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Aula 08

Edificações p/ TRF 2ª Região (Analista Judiciário - Engenharia Civil) Com videoaulas

Professor: Marcus Campiteli


Edificações TRF-2/2017
Teoria e Questões
Profs. Marcus V. Campiteli Aula 8

AULA 8: Revestimentos

SUMÁRIO PÁGINA

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 2

1. INTRODUÇÃO 3

2. CHAPISCO 7

3. EMBOÇO 7

4. ARGAMASSA INDUSTRIALIZADA PARA


8
ASSENTAMENTO E REVESTIMENTO

5. REVESTIMENTO INTERNO EM ARGAMASSA


8
ÚNICA

6. REVESTIMENTO EXTERNO EM ARGAMASSA


9
ÚNICA

7. REBOCO 11

8. PASTA DE GESSO 13

9. REVESTIMENTO CERÂMICO DE PAREDES


14
INTERNAS

10. PASTILHAS 23

11. LAMINADO DECORATIVO DE ALTA PRESSÃO


24
(LDAP)

12. FORRO 25

13. QUESTÕES COMENTADAS 29

14. LISTA DE QUESTÕES APRESENTADAS 59

15. GABARITO 71

16. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 72

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Pessoal, para este assunto de Revestimentos, adotamos as


normas da ABNT, o livro “Técnica de Edificar”, do autor Walid Yazigi,
e, subsidiariamente, o Manual de Obras Públicas – Edificações –
Práticas da SEAP.

Os comentários das questões da FCC são de autoria do Prof.


Paulo Affonso.

Boa sorte a todos !

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REVESTIMENTOS

1 – INTRODUÇÃO

Todas as superfícies destinadas a receber revestimento de


argamassa de areia serão chapiscadas com argamassa de cimento e
areia, com aditivo adesivo.

O revestimento de argamassa de areia será constituído por


camada única de argamassa industrializada ou pelas seguintes
camadas contínuas, superpostas e uniformes:

- emboço (massa grossa), aplicado sobre a superfície


chapiscada;

- reboco (massa fina), aplicado sobre o emboço.

A alvenaria deve estar concluída e fixada (encunhada) e os


peitoris, marcos (batentes) e contra-marcos têm de estar
chumbados. As superfícies das paredes e dos tetos precisam ser
limpas e abundantemente molhadas antes do início da operação.

O fechamento dos vãos destinados ao embutimento da


tubulação de prumadas terá de ser feito com o emprego de tela
deployé ou galvanizada tipo galinheiro.

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É preciso ser previamente executadas faixas-mestras, de forma


a garantir o desempeno perfeito do emboço (aprumado e plano). A
espessura do revestimento de argamassa tem de ser de acordo com
as normas técnicas:

• nas paredes internas: 5 mm ≤ e ≤ 20 mm

• nas paredes externas: 20 mm ≤ e ≤ 30 mm

• nos tetos: e ≤ 20 mm.

De acordo com a NBR 7200, quando se fizer uso de argamassas


preparadas em obra, as bases de revestimento devem ter as
seguintes idades mínimas:

a) 28 dias de idade para as estruturas de concreto e


alvenarias armadas estruturais;

b) 14 dias de idade para alvenarias não armadas estruturais


e alvenarias sem função estrutural de tijolos, blocos cerâmicos,
blocos de concreto e concreto celular, admitindo-se que os blocos de
concreto tenham sido curados durante pelo menos 28 dias antes da
sua utilização;

c) três dias de idade do chapisco para aplicação do emboço


ou camada única; para climas quentes e secos, com temperatura
acima de 30°C, este prazo pode ser reduzido para dois dias;

d) 21 dias de idade para o emboço de argamassa de cal, para


início dos serviços de reboco;

e) sete dias de idade do emboço de argamassas mistas ou


hidráulicas, para início dos serviços de reboco;

f) 21 dias de idade do revestimento de reboco ou camada


única, para execução de acabamento decorativo.

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A cal virgem para construção deve ser imediatamente extinta.


O tempo mínimo de maturação da pasta de cal virgem é de uma
semana antes da utilização na argamassa.

O revestimento de argamassa pode ser de camada única


(argamassa única) ou de duas camadas (emboço e reboco).

a) Areia para Argamassa de Revestimento

A fração de grãos com diâmetro de até 0,2 mm deve


representar entre 10% e 25% (em massa) e a quantidade de
material fino de granulometria inferior a 0,075 mm (peneira n° 200)
não pode ultrapassar 5% (em massa). A dimensão máxima
característica da areia tem de ser de:

- 5 mm para chapisco

- 3 mm para emboço

- 1 mm para reboco

b) Trabalhabilidade

Argamassa com boa trabalhabilidade é aquela que:

- deixa penetrar facilmente a colher de pedreiro, porém sem ser


fluida

- mantém-se coesa ao ser transportada, mas não adere à


colher de pedreiro ao ser lançada;

- distribui-se facilmente e preenche todas as reentrâncias do


substrato (base);

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- não endurece rapidamente quando aplicada.

c) Movimentação Térmica e por Retração em Argamassa de


Revestimento

As fissuras em argamassas de revestimento, provocadas por


movimentação térmica das paredes, dependerão sobretudo do
módulo de deformação do revestimento, sendo sempre desejável que
sua capacidade de deformação supere com razoável folga a
capacidade de deformação da parede propriamente dita.

As fissuras induzidas por movimentação térmica no corpo do


revestimento em geral são regularmente distribuídas e com aberturas
bastante reduzidas (espécie de gretagem). As fissuras desenvolvidas
em argamassa de revestimento manifestam-se por solicitações
higrotérmicas e, sobretudo, por retratação da argamassa.

A incidência dessas fissuras será tanto maior quanto maiores


forem a resistência à tração e o módulo de deformação da
argamassa.

Portanto, as argamassas de revestimento deverão trazer na sua


constituição teores consideráveis de cal, sendo comum o emprego
dos traços 1:1:6, 1:2:9, 1:2,5:10 e 1:3:12 (cimento, cal e areia, em
volume).

Além da dosagem adequada, a qualidade dos materiais é


preponderante para a obtenção de boa argamassa de revestimento.
Areia com elevado teor de finos, impurezas orgânicas ou aglomerados
argilosos favorecerá o surgimento de fissuras de retração da
argamassa, além de provocar outras patologias. A cal hidratada
poderá conter teor bastante elevado de material inerte adulterante,
ou seja, finos inertes que induzirão retrações acentuadas em
argamassas, mesmo que bem dosadas.

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2 - CHAPISCO

O substrato precisa ser abundantemente molhado antes de


receber o chapisco, para que não ocorra absorção, principalmente
pelos blocos, da água necessária à cura da argamassa do chapisco.

Pode ser industrializado ou preparado na obra. Neste caso, o


chapisco precisa ser feito com argamassa fluida de cimento e areia no
traço 1:3 em volume, com adição de aditivo adesivo (aplicado sobre a
alvenaria e a estrutura).

A argamassa tem de ser projetada energicamente, de baixo


para cima contra a alvenaria a ser revestida, e aplicada com
desempenadeira dentada sobre a estrutura de concreto.

O revestimento em chapisco se fará tanto nas superfícies


verticais ou horizontais de concreto como também nas superfícies
verticais de alvenaria, para posterior revestimento (emboço ou massa
única). A espessura máxima do chapisco será de 5 mm.

3 – EMBOÇO

O emboço somente poderá ser aplicado após a pega completa


do chapisco. É constituído por uma camada de argamassa, nos traços
a serem escolhidos, de acordo com as seguintes finalidades:

- emboço externo: traço 1:1:4 de cimento, cal em pasta e


areia grossa, em volume;

- emboço interno: traço 1:1:6 de cimento, cal em pasta e areia


grossa, em volume.

Nunca poderá ser utilizada areia salitrada.

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A aplicação terá de ser feita sobre superfície previamente


umedecida. A espessura não poderá exceder a 2 cm. Deverá resultar
em superfície áspera, a fim de possibilitar e facilitar a aderência do
reboco.

A argamassa contendo cimento deverá ser aplicada dentro de 2


½ h a contar do primeiro contato do cimento com a água.

4 – ARGAMASSA INDUSTRIALIZADA PARA ASSENTAMENTO E


REVESTIMENTO

As principais propriedades exigíveis para a argamassa


industrializada (para revestimento único e assentamento) cumprir
adequadamente suas funções são as seguintes: trabalhabilidade,
capacidade de aderência, capacidade de absorção de deformações,
restrição ao aparecimento de fissuras, resistência mecânica e
durabilidade.

As demais propriedades (resistência superficial, resistência à


compressão, capacidade de retenção de água, teor de ar incorporado
e durabilidade) também precisam ser verificadas ao longo do
processo de seleção do fornecedor.

Revestimento com espessura superior a 2,5 cm deve ser


executado em duas camadas.

5 – REVESTIMENTO INTERNO EM ARGAMASSA ÚNICA

Recomenda-se utilizar argamassa industrializada (pronta para


uso), que é fabricada com cimento portland, calcário e aditivos (não
contém cal), preparada em estado seco e homogêneo, necessitando
adicionar apenas água na quantidade requerida.

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A espessura do revestimento deve ser entre 1,5 cm e 2,5 cm.


Acima de 2,5 cm a aplicação tem de ser feita em duas camadas.

Deve-se aguardar o puxamento (momento em que,


pressionando os dedos, estes não conseguem penetrar na
argamassa, permanecendo limpos) para sarrafear a argamassa com
régua de alumínio apoiada sobre as mestras, de baixo para cima,
recobrindo todas as falhas.

A textura acabada da argamassa única é a do reboco.

Podem ser usados os seguintes tipos de acabamento superficial


da argamassa:

- grosso: para revestimentos em que a espessura global seja


maior que 5 cm (com cerâmica, por exemplo);

- fino: acabamento de base para pintura aplicada diretamente


sobre a argamassa;

- feltrado ou acamurçado: acabamento de base para massa


corrida acrílica e posterior pintura.

O limite de resistência de aderência á tração deve ser no


mínimo 0,3 MPa.

6 – REVESTIMENTO EXTERNO EM ARGAMASSA ÚNICA

É aconselhável montar os andaimes sem apoiá-los nas paredes


(afastados cerca de 20 cm delas) ou usar balancins (andaimes
suspensos).

A espessura do revestimento deve ser entre 2 cm e 3 cm.


Acima de 2,5 cm, a aplicação tem de ser feita em duas camadas.

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Inicialmente, é preciso locar e fixar na platibanda arames


aprumados e apropriadamente afastados de fachada. Em seguida,
analisar o alinhamento dos arames e depois os pontos de maior e
menor espessura, medindo a distância entre os arames e a fachada.

As juntas de trabalho (juntas de dilatação) têm de ser


executadas logo após o desempeno da superfície.

É importante obedecer à dosagem de água. O seu excesso ou a


sua falta altera a resistência da argamassa.

É indispensável dar total atenção aos seguintes detalhes


construtivos:

- reforços com tela de aço zincado: a ser


obrigatoriamente feitos nos encontros da alvenaria com a
estrutura (excluindo-se os casos de alvenaria estrutural). Devem ser
realizados no pavimento sobre pilotis e nos dois ou três últimos
andares do prédio. A tela tem de ser chumbada no substrato
(alvenaria e estrutura com pinos, grampos etc.). É recomendável o
uso, sob a tela, de fita de polietileno com largura de 7,5 cm
recobrindo o encontro da alvenaria com a estrutura). Utilizar tela
metálica onde o revestimento tiver espessura superior a 3 cm.

- juntas de trabalho (juntas de dilatação): as juntas


horizontais devem estar na divisa de cada andar e as verticais a cada
6 m para panos maiores que 24 m2. Recomenda-se o posicionamento
das juntas nos encontros da alvenaria com concreto; no encontro do
revestimento de argamassa com o de outro tipo; no nível dos peitoris
e das vergas de janela; superpondo às juntas de dilatação (juntas de
trabalho) da base (substrato); acompanhando as juntas de dilatação
estruturais. A profundidade da junta em argamassa, a receber
acabamento pintado, tem de ser a metade da espessura do

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revestimento, sendo pelo menos de 1,5 cm, porém garantindo o


mínimo de 1 cm de revestimento no fundo da junta. A sua largura
pode ser de 1,5 cm a 2 cm. É necessário realizar a junta
imediatamente após o término da execução do painel de
revestimento (argamassa única ou emboço).

O revestimento de uma fachada tem de ser interrompido a


cerca de 5 cm das quinas existentes. Ao revestir a fachada adjacente,
é preciso completar simultaneamente o revestimento remanescente
da faixa de 5 cm da fachada do outro lado do canto externo.

Recomenda-se que sejam feitos, no início da aplicação, os


seguintes testes no revestimento:

- de resistência de aderência á tração por meio de ensaio de


arrancamento, no qual o limite de resistência de aderência á tração
deve ser no mínimo 0,3 MPa;

- de permeabilidade, utilizando-se como equipamento uma


câmara aspersora de água sob pressão (ensaio do cachimbo) na face
revestida da fachada, que até 8 h não pode produzir umidade no lado
interno da alvenaria.

7 – REBOCO

O reboco só poderá ser aplicado 24 h após a pega completa do


emboço, e depois do assentamento dos peitoris e marcos.

Nos locais expostos à ação direta e intensa do sol ou do vento,


o reboco terá de ser protegido de forma a impedir que a sua secagem
se processe demasiadamente rápida.

a) Argamassa Fina Industrializada para Interiores

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Trata-se de material industrializado para reboco, à base de cal


hidratada e areia classificada, fornecida de modo a necessitar apenas
a adição de água para a sua aplicação.

As principais propriedades exigíveis para a argamassa


industrializada para revestimento fino cumprir adequadamente suas
funções são as seguintes: trabalhabilidade, capacidade de aderência,
capacidade de absorver deformações, restrição ao aparecimento de
fissuras, resistência mecânica e durabilidade. As demais propriedades
(resistência superficial, resistência á compressão, capacidade de
retenção de água, teor de ar incorporado e durabilidade) também
devem ser verificadas ao longo do processo de seleção do fornecedor.

b) Argamassa Fina Industrializada para Fachadas

Trata-se de material para reboco hidrófugo, impermeabilizado,


que protege as fachadas das construções contra a penetração de
água de chuva. A argamassa é composta de areia classificada, cal
hidratada, cimento portland e aditivo impermeabilizante que dá
qualidades hidrófugas ao material. Sua cor é clara, quase branca.

Somente 30 d após a sua aplicação, a argamassa fina poderá


ser pintada com tinta PVA ou acrílica.

c) Reboco Rústico

O reboco rústico é executado com argamassa no traço 1:4 de


cimento e areia, adicionando corante, quando especificado. É aplicado
com a mesma técnica do chapisco. A aplicação, para obter
uniformidade no acabamento, poderá ser feita projetando a
argamassa através de uma peneira.

d) Vesículas

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As vesículas surgem geralmente no reboco e são causadas por


uma série de fatores, como a existência de pedras de cal não
completamente extintas, matéria orgânica contida nos agregados,
torrões de argila dispersos na argamassa, ou outras impurezas, como
mica, pirita e torrões ferruginosos.

As vesículas decorrentes dos problemas apresentados pela cal


hidratada surgem em pequenos pontos localizados do revestimento,
incham progressivamente e acabam destacando a pintura
(deixando o reboco aparente). O fenômeno acontece após a aplicação
do revestimento e em um prazo de três meses.

Isso ocorre quando o óxido de cálcio livre, presente na cal. se


hidrata e, devido à existência de grãos maiores na cal, não ocorre a
possibilidade de a argamassa absorvera expansão. Resumindo, se
houver óxido de cálcio livre na forma de grãos grossos, sua expansão
não poderá ser absorvida pelos vazios da argamassa, ocorrendo a
formação de vesículas.

8 – PASTA DE GESSO

É aplicada diretamente como revestimento em paredes internas


executadas com blocos, seja utilizado simplesmente como pasta
obtida pelo amassamento do gesso com água, seja em mistura com
areia, sob a forma de argamassa. O material não se presta,
normalmente, para aplicações exteriores por se deteriorar em
consequência da solubilização na água.

O gesso para revestimento não poderá conter menos de 60%


de gesso calcinado. É fornecido sob a forma de pó branco, de elevada
finura, cuja densidade aparente varia de 0,7 a 1,0. A pega do gesso é

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acompanhada de elevação de temperatura, por ser a hidratação uma


reação exotérmica.

O tempo de pega é:

- início: de 3 min 45 s a 16 min 40 s

- fim: de 5 min 25 s a 24 min 45 s.

Apresenta como propriedades: endurecimento rápido, bom


isolante térmico e acústico, plasticidade da pasta fresca e lisura da
superfície endurecida.

As pastas e argamassas de gesso aderem muito bem ao tijolo e


aderem mal às superfícies de madeira. Pode-se executar gesso
armado como se faz argamassa armada de cimento, porém a
armadura deve ser de ferro galvanizado.

O gesso confere aos revestimentos considerável resistência ao


fogo.

Dispensa chapisco, emboço ou reboco. A espessura mediado


revestimento em gesso é de até 5 mm. Mais espessa, torna-se
antieconômica e tende a trincar-se.

9 – REVESTIMENTO CERÂMICO DE PAREDES INTERNAS

Pessoal, este capítulo baseia-se no Manual de Assentamento de


Revestimentos Cerâmicos – Paredes Internas < http://www.
comercialoro.com.ar/manuales/paredesinternas.pdf>, por ele
consolidar as informações das normas da ABNT aplicáveis, que são as
fontes mais confiáveis para a nossa prova.

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Uma parede revestida com placas cerâmicas é formada


basicamente por 6 camadas de materiais diferentes: base, chapisco,
emboço, argamassa colante, rejunte, revestimento cerâmico.

A argamassa para chapisco deve ter o traço em volumes


aparentes de 1:3 de cimento e areia média úmida.

A argamassa para o emboço deve ter o traço em volumes


aparentes variando de 1:1:6 a 1:2:9 de cimento, cal hidratada e
areia média úmida.

Argamassa colante, também conhecida como cimento colante,


cimento cola ou argamassa adesiva, é um produto industrializado,
utilizado no assentamento de placas cerâmicas, tanto de paredes
como de pisos.

O tipo de adesivo a ser utilizado depende do ambiente em que


a cerâmica está sendo assentado. A norma brasileira NBR 14081
especifica para paredes internas a argamassa colante industrializada
do tipo AC-I.

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A argamassa para rejuntamento, ou simplesmente rejunte, é


utilizada no preenchimento das juntas entre duas placas cerâmicas
consecutivas, e tem por função apoiar e proteger as arestas das
placas cerâmicas. Da mesma forma que para a argamassa colante, o
tipo de rejunte a ser usado depende do ambiente onde será aplicado.

Em paredes expostas a ação da umidade, como por exemplo


box de banheiro, deve ser usado rejunte impermeável, para evitar
que a água penetre para o interior da parede, aumentando, com isto,
a durabilidade do revestimento e evitando a eflorescência.

Revestimentos cerâmicos para paredes, conhecidos


popularmente por azulejos, são placas cerâmicas fabricadas a partir
de uma mistura de argila. As costas das placas possuem garras, para
auxiliar na aderência com a superfície onde serão assentadas, e são
denominadas de tardoz.

Para paredes pode ser usado o grupo 0 com relação à


resistência à abrasão.

1.1 - Juntas

a) Juntas de Assentamento: também conhecidas por rejunte, são


espaços entre as placas cerâmicas que compõe o revestimento,
preenchidas com material flexível, chamado de argamassa para
rejuntamento. A largura das juntas depende do tamanho da placa
cerâmica e, para paredes internas, a norma brasileira (NBR 8214)
estabelece os seguintes valores mínimos:

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O preenchimento das juntas de assentamento pode ser iniciado


no mínimo 3 dias após concluído o assentamento das placas.

b) Junta de Movimentação: são espaços que dividem a parede


revestida em painéis. Iniciam-se no encontro entre duas placas
cerâmicas e atravessam a camada de emboço. Estas juntas,
algumas vezes, são chamadas de juntas de expansão/contração.

Segundo a norma NBR 8214, em paredes internas devem ser


executadas juntas de movimentação quando:

• A área da parede for > 32 m2;

• O comprimento da parede for > 8 m;

• No encontro entre duas paredes;

• No encontro da parede com pilares;

• No encontro com outros tipos de revestimento;

• Quando houver mudança de materiais que compõe a parede;

• Interfaces entre estrutura de concreto e alvenaria.

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Para paredes internas, a norma brasileira (NBR 8214) recomenda


as seguintes larguras mínimas para as juntas de movimentação:

O preenchimento da junta se inicia após o endurecimento da


argamassa colante e a limpeza das juntas.

O material da junta de movimentação deve ser altamente


compressível, podendo ser usado isopor, mangueira plástica, corda
betumada, etc. A junta deverá ser vedada com um selante flexível,
com características adequadas às condições de exposição e às
deformações esperadas.

c) Junta de Dessolidarização: são espaços deixados no encontro


da parede revestida com pisos, forros, pilares, vigas ou com outros
tipos de revestimento. Estes espaços se iniciam no encontro
entre duas placas cerâmicas e atravessam a camada de
emboço.

d) Juntas Estruturais: são espaços previstos no projeto estrutural,


com a finalidade de garantir a segurança da edificação frente às
cargas mecânicas previstas no projeto. Estas juntas atravessam
toda a parede e tem sua largura especificada no projeto estrutural.

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Introduzido, neste espaço, um limitador de profundidade na


junta (mangueiras de plástico ou borracha, isopor, corda betumada,
etc.) para que não haja consumo excessivo de selante.

O selante empregado tanto para a vedação das juntas de


movimentação quanto para as juntas estruturais devem ser à base de
elastômeros, como poliuretano, polissulfeto, silicone, etc.

1.2 – Preparação para o Assentamento

A superfície da parede a ser revestida deve apresentar


rugosidade suficiente para garantir a aderência entre ela e a
argamassa colante. Com o objetivo de aumentar a rugosidade
superficial e regular a absorção da água, as paredes devem ser
chapiscadas.

Paredes em alvenaria de blocos de concreto celular e blocos


sílicocalcários que apresentam absorção elevada devem ser
umedecidas antes da aplicação da camada de regularização.

Os blocos sílicocalcários dispensam o chapisco. Nos blocos de


concreto pode-se dispensá-lo, a depender do acabamento da
superfície das duas paredes.

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a) Chapisco

O chapisco pode ser aplicado de três maneiras diferentes, em


função das características superficiais da base:

- Chapisco Convencional: consiste numa mistura de cimento


e areia grossa no traço 1:3 (em volume), de consistência fluida,
lançada energicamente com colher de pedreiro contra a superfície a
ser revestida. Deve-se permitir a secagem do chapisco durante, pelo
menos, 3 dias antes da aplicação da camada de regularização.

- Chapisco Rolado: consiste numa mistura de cimento, areia


média e resina PVA, de consistência fluida, aplicada sobre a superfície
a ser revestida com rolo para textura acrílica, em 3 demãos.

- Chapisco Industrializado: tipo de chapisco indicado


apenas para bases de concreto armado, devido ao consumo
elevado. Consiste na aplicação de argamassa adesiva (argamassa
colante) sobre a superfície a ser revestida, com desempenadeira
denteada (6 x 6 mm). Deve-se permitir a secagem da argamassa
por, pelo menos, 7 dias, para posterior aplicação da camada de
regularização.

b) Emboço

O emboço é uma camada de regularização que visa nivelar a


superfície da parede e corrigir defeitos e irregularidades da mesma.

Somente depois de transcorridos no mínimo 7 dias da


aplicação do chapisco é que poderão ser iniciados os trabalhos
de execução da camada de emboço.

O número de etapas em que o mesmo será executado depende


da espessura desejada para a camada de emboço. Deve-se aguardar
no mínimo 24 horas entre cada etapa.

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A camada de emboço deverá ser reforçada com tela de arame


galvanizado nos encontros entre estruturas de concreto armado e
alvenaria nos três últimos pavimentos e no primeiro pavimento sobre
pilotis, de uma das maneiras descritas a seguir:

A superfície final do emboço deverá ser sarrafeada e o


acabamento deve ser rústico, obtido por desempeno com
desempenadeira de madeira.

Somente depois de transcorridos no mínimo 21 dias da


aplicação do emboço, poderão ser iniciados os trabalhos de
assentamento do revestimento cerâmico.

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1.3 – Assentamento

O método de aplicação da argamassa colante depende da área


da placa cerâmica a ser assentada. Para placas cerâmicas com área
≤ 900 cm2, a aplicação da argamassa pode ser feita pelo método
convencional, ou seja, a aplicação da argamassa é somente na
parede, estando a placa cerâmica limpa e seca para o assentamento.
O posicionamento da peça deve ser tal que garanta contato pleno
entre seu tardoz e a argamassa. Para áreas > 900 cm2, a
argamassa deve ser aplicada tanto na parede quanto na
própria placa (método da dupla colagem). Os cordões formados
nessas duas superfícies devem se cruzar em ângulo de 90º, e a
cerâmica deve ser assentada de tal forma que os cordões estejam
perpendiculares entre si.

Devem sempre ser respeitados os tempos de uso, tempo em


aberto e tempo de ajuste, indicados na embalagem do produto,
levando-se em conta que em dias secos, quentes e com muito vento,
estes tempos são diminuídos. O final do tempo em aberto da
argamassa é indicado pela formação de uma película
esbranquiçada sobre os cordões de cola. A partir deste momento
as condições de assentamento ficam prejudicadas, podendo favorecer
o descolamento precoce da placa cerâmica.

Tempo em aberto é o tempo compreendido entre o


espalhamento da argamassa sobre a camada de regularização, e o
instante em que a mesma não mais apresente capacidade adesiva.

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O tardoz das placas cerâmicas a serem assentadas deve


estar limpo, isento de pó, gorduras, ou partículas secas e não deve
ser molhado antes do assentamento. A colocação das placas
cerâmicas deve ser feita debaixo para cima, uma fiada de cada vez.

A largura das juntas de assentamento pode ser garantida com o


uso de espaçadores plásticos.

10 – PASTILHAS

As pastilhas são mosaicos que têm, normalmente, 2.55 cm x


2,55 cm e espessura variando entre 4 mm e 5 mm. São vendidas
coladas a folha de papel kraft para facilitar a colocação. Esse papel
deverá ser retirado posteriormente por lavagem com água levemente
cáustica.

Há pastilhas de porcelana, de faiança, vidradas bem como


pastilhas de vidro.

A base para aplicação é o emboço sarrafeado,com acabamento


rústico (se necessário, a superfície deverá ser escarificada) de
argamassa rica em cimento portland comum, isenta de

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impermeabilizantes, devidamente curado (para evitar tensões de


retração da argamassa sobre o revestimento).

A execução do emboço precisa estar concluída no mínirno 10 d


antes do assentamento do mosaico e não apresentar fissuras, partes
ocas ou soltas.

Assentamento de grandes dimensões tem de ser interrompido


por juntas de movimentação (de dilatação) longitudinais e/ou
transversais. Em áreas externas, recontendam-se juntas, de 12 mm,
em área igual ou maior a 24 m2 ou sempre que a extensão do lado
for maior que 4 m; em áreas internas, de 15 mm, em área igual ou
maior a 32 m2 ou sempre que a extensão do lado for maior que 7 m.

Nunca usar pastilhas de vidro em pisos e piscinas.

11 – LAMINADO DECORATIVO DE ALTA PRESSÃO (LDAP)

O Laminado Decorativo de Alta Pressão - LDAP é uma chapa


para revestimento de substratos rígidos, composta de camadas de
material fibroso, celulósico (papel, por exemplo), impregnadas com
resinas termoestáveis, amínicas (melamínicas) e fenólicas, montadas,
prensadas sob condições de calor e alta pressão, em que as camadas
de superfície, em um ou ambos os lados, são decorativas.

Assim como a madeira natural, o LDAP tem também direções


longitudinal e transversal de fibras, sendo o seu comportamento
similar àquela em termos de estabilidade dimensional.

A umidade influencia na alteração dimensional do LDAP à razão


aproximada de 2:1 (transversal: longitudinal). Se a umidade diminui,
a chapa se contrai; se aquela aumenta esta se expande.

A espessura mínima é de 0,8 mm.

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Observadas as condições adequadas de aplicação, o LDAP


possui: resistência ao desgaste, resistência a manchas e a produtos
químicos domésticos não abrasivos, resistência a altas temperaturas,
resistência à água fervente, resistência a impactos, estabilidade de
cores (resistência â luz de xenônio), estabilidade dimensional
(uniformidade das medidas), fácil lavabilidade.

Sendo fácil de lavar, o LDAP não favorece a formação e


permanência de colônias de fungos, ácaros, germes e nichos de
insetos na sua superfície, o que o torna asséptico e não
alergênico.

São indicados os seguintes substratos: madeiras aglomerada,


compensada, maciça, médium density fiberboard (MDF), chapa dura
(hounde board) e também superfícies metálicas, todas de qualidade
normalizada, com grau de rigidez necessário para suportar a colagem
do laminado.

12 – FORRO

Os tipos de forro arquitetônico mais com um ente usados,


quanto ás características de sua fixação, são três: forros colados,
forros tarugados e forros suspensos.

- Os forros colados são uma forma de proteção ou


revestimento das faces internas dos planos de cobertura. Sua
finalidade pode estar ligada a exigências de conforto ambiental
(isolamento térmico ou absorção acústica) ou a intenções puramente
estéticas. Os chamados forros colados tanto podem ser realmente
colados por meio de adesivos especialmente desenvolvidos
(sobretudo quando se trata de lajes de concreto) assim como podem
ser pregados ou parafusados à estrutura principal (o que é comum
nas coberturas de telhado).

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- Os forros tarugados em madeira, PVC, gesso e estuque,


exigem a execução de uma grelha portante em madeira ou aço,
fixada às paredes ou à estrutura do edifício. Além da sustentação,
essa grelha serve para limitar os vãos, a serem recobertos, às
dimensões compatíveis com cada material empregado no
recobrimento. As réguas de madeira são pregadas ao madeiramento,
enquanto as de PVC podem ser rebitadas (com tarugamento
metálico) ou pregadas (em tarugamento de madeira). Os forros em
placas de gesso podem ser fixados com grampos metálicos inclusos,
enquanto os de estuque (constituídos de argamassa de areia, gesso e
cal, moldada in loco) se apoiam sobre uma tela de arame trançado ou
chapa de aço recortada e estirada (deployé), que é previamente
pregada no tarugamento.

- A principal característica que distingue os forros suspensos


modulados dos antigos forros colados e tarugados é o seu
sistema de fixação baseado em uma estrutura portante flexível e
polivalente: tirantes metálicos reguláveis fixados à cobertura do
ambiente, suspendendo uma grelha de perfis metálicos em que são
presos os painéis de fechamento. A primeira consequência desse
sistema de fixação é que resulta relativa independência entre a
estrutura do edifício e a estrutura do próprio plano do forro.

Outra característica fundamental, que decorre do recurso ao


sistema layin, é a mobilidade. Quase todos os forros suspensos
podem ter os seus painéis de fechamento removidos e substituídos,
sem prejuízo da estrutura portante, facilitando o acesso ao
sobreforro. Dessa maneira, esse espaço situado entre o forro e o
plano de cobertura, também conhecido como plenum, pode ser mais
bem aproveitado como caminhamento de dutos, cabos e canalização,
reduzindo o custo das instalações e facilitando sua manutenção.
Essas duas propriedades só não são válidas para os forros lisos de

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gesso (não modulados) que, mesmo construídos a partir de placas


suspensas, acabam funcionando como os superados forros de
estuque, formando uma superfície monolítica arrematada diretamente
sobre as paredes periféricas.

Os forros suspensos modulados possuem três componentes


principais: fixador, porta-painel e painel. Os dois primeiros compõem
a estrutura de sustentação, enquanto o terceiro responde pelo
resultado estético e funcional do forro. A esses três componentes
básicos, uma série de acessórios e arremates pode ser acrescentada
conforme cada caso. Os fixadores são quase sempre tirantes de aço
dotados de dispositivos para regulagem de nível. Os porta-painéis são
invariavelmente metálicos, podendo ser constituídos simplesmente de
perfilados de aço ou alumínio extrudado, ou de perfis associados a
outras peças metálicas ou plásticas, destinadas a facilitar a
colocação/remoção dos painéis. Estes, que são a face visível do forro,
podem ser confeccionados com os mais variados materiais e
apresentar os mais diversos desenhos e configurações: placas e
bandejas, réguas (forros lineares), colméias, lâminas verticais e
outras. O material constitutivo dos painéis permite uma outra
tipologia dos forros, assim resumida:

- Gesso: em placas lisas, perfuradas ou estriadas, com porta-


painéis aparentes ou oclusos;

- Fibras vegetais: em placas prensadas de fibras de pinus ou


eucalipto, pré-pintadas, lisas ou decoradas, perfuradas ou não, com
porta-painéis aparentes ou oclusos;

- Fibras minerais: em placas prensadas de lã de vidro ou


aglomerado de vermiculita expandida, com os mesmos acabamentos
do tipo anterior;

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- Resinas sintéticas: principalmente o PVC e o acrílico,


apresentadas em réguas ou placas opacas ou translúcidas, estas
últimas resultando nos chamados forros luminosos, quando
associadas à retroiluminação;

- Madeira: em placas, réguas ou colméias, ficam entre a


industrialização e o artesanato;

- Metal: principalmente alumínio e aço, apresentam-se nas


mais variadas configurações e acabamentos.

a) Forro Suspenso de Placas de Gesso

O gesso é um material que apresenta movimentações


higroscópio as (quando absorve ou perde umidade) acentuadas e,
ainda, resistência à tração e ao cisalhamento relativamente baixas.
Assim sendo, os forros constituídos por placas de gesso não
poderão ser encunhados nas paredes laterais, sendo necessário
prever folgas, em todo o contorno do forro, capazes de absorver as
movimentações do gesso ou da própria estrutura.

Nos forros muito longos, prever também juntas de


movimentação (dilatação) intermediárias, espaçadas entre si de no
máximo 5 m ou 6 m, devidamente arrematadas por mata-juntas
(normalmente perfis de alumínio, com seção em " T " ou " L " ).

Nos ambientes fechados, as placas poderão ser suspensas por


arames galvanizados, a serem chumbados no centro das placas para
a sua sustentação. Por sua vez. Os arames deverão ser fixados nas
lajes por meio de pino de aço, cravado a revólver.

Nos ambientes abertos (térreo sob pilotis, por exemplo), as


placas tem de ser estruturadas (armadas com sisal ou nervuradas na
face superior) e suspensas por pendurais rígidos, que suportam perfis

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horizontais de alumínio, onde se apoiam as placas, sendo necessário


sempre ser deixadas juntas de dilatação perimetrais.

13 – QUESTÕES COMENTADAS

1) (54 – Defensoria/2009 – FCC) No processo de


revestimento com placas cerâmicas, um dos fatores
importantes é a execução do rejuntamento, onde deve ser
observado:
(A) o momento certo para a limpeza das juntas é quando estas
ficam opacas, ou seja, quando o material já tiver perdido sua
plasticidade mas ainda não endureceu. A limpeza prematura
pode provocar a remoção parcial do rejunte e uma limpeza
tardia obrigará a uma ação agressiva, podendo causar a
deterioração irreversível da superfície cerâmica.

(B) as juntas e a superfície das peças assentadas devem ser


limpas enquanto a argamassa ainda estiver fresca, ou seja,
até 48 horas após o término do assentamento, mantendo-se
os espaçadores para que as dimensões das juntas sejam
preservadas.

(C) a cura perfeita do rejunte se dá após 12 dias, nos quais,


nos primeiros 8 dias, recomenda-se mantê-lo sempre úmido.

(D) a superfície impermeável da cerâmica se associa à


estabilidade do rejuntamento, evitando a contaminação por
substâncias tóxicas ou outro fluido, mas ficando suscetível à
ação de vapores, que alteram a estabilidade de cores e
tonalidades dos revestimentos cerâmicos, principalmente
quando se utilizam argamassas colantes de uso externo.

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(E) as juntas de assentamento regulam o desenvolvimento de


tensões entre as peças cerâmicas. O pouco espaçamento pode
causar quebras e até mesmo o desprendimento do
revestimento, razão pela qual a largura mínima dessas deve
ser de 2 mm.

Comentários:

No que diz respeito ao tempo de limpeza do excesso de material de


rejuntamento, de modo a validar a afirmativa A, a NBR 8.214
(Assentamento de azulejos) estabelece que:

5.1.5.4 O excedente da pasta deve ser removido com pano úmido,


assim que iniciar o endurecimento, a fim de evitar a aderência da
pasta à superfície do azulejo.

A NBR 7.200 (Execução de revestimento de paredes e tetos de


argamassas inorgânicas – Procedimento), por sua vez, invalida a
afirmativa B à medida que dispõe o seguinte:

11.3.2 Para a execução de juntas no revestimento, colocar um


elemento com dimensão igual à espessura da junta especificada no
projeto, antes do lançamento da argamassa de cada camada.

11.3.3 Após a argamassa ter adquirido uma consistência


apropriada, retirar o elemento, se ele não for deformável,
corrigindo-se possíveis falhas.

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A propósito das afirmativas até aqui comentadas, vale reproduzir


trecho da ET DE K 00/010 do DER/SP, que tem por referência o
Manual SEAP:

5.1.2 Cerâmica Assentada com Cimento Colante, Incluindo Rejunte


de Argamassa Pré-Fabricada
...

“Limpe todas as juntas e a superfície das peças assentadas enquanto


a argamassa ainda estiver fresca.

Retire os espaçadores e faça o rejuntamento, no mínimo, 24 horas


após o término do assentamento.

Prepare a argamassa de rejuntamento conforme as instruções da


embalagem.

Após a aplicação do rejunte, a limpeza do painel deve ser feita


quando o material já perdeu sua plasticidade, mas ainda não
endureceu.

O momento certo é quando a junta fica opaca.

A limpeza prematura pode provocar a remoção parcial do rejunte e


uma limpeza tardia obriga uma ação agressiva, podendo causar a
deterioração irreversível da superfície cerâmica.

A cura perfeita do rejunte se dá após 3 dias, período em que se


recomenda mantê-lo sempre úmido.”
...

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Assim, além de invalidar a afirmativa C, esta reprodução tem por


finalidade alertar os alunos para as possíveis fontes de consulta
adotadas pela banca examinadora da FCC.

Quanto às argamassas colantes de uso externo, são assim


conceituadas pela NBR 14.081 (Argamassa colante industrializada
para assentamento de placas de cerâmica – Especificação), o que
invalida a afirmativa D:

3.1.2 argamassa colante industrializada - tipo II: Argamassa que


atende às exigências da tabela 1 e com características de adesividade
que permitem absorver os esforços existentes em revestimentos de
pisos e paredes externas decorrentes de ciclos de flutuação térmica e
higrométrica, da ação de chuva e/ou vento, da ação de cargas como
as decorrentes do movimento de pedestres em áreas públicas e de
máquinas ou equipamentos leves sobre rodízios não metálicos.

Além disso, supera a argamassa colante de uso interno em todos os


requisitos exigíveis e constantes da Tabela 1 da norma em referência.

Por fim, no que se refere às tensões entre placas cerâmicas, a NBR


8.214 aponta a junta de movimentação, e não a junta de
assentamento, como elemento construtivo apropriado ao seu
combate, invalidando a afirmativa E:

3.4 Junta de movimentação: junta intermediária, normalmente mais


larga que as juntas de assentamento, projetada para aliviar
tensões provocadas pela movimentação da parede e/ou do
próprio revestimento.

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A mesma norma, aliás, estabelece na Tabela 1 as dimensões mínimas


de juntas de assentamento, que, segundo dimensões das peças
cerâmicas, vão de 1,0 mm a 2,5 mm para paredes internas e de 2,0
mm a 4,0 mm para paredes internas.

Gabarito: A

2) (51 – Metrô SP/2012 – FCC) A execução dos


revestimentos em argamassa tem uma sequência iniciada pelo
preparo da base e seguida pela definição do plano de
revestimento, aplicação das camadas e finalmente, pelo
acabamento. Com relação ao preparo da base, o chapisco deve
ser sempre aplicado nas fachadas e nas superfícies de
concreto, com a finalidade de melhorar a aderência entre o
concreto e a argamassa. Para melhorar a produtividade da
obra, ao invés do chapisco tradicional utiliza-se ou o chapisco
rolado ou o chapisco industrializado. Sobre este último, é
correto afirmar:
(A) Pode ser aplicado na fachada, tanto na estrutura quanto
na alvenaria.

(B) Só é necessário acrescentar água no momento da mistura.

(C) Sua aplicação resulta em uma película rugosa.

(D) É ideal para utilização interna, sobre a alvenaria.

(E) Em razão da reflexão na aplicação, apresenta perda


significativa de material caso o operário não seja experiente.

Comentários:

Segundo GARBIN, a classificação do chapisco quanto à forma de


aplicação é a seguinte:

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“Rolado: ...

Industrializado ou desempenado: aplicado com desempenadeira


dentada formando cordões. Usualmente executado sobre estrutura
de concreto. Os chapiscos industrializados normalmente possuem
propriedades superiores aos convencionais, pois são dosados em
laboratório, com maior controle, e também contem aditivos. No seu
preparo, só é necessário acrescentar água no momento da
mistura, na proporção definida pelo fabricante. Isso diminui a
perda de material no canteiro de obras e aumenta a produtividade
e rendimento.

...

Convencional ou tradicional: ... “

Gabarito: B

3) (51 – Defensoria-SP/2013) A propriedade da argamassa


relacionada à entrada da pasta nos poros, reentrâncias e
saliências da estrutura e que está relacionada à ancoragem da
argamassa na base é a
Fonte: < http://www.feng.pucrs.br/professores/mregina/ARQUITETURA_-_Materiais_Tecnicas_e_
Estruturas_I/estruturas_i_capitulo_IV_argamassa_de_revestimento.pdf> - Professoras Maria Regina
Costa Leggerini e Mauren Aurich.

Propriedades das argamassas:

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(A) retenção de água.

De acordo com Ratton Filho (1986), a retenção de água


caracteriza a argamassa que não perde rapidamente a água de
amassamento por evaporação ou absorção. A perda de água permite
um endurecimento prematuro, prejudicando a aderência e
dificultando o acabamento.

De acordo com Leggerini e Aurich, a retenção permite que as


reações de endurecimento sejam gradativas promovendo a adequada
hidratação do cimento com ganho de resistência. Propicia a
capacidade de absorver deformações e com isto aumenta a
durabilidade e vedação. A presença de cal e aditivos pode melhorar
esta capacidade.

(B) trabalhabilidade.

De acordo com Yazigi (2009), a argamassa com boa


trabalhabilidade é aquela que:

- deixa penetrar facilmente a colher de pedreiro, porém sem ser


fluida;

- mantém-se coesa ao ser transportada, mas não adere à


colher de pedreiro ao ser lançada;

- distribui-se facilmente e preenche todas as reentrâncias do


substrato (base);

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- não endurece rapidamente quando aplicada.

(C) aderência.

De acordo com Ratton Filho (1986), essa propriedade decorre


dos ligantes do aglomerante e caracteriza-se pela rugosidade
superficial do material em contato com a argamassa.

De acordo com Leggerini e Aurich, esta propriedade é


relacionada ao fenômeno mecânico que ocorre em superfícies
porosas, pela ancoragem da argamassa na base. Se dá pela
entrada da pasta nos poros, reentrâncias e saliências seguida
pelo endurecimento progressivo. A base de aplicação também
tem participação através de sua porosidade, rugosidade e condições
de limpeza da superfície de aplicação.

(D) retração da base.

De acordo com Leggerini e Aurich, a retração ocorre devido à


evaporação da água e pelas reações de hidratação e carbonatação
dos aglomerantes. A retração rápida pode provocar o aparecimento
de fissuras que podem ser prejudiciais, permitindo a percolação da
água quando no estado endurecido. Influem nesta propriedade o
traço, a espessura e o intervalo de aplicação das camadas. O tempo
de sarrafeameto e desempeno deve ser respeitado. Argamassas com
alto teor de cimento estão mais sujeitas à fissuração.

(E) absorção.

A absorção é a capacidade de absorver deformações.

Portanto, verifica-se que a definição do comando da questão


refere-se à aderência da argamassa.

Gabarito: C

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4) (27 – TRT-15/2013 – FCC) É considerada uma das


propriedades básicas no emprego da cal em argamassas,
sendo fisicamente um resultado da elevada área superficial da
cal,
(A) a viscosidade da relação areia/cal.

(B) o índice de incorporação de argila.

(C) a retenção de água.

(D) a instabilidade dos argilominerais.

(E) a exudação de água.

De acordo com Yazigi (2009), na construção civil, a cal tem


emprego extremamente variável, servindo para argamassas (de
assentamento e de revestimento – emboço e reboco – pintura,
misturas asfálticas, materiais isolantes, misturas solo-cal, produtos
de silicato cálcico, bloco silicocalcário, estuques etc. Na construção
predial, o principal uso da cal dá-se como aglomerante em
argamassas mistas de cimento, cal e areia. As principais propriedades
da cal nas argamassas são:

- proporciona economia por ser um aglomerante mais barato


que o cimento. Nesse sentido, é importante lembrar que a dosagem
das argamassas é feita em volume, enquanto a compra é realizada
por peso. Dessa forma, enquanto um saco de cimento pesa 50 kg e
tem o volume de aproximadamente 42 L, o mesmo peso de cal, além
de ter custo reduzido, tem o volume de cerca de 62 L (tipo III) ou 90
L (tipo I). A tabela abaixo ilustra alguns valores comparativos
aproximados:

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- permite maior capacidade de incorporação de areia;

- tem maior plasticidade;

- apresenta maior capacidade de retenção de água;

- possibilita certo grau de isolação térmica devido à maior


refletibilidade;

- como aglomerante, desenvolve capacidade razoável de


resistência à tração e compressão;

- melhora as condições de resistência ao aparecimento de


fissuras e trincas;

- apresenta ausência de eflorescências;

- detém pequena capacidade de reconstituição autógena das


fissuras;

- tem maior resistência à penetração de água;

- detém propriedades assépticas por desenvolver um meio


alcalino;

- é compatível com os diversos sistemas de pintura;

- permite efeito estético e de acabamento muito bons;

- proporciona durabilidade.

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Ainda de acordo com Yazigi (2009), a finura da cal afeta


diretamente a plasticidade e a retenção de água das pastas e
argamassas. Quanto mais acentuada a finura, maiores serão as
potencialidades das argamassas em termos de trabalhabilidade. A
capacidade de retenção de água da cal é importante, uma vez que
afeta a capacidade de aderência da argamassa aos elementos de
alvenaria.

Sabe-se que quanto maior a finura, maior é a superfície


específica do material.

Gabarito: C

5) (16 – CGU/2008 – ESAF) Para a especificação e execução


do serviço referente à argamassa de revestimento, é
necessário conhecer o desempenho de algumas de suas
propriedades, tanto no estado fresco como endurecido. Nesse
contexto, afirma-se que:

a) na determinação da massa específica absoluta, não são


considerados os vazios existentes no volume de argamassa.

Fonte: < http://pcc2436.pcc.usp.br/Textost%C3%A9cnicos/Revestimentos%20verticais/aula%205%


202005% 20texto%20argamassa.PDF>

As principais propriedades da argamassa no estado fresco, que


resultam nas propriedades do estado endurecido, são:

- Estado fresco: massa específica e teor de ar, trabalhabilidade,


retenção de água, aderência inicial, e retração na secagem.

- Estado endurecido: aderência, capacidade de absorver


deformações, resistência mecânica, resistência ao desgaste, e
durabilidade.

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A massa específica diz respeito à relação entre a massa da


argamassa e o seu volume e pode ser absoluta ou relativa.

Na determinação da massa específica absoluta, não são


considerados os vazios existentes no volume de argamassa. Já
na relativa, também chamada massa unitária, consideram-se os
vazios. A massa específica é imprescindível na dosagem das
argamassas, para a conversão do traço em massa para traço em
volume, que são comumente empregados na produção das
argamassas em obra.
Gabarito: Correta

b) à medida que cresce o teor de ar incorporado em uma


argamassa, a sua massa específica relativa aumenta.

Fonte: < http://pcc2436.pcc.usp.br/Textost%C3%A9cnicos/Revestimentos%20verticais/aula%205%


202005% 20texto%20argamassa.PDF>

O teor de ar é a quantidade de ar existente em um certo


volume de argamassa. À medida que cresce o teor de ar, a massa
específica relativa da argamassa diminui.
Gabarito: Errada

c) quanto menor for o módulo de deformação, menor é a


capacidade da argamassa de absorver deformação.

Fonte: < http://pcc2436.pcc.usp.br/Textost%C3%A9cnicos/Revestimentos%20verticais/aula%205%


202005% 20texto%20argamassa.PDF>

A capacidade de absorver deformações depende:


· do módulo de deformação da argamassa - quanto menor for
o módulo de deformação (menor teor de cimento), maior a
capacidade de absorver deformações;

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· da espessura das camadas - espessuras maiores contribuem


para melhorar essa propriedade; entretanto, deve-se tomar cuidado
para não se ter espessuras excessivas que poderão comprometer a
aderência;
· das juntas de trabalho do revestimento - as juntas delimitam
panos com dimensões menores, compatíveis com as deformações,
contribuindo para a obtenção de um revestimento sem fissuras
prejudiciais;
· da técnica de execução - a compressão após a aplicação da
argamassa e, também, a compressão durante o acabamento
superficial, iniciado no momento correto, vão contribuir para o não
aparecimento de fissuras.
O aparecimento de fissuras prejudiciais compromete a
aderência, a estanqueidade, o acabamento superficial e a
durabilidade do revestimento.
Gabarito: Errada

d) o tempo de sarrafeamento e desempeno é o tempo


necessário para a argamassa adquirir parte da água de
amassamento.

Fonte: < http://pcc2436.pcc.usp.br/Textost%C3%A9cnicos/Revestimentos%20verticais/aula%205%


202005% 20texto%20argamassa.PDF>

O tempo de sarrafeamento e desempeno significa o


período de tempo necessário para a argamassa perder parte
da água de amassamento e chegar a uma umidade adequada
para iniciar essas operações de acabamento superficial da
camada de argamassa. Caso essas operações sejam feitas com a
argamassa muito úmida podem ser formadas as fissuras e até
mesmo ocorrer o descolamento da argamassa em regiões da
superfície já revestida.

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Gabarito: Errada

e) a resistência mecânica diminui com a redução da proporção


de agregados na argamassa.

Fonte: < http://pcc2436.pcc.usp.br/Textost%C3%A9cnicos/Revestimentos%20verticais/aula%205%


202005% 20texto%20argamassa.PDF>

A resistência mecânica é a Propriedade dos revestimentos


suportarem as ações mecânicas de diferentes naturezas, devidas à
abrasão superficial, ao impacto e à contração termo-higroscópica.
Depende do consumo e natureza dos agregados e aglomerantes
da argamassa empregada e da técnica de execução que busca a
compactação da argamassa durante a sua aplicação e acabamento.
A resistência mecânica aumenta com a redução da
proporção de agregado na argamassa e varia inversamente
com a relação água/cimento da argamassa.
Gabarito: Errada

Gabarito: A

6) (23 – CGU/2008 – ESAF) Na execução de reforço do


emboço para evitar a ocorrência de fissuras, realizado em
geral no primeiro pavimento sobre pilotis e nos últimos
pavimentos, podem ser utilizados reforços do tipo argamassa
armada e reforço do tipo ponte de transmissão. É incorreto
afirmar que:

a) o reforço tipo ponte de transmissão necessita de espessura


maior que o reforço tipo argamassa armada.

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b) no reforço tipo ponte de transmissão, a tela é fixada pelas


bordas.
c) no reforço tipo argamassa armada, a tela de aço
galvanizado é colocada após chapar a primeira camada de
argamassa.
d) no reforço tipo ponte de transmissão, utiliza-se fita de
polietileno na interface concreto/alvenaria.
e) na região da lâmina plástica, a tela não deve entrar em
contato com o revestimento.

Fonte: <http://www.comunidadedaconstrucao.com.br/upload/ativos/114/anexo/colctelas.pdf>

O reforço tipo ponte de transmissão requer espessura


mínima do emboço de 20 mm.
Depois de executado o chapisco, é necessário fixar a tela de aço
galvanizado na superfície de concreto ou de alvenaria. A tela deve ser
fixada pelas bordas, por meio de fixadores como grampos,
chumbadores ou pinos. Aplica-se a argamassa sobre o conjunto,
fazendo com que a tela fique imersa no revestimento.
O reforço tipo argamassa armada necessita de espessura
mínima do emboço de 30 mm, com tela centralizada em relação à
espessura. Geralmente, é utilizada em regiões onde a argamassa tem
espessuras acima de 50 mm.
Para inserir o reforço de tela, é necessário executar uma
camada inicial com cerca de 15 mm a 25 mm de espessura,
comprimindo e alisando a argamassa. Depois, coloque a tela de aço
galvanizado e comprima-a fortemente contra a argamassa. Na
seqüência, execute o restante da camada de argamassa (de 15 mm a
25 mm) e prossiga com o acabamento.
A tela deve estar localizada no meio da camada do
revestimento de argamassa.

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Portanto, é o contrário do que diz o subitem A.

Gabarito: A

7) (54 – Metrô SP/2012 – FCC) Os revestimentos cerâmicos


podem ser utilizados para os revestimentos de pisos e paredes
tanto em ambientes residenciais quanto comerciais e
industriais. Na sua especificação deve ser considerada a classe
PEI (Porcelain Enamel Institute), relacionada à resistência ao
tráfego e ao desgaste por abrasão, além da classe de
resistência ao ataque químico de produtos de limpeza. Outro
fator importante que deve ser considerado é relacionado à
aplicação da placa cerâmica como piso ou como parede. Este
fator é o
(A) grau de porosidade.

(B) grupo de absorção de água.

(C) grau de permeabilidade.

(D) grupo de permeabilidade.

(E) grupo de absorção de produtos de limpeza.

Comentários:

De acordo com o Inmetro, em análise de revestimentos cerâmicos


baseada na NBR 13.818 (Placas cerâmicas para revestimento –
Especificação e Métodos de Ensaio) (descrição dos parâmetros dos
ensaios):

“Um dos parâmetros de classificação das placas cerâmicas é a


absorção de água, que tem influência direta sobre outras

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propriedades do produto. A resistência mecânica do produto, por


exemplo, é tanto maior, quanto mais baixa for a absorção.

As placas cerâmicas para revestimentos são classificadas, em função


da absorção de água, da seguinte maneira:

Porcelanatos: de baixa absorção e resistência mecânica alta (BIa Þ de


0 a 0,5%);

Grês: de baixa absorção e resistência mecânica alta (BIb Þ de 0,5 a


3%);

Semi-Grês: de média absorção e resistência mecânica média (BIIa Þ


de 3 a 6%);

Semi-Porosos: de alta absorção e resistência mecânica baixa (BIIb Þ


de 6 a 10%);

Porosos: de alta absorção e resistência mecânica baixa (BIII Þ acima


de 10%)

A informação sobre o Grupo de Absorção deve estar presente na


embalagem do produto e é de fundamental importância para que o
consumidor selecione produtos que se adeqüem às suas
necessidades, entre eles, o local onde será assentado. Para locais
mais úmidos, como banheiros, por exemplo, recomenda-se a
utilização de revestimentos com absorção de água menor e vice-
versa.

É importante ressaltar que as placas cerâmicas classificadas


como BIII, com absorção de água acima de 10%, são
recomendadas para serem utilizadas como revestimento de
parede (azulejo), justamente por possuírem alta absorção e,
portanto, resistência mecânica reduzida.”

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Gabarito: B

8) (50 – MPU/2004 – ESAF) Revestimentos cerâmicos são


uma alternativa bastante utilizada em função de sua
durabilidade e da facilidade de manutenção. Com relação a
revestimentos cerâmicos, é incorreto afirmar que:

a) os porcelanatos apresentam índices de absorção de água


extremamente baixos, normalmente entre 0 e 0,5%.
b) a resistência à abrasão de cerâmicas esmaltadas é
usualmente caracterizada pela escala PEI, sendo PEI-5
referente aos materiais de maior resistência.
c) uma das providências para redução de problemas de
descolamentos em revestimentos de fachada é o
estabelecimento de juntas de movimentação.
d) as argamassas colantes são caracterizadas como AC-I, AC-
II, AC-III e AC-III-E, respectivamente utilizadas em
aplicações internas, externas, sob altas tensões de
cisalhamento e quando é necessário um tempo em aberto
estendido.
e) a resistência à abrasão é um dos aspectos mais importantes
na especificação de revestimentos para paredes.

Pessoal, a resistência à abrasão é um dos aspectos mais


importantes na especificação de revestimentos para pisos em vez de
paredes.

Gabarito: E

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9) (56 – Sabesp Geotecnia/2012 – FCC) Os traços variam de


acordo com a utilização que será dada à argamassa. Uma
argamassa que possui em sua dosagem areia fina lavada deve
ser aplicada como

(A) chapisco.

(B) emboço.

(C) reboco.

(D) alvenaria de tijolo maciço.

(E) alvenaria de tijolo de 8 furos.

Comentários:

Conforme YAZIGI, a areia não pode conter impurezas, matéria


orgânica, torrões de argila ou minerais friáveis (que se desagregam
facilmente com o simples manuseio).

Além disso, a fração de grãos com diâmetro de até 0.2 mm deve


representar entre 10% e 25% (em massa) e a quantidade de
material fino de granulometria inferior a 0.075 mm (peneira n° 200)
não pode ultrapassar 5% (em massa). A dimensão máxima
característica da areia tem de ser de:

* 5 mm para chapisco
* 3 mm para emboço
* 1 mm para reboco.

Gabarito: C

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10) (74 – TCE-SE/2011 – FCC) Nos revestimentos de paredes


internas com placas cerâmicas e utilização de argamassa
colante,

(A) junta de assentamento é o espaço regular cuja função é


subdividir o revestimento para aliviar tensões provocadas pela
movimentação da parede ou do próprio revestimento.

(B) junta é o substrato constituído por superfície plana de


paredes sobre a qual é aplicada a argamassa colante, para
assentamento das placas cerâmicas.

(C) base é o espaço regular entre duas peças de materiais


idênticos ou distintos.

(D) tardoz é a face da placa cerâmica que fica em contato com


a argamassa de assentamento.

(E) engobe de proteção é o espaço regular entre duas placas


cerâmicas adjacentes.

A NBR 13.753 (Revestimento de piso interno ou externo com placas


cerâmicas e com utilização de argamassa colante – Procedimento),
define:

3.2 base: substrato constituído par camada de concreto simples ou


armado, laje maciça de concreto armado ou laje mista, sobre a qual
são aplicadas as camadas necessárias ao assentamento de
revestimento cerâmico com argamassa colante.

3.12 junta: espaço regular entre duas peças de materiais idênticos ou


distintos.

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3.13 junta de assentamento: espaço regular entre duas placas


cerâmicas adjacentes.

3.16 tardoz: face da placa cerâmica que fica em contato com a


argamassa de assentamento.

3.22 engobe de proteção: aplicação de cor branca nas saliências do


tardoz das placas cerâmicas, destinada a permitir a movimentação
das placas dentro do forno, sem aderir sobre os rolos.

Gabarito: D

11) (49 – TRF2/2012 – FCC) Para que os revestimentos de


argamassa possam cumprir adequadamente as suas funções,
é necessário que a argamassa apresente um conjunto de
propriedades, tanto no estado fresco quanto no estado
endurecido. É propriedade do material no estado endurecido a

(A) incorporação de ar.


(B) trabalhabilidade.
(C) retenção de água.
(D) retração na secagem.
(E) resistência ao desgaste.

Comentários:

Conforme MACIEL, BARROS e SABBATINI, as principais propriedades


da argamassa no estado fresco, que resultam nas propriedades no
estado endurecido são: massa específica e teor de ar,
trabalhabilidade, retenção de água, aderência inicial e retração na
secagem.

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No estado endurecido, as propriedades são: aderência, capacidade


de absorver deformações, resistência mecânica, resistência ao
desgaste e durabilidade.

Gabarito: E

12) (51 – TRF2/2012 – FCC)51. Os revestimentos de


argamassa são parte das vedações da edificação e não devem
ser utilizados, em hipótese alguma, como artifício para a
correção de irregularidades na alvenaria. Sobre a espessura
indicada para os revestimentos, analise:

I. No caso de revestimento do tipo emboço e reboco, a camada


de reboco deve ter, no máximo, 5 mm, sendo o restante
referente à camada de emboço.

II. Os revestimentos de paredes externas devem ter


espessura superior a 30 mm.

III. Caso a espessura do revestimento seja maior que a


recomendada por norma, devem ser previstos mecanismos
para garantia da aderência.

IV. No caso de revestimento com argamassa preparada in


loco, a espessura prevista deve ser aplicada em uma única
demão.

É correto o que consta em

(A) I, II, III e IV.

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(B) I e II, apenas.

(C) II e IV, apenas.

(D) III e IV, apenas.

(E) I e III, apenas.

Comentários:

Segundo YAZIGI, quando for utilizada camada de reboco, é


recomendável riscar com lápis todos os encontras de paredes entre si
e com os tetos, de maneira a conferir o nivelamento e o prumo dos
cantos internos. A argamassa fina deve ser aplicada com
desempenadeira de madeira, debaixo para cima, perfazendo uma
espessura não superior a 5 mm.

Por seu turno, a NBR 13.749 (Revestimentos de paredes e tetos de


argamassas inorgânicas – Especificação) determina:

5.3 Espessura

A espessura dos revestimentos internos e externos está indicada na


tabela 1.

Quando houver necessidade de empregar revestimento com


espessura superior, devem ser tomados cuidados especiais de
forma a garantir a aderência do revestimento.

Tabela 1

Revestimento Espessura
Parede interna 5 mm ≤ e ≤ 20 mm
Parede externa 20 mm ≤ e ≤ 30 mm
Tetos interno e externo e ≤ 20 mm

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Gabarito: E

13) (38 – TRF4/2010 – FCC) Sobre a execução de


revestimento cerâmico, considere a figura.

O detalhe X da figura refere-se à junta de

(A) continuidade.

(B) paraestruturação.

(C) plasticidade.

(D) escareamento.

(E) dessolidarização.

Comentários:

Assim como apresentado em aula, a junta de dessolidarização é


definida pelos espaços deixados no encontro da parede revestida
com pisos, forros, pilares, vigas ou com outros tipos de

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revestimento. Estes espaços se iniciam no encontro entre duas


placas cerâmicas e atravessam a camada de emboço.

A NBR 13.753 assim a define:

3.15 juntas de dessolidarização: espaço regular cuja função é


separar o revestimento do piso, para aliviar tensões provocadas
pela movimentação da base ou do próprio revestimento.

Gabarito: E

14) (39 – TRF4/2010 – FCC) Na aplicação de revestimento


cerâmico, um dos fatores de maior importância em relação à
colagem e à resistência da aplicação reside no tempo em
aberto, que é definido como o tempo

(A) máximo de uso da argamassa após seu preparo, que nas


argamassas de cimento não deve exceder a 2 horas e meia.

(B) compreendido entre o espalhamento da argamassa sobre


a camada de regularização e o instante em que ela não mais
apresenta capacidade adesiva.

(C) compreendido desde o preparo da argamassa adesiva até


o momento em que esta começa a endurecer.

(D) recomendado para a mistura da argamassa de cimento em


betoneira, em que o mínimo recomendado é de 3 minutos.

(E) durante o qual pode-se operar movimentações na peça


recém colocada sem prejuízo da aderência.

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Comentários:

Tempo em aberto é definido pela NBR 14.081 como o intervalo de


tempo decorrido entre o instante do espalhamento da argamassa
sobre o substrato até o momento em que o assentamento da placa
cerâmica, em condições padronizadas, resulta em aderência média ≥
a 0,5 MPa.

Noutras palavras, significa o tempo em que a argamassa colante


pode ficar estendida por sobre a base até a colocação da cerâmica,
sem que haja perda de sua propriedade adesiva.

Gabarito: B

15) (50 – Infraero/2009 - FCC) Na execução do


preenchimento das juntas de assentamento de revestimento
cerâmico em um anexo da INFRAERO, que abrigará uma
cozinha e que estará sujeita a grandes variações de
temperatura, deve-se utilizar argamassa de rejuntamento do
tipo

(A) preparada em obra, nos traços indicados para cada local


onde há variação de área termal, respeitando o intervalo de 2
a 4 horas entre as aplicações.

(B) flexível, aplicada após 72 horas do assentamento do


revestimento cerâmico, desde que as bordas e as juntas sejam
umedecidas previamente.

(C) semirrígidas e semi-isolantes, por meio de mistura de


argamassas de cimento e areia e vermiculita, em traços que
variam entre 1:2 até 1:4.

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(D) rígida e estanque, com aditivos especiais à base de


polivinila cloretada, ideais para locais de arco termal amplo e
cícilico.

(E) semirrígidas, industrializadas, indicadas para


assentamento e rejunte de porcelamidas, aplicadas entre 12 e
24 horas após o assentamento da cerâmica.

Comentários:

A NBR 13.753 conceitua argamassa colante industrializada da


seguinte maneira:

3.1 argamassa colante industrializada: produto industrial, no estado


seco, composto de cimento Portland, agregados minerais e aditivos
químicos, que, quando misturado com água, forma uma massa
viscosa, plástica e aderente, empregada no assentamento de placas
cerâmicas para revestimento.

A norma ainda define os quatro tipos de AC:

3.1.1 argamassa colante industrializada - tipo I: argamassa que


atende aos requisitos da tabela 1 e com características de resistência
às solicitações mecânicas e termoigrométricas típicas de
revestimentos internos, com exceção daqueles aplicados em saunas,
churrasqueiras, estufas e outros revestimentos especiais.

3.1.2 argamassa colante industrializada - tipo II: argamassa que


atende às exigências da tabela 1 e com características de adesividade
que permitem absorver os esforços existentes em revestimentos
de pisos e paredes externas decorrentes de ciclos de flutuação
térmica e higrométrica, da ação de chuva e/ou vento, da ação de

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cargas como as decorrentes do movimento de pedestres em áreas


públicas e de máquinas ou equipamentos leves sobre rodízios não
metálicos.

3.1.3 argamassa colante industrializada - tipo III: argamassa colante


industrializada que atende aos requisitos da tabela 1 e que apresenta
propriedades de modo a resistir a altas tensões de cisalhamento nas
interfaces substrato/adesivo e placa cerâmica/adesivo, juntamente
com uma aderência superior entre as interfaces em relação às
argamassas dos tipos I e II.

3.1.4 argamassa colante industrializada - tipo III-E: argamassa


colante industrializada que atende aos requisitos da tabela 1, similar
ao tipo III, com tempo em aberto estendido.

As argamassa flexíveis mais comuns no mercado são do tipo AC II e


AC III.

Complementarmente, como vimos antes, a cura perfeita do


rejunte se dá após 3 dias, período em que se recomenda
mantê-lo sempre úmido.”

Gabarito: B

16) (37 – Metro/2009/G07 – FCC) São requisitos necessários


para a execução de revestimentos argamassados:

(A) base limpa sem poeira e tempo de ocorrência da cura da


base menor de 12 dias.

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(B) alvenaria no prumo e alinhada e alvenaria elevada há pelo


menos 14 dias.

(C) base umedecida e uso de água canalizada em misturador


mecânico.

(D) hidratação da argamassa pelo método de absorção e uso


unicamente de argamassa de cal.

(E) ocorrência de caimento máximo de 1% e uso de


argamassa com traço 1:1, aditivada.

Comentários:

A NBR 7.200 assim estabelece:

5.2.1 Quando se fizer uso de argamassas preparadas em obra, as


bases de revestimento devem ter as seguintes idades mínimas:

...

b) 14 dias de idade para alvenarias não armadas estruturais e


alvenarias sem função estrutural de tijolos, blocos cerâmicos,
blocos de concreto e concreto celular, admitindo-se que os blocos de
concreto tenham sido curados durante pelo menos 28 dias antes da
sua utilização

A norma estabelece, ainda, que:

8.1.3 As bases de revestimento devem atender às exigências de


planeza, prumo e nivelamento fixadas nas respectivas normas
de alvenaria e de estruturas de concreto.

Gabarito: B

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17) (28 – TRT-15/2013 – FCC) Quando presentes no cimento,


os materiais carbonáticos finamente divididos são conhecidos
como fíler calcário. Tal adição nos concretos e nas argamassas

(A) aumentam a trabalhabilidade e diminuem a


permeabilidade e a capilaridade.

(B) aumentam a trabalhabilidade e a permeabilidade e


diminuem a capilaridade.

(C) diminuem a trabalhabilidade e aumentam a


permeabilidade e a capilaridade.

(D) diminuem a trabalhabilidade, a permeabilidade e a


capilaridade.

(E) aumentam a trabalhabilidade, a permeabilidade e a


capilaridade.

De acordo com ABCP (2002), os materiais carbonáticos são rochas


moídas, que apresentam carbonato de cálcio em sua constituição tais
como o próprio calcário.

A sua adição serve para tornar os concretos e as argamassas


mais trabalháveis, porque os grãos ou partículas desses materiais
moídos têm dimensões adequadas para se alojar entre os grãos ou
partículas dos demais componentes do cimento, funcionando como
um verdadeiro lubrificante. Quando presentes no cimento são
conhecidos como fíler calcário.

Tendo que em vista que as partículas do fíler calcário se alojam


entre os grãos do cimento, a sua adição reduz a permeabilidade e a
capilaridade dos concretos e argamassas.

Gabarito: A

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18) (53 – MPE-AM/2013 – FCC) Os aglomerantes, como as


cales, o gesso e os cimentos, são produtos empregados para
rejuntar as alvenarias ou para a execução de revestimentos.
Os aglomerantes podem ser naturais ou artificiais, conforme
for utilizada: apenas uma matéria-prima ou a mistura de duas
ou mais matérias-primas. No cimento aluminoso, utiliza-se

(A) óxido e cloreto de magnésio.

(B) calcário pouco argiloso e calcário dolomítico.

(C) apenas calcário argiloso.

(D) mistura de calcário e argila.

(E) mistura de calcário e bauxita.

De acordo com Bauer (2012), o cimento aluminoso resulta do


cozimento de uma mistura de bauxita e calcário. É um cimento
refratário de primeira qualidade, podendo resistir a temperaturas
superiores a 1.200ºC e, em misturas com agregados
convenientemente escolhidos, até acima de 1.400ºC.

Gabarito: E

14 - QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA

1) (54 – Defensoria/2009 – FCC) No processo de


revestimento com placas cerâmicas, um dos fatores
importantes é a execução do rejuntamento, onde deve ser
observado:

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(A) o momento certo para a limpeza das juntas é quando estas


ficam opacas, ou seja, quando o material já tiver perdido sua
plasticidade mas ainda não endureceu. A limpeza prematura
pode provocar a remoção parcial do rejunte e uma limpeza
tardia obrigará a uma ação agressiva, podendo causar a
deterioração irreversível da superfície cerâmica.

(B) as juntas e a superfície das peças assentadas devem ser


limpas enquanto a argamassa ainda estiver fresca, ou seja,
até 48 horas após o término do assentamento, mantendo-se
os espaçadores para que as dimensões das juntas sejam
preservadas.

(C) a cura perfeita do rejunte se dá após 12 dias, nos quais,


nos primeiros 8 dias, recomenda-se mantê-lo sempre úmido.

(D) a superfície impermeável da cerâmica se associa à


estabilidade do rejuntamento, evitando a contaminação por
substâncias tóxicas ou outro fluido, mas ficando suscetível à
ação de vapores, que alteram a estabilidade de cores e
tonalidades dos revestimentos cerâmicos, principalmente
quando se utilizam argamassas colantes de uso externo.

(E) as juntas de assentamento regulam o desenvolvimento de


tensões entre as peças cerâmicas. O pouco espaçamento pode
causar quebras e até mesmo o desprendimento do
revestimento, razão pela qual a largura mínima dessas deve
ser de 2 mm.

2) (51 – Metrô SP/2012 – FCC) A execução dos


revestimentos em argamassa tem uma sequência iniciada pelo
preparo da base e seguida pela definição do plano de

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revestimento, aplicação das camadas e finalmente, pelo


acabamento. Com relação ao preparo da base, o chapisco deve
ser sempre aplicado nas fachadas e nas superfícies de
concreto, com a finalidade de melhorar a aderência entre o
concreto e a argamassa. Para melhorar a produtividade da
obra, ao invés do chapisco tradicional utiliza-se ou o chapisco
rolado ou o chapisco industrializado. Sobre este último, é
correto afirmar:

(A) Pode ser aplicado na fachada, tanto na estrutura quanto


na alvenaria.

(B) Só é necessário acrescentar água no momento da mistura.

(C) Sua aplicação resulta em uma película rugosa.

(D) É ideal para utilização interna, sobre a alvenaria.

(E) Em razão da reflexão na aplicação, apresenta perda


significativa de material caso o operário não seja experiente.

3) (51 – Defensoria-SP/2013) A propriedade da argamassa


relacionada à entrada da pasta nos poros, reentrâncias e
saliências da estrutura e que está relacionada à ancoragem da
argamassa na base é a

(A) retenção de água.

(B) trabalhabilidade.

(C) aderência.

(D) retração da base.

(E) absorção.

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4) (27 – TRT-15/2013 – FCC) É considerada uma das


propriedades básicas no emprego da cal em argamassas,
sendo fisicamente um resultado da elevada área superficial da
cal,

(A) a viscosidade da relação areia/cal.

(B) o índice de incorporação de argila.

(C) a retenção de água.

(D) a instabilidade dos argilominerais.

(E) a exudação de água.

5) (16 – CGU/2008 – ESAF) Para a especificação e execução


do serviço referente à argamassa de revestimento, é
necessário conhecer o desempenho de algumas de suas
propriedades, tanto no estado fresco como endurecido. Nesse
contexto, afirma-se que:

a) na determinação da massa específica absoluta, não são


considerados os vazios existentes no volume de argamassa.

b) à medida que cresce o teor de ar incorporado em uma


argamassa, a sua massa específica relativa aumenta.

c) quanto menor for o módulo de deformação, menor é a


capacidade da argamassa de absorver deformação.

d) o tempo de sarrafeamento e desempeno é o tempo


necessário para a argamassa adquirir parte da água de
amassamento.

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e) a resistência mecânica diminui com a redução da proporção


de agregados na argamassa.

6) (23 – CGU/2008 – ESAF) Na execução de reforço do


emboço para evitar a ocorrência de fissuras, realizado em
geral no primeiro pavimento sobre pilotis e nos últimos
pavimentos, podem ser utilizados reforços do tipo argamassa
armada e reforço do tipo ponte de transmissão. É incorreto
afirmar que:

a) o reforço tipo ponte de transmissão necessita de espessura


maior que o reforço tipo argamassa armada.
b) no reforço tipo ponte de transmissão, a tela é fixada pelas
bordas.
c) no reforço tipo argamassa armada, a tela de aço
galvanizado é colocada após chapar a primeira camada de
argamassa.
d) no reforço tipo ponte de transmissão, utiliza-se fita de
polietileno na interface concreto/alvenaria.
e) na região da lâmina plástica, a tela não deve entrar em
contato com o revestimento.
`
7) (54 – Metrô SP/2012 – FCC) Os revestimentos cerâmicos
podem ser utilizados para os revestimentos de pisos e paredes
tanto em ambientes residenciais quanto comerciais e
industriais. Na sua especificação deve ser considerada a classe
PEI (Porcelain Enamel Institute), relacionada à resistência ao
tráfego e ao desgaste por abrasão, além da classe de
resistência ao ataque químico de produtos de limpeza. Outro
fator importante que deve ser considerado é relacionado à

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aplicação da placa cerâmica como piso ou como parede. Este


fator é o

(A) grau de porosidade.

(B) grupo de absorção de água.

(C) grau de permeabilidade.

(D) grupo de permeabilidade.

(E) grupo de absorção de produtos de limpeza.

8) (50 – MPU/2004 – ESAF) Revestimentos cerâmicos são


uma alternativa bastante utilizada em função de sua
durabilidade e da facilidade de manutenção. Com relação a
revestimentos cerâmicos, é incorreto afirmar que:

a) os porcelanatos apresentam índices de absorção de água


extremamente baixos, normalmente entre 0 e 0,5%.
b) a resistência à abrasão de cerâmicas esmaltadas é
usualmente caracterizada pela escala PEI, sendo PEI-5
referente aos materiais de maior resistência.
c) uma das providências para redução de problemas de
descolamentos em revestimentos de fachada é o
estabelecimento de juntas de movimentação.
d) as argamassas colantes são caracterizadas como AC-I, AC-
II, AC-III e AC-III-E, respectivamente utilizadas em
aplicações internas, externas, sob altas tensões de
cisalhamento e quando é necessário um tempo em aberto
estendido.
e) a resistência à abrasão é um dos aspectos mais importantes
na especificação de revestimentos para paredes.

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9) (56 – Sabesp Geotecnia/2012 – FCC) Os traços variam de


acordo com a utilização que será dada à argamassa. Uma
argamassa que possui em sua dosagem areia fina lavada deve
ser aplicada como

(A) chapisco.

(B) emboço.

(C) reboco.

(D) alvenaria de tijolo maciço.

(E) alvenaria de tijolo de 8 furos.

10) (74 – TCE-SE/2011 – FCC) Nos revestimentos de paredes


internas com placas cerâmicas e utilização de argamassa
colante,

(A) junta de assentamento é o espaço regular cuja função é


subdividir o revestimento para aliviar tensões provocadas pela
movimentação da parede ou do próprio revestimento.

(B) junta é o substrato constituído por superfície plana de


paredes sobre a qual é aplicada a argamassa colante, para
assentamento das placas cerâmicas.

(C) base é o espaço regular entre duas peças de materiais


idênticos ou distintos.

(D) tardoz é a face da placa cerâmica que fica em contato com


a argamassa de assentamento.

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(E) engobe de proteção é o espaço regular entre duas placas


cerâmicas adjacentes.

11) (49 – TRF2/2012 – FCC) Para que os revestimentos de


argamassa possam cumprir adequadamente as suas funções,
é necessário que a argamassa apresente um conjunto de
propriedades, tanto no estado fresco quanto no estado
endurecido. É propriedade do material no estado endurecido a

(A) incorporação de ar.


(B) trabalhabilidade.
(C) retenção de água.
(D) retração na secagem.
(E) resistência ao desgaste.

12) (51 – TRF2/2012 – FCC) Os revestimentos de argamassa


são parte das vedações da edificação e não devem ser
utilizados, em hipótese alguma, como artifício para a correção
de irregularidades na alvenaria. Sobre a espessura indicada
para os revestimentos, analise:

I. No caso de revestimento do tipo emboço e reboco, a camada


de reboco deve ter, no máximo, 5 mm, sendo o restante
referente à camada de emboço.

II. Os revestimentos de paredes externas devem ter


espessura superior a 30 mm.

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III. Caso a espessura do revestimento seja maior que a


recomendada por norma, devem ser previstos mecanismos
para garantia da aderência.

IV. No caso de revestimento com argamassa preparada in


loco, a espessura prevista deve ser aplicada em uma única
demão.

É correto o que consta em

(A) I, II, III e IV.

(B) I e II, apenas.

(C) II e IV, apenas.

(D) III e IV, apenas.

(E) I e III, apenas.

13) (38 – TRF4/2010 – FCC) Sobre a execução de


revestimento cerâmico, considere a figura.

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O detalhe X da figura refere-se à junta de

(A) continuidade.

(B) paraestruturação.

(C) plasticidade.

(D) escareamento.

(E) dessolidarização.

14) (39 – TRF4/2010 – FCC) Na aplicação de revestimento


cerâmico, um dos fatores de maior importância em relação à
colagem e à resistência da aplicação reside no tempo em
aberto, que é definido como o tempo

(A) máximo de uso da argamassa após seu preparo, que nas


argamassas de cimento não deve exceder a 2 horas e meia.

(B) compreendido entre o espalhamento da argamassa sobre


a camada de regularização e o instante em que ela não mais
apresenta capacidade adesiva.

(C) compreendido desde o preparo da argamassa adesiva até


o momento em que esta começa a endurecer.

(D) recomendado para a mistura da argamassa de cimento em


betoneira, em que o mínimo recomendado é de 3 minutos.

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(E) durante o qual pode-se operar movimentações na peça


recém colocada sem prejuízo da aderência.

15) (50 – Infraero/2009 - FCC) Na execução do


preenchimento das juntas de assentamento de revestimento
cerâmico em um anexo da INFRAERO, que abrigará uma
cozinha e que estará sujeita a grandes variações de
temperatura, deve-se utilizar argamassa de rejuntamento do
tipo

(A) preparada em obra, nos traços indicados para cada local


onde há variação de área termal, respeitando o intervalo de 2
a 4 horas entre as aplicações.

(B) flexível, aplicada após 72 horas do assentamento do


revestimento cerâmico, desde que as bordas e as juntas sejam
umedecidas previamente.

(C) semirrígidas e semi-isolantes, por meio de mistura de


argamassas de cimento e areia e vermiculita, em traços que
variam entre 1:2 até 1:4.

(D) rígida e estanque, com aditivos especiais à base de


polivinila cloretada, ideais para locais de arco termal amplo e
cícilico.

(E) semirrígidas, industrializadas, indicadas para


assentamento e rejunte de porcelamidas, aplicadas entre 12 e
24 horas após o assentamento da cerâmica.

16) (37 – Metro/2009/G07 – FCC) São requisitos necessários


para a execução de revestimentos argamassados:

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(A) base limpa sem poeira e tempo de ocorrência da cura da


base menor de 12 dias.

(B) alvenaria no prumo e alinhada e alvenaria elevada há pelo


menos 14 dias.

(C) base umedecida e uso de água canalizada em misturador


mecânico.

(D) hidratação da argamassa pelo método de absorção e uso


unicamente de argamassa de cal.

(E) ocorrência de caimento máximo de 1% e uso de


argamassa com traço 1:1, aditivada.

17) (28 – TRT-15/2013 – FCC) Quando presentes no cimento,


os materiais carbonáticos finamente divididos são conhecidos
como fíler calcário. Tal adição nos concretos e nas argamassas

(A) aumentam a trabalhabilidade e diminuem a


permeabilidade e a capilaridade.

(B) aumentam a trabalhabilidade e a permeabilidade e


diminuem a capilaridade.

(C) diminuem a trabalhabilidade e aumentam a


permeabilidade e a capilaridade.

(D) diminuem a trabalhabilidade, a permeabilidade e a


capilaridade.

(E) aumentam a trabalhabilidade, a permeabilidade e a


capilaridade.

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18) (53 – MPE-AM/2013 – FCC) Os aglomerantes, como as


cales, o gesso e os cimentos, são produtos empregados para
rejuntar as alvenarias ou para a execução de revestimentos.
Os aglomerantes podem ser naturais ou artificiais, conforme
for utilizada: apenas uma matéria-prima ou a mistura de duas
ou mais matérias-primas. No cimento aluminoso, utiliza-se

(A) óxido e cloreto de magnésio.

(B) calcário pouco argiloso e calcário dolomítico.

(C) apenas calcário argiloso.

(D) mistura de calcário e argila.

(E) mistura de calcário e bauxita.

15 - GABARITO

1) A 2) B 3) C 4) C

5) A 6) A 7) B 8) E

9) C 10) D 11) E 12) E

13) E 14) B 15) B 16) B

17) A 18) E

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16 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP. Guia básico de


utilização do cimento portland. 7ª Edição. São Paulo, 2002.

- Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. NBR 7200/98 –


Execução de revestimento de paredes e tetos de argamassas
inorgânicas – Procedimento.

- Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. NBR 8214/83 –


Assentamento de Azulejos.

- Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. NBR 13817/97


– Placas cerâmicas para revestimento - Classificação.

- Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. NBR 13818/97


– Placas cerâmicas para revestimento e métodos de ensaio.

- Azeredo, Hélio Alves de. O Edifício e seu Acabamento. São Paulo.


Edgard Blucher, 1987. 8ª Reimpressão: 2006.

- Ratton Filho, Hostílio X. Tecnologia das Misturas Ligantes


Minerais – Inertes. Rio de Janeiro. IME: 1986.

- Roman, Leslie Maria Finger [et al.]. Manual de Assentamento de


Revestimentos Cerâmicos – Paredes Internas. Acessado no sitio:
<http://www.artecincobrasil.com/sistema_padrao/arquivos_dos_sites
/elizabeth/downloads/paredes_internas.pdf>, em 29/04/2012.

- Yazigi, Walid. Técnica de Edificar. São Paulo. Pini: 2009.

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