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RESUMO

GUILHERME TEIXEIRA PEREIRA; LUCAS THIMM DE ANDRADE; NEVAIR PEREIRA


BRANDAO JUNIOR; RAFAEL BARBOSA; RAFAEL GONZALEZ
CRISES MUNDIAIS DOS ÚLTIMOS DEZ ANOS E O IMPACTO SOBRE A ECONOMIA
BRASILEIRA

INTRODUÇÃO
Para que entendamos as crises ocorridas nos últimos 10 anos é necessário relatar a
situação político-econômica mundial no ano de 2008. Ano que foi marcado por fatos históricos
importantes no âmbito nacional e em caráter internacional.
Nesse ano no dia 4 de novembro Barack Hussein Obama fora eleito o primeiro presidente
negro dos Estados Unidos da América com o Slogan “Yes we can”, em uma campanha com alta
utilização da internet. Sendo o presidente em exercício do Brasil, em seu segundo mandato, Luís
Inácio Lula da Silva.
Nesse mesmo ano a Pretrobrás anuncia indícios da descoberta de petróleo e gás natural
na camada pré-sal da bacia de santos, o que viria a influenciar e muito a economia nacional.
O PIB brasileiro fecharia 2008 com um valor de 1,7 trilhão de dólares, um valor cinco
vezes maior que o PIB venezuelano de 316 bilhões de dólares.

CRISE HIPOTECÁRIA AMERICANA – 2008

A partir de 2003, com alta valorização do preço dos imóveis e o esgotamento dos clientes
tradicionais, (com bom histórico de pagamento), os bancos começaram a facilitar o crédito aos
clientes com históricos duvidosos, sendo desnecessário, muitas vezes, a comprovação de renda
ou de emprego fixo para contrair o empréstimo.
O grande volume de empréstimos subprime e falta de liquidez dos mesmos geraram um
déficit no fluxo de caixa dos bancos que arquitetaram, então, uma estratégia para a securitização
desses créditos. Para dissolver o risco dessas operações duvidosas os bancos americanos passaram
a misturar essa dívida de alto risco (pouca chance de ser paga) com dívidas de baixo risco (de
clientes com bom histórico de pagamento) e montar milhares de pacotes de títulos, os chamados
CDO (obrigações de dívida com garantia, em tradução livre) e vender esses títulos “podres” no
mercado financeiro internacional, com juros bastante atrativos. Ou seja, quando os americanos
pagassem as suas dívidas, os detentores dos CDOs receberiam o dinheiro, com generosos juros.
A crise era questão de tempo, quando o sistema se tornou insustentável e os juros
disparam nos EUA com a contínua queda dos preços dos imóveis (2006), houve inadimplência
em massa. A partir do 18 de Julho de 2007, a crise do crédito hipotecário e a falta de liquidez nos
bancos, ou seja a falta de dinheiro disponível para saque imediato dos correntistas, provocou
uma crise de confiança geral no sistema financeiro. O efeito não demorou à ser sentido no
mercado financeiro internacional, logo os bancos centrais dos países foram conduzidos a injetar
liquidez no mercado interbancário, para evitar o efeito cascata, mas mesmo assim não foi possível
conter a crise generalizada.
Em agosto e setembro de 2008, a crise, acumulada desde 2006, chegou ao auge, com a
estatização dos gigantes do mercado de empréstimos pessoais e hipotecas - a Federal National
Mortgage Association (FNMA), conhecida como "Fannie Mae", e a Federal Home Loan
Mortgage Corporation (FHLMC), apelidada de "Freddie Mac" - que estavam totalmente
quebradas. Logo em seguida, no dia 15 de setembro de 2008, conhecido como Segunda Feira
Negra, veio o pedido de concordata do tradicional banco de investimentos Lehman Brothers, com
mais de 150 anos de existência e um dos pilares financeiros de Wall Street, e a venda, ao Bank of
America, da corretora Merrill Lynch, uma das maiores do mundo.

CRISE VENEZUELANA – 2013

A Venezuela é um país localizado na região norte da américa latina, com uma população
que supera 30 milhões de habitantes.
Em 2003 o atual governador do país Hugo Chávez adotou diversas medidas
governamentais como o congelamento dos preços da cesta básica e o controle cambial. Isso só foi
possível devido aos altos preços do petróleo na época.
Com a redução dos preços dos ativos de petróleo ao longo dos anos, as políticas adotadas
pelo presidente se tornaram insustentáveis do ponto de vista econômico, gerando uma grande
inflação no país. Além da escassez de produtos nos mercados e a criação do chamado mercado
negro. Além de grande migração da população para outros países como para o Brasil, onde os
venezuelanos migraram principalmente para o estado de Roraima.

CRISE NO BRASIL – 2014

O aumento do preço das commodities e a alta demanda chinesa fizeram o governo


brasileiro se encorajar, no início da era Lula, estimulando as exportações e a liberação de créditos
pelos bancos públicos para financiar o desenvolvimento. Programas sociais foram expandidos e
o salário mínimo aumentou 72,31% entre 2003 e 2014.
Grande parte da população brasileira deixou a pobreza para criar a “nova classe média”.
O poder de compra aumentou, e agora tinham acesso a produtos antes não imaginados.
Logo após a crise de 2008 nos Estados Unidos, houve uma diminuição relevante da
demanda internacional, o que causou uma desaceleração no crescimento brasileiro. Para manter
a economia aquecida, diminuiu-se a taxa básica de juros, para estimular o consumo. O consumo
cresceu mas deixou para trás a produtividade, o que facilitou a invasão de produtos importados
da China.
Decorrente desse fato, a indústria nacional não conseguiu acompanhar, e a balança
comercial de produtos manufaturados, passou de um superávit para um déficit muito maior.
Na intenção de manter a inflação sobre controle, o novo governo elevou a taxa de juros,
porem devido à desaceleração da economia chinesa, teve de voltar atrás e diminuí-las novamente.
Essas atitudes fizeram decolar a dívida pública e o endividamento das famílias.

QUESTÃO 1. QUAL O PRÍNCIPAL MOTIVO PARA A CRISE ECONOMICA VENEZUELANA?

QUESTÃO 2. O QUE LEVOU A CRISE DE 2008 NOS ESTADOS UNIDOS?