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Trocador de calor de placas

Bianca S. Cordeiro,‡ Jeovan A. Araújo,‡ Nívea M. P. E. Santos,‡ Yaucha A. Vieira‡


‡ Curso de Engenharia Química, Centro de Ciências Exatas e Tecnologia, Universidade Federal do Maranhão, Brasil

RESUMO: Os trocadores de calor são equipamentos que encontram uma vasta aplicabilidade na indústria
química e mediante cada finalidade, diferentes tipos de trocador de calor foram desenvolvidos. Em termos
gerais, eles são equipamentos cuja finalidade é realizar o processo de troca térmica entre dois sistemas, fluidos
quente e frio. Essa troca pode ser realizada entre sistemas separados ou misturando-se os fluidos. O objetivo
desta prática experimental consiste na análise de um trocador de calor de placas e na determinação do
coeficiente global de troca térmica a partir da resistência de dois fluidos à convecção, obtida em diferentes
vazões de água quente e fria na transição do regime de escoamento laminar para turbulento. Com base nos
resultados obtidos, observou-se que quanto maior a diferença entre as vazões dos fluidos quente e frio, maior
a taxa de transferência térmica e que, com a utilização do método Log Mean Temperature Difference (LMTD),
pôde-se determinar a temperatura média do sistema e assim, quantificar a taxa de transferência de calor para
cada par de vazões dos fluidos quente e frio.

cada combinação de vazões dos fluidos.


Introdução
Os trocadores de calor são Basicamente, os trocadores de calor são
equipamentos que tem por função classificados segundo o processo de
implementar a troca de calor entre dois ou transferência de calor, grau de compactação da
mais fluidos que se encontram em superfície, tipo de construção e da disposição
temperaturas diferentes. Para os projetos de das correntes dos fluidos [1]. De acordo com o
engenharia que envolvem a seleção de processo de transferência de calor, os
trocadores de calor, é de fundamental trocadores de calor são classificados em
importância o conhecimento da eficiência contato indireto e direto. Quanto ao grau de
térmica inerente a esses equipamentos para a compactação, representa alta razão entre a
adequação de cada tipo de trocador de calor a área de transferência de calor e o volume do
uma determinada operação. Dessa forma, trocador. Considerando o tipo de construção,
resulta-se em diversas aplicações, como no são classificados em tubulares, de placas, de
condicionamento de ar, na recuperação de superfície estendida e regenerativa. E em
calor em processos, e na produção de energia, relação à disposição das correntes dos fluidos,
etc. o escoamento pode ser concorrente, em
contracorrente ou cruzado.
o Trocador de calor de placas também proporciona melhor limpeza e
manutenção.
A troca de calor entre dois fluidos
O presente sistema caracteriza um
começa a ser operada a partir da
trocador de calor indireto, pois os
consideração de fenômenos de condução e
trocadores de calor de placas são
convecção térmica em um sistema na qual
construídos a partir de placas finas que
processam em diferentes temperaturas. A
criam canais de escoamento favorecendo a
operação pode ser realizada em um
troca térmica nessas finas chapas metálicas,
trocador de calor direto, em que possibilita
que podem ser lisas ou onduladas. Esses
a mistura dos fluidos, ou em um trocador
trocadores têm como uma característica
de calor indireto, onde os fluidos
comum as placas paralelas que formam
permanecem separados, sendo realizada
canais para o escoamento alternado dos
transferência de calor através de uma
fluidos e os separam.
parede.

Os trocadores de calor de placas o Balanço de energia


necessitam de pouco espaço físico para
O balanço de energia é considerado
instalação, além de possibilitar que sejam
da seguinte forma:
retiradas ou incluídas placas dependendo
da demanda da transferência térmica, o que
∆𝐸 = 𝑄 + 𝑊 − ∆(𝐻 + 𝐸𝑐 + 𝐸𝑝) [1]

Em estado estacionário, na operação


do trocador de calor, despreza-se o trabalho
realizado, as energias potencial e cinética e o
armazenamento de energia. Assim, para cada
corrente no trocador, a equação [1] se reduz
a:

𝑞 = ṁ × (ℎ2 − ℎ1 ) [2]

Onde 𝑚 é a vazão mássica do fluido em


circulação, ℎ1 e ℎ2 as entalpias por unidade
de massa dos fluxos na entrada e na saída,
respectivamente.
As trocas de calor que possam ocorrer
entre o ambiente e o equipamento podem ser
desprezadas, já que a quantidade de troca é
muito pequena em comparação com as
trocas entre os fluidos. Sendo assim, assume-
se que o calor cedido por um fluido é igual ao
calor recebido pelo outro fluido.
Para o fluido quente, onde a vazão
mássica é representada por ṁ𝑞 , as
temperaturas de entrada e saída por 𝑇𝑞1 e
𝑇𝑞2 , e as entalpias ℎ𝑞1 e ℎ𝑞2 , tem-se:

𝑞𝑞 = ṁ𝑞 × (ℎ𝑞2 − ℎ𝑞1 ) [3]

De modo que, para o fluido frio, cuja


vazão mássica é representada por ṁ𝑓 , as
temperaturas de entrada e saída por 𝑇𝑓1 e
𝑇𝑓2 , e as entalpias ℎ𝑓1 e ℎ𝑓2 , tem-se:

𝑞𝑓 = ṁ𝑓 × (ℎ𝑓2 − ℎ𝑓1 ) [4]


Como o fluido frio recebe o calor do
fluido quente tem-se que:

𝑞𝑓 = − 𝑞𝑞 [5]

Não havendo mudança de fase em


nenhum dos fluidos, apenas calor sensível
será trocado, portanto as equações 3 e 4
Em tais casos, a transferência de calor
podem ser escritas como:
por convecção acontece nos dois lados da
parede e a transferência de calor por
ṁ𝑓 × (ℎ𝑓2 − ℎ𝑓1 ) = ṁ𝑞 × (ℎ𝑞2 − ℎ𝑞1 ) [6]
condução acontece pelo seu interior.
ṁ𝑓 × 𝐶𝑝 × (𝑇𝑓2 − ℎ𝑓1 ) = ṁ𝑞 × 𝐶𝑝 × (𝑇𝑞2 − 𝑇𝑞1 ) [7] Assim, para este circuito térmico, temos:

𝑞 = 𝑈 × 𝐴 × (𝑇𝑏1 − 𝑇𝑏2 ) [8]

o Coeficiente Global de o Dedução do coeficiente global de


Transferência de Calor transferência de calor para a
parede plana
Na análise de um trocador de calor é
Para a expressão da taxa de
de fundamental importância a
transferência de calor por condução, é
determinação do coeficiente global de
preciso considerar primeiramente a lei de
transferência de calor, que está relacionado
Fourier:
à resistência térmica existente na
𝑑𝑇
transferência de calor, a partir das 𝑞𝑘 = −𝑘𝐴 𝑑𝑥 [9]
resistências convectivas e condutivas entre
fluidos separados por algum material. x = Espessura da parede

Numa parede plana não aletada, a


área de transferência é uma constante. A
área de transferência interna é igual a área
de transferência externa. Integrando-se a
equação [9]:
∆𝑇1 − ∆𝑇2
𝑀𝐿𝐷𝑇 = ∆𝑇1 [16]
𝑙𝑛
(𝑇 − 𝑇 ) ∆𝑇2
𝑞𝑘 = −𝑘𝐴 𝑒 𝑥 𝑖 [10]
Onde:
Toma-se as equações de transferência
∆𝑇1 e ∆𝑇2 = Correspondem as
de calor por convecção:
diferenças de temperaturas dos fluidos,
𝑞𝑖 = ℎ𝑖 𝐴 (𝑇𝑖𝑏 - 𝑇𝑖 ) [11] calculadas nas extremidades do trocador
contracorrente.
𝑞𝑒 = ℎ𝑒 𝐴 (𝑇𝑒 - 𝑇𝑒𝑏 ) [12]
o Número de Nusselt
Assim, tem-se que: A partir da seguinte correlação de
números adimensionais é possível calcular
∆𝑇𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = (𝑇𝑖𝑏 - 𝑇𝑖 ) + (𝑇𝑖 - 𝑇𝑒 ) + (𝑇𝑒 - 𝑇𝑒𝑏 ) [13] o coeficiente de transferência de calor
convectivo:
𝑞𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑞 𝑞𝑘 𝑥 𝑞𝑒
= ℎ 𝑖𝐴 + + [14] 𝑁𝑢 = 𝑎(𝑅𝑒)𝑏 (Pr)𝑐 [17]
∆𝑈 𝑖 𝑘𝐴 ℎ𝑒 𝐴

1 1 𝑥 1 Onde:
= + + [15]
𝑈 ℎ𝑖 𝑘 ℎ𝑒
Nu = Número de Nusselt

Portanto, determina-se a resistência 𝑎 e 𝑏 = Termos dependentes do tipo de


de transferência de calor que representa o regime do escoamento (laminar ou
inverso do coeficiente global de turbulento)
transferência de calor. Onde:
𝑐 = Termo constante considerado igual a
x = Espessura da parede/placa 0,4

k = Condutividade térmica do material da Re = Número de Reynolds


placa
𝜌𝑣𝐷𝑒
𝑅𝑒 = [18]
𝜇
ℎ𝑒 𝑒 ℎ𝑖 = Coeficientes convectivos de
transferência de calor dos fluidos externo
Pr = Número de Prandtl
(frio) e interno (quente), respectivamente.
𝑥⁄ = Resistência do material ao processo 𝐶𝑝𝜇
𝑘 𝑃𝑟 = [19]
𝐾
de transferência de calor por condução.
Materiais e Métodos
o Média Logarítmica das Diferenças
de Temperatura A bancada didática (Figura 3)
utilizada na prática de trocador de calor de
As temperaturas dos fluidos variam placas é composta por canais por onde
em função da posição no interior do escoam os fluidos (condutos), que são
trocador de calor, assim a diferença média interligados a um trocador de placas –
das temperaturas para as condições do modelo CB26-54H (Figura 4a); um
trocador é calculada a partir do método reservatório térmico com resistência
denominado Média Logarítmica das elétrica para o armazenamento de água
Diferenças de Temperatura (MLDT) – “Log quente (Figura 4b) e uma bomba – modelo
Mean Temperature Difference (LMTD)” [2], 10733114 (Figura 4c). Há medidores de vazão
dado a partir da seguinte expressão:
para ambos os fluidos, que são controlados
por válvulas estrategicamente localizadas
para garantir o fluxo que se deseja
trabalhar. Empregou-se a água para os
fluidos quente e frio, e para o sistema de
aquisição de dados na medição de
temperaturas no processo, utilizou-se um
painel digital.

Procedimento experimental

Inicialmente, ligou-se o trocador de


placas e iniciou-se o fluxo de fluido quente
de forma que houve um aumento gradativo
da vazão até o seu máximo. Permitiu-se
então o escoamento do fluido frio e ajustou-
se diferentes vazões do mesmo fluido.
Em seguida, diminuiu-se a vazão do
fluido quente para um valor entre o
máximo e mínimo do rotâmetro, e ajustou-
se o fluido frio em diferentes vazões. Ao
final, reduziu-se a vazão do fluido quente
para a mínima permitida e ajustou-se
novamente as diferentes vazões para o
fluido frio.
Em todas as variações de vazão para
os fluidos quente e frio, esperou-se as
temperaturas atingirem a estabilidade para
que fossem coletados os dados
apresentados no painel digital.

Resultados e Discussões

Com base no procedimento


experimental adotado, foram encontrados
os dados de temperaturas de entrada e
saída para os fluidos quente (TQ) e frio (TF)
em função das vazões adotadas para cada Desta forma, conhecendo-se Nu
um destes fluidos, conforme apresentado pode-se determinar o coeficiente de troca
na Tabela 2. Tendo estes valores térmica h segundo a equação:
conhecidos, bem como sabendo-se o 𝐾
ℎ= ∗ 𝑁𝑢 [21]
modelo do equipamento e as propriedades 𝑑ℎ
da água fria e água quente (Anexo A), pôde-
se calcular o valor da área total da troca Onde,
térmica, a vazão mássica, a velocidade
𝐾 = 𝑐𝑜𝑛𝑑𝑢𝑡𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑡é𝑟𝑚𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑎 á𝑔𝑢𝑎
média, os números adimensionais de
Reynolds (Re), Prandtl (Pr) e Nusselt (Nu), 𝑑ℎ = 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 ℎ𝑖𝑑𝑟á𝑢𝑙𝑖𝑐𝑜 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑜𝑐𝑎𝑑𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟
os coeficientes de troca térmica h e, por fim,
o coeficiente global de troca térmica U do De posse do coeficiente de troca
equipamento para cada vazão de fluido térmica convectiva de cada um dos fluidos,
escolhida. determinou-se o coeficiente global de troca
térmica U para cada combinação de valores
de vazão dos fluidos quente e frio a partir
Tabela 2 - Dados Experimentais da seguinte relação:
1
𝑈= 1 1 [22]
+
ℎ𝐹 ℎ𝑄

Os resultados obtidos encontram-se


descritos na Tabela 3:

Para todas vazões utilizadas


encontrou-se valores baixos de Reynolds, o
que determinou o sistema como estando
em regime laminar. Para tal, determina-se
o número de Nusselt da seguinte forma:
1
𝑁𝑢 = 0,333 ∗ 𝑅𝑒 0,5 ∗ 𝑃𝑟 3 [20]

Pois para regime laminar,

𝑎 = 0,332
𝑏 = 0,5
𝑐 = 1/3
Tabela 3 – Números Adimensionais, Coeficiente de Troca Térmica e Coeficiente Global de
Transferência de Calor

Re Nu h
Q quente
1.81E-04 2745.287 27.97669 52.789
(m^3/s)
Q fria (m^3/s) 1.17E-04 1461.576 21.98956 40.576
U (W/m2.K) 22.942
Q quente
1.81E-04 2746.132 27.981 52.797
(m^3/s)
Q fria (m^3/s) 7.78E-05 974.384 17.954 33.130
U (W/m2.K) 20.357
Q quente
1.81E-04 2746.132 27.981 52.79748
(m^3/s)
Q fria (m^3/s) 2.78E-05 347.994 10.72981 19.79905
U (W/m2.K) 14.399
Q quente
1.11E-04 1.69E+03 21.950 41.418
(m^3/s)
Q fria (m^3/s) 1.14E-04 1.43E+03 21.726 40.090
U (W/m2.K) 20.372
Q quente
1.11E-04 1689.927 21.950 41.418
(m^3/s)
Q fria (m^3/s) 7.78E-05 974.384 17.954 33.130
U (W/m2.K) 18.407
Q quente
1.11E-04 1689.927 21.950 41.418
(m^3/s)
Q fria (m^3/s) 2.78E-05 347.994 10.730 19.799
U (W/m2.K) 13.396
Q quente
5.56E-05 844.964 15.521 29.287
(m^3/s)
Q fria (m^3/s) 1.14E-04 1426.776 21.726 40.090
U (W/m2.K) 16.924
Q quente
5.56E-05 844.964 15.521 29.287
(m^3/s)
Q fria (m^3/s) 7.78E-05 974.384 17.954 33.130
U (W/m2.K) 15.545
Q quente
5.56E-05 8.45E+02 15.52107 29.287
(m^3/s)
Q fria (m^3/s) 2.78E-05 3.48E+02 10.72981 19.799
U (W/m2.K) 11.813
Conforme o esperado, observou-se quantidade de água quente em contato com
que mantendo a vazão de fluido quente a água fria.
constante, quanto maior a vazão de fluido
Entre diversas aplicações industriais,
frio, maior os valores obtidos para os
onde a água é usada como fluido frio pode-se
coeficientes convectivos de troca térmica,
citar o resfriamento de mosto na indústria
já que a massa de fluido frio que troca calor
cervejeira. O mosto, que é o resultado da
com o quente aumentou. Isso refletiu
mistura do malte, da água e do lúpulo, após
também no aumento do coeficiente global
o processo de fervura precisa ser resfriado
de troca térmica.
rapidamente, em condições assépticas, até a
Sabendo-se que a diferença de temperatura de fermentação adequada para
temperatura entre os fluidos quente e frio a levedura em uso. Os valores típicos para
varia ao longo do trocador de calor, deve-se cervejas Lager estão entre 8 e 12ºC, já para as
determinar a variação de temperatura cervejas de alta fermentação, entre 16 e 20ºC.
média ∆Tm equivalente para os dois, para
O equipamento usado para
cada vazão correspondente. Através do
resfriamento é o trocador de calor de placas
método da diferença de temperatura média
em estágio único ou duplo. Os fluidos
logarítmica (LMTD), calculou-se ∆Tm para
refrigerantes são a água fria a 2 ou 3ºC, e a
que fosse determinada a quantidade de
solução de glicol com temperaturas entre -3
calor trocada Q:
e -5ºC. A água quente resultante da troca
térmica é recolhida a uma temperatura de
80ºC. Essa água é reutilizada em algum ponto
Tabela 4 – Resultados Encontrados por Meio
do Método LMTD para Q e ∆Tm. do processo de fabricação. Os volumes de
água utilizados no resfriamento ficam em
torno de 1,1 vezes o volume de mosto.

Conclusão

De acordo com os resultados


alcançados, pôde-se concluir que o
presente relatório atingiu seus objetivos
aqui previamente deliberados,
aprimorando-se o conhecimento a
respeito do trocador de calor de placas.
Percebeu-se que a determinação dos
parâmetros adimensionais como número
de Reynolds, Nusselt e Prandt são
essenciais para análise da troca de calor
ocorrida, pois através deles, determina-se
Com base nos resultados descritos na o coeficiente global de transferência de
Tabela 4, nota-se que quanto maior a calor U, os coeficientes de troca térmica h
diferença nos valores de vazão dos fluidos e também a quantidade de calor trocada
quente e frio, maior é a taxa de Q.
transferência de calor, visto que maior é a
Uma análise crítica dos resultados
encontrados permitiu a conclusão de que o
experimento demonstrou ocorrer conforme
expectativas do grupo, pois estes resultados
encontram-se de acordo com a teoria de
troca de calor, aqui também antes
mencionada.

Para futuros experimentos, o grupo


sugere uma análise do fator de incrustação
do trocador de calor em quesito. Isto
porque sabe-se que o desempenho dos
trocadores de calor se deteriora com o
passar do tempo devido ao acúmulo de
sujidades nas superfícies de transferência
de calor. Ainda, como a água utilizada para
o experimento trata-se de água da rede
pode ocorrer facilmente depósito de cálcio
sobre as superfícies do trocador.

Referências
1. INCROPERA, F. P.; DEWITT, D. P.
Fundamentals of Heat and Mass
Transfer. New Jersey: JOHN WILEY &
SONS, 2012.

2. ÇENGEL, Y. A.; GHAJAR, A. J.


Transferência de calor e massa. [S.l.]:
McGraw-Hill, 2012.
 Anexos

Tabela 05 – Propriedades da água

K
T (C) média T(K) ρ (kg/m3) Pr μ(N.s/m2) ν (m2/s)
(W/m.K)

Fluido quente 41.368 314.518 991.7 6.34E-01 4.16 6.31E-04 6.36E-07

Fluido frio 30.777 303.927 995.5 6.20E-01 5.2 7.69E-04 7.72E-07