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O Baphomet

Nicola Aslan, que é outro grande expoente da Ordem, afirma que a lenda só começou devido a
associação da Maçonaria ao Baphomet (e essa é a versão mais próxima da verdade, hoje em
dia).

O Baphomet era um símbolo Templário e foi associado à Maçonaria devido ao sensacionalista


Léo Táxil que, em um de seus livros, relatava uma série de absurdos sobre a relação deste Ser,
com a Ordem. Ele havia iniciado na Maçonaria, de fato, mas não há relatos de que ele tenha
ido além do Grau 1.

A obra fez muito sucesso e foi creditada como verdade – tanto pela Igreja como pelos demais
religiosos. No entanto, não demorou muito para que o próprio Táxil desmentisse essa história
toda e contasse que a obra não era verdadeira – porém, a semente já estava plantada.

É claro que, na época, os cristãos diziam que Táxil estava com medo dos Maçons e, por isso,
disse tudo isso. Mas era apenas uma tentativa da Igreja de não parecer tão ingênua por ter
acreditado em tudo aquilo.

Táxil chegou a responder à Igreja: “Vocês realmente acharam que eu havia me convertido ao
cristianismo?”

Infelizmente, mesmo com tudo isso, Leo Táxil é, até hoje, defendido como verdade por muitos
religiosos que entendem tanto de maçonaria quanto entendem da própria religião.

Particularmente, eu bem gostaria que houvesse um Grau que explorasse o Baphomet – que é
um símbolo fantástico. Certamente seria muito rico para a Ordem.

Mas até é possível que tenha. Tantos ritos foram perdidos que é bem provável que exista um
que o contemple.

Mas o que era o Baphomet?

Acredita-se que ele tenha tido ligação com os Templários porque alguns de seus cavaleiros
confirmaram – nas torturas de Felipe, o Belo – terem prestado reverência a um símbolo cuja as
descrições eram semelhantes aos do Baphomet (mas nunca ficou claro ao que exatamente eles
estavam se referindo) e, por serem encontradas supostas referências ao mesmo nas suas
construções.
Nas construções góticas Templárias, em que podem ser identificadas algumas imagens que se
relacionariam diretamente com a descrição de Baphomet, eles são, aparentemente, tomados
por gárgulas. Porém, se analisarmos bem, podemos ver que seus símbolos são referentes ao
mesmo. As figuras mais famosas estão nas construções da Comendadoria Saint-Bris-Le-Vineux
e da Igreja de Saint-Merry. Entretanto, a imagem mais conhecida de Baphomet foi feita pelo
escritor e martinista Eliphas Levi, no século XIX.

Não havia uma imagem padronizada do Baphomet, na época. Ele geralmente era parecido com
um Gárgula de chifres. Sendo que alguns tinham mais elementos que os outros – mas nunca
perdendo seu objetivo de apresentar as bases Alquímicas.

*Baphomet de Eliphas Levi*

*_Os Símbolos de Baphomet_*

É muito comum, nas imagens Alquímicas, a representação dos 4 Elementos – e, com


Baphomet, não é diferente. Temos a “tocha” na cabeça do Baphomet, representando o
elemento Fogo. As “escamas” em seu corpo, representando o elemento Água. Suas “asas”,
representando o elemento Ar. E, por fim, suas “patas de bode” que representam o elemento
Terra.

O “cubo” (ou o quadrado), que ele está em cima, tem como simbolismo a Matéria (ou o físico).
Representando aí o domínio sobre a matéria (sobre o plano físico).

O Pentagrama na testa de Baphomet representa a Magia ou o “Homem Perfeito”. Esses dois


sentidos estão ligados, entre si, quando levamos em consideração o significado da palavra
“magia”.

O termo se origina na Língua Persa, “magi” ou “magus”, que significa Sábio. Os considerados
sábios (os homens perfeitos), no mundo persa, foram aqueles que eram capazes de traduzir os
mistérios da natureza e sua relação direta com o Homem. Daí a relação da Magia com o
Homem Perfeito.
Nos braços de Baphomet temos escrito os termos “Solve” (o braço direito, que aponta para
cima) e “Coagula” (no braço esquerdo, que aponta para baixo). O Solve significa dissolver o
Agente Mágico, e o Coagula significa coagular esse “agente” no plano físico.

Eliphas Levi defendia a ideia de que se podiam materializar todos os pensamentos do Plano
Mental (que seria o plano dos pensamentos e das ideias) no Plano Astral (que seria o plano das
energias e das emoções). Seria basicamente dizer que é possível, em nosso mundo, conseguir o
que se deseja apenas com a “força do pensamento”. Essa ideia é amplamente aceita nas
diversas correntes místico-ocultistas e se tornou mais conhecida devido a ocultistas como
Aleister Crowley. Hoje em dia, a mesma ideia é exposta (de forma superficial) no livro “O
Segredo”. A posição dos braços representa o axioma Hermético que diz: “tudo que está em
cima é como tudo que está em baixo”.

Outra representação muito comum (em símbolos alquímicos) é a do “masculino e feminino”.


Nele encontramos tanto o falo masculino, que na imagem de Baphomet, é o Caduceu de
Hermes, representando a Kundalini (a força produzida pela junção das energias dos chackras
masculinos com os chackras femininos), como também encontramos os seios femininos,
representando a fertilidade e a maternidade.

Encontra-se também uma cabeça com características de três animais (o cão, o touro e o bode).
E não é a única imagem que contém uma cabeça que represente diversas características em
uma só.