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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ORÇAMENTÁRIA - TEORIA E EXERCÍCIOS - AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL PROF. DEUSVALDO CARVALHO

AULA

02:

SISTEMA

INTEGRADO

DE

ADMINISTRAÇÃO

FINANCEIRA DO

GOVERNO

FEDERAL

SIAFI

-

SISTEMA

INTEGRADO DE DADOS ORÇAMENTÁRIOS - SIDOR

 

Amigo concursando!

Desejo-lhe bom estudo e que tenha um excelente aproveitamento. Ânimo e muita força de vontade para a conquista de seu sonho! “o sol nasce para todos, porém, a sombra é só para quem procura”.

Atenção! No fim desta nota de aula estamos apresentando uma bateria de exercícios com a lista com todos os exercícios nela comentados, para que o aluno, a seu critério, os resolva antes de ver o gabarito e ler os comentários correspondentes.

Esta nota de aula contempla o seguinte conteúdo editalício:

AULA 02

2.4 SIDOR, SIAFI.

Importante! Esta aula foi dividida em dois tópicos:

SIAFI e bateria de exercícios; SIDOR e bateria de exercícios.

Seguem algumas informações sobre os cargos de Agente da PF:

1. A progressão funcional ocorre de 5 em 5 anos, porém, esta situação

pode ser alterada com a nova proposta de lei orgânica da PF; 2. Em recente julgamento (2010), o TCU firmou posicionamento definitivo de que a Lei Orgânica da PF foi recepcionada pela CF/88 e a aposentadoria deve ser especial (30 anos de serviço, sendo 20 anos de atividade estritamente policial e podendo aproveitar 10 anos de outras funções/cargos);

3. Para quem gosta de viajar, existem muitas possibilidades de viagens

a serviço:

a. Para participar de operações permanentes, geralmente no Norte e

regiões de fronteira do País, a exemplo da Operação “Arco de Fogo”, em conjunto com o IBAMA, objetivando o combate ao desmatamento e

a extração ilegal de madeiras. Geralmente o Agente ou Escrivão pode ficar 30 ou 60 dias. Diárias de R$ 230,00;

b. Operações não permanentes desencadeadas de forma simultânea em diversos estados da federação ou isoladamente. Ocorre basicamente da seguinte forma: operação de um estado “X”. Nesta situação convoca-se policiais de outros estados.

4. Para quem possui algumas qualificações, a exemplo da formação ou

especialização em educação física, pode ser convocado para ministrar

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aulas na Academia Nacional de Polícia Federal. Neste caso, pode-se ministrar 4 horas/aula dia, a R$ 103,00 a hora, R$ 230,00 de diária e mais o vencimento normal do cargo. Assim, caso permaneça um mês e considerando remuneração de R$ 8.000,00 pode-se Receber, em média, R$ 23.900,00 em um mês de permanência na ANP. Na próxima aula seguem mais informações!

Reflexão!

Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.

E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro.

E vivem como se nunca fossem morrer vivido. Dalai Lama

e morrem como se nunca tivessem

SUMÁRIO

1. SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO GOVERNO FEDERAL – SIAFI

1.1. CONCEITO

1.2. ESTRUTURA

1.3. OBJETIVOS

1.4. PRINCIPAIS VANTAGENS DO SIAFI

1.5. PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES

1.5.1. EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA

1.5.2. EXECUÇÃO FINANCEIRA

1.5.3. ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

2. FUNDAMENTO LÓGICO DO SIAFI

3. PRINCIPAIS DOCUMENTOS

4. SEGURANÇA DO SIAFI

4.1. CONFORMIDADE DE REGISTRO DE GESTÃO

5. IDENTIFICAÇÃO DAS OPERAÇÕES DO USUÁRIO

6. INTEGRIDADE E FIDEDIGNIDADE DOS DADOS

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7. FORMAS DE ACESSO

 

8. MODALIDADES DE USO

9. CONCEITOS IMPORTANTES RELACIONADOS COM O SIAFI

 

10. ROL DE RESPONSÁVEIS

 
 

10.1. OPERACIONALIZAÇÃO NO SIAFI (FUNÇÃO “ROLRESP”)

 

10.2. ABRANGÊNCIA E ATUALIZAÇÃO DO ROL DE RESPONSÁVEIS

10.3. DADOS QUE INTEGRAM O ROL DE RESPONSÁVEIS

 

10.4. DEFINIÇÕES

 

11. CONTAS A PAGAR E RECEBER – CPR

 
 

11.1. FUNCIONALIDADES

 

11.2. OPERACIONALIZAÇÃO

11.3. HABILITAÇÃO DO SISTEMA

11.4. DEFINIÇÕES

 

QUESTÕES DE SIAFI

 

LISTA DAS QUESTÕES

 

12.

SISTEMA INTEGRADO DE DADOS ORÇAMENTÁRIOS – SIDOR

 

12.1.

INTEGRAÇÃO SIDORNET, SIGPLAN E SIESTNET

 

12.2.

SUBSISTEMAS DO SIDOR

 

12.3.

TABELA

DE

MOMENTOS

DO

PROCESSO

DE

ELABORAÇÃO

DA

PROPOSTA NO SIDOR

 
 

12.4. CENTRAL DE ATENDIMENTO

 

12.5. NOVO SISTEMA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO

 

QUESTÕES DE SIDOR

 

LISTA DAS QUESTÕES

Bom estudo!

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1. SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO

1. SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO

GOVERNO FEDERAL – SIAFI

1. SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO GOVERNO FEDERAL – SIAFI

1.1. CONCEITO

O Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal

(SIAFI) é um sistema informatizado que tem por finalidade contabilizar

e controlar toda a execução orçamentária, financeira e patrimonial da União em tempo real.

Portanto, através de terminais ou computadores, os usuários das diversas Unidades Gestoras ou orçamentárias integrantes do sistema realizam as transações: registros contábeis, mensagens, consulta à banco de dados etc.

Em outras palavras, o SIAFI é um sistema integrado de administração financeira implantado pelo Governo Federal com o intuito de promover a modernização e a integração dos sistemas contábeis e de programação financeira da União.

Em síntese, é um sistema informatizado que processa e controla as execuções orçamentária, financeira, patrimonial e contábil da União, através de terminais instalados em todo o território nacional. Tem como premissa básica a contabilização de todos os atos e fatos praticados pelos Gestores públicos.

NOVO SIAFI

O Projeto Novo SIAFI tem como objetivo promover a reconstrução e a

migração gradual do Sistema Integrado de Administração Orçamentária

e Financeira do Governo Federal para uma plataforma tecnológica mais

moderna, flexível e econômica, permitindo evoluções que venham a contribuir para a transparência e a eficiência na gestão orçamentária e financeira.

Está previsto para a partir de janeiro de 2012 iniciar a versão web do SIAFI. A aplicação consiste no primeiro produto do projeto Novo SIAFI, que está sendo estruturado em fases e prevê a convivência do SIAFI Operacional e do novo SIAFI. As funcionalidades serão migradas gradualmente para a versão web do sistema, até que o SIAFI Operacional seja totalmente descontinuado

A primeira versão contempla o módulo CPR – Contas a Pagar e Receber.

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A partir da entrada em produção, o usuário SIAFI passará a fazer todos os registros relacionados ao CPR no novo SIAFI, destacando-se pagamentos (normais e suprimentos de fundos), reclassificação de despesa, estorno de despesas após recebimento de GRU, registros patrimoniais, entre outros.

Além da migração gradual do sistema, o projeto prevê ainda adequar os sistemas do complexo SIAFI aos padrões de interoperabilidade do Governo Federal (e-ping), promovendo uma interface única para integração entre sistemas e layout padronizado para as extrações de arquivos e submissão batch.

Quando foi implantado o siafi? O SIAFI foi concebido em 1986, passando a funcionar a partir de 1987.

O que motivou a criação do siafi? Foram os diversos problemas enfrentados pela administração pública federal, referentes aos registros e controle dos atos e fatos, dentre eles pode-se destacar:

Falta de informações gerenciais em todos os níveis da Administração Pública

e

utilização da Contabilidade como mero instrumento de registros formais;

Defasagem na escrituração contábil de pelo menos, 45 dias entre o encerramento do mês e o levantamento das demonstrações Contábeis, inviabilizando o uso das informações para fins gerenciais;

Inconsistência dos dados utilizados em razão da diversidade de fontes de informações e das várias interpretações sobre cada conceito, comprometendo

o

processo de tomada de decisões;

Despreparo técnico de parte do funcionalismo público, que desconhecia técnicas mais modernas de administração financeira e ainda concebia a contabilidade como mera ferramenta para o atendimento de aspectos formais da gestão dos recursos públicos;

Inexistência de mecanismos eficientes que pudessem evitar o desvio de

recursos públicos e permitissem a atribuição de responsabilidades aos maus

 

gestores;

Estoque ocioso das disponibilidades financeiras, dificultando a administração de caixa, decorrente da existência de inúmeras contas bancárias, no âmbito do Governo Federal. Em cada Unidade havia uma conta bancária para cada despesa. Exemplo: Conta Bancária para Material Permanente, Conta bancária para Pessoal, conta bancária para Material de Consumo, etc.

Atenção! O SIAFI foi desenvolvido pela STN em conjunto com SERPRO.

o

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1.2. ESTRUTURA

Como o siafi está estruturado? O siafi está estruturado em sistema e subsistemas, cada sistema está organizado por subsistemas – atualmente são 21 – e estes, por módulos.

Dentro de cada módulo estão agregadas inúmeras transações, que guardam entre si características em comum. Nesse nível de transação é que são efetivamente executadas as diversas operações do SIAFI, desde a entrada de dados até consultas.

O SIAFI foi concebido para se estruturar por exercícios financeiros,

assim sendo, a cada ano equivale a um sistema diferente. Portanto, quando o usuário necessitar de informações de um exercício anterior deverá especificar (digitar) o ano referente aos dados armazenados. Exemplo: SIAFI 2011, SIAFI 2012 etc.

É importante mencionar que O SIAFI encontra-se interligado por

teleprocessamento entre os órgãos do Governo Federal distribuídos em

todo o País e no exterior. Essa ligação é feita pela rede de telecomunicações do SERPRO e também pela conexão a outras inúmeras redes externas garantindo o acesso ao sistema às quase 18 mil Unidades Gestoras ativas no SIAFI.

Portanto, o siafi está estruturado da seguinte forma:

SISTEMA

SISTEMA 21 SUBSISTEMAS MÓDULOS

21 SUBSISTEMAS

SISTEMA 21 SUBSISTEMAS MÓDULOS

MÓDULOS

Exemplo de subsistemas

Controle de Haveres e Obrigações:

- Dívida Pública – DIVIDA;

- Haveres – HAVERES;

- Controle de Obrigações – OBRIGACAO;

- Operações Oficiais de Crédito – O2C.

Administração do Sistema:

- Administração do Sistema – ADMINISTRA.

- Auditoria – AUDITORIA.

- Centro de Informação – CI.

- Conformidade – CONFORM.

- Manual – MANUALMF.

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Execução Orçamentária e Financeira:

- Contábil – CONTABIL.

- Documentos do SIAFI – DOCUMENTO.

- Orçamentário e Financeiro – ORCFIN.

Importante! Atualmente existe um subsistema específico denominado

de

CAUC - Cadastro Único de Convênios.

O

CAUC consiste num subsistema desenvolvido dentro do SIAFI,

disponibilizado em rede a todas as unidades do Governo Federal e, na

internet, no sítio da Secretaria do Tesouro Nacional. Seu objetivo é exclusivamente simplificar a verificação, pelo gestor público do órgão ou entidade concedente, do atendimento, pelos convenentes e entes federativos beneficiários de transferência voluntária de recursos da União, das exigências estabelecidas pela Constituição Federal, pela Lei

de Responsabilidade Fiscal (LRF), pela Lei de Diretrizes Orçamentárias

(LDO) e legislação aplicável.

Portanto, o CAUC atende às exigências legais e normativas para que se possa celebrar convênios e transferir os respectivos recursos. Assim, esse subsistema é um cadastro dos entes federativos: Estados, Distrito Federal e Municípios.

Importante! Como o CAUC apenas copia as informações disponibilizadas por outros bancos de dados ou sistemas, não compete à STN, na condição de órgão gestor do SIAFI, a iniciativa no sentido da alteração dos registros dele constantes.

Cabe as secretarias e órgãos pertencentes aos entes federados alimentam o CAUC com as informações necessárias para fins de recebimento de transferências de recursos (Convênios) da União.

A situação cadastral apresentada reflete a posição do órgão/Ente até o dia antecedente à data da consulta e a sua certidão é válida pelo prazo de 3 (três) dias úteis. Vencido esse prazo, nova consulta deve ser procedida, para fins de celebração de convênios e liberação dos respectivos recursos.

Observe a legislação acerca do assunto (IN/STN nº 1/2005):

Art. 2º A celebração de convênio, bem como a entrega dos valores envolvidos, fica condicionada à verificação da situação de adimplência do ente federativo beneficiário da transferência voluntária, em prazo antecedente não-superior a 15 (quinze dias) à assinatura ou liberação de cada parcela dos recursos. IN

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STN nº 3/2005

Parágrafo Único. Para fins da verificação de que trata o “caput” deste artigo, o concedente poderá consultar o Cadastro Único de Convênio (Cauc), subsistema do Sistema Integrado de administração Financeira do Governo Federal (Siafi).

Art. 3º O Cauc, destinado a permitir a verificação do atendimento, pelo beneficiário da transferência voluntária de recursos da União, das exigências contidas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), compreende informações organizadas em itens, nos seguintes termos:

Foi cobrado em concurso! (CESPE – Auditor – TCU) Com relação ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), seus conceitos e objetivos, julgue os itens seguintes.

O Cadastro Único de Exigências para Transferências Voluntárias (CAUC)

é um subsistema que resulta das exigências para a celebração de

convênios e transferências de recursos da União para os demais entes federativos. As secretarias e demais órgãos pertencentes aos estados, aos municípios e ao DF subordinam-se à situação cadastral do respectivo ente.

Resolução O CAUC - Cadastro Único de Convênios é um subsistema do SIAFI cuja finalidade é o atendimento às exigências legais e normativas para a realização de convênios e as transferências dos recursos. Assim, esse subsistema é um cadastro dos entes federativos (Estados, Distrito Federal e Municípios) e as secretarias e órgãos pertencentes a esses entes subordinam-se à situação cadastral do ente federativo a que se vinculam. CERTO.

Exemplo de Módulos

Módulo siafi Gerencial O siafi Gerencial tem por objetivo atender às demandas de informações gerenciais das áreas que possuem atribuições de gerência orçamentária, financeira e controle e subsidiar as áreas estratégicas de informações para o aperfeiçoamento do processo de tomada de decisões

Módulo siafi Educacional O Decreto MEC n° 2.494/98 define o Ensino a Distância como "uma forma de ensino que possibilita a auto-apredizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em

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diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação".

Módulo Sistema de Administração de Serviços Gerais – SIASG

O SIASG é um conjunto informatizado de ferramentas para

operacionalizar internamente o funcionamento sistêmico das atividades inerentes ao Sistema de Serviços Gerais - SISG, quais sejam: gestão de materiais, edificações públicas, veículos oficiais, comunicações

administrativas, licitações e contratos etc. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG é o órgão central normativo do SIASG.

Atenção! O portal COMPRSNET do Governo Federal é parte integrante do SIASG.

Com a implantação do Comprasnet – Portal de Compras do Governo, permitiu a transparência dos processos de compras do Governo com a

divulgação de informações públicas através da Internet, aumentando a participação dos fornecedores, com a conseqüente redução dos preços praticados. Este portal pretende ser o ponto de convergência para todos

os interessados nos processos licitatórios, tais como a sociedade,

fornecedores, imprensa, órgãos de controle e unidades do governos federal, que acessarão o sistema SIASG através do portal

www.comprasnet.gov.br

Foi cobrado em concurso! (FCC – TRF 2ª - Técnico Judiciário – Contabilidade) O Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal SIAFI foi concebido para se estruturar por exercícios: cada ano equivale a um sistema diferente. Por sua vez, cada Sistema está organizado em subsistemas que atualmente são em número de

(A)

21

(B)

19

(C)

15

(D)

10

(E)

5

Resolução Conforme abordado acima, o SIAFI está estruturado por exercícios financeiros, subdivididos em 21 subsistemas e módulos. Opção A.

1.3. OBJETIVOS

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Importante! Quais são os objetivos do siafi?

Prover mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária, financeira e patrimonial aos órgãos da Administração Pública;

Fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional, através da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal; Importante! A Conta única do Tesouro Nacional é operacionalizada pelo Banco do Brasil, porém, o Ministro da Fazenda poderá autorizar, em caráter excepcional, que outras instituições financeiras operacionalizem essa conta. Outras instituições quer dizer qualquer outra instituição, inclusive as privadas, a exemplo do Banco Bradesco S/A;

Permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de informações gerenciais destinadas a todos os níveis da Administração Pública Federal;

Padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, sem implicar rigidez ou restrição a essa atividade, uma vez que ele permanece sob total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora;

Permitir o controle da transferências negociadas;

dívida

interna

e

externa, bem

como

o

das

Integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal;

 

Permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recursos públicos; e

Proporcionar a transparência dos gastos do Governo Federal.

 

Foi cobrado em concurso! (TCE/ES – Controlador de Recursos Públicos) Um dos objetivos do SIAFI é possibilitar aos segmentos da sociedade a necessária transparência dos gastos públicos.

Resolução Está conforme o último objetivo do siafi inserido no quadro acima, Proporcionar a transparência dos gastos do Governo Federal, ou seja, dos gastos públicos. CERTO.

1.4. PRINCIPAIS VANTAGENS DO SIAFI

Com a implantação do SIAFI a gestão dos recursos públicos da administração pública federal teve diversos ganhos, entre eles podemos citar:

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1.

Contabilidade: o gestor ganhou tempestividade na informação,

qualidade

e

precisão

 

nos

trabalhos;

2. Finanças: agilização da programação financeira, otimizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional, por meio da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal na Conta Única no Banco Central;

3.

Orçamento:

a execução orçamentária passou a ser realizada

tempestivamente e com transparência, completamente integrada a

execução

patrimonial

 

e

financeira;

4.

Visão clara de quantos e quais são os gestores que executam o

orçamento: os números da época da implantação do SIAFI indicavam a existência de aproximadamente 1.800 gestores. Na verdade, eram mais

de 4.000 que hoje estão cadastrados e executam seus gastos através do

sistema

de

forma

“on-line”;

5.

Desconto na fonte de impostos e contribuições: hoje, no

momento

do

pagamento,

é

recolhido

o

imposto

devido;

Auditoria on line: facilidade na apuração de irregularidades com os

recursos

 

públicos;

6.

Transparência: acesso facilitado às informações disponibilizadas

sobre

as

despesas

do

Governo

Federal.

7.

Fim da multiplicidade de contas bancárias: antes do advento do

siafi existia mais de 3.700 contas bancárias e o registro de aproximadamente 9.000 documentos por dia. Com a implantação deste sistema, atualmente 98% dos pagamentos são identificados de modo

instantâneo na Conta Única e 2% deles com uma defasagem de, no máximo, cinco dias.

Outras características dos siafi:

 

1. Sistema disponível 100% do tempo e on-line;

 

2. Sistema centralizado, o que permite a padronização de métodos e

rotinas de trabalho;

 

3.

Interligação em todo o território nacional;

 

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4. Utilização por todos os órgãos da Administração Direta (poderes

Executivo, Legislativo e Judiciário);

5. Utilização por grande parte da Administração Indireta; e

6. Integração periódica dos saldos contábeis das entidades que ainda

não utilizam o SIAFI, para efeito de consolidação das informações econômico-financeiras do Governo Federal - à exceção das Sociedades de Economia Mista, que têm registrada apenas a participação acionária do Governo - e para proporcionar transparência sobre o total dos recursos movimentados.

1.5. PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES

O SIAFI é um sistema informatizado que processa e controla, por meio de terminais instalados em todo o território nacional, a execução orçamentária, financeira, patrimonial e contábil dos órgãos da administração pública direta federal, das autarquias, fundações e empresas públicas federais e das sociedades de economia mista que estiverem contempladas nos orçamentos fiscal e da seguridade social da União.

Importante! Empresas públicas e sociedades de economia mista que exercem atividade econômica não movimentam seus recursos através do siafi. Essas entidades, quando utilizam o siafi, o fazem por meio da conta única institucional.

Exemplo: o BB exerce atividade econômica e não movimenta seus recursos através da conta única do tesouro nacional, ou seja, o BB não participa dos orçamentos fiscal e da seguridade social, haja vista que suas despesas operacionais (de custeio) e seus servidores não são pagos pela União, mas sim, pela própria instituição, através de seus ganhos, suas receitas. Assim, o BB utiliza a conta única institucional, através do siafi, para fins de recolhimento de receitas federais (tributos arrecadados) e recebimento de recursos da União para empréstimos de fomento à agricultura. Essas regras estão estabelecidas nos artigos 18, 19 e 20 da Instrução Normativa – IN/STN nº 04/98, conforme transcrito abaixo:

“Art. 18. A Conta Única Institucional tem por finalidade acolher disponibilidades financeiras de Entidades participantes do Sistema Integrado da Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI, na modalidade “on-line”, que não

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movimentam seus recursos por meio da Conta Única do Tesouro Nacional”.

“Art. 19. A operacionalização da Conta Única Institucional será efetuada por intermédio do Banco do Brasil S.A.”

“Art. 20. A Conta Única Institucional será movimentada pelos mesmos mecanismos da Conta Única do Tesouro Nacional”.

O sistema siafi pode ser utilizado pelas entidades públicas federais,

estaduais e municipais apenas para receberem, pela conta única do Governo Federal, suas receitas (taxas de água, energia elétrica, telefone, etc.) dos órgãos que utilizam o sistema. Entidades de caráter privado também podem utilizar o SIAFI, desde que autorizadas pela STN. No entanto, essa utilização depende da celebração de convênio ou assinatura de termo de cooperação técnica entre os interessados e a STN, que é o órgão gestor do siafi.

Todos os recursos arrecadados, com raríssimas exceções, a exemplo dos fundos especiais, são recolhidas ao caixa único do Tesouro Nacional, mantido junto a Banco Central através de uma conta matriz com a

seguinte codificação: 1.1.1.1.2.01.00 Conta Única do Tesouro Nacional.

A partir dessa conta existem as contas filiais, com as seguintes

codificações; 1.1.1.1.2.01.01 Banco Central do Brasil e 1.1.1.1.2.01.02 Banco do Brasil. Observe que na codificação só mudam os dois últimos dígitos. A Conta Única do Tesouro Nacional não é uma conta movimento, mas sim, de acolhimento das disponibilidades de caixa. As outras contas são

de movimento e são gerenciadas pela STN e BB.

São muitas as atribuições e facilidades que o siafi oferece a toda administração pública. Pode-se mencionar, simplificadamente, que essas atribuições e facilidades foram desenvolvidas para registrar as informações pertinentes às três tarefas básicas da gestão pública federal relativas à arrecadação dos recursos, às quais podemos

mencionar:

Execução orçamentária;

Execução financeira;

Elaboração das demonstrações contábeis.

Para melhor entendimento do que sejam essas tarefas abordaremos individualmente cada uma delas.

1.5.1. EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA

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Primeiramente cabe esclarecer a diferença entre execução orçamentária

e financeira.

É normal haver interpretação equivocada do que seja execução orçamentária e financeira, mesmo porque essas execuções ocorrem concomitantemente.

Tanto a execução orçamentária quanto a financeira está interligada uma

a outra.

Execução orçamentária é a utilização dos créditos consignados no orçamento ou Lei Orçamentária Anual – LOA e a execução financeira, por sua vez, representa a utilização de recursos financeiros, visando atender à realização das ações de governo atribuídas às unidades orçamentárias ou gestoras.

Atenção! A execução financeira envolve diversas fases e procedimentos, a exemplo da programação financeira envolvendo a STN, os órgãos setoriais de programação financeira – OSPF e as unidades orçamentárias, transferências de recursos através do siafi etc.

Na linguagem técnica orçamentária devemos fazer distinção entre as palavras crédito e recursos. O termo crédito designa o lado orçamentário e recursos, o lado financeiro.

Assim, crédito e recurso são duas faces de uma mesma moeda. O crédito é orçamentário, significa dotação ou autorização de gasto ou sua descentralização, e recurso é o lado financeiro, representa, portanto, dinheiro ou saldo de disponibilidade bancária.

Todo o processo orçamentário tem sua obrigatoriedade estabelecida na CF/88, art.165, onde determina a necessidade do planejamento das ações de governo por meio dos seguintes instrumentos de

planejamento:

Plano Plurianual – PPA

Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO

Leio Orçamentária Anual – LOA

Depois de publicada a LOA e observadas as normas de execução orçamentária e de programação financeira da União para o exercício financeiro, são lançadas as informações orçamentárias fornecidas pela Secretaria de Orçamento Federal, no SIAFI , por intermédio da geração

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automática do documento Nota de Dotação – ND. A partir daí, gera-se o crédito orçamentário e, em conseqüência, o início da execução orçamentária propriamente dita.

Executar o Orçamento é, portanto, realizar as despesas públicas nele fixadas, uma vez que, para que haja realização de despesa, a primeira condição é que esse gasto tenha sido legal e oficialmente fixado na LOA e autorizado, por lei, pelo Congresso Nacional.

A execução orçamentária da despesa exige-se que sejam seguidos à risca os estágios da execução das despesas previstos na Lei nº 4.320/64: fixação, empenho, liquidação e pagamento.

Importante! Atualmente encontra-se em aplicação a sistemática do pré- empenho. Este não é considerado um estágio da despesa, apenas um procedimento administrativo que antecede os estágios de execução da despesa.

Esse procedimento foi adotado porque após o recebimento do crédito orçamentário e antes do seu comprometimento existe uma fase geralmente demorada de licitação obrigatória junto a fornecedores de bens e serviços que impõe a necessidade de se assegurar o crédito até o término do processo licitatório.

Continuando a execução orçamentária, o empenho é o primeiro estágio da despesa e pode ser conceituado como o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado a obrigação de pagamento, pendente ou não, de implemento de condição.

Esse primeiro estágio é efetuado no SIAFI utilizando-se o documento denominado Nota de Empenho – NE.

Atenção! Não confundir empenho da despesa com nota de empenho. Esta (nota de empenho), na verdade, é a materialização daquele, embora, no dia-a-dia haja a junção dos dois procedimentos em um único.

Uma vez legalmente empenhada a despesa, mesmo assim o Estado não está, em tese, obrigado a efetuar o pagamento, posto que o implemento de condição poderá estar ou não concluído.

Isso ocorre porque a Lei 4.320/64 determina que o pagamento de qualquer despesa pública, seja ela de que importância for, passe pelo

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crivo da liquidação. É nesse segundo estágio da execução da despesa que será cobrada a prestação dos serviços ou a entrega dos bens, ou ainda, a realização da obra, evitando, dessa forma, o pagamento sem o implemento de condição.

Portanto, o segundo estágio da despesa pública é a liquidação, que

consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base

os

títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito, ou seja,

na

liquidação deve-se verificar se o credor cumpriu todas as obrigações

constantes do empenho.

A

fase de liquidação da despesa tem por finalidade reconhecer ou apurar

a

origem e o objeto do que se deve pagar, a importância exata a pagar

e

a quem se deve pagar para extinguir a obrigação e é efetuado no siafi

através do documento Nota de Lançamento – NL, também denominado

de Nota de Liquidação de Despesa.

Assim, esse estágio envolve todos os atos de verificação e conferência, desde a entrega do material ou a prestação do serviço até o reconhecimento da despesa. Ao fazer a entrega do material ou a prestação do serviço, o credor deverá apresentar a nota fiscal, fatura ou conta correspondente, acompanhada da primeira via da nota de empenho, devendo o funcionário competente atestar o recebimento do material ou a prestação do serviço correspondente, no verso da nota fiscal, fatura ou conta.

O último estágio da despesa é o pagamento. Este consiste na entrega

de

numerário ao credor do Estado, extinguindo, dessa forma, o débito

ou

obrigação.

O

pagamento da despesa normalmente é efetuado por tesouraria,

mediante registro no siafi de uma Ordem Bancária – OB, que deve ter como favorecido o credor do empenho. Efetua-se esse pagamento mediante crédito em conta bancária do favorecido, uma vez que a OB especifica o domicílio bancário do credor a ser creditado pelo agente financeiro do Tesouro Nacional, ou seja, o Banco do Brasil.

Caso haja importância paga a maior ou indevidamente, sua restituição aos órgãos públicos deverá ocorrer dentro do próprio exercício, mediante crédito à conta bancária da UG que efetuou o pagamento.

Quando a reposição se efetuar em outro exercício, o seu valor deverá ser restituído por DARF ao Tesouro Nacional.

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1.5.2. EXECUÇÃO FINANCEIRA

A partir de agora veremos a execução financeira, ou seja, o fluxo de

recursos financeiros necessários à realização de gastos.

Nunca é

disponibilidade bancária (execução financeira) e que crédito é dotação

ou autorização de gasto ou sua descentralização (execução orçamentária).

demais lembrar que recurso é dinheiro ou saldo de

O Art. 34 da Lei 4.320/64 determina que o exercício financeiro coincidirá

com o ano civil, e o art. 35 dispõe que pertencem ao exercício financeiro

as receitas nele arrecadadas e as despesas nele legalmente empenhadas.

Interpretando os artigos da norma supramencionada pode-se concluir que no Brasil o exercício financeiro é o espaço de tempo compreendido entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de cada ano, no qual a administração promove a execução orçamentária e demais fatos relacionados com as variações qualitativas e quantitativas pertinentes aos elementos patrimoniais da entidade ou do órgão público.

O dispêndio de recursos financeiros oriundos do Orçamento Geral da

União – OGU, realiza-se exclusivamente por meio de Ordem Bancária – OB, através da Conta Única do Tesouro Nacional (princípio da unidade

de caixa ou unificação dos recursos do Tesouro nacional).

Deve-se entender que a movimentação de recursos do Governo Federal destina-se tanto ao pagamento de compromissos, quanto à transferência de recursos entre as Unidades Gestoras, tais como liberação de recursos para fins de adiantamento, suprimento de fundos, cota, repasse, sub-repasse e afins.

O ingresso dos recursos financeiros (estágio da arrecadação) se dá

quando o contribuinte efetua o pagamento de seus tributos junto à rede bancária. Esta deverá efetuar o recolhimento dos recursos arrecadados

ao BACEN, no prazo de um dia.

Através do DARF Eletrônico e da GRPS Eletrônica os usuários do sistema podem efetuar o recolhimento dos tributos contribuições previdenciárias federais diretamente à conta única do Tesouro Nacional, sem trânsito pela rede bancária.

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De forma concomitante, a Secretaria da Receita Federal recebe informações da receita bruta arrecadada, esse valor deve corresponder ao mesmo montante registrado no BACEN.

Uma vez tendo recursos em caixa, começa a fase de saída desses recursos para os diversos pagamentos.

O pagamento entre Unidades Gestoras ocorre mediante a transferência

de limite de saque, que é a disponibilidade financeira da UG on-line,

existente na Conta Única.

No caso de pagamento de credores não integrantes do SIAFI, a Unidade Gestora efetua o registro de OB no siafi. Ao final do dia é gerado um arquivo de OB, que é encaminhado ao Banco do Brasil para processamento. Este (BB) comunica ao Banco Central o limite da reserva bancária a ser disponibilizada. Até o dia seguinte ao da emissão da OB, a Unidade Gestora deve encaminhar ao Banco do Brasil, a relação de ordens bancárias para pagamento junto a ele ou a outros bancos.

Ocorre que a entrada das receitas que o governo arrecada dos contribuintes nem sempre coincide, no tempo, com as necessidades de realização de despesas públicas, já que a arrecadação de tributos e outras receitas não se concentra apenas no início do exercício financeiro, mas sim distribuída ao longo de todo o ano civil.

É por essa razão que existe um conjunto de atividades objetivando

ajustar o ritmo da execução do orçamento ao fluxo provável de entrada

de recursos financeiros para assegurar a realização dos programas anuais de trabalho e, conseqüentemente, impedir eventuais insuficiências de tesouraria. Esse conjunto de atividades denomina-se programação financeira.

As atividades de programação financeira do Tesouro Nacional foram organizadas sob a forma de sistema, cabendo à Secretaria do Tesouro Nacional, unidade do Ministério da Fazenda, o papel de Órgão Central dessas ações.

O órgão central de programação financeira é a Coordenação-Geral de

Programação Financeira - COFIN, da Secretaria do Tesouro Nacional –

STN. Os Órgãos Setoriais de Programação Financeira - OSPF são as Subsecretarias de Planejamento e Orçamento e unidades equivalentes das Secretarias da Presidência da República e dos Poderes Legislativo e

Judiciário

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Os Órgãos Setoriais de Programação Financeira - OSPF são os responsáveis pelo registro diretamente no siafi, por meio de transação específica, de suas propostas de programação financeira - PPF até o dia 28 de cada mês. Para tal utilizam o documento Nota de Programação Financeira - PF, que se destina ao registro da proposta de programação financeira e da programação financeira aprovada, pelas unidades gestoras executoras, pelas unidades gestoras setoriais de programação financeira e pelo órgão central de programação financeira (COFIN/STN).

A elaboração de uma programação financeira requer muita habilidade e

conhecimento técnico de finanças e comportamento da arrecadação dos tributos federais que compõem a receita, bem como da estrutura do

Estado.

Infelizmente a programação financeira está submetida à vontade política do Governo, uma vez que o orçamento é uma lei autorizativa (ela não obriga; apenas autoriza a execução dos programas de trabalho nela contidos). Lamentavelmente fica a critério de o Governo executar este ou aquele projeto, sem obedecer a qualquer hierarquia ou prioridade orçamentária. Diante desse cenário, tem sido quase uma regra constante a utilização dos recursos públicos em situações emergenciais ou paliativas, conforme os reclames da sociedade, divulgação na mídia, denúncias etc. Quem não se lembra da “operação tapa buracos” de

2006!

Portanto, pelo menos conforme as normas e para fins de concursos, a execução orçamentária deve estar interligada ao real ingresso de recursos. À medida que esses recursos vão ingressando nos cofres do Governo, paulatinamente serão liberados para as unidades setoriais dos Ministérios ou Órgãos, com base em suas programações financeiras para

a execução dos seus programas de trabalho.

Geralmente cada ministério ou órgão tem um prazo determinado para a elaboração de seu próprio cronograma de desembolso (planejamento das saídas de recursos financeiros).

Cabe à Secretaria do Tesouro Nacional, na condição de Órgão Central, a consolidação e aprovação de toda a programação financeira de desembolso para o Governo Federal, procurando, sempre que possível, ajustar as necessidades da execução do orçamento ao fluxo de caixa do Tesouro, a fim de obter um fluxo de caixa realista e consentâneo com as políticas fiscal e monetária do governo.

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Todo o processamento da execução financeira ocorre dentro do siafi, que foi desenvolvido para que cada UG possa elaborar sua programação financeira, submetê-la ao seu órgão setorial de programação e este, por sua vez, realiza os ajustes necessários e encaminha ao órgão central de programação financeira. Dessa forma o Sistema permite um acompanhamento preciso do cronograma de desembolso dos recursos financeiros de cada UG.

1.5.3. ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

As demonstrações contábeis que deverão ser elaboradas pela União a partir do siafi, conforme a Lei 4.320/64, e instruções da STN, são:

Balanço geral da União – BGU;

Balanço orçamentário - BO;

Balanço financeiro - BF;

Balanço patrimonial - BP;

Demonstração das variações patrimoniais – DVP;

Demonstrações contábeis consolidadas – incluindo a União, Estados e Municípios, conforme art. 51 da LRF.

As novas regras estabelecidas pela STN, conforme o novo Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – MCASP, as demonstrações contábeis a serem elaboradas são:

União, Estados e Distrito Federal

DEMONSTRATIVO

Até 2011

2012 em diante

Balanço Orçamentário

   

Balanço Financeiro

Balanço Patrimonial

Obrigatório

Obrigatório

Demonstração das Variações Patrimoniais

Demonstração dos Fluxos de Caixa

Facultativo

Demonstração do Resultado Econômico

Facultativo

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Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido

Facultativo

Obrigatório (*)

(*) Obrigatório apenas para as empresas estatais dependentes e para

os entes que as incorporarem no processo de consolidação das contas.

O que é o Balanço geral da União – BGU?

O siafi, além de processar e controlar toda a execução orçamentária e

financeira do Governo Federal, também desempenha importante papel

na tarefa de elaboração das demonstrações das contas consolidadas no

Balanço Geral da União – BGU.

Atenção! No BGU contabilizam-se os atos e fatos praticados pelos gestores públicos ao longo do exercício financeiro, mesmo que não estejam relacionados exclusivamente a entrada e saída de recursos ou a movimentação de créditos.

O BGU representa a posição estática do patrimônio dos órgãos e entidades que compõem a administração pública federal e é elaborado a partir de diversas informações extraídas do siafi.

Essas informações contábeis ou administrativas, com níveis diferenciados de detalhamento, passam a compor as demonstrações contábeis obrigatórias e que o Presidente da República deve apresentar anualmente ao Congresso Nacional, conforme disposição constitucional.

Assim sendo, o Balanço Geral da União – BGU de cada exercício financeiro tem por objetivo demonstrar as principais ações governamentais executadas pelos órgãos e entidades que compõem a

administração pública federal, vinculadas ao Poder Executivo, bem como

a execução dos orçamentos fiscal e da seguridade social e de investimento das empresas estatais.

Demonstrações contábeis consolidadas:

O art. 51 da LRF determina que a União deverá realizar, a cada ano, a

consolidação nacional das contas públicas.

As demonstrações contábeis consolidadas e elaboradas pela União são:

Balanço patrimonial

Demonstrativo das receitas e despesas realizadas

Demonstrativo da despesa por função

Observe as regras da LRF acerca da consolidação:

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Art. 51. O Poder Executivo da União promoverá, até o dia trinta de junho, a consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes da Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, inclusive por meio eletrônico de acesso público.

1 o Os Estados e os Municípios encaminharão suas contas ao Poder Executivo da União nos seguintes prazos:

I - Municípios, com cópia para o Poder Executivo do respectivo Estado, até

§

trinta de abril; II - Estados, até trinta e um de maio.

2 o O descumprimento dos prazos previstos neste artigo impedirá, até que a situação seja regularizada, que o ente da Federação receba transferências voluntárias e contrate operações de crédito, exceto as destinadas ao

refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária.

§

Observe as regras da Portaria STN nº 402/2007 acerca da consolidação das contas do exercício de 2006:

---------

Resolve:

Art. 1º Divulgar a consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes da Federação relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2006.

Art. 2º A consolidação ora divulgada representa as contas dos 26 Estados da Federação, do Distrito Federal e de 64,5% dos Municípios.

Parágrafo único. As contas do Distrito Federal estão incluídas na coluna “Estados”.

Art. 3º As contas foram consolidadas mediante compatibilização dos saldos, compilados junto às origens, nos termos do Convênio celebrado em 23 de fevereiro de 2001 entre esta Secretaria e a Caixa Econômica Federal, e de acordo com a Portaria nº 109, de 8 de março de 2002, da STN, alterada pela Portaria nº 101, de 23 de fevereiro de 2007, da STN.

2. FUNDAMENTO LÓGICO DO SIAFI

Não esquecer! O fundamento lógico do Siafi é o evento. O evento possibilita que os servidores executem a contabilidade pública de forma padronizada em todo território nacional, evitando disfunções, disparidades, erros ou enganos.

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Os eventos estão organizados em uma Tabela. Através dessa tabela o usuário do sistema consulta e registra todos os atos e fatos econômico- financeiros e administrativos de forma padronizada.

De posse da tabela de eventos basta o servidor pode consultar e encontrar o evento apropriado para realizar o registro contábil. Importante! Geralmente os lançamentos contábeis dos órgãos e entidades da administração pública federal efetuados no siafi são realizados mediante registros de primeira fórmula. A exceção são os lançamentos que podem ser realizados pelo setorial contábil quando não existir, para o fato em questão, um evento apropriado.

Atenção! No Sistema Siafi não se realiza a elaboração do orçamento. Essa elaboração é executada em outro sistema, o Sistema Integrado de Dados Orçamentários –SIDOR.

Foi cobrado em concurso! (CESPE – MJ/Agente de Polícia Federal) A elaboração e a execução orçamentárias são processadas em um mesmo sistema informatizado, o que garante celeridade e uniformidade.

Resolução No Siafi realiza-se a execução do orçamento através dos registros contábeis de cada ato ou fato praticado pelo Gestor. A elaboração do orçamento é executada no Sistema Integrado de Dados Orçamentários – SIDOR. ERRADO

3. PRINCIPAIS DOCUMENTOS

No sistema Siafi controla toda a execução orçamentária através da inserção de dados no sistema, ou seja, em documentos previamente preparados.

Resumo dos principais documentos do siafi:

Nota de Lançamento por Evento – NL: A Nota de Lançamento é o documento utilizado para registrar a apropriação/liquidação de receitas e despesas, bem como outros atos e fatos administrativos, inclusive os relativos a entidades supervisionadas, associados a eventos contábeis não vinculados a documentos específicos.

Nota de empenho – NE: A Nota de Empenho é o documento utilizado para registrar as operações que envolvem despesas orçamentárias realizadas pela Administração Pública federal, ou seja, o comprometimento de despesa, seu

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reforço ou anulação, indicando o nome do credor, a especificação e o valor da despesa, bem como a dedução desse valor do saldo da dotação própria.

Nota de Movimentação de Crédito – NC: A Nota de Movimentação de Crédito é o documento utilizado para registrar a movimentação interna e externa de créditos e suas anulações, ou seja, destina-se à descentralização de crédito.

Nota de Dotação – ND: A Nota de Dotação é o documento utilizado para registro das informações orçamentárias elaboradas pela Secretaria de Orçamento Federal, ou seja, dos créditos previstos no Orçamento Geral da União (OGU). Também se presta à inclusão de créditos no OGU não previstos inicialmente e ao registro do desdobramento do Plano Interno e do detalhamento da fonte de recursos.

Ordem Bancária – OB: A Ordem Bancária é o documento utilizado para o pagamento de compromissos, bem como à liberação de recursos para fins de adiantamento, suprimento de fundos, cota, repasse, sub-repasse e afins, em contas bancárias mantidas no Banco do Brasil, ou seja, destina-se às transferências financeiras.

Importante! A Instrução Normativa STN nº 4/98 na qual dispõe sobre a conta única do Tesouro Nacional estabelece que a movimentação de recursos será efetuada através de Ordem Bancária - OB, DARF-Eletrônico - DE, GRPS – Eletrônica, Nota de Sistema - NS ou Nota de Lançamento - NL, de acordo com as respectivas finalidades.

Existem diversos modalidades de Ordem Bancária, entre as quais podemos citar:

Ordem Bancária de Crédito - OBC, utilizada para pagamentos por meio de crédito em conta corrente do favorecido na rede bancária e para saque de recursos em conta bancária, para crédito na Conta Única da Unidade Gestora;

Ordem Bancária de Pagamento - OBP, utilizada para pagamentos diretamente ao credor, em espécie, junto à agência de domicílio bancário da Unidade Gestora, quando for comprovada a inexistência de domicílio bancário do credor ou quando for necessária a disponibilização imediata dos recursos correspondentes.

Ordem Bancária para Banco - OBB, utilizada para pagamentos a diversos credores, por meio de lista eletrônica, para pagamento de documentos em que o Agente Financeiro deva dar quitação ou para pagamento da folha de pessoal.

Ordem Bancária de Sistema – OBS, utilizada para cancelamento de OB pelo agente financeiro;

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Ordem Bancária Judicial – OBJ, utilizada para pagamentos na mesma data de sua emissão, decorrentes de determinações judiciais específicas; Esta última foi acrescentada em 2000, através da IN STN nº 03/2000.

GRU – é o documento utilizado pelas Unidades do Governo Federal para a arrecadação de suas receitas, via rede bancária ou diretamente no SIAFI quando o recolhedor for uma Unidade Gestora (UG).

GSE Eletrônica - GSE é a sigla para Guia do Salário Educação. A GSE é o documento que registra o recolhimento do salário educação destinado aos seus beneficiários e do valor que lhes é pago, mediante transferências intra-SIAFI de recursos entre a Unidade Gestora recolhedora e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE.

Nota de Programação Financeira – PF - A Nota de Programação Financeira é o documento que permite registrar os valores constantes da Proposta de Programação Financeira (PPF) e a Programação Financeira Aprovada (PFA), envolvendo a Coordenação-Geral de Programação Financeira da Secretaria do Tesouro Nacional - COFIN/STN e os Órgãos Setoriais de Programação Financeira - OSPF.

Foi cobrado em concurso! (CESPE – MJ/Escrivão de Polícia Federal) A conta única do Tesouro Nacional é operacionalizada por meio do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) do governo federal.

Resolução A conta única do Tesouro Nacional é operacionalizada pelo Banco do Brasil. Essa Instituição financeira movimenta os recursos financeiros da conta única do Tesouro Nacional através do Siafi, utilizando-se das diversas modalidades de Ordem Bancária acima citadas. CERTO.

GPS Eletrônica: GPS é a sigla para Guia da Previdência Social. Esse documento permite registrar o recolhimento das contribuições para a Seguridade Social por meio de transferências de recursos intra-Siafi entre a UG recolhedora e a Conta Única do Tesouro Nacional.

Guia de Recebimento - GR: destina-se a registrar os eventos vinculados ao recolhimento de numerário à conta bancária da Unidade Gestora;

Documento de Arrecadação de Receitas Federais-DARF: destina- se à arrecadação por processo eletrônico, sem a utilização da rede

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bancária, de tributos federais que tenham como contribuintes os órgãos e entidades integrantes da Conta Única do Tesouro Nacional;

Nota de Programação Financeira - PF: também denominada de Nota Financeira. Destina-se ao registro da programação financeira no SIAFI pelas unidades gestoras executoras, pelas unidades gestoras setoriais de programação financeira e pelo órgão central de programação financeira (COFIN/STN). É um documento utilizado especificamente na movimentação financeira entre a STN e os Órgãos Setoriais de Programação Financeira – OSPF dos Ministérios e outras secretarias com “estatus” de ministério.

GRU: A Guia de Recolhimento de Receitas da União será, obrigatoriamente, o documento utilizado pelas Unidades do Governo Federal para a arrecadação de suas receitas, via rede bancária ou diretamente no SIAFI quando o recolhedor for uma Unidade Gestora (UG). Deverão ser recolhidas por GRU as taxas (de fiscalizações, de registros, custas etc.), as receitas patrimoniais (aluguéis, concessões etc.), as receitas de serviços (comerciais, de transporte, de saúde, de certificação, administrativos, educacionais etc.), as restituições, as receitas de alienações de bens, dentre outras.

Excetuam-se do recolhimento por meio da GRU, as receitas do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, recolhidas mediante a Guia de Previdência Social – GPS – Eletrônica e as receitas administradas pela Receita Federal do Brasil – RFB e pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional - PGFN, recolhidas por meio do Documento de Arrecadação de Receitas Federais – DARF - Eletrônico.

Atenção! O Banco do Brasil é o agente financeiro centralizador da arrecadação por meio da Guia de Recolhimento da União – GRU.

Tipos de GRU:

GRU - simples

um documento não compensável e somente pode ser paga em agências do Banco do Brasil.

É

 

É

um documento compensável, disposto diretamente

GRU Cobrança

pelos órgãos arrecadadores e pagável em qualquer agência da rede bancária, podendo ser utilizada só

para recolhimento de valores a partir de R$ 50,00 (cinqüenta reais).

GRU Judicial

É um documento não compensável, que tem por

objeto

os

recolhimentos

especificados

pelo

Poder

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Judiciário, devendo ser paga na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil, obedecendo a legislação afeta à receita correspondente.

GRU Depósito

Paga nas agências do Agente Financeiro Centralizador, podendo ser utilizada para depósito de diversos cheques, devendo seu uso ser autorizado pelo órgão arrecadador.

GRU Eletrônica

É um documento do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI e será de uso obrigatório nos pagamentos entre órgãos e entidades da União.

GRU SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro)

Poderá ser utilizada para recolhimentos efetuados por instituições financeiras, por meio do Sistema de Transferência de Reservas – STR, a critério da STN.

Importante! Os órgãos arrecadadores e os agentes financeiros autorizados poderão dispor ao Contribuinte o mecanismo de impressão da GRU Simples no seu próprio sítio.

Recolhimento de valores recebidos à conta única do Tesouro Nacional:

Os recursos financeiros recebidos serão repassados à Conta Única do Tesouro Nacional, mantida no Banco Central do Brasil, até o segundo dia útil após o efetivo ingresso dos valores na conta de reserva bancária do agente financeiro centralizador. O agente financeiro não fará jus ao recebimento de tarifa pelos serviços referentes à arrecadação por meio de Guia de Recolhimento da União.

Foi cobrado em concurso! (FCC – TRF 2ª - Técnico Judiciário – Contabilidade) O documento

utilizado no SIAFI, para registrar as operações que envolvem despesas

realizadas pela Administração Pública Federal, é

denominado Nota de:

orçamentárias

(A)

Crédito.

(B)

Dotação.

(C)

Empenho.

(D)

Despesa.

(E)

Lançamento.

Resolução Para o registro de despesas no SIAFI são utilizados basicamente dois documentos: Nota de Empenho - NE e Nota de Liquidação de Despesa – NL. Assim, a Nota de Empenho registra a obrigação (despesa) e a nota de liquidação, o cumprimento da obrigação pelo credor.

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A Nota de Lançamento é o documento emitido para lançamento de

receitas.

Opção C

4. SEGURANÇA DO SIAFI

O SIAFI apresenta uma série de métodos e procedimentos para disciplinar o acesso e assegurar a manutenção da integridade dos dados e do próprio sistema.

Essa proteção se dá tanto contra utilizações indevidas ou desautorizadas, quanto a eventuais danos que podem ser causados aos dados do sistema.

A segurança do Sistema tem por base os seguintes princípios e

instrumentos:

Sistema de Segurança, Navegação e Habilitação do SIAFI – SENHA que

permite a autorização de acesso aos dados do SIAFI, estabelecendo diferentes níveis desse acesso às suas informações;

Instrumentos de segurança

Senha. Conformidade Contábil; Conformidade de Registro de Gestão; Conformidade de Operadores; Conformidade de Documental; Identificação das Operações do Usuário; Integridade e Fidedignidade dos Dados; Inalterabilidade dos Documentos.

Senha: Para utilizar o SIAFI os usuários são habilitados formalmente por meio do cadastramento de uma senha, quando então são especificados os perfis e níveis de acesso de cada usuário.

Perfil é o conjunto de determinadas transações atribuídas a cada operador para atender às necessidades de execução e consulta ao Sistema; enquanto o nível de acesso determina o grau de inclusão de dados e a abrangência das consultas feitas pelo usuário no sistema SIAFI. Cabe sempre lembrar que o usuário responde integralmente pelo uso do sistema sob a sua senha e obriga-se a cumprir os requisitos de segurança instituídos pela STN, sujeitando-se ás conseqüências das sanções penais ou administrativas cabíveis em decorrência do mau uso.

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Conformidade Diária: A Conformidade Diária de documentos no Sistema SIAFI é a conferência feita pela própria Unidade Gestora (UG), que consiste na confrontação diária da documentação comprobatória com o registro correspondente no SIAFI, atestando que, para todos os lançamentos efetuados existe documentação hábil exigida pela legislação que disciplina a execução orçamentária, financeira e patrimonial.

Conformidade Contábil: a conformidade contábil é a conferência dos registros contábeis realizados através do siafi efetuado pela Unidade Gestora – UG. Tem como objetivo assegurar o fiel e tempestivo registro dos dados contábeis registrados pelas unidades no SIAFI, relativos aos atos e fatos de sua gestão financeira, orçamentária e patrimonial.

Conformidade de Operadores: A Conformidade de Operadores ou Circularização de Senhas tem por objetivo automatizar a rotina periódica de confirmação ou desativação de usuário pela própria Unidade Gestora (UG), através de seu operador habilitado a proceder a confirmação. A não execução da Conformidade de Operadores no mês implica na

suspensão dos

usuários

da

UG.

Conformidade Documental: a conformidade de suporte documental consiste na certificação da existência de documento hábil que comprove a operação e retrate a transação efetuada dentro do SIAFI. Ela deverá ser registrada, diariamente, por um servidor designado da Unidade Gestora. Para maior segurança, há a necessidade de que seja mantida a segregação entre a função de emitir documentos e a de registrar a conformidade.

Atenção! A diferença entre conformidade contábil e documental é sutil. A conformidade contábil é realizada por um servidor, que confere os registros no sistema siafi e os imprime para fins de conformidade documental. Assim, a conformidade documental é posterior à contábil e se efetiva pela conferência dos documentos impressos que foram registrados no siafi no dia anterior. Podemos considerar todas essas conformidades como uma espécie de auditoria de sistema.

4.1. CONFORMIDADE DE REGISTRO DE GESTÃO

(NOVIDADE!)

A Conformidade dos Registros de Gestão consiste na certificação dos registros dos atos e fatos de execução orçamentária, financeira e

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patrimonial incluídos no SIAFI e da existência de documentos hábeis que comprovem as operações.

Importante! A Conformidade de Registro de Gestão é exatamente aquela que abrange a conformidade diária e documental, conforme parágrafo único do art.7º, IN/STN nº06/2007. Portanto, esta nova denominação (Conformidade de Registro de Gestão), abrange exatamente o conteúdo específico do edital desse concurso.

Abaixo parte da Instrução Normativa STN nº 06/2007, que também disciplina os procedimentos para a conformidade de registro de gestão:

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 6, DE 31 DE OUTUBRO DE 2007

(D.O.U. de 12 de novembro de 2007)

Disciplina os procedimentos relativos ao registro das Conformidades Contábil e de Registro de Gestão.

O SECRETÁRIO DO TESOURO NACIONAL, no uso de suas atribuições, e considerando o disposto nos artigos 14, 16, 18, inciso II, e 19 da Lei nº 10.180 de 6 de fevereiro de 2001 e do Decreto nº 3.589 de 6 de setembro de 2000, resolve:

(

)

II – DA CONFORMIDADE DOS REGISTROS DE GESTÃO

Art. 6º A Conformidade dos Registros de Gestão consiste na certificação dos registros dos atos e fatos de execução orçamentária, financeira e patrimonial incluídos no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI e da existência de documentos hábeis que comprovem as operações.

Art. 7º A Conformidade dos Registros de Gestão tem como finalidade:

I – verificar se os registros dos atos e fatos de execução orçamentária, financeira e patrimonial efetuados pela Unidade Gestora Executora foram realizados em observância às normas vigentes;e

II – a existência de documentação que suporte as operações registradas.

Parágrafo único. A Conformidade dos Registros de Gestão abrange as conformidades diárias e documental.

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Art. 8º O registro da Conformidade dos Registros de Gestão é de responsabilidade de servidor formalmente designado pelo Titular da Unidade Gestora Executora, o qual constará no Rol de Responsáveis, juntamente com o respectivo substituto, não podendo ter função de emitir documentos.

Parágrafo único. Será admitida exceção ao registro da conformidade de que trata o caput deste artigo, quando a Unidade Gestora Executora se encontre, justificadamente, impossibilitada de designar servidores distintos para exercer tais funções, sendo que, nesse caso, a conformidade será registrada pelo próprio Ordenador de Despesa.

Art. 9º A responsabilidade pela análise da consistência dos registros dos atos e fatos de execução orçamentária, financeira e patrimonial efetuados em cada Unidade Gestora Executora é do Ordenador de Despesa ou do Gestor Financeiro, independentemente da responsabilidade atribuída ao responsável pela conformidade dos registros de gestão.

Art. 10. A Conformidade dos Registros de Gestão deverá ser registrada em até 3 dias úteis a contar da data do registro da operação no SIAFI, podendo ser atualizada até a data fixada para o fechamento do mês.

Parágrafo único. A data de fechamento do mês no SIAFI é determinada pela Setorial Contábil do Órgão, observando o calendário fixado pelo Órgão Central

de Contabilidade.

Art. 11. A Conformidade dos Registros de Gestão poderá ser registrada da seguinte forma:

§1º SEM RESTRIÇÃO – quando a documentação comprovar de forma fidedigna

os atos e fatos de gestão realizados.

§2º COM RESTRIÇÃO – nas seguintes situações:

I – quando a documentação não comprovar de forma fidedigna os atos e fatos

de

gestão realizados;

II

– quando da inexistência da documentação que dê suporte aos registros

efetuados;

III – quando o registro não espelhar os atos e fatos de gestão realizados, e não for corrigida pelo responsável; e

IV – quando ocorrerem registros não autorizados pelos responsáveis por atos e

fatos de gestão.

Art. 12. A ausência ou o registro com restrição da Conformidade dos Registros

de Gestão implicará o registro de Conformidade Contábil com restrição.

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Art. 13. Os registros que retratem os atos e fatos de execução orçamentária, financeira e patrimonial efetuados por unidades Setoriais de Contabilidade não serão objeto de Conformidade de Registros de Gestão, tendo seus efeitos validados pela Conformidade Contábil.

Art. 14. Os demonstrativos mensais da movimentação de almoxarifado, de bens móveis, imóveis e intangíveis, de selos de controle, de mercadorias apreendidas, da conciliação bancária e demais demonstrativos de controle patrimonial, deverão ser arquivados pela Unidade Gestora Executora.

Parágrafo único. Os demonstrativos referidos no caput deste artigo deverão ser arquivados por ordem cronológica de competência e sua ausência ensejará restrição na Conformidade dos Registros de Gestão do último dia útil do mês a que se refere.

Art. 15. Os processos e documentos relativos a licitações, dispensa, inexigibilidade, contratos, suprimento de fundos convênios e/ou similares serão arquivados em ordem cronológica nas respectivas Unidades Gestoras Executoras, separadamente, por modalidade de licitação, conforme registro contábil.

§ 1º Os processos e documentos resultantes de aditamentos a instrumentos formalizados, quer sejam contratos, convênios e/ou similares, deverão ser apensados aos processos originais e mantidos em arquivos, nas respectivas unidades gestoras executoras, na mesma ordem cronológica.

§ 2º Os processos resultantes das liberações de recursos e das prestações de contas de convênios e/ou similares e de suprimento de fundos deverão ser anexados aos processos originais e mantidos em arquivo na mesma ordem cronológica por unidade gestora.

Art. 16. A retirada de qualquer documento arquivado será precedida, obrigatoriamente, de registro que a comprove, ficando evidenciado o responsável pela sua retirada, fixando-se o prazo máximo para devolução, não superior a trinta dias.

Art. 17. As unidades gestoras "off-line" não se sujeitam às disposições desta Norma, devendo a documentação relativa aos atos e fatos da gestão permanecer arquivados na respectiva Setorial Contábil.

5. IDENTIFICAÇÃO DAS OPERAÇÕES DO USUÁRIO

Quando o usuário entra (loga) no sistema, automaticamente são registrados o seu CPF, a hora e de qual terminal foi efetuado o acesso. Esta medida tem o objetivo de monitorar as ações danosas ou fraudulentas executadas utilizando-se o sistema. Da mesma forma, a

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inclusão ou modificação de dados no sistema também é registrada com

a

identificação do CPF, a hora e o nome do autor da operação.

6.

INTEGRIDADE E FIDEDIGNIDADE DOS DADOS

 

Uma vez registrado um documento no sistema, não é permitida a sua alteração. A imutabilidade dos documentos permite que sejam acompanhadas todas as modificações nos dados do sistema e para a correção ou anulação de um documento já registrado é necessário que seja incluído um novo documento de forma a retificar o anterior.

7. FORMAS DE ACESSO

O SIAFI permite que as UG, na efetivação dos registros da execução orçamentária, financeira e patrimonial o acessem de forma "on line" ou "off line".

A forma de acesso "on line" caracteriza-se pelo fato de:

Todos os documentos orçamentários, financeiros e patrimoniais das UGs

serem emitidos diretamente pelo sistema;

A forma de acesso "off line" caracteriza-se pelo fato de:

As disponibilidades financeiras das Unidades serem individualizadas em conta corrente bancária e não compõem a conta única;

A UG emitir seus documentos orçamentários, financeiros e patrimoniais previamente à introdução dos respectivos dados no sistema;

A UG não insere os dados relativos aos seus documentos no sistema. Essa tarefa é realizada através de outra unidade, denominada Pólo de Digitação.

Cabe a Secretaria do Tesouro Nacional definir qual a forma de acesso de cada UG, ouvido o respectivo ministério ou órgão.

A alteração da forma de acesso de determinada UG será efetuada pela

Secretaria do Tesouro Nacional, por solicitação do respectivo ministério ou órgão. Exemplo de aceso off line: uma unidade gestora localizada em região inóspita e não provida por sistemas computacionais ou energia elétrica. Nesse caso, essa UG utiliza o terminal de outra UG que possui toda a estrutura do siafi – unidade pólo de digitação. Geralmente ocorre com unidades militares em regiões de fronteira.

8. MODALIDADES DE USO

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O SIAFI permite aos Órgãos a sua utilização nas modalidades total ou parcial. As principais características da utilização do sistema na modalidade de uso total são:

Processamento de todos os atos e fatos de determinado Órgão pelo SIAFI,

incluindo as eventuais receitas próprias;

Movimentação de todas as disponibilidades financeiras das UG on-line do

Órgão através da conta única do Governo Federal.

Sujeição dos procedimentos orçamentários e financeiros do Órgão ao tratamento padrão do SIAFI incluindo o uso do Plano de Contas do Governo Federal.

As principais características da utilização do sistema na modalidade de uso parcial são as seguintes:

Execução financeira dos recursos previstos no OGU efetuada pelo SIAFI;

Não permitir tratamento de recursos próprios da entidade;

Não substituir a contabilidade do Órgão, sendo necessário, portanto, o envio de balancetes para incorporação de saldos.

Atenção! É obrigatória a utilização do sistema na modalidade de uso total por parte dos Órgãos e entidades do Poder Executivo que integram os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, ressalvadas as entidades de caráter financeiro. Os órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário podem, também, utilizar o sistema na modalidade total. Atualmente todos os órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciário, Ministério Público e TCU estão operando o siafi na modalidade Total.

9. CONCEITOS IMPORTANTES RELACIONADOS COM O SIAFI Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal

9. CONCEITOS IMPORTANTES RELACIONADOS COM O SIAFI

9. CONCEITOS IMPORTANTES RELACIONADOS COM O SIAFI Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal -
Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - siafi modalidade de acompanhamento das atividades

Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - siafi modalidade de acompanhamento das atividades relacionadas com a administração financeira dos recursos da União, que centraliza ou uniformiza o processamento da execução orçamentária, recorrendo a técnicas de elaboração eletrônica de dados, com o envolvimento das unidades executoras e setoriais, sob a supervisão do Tesouro Nacional e resultando na integração dos procedimentos concernentes, essencialmente, à programação financeira, à contabilidade e à administração orçamentária;

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Evento - é um código associado a cada ato ou fato de gestão que deva ser registrado contabilmente pelo siafi. A ele é associado um roteiro contábil (tabela de contas a serem debitadas ou creditadas). Assim sendo, permite que todos os operadores do Siafi efetuem lançamentos contábeis, mesmo não sendo contadores, pois é solicitado apenas o código do Evento que identifica o fato que está sendo registrado no sistema;

Plano interno - é o instrumento de planejamento e de acompanhamento da ação programada, usado como forma de detalhamento de um projeto/atividade, de uso exclusivo de cada ministério ou órgão. Um plano interno pode se desdobrar ou não em etapas;

Compartilhamento - é o processo de utilização de equipamento instalado em outra unidade, por parte de UG que não disponha de terminal em suas dependências físicas;

Administração financeira - ação de gerenciar as finanças públicas privadas;

Dotação - limite de crédito consignado na lei de orçamento ou crédito adicional, para atender determinada despesa;

Evento - qualquer ato ou fato que deva ter tratamento pelo Sistema Integrado de Administração Financeira – siafi;

Execução financeira – utilização dos recursos financeiros visando atender à realização das ações de governo atribuídas às unidades orçamentárias;

Execução orçamentária da despesa - utilização dos créditos consignados no orçamento geral da União e nos créditos adicionais, visando à realização das ações de governo atribuídas às unidades orçamentárias;

Gestão - ato de gerir a parcela do patrimônio público, sob a responsabilidade de uma determinada unidade. Aplica-se o conceito de gestão a fundos, entidades supervisionadas e a outras situações em que se justifique a administração distinta;

Gestor - quem administra ou gerencia negócios, bens ou serviços públicos;

Unidade gestora - unidade orçamentária ou administrativa investida do poder de gerir recursos orçamentários e financeiros, próprios ou sob descentralização;

Unidade gestora executora - unidade gestora que utiliza o crédito recebido da unidade gestora responsável. A unidade gestora que utiliza os seus próprios créditos passa a ser ao mesmo tempo unidade gestora executora e unidade gestora responsável;

Unidade gestora responsável - unidade gestora responsável pela realização de parte do programa de trabalho por ela descentralizado;

Unidade orçamentária - segmento da administração direta a que o orçamento da União consigna dotações especificas para a realização de seus programas de trabalho e sobre os quais exerce o poder de disposição

Liberação de cotas - transferência dos recursos financeiros do órgão central do sistema de programação financeira para os órgãos setoriais;

Limite de saque - disponibilidade financeira da unidade gestora, para a realização de pagamentos;

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Liquidação da despesa - verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito;

Nota de dotação - registro de desdobramento, por plano interno e/ou fonte, quando detalhada, dos créditos previstos na Lei Orçamentária Anual, bem como a inclusão dos créditos nela não considerados;

Nota de empenho - registro de eventos vinculados ao comprometimento da despesa, na base do empenho;

Nota de lançamento - registro da apropriação/liquidação de receitas e despesas, bem como de outros eventos, inclusive os relativos a entidades supervisionadas;

Nota de movimentação de crédito - registro dos eventos vinculados à transferência de créditos, tais como destaque, provisão, anulação de provisão e anulação de destaque;

Nota de previsão de receita - registro das previsões de receitas relativas às entidades e fundos não abrangidos pelos orçamentos da União;

Numerário - dinheiro; moeda.

"On Line" - modalidade de processamento eletrônico de dados, de caráter interativo e instantâneo que permite consultas e acertos imediatos por parte do usuário, assim como mensagens também imediatas oriundas do sistema;

Ordenador de despesa - qualquer autoridade de cujos atos resultem emissão de empenho, autorização de pagamento, suprimento ou dispêndio de recursos da União ou pelos quais responda;

Órgão - ministério, Secretaria ou Entidade desse mesmo grau, aos quais estão vinculadas as respectivas Unidades Orçamentárias;

Órgão central - incumbido de normatizar e coordenar a ação dos outros órgãos que compõe o sistema;

Órgão setorial - articulador entre o órgão central e os órgãos executores, dentro de um sistema, sendo responsável pela coordenação das ações na sua esfera de atuação;

Sistema de contas - conjunto de contas que registra ocorrências de características comuns a determinados atos administrativos. O sistema de contas na administração pública envolve 4 sistemas: orçamentário, financeiro, patrimonial e de compensação;

Sistema de contas de compensação - registra os valores que direta ou indiretamente possam vir a afetar o patrimônio;

Sistema de contas financeiro - registra a arrecadação da receita e o pagamento da despesa orçamentária e extra-orçamentária. A fonte alimentadora do sistema financeiro é o caixa, que movimenta a entrada e a saída de numerário;

Sistema de contas orçamentário - registra a receita prevista e as autorizações legais de despesa constantes da Lei Orçamentária Anual e dos créditos adicionais, demonstrando a despesa fixada e a realizada no exercício, bem como compara a receita prevista com a arrecadada. As fontes

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alimentadoras do sistema orçamentário são: os orçamentos e suas alterações, o caixa e atos administrativos;

Sistema orçamentário - estrutura composta pelas organizações, recursos humanos, informações, tecnologia, regras e procedimentos, necessários ao cumprimento das funções definidas no processo orçamentário;

Sistema patrimonial - sistema de contas que registra os bens patrimoniais do Estado, os créditos e os débitos suscetíveis de serem classificados como permanentes ou que sejam resultados do movimento financeiro, as variações patrimoniais provocadas pela execução do orçamento ou que tenham outras origens, o resultado econômico do exercício;

Tabela de eventos - instrumento utilizado pelas unidades gestoras no preenchimento das telas e/ou documentos de entrada no SIAFI, para transformar os atos e fatos administrativos rotineiros em registros contábeis automáticos;

Transação “on line” - conjunto de procedimentos destinados à operação de um terminal de computador ligado a um sistema central aberto a processamento;

Unidade Polo SIAFI - unidade responsável pela entrada no SIAFI dos dados das unidades "off line" de sua jurisdição;

10. ROL DE RESPONSÁVEIS

Para efeito de responsabilização nos processos de tomada e prestação de contas, os agentes que exercem alguma das atividades (Naturezas de Responsabilidade) elencadas pelo TCU, e em outras naturezas criadas para melhor identificar os agentes que direta ou indiretamente praticam atos de gestão, devem ter seus nomes registrados pelas unidades nesse módulo do Siafi, de forma que, ao final do exercício, seja possível identificar os agentes e as naturezas de responsabilidade por eles exercidas.

Anualmente o TCU edita normas (instruções e decisões normativas) estabelecendo regras para apresentação dos relatórios de gestão e dos processos de contas da administração pública federal. Para o último processo de tomada de contas (exercício 2008) foi emitida a IN/TCU nº57/2008, cujo art.10 define quais servidores constarão no Rol de Responsáveis.

O Rol de Responsáveis tem por base o agente, que pode atuar em uma ou mais naturezas de responsabilidade em cada Unidade Gestora, por um ou mais períodos. Dessa forma, o controle é realizado por período de efetiva gestão do agente, ou seja, período em que praticou atos de gestão.

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O Rol de Responsáveis tem fechamento anual nas mesmas datas e

parâmetros do cronograma de encerramento do exercício financeiro fixado a cada ano pela Coordenação-Geral de Contabilidade. Não há relatório impresso do Rol de Responsáveis no processo de tomada de contas anual. Os dados do Rol de Responsáveis ficam armazenados no SIAFI. O que segue no processo de tomada de contas anual é a declaração da autoridade responsável da unidade de gestão firmando que as informações constantes no SIAFI são fidedignas sobre

Rol de Responsáveis.

10.1. OPERACIONALIZAÇÃO NO SIAFI (FUNÇÃO “ROLRESP”)

O

Rol de Responsáveis - ROLRESP é um módulo do Sistema Integrado

de

Administração Financeira do Governo Federal – Siafi, implantado com

a finalidade de registrar os agentes responsáveis por atos de gestão.

Assim, o ROLRESP é um módulo do subsistema CONTASROL do Siafi, que reúne informações sobre a identificação de agentes e seus respectivos substitutos, que desempenham atividades relacionadas à gestão de recursos públicos nas unidades da administração pública federal.

O módulo ROLRESP é um instrumento gerencial das unidades e ferramenta de auditoria, uma vez que é utilizado para identificação de agentes responsáveis por atos que importem alteração de natureza orçamentária, financeira e patrimonial da unidade.

A partir do exercício de 2008 o Rol de Responsáveis apresenta-se de

forma diferenciada em relação aos exercícios anteriores. A estrutura das naturezas, a forma de inserção dados e a obtenção de informações

foram alterados.

10.2. ABRANGÊNCIA E ATUALIZAÇÃO DO ROL DE RESPONSÁVEIS

O Rol de Responsáveis, módulo Siafi, deve ser alimentado por todas as

unidades integrantes desse sistema a partir da designação dos agentes.

Serão lançados aqueles que desempenharem, durante o exercício, as naturezas de responsabilidade especificadas pelo TCU e em outras naturezas criadas para melhor identificar os agentes que direta ou indiretamente praticam atos de gestão. As naturezas de responsabilidade podem ser obtidas pela transação CONNATRESP.

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As unidades não integrantes do sistema Siafi deverão elaborar o Rol de Responsáveis nos mesmos moldes daquelas constantes do sistema.

A atualização dos dados constantes do Rol de Responsáveis é de

competência de cada órgão ou entidade, por meio dos agentes

executores, que deverá efetuar as alterações tão logo sejam publicados

os

atos de nomeação, designação ou exoneração (DOU, Boletim Interno

ou

outro instrumento, conforme exigência de cada ato.).

10.3. DADOS QUE INTEGRAM O ROL DE RESPONSÁVEIS

Para o último processo de tomada de contas (2008/2009) o TCU editou a IN nº57/2008, cujo art. 11 traz as informações que deverão constar sobre os agentes responsáveis:

Art. 11. Constarão do rol de responsáveis as seguintes informações:

I. nome, completo e por extenso, e número do Cadastro de Pessoa Física do Ministério da Fazenda (CPF/MF) do responsável arrolado;

II. identificação das naturezas de responsabilidade, conforme descrito no

artigo anterior ou na decisão normativa de que trata o art. 4º desta instrução normativa, e dos cargos ou funções exercidos;

III. indicação dos períodos de gestão, por cargo ou função;

IV. identificação dos atos formais de nomeação, designação ou exoneração,

incluindo a data de publicação no Diário Oficial da União ou em documento de divulgação pertinente;

V. endereço residencial completo; e

VI. endereço de correio eletrônico, se houver.

10.4. DEFINIÇÕES

Abaixo algumas definições elencadas no Manual de Rol de Responsáveis editado pela CGU:

Agente Responsável: É o servidor da administração pública federal, cadastrado na tabela de credor como pessoa física, responsável por ato de gestão executado no âmbito de Unidade Gestora integrante do Siafi, podendo ser, no exercício da função: titular, substituto ou interino.

Ato de Gestão: Todo e qualquer ato administrativo que importe alteração de natureza orçamentária, financeira e patrimonial. São exemplos de atos de

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gestão: autorização para emissão de ordem bancária; incorporação e desfazimento de bens; assinatura de contratos, convênios e instrumentos congêneres; assinatura de ato de admissão e exoneração de servidor, etc.

Agente Titular: É aquele formalmente designado para exercer determinada atividade, na condição de titular, devendo figurar no Rol de Responsáveis na natureza de responsabilidade compatível com as atividades desenvolvidas. Uma mesma pessoa pode exercer uma ou mais naturezas de responsabilidade em uma mesma Unidade Gestora; contudo, cada natureza de responsabilidade deve ter apenas um titular por Unidade Gestora, com exceção das naturezas múltiplas, a exemplo dos Conselhos Fiscais.

Naturezas de Responsabilidade: Referem-se às atividades desenvolvidas pelos agentes titulares, substitutos e interinos. São codificadas no Siafi pelo Órgão Central de Controle Interno do Poder Executivo, de forma a facilitar a identificação do agente responsável e a atividade que envolve a prática do ato de gestão e contemplam as naturezas de responsabilidades constantes do art. 12 da IN nº 47/2004 e as determinadas pela Secretaria Federal de Controle Interno. Os códigos de naturezas de responsabilidades podem ser consultados pela transação CONNATRESP do Siafi.

Agente Substituto: É aquele formalmente designado para substituir o titular de determinada atividade. Este pode exercer uma ou mais naturezas de responsabilidade em uma UG, por um ou mais períodos, por ocasião de afastamento legal ou eventual do titular. No sistema haverá um campo para identificar o tipo de agente – substituto (S).

Substituição (para efeito de Responsabilidade): O período de substituição abrange, não somente os afastamentos legais, considerados para efeito pecuniário do substituto, mas também, aqueles períodos em que, mesmo não sendo devido o pagamento de vencimentos ou vantagens ao substituto (afastamentos eventuais do titular), o substituto pratica atos de gestão. É o caso, por exemplo, dos afastamentos eventuais do titular, para a realização de trabalho fora de sua sede, quando, por força de circunstância, o substituto necessite assinar ou expedir documento que implique pagamento de despesa pela administração.

Afastamentos legais: São aqueles que interrompem ou suspendem o efetivo exercício da função do titular da Natureza de Responsabilidade. Constituem afastamentos legais: férias (art. 77, Lei n.º 8.112/90); afastamento para estudo ou missão no exterior, conforme regulamento contido no Decreto nº 2.794/98 (art. 95, Lei nº 8.112/90); ausências do serviço para doar sangue (um dia); alistamento eleitoral (dois dias); casamento, falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos (oito dias consecutivos) (art. 97, Lei nº 8.112/90); participação em programa de treinamento regularmente instituído, conforme disposto no Decreto nº

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2.794/98, júri e outros serviços obrigatórios previstos em lei; licença à gestante, à adotante e à paternidade; para tratamento da própria saúde; por motivo de acidente em serviço ou doença profissional; afastamento preventivo (até 60 dias, prorrogável por igual período) (art. 147, Lei nº 8.112/90); e participação em comissão de sindicância (30 dias, prorrogável por igual período); processo administrativo disciplinar ou de inquérito (60 dias, prorrogável por igual período) (art. 149, Lei nº 8.112/90).

Afastamentos eventuais, no interesse da Administração: São aqueles que não interrompem nem suspendem o efetivo exercício do cargo. Para estes casos, só devem ser lançados no rol de responsáveis se o substituto efetivamente praticou atos de gestão.

Agente Interino: É aquele formalmente designado que, provisoriamente, exerce funções em lugar do titular ou do substituto. É necessário ato formal designando o agente interino, para a prática de atos de gestão. Este pode exercer uma ou mais naturezas de responsabilidade em uma UG, por um ou mais períodos, quando do afastamento do titular e do substituto.

Período de Efetiva Gestão: É o lançamento do período em que houve a ocorrência da prática de atos de gestão, por agente titular, substituto e interino. O período de efetiva gestão deve estar contido no período de responsabilidade do agente para determinada natureza de responsabilidade, não podendo haver sobreposição de períodos.

O período de efetiva gestão deve ser lançado tanto para o agente titular como para o substituto ou interino por meio da transação ATUEFETGES e consultado por meio da transação CONEFETGES, que evidencia na tela todos os períodos de efetiva gestão dos agentes para determinada natureza ou um agente específico.

Por meio da transação CONEFETGES, as unidades também podem atualizar (PF4) alguns dados já existentes ou até mesmo incluir (PF10) outro período para determinado agente lançado anteriormente.

O período de efetiva gestão pode ser obtido por meio da transação CONEFETGES (PF9 = EMAIL). Neste caso o sistema emitira um relatório com todos os períodos lançados e encaminhará para o e-mail indicado na tela, quando acionado o PF9.

Período de Responsabilidade: É o período em que o agente atua como responsável por determinada natureza de responsabilidade. Este período é determinado por atos formais de designação e exoneração dos agentes titulares, substitutos e interinos. O período de responsabilidade difere do de efetiva gestão, haja vista os períodos de substituições.

O período de responsabilidade é laçado automaticamente pelo sistema, tendo

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por base as datas de designação e de exoneração.

O início desse período corresponde ao que está lançado no campo data de designação e o final desse período corresponde à data que está lançada no campo exoneração menos um dia. (D – 1), uma vez que a data final que consta do campo data de exoneração corresponde àquela em que o agente foi exonerado. Logo, o período de responsabilidade deve corresponder ao início das atividades (data de designação) e um dia anterior à data em que foi exonerado.

O período de Responsabilidade é visualizado por agente na transação CONEFETGES (PF2=DETALHA). O período é mostrado conforme as datas indicadas para designação e exoneração.

Ato de Designação: É o ato formal de designação para exercer atos de gestão, podendo ser de três espécies: Titular, Substituto ou Interino.

Data de Designação: Data a partir da qual o agente foi designado para exercer atividades relacionadas com as naturezas de responsabilidade. Data em que entrou em exercício.

Data DOU de Designação: Data em que foi publicada no Diário Oficial da União a designação do agente, quando houver publicação. Não pode ser superior à data corrente.

Ato de Exoneração: É o ato formal de destituição para exercer atos de gestão dos agentes titulares, substitutos e interinos.

Data de Exoneração: Data em que o agente foi exonerado das atividades relacionadas com as naturezas de responsabilidade. Não pode ser inferior à data de designação nem superior à data corrente. A data a ser lançada é a que o agente está exonerado das suas atividades, uma vez que a partir desta data o agente não pode mais praticar atos de gestão.

Quando do registro da exoneração, deve-se, primeiramente, acessar a transação ATUEFETGES e registrar a data de encerramento das atividades, pois o sistema não permite o registro da exoneração, quando houver um período de efetiva gestão em aberto.

Quando do registro da exoneração, deve-se, também, observar a data do encerramento das atividades registradas no final da efetiva gestão, pois o sistema não permite que a data da exoneração seja inferior à data inserida como término do período de efetiva gestão.

Data DOU de Exoneração: Data em que foi publicada no Diário Oficial da União a exoneração do agente, quando houver publicação.

Alteração: Mudança efetuada nos dados referentes aos agentes e na efetiva

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gestão, consistindo em acréscimo, supressão ou simples modificação.

Exclusão de Agente: Refere-se à retirada do sistema de um agente que foi registrado por erro ou engano. Não será permitida a exclusão de agentes com período de efetiva gestão lançado, ou seja, primeiro deve ser excluída a efetiva gestão.

Tipo de Agente: Indica se o agente é Titular (T), Substituto(S) ou Interino(I). Quando do lançamento do agente, em determinada natureza de responsabilidade, o gestor deve informar ao sistema se as atividades serão desenvolvidas pelo titular, pelo substituto ou se o agente está respondendo interinamente.

A partir de 2008 cada natureza de responsabilidade pode ser exercida pelo titular, substituto ou interino. Quando do lançamento do agente, o sistema exigirá que o gestor informe o tipo de agente T, S ou I). Essa tipologia passou a vigor a partir de janeiro de 2008, extinguindo dessa forma as naturezas de responsabilidades que eram específicas para substitutos.

Natureza Múltipla – Refere-se à natureza de responsabilidade que permite o registro de mais de um agente para a mesma natureza, sendo, no entanto, exigida a individualização dos agentes pelos gestores. Neste caso o gestor deve, primeiramente, cadastrar um complemento para a natureza de responsabilidade pela transação ATUCOMPNAT. Dessa forma uma natureza poderá ser desdobrada indicando se a natureza de responsabilidade possui mais de um titular (ex. membros de conselhos fiscais, gerentes de programas, etc.) ou pode ser desdobrada conforme a necessidade da unidade.

Algumas naturezas múltiplas com caráter de (REPETIÇÃO DE AGENTES: S) permitem o lançamento de um agente mais de uma vez na mesma natureza, desde que estejam em seqüencial diferente. Exemplo: Natureza 924 e 926 - Gerente de Programa e Coordenador de Ação, em que um gerente ou coordenador de ação pode ser responsável por mais de um programa ou ação.

Complemento de Natureza – Refere-se ao desdobramento de uma natureza de responsabilidade, quando esta for múltipla e houver necessidade de registro de mais de um agente para a mesma natureza.

Quando do registro de um complemento, a natureza de responsabilidade assume um número seqüencial - Código do complemento de natureza, sendo de responsabilidade do gestor a sua descrição.

11. CONTAS A PAGAR E RECEBER – CPR

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O CPR – Contas

desenvolvido de forma a otimizar o processo de programação financeira dos órgãos/entidades ligadas ao sistema, proporcionando informações em nível analítico e gerencial do fluxo de caixa.

a Pagar

e

a

Receber - é um subsistema do SIAFI

O CPR permite o cadastramento de contratos, notas fiscais, recibos e

outros documentos, cuja contabilização é efetuada por eventos de sistema. Tais documentos geram compromissos de pagamento ou de

recebimento, que irão compor o fluxo de caixa montado pelo sistema. Documentos do SIAFI, como a Nota de Empenho (NE) e a Nota de Programação Financeira (PF), também dão origem a compromissos para

as unidades gestoras que utilizam o CPR.

As UG podem programar, por meio do CPR, o pagamento automático

dos compromissos ou o registro do recebimento, conforme o caso.

O fluxo de caixa, bem como os demonstrativos dos compromissos

(relacionados um a um ou consolidados), no subsistema CPR, podem ser consultados por diversas chaves de seleção e classificação, subsidiando a análise, tanto das previsões de pagamentos e recebimentos, como da execução financeira.

11.1. FUNCIONALIDADES

1) Permite o cadastramento e posterior controle de todos os documentos provenientes das operações relacionadas a pagamentos e a recebimentos da entidade;

2) Possibilita a descentralização de responsabilidades no processo de pagamentos e recebimentos e a redução do volume de tramitação de

papéis;

3) Registra, contabilmente, em tempo hábil os compromissos assumidos e os créditos a receber;

4) Proporciona o conhecimento de todo o trâmite do documento dentro dos diversos setores das Unidades, facilitando sua localização.

5) Permite a otimização do processo de programação financeira, que pode ser feita com base no fluxo previsto de compromissos;

6) Possibilita o comando automático de pagamentos presentes e

futuros;

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7) Subsidia a análise, tanto das previsões de pagamentos e recebimentos, como da execução financeira, por meio de consultas ao

fluxo de caixa e aos demonstrativos dos compromissos, individualmente

ou consolidados;

8) Possibilita o rastreamento do relacionamento entre os documentos.

11.2. OPERACIONALIZAÇÃO

O CPR está dividido em três módulos: ENTRADADOS, CONSULTA e

FLUXO DE CAIXA.

A

entrada de dados, como o nome indica, possibilita o operador

armazenar o sistema CPR de dados/informações. É feita mediante transações específicas, mas alguns dados também podem ser

incluídos automaticamente, dependendo da operação realizada.

A

consulta compõe-se das transações CONCPR e CONMOVDOC. A

primeira mostra a relação de documentos hábeis e seus dados detalhados, bem como o documento contábil gerado e o espelho contábil. A segunda permite consultar, dado um documento hábil,

a

quais documentos ele se refere, por quais é referenciado ou foi

pago e, dado um documento SIAFI, quais documentos hábeis ele realizou.

O fluxo de caixa é acessado mediante a transação CONFLUXO, a qual permite consultar três tipos de demonstrativos:

Demonstrativo dos Compromissos, Fluxo Financeiro e Consolidado dos Compromissos.

1. O Demonstrativo dos Compromissos mostra a relação de compromissos do órgão ou UG, de acordo com a chave informada. A partir desse Demonstrativo, é possível realizar o pagamento, a baixa ou cancelamento dos documentos, se os mesmos forem de realização. 2. O Fluxo Financeiro apresenta os totais de pagamento e recebimento, a disponibilidade atual, o movimento líquido e a disponibilidade prevista, conforme chave informada; 3. O Consolidado dos Compromissos permite consultar o total de compromissos pendentes vencidos, a vencer ou vincendos na data de pagamento e compromissos realizados com atraso, antecipado ou no vencimento.

Os órgãos poderão solicitar à STN a inclusão de novos tipos de

documentos, situações e deduções, para atender rotinas específicas.

O CPR permite que os documentos sejam incluídos por uma Unidade

Gestora, contabilizados em outra e pagos por uma terceira. As

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retenções de impostos e contribuições também podem ser recolhidas por uma Unidade Gestora diferente das três primeiras. Para isso, o

sistema se utiliza de eventos que efetuam a transferência da obrigação para as UG pagadoras.

O empenho e a programação financeira (PF) continuarão sendo

efetuados pelas transações NE e PF, respectivamente, embora sejam considerados documentos hábeis que geram compromissos para o CPR. No caso de reforço ou anulação do empenho ou alteração no cronograma, os compromissos do documento original serão alterados automaticamente. Na inicialização do exercício, serão eliminados os compromissos de empenhos do exercício anterior que não foram liquidados e não foram inscritos em Restos a Pagar.

11.3. HABILITAÇÃO DO SISTEMA

O subsistema CPR pode ser disponibilizado em nível de órgão ou de UG, sendo seu uso opcional.

Para que o órgão como um todo habilite-se no CPR, faz-se necessária a alteração do indicador CPR da tabela de órgão (CONORGAO) para PARCIAL ou TOTAL. Se a opção for pela utilização TOTAL, suas unidades gestoras só poderão pagar seus compromissos via CPR. Optando pela modalidade PARCIAL, as UG subordinadas poderão ainda optar pela utilização parcial ou total. A UTILIZAÇÃO PARCIAL permite que os documentos OB, DAR, DARF e GPS sejam realizados também fora do subsistema. Se somente parte das unidades gestoras do órgão fizerem uso do CPR, o indicador deverá permanecer como USO OPCIONAL.

Se o órgão determinar o uso total do CPR, todas as suas UG serão

habilitadas para UTILIZAÇÃO TOTAL do CPR. Se o órgão determinar o uso parcial do CPR, todas as suas UG serão habilitadas para UTILIZAÇÃO PARCIAL do CPR, embora possam optar pela UTILIZAÇÃO TOTAL. Se o indicador do órgão estiver como USO OPCIONAL, as suas UG poderão optar pela UTILIZAÇÃO PARCIAL, TOTAL ou por não utilizá- lo.

Para que as UG realizem seus compromissos em modo "batch" (pagamento automático de documentos), é necessário ainda alterar na tabela de UG o indicador PAGAMENTO AUTOMÁTICO para "sim".

11.4. DEFINIÇÕES

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Conceitos básicos estabelecidos pela STN:

Documento de Origem - é o recibo, nota fiscal ou qualquer outro documento (papel), emitido pela unidade ou pelo fornecedor, que será cadastrado no sistema.

Documento Hábil - é o documento cadastrado no sistema que gera compromissos de pagamento ou de recebimento, podendo ser de previsão (Nota de Empenho, Contrato, Proposta de Programação Financeira etc.) ou de Realização (Nota Fiscal, Recibo, Folha de Pagamento, Programação Financeira Aprovada etc.).

Documento de Referência - é um documento hábil cujos dados servirão de base para outro documento hábil, que, ao ser cadastrado, baixará os compromissos do primeiro no valor correspondente; ex.: A Nota de Empenho é um documento de referência para a Nota Fiscal de Pagamento.

Situação - é o indicador que determina o que será contabilizado quando da liquidação e realização ou cancelamento do documento hábil, bem como seu relacionamento com o documento de referência (exigência, tipo, equivalência de valor etc.); é a situação que indica os eventos a serem aplicados.

UG Emitente – é a unidade gestora que inseriu o documento através da transação ATUCPR.

UG Emitente do DOC. Referência – é a unidade gestora que emitiu o documento de referência (em geral o empenho).

UG Pagadora/Recebedora – é a unidade gestora responsável pelo pagamento/recebimento dos compromissos gerados por um documento hábil de realização, podendo ser diferente da UG emitente do documento.

Credor/Devedor - identifica a entidade credora do compromisso, se documento de pagamento ou retenção/encargos, ou devedora, se documento de recebimento;

Dedução / Encargos - corresponde às retenções de impostos e contribuições, bem como de descontos, cujos valores serão deduzidos do valor do documento, ou encargos decorrentes da emissão de documentos ficais.

Compromissos - são os valores a pagar ou a receber gerados a partir do cadastramento de um documento hábil, podendo ser também de previsão ou de realização.

Atenção! Não confundir documento de origem com documento de referência. O primeiro é externo ao sistema, por exemplo, a nota fiscal

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entregue pelo fornecedor. O segundo é um documento hábil gerado pelo sistema, por exemplo, o empenho.

Ah! Antes dos testes, por favor! Um cafezinho para “ativar a memória”!

QUESTÕES DE CONCURSOS - SIAFI

(CESPE – ANEEL/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2010) Com relação à amplitude do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), Julgue o item que se segue.

1. O SIAFI Abrange desde o registro do orçamento inicial da receita e despesa em todas as unidades gestoras até a emissão das demonstrações contábeis mensais e anuais, além dos procedimentos específicos de encerramento e abertura de exercício.

Resolução Perfeito! O SIAFI abrange a integralidade de todos os registros contábeis de forma padronizada para a administração pública federal, desde classificação da dotação orçamentária de cada unidade orçamentária, registro inicial da receita e da despesa, transferência de créditos e recursos, elaboração das demonstrações contábeis e balancetes. CERTO.

(CESPE – ANEEL/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2010) Acerca da movimentação da conta única do tesouro nacional, julgue o item a seguir.

2. É efetuada por intermédio das unidades gestoras integrantes do SIAFI, sob a forma de acesso online e off-line, utilizando como agente financeiro, para efetuar os pagamentos e recebimentos, o Banco Central do Brasil.

Resolução Pode-se verificar dois erros no comando da questão:

1º A movimentação da conta única do Tesouro Nacional não se realiza sob a forma off-line; 2º O agente financeiro e operacionalizador da conta única do Tesouro nacional é o Banco do Brasil. Assim, todos os pagamentos, recebimentos e transferências de recursos são realizados via SIAFI. ERRADO.

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3. (CESPE – CONTADOR/DPU/2010) Relativamente ao sistema integrado

de administração financeira (SIAFI), assinale a opção correta.

A O funcionário formalmente designado para execução do processo de

credenciamento no SIAFI responderá integralmente pelo uso do sistema

pelos operadores por ele cadastrados, e será obrigado a cumprir os requisitos de segurança instituídos pelo SERPRO, expondo-se às consequências das sanções penais ou administrativas cabíveis.

B A implantação do SIAFI foi viabilizada após a criação, em 1986, da

Secretaria Federal de Controle Interno, com o objetivo de promover a modernização e a integração dos sistemas de programação financeira,

de

execução orçamentária e de contabilidade.

C

O SIAFI foi utilizado inicialmente apenas pelo Poder Executivo,

expandindo-se de forma gradual pelos demais poderes a partir da

percepção, pelos usuários, das vantagens oferecidas pelo sistema.

D

Mesmo na modalidade de uso parcial, o SIAFI substitui a contabilidade

da

unidade, não sendo necessário o envio de balancetes e balanços para

integração pelas unidades setoriais do sistema. E Como se trata de um sistema online de âmbito nacional, o acesso para registro de documento ou para consulta no SIAFI é feito mediante cadastro em tempo real, com autorização automática.

Resolução

A) O funcionário formalmente designado para execução do processo de

credenciamento no SIAFI NÃO responderá integralmente pelo uso do sistema pelos operadores, cada um será responsável. Porém, o credenciador/cadastrador será obrigado a cumprir os requisitos de segurança instituídos pelo SERPRO e expor às consequências das sanções penais ou administrativas cabíveis caso haja manipulação indevida do sistema. Errado.

B) A implantação do SIAFI NÃO foi viabilizada após a criação, em 1986,

da Secretaria Federal de Controle Interno, mas sim com a criação da Secretaria do tesouro nacional – STN. Errado.

C)

Perfeito! Inicialmente só o Poder executivo utilizava o SIAFI. Depois

de

verificada a eficácia do sistema os outros Poderes o aderiram. Certo.

D)

Na modalidade de uso parcial, o SIAFI NÃO substitui a contabilidade

da unidade, assim, é necessário o envio de balancetes e balanços para integração pelas unidades setoriais do sistema. Errado.

E) O cadastro não é em tempo real com autorização automática, mas

sim depois da solicitação do Gestor ou chefia imediata. Errado. Opção C.

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4. (CESPE – CONTADOR/DPU/2010) Com relação aos documentos utilizados pelo SIAFI, assinale a opção correta.

A A GRU eletrônica permite o recolhimento de receitas da União de uma

unidade gestora para outra unidade gestora via SIAFI.

B A nota de dotação permite registrar o comprometimento de despesa,

bem como os casos em que se faça necessário o reforço ou a anulação desse compromisso.

C A GPS eletrônica permite registrar a arrecadação de receitas federais

efetivadas pelos órgãos e entidades, por meio de transferências de recursos intra-SIAFI entre a UG recolhedora e a conta única do Tesouro Nacional. D A nota de movimentação de crédito permite registrar os valores decorrentes de desdobramento, por plano interno ou por fonte de recursos (quando detalhada), dos créditos previstos no orçamento geral da União, bem como a inclusão dos créditos nele não consignados.

E A nota de lançamento de sistema permite registrar eventos contábeis não vinculados a documentos específicos.

Resolução

A) Perfeito! A Guia de Recolhimento de Receitas da União - GRU

eletrônica permite o recolhimento de receitas da União de uma unidade gestora para outra unidade gestora via SIAFI. Certo.

B) A nota de empenho é o documento que permite registrar o

comprometimento de despesa, bem como os casos em que se faça

necessário o reforço ou a anulação desse compromisso. A nota de dotação registra o crédito das unidades orçamentárias. Errado. C) A GPS eletrônica tem a função de registrar a arrecadação de receitas para o regime geral da previdência social – RGPS. Errado.

d) A Nota de DOTAÇÃO de crédito permite registrar os valores

decorrentes de desdobramento, por plano interno ou por fonte de

recursos (quando detalhada), dos créditos previstos no orçamento geral da União, bem como a inclusão dos créditos nele não consignados. A Nota de crédito tem a função de descentralizar créditos entre unidades gestoras. Errado.

E) Improcedente! A nota de lançamento de sistema não permite

registrar eventos contábeis que não estejam vinculados a documentos

específicos. Exemplo: Transferência de bens e valores – existe a necessidade de um documento de transferência do bem. Errado. Opção A.

(CESPE – AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL/2009) A respeito da administração financeira e orçamentária, julgue o item que se segue.

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5. Com o advento do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), houve grande centralização da gestão de recursos, o que permitiu a padronização dos métodos e rotinas de trabalho e restringiu a gestão e o controle do ordenador de despesas, com a perda da individualização dos recursos para cada unidade gestora.

Resolução

O Sistema Integrado de Administração Financeira não restringiu a

gestão e o controle do ordenador de despesas, com a perda da individualização dos recursos para cada unidade gestora. Porém, é

verdade que houve grande centralização da gestão de recursos, permitindo a padronização dos métodos e rotinas de trabalho. ERRADO.

6. (CESPE – ANATEL/Analista – Ciências Contábeis – 2009) Os registros contábeis produzidos pelo Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) são efetuados automaticamente, de acordo com a tabela de eventos, correspondentes aos atos e fatos administrativos, cuja entrada dos respectivos dados no sistema é de responsabilidade das unidades gestoras.

Resolução O fundamento lógico do Siafi é o evento. O evento possibilita que os

servidores executem a contabilidade pública de forma padronizada em todo território nacional, evitando disfunções, disparidades, erros ou enganos.

Os

eventos estão organizados em uma Tabela, através da qual o usuário

do

sistema (servidor da respectiva unidade gestora) consulta e registra

todos os atos e fatos econômico-financeiros e administrativos de forma padronizada. De posse da tabela de eventos basta o servidor pode consultar e encontrar o evento apropriado para realizar o registro contábil. Importante! Geralmente os lançamentos contábeis dos órgãos e entidades da administração pública federal efetuados no siafi são realizados mediante registros de primeira fórmula. A exceção são os lançamentos que podem ser realizados pelo setorial contábil quando não existir, para o fato em questão, um evento apropriado. Atenção! No Sistema Siafi não se realiza a elaboração do orçamento. Essa elaboração é executada em outro sistema, o Sistema Integrado de Dados Orçamentários –SIDOR. CERTO

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7. (CESPE – IPEA/Téc. Orç. Financ. – 2008) Não é finalidade do Sistema de Administração Financeira Federal gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal.

Resolução

O SIAFI é um sistema informatizado que controla a execução

orçamentária, financeira, patrimonial e contábil dos órgãos da administração pública. A atribuição de gerenciar o processo de planejamento e orçamento do governo federal é do SIDOR (sistema integrado de dados orçamentários). CERTO.

(CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008) O SIAFI é o principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do governo federal. Acerca dos objetivos do SIAFI, julgue os seguintes itens.

8. (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008) É objetivo

do SIAFI proporcionar transparência dos gastos dos governos federal,

estadual, distrital e municipal.

Resolução Transcrevo abaixo os principais objetivos do siafi:

 

a) prover mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária, financeira e patrimonial aos órgãos da Administração Pública;

b) fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional, através da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal;

c)

permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de

informações gerenciais destinadas a todos os níveis da Administração Pública Federal;

d) padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, sem implicar rigidez ou restrição a essa atividade, uma vez que ele permanece sob total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora;

e)

permitir o registro contábil dos balancetes dos estados e municípios e de

suas supervisionadas;

 

f)

permitir o controle da dívida

interna

e

externa, bem como o

das

transferências negociadas;

 

g)

integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal;

h)

permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recursos públicos;

e

i) proporcionar a transparência dos gastos do Governo Federal.

 

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Pode-se observar que o comando da questão refere-se a um dos objetivos do SIAFI (letra “i” do quadro acima). Portanto, não é objetivo do SIAFI proporcionar transparência dos gastos dos governos estadual, distrital e municipal. Item Errado.

9. (CESPE – SECRETARIA DE ADM/PE – CONTADOR/2010) A respeito da implantação do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), assinale a opção correta.

A A implantação do SIAFI foi viabilizada a partir da criação da Secretaria

de

Orçamento Federal.

B

Desde a sua implantação, o SIAFI foi utilizado pelos Poderes

Executivo, Legislativo e Judiciário.

C Desde sua implantação, o SIAFI, como sistema computacional,

tornou-se importante instrumento para o acompanhamento e controle

da execução orçamentária, financeira e contábil dos governos federal,

estadual e municipal.

D A performance do SIAFI tem despertado a atenção e o interesse de organismos internacionais e de vários países da Europa e da América Latina.

E Atualmente, utilizam-se do SIAFI todos os órgãos da administração

direta e administração indireta, inclusive empresas públicas, sociedades

de economia mista e instituições financeiras oficiais.

Resolução Questão copiada literalmente do manual do siafi! Observe: “2 - A performance do SIAFI tem despertado a atenção e o

interesse de organismos internacionais e de vários países da Europa e América Latina, que tem enviado, freqüentemente, suas delegações à Secretaria do Tesouro Nacional - STN, com o objetivo de conhecer a tecnologia utilizada e absorver a experiência adquirida, visando a implantação de sistema similar nos seus países de origem.”

A implantação do SIAFI foi viabilizada a partir da criação da STN.

O SIAFI foi utilizado inicialmente apenas pelo Poder Executivo, expandido-se de forma gradual pelos demais Poderes a partir da percepção, pelos usuários, das vantagens oferecidas pelo Sistema.

O siafi é um instrumento para o acompanhamento e controle da

execução orçamentária, financeira e contábil do governo federal. Os governos estadual e municipal podem utilizar o SIAFEM. Utilizam-se do SIAFI todos os órgãos da administração direta e administração indireta, inclusive empresas públicas que não exercem atividade econômica e sociedades de economia mista. Instituições financeiras oficiais não são usuárias do siafi.

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Letra D.

10. (CESPE – ACE/TCU – 2007) O SIAFI somente validará, do ponto de vista contábil, os documentos de entrada de dados, se eles se apresentarem com os eventos que, no todo, completem partidas dobradas.

Resolução

A lógica do sistema siafi é o EVENTO cuja Tabela é parte integrante do

plano de contas da administração pública federal.

Os registros efetuados no siafi são efetuados através dos códigos (eventos), mediante consulta à tabela de eventos do plano de contas. Geralmente os lançamentos executados no sistema são de primeira fórmula.

O sistema SIAFI somente validará contabilmente os documentos de

entrada de dados se eles se apresentarem com os eventos que, no todo,

completem partidas dobradas. CERTO.

11. (CESGRANRIO– Contador/INEA/RJ – 2008) O SIAFI – Sistema Integrado de Administração Financeira foi implantado pelo Governo Federal com o intuito de promover a modernização e integração dos

sistemas contábeis e de programação financeira da União. O SIAFI está estruturado em sistemas; cada sistema está organizado em subsistemas e estes, organizados por

(A)

Módulos

(B)

Capítulos

(C)

Subprojetos

(D)

Subprogramas

(E)

Sub-subsistema

Resolução

O SIAFI é um sistema de informações centralizado em Brasília, ligado

por teleprocessamento aos Órgãos do Governo Federal distribuídos no País e no exterior. Essa ligação, que é feita pela rede de telecomunicações do SERPRO e também pela conexão a outras inúmeras redes externas. Para facilitar o trabalho de todas essas Unidades Gestoras, o SIAFI foi concebido para se estruturar por exercícios : cada ano equivale a um

sistema diferente, ou seja, a regra de formação do nome do sistema é a sigla SIAFI acrescida de quatro dígitos referentes ao ano do sistema que

se deseja acessar: SIAFI2007, SIAFI2008, SIAFI2009 etc.

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Por sua vez, cada sistema está organizado por subsistemas - atualmente são 21 - e estes, por módulos . Dentro de cada módulo estão agregadas inúmeras transações, que guardam entre si características em comum. Nesse nível de transação é que são efetivamente executadas as diversas operações do SIAFI, desde entrada de dados até consultas. Letra A.

(CESPE – SERPRO/Analista - Gestão Financeira – 2008) A respeito dos principais documentos utilizados pelo SIAFI e seus papéis, julgue os itens seguintes.

12. Por meio do DARF se registra a arrecadação de tributos e demais

receitas diretamente na conta única do Tesouro Nacional.

Resolução O DARF é utilizado para arrecadação dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal e pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, e demais receitas, ingressando na conta única. CERTO.

13. A nota de dotação é um documento utilizado para registro das

informações orçamentárias elaboradas pela Secretaria de Orçamento

Federal.

Resolução Nota de Dotação – ND: A Nota de Dotação é o documento utilizado para registro das informações orçamentárias elaboradas pela Secretaria de Orçamento Federal, ou seja, dos créditos previstos no Orçamento Geral da União (OGU). Também se presta à inclusão de créditos no OGU não previstos inicialmente e ao registro do desdobramento do Plano Interno e do detalhamento da fonte de recursos. CERTO.

14. (CESPE – ACE/TCU – 2007) Segundo o disposto no art. 1.o do

Decreto n.o 93.872/1986 e no art. 56 da Lei n.o 4.320/1964, a realização da receita e da despesa da União far-se-á por via bancária, em estrita observância ao princípio de unidade de caixa, conhecido como conta única. Acerca do funcionamento da conta única, julgue o item que se segue. O controle dos saldos e a transferência de recursos entre as unidades gestoras são feitos pelo Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI).

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Resolução Depois de aprovada e publicada a LOA passa-se a efetiva execução do orçamento. Primeiramente a Unidade Orçamentária ou Administrativa recebe o crédito, após realizar todos os procedimentos relativos às despesas e estando em condições de pagá-la, receberá o recurso.

Portanto, primeiro executa o lado orçamentário (créditos) e, em

seguida, a parte financeira (recursos). Uma vez publicada a LOA, inicia-se imediatamente os procedimentos de execução orçamentária e de programação financeira.

A execução orçamentária é processada basicamente da seguinte forma:

1º passo: A Secretaria de Orçamento Federal – SOF do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG, gera automaticamente no SIAFI, o documento Nota de Dotação – ND. Com esse documento cria- se o crédito orçamentário e inicia a execução orçamentária propriamente dita. No que se refere à movimentação de créditos e recursos financeiros, a função da SOF se encerra nesse ponto. 2º passo: Com base no Decreto de programação financeira, a STN inicia a movimentação (descentralização) de créditos. Só após o recebimento do crédito é que as Unidades Gestores ou orçamentárias estão em condições de efetuar a realização das despesas públicas.

A LRF estabelece que até trinta dias após a publicação dos orçamentos,

nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso (art. 8º da LRF). Nos dois primeiros passos não houve nenhum reflexo financeiro, ou seja, não ocorreu movimentação de recursos, apenas de crédito. 3º passo: Recebido o crédito, cabe a cada unidade contemplada realizar os procedimentos relativos à execução das despesas (licitação, dispensa, inexigibilidade, tipo de despesa, empenho, liquidação, etc.). Com a transferência dos recursos começa a fase de desembolso para pagamentos diversos, depois de cumpridos os estágios ou fases da despesa (empenho e liquidação). 4º passo: A primeira movimentação de recursos é a liberação de cota e deve ser realizada em consonância com o cronograma de desembolso aprovado pela STN. Assim, cota é o montante de recursos colocados à disposição dos Órgãos Setoriais de Programação Financeira – OSPF pela Coordenação-Geral de Programação Financeira – COFIN/STN mediante movimentação intra-siafi dos recursos da Conta Única do Tesouro Nacional.

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Portanto, atenção! Cotas são os recursos transferidos pela STN para os OSPF. 5º passo: Liberação de repasses ou sub-repasses. Repasse (transferência externa), é a movimentação de recursos realizada pelos OSPF para as unidades de outros órgãos ou ministérios e entidades da Administração Indireta, bem como entre esses; e sub-repasse (transferência interna), é a liberação de recursos dos OSPF para as unidades sob sua jurisdição e entre as unidades de um mesmo órgão, ministério ou entidade.

Todos os procedimentos acima demonstrados são executados “on line” via SIAFI.

A partir das transferências de repasses e sub-repasses, as unidades gestoras, agora com os recursos em caixa, podem dar início à fase de pagamento de seus compromissos (despesas). Resumindo:

Descentralização de créditos: É transferência de créditos entre unidade

gestoras;

Descentralização interna de créditos (provisão): É a movimentação de

créditos entre unidades gestoras de um mesmo órgão ou entidades integrantes do

orçamento fiscal e da seguridade social, respeitada fielmente a classificação funcional (art. 2º c/c o art. 3º do Decreto 825/93);

Descentralização externa de créditos (destaque): É a descentralização de

créditos entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estruturas diferentes, respeitada fielmente a classificação funcional (art. 2º, parágrafo único, c/c o art. 3º do Decreto 825/93);

Descentralização de recursos financeiros: É a transferência de “dinheiro”

entre as Unidades Gestoras que compõem o sistema de programação financeira e

ocorre sob a forma de liberação de cotas, repasses e sub-repasses;

Cota: É a liberação de recursos do órgão central para o setorial de programação

financeira;

Repasse: É a liberação de recursos do órgão setorial de programação financeira

para entidades da Administração Indireta, e entre estas e ainda de um ministério para outro;

Sub-repasse: É a liberação de recursos dos órgãos setoriais de programação

financeira para as unidades gestoras de sua jurisdição e entre as unidades gestoras

de um mesmo ministério, órgão ou entidade.

Conclusão:

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O controle dos saldos e a transferência de recursos entre as unidades

gestoras são feitos pelo Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI). CERTO.

15. (CESPE - Analista de Correios – Contador – 2011) No SIAFI, o registro da conformidade dos aspectos relativos à gestão do patrimônio público deve ser feito por servidor que não tenha a função de emitir qualquer nota de empenho, nota de dotação, nota de crédito ou ordem bancária.

Resolução Existe na administração pública o que denominamos de princípio da segregação de função. Significa separar, definir, estabelecer quem executa e o que executa. Assim, o responsável pelo pagamento não pode ser o mesmo que atesta a nota fiscal e recebe os bens, também, o responsável pela realização de empenho de despesa não poderia ser o responsável pela conformidade contábil ou de gestão. Caso isso ocorresse, o executor estaria fiscalizando suas próprias atividades. CERTO.

16. (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008) No estágio da arrecadação, é feita a transferência dos valores à conta específica do Tesouro, responsável pela administração e pelo controle da programação financeira.

Resolução

A arrecadação ocorre no exato momento em que o contribuinte paga

seus tributos ou outras receitas junto à instituição financeira arrecadadora. Em outras palavras, consiste na entrega realizada pelos contribuintes ou devedores aos agentes arrecadadores ou bancos autorizados pelo ente, dos recursos devidos ao Tesouro Nacional.

Assim sendo, a arrecadação consiste na entrega do recurso ao agente ou banco arrecadador pelo contribuinte ou devedor. Já o recolhimento da receita ocorre no exato momento em que os bancos ou agentes financeiros transferem os recursos arrecadados ao Caixa Único do Tesouro. Consiste na transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro responsável pela administração e controle da arrecadação e programação financeira, observando-se o Princípio da Unidade de Caixa,

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representado pelo controle centralizado dos recursos arrecadados em cada Ente Federado. Item ERRADO.

17. (CESPE – ANTAQ/Analista – 2009) A conta única do Tesouro Nacional, mantida junto ao Banco do Brasil e operacionalizada pelo do Banco Central, destina-se a acolher as disponibilidades financeiras da União, à disposição das unidades gestoras.

Resolução Atenção! Não confundir! Banco Central do Brasil (BC) com Banco do Brasil (BB).

A conta única do Tesouro Nacional é mantida no Banco Central (BC) e

operacionalizada pelo Banco do Brasil (BB).

ERRADO.

18. (CESPE – ANTAQ/Analista – 2009) A conciliação da conta única é a compatibilização de seus saldos no Banco Central e no SIAFI. Essa conciliação é desnecessária, caso não existam pendências a regularizar ou valores a identificar.

Resolução

A conciliação bancária é técnica comum adotada para verificação de

saldos e valores, necessária exatamente para verificação da existência de eventual pendência ou não conformidade. Portanto, essa conciliação é sempre necessária. ERRADO.

19. (CESPE – ACE/TCU – 2008) A Conta Única do Tesouro Nacional, mantida pelo Banco do Brasil, tem por finalidade acolher as disponibilidades financeiras da União movimentáveis pelas unidades gestoras da administração federal, excluindo-se a contribuição previdenciária, que ingressa em conta específica administrada pelo INSS.

Resolução

A conta única do Tesouro Nacional é mantida no Banco Central do Brasil,

e não no Banco do Brasil. Aí está o erro da questão. As contribuições previdenciárias são arrecadadas via GPS (Guia da

Previdência Social) e ingressam em conta específica para fins de administração do INSS. Plano de Contas da União 2009

1.1.1.1.2.00.00 BANCOS CONTA MOVIMENTO

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1.1.1.1.2.01.00 CONTA UNICA DO TESOURO NACIONAL

1.1.1.1.2.02.00 F

CONTA

UNICA DO INSS

1.1.1.1.2.03.00 INSS 1.1.1.1.2.03.01 F

CONTA

UNICA

ERRADO.

20. (ESAF – Administrador/ENAP – 2007) Assinale a opção em que o documento mencionado não é utilizado pelo Sistema de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI.

a) Ordem Bancária.

b) Nota de Programação Financeira.

c) Nota de Empenho.

d) Nota de Movimentação Financeira.

e) Darf Eletrônico.

Resolução Atenção! O comando da questão pede a opção que contenha um documento NÃO utilizado no SIAFI.

a) Ordem bancária é o documento básico utilizado na movimentação de

recursos entre unidade gestoras, bem como para o pagamento de

fornecedores (credores do estado). Certo.

b) Nota de Programação Financeira é o documento utilizado no SIAFI

destinado à transferência de recursos da STN para os Órgãos Setoriais de Programação Financeira – OSPF, dos ministérios. Certo.

c) Nota de empenho é o documento que concretiza o empenho. Este é o

ato emanado de autoridade competente que cria obrigação para o estado pendente ou não de implemento de condição.

A Nota de empenho é o documento que formaliza no SIAFI o primeiro estágio de execução da despesa. Certo.

d) Não existe no sistema SIAFI o documento denominado Nota de

Movimentação Financeira. Porém, existe a programação financeira, procedimento realizado entre as unidades executoras, setoriais e central de execução de despesas. Errado.

e) Darf Eletrônico é o documento utilizado para o recebimento e recolhimento de receitas federais, excetuadas as contribuições destinadas ao INSS, posto que para estas utiliza-se a GPS Eletrônica. Certo.

21. (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008) O SIAFI visa padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, mas com a permanência do controle pelo ordenador de despesa de cada unidade gestora.

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Resolução O Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal

(SIAFI) é um sistema informatizado que tem por finalidade contabilizar

e controlar toda a execução orçamentária, financeira e patrimonial da União em tempo real.

Em outras palavras, o SIAFI é o principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do Governo Federal.

Desde sua criação, o SIAFI tem alcançado satisfatoriamente seus principais objetivos:

a)

prover mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária,

financeira e patrimonial aos órgãos da Administração Pública;

b)

fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos

recursos do Tesouro Nacional, através da unificação dos recursos de caixa do

Governo Federal;

c)

permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de informações

gerenciais destinadas a todos os níveis da Administração Pública Federal;

d) padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, sem implicar rigidez ou restrição a essa atividade, uma vez que ele permanece sob total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora;

e)

permitir o registro contábil dos balancetes dos estados e municípios e de suas

supervisionadas;

f)

permitir o controle da dívida interna e externa, bem como o das transferências

negociadas;

g) integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal;

h) permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recursos públicos; e

i) proporcionar a transparência dos gastos do Governo Federal.

Pode-se observar que o comando da questão refere-se de um dos objetivos do SIAFI (letra “d” do quadro acima).

É objetivo do SIAFI padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos mediante controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora. Item Certo.

(CESPE – Técnico/TCU – 2007) O SIAFI apresenta uma série de métodos e procedimentos para disciplinar o acesso e assegurar a manutenção da integridade dos dados e do próprio sistema. Essa proteção se dá contra utilizações indevidas ou desautorizadas e contra eventuais danos que possam ser causados aos dados. Acerca da integridade e fidedignidade dos dados inseridos no SIAFI, julgue o item seguinte.

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22. A alteração de um documento registrado no SIAFI é permitida

autor da

operação.

mediante a identificação

do CPF,

da hora

e

do

nome do

Resolução

A imutabilidade dos documentos é uma característica de segurança do

SIAFI. Uma vez registrado o documento no sistema, não é permitida a sua alteração. A imutabilidade dos documentos permite que sejam acompanhadas todas as modificações nos dados do sistema. Para a correção ou anulação de um documento já registrado é necessário que seja incluído um novo documento de forma a retificar o anterior. ERRADO.

(CESPE – Técnico/TCU – 2007) Para utilizar o SIAFI, é necessário que seja realizada alguma forma de conexão ao sistema e que o usuário esteja devidamente cadastrado e habilitado no SIAFI e de posse da sua

senha pessoal e intransferível. O registro de documentos e as consultas ao SIAFI somente serão autorizados após prévio cadastramento e habilitação dos usuários.

A respeito desse cadastramento, julgue o item subseqüente.

23. Cada órgão da administração direta do governo federal deverá

indicar formalmente à Secretaria do Tesouro Nacional um servidor e seu substituto para serem responsáveis pelo processo de cadastramento dos usuários do SIAFI no âmbito do respectivo órgão.

Resolução Um dos instrumentos de segurança do SIAFI é o acesso do sistema somente através de senha. Os usuários são habilitados formalmente à STN, por meio do cadastramento de uma senha, quando então são especificados os perfis e níveis de acesso de cada usuário. CERTO.

24. (CESPE – TSE/Analista - Contabilidade – 2007) Segundo as normas do TCU, é bastante abrangente o conceito de “responsáveis” nos processos de tomada e prestação de contas. Exclui-se nesse enquadramento o:

A) responsável pela aprovação das prestações de contas de recursos

concedidos mediante convênios e instrumentos afins.

B) membro de órgão colegiado que, por definição regimental, não seja

responsável por atos de gestão.

C) membro de conselho fiscal.

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D) encarregado de arrecadação de receitas.

Resolução Essa foi pra ninguém errar. Agente Responsável é o servidor que pratica ato de gestão. Ato de Gestão é todo e qualquer ato administrativo que importe alteração de natureza orçamentária, financeira e patrimonial.

O único elencado que não pratica ato de gestão é a letra B, que

seja responsável por ato de

menciona exata e claramente isso “

gestão.” Todos os demais possuem responsabilidade direta na execução ou fiscalização de bens públicos. Letra B.

não

25. Para efeito de responsabilização dos agentes públicos que praticam,

direta ou indiretamente, atos de gestão, eles são identificados e relacionados, cujos dados devem ser atualizados tão logo sejam publicados os atos de nomeação, designação ou exoneração.

Resolução É exatamente este o objetivo do Rol de Responsáveis, cujo registro e controle é mantido por exercício financeiro. A partir de 2008 foram introduzidas algumas modificações a fim de aperfeiçoamento do sistema, tais como forma de inserção e obtenção de informações. CERTO.

26. Para fins de identificação e inclusão no Rol de Responsáveis, não necessariamente precisará o servidor público praticar atos vinculados a alterações exclusivamente de natureza financeira.

Resolução

São incluídos no rol de responsáveis aqueles que praticam Ato de Gestão, que é todo e qualquer ato administrativo que importe alteração

de natureza orçamentária, financeira e patrimonial, como, por exemplo,

autorização de incorporação ou desfazimento de bens públicos. CERTO.

27. A Conformidade de Registro de Gestão tem por objetivo a

certificação dos registros dos atos e fatos de execução orçamentária,

financeira e patrimonial, além da verificação da existência de documentos hábeis que comprovem tais operações, abrangendo a conformidade diária e documental.

Resolução

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A questão está completa, conforme artigo 7° da Instrução Normativa

STN n° 06/2007. CERTO.

28. A Conformidade do Registro de Gestão deverá ser registrada em até

três dias úteis a contar da data do registro da operação no SIAFI, e não necessariamente no mesmo dia a que se refere.

Resolução Para fins de concurso, fique atento aos prazos e datas! É exatamente este o prazo para registro. CERTO.

29. O Contas a Pagar e a Receber (CPR) do SIAFI foi desenvolvido com

o objetivo de se efetuar melhor controle dos recursos orçamentários da União, de forma a oferecer informações mais detalhadas de suas disponibilidades. Tal subsistema do SIAFI tem demonstrado ser uma importante ferramenta gerencial.

Resolução A questão está quase que totalmente perfeita, com exceção de “recursos orçamentários”. O objetivo do CPR é auxiliar no controle das disponibilidades financeiras (recursos financeiros), e não de recursos orçamentários (crédito orçamentário). ERRADO.

Julgue os itens a seguir, no que se refere ao sistema integrado de administração financeira (SIAFI) do governo federal.

30. (CESPE – MPU/2010 – ANALISTA DE ORÇAMENTO) Os OSPF solicitam à SOF a liberação dos recursos financeiros para pagamento de despesas das suas unidades gestoras, mediante o registro, no SIAFI, da proposta de programação financeira, por meio da nota de programação financeira.

Resolução

Pegadinha de concurso! Os OSPF solicitam à SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL – STN.

A liberação dos recursos financeiros para pagamento de despesas das

suas unidades gestoras é de competência da STN. ERRADO.

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31. (CESPE – MPU/2010 – ANALISTA DE ORÇAMENTO) As entidades

públicas federais, estaduais e municipais podem utilizar o SIAFI para receber, por meio da conta única do governo federal, receitas — como taxas de energias, de água, de telefone, entre outras — dos órgãos que utilizam o sistema.

Resolução Perfeito! Questão bastante específica, ou seja, exigiu detalhes, conhecimento prático. Os pagamentos de faturas de concessionárias de serviços públicos, a exemplo das faturas de água, telefone e energia elétrica, são realizados diretamente através do SIAFI, mediante crédito na conta corrente da concessionária. CERTO.

A respeito das características e da amplitude do SIAFI, julgue os itens subsequentes.

32. (CESPE – MPU/2010 – ANALISTA ATUARIAL) A amplitude do SIAFI

possibilita, a qualquer momento, a emissão das demonstrações contábeis e o conhecimento dos saldos orçamentários e financeiros da unidade gestora.

Resolução Além dos registros contábeis diário, o SIAFI permite a elaboração de todas as demonstrações contábeis para fins de tomada de decisão e informação à sociedade. CERTO.

33. (CESPE – MPU/2010 – ANALISTA ATUARIAL) A modalidade de uso

parcial do SIAFI, pelo órgão, não substitui a contabilidade da unidade, sendo, portanto, necessário o envio de balancetes e balanços para integração pelas unidades setoriais do sistema.

Resolução As principais características da utilização do sistema na modalidade de uso parcial são as seguintes:

Execução financeira dos recursos previstos no OGU efetuada pelo SIAFI;

Não permitir tratamento de recursos próprios da entidade;

Não substituir a contabilidade do Órgão, sendo necessário, portanto, o envio

de balancetes para incorporação de saldos pelos órgãos setoriais.

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CERTO.

34. (CESPE – MPU/2010 – ANALISTA ATUARIAL) A centralização permite

a padronização dos métodos e das rotinas de trabalho sem que se crie qualquer restrição ou rigidez para a gestão dos recursos, que

permanece sob o total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora.

Resolução

A

centralização pela STN objetivando traçar os métodos, procedimentos

e

diretrizes acerca da utilização do SIAFI permite a padronização,

rigidez, segurança e controle dos dados inseridos no sistema. CERTO.

35. (CESPE – SECRETARIA DE ADM/PE – CONTADOR/2010) Sabendo-se

que a conta única do Tesouro Nacional é o mecanismo que permite a movimentação online de recursos financeiros dos órgãos e entidades

ligadas ao SIAFI em conta unificada, é correto afirmar que A a operacionalização da conta única é efetuada por meio de documentos registrados no SIAFI.

B a conciliação bancária da conta única é de responsabilidade do Banco

Central do Brasil.

C o encerramento das contas será efetuado mediante entendimento

entre a unidade gestora e a Secretaria do Tesouro Nacional.

D as entidades não integrantes do orçamento fiscal e da seguridade

social poderão efetuar aplicações financeiras na conta única do Tesouro Nacional.

E apenas na modalidade de pagamento a ordem bancária deverá conter no campo conta corrente da unidade gestora emitente a expressão “única”.

Resolução

A) A operacionalização (execução) da conta única é efetuada por meio

de documentos padrão registrados no SIAFI, a exemplo da ordem bancária para transferência de recursos entre unidades gestoras, ordem bancária para pagamento de fornecedores, nota de empenho, etc. CERTO.

B) A conciliação bancária da conta única é de responsabilidade da STN.

ERRADO.

C) O encerramento das contas será efetuado automaticamente no siafi

sob a gestão da STN. ERRADO.

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D) As entidades não integrantes do orçamento fiscal e da seguridade

social, a exemplo da CEF, PETROBRÁS, etc., NÃO poderão efetuar

aplicações financeiras na conta única do Tesouro Nacional. ERRADO.

E) Esta opção exigiu conhecimento prático! Tanto na modalidade de

pagamento quanto na transferência de recursos para outra unidade gestora a ordem bancária deverá conter no campo conta corrente da unidade gestora emitente a expressão “única”. ERRADA. Letra A.

36. (CESPE/TRE/BA – CONTADOR/2010) Julgue o seguinte item, relativo aos documentos utilizados pelo sistema integrado de administração financeira (SIAFI).

E68 A guia de recolhimento da união (GRU) eletrônica permite registrar

a arrecadação de receitas federais efetivadas pelos órgãos e pelas

entidades, por meio de transferências de recursos intra-SIAFI entre a unidade gestora recolhedora e a conta única do tesouro nacional.

Resolução

O comando da questão está quase todo correto, porém, existe apenas

um erro. Realmente, GRU eletrônica permite registrar a arrecadação de receitas federais efetivadas pelos órgãos por meio de transferências de recursos intra-SIAFI entre a unidade gestora recolhedora e a conta única do tesouro nacional. Onde está erro da questão? Quando inclui a palavra “entidades”. Estas não utilizam a GRU para fins de recolhimento de receitas. Exemplo: CEF, BB, Petrobrás, ECT, etc. ERRADO.

37. (CESPE/TRT/21ª – CONTADOR/2010) A tabela de eventos é o instrumento utilizado pelas unidades gestoras no preenchimento das telas e dos documentos de entrada no Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), para transformar os atos e fatos administrativos rotineiros em registros contábeis automáticos.

Resolução

O comando desta questão repetiu literalmente o conceito de tabela de

eventos do manual do siafi elaborado pela STN. Observe: “A Tabela de Eventos é o instrumento utilizado pelas unidades

gestoras no preenchimento das telas e/ou documentos de entrada no SIAFI, para transformar os atos e fatos administrativos rotineiros em registros contábeis automáticos.” CERTO.

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LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA - SIAFI

(CESPE – ANEEL/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2010) Com relação à amplitude do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), Julgue o item que se segue.

1. O SIAFI Abrange desde o registro do orçamento inicial da receita e

despesa em todas as unidades gestoras até a emissão das demonstrações contábeis mensais e anuais, além dos procedimentos específicos de encerramento e abertura de exercício.

(CESPE – ANEEL/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2010) Acerca da movimentação da conta única do tesouro nacional, julgue o item a seguir.

2. É efetuada por intermédio das unidades gestoras integrantes do SIAFI, sob a forma de acesso online e off-line, utilizando como agente

financeiro, para efetuar os pagamentos e recebimentos, o Banco Central

do

Brasil.

3.

(CESPE – CONTADOR/DPU/2010) Relativamente ao sistema integrado

de

administração financeira (SIAFI), assinale a opção correta.

A

O funcionário formalmente designado para execução do processo de

credenciamento no SIAFI responderá integralmente pelo uso do sistema pelos operadores por ele cadastrados, e será obrigado a cumprir os

requisitos de segurança instituídos pelo SERPRO, expondo-se às consequências das sanções penais ou administrativas cabíveis.

B A implantação do SIAFI foi viabilizada após a criação, em 1986, da

Secretaria Federal de Controle Interno, com o objetivo de promover a modernização e a integração dos sistemas de programação financeira,

de

execução orçamentária e de contabilidade.

C

O SIAFI foi utilizado inicialmente apenas pelo Poder Executivo,

expandindo-se de forma gradual pelos demais poderes a partir da percepção, pelos usuários, das vantagens oferecidas pelo sistema.

D

Mesmo na modalidade de uso parcial, o SIAFI substitui a contabilidade

da

unidade, não sendo necessário o envio de balancetes e balanços para

integração pelas unidades setoriais do sistema. E Como se trata de um sistema online de âmbito nacional, o acesso para registro de documento ou para consulta no SIAFI é feito mediante cadastro em tempo real, com autorização automática.

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4. (CESPE – CONTADOR/DPU/2010) Com relação aos documentos utilizados pelo SIAFI, assinale a opção correta.

A A GRU eletrônica permite o recolhimento de receitas da União de uma

unidade gestora para outra unidade gestora via SIAFI.

B A nota de dotação permite registrar o comprometimento de despesa,

bem como os casos em que se faça necessário o reforço ou a anulação desse compromisso.

C A GPS eletrônica permite registrar a arrecadação de receitas federais

efetivadas pelos órgãos e entidades, por meio de transferências de recursos intra-SIAFI entre a UG recolhedora e a conta única do Tesouro Nacional.

D A nota de movimentação de crédito permite registrar os valores decorrentes de desdobramento, por plano interno ou por fonte de recursos (quando detalhada), dos créditos previstos no orçamento geral da União, bem como a inclusão dos créditos nele não consignados.

E A nota de lançamento de sistema permite registrar eventos contábeis não vinculados a documentos específicos.

(CESPE – AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL/2009) A respeito da administração financeira e orçamentária, julgue o item que se segue.

5. Com o advento do Sistema Integrado de Administração Financeira do

Governo Federal (SIAFI), houve grande centralização da gestão de recursos, o que permitiu a padronização dos métodos e rotinas de trabalho e restringiu a gestão e o controle do ordenador de despesas, com a perda da individualização dos recursos para cada unidade gestora.

6. (CESPE – ANATEL/Analista – Ciências Contábeis – 2009) Os registros

contábeis produzidos pelo Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) são efetuados automaticamente, de acordo com a tabela de eventos, correspondentes aos atos e fatos administrativos, cuja entrada dos respectivos dados no sistema é de

responsabilidade das unidades gestoras.

7. (CESPE – IPEA/Téc. Orç. Financ. – 2008) Não é finalidade do Sistema

de Administração Financeira Federal gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal.

(CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008) O SIAFI é o principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do governo federal. Acerca dos objetivos do SIAFI, julgue os seguintes itens.

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8. (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008) É objetivo

do SIAFI proporcionar transparência dos gastos dos governos federal,

estadual, distrital e municipal.

9. (CESPE – SECRETARIA DE ADM/PE – CONTADOR/2010) A respeito da implantação do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), assinale a opção correta.

A A implantação do SIAFI foi viabilizada a partir da criação da Secretaria

de

Orçamento Federal.

B

Desde a sua implantação, o SIAFI foi utilizado pelos Poderes

Executivo, Legislativo e Judiciário.

C Desde sua implantação, o SIAFI, como sistema computacional,

tornou-se importante instrumento para o acompanhamento e controle

da execução orçamentária, financeira e contábil dos governos federal,

estadual e municipal. D A performance do SIAFI tem despertado a atenção e o interesse de

organismos internacionais e de vários países da Europa e da América Latina.

E Atualmente, utilizam-se do SIAFI todos os órgãos da administração

direta e administração indireta, inclusive empresas públicas, sociedades

de economia mista e instituições financeiras oficiais.

10. (CESPE – ACE/TCU – 2007) O SIAFI somente validará, do ponto de vista contábil, os documentos de entrada de dados, se eles se apresentarem com os eventos que, no todo, completem partidas dobradas.

11. (CESGRANRIO– Contador/INEA/RJ – 2008) O SIAFI – Sistema Integrado de Administração Financeira foi implantado pelo Governo

Federal com o intuito de promover a modernização e integração dos sistemas contábeis e de programação financeira da União. O SIAFI está estruturado em sistemas; cada sistema está organizado em subsistemas

e estes, organizados por

(B)

Módulos

(B)

Capítulos

(C)

Subprojetos

(D)

Subprogramas

(E)

Sub-subsistema

(CESPE – SERPRO/Analista - Gestão Financeira – 2008) A respeito dos principais documentos utilizados pelo SIAFI e seus papéis, julgue os itens seguintes.

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12. Por meio do DARF se registra a arrecadação de tributos e demais

receitas diretamente na conta única do Tesouro Nacional.

13. A nota de dotação é um documento utilizado para registro das

informações orçamentárias elaboradas pela Secretaria de Orçamento Federal.

14. (CESPE – ACE/TCU – 2007) Segundo o disposto no art. 1.o do

Decreto n.o 93.872/1986 e no art. 56 da Lei n.o 4.320/1964, a realização da receita e da despesa da União far-se-á por via bancária,

em estrita observância ao princípio de unidade de caixa, conhecido como conta única. Acerca do funcionamento da conta única, julgue o item que se segue. O controle dos saldos e a transferência de recursos entre as unidades gestoras são feitos pelo Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI).

15. (CESPE - Analista de Correios – Contador – 2011) No SIAFI, o

registro da conformidade dos aspectos relativos à gestão do patrimônio

público deve ser feito por servidor que não tenha a função de emitir qualquer nota de empenho, nota de dotação, nota de crédito ou ordem bancária.

16. (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008) No estágio

da arrecadação, é feita a transferência dos valores à conta específica do

Tesouro, responsável pela administração e pelo controle da programação financeira.

17. (CESPE – ANTAQ/Analista – 2009) A conta única do Tesouro Nacional, mantida junto ao Banco do Brasil e operacionalizada pelo do Banco Central, destina-se a acolher as disponibilidades financeiras da União, à disposição das unidades gestoras.