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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO

FELIPE DE SOUZA DA SILVA

NEPE:LITERATURA

SEROPÉDICA, 2018.
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
FELIPE DE SOUZA DA SILVA
201228509-9

NEPE: LITERATURA

Projeto apresentado como requisito para


conclusão da disciplina Nepe - Literatura, no
curso de Português/Literaturas da Universidade
Federal Rural do Rio de Janeiro.

Professor-Supervisor: Prof. Dr. Christian


Dutilleux

SEROPÉDICA, 2018.
1. O erotismo na literatura brasileira apresenta-se a) como um gesto artístico
desafiador de uma ordem moral dominante e patriarcal ou b) como uma expressão
marginal da literatura dirigida a um público específico (ou ambas as
possibilidades)?

Durante a década de 1970, as escritoras femininas desenharam através do corpo questões


mais amplas sobre a subjetividade cultural e política das mulheres. Os trabalhos visaram as
crenças subjacentes aos papéis das mulheres na sociedade, a subjetividade feminina, a
identidade, a sexualidade feminina e o desejo e o corpo das mulheres. Para as brasileiras, o
corpo feminino era um local particular de luta política. Apoiando-se em Adrienne Rich durante
seu importante ensaio Compulsory Heterosexuality and Lesbian Existence, Cristina Ferreira
Pinto-Bailey destaca que:

A ideia de uma sexualidade feminina autônoma coloca-se em contraposição a um


discurso social que privilegia o desejo masculino sobre o feminino, definindo o corpo
da mulher exclusivamente dentro dessa hierarquia. Desse modo, a sexualidade e o
desejo lesbiano podem ser entendidos como uma rejeição do sistema dominante, como
o "ato de resistência" (1999, p.407)

Ao mesmo tempo em que o corpo serviu como local de resistência ao regime militar
autoritário, o corpo feminino passava por um processo de ressignificação lutando por mudanças
culturais, sociais e legais como parte do aumento dos movimentos de mulheres em todo o Brasil.

O ponto de partida das obras literárias das mulheres configura-se nesse cenário como um
discurso que contraria a ideologia patriarcal e machista. De fato, Ferreira-Pinto vê a produção
literária feminina como uma vertente que emergiu contra a produção literária e cultural
produzida por homens. A autora posiciona as mulheres na liderança da vanguarda cultural a
partir dos anos 1960. Para ela:

É somente a partir de finais da década de 60, quando as mulheres brasileiras ganham


mais espaço no terreno sócio-político e um número maior de escritoras chega a
alcançar reconhecimento de público e crítica, que o erotismo passa com mais
frequência a ser um aspecto integrante da literatura de mulheres. A partir dessa época,
ou seja, nos últimos trinta anos, observa-se uma proliferação de discursos sobre a
sexualidade (1999, p. 406)
Cristina alega, portanto, que poetisas, dramaturgas, escritoras de ficção produziam o mais
importante discurso contra ideológico da literatura brasileira, pois se esforçaram para criar uma
linguagem autêntica e novas imagens adequadas à expressão de novas vozes e a uma realidade
em mudança. Ela identificou um discurso progressista e especificamente contra ideológico que
as escritoras brasileiras desenvolveram: uma crítica feminista da narrativa dominadora
brasileira, particularmente no que diz respeito à representação do corpo feminino, sexualidade
e desejo. Ao descrever as protagonistas de Edla Van Steen em sua ficção denominada
Intimidade, por exemplo, Cristina dá ênfase no questionamento da identidade sexual. Para ela:

Suas protagonistas frequentemente encontram-se num processo de busca da auto-


realização pessoal e sexual e da definição de um sentido de identidade. Essa busca,
normalmente impossibilitada de atingir uma conclusão satisfatória no contexto
patriarcal da sociedade brasileira, leva as personagens a criarem espaços alternativos
onde a realização pessoal e sexual do sujeito feminino torna-se viável. (1999, p. 410)

De acordo com a autora, essas mulheres desenvolveram estratégias dentre as quais estão
incluídas retratar o corpo feminino, representar a sexualidade feminina e o erotismo, e discutir
questões sociais e culturais que, de uma forma ou de outra, relacionam-se com o senso de
mulher de seu próprio corpo e sexualidade. Dentre as discussões mais comuns estão: a
caracterização de mulheres com base em características raciais e hierarquia de classes,
casamento, maternidade e envelhecimento. Essas táticas são, evidentemente, comuns à escrita
de mulheres de outros países e comunidades. Cristina reivindica um novo discurso feminino no
Brasil, escrito por e para a nova mulher do século XXI. Mas existe esse novo discurso? A autora
destaca:

Pouco a pouco, a literatura brasileira de autoria feminina vai construindo um discurso


alternativo, desconstruindo e apropriando-se desses mitos para recontá-los à sua
própria maneira, ou rejeitá-los de forma categórica. Nossas autoras vão então
realizando um duplo projeto em sua literatura: uma crítica ao discurso dominante
falocêntrico e, ao mesmo tempo, a construção de um discurso no qual a expressão do
desejo e a representação do corpo e da sexualidade feminina se façam de maneira mais
autêntica, ou seja, filtradas o menos possível pela visão do discurso dominante. Nesse
projeto, a criação de um discurso erótico da mulher faz-se um elemento fundamental.
(2010, p. 18)

Grande parte desses novos métodos de escrita e de caracterização da mulher criados e


utilizados para questionar estereótipos e os papéis de gênero foram adotados por escritoras
brasileiras das décadas de 1980 e 1990, em meio às cinzas da ditadura militar do Brasil. Sentiu-
se a necessidade de criar um "discurso contra ideológico" que, como Cristina Ferreira
argumenta, iria combater as categorias míticas da feminilidade estabelecida nos textos literários
canônicos do século XIX: a esposa angelical, a mulata "tropical ", "a mulher infantil como
sinônimo de feminilidade; a invisibilidade da mulher de meia-idade e da idosa; a sexualidade
da mulher da classe trabalhadora e da mulher negra retratada como “facilmente negociável”; e
dispositivos semelhantes. Uma vez que fica determinado sobre o que as escritoras estavam
lutando contra, Cristina Ferreira, agora também como crítica, relaciona os dispositivos literários
que eles usaram como principal arma em busca de sua própria identidade: o gótico, o grotesco,
o erótico, o fantástico e a representação do desejo lésbico.

Em seu artigo O desejo lesbiano no conto de escritoras brasileiras contemporâneas,


Cristina Ferreira Pinto-Bailey põe em evidência a falta de uma crítica literária e afirma que a
invisibilidade da mulher lesbiana por parte da sociedade pode ser refletida na carência de
estudiosos da literatura lesbiana:

o sujeito lesbiano foge à definição aceita de “feminino”, rompe radicalmente com os


padrões de gênero estabelecidos, ao não se definir em função do desejo masculino e
do sistema de reprodução biológica e de transmissão de valores econômicos e
ideológicos. Por não ser possível categorizá-la dentro desses padrões, a 1ésbica
termina reduzida ao “não-ser”, ao que não se nomeia (e o que não se nomeia não
existe). (p. 6)

Isso não quer dizer que a explanação escrita do desejo afetivo e sexual de/por pessoas do
mesmo sexo enquanto tópico central não estivessem presentes na literatura nacional. Em
Topografia do Risco: O erotismo literário no Brasil contemporâneo, Eliane Robert de Moraes
expõe tal presença ao tracejar um intrigante percurso desses desejos presentes em uma literatura
obscena produzida a partir do final dos anos de 1970 até o final dos anos de 1990.

Nas últimas décadas a literatura de autoria feminina tem conquistado seu reconhecimento,
consolidando-se como um espaço para o processo renovador que, centrado na libertação da
mulher, em sua luta pela igualdade de direitos, vem formando caminho em todo o mundo
civilizado, desde fins do século XIX. É diante dessa perspectiva propriamente dita que emerge
a possibilidade da inserção da mulher no espaço de produção de escrita cuja criação era de
exclusividade masculina:

A criação de um discurso erótico representa o reverso de uma moeda cuja face é a


inscrição da mulher na literatura – já não como objeto do masculino numa relação de
ventriloquismo literário – mas como sujeito e agente, enunciando a sua própria “fala.”
(FERREIRA-PINTO, 2010, p. 18).
A sensualidade presente nas produções literárias femininas que tem como temática de
escrita o erotismo tem potencializado um discurso direcionado à valorização da voz da mulher
sob o sentido da afirmação de sua identidade feminina. Para tanto, “ao trazer o erotismo para o
seu discurso, a mulher escritora transgride a separação tácita existente entre a esfera pública e
a privada, tornando-se ela própria a mulher ‘pública’ ou, em outras palavras, a prostituta”.
(FERREIRA-PINTO, 2010, p. 19).

O que se coloca em jogo, no caso da escrita erótica de mulheres são as restrições aplicadas
sobre estas ao longo da história da humanidade. Vale destacar um detalhe importante sobre a
construção ideológica pornográfica através da história. Na Renascença, a presença da
pornografia tornou-se mais intensa e caracterizou-se pela difusão de imagens e vocabulários
obscenos que causaram danos morais por causa da representação explícita do sexo. Cristina
Ferreira apresenta a hipótese de que o desejo erótico entre mulheres e a concepção de
personagens lésbicas podem causar a classificação de sua obra como pornografia ou significar
um tipo de homossexualidade latente das autoras. Existe uma diferença entre erotismo e
pornografia?

Parece existir ainda entre a crítica o preconceito de que um erotismo mais explícito,
que se aproxime ao “pornográfico”, pertence a uma literatura de escritoras
“alternativas” ou “menores”, sendo assim geralmente ignoradas pela crítica. Por outro
lado, o erotismo mais “lírico” ou “platônico” na poesia de autoria feminina tem sido
mais facilmente aceito e suas autoras recebido um maior e mais positivo
reconhecimento crítico. (2010, p. 19)

A razão por trás do grande mal-entendido entre pornografia e literatura erótica é o senso
de estética. De fato, ambos os termos são complementares. Levando em consideração a estética
erótica, a organização é sistematizada por padrões de beleza:

Considera-se a primazia de uma preocupação estética no discurso erótico; além disso,


entende-se que o erotismo representa relações sexuais consensuais. Por outro lado,
geralmente aceitam-se como características do discurso pornográfico a presença de
uma dialética de dominação versus submissão – ou seja, existe a exploração do Outro
– e a intenção de excitar sexualmente o leitor. (2010, p. 24)

Apesar da crença de que a pornografia tende a revelar tudo e o erotismo tende a dar uma
realidade nebulosa, ainda assim há uma dificuldade em estabelecer uma diferença entre os dois
termos.
Com base nessa suposição, pode-se supor que não há limites separando-os. Esse
argumento é reconhecido por Sape Grootendorst, um dos pioneiros no que diz respeito aos
estudos literários sobre literatura gay no Brasil. Como o autor afirma, no Brasil, “literatura gay
é geralmente considerado algo proibido, pornográfico, de mau gosto e baixa qualidade. Pode
servir propósitos emancipatórios, mas em geral pertence aos guetos de um mundo do proibido
e marginal” (1993, p. 52).

Outra produção científica de Cristina Ferreira Pinto-Bailey denominada Gender,


Discourse, and Desire (2004) fornece muitos exemplos de mulheres escritoras do final do
século XX que foram ousadas o suficiente para expressar seu desejo e pavimentar o caminho
para a próxima geração. Majoritariamente os textos analisados por Cristina já haviam
traduzidos e publicados em língua inglesa. O objetivo desse estudo constitui-se na busca das
escritoras brasileiras para um discurso com o qual afirmar seu gênero e voz seu desejo, a fim
de alcançar novas formas de representação do corpo feminino. Torna-se útil comparar algumas
tais obras estudadas com ficção erótica por escritores masculinos contemporâneos, para ver o
quão revolucionárias as escritoras são, e, também, para examinar a forma como as mulheres
escritores descrevem eroticamente o corpo masculino. Cristina Ferreira brevemente menciona
a personagem Gabriela, criada de Jorge Amado, que pode ser considerada tanto uma fantasia
masculina quanto uma feminista.

Uma vez que a democracia foi restaurada, não havia mais um discurso de oposição
comum contra o governo militar autoritário. Acabar com a ditadura serviu como uma força
solidária entre grupos sociais díspares. Para os grupos de mulheres, especificamente, a política
de transição forneceu uma abertura para as vozes das mulheres na vida política. Manifesta-se
nessa circunstância a oportunidade do exercício de afirmação da identidade feminina. Como
evidencia Ferreira-Pinto:

No caso da mulher, considerando o controle social sobre seu corpo que tem ocorrido
através da história [...] a expressão autêntica da sexualidade e do desejo feminino
torna-se ainda mais importante para a afirmação da voz e da identidade da mulher .
(2010, p. 19)

A literatura erótica aparece neste meio recusando as normas correntes “na tentativa de
devolver ao sexo sua potência primitiva de subversão”. (MORAES, 2008, p. 415). Vale destacar
que, como observa Eliane Robert Moraes, no decorrer da década de 1980, período no qual
ocorre um aumento exacerbado e alarmante nos casos de Aids, as produções artísticas nacionais
relacionadas ao sexo ficaram bastante reprimidas. A autora contextualiza o cenário histórico
reiterando que:

conforme a epidemia cresce, mais e mais se nota seu impacto nas letras do país. Numa
relação inversamente proporcional, contudo, o erotismo literário entra em claro
declínio, perdendo espaço entre as publicações do período. Pode-se contar nos dedos
os livros do gênero editados no decorrer da década, configurando exceções que só
fazem confirmar essa ausência. Enfim, se a temática sexual continua a aparecer aqui
e acolá na ficção brasileira, quase sempre mais sugerida do que afirmada, aquela
sexualização enfática do mundo e da experiência humana que constitui o cerne da
literatura erótica raramente encontra vias de expressão. (p. 406)

Na época da epidemia aidética havia uma predominância de publicações eróticas com


narrativas “homoeróticas”, o que evidentemente também revela a manifestação das minorias
nas contraculturas. O perigo causado pela doença constitui-se, nesse cenário, como o “mal” que
desde sempre andou junto da temática erótica, ou seja, a sensação de morte presente serviu de
inspiração para que o erotismo literário dessa época quase sempre estivesse acompanhado do
trágico. Como bem destaca Moraes:

(…) diferentemente da década de 1970, quando tudo parecia passível de um recomeço


e cada sujeito se sentia um demiurgo, os anos 1980 se iniciam com a fatalidade de que
há um começo já dado, independente das vontades, das escolhas ou dos desejos de
cada um. E, em matéria de erotismo, isso significa um voto de compromisso entre o
sexo e o perigo. (2008, p. 6)

A morte deixa de ser perigo para tornar-se realidade e se funde ao amor carnal com intuito
de liberar uma forte sensação de prazer. Essa perspectiva torna-se evidente no poema analisado
pela autora no início de seu artigo – Coxas, de Roberto Piva –, no qual um casal homossexual
desloca-se ao terraço de um edifício e concebem o ato sexual dizendo frases obscenas um ao
outro durante a cena erótica, não se importando com o helicóptero que solicita seu lugar de
pouso. Em seguida os dois morrem atingidos pelo fogo disparado pela aeronave.

Eliane explica que após o período da contracultura e o desbunde nos anos 70, a literatura
brasileira experimentou, na década seguinte, uma revalorização de padrões convencionais.
Desenvolveu-se um “intenso processo de retradicionalização dessa mesma literatura a partir da
década de 1980, que diversos críticos interpretam como uma tendência de viés conservador,
seja ele formal, ideológico ou até mesmo moral.” (MORAES, 2008, p. 415). Já a literatura
erótica, por sua vez, aparece nesse meio recusando as normas correntes “na tentativa de
devolver ao sexo sua potência primitiva de subversão” (MORAES, 2008, p. 415). Apesar da
não aceitação das exigências impostas pelo mercado editorial a banalização da nudez e do sexo,
liderada pela indústria pornográfica, agiu como elemento chave para descreditar o erotismo nas
produções culturais. Moraes explica que a exposição do corpo em imagens de sexo configura-
se como pornografia e anula o potencial subversivo:

a proliferação de imagens sexuais que a indústria cultural vem colocando em


circulação no Brasil no decorrer das duas últimas décadas, condenando o erotismo à
plena visibilidade, trabalha no sentido de neutralizar a vocação subversiva da
sexualidade que, poucos anos antes, havia sido uma bandeira da contracultura.
Banalizada ao extremo pela cultura de massa, a temática erótica tornou-se objeto de
suspeita por parte dos circuitos literários mais cultos, atraindo apenas alguns escritores
pouco assimilados pelo sistema cultural do país. (p. 414)

Diante da análise dos estudos críticos apresentados é possível afirmar que nas sociedades
pós-coloniais há, efetivamente, a imposição de uma cultura dominante; o que não se encaixa
nela ficará à margem. Por não se inserir nas temáticas permitidas em uma ordem
predominantemente patriarcal, a literatura erótica é penalizada com o desprestígio. Ao marginal
cabe o silêncio, como argumenta Ferreira-Pinto:

A autocensura, que as vezes pode calar a expressão erótica feminina em todas suas
formas, encontra-se obviamente enraizada nas práticas sociais vigentes que tanto
procuram controlar a sexualidade feminina, como restringir o acesso da mulher a uma
linguagem adequada a representação de sua sexualidade. (1999, p. 406)

A marginalidade – aqui representada, principalmente, por gênero, exclusão e


sexualidade) –, constitui-se como fonte de energia criativa e passa a desafiar a universalização.
Por tratar não apenas de questões sexuais, mas também, de transtornos sociais, o erotismo
posiciona-se em contextos de produção que lhe servem de influência para o caráter subversivo
da arte. O movimento global na representação do corpo e da nudez partiu de um cenário de
exclusão ou isolamento em direção à inclusão ou engajamento social. Constitui-se, portanto,
uma trajetória de crescente conexão e envolvimento na esfera pública.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERREIRA-PINTO, Cristina. Gender, Discourse, and Desire in Twentieth-Century Brazilian


Women’s Literatures, Purdue studies in Romance Literatures, vol. 29, 2004 (West Lafayette
IN: Purdue University Press) 208 pp. ISBN: 978-1-55753-352-4 (pb).

______ . O corpo e a voz da mulher brasileira na sua Literatura: o discurso erótico de Márcia
Denser. Revista CELL (Revista Discente do Centro de Estudos Lingüísticos e Literários da
Universidade Federal de Ouro Preto), n, 0, 1º sem. 2010.

______ . O desejo lesbiano no conto de escritoras contemporâneas. Revista Iberoamericana. v.


LXV, n. 187, Abril/Jun 1999, pp. 405-21.

GROOTENDORST, Sapê. Literatura gay no Brasil: dezoito escritores brasileiros falando da


temática homoerótica. Holanda: University of Utrecht, 1993.

MORAES, Eliane Robert. Topografia do risco: o erotismo literário no Brasil


contemporâneo. Cadernos Pagu, São Paulo, n.31, 2008, pp.399-418.

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