek,
Mar. 25, 1991).

Uma vez que, como um movimento político, a Nova Esquerda não


tinha coesão, ela desmoronou-se; no entanto,
seus revolucionários reorganizaram-se e formaram uma
multitude de grupos dedicados a um só tópico. É devido a isto
que hoje temos as feministas radicais, os extremistas dos
movimentos negros, os ativistas “pela paz”, os grupos
dedicados aos “direitos” dos animais, os ambientalistas
radicais, e os ativistas homossexuais.

Todos estes grupos perseguem a sua parte da agenda


radical através duma complexa rede de organizações tais como
a “Gay Straight Lesbian Educators Network” (GSLEN), a “American
Civil Liberties Union” (ACLU), “People for the American Way”,
“United for Peace and Justice”, “Planned Parenthood”, “Sexuality
Information and Education Council of the United States” (SIECUS),
e a “Code Pink for Peace”.

Tanto o comunismo como a Nova Esquerda encontram-se vivos e


de boa saúde aqui na América, preferindo usar palavras de
código tais como: tolerância, justiça social, justiça econômica,
paz, direitos reprodutivos, educação sexual e sexo seguro,
escolas seguras, inclusão, diversidade e sensibilidade. Tudo
junto, isto é marxismo cultural mascarado de multiculturalismo.

O nascimento do multiculturalismo
Antecipando a tempestade revolucionária que iria batizar o mundo
num inferno de terror vermelho, levando ao nascimento da terra
prometida de justiça social e igualdade proletária,Frederich
Engels escreveu

Todas as (…) grandes e pequenas nacionalidades estão destinadas


a desaparecer (…) na tempestade revolucionária mundial (…).
(Uma guerra global) limpará todas (…) as nações, até os seus
nomes. A próxima guerra mundial resultará no desaparecimento da
face da Terra não só das classes reacionárias (…) mas (…)
também dos povos reaccionários.
(“The Magyar Struggle”, Neue Rheinische Zeitung, Jan. 13, 1849)

Quando a Primeira Grande Guerra terminou, os socialistas


perceberam que algo não havia corrido bem, uma vez que os
proletários do mundo não haviam prestado atenção ao apelo
deMarx de se insurgirem em oposição ao capitalismo como forma
de abraçarem, no seu lugar, o comunismo. Devido a isto, estes
mesmos socialistas começaram a investigar o que havia corrido
mal.

Separadamente, dois teóricos marxistas, Antonio Gramsci (Itália)


e Georg Lukacs (Hungria), concluíram que o Ocidente cristianizado
era o obstáculo que impedia a chegada da nova ordem mundial
comunista.

Devido a isto, eles concluíram que, antes da revolução ter sucesso,


o Ocidente teria que ser conquistado. Gramsci alegou que, uma vez
que o Cristianismo já dominava o Ocidente há mais de 2 mil anos,
não só esta ideologia estava fundida com a civilização ocidental,
como ela havia corrompido a classe operária.

Devido a isso, afirmou Gramsci, o Ocidente teria que ser


previamente descristianizado através duma “longa marcha
através da cultura”.

Adicionalmente, uma nova classe proletária teria que ser criada.


No seu livro “Cadernos do Cárcere,” Gramsci sugeriu que o novo
proletariado fosse composto por criminosos, mulheres, e
minorias raciais. Segundo Gramsci, a nova frente de batalha
deveria ser a cultura, começando pela família tradicional
e absorvendo por completo as igrejas, as escolas, a grande
mídia, o entretenimento, as organizações civis, a literatura, a
ciência e a história. Todas estas instituições teriam de ser
transformadas radicalmente e a ordem social e cultural teria
que ser gradualmente subvertida de modo a colocar o novo
proletariado no topo.

O protótipo
Em 1919, Georg Lukacs tornou-se vice-comissário para a Cultura
do regime bolschevique de curta duração de Bela Kun, na Hungria.
Imediatamente ele colocou em marcha planos para descristianizar a
Hungria, raciocinando que, se a ética sexual cristã pudesse ser
fragilizada junto à crianças, então o odiado patriarcado bem
como a Igreja sofreriam um duro golpe.

Lukacs instalou um programa de educação sexual radical e


palestras sexuais foram organizadas; foi distribuída literatura
contendo imagens que instruíam graficamente os jovens a
enveredar pelo “amor livre” (promiscuidade) e pela intimidade
sexual (ao mesmo tempo que a mesma literatura os encorajava a
ridicularizar e a rejeitar a ética moral cristã, a monogamia e a
autoridade da igreja). Tudo isso foi acompanhado por um reinado
de terror cultural perpetrado contra os pais, sacerdotes e
dissidentes.

Os jovens da Hungria, havendo sido alimentados com uma dieta


constante de neutralidade de valores (ateísmo) e uma educação
sexual radical, ao mesmo tempo que eram encorajados a
revoltarem-se contra toda a autoridade, facilmente se
transformaram em delinquentes que variavam de intimidadores e
ladrões menores, para predadores sexuais, assassinos e
sociopatas. A prescrição de Gramsci e os planos de Lukacs
foram os precursores do que o marxismo cultural, mascarado
de SIECUS, GSLEN, e a ACLU – agindo como executores da lei
judicialmente aprovados – mais tarde trouxe às
escolas americanas.

Construindo uma base


No ano de 1923 foi fundada na Alemanha de Weimar a Escola de
Frankfurt – um grupo de reflexão marxista. Entre os fundadores
encontravam-se Georg Lukacs, Herbert Marcuse, e Theodor
Adorno. A escola era um esforço multidisciplinar que incluia
sociólogos, sexólogos e psicólogos. O objetivo primário da Escola
de Frankfurt era o de traduzir o marxismo econômico para
termos culturais.
A escola disponibilizaria as ideias sobre as quais se fundamentaria
uma nova teoria política de revolução (com base na
cultura), aproveitando um novo grupo “oprimido” para o lugar
do proletariado infiel. Esmagando a religião e a moralidade, a
escola construiria também um eleitorado junto
aos acadêmicos que construiriam carreiras profissionais
estudando e escrevendo sobre a nova opressão.

Mais para o final, Herbert Marcuse – que favorecia a perversão


polimorfa – expandiu o número do novo proletariado de
Gramsci de modo a que se incluíssem os homossexuais, as
lésbicas e os transsexuais. A isto juntou-se a educação sexual
radical de Lukacs e as tácticas de terrorismo cultural. A “longa
marcha” de Gramsci foi também adicionada à mistura, sendo
ela casada à psicanálise freudiana e às técnicas de
condicionamento psicológico. O produto final foi o marxismo
cultural, hoje em dia conhecido no Ocidente
como multiculturalismo.

Apesar disto tudo, era necessário mais poder de fogo intelectual,


uma teoria que patologizasse o que teria que ser destruído. Nos
anos 50 a Escola de Frankfurt expandiu o marxismo cultural de
modo a incluir a ideia da “Personalidade Autoritária” de
Theodor Adorno. O conceito tem como premissa a noção de que o
Cristianismo, o capitalismo e a família tradicional geram um tipo de
caráter inclinado ao racismo e ao fascismo.

Logo, qualquer pessoa que defenda os valores morais


tradicionais da América, bem como as suas instituições, é ao
mesmo tempo um racista e um fascista.

O conceito da “Personalidade Autoritária” defende também que


as crianças criadas segundo os valores tradicionais dos pais
irão tornar invariavelmente racistas e fascistas.Como
conseqüência, se o fascismo e o racismo fazem parte da cultura
tradicional da América, então qualquer pessoa educada segundo os
conceitos de Deus, família, patriotismo, direito ao porte de armas ou
mercados livres precisa de ajuda psicológica.

A influência perniciosa da ideia da “Personalidade Autoritária” de


Adorno pode ser claramente vista no tipo de pesquisas que
recebem financiamento através dos impostos dos contribuintes.
Em agosto de 2003, a “National Institute of Mental Health” (NIMH) e
a “National Science Foundation” (NSF) anunciaram os resultados do
seu estudo financiado com 1.2 milhões de dólares, dinheiro dos
contribuintes. Essencialmente, esse estudo declarou que os
tradicionalistas são mentalmente perturbados. Estudiosos das
Universidades de Maryland, Califórnia (Berkeley), e Stanford
haviam determinado que os conservadores sociais… sofrem de
“rigidez mental”, “dogmatismo”, e “aversão à incerteza”, tudo com
indicadores associados à doença mental.
(http://www.edwatch.org/ – ‘Social and Emotional Learning” Jan.
26, 2005)

O elenco orwelliano de patologias demonstra o quão longe a longa


marcha de Gramsci já nos levou.

O politicamente correto
[Nota de FMB: Ver também o documentário “A história do
politicamente correto“.]
Uma ideia correspondente e diabolicamente construída é o conceito
do “politicamente correto”. A sugestão forte aqui é que, para que
uma pessoa não seja considerada “racista” e/ou “fascista”,
não só essa pessoa deve suspender o julgamento moral, como
deve abraçar os “novos” absolutos morais: diversidade,
escolha, sensibilidade, orientação sexual, e a tolerância. O
“politicamente correto” é um maquiavélico engenho de “comando
e controle” e o seu propósito é a imposição de uma
uniformidade de pensamento, discurso e comportamento.

A Teoria Crítica é outro engenho psicológico de “comando e


controle”. Tal como declarado por Daniel J. Flynn, “a Teoria Crítica,
tal como o nome indica, só critica. O que a desconstrução faz à
literatura, a Teoria Crítica faz às sociedades.” (Intellectual Morons,
p. 15-16)

A Teoria Crítica é um permanente e brutal ataque, através da


crítica viciosa, aos cristãos, ao Natal, aos Escoteiros, aos Dez
Mandamentos, às nossas forças militares, e a todos os outros
aspectos da sociedade e cultura americana.

Tanto o “politicamente correto” como a Teoria Crítica são, na


sua essência, intimidações psicológicas. Ambas são maços de
calceteiros psico-políticos através dos quais os discípulos da Escola
de Frankfurt – tais como a ACLU – estão a forçar os americanos a
se submeterem e a obedecerem os desejos e os planos da
esquerda. Estes engenhos desonestos não são mais do que
versões psicológicas das táticas de “terrorismo cultural” de Georg
Lukacs e Laventi Beria. Nas palavras de Beria:

A obediência é o resultado do uso da força (…). A força é a antítese


das ações humanizantes. Na mente humana isto é tão sinônimo
com a selvageria, ilegalidade, brutalidade e barbarismo, que é
apenas necessário exibir uma atitude desumana em relação às
pessoas para receber dessas pessoas as posses de força.
(The Russian Manual on Psychopolitics: Obedience, por Laventi
Beria, chefe da Polícia Secreta Soviética e braço direito de Stalin.)

Pessoas com pensamento contraditório, pessoas que se


encontram “sentadas em cima do muro”, também conhecidos como
“moderados”, centristas e RINOs (ed: RINO = Republicans In Name
Only, isto é, falsos republicanos), carregam consigo a marca destas
técnicas psicológicas de “obediência”. De uma forma ou outra, estas
pessoas – que em casos literais se encontram com medo de serem
vítimas dos agentes de imposição de obediência - decidiram ficar
em cima do muro sob pena de serem considerados culpados
de terem uma opinião.

Ao mínimo sinal de desagrado dos agentes de imposição de


obediência (isto é, polícias do pensamento), estas pessoas
içam logo a bandeira amarela de rendição onde está escrito de
forma bem visível:

“Eu não acredito em nada e eu tolero tudo!”

Determinismo cultural
A cavilha da roda [inglês: "linchpin"] do marxismo cultural é o
determinismo cultural, parente da política de identidade e da
solidariedade de grupo. Por sua vez, o determinismo cultural foi
gerado pela ideia darwiniana de que o homem não é mais que um
animal sem alma e que, portanto, a sua identidade - a sua pele,
as suas preferências sexuais e/ou as suas preferências eróticas - é
determinada pelo exemplo.

Esta proposição rejeita o conceito do espírito humano, da


individualidade, do livre arbítrio e de uma consciência
moralmente informada (associada à culpabilidade pessoal e à
responsabilidade) uma vez que ela nega a existência do Deus
da Bíblia.

Conseqüentemente, e por extensão, ela rejeita também os


primeiros princípios da liberdade americana enumeradas na
Declaração de Independência. Estes são os nossos “direitos
inalienáveis, entre os quais encontram-se a vida, a liberdade e a
busca pela felicidade.” O marxismo cultural deve rejeitar todos estes
princípios porque eles “foram doados pelo nosso Criador” que fez o
homem à Sua Imagem.

Para David Horowitz, o determinismo cultural é

… política de identidade – a política do feminismo radical, da


revolução queer e do afro-centrismo – que formam a base do
multiculturalismo acadêmico (…) uma forma de fascismo
acadêmico e (…) de fascismo político também. (Mussolini and Neo-
Fascist Tribalism: Up from Multiculturalism, by David Horowitz, Jan.
1998)

É dito que a coragem é a primeira das virtudes porque sem ela, o


medo paralisará o homem, impedindo-o assim de agir segundo as
suas convicções morais e de falar a verdade. Assim, trazer um
estado geral de medo paralisante, apatia e submissão – as
correntes da tirania – é o propósito por trás do terrorismo cultural
psico-político, uma vez que a agenda revolucionária da esquerda
comunista deve, a qualquer preço, estar envolta em
secretismo.

O antídoto para o terrorismo cultural é a coragem e a luz da


verdade.

Se nós queremos vencer esta guerra cultural, reclamando e


reconstruindo nosso país para que os nossos filhos e os filhos
dos nossos filhos possam viver numa “Cidade Resplandescente
situada na Colina”, onde a liberdade, as famílias, as
oportunidades, o mercado livre e a decência florescem, temos
que reunir a coragem de modo a que possamos, sem medo,expor
a agenda revolucionária da esquerda comunista à Luz da
Verdade. A verdade e a coragem de declará-la nos libertará.

Linda Kimball é autora de diversos artigos e ensaios sobre cultura


e política.
Publicado no American Thinker
– http://www.americanthinker.com

Tradução do Blog O Marxismo Cultural [acima revisada e grifada


por Felipe Moura Brasil], publicada no site Mídia Sem Máscara

III.

Regra geral

Escrito por Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 13 de novembro de 2012 [e p. 206-208 do


nosso best seller “O mínimo que você precisa saber para não
ser um idiota“]

Se vocês ainda não notaram, aproveitem o festival de homicídios


em São Paulo como ocasião perfeita para notar esta regra geral
nunca desmentida: com a mesma constância com que em qualquer
nação agrária e atrasada as revoluções socialistas resultam
imediatamente na instauração de ditaduras genocidas, em todo país
mais ou menos próspero e democrático onde a esquerda se torne
hegemônica as taxas de criminalidade sobem e não param
mais de subir.

O primeiro desses fenômenos observou-se na Rússia, na China, na


Coreia do Norte, no Camboja, em Cuba etc. O segundo, na França,
na Inglaterra, na Argentina, na Venezuela, nos EUA, no Brasil e
um pouco por toda parte no Ocidente.

Por quê? E existe alguma relação entre essas duas séries de


fatos?

Todo o esquema socialista baseia-se na ideia de Karl Marx de que o


proletariado industrial é a classe revolucionária por excelência,
separada da burguesia por uma contradição inconciliável entre seus
interesses respectivos.

Quando um partido revolucionário toma o poder numa nação


atrasada, predominantemente agrária, como a Rússia de 1917 e a
China de 1949, não encontra ali uma classe proletária
suficientemente numerosa para poder servir de base à
transformação da sociedade.

O remédio é apelar à industrialização forçada, para criar um


proletariado da noite para o dia e “desenvolver as forças produtivas”
até o ponto de ruptura em que a burguesia se torne desnecessária
e possa ser substituída por administradores proletários.

Para isso é preciso instaurar uma ditadura totalitária que possa


controlar e remanejar a força de trabalho a seu bel-prazer (Trotski
chamava isso de “militarização do trabalho”). Daí a semelhança de
métodos entre os regimes revolucionários socialistas e fascistas:
ambos têm como prioridade a industrialização forçada, com a única
diferença de que os fascistas a desejam por motivos nacionalistas e
os socialistas pelo anseio da revolução mundial.

Já quando a esquerda revolucionária sobe ao poder por via


eleitoral numa nação mais ou menos democrática e
desenvolvida, ela encontra um proletariado numeroso e às vezes
até organizado. Mas é um proletariado que já não serve como
classe revolucionária, porque a evolução do capitalismo, em
vez de empobrecê-lo e marginalizá-lo como previa Marx, elevou
seu padrão de vida formidavelmente e o integrou na
sociedade como uma nova classe média, indiferente ou hostil à
proposta de revoluções.

Para não ficar socialmente isolados e politicamente ineficazes, os


revolucionários têm de encontrar algum outro grupo social
cujo conflito de interesses com o resto da sociedade possa ser
explorado. Mas não existe nenhum que tenha com a burguesia um
antagonismo econômico tão direto e claro, um potencial
revolucionário tão patente quanto aquele que Karl Marx imaginou
enxergar no proletariado.

Não havendo nenhuma “classe revolucionária” pura e pronta, o


remédio é tentar formar uma juntando grupos heterogêneos,
movidos por insatisfações diversas. Daí por diante, quaisquer
motivos de queixa, por mais subjetivos, doidos ou conflitantes entre
si, passarão a ser aproveitados como fermentos do espírito
revolucionário.

O preço é a dissolução completa da unidade teórica do movimento,


obrigado a acolher em seu seio os interesses mais variados e
mutuamente incompatíveis. Narcotraficantes sedentos de riqueza
e poder, ladrões, assassinos e estelionatários revoltados contra o
sistema penal,milionários ávidos de um prestígio político (ou até
intelectual) à altura da sua conta bancária,professores medíocres
ansiosos para tornar-se guias morais da multidão, donas de
casapequeno-burguesas insatisfeitas com a rotina
doméstica, estudantes e pequenos intelectuaisindignados com a
sociedade que não recompensa os seus méritos
imaginários, imigrantesrecém-chegados que exigem seu quinhão
de uma riqueza que não ajudaram a construir,pessoas
inconformadas com o sexo em que nasceram – todos agora
marcham lado a lado com lavradores expulsos de suas terras,
pais de família desempregados e minorias raciais
discriminadas, misturando numa pasta confusa e explosiva os
danos reais e supostos, objetivos e subjetivos, que todos acreditam
ter sofrido, e lançando as culpas num alvo tão onipresente
quanto impalpável: o “sistema” ou “a sociedade injusta”.

Sendo obviamente impossível unificar todos esses interesses numa


construção ideológica coerente e elegante como o marxismo
clássico, a solução é apelar a algo como a “teoria crítica” da
Escola de Frankfurt, que atribui ao intelectual revolucionário a
missão única de tudo criticar, denunciar, corroer e destruir,
concentrando-se no “trabalho do negativo”, como o chamava
Hegel, sem nunca se preocupar com o que vai ser posto no lugar
dos males presentes.

O sr. Lula nunca estudou a teoria crítica, mas fez eco ao falatório
dos intelectuais ao seu redor quando, após vários anos na
Presidência da República e duas décadas como líder absoluto do
Foro de São Paulo, confessou: “Ainda não sabemos qual o tipo
de socialismo que queremos.” Não sabemos nem precisamos
saber: só o que interessa é seguir em frente –forward, como no
lema de campanha de Barack Hussein Obama –, acusando,
inculpando e gerando cada vez mais confusão que em seguida
será debitada, invariavelmente, na conta da “sociedade
injusta”.

Se na esfera intelectual essa atitude chegou a produzir até a


negação radical da lógica e da objetividade da linguagem e a
condenar como autoritária a simples exigência de veracidade,como
não poderia suscitar, no campo da moral social, o florescimento
sem precedentes da amoralidade cínica e da criminalidade
galopante?

****

Felipe Moura Brasil – http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-


brasil/

[PS: Quando um esquerdista pede a fonte de uma frase canalha de


um pensador ou ditador esquerdista, ele apenas mostra que não leu
nem pretende ler a obra daqueles sujeitos que ele segue.]
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