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NR-10

NR 10 - SEGURANÇA
-
EM INSTALAÇOES E SERViÇOS EM ELETRICIDADE

INTRODUÇÃO
A décima Norma Regulamentadora do trabalho urbano cujo título é Instalações e Serviços
em Eletricidade, estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos
empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo
elaboração de projetos, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação, assim
como a segurança de usuários e de terceiros, em quaisquer das fases de geração,
transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica, observando-se, para tanto, as
normas técnicas oficiais vigentes e, na falta destas, as normas técnicas internacionais.
A NR 10 tem a sua existência jurídica assegurada através dos artigos 179 a 181 da CLT,
descritos abaixo:
,

Art. 179. O Ministério do Trabalho disporá sobre as condições de


segurança e as medidas especiais a serem observadas relativamente a
instalações elétricas em qualquer das fases de produção, trenemtssêo,
distribuição ou consumo de energia.
Art. 180. Somente profissional qualificado poderá instalar, operar,
inspecionar oú reparar instalações elétricas.
Art. 181. Os que trabalharem em serviços de eletricidade ou
instalações elétricas devem estar familiarizados com os métodos de socorro
a acidentados por choque elétrico.
A eletricidade é um agente de risco, grande causador de acidentes, cujas vítimas
não são 'apenas os profissionais que operam os sistemas elétricos, mas também O
usuários comuns que a utilizam como fonte de energia presente nos transformadora ,
motores, _ferramentas, computadores e outros equipamentos destinados para. diter nt
aplicações.
A eletricidade sendo uma manifestação de energia, é difícil de ser conu I I I

exigindo que os requisitos de segurança sejam parte integrante dos processos, t I ua J

diferentes etapas, começando pelo projeto e passando pela execução, , 1 ao,


manul nção, reforma e ampliação das instalações e serviços. Desta forma todo Ivi .osI t,

devern ser executados por pessoal qualificado, com o instrumental adequad


condi \. de uso atendendo aos manuais dos fabricantes, norma I e
procodlm ntos internos da empresa.

DOCUM N OS COMPLEMENTARES
• pítulo V do Título II da CLT - Refere-se à Segurança Q M diolru lo rabalho. .-

• :) rt ria 598, de 07/12/2004 - Deu nova redação I NI={1O .. I\Il r acoes já .


(I I'I idas no texto. •

• lição CNEN 04, de 19/04/89 - Diretrizes para suspensão de comercialização


Ir u L., ição de pára-raios radioativos. ' ..
• ABNT ...NBR 5413 ~ lIuminância de interiores.
NR-10 361

• ABNT - NBR 5.410 - Instalação elétrica de baixa tensão. .t As obrigações estabelecidas pela nova NR 10 são de cumprimento imediato,
exceto aquelas de que trata o-Anexo 11da Portaria 598/2004, que contém prazos
• ABNT - NBR 5.460 - Eletrotécnica eletrônica / Sistemas Elétricos de Po'! 11 I t específicos para atendimento. Até que se exaurem os prazos pr?vistos. para
curnprimento das obrigações de que trata o An~xo 11,permanecera em vigor a
• ABNT - NBR 5.418 - Instalações elétricas em atmosferas explosivas.
regulamentação anterior. .
• ABNT - NBA 5.419 - Protê'ção de estruturas contra descargas atmosférlc
.t A Portaria 580/2004 criou a Comissão Permanente Nacional sobre Segurança
• ABNT - NBR 14039 - Instalações Elétricas de Média Tensão de 1,0 kV a 36,2 I V em Energia Elétrica - CPNSEE, com o objetivo de acompanhar a implementação
• IEG 79.10 - 'Classification-of hazardous areas. E1 propor as adequações necessárias ao aperfeiçoamento da NR 10.

• NFPA 497'- R,~coIT1Emdpractice for c1as~ificatlon ot[ocation for eletrical instalutlon .t Esta NR não estabelece os critérios para o pagamento de adicional de
at chemical process ar~as., .' periculosidade. A Eletricidade como agente periculoso possui uma orientação
bem diferenciada das outras atividades periculo'sas' previstas na NR 16. Em 26/
• APl RP 500 - Recommended practice for classification of locations for elsctrk ii 12/85, o Poder Executivo, nos termos do Artigo 2° da Lei 7.369, de 22/09/85, editou
lnstallatícns at petroleum facilities. o Decreto 92.212, re,gulamentando o adicional de periculosidade para os
eletricitários. Posteriormente, o Decreto ~3.412, .de 14/10/86, revogou o Decreto
NSCRIÇÃ0 DA NR 10 92.212 estabelecendo a regulamentação atual das atividades e operações
periqosas decorrentes da exposição à energia elétrica. Para entender a aplicação
oguir, será apresentada a transcrição, na íntegra, a nova NR 10, com redação dada pi I I do adicional de parlculosldade sugerimos a leitura da NR 16 complementado
taria 598 de 07/12/2004, alterando o texto original dado pela Portaria 3.214 de 08/06/ /II pelo Decreto 93.412, de 14/10/86,
ublicações anteriores.
:lr'·, ' , , " _,
1. OBJETlVO E CAMPO DE APLlCAÇAO

10.1.1. Esta Norma Beqúlementedon: - NR,estabelece os requisitos e condições m{nll/ll


10.2. MEDIDAS DE CONTROLE
objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventlvt I'
de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, diret I IIII 10.2. 1. Em todas as intervenções em
instalações elétricas devem ser adotadas medidas
!ndiretam~nte, interajam em instalações etétnces e serviços com eletricidadl preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante

10-.1.? Esta NR se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição COnSUll/fI, e técnicas de análise. de risco, de ,forma, é! ,garantir a segurança e a saúde no
trabalho.
incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manuten III
das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidadl , 10~22 As medidas de controle a dota das devem integrar-se és demais iniciativas da
'observando-se as normas técnicas ottcieis estabelecidas pelos órg (I emptese, no â[TIbitq da preservação da segurança, da saúd>~e do meio ambiente
, competentes e, na ausência ou omissão destas, as normas internacionais csbtv. I do trabalho.
I

10.2.3. As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das


,', instalações elétricas dos seus estabelecimentos ~6m ~~' especificaçõ~s do
ENTÁRIQS
sistema de aterramento e demais equipamentos e aispositivos de proteçao .
.t Esta NR não apresenta muitos detalhes técnicos e nem ta distinção entr
variàs fases dai eletri'cidade, da geração ao consumo, com uas pecutiarldad« 10.2.4. Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem constituir e
de equipamentos, procedimentos e risco. Isto justifico, diversas citaçõo I manter o Prontuário de Instalações Elétricas, contendo, além do di posto no
normas brasileiras e ihternacionais,' o que é bastant po Itlvo, tornando-as p II1I subitem 10.2.3, no mínimo:
integrante da legislação e de aplicação obrigatórl .
.t Como .complernentação ao presente texto, dev •
a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e ndllJ/nlstrativas de
> segurança e saúde, implantadas e relacionadas a e t I NII descrição (
conteúdo da NBR 5.410, que fixa as condlç r n ri s para atendi I I das medidas de controle existentes; , I

instalações elétricas e garantir o operação ad qund para a seguran I ti I


b) documentação das inspeções e medições do sistema de prof ção contra
pessoas e a conservação dos bens.
descargas atmosféricas e ate(ramentos elétricos;
./ Para a perfeita aplicação desta NR é írnportant sua Interaç o com a norm III III I
c) especificação dos equipamentos de proteção coletiva e Individual e o
I cnlc nacional e internacional aplicáv I, No Brasil, as normas técnh I
ferramental, aplicáveis conforme determina esta NR; ,II ,
I 1 b I cldas pela ABNT • Assoclaç o I rasllelra de Normas Tá 1111 I
ii 11trtd \ no INMETRO. As principal n rm s internacionais relacion 1111 , d) documentação comprobatória ,da qualifica,ção, habilitação, capacitação,
II I Ic "Llclnde s~o aquelas que se orl91n m da C I;: I - Comi~são EI autorizaçãd dos trabalhadores e ,dos treinamentos. realizados; ,
IIlh 1111H:lot1I (IEC - International Electrotechnical Commission).
NI=!·10 ::!( '1
NOlIlll II 1111I1lI nltulorru 0111( 111 111011

e) resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equlp rn IItOl ./ A eletricidade pode causar acidentes e incêndios. Os acidentes podem ocorrer
de proteção individual e coletiva; quando as pessoas toçarn na parte de uma unid.ade el'etri~i~acla. Mesm~ o contato
, '
com uma parte não eletrificada pode causar acidentes senos, caso o Isolamento
f) certificações dos equipamentos ,e materiais elétricos em (Ire ti não, for de boa H\:lalid~de., ['Jo caso de fo~mação dearco e!ét~i~,q" poderão ocorrer
classificadas; e' ' queimaduras e da'nos à vista.
" \,

g) relatório t~cnico das inspeções etuelizedee com. recomendeçõ


,'" I I ' .1, \ \

cronoqremes de, adeqliaçqes, comemplando as alíneas ,de "a" e "t".


,,"'1
I

10.2.8. MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETlVA


NTÁRIOS
, """,'., ~,', , '\ 'I , ' I ~': 1 • I j , .'L r I 10.2.8.1. Em todoe os serviços executaflos em instalações elétriCéi.S
devem serprevistas
./ A Portaria 580J04,que publicou a nova ,NR 10 estabeleceu a data máxima de 071
e adotadas, prioritariamente, medidas de proteção col(]ti'{a aplicáveis, media~te
06/2005 par~ atendimento, ao item 1.P~2.3.
ii ~Ptoce.,dimen(os,às, atividactes,~ serem, desenvolvidas" d~ forma a garanttr a
./ A definição kobre 'sistema elétrico de potência está previsto na Norma ABNT NBR segurança e a saúde dos trabalhadores. ' I .'

5.460 apresenta as seguintes definições:


"~'o ., 10.2.8:2: As' medidas de proteçêb coletiva compreendem; prioritariamente, a
• 'Sist~ma elétric~ de potência: Incluem atividades que integram a geração, desenergização elétrica conforme estabelecf3, esta NR e, na sua
"
'a transmissão e a distribuição de enerqía elétrica;
, , . I', i
I' irTJPossibilidade,o emprego de tensão de segu(arçÇl·
• ,Área de risco: limitada aos pontos de geração, transmissão e distribuição, 10.2.8.2.1. Na impossibilidade de implementação do estabelecido no subitem 10.2.8.2.,
I I!
sendo definida, tecnicamente, como transporte de energia elétrica, a ,' ' 'devem ser utilizadas outras medidas de proteçâÇlcoletiva, tais como: isolação
partir dos pontos onde se considera terminada a transmissão (ou subo das partes vivas, obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de
transmissão) até a medição dE( energia,., i,:,~,lusive. O sistema d seccionamento automático de alimentação, btoqueio do religamento
distribuição vai até o relógio de consumo e é, êxatamente, até este ponto automático.
que a atividade se classifica como periculosa.
, ' " I ,,0 I ai ,/ ,I',J']': 10.2.8.3. O aterramento das instalações elétrlces deve ser executado conforme
reg~/amentação estabelecida pelos órgãos competentes e, na ausência desta,
deve atender às Normas InternacIonais vigentes.

.2.5. As empresas que operam em instalaçõ~s,ou equipamentos integrantes do sisteme


elétiico de potênCia devem constitUirprontuário com o codteJdo do itfún 10.2.4 o COMENTÁRIOS
acr~scentar ao prontuário os d~cume~tos a seguir listados:
./ O aterramento é a principal medida do egurança adorada em lnstalações elétricas,
a) descrição dos procedimentos para emergências; e e se caracteriza pela ligação à terra das partes metálicas da instalação ou dos
equipamentos, como tubulações ou carcaças d~. máquinas, e que, em condições
, I P.J certificações dos equifiJ,amentosde oroteçêo coletiva e individual;
normais de utilização, não estão energlzados. O objetivo do aterramento é eliminar,
10.2.5.1, As empresas que realizam trabalhos em proximidade do Sistema Elétrico de através do solo, as correntes perigo s ao ser humano e aos animais, com base
Potência devem constituir prontuário contemplando as eltnees "a", "6", "d"
I, na capacidade' da .terra em absorv r cargas 'elétricas.
"e", do item 10.2.4 e alíneas "a" e "b" do item 10.2.5.
./ A preocupação com o aterramento, é uma recomendação que se r p te, várias
.2.6. O Prontuário de Instalações Ei~tricas deve ser organizado e mantid~ atualizad() vezes, ao longo do texto desta Norma. Na prática, são utilizado c ndutores nus,
pelo empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa, deveruh» hastes ou tubps de aterramento, barras ou ,placas metálicas, corno I trodos de
permanecfJ(à d,is/)osiçãodos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviço terra~ento', que devem ser aprovados e dimensionados, ad qUlldmn nte, para
em eletricidade. ua especifica aplic;ação. Os itens us?,dos para o aterrnm nto d verão ter
Illnnutenção apropriada, além de serem e~aminados sempre, ant"
.7. Os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas d VI III
ser elaborados por profissional I~galmente habilitado. 1lllIlzados,. I
II I· \'.' I 'i\i ." "

./ ( v llor da resistência de' aterramento deve atender . condições de proteção e


<II luncionamento .das, instalações elétri~as, de aoordo com o esqueliJla de
IIAIUOS III I'mmento utilizad~. 'DE;l~erríser obser~té.das as normas técnicas ofíciais ou, na
,
I dIa d sas, as normas internacionais vigentes. A empresa deve contratar
1\ I'oll ria 580/04 que publicou a nova NR 10 estabeleceu a data máxim rllllIlI
profl lonal habilitado' para realizar inspeção periódica do ,sistema de 'aterramento
III I' 'OOG para atendimento"'ao 10.2.6. ',' i,' ' ,"',' ,,' .'
I I,
NA-10

10.3. SEGURANÇA EM PROJETOS


Idl IllHlollndo a medição ôhmlca encontrada. As boas práticas indicam que estes
IlIltt!OH J m anuais ou numa periodicidade menor à critério da empresa. 10.3.1. É obrigatório que os projetas de instalações elétricas especifiquem dispo Itlvt1
de desligamento de circuitos que possuam recursos para impedimento d
./' LJIl1f\ das m?didas .importantes para garantir a segurança em trabalhos com reenergização, para sinelizeçêo de advertência com indicação da condlç O
I trloldade ~ garantir que o local seja mantido limpo e organizado. As ferramentas
operativa.
d vem ser dispostas e carreqadas de forma adequada impedindo que caiam ou
ntrem em contato com sistemas energizados. 10.3.2. O projeto elétrico, na medida do possível, deve prever a instalação de dispositIvo
de seccionamento de ação simultânea, que permita a aplicação de impedimento
de reenergização do circuito. '
to.3.3. O projeto de instalações elétricas deve considerar o espaço seguro, quanto ao
,9, MEDIDAS oe PROTEÇÃO INDIVIDUAL dimensionamento e a localização de seus componentes e as influências externas,
quando da operação e da realização de serviços de construção e manutenção.
10.2.9.1. Nos trabf'ilh.os em instalações elétricas, quando as medidas de proteção coletiva
forem tecnicemente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos devem 10.3.3.1. Os circuitos elétricos com finalidades diferentes, tais como: comunicação,
"" .adotados equipamentos de proteção individual específicos e adeq~ados às sinalização, controle e tração elétrica devem ser identificados e instalados
stiviaedes desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR 6. separadamente, salvo quando o desenvolvimento tecnológico permitir
compartilhamento, respeitadas as definições de projetas.
10.2.9.2: As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo
contemplar a condutibilidade, inflamabilidade e influências eletromagnéticas. 10.3.4. O projeto deve definir a configuração do esquema de aterramento, a
obrigatoriedade ou não da interligação entre o condutor neutro e o de proteção e
10.2.9.3. É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas a conexão à terra das partes condutoras não destinadas à condução da
ou er:' suas proximidades.
eletricidade.
10.3.5. Sempre que for tecnicamente vt vet e necessário; devem ser projetados
ENTÁRIOS dispositivos de seccionamento qu Incorporem recursos fixos de
equipotencialização e aterramento do circuito seccionado.
./ A Portaria 580/04 que publicou a nova NR 10 estabeleceu a data máxima de 07/
06/2006 para atendimento ao item 10.2.9.2. 10.3.6. Todo projeto deve prever conatçõe p 1m a adoção de aterramento temporário .

./ Entende-se po.r contatos diretos ~qU(;les mantidos por um condutor ou peça 10.3.7. O projeto das instalações elétrlo . tiov ficar à disposição dos trabalhadores
condutora, habitualmente sob tensao. E fundamental que existam procedimentos autorizados, das autoridades comp t nt s e de outras pessoas autorizadas pela
p~ra trabalhos em linh~s aéreas ou subterrâneas, estejam elas energizadas ou empresa e deve ser mantido atu 1/1' Ido.
nao. Sempre que possível, os trabalhos em sistemas elétricos deve ser liberados
to.3.8. O projeto elétrico deve atender a (/11 dispõem as Normas Regulamentadoras
por .u.ma autorização de trabalho (PT) com autorização de um supervisor
, de Saúde e Segurança no Traballlo, as n:}gl:llamentações técnicas oficiais
qualificado.
estabelecidas, e ser assinado por profissional legalmente habilitado .
./ A mel~or forma de garantir a segurança envolvendo trabalhos com eletricidade é
10.3.9. O memorial descritivo do projeto di v conter, no mínimo, os seguintes itens de
gar~ntlr que eles sejam f~itos por pessoas qualificadas e farniliarizadas com os
~qUl~~me~tos, além disso devem existir procedimentos que possibilitem segurança:
~dentlflcar, _Isolar e bloquear os equipamentos que estão sofrendo algum tipo de a) especificação das caract r(sticas 'relativas à proteção contra choques
mterv~nçao. US?
O de EPI deve estar sempre associado à existência de elétricos, queimaduras 9 outros riscos adicionais;
procedimentos e a Implementação de proteção coletlva.
b) indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos:
./ O item 10.2.92 dá um destaque especial às roupas de trabalho dos eletricistas. (Verde - "O", desligado e Vermelho - "L", ligado);
De u~a forma ~eral, as roupas não devem ser folgadas evitando que fiquem
presas nos equipamentos, além disso, não devem possuir, partes metálicas, c) descrição do sistema de identificação de circuitos elétricos e
que possam entrar em contato com circuitos elétricos. . " equipamentos, incluindo dispositivos de manobra, de controle, de
\ -proteçêo, de intertravamento, fios condutores e os próprios equipamentos
./ Os ~dornos p~ssoais de que trata o item 10.2.9,3 dizem respeito aos cordões, \ e estruturas, definindo como tais indicações devem ser aplicadas
anéis, brincos dentre outros. O ouro e a prata são bons condutores de eletricidade fisicamente nos componentes das instalações;
, o contato d~ um anelou cordão Com circuitos elétricos pode resultar num choque
I I trlco pen~o~os resultando graves queimaduras. ' d) .recometuieçôesde restrições e advertências quanto ao acesso d
pessoas aos componentes das instalações;
NR-i0

e) precauções aplicáveis em face das influências externas; contra descargas atmosféricas de acordo com os critérios da norma ABNT NBR
5.419 e NBR 5.410, que fixa as condições exigíveis ao projeto, instalação e
() o princípio funcional dos dispositivos de proteção, constantes do projeto,
manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas das
destinados à segurança das pessoas; e
estruturas, bem como das pessoas e instalações dentro do volume protegido.
g) .descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a ./ O raio é um fenômeno atmosférico, com graves conseqüências às instalações
instalação elétrica.
industriais, resultante do acumulo de cargas elétricas em uma nuvem e a
10.3.10. Os projetos devem assegurar que as instalações proporcionem aos conseqüente descarga sobre o solo ou sobre qualquer estrutura que ofereça'
trabalhadores iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de condições favoráveis a descarga. O objetivo principal da proteção contra
acordo com a NR 17 - Ergonomia. descargas elétricas é o estabelecimento de meios para a descarga se dirigir,
pelo menor percurso possível para a terra, sem passar junto das paredes não
condutoras (concreto, madeira, alvenaria e outras). É preferível não ter pára-raios
ENTÁRIOS algum instalado do que ter um mal instalado.

./ A Portaria 580/04 que publicou a nova NR 10 estabeleceu a data máxima de 07/ ./ Na sua forma convencional mais simples, o pára-raios tipo Franklin é constituído
06/05 para o atendimento ao item 10.3.1 e 07/06/05 para o item 10.3.6, enquanto de uma haste metálica, fixada verticalmente sobre o edifício que se quer proteger ..
a data para o atendimento ao item 10.3.6 (alínea g) é 07/12/05. A ponta superior da haste tem como acabamento uma estrela com varias pont1:is
metálicas tratadas de maneira a poderem resistirem as oxidações, em geral são
./ MUitas empresas manuseiam substâncias inflamáveis próximos de instalações de latão ou bronze cromado. A haste é ligada por. condutores de cobre de seção ._.1
elétricas sem atender normas técnicas específicas sobre o assunto, as principais adequada e de percurso o mais r~tilíneo possível a uma linha de terra. A sua
não conformidades são: conexões de aterramento inadequados ou inexistentes, eficácia está relacionada ao fato de que utili'zando um condutor metálico contínuo
ausência de parafuso ou parafusos soltos em invólucros a prova de explosão, I,de pequena resistência permite às descarqas .atrnostéricas, uma comunicação
inexistência de unidades seladoras, equipamentos a prova de explosão mais fácil com a terra do que a oferecida pela estrutura da edificação, o qual vem
inadequados para substâncias em uso, como por exemplo, equipamentos para
propano aplicados em áreas de grupo do hidrogênio, entre outras.
aser curto-circuitado.
"~i I

./ "A melhor proteção no caso de grandes edificações, principalmente contendo


substâncias inflamáveis, obtêm-se revestindo-os bom uma série de condutores
entre si, que correm através de tachadas, cantos e constituem uma espécie de
il

gaiola protetora, denominado de Gaiola de Far~day. Este tipo de proteção no


SEGl)RANÇA NA CONSTRUÇÃO, MONTA(3EM, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO entanto é sempre muito onerosa.
10.4. 1., As instalações eléttices devem ser'construides, montadas, operadas, reformadas, ./ Durante muito tempo foi instalado em vários tipos de edificações, um tipo de
r • ampliadas, reparadas e inspecionadas
, de forma a garantir a segurança e a ;,pára-raios contendo um captor radloatlvo conhecido como Americio-241,
saúde dos trabalhadores e dos usuários, e serem supervisionadas por largamente utilizado pelos fabricantes por serem econômlcos e 'que transmitiam
profissional autorizado, conforme dispõe esta NR. uma idéia de maior proteção do que os sistemas convencionais.
I I I,

./ Em abril de 1989 foi publicado pela CNEN (Cpmissão Nacional de Energia Nuclear)
BNTÁRIOS a Resolução 04, de 19/04/89 suspendendo, a concessão de autorização para
utilização de material radioativo em pára-raios.' Esta resolução determina que
./ Embora a nova N R 10 não trate de forma explicita a questão da proteção de todo material radioativo remanescente dos pára-raios desativados devem ser
.edltlcações contra desoargas elétrtcas alertamos' os profissionais sobre a imediatamente recolhidos a CNEN. O IPEN (Instituto de Pesquisas En rgétlcas e
importância do assunto na pre~~nção de acidentes e danificação de equipamentos. Nucleares) publicou uma cartilha com instruções par remoção,
aC(i)rdicionamento e transporte de pára-raios radioativos .
./ Atualrnente são conhecidos os efeitos dos chamados surtos de tensão vindo
pelas rede de telefonia, dados é outros, induzidos por raios que caem em local ./ O Ainericio-241 utilizado nos pára-raios radioativos, é um rádio 1$6toI'0, emissor
próximos a estas redes. Ao longo dos anos têm sido grande o número d de partículas alfa e gama. Este tipo del,captor, segundo a CNEN, não apresenta
equipamentos permanentemente ligados à redes 127 V e lnternet (TV, telefon grande efeito nocivo, a não ser que ,s~ja ingerido, devido pequena quantidade
digitais, computadores, entre oytros). Os modem de conexão à Internet m I de material radioativo contido em seu interior.
modernos, normalmente trabalhando com tensão de até 3V, são facilm nt
queimados por surtos. . I'
./ Após ~ retirada dos captores radioat'ivos não é tecnicamente aceitável sejam
"
slrnplesrnente colocados captores Flanklin no mesmo local onde estavam os
I Todas as instalações elétricas, sejam elas, industrial, comercial ou resid nol I, radíoatívos, porque as condições de.projeto foram diferentes. Torna-se necessário
i sim como as cO~ptruções em geral, devem .estar protegidas contra surto um novo éstudo para adequação correta da instalação sobretudo em instalações

_- -_.
NR·10 'II )

que toram ampliadas ou alteradas, ou nunca sofreram processos de manut nç


nas descidas' ou nos terras. Um novo projeto de sistema de proteção contra
descargas' atrnostértcas (SPDA) deve ser feito. ' Ço.lIIl~NtÁRIOS
./ Por si só, SPDA simplesmente constituídos' de pára-raios não são suficientes ./ O principal objetivo da proteção de qualquer sistema elétrico, é fazer com que o
para que, ,se tenha uma proteção de todas as instalações. Desta forma outras equipamento tenha uma separação física dos circuitos elétricos, por meio d
proteções, também devem ser consideradas para que as redes elétricas e de material isolante. Um exemplo é o isolamento dos cabos das ferramentas
oornunieações de dados também estejam protegidas. manuais. Já as furadeiras elétricas manuais, por serem empregadas nos mais
variados locais e condições de trabalho, trabalham com um sistema de proteção
por duplo isolamento, para suplementar aquele normalmente existente e para
/.0,4.2. N()s trabalhos e nas atividades referidas devem ser adotadas medidas preventivas ,separa,r as p~rtes vivas do equipamento de suas partes metálicas.
déstrnadas ao controle dos riscos adicionais, especialmente quanto a altura, ./ Os dispositivos de proteção são aqueles que sinalizam ou interrompem o circuito
confinamento, campos elétricos e magnéticos, explosividade, umidade, poeira, elétrico, quando detectam valores de corrente ou de tensão fora da faixa para o
fauna
,. e, flora e outros agravantes, adotando-se a sinalização de segurança. qual estão regulados. Exemplos: disjuntores, relês, interruptores de corrente de
fuga. O dispositivo de segurança denominado por relê, tem como função principal,
, , proteger os motores e outros aparelhos contra o aquecimento. excessivo produzido
jOMENTÁRIO~ por sobrecarga ou falta de fase, interrompendo o circuito elétrico e desligando o
motor .
./ S'erviços de manutenção, ou similar, são atividades de fábrica, tais como:
construção, instalação, set-up, ajustes, inspeção, modificação e manutenção de
./, As ferramentas elétricas de mão súbstituern com freqüência as ferramentas
'equipamentos, incluindo a lubrificação, limpeza ou troca de ferramentas, q~e
, manuais convencionaís. Como elas)mplicam maiores riscos de acidentes,
possam expor os trabalhadores, caso ocorra uma liberação de energia
requerem maior capacitação do trabalhador, Estas ferramentas devem ser
armazenada, energização ou a partida repentina do equipamento.
, aterradas. As máquinas elétricas portáteis - por exemplo, furadeiras - devem ser
./ ,A identificação de parte do circuito elétrico, como no caso de condutores, faz-se i' "isoladas duplamente. ' , '.,r'
\
não só através de isolamento de cores variadas, mais também por meio de anéis
identificadores, marcados por letras ou por números, o que permite uma rápida
./ /A forma mais eficaz de evitar acidentes quando se trabalha' com equipamentos
elétricos é certificar-se de que as mesmas sãoradequadas para o trabalho e se
, identificação dos vários componentes da instalação elétrica e reduz muito a
encontram em boas condições de uso. As partes que transmitem a corrent
possibilidade de ocorrência de acidentes, além de possibilitar um serviço de
manutenção mais rápido, uma vez que todas as partes da instalação estarão
, elétríca devem ser isoladas e elementos corno botões de controle devem r
"feitps de materiais isolantes.
bem definidas.

A água é condutora de eletricidade e red,uz a resistência elétrica dé;lpele, por isso ./! '~,m interruptor de emergência deve estar localizado ao alcance do trabalh II h II
requer medidas especiais de segurança. Fuga de corrente ou corrente de fuga i~Ue testá operando a máquina. Este é o caso dos, botões de emergên I I' II I
são expressões usadas para fazer referência à corrente elétrica que percorre (jIesligar, adequado para escavadeiras, esteiras transportadoras LI 11111111
caminhos que não integram os circuitos, originados em falhas das instalações a.~:ti>matizadas de produção. Estes dispoeltivos geralmente p Ir II 11111,
ou equipamentds; ne,ste caso, o caminho pode ser a água. .' imEldiatamente, todas as funções da máquina.' Entretanto, eles não deVlllIl 1III II
'm0vimentos perigosos, como desconectar-os freios eletrônicos. As !lu" tllt 1ft;
,,t, ,A NBR 5.41 O estabele~~ a classificação e a codificação das influências externas, , áquinas elétricas devem ser eqUipíldas com motores auxllhuu '1110
, 'i
" principalmente a presença de água, que devem ser consideradas 'na concepção de nqatam quando a corrente estivet Dalxa ou quando houv r IU'I I til" de
e execução dos projetes- dE1'instalações elétricas. ' en~(~ia.

./ de acidentes é bem maior com o u~ode motores ou insl'rllllllllllo I II trlcos

po ,eis. O material de isolamento u's:a(!l~ em tais disposltlv I I iiI I rlmenté.


ti
sujeitpl. a grande desgaste. Os cabos danificam-se, tacümsnt , (l qlll podo levar
c I

10.4.3. Nos locais de trabalho SÓ podem ser utilizados equipamentos, dispositivos e


, ferramentas elétricas compatíveÍ!~ com a insta/açGio e'étr~ca existente, preservando- ao I ,Iii -circuíto. Se isto acontecer nUi~;,:IÕcal contendo 9 011 V Il)(H 1llllnmável,
se as características de proteç&o, respeitadas as recomendaçõe~ do fabricante e pod " correr uma explosão ou um liil~êndio.
, 'J, ,
as influências externas. I '
./ A má. ,a elétrica girante deve esta~;iRrotegida com di ii) l'tlv p r vlta~Ique
10.4.3~1. Os equipamentos, dispositivos e ferramentss que possuam'isolamento elétrloo sua t~~peratura limite seja ultrap~s1)ada, evitando, d st ,f rm ,
o, ~uper
devem estar adequados às tensões envolvidas, e serem'inspecionados e aqueci~~é',rto. Se o mptor for projet~q,d para ser prot gldo exoluslvam~r'te por
testados de acordo com as regulamentações existentt:;s 'ou recomend 95es , detectores de tempE;!.ratura embutiqdls, só podem s r Llsados dispositivos de
I dos fabricantes. ' " , ' controle a,$SOciados que tenham qe!1:!ficado de conformidade. ,',
I l' 'I
NR·10 ::171

./ Para motores com segurança aumentada, alguns requisitos adicionais são c) constatação da ausência de tensão;
necessários como exemplo: se O invólucro possuir graU de proteção inferior a IP
d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos
44 (significa protegido contra objetos sólidos de dimensão maior do que 1,0 mm
condutores dos circuitos;
e protegido contra penetração de água projetada de qualquer direção) o motor
somente pode ser instalado em locais abrigados e operados sob supervisão e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada
regular de pessoal qualificado. (Anexo I); e
f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização.
10.5.2. O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para
10.4.4. As instalações elétricas devem ser mantidas em condições seguras de
reenergização, devendo ser reenergizada respeitando a seqüência de
funcionamento e seus sistemas de proteção devem ser inspecionados e
procedimentos abaixo:
controlados periodicamente, de acordo com as regulamentações existentes e
aetiniçôes,de projetos. a) retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos;
/0.4.4.1. Os locais de serviços elétricos, compartimentos e invólucros de equipamentos b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos
e instalações elétricas são exclusivos para essa finalidade, sendo no processo de reenergização;
expressamente proibido utilizá-los para armazenamento ou guarda de
c) remoção do aterramento temporário, da equipotencialização e das
queieoue: objetos.
proteções adicionais;
10.4.5. Para atividades em instalações elétricas deve ser garantida ao trabalhador
d) remoção da sinalização de impedimento de reenergização; e
iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR
17 - Ergbnomia, de forma a permitir que ele disponha dos membros superiores e) destravamento, se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento.
livres para a realização das tarefas.
10.5.3. As medidas constantes das alíneas apresentadas nos itens 10.5.1 e 10.5.2 podem
10.4.6. Os ensaios e testes elétricos laboratoriais e de campo ou comissionamento de ser alteradas, substituídas, ampliadas ou eliminadas, em função das
instalações elétricas devem atender à regulamentação estebelecide nos itens peculiaridades de cada situação, por 'profissional legalmente habilitado,
1Q.6 e 10.7, e somente podem ser realizados por trabalhadores que atendam às autorizado e mediante justificativa técnica previamente formalizada, desde que
condições de qualificação, habilitação, capacitação e autorização estabelecidas seja mantido o mesmo nível de segurança originalmente preconizado.
Resta NR.
10.5.4. Os serviços a serem executados em instalações, êtetnce» desligadas, mas com
possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao
ÁRlds que estabelece o disposto no item 10.6.

,f Indução elétrica é o fenômeno que ocorre fazendo surgir uma corrente elétrica,
em um circuito, por efeito do campo eletromagnético gerado por um outro circuito COMENTÁRIOS
próximo. Um exemplo comum é a indução, em redes desenergizadas, a partir de
linhas de transmissão paralelas ou cruzando com essas redes. ' '.t Equipamento, supostamente desligados podem acumular uma carga elétrlca
mortal, certifique-se por meio dos equipamentos, se o equipamento se encon;ra
../ Os painéis de comEmdoelétrico devem possuir disjuntores identificados de modo energizado antes de realizar qualquer intervenção. Antes de qualquer Interv nça~,
evitar Q desligamento inadvertido. A empresa deve implementar rotinas de o equipamento deve ser ligado a um capacitor para que toda a n r la seja
Inspeção das instalações elétricas de modo a identificar instalações irregulares descarregada.
(gambiarras).
,f As 'baterias fixas de acumuladores são também chamadas de b nco d baterias,
e são utilizadas, em conjunto, com retificadores e conversore, r m nterem
circuitos em funcionamento temporário, durante a ausência d en rgl elétrica
fornecida regularmente. Estes sistemas, podem acumul r cargas elétricas
I I t I/lANÇA EM INSTALAç6es ELÉTRICAS DESENERGIZADAS
',r'
perlqosas.
I ',O/III /lta ser:ão consideradas desenergizadas as instalações ,elétricas liberadas ,f Transformadores e capacitores são equipamentos encontr dos nas subestações
III/ii II I/Jalho,mediante os procedimentos apropriados, obedecida a seqüência de energià elétrica e, até mesmo, em redes de distribuição. E oportuno observar
1/lill II ' que estão sendo feitas referências às recomendações dos fabricantes e normas
I) r ocionemento; especfflcas. '

/1) 1"'/lt d/mento de reenergização;


NR·10
372

previamente elaboradas análises de risco" desenvolvidas com ctroul


10.6. SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ENERGIZADAS
desenergizados, e respectivos procedimentos de trabalho.
10.6.1. As intervenções em instalações elétricas com tensão igualou superior a 50 Volts
10.6.5. O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades qUElI
em corrente alternada ou superior a 120 Volts em corrente contínua somente
verificar situação ou condição de risco não pre vis téjl, cuja eliminação
podem ser realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item
neutralização imediata não seja possível.
10.8 desta Norma.

10.6.1.1. Os trabalhadores de que trata o item anterior devem receber treinamento de


segurança para trabalhos com instalações elétricas energizadas, com currículo COMENTÁRIOS
mínimo, carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo /I ./ Existem diversas ferramentas de análise de risco disponíveis para que permiti
desta NR. identificar cenários indesejáveis, segurança intrínseca do sistema, procedimen
operacionais entre outras condições necessárias para garantir a segurança
10.6.1.2. As operações elementares como ligar e desligar circuitos elétricos, realizadas
operação, são elas: ART - Análise de Risco do Trabalho, Identificação de Aspec
em baixa tensão, com materiais e equipamentos elétricos em perfeito estado
e Impactos, APP - Análise Preliminar de Perigos, Hazop - Hazard and Operabll
de conservação, adequados para operação, podem ser realizadas por qualquer
FEMEA - Análise de Modos e Falhas de Sistemas entre outras.
pessoa não advertida.
)1 , I'
./ Dependendo da complexidade, as ferramentas de análise de riscos permlt
identificar desde os riscos envolvendo aspectos operacionais até situações
COMENTÁRIOS complexas envolvendo o conceito de segurança da instalação. A escolha
ferramenta adequada vaia depender do aprofundamento do estudo dese] I
./ A Portaria 580/04 que publicou a nova NR 10 estabeleceu a data máxima de 07/ Lembre-se, a garantia de segurança de uma operação será estabelecida qual
12/2006 para o atendimento do item 10.6.1.1. for possível estabelecer uma operação e um processo seguro .
./ A melhor forma de garantir a segurança dos trabalhadores em linha energizadas é
adotar procedimentos específicos de trabalho atendendo à requisitos rigorosos
de segurança. Pessoas não autorizadas devem ser mantidas afastadas a uma
distância mínima de 3 m do local onde estão sendo executados serviços de 10.7. TRABALHOS ENVOLVENDO ALTA TENSÃO (AT)
inspeção e manutenção de equipamentos elétricos. 10.7. 1. Os trabalhadores que intervenham em instalações elétricas energizadas tJ
./. Os dispositivos de desligamento e manobra mais conhecidos são os disjuntores, alta tensão, que exerçam suas atividades dentro dos limites estabelecidos O
chaves seccionadoras, de faca, blindada a óleo e contatoras. zonas controladas e de risco, conforme Anexo], devem atender ao disposto
item 10.8 desta NR. .
10.7.2. Os trabalhadores de que trata o item 10.7. 1 devem receber treinamento
'., segurança, específico em segurança no Sistema E/~t{icO de Potência (SéP
10.6.2. Os trabalhos que exigem o ingresso na zona controlada devem ser realizados em suas proximidades, com currículo mínimo, carga horária e dert1
mediante procedimentos específicos respeitando as distâncias previstas no Anexo I. determinações estabelecidas no Anexo lI,âesta NR.

10.6.3. Os serviços em
instalações energizadas, ou em suas proximidadf!1 devem ser 1Q.7.3. ,Os serviços em instalações elétrioas energizadas em Ar, bem Gomo eau
suspensos de imediato na iminência de ocorrência que possa colocar os executados no Sistema Elétrico de Poiêncie - SEp, não podem ser r Il
trabalhadores em petiqo. ,individualmente. "1,

10.7.4. Todo trabalho em instalações elétricas 'energizadas em Ar, bem 001/10 11/"
que interajam com o SEp, somente pode ser realizado mediante 0/'(11 III d, "
IMl NrÁRIOS específica para data e local, assinada pcJr superior responsáv I l' I I Ilr II

./ fi xposíção a energia létrica, mesmo em b lxn v II 9 ns, em locais úmidos, 1 .7.. Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em Ar, aplllol 111/11,1/1
pll(l, rn resultar em ohoqu elétrico, pois a ro I t 11 IfI elo corpo humano é reduzld 11 equipe, responsáveis pela execução ido serviço, devem llf~,r til /I I 11'1111
I II I olnmento elétrlco d qulpamento fie mprorn tido. . prôvia, estudar e planejar as atividades 'e ações a serem d nv Iv/d I
I mende,. os princípios técnicos básicos e as melhoreS Monlc . II
c III Gletri,cidade aplicar/eis
"
ao serviçd.'c'.'; ,
10.7 .. O
r 111/'/' '/111 IlIov r;~ ti ,//Illóg/c ~ 1/1111 Itnplemant das ou para EI / tr Ida /'iIl dos quando Houver procedifr1efJtos especfflcaS, detalh
, , I" 'I 1.1\ I1n ,I nnv I 1/1 I II i ou qUlpamentos elétrlcos d v IJI ar por pr flssional autorizado.
'1 _ 376

10.7.7. A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT dentro dos limites ./ Todos os equipamentos, ou partes deles, que possuem dispositivos capazes de
estabelecidos como zona de risco, conforme. Anexo I desta NR, somente pode serem travados ou isolados contra o acionamento acidental das fontes de energia,
ser realizada mediante a desativação, também conhecida como bloqueio, dos ou capazes de aceitar dispOsitivos de travamento, devem fazer parte do
conjuntos e dispositivos de religamento automático do circuito, sistema ou procedimento de sinalização e bloqueio. Equipamentos ou dispositivos com estas
equipamento. características são considerados "bloqueáveis", isto é, quando não existe a
necessidade de desmontagem, remontagem, ou alteração no sistema de controle
10.7.7.1. Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com de energia do próprio equipamento.
identificação da condição de desativação, conforme procedimento de trabalho
específico padronizado. , ./ .Disposltivos de isolam~nt~ de energia são acessórios mecânicos que previnem,
fisicamente, a transrnrssao ou a liberação de energia, tais como: chave-geral
10.1.8. Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com elétrica seccionadora, válvulas, blocos de segurança, e qualquer outro dispositivo I

materiais isolantes, destinados ao trabalho em alta tensão, devem ser submetidos similar usado para bloquear Ou isolar a energia. Botoeiras, chaves seletoras, e I

a testes elétricos ou ensaios de laboratório periódicos, obedecendo-se as , outros tipos de componentes do circuito de controle não são considerados como
especificações do fabricante, os procedimentos da empresa e na ausência desses, dispositivos de isolamento de energia.
anualmente.
./ São consideradas fontes, ou Origens das energias, aquelas de origem elétrica,
10.7.9. Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AI; bem como aqueles pneumática, mecânica, ou outras cuja ativação inadequada ou desprevenida
envolvidos em atividades no SEP devem dispor de equipamento que permita a possa resultar em acídentea. Exemplos: reservatório de ar comprimido, ii
comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o centro capacitores elétricos, peças "SOltas", molas tencionadas.
.de operação durante a realização do serviço.
./ São considerados dispositivos de bloqueio (Lockout) quaisquer dispositivos, tais
como: cadeados, trancas, entre outros, usados para "travar" o dispositivo de
isolamento de energia em pOSição desligada ou na posição segura .
~ENTÁRIOS ./ Dispositivo de bloqueio individuai é aquele que pertence a um único trabalhador
./ A Portaria 580/04 que publicou a nova NR 10 estabeleceu a data máxima de 07/ autorizado e somente ele deverá ter acesso e utilizá-lo. Dispositivo de bloqueio
12/2006 para atendimento ao item 10.7.2. . geral é o dispositivo disponível, sob responsabilidade dos supervisores da
manutenção, para uso em situações especiais, tal como, a troca de turnos .
./ A Portaria 580/04 que publicou a nova NR 10 estabeleceu a data máxima de 07/
./ Dispositivos de sinalização são avisos por meio de fixação, indicando que o
0W05 para atendimento ao item 10.7.3.
equipamento não deve ser operado até que o dispositivo de bloqueio seja removido
./ A Portaria 580/04 que publicou a nova NR 10 estabeleceu a data máxima de 07/ . pela pessoa autorizada .
09/05 para atendimento do item 10.7.8 .

./ Lockout é uma expressão em inglês relacionada ao procedimento de bloqueio 10.8. HABILITAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, CAPACITAÇÃO ,E AUTORIZAÇÃO DOS
do equipamento de forma que este não entre em movimento colocando os 'fRABALf-lADORES.
trabalhadores em riscos de acidentes. É a colocação do dispositivo de lockout
em um dispositivo de isolamento de energia com o objetivo de garantir que o 10:8.1 .. É considerado trabalhador qualificado aquele 'que comprovar conclusão de curso
equipamento, sob controle, não possa ser operado, ou entre em operação, até ,específico na área elétrica reConhecido pelo Sistema Oficial de Ensino.
que o dispositivo de lockout seja removido. 10.8:2. 'É considerado profissional legalmente habílitado o trabalhador previamente
./ Tagout é uma expressão em inglês relacionada ao procedimento de sinalização qualificado e com registro no competente' conselho de classe .
por etiquetas de aviso no dispositivo de isolamento de energia do equipamento 10.8.3. É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às segulnt s conotçõee,
para alertar, que os mesmos não podem ser operados sem antes se ter a liberação' simultaneamente:
intencional do trabalhador autorizado.
, a) receba capa citação Sob orlenteçêo e responsabl/ld d d profissional
./ Todo trabalhador cuja função seja operar ou usar equipamento em serviço de habilitadO e autoriZado; e
manutenção ou parado, ou que esteja trabalhando. próximo, deve ser envolvido e o) trabalhe sob a respo"'sabilid~de de profission I habIlitado (3 a.utorizado.
t r oonsciente dos procedimentos de bloqueio (Iockout) e sinalização (tagout).
10.lJ.a.1. Acapacitação só terá validade para a empresa que o oepecltou e nas condições
../ a
utorizado proceder con, :0 sistema de bloqueio, ou sinalização, a pes oa estabelecidas pelo profissional habilitado e utorlzado responsável pela
Ijllt
II II IIIllll n °
X uta ou supervisiona o equipamento com afinalidade de fazer serviço de
o, ou similar. trabalhador envolvido pode ser-ao mesmo tempo, o
'1111 I XI III e autoriza, desde que tenha qualificações técnicas e autorização
oapacitação.

10.8.4. Silo co~si?er~dOs a~.torizados os trabalhadores qualificados ou eapacitad0__Js.


e '.' I
I

11\11 illIl P U' executar este procedimento. os profissionaIs habilitados, com anuência formal da empresa. .
I 3 7

10.8.5. A emptese deve estabelecer sistema de ideotificação que permita a qualquer 10.9.2. Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados à
~empo conbecer a' abrangência da autorização de cada trabalhador, conforme o aplicação em instalações" elétricas de ambientes com atmosferas potencialmente.
Item 10.8.4.
explosivas devem ser avaliados quanto à sua conformidade, no âmbito do Sistema
10.8.6. Os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalações elétrices devem ter Brasileiro de Certificação.
essa cohdição consignada no' sistema de registro de empregado da empresa.
10.8.7. Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem ser COMENTÁRIOS
submetidos à' exame de saúde compatível com as atividades a serem .t A Portaria 580/04 que publicou a nova NR 10 estabeleceu a data máxima de 07/
desem}olvidas, ,realizado
prontuárid médico.
em conformidade com a NR 7 e registrado em seu 06/2005 para o atendimento ao item 10.9.2.
I " ',·,·11,'., ',.
./ É de responsabilidade do INMETRO a elaboração. dos Regulamentos Técnicos
10.8.8. Os trabalhadOres autOrizados a intervir em instalações elettices devem possuir (RT) necessários para avaliação da conformidade dos materiais, peças,
treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica dispositivos, equipamentos e "sistemas destlnados à aplicação em instalações
e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas, de elétricas de ambientes com atmosferas potencialmente explosivas.
acordo com o estabelecido no Anexo /I desta NR.
.t As lâmpadas de mão estão' entre: os' equipamentos portáveis mais perigosos,
10.8.8.1. A empresa concederá autorização na forma desta NR aos trabalhadores em qualquer local de trabalho. Na medida do 'possível, o uso delas deve ser
cepecitsaos ou qualificados e aos profissionais habilitados que tenham limitado, sendo substituídas por iluminação looallzada-à prova de explosão para
participado com avaliação e aproveitamento satisfatórios dos cursos constantes áreas classificadas. No caso de ser imprescindível seu uso, esteja certo de que
do ANEXO /I desta NR.
o modelo seja adequado e certificado por entidades'
,
competentes.
,
10..8.8.2. Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer .t Uma lâmpada portátil deve ter uma armação e uma 'alça feita de material isolante
alguma das situações a seguir: '
com armação isolante em volta do bulbo. As lâmpadas.portáteis desgastam-se
'a) troca de função ou mudança de empresa; com facilidade e devem ser lnspeolonadas, periodicamente, para garantir sua
integridade. ' , 1'1
ó) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade, por /3eríodo superior
, 'a três meses; e ' ,I .t Uma causa comum de acidentes fatais é a conexão de cabos elétricos a
tubulações de gás inflamável. Os fios de eletricldade e os cabos não, devem ser
i c) modificaçõfttsignifi?ativas nas instalações elétricas ou troca de métodos, , pendurados em pregos ou outros tipos de ganeho ~e metal, já que estes podem
processos e o~gamzação do trabalho. ' ," ,
se desgastar e atravessara capa de lsolarnento que'énvolve os cabos elétricos.
10,8.8.3. A carga, horária e o conteúdo programático dos treinamentos de reciclagem Ahàstar e enrolar os cabos pode danificar a capa, de isolamento. O sistema de
I ~estinados ao atendimento das alíneas "8", "b" e "c" do item 10.8.8.2 devem 'pr'oteção' contra incêndio em instalações industri~~i qeve ser aprovado pelo corpo
atender as necessidades da situação que o motivou. , de bombeiros de acordo com as normas técnitas' vigentes no país.

10.8.8.4. Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento


especifico d~ ecordo com risco envolvido. ' '(I ',I

lO //.0. OS" trabalhadores ~pm atividades não relecioneaes às instalações é/étricas


10.9.3. los processos ou equipamentos susceptívdi~ a~Qerar ou acumular eletricidad
, I:~stática devem dispor de proteçêo específit:a e 'dispositivos de descarga etéttta •
desenvolvida~ eni zona livre e na vizinhança da zona conttoteaé; conforme , ~I)' '1 11 I ~\ " , "

detine este NR, del7f3f1'!eer instruídos formalmente com conbecimentos que 10.9.à. Nas instalações elétricas de áreas classificElda,s ou sujeitas a risco acentuado (1
permitam identificar e lavaliar seus possíveis riscos e edotei as precauções , incêndio ou explosões, devem eer Elqotadqs qispositivos de proteção, como EI/arn I
cElbíve~s. ' , i e ,',seccionamento automático para ptevefillr, sobre tensões, ecorecotrentee, ~ 1/111$
de
isolamento, aquecimentos ou outras ~r!;ôndições anormais de open çDo.
ti', -'rl,_ t, . N I ':')), ' I ••

N' ÁI lOS \ ,,1/:,


, (~ r
10.9.5. 'G serviços em instalações elétrlaas naf:, areas classlflca~as somente poç/flrão
sbr ,;'~alizados mediante permissl.o parfl, ÇJ trabalho com Ilberaçl!J.o formalizada,
1\ !lorl ,ria 580/04 que publicol) a'no.va NR 10 estabeleCi:eu a dp.ta.,máxima de 07/
conr6rme estabelece o item 10.5 (1) sl(R'êssão do agente de rIsco que determina
I I/~'()fll P ra o. atendimento a0 item 10.8.8. , '
I ,tl" I a ç/flEiEiificação da área.
~'\iI'\1
'II I \, I ( W'rRA INC~NDIO E EX~LOSÃO , li, ' "
COMENTAFlIO~ ",!. ','
II J, tlMc houver Inst l ~t5és ou equipamentos elétricos iI~:~em ser dotadas' " .t As InstalJ~ões elétriGa~'em atmos'fe explosivas neCe!3~itam de superltlisão e
, P'III, I 111 f Clntrs Ino~nç/{o explosão, oonforrne dispõe a ,NR 23 - Proteção :" aco.mpej.m'~~mento em .toda 'a sua
I I','
"útil.,"Ç!uando fí'l,!amos erni,;;atm'ps~eras
1111 II" rl/llll • 'I" , ,:(. II,
iatame,nte as técqicas cl,e proteção que
" , ~xplo.Sivas,t\ld,evelllos ~eflcionar ,'~ I , I ,', , ,II" I, "0 'I'
,I" I
N IIll
NFIIO

garantam um nível de segurança aceitável para as instalações em função da CII III


classiticaçâo das' áreas que representam uma avaliação do risco devido a
presença de misturas inflamáveis presentes no local de trabalho. Fibras combustíveis como rayon, sisai, fibras de madeira e outras.

./ A classificação de área pode ser realizada através de uma representação gráfica, ./ Para as classes e grupos ainda temos uma classificação em função da
definindo o grau de risco em cada local. Essas recomendações são baseadas possibilidade de ocorrer a mistura explosiva resultando em duas divisões
em normas internacionais, como por exemplo a IEC 79.10 e a NFPA 497.
a) Divisão 2 - locais com baixa probabilidade de presença de mistura
./ Os equipamentos elétríeos para as áreas classificadas podem ser afetados inflamável
pelas condições ambientais como por exemplo: umidade, acumulo de poeira,
b) Divisão 1 - locais com alta probabilidade de presença de mistura inflamável
corrosão, temperatura, pancadas mecânicos, ataque químico e radiação
ultravioleta. ./ No caso da norma brasileira em lugar do termo Divisão foi designado o termo
Zona dividido em três formas:
./ Os equipa~entos elétricos para operar em atmosferas potencialmente explosivas,
por sua própría natureza constituem uma fonte de ignição e devem atender os a) Zona O - local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva é continua
requisitos estabelecidos em normas internacionais, como por exemplo APl RP ou existe por longos períodos
500 e NFPA 497. Estas normas apresentam os critérios para definição de área
b) Zona 1 - local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva é provável
classificada, em função do potencial de risco das substâncias inflamáveis. Assim
de ocorrer em condições normais de operação do equipamento do
sendo os ambientes com presença de substâncias inflamáveis podem ser
divipi<;los .ern três classes: processo

a) ,Classe I - gases e vapores c) Zona 2 - local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva é pouco
provável de acontecer e se ocorrer é por curtos períodos e esta associada
b) Classe II - poeiras a operação normal do equipamento de processo
c) Classe III - fibras
./ Pelas definições contidas na norma NFPA 497 e NEC (NFPA 70) temos a seguinte
As classes I e II são subdivididas em: correspondência: " ,

r- Classe I a) Zona 1 corresponde a Divisão 1

Grupo A Acetileno b) Zona 2 corresponde a Divisão 2

~ Para atender essas solicitações foram desenvolvidos vários equipamentos


Grupo B Hidroqênío;' butadieno, óxido de eteno, de propileno, gases
elétricos com diversos tipos de proteção atendendo as normas brasileiras e
.tabricados contendo mais do que 30% de hidrogênio
internacionais para que possam operar dentro dessas áreas classificadas. Os
Acetaldeido, éter dietilico, eteno, dimetil hidrazina, principais tipos de proteção são: equipamentos a prova de explosão, pressuri7~do,
cicloprano, CO e outros imerso em óleo, em areia, em resina, de segurança aumentad , hermético,
especial e de segurança intrínseca. Fazendo um resumo comp r tlvo entre a
Acetona, acrilonitrila, amônia, benzeno, butano, gasolina, norma brasileira da ABNT e as normas internacionais (IEC - Européia) e (NEC -
nafta, propano, propanol, cloreto de vinila, metano, hexano Americana), temos:
e~~. '

,f Classe II Gases Grupo do Grupo do Grupo do Grupo do


Normas Acetileno Hidrogênio Eteno Propano
Poeiras metálicas combustíveis, independente de sua
Grupo E resistlvidade oVoutrb tipo de poeira combustfvelbé' risco
,ABNT
, , / IEC Grupo II C Grupo II c Grupo II 8 Grupo II A
similar, tendo resistividade menor do que 105 ohm.cm API/ NEC Grupo A Grupo B Grupo O Grupo O
,

Poeiras carbonaceas, como carvão mineral, hulha que


(l'Itp F tenha mais do que 8% de material volátil e resistividade
entre 102 e 10s óhrn.crn "

Poeira combustrvel, com reslstlvtdade superior o~ igual 105 10.10. SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
I '''Pll ( ohrn.cm como, farinha de trigo, ovo em pó, goma arábica,
oelulose e vitaminas. ' 10.10.1. Nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização
adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação, obedecendo
NR-10 381

ao disposto .na N_R-26 - Sinalização de Segurança, de forma a atender, dentre


conformidade' com procedimentos específicos, detalhando a execução de cada
outras, a~ s!tuaçoes a seguir: .. .
p", tarefa:,
9) identificação de circuitos etétricos:
t / t ~I " ,'I " ,
.r Recomenda-se que todos os trabalhos envolvendo inspeção e manutenção de
b r trevementos
comandos;
e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra e equipamentos energizados ou que possuam risco de serem acionados
li j 'I".
inadvertidamente devem ser precedidos de análise de risco antes da emissão
restrições e impedimentos de acesso; da autorização para trabalho (Permissão para Trabalho).
delimiteçõee de. áreas; .t ,A autorização para trabalho com equipamentos energizados de que trata o item
. 10.4'.1.1.1, muitas vezes é parte integrante de um documento mais completo
. sinalIzação ~e áreas de circulação, de vias públicas, de veículos e de existentes nas empresas, muitas vezes chamado de Permissão para Trabalho
movtmemeçsc de cargas; (~T), Permissão para Trabalhos Especiais (PTE), Permissão de Serviço (PS),
sinalização de impedimento de energização; e. Ordem de Serviço (OS) entre outras denominações. Independentemente do nome
utilizado, o mais importante a ser destacado, é sua importância no contexto da
identificação de equipamento o,u circuito impedido. segurança .
./ Cada organização tem uma rotina específica para implementação da autorização
para trabalho, entretanto, destaca-se .que o contratante deve ser o responsável
./ A <;>brigatorie~adede utilização de sistema de travamento, bloqueio e restrições final pela liberação do trabalho de' risco, Vale ressaltar 'que este documento
çj~ ~?esso fOI um grande avanço da nova NR 10. Muitos acidentes fatais têm formaliza a responsabilidade do executor e da chefia imediata para verificação
9~qrnçl.oenvolvend~ serviços de manutenção e inspeção de equipamentos devido das medidas de segurança antes da execução do trabalho.
ao acronarnento Inadvertido dos equipamentos durante as paradas de
manutenção e inspeção.
'I" "li ,',I.

./ A, ,?rga~ização deve e!a.bora~ procedimentos de consignação (sinalização e 10.11.3. Os procedimentos de trabalho devem conter, no mínimo, objetivo, campo de
,bloqu~lo) com a participação dos envolvidos neste tipo de trabalho. Os aplicação, base técnica,' competências e responsabilidades, disposições gerais,
~.~ocedlmentosdevem ser implementaClos formalmente na forma de treinamento medidas de controle e orientações finals: r

,~ sempre repassados durante as reuruões, lntorrnatlvae (Diál\)gos de Segurança). ps procedimentos ,de trabalho, o. tr:einamento de segurança e saúde e a
f\~,ymas ~mpr~.sap:..adotam~ cham~Ro "sistema de consignação" envolvendo autoriza,ção de que trata o item 10.8 devew.(er a participação em todo processo
.a,~~~,~sa identificação por meio de ç~rfões o equipamento em manutenção. Esta de desenvolvimento, do Serviço Espec{alizado de Engenharia de Segurança e
~'~flt,ca s.em o uso de um btoquelo mecâ~ico não atende aos requisitos I Medicina do Trabalho - SESMT, quandd'bo~ver.
I.
lest~t;>e!ecldos.p:la nova re~~ção da.NR 10. E ne?essário a implementação de 10'111.5. A autorização referida no Item 10.8 i:;Jev~ estar em conformidade com o
, .pIQ~~elo~ecanlco com aux~hode cade,?do ou outra fqrma que possa garantir o treinamento ministrado, previsto no Anexe> II desta NR.
c0~TP,letolsolamento do equipamento de modo a evitar o acionamer,tq acidental.
10. 11 ;6. Toda equipe deverá ter um de seus tra~alhacf()res indicado e em condições de
exercer a supervisão e condução dos trabalhos.
I 1 "I 'r.' , * ,,'-';1,,'
PROÇE=fJIMENTOS DE TRABALHO
j I~ ~,\ ,
1 O. 1 t: 7. Antes de iniciar trabalhos em equipe os seus membros, em conjunto com o
responsável pela execução do sew.iço;. 'devem realizar uma avall ç 10 prévia,
'0. 11. 1.. I~S serv~ços em instalações elétricas devem ser planejados ; ~ealizados em
I, ~'

, i; estudar e planejar as atividades e aç'ije.s' a serem desenvolvida no Iocei, de


. .'e~nfo~"!!dade com procI'Jdírnentos de trabalho especffioos, fJ)adrqnizados, com
. 'forma a atender os princípios téonlcos básicos e as melhore tQonlcas de
. ,d~sc~/çao detalhada de' ~~tJa tar~fa, passo a passo, assinadl?P p'or profissional
.I ~egurança aplicáveis ao serviço. ' ,<
q~e ptenda ao que estabelece o Item 10.8 desta NR. Atendimento até 07/06/05
I (]
I

11.2. Os sery!ços
'" :~ I '\', ~ I I"

em instalaçõe~:,elétricas devem ser precedidos


' .:',
{ ,I" I

d~b~dens de serviço 10.11~8.. A alternância de atividades deve oonsidf:)rar a análise de rt ao da tllrefas e a


competência dos trabalhadores eh volvidos, de forma EI 9 r, ntlr gurança e
~speC/f,ças, aprovadas pon trabalhador autorizado, contendo, no mínimo o
tipO, a pata, o local e as re,fê(ências aos procedimentos de trabalho a ser~m
ao ,saúde
....
no trabalho. ' . .".1,1
adotades;",. I" "",:

COMENTÁRIOS \ J~" .
I " ,', '1, I, (

.t Uma ~~tbr;~ação pa:l;a trabalho, .,~~~E:l ser emitida por 4ma pessQa lautQ~i'zada
antes d0 .i':líciodos,,trabalhos em e(!jl,lipamentosenerglzados ou con,dutores. Este
Q9cumento assegl,.lrgque todas as medidas de Sl~gurançaforam ,tpmadas e que
NR.10 'III. I

I do os setores envolvidos, direta ou indiretamente, foram comunicados. Este 10.12.3. A empresa deve possuir métodos de resgate padronizados e adequ do
documento deve atender aos seguintes requisitos básicos na fase inicial: suas atividades, disponibilizando os meios para a sua aplicação.

a) Deve ser preenchido e assinado em duas vias com escrita legível; 10.12.4. Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a manusear e operar
equipamentos de prevenção e combate a incêndio existentes nas instalações
b) A pessoa responsável por estabelecer os requisitos mínimos de segurança elétricas.
deve ser qualificado e familiarizado com os requisitos estabelecidos por
esta NR e práticas operacionais aplicáveis;
COMENTÁRIOS
c) Orientação pessoal pelo responsável pelo preenchimento do documento
para a pessoa responsável pela execução; ./ A Portaria 580/04 que publicou a nova NR10 estabeleceu a data máxima de
07/09/05 para atendimento ao ítem 10.12.3.
d) A pessoa responsável pela execução deve assinar o recebimento do
documento ./ A corrente elétrica também pode causar queimaduras e, até mesmo, a morte.
Somente eletricistas qualificados devem ser destacados para solucionar
e) Pessoa responsável pela execução deve manter este documento enquanto problemas de manutenção e reparos.
durar o trabalho
./ Caso o isolamento seja inadequado, poderá ocorrer um curto-circuito sendo que
f) Quando houver mais de um grupo executando o trabalho, a autorização o calor gerado poderá provocar um princípio de incêndio. Os acidentes envolvendo
para t~abalho deverá ser entregue a cada pessoa responsável pela eletricidade geralmente são causados por falhas no sistema de segurança ou no
execuçao; cumprimento das normas de segurança.
g) Os requisitos mínimos de segurança devem ser acordados entre o
supervisor e o executor dos trabalhos;

h) No caso de serviços realizados por empresas terceirizadas, a autorização 10. 13. RESPONSABILIDADES
de trabalho emitida pela empresa contratada deve ser aprovada pela 10.13.1. As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos
empresa contratante. contratantes e contratados envolvidos.

i) As boas prática determinam que as autorizações de trabalho sejam 10AB.2. É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados
revalidadas diariamente pelo supervisor do contratante do serviço. sobre os riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos
f;J medidas de controle contra os riscos elétticos a s~rem ado tados .
./ roda autorização para trabalho deve ser encerrada e, cancelada nas seguintes
Ituações:' . '4 10.13.3. Cabe à empresa, na ocorrência de Eloidentes de trabalho envolvendo instalações
e serviços em eletricidade, propor e adotar medidas preventivas e corretivas.
a) Quando o trabalho for finalizado;
10. 13.4. Cabe aos trabalhadores:
b) Quando for necessário operar o equipamento na fase de testes;
a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser
c) Quando ocorrer a substituição da pessoa responsável pela execução; afetadas por suas ações ou omissões no trabalho;

d) Nas situações em' que o supervisor entenda que existe uma condição de b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das
risco grave e iminente que coloque em riscos os trabalhadores envolvidos disposições legais e regulamentares, inclusive quanto aos procedimentos
na operação internos de segurança e saúde; e

c) comunicar, de imediato, ao responsévet pela execução do serviço as


" situações que considerar de tiseo para sua segurança e saúde e a de
outras pessoas.
II, 1

( I() I >r F.MERG~NOIA


COMENTÁRIOS
II iiI'de emerg nol que envolvam Instalações ou serviços com I

11/1Idlllft devem oon t r do plano de em rgéncla da empresa. ./ É Importante possuir um programa de treínarnento com
assuntos relacionados à segurança, pois é obrigação do
I devem estar ptos a executar o resgate e prestar aos trabalhadores os riscos e conceitos básicos ln r 1111
lei 1// Idos, espeo! tmeme por meio de reanimação \I'; ," ,

,I
NR-10 385

.14. DISPOSIÇÕES FINAIS 6. Barreira': dispositivo que impede qualquer cantata com partes energizadas das
10. 14. 1. Os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o direito de recusa instalações elétricas.
. sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua 7. Direito de Recusa: instrumento que assegura ao trabalhador a interrupção de uma
segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato atividade de trabalho por considerar que ela envolve grave e iminente risco para sua
a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis.
segurança e saúde ou de outras pessoas.
10. 14.2. As empreses devem promover ações de controle de riscos originados por outrem 8. Equipamento de Proteção Coletiva (EPC): dispositivo, sistema, ou meio, fixo ou
em suas instalações elétricas e oferecer, de imediato, quando cabível, denúncia
móvel de abrangência coletiva, destinado a preservar a integridade física e a saúde
I aos órgãos competentes. .
dos trabalhadores, usuários e terceiros.
10.14.3. Na ocorrência do não cumprimento das normas constantes nesta NR, o MTE
9. Equipamento Segregado: equipamento tornado inacessível por meio de invólucro
. adotará as providências estabelecidas na NR 3.
ou barreira.
1D.14.4. A documentação prevista nesta NR deve estar permanentemente à disposição
10. Extra-Baixa Tensão (EBT): tensão não superior a, 50 volts em corrente alternada ou
. dos trabalhadores que atuam em serviços e instalações elétricas, respeitadas
120 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.
as abrangências, limitações e interferências nas tarefas.
11. Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção
10.14.5. A documentação prevista nesta NR deve estar, permanentemente, à disposição
de medidas de proteção para segurança das pessoas e desempenho dos
das autoridades competentes. ~
componentes da instalação.
10.14.6. Esta NR não é aplicável a instalações elétricas alimentadas por extra-baixa
12. Instalação Elétrica: conjunto das partes elétricas e não elétricas associadas e com
tensão.
características coordenadas entre si, que são necessárias ao funcionamento de
uma parte determinada de um sistema elétriço.
MJ::NiTÁRIOS 13. Instalação Liberada para Serviços (BT/AT); aquela que garanta as condições de
'.:Ir IA proteção por tensão extra-baixa inclui equipamentos e/ou instalações operando segurança ao trabalhador por meio de procedimentos e equipamentos adequados
abaixo de 50 V sendo comum o emprego de tensões não superiores a 24 volts. desde o início até o final dos trabalhos e liberaçãó para uso.
Não pense que o risco é menor só porque a tensão ,f3 baixa, em certas condições
14. 'Impedimento de Reenergização: condição que garante a não energização do circuito
a corrente elétrica existente (A - Amper) pode ser perigosas.
através de recursos e procedimentos apropriados, sob controle' dos trabalhadores
;{ As penalidades de que trata o item 10.14.4 são aquelas envolvendo o embargo envolvidos nos serviços.
ou interdição das instalações em caso do não atendimento aos requisitos
15. Invólucro: envoltório de partes energizadas destinado a impedir qualquer cantata
.." estabelecidos por esta NR.
com partes internas.
16. Isolamento Elétrico: processo destln do a impedir a passagem de corrente elétrica,
GLOSSÁRIO por interposição de materiais isolante ..,

17. Obstáculo: elemento que impede O contato acidental, mas não impede o cantata
Alta Tensão (AT): tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts di reta por ação deliberada.
em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. . 18. Perigo: situação ou condição de rísco com probabilidade de causar lesão física ou
• Área, ,c~assificada: local com potencialidade de ocorrência de atmosfera explosiva. dano' à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle.

• Aterf~men,~o Elétrico. Temporário: ligação elétrica efetiva eontíável e adequada 19. Pessoa Advertida: pessoa informada ou com conhecimento suficiente para evlt
IntenclonB:.1a terra, destinada a garantir a equipotenclalidade e mantida continuamente os perigos da eletricidade.
durante a intervenção na instalação elétrica.
20. Procedimento: seqüência de operaçõ S a serem desenvolvidas para reallz 9 di
Atmosfera"Explosiva: mistura corh o ar, sob condições atmosfértéas, de substâncias um determinado trabalho, com a inclua o dos meios materiais e humano, III J Udl
lnüarnãvels na forma de gás, vapor, névoa, poeira ou fibras, na qual após a ignição de segurança e circunstâncias que Impossibilitem sua realização.
, oombu tão se propaga. '
21. Prontuário: sistema organizado da forma a conter uma memórl III 11l1cI di
""1< ron o (BT): tensão superlot a.50 volts em.corrente alternada ou 120 volts em informações pertinentes às instalações e aos trabalhadores.
I III li 111< ntrnua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts
22. Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar I IIII Iltllll
, 1,1 I 11111 l1't nttnúa, entre fases ou entre fase e terra.' '
.... Iiiiiiililia ="'" saúde das pessoas .