Você está na página 1de 23

Leolinda Daltro

Professora,
indigenista
e feminista.

A Mulher do Diabo.
Por que Leolinda?

Ela foi uma grande


ativista em favor da
implantação de uma
educação laica para
os índios do Brasil.
Por que Leolinda?

E uma das precussoras do


movimento feminista no
Brasil.
Sua vida...

Nome completo: Leolinda de Figueiredo
Daltro.

Nascida na Bahia, em 1859.

Viveu a maior parte da sua vida no Rio de
Janeiro.

A atuação da professora entre os índios se
iniciou em 1896.

Fundou o Partido Republicano Feminino, em
1910.
Indigenista
Nessa época o debate público em torno da
questão pendia entre duas opções:

A catequização acompanhada da completa
aculturação das tribos.

A sumária eliminação das populações
indígenas remanescentes no Brasil.
Indigenista
Seu nome passou a ser conhecido no Brasil
quando ganhou notoriedade pela defesa
intransigente dos direitos dos índios.
Loutou por incorporar os índios brasileiros
à sociedade por meio da alfabetização sem
conotações religiosas. No ano 1896, iniciou o
ambicioso projeto de percorrer o interior
do Brasil promovendo a alfabetização de
tribos indígenas.
Indigenista
Ela percorreu durante mais de quatro anos o
interior de Goiás para colocar em prática
esse projeto, retornando ao Rio de Janeiro no
final de 1900.
Não teve sucesso, mas Daltro se dedicaria à
causa indígena até 1911.
Indigenista
Indigenista
Foi sua experiência como indigenista e
pricincipalmente, as dificuldades que
enfrentou para colocar em prática seu
projeto educacional para os índios, que a
levou para o movimento feminista.
Feminista
1909: organizou uma agremiação de
mulheres que colaborou com a campanha de
Hermes da Fonseca à presidência da
República.
As ativistas esperavam que, caso fosse eleito,
Fonseca concedesse direitos às mulheres,
como o acesso ao voto, em resposta ao apoio
recebido durante a campanha presidencial.
Feminista
1910: Leolinda entrou com um requerimento
na justiça eleitoral para se alistar como
eleitora, alegando que a Constituição de
1891 não negava este direito às mulheres
(ela seguiu o exemplo da advogada Myrthes
de Campos, que foi a primeira mulher
brasileira a fazer este requerimento).
Feminista
1910: Com a negativa da justiça, ela fundou o
Partido Republicano Feminino que foi um
movimento pioneiro na luta das mulheres
brasileiras em favor do direito ao voto.
1917: organizou uma marcha pelas ruas do
Rio de Janeiro com a participação de noventa
mulheres.
Feminista

1917
Feminista

1919: apresentou um novo requerimento à
justiça eleitoral e se candidatou ao cargo de
intendente do Rio de Janeiro conquistando
uma votação expressiva, mas sem conseguir
se eleger.

1934: última investida política. Se candidatou
à Assembleia Constituinte.
1919
Feminista
Mulher do Diabo
Durante sua luta, a professora foi vítima
constante da imprensa, que insistia em
critica-la e ridiculariza-la por suas ideias.
Em 1909, num país densamente católico, ser
a “mulher do diabo” equivalia a ser separada,
falar de política, ser feminista, ter amizades
masculinas, questionar o catolicismo,
reclamar o voto e se preocupar com índios.
Últimos anos
Declarou-se uma mulher feliz e plena ao
saber, em 1932, três anos antes de sua
morte, que o voto feminino estava instituído.
Morreu num acidente de carro, em 1935.
Outros dados

Seu livro Da Catequese dos índios no Brasil –
Notícias e documentos para a História (1920)
relata sua luta pelos povos indígenas a partir
de seus registros e anotações do Sertão.

Na década de 1910, foi diretora da Escola de
Ciências, Artes e Profissões de Orsina da
Fonseca, situada na zona norte do Rio de
Janeiro.

Teve cinco filhos.
Atualidade
Em 2003, o estado do Rio de Janeiro instituiu
o Diploma Mulher Cidadã Leolinda de
Figueiredo Daltro. A cada ano são escolhidas
dez mulheres para receber a homenagem
por seu destaque na vida pública e na defesa
dos direitos femininos.
Atualidade
Fim

Leolinda Daltro, uma


mulher que não deve
ser esquecida.