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INTRODUÇÃO

O presente trabalho acadêmico tratará acerca do trabalho escravo e o atual


posicionamento doutrinário a seu respeito, da função social da propriedade e sua correlação
com a mão-de-obra escravocrata, associando-os no âmbito do Direito da Reforma Agrária, à
luz da Constituição Federal de 88.

É importante destacar que o trabalho escravo é decorrente de todo um contexto


histórico ocorrido no Brasil e suas relações com Portugal e outras nações, ainda hoje
existente, retratando uma ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana. Tal modelo
escravista está concatenado ao princípio primordial do Direito da Reforma Agrária, qual seja,
o da função social da propriedade, elemento cerne da referida matéria.

Dessa forma, faz-se necessário interpretar a sistemática da Constituição Federal de 88,


a qual versa sobre o direito à propriedade (artigos 5º, XXII, 170, II) e sua função social
(artigos 5º, XXIII, 170, III e 186), aplicando-os à atual estrutura fundiária nacional e ao
contexto relativo ao trabalho escravo nos imóveis rurais. Nesta explanação, procura-se uma
visão que busca o respeito aos direitos respaldados constitucionalmente, abordando o tema
concernente à desapropriação-sanção (CF, 184) para as propriedades que não cumprem sua
função social, observando inclusive, se a existência de mão-de-obra escrava utilizada no
patrimônio rural é um fator que leva à desapropriação, como forma de punir e reduzir o
trabalho escravo, visando à concretização dos direitos humanos.