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A mudança começa em mim – educador (mãe, pai ou outro cuidador) - e não
na criança ou adolescente. Sei que apetece culpar o outro pelo desequilíbrio
vivido, mas o equilíbrio parte de mim. O meu exemplo é o único ponto de
partida legítimo e consistente para transformar a relação.
O meu adolescente espelha-me e dá-me feedback do que não está a funcionar,
‘berrando’ a sua angústia e dificuldades de entendimento.
Partilho contigo passos fundamentais para a mudança na relação, partindo dos
‘erros’ para a transformação. Boa viagem! 

1. 'GRITAR’ – TIPO ‘BERROS DE AFIRMAÇÃO DE PODER – EU


É QUE MANDO!‘

Em cada momento que elevamos o tom/volume da voz estamos a perder


pontos. Claro que não se trata de um campeonato, mas a forma como vamos
‘jogar’ esta comunicação vai determinar a forma como o(a) adolescente nos vê
e escuta. As emoções que são acionadas na mente do jovem são de raiva e
incompreensão, tal como acontece no adulto-educador. O processo alimenta
crenças de insatisfação e separação entre ambos, determinando um espaço
vazio que parece crescer de dia para dia.

Já paraste para ver como te sentes quando ‘gritas’ ou quando ele(a) te


grita? Bem ou mal?

O velho ditado ‘faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti’, enquadra-
se aqui? E podes dizer-me: ‘ Então, vou permitir que ‘berre’ por tudo e por
nada? – Não vou reagir? ‘ A resposta é Sim, não vais reagir e muito menos do
mesmo modo. Não é fácil (é difícil, no início), mas possível. E ainda me dirias:’
ele(a) é que vai mandar?’

O que quero partilhar é que não tem que haver um que manda. Os pais-
educadores têm o papel central de educar em segurança e afeto, o que implica
limites que podem e devem ser entendidos e negociados de acordo com as
idades. Na adolescência é fundamental dialogar – ouvir as partes – e

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encontrar decisões equilibradas, em conjunto, perante os desafios em
causa. Isto aprende-se e desenvolve-se. Acredita!

Se eu fui e sou capaz, tu também és e serás mais e mais.

Qual o caminho do sucesso comunicacional?


1º - decidir como queres comunicar
2º - registar as formas como podes fazê-lo
3º - agir de acordo com isso

POR QUE É ÚTIL ESCUTARES-ME?

Eu sou Andreia Carvalho, coach educacional, especialista no relacionamento


com adolescentes, jovens e parentalidade. Desde cedo, senti, 1º como
professora e depois como mãe, que o processo que apoia à expansão do
potencial de cada ser humano teria que
ser diferente do paradigma habitual. O
que quero que saibas, é que eu estou
profundamente comprometida com o
processo educacional consciente e
com sentido, procurando formação que
me apoia a ser especialista em coaching
educacional. Sim, eu sou capaz de te
apoiar a transformar as tuas relações familiares, em especial com o teu
adolescente, porque tenho muito presente a minha própria adolescência e
plena consciência dos processos educativos em que não senti que me
compreendessem. Não é uma acusação, porque os meus pais tinham as suas
crenças e objetivos em relação a mim que não foram conseguidos, e eu
compreendo-os. Hoje sei o que estava errado e é por isso que eu, agora mãe
de uma adolescente, sei que TUDO pode ser diferente.

Isto faz sentido para ti? Viver relações mais positivas e felizes na família-
com os teus filhos?

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2. POR EM CAUSA O AMOR/ AFETO, TIPO ‘JÁ NÃO GOSTO DE
TI – TENHO VERGONHA DE TI’

Quando algo não corre bem ou que não vai ao encontro do esperado, é
importante centrarmo-nos no acontecimento e pensar soluções para o mesmo
e não decidir gostos condicionados aos nossos adolescentes fazerem e serem
quem nós queremos. Eles são quem são e estão a aprender, a crescer para
se conhecerem e enquadrarem na sociedade. Se bem te lembras, esta
etapa e processo de vida não é fácil, traz-nos muitas dúvidas que não se
dissipam com a entrada na idade ‘dita’ adulta. Ao condicionares o teu amor-
afeto pelo teu adolescente que mensagem estás a passar? Que se for como
queres, está tudo bem, senão… ‘ardeu! Nem meu filho é! Até o podes por na
rua, como acontece com muitos…’.

Reflexão: como te sentiste quando te disseram coisas deste género: - ‘Não me


das um beijo, então já não gosto de ti! – ‘o que é que as pessoas vão pensar
quando te ouvem falar assim?’- ‘ já gastei muito tempo e dinheiro contigo,
agora é para o teu irmão…’

Como viver o amor Incondicional?


1º- Ama-te a ti
2º- olha e aceita o ser que o teu adolescente é
3º- apoia-o no seu crescimento com afeto consciente

3. JULGAMENTO - CATALOGAR A SUA PESSOA (E NÃO SEU


COMPORTAMENTO), TIPO ‘TU ÉS UM…'

‘Tu és um preguiçoso! Tu és um desorganizado!’

Quem é isto ou aquilo? Cada pessoa é muito mais do que os seus


comportamentos ou ações pontuais. É evidente que há atitudes que não são
úteis se permanecerem no tempo, e entrarem num padrão automático. O que o
educador pode fazer para apoiar o seu adolescente? Em 1º lugar ser
modelo do comportamento desejável, e em 2º focar-se na ação e não na

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pessoa – o que se pretende é que o adolescente reflita sobre a sua atitude e
pondere em alternativas que sejam mais benéficas e que o apoiem a
desenvolver competências/empenho para viver todo o seu potencial. Se ouve
repetidamente, em contexto familiar e escolar, que é…., tal informação não vai
promover mudança no seu cérebro. Este vai consolidar essa crença limitadora
e agir de acordo com isso, uma vez que não consegue estar em incongruência
entre o que crê e faz.

Como viver sem julgamentos?


1º respira e para quando te sentires com vontade de ajuizar
2º observa com atenção a realidade
3º aceita o que é

4. CONTROLAR A SUA VIDA – TIPO ‘IR VASCULHAR OS SMS’

Quem gosta que lhe vão mexer nas coisas, ver as mensagens do telemóvel,
controlar as horas a que chega ou faz isto ou aquilo?

Eu sei o que estás a pensar -‘como é? Vão fazer o que querem? Sem
controle?’ Claro que não. Isso não seria educar de forma consciente e com
sentido. Seria ‘largá-los na selva e agora safa-te!’. Este erro de controlar
demasiado é habitual, até porque a dose ‘certa’ – equilibrada – não está em
nenhum livro de receitas. O controle para ser saudável precisa de deixar de
ser controle para ser LIMITES que apoiam um crescimento em segurança
e com margem para desenvolverem autonomia e crença em si próprios.

Exemplo: um limite importante quanto ao telemóvel – hora de desligar à noite e


garantir que não passam a noite em claro em trocas de sms. Não se trata de
controle, mas de um limite que pode e deve ser conversado e aceite pelo
adolescente, esclarecendo-se as consequências do seu não cumprimento –
cansaço para dias de aulas, possibilidade de ficar sem telemóvel à noite uma
vez que não sabe acabar com algo…

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É mais importante falar com o adolescente sobre as regras de segurança
para as diferentes situações da vida, que fazem sentido na sua
idade/interesses, do que andar a vigiar sem preparar. Um jovem informado,
e que sabe que conta com o apoio parental, vai fazer escolhas mais
sensatas e equilibradas. Não deixará de querer conhecer algumas fronteiras
do desconhecido, o que revela também uma energia de busca e sentido nas
suas vidas. Quando compreendidos, partilharão as suas experiências, medos,
dúvidas e até certezas.

Sejam bem-vindas as conversas sobre os amigos, e conhecê-los. Aí está uma


fonte de informação preciosa para conhecermos melhor o nosso adolescente.

Como estabelecer limites e livrar-se do controle?


1º - pensar em limites e não em controle
2º - refletir com o adolescente os limites. Escutá-lo
3º - ter as consequências (conscientes) estabelecidas para quando não se
cumpre

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5. AMEAÇAR E CASTIGAR, TIPO ‘ SE NÃO CHEGARES A
HORAS…/ JÁ SABES QUE SE NÃO CUMPRIRES…'

Se há erro nº 1 é este. A ameaça e o castigo são altamente nocivos a um


crescimento saudável, pois promovem o medo e o sentimento de culpa.
Como sabemos, estas emoções não apoiam uma pessoa a ser independente e
crente em si própria. Como nos podemos queixar de eles não fizerem, não
acontecerem? Têm medo de ser repreendidos, de lhes dizerem, mais uma vez,
que não fazem nada bem, entre outras afirmações que não promovem a sua
autoconfiança. Insiste em dialogar sobre o que está autorizado e o que não
está. Escuta-o para negociar compromissos que considerem as suas
necessidades e os limites importantes à sua segurança e equilíbrio.

Estás recordado(a) das vezes em que te educaram por via destas estratégias?
Como te sentiste? O que te apeteceu fazer e fizeste? Procura colocar-te no
lugar do teu adolescente. Acredito que vão conseguir ajustes que mantenham

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o bem-estar dos dois lados. O processo é gradual e, à medida que forem
alargando as fronteiras das liberdades, tudo fará sentido sem medos. Sei que
para nós (educador-mãe/pai) é mais difícil vê-los crescer e ganhar asas. Mas
pensa ‘como é maravilhoso perceber que são capazes, que a vida lhes
pertence e que sem experiências de liberdade (ajustadas) nunca saberiam
quem eram e do que querem para si. CONFIA.

Exemplo: - negoceiam uma hora para chegar após uma saída com amigos. A
hora não é cumprida. Como agir? (E não reagir)

- sugestão: respirar fundo e alertar via sms que está na hora de regressar
conforme combinado. Aquando da chegada ‘tardia’, cumprimentar e depois ir
dialogar (ao quarto onde seguramente o adolescente se fechou) para saber o
que levou ao atraso? Escutar e partilhar que as horas que combinam são para
ser respeitadas para poderes confiar nele(a), tal como procuras comparecer
aos encontros que fazem juntos. E quando acontece algo que provoca demora,
gostarias de ser avisada por sms ou telef. E despedes-te com um sorriso ou bj
relembrando que contas poder continuar a confiar nele(a).

Como construir consequências conscientes?


1º - refletir em conjunto sobre as consequências, tipo ‘como poderemos
cumprir as horas de chegada’ ou ‘como te posso ajudar na organização do teu
quarto’?
2º - parar para pensar nas situações em que está no outro lado, tipo ‘como te
sentes quando não cumprem os horários contigo’ ou ‘como te sentes no meio
da desorganização…?’
3º escolher alguma ação concreta que apoie à mudança

6. AFIRMAR QUE EU É QUE SEI- TIPO ‘EU BEM TE AVISEI’

Não há pior sensação do que termos errado, ou ter feito escolhas menos
adequadas, e ouvir ‘eu bem te avisei! – já sabia que isto ia acontecer! – é bem
feito, para aprenderes!’

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E nós, educadores, como lidamos com os nossos erros? Camuflamos ou
assumimos?

A forma como gerimos e agimos com os nossos erros, determina a mensagem


que estamos a inspirar/passar aos nossos adolescentes. Assumir é algo que
mostra carácter e sentido de responsabilidade. Além disso, é o ponto de
partida para expandir possibilidades para a mudança e aprendizagem. Se
é isso que queremos para os nossos filhos, há que ser exemplo e apoiá-los
nesse processo, em vez de os culpabilizar ou fazer sentir uns fracassados. A
humildade vê-se aqui. As pessoas humildes assumem que não sabem tudo e
que erram, mostrando-se disponíveis para aprender e crescer.

Como tem andado a tua humildade? Vives com ela ou alimentas a


superioridade ou inferioridade face aos outros? Tanto uma como outra são
penalizantes a uma convivência mais positiva e saudável. Quem gosta de
sentir que os outros são superiores ou que é inferior?

Bem, eu Não gosto. Por isso, a humildade é um dos meus valores centrais a
nutrir diariamente.

Como ser humilde?


1º - o que é para ti a humildade?
2º - como se manifesta?
3º - age em conformidade com isso, mesmo que custe (é só no início), em
especial na família.

7. DESVALORIZAR O QUE ACONTECE DE POSITIVO, TIPO


‘NÃO FIZESTE MAIS DO QUE A TUA OBRIGAÇÃO’

O elogio é uma das práticas mais impactantes que conheço. É sempre


muito bom ouvir um elogio à nossa pessoa e ao que fizemos, porém é preciso
alguma atenção ao tipo de elogio que fazemos ao outro, e até a nós mesmos,
uma vez que o cérebro lê o elogio aos talentos/competências de uma maneira,
e ao empenho/trabalho de outra.

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Quando o elogio é direcionado ao talento, a pessoa – adolescente - fica ‘preso’
a uma verdade que não pode falhar (atitude mental fixa), logo não apoia ao seu
desenvolvimento. Quando o elogio é dirigido ao processo de
empenho/trabalho, a pessoa – adolescente – regista a valorização do seu
esforço e sente-se motivado para novos desafios e aprendizagens (atitude
mental progressiva), mesmo que surjam insucessos.

Por isso, é fundamental que valorizes todos os momentos em que o teu


adolescente age no sentido do empenho, da dedicação. E quando os
resultados ainda não são o que ele pretende, acompanha-o nesse caminho de
investimento de si para alcançar os seus objetivos. Assim estás a apoiá-lo
para viver uma vida com sentido, pois ‘o objetivo da vida é uma vida com
objetivos’.

Como viver em gratidão?


1º - compra um caderno, tipo diário
2º - começa a escrever nele, de preferência todos os dias, algo que agradeças
3º - mantém este hábito maravilhoso de estar grato à vida

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8. EXTRA ESPECIAL – PROMOVER EMOÇÕES POSITIVAS:
ALEGRIA E SURPRESA

Este é o meu presente para ti. O que eu sei que faz toda a diferença. Se
viveres isto no teu dia a dia, já vais viver uma grande transformação para seres
mais feliz na família e com o teu adolescente, ‘que te dá cabo da cabeça’,
certo?

Eu sei como é. Lembra-te que ele também veio com uma missão e anda à
procura dela… em casa. Escutá-lo e observá-lo sem julgamento vai ajudar-
te a escolheres ações assertivas/responsáveis (respostas hábeis aos
desafios).

Por isso, aqui vai:

ALEGRIA – é a única emoção verdadeiramente positiva e muitas outras de


prazer advêm dela. Como vivê-la? Pensando-comunicando e agindo em
Alegria.

A melhor forma de ajudares os teus filhos a crescer é eles verem em ti


aquilo que tu gostarias de ver neles, neste caso alegria. Começa por
pensar o que é a alegria para ti, como se manifesta, e como a podes manter no
teu dia – com que ações, situações ou palavras? Depois é só por em prática.

Só isso? Sim. O mais importante é AGIR.

Exemplo: sorrir logo de manhã para ti e para eles – família.

A alegria também é preciosa em momentos de tristeza.

SURPRESA – esta emoção básica pode ser usada pela positiva ou pela
negativa. Surpreende o teu adolescente! Pela positiva, claro. Faz coisas que
ele(a) não esteja à espera. Em que invertes o teu processo de reação para
passar a agir de acordo com o que queres ver na vossa relação. Inspira-te na
mensagem de M. Gandhi ‘seja a mudança que quer ver no mundo’, e transfere
para a tua realidade – SÊ A MUDANÇA QUE QUERES VER NA RELAÇÃO
COM OTEU ADOLESCENTE.

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P.S. – Sugestão de TPC (tempo para crescer): vê o filme INSIDE OUT, em
atenção plena, traduzido para DIVERTIDAmente. Este filme de animação vai
apoiar-te a compreenderes melhor como funciona a mente humana e as suas
emoções. Além disso, vais divertir-teIMENSO. Convida o teu adolescente e
família para este momento, acrescenta as pipocas ou outro mimo que todos
gostem, e cresçam juntos em Alegria. No fim, podem partilhar ideias e sentires
(sem julgamento, claro).

AGORA acontece uma destas 3 coisas:

1– Achas estas partilhas interessantes, mas Não fazes nada, e continuas a


viver a tua vida como até aqui;

2- Começas a fazer algo de diferente sozinha/o, por tua conta, com base
nestas partilhas;

OU

3- Avanças determinada/o para uma Transformação consistente


acompanhada/o por um/a coach profissional. Se te encontras nesta 3ª
situação, clica aqui e agenda a tua sessão de planeamento gratuita.

Acredito ter-te apoiado neste tempo juntas/os. 

Abraço do coração e Sê Feliz! 

Andreia Carvalho, a tua coach educacional

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