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Em meio às lutas da vida, Cristo é a nossa esperança!

Tema: Sofrer por imitar a Cristo, é vitória!


1 PEDRO 4.1-6

1 Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo


pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado,
2 para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as
paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus.
3 Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios,
tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e
em detestáveis idolatrias.
4 Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo
excesso de devassidão,
5 os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e
mortos;
6 pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo
julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus.

Grande Ideia: Pensando como Cristo, o cristão sofre visando vencer, renunciar e
obter vitória contra o pecado.

INTRODUÇÃO:

Em 1995, um rapaz de 15 anos me procurou para conversar. Ele chorava e


abria seu coração comigo. Ele havia escolhido esperar o casamento para ter a sua
primeira relação sexual. Estava biblicamente convicto de que precisava cumprir a
vontade de Deus. Mas sofria assedio sexual das meninas da escola, e como
resistisse ao pecado, era chamado de homossexual. Diziam que ele não gostava de
meninas. Aquele adolescente sentia na pele o que era desejar viver para glória de
Deus, e imitar a Jesus Cristo.
Foi preciso muita oração e leitura da Bíblia para que ele vencesse as
pressões e prosseguisse firme na sua decisão de se manter fiel ao Senhor,
mantendo sua pureza moral. Sofreu, mas hoje desfruta da aprovação de Deus e da
benção de uma família ajustada.
Nossos dias atuais não diferem muito do que viveram nossos irmãos no
passado bíblico. De certo modo, eles até sofreram muito mais do que nós, pois
suas vidas corriam riscos de morte.
Nesta porção da carta, Pedro nos lembra que devemos ter uma atitude
positiva em meio às injustiças que sofremos neste mundo que é manter nossa
fidelidade a Cristo a todo custo.
Assim, há 3 destaques que o texto apresenta:

1. IMITAR A JESUS NOS DÁ VITÓRIA SOBRE O PECADO. (1,2)


1 Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que
sofreu na carne deixou o pecado,
2 para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens,
mas segundo a vontade de Deus.

Uma das coisas importantes na leitura bíblica é lembrar que o texto


original não tem capítulos e versículos. O que Pedro está falando na passagem que
lemos hoje, ainda tem relação com o que já foi dito em 3.18, vamos ler: “18 Pois
também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para
conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito”.
Para vencer o pecado de forma definitiva, Jesus foi até ao limite da morte.
Foi morrendo em nosso lugar na cruz que ele pagou toda a nossa dívida com o
pecado. Ele derramou o seu sangue e retirou de nós, os que cremos nele, toda a
condenação que pesava contra nós. Seu sofrimento foi a vitória dele e nossa!
Agora Pedro nos convida a nos armar do mesmo pensamento. Se viver a
vida ao lado de Jesus tem sido difícil para você, Pedro te convida a pensar como
Jesus, a imitá-lo. Mas como você fará isso? A orientação do apóstolo é que você
se arme do mesmo pensamento de Jesus. Pedro sabe muito bem o quanto Cristo
sofreu por apenas pregar o evangelho. Ele conviveu com Jesus. Sabe muito bem
das perseguições, calúnias e ameaças que Jesus sofreu durante seu ministério
terreno e as consequências finais de se manter fiel à vontade de Deus, que o levou
à morrer crucificado. Mas Pedro deseja que, sabendo destas coisas, tendo este
conhecimento do sofrimento de Jesus, você se revista desse conhecimento como
se isso fosse uma armadura para você, diante dos seus problemas, diante do seu
sofrimento.
Assim como aqueles irmãos do passado deviam olhar para Cristo, lembrar
do sofrimento de deles e achar forças no exemplo do nosso Senhor e salvador, nós
também temos o mesmo exemplo de Cristo como motivação para prosseguir, para
enfrentar a dor e o sofrimento pela nossa fé, que será aperfeiçoada e fortalecida
a cada dia.
O objetivo de imitar a Jesus é, como disse o verso 2, “para que, no tempo
que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas
segundo a vontade de Deus”. Sim, enquanto houver vida em nós, não vamos mais
viver de acordo com os desejos errados e imorais deste mundo. Mas vamos
batalhar para viver conforme a vontade de Deus, que exige de nós fidelidade,
pureza moral, santidade. Uma vida que, ainda que sofra, combate contra o
pecado.
2. IMITAR A JESUS NOS FAZ REJEITAR A VONTADE MUNDANA
3 Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em
dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias.
4 Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão,

Muitos dos cristãos para os quais Pedro escreveu eram gentios, ou seja,
eram não judeus. Gente que, antes de crerem em Cristo, haviam vivido na
idolatria, na vida sexual pecaminosa, em bebedeiras, ou seja, numa vida onde o
pecado não era visto como pecado, mas agora, eram salvos por Jesus. E a salvação
em Cristo implica em abandonar a prática pecaminosa e buscar uma vida pura e
santa.
Pedro, se dirigindo àquelas igrejas deixa claro que, uma vez em Cristo, é
preciso cortar relações com o passado pecaminoso, com o mundo perdido nas
trevas do pecado. Ele diz: “Basta o tempo que viveram fazendo a vontade deles!”
Observe que a lista de pecados citada por Pedro não é exaustiva, mas dá uma ideia
do nível moral em que viviam. Das seis palavras utilizadas por Pedro (dissoluções,
concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e idolatrias), temos um resumo
clássico: bebida alcoólica, imoralidade sexual e idolatria. Estas coisas persistem no
mundo até ao dia de hoje.
Mas, embora os que são de Cristo, escolham viver uma vida santa, de
pureza sexual, de busca pela vontade de Deus, tais pessoas estão convivendo com
aqueles que continuam no pecado, que não se arrependeram. Quando decidimos
por fazer a vontade de Deus somos vitimados pela sociedade que nos oprime e
persegue. Que não aceita o discurso da santidade e pureza. E daí, surgem as
difamações. Eles falam mal dos cristãos. Como diz o verso 4, eles estranham que
os cristãos não desejem fazer o mesmo que eles. Eles atacam os que são de Cristo
com palavras e, até, com ações nocivas. Isso acontecia no passado bíblico, isso
acontece hoje.
Se você se posiciona a favor das Escrituras e do Evangelho como a Bíblia
apresenta, você é mal falado, você é um problema, você deve ser eliminado. E, por
isso, você sofre.
Mas o alerta é dado. Basta! Pare de andar nas mesmas práticas
pecaminosas dos outros. Rejeite a vontade mundana e faça a vontade de Deus!
Esta última é a garantia de sua habitação na eternidade (Mateus 7.23).

3. IMITAR A JESUS DÁ GARANTIA DE VIDA AOS JUSTOS E PUNIÇÃO AOS


PECADORES
5 os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos;
6 pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne
segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus.
Você acredita em céu e inferno? Há muita gente, mesmo líderes de igrejas,
que até acreditam no céu e na existência de Deus, mas não acreditam na realidade
do sofrimento eterno dos justos. Estes leem a Bíblia sob a ótica da justiça humana.
Não conseguem concordar com as verdades bíblicas e com o Deus das Escrituras,
o nosso Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Pedro afirma que todos os pecadores irão prestar contas àquele que é
competente para julgar vivos e mortos. O Julgamento final é uma realidade para
quem vive sem Jesus. Os crentes em Cristo não passarão pelo julgamento. Pois já
estão salvos. Segundo Paulo em 1 Co 6.2, os santos julgarão o mundo.
Este mundo pecaminoso, que nos odeia tanto, porque antes odiaram o
nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, será julgado por cada pecado cometido.
Apocalipse 20.12 diz assim: “12 Vi também os mortos, os grandes e os pequenos,
postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro
da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme
o que se achava escrito nos livros. 13 Deu o mar os mortos que nele estavam. A
morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por
um, segundo as suas obras. 14 Então, a morte e o inferno foram lançados para
dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. 15 E, se alguém
não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de
fogo”.
Você pode até duvidar da existência do inferno, mas isto não mudará o
fato de que ele existe e que os não salvos estão condenados ao sofrimento eterno.
Pedro afirma que, por causa da prestação de contas de vivos e mortos, é
que o evangelho foi pregado também a mortos. O verso 6 é outra daquelas
passagens difíceis de explicar que encontramos na Bíblia, que muitos tentam
distorcer para ensinar heresias.
Para entendermos a quem o texto se refere, precisamos nos lembrar do
contexto ao qual a carta foi escrita. Cristãos sendo maltratados, perseguidos e
mortos por causa do Evangelho. Creio que Pedro esteja dizendo que os mortos
aqui, são os irmãos em Cristo que foram mortos, julgados falsamente, pelos
homens, mas que viverão eternamente com Cristo, pois são julgados de forma
justa por Deus.
Há garantia de salvação, de vida eterna, de paz, de bênção, de julgamento
justo, de alegria indizível para quem está em Cristo e vive para ele neste mundo.
Mas há condenação para os que insistem em ignorar a salvação e rejeitam o
convite de Jesus.

CONCLUSÃO:
Pensando como Cristo, o cristão sofre visando vencer, renunciar e obter
vitória contra o pecado.
Imitemos a Jesus, pois fazendo isso, teremos vitória contra o pecado,
rejeitaremos a vontade mundana pecaminosa, e, fazendo a vontade de Deus, nos
livraremos do julgamento que condenará definitivamente o incrédulo e rebelde
ao inferno, mas nos dará definitivamente a nossa habitação em paz com Deus, na
eternidade.

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