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1 - (CESPE/AGU) O arquivamento do inquérito policial não gera preclusão, sendo uma

decisão tomada “rebus sic stantibus”; todavia, uma vez arquivado o inquérito a pedido do
promotor de justiça, somente com novas provas pode ser iniciada a ação penal.

2 - (CESPE/Agente da Polícia Federal) O inquérito policial tem natureza judicial, visto que é um
procedimento inquisitório conduzido pela polícia judiciária, com a finalidade de reunir
elementos e informações necessárias à elucidação do crime.

3 - (CESPE /Analista STF) Como o inquérito policial é peça dispensável ao oferecimento da


denúncia, o MP pode, mesmo sem o inquérito, oferecer a denúncia, desde que entenda que há
indícios mínimos de autoria e de materialidade de fatos supostamente criminosos. Todavia,
uma vez instaurado o inquérito, o MP não pode oferecer a denúncia sem o relatório final da
autoridade policial

4 - (CESPE/Juiz – TRF-1) Considere a seguinte situação hipotética. O MP, ao oferecer denúncia,


não se manifestou, de forma expressa, em relação a alguns fatos e a determinados agentes
investigados, cujos elementos estão evidenciados no bojo do inquérito policial. Nessa situação
hipotética, restam assentes doutrina e jurisprudência pátria acerca da ocorrência do pedido de
arquivamento implícito ou arquivamento indireto, por parte do órgão de acusação, exigindo-
se, contudo, para os devidos efeitos legais, decisão judicial expressa de arquivamento.

5 - (Cespe/Delegado – PC-AC) Sinval foi indiciado pelo crime de dispensar ou inexigir licitação
fora das hipóteses previstas em lei em relação a órgão da administração federal. Durante a
fase do inquérito, a defesa de Sinval pleiteou o direito de acesso amplo aos elementos de
prova documentados em procedimento investigatório realizado por órgão dotado de
competência de polícia judiciária. Tal pedido não foi integralmente atendido pelo órgão
competente, sob o argumento de que deveria ser ressalvado o acesso da defesa às diligências
policiais que, ao momento do requerimento, ainda estavam em tramitação ou ainda não
tinham sido encerradas. Nessa situação, com base na jurisprudência prevalecente no STF, é
adequada a aplicação conferida pelo órgão dotado de competência de polícia judiciária.

6 - (Cespe/Delegado – PC-AC) Para verificar a possibilidade de a infração ter sido praticada de


determinado modo, a autoridade policial poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, da
qual o indiciado ou suspeito não poderá se negar a participar.

7 - (CESPE/Procurador – Boa Vista-RR) A liberdade provisória deverá ser concedida sempre que
o juiz verificar a ausência de quaisquer das hipóteses previstas em lei para a decretação da
prisão preventiva.

8 – (CESPE/Analista – STF) A prisão temporária deve ser decretada pelo juiz, após
representação da autoridade policial ou de requerimento do MP, não sendo permitida a sua
decretação de ofício. Em caso de representação da autoridade policial, o juiz, antes de decidir,
deve ouvir o MP e, em qualquer caso, deve decidir fundamentadamente sobre o decreto de
prisão temporária dentro do prazo de 24 horas, contadas a partir do recebimento da
representação ou do requerimento.

9 – (CESPE/Analista – STF) Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de


corpo de delito, direto ou indireto. Não sendo possível sua realização em decorrência de os
vestígios terem desaparecido, a prova testemunhal ou a confissão poderão suprir-lhe a falta.

10 - (CESPE/Oficial – CBM-DF) É imprescindível à decretação da prisão preventiva a sua


adequada fundamentação, com a indicação precisa, lastreada em fatos concretos, da
existência dos motivos ensejadores da constrição cautelar, sendo, em regra, inaceitável que a
só gravidade do crime imputado à pessoa seja suficiente para justificar a sua segregação
provisória.

11-(CESPE/Delegado – PC-RN) De acordo com o CPP, após uma prisão em flagrante, deve a
autoridade policial que lavrar o auto providenciar, com o imediatismo possível, a comunicação
para a família do preso, ou pessoa por ele indicada, ao juiz competente e à defensoria pública,
no caso de não haver advogado já constituído.

12 (CESPE/Delegado – PC-RN) Caso alguém, após matar sua companheira, apresente-se,


voluntariamente, à autoridade policial, comunicando o ocorrido e indicando o local do crime,
essa apresentação voluntária tornará inviável a prisão em flagrante assim como a preventiva,
mesmo que esse indivíduo dê argumentos de que fugirá do país.

13 - (CESPE/Promotor – MP-SE) Segundo o CPP, a prisão especial consiste exclusivamente no


recolhimento em local distinto da prisão comum. Não havendo estabelecimento específico
para o preso especial, ele deve ser recolhido em cela distinta em estabelecimento prisional
comum.

14-(CESPE/Perito Criminal-TO) O reconhecimento pessoal poderá ser realizado tanto na fase


policial quanto na fase judicial, sendo o primeiro válido somente se ratificado em juízo ou se
coerente com a prova produzida.

15 - (CESPE/Analista – MPU) O sistema normativo processual penal e a jurisprudência vedam,


de forma absoluta, expressa e enfática, a utilização, pelas partes, em qualquer hipótese, de
prova ilícita no processo penal.

16 - (CESPE/Juiz – TJ-CE) São inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não
evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser
obtidas por uma fonte independente das primeiras.

17 - (CESPE/Promotor – MP-RR) O CPP, atualmente, dá especial relevância à participação do


ofendido na formação do convencimento do julgador, elencando-o entre os meios de provas;
entretanto, conforme dispõe o referido código, o ofendido não prestará compromisso nem se
sujeitará a processo por falso testemunho, podendo, contudo, ser conduzido à presença da
autoridade, caso, intimado para esse fim, deixe de comparecer sem motivo justo.

18 - (CESPE/Promotor – MP-RR) A prova emprestada é admitida no processo penal desde que,


quando de sua produção, tenham sido observados os princípios indisponíveis do contraditório
e da ampla defesa, o que torna prescindível a renovação destes no feito para o qual tenha sido
transladada

18 - (CESPE/ Promotor – MP-ES) No interrogatório do réu, assegura-se a presença das partes,


que podem fazer reperguntas logo após a inquirição pela autoridade judiciária. No entanto, o
mesmo princípio não encontra aplicação na fase policial em que o procedimento é inquisitivo,
pois, nessa fase, não se aplica o princípio do contraditório.

20 - (CESPE/Analista Judiciário-TREBA) O indivíduo que, tendo praticado o delito de roubo a


uma farmácia, for perseguido, logo após, por autoridades policiais, e, durante a fuga, na
iminência de ser alcançado e preso, dirigir-se ao distrito policial mais próximo para se entregar,
não pode ser preso em flagrante, por ter-se apresentado espontaneamente.

Gabarito:

1- E 5-C 9-E 13-C 17-C


2-E 6-E 10-C 14-C 18-E
3-E 7-C 11-C 15-E 19-C
4-E 8 -C 12-E 16-C 20-E