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Universidade Federal do Piauí

Centro de Tecnologia - DRHGA

Curso de Engenharia

Departamento de Recursos Hídricos


e Geologia Aplicada

HIDROLOGIA
HIDROLOGIA

Décima Aula

Sistema de Drenagem
Conseqüências da urbanização na
drenagem da bacia:
O comportamento do escoamento
superficial direto sofre alterações
substanciais em decorrência do
processo de urbanização de uma
bacia, principalmente como
conseqüência da impermeabilização
da superfície, o que produz maiores
picos e vazões.
Conseqüências da urbanização na
drenagem da bacia:

Já na primeira fase de implantação


de uma cidade, o desmatamento
pode causar um aumento dos picos e
volumes e, conseqüentemente, da
erosão do solo;
Conseqüências da urbanização na
drenagem da bacia:

Se o desenvolvimento urbano posterior


ocorrer de forma desordenada, estes
resultados deploráveis podem ser
agravados com o assoreamento em
canais e galerias, diminuindo suas
capacidades de condução do excesso
de água.
Conseqüências da urbanização na
drenagem da bacia:

Além de degradar a qualidade da


água e possibilitar a veiculação de
moléstias, a deficiência de redes de
esgoto contribui também para
aumentar a possibilidade de
ocorrência de inundações.
Conseqüências da urbanização na
drenagem da bacia:

Uma coleta de lixo ineficiente, somada


a um comportamento indisciplinado
dos cidadãos, acaba por entupir
bueiros e galerias e deteriorar ainda
mais a qualidade da água.
Conseqüências da urbanização na
drenagem da bacia:

A estes problemas soma-se a ocupação


indisciplinada das várzeas, que
também produz maiores picos,
aumentando os custos gerais de
utilidade pública e causando maiores
prejuízos.
Conseqüências da urbanização na
drenagem da bacia:
Os problemas advindos de um mal
planejamento não se restringem ao
local de estudo, uma vez que a
introdução de redes de drenagem
ocasiona uma diminuição
considerável no tempo de
concentração e maiores picos a
jusante.
Estes processos estão inter-
relacionados de forma bastante
complexa, resultando
em problemas que se referem
não somente às inundações,
como também à poluição, ao
clima e aos recursos hídricos de
uma maneira geral.
Os problemas que dizem respeito ao
controle de inundações são decorrentes da
elevação dos picos das cheias, ocasionada
tanto pela intensificação do volume do
escoamento superficial direto (causado pelo
aumento da densidade das construções, e
conseqüente impermeabilização da
superfície), como pela diminuição dos
tempos de concentração e
de recessão.
Esta diminuição é também oriunda do
acréscimo na velocidade de escoamento
devido à alteração do sistema de
drenagem existente, exigida por este
aumento da densidade de construções.
Ocupação da bacia hidrografica
• Principais fatores que agravam as inundações urbanas
– impermeabilização do solo;
– urbanização sem o devido cuidado com a drenagem;
– falta de planejamento urbano;
– ocupação das áreas marginais;
– traçado de avenidas, ruas, etc.
– problema habitacional: ocupação de áreas marginais e morros (áreas de risco) por favelas
– grande produção de sedimentos (solos) provenientes de loteamentos e outros tipos de movimento de terra;
– grande quantidade de lixo (resíduos de todos os tramanhos: carros, utensílios domésticos, pneus, sacos de lixo,
plásticos, restos vegetais, etc ...)

– qualidade das águas (esgoto, poluição difusa, etc.)

– obras de drenagem mal projetadas;

– obras de drenagem com problemas de execução;

– canalização de córregos sem a devida análise de impactos a jusante (transferência de inundações de um ponto a

outros);

– soluções impróprias de canalização;

– participação da sociedade (lixo, educação ambiental, etc...)


Os problemas de controle de poluição
diretamente relacionados à drenagem urbana
têm sua origem na deterioração da qualidade
dos cursos receptores das águas
pluviais.
Eutrofização
•Excesso de nutrientes: N, P e K nos corpos hídricos
•Causa deterioração dos corpos d água
Degradação dos corpos dágua
Além de aumentar o volume do escoamento
superficial direto, a impermeabilização da
superfície também faz com que a recarga
subterrânea, já reduzida pelo aumento do
volume das águas servidas (conseqüência do
aumento da densidade populacional),
diminua ainda mais.
Segundo Uehara (1985), as precipitações
totais podem aumentar em até 10% em
relação à zona rural. Segundo a mesma
fonte, a umidade relativa do ar pode sofrer
um acréscimo de até 8% e pode chegar a
haver um aumento de 1oC na temperatura
do ar, enquanto o aumento da nebulosidade
pode atingir até 100%.
Os problemas relacionados aos
recursos hídricos são uma
conseqüência direta do aumento
da demanda de água, decorrente
do aumento da densidade
populacional.
Estes problemas são inerentes ao aumento das
densidades populacional e de construções ou,
em outras palavras, ao processo de urbanização
em si, formando um emaranhado complexo de
causas e efeitos, relacionados de forma não
biunívoca.
Tal complexidade não permite que possa
haver soluções eficientes e sustentáveis que
não abranjam todos os processos e suas
inter-relações, o que exige que se atue sobre
suas causas.
Sistema de Drenagem

...é o termo empregado na


designação de conjunto de
instalações destinadas a escoar
o excesso de água, seja em
rodovias, na zona rural, ou na
malha urbana.
Sistemas Urbanos de Drenagem
Prof. Antonio Cardoso Neto .

A drenagem urbana não se restringe aos


aspectos puramente técnicos, impostos
pelos limites da engenharia.

Compreende o conjunto de todas as


medidas a serem tomadas que visem à
atenuação dos riscos e dos prejuízos
decorrentes de inundações aos quais as
cidades e sociedades estão sujeitas.
Sistemas Urbanos de Drenagem
Prof. Antonio Cardoso Neto .

A drenagem urbana não se restringe aos


aspectos puramente técnicos, impostos
pelos limites da engenharia.

Compreende o conjunto de todas as


medidas a serem tomadas que visem à
atenuação dos riscos e dos prejuízos
decorrentes de inundações aos quais as
cidades e sociedades estão sujeitas.
Sistema de Drenagem .
Prof. Antonio Cardoso Neto .

O caminho percorrido pela água da chuva sobre


uma superfície pode ser topograficamente bem
definido, ou não.
Sistema de Drenagem .
Prof. Antonio Cardoso Neto .

Após a implantação de uma cidade, o percurso


caótico das enxurradas passa a ser determinado
pelo traçado das ruas e acaba se comportando,
tanto quantitativa como qualitativamente, de
maneira bem diferente de seu comportamento
original.
Sistema de Drenagem .
Prof. Antonio Cardoso Neto .

•Após a implantação de uma cidade, o percurso


caótico das enxurradas passa a ser determinado
pelo traçado das ruas e acaba se comportando,
tanto quantitativa como qualitativamente, de
maneira bem diferente de seu comportamento
original.
As torrentes originadas pela precipitação direta
sobre as vias públicas desembocam nos bueiros
situados nas sarjetas.
Estas torrentes (somadas à água da rede pública
proveniente dos coletores localizados nos pátios e
das calhas situadas nos topos das edificações) são
escoadas por tubulações que alimentam condutos
secundários, a partir dos quais atingem o fundo do
vale, onde o escoamento é topograficamente bem
definido, mesmo que não haja um curso d’água
perene.
O escoamento no fundo do vale é denominado:

Sistema de Macro-Drenagem.

As obras e instalações responsável pela captação


da água pluvial e sua condução até o sistema de
macro-drenagem é chamado:

Sistema de Micro-drenagem.

Este será o objeto do nosso estudo.


Sistemas de microdrenagem
• Os sistemas de microdrenagem incluem a coleta e afastamento das águas
superficiais ou subterrâneas através de pequenas e médias galerias, fazendo
ainda parte do sistema todos os componentes do projeto para que tal ocorra.
• Tradicionalmente são obras em cujo projeto são adotadas vazões produzidas
por eventos hidrológicos com 2, 5 e, no máximo, 10 anos de período de
retorno. São calculados para que funcionem a partir de pré determinados
limites.
• As áreas envolvidas, na sua maioria com menos de um quilômetro quadrado
ou cem hectares, são trechos de ruas, quarteirões, etc., e as unidades mais
comuns são metro quadrado (m2) e hectares (ha).
• Seu traçado é função da arquitetura urbana, ou seja, a malha resultante de seus
condutos depende do projetista e da disposição dos arruamentos. Sendo assim,
as vazões são conduzidas de acordo com as ruas da área de projeto,
obedecendo ao alinhamento arquitetônico das fachadas dos quarteirões,
criando-se mini-cursos artificiais.
Sistemas de macrodrenagem
• Destina-se ao escoamento final das águas escoadas
superficialmente, inclusive as captadas pelas estruturas de
microdrenagem; São compostos dos seguintes itens:
sistema de microdrenagem, galerias de grande porte, canais
e rios canalizados (Gois, 1998); Sendo assim, a
macrodrenagem compreende a rede de drenagem natural,
existente antes da ocupação; São obras de retificação ou de
embutimento dos corpos aquático, são de grande vulto,
dimensionadas para grande vazões e com maiores
velocidades de escoamento.
De maneira geral, as águas decorrentes
da chuva (normalmente coletadas nas
vias públicas em bocas-de-lobo e
descarregadas em galerias ou condutos
subterrâneos) são lançadas em cursos
d’água naturais, no oceano, em lagos ou,
no caso de solos bastante permeáveis,
esparramadas sobre o terreno por onde
infiltram no subsolo.
É desnecessário dizer que a escolha do
destino da água pluvial deve ser feita
segundo critérios éticos e econômicos,
após análise técnica cuidadosa e criteriosa
das opções existentes.
De qualquer maneira, é recomendável
que o sistema de drenagem seja tal que o
percurso da água entre sua origem e seu
destino seja o mínimo possível. Além
disso, é conveniente que esta água seja
escoada por gravidade. Porém, se não
houver possibilidade, pode-se projetar
estações de bombeamento para esta
finalidade.
Há, além disso, a necessidade de que as
realidades complexas de longo prazo em toda a
bacia sejam levadas em consideração durante
o processo de planejamento das medidas locais
de curto e médio prazos.

Por fim, mas não menos importante,


a opinião pública deve ser esclarecida através
da organização de campanhas educativas.
• “Soluções” para inundações urbanas:

– Intervenções Estruturais
– Intervenções Não-Estruturais
• Soluções Estruturais: atacam os efeitos
• Obras de Engenharia:

• canalizações
• barragens
• galerias
• retificação de córregos e rios
• outras melhorias em córregos e rios
• dragagem (desassoreamento)
• obras de retenção (reservatórios)
• drenagem forçada em áreas baixas
• bombeamento
• túneis
• micro drenagem

Micro e 61
Macrodrenagem
• Soluções Não-Estruturais: atacam as causas
• Planejamento de Macro e Micro Drenagem Urbana
• Leis de Uso e Ocupação do Solo (preservação das áreas marginais, manutenção de áreas
verdes, disciplinamento da ocupação urbana, etc.)
• Integração da drenagem urbana com outras intervenções urbanas
• Regras Operativas de Obras Hidráulicas para Controle de Cheias
• Detenção do escoamento superficial gerado pela ocupação (parcela de solo impermeável)
no próprio lote
• Adoção de pavimentos permeáveis
• Fiscalização Intensa
• Educação Ambiental
• Sistema de coleta de lixo adequado
• Sistema eficiente de manutenção de obras de drenagem
• Participação da sociedade
• Sistema de Ações Civis para Minimizar os Impactos das Inundações (Defesa Civil,
Polícia, Trânsito, Serviço Social, Abrigos, Hospitais, Engenharia, etc)
Obras de macrodrenagem
•Macrodrenagem

•Conceito: rede de drenagem natural pré-existente nos terrenos antes da


ocupação (riachos e rios localizados nos talvegues e vales )

•Estruturas de macrodrenagem – destinação das águas captadas pela


drenagem primária, dando prosseguimento ao escoamento dos
elementos de microdrenagem (ruas, sarjetas, valas, galerias)

•Necessidade de interferências na macrodrenagem:


1. Aumento dos volumes escoados devido à
impermeabilização
2. Obras de microdrenagem aumentam as vazões de pico
devido à redução dos tempos de concentração
3. Ocupação dos leitos secundários de riachos e rios
4. Assoreamento dos corpos d’água devido ao desmatamento
e manejo inadequado dos terrenos
5. Necessidade de ampliação da malha viária em vales
ocupados
6. Saneamento de áreas alagadiças
•Medidas de controle de enchentes
•Medidas estruturais – obras de engenharia, caracterizadas
como medidas intensivas ou extensivas
•Medidas intensivas
1. Aceleração do escoamento (canalizações)
2. Retardamento de fluxo (reservatórios, restauração de
calhas naturais)
3. Desvio de escoamento (canais / túneis de desvio)
4. Edificações à prova de enchentes
•Medidas extensivas – pequenos armazenamentos na
bacia, recomposição da cobertura vegetal, controle de
erosão do solo

•Medidas não-estruturais – disciplinamento da ocupação


territorial (custos mais baixos e horizontes de atuação mais
longos)
1. Regulamenta do uso e ocupação do solo
(zoneamento)
2. Educação ambiental (controle da poluição difusa)
3. Sistema de alerta e previsão de enchentes
• Medidas estruturais – Canalização (solução
mais frequente)
– Processo de urbanização
• Ocupação das margens de rios / assoreamento  redução da capacidade da
rede de drenagem natural (rios e riachos)
• Impermeabilização  aumento do volume / redução do tempo de
concentração (aumento da vazão de pico)

– Canalização – aumento da capacidade de riachos e


rios / construção de canais
– Melhoria localizada das condições de escoamento
– Transferência de vazões para jusante
• Canalização
– Medida estrutural intensiva para aumento da
capacidade de rios e canais / construção de canais

– Vantagens:
• Intervenção localizada
• Necessidade de pouca manutenção
• Melhoria das condições de escoamento

– Desvantagens:
• Aumento das vazões de pico a jusante (transferência do problema!)
• Transporte de toda a carga poluente para o corpo hídrico receptor
• Medidas estruturais – Reservação (solução
“inovadora”)
– Manutenção das condições originais na bacia
hidrográfica
• Retardamento dos escoamentos
• Aumento dos tempos de concentração
• Redução das vazões máximas
• Redução dos volumes de enchentes (retenção em reservatórios)
• Redução do escoamento (melhoria das condições de infiltração)
• Reservação
– Medida estrutural intensiva para retardamento do escoamento - construção de
bacias (reservatórios) de detenção

– Vantagens:
• Reconstituição das condições naturais de vazão nos corpos hídricos
• Solução “definitiva” – não propagação do problema das inundações para
jusante
• Melhoria da qualidade do efluente – retirada do material flutuante e
sedimentável nas bacias de detenção

– Desvantagens:
• Custos possivelmente elevados com desapropriações para implantação dos
reservatórios
• Intervenção em vários locais da bacia hidrográfica
• Necessidade de manutenção (limpeza) periódica
– Além do controle de enchentes, as obras de
detenção para outros usos
• Recreação e lazer
• Melhoria da qualidade da água
• Criação de mananciais urbanos
• Evolução da utilização de obras de detenção
Característica Canalização Reservação
Contenção temporária para
Função Remoção rápica dos escoamentos
subsequente liberação
Componentes Canais abertos Reservatórios
principais Galerias Retenção sub-superficial
Instalação em áreas novas Implantação em áreas novas
Aplicabilidade Construção por fases Construção por fases
Ampliação de capacidade (difícil) Áreas existentes
Impacto a Aumento das vazões de pico em relação Dimensionamento pode tornar as
jusante à condição anterior vazões de jusante compatíveis com a
(quantidade) Maiores obras a jusante capacidade disponível
Impacto a Facilita remoção de material flutuante
Transporta para o corpo receptor toda a
jusante (reservatórios) e dos sólidos em
carga poluente afluente
(qualidade) suspensão (decantação)
Pouco frequente (acúmulo de Necessidade de limpeza periódica e
Manutenção /
sedimento e ilxo) fiscalização
operação
Dificultado em galerias Desinfecção eventual (insetos)
Estudos Definição dos hidrogramas (volumes das
Definição das vazões de pico
hidrológicos enchentes)
1. Partes Constitutivas da microdrenagem

•Galerias
•Poço de Visita
•Trechos
•Bocas-de-lobo
•Tubos de ligação
•Meios-fios
•Sarjetas
•Sarjetões
•Condutos forçados
•Estações de bombeamento

•Micro e Macrodrenagem (out/2001) •78


Partes constitutivas

•Micro e Macrodrenagem (out/2001) •79


Bocas de lobo – Dispositivos localizados em pontos convenientes, nas
sarjetas para captação de águas puviais.

Sarjetas – Faixas da via pública, paralelas e vizinhas ao meio fio. A calha


formada é a receptora das águas pluviais que incidem sobre as vias
publicas e que para elas escoam.

Tubos de ligação – Canalizações destinadas a conduzir as águas pluviais


captadas nas bocas de lobo para as galerias ou poços de visita.

•Micro e Macrodrenagem (out/2001) •80


Galerias

na teoria...

Alinhamento dos condutos

•Micro e Macrodrenagem (out/2001) •81


Galeria – Canalizações públicas usadas para conduzir as águas pluviais
provenientes das bocas de lobo e das ligações públicas.

•Micro e Macrodrenagem (out/2001) •82


Galerias

na prática...

•Micro e Macrodrenagem (out/2001) •83


Galerias

•Diametro minimo =0,30 m


•D comerciais = 0,30; 0,40; 0,50; 0,60; 0,80; 1,00; 1,20 e
1,50 m.
•Projetadas para funcionamento à seção plena com a vazão de
projeto.
•Velocidade máxima para tubos de concreto = 5m/s
•Vel. minima = 0,60m/s

•Micro e Macrodrenagem (out/2001) •84


Poço de Visita

•Micro e Macrodrenagem (out/2001) •85


Poços de visita – Dispositivos localizados em pontos convenientes do
sistema de galerias para permitirem mudanças de direção, mudanças de
declividade, mudanças de diâmetro e inspeção e limpeza das canalizações.

•Micro e Macrodrenagem (out/2001) •86


Poços de visita
•Devem atender ás mudanças de direção, de diâmetro,
declividade à ligação das bocas de lobo, ao entrocamento dos
diversos trechos e ao afastamento máximo admissível.
•Quando a diferença de nível entre o tubo afluente e efluente
for superior a 0,70m, o poço de visita será denominado de
queda.

Diâmetro (m) Espaçamento (m)


O,30 120
0,50 – 0,90 150
1,00 ou mais 180

•Micro e Macrodrenagem (out/2001) •87


Bocas-de-lobo

•Micro e Macrodrenagem (out/2001) •88


Bocas de lobo
•Devem ser localizadas de maneira a conduzir a água, a vazão
superficial para as galerias.
•Nos pontos mais baixos do sistema viário devem ser
colocadas bocas de lobo com vistas a se evitar a criação de
zonas mortas com alagamentos e águas paradas.
•Recomenda-se adotar um espaçamento máximo de 60 m
entre as bocas-de-lobo, caso não seja analisada a capacidade
de escoamento da sarjeta.

•Micro e Macrodrenagem (out/2001) •89


Existem muitos métodos e
fórmulas, definidas em
todo o mundo, para cálculo
de micro e macro
drenagens .
Na Engenharia Brasileira são
utilizados três enfoques básicos:

1. O Método Racional;

2. Método do Hidrograma

Unitário Sintético;

3. Análise Estatística.
Método Racional
Este método é recomendado para o
dimensionamento de galerias e avaliação
do escoamento superficial em bacias
tributárias com áreas de drenagem
inferiores a 1 km2. É aplicável para
avaliação do deflúvio superficial direto,
tanto para a chuva inicial como para a
chuva máxima de projeto.

Alguns autores utilizam até 20 km2.


Método do Hidrograma Unitário Sintético

Recomendado para o dimensionamento


de pontos de despejo e grandes galerias
principais, quando a área de drenagem
envolvida excede 1 km2, e para análise e
avaliação dos benefícios de
armazenamentos artificiais.

É também aplicável em áreas que poderão


sofrer significativa urbanização no futuro.
Análise Estatística
É recomendada para estimativa das
descargas de cheias, em determinado
período de retorno, para cursos de
água de grande porte fluindo através
de áreas urbanas, e em pequenos
cursos de água nos quais uma futura
urbanização não importará em efeitos
significativos, com relação às
características de seus deflúvios.
Veremos apenas:

Método Racional.
MÉTODO RACIONAL
O Método Racional para
estimativa de vazões de
enchente resume-se
fundamentalmente no
emprego de chamada
“fórmula racional”:
Q = CIA
MÉTODO RACIONAL
Q = CIA
Q = vazão da enchente (m3/s)
A = área da bacia drenada (ha)
C = coeficiente de deflúvio (ad.)
definido como: relação entre quantidade de água
que passa na área de estudo e a quantidade de
chuva realmente precipitada.(adimensional)

I = intensidade média de chuva


sobre a área drenada, de
duração igual ao tempo de
concentração. (m3/s/ha)
TEMPO DE CONCENTRAÇÃO:

É o tempo gasto pela água


para escoar desde o ponto
mais afastado da bacia de
drenagem, até o ponto do
projeto.
TEMPO DE CONCENTRAÇÃO:

É a soma do tempo de entrada e dos


tempos de escoamento:

• nos córregos (área não urbanizadas);

• nas sarjetas e galerias (áreas urbanas).


MÉTODO RACIONAL
Cálculo do tempo de concentração
Função de:
Comprimento do percurso em
córregos e canais ou em sarjetas e
galerias, e da diferença de cotas
inicial e final.

Tc 3
=57*(L^ /Δh)^(0,385)
MÉTODO RACIONAL
Cálculo do tempo de concentração

Tc 3
=57*(L^ /Δh)^(0,385)

Sendo: Tc, em minutos;


L, em quilômetros;
∆H, em metros.
MÉTODO RACIONAL
Em função das unidades
utilizadas podemos ter:
Q = CIA ou 0,278*CIA
3,6
Onde:
Q = vazão em m3/s;
I = precipitação em mm/h;
A = área da bacia em Km2;
C = coeficiente adimensional;
MÉTODO RACIONAL

Em função das unidades utilizadas


podemos ter:

Q = 1.000*C*I*A, ou
6
Q = 166,67*C*I*A,
Onde:
Q = vazão em L/s;
I = precipitação em mm/min;
A = área da bacia em ha;
C = coeficiente adimensional;
MÉTODO RACIONAL

Em função das unidades utilizadas


ainda podemos ter:

Q = 1/6 *C*I*A, ou

Q = 0,167*C*I*A,
Onde:
Q = vazão em m3/s;
I = precipitação em mm/min;
A = área da bacia em ha;
C = coeficiente adimensional;
PREMISSAS BÁSICAS
LIMITAÇÕES DO MÉTODO RACIONAL
As seguintes premissas básicas são adotadas quando se aplica método racional:

• A intensidade de precipitação é
. constante enquanto perdurar a
. chuva;

• A impermeabilidade superficial
. permanece constante durante a
. chuva;
PREMISSAS BÁSICAS
LIMITAÇÕES DO MÉTODO RACIONAL

• As velocidades de escoamento nas


. galerias e canais são as previstas
. para funcionamento a plena seção;

• O tempo de duração da chuva é


. igual ao tempo de concentração,
. para a vazão considerada.
PREMISSAS BÁSICAS
LIMITAÇÕES DO MÉTODO RACIONAL

Como limitação, o método


racional somente é recomendado
para bacias que não apresentam
complexidade e cuja área seja,
no máximo, 1km2 ( 100 ha ).
Outros autores definem o limite
como 500 ha e até 2.000 ha.
DETERMINAÇÃO DAS VARIÁVEIS
UTILIZADAS NO MÉTODO

COEFICIENTE DE ESCOAMENTO

“C”

A escolha desse coeficiente depende muito


do julgamento pessoal do engenheiro
projetista. Em geral, as superfícies não são
homogêneas, não sendo, por isso,
conveniente adotar um único valor tirado
da tabela para toda área da bacia de
drenagem.
COEFICIENTE
TÍTULO DE ÁREA DE DRENAGEM OU COBERTURA VEGETAL
MÍNIMO MÁXIMO
01 Pavimentos de concreto ou concreto betuminoso 0,75 0,95
02 Pavimentos de asfalto 0,65 0,80
03 Solo arenoso, vegetação cultivada ou leve 0,15 0,25
04 Solo arenoso, mata ou vegetação rasteira densa 0,20 0,30
05 Cascalho desprovido de vegetação ou vegetação rala 0,20 0,40
06 Cascalho, mata, vegetação densa 0,15 0,35
07 Solo argiloso, desprovido de vegetação 0,35 0,75
08 Solo Argiloso. Mata ou vegetação densa 0,25 0,60
09 Canteiro Central, grama 0,20 0,35
10 Áreas comerciais, zonas do centro da cidade 0,70 0,95
Áreas residenciais:
Zona planas com 30% de área impermeável 0,35 0,45
11 Zona planas com 60% de área impermeável 0,50 0,60
Zona moderadamente inclinadas com 50% de área impermeável 0,70 0,80
Zonas moderadamente inclinada com 70% de área impermeável 0,75 0,85
12 Área de edifícios de apartamentos 0,50 0,70
13 Área industrial
Unidade esparsas 0,50 0,80
Unidade concentradas 0,60 0,90
14 Parque, cemitérios e praças 0,10 0,25
PERÍODO DE RETORNO

Em engenharia, nem
sempre interessa construir
uma obra que seja
adequada para escoar
qualquer vazão possível de
ocorrer.
PERÍODO DE RETORNO
Normalmente, pode-se
correr um risco, assumido
após considerações de
ordem econômica, de que a
estrutura venha a falhar
durante a sua vida útil,
sendo necessário, então,
conhecer este risco.
PERÍODO DE RETORNO

A freqüência de uma vazão


Q em uma seção de um
curso d’água é o número de
ocorrências da mesma em
dado intervalo de tempo.
PERÍODO DE RETORNO
Em geral, ela é expressa em
termos de período de
retorno ( T ), com o
significado de que, na seção
considerada, ocorrerão
valores iguais ou superiores
ao valor Q apenas uma vez
em cada T anos.
PERÍODO DE RETORNO
Escolha e justificativa de determinado período de retorno

Quanto maior for o período


de retorno, maiores serão
os valores das vazões de
pico encontradas e,
conseqüentemente, mais
segura e cara será a obra.
PERÍODO DE RETORNO
Infelizmente, é quase
sempre impossível fazer
uma comparação realista
entre o custo da obra e o
prejuízo provável, de modo
a se obter uma solução,
economicamente,
conveniente.
PERÍODO DE RETORNO

O período de retorno tem


que ser avaliado com base
em obras existentes, na
experiência do profissional
e, sobretudo, no seu bom
senso.
PERÍODO DE RETORNO

Para cálculo de rede de


drenagem urbana,
geralmente se adota nos
Estados Unidos valores que
variam de 2 a 10 anos para
área residenciais e de 10 a
50 anos para comerciais.
PERÍODO DE RETORNO

No Brasil adota-se para


período de recorrência, ou
retorno, os seguinte
valores:
UTILIZAÇÃO DA ÁREA PERÍODO DE RETORNO ( T ANOS )

Residencial 2 anos

Comercial 5 anos

Áreas com edifícios 5 anos

Aeroportos 2 – 5 anos

Áreas Comerciais muito


valorizadas 5 – 10 anos
e Terminais aeroportuários
Ajustes para tormentas
infreqüentes:
Q = 166,67*C*I*A*Cf onde:
Cf = coeficiente adimensional; sendo:
C*Cf <= 1.0
Período de Retorno (Anos) Cf
2 a 10 1,00
25 1,1
50 1,2
100 1,25
APLICAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL

Em planta topográfica na
escala adequada, definir
os limites de todas as
bacias de drenagem
relevantes;
APLICAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL

Verificação das definições


acima e investigações
complementares de cada
bacia “in loco”, p. ex,
contribuições de bacias entre
si ou contribuição de outras
bacias para as anteriormente
definidas;
APLICAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL

Definir “in loco” ponto de saída da


bacia, cotas e coordenadas;
APLICAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL

Verificar “in loco” as condições


definidoras de C, para trechos
específicos das bacias;
APLICAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL

Definir as áreas dos trechos


específicos destas bacias;
APLICAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL

Verificar as projeções de
investimentos, programas, projetos,
obras e urbanizações futuras para
cada trecho específico das bacias;
APLICAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL

Definir coeficiente C

para trechos específicos;


APLICAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL
Definição dos percursos das água
nos trechos das bacias, com
o traçado, em planta,
dos trechos principais, com
comprimentos e diferenças de cotas;
APLICAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL

Definir o Tempo de concentração


das bacias a serem estudadas;
APLICAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL

Definir: curva de intensidade,


duração e freqüência a ser
utilizada para o conjunto de
sub bacias;
APLICAÇÃO DO MÉTODO RACIONAL

Calcular a Descarga

ou

Colocar as informações em tabela


Excel e calcular a Descarga.
Lista de Controle
Projeto: Data: / /

ELABORAÇÃO DE PROJETO DE SISTEMA DE ÁGUAS PLUVIAIS Controle

ROTEIRO BÁSICO 1 2 3
I – Estudos Preliminares
1) Determinação da bacia contribuinte à área a ser drenada.
2) Elaboração da planta geral da bacia contribuinte em escala adequada. (1:25.000 a 1:100.000)
3) Coleta de dados e elementos disponíveis:

a) Elementos topográficos: planta atualizada da bacia em escala conveniente- (1:1.000);


b) Dados ou informações sobre projetos urbanísticos ou de melhoramento previstos pela
entidade urbanizadora competente. A saber: Canalização de córregos; avenidas; obras de artes
especiais; modificações no sistema viário; etc.;
c) Levantamento planialtimétrico - cadastral de faixas de implantação de coletores
principais (vielas) e dos canais para os cursos de água existentes, pontes, viadutos, etc.;

d) Dados cadastrais do sistema de drenagem de águas luviais existente na área de estudo;


e) Cadastro dos sistemas de água, esgoto sanitário, eletricidade, gás e telefone,
eventualmente existentes na área (instalações subterrâneas);
f) Curvas características ou equações de intensidade – duração – freqüência das
precipitações (quando existentes);
g) Dados pluviométricos na área de estudo e suas imediações;
h) Dados fluviométricos de cursos de água situados na área de projeto e suas imediações
(estudos de correlação);
4) Determinação da área de atendimento do projeto;

5) Reconhecimento minucioso da bacia contribuinte com atenção especial para os seguintes pontos:
a) Índice de ocupação urbana;
b) Índice de impermeabilização da bacia e suas tendências;
c) Características da vegetação existente;
d) Natureza dos solos encontrados na bacia.
6) Programação para obtenção de novos dados necessários à elaboração dos trabalhos, inclusive
topográficos (quando necessários);
Lista de Controle
Projeto: Data: / /

ELABORAÇÃO DE PROJETO DE SISTEMA DE ÁGUAS PLUVIAIS Controle

ROTEIRO BÁSICO 1 2 3
7) Execução de levantamento topográfico (quando inexistente), devendo constar basicamente de:
a) Levantamento planimétrico de todas as vias existentes na área de projeto, com desenhos
em escala 1:2000ou 1:1000 se a área for muito pequena;
b) Nivelamento de todos os pontos de cruzamento e de mudança de greide e de direção dos
logradouros existentes na área, assim como de todos os pontos notáveis, por exemplo: cotas
do fundo dos cursos de água existentes, pontes, viadutos, etc.;
c) Levantamento cadastral de instalações subterrâneas, que eventualmente possam interferir
com a implantação das obras a serem implantadas.
8) Análise e compilação dos dados e elementos coletados.
9) Estudo detalhado da bacia contribuinte e da área a ser drenada.
10) Demarcação da bacia e das sub-bacias de drenagem, indicando, mediante setas, os sentidos de
escoamento das águas pluviais nas vias contidas na área. Cada sub-bacia deverá ser identificada, sendo
que a sua área deverá ser avaliada com bom grau de precisão.
11) Fixação de critérios e parâmetros a serem obedecidos na concepção geral das obras a serem
projetadas. Deverão ser fixados:
a) Chuva critica a ser considerada;
b) Tempo de recorrência a ser adotado;
c) Critérios para determinação da intensidade média de precipitação;
d) Índice de impermeabilização da bacia;
e) Critérios para avaliação do coeficiente de escoamento superficial;
f) Método a ser utilizado na avaliação das vazões de dimensionamento;
g) Fórmulas e processos a serem utilizados no dimensionamento do sistema;
h) Cursos de água receptores do efluente do sistema coletor.
12) Elaboração do memorial descritivo e justificativo contendo os resultados estudos efetuados.
Lista de Controle
Projeto: Data: / /

ELABORAÇÃO DE PROJETO DE SISTEMA DE ÁGUAS PLUVIAIS Controle

ROTEIRO BÁSICO 1 2 3
II – Anteprojeto das Obras
1) Avaliação das vazões de dimensionamento para o sistema, com base nos estudos de intensidade –
duração – freqüência utilizáveis em problemas técnicos conexos ao esgotamento de águas pluviais para a
área de projeto. Confronto dos valores encontrados com os já verificados em medições ou estudos já
efetuados para a mesma área ou suas imediações.
2) Estudos de um número conveniente de alternativas para o traçado dos sistemas coletores principal e
secundários e dos canais para os cursos de água existentes na área e para os cursos de água receptores.
Escolha da melhor alternativa do ponto de vista técnico econômico.
3) Estudo das obras complementares necessárias, como obras de proteção e de dissipação de energia,
obras de arte especiais, etc.
4) Dimensionamento do sistema de galerias, levando-se em consideração os fatores:
a) Diâmetro mínimo = 0,30 m; altura mínima da secção retangular = 0,50 m;
b) Recobrimento mínimo = 1,0 metro;
c) Altura de lâmina de água na galeria = 0,9 * H, sendo H a altura da seção retangular; ou
0,95 * D, sendo D o diâmetro da seção circular;
d) Velocidade mínima = 0,75 m/s;
e) Velocidade máxima = 5m/s;
5) Dimensionamento das obras complementares necessárias.
6) Elaboração de memorial descritivo e justificativo das soluções adotadas em cada caso, contendo:
a) Caracterização e descrição da área do estudo;
b) Critérios e parâmetros do projeto;
c) Avaliação das vazões a serem escoadas;
d) Dimensionamento das diversas partes; conclusões.
7) Elaboração de desenhos e demais peças gráficas em escala adequada à perfeita compreensão do
sistema proposto. Recomenda-se que as plantas do sistema coletor sejam apresentadas em escala 1: 2
000 e os perfis em escala H = 1: 1000 e V = 1: 100.
Lista de Controle
Projeto: Data: / /

ELABORAÇÃO DE PROJETO DE SISTEMA DE ÁGUAS PLUVIAIS Controle


ROTEIRO BÁSICO 1 2 3
III - Projeto executivo do sistema proposto
1) Calculo e projeto estrutural das diversas partes;
2) Elaboração das especificações de materiais e serviços;
3) Elaboração das especificações para construção do sistema;
4) Cômputo das quantidades de materiais e serviços necessários à implantação do sistema.

5) Orçamento estimativo das obras a serem empreendidas.


Exemplo.
Implantação de Loteamento para
residências isoladas em lotes
com média de 800 m2, em área
nobre, afastada do centro.
ESCALA 1: 10.000
A = 1,40 km

ESCALA 1: 10.000
Duração da Chuva

• para bacias pequenas (até 5 km2) adota-se uma chuva com


duração igual ao tempo de concentração da bacia

Tc =57*(L^3 /Δh)^(0,385)

• para bacias maiores usualmente adota-se uma chuva com


duração igual a 24 horas
A = 1,40 km
L = 15,0 cm = 1,50 km
ESCALA 1: 10.000
A = 1,40 km2
L = 15,0 cm = 1,50 km
∆H = 702 – 652 = 50 m ESCALA 1: 10.000
Método Racional

A = 1,40 km2 Área < 5 km2 t = Tc

Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h
A: área em km2

Q=0,278 C I A
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q=0,278 C I A

I=?
POSTO ESTADO LATITUDE: LONGITUDE:
Teresina Piauí 5 GR 5 MIN 42 GR 49 MIN

I(MM/MIN) - INTENSIDADE DA CHUVA

PERÍODO DE RETORNO (ANOS)


DURAÇÃO
2. 5. 10. 15. 20. 25. 50. 100

5 MIN 3,260 3,800 4,220 4,440 4,600 4,740 5,120 5,520


10 MIN 2,440 2,880 3,200 6,780 7,040 7,240 7,880 8,520
15 MIN 2,000 2,373 2,653 8,440 8,800 9,060 9,900 10,740
20 MIN 1,715 2,045 2,290 9,740 10,160 10,480 11,500 12,540
25 MIN 1,508 1,808 2,036 10,840 11,320 11,700 12,880 14,100
30 MIN 1,357 1,633 1,843 11,820 12,360 12,780 14,120 15,500
1 H 0,873 1,068 1,222 1,315 1,382 1,435 1,605 1,785
2 H 0,538 0,664 0,765 0,826 0,871 0,906 1,021 1,143
4 H 0,322 0,400 0,463 0,502 0,530 0,553 0,626 0,705
6 H 0,235 0,293 0,339 0,368 0,389 0,406 0,460 0,518
8 H 0,188 0,234 0,272 0,295 0,311 0,325 0,368 0,415
10 H 0,158 0,196 0,227 0,247 0,261 0,272 0,308 0,347
12 H 0,136 0,170 0,197 0,213 0,225 0,235 0,266 0,300
14 H 0,120 0,150 0,173 0,188 0,199 0,207 0,235 0,264
24 H 0,078 0,097 0,112 0,121 0,128 0,133 0,150 0,169
POSTO ESTADO LATITUDE: LONGITUDE:
Teresina Piauí 5 GR 5 MIN 42 GR 49 MIN

I(MM/MIN) - INTENSIDADE DA CHUVA

PERÍODO DE RETORNO (ANOS)


DURAÇÃO
2. 5. 10. 15. 20. 25. 50. 100

5 MIN 3,260 3,800 4,220 4,440 4,600 4,740 5,120 5,520


10 MIN 2,440 2,880 3,200 6,780 7,040 7,240 7,880 8,520
15 MIN 2,000 2,373 2,653 8,440 8,800 9,060 9,900 10,740
20 MIN 1,715 2,045 2,290 9,740 10,160 10,480 11,500 12,540
25 MIN 1,508 1,808 2,036 10,840 11,320 11,700 12,880 14,100
30 MIN 1,357 1,633 1,843 11,820 12,360 12,780 14,120 15,500
1 H 0,873 1,068 1,222 1,315 1,382 1,435 1,605 1,785
2 H 0,538 0,664 0,765 0,826 0,871 0,906 1,021 1,143
4 H 0,322 0,400 0,463 0,502 0,530 0,553 0,626 0,705
6 H 0,235 0,293 0,339 0,368 0,389 0,406 0,460 0,518
8 H 0,188 0,234 0,272 0,295 0,311 0,325 0,368 0,415
10 H 0,158 0,196 0,227 0,247 0,261 0,272 0,308 0,347
12 H 0,136 0,170 0,197 0,213 0,225 0,235 0,266 0,300
14 H 0,120 0,150 0,173 0,188 0,199 0,207 0,235 0,264
24 H 0,078 0,097 0,112 0,121 0,128 0,133 0,150 0,169
UTILIZAÇÃO DA ÁREA PERÍODO DE RETORNO ( T ANOS )

Residencial 2 anos

Comercial 5 anos

Áreas com edifícios 5 anos

Aeroportos 2 – 5 anos

Áreas Comerciais muito


valorizadas 5 – 10 anos
e Terminais aeroportuários
UTILIZAÇÃO DA ÁREA PERÍODO DE RETORNO ( T ANOS )

Residencial 2 anos

Comercial 5 anos

Áreas com edifícios 5 anos

Aeroportos 2 – 5 anos

Áreas Comerciais muito


valorizadas 5 – 10 anos
e Terminais aeroportuários
UTILIZAÇÃO DA ÁREA PERÍODO DE RETORNO ( T ANOS )

Residencial 2 anos

Comercial 5 anos

Áreas com edifícios 5 anos

Aeroportos 2 – 5 anos

Áreas Comerciais muito


valorizadas 5 – 10 anos
e Terminais aeroportuários
POSTO ESTADO LATITUDE: LONGITUDE:
Teresina Piauí 5 GR 5 MIN 42 GR 49 MIN

I(MM/MIN) - INTENSIDADE DA CHUVA

PERÍODO DE RETORNO (ANOS)


DURAÇÃO = Tc
2. 5. 10. 15. 20. 25. 50. 100

5 MIN 3,260 3,800 4,220 4,440 4,600 4,740 5,120 5,520


10 MIN 2,440 2,880 3,200 6,780 7,040 7,240 7,880 8,520
15 MIN 2,000 2,373 2,653 8,440 8,800 9,060 9,900 10,740
20 MIN 1,715 2,045 2,290 9,740 10,160 10,480 11,500 12,540
25 MIN 1,508 1,808 2,036 10,840 11,320 11,700 12,880 14,100
30 MIN 1,357 1,633 1,843 11,820 12,360 12,780 14,120 15,500
1 H 0,873 1,068 1,222 1,315 1,382 1,435 1,605 1,785
2 H 0,538 0,664 0,765 0,826 0,871 0,906 1,021 1,143
4 H 0,322 0,400 0,463 0,502 0,530 0,553 0,626 0,705
6 H 0,235 0,293 0,339 0,368 0,389 0,406 0,460 0,518
8 H 0,188 0,234 0,272 0,295 0,311 0,325 0,368 0,415
10 H 0,158 0,196 0,227 0,247 0,261 0,272 0,308 0,347
12 H 0,136 0,170 0,197 0,213 0,225 0,235 0,266 0,300
14 H 0,120 0,150 0,173 0,188 0,199 0,207 0,235 0,264
24 H 0,078 0,097 0,112 0,121 0,128 0,133 0,150 0,169
POSTO ESTADO LATITUDE: LONGITUDE:
Teresina Piauí 5 GR 5 MIN 42 GR 49 MIN

I(MM/MIN) - INTENSIDADE DA CHUVA

PERÍODO DE RETORNO (ANOS)


DURAÇÃO = Tc
2. 5. 10. 15. 20. 25. 50. 100

5 MIN 3,260 3,800 4,220 4,440 4,600 4,740 5,120 5,520


10 MIN 2,440 2,880 3,200 6,780 7,040 7,240 7,880 8,520
15 MIN 2,000 2,373 2,653 8,440 8,800 9,060 9,900 10,740
20 MIN 1,715 2,045 2,290 9,740 10,160 10,480 11,500 12,540
25 MIN 1,508 1,808 2,036 10,840 11,320 11,700 12,880 14,100
30 MIN 1,357 1,633 1,843 11,820 12,360 12,780 14,120 15,500
1 H 0,873 1,068 1,222 1,315 1,382 1,435 1,605 1,785
2 H 0,538 0,664 0,765 0,826 0,871 0,906 1,021 1,143
4 H 0,322 0,400 0,463 0,502 0,530 0,553 0,626 0,705
6 H 0,235 0,293 0,339 0,368 0,389 0,406 0,460 0,518
8 H 0,188 0,234 0,272 0,295 0,311 0,325 0,368 0,415
10 H 0,158 0,196 0,227 0,247 0,261 0,272 0,308 0,347
12 H 0,136 0,170 0,197 0,213 0,225 0,235 0,266 0,300
14 H 0,120 0,150 0,173 0,188 0,199 0,207 0,235 0,264
24 H 0,078 0,097 0,112 0,121 0,128 0,133 0,150 0,169
POSTO ESTADO LATITUDE: LONGITUDE:
Teresina Piauí 5 GR 5 MIN 42 GR 49 MIN

I(MM/MIN) - INTENSIDADE DA CHUVA

PERÍODO DE RETORNO (ANOS)


DURAÇÃO = Tc
2. 5. 10. 15. 20. 25. 50. 100

5 MIN 3,260 3,800 4,220 4,440 4,600 4,740 5,120 5,520


10 MIN 2,440 2,880 3,200 6,780 7,040 7,240 7,880 8,520
15 MIN 2,000 2,373 2,653 8,440 8,800 9,060 9,900 10,740
20 MIN 1,715 2,045 2,290 9,740 10,160 10,480 11,500 12,540
25 MIN 1,508 1,808 2,036 10,840 11,320 11,700 12,880 14,100
30 MIN 1,357 1,633 1,843 11,820 12,360 12,780 14,120 15,500
1 H 0,873 1,068 1,222 1,315 1,382 1,435 1,605 1,785
2 H 0,538 0,664 0,765 0,826 0,871 0,906 1,021 1,143
4 H 0,322 0,400 0,463 0,502 0,530 0,553 0,626 0,705
6 H 0,235 0,293 0,339 0,368 0,389 0,406 0,460 0,518
8 H 0,188 0,234 0,272 0,295 0,311 0,325 0,368 0,415
10 H 0,158 0,196 0,227 0,247 0,261 0,272 0,308 0,347
12 H 0,136 0,170 0,197 0,213 0,225 0,235 0,266 0,300
14 H 0,120 0,150 0,173 0,188 0,199 0,207 0,235 0,264
24 H 0,078 0,097 0,112 0,121 0,128 0,133 0,150 0,169
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

I=?
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

I=?

t = Tc =57*(L^3 /Δh)^(0,385)
A = 1,40 km2
L = 15,0 cm = 1,50 km
∆H = 702 – 652 = 50 m ESCALA 1: 10.000
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

I=?

t = Tc =57*(L^3 /Δh)^(0,385)

L = 15,0 cm = 1,50 km

∆H = 702 – 652 = 50 m
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

I=?

t = Tc =57*(L^3 /Δh)^(0,385)

L = 15,0 cm = 1,50 km

∆H = 702 – 652 = 50 m

t = Tc =57*(1,5^3 /50)^(0,385)
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

I=?

t = Tc =57*(L^3 /Δh)^(0,385)

L = 15,0 cm = 1,50 km

∆H = 702 – 652 = 50 m

t = Tc =57*(1,5^3 /50)^(0,385)

t = Tc =20,2 min
POSTO ESTADO LATITUDE: LONGITUDE:
Teresina Piauí 5 GR 5 MIN 42 GR 49 MIN

I(MM/MIN) - INTENSIDADE DA CHUVA

PERÍODO DE RETORNO (ANOS)


DURAÇÃO = Tc
2. 5. 10. 15. 20. 25. 50. 100

5 MIN 3,260 3,800 4,220 4,440 4,600 4,740 5,120 5,520


10 MIN 2,440 2,880 3,200 6,780 7,040 7,240 7,880 8,520
15 MIN 2,000 2,373 2,653 8,440 8,800 9,060 9,900 10,740
20 MIN 1,715 2,045 2,290 9,740 10,160 10,480 11,500 12,540
25 MIN 1,508 1,808 2,036 10,840 11,320 11,700 12,880 14,100
30 MIN 1,357 1,633 1,843 11,820 12,360 12,780 14,120 15,500
1 H 0,873 1,068 1,222 1,315 1,382 1,435 1,605 1,785
2 H 0,538 0,664 0,765 0,826 0,871 0,906 1,021 1,143
4 H 0,322 0,400 0,463 0,502 0,530 0,553 0,626 0,705
6 H 0,235 0,293 0,339 0,368 0,389 0,406 0,460 0,518
8 H 0,188 0,234 0,272 0,295 0,311 0,325 0,368 0,415
10 H 0,158 0,196 0,227 0,247 0,261 0,272 0,308 0,347
12 H 0,136 0,170 0,197 0,213 0,225 0,235 0,266 0,300
14 H 0,120 0,150 0,173 0,188 0,199 0,207 0,235 0,264
24 H 0,078 0,097 0,112 0,121 0,128 0,133 0,150 0,169
POSTO ESTADO LATITUDE: LONGITUDE:
Teresina Piauí 5 GR 5 MIN 42 GR 49 MIN

I(MM/MIN) - INTENSIDADE DA CHUVA

PERÍODO DE RETORNO (ANOS)


DURAÇÃO = Tc
2. 5. 10. 15. 20. 25. 50. 100

5 MIN 3,260 3,800 4,220 4,440 4,600 4,740 5,120 5,520


10 MIN 2,440 2,880 3,200 6,780 7,040 7,240 7,880 8,520
15 MIN 2,000 2,373 2,653 8,440 8,800 9,060 9,900 10,740
20 MIN 1,715 2,045 2,290 9,740 10,160 10,480 11,500 12,540
25 MIN 1,508 1,808 2,036 10,840 11,320 11,700 12,880 14,100
30 MIN 1,357 1,633 1,843 11,820 12,360 12,780 14,120 15,500
1 H 0,873 1,068 1,222 1,315 1,382 1,435 1,605 1,785
2 H 0,538 0,664 0,765 0,826 0,871 0,906 1,021 1,143
4 H 0,322 0,400 0,463 0,502 0,530 0,553 0,626 0,705
6 H 0,235 0,293 0,339 0,368 0,389 0,406 0,460 0,518
8 H 0,188 0,234 0,272 0,295 0,311 0,325 0,368 0,415
10 H 0,158 0,196 0,227 0,247 0,261 0,272 0,308 0,347
12 H 0,136 0,170 0,197 0,213 0,225 0,235 0,266 0,300
14 H 0,120 0,150 0,173 0,188 0,199 0,207 0,235 0,264
24 H 0,078 0,097 0,112 0,121 0,128 0,133 0,150 0,169
POSTO ESTADO LATITUDE: LONGITUDE:
Teresina Piauí 5 GR 5 MIN 42 GR 49 MIN

I(MM/MIN) - INTENSIDADE DA CHUVA

PERÍODO DE RETORNO (ANOS)


DURAÇÃO = Tc
2. 5. 10. 15. 20. 25. 50. 100

5 MIN 3,260 3,800 4,220 4,440 4,600 4,740 5,120 5,520


10 MIN 2,440 2,880 3,200 6,780 7,040 7,240 7,880 8,520
15 MIN 2,000 2,373 2,653 8,440 8,800 9,060 9,900 10,740
20 MIN 1,715 2,045 2,290 9,740 10,160 10,480 11,500 12,540
25 MIN 1,508 1,808 2,036 10,840 11,320 11,700 12,880 14,100
30 MIN 1,357 1,633 1,843 11,820 12,360 12,780 14,120 15,500
1 H 0,873 1,068 1,222 1,315 1,382 1,435 1,605 1,785
2 H 0,538 0,664 0,765 0,826 0,871 0,906 1,021 1,143
4 H 0,322 0,400 0,463 0,502 0,530 0,553 0,626 0,705
6 H 0,235 0,293 0,339 0,368 0,389 0,406 0,460 0,518
8 H 0,188 0,234 0,272 0,295 0,311 0,325 0,368 0,415
10 H 0,158 0,196 0,227 0,247 0,261 0,272 0,308 0,347
12 H 0,136 0,170 0,197 0,213 0,225 0,235 0,266 0,300
14 H 0,120 0,150 0,173 0,188 0,199 0,207 0,235 0,264
24 H 0,078 0,097 0,112 0,121 0,128 0,133 0,150 0,169
POSTO ESTADO LATITUDE: LONGITUDE:
Teresina Piauí 5 GR 5 MIN 42 GR 49 MIN

I(MM/MIN) - INTENSIDADE DA CHUVA

PERÍODO DE RETORNO (ANOS)


DURAÇÃO = Tc
2. 5. 10. 15. 20. 25. 50. 100

5 MIN 3,260 3,800 4,220 4,440 4,600 4,740 5,120 5,520


10 MIN 2,440 2,880 3,200 6,780 7,040 7,240 7,880 8,520
15 MIN 2,000 2,373 2,653 8,440 8,800 9,060 9,900 10,740
20 MIN 1,715 2,045 2,290 9,740 10,160 10,480 11,500 12,540
25 MIN 1,508 1,808 2,036 10,840 11,320 11,700 12,880 14,100
30 MIN 1,357 1,633 1,843 11,820 12,360 12,780 14,120 15,500
1 H 0,873 1,068 1,222 1,315 1,382 1,435 1,605 1,785
2 H 0,538 0,664 0,765 0,826 0,871 0,906 1,021 1,143
4 H 0,322 0,400 0,463 0,502 0,530 0,553 0,626 0,705
6 H 0,235 0,293 0,339 0,368 0,389 0,406 0,460 0,518
8 H 0,188 0,234 0,272 0,295 0,311 0,325 0,368 0,415
10 H 0,158 0,196 0,227 0,247 0,261 0,272 0,308 0,347
12 H 0,136 0,170 0,197 0,213 0,225 0,235 0,266 0,300
14 H 0,120 0,150 0,173 0,188 0,199 0,207 0,235 0,264
24 H 0,078 0,097 0,112 0,121 0,128 0,133 0,150 0,169
POSTO ESTADO LATITUDE: LONGITUDE:
Teresina Piauí 5 GR 5 MIN 42 GR 49 MIN

I(MM/MIN) - INTENSIDADE DA CHUVA

PERÍODO DE RETORNO (ANOS)


DURAÇÃO = Tc
2. 5. 10. 15. 20. 25. 50. 100

5 MIN 3,260 3,800 4,220 4,440 4,600 4,740 5,120 5,520


10 MIN 2,440 2,880 3,200 6,780 7,040 7,240 7,880 8,520
15 MIN 2,000 2,373 2,653 8,440 8,800 9,060 9,900 10,740
20 MIN 1,715 2,045 2,290 9,740 10,160 10,480 11,500 12,540
25 MIN 1,508 1,808 2,036 10,840 11,320 11,700 12,880 14,100
30 MIN 1,357 1,633 1,843 11,820 12,360 12,780 14,120 15,500
1 H 0,873 1,068 1,222 1,315 1,382 1,435 1,605 1,785
2 H 0,538 0,664 0,765 0,826 0,871 0,906 1,021 1,143
4 H 0,322 0,400 0,463 0,502 0,530 0,553 0,626 0,705
6 H 0,235 0,293 0,339 0,368 0,389 0,406 0,460 0,518
8 H 0,188 0,234 0,272 0,295 0,311 0,325 0,368 0,415
10 H 0,158 0,196 0,227 0,247 0,261 0,272 0,308 0,347
12 H 0,136 0,170 0,197 0,213 0,225 0,235 0,266 0,300
14 H 0,120 0,150 0,173 0,188 0,199 0,207 0,235 0,264
24 H 0,078 0,097 0,112 0,121 0,128 0,133 0,150 0,169
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

I = 2,045 mm/min
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

I = 2,045 mm/min

ou
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

I = 2,045 mm/min

ou

I = 2,045 mm/ min * 60 min / h = 122,7 mm/h


Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

I = 2,045 mm/min

ou

I = 2,045 mm/ min * 60 min / h = 122,7 mm/h

Logo:
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h = 122,7 mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

C=?
COEFICIENTE
TÍTULO DE ÁREA DE DRENAGEM OU COBERTURA VEGETAL
MÍNIMO MÁXIMO
01 Pavimentos de concreto ou concreto betuminoso 0,75 0,95
02 Pavimentos de asfalto 0,65 0,80
03 Solo arenoso, vegetação cultivada ou leve 0,15 0,25
04 Solo arenoso, mata ou vegetação rasteira densa 0,20 0,30
05 Cascalho desprovido de vegetação ou vegetação rala 0,20 0,40
06 Cascalho, mata, vegetação densa 0,15 0,35
07 Solo argiloso, desprovido de vegetação 0,35 0,75
08 Solo Argiloso. Mata ou vegetação densa 0,25 0,60
09 Canteiro Central, grama 0,20 0,35
10 Áreas comerciais, zonas do centro da cidade 0,70 0,95
Áreas residenciais:
Zona planas com 30% de área impermeável 0,35 0,45
11 Zona planas com 60% de área impermeável 0,50 0,60
Zona moderadamente inclinadas com 50% de área impermeável 0,70 0,80
Zonas moderadamente inclinada com 70% de área impermeável 0,75 0,85
12 Área de edifícios de apartamentos 0,50 0,70
13 Área industrial
Unidade esparsas 0,50 0,80
Unidade concentradas 0,60 0,90
14 Parque, cemitérios e praças 0,10 0,25
COEFICIENTE
TÍTULO DE ÁREA DE DRENAGEM OU COBERTURA VEGETAL
MÍNIMO MÁXIMO
01 Pavimentos de concreto ou concreto betuminoso 0,75 0,95
02 Pavimentos de asfalto 0,65 0,80
03 Solo arenoso, vegetação cultivada ou leve 0,15 0,25
04 Solo arenoso, mata ou vegetação rasteira densa 0,20 0,30
05 Cascalho desprovido de vegetação ou vegetação rala 0,20 0,40
06 Cascalho, mata, vegetação densa 0,15 0,35
07 Solo argiloso, desprovido de vegetação 0,35 0,75
08 Solo Argiloso. Mata ou vegetação densa 0,25 0,60
09 Canteiro Central, grama 0,20 0,35
10 Áreas comerciais, zonas do centro da cidade 0,70 0,95
Áreas residenciais:
Zona planas com 30% de área impermeável 0,35 0,45
11 Zona planas com 60% de área impermeável 0,50 0,60
Zona moderadamente inclinadas com 50% de área impermeável 0,70 0,80
Zonas moderadamente inclinada com 70% de área impermeável 0,75 0,85
12 Área de edifícios de apartamentos 0,50 0,70
13 Área industrial
Unidade esparsas 0,50 0,80
Unidade concentradas 0,60 0,90
14 Parque, cemitérios e praças 0,10 0,25
Natureza da Bacia Mínimo Máximo

Telhados 0,70 0,95

Asfalto 0,85 0,90

Pavimentos ou Paralelepípedos 0,75 0,85

Estradas não Pavimentadas 0,15 0,30

Terrenos descampados 0,10 0,30

Parques, Jardins, Campinas 0,05 0,20

Pisos cimentados 0,25 0,60


Cálculo do coeficiente de “run off”
C = (Σ Ci*Ai)/A
Áreas condomínio + 128,80 Faixa dom BR 3,22

A Ai Ci Ai*Ci Aai Aai *Ci


Asfalto 4,96 0,850 4,21 3,72 3,16
Calçamento 32,58 0,750 24,43 0 0
Lagoa 7,02 0,000 0,00 0 0
Telhados 17,87 0,800 14,30 0 0
Pisos 5,96 0,500 2,98 0 0
Gramados 42,92 0,100 4,29 7,48 0,06
Áreas verdes 17,50 0,100 1,75 0 0
TOTAL 128,80 51,96 11,20 3,22

51,96+3,22 = 55,18
128,8+11,2= 140,00
C = 0,395
55,18 / 140,0 = 0,395
C = 0,40
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h = 122,7 mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

C = 0,40

Q = 0,278 * 0,41 * 122,7 * 1,40 = 19,6 m3/s

Q = 19,6 m3/s
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off
I: intensidade em mm/h = 122,7 mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

C = 0,40

Ou
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off = 0,40
I: intensidade em mm/h = 122,7 mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

Portanto:
Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off = 0,40
I: intensidade em mm/h = 122,7 mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

Portanto:

Q = 0,278 * 0,41 * 122,7 * 1,40 = 19,6 m3/s


Método Racional
Q: (m3/s)
C: coeficiente de run-off = 0,40
I: intensidade em mm/h = 122,7 mm/h
A: área em km2 = 1,4 km2
Q = 0,278 C I A

Portanto:

Q = 0,278 * 0,41 * 122,7 * 1,40 = 19,6 m3/s

Q = 19,6 m3/s
Área:
Natureza da Bacia %

Telhados 5,0

Asfalto 20,0

Pavimentos ou Paralelepípedos 7,0

Estradas não Pavimentadas 15,0

Terrenos descampados 3,0

Parques, Jardins, Campinas 35,0

Pisos cimentados 15,0


GRUPO ESCALA

• Tempo de concentração da bacia


– Definição – tempo necessário para a água
01 ponto mais distante1:11.000
precipitada no da bacia,
deslocar-se até o seu exutório
02 1:12.000
– Importância  intensidade máxima da chuva
– Cálculo através
03 de equações empíricas / cálculo da
1:13.000
velocidade do escoamento:
04 para pequenas bacias rurais:1:14.000
• Fórmula de Kirpich

05 1:15.000

06 1:16.000
• Tempo de concentração da bacia
– Definição – tempo necessário para a água
precipitada no ponto mais distante da bacia,
deslocar-se até o seu exutório
– Importância  intensidade máxima da chuva
– Cálculo através de equações empíricas / cálculo da
velocidade do escoamento:
• Fórmula de Kirpich para pequenas bacias rurais:
3 0 , 385
L
tc = 57
H

tc – tempo de concentração (min)


L – comprimento do rio principal (km)
H – diferença de cota entre o ponto mais distante e o exutório
2 3• Cálculo
0 , 5 do escoamento para bacias urbanas:
R S
v=
n  escoamento em condutos (Equação de
Manning)

v – velocidade (m/s)
R – raio hidráulico (m)
S – declividade (m/m)
n – coeficiente de rugosidade de Manning

v=K S 0,5
%  escoamento em superfície
S% - declividade (%)

Uso da terra e regime de escoamento k


Floresta com muita folhagem no solo 0,076
Área com pouco cutivo / terraceamento 0,152
n
Li
tc = ∑
Pasto ou grama baixa 0,213
Áreas cultivadas 0,274
Solo quase nu sem cultivo 0,305
i=1 vi Caminhos de escoamento em grama, pasto 0,457
Superfície pavimentada / pequenas voçorocas de nascentes 0,610
•Determine a proporção de aumento de vazão de projeto de 5
anos de tempo de retorno com a urbanização residencial. A
bacia tem área de 1,3 km2, comprimento principal de 600 m e
declividade de 1 %. O plano de escoamento na bacia é em
media de 100m, com declividade de 4%. Onde as condições
naturais são de pasto. Essa bacia será urbanizada com
residencias, onde 65% serão superfícies pavimentadas com
materiais como asfalto, concreto e telhados e o restante será
formado por solos e áreas verdes.

•Solução:
•Para o plano de escoamento:
• Coeficiente K neste caso é 0,43 (tabela), a velocidade fica.

V = kS 0,5
V = 0,43 × 0,040,5 = 0,086m / s
•O tempo de concentração fica:

L 100
Tc = = = 1162s = 19,37 min
V 0,086
•Para o canal natural: com k = 0,457 e comprimento igual a 600m

V = kS 0,5
V = 0,457 × 0,010,5 = 0,0457m / s
L 600
Tc = = = 13129s = 218 min
V 0,0457

•Somando os dois TC temos. Tc = 19,37+218=238min


•Utilizando-se a equação de intensidade, duração e freqüência,
resulta I =1,162 mm/min.
•Adotando um coeficiente de escoamento de 0,3, temos.
Q = 0,278 CIA = 0,278 x 0,30 x 1,162 x 60 x 1,3 = 7,56m3/s

Condições urbanas.
•Nesse caso, o tempo de concentração se altera,para a superfície
urbana, K= 0,61. Considerando-se um canal com n = 0,013
(concreto) e raio hidraulico de 1 metro, temos a velocidade:

2 1 2 1
3 2 3 2
R S 1 0,01
V= =
n 0,013
V = 7,69m / s
•O tempo de conc. novo seria:

L 600
Tc = = = 78s = 1,3 min
V 7,69
•A intensidade de precipitação para esse Tc é de 2239 mm/min.
O coef. de escoamento adotado para uma area residencial com
residências. A nova vazão seria:

• Q = 0,278 CIA = 0,278 x 0,50 x 2,239 x 60 x 1,3 = 24,28m3/s

•Ou 3,21 vezes a vazão anterior.


Capacidade de condução
hidráulica de ruas e sarjetas

•A capacidade de condução da rua ou sarjeta pode ser


calculada a partir de duas hipoteses.
•A água escoando por toda calha da rua
•Admiti-se a decividade da rua de 3% e altura de
água na sarjeta h1 = 0,15m
•Água escoando somente pelas sarjetas
•Admiti-se a decividade de 3% e h2 = 0,10m
Capacidade de condução
hidráulica de ruas e sarjetas
•O dimensionamento hidráulico pode ser obtido
pela equação de Manning.
2 1
3 2
AR S
Q=
Onde: n
•A = Área de drenagem
•R = raio hidraulico
•S =declividade do fundo
•n = coeficiente de rugosidade (para vias
publicas costuma ser (0,017)
Ex: Calcular a vazão máxima que escoa pela sarjeta
e por toda rua seguindo os parâmetros normais da
via publica.
•a. Capacidade total da calha na rua: Neste caso, a largura de cada lado
fica:
• 0,15/0,03 = 5 m

•A área da seção pode ser aproximada por um triangulo e fica


•A = (0,15 x 5)/2 = 0,375m2

• O perímetro é obtido pela altura no meio fio, 0,15 m, somado da


hipotenusa do triangulo (0,15+5,0), logo p = 0,15+5,0 = 5,15 m

•A vazão fica
•: 2 1
3 2
AR S
Q=
n
2 1
0,375 × (0,375 / 5,15) × 0,005 3 2
Q=
0,017
Q = 0,272m / s 3

•Para os dois lados da rua, Q = 2 x 0,272 = 0,54m3/s


•Capacidade das sarjetas, com H = 0,10m
•Neste caso, a largura de cada lado fica:
• 0,10/0,03 = 3,33 m

•A área da seção pode ser aproximada por um triangulo e fica


•A = (0,10 x 3,33)/2 = 0,167m2

• O perímetro é obtido pela altura no meio fio, 0,10 m, somado da


hipotenusa do triangulo (0,10+3,33), logo p = 0,10+3,33 = 3,43 m
•A vazão fica
•: 2 1
3 2
AR S
Q=
n
2 1
0,167 × (0,167 / 3,43) × 0,005 3 2
Q=
0,017
Q = 0,092m / s 3

•Para os dois lados da rua, Q = 2 x 0,09 = 0,18m3/s


Galerias
•O dimensionamento das galerias é realizado
com base nas equações hidraulicas do
movimento uniforme, como a de Manning,
Chezy e outras.
•O calculo depende do coeficiente de
rugosidade e do tipo de galeria adotado.
Galerias
•Determine uma galeria circular para escoar a vazão de 94 l/s,
considerando a declividade longitudinal da rua igual a 0,001 m/m.
Conduto de concreto com n = 0,013.

•Com o uso da equação de Manning, com R = D/4, desduz-se a


expressão para o diâmetro.
2
ΠD 2
D 3
1
Q= × ×S 2
4n 4
3
8
Qn
D = 1,44 1
2
S
Determine uma galeria circular para escoar a vazão de 94l/s, considerando a
declividade da rua igual a 0,001 m/m. O conduto e de concreto, com n =0,013

•Com o uso da equação de Manning, com R = D/4 (seção plena),


desduz-se a expressão p o diâmetro.
2
ΠD D 2
3
1
Q= × ×S 2
4n 4
3
8
Qn
D = 1,44 1
2
S
3
8
0,094 × 0,013
D = 1,44 1 = 0,425m
2
0,001
Rede de pluviais
•Áreas de contribuição
Dimensione a rede de pluviais.

•Foi utilizado o posto da cidade de Alegrete/RS. A precipitação foi


de 10 min e o TR de 10 anos.

•O coeficiente de escoamento adotado foi igual a 0,60 para o tipo


de uso da área.

•Dimensionamento hidraulico: Utilizando-se a equação de


Manning para calculo da velocidade e n = 0,013 para tubos de
concreto. 2 1
R3 ×S 2 2 1
V= = 76,9 R 3 S 2
0,013
•A equação do método racional utilizada foi convertida para área
em ha, e vazão em l/s para facilidade de uso nesse caso:

Q = 2,78CIA
Considerando-se que a precipitação origina-se no limite físico do
loteamento, adotou-se tc = 10 min, que é então o tc de partida.

Estabeleceram-se os percursos da rede e delimitaram-se as áreas


contribuintes a cada trecho.

Uma planilha auxiliar de calculo é apresentada, e procede-se ao


cálculo em sequencia.
•Para o trecho entre PV1 e PV2:
• Q = 2,78CIA = 2,78 x 0,60 x 197,46 x 0,30 = 98,8 l/s
•D(m) = 0,30 m (D minimo)
•S (m/m) = (98,50 -98,80)/50 = 0,014 m/m (declividade do terreno)

•Testando D:
3 3
8 8
Qn 0,0988 × 0,013
D = 1,55 1 = 1,55 1
2 2
S 0,014
D = 0,284
•Como D = 0,30 é maior que D = 0,284m calculado, o trecho esta
correto. Se ao contrario, Dcal fosse maior que Dadotado, remanejar-
se-ia a declividade ou o diâmetro do conduto.
•Considerando o tubo funcionado com seção plena

•O tempo de escoamento é obtido pela equação do movimento


uniforme:

dis tan cia


Te = = 150
,82 = 27,5s = 0,46 min
Velocidade
•Para os trechos subsequentes,, o tempo de conc. Seráo o Tempo
inicial de 10 min mais o Tempo de escoamento Te. Para PV2-PV3
fica, Tc = 10+0,46 = 10,46min
•Quando tivermos mais de um Tc c para um trecho, devemos
utilizar o maior Tc.