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Resumo pontes:

• Ponte: obra destinada a transposição de obstáculos à continuidade de uma via. Os


obstáculos usualmente encontrados são rios, braços de mar, vales profundos, outras
vias etc.;
• Viaduto: obra destinada à transposição de uma via ou um vale;
• Bueiro: estrutura celular ou tubular destinada a passagem de água sob uma via;
• Pontilhão: ponte com vão inferior a 10 metros;
• Exemplo de obra de arte especial: pontes e viadutos;
• Obra de arte corrente: bueiros.

Nomenclatura:

• Superestrutura: poderá ser dividida em estrutura principal e estrutura secundária; onde


a estrutura principal tem a função de vencer o vão livre (sistema estrutural da ponte);
já a estrutura secundária recebe as cargas diretas dos veículos e as transmite à estrutura
principal.
• Infraestrutura: poderá ser dividia em suportes e fundações. Os suportes podem ser
subdivididos em:
1) Encontros: elementos situados nas extremidades da ponte e que tem a função de
suporte das superestruturas e de contenção dos aterros dos acessos.
2) Pilares: elementos de suporte, normalmente situado na região intermediária, e que não
funciona como estrutura de contenção.
• Aparelhos de apoio: dispositivos colocados entre a infraestrutura e a superestrutura,
destinados a transmitir as reações de apoio e permitir determinados movimentos da
superestrutura.

A ligação entre a superestrutura e a infraestrutura também pode ser feita diretamente, sem o
uso de aparelhos de apoio.

• No Brasil é comum adotar a seguinte subdivisão: superestrutura; mesoestrutura


(composta por aparelhos de apoio, pilares e encontros); e infraestrutura (fundações).
• Pista de rolamento: largura disponível para o tráfego normal dos veículos, que poderá
ser subdivididas em faixas;
• Acostamento: largura adicional à pista de rolamento destinada à utilização em casos de
emergência, pelos veículos;
• Defensa: dispositivo de proteção destinado a evitar que o veículo saía da pista
(Deformável);
• Guarda-roda: dispositivo de proteção destinado a evitar que o veículo saía da pista
(rígido);
• Passeio: local destinado exclusivamente ao tráfego de pedestres;
• Guarda-corpo: elemento de proteção aos pedestres.

Evolução das pontes:

• Na pré-história as primeiras pontes foram feitas de estruturas de pedra e de madeira;


na idade antiga elas evoluíram para arcos de pedra, havendo a construção de pontes e
aquedutos romanos. Durante a revolução industrial iniciou-se o uso de pontes metálicas
e foi somente no século XX que teve o surgimento das pontes de concreto. Na década
de 1940 surgiram as primeiras ponte em concreto protendido e com ele vieram as
construções de obras de arte especiais (pontes e viadutos).

Classificação das pontes:

As pontes podem ser classificadas seguindo vários critérios, sendo os mais usuais os seguintes:

Classificação das pontes:


a) Quanto ao tamanho dos vãos: Pontes e pontilhões;
b) Quanto a duração: Provisórias, definitivas e desmontáveis;
c) Quanto à natureza do tráfego: Pedestres, rodovias, ferroviais, Canais, aquedutos, mistas
(rodo-ferroviárias), vicinais (pontes de vias secundárias – estradas de terra).
d) Andamento planimétrico: Retas, curvas e esconsas. Se a ponte passa perpendicular ao
rio ela é considerada reta, ortogonal ao curso d’água; já se a ponte é inclinada em
relação ao curso d’água ela é considerada enconsa.
e) Andamento altimétrico: Horizontal, em rampa e em curva.
f) Sistema estrutural: Lajes, vigas, treliças, pórticos, arcos, estaiadas e pênsil.
g) Material da superfície: alvenaria (pedra/tijolo), madeira, CA e CP, Metálicos (Ferro
fundido, aço, alumínio), mistas (aço/concreto).
h) Posição do tabuleiro: Superior, inferior e intermediário;
i) Mobilidade dos tramos: Pontes fixas e pontes móveis. Dentre as pontes móveis temos:
giratórias, corrediças, levadiças, flutuantes, voadoras e dobráveis.

• Nas pontes, mais que em outros tipos de obras, a concepção adotada no projeto é
frequentemente condicionada ao método construtivo que será adotado para a
execução da superestrutura.
• Fatores que costumam influenciar na escolha do método construtivo a ser adotado:
1. Comprimento total da ponte;
2. Dimensão do vão principal (gabaritos horizontal e vertical);
3. Altura do escoramento;
4. Características do rio (profundidade, regime e velocidade);
5. Capacidade de carga do terreno de fundação (custo da infraestrutura);
6. Disponibilidade de equipamentos;
7. Prazo de execução;
8. Recursos financeiros.

Métodos construtivos mais adotados no Brasil:


• Superestrutura moldada no local sobre escoramento direto;
• Superestrutura com tabuleiro composto por vigas pré-moldadas;
• Superestrutura executada pelo método dos balanços sucessivos.

Superestrutura moldada no local sobre escoramento direto:


• Também chamada de método convencional;
• O escoramento e as formas da superestrutura são montados em toda a extensão da
obra;
• O concreto é lançado nas formas de acordo com um plano de concretagem pré-
estabelecido;
• Vantagens: possibilita o uso de geometrias variadas e são estruturas monolíticas.

Situações onde o uso não é recomendado:


• Alturas de escoramento elevadas;
• Terrenos com capacidade de carga muito baixa;
• Obras muito extensas;
• Rios profundos e rios sem regimes bem definidos de cheias;
• Rios com velocidade elevada (>3m/s);
• Prazos de execução curtos em relação ao tamanho da obra.
Tipos de escoramentos diretos utilizados nas pontes:

• Madeira;
• Metálicos;
• Concreto;
• Mistos.
• Deverão ser elaborados projetos de engenharia específico para os escoramentos e para
as suas fundações.
• Vale salientar que a maioria dos acidentes com pontes moldados no local durante a
construção ocorre devidos a problemas relacionados com o escoramento.

Escoramentos de madeira:
• Foi o material mais utilizado no passado;
• Apresenta grande resistência à compressão e baixo peso específico;
• Facilidade de montagem e desmontagem;
• Reaproveitamento limitado (pouca durabilidade);
• Não recomendado para grandes alturas (necessidade de emendas);
• Seu uso diminui devido à elevação do custo das madeiras;
• Atualmente utilizam-se madeiras de reflorestamento em função das restrições
ambientais;
• Muito utilizadas para construção de “pontes brancas”, ou seja, pontes provisórias.

Escoramento de concreto:
• São utilizados apenas em situações especiais, e são torres de concreto armado formados
por pilares e vigas de contraventamento.

Escoramentos mistos:
• Geralmente associam elementos de madeira e de aço;
• E os mais comuns são as vigas armadas.

Superestrutura moldadas com vigas pré-moldadas:


• Vantagens:
1. Melhor controle da execução tanto para as vigas pré-fabricadas como para as pré-
moldadas no canteiro de obras;
2. Otimização obtida na utilização das formas em função do reaproveitamento e do uso de
seções padronizadas;
3. Redução dos prazos de construção com a execução das vigas simultaneamente com a
infraestrutura;
4. Eliminação dos cimbramentos, o que especialmente vantajoso no caso de obras sobre
cursos d’água.

Desvantagens:
1. Elevado número de juntas (se não for feita a continuidade entre os vãos), causando
problemas de manutenção e desconforto ao tráfego;
2. Solução pouco atraente do ponto de vista estético;
3. A superestrutura não é monolítica.
• As vigas principais da ponte (longarinas) são executadas em canteiro de pré-fabricação
(no local da obra ou nas suas proximidades) ou em uma fábrica.
• O processo construtivo usual consiste na colocação das vigas pré-moldadas protendidas
sobre os apoios por um dos vários processos disponíveis (treliça de lançamento,
guindastes ...);
• Nesta etapa as vigas poderão estar com protensão total ou parcial dependendo da
concepção adotada no projeto.
• A protensão total nem sempre é possível em função das elevadas tensões de
compressão que ocorrem no bordo inferior no meio do vão quando existe apenas o
carregamento do peso próprio atuando.
• Já na etapa seguinte é executada a laje de concreto constituindo-se dessa forma uma
estrutura composta.
• As lajes podem ser inteiramente moldados no local, inteiramente pré-moldadas ou
parcialmente pré-moldadas complementadas por concretagem no local, que é a solução
mais adotada no Brasil.
• Neste caso, para dispensar o uso de formas, são utilizadas lajes pré-moldadas de
pequena espessura (pré-lajes) apoiadas nas mesas das vigas.
• As pré-lajes podem funcionar como parte da seção resistente da laje, incorporando a
armadura transversal inferior, ou apenas ter função de formas para suportar o concreto
fresco da laje.
• A faixa ideal dos vãos fica entre 20 e 40 m. O vão máximo é limitado por conta dos
equipamentos de transporte e de movimentação.
• Nas pontes em vigas pré-moldadas podem ser usados três processos construtivos
distintos:
1. Lançamento com treliças lançadeiras (auto propelidas);
2. Lançamento com guindastes;
3. Vigas ripadas.

Treliças lançadeiras:
• Geralmente operam com a força motriz própria;
• Transportam as vigas do pátio de pré-moldagem até os vãos das pontes ou viadutos
colocando-as na sua posição definitiva sobre os pilares com grande rapidez.
• O custo de mobilização é muito elevado e apenas é viável em obras com grande número
de vigas (ou no caso de várias obras próximas).

Lançamento com guindastes:


• Solução com custo relativamente baixo, mas depende muito das condições topográficas
do local da obra.
• A obra não pode ser muito elevadas (deve ser compatível com a altura e comprimento
da lança do guindastes);
• Inexistência de redes elétricas aéreas na região da obra que interfiram com a
movimentação da lança dos guindastes.
• Ideal para vigas com peso de até 30tf.
• Pode ser necessário o transporte com a carreta do pátio de moldagem até o local
definitivo da viga.
Vigas ripadas:
• Após a concretagem e protensão a viga é macaqueada e a treliça de escoramento é
deslocada lateralmente até a posição próxima da viga a ser executada.
• Quando todas as vigas de um determinado vão estiverem executadas, desloca-se a
treliça para próximo do vão com o auxílio de uma grua e repete-se o processo;
• O processo admite como alternativa a movimentação lateral da viga executada
permanecendo a treliça de escoramento fixa em cada vão.
• O processo tem um custo baixo mais implica em uma execução mais lenta que os
anteriores. Só é possível protender uma viga de cada vez. É muito utilizado em obras
com poucas vigas e sem acesso de equipamentos.

Elementos necessários para a elaboração do projeto de uma ponte:


Normas gerais:
• Menor custo para a obra;
• Condições de boa fundação;
• Não interferir no regime líquido.

Necessidades:
• Levantamentos topográficos;
• Levantamentos hidrológicos;
• Levantamentos geotécnicos;
• Elementos acessórios.

O projeto de uma ponte é o conjunto de estudos, cálculos e gráficos que permitem:


1. Definir o sistema estático e os materiais;
2. Justificar as dimensões adotadas para o vão e para as diversas partes; custos...
3. Construir de acordo com os detalhes gráficos e especificações do memorial descritivo.

Fases do projeto:
1. Estudos preliminares: elementos para fixação do vão da ponte, para sua melhor
localização; fatores geológicos e econômicos;
2. Anteprojeto: várias soluções técnicas; orçamento estimativo.
3. Projeto definitivo: melhores condições de custo e execução.

Documentos necessários:

1. Planta de situação do local da travessia (indicando as regiões habitadas mais próximas);


2. Corte do conjunto estrada-ponte;
3. Corte transversal indicando o subsolo (com detalhes de sondagens);
4. Elevação da ponte (podendo ser metade em vista e metade em corte longitudinal);
5. Seções transversais da superestrutura e plantas da mesma;
6. Plantas e elevações da infraestrutura e da mesoestrutura;
7. Detalhes de construção (ex: plantas de formas e plantas de ferragem);
8. Memorial descritivo, acompanhado de todos os cálculos;
9. Orçamento;
10. Programa de execução.
• Os elementos geométricos aos quais o projeto de uma ponte é subordinado são funções
de: características da via (Elementos geométricos da via: DNER, DER, Prefeituras
municipais...); e do seu próprio estrado, cujos elementos geométricos do estrado estão
ligadas a características funcionais da ponte.

Elementos geométricos das pontes:

• Tramo: é a parte da sua superestrutura situada entre dois elementos sucessivos da


mesoestrutura;
• Vão teórico do tramo: é a distância medida horizontalmente entre os centros de dois
apoios sucessivos. Comprimento l1 e l2;
• Vão livre do tramo: é a distância, medida horizontalmente, entre os parâmetros de dois
pilares ou de pilares e encontros. Comprimentos l3 e l4.
• Vão de escoamento: é a distância medida na seção de escoamento. Comprimento l5.
• Altura de construção: é a distância entre o ponto mais baixo da superestrutura e o topo
da superfície de rolamento. Distância hc.
• Altura livre: é a distância medida verticalmente entre o ponto mais baixo da
superestrutura e o ponto da máxima enchente. Distância hl.

Largura das pontes rodoviárias:

• Pontes urbanas: largura igual à da rua ou avenida onde se localiza;


• Pontes rurais: tem a finalidade de escoar os tráfegos das rodovias;
• Acostamento:
1. Desvios eventuais de veículos em tráfego;
2. Para de veículos;
3. Trânsito de pedestres.

Largura de pontes ferroviárias:

• Largura mínima:
1. Suficiente para acomodar a linha férrea com lastro;
2. Em regiões urbanas colocam-se passeios, em um só lado ou nos dois lados da ponte.
Gabarito das pontes:

• Conjunto de espaços livres que deve apresentar o projeto de uma ponte, para atender
diversas finalidades.

Elementos topográficos:

1. Planta da rodovia em que ocorra a implantação da obra;


2. Perfil da rodovia;
3. Planta do terreno;
4. Perfil ao longo do eixo locado;
5. Seção do rio segundo o eixo locado quando se tratar de transposição de curso d’água.

Elementos geotécnicos:

1. Relatório de prospecção de geologia (esboço estrutural e peculiaridades geológicas);


2. Relatório de sondagem do subsolo (contendo planta de locação das sondagens;
descrição do equipamento empregado; sondagens de reconhecimento do subsolo;
número suficiente de sondagens...);
3. Estudos geotécnicos especiais que permitam a elaboração de projeto do conjunto.

Elementos hidrológicos:

1. Cota de máxima enchente e estiagem (épocas, frequência e período dessas


ocorrências);
2. Dimensões e medidas físicas (área da bacia, extensão do talvegue em km, altura média
anual das chuvas em mm e declividade média do espelho d’água);
3. Notícias sobre mobilidade do leito do curso d’água;
4. Se a região for de baixada ou influenciada por maré (a indicação dos níveis máximos e
mínimos das águas);
5. Informações sobre obras existentes nas bacias (comprimento, vão, tipo de fundação);
6. Notícias sobre serviços de regularização, drenagem, retificações ou proteção das
margens.

Elementos acessórios:

• Existência de elementos agressivos:


1. Agressividade da água (pH ou teor de substâncias agressivas);
2. Materiais de ação destrutiva sobre o concreto;
3. Gases tóxicos de terrenos pantanosos (cavas de fundação);

• Informações de interesse construtivo ou econômicos:


1. Condições de acesso ao local da obra;
2. Procedência dos materiais de construção;
3. Épocas favoráveis para execução dos serviços;
4. Possível interferência de serviços de terraplanagem ou desmonte de rochas;
5. Condições de obtenção de água potável.
• Efeitos de terremotos.

Elementos normativos:

1. Normas de projeto: bases comuns de trabalho para os engenheiros;


2. Normas de execução: princípios fundamentais da boa prática construtiva.

Para a análise da resistência e da estabilidade de uma estrutura, em geral, necessitam-se:

a) Conhecer todas as forças que atuam ou poderão ser aplicadas na estrutura;


b) Determinar as reações destas forças e verificar se resulta em equilíbrio estável;
c) Destinar as tensões solicitantes e verificar se são admissíveis para o material que
constitui a peça.

As cargas externas podem ser agrupadas em:

1. Ações permanente: são aquelas que, uma vez, construída a ponte, mantêm-se atuantes.
Como por exemplo: peso próprio que consiste no peso próprio dos elementos
estruturais e dos elementos, como por exemplo: pavimentação, passeios, guarda-corpo,
trilhos, lastros... Existem também esforços referentes aos empuxos de terra e água; para
o empuxo de terra devemos considerar os empuxos ativos e de repouso nas situações
mais desfavoráveis e o empuxo passivo quando sua ocorrência for garantida ao longo
da vida útil da obra; já para o empuxo da água deveremos fazer estudo dos níveis
máximo e mínimo do curso d’água e do lençol freático e o mesmo só será considerado
se não houver sistemas de drenos adequados. Além disso deveremos considerar a força
de protensão e deformações impostas (Como por exemplo a fluência e a retração do
concreto) e possíveis recalques.
2. Ações variáveis: São as que ocorrem com valores que apresentam variações
significativas em torno de sua média, durante a vida da construção. Como por exemplo
temos a força centrífuga, que ocorre em casos de pontes de eixo curvo, devido ao atrito
das rodas com o pavimento.

Impacto lateral surge apenas nas pontes ferroviárias devido à folga entre o friso das
rodas e o boleto dos trilhos. Deveremos considerar o efeito da frenagem e da
aceleração: que consistem em forças horizontais ao longo do eixo da ponte gerando
esforços de flexão na infraestrutura. O impacto vertical é causado pela descontinuidade
da superfície de rolamento; deformações da estrutura sob ação das cargas; desequilíbrio
das massas em movimento; molejo dos veículos e oscilações próprias dos veículos.

Deveremos levar em consideração também a variação de temperatura, pressão da água


em movimento, a ação do vento e cargas de construção (que são aquelas geradas por
meio de equipamentos e estruturas provisórias de montagem e lançamento de
elementos estruturais).

3. Ações excepcionais: São ações de curta duração e baixa probabilidade de ocorrência:


choque de veículos contra elementos estruturais, explosões, enchentes, sismos...

Coeficiente de impacto (Efeito dinâmico das cargas móveis): O coeficiente de impacto é utilizado
de forma a majorar as cargas móveis, e consequentemente a análise dos efeitos deixaria de ser
feita pela teoria da dinâmica das estruturas e passaríamos a considera-las como se fossem
cargas aplicadas estaticamente.

Protensão limitada:

• Deve atender as seguintes condições: Para a combinação quase permanente das ações,
é respeitado o estado limite de descompressão (ELS-D), ou seja, estado no qual em um
ou mais pontos da seção transversal a tensão normal é nula, não havendo tração no
restante da mesma.

• Perdas de protensão na seção do meio, e essas perdas podem ocorrer devido à perdas
por atrito ou por encurtamento

Pontes de Vigas:

• No tabuleiro de uma ponte de viga, podem-se identificar três elementos: as vigas


longitudinais (longarinas), as vigas transversais (transversinas) e a laje;
• A fadiga pode ser definida com a alteração mecânica sob o efeito de solicitações
repetidas. Embora as ações repetidas possam reduzir algum efeito favorável,
consolidando o material, normalmente associa-se a este tipo de ações o efeito
desfavorável da danificação do material. As ações que causam fadiga são aquelas que
produzem variações de solicitações com frequência relativamente alta, dentre essas
cargas, podemos citar: carga móvel, ondas do mar, sismos, ventos, temperatura,
congelamento...

Processos construtivos:

Os processos construtivos das pontes podem ser classificados da seguinte forma:

• Moldagem no local:
a) Com cimbramentos fixo;
b) Com cimbramentos móvel para todo o tabuleiro;
c) Com cimbramentos móvel para vigas isoladas;
d) Com balanços sucessivos;

• Pré-moldado (parcial ou total):


e) Com elementos que vencem todo o vão;
f) Com elementos menores que os vãos;
g) Com balanços sucessivos;
h) Com aduelas montadas sobre cimbramentos;
i) Com deslocamentos sucessivos.

• O cimbramento é considerado fixo quando após a sua utilização, ele deve ser
desmontado, podendo ou não ser reutilizado em outras partes da ponte;
• Já o cimbramentos é móvel quando existem dispositivos que permitem deslocar o
cimbramentos, sem desmontá-lo, após a desmoldagem de um segmento ou tramo da
ponte.
• Os cimbramentos podem ser classificados em: cimbramentos com apoios
intermediários e sem apoios intermediários. Geralmente os cimbramentos fixos têm
apoios intermediários, enquanto que nos cimbramentos móveis é mais comum o caso
sem apoios intermediários.

Concreto moldado no local com cimbramentos fixo:

• Trata-se do processo construtivo mais antigo e que pode ser denominado de tradicional.
• O cimbramento deve ser projetado para suportar o peso do concreto fresco e as
sobrecargas provenientes das pessoas e de equipamentos a serem empregados na
construção; além disso, ele deve ser projetado de forma a não perturbar as condições
de tráfego ou de escoamento da área no local de implantação.
• Hoje em dia é muito comum a utilização de cimbramentos metálico.

Elementos pré-moldados que vencem todo o vão e suas variações:

• Este processo construtivo consiste no emprego de elementos pré-moldados que,


geralmente, tem o comprimento suficiente para vencer os vãos da ponte, de forma a
dispensar o cimbramentos.
• A ideia básica é subdividir o tabuleiro em faixas longitudinais (no caso de pontes de laje),
ou em vigas longitudinais (no caso de pontes de vigas), as quais serão unidas por
concreto moldado no local, e em geral protendidas transversalmente.
• No caso das pontes de vigas, via de regra, as lajes são moldadas no local, visando a
redução do peso dos elementos pré-moldados; as formas das lajes ficam neste caso
escoradas nos próprios elementos pré-moldados.
• Os elementos pré-moldados podem ser executados em fábricas ou mesmo em
instalações adequadas junto ao local de implantação da ponte.
• Um dos principais condicionantes neste tipo de execução são os equipamentos de
elevação e transporte para a colocação dos elementos pré-moldados no local definitivo,
os quais dependem fundamentalmente do peso desses elementos.
• Quando o comprimento da ponte é muito grande e portanto possui muitos vãos, o
lançamento das vigas por meio de treliça, nas posições mais distantes fica muito
moroso. Para essas situações, existe a alternativa de executar as vigas na sua posição
definitiva, com o auxílio de treliças e pórticos que substituem o cimbramento
convencional, neste processo utiliza-se ainda a cura térmica que possibilita realizar uma
protensão parcial dos elementos 24 horas após a sua moldagem, podendo resultar num
processo mais vantajoso que o emprego de elementos pré-moldados.

Balanços sucessivos:
• O princípio do processo é simples: consiste em executar a ponte em segmentos
(Aduelas), cada segmento apoiando-se no segmento anterior já executado, de forma
progressiva, a partir dos apoios, até cobrir todo o vão. As aduelas costumam ter de 2 a
5m
• As aduelas possuem dentes na parte frontal das almas das vigas para que haja a
transmissão do esforço cortante na fase da fixação provisória.

O processo é particularmente indicado para as seguintes situações:


1. Quando a altura da ponte em relação ao terreno é grande;
2. Em rios com correnteza violenta e súbita;
3. Em rios e canais onde é necessário obedecer gabaritos de navegação durante a
construção.
4. Quando existe a necessidade de grandes vãos (60 a 250m).

Função do adesivo epóxi:


1. Lubrificação das superfícies facilitando o acoplamento das peças;
2. Uniformização das superfícies evitando concentração de tensões;
3. Impermeabilização completa da junta;
4. Contribui na transmissão das tensões cisalhantes.

• Para agilizar a construção das pontes com balanços sucessivos - no caso de moldagem
no local a velocidade de construção é da ordem de 1 m por dia, correspondendo a
segmentos de 3 m ou 6 m de comprimento, concretados a cada 3 dias ou 6 dias - foi
desenvolvida a técnica dos balanços sucessivos com elementos (aduelas) pré-moldados.
• Nas primeiras pontes feitas com essa nova técnica, a ligação entre os elementos pré-
moldados era feita através de argamassa comum de cimento, que necessitava de um
certo tempo para o seu endurecimento, o que não permitia aproveitar todos os
benefícios da pré-moldagem.
• Foi desenvolvido então um processo para a execução dessa ligação, denominado "junta
conjugada colada", que consistia no seguinte:
1. Cada aduela é concretada tendo como fôrma de uma de suas faces, a face da aduela
que na montagem a precederá;
2. Na montagem, as juntas são tomadas com cola epóxica, com aproximadamente 1 mm
de espessura;
3. As aduelas são providas de encaixe tipo macho-fêmea, que facilitam o seu
posicionamento.

Para o caso do balanço sucessivo com aduelas moldadas no local:


• Moldagem no local das aduelas com cimbramento metálico;
• Protensão: de 2 a 3 dias após a concretagem;
• A treliça é liberada após a protensão;
• Processo repetido até a execução da última aduela;
• Fechamento dos vãos são concretados posteriormente;
• Armaduras passivas atravessam as juntas entre as aduelas;
• Prazo para execução de cada aduela: 5 a 10 dias (as primeiras aduelas demandam mais
tempo porque são maiores e têm maior densidade de armadura).
Deslocamentos sucessivos:

• Este processo construtivo consiste em executar segmentos da superestrutura com 10 m


a 30 m de comprimento (1/4 a 1/2 do vão), atrás dos encontros. Após o endurecimento
do concreto são protendidos e depois deslocados, na direção do eixo longitudinal da
ponte, sobre apoios especiais de teflon, com auxílio de macacos hidráulicos, de forma a
possibilitar a execução de outro segmento na posição em que foi feito o anterior, e assim
sucessivamente. No primeiro segmento é colocada uma estrutura metálica auxiliar para
diminuir os esforços solicitantes, na fase de deslocamento da superestrutura.
• Este processo reúne as vantagens da produção em canteiro (concretagem de segmentos
de maneira sistemática, local de trabalho protegido, transporte dos materiais a distância
menores), com as do concreto moldado no local (estrutura monolítica sem juntas
enfraquecedoras, sem necessidade de dispositivos pesados para elevação e transporte).
• Este processo de construção é adequado para pontes com no mínimo 150 m de
comprimento e também no mínimo 3 vãos. Os vãos podem ter de 30 m a 140 m, não
devendo porém ser muito diferentes entre si.

Cimbramento móvel:

• O princípio da construção com cimbramento móvel consiste em concretar um segmento


da ponte, que pode ser um tramo completo ou um trecho que tenha condição de auto
sustentação após a desforma; uma vez que o concreto tenha adquirido a resistência
necessária, o cimbramento é deslocado para o segmento seguinte, e assim
sucessivamente.
• Os cimbramentos móveis podem ter ou não apoios intermediários.
• A construção com o emprego de cimbramento móvel com apoios intermediários é
pouco utilizado, pois só seria interessante quando o terreno for relativamente plano e
resistente, e tiver o seu nível pouco abaixo do nível da ponte.
• Os cimbramentos móveis sem apoios intermediários, ou seja, que se apoiam nos pilares
da ponte, são indicados quando o terreno é acidentado, solo pouco resistente, e nível
da ponte muito acima do nível do terreno.
• Além disso, o processo de construção com cimbramento móvel é indicado quando a
ponte tem três ou mais vãos, preferencialmente iguais, e seção transversal constante.
• Embora não seja obrigatoriamente feito com cimbramento móvel, existe a possibilidade
de substituir o concreto moldado por aduelas pré-moldadas, solidarizadas com
protensão posterior.
• Esta alternativa seria uma outra forma de utilizar aduelas pré-moldadas, além dos
balanços sucessivos. Um exemplo desta forma de construção de pontes é o sistema
construtivo com o emprego de aduelas pré-moldadas para faixa de vãos de 15 a 35 m.
Neste sistema empregam-se aduelas pré-moldadas montadas com auxílio de estrutura
metálica provisória, apoiada nos pilares.

• Aduelas: São elementos pré-fabricados que são utilizados para a construção do


tabuleiro da superestrutura.
• A pretensão inicialmente veio com o objetivo de eliminar as fissurações recorrentes nas
obras;
• Protensão: é um artifício usado para submeter uma estrutura a um conveniente estado
de tensões;
• Armadura de protensão ou ativa: é o elemento que será tracionado, e quando
devidamente ancorado, transmitirá a força de protensão ao concreto.
• Armadura passiva: é qualquer armadura que não encontra-se protendida;
• Macaco de protensão: termo dado para designar o equipamento usado para o
tracionamento da armadura ativa.
• Gerar protensão excêntrica tem como objetivo gerar uma menor força de protensão;

Vantagens do Concreto protendido:


1. Emprego de aço de alta resistência;
2. Eliminação das tensões de tração;
3. Redução das dimensões da seção transversal;
4. Desenvolvimento de vários métodos construtivos;
5. Diminuição da flecha.

Desvantagens:
1. Corrosão do aço de protensão;
2. Perda da força de protensão;
3. Qualidade da injeção da nata nas bainhas e da capa engraxada nas cordoalhas;
4. Forças altas nas ancoragens;
5. Controle de execução mais rigoroso.

Pós-tensão: a protensão é dada após o concreto chegar a uma certa resistência;


Pretensão: A protensão é dada ante da colocação do concreto.

Cabo de infiação anterior: colocarei as cordoalhas antes do concreto;


Cabo de infiação posterior: colocarei as cordoalhas depois do concreto.

• A graxa protege a cordoalha mas não adere a mesma.


• Nas pistas de protensão utiliza-se muito a cura à vapor, para que haja a obtenção de
altas resistências em menores tempos.

A protensão pode ser classificada em protensão: Interna, Externa e Mista.


• Interna: Pré-tensão (Aderência); pós-tensão (aderente, caso haja a injeção de nata; sem
aderência);
• Externa: Interna ao caixão e externa ao caixão.
• Mista: interna + externa.

Armadura de fretagem: combate os esforços de tração e onde existir uma carga concentrada.

• Para o caso da construção por meio de aduelas deverá ser construída em simetria e com
o auxílio de contrapesos, caso contrário não haverá o equilíbrio.

Ponte estaiada em leque: todos os cabos partem de um mesmo ponto, sendo os cabos os mais
curtos.
Ponte estaiada em arco: os cabos partem de vários pontos e são mais longos.

• Lajes de transição são utilizadas para que sejam minimizados os desencontros das
pontes devido os recalques existente e atuantes.
• Lajes de continuidade: são utilizadas para reduzir o número de juntas; pois nas pontes
pré-moldadas existem uma grande quantidade de juntas, que acabam por gerar
problemas posteriores devido a falta de manutenção.
Função estrutural das lajes:
1. Receber as cargas diretamente aplicadas no tabuleiro, transmitindo-as para as vigas;
2. Auxiliar a resistência da viga principal, constituindo a mesa da viga T.

Função estrutural das transversinas:


1. Apoio para a laje do tabuleiro;
2. Contribuem para a rigidez dos vigamentos principais;
3. Impedem o tombamento lateral das vigas principais (transversinas de apoio).

Características estruturais das vigas:


1. As alturas das vigas de ponte de concreto armado são em geral tomadas
aproximadamente 10% do vão;
2. A largura da viga no meio do vão deve ser suficiente para acomodar as armaduras
positivas;
3. Aumentar a largura das vigas próximo aos apoios, motivo:
• Tensões elevadas de cisalhamento (cortante no apoio);
Tensões elevadas de flexão (momento negativo no apoio).

Seção transversal de uma ponte em laje:

• As juntas no pavimento são responsáveis por grande parte dos problemas de


manutenção das pontes:
1. Deterioração dos aparelhos de apoio;
2. Corrosão de armações;
3. Desconforto ao tráfego;
4. Aumento dos esforços dinâmicos.

• Pontes integrais: são aquelas que não possuem juntas entre os vãos e a superestrutura
é conectada diretamente aos encontros. Não existem juntas na pista de rolamento e
admitem-se as articulações entre a superestrutura e os pilares (apenas os encontros são
integrais);
• Pontes semi-integrais: Pontes sem juntas, mas há articulações nos encontros.

Vantagens de pontes integrais:

1. Menor custo de manutenção;


2. Maior redundância estrutural;
3. Superestrutura mais econômica (continuidade das vigas);
4. Encontros e fundações mais econômicos;
5. Maior conforto para o tráfego;
6. Melhor estética
Pontes pênseis:

• Usualmente construídas a partir dos cabos que são usados no transporte de peças;
• O tabuleiro é construído em segmentos pré-moldados;
• A continuidade do tabuleiro só é promovida após o lançamento de todos os segmentos;

Pontes estaiadas:

• Faz-se a construção dos 2 balanços a partir do pilar até a junção lateral e depois realiza-
se o prolongamento do balanço até a junção central. Seu método construtivo é o de
consolos sucessivos e a cada nova aduela os estais são protendidos (tabuleiro quase que
exclusivamente submetidos à compressão).

Cuidados especiais para vigas pré-moldadas:

1. Limitações dos equipamentos;


2. Prever canteiros de pré-moldados e transporte até o local;
3. Precisão de forma;
4. Influência do método construtivo no cálculo;
5. Verificar a flexão lateral da viga;
6. Tratar as juntas.