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TRE

Mais de 250 testes comentados


Tribunal Regional Eleitoral

Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco


Alessandra Alves Barea
Bruna Pinotti Garcia.
Raissa Yukie Yamasaki Rodrigues
Rafael de Lazari
Francielly Schmeiske
Guilherme Moraes Cardoso
Bruno Tulim e Silva
NOSSA EQUIPE

AUTORES
Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco
Alessandra Alves Barea
Bruna Pinotti Garcia.
Raissa Yukie Yamasaki Rodrigues
Rafael de Lazari
Francielly Schmeiske
Guilherme Moraes Cardoso
Bruno Tulim e Silva

COORDENAÇÃO GERAL
Juliana Pivotto
Pedro Moura

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
Emanuela A. de Souza

DIAGRAMAÇÃO
Elaine C. Gomes

DESIGN GRÁFICO
Bruno Fernandes

CONTATO: EDITORA NOVA CONCURSOS


FONE: 0800 77 22 556
WWW.NOVACONCURSOS.COM.BR
Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco
Especialista em Estudos Linguísticos e Ensino de Línguas pela UNESP;
Graduada em Letras pela FAI.

Alessandra Alves Barea


Especialização em Uso das Tecnologias em Informação; Licenciatura
em Informática; Licenciatura em Pedagogia; Graduação em Tecnologia em
Processamento de Dados; Professora da ETEC Professor Massuyuki Kawano,
unidade do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, em Tupã.

Bruna Pinotti Garcia.


Advogada e pesquisadora. Mestre em Teoria do Direito e do Estado pelo
Centro Universitário Eurípides de Marília (UNIVEM) - bolsista CAPES. Membro
dos grupos de pesquisa “Constitucionalização do Direito Processual” e “Núcleo
de Estudos e Pesquisas em Direito e Internet”. Professora de curso preparatório
para concursos (Grupo Nova) e universitária (Faculdade do Noroeste de
Minas – FINOM). Autora de diversos artigos jurídicos publicados em revistas
qualificadas e anais de eventos, notadamente na área do direito eletrônico e
dos direitos humanos.

Raissa Yukie Yamasaki Rodrigues


Engenheira Eletricista com ênfase em eletrônica pela
Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Rafael de Lazari
Advogado e consultor jurídico. Doutorando em Direito pela Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP. Mestre em Direito pelo Centro
Universitário “Eurípides Soares da Rocha”, de Marília/SP - UNIVEM. Professor
convidado de Pós-Graduação. Professor convidado da Escola Superior de
Advocacia. Professor convidado de Cursos preparatórios para concursos e
Exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Palestrante no Brasil e no exterior.
Autor, organizador e participante de inúmeras obras jurídicas. Autor de mais
de uma centena de artigos jurídicos publicados em periódicos especializados
em Direito no Brasil e no exterior. Colaborador permanente e parecerista de
diversos periódicos especializados em Direito.

Francielly Schmeiske
Advogada. Procuradora do Município de Ribeirão Claro/PR. Pós-graduada
em Direito do Estado pelas Faculdades Integradas de Ourinhos/SP.

Guilherme M. Cardoso
Mestre em Teoria do Direito e do Estado pelo Centro Universitário Eurípides
de Marília; Bacharel em Direito pelo Centro Universitário Eurípides de Marília/SP;
Advogado; Consultor Jurídico; Militante nas áreas de empresarial, agronegócios
e cível; Professor Universitário.

Bruno Tulim e Silva


Advogado – Graduado em Direito pelo Centro Universitário Eurípedes de
Marília/SP, UNIVEM; com Curso de Atualização em Direito pelo Complexo
Jurídico Damásio de Jesus; Pós-Graduando em Direito Administrativo pela
Universidade Anhanguera.
ÍNDICE
Apresentação..............................................................................................................................................09
Língua Portuguesa - Questões de 1 a 40..........................................................................................11
Noções de Informática - Questões de 41 a 80............................................................................ 22
Normas aplicáveis aos Servidores Públicos Federais - Questões de 81 a 120.............44
Raciocínio Lógico - Questões de 121 a 160.................................................................................... 62
Direito Constitucional - Questões de 161 a 204.......................................................................... 75
Direito Eleitoral - Questões de 205 a 248........................................................... ..........................93
Direito Administrativo - Questões de 249 a 292.......................................................................118
APRESENTAÇÃO

Olá! Disponibilizamos ao leitor mais uma importante ferramenta de estudos para concursos públicos, o
último degrau a ser superado por aqueles que sonham com a estabilidade empregativa aliada a uma remu-
neração geralmente atrativa. Se trata de obra com questões comentadas de Tribunais Regionais Eleitorais,
de acordo com os principais editais e perfis de incidência nas provas.
Com efeito, a resolução de questões é, indubitavelmente, um grande meio de preparação do candidato.
Vejamos os motivos:
Em primeiro lugar, porque cada instituição organizadora de concursos possui o seu próprio banco de
dados, cujas questões são escolhidas aleatoriamente, de acordo com um grau específico de dificuldade,
a depender do cargo que se almeja. Não raras vezes, pois, questões já aplicadas são repetidas ou pouco
modificadas na prova que se presta, de forma que o aluno que resolve costumeiramente questões amplia
suas chances de encontrar numa prova algum exercício já enfrentado durante o período de estudos. Vale
lembrar que, ainda que o estudante tenha resolvido mais de mil questões, p. ex., e só encontrado uma de-
las na prova prestada, tal fato representa êxito absoluto: uma única questão pode representar a diferença
entre estar mil posições acima ou mil posições abaixo!
Em segundo lugar, porque é preciso dosar o tempo ao se enfrentar um concurso público. Uma impor-
tante tática de estudos consiste em selecionar o mesmo número de questões que serão exigidas na prova,
para que sejam resolvidas no mesmo tempo que será disponibilizado para respondê-las. Essa simulação
demonstrará o preparo do candidato, físico e mental, para resolver provas por vezes extensas. Isto porque,
há uma diferença muito grande entre resolver exercícios pausadamente, no aconchego do lar, e respondê-
-las durante a realização do concurso. A tensão, o nervosismo e o cansaço podem atrapalhar o candidato
quando da feitura de seu exame. Assim, se o candidato está bem preparado para a jornada que vai enfren-
tar, faz a prova mais confiante, e sente menos o desgaste que um concurso público proporciona.
Em terceiro lugar, porque ao estudar para concursos públicos resolvendo questões, o candidato apren-
de como determinados temas são cobrados pelos examinadores. O que se está a dizer é que o “concursei-
ro”, invariavelmente, aprende a ler as expressões “sempre” e “nunca” em assertivas com certas ressalvas, p.
ex., ou aprende a distinguir se o examinador quer saber o posicionamento legal, o posicionamento doutri-
nário, ou o posicionamento jurisprudencial (se houver divergência entre eles) num outro exemplo. Trata-se
de técnica de observação de questões que muitas vezes pode levar o candidato a acertá-las ainda que
não saiba ou não se lembre do conteúdo que é exigido na pergunta. Nestes momentos, além do preparo, é
preciso se valer de técnicas de lógica. E, aquele que resolve questões constantemente acaba aprendendo
a observar estas nuanças automaticamente.
Isto posto, na presente obra foram selecionadas questões das mais variadas dificuldades, especifica-
mente direcionadas aos concursos de Tribunais Regionais Eleitorais. A título de exemplo, neste prumo, são
resolvidas as clássicas questões de múltipla escolha - consistentes em assinalar a alternativa correta ou a
alternativa incorreta -, aquelas que importam marcar “verdadeiro” ou “falso” para se aferir o número de
itens corretos e errados, bem como as questões que consistem em simplesmente julgar uma alternativa,
marcando-a como “correta” ou “errada”.
Ademais, o conteúdo dos comentários por vezes excede à própria resolução de questões e funciona
como uma doutrina para que tem de fazer, também, provas discursivas e provas orais. Por isso, pode-se
aqui afirmar sem qualquer temor de equívoco que o teor do que aqui é trabalhado prepara o aluno, em pri-
meiro lugar, para as provas objetivas, e, em segundo lugar, para as provas discursivas e orais, se for o caso.
Sem mais tomar o tempo do leitor (e, desde já, agradecendo por ter lido até aqui), convém reforçar o
anseio destes autores para que o estudante tenha fé (caso siga uma religião), e, sobretudo, perseverança.
Existem aqueles que conseguem alcançar seus objetivos logo no primeiro exame; existem aqueles que con-
seguem alcançá-los somente depois de vários exames. O importante é que todos acabam alcançando-os,
cedo ou tarde. Só não os alcança quem deles desiste. Por isso, jamais desista de seus sonhos se não houver
um motivo plausível que justifique isso! O desejo de uma boa leitura (e um bom estudo) a todos é sincero.

Os autores
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

LÍNGUA PORTUGUESA

1-) (TRE/PR – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta em:
(A) O mundo moderno, apesar das pesquisas que se desenvolve atualmente, ainda dependem dos derivados de petróleo.
(B) É sabido de todos as situações que resulta em desastre para o meio ambiente do uso excessivo de pesticidas agrícolas.
(C) Tem sido feito, em todo o planeta, esforços no sentido de preservar os recursos naturais, muitos dos quais já vem se esgo-
tando.
(D) A água, um dos recursos naturais essenciais à vida no planeta, já se mostram escassos em regiões bastante populosas.
(E) A garantia de sobrevivência de nossa espécie deverá basear-se na conscientização sobre a necessária preservação dos recur-
sos naturais.

(A) O mundo moderno, apesar das pesquisas que se desenvolve atualmente, ainda dependem (depende) dos derivados de petróleo.
(B) É sabido de todos as situações que resulta (resultam) em desastre para o meio ambiente do uso excessivo de pesticidas agrícolas.
(C) Tem sido feito, (têm sido feitos) em todo o planeta, esforços no sentido de preservar os recursos naturais, muitos dos quais já vem
(vêm) se esgotando.
(D) A água, um dos recursos naturais essenciais à vida no planeta, já se mostram (mostra) escassos (escassa) em regiões bastante po-
pulosas.
(E) A garantia de sobrevivência de nossa espécie deverá basear-se na conscientização sobre a necessária preservação dos recursos
naturais.

RESPOSTA: “E”.

2-) (TRE/SP – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plu-
ral para preencher de modo adequado a lacuna da seguinte frase:
(A) As acusações que ...... (promover) quem defende o “assembleísmo” baseiam-se na decantada “soberania” das assembleias.
(B) Não ...... (convir) aos radicais da meritocracia admitir que pode haver boas resoluções obtidas pelo critério do voto.
(C) Por que ...... (haver) de caber a um simples passageiro as responsabilidades do comando de uma aeronave?
(D) O que aos bons políticos não ...... (poder) faltar, sobretudo nos momentos de decisão, é o espírito público.
(E) Não ...... (caber) às associações de classe, em assembleias, avaliar o mérito técnico, julgar a qualificação profissional de al-
guém.
(A) As acusações que (promover) quem defende o “assembleísmo” baseiam-se na decantada “soberania” das assembleias. = promove
(B) Não (convir) aos radicais da meritocracia admitir que pode haver boas resoluções obtidas pelo critério do voto.= convém
(C) Por que (haver) de caber a um simples passageiro as responsabilidades do comando de uma aeronave? = haverão
(D) O que aos bons políticos não (poder) faltar, sobretudo nos momentos de decisão, é o espírito público.= poderá
(E) Não (caber) às associações de classe, em assembleias, avaliar o mérito técnico, julgar a qualificação profissional de alguém. = cabe

RESPOSTA: “C”.

3-) (TRE/PR – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) O segmento grifado está sendo substituído pelo pronome de modo INCOR-
RETO em:
(A) teve um impacto ambiental positivo = teve-o
(B) que forneciam o óleo dos lampiões e lamparinas = que o forneciam
(C) teriam custos proibitivos = tê-los-iam
(D) que têm as moléculas = que têm-las
(E) já que eles aumentam o nosso conforto = já que eles o aumentam
(A) teve um impacto ambiental positivo = teve-o
(B) que forneciam o óleo dos lampiões e lamparinas = que o forneciam
(C) teriam custos proibitivos = tê-los-iam
(D) que têm as moléculas = que têm-las = que as têm
(E) já que eles aumentam o nosso conforto = já que eles o aumentam

RESPOSTA: “D”.

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(TRE/CE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) Atenção: As questões de números 4 a 7, referem-se ao texto abaixo.
O tempo, como o dinheiro, é um recurso escasso. Isso poderia sugerir que ele se presta, portanto, à aplicação do cálculo econômico
visando o seu melhor proveito. O uso racional do tempo seria aquele que maximiza a utilidade de cada hora do dia. Diante de cada opção
de utilização do tempo, a pessoa delibera e escolhe exatamente aquela que lhe proporciona a melhor relação entre custos e benefícios.
Ocorre que a aplicação do cálculo econômico às decisões sobre o uso do tempo é neutra em relação aos fins, mas exigente no tocante
aos meios. Ela cobra uma atenção alerta e um exercício constante de avaliação racional do valor do tempo gasto. O problema é que isso
tende a minar uma certa disposição à entrega e ao abandono, os quais são essenciais nas atividades que envolvem de um modo mais
pleno as faculdades humanas. A atenção consciente à passagem das horas e a preocupação com o seu uso racional estimulam a adoção
de uma atitude que nos impede de fazer o melhor uso do tempo.
Valéry investigou a realidade dessa questão nas condições da vida moderna: “O lazer aparente ainda permanece conosco e, de fato,
está protegido e propagado por medidas legais e pelo progresso mecânico. O nosso ócio interno, todavia, algo muito diferente do lazer
cronometrado, está desaparecendo. Estamos perdendo aquela vacuidade benéfica que traz a mente de volta à sua verdadeira liberdade.
As demandas, a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse precioso repouso.”
O paradoxo é claro. Quanto mais calculamos o benefício de uma hora “gasta” desta ou daquela maneira, mais nos afastamos de
tudo aquilo que gostaríamos que ela fosse: um momento de entrega, abandono e plenitude na correnteza da vida. Na amizade e no
amor; no trabalho criativo e na busca do saber; no esporte e na fruição do belo − as horas mais felizes de nossas vidas são precisamente
aquelas em que perdemos a noção da hora.

(Adaptado de Eduardo Giannetti. O valor do amanhã. São Paulo, Cia. das Letras, 2005, p.206-209)

4-) (TRE/CE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) O posicionamento crítico adotado pelo autor em relação ao emprego do cál-
culo econômico sobre a utilização do tempo está em:
(A) O uso racional do tempo seria aquele que maximiza a utilidade de cada hora do dia.
(B) Diante de cada opção de utilização do tempo, a pessoa delibera e escolhe exatamente aquela que lhe proporciona a melhor
relação entre custos e benefícios.
(C) A atenção consciente à passagem das horas e a preocupação com o seu uso racional estimulam a adoção de uma atitude que nos
impede de fazer o melhor uso do tempo.
(D) Isso poderia sugerir que ele se presta, portanto, à aplicação do cálculo econômico visando o seu melhor proveito.
(E) O lazer aparente ainda permanece conosco e, de fato, está protegido e propagado por medidas legais e pelo progresso mecânico.

Passagens do texto podem nos auxiliar: “lazer cronometrado”, “As demandas, a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse
precioso repouso”.

RESPOSTA: “C”.

5-) (TRE/CE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) ... aquele que maximiza a utilidade de cada hora do dia. (1º parágrafo)
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento do verbo grifado acima está em:
(A) ... aquela que lhe proporciona a melhor relação entre custos e benefícios.
(B) ... a adoção de uma atitude que nos impede de...
(C) Valéry investigou a realidade dessa questão nas condições da vida moderna...
(D) Diante de cada opção de utilização do tempo, a pessoa delibera...
(E) ... que ele se presta, portanto, à aplicação do cálculo econômico...

Maximiza = verbo transitivo (pede objeto direto)


(A) ... aquela que lhe proporciona a melhor relação = verbo transitivo direto e indireto
(B) ... a adoção de uma atitude que nos impede de = verbo transitivo direto e indireto
(C) Valéry investigou a realidade = verbo transitivo direto
(D) Diante de cada opção de utilização do tempo, a pessoa delibera..= verbo intransitivo.
(E) ... que ele se presta, portanto, à aplicação = verbo transitivo indireto

RESPOSTA: “C”.

6-) (TRE/CE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) As demandas, a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse precioso
repouso.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
(A) tem sido perturbado.
(B) são perturbadas.
(C) perturbam-no.
(D) perturbam-se.
(E) é perturbado.

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As demandas, a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse precioso repouso.


Temos um verbo na voz ativa, então teremos dois na passiva: Esse precioso repouso é perturbado pelas demandas, tensão...

RESPOSTA: “E”.

7-) (TRE/CE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) Das decisões cotidianas relacionadas ...... distrações e dietas ...... escolhas
profissionais e afetivas de longo prazo, o modo como usamos o tempo influencia todos os setores da vida e acarreta algum tipo de ônus
...... ser pago futuramente.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:
(A) a - às - à
(B) à - as - à
(C) à - às - a
(D) à - as - a
(E) a - às – a

Das decisões cotidianas relacionadas a distrações (palavra no plural) e dietas às escolhas (subentende-se “das decisões até as dietas”)
profissionais e afetivas de longo prazo, o modo como usamos o tempo influencia todos os setores da vida e acarreta algum tipo de ônus a ser
(verbo no infinitivo) pago futuramente. A / às / a.

RESPOSTA: “E”.

8-) (TRE/RN – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Com a substituição dos segmentos grifados pela expressão entre parênteses
ao final da transcrição, o verbo que deverá ser colocado no plural está em:
(A) ... em breve, o local vai abrigar um complexo voltado principalmente para o turismo religioso. (a região do Agreste/Trairi).
(B) A ocupação portuguesa só se efetivou no final do século, com a fundação do Forte dos Reis Magos e da Vila de Natal. (A
ocupação pelos portugueses).
(C) A região é grande produtora de sal, petróleo e frutas ... (A região de dunas, falésias e praias desertas).
(D) O turismo de aventura encontra seu espaço no Polo Serrano ... (O turismo voltado para atividades de aventura).
(E) ... e começou a ganhar importância a extração do sal ... (os recursos obtidos com a extração do sal).

(A) .... (a região do Agreste/Trairi) = vai abrigar


(B) (A ocupação pelos portugueses) = só se efetivou
(C) (A região de dunas, falésias e praias desertas) = é grande produtora
(D) (O turismo voltado para atividades de aventura) = encontra seu espaço
(E) (os recursos obtidos com a extração do sal) = começaram a ganhar importância

RESPOSTA: “E”.

9-) (TRE/RN – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Graças ...... resistência de portugueses e espanhóis, a Inglaterra furou o blo-
queio imposto por Napoleão e deu início ...... campanha vitoriosa que causaria ...... queda do imperador francês.
Preenchem as lacunas da frase acima, na ordem dada,
(A) a - à - a
(B) à - a - a
(C) à - à - a
(D) a - a - à
(E) à - a – à

Graças à resistência (regência nominal de “graças” pede preposição) de portugueses e espanhóis, a Inglaterra furou o bloqueio imposto
por Napoleão e deu início à campanha (regência verbal de “dar” pede objeto direto – início – e indireto – à campanha) vitoriosa que causaria
a queda (objeto direto de “causaria”) do imperador francês. À / à / a.

RESPOSTA: “C”.

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(TRE/RN – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Atenção: As questões de números 10 e 11 referem-se ao texto abaixo.

O corvo e o jarro
Um pobre corvo, quase morto de sede, avistou de repente um jarro de água. Aliviado e muito alegre, voou velozmente para o
jarro.
Mas, embora o jarro contivesse água, o nível estava tão baixo que, por mais que o corvo se esforçasse, não havia meio de al-
cançá-la. O corvo, então, tentou virá-lo, na esperança de pelo menos beber um pouco da água derramada. Mas o jarro era pesado
demais para ele.
Por fim, correndo os olhos à volta, viu pedrinhas ali perto. Foi, então, pegando-as uma a uma e atirando-as dentro do jarro.
Lentamente a água foi subindo até a borda, e finalmente pôde matar a sede.
(Fábulas de Esopo, recontadas por Robert Mathias, Círculo do Livro, p. 46)

10-) (TRE/RN – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Típica das fábulas, a moral da história que pode ser desprendida da leitura
de O corvo e o jarro é:
(A) A utilidade é mais importante do que a beleza.
(B) Devagar se vai ao longe.
(C) O hábito torna as coisas familiares e fáceis para nós.
(D) A necessidade é a mãe da invenção.
(E) Contra esperteza, esperteza e meia.

Pela atitude criativa e inteligente do corvo, chegamos à conclusão de que a sede fê-lo inventar uma forma para que pudesse sanar sua
necessidade: beber água.

RESPOSTA: “D”.

11-) (TRE/RN – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) ... viu pedrinhas ali perto. (3º parágrafo)
A passagem para a voz passiva da frase acima resulta na seguinte forma verbal:
(A) são vistas.
(B) tinha visto.
(C) foram vistas.
(D) viu-se.
(E) é visto.

Viu pedrinhas ali perto = um verbo na voz ativa, dois na passiva = pedrinhas foram vistas.

RESPOSTA: “C”.

12-) (TRE/RN – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) É comum que, durante suas brincadeiras, as crianças se ...... para um univer-
so mágico e ...... a identidade de uma personagem admirada, ...... um super herói ou uma figura da realeza.
Preenche corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada, o que está em:
(A) transportem – assumam – seja
(B) transportam – assumiriam – sendo
(C) transportariam – assumiriam – seria
(D) transportam – assumem – seja
(E) transportem – assumem – seria

Para preencher as lacunas, primeiro identifiquemos qual tempo e Modo verbal utilizaremos. Para que tenha coerência, transformemos o
primeiro período: “é comum que, durante suas brincadeiras, as crianças se transportem.’’ Relacionando os termos grifados, percebemos que
se trata do Subjuntivo (presente). Agora, basta preencher as demais lacunas fazendo a devida correlação verbal: “que elas se transportem /
que elas assumam / quer seja um super herói, quer seja uma figura da realeza”. Ficou: transportem / assumam / seja.

RESPOSTA: “A”.

13-) (TRE/RJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE – ADAPTADA) O emprego do sinal indicativo de crase em “candidato
às eleições” justifica-se porque a palavra “candidato” exige complemento regido pela preposição “a”, e a palavra “eleições” é ante-
cedida por artigo definido feminino.
( ) Certo
( ) Errado

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

A justificativa apresentada no enunciado é a resposta à ocorrência do acento indicativo de crase no termo “candidato às eleições”. Se
tivéssemos “candidato a eleições”, teríamos a presença apenas da preposição, não ocorrendo acento indicativo de crase, já que o artigo
“as” não estaria presente (“eleições” seria, nesse caso, palavra que generaliza; estaria no plural, mas sem o artigo definido).

RESPOSTA: “CERTO”.

14-) (TRE/BA – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA TODOS OS CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR – CESPE) Nas
palavras “referência” e “espécie”, o emprego do acento atende à mesma regra de acentuação gráfica.
( ) Certo
( ) Errado

Referência e espécie = ambas são acentuadas devido à regra das paroxítonas terminadas em ditongo.

RESPOSTA: “CERTO”.

15-) (TRE/BA – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA TODOS OS CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR – CESPE) Como
vocativo das comunicações oficiais destinadas a senadores, juízes, ministros e governadores, recomenda-se evitar o título acadê-
mico de Doutor e usar o pronome de tratamento Senhor.
( ) Certo
( ) Errado

(...) As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo: Senhor Senador, Senhor Juiz, Senhor
Ministro, Senhor Governador.
(...) Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra
geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de dou-
torado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o trata-
mento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.
(Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm)

RESPOSTA: “CERTO”.

16-) (TRE/RN – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) Mal sugeria imagem de vida (Embora a figura chorasse).
É correto afirmar que a frase entre parênteses tem sentido
(A) adversativo.
(B) concessivo.
(C) conclusivo.
(D) condicional.
(E) temporal.

“Embora” é uma conjunção concessiva, ou seja, apresenta uma exceção à regra apresentada na oração com a qual ela se relaciona.
Dá para trocá-la pela conjunção “mesmo que, ainda que”. Repare que a primeira oração descreve que a imagem não sugeria vida, “ainda
que” chorasse. Se a imagem chora, como não sugere vida?

RESPOSTA: “B”.

17-) (TRE/RN – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) O valor que atribuímos ...... coisas é resultado, não raro, de uma história
pessoal e intransferível, de uma relação construída em meio a acidentes e percalços fundamentais. Assim, nosso apreço por elas não
corresponde absolutamente ...... valorização que alcançariam no mercado, esse deus todo-poderoso, que, no entanto, resta impotente
quando ao valor econômico se superpõe ...... afeição.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada,
(A) às - à - a
(B) as - à - a
(C) as - a - à
(D) às - a - a
(E) às - à – à

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

O valor que atribuímos às coisas (regência do verbo “atribuir” pede objeto direto – valor – e indireto – às coisas) é resultado, não
raro, de uma história pessoal e intransferível, de uma relação construída em meio a acidentes e percalços fundamentais. Assim, nosso
apreço por elas não corresponde absolutamente à valorização (regência verbal de “corresponder” pede preposição) que alcançariam no
mercado, esse deus todo-poderoso, que, no entanto, resta impotente quando ao valor econômico se superpõe a afeição (regência verbal de
“superpõe” pede objeto direto – a afeição – e indireto – ao valor econômico). Às / à / a.

RESPOSTA: “A”.

18-) (TRE/BA - TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE - ADAPTADA) Os vocábulos “impressa” e “entregue” são particípios
irregulares dos verbos imprimir e entregar, respectivamente; tais verbos admitem, também, as formas participiais regulares: im-
primido e entregado.
( ) Certo
( ) Errado

O particípio regular dos verbos é aquele terminado em “ado”, “ido” (falado, imprimido, retido). É utilizado junto aos verbos “ter e
haver”. Já o particípio irregular acompanha os verbos “ser e estar”, terminando nas formas “curtas”: impresso, aceito. Os verbos conhecidos
como abundantes são os que apresentam duas formas de particípio (o irregular e o regular). Por exemplo: Tinha aceitado / foi aceito; Tinha
benzido / foi bento. E assim por diante.

RESPOSTA: “CERTO”.

19-) (TRE/AM – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:
(A) Deve-se firmar alguns acordos entre o Vaticano e o Brasil durante as discussões da Concordata.
(B) Nunca chegou a preocupar Stalin, naturalmente, os guardas suíços que constituem a segurança do Vaticano.
(C) Ao se deterem na estátua Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, os olhos de um turista não verão o que de fato ela consagra.
(D) As concessões vantajosas que pretendem obter, nas discussões da Concordata, a Igreja Católica, dizem respeito a questões
polêmicas.
(E) Muitas repercussões passarão a haver no direito interno, caso a Concordata consagre os acordos que constituem o principal
interesse da Igreja.

(A) Deve-se (devem-se) firmar alguns acordos entre o Vaticano e o Brasil durante as discussões da Concordata.
(B) Nunca chegou (chegaram) a preocupar Stalin, naturalmente, os guardas suíços que constituem a segurança do Vaticano.
(C) Ao se deterem na estátua Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, os olhos de um turista não verão o que de fato ela consagra.
(D) As concessões vantajosas que pretendem (pretende) obter, nas discussões da Concordata, a Igreja Católica, dizem respeito a ques-
tões polêmicas.
(E) Muitas repercussões passarão a haver (passará = já que ele é auxiliar de “haver” que, no sentido de “existir”, é impessoal – não sofre
flexão) no direito interno, caso a Concordata consagre os acordos que constituem o principal interesse da Igreja.

RESPOSTA: “C”.

20-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV) Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo a mesma regra que
distribuídos.
(A) sócio
(B) sofrê-lo
(C) lúcidos
(D) constituí
(E) órfãos

Distribuímos = regra do hiato


(A) sócio = paroxítona terminada em ditongo
(B) sofrê-lo = oxítona (não se considera o pronome oblíquo. Nunca!)
(C) lúcidos = proparoxítona
(D) constituí = regra do hiato
(E) órfãos = paroxítona terminada em “ão”

RESPOSTA: “D”.

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21-) (TRE/RN – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) A frase que admite transposição para a voz passiva é:
(A) Perto da Igreja, todos os poderosos do mundo parecem diletantes.
(B) A Concordata poderá incluir o retorno do ensino religioso.
(C) Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.
(D) Não são incomuns atos religiosos com finalidade política.
(E) O Brasil é um país estratégico para a Igreja Católica.

Dentre as alternativas apresentadas, a única que admite a transposição da voz ativa para a passiva é: “A Concordata poderá incluir o
retorno do ensino religioso” = se temos dois verbos na ativa, teremos três na passiva: O retorno do ensino religioso poderá ser incluído pela
Concordata.

RESPOSTA: “B”.

(TRE/RN – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC)

Atenção: As questões de números 22 e 23 referem-se ao texto seguinte.

A leitura dos clássicos

Os clássicos são livros que exercem uma influência particular quando se impõem como inesquecíveis e também quando se ocul-
tam nas dobras da memória, preservando-se no inconsciente.
Por isso, deveria existir um tempo na vida adulta dedicado a revisitar as leituras mais importantes da juventude. Se os livros
permaneceram os mesmos (mas também eles mudam, à luz de uma perspectiva histórica diferente), nós com certeza mudamos, e o
encontro é um acontecimento totalmente novo.
Portanto, usar o verbo ler ou o verbo reler não tem muita importância. De fato, poderíamos dizer: toda releitura de um clássico
é uma leitura de descoberta, como a primeira.
(Ítalo Calvino, “Por que ler os clássicos”)

22-) (TRE/RN – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) Da leitura do texto depreende-se que os clássicos
(A) exercem grande efeito sobre nós, a menos quando se infiltram nas regiões do nosso inconsciente.
(B) adquirem especial sentido quando lidos na adolescência, idade em que nos revelam toda a sua grandeza.
(C) podem ser relidos sem que percam, por isso, o poder de revelação que demonstraram na primeira leitura.
(D) mudam de valor a cada vez que os lemos, já que o tempo vai esmaecendo a importância de cada leitura.
(E) gravam-se em nossa memória segundo a importância que tiveram para as gerações precedentes.

Podemos usar um trecho do texto para respondermos à questão: “toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta, como a
primeira.”

RESPOSTA: “C”.

23-) (TRE/RN – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do
plural para preencher corretamente a lacuna da frase:
(A) ......-se (atribuir) aos clássicos a propriedade de nos encantar em qualquer tempo ou idade que os busquemos.
(B) ......-se (distinguir) os clássicos pelo fato de conservarem o mesmo poder de revelação ao longo do tempo.
(C) ......-nos (impressionar) nos clássicos o sentido de uma perenidade que não implica cristalização.
(D) ......-se (queixar) dos clássicos apenas quem os lê com a desatenção ou o desamor das tarefas obrigatórias.
(E) ......-nos (confortar) nos clássicos a companhia dos mais altos valores humanos que põem à nossa disposição.

Sublinhei os termos que se relacionam (concordam).


(A) Atribui-se (atribuir) aos clássicos a propriedade
(B) Distinguem-se (distinguir) os clássicos
(C) Impressiona-nos (impressionar) nos clássicos o sentido
(D) .Queixa-se (queixar) dos clássicos apenas quem os lê
(E) Conforta-nos (confortar) nos clássicos a companhia dos mais altos valores humanos que põem à nossa disposição.

RESPOSTA: “B”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

24-) (TRE/AM – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) A frase que não apresenta ambiguidade é:
(A) O coordenador informou ao grupo que sua proposta não tinha sido aceita.
(B) A briga entre Pedro e Miguel foi séria, por isso lhe disse que era melhor não insistir na viagem.
(C) De presente de aniversário, a menina pediu muito ousada fantasia de fada.
(D) Ator e diretor se desentenderam, mas, posteriormente, o ator reconheceu suas próprias falhas.
(E) Maria assinou o projeto e o orçamento, cujo prazo de entrega estava se esgotando.

(A) O coordenador informou ao grupo que sua proposta não tinha sido aceita.
A proposta que não foi aceita é a do grupo ou a do coordenador?
(B) A briga entre Pedro e Miguel foi séria, por isso lhe disse que era melhor não insistir na viagem.
Quem disse o que a quem?
(C) De presente de aniversário, a menina pediu muito ousada fantasia de fada.
A menina foi ousada ao pedir a fantasia ou a fantasia pedida pela menina é ousada?
(D) Ator e diretor se desentenderam, mas, posteriormente, o ator reconheceu suas próprias falhas. = compreensível
(E) Maria assinou o projeto e o orçamento, cujo prazo de entrega estava se esgotando.
Estava se esgotando o prazo do projeto ou do orçamento?

RESPOSTA: “D”.

25-) (TRE/PR – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Considere: As decisões referentes ...... medidas que dizem respeito ...... toda
a sociedade devem ser tomadas com sabedoria, cada uma ...... seu tempo.
As lacunas da frase acima estarão corretamente preenchidas, respectivamente, por:
(A) as - à - à
(B) às - a - a
(C) às - à - a
(D) às - a - à
(E) as - a – à
As decisões referentes às medidas (regência nominal de “referentes” pede preposição + artigo “as” de “as medidas”) que dizem respeito
a toda (pronome indefinido) a sociedade devem ser tomadas com sabedoria, cada uma a seu (palavra masculina e pronome) tempo.

RESPOSTA: “B”.

26-) (TRE/AM – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) O segmento grifado foi substituído de modo INCORRETO pelo pronome em:
(A) sem comprometer o futuro do próprio país // sem comprometê-lo.
(B) que enfrentaram o desafio do ambiente hostil // que o enfrentaram.
(C) e fincaram raízes na porção norte do país // e fincaram-nas.
(D) e criar condições econômicas // e criá-las.
(E) eles vão preservar a floresta // preservar-lhe.

(A) sem comprometer o futuro do próprio país // sem comprometê-lo. (objeto direto, verbo oxítono)
(B) que enfrentaram o desafio do ambiente hostil // que o enfrentaram.(objeto direto, presença do “que” – independente de sua função)
(C) e fincaram raízes na porção norte do país // e fincaram-nas. (objeto direto, verbo terminado em “m”: lembre-se do alfabeto [ J, K,
L, M, N])
(D) e criar condições econômicas // e criá-las. (objeto direto, verbo oxítono)
(E) eles vão preservar a floresta // preservar-lhe. = preservá-las (objeto direto, verbo oxítono)

RESPOSTA: “E”.

27-) (TRE/AM – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC- ADAPTADA) ... a Amazônia representa mais da metade do território bra-
sileiro
A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento exigido pelo verbo grifado acima é:
(A) Essa visão mudou bastante nas últimas duas décadas ...
(B) O vapor de água (...) responde por 60% das chuvas...
(C) ... que caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
(D) ... pois o destino da região depende muito mais de seus habitantes.
(E) ... porque terão orgulho de sua riqueza natural, única no mundo.

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“Representa” = verbo transitivo direto (exige objeto direto)


(A) Essa visão mudou = intransitivo, no caso
(B) O vapor de água (...) responde = transitivo indireto, no caso
(C) ... que caem = intransitivo
(D) ... pois o destino da região depende = transitivo indireto
(E) ... porque terão = verbo transitivo direto (nessa oração, temos uma informação a mais! orgulho de sua riqueza natural. Repare que
o verbo “ter” pede, somente, objeto direto: no caso, “orgulho”. Agora, “orgulho” pede complemento: “de sua riqueza”. O termo grifado é
complemento nominal, não objeto, já que complementa um “nome”, não um verbo”, ok?)

RESPOSTA: “E”.

28-) (TRE/AM – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC - ADAPTADA) ... que deveria ser derrubada a todo custo pelos colonos, ope-
rários e garimpeiros ...
Transpondo a frase acima para a voz ativa, a forma verbal corretamente obtida será:
(A) deveriam derrubar.
(B) era para ser derrubada.
(C) se derrubaria.
(D) teriam derrubado.
(E) seriam derrubados.

... que deveria ser derrubada a todo custo pelos colonos, operários e garimpeiros ... Se na voz passiva temos três verbos, na ativa teremos
dois: que os colonos, operários e garimpeiros deveriam derrubar...

RESPOSTA: “A”.

29-) (TRE/AM – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:
(A) Os caboclos da região, que vivem na floresta e dela retiram seu sustento, sabem que é importante respeitar todas as formas
de vida que nela se encontram.
(B) Existe, na mitologia de vários povos, duendes com diversos poderes mágicos que encarna, sobretudo, o espírito da floresta.
(C) É sempre relatado às crianças indígenas os feitos valorosos de ilustres guerreiros, como forma de manter as tradições da tribo.
(D) O repositório de lendas brasileiras de origem indígena variam muito, mas mostram, particularmente, uma explicação para
os fenômenos da natureza.
(E) Quando se tratam de questões de sobrevivência na mata fechada, é necessário a presença de guias habituados às dificuldades
da região.

(A) Os caboclos da região, que vivem na floresta e dela retiram seu sustento, sabem que é importante respeitar todas as formas de vida
que nela se encontram.
(B) Existe,(existem) na mitologia de vários povos, duendes com diversos poderes mágicos que encarna, (encarnam) sobretudo, o espírito
da floresta.
(C) É (são) sempre relatado (relatados) às crianças indígenas os feitos valorosos de ilustres guerreiros, como forma de manter as tradições
da tribo.
(D) O repositório de lendas brasileiras de origem indígena variam (varia) muito, mas mostram (mostra), particularmente, uma explicação
para os fenômenos da natureza.
(E) Quando se tratam (trata) de questões de sobrevivência na mata fechada, é necessário (necessária) a presença de guias habituados às
dificuldades da região.

RESPOSTA: “A”.

(TRE/AM – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC)

Instruções: Para responder às questões de números 30 e 31, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase
apresentada.

30-) (TRE/AM – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/) Já ...... várias medidas para que se ...... os índices de desmatamento em toda
a região.
(A) foi tomadas - reduzissem
(B) foi tomado - reduzissem
(C) foram tomadas - reduzissem
(D) foram tomadas - reduzisse
(E) foi tomado – reduzisse

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Já foram tomadas várias medidas para que se reduzissem os índices de desmatamento em toda a região. (os termos grifados estabelecem
relação de concordância).

RESPOSTA: “C”.

31-) (TRE/AM – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Sem nada perguntar ...... ninguém, o rapaz dirigiu-se ...... um canto da sala,
...... espera de ser chamado pela atendente.
(A) a - a - a
(B) a - a - à
(C) a - à - à
(D) à - à - a
(E) à - a – a

Sem nada perguntar a ninguém (pronome indefinido), o rapaz dirigiu-se a um (artigo indefinido, masculino) canto da sala, à espera
(subentende-se “esperando”, de que maneira? De que modo?= advérbio) de ser chamado pela atendente. A / a / à.

RESPOSTA: “B”.

32-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV) Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, NÃO se deve
usar Vossa Excelência para
(A) embaixadores.
(B) conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais.
(C) prefeitos municipais.
(D) presidentes das Câmaras de Vereadores.
(E) vereadores.

(...) O uso do pronome de tratamento Vossa Senhoria (abreviado V. Sa.) para vereadores está correto, sim. Numa Câmara de Vereadores
só se usa Vossa Excelência para o seu presidente, de acordo com o Manual de Redação da Presidência da República (1991).
(Fonte: http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece-detail.php?id=393)

RESPOSTA: “E”.

33-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) ... valores e princípios que sejam percebidos pela sociedade como tais.
Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo passará a ser, corretamente,
(A) perceba.
(B) foi percebido.
(C) tenham percebido.
(D) devam perceber.
(E) estava percebendo.

... valores e princípios que sejam percebidos pela sociedade como tais = dois verbos na voz passiva, então teremos um na ativa: que a
sociedade perceba os valores e princípios...

RESPOSTA: “A”

34-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores que determinam as escolhas dos governantes, para conferir legitimida-
de a suas decisões.
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem ser embasados na percepção dos valores e princípios que regem a prática
política.
(C) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadeiro regime democrático, em que se respeita tanto as liberdades individuais
quanto as coletivas.
(D) As instituições fundamentais de um regime democrático não pode estar subordinado às ordens indiscriminadas de um único
poder central.
(E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados para o momento eleitoral, que expõem as diferentes opiniões existentes na
sociedade.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Fiz os acertos entre parênteses:


(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores que determinam as escolhas dos governantes, para conferir legitimidade a suas decisões.
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos valores e princípios que regem
a prática política.
(C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um verdadeiro regime democrático, em que se respeita (respeitam) tanto as liberdades
individuais quanto as coletivas.
(D) As instituições fundamentais de um regime democrático não pode (podem) estar subordinado (subordinadas) às ordens indiscrimina-
das de um único poder central.
(E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) voltados (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (expõe) as diferentes opiniões
existentes na sociedade.

RESPOSTA: “A”.
35-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) A frase que admite transposição para a voz passiva é:
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado.
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma grande diversidade de fenômenos.
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da sociedade, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da vida (...).
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido e da falsa consciência.

(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado.


(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma grande diversidade de fenômenos.
- Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e explicada pelo conceito...
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da sociedade, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da vida (...).
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido e da falsa consciência.

RESPOSTA: “B”.

36-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) A pontuação está inteiramente adequada na frase:
A) Será preciso, talvez, redefinir a infância já que as crianças de hoje, ao que tudo indica nada mais têm a ver com as de ontem.
B) Será preciso, talvez redefinir a infância: já que as crianças, de hoje, ao que tudo indica nada têm a ver, com as de ontem.
c) Será preciso, talvez: redefinir a infância, já que as crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver com as de ontem.
D) Será preciso, talvez redefinir a infância? - já que as crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver com as de ontem.
E) Será preciso, talvez, redefinir a infância, já que as crianças de hoje, ao que tudo indica, nada têm a ver com as de ontem.

Devido à igualdade textual entre os itens, a apresentação da alternativa correta indica quais são as inadequações nas demais.

RESPOSTA: “E”.

37-) (TRE/AP TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Entre as frases que seguem, a única correta é:
A) Ele se esqueceu de que?
B) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distribui-lo entre os presentes.
C) Embora devessemos, não fomos excessivos nas críticas.
D) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações dos funcionários.
E) Não sei por que ele mereceria minha consideração.

(A) Ele se esqueceu de que? = quê?


(B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
(C) Embora devessemos (devêssemos) , não fomos excessivos nas críticas.
(D) O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivindicações dos funcionários.
(E) Não sei por que ele mereceria minha consideração.

RESPOSTA: “E”.

38-) (TRE/AP TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Está corretamente empregada a palavra destacada na frase
A) Constitue uma grande tarefa transportar todo aquele material.
B) As pessoas mais conscientes requereram anulação daquele privilégio.
C) Os fiscais reteram o material dos artistas.
D) Quando ele vir até aqui, trataremos do assunto.
E) Se eles porem as pastas na caixa ainda hoje, pode despachá-la imediatamente.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

A) Constitue (constitui) uma grande tarefa transportar todo aquele material.


B) As pessoas mais conscientes requereram anulação daquele privilégio.
C) Os fiscais reteram (retiveram) o material dos artistas.
D) Quando ele vir (vier) até aqui, trataremos do assunto.
E) Se eles porem (puserem) as pastas na caixa ainda hoje, pode despachá-la imediatamente.

RESPOSTA: “B”.

39-) (TRE/RS – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) ... a Coreia do Norte interrompeu comunicações com o vizinho ...
Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma verbal corretamente obtida é:
A) tinha interrompido.
B) foram interrompidas.
C) fora interrompido.
D) haviam sido interrompidas.
E) haveriam de ser interrompidas.

... a Coreia do Norte interrompeu comunicações com o vizinho = voz ativa com um verbo, então a passiva terá dois: comunicações com
o vizinho foram interrompidas pela Coreia...

RESPOSTA: “B”.

40-) (TRE/PR – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – FCC) Há 40 anos, a mais célebre crítica de cinema dos
Estados Unidos, Pauline Kael (1919-2001), publicava seu artigo mais famoso.
Transpondo a frase destacada para a voz passiva, a forma verbal encontrada é:
(A) publicaram.
(B) havia sido publicado.
(C) publicou-se.
(D) tinha publicado.
(E) era publicado.

... a mais célebre crítica de cinema dos Estados Unidos publicava seu artigo mais famoso.
Voz ativa com um verbo, então na voz passiva teremos dois: seu artigo mais famoso era publicado pela mais célebre...

RESPOSTA: “E”.

Fontes de pesquisa
http://www.questoesdeconcursos.com.br/provas
http://www.pciconcursos.com.br/provas/
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm
http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece-detail.php?id=393

NOÇÕES DE INFORMÁTICA

41. (TRE - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) - Em relação a hardware e software, é correto afirmar:
A) Para que um software aplicativo esteja pronto para execução no computador, ele deve estar carregado na memória flash.
B) O fator determinante de diferenciação entre um processador sem memória cache e outro com esse recurso reside na veloci-
dade de acesso à memória RAM.
C) Processar e controlar as instruções executadas no computador é tarefa típica da unidade de aritmética e lógica.
D) O pendrive é um dispositivo de armazenamento removível, dotado de memória flash e conector USB, que pode ser conectado
em vários equipamentos eletrônicos.
E) Dispositivos de alta velocidade, tais como discos rígidos e placas de vídeo, conectam-se diretamente ao processador.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

O pendrive, por ser um dispositivo portátil, de grande poder de armazenamento e conector USB (Universal Serial Bus) que permite sua
rápida aceitação em vários dispositivos de hardware, popularizou-se rapidamente. Hoje, encontramos pendrives de vários GBs, como 2, 4,
8, 16 e até 512GB.
A tecnologia USB está sendo largamente utilizada para padronizar entradas e conectores, possibilitando um mesmo tipo de conector
para diversos tipos de equipamentos como mouses, teclados, impressoras e outros. Por esse motivo, os equipamentos atuais possuem uma
grande quantidade de conectores USB. Além disso, a tecnologia usada por esses conectores é a Plug and Play, onde basta conectar o dispo-
sitivo para que o sistema o reconheça precisando de poucos ou quase nenhum caminho de configuração para poder utilizá-lo.
O tipo de memória que o pendrive utiliza - memória flash - é do tipo EEPROM (Electrically-ErasableProgrammableRead-OnlyMe-
mory), uma memória não volátil, ou seja, não depende da permanência de energia elétrica para manter os dados, de leitura e gravação. Os
chips de memória flash ocupam pouco espaço físico, mas grande poder de armazenamento.
Veja imagens de pendrives:

Tipos de pendrive

RESPOSTA: “D”.

42. (TRE/RJ - TÉCNICO JUDICIÁRIO - OPERAÇÃO DE COMPUTADOR – CESPE) - Com relação à memória na arqui-
tetura de computadores, julgue os itens que se seguem.Há dois tipos de memória RAM, de acesso aleatório: o estático, mais rápido
e caro; e o dinâmico, mais barato, porém não tão rápido. Dessa forma, a RAM estática é usada como memória cache enquanto a
dinâmica é usada como memória principal.

( ) Certo
( ) Errado

A memória RAM estática é conhecida como SRAM (StaticRandom - AcessMemory) e a RAM dinâmica é a DRAM (DynamicRandom
– AcessMemory). A SRAM é usada como memória cache L1 e L2, por exemplo. A L1 é uma pequena porção de memória, presente junto ao
processador para guardar informações acessadas constantemente por ele e manter o desempenho. A L2 é encontrada próxima ao processador,
para guardar outro conjunto de informações que sejam rapidamente acessadas, mas já há uma perda de velocidade. A RAM dinâmica possui
apenas um transistor por bit e precisa ser constantemente refrescada, ou seja, atualizada. Seus dados são mantidos por pulsos elétricos. Está
presente nos pentes de memória, fixados à placa mãe.

RESPOSTA: “CERTO”.

43. (TRE/RJ - TÉCNICO JUDICIÁRIO - OPERAÇÃO DE COMPUTADOR – CESPE) - Com relação aos aplicativos de
produtividade em sistemas operacionais Linux e Windows, julgue os próximos itens.Entre os requisitos de sistema do Google Chro-
me estão: 100 MB de espaço livre em disco e 128 MB de memória RAM.

( ) Certo
( ) Errado

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Requisitos do sistema Chrome


O Google Chrome, conforme informações do suporte online, está disponível para Windows, Mac e Linux. Para obter o melhor desem-
penho, recomendamos os seguintes requisitos de sistema:

  Requisitos do Windows Requisitos do Mac Requisitos do Linux


Windows XP Service Pack 2+ Ubuntu 12.04+
Windows Vista Mac OS X 10.6 ou pos- Debian 7++
Sistema operacional
Windows 7 terior OpenSuSE 12.2++
Windows 8 Fedora Linux 17+
Intel Pentium 3/Athlon 64 ou
Processador Intel Pentium 4 ou posterior Intel
posterior
Espaço livre em disco 100 MB
RAM 128 MB

RESPOSTA: “CERTO”.

44. (TRE/CE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - OPERAÇÃO DE COMPUTADOR – FCC) - Em relação à memória cache do
processador (cache memory), analise: 
I. A memória cache é uma memória rápida que armazena partes da memória principal, para fornecer um rápido acesso às
informações mais utilizadas. 
II. Quando o processador necessita efetuar a leitura de alguma região de memória, ele primeiramente verifica se a informação
referente a essa área se encontra na memória cache. 
III. Alguns processadores implementam o Trace Cache, que é um tipo de memória cache que armazena instruções já decodifi-
cadas, prontas para serem processadas. 
É correto o que consta em 
A) II e III, apenas.
B) I e II, apenas.
C) I, II e III.
D) I e III, apenas.
E) II, apenas.

O enunciado da questão é verdadeiro e nos traz muita informação. Para ilustrar, temos a figura acima, que mostra o processador e sua
proximidade com as respectivas memórias L1, L2 e RAM. Observe que a figura mostra que a quantidade de L1 pode variar, mas ela é, em
tamanho, menor que a L2, e estas, menores que a RAM. Quanto menor a quantidade de memória e maior sua proximidade com o processa-
dor, mais rápida esta se torna, mas menor é a quantidade de informação que oferece.

RESPOSTA: “C”.

45. (TRE/RJ - Técnico Judiciário - Operação de Computador – CESPE) - Com relação à memória na arquitetura de compu-
tadores, julgue os itens que se seguem.As memórias RAM dinâmicas perdem seu conteúdo depois de determinado tempo. Dessa
forma, precisam ser refrescadas, isto é, acessadas, para evitar perda de informação — essa ação é realizada de forma transparente
ao usuário, pelo sistema de memória.
( ) Certo
( ) Errado

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A memória RAM (RandomAcessMemory) pode ser estática ou dinâmica. Quando a RAM é dinâmica, ganha a sigla DRAM (Dynami-
cRandom – AcessMemory) que, como o nome sugere, requer um acesso dinâmico para manter seus dados alocados.
A memória RAM dinâmica é conhecida como pente de memória e é da sua capacidade que falamos quando vemos a configuração de um
computador. Por exemplo, meu computador tem 2GB RAM. Esse “pente de memória” possui um transistor e um capacitor. Esse capacitor que é
responsável por manter as informações na memória. Como as informações na memória RAM são mantidas por pulsos elétricos, há a necessida-
de de ser constantemente refrescada, ou seja, atualizada. Consideramos que esse procedimento é transparente ao usuário, pois não há avisos ou
paradas no sistema para que ocorra. Quando usamos um computador não notamos que a memória é atualizada milhares de vezes por segundo.

Pente de memória RAM

RESPOSTA: “CERTO”.

46. (TRE/RJ - TÉCNICO JUDICIÁRIO - OPERAÇÃO DE COMPUTADOR – CESPE) - Com relação aos barramentos de
entrada e saída, julgue os itens seguintes. O barramento AGP impede, para a execução de operações complexas, o acesso à memória
principal diretamente.
( ) Certo
( ) Errado

A sigla AGP vem de AcceleratedGraphicsPort, ou seja, Porta Gráfica Acelerada e foi criada especialmente para dar suporte à velocidade
gráfica cada vez mais crescente das placas de vídeo. Com referência ao uso que faz da memória principal, a alocação realizada pelo barra-
mento AGP é dinâmico, permite um uso eficiente da memória de imagem (frame buffer) e um melhor gerenciamento da memória.

RESPOSTA: “ERRADO”.

47. (TRE/CE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - OPERAÇÃO DE COMPUTADOR – FCC) - O barramento AGP (AcceleratedGra-
phicsPort) é utilizado para conectar uma placa de aceleração gráfica para o processamento de imagens. Uma das vantagens desse
barramento é a grande capacidade de transferência de dados, chegando a transmitir mais de 2MB por segundo a um clock de 
A) 133 MHz.
B) 33 MHz.
C) 2,2 GHz.
D) 100 GHz.
E) 66 MHz.

As placas de vídeo exigem uma alta velocidade de transferência no barramento para que as imagens não apareçam em quadros para o
usuário. O barramento AGP (AcceleratedGraphicsPort), também conhecido com slot AGP, consiste em um encaixe fixado na placa mãe que
promove velocidade na transferência e otimiza o gerenciamento de memória. Existem várias versões de barramento AGP (AGP 1X, AGP
2X, AGP 4X, AGP 8X), mas todos operam a 32 bits e 66 MHZ.

Barramento AGP

RESPOSTA: “E”.

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48. (TRE/CE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - OPERAÇÃO DE COMPUTADOR – FCC) - O barramento PCI Express (PCIe)


foi desenhado para substituir os antigos barramentos PCI, bem como o AGP. Este barramento pode fornecer altas Taxas de trans-
ferência, e em sua versão 3.0 essa taxa é de até
A) 12 GT/s.
B) 10 GT/s.
C) 4 GT/s.
D) 2 GT/s.
E) 8 GT/s.

O barramento PCI Express também pode ser chamado de PCle ou PCl – EX. Foi desenvolvido para dar mais velocidade às placas que
têm o encaixe próprio para o slot PCI e para substituir o AGP e traz uma proposta de transferência de dados de forma serial, ou seja, não
são transmitidos vários bits ao mesmo tempo, por vários canais de transmissão, gerando problemas com interferência magnética e atraso de
propagação, conforme ocorria no slot AGP ou PCI comum. Ele transmite os bits um a um, serialmente, por um único canal.
A taxa de transferência é representada pela sigla GT/s, ou seja, Gigatransfer por segundo, sendo que 1 GT/s significa 109 ou um bilhão
de transferências por segundo.
O barramento PCI Express possui várias gerações, por exemplo: 1.1, 2.0, 3.0. A taxa de transferência da geração 3.0 é de 8GT/s, usa
menos energia e é considerado mais barato do que suas versões anteriores.

RESPOSTA: “E”.

Com relação à manutenção de equipamentos de informática, julgue os itens subsecutivos.

49.(TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ANÁLISE DE SISTEMAS – CESPE) - São causas comuns de problemas com
impressoras: falta de papel, tinta ou alimentação, juntamente com travamento de CPU por sobreaquecimento.

A CPU e a impressora são hardwares independentes que podem trabalhar em conjunto. A falta de papel não causa exatamente um pro-
blema na impressora, apenas impede a impressão por falta de papel, da mesma forma que a falta de tinta ou alimentação. Se a CPU trava,
não ocasiona problemas na impressora, apenas impossibilita a impressão no momento em que estiver travada.

RESPOSTA: “ERRADO”.

50. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ANÁLISE DE SISTEMAS – CESPE) - A manutenção corretiva pode ser plane-
jada ou não, sendo motivada por emergência ou detecção de uma situação que possa vir a causar pane.

Exemplos de manutenção preventiva de hardware são a limpeza e lubrificação adequada da impressora, da fonte de alimentação do
computador, a manutenção do funcionamento correto de estabilizadores e nobreaks. Há também a manutenção lógica, que implica na atua-
lização de softwares e sistemas e limpeza de arquivos desnecessários, por exemplo.

RESPOSTA: “CERTO”.

51.(TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ANÁLISE DE SISTEMAS – CESPE)-Foco na eliminação de sintomas, junta-


mente com a execução de testes e uso de ferramentas adequadas, são pontos básicos dos procedimentos de manutenção.

A prevenção dos problemas é o principal foco dos procedimentos de manutenção. A eliminação do sintoma também pode não extinguir
a causa.

RESPOSTA: “ERRADA”.

52. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ANÁLISE DE SISTEMAS – CESPE)-Considerando os comandos do sistema


operacional Linux, suas funcionalidades e objetivos, é correto afirmar que
(A) o comando psaux apresenta todos os processos que estão em execução, de todos usuários, incluindo o nome do usuário a
qual o processo pertence.
(B) o comando chown file1 file2 permite que seja vista a diferença entre o conteúdo do arquivo file1 e do arquivo file2.
(C) o comando du –h mostra o espaço em disco do sistema de arquivos usado por todas as partições.
(D) o comando lshdw lista o hardware instalado no computador, especificando os endereços de E/S (Entrada/Saída), IRQ e ca-
nais DMA que cada dispositivo está utilizando.
(E) o comando mv é utilizado unicamente para mover arquivos e diretórios.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

O Sistema Operacional Linux, embora atualmente tenha interface gráfica tão atrativa quanto à do Windows, é conhecido pelos seus co-
mandos via teclado, feitos em modo texto.
O comando psaux, na realidade, é uma combinação de comandos. O (Process Status) lista o status dos processos em execução e o aux é
uma combinação de parâmetros:
a - os processos que estão sendo executados e os seus terminais.
u- informações detalhadas sobre quais processos estão consumindo mais memória.
x - processos não associados a terminais.

RESPOSTA: “A”.

53. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ANÁLISE DE SISTEMAS – CESPE)-Acerca do ambiente Microsoft Windows
7, assinale a opção correta.
(A) O Windows Defender é automaticamente executado quando o Windows 7 é ativado. Esse utilitário, que funciona como um
firewall e também como um antivírus integrado, permite tanto limitar acessos indevidos de usuários à máquina do usuário quanto
proteger o computador contra vírus e outros possíveis programas indesejados.
(B) No Windows 7, a central de certificados lista mensagens importantes sobre configurações de segurança e manutenção que
precisam da intervenção do usuário como, por exemplo,controles de programas antivírus, atualizações do sistemas operacional e
programas antimalware.
(C) O gerenciador de dispositivos do Windows 7 permite fechar programas, processos e serviços que estejam sendo executados no
computador. Ele permite também monitorar o desempenho de determinado dispositivo do computador.
(D) O gerenciador de credenciais do Windows 7 permite armazenar credenciais como nomes de usuário e senhas que podem ser
utilizados para efetuar logon, automaticamente, em sítios ou em outros computadores da rede. Essas credenciais são salvas, no com-
putador do usuário, em pastas especiais denominadas cofres.
(E) No Windows 7, o utilitário MS BitLocker permite indexar o conteúdo de pastas para realizar pesquisas mais rápidas no com-
putador, a partir da criação de índices que são atualizados sempre que houver modificações no conteúdo ou localização dos arquivos.

“O Gerenciador de Credenciais permite armazenar credenciais, como nomes de usuário e senhas que você utiliza para fazer logon em
sites ou em outros computadores da rede. Com o armazenamento de credenciais, o Windows pode fazer logon automaticamente em sites ou
outros computadores. As credenciais são salvas em pastas especiais no seu computador denominadas cofres. O Windows e programas (como
navegadores da web) podem fornecer com segurança as credenciais nos cofres para outros computadores e sites.” Fonte: http://windows.
microsoft.com/pt-br/windows7/what-is-credential-manage. Acessado em 11/05/2014.

RESPOSTA: “D”.

54. (TRE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC) - No Microsoft Windows XP é possível indexar ar-
quivos para agilizar sua pesquisa. Uma das maneiras de habilitar ou desabilitar este recurso é por meio dos atributos avançados do
arquivo. Nessa tela de atributos avançados também é possível
a) alterar o arquivo utilizado para a abertura e edição deste arquivo.
b) alterar as propriedades para os diversos níveis de segurança.
c) alterar os atributos de somente leitura e arquivo oculto.
d) criptografar o conteúdo para proteger os dados.
e) efetuar o compartilhamento do arquivo.

Para acessar o painel de atributos avançados do arquivo, entre no Windows Explorer e clique com o botão direito do mouse sobre a pasta
ou arquivo que deseja indexar.

Propriedades e atributos de pasta

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Em Propriedades, na guia Geral, clique no botão “Avançado”. Será exibida a tela “Atributos avançados”. Através dela podemos acionar
a opção “Indexar a pasta com o serviço de indexação para agilizar a pesquisa”, que especifica se o conteúdo do arquivo ou pasta selecionado
será indexado para pesquisas mais rápidas. Quando o arquivo ou pasta estiver indexado, você poderá procurar um texto no arquivo ou na
pasta e procurar propriedades, como a data, ou atributos do arquivo ou da pasta.
A indexação de uma pasta não indexa automaticamente arquivos e subpastas, a menos que você escolha indexar o conteúdo quando
solicitado.

RESPOSTA: “D”.

55. (TRE - ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALISTA ENGENHARIA ELÉTRICA –
FCC) - Sobre sistemas operacionais é INCORRETO afirmar:
A) O sistema operacional é uma camada de hardware que separa as aplicações do software que elas acessam e fornece serviços
que permitem que cada aplicação seja executada com segurança e efetividade.
B) Na maioria dos sistemas operacionais um usuário requisita ao computador que execute uma ação (por exemplo, imprimir um
documento), e o sistema operacional gerencia o software e o hardware para produzir o resultado esperado.
C) Um usuário interage com o sistema operacional via uma ou mais aplicações de usuário e, muitas vezes, por meio de uma
aplicação especial denominada shellou interpretador de comandos.
D) Primordialmente, são gerenciadores de recursos – gerenciam hardware como processadores, memória, dispositivos de entra-
da/saída e dispositivos de comunicação.
E) O software que contém os componentes centrais do sistema operacional chama-se núcleo (kernel).

Sistema Operacional é um software específico que gerencia os demais softwares instalados no computador e o uso do hardware por
esses programas. O Sistema Operacional é o primeiro programa a ser instalado. Antes dele, são executadas apenas rotinas presentes nos
chips do próprio hardware. Apenas após a instalação do Sistema Operacional podemos instalar outros programas como editores de texto,
planilhas, navegadores de Internet e outros. O Sistema Operacional também permite a configuração do hardware para que ele seja usado na
sua melhor qualidade e desempenho.
Os principais Sistemas Operacionais são o Windows e o Linux. O Windows é um sistema de código secreto e proprietário. É um soft-
ware comercializável. Já o Linux é considerado um software de código fonte aberto. Suas linhas de programação podem ser acessadas,
alteradas, salvas em outra versão, que pode ser então comercializada por um preço muito inferior ao do Windows.

RESPOSTA: “A”.

56. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ANÁLISE DE SISTEMAS– CESPE) -Acerca do ambiente Microsoft Windows 7,
assinale a opção correta.
A) O Windows Defender é automaticamente executado quando o Windows 7 é ativado. Esse utilitário, que funciona como
um  firewall  e também como um antivírus integrado, permite tanto limitar acessos indevidos de usuários à máquina do usuário
quanto proteger o computador contra vírus e outros possíveis programas indesejados.
B) No Windows 7, a central de certificados lista mensagens importantes sobre configurações de segurança e manutenção que
precisam da intervenção do usuário como, por exemplo, controles de programas antivírus, atualizações do sistemas operacional e
programas antimalware.
C) O gerenciador de dispositivos do Windows 7 permite fechar programas, processos e serviços que estejam sendo executados
no computador. Ele permite também monitorar o desempenho de determinado dispositivo do computador.
D) O gerenciador de credenciais do Windows 7 permite armazenar credenciais como nomes de usuário e senhas que podem
ser utilizados para efetuar logon, automaticamente, em sítios ou em outros computadores da rede. Essas credenciais são salvas, no
computador do usuário, em pastas especiais denominadas cofres.
E) No Windows 7, o utilitário MS BitLocker permite indexar o conteúdo de pastas para realizar pesquisas mais rápidas no
computador, a partir da criação de índices que são atualizados sempre que houver modificações no conteúdo ou localização dos
arquivos.

Segundo o site oficial da Microsoft, o Gerenciador de Credenciais permite armazenar credenciais, como nomes de usuário e senhas
que você utilizar para fazer logon em sites ou em outros computadores da rede. Com o armazenamento de credenciais, o Windows pode
fazer logon automaticamente em sites ou outros computadores. As credenciais são salvas em pastas especiais no seu computador denomi-
nadas cofres. O Windows e programas (como navegadores da web) podem fornecer com segurança as credenciais nos cofres para outros
computadores e sites. Para obter mais informações sobre como salvar credenciais em um cofre:
Credenciais são essenciais para a segurança de rede. Quando você se conecta a um computador remoto usando a Conexão de Área de
Trabalho Remota, o sistema solicita que forneça antes suas credenciais. Em alguns casos, você pode salvá-las para que não precise fornecê-
-las toda vez que se conectar a um determinado computador remoto. É possível alterar ou excluir credenciais salvas (se necessário) ou usar
credenciais completamente diferentes.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Salvando credenciais
É possível inserir o nome do computador e as informações de credenciais em um único local, a fim de facilitar o gerenciamento das
conexões remotas.
Para salvar suas credenciais, siga estas etapas:
1. Para abrir Conexão de Área de Trabalho Remota, clique no botão Iniciar . Na caixa de pesquisa, digite Conexão de Área de
Trabalho Remota e, na lista de resultados, clique em Conexão de Área de Trabalho Remota.
2. Na caixa Computador, digite o nome do computador remoto ao qual deseja se conectar, clique em Opções, marque a caixa de
seleção Permitir que eu salve credenciais e clique em Conectar.
Será solicitado que você forneça suas credenciais, e a caixa de seleção Lembrar minhas credenciais será marcada automaticamente.
Na próxima vez em que você se conectar àquele computador remoto, suas credenciais salvas serão usadas automaticamente. Para editar ou
excluir credenciais salvas, clique em editar ou excluir.
RESPOSTA: “D”.

57. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ANÁLISE DE SISTEMAS – CESPE) -A respeito do sistema operacional Windows
7, assinale a opção correta.
A) A Prevenção de Execução de Dados (DEP) é um recurso de segurança, um firewall interno, voltado para a proteção de
programas e aplicativos de sistemas. Tal diretiva de segurança, quando ativada, evita, por exemplo, que os arquivos da pasta System
ou System32 sejam acessados remotamente e alterados, danificando, assim, recursos essenciais do Windows.
B) No firewall do Windows 7, é possível configurar como será o tratamento de respostas unicast para as mensagens de saída
de difusão ou multicast, sendo possível, também, bloquear as respostas unicast enviadas por outros computadores.
C) A configuração do Windows 7 não permite que usuários façam logon sem antes pressionar CTRL+ALT+Delete. Isso ocorre
por questão de segurança, pois evita que um invasor instale um programa cavalo de troia que se faça passar por uma caixa de diá-
logo de logon padrão do Windows, para capturar a senha do usuário.
D) O Windows Defender agrega todos os recursos e funcionalidades de um programa antivírus, com a vantagem de ser nativo
do sistema operacional, o que o permite monitorar, em tempo real ou por demanda, todos os softwares suspeitos a partir da Central
de Ações do Windows 7 Professional.
E) A partir de um ponto de restauração do sistema, é possível verificar quais arquivos serão removidos ou adicionados quando
o computador de um usuário for restaurado, uma vez que esse ponto representa um estado armazenado dos arquivos do sistema do
computador. Para cada conta ou usuário, é possível criar apenas um ponto de restauração.

Vamos entender o que é:

Firewall
Segundo informações do site oficial da Microsoft, é um software ou um hardware que verifica informações provenientes da Internet ou
de uma rede e as bloqueia ou permite que elas cheguem ao seu computador, dependendo das configurações do firewall.
Um firewall pode ajudar a impedir que hackers ou softwares mal-intencionados (como worms) obtenham acesso ao seu computador
através de uma rede ou da Internet. Um firewall também pode ajudar a impedir o computador de enviar software mal-intencionado para
outros computadores.

Unicast
Unicast é uma ligação de um para um - entre o cliente e o servidor. Unicast utiliza métodos de entrega IP, tais como serviços de
informação Internet (TCP, Transmission Control Protocol) e protocolo de datagrama de utilizador (UDP), que consistem em protocolos
baseados na sessão. 

Multicast
Multicast é uma verdadeira difusão. A origem de multicast depende de routers de capacidade multicast para reencaminhar os pacotes
para todas as sub-redes do cliente tem clientes à escuta.
Várias opções que podem ser configuradas para cada perfil:
- Estado Firewall: (Set on / off do firewall do Windows).
- Conexões de entrada: (bloco, bloquear todas as conexões, ou permitir)
- Conexões de saída: (permitir ou bloquear).
- Exibir notificações: (sim ou não, se deve ou não o notificar quando um programa é bloqueado).
- Permitir resposta unicast: (sim ou não, para multicast ou broadcast traffic)
- Aplicar regras de firewall locais: (sim ou não, criado pelo administrador local, além de regras de firewall de Diretiva de Grupo).
- Permitir regras de segurança de conexão locais: (sim ou não, criado por administradores locais, além de regras de segurança de
conexão de Diretiva de Grupo).

RESPOSTA: “B”.

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58. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CONTABILIDADE – CESPE) - Com relação ao sistema operacional Windows e à
figura a seguir, que mostra uma janela padrão do Windows, assinale a opção correta.

A) É possível selecionar simultaneamente os dois ícones contidos na pasta Arquivos, aplicando-se um clique com o botão direi-
to no ícone Lista de Compras ou no ícone Tabelas
B) Ao se aplicar um clique duplo no ícone, o arquivo associado a esse ícone  será aberto.
C) O arquivo denominado tem um tamanho superior a 10 milhões de bytes.
D) Ao se aplicar um clique simples sobre o ícone Tabela será aberto o arquivo denominado tabela, associado a esse ícone.
E) Ao se clicar o botão   os dois ícones contidos na janela serão selecionados, e, ao se pressionar a tecla Delete no teclado, os
dois arquivos associados a esses ícones serão movidos para a lixeira.

Os ícones Lista de Compras e Tabela representam arquivos gravados dentro da pasta Arquivos. Na configuração padrão do Windows,
para que qualquer arquivo seja aberto, basta clicar sobre ele duas vezes com o botão esquerdo do mouse.

RESPOSTA: “B”.

59. (TRE/SP- TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE OPERACIONAL DE COMPU-
TADORES – FCC) A hifenização insere hifens em palavras que são muito longas para caberem até o fim da linha. O BrOffice Writer
pode pesquisar o documento e sugerir uma hifenização que pode ser aceita ou não. Para hifenizar automaticamente os parágrafos
atuais ou selecionados, é necessário clicar no menu
A) Ferramentas, na opção Hifenização e, na janela que se abre, selecionar a opção Hifenização Automática.
B) Inserir, na opção Parágrafo e, na janela que se abre, selecionar a opção Hifenização Automática.
C) Formatar, na opção Hifenização e, na janela que se abre, selecionar a opção Hifenizar Parágrafo.
D) Ferramentas, na opção Opções de Hifenização e, em seguida, na opção Hifenização Automática.
E) Formatar, na opção Parágrafo e, em seguida, na guia Fluxo de Texto, na divisão hifenização, clicar na opção Automática.

O caminho proposto pela alternativa E leva-nos às seguintes telas:

Menu Formatar BrOffice.org Writer.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Primeiro, clicamos no menu Formatar e logo depois em Parágrafo.

Guia fluxo de texto.

Depois, na janela de configuração de parágrafos, clicamos na guia Fluxo de texto. Em hifenização, encontramos a opção Automática,
que pode ser selecionada para hifenizar automaticamente os parágrafos atuais ou selecionados.

RESPOSTA: “E”.

60. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALISTA ENGENHARIA ELÉTRICA –
FCC) No BrOffice Writer, para apagar de uma só vez a palavra à esquerda do cursor utiliza-se
A) <Shift> + <Seta para esquerda>.
B) <BackSpace>.
C) <Del>.
D) <Ctrl> + <Del>.
E) <Ctrl> + <BackSpace>.

Detalhe cursor à esquerda.

Na imagem acima, vemos o cursor do mouse após a Palavra digitada no BrOffice Writer. O enunciado pergunta-nos qual das opções de
teclas de atalho seria capaz de apagar de uma única vez a Palavra, nessa situação.
Se nesse momento de edição do texto pressionássemos juntas as teclas CTRL + BACKSPACE, a Palavra seria apagada imediatamente.

RESPOSTA: “E”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

61. (TRE - TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE OPERACIONAL DE COMPUTA-
DORES – FCC) - Em relação ao Excel, considere:

Planilha do enunciado

Se as células D2, D3, D4 e E2 contiverem as fórmulas conforme exibidas abaixo:


D2: =SE($A2=”Superior”;($B2*10);($B2*5))
D3: =SE($A3=”Superior”;($B3*10);($B3*5))
D4: =SE($A4=”Superior”;($B4*10);($B4*5))
E2: =(SOMASE($C2:$C4;” =B”;$D2:$D4))

Os valores que serão exibidos em D2, D3, D4 e E2 são, respectivamente,


(A) 60, 70, 80 e 150.
(B) 70, 75, 75 e 145.
(C) 75, 25, 50 e 150.
(D) 80, 80, 25 e 105.
(E) 60, 80, 20 e 100.

A figura a seguir mostra a planilha do Excel com as fórmulas propostas pelo enunciado e os resultados das fórmulas:

Planilha com detalhamento das fórmulas

Os valores obtidos como resultados das fórmulas são os representados na alternativa “D”. Passaremos agora para a explicação de cada
uma das fórmulas para que possamos entender como o Excel chegou a esses resultados:
D2: =SE($A2=”Superior”;($B2*10);($B2*5))
A lógica dessa fórmula é a seguinte: Se o texto que estiver na célula A2 for igual a “Superior”, então o valor de B2 será multiplicado
por 10. Caso contrário, será multiplicado por 5.
D3: =SE($A3=”Superior”;($B3*10);($B3*5))
A lógica dessa fórmula é a seguinte: Se o texto que estiver na célula A3 for igual a “Superior”, então o valor de B3 será multiplicado
por 10. Caso contrário, será multiplicado por 5.
D4: =SE($A4=”Superior”;($B4*10);($B4*5))
A lógica dessa fórmula é a seguinte: Se o texto que estiver na célula A4 for igual a “Superior”, então o valor de B4 será multiplicado
por 10. Caso contrário, será multiplicado por 5.
E2: =(SOMASE($C2:$C4;” =B”;$D2:$D4))
A lógica dessa função é a seguinte: Serão somados os valores do intervalo de D2 até D4, das células referentes à letra “B”, no intervalo
de C2 até C4.
A função soma se adiciona as células especificadas por um determinado critério. Veja as informações recolhidas do Assistente do Mi-
crosoft Excel:

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Sintaxe
SOMASE(intervalo;critérios;intervalo_soma)
Intervalo   é o intervalo de células que se deseja calcular por critérios. As células em cada intervalo deverão ser números e nomes,
matrizes ou referências que contêm números. Os espaços em branco e os valores de texto são ignorados.
Critérios   são os critérios na forma de um número, expressão ou texto que define quais células serão adicionadas. Por exemplo, os
critérios podem ser expressos como 32, «32», «>32» ou «maçãs».
Intervalo_soma   são as células reais a serem adicionadas se as células correspondentes no intervalo coincidirem com os critérios. Se
intervalo_soma for omitido, as células no intervalo serão avaliadas pelos critérios e adicionadas se corresponderem aos mesmos.

RESPOSTA: ‘D”.

62. (TRE - TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE OPERACIONAL DE COMPUTA-
DORES– FCC) - Em relação às opções do item de menu Filtrar no Excel 2003 e às opções do item de menu Filtro no BrOfficeCalc3.2,
é correto afirmar que
(A) as opções Autofiltro, Filtro padrão e Filtro avançado estão presentes apenas no Excel.
(B) as opções Autofiltro, Filtro padrão e Filtro avançado estão presentes apenas no Calc.
(C) apenas o Calc apresenta a opção Mostrar todos.
(D) ambos apresentam a opção Mostrar todos.
(E) ambos apresentam as opções Autofiltro, Filtro padrão e Filtro avançado.

Até mesmo na versão mais atual do Microsoft Excel, as opções da alternativa “B” são inexistentes, como podemos observar na figura a seguir:

Guia dados Microsoft Excel

No entanto, podemos comprovar que essas opções existem no BrOfficeCalc, observando o Menu Dados, conforme a figura a seguir:

Menu dados BrOffice.org Calc

RESPOSTA: “B”.

63. (TRE - ANALISTA JUDICÍARIO ÁREA ADMINISTRATIVA– FCC) - Em relação ao BrOffice.org 3.1, considere:
I. Em um arquivo aberto no Writer quando o cursor está em qualquer linha de qualquer parágrafo, ao se pressionar a tecla
Home ele irá se posicionar no início do texto.
II. Em uma planilha do Calc, se a célula E8, que contém a fórmula =($D$2+SOMA(C3:C7))/$D$1, for copiada para a célula F9,
através de Ctrl+C e Ctrl+V, a célula F9 conterá a fórmula =($D$2+SOMA(D4:D8))/$D$1.
III. No Writer as ações das teclas F7, Ctrl+F12 e Ctrl+F4 correspondem, respectivamente, verificar ortografia, inserir tabela e
fechar documento.
IV. No Calc a fórmula =SOMA(A1:B2;B4) irá executar a soma de A1, B2 e B4.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Está correto o que se afirma, SOMENTE em


(A) I e II.
(B) I, II e IV.
(C) I, III e IV.
(D) II e III.
(E) II, III e IV.

II – Para ilustrar a alternativa II, veja a figura a seguir:

Ilustração da fórmula do enunciado

Nela, digitamos valores aleatórios na sequência de células de C3 até C7 e D1 até D2, que são as células envolvidas na primeira fórmula
proposta pela alternativa II. Observe a linha de entrada, a fórmula digita e a célula E8. Depois, clicamos em E8 e copiamos essa célula,
através das teclas de atalho CTRL+C, e colamos com o CTRL + V na célula F9, onde, na figura, aparece o número 1.
Veja na imagem a seguir o resultado desses procedimentos na célula F9:

Aplicação das teclas de atalho na célula F9

O conteúdo copiado na célula F9 ficou igual ao da segunda fórmula proposta pela alternativa II, pois a função =($D$2+SOMA(D4:-
D8))/$D$1, onde:
= o sinal de igual é o parâmetro que indica o início de uma fórmula ou função;
$D – dessa forma, fazemos uma referência absoluta à coluna D. Mesmo que a fórmula seja copiada, a coluna D será mantida, e não
mudará automaticamente para a coluna E, F ou G, pois está precedida do sinal $.
$2 – faz uma referência absoluta à linha 2. Por estar precedida do sinal $ a linha será mantida na fórmula, mesmo que copiada para
outras células.
SOMA (D4:D8) – essa parte da fórmula está somando os valores do intervalo das células de D4 até D8. Dessa forma, o conteúdo da
célula D2 será somado ao resultado dessa soma.
/ esse é o sinal de divisão para o Calc. Indica, na fórmula, que a soma da célula D2 com o resultado da soma do intervalo de D4 até D8
será dividido
$D$1 – nesse caso, estamos indicando com o sinal $ que D1 não terá sua sequencia automática criada quando essa fórmula for copiada
para outras células. O resultado da fórmula, até o momento, será dividido pelo valor que estiver na célula D1.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

III -F7 – corresponde às teclas de atalho para acionar a ferramenta de ortografia, como podemos observar pela imagem a seguir:

Detalhamento da tecla de atalho F7

CTRL + F12 – corresponde às teclas de atalho para acionar inserir uma tabela, como podemos observar pela imagem a seguir:

Detalhamento tecla de atalho Ctrl+F12

CTRL + F4 – corresponde às teclas de atalho que executam a ação de fechar o documento aberto, sem fechar o programa Writer.

RESPOSTA: “D”.

64.(TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - CONHECIMENTOS BÁSICOS - CARGOS 1 E 3 – CESPE) -

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Considerando a figura acima, que apresenta uma planilha do Excel a partir de qual se gerou um gráfico, assinale a opção
correta.
A) O gráfico pode ser copiado para um arquivo do Word sem que haja necessidade de se copiar a planilha.
B) A média de eleitores pode ser calculada corretamente a partir da fórmula =B3+B4+B5+B6+B7/5.
C) O arquivo Pasta1 poderá ser compartilhado em um grupo de discussão ou em uma rede social sem perda de dados, desde que
a planilha fique separada do gráfico, em outra página da planilha ou em outro arquivo.
D) Caso as legendas ao lado do gráfico sejam excluídas, os nomes correspondentes às zonas eleitorais serão automaticamente
excluídos os conteúdos das células A3 a A7.
E) O arquivo Pasta1 pode ser aberto por um programa do BrOffice, desde que seja salvo no formato PPT.

Se copiarmos o gráfico da planilha do Excel e colarmos no Word, não haverá perda dos dados, pois há uma integração entre os progra-
mas do pacote do Microsoft Office.

RESPOSTA: “A”.

65. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CONTABILIDADE – CESPE)

Com relação ao aplicativo Microsoft Excel e à figura acima, que mostra uma planilha em edição nesse aplicativo, assinale a
opção correta.
A) Ao se clicar a célula D3, e, em seguida, se pressionar a tecla “Delete” o conteúdo da célula D3 será apagado, e o conteúdo da
célula D4 será movido para a célula D3.
B) Os números 18 e 24 aparecerão, respectivamente, nas células E2 e E3, ao final da seguinte sequência de ações: clicar a célula
E2; digitar = C2+D2 e teclar “Enter” clicar novamente a célula E2, clicar o botão ; clicar a célula E3; clicar .
C) Ao se aplicar um clique simples na célula B1 e um clique duplo na célula D1, será selecionado um grupo de células formado
pelas células B1, C1 e D1.
D) O procedimento sucessivo de se clicar a célula E2, digitar a sequência de caracteres =B2+C2+D2/3 e teclar “Enter” fará que
seja exibido na célula E2 o número 12, ou seja, a média aritmética das células B2, C2 e D2.
E) Ao se selecionar as células B3, C3 e D3 e se clicar, em seguida, o botão   aparecerá uma caixa de diálogo com diversos tipos
de fonte, que permitirão ao usuário redefinir as fontes usadas nas células selecionadas.

O valor da célula C2 é 10 e da célula D2 é 8. A fórmula =C2+D2 realiza a soma dos dois valores e mostra o resultado na célula E2,
abordada na questão. A continuidade da questão traz o procedimento de copiar o conteúdo de uma célula que contém uma fórmula (E2) e
colar em outra célula (E3). Quando isso ocorre, a célula que recebe a cópia terá uma fórmula alterada para a referência de suas células. Dessa
forma, a fórmula que ficará em E3 será = C3+D3, somando os valores 11 e 13, tendo como resultado o número 24.

RESPOSTA: “B”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

66. (TRE - ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA– FCC) Em um slide mestre do BrOffice.org Apresentação
(Impress), NÃO se trata de um espaço reservado que se possa configurar a partir da janela Elementos mestres:
(A) Número da página.
(B) Texto do título.
(C) Data/hora.
(D) Rodapé.
(E) Cabeçalho.

Clicando no Menu Exibir, Mestre, Elementos do slide mestre, conforme mostrado na figura a seguir, é possível visualizar a lista de
opções passíveis de configuração de um slide mestre no BrOffice.org Impress.

Menu Exibir, opção Elementos do slide mestre.

Clicando na opção “Elementos do slide mestre...” será exibida a seguinte janela, na qual observamos as opções que podem ser configu-
radas: Cabeçalho, Data/hora, Rodapé e Número do slide.

Opções dos elementos do slide mestre.

Vemos então que a opção “Texto do título” não está listada entre as opções para configuração.

RESPOSTA: “B”.

67. (TRE - ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA– FCC) Em um slide mestre do BrOffice.org Apresentação
(Impress), NÃO se trata de um espaço reservado que se possa configurar a partir da janela Elementos mestres:
(A) Número da página.
(B) Texto do título.
(C) Data/hora.
(D) Rodapé.
(E) Cabeçalho.

Clicando no Menu Exibir, Mestre, Elementos do slide mestre, conforme mostrado na figura a seguir, é possível visualizar a lista de
opções passíveis de configuração de um slide mestre no BrOffice.org Impress.

Menu Exibir, opção Elementos do slide mestre.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Clicando na opção “Elementos do slide mestre...” será exibida a seguinte janela, na qual observamos as opções que podem ser configura-
das: Cabeçalho, Data/hora, Rodapé e Número do slide.

Opções dos elementos do slide mestre.

Vemos então que a opção “Texto do título” não está listada entre as opções para configuração.

RESPOSTA: “B”.

68.(TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ANÁLISE DE SISTEMAS – CESPE)– No que se refere a TCP/IP, assinale a opção
correta.
(A) O TCP (TransmissionControlProtocol) é um protocolo halfduplex da camada de transporte que quebra o fluxo de dados em
segmentos que são numerados e sequenciados em umprocesso conhecido como hand-shake e, caso algum desses segmentos não seja
confirmado pelo destinatário, o pacote é reenviado.
(B) IP (Internet Protocol), SNMP (Simple Network Management Protocol) e ICMP (Internet ControlMessageProtocol) são exem-
plos de protocolos da camada de Internet do TCP/IP.
(C) Ethernet, Token Ring e ARP (AddressResolutionProtocol) são exemplos de protocolos da camada de acesso à rede doTCP/IP.
(D) Por ser menos complexo que o TCP, O UDP (UserDatatagramProtocol) não possui em seu cabeçalho os campos checksum
(checagem de erros) e window (tamanho da janela).
(E) Telnet, TFTP (Trivial FTP), NFS (Network File System) e DNS (Domain Name Service) são exemplos de protocolos da camada
de aplicação do TCP/IP.

O modelo TCP/IP é um modelo teórico de como funciona o processo de transmissão de dados em uma rede de computadores.
Ele é composto pelas camadas:
- Aplicação;
- Transporte;
- Internet;
- Interface com a Rede.

Em cada uma dessas camadas lógicas são feitas referências a protocolos que contribuem para o bom funcionamento da tramitação de da-
dos. A camada de Aplicação trabalha com protocolos de aplicativos TCP/IP e com os programas que estabelecem uma interface com os serviços
de camada de transporte para usar a rede. São protocolos que entram em contato direto com o usuário, através de aplicativos, como por exemplo:
HTTP, Telnet, FTP, TFTP, SNMP, DNS, SMTP, NFS, X Windows e outros protocolos de aplicativos.

RESPOSTA: “E”.

69.(TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ANÁLISE DE SISTEMAS – CESPE)-Na manutenção de um equipamento compu-


tacional conectado em rede, sendo no uso desta o sintoma relatado como queixa, é recomendável acompanhar o modelo da arquitetura
da rede, no caso, percorrendo da camada física em direção às camadas mais altas.
A assertiva diz que há um problema no uso da rede. O mais adequado é verificar as possibilidades checando a parte física, ou seja, cabos e
equipamentos necessários para o seu funcionamento correto. Essa afirmação remete ao modelo de rede OSI, onde existem as seguintes camadas:
7 – Aplicação
6 – Apresentação
5 – Sessão
4 – Transporte
3 – Rede
2 – Enlace
1 – Física

RESPOSTA: “CERTO”.

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70. (TRE - TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE OPERACIONAL DE COMPU-
TADORES – FCC) - No controle de propriedades de conexão de rede do Windows XP, o item que deve ser acessado para configurar
atribuição de endereço dinâmica (DHCP) é:
(A) Protocolo TCP/IP.
(B) Cliente para redes Microsoft.
(C) Compartilhamento de arquivos e impressoras para redes Microsoft.
(D) Agendador de pacotes QoS.
(E) Endereços e locais de rede.

O DHCP é a sigla para Dynamic Host ConfigurationProtocol, ou Protocolo de configuração de host dinâmico, que é um protocolo de
serviço TCP/IP que oferece configuração dinâmica de terminais.
No Windows XP, a configuração DHCP pode ser acessada através do seguinte caminho:
No menu Iniciar, selecione Painel de Controle e, em seguida, Conexões de Rede
Botão direito do mouseno íconeConexão Locale selecione Propriedades.

Botão direito em Conexão local

Na guia Geral, selecione Protocolo TCP/IP e clique em Propriedades.

Propriedades da conexão local

Selecione os botões de radio para obter um endereço de servidor DNS automaticamente ou usar um endereço de servidor DNS inserido manualmente.

Opções DNS

RESPOSTA: “A”.

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71. (TRE - TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA APOIO ESPECIALIZADO ESPECIALIDADE OPERACIONAL DE COMPUTA-
DORES – FCC) - Uma rede de computadores interligados por meio de uma rede ethernet que utiliza cabos de par trançado categoria
5 ligados a um switch caracteriza topologia em
(A) anel.
(B) barramento.
(C) linha.
(D) árvore.
(E) estrela.

A necessidade de mais clientes e de redes mais rápidas levou ao desenvolvimento da topologia em estrela. Nesse design, todos
os clientes estão conectados a um dispositivo central que aceita uma entrada de clientes e redireciona os dados para o receptor. O
dispositivo central é normalmente um hub, ou switch, ou um comutador. A topologia em estrela é mostrada na figura a seguir:

Topologia estrela

A topologia em estrela é capaz de transferir os dados a uma velocidade de 1GBs. Esta topologia é categorizada pelo IEEE como 802.3
10bT. O limite da distância foi reduzido a 100 metros, mas pode ser alongado com um repetidor.
Nos computadores, cada um com sua placa de rede, podem ser conectados os conectores RJ45, ligando cabos de par trançado de cada
host até o hub ou switch que interligará todas as estações de trabalho.

RESPOSTA: “E”.

72. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ANÁLISE DE SISTEMAS – CESPE) - Com base na norma ABNT NBR ISO/
IEC 27.001, para se garantir a confidencialidade da comunicação entre dois computadores, pode-se optar pelo uso de recursos de
criptografia para aumentar o nível de segurança no tráfego de informações. Um dos objetivos associados à adoção desse tipo de
controle é
A) a segurança de recursos humanos.
B) o gerenciamento da segurança em redes.
C) a segurança física e do ambiente.
D) a gestão de incidentes de segurança da informação.
E) a gestão de ativos.

Segundo a norma ABNT NBR ISSO/IEC 27.001:


A.10.6 Gerenciamento da segurança em redes. Objetivo: Garantir a proteção das informações em redes e a proteção da infraestrutura
de suporte.
A.10.6.1 Controles de redes: Redes devem ser adequadamente gerenciadas e controladas, de forma a protegê-las contra ameaças e
manter a segurança de sistemas e aplicações que utilizam estas redes, incluindo a informação em trânsito. 
A.10.6.2 Segurança dos serviços de rede: Características de segurança, níveis de serviço e requisitos de gerenciamento dos serviços de
rede devem ser identificados e incluídos em qualquer acordo de serviços de rede, tanto para serviços de rede providos internamente ou ter-
ceirizados.

RESPOSTA: “B”.

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73. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - CONHECIMENTOS BÁSICOS - CARGOS 1 E 3 – CESPE) - Assinale a opção
correta com referência a programas de correio eletrônico.
A) No Outlook Express, a opção de envio de cópia oculta — Cco — indica que o(s) destinatário(s) indicado(s) nesse campo se-
rá(ão) ocultado(s) dos demais destinatários.
B) O Mozilla Thunderbird é um serviço disponível na Web capaz de armazenar arquivos em cloudstorage.
C) O Outlook Express possui sistema de checape de dados próprio que garante a integridade dos dados enviados e recebidos.
D) O Mozilla Thunderbird possui antivírus cuja função é checar a qualidade dos dados de determinado email antes de este ser
enviado.
E) Os serviços de webmail podem ser acessados de qualquer lugar, mas não permitem a anexação de arquivos às mensagens.
A opção CCo (Com Cópia Oculta) está presente em todos os programas de mensagens eletrônicas e webmails. Sua função é oferecer
ao usuário uma forma de enviar a mesma mensagem para vários destinatários sem que estes vejam a lista dos outros destinos para os quais
a mensagem seguiu. Um exemplo da utilidade desta função é uma empresa que precisa solicitar orçamentos de determinado material, mas
julga que não convém que os possíveis fornecedores fiquem sabendo quais são seus concorrentes.

RESPOSTA: “A”.

74. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CONTABILIDADE – CESPE) -

A figura acima ilustra uma lista que é exibida, no aplicativo para uso de correio eletrônico MozzillaThunderbird, no processo
de edição e envio de mensagens de email. Com relação ao funcionamento da opção Cco para a transmissão de uma mensagem no
citado aplicativo, assinale a opção correta.
A) A mensagem será recebida por todos os detentores de endereços de email listados no campo correspondente a essa opção;
entretanto, somente os destinatários cujos endereços eletrônicos estejam listados no campo correspondente à opção Cc: poderão ver
os emails de cada destinatário incluído no campo correspondente à opção Cco:.
B) A mensagem deverá ser recebida por todos os detentores de endereços de email listados no campo correspondente a essa
opção; entretanto, somente os destinatários cujos endereços estejam listados nos campos correspondentes às opções Cc: e Cco: pode-
rão ver osemails de cada destinatário incluído no campo correspondente à opção Cco:. O destinatário principal, incluído no campo
correspondente à opção Para:, não terá esse mesmo acesso.
C) A mensagem deverá ser recebida por todos os detentores de endereços de email listados no campo correspondente a essa
opção e os destinatários da mensagem poderão ter acesso à lista de todos os outros emails incluídos na mesma lista.
D) A mensagem deverá ser recebida por todos os detentores de endereços de email listados no campo correspondente a essa op-
ção, e os destinatários da mensagem poderão ter acesso à lista de todos os outros emails incluídos na mesma lista; entretanto, o des-
tinatário principal, listado no campo correspondente à opção Para:, poderá ver os emails de cada recipiente incluído na opção Cc: .
E) A mensagem será enviada a todos os detentores de endereços de email listados no campo correspondente a essa opção, mas
nenhum destinatário terá conhecimento dos emails dos demais destinatários.

CCo, sigla para Com Cópia Oculta é a opção de enviar uma mesma mensagem para vários destinatários. A diferença entre ele e o CC
(Com Cópia) está no fato de quando usado, ocultar a lista de destinatários que for inserida em seu campo, dos destinatários da mensagem.

RESPOSTA: “E”.

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75. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CONTABILIDADE – CESPE)

A figura acima mostra uma janela capturada do Google Chrome, em uma seção de uso. Com relação a esse navegador e a con-
ceitos relacionados à Internet, assinale a opção correta.
A) Ao se substituir os caracteres www.unb.br pelos caracteres www.google.com, será fechada a página atual, e será aberta uma
página cuja principal aplicação é a venda de livros.
B) Ao se clicar o botão   será fechada a janela em exibição.
C) Ao se clicar o botão   passará a ser exibida uma região mais à direita da página da Web que está sendo exibida.
D) Ao se clicar o botão   será exibida a página da Web que estava sendo exibida imediatamente antes da página atual.
E) Ao se clicar o botão   será aberto um aplicativo para o acesso a mensagens de correio eletrônico.

A principal função da página www.google.com.br é a busca e pesquisa na Internet.


Como em todas as janelas dos aplicativos para Windows, ou que usem o sistema de janelas, o “X” no canto superior direito, fecha a
janela em exibição.
A imagem da alternativa “c” fica habilitada após serem visitadas outras páginas na mesma janela, possibilitando que o usuário avance
as páginas visitadas.
O ícone da alternativa “d”, recarrega a página em exibição mostrando possíveis atualizações.
A figura da alternativa “e” inclui a página exibida aos favoritos.

RESPOSTA: “B”.

76. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - PROGRAMAÇÃO DE SISTEMAS – CESPE) -Assinale a opção que apresenta
uma estrutura de dados embasada no princípio last in, first out (LIFO) — último a entrar, primeiro a sair —, na qual, conforme a
inserção, os dados inseridos primeiramente na estrutura são os últimos a serem removidos.
(A) pilhas
(B) árvores
(C) vetores
(D) listas
(E) filas

O princípio last in, first out (LIFO) — último a entrar, primeiro a sair é comumente associado à analogia de uma pilha de pratos. Nessa
comparação, o primeiro dado a entrar seria o prato da base da pilha e sobre ele e assim, sucessivamente, seria colocado outro e mais outro.

RESPOSTA: “A”.

77. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - PROGRAMAÇÃO DE SISTEMAS – CESPE) -Em programação orientada a
objetos, a possibilidade de haver funções de mesmo nome, com funcionalidades similares em classes sem nenhuma relação entre
elas, denomina-se
(A) encapsulamento.
(B) objeto.
(C) classe.
(D) polimorfismo.
(E) relacionamento hierárquico.

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O conceito de polimorfismo está sempre associado ao de herança e ambos são conceitos da programação orientada a objeto.Para não
nos bastarmos somente no item necessário a esta questão, entenderemos inicialmente herança.
- Herança –classes herdam atributos e métodos. Exemplo: classe Pessoa possui atributos nome e idade. A classe Alunos pode herdar
esses atributos, acrescentando curso e série. Dessa forma, reutilizamos o código criado para nome e idade, criado inicialmente para a classe
Pessoa.
- Polimorfismo –“O polimorfismo é caracterizado quando duas ou mais classes distintas têm métodos de mesmo nome, de forma que
uma função possa utilizar um objeto de qualquer uma das classes polimórficas, sem necessidade de tratar de forma diferenciada conforme a
classe do objeto”. Fonte: http://www.linuxtopia.org/online_books/programming_books/python_programming/python_ch22s02.html. Aces-
sado em 11/05/2014.

RESPOSTA: “D”.

78. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - PROGRAMAÇÃO DE SISTEMAS – CESPE) -A Linguagem de Manipulação


de Dados (DML) é uma linguagem de consulta que se baseia tanto na álgebra relacional quanto no cálculo relacional de tuplas. Os
comandos que fazem parte da DML incluem
(A) SELECT, CREATE TABLE e CREATE INDEX.
(B) INSERT, SELECT, UPDATE e DELETE.
(C) CREATE TABLE, CREATE INDEX e DROP VIEW.
(D) CREATE TABLE, CREATE INDEX e CREATE VIEW.
(E) CREATE TABLE, INSERT, UPDATE e DELETE.

Insert, select, update e delete são comandos utilizados em linguagem DML para:
- Insert: inserir novos registros em uma tabela.
- Select: selecionar dados de uma ou mais tabelas.
- Update: atualizar os dados de uma tabela.
- Delete: excluir dados gravados em uma tabela.

RESPOSTA: “B”.

79.(TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - PROGRAMAÇÃO DE SISTEMAS – CESPE) -Assinale a opção que identifica
uma linguagem de programação adequada para utilização no desenvolvimento de aplicação em ambiente web e que, além de poder
ser utilizada em servidor de aplicações Apache, funciona com o sistema operacional Linux e é uma linguagem de scripts.
(A)Lisp
(B) Clipper
(C) PHP
(D)Algol
(E) Fortran

Segundo REMOALDO, 2008:

A linguagem PHP baseia-se na sintaxe da linguagem C (embora tenha influências do C++ e do Java) e possui diversos comandos e
estruturas de dados que permitem a sua utilização como linguagem server-side para sítios Web.
...
O PHP é colocado diretamente numa página Web juntamente com o HTML.
...
O Linux é o sistema operativo mais utilizado para o alojamento de sites, e também é bastante utilizado no seu desenvolvimento. O
ambiente principal de desenvolvimento tem a designação de LAMP (Linux+Apache+MySQL+PHP).

RESPOSTA: “C”.

80.(TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - PROGRAMAÇÃO DE SISTEMAS – CESPE) -O elemento em que uma das
partes de uma informação é armazenada como cadeia de texto na máquina do usuário e cuja função principal é a de manter a per-
sistência de sessões HTTP é denominado
(A) frame.
(B) Java Script.
(C)tag.
(D) cookie.
(E) XML.

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Cookies são pequenos arquivos que os sites colocam no disco rígido do seu computador quando você os visita pela primeira vez.
Pense em um cookie como um cartão de identificação que é exclusivamente seu. A função do cookie é notificar o site quando você voltar.
Embora seja possível sua utilização indevida quando armazenam dados pessoais, os cookies em si não são mal-intencionados.
Muitos sites, inclusive o da Microsoft, usam cookies. Os cookies nos dizem quantas vezes você visita páginas, o que nos ajuda a desco-
brir quais informações são de seu interesse. Desta forma, podemos oferecer mais do conteúdo de que você gosta e menos do que não gosta.
Os cookies podem ajudá-lo a ser mais eficiente. Alguma vez você já colocou algum item em um carrinho de compras virtual de uma
loja online e, alguns dias mais tarde, quando voltou, descobriu que o item ainda estava lá? Esse é um exemplo de cookie em funcionamento.
Os cookies permitem guardar preferências e nomes de usuário, registrar produtos e serviços e ainda personalizar páginas.
Mas se você nunca registrar nem deixar informações pessoais no site, o servidor saberá apenas que alguém com o seu cookie retornou
ao site. Ele não saberá nada além disso.

Fonte:http://www.microsoft.com/pt-br/security/resources/cookie-whatis.aspx. Acessado em 11/05/2014.

RESPOSTA: “D”.

NORMAS APLICÁVEIS AOS


SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS

81. (TRE/PA – Analista Judiciário – FGV)


O servidor público federal é sujeito à disciplina legal diferenciada dos trabalhadores da iniciativa privada. 
O regime disciplinar do servidor público federal determina que: 
A) a advertência será aplicada por escrito no caso de o servidor aceitar comissão, emprego ou pensão de Estado estrangeiro.
B) a demissão será aplicada nos casos de falta injustificada por mais de trinta dias interpolados, acumulação ilegal de cargos,
empregos ou funções públicas, corrupção e improbidade administrativa, entre outros.
C) a demissão ou a destituição de cargo em comissão em virtude de corrupção implica a indisponibilidade dos bens e o ressar-
cimento ao erário.
D) a punição para o servidor que injustificadamente se recusar a ser submetido à inspeção médica determinada por autoridade
competente é a suspensão por trinta dias, que pode ser convertida em multa.
E) a responsabilidade administrativa do servidor não será afastada no caso de absolvição criminal.

Os seguintes dispositivos baseiam a resposta do questionamento, todos da Lei nº 8.112/1990:

Art. 130, § 1o  Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a
inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.
Art. 132.  A demissão será aplicada nos seguintes casos:
I - crime contra a administração pública;
II - abandono de cargo;
III - inassiduidade habitual;
IV - improbidade administrativa;
V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;
VI - insubordinação grave em serviço;
VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;
VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos;
IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
XI - corrupção;
XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.
Art. 136. A demissão ou a destituição de cargo em comissão, nos casos dos incisos IV, VIII, X e XI do artigo 132, implica a indis-
ponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.
Art. 139.  Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante
o período de doze meses.

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Conforme artigo 132, XIII, a conduta descrita em “A” gera demissão, não mera advertência. Se exclui “B”, pois inassiduidade habitual
gera demissão, mas são necessários 60 dias interpolados, não 30. “C” está correta, sendo cópia literal do artigo 136, conforme grifos. Já “D”
está incorreta porque a suspensão é de 15 dias, não 30. Quanto à alternativa “E”, remonta-se à independência de esferas descrita no artigo 125.

RESPOSTA: “C”.

82. (TRE/MT – Analista Judiciário em Tecnologia da Informação – CESPE) No que diz respeito aos direitos e às vantagens do
servidor público consoante estabelece a Lei nº 8.112/1990, assinale a opção correta.
A) Podem ser pagas ao servidor, além do vencimento, indenizações, como as diárias, que se incorporam ao vencimento conforme
estabelecido em lei.
B) O servidor que, a serviço, afastar-se da sede, em caráter eventual ou transitório, para outro ponto do território nacional fará
jus a ajuda de custo destinada a indenizar as parcelas de despesas com pousada, alimentação e locomoção urbana.
C) As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento, nos casos e nas condições indicados em lei.
D) Nada impede que o servidor exerça atividade remunerada durante o período da licença por motivo de doença em família.
E) O servidor pode receber simultaneamente o adicional de insalubridade e o adicional de periculosidade, desde que trabalhe
com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de morte.

Estabelece o artigo 49 da Lei nº 8.112/1990, também se destacando os artigos 58 e 68, §1º da mesma:

Art. 49.  Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:


I - indenizações;
II - gratificações;
III - adicionais.
§ 1o  As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.
§ 2o  As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e condições indicados em lei.
Art. 58.  O servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para
o exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada, alimentação e locomo-
ção urbana, conforme dispuser em regulamento. 
Art. 68, § 1º O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles.

A alternativa “A” está incorreta porque indenizações não se incorporam ao vencimento; a alternativa “B” está incorreta porque o funcio-
nário faz jus à diária, não à ajuda de custo, que serve para mudanças efetivas de sede; a alternativa “D” está errada porque seria incompatível
permitir o trabalho se o servidor está se afastando do exercício do cargo por não ter como desempenhá-lo e ao mesmo tempo cuidar de seu
familiar; a alternativa “E” está incorreta porque cabe a opção por um dos adicionais. Somente resta a alternativa “C”, que está correta porque
assim prevê em termos exatos o §2º do artigo 49.

RESPOSTA: “C”.

83. (TRE/CE – Técnico Judiciário – FCC) Segundo o art. 104 da Lei nº 8.112/1990 “é assegurado ao servidor o direito de requerer
aos Poderes Públicos, em defesa de direito ou interesse legítimo”. A respeito do Direito de Petição, considere:
I. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não podendo ser
renovado.
II. Caberá das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos.
III. O direito de requerer prescreve em três anos quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade.
IV. Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do processo ou documento, na repartição, ao servidor ou a procura-
dor por ele constituído.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) II e IV.
b) I e II.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) I, II e IV.

Em capítulo próprio, a Lei nº 8.112/1990 trata do direito de petição:


Art. 104.  É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos, em defesa de direito ou interesse legítimo.
Art. 105.  O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver
imediatamente subordinado o requerente.
Art. 106.  Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não podendo ser renovado. 
Parágrafo único.  O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão ser despachados no prazo
de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias.

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Art. 107.  Caberá recurso: 
I - do indeferimento do pedido de reconsideração;
II - das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos.
§ 1o  O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente,
em escala ascendente, às demais autoridades.
§ 2o  O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente.
Art. 108.  O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias, a contar da publicação ou da
ciência, pelo interessado, da decisão recorrida. 
Art. 109.  O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente.
Parágrafo único.  Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso, os efeitos da decisão retroagirão à data do ato
impugnado.
Art. 110.  O direito de requerer prescreve:
I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patri-
monial e créditos resultantes das relações de trabalho;
II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.
Parágrafo único.  O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interes-
sado, quando o ato não for publicado.
Art. 111.  O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição.
Art. 112.  A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração.
Art. 113.  Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do processo ou documento, na repartição, ao servidor ou a pro-
curador por ele constituído.
Art. 114.  A administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade.
Art. 115.  São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo, salvo motivo de força maior.

O item I está correto porque é o teor do artigo 106, descrevendo quando cabe pedido de reconsideração; o item II está conforme o inciso
II do artigo 107, aceitando interposição de recursos contra decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos; o item III está errado
porque não corresponde aos prazos de prescrição descritos no artigo 110, sendo que o prazo prescricional do direito, neste caso, é de 5 anos
(artigo 110, I); o item IV segue o teor do artigo 113, assegurando o direito de vista de processo ou documento na própria repartição.

RESPOSTA: “E”.

84. (TRE/MS – Analista Judiciário – CESPE) Assinale a opção correta quanto ao provimento de cargos públicos.
A) Entre as formas de provimento de cargo público, inclui-se a ascensão que ocorre quando o servidor muda de classe ou cate-
goria, dentro da mesma carreira, em razão de merecimento ou antiguidade.
B) O servidor nomeado para cargo efetivo terá o prazo de trinta dias para entrar em exercício.
C) De acordo com a jurisprudência majoritária, a aprovação em concurso público, dentro do número de vagas oferecidas pelo
edital, gera direito subjetivo à nomeação.
D) A promoção não é considerada forma de provimento de cargo público, visto que, nesse caso, o servidor já foi investido no
cargo por meio da nomeação.
E) A reintegração é forma de provimento originário de cargo público.

Art. 8o  São formas de provimento de cargo público:


I - nomeação;
II - promoção;
III e IV - (Revogados)
V - readaptação;
VI - reversão;
VII - aproveitamento;
VIII - reintegração;
IX - recondução.
Art. 15, § 1o  É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da data da posse. 
Art. 28.  A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transfor-
mação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.

“A” está incorreta porque ascensão não é forma de provimento (artigo 8º); “B” porque o prazo é de 15 dias, não de 30 (artigo 15, §1º);
“D” porque promoção é forma de provimento, ainda que não originário; “E” porque reintegração é forma não originária de provimento, já
que o funcionário já havia sido provido anteriormente e então afastado por demissão, conforme decisão em esfera administrativa ou judicial
(artigo 28). Resta somente “C”, que trabalha com um posicionamento jurisprudencial bastante consolidado, destacando-se o Recurso Ex-
traordinário nº 598.099/MS, julgado pelo Supremo Tribunal Federal em 10 de agosto de 2011, no qual se estabeleceu que a Administração

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Pública está vinculada às normas do edital e é obrigada a preencher as vagas previstas para o certame dentro do prazo de validade do con-
curso, obrigação que só pode ser afastada diante de excepcional justificativa. Há, assim, direito subjetivo à nomeação, caso as vagas estejam
previstas em edital, não se admitindo, porém, a obrigatoriedade de a Administração Pública nomear candidato aprovado fora do número de
vagas previstas, simplesmente pelo surgimento de nova vaga, seja por nova lei, seja decorrente de vacância.

RESPOSTA: “C”.

85. (TRE/MS – Técnico Judiciário Programação de Sistemas – CESPE) Considere que Lucas tenha tomado posse no seu pri-
meiro cargo efetivo no serviço público federal e que esteja em exercício há seis meses. Com relação à situação funcional de Lucas,
assinale a opção correta à luz da Lei nº 8.112/1990.
A) Lucas poderá tirar licença para tratar de assuntos particulares pelo prazo de três anos consecutivos, sem direito à remune-
ração.
B) Lucas irá adquirir estabilidade após dois anos de efetivo exercício no cargo.
C) Caso Lucas esteja cursando faculdade e tenha de mudar de localidade no interesse da administração, ele terá direito a ma-
trícula em instituição de ensino congênere, em qualquer época, independentemente de vaga.
D) Enquanto estiver no período de estágio probatório, Lucas não poderá ocupar cargos em comissão.
E) Lucas poderá tirar licença para desempenho de mandato classista.

Prevê a Lei nº 8.112/1990, com destaque para o artigo 99:

Art. 20, § 3o  O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção, che-
fia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação, e somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natu-
reza Especial, cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, de níveis 6, 5 e 4, ou equivalentes. 
Art. 20, § 4o  Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os afastamentos previstos nos arts. 81,
incisos I a IV, 94, 95 e 96, bem assim afastamento para participar de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro
cargo na Administração Pública Federal.
Art. 91.  A critério da Administração, poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde que não esteja em estágio
probatório, licenças para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até três anos consecutivos, sem remuneração. 
Art. 99.  Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da administração é assegurada, na localidade da nova residência ou
na mais próxima, matrícula em instituição de ensino congênere, em qualquer época, independentemente de vaga.

“A” está incorreta porque a licença para interesses particulares somente pode ser concedida para servidor que não estiver em estágio
probatório (artigo 91); “B” está incorreta porque a estabilidade se adquire após 3 anos (artigo 41, CF); “D” está incorreta porque a lei permite
que servidor em estágio probatório ocupe cargo em comissão (artigo 20, §4º); “E” está incorreta porque não se enquadra nas licenças que o
servidor em estágio probatório pode ter (artigo 20, §4º c.c. artigo 81, I a IV e 94 a 96 – somente pode ter licença por motivo de doença em
pessoa da família; por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro; para o serviço militar; para atividade política e para afastamen-
to para exercício de mandato eletivo). Por sua vez, a alternativa “C” está correta porque se trata de direito previsto no artigo 99 da Lei nº
8.112/1990.

RESPOSTA: “C”.

86. (TRE/AC – Técnico Judiciário – FCC) O retorno à atividade de servidor aposentado, dentre outras hipóteses, por invalidez,
quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria, denomina-se:
A) Readaptação.
B) Recondução.
C) Reintegração.
D) Reversão.
E) Transferência.

Estabelece a Lei nº 8.112/1990:

Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado:


I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou [...]
§ 3º No caso do inciso I, encontrando-se provido o cargo, o servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.

Uma das causas de reversão, forma de provimento dos cargos públicos, é a declaração de insubsistência dos motivos da aposentadoria
por invalidez, isto é, a pessoa volta a ser capaz de trabalhar. No caso, o servidor exercerá atribuições como excedente até que ocorra a vaga.

RESPOSTA: “D”.

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87. (TRE/AC – Técnico Judiciário – FCC) É INCORRETO afirmar que a vacância no cargo público decorrerá, dentre outras
hipóteses, de:
A) aposentadoria ou falecimento.
B) ascensão ou posse em outro cargo acumulável.
C) exoneração ou promoção.
D) readaptação ou demissão.
E) promoção ou aposentadoria.

Estabelece a Lei nº 8.112/1990:

Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de:


I - exoneração;
II - demissão;
III - promoção;
IV - (Revogado)
V - (Revogado)
VI - readaptação;
VII - aposentadoria;
VIII - posse em outro cargo inacumulável;
IX - falecimento.

Cabe observar a redação do artigo 118 da Lei nº 8.112/1990 de forma cumulada com a do artigo 37, XVI da Constituição Federal:

Art. 118. Ressalvados os casos previstos na Constituição, é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.
Art. 37, XVI. É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado
em qualquer caso o disposto no inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.

Se é possível acumular cargos, evidentemente que ambos restarão ocupados, ou seja, nenhum deles estará vago. A vacância somente
ocorre se o cargo anteriormente ocupado ficar livre.

RESPOSTA: “B”.

88. (TRE/AC – Técnico Judiciário – FCC) Quanto aos direitos e vantagens do servidor público civil é certo que,
A) as vantagens pecuniárias serão, em qualquer caso, computadas ou acumuladas, para efeito de concessão de quaisquer outros
acréscimos pecuniários ulteriores, ainda que sob o mesmo título ou idêntico fundamento.
B) o vencimento e a remuneração do cargo efetivo, são redutíveis, não podendo contudo, o servidor receber menos que dois
salários mínimos.
C) a remuneração e o provento poderão ser, em qualquer caso, objeto de arresto, sequestro ou penhora.
D) o servidor em débito com o erário, que for demitido, terá que quitar o débito no ato da exoneração, vedado prazo ou parce-
lamento da dívida.
E) não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de mandato eletivo.

Destacam-se os seguintes dispositivos da Lei nº 8.112/1990:

Art. 40. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei.
Art. 41. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei.
§ 3º O vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens de caráter permanente, é irredutível.
§ 5º Nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário mínimo.
Art. 47. O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada,
terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito.
Art. 48. O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto nos casos de prestação
de alimentos resultante de decisão judicial.
Art. 50. As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem acumuladas, para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos
pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento.
Art. 55. Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de mandato eletivo.

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“A” está incorreta porque a regra é a não cumulação (artigo 50); “B” está incorreta porque o vencimento é irredutível e o valor mínimo
é de 1 salário mínimo (§§ 3º e 5º do artigo 41); “C” está incorreta porque pode haver penhora, sequestro ou arresto em caso de prestação de
alimentos (artigo 48); “D” está incorreta porque o prazo para quitação é de 60 dias, não sendo necessária a quitação imediata (artigo 50).
Somente resta a alternativa “E”, que está correta, por expressa disposição do artigo 55.

RESPOSTA: “E”.

89. (TRE/AC - Técnico Judiciário - FCC) A investidura em cargo público está sujeita a alguns requisitos básicos, valendo des-
tacar que:
A) não há exigência de nacionalidade, originária ou derivada, para se ocupar qualquer cargo público.
B) somente brasileiros natos podem ser contratados por instituições de pesquisa científica federal.
C) todos os cargos das instituições de pesquisa tecnológica devem ser ocupados por brasileiros, natos ou naturalizados.
D) os cargos, empregos e funções públicas da esfera federal de governo devem ser ocupados somente por brasileiros.
E) uma universidade federal pode prover seus cargos, segundo normas específicas, com professores estrangeiros.

Prevê o artigo 5º da Lei nº 8.112/1990:

Art. 5o  São requisitos básicos para investidura em cargo público:


I - a nacionalidade brasileira;
II - o gozo dos direitos políticos;
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V - a idade mínima de dezoito anos;
VI - aptidão física e mental.
§ 3º As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos
e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.

Embora a nacionalidade brasileira seja a regra para a investidura em cargos públicos, excepcionalmente estes poderão ser ocupados por
estrangeiros, notadamente quando for relevante o interesse científico ou acadêmico.

RESPOSTA: “E”.

90. (TRE/AC – Técnico Judiciário – FCC) O servidor público foi demitido, mas está em débito com o erário. Nesse caso, ele:
A) sofrerá apenas a inclusão de seu nome no CADIN - Cadastro dos Devedores Inadimplentes.
B) terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito e, não o fazendo, o fato implicará sua inscrição em dívida ativa.
C) se sujeitará a ter seu débito imediatamente inscrito em dívida ativa.
D) sofrerá, em trinta dias, o ajuizamento de uma ação de cobrança, valendo a certidão do débito como título executivo.
E) só poderá ser cobrado pela via ordinária, com ampla liberdade de provas e de defesa.

Estabelece o artigo 47 da Lei nº 8.112/1990:

Art. 47. O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada,
terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito.
Parágrafo único. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa.

Por expressa disposição de lei, a consequência da não quitação de débito com o erário em 60 dias da aposentadoria ou cassação da
indisponibilidade é a inscrição em dívida ativa.

RESPOSTA: “B”.

91. (TRE/AL – Analista Judiciário – FCC) Carlos, titular de cargo efetivo junto ao Tribunal Regional Eleitoral, está sendo res-
ponsabilizado por valer-se do exercício de suas funções para lograr proveito pessoal em detrimento da dignidade da função pública.
Nesse caso, o servidor estará sujeito à pena de:
A) demissão, incompatibilizando-o para nova investidura em cargo público federal, pelo prazo de cinco anos.
B) destituição do cargo público, ficando vedado seu retorno ao serviço público federal, mas podendo concorrer a cargo estadual
ou municipal.
C) destituição de suas funções e declaração de sua inidoneidade para o serviço público.
D) suspensão de noventa dias, vedada a conversão da pena em multa pecuniária.
E) demissão, ficando vedada sua investidura em cargo público pelo prazo de dois anos.

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Observa-se a leitura conjunta de trechos dos artigos 117, 132 e 137 da Lei nº 8.112/1990:

Art. 117. Ao servidor é proibido:


[...]
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
Art. 132.  A demissão será aplicada nos seguintes casos:
[...]
XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.
Art. 137. A demissão ou a destituição de cargo em comissão, por infringência do art. 117, incisos IX e XI, incompatibiliza o ex-servidor para
nova investidura em cargo público federal, pelo prazo de 5 (cinco) anos.

Sendo a conduta punível com pena de demissão, resta observar por qual prazo o servidor fica impedido ao exercício de novo cargo público
federal, qual seja, 5 anos.

RESPOSTA: “A”.

92. (TRE/AL – Analista Judiciário – FCC) Marcelo, nomeado para o cargo de analista judiciário - especialidade engenharia civil,
encontra-se em estágio probatório. Nesse caso, dentre outras situações, Marcelo NÃO poderá exercer quaisquer:
A) cargos de provimento em comissão no órgão em que é lotado.
B) funções de chefia na entidade de lotação em que é lotado.
C) funções de direção no órgão ou entidade em que é lotado.
D) cargos de provimento em comissão em órgãos ou entidades estaduais.
E) funções de assessoramento no órgão de lotação em que é lotado.

Prevê a Lei nº 8.112/1990, com destaque para o artigo 20, §3º:

Art. 20, § 3o  O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção, chefia ou
assessoramento no órgão ou entidade de lotação, e somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza Espe-
cial, cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, de níveis 6, 5 e 4, ou equivalentes. 

Percebe-se que o estágio probatório em si não interfere na possibilidade de assumir cargos de chefia ou direção no âmbito federal. Agora, para
trabalhar no âmbito estadual é necessária cessão. No caso, não pode ser feita para qualquer cargo em comissão.

RESPOSTA: “D”.

93. (TRE/AL – Analista Judiciário – FCC) Os servidores nomeados, em virtude de concurso público, para cargo de provimento efe-
tivo, são considerados estáveis após:
A) um ano de efetivo exercício.
B) dois anos de efetivo exercício.
C) três anos de efetivo exercício.
D) quatro anos de efetivo exercício.
E) cinco anos de efetivo exercício.

Essencial para a compreensão da aquisição da estabilidade após o estágio probatório o artigo 41 da Constituição Federal:

Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso
público.
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo:
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, recondu-
zido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao
tempo de serviço.
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo
de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.
§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa
finalidade.

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Sendo assim, é de três anos o prazo para o estágio probatório, conforme texto constitucional. Vale ressaltar que a Lei nº 8.112/1990 está
desatualizada neste aspecto. Prevalece o texto constitucional, que foi emendado para ampliar o prazo de 2 para 3 anos, por uma questão de
hierarquia normativa.

RESPOSTA: “C”.

94. (TRE/AL – Técnico Judiciário – FCC) A forma de provimento quando o agente, devido à limitação física, adquirida no exer-
cício das funções do cargo de origem, passa a exercer atribuições compatíveis com a sua situação atual, é chamada de
A) reversão.
B) recondução.
C) readaptação.
D) recolocação.
E) transposição.

Prevê o artigo 24 da Lei nº 8.112/1990:

Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha
sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.

Na readaptação, o servidor público sofre uma limitação física ou mental ao exercício de suas funções regulares, mas nada que justifique
sua aposentadoria, atribuindo-lhe um novo cargo mais adequado às suas condições.

RESPOSTA: “C”.

95. (TRE/AL – Analista Judiciário – FCC) Mélvio, analista judiciário, será reintegrado no cargo anteriormente ocupado. Po-
rém, esse cargo anterior já encontra- se provido e ocupado por Isabela, servidora pública estável. Nesse caso, entre outras hipóteses,
Isabela
A) ficará em disponibilidade, esteja ou não, o cargo de origem provido por outro servidor.
B) será nomeada em outro cargo de sua livre escolha, mas compatível com suas funções.
C) será reintegrada no cargo de origem ou ficará em disponibilidade, a critério da administração.
D) será reconduzida ao cargo de origem, sem direito a indenização, ou aproveitada em outro cargo.
E) poderá, a critério da Administração, ser readmitida ao cargo de origem ou transferida para outro órgão público federal.

Estabelece o artigo 28 da Lei nº 8.112/1990:

Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transfor-
mação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.
§ 1º Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade, observado o disposto nos arts. 30 e 31.
§ 2º Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização ou
aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade.

A Constituição Federal reforça a disciplina da reintegração nos seguintes termos:

Art. 41, § 2º, CF Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga,
se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remu-
neração proporcional ao tempo de serviço.

Entende-se que o servidor público injustamente demitido tem o direito de voltar exatamente ao cargo que ocupava, independentemente
dele já ter sido ocupado por outra pessoa. Esta pessoa que ocupou o cargo será reconduzida ao seu cargo anterior, aproveitada em outro
cargo ou colocada em disponibilidade.

RESPOSTA: “D”.

96. (TRE/AM – Analista Judiciário – FCC) Nos termos do Estatuto do Servidor Público é INCORRETO que a responsabilidade
A) penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa qualidade.
B) civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.
C) civil pela reparação do dano não se estende aos sucessores do servidor.
D) civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função.
E) administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria.

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Necessário observar o teor dos artigos 122 a 125 da Lei nº 8.112/1990:

Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a
terceiros.
§ 1º A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na forma prevista no art. 46, na falta de outros
bens que assegurem a execução do débito pela via judicial.
§ 2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva.
§ 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida.
Art. 123. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa qualidade.
Art. 124. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função.
Art. 125. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si.
Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato
ou sua autoria.

As responsabilidades civil, penal e administrativa são independentes e cada qual possui uma regulamentação específica. Em destaque,
enquanto que na penal e na administrativa não se pode ir além da pessoa do servidor para a punição, na cível se aceita que se atinja o patri-
mônio do sucessor, nos limites do que recebeu de herança do servidor infrator.

RESPOSTA: “C”.

97. (TRE/AM – Técnico Judiciário – FCC) Dentre as hipóteses abaixo, NÃO gera a vacância em cargo público a
A) readaptação.
B) licença.
C) aposentadoria.
D) promoção.
E) demissão.

Estabelece a Lei nº 8.112/1990:

Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de:


I - exoneração;
II - demissão;
III - promoção;
IV - (Revogado)
V - (Revogado)
VI - readaptação;
VII - aposentadoria;
VIII - posse em outro cargo inacumulável;
IX - falecimento.

Todas as hipóteses de vacância envolvem uma situação de anterior ocupação do cargo pelo funcionário público que provavelmente a
ele não irá voltar. No caso da licença, é certo que ao seu término o servidor voltará ao cargo que ocupava. Em razão disso, o cargo não fica
vago, mas desocupado temporariamente enquanto se espera o término da licença.

RESPOSTA: “B”.

98. (TRE/AM – Analista Judiciário – FCC) A posse em cargo público


A) ocorrerá no prazo de quarenta e cinco dias contados da publicação do ato de aprovação no concurso público.
B) é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.
C) independerá de prévia inspeção médica oficial de aptidão física ou mental, facultado a autoridade exigir sua comprovação
por atestado médico.
D) ocorrerá apenas nos casos de provimento de cargo por nomeação.
E) não poderá dar-se mediante procuração, ainda que específica para o ato e lavrada em cartório competente.

Os artigos 13 e 14 da Lei nº 8.112/1990 regulamentam a posse:

Art. 13. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades
e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de
ofício previstos em lei.

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§ 1º A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento.


§ 2º Em se tratando de servidor, que esteja na data de publicação do ato de provimento, em licença prevista nos incisos I, III e V do art.
81, ou afastado nas hipóteses dos incisos I, IV, VI, VIII, alíneas “a”, “b”, “d”, “e” e “f”, IX e X do art. 102, o prazo será contado do término
do impedimento.
§ 3º A posse poderá dar-se mediante procuração específica.
§ 4º Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação.
§ 5º No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exer-
cício ou não de outro cargo, emprego ou função pública.
§ 6º Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1º deste artigo.
Art. 14. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial.
Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo.

Importante, para os fins do questionamento, observar o artigo 15, caput, Lei nº 8.112/1990, que trata do exercício, ato seguinte à posse:

Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.

A alternativa “D” traz o teor do artigo 14, §4º, sendo a posse ato existente somente no provimento originário de cargo público, que se dá
por nomeação. A alternativa “A” está incorreta porque o prazo é de 30 dias, não 45 dias; a alternativa “B” está incorreta porque o conceito foi
transladado do caput do artigo 15, não se referindo à posse, mas sim ao exercício; “C” está incorreta porque prévia inspeção médica oficial
é obrigatória; “E” está incorreta porque a posse pode ser dar mediante procuração com poderes específicos.

RESPOSTA: “D”.

99. (TRE/AM – Técnico Judiciário – FCC) A idade mínima para a investidura em cargo público é de
A) dezoito anos.
B) dezesseis anos.
C) vinte e um anos.
D) vinte e cinco anos.
E) quatorze anos.

Estabelece o artigo 5º, caput, da Lei nº 8.112/1990:

Art. 5o  São requisitos básicos para investidura em cargo público:


I - a nacionalidade brasileira;
II - o gozo dos direitos políticos;
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V - a idade mínima de dezoito anos;
VI - aptidão física e mental.

Sendo assim, a idade mínima para ocupação de cargo público na esfera federal é de 18 anos.

RESPOSTA: “A”.

100. (TRE/AM – Técnico Judiciário – FCC) O prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados
da data da
A) proclamação dos aprovados no concurso é de trinta dias.
B) nomeação é de trinta dias.
C) publicação do resultado do concurso é de sessenta dias.
D) assinatura do termo de posse é de sessenta dias.
E) posse é de quinze dias.

Observa-se o artigo 15, caput e §1º, Lei nº 8.112/1990:

Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.
§ 1º É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da data da posse.

O prazo para exercício conta-se da data da posse e é de 15 dias.

RESPOSTA: “E”.

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101. (TRE/AP – Técnico Judiciário – FCC) De acordo com a Lei nº 8.112/90, para as condutas de abandono de cargo, acumula-
ção ilegal de funções públicas e proceder de forma desidiosa será aplicada a pena de
A) demissão, demissão e advertência escrita, respectivamente.
B) advertência escrita.
C) suspensão de, no máximo, 30 dias.
D) demissão, advertência escrita e demissão, respectivamente.
E) demissão.

Efetua-se a leitura conjunta de trechos dos artigos 117 e 132:


Art. 117. Ao servidor é proibido:
[...]
XV - proceder de forma desidiosa;
Art. 132.  A demissão será aplicada nos seguintes casos:
[...]
XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.

A palavra desídia vem do latim desidere (estar ocioso), tendo como correlatos os verbetes desleixo, desatenção, preguiça, negligência e
indolência. Trata-se de atitude grave que pode gerar prejuízos irreversíveis à Administração Pública, merecendo ser punida com demissão.

RESPOSTA: “E”.

102. (TRE/AP – Analista Judiciário – FCC) A Lei nº 8.112/90 estabelece que prescreverá em cinco e dois anos a ação disciplinar
quanto às penalidades, respectivamente, de
A) demissão e cassação de aposentadoria.
B) cassação de aposentadoria e suspensão.
C) suspensão e advertência.
D) suspensão e cassação de aposentadoria.
E) demissão e destituição de cargo em comissão.

Em destaque, o caput do artigo 142 da Lei nº 8.112/1990:


Art. 142.  A ação disciplinar prescreverá:
I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo
em comissão;
II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;
III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.

A ação disciplinar leva mais tempo para prescrever conforme maior a gravidade do ato praticado pelo servidor e, assim, da pena aplicá-
vel no caso. Por isso, a ação para cassação de aposentadoria prescreve em 5 anos, enquanto que a ação para suspensão prescreve em 2 anos.

RESPOSTA: “B”.

103. (TRE/AP – Analista Judiciário – FCC) De acordo com a Lei nº 8.112/90, em regra, João, servidor público civil efetivo, que
nunca praticou qualquer infração administrativa, terá a penalidade de advertência escrita aplicada se
A) praticar usura sob qualquer de suas formas.
B) utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares.
C) manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil.
D) receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições.
E) proceder de forma desidiosa.

Realiza-se a leitura conjunta de trechos dos artigos 117 e 129:


Art. 117. Ao servidor é proibido:
[...]
VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil;
Art. 129.  A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do art. 117, incisos I a VIII e XIX, e de
inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.
A prática de nepotismo, ocorrendo uma única vez, isto é, não sendo reincidente, é punida com advertência, sendo assim modalidade
menos grave de infração. No caso, a primariedade do servidor não justificaria aplicação de pena mais grave.

RESPOSTA: “C”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

104. (TRE/CE – Técnico Judiciário – FCC) Considere:


I. Cleópatra, técnica judiciária do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Ceará foi demitida em razão da prática de ato de
improbidade devidamente comprovado.
II. Afrodite, auxiliar judiciária do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Ceará foi demitida por incontinência pública e
conduta escandalosa na repartição.
III. Minotauro, funcionário público no exercício de cargo em comissão no Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Ceará foi
destituído do cargo pela prática de crime contra a administração pública.
De acordo com a Lei nº 8.112/1990, NÃO poderá retornar ao serviço público federal
A) Minotauro, apenas.
B) Cleópatra, Afrodite e Minotauro.
C) Cleópatra, apenas.
D) Cleópatra e Minotauro, apenas.
E) Cleópatra e Afrodite, apenas.

Estabelece a Lei nº 8.112/1990:

Art. 137, parágrafo único. Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em co-
missão por infringência do art. 132, incisos I, IV, VIII, X e XI.

Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:


I - crime contra a administração pública; [...]
IV - improbidade administrativa; [...]
VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos; [...]
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional; [...]
XI - corrupção; [...]

Pela leitura conjunta dos dispositivos, nota-se que para o legislador nem mesmo o decurso do tempo convalida a prática de atos como
crimes contra a administração pública e de improbidade administrativa, os quais usualmente geral prejuízo ao erário e/ou enriquecimento
ilícito. No caso, somente Afrodite praticou ato punível com demissão, mas sem natureza tão grave, podendo ocupar novo cargo público
federal no prazo de 5 anos (artigo 137, caput).

RESPOSTA: “D”.

105. (TRE/CE - Analista Judiciário - FCC) Com relação a Revisão do Processo Administrativo Disciplinar considere:
I. Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do servidor, qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do
processo.
II. Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do servi-
dor, inclusive em relação à destituição do cargo em comissão.
III. A revisão correrá em apenso ao processo originário, sendo que na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para a
produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar.
IV. O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Ministro de Estado ou autoridade equivalente, que, se autorizar a
revisão, encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar.
Segundo a Lei nº 8.112/90, está correto o que se afirma APENAS em
A) III e IV.
B) I e II e III.
C) II, III e IV.
D) I e IV.
E) I, III e IV.

A Lei nº 8.112/1990 disciplina a revisão no processo administrativo disciplinar nos seguintes termos:

Art. 174. O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se aduzirem fatos novos ou cir-
cunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada.
§ 1º Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do servidor, qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do
processo.
§ 2º No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão será requerida pelo respectivo curador.
Art. 175. No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.
Art. 176. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão, que requer elementos novos, ainda
não apreciados no processo originário.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Art. 177. O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Ministro de Estado ou autoridade equivalente, que, se autorizar a
revisão, encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar.
Parágrafo único. Deferida a petição, a autoridade competente providenciará a constituição de comissão, na forma do art. 149.
Art. 178. A revisão correrá em apenso ao processo originário.
Parágrafo único. Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que ar-
rolar.
Art. 179. A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos.
Art. 180. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que couber, as normas e procedimentos próprios da comissão do pro-
cesso disciplinar.
Art. 181. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade, nos termos do art. 141.
Parágrafo único. O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo, no curso do qual a autori-
dade julgadora poderá determinar diligências.
Art. 182. Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do
servidor, exceto em relação à destituição do cargo em comissão, que será convertida em exoneração.
Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade.

“I” está correta porque não somente o servidor pode requerer a revisão do processo, mas também pessoas da sua família, caso ele es-
teja desaparecido ou tenha falecido (artigo 174, §1º); “II” está incorreta porque a procedência da revisão não gera perda de efeitos quanto à
destituição do cargo em comissão (artigo 182, caput); “III” está correta porque a revisão será apensada ao processo originário, com inicial
direcionada à produção de provas (artigo 178); IV está correta porque cabe ao Ministro do Estado ou autoridade equivalente decidir sobre
a abertura do processo de revisão e encaminhar o pedido à autoridade competente para julgamento (artigo 177, caput). Sendo assim, “I”,
“III” e “IV” estão corretas.

RESPOSTA: “E”.

106. (TRE/MG – Técnico Judiciário – CESPE) Cláudio, brasileiro nato, foi aprovado em concurso público para o cargo de
técnico judiciário do TRE em determinado estado. Por preencher as condições legais e as previstas no edital, Cláudio foi nomeado
para o referido cargo, mas, por motivos pessoais, não poderá estar presente no dia da posse.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta à luz da Lei nº 8.112/1990.
A) A investidura de Cláudio no cargo público ocorreu com a sua nomeação.
B) O prazo para que Cláudio tome posse, que não poderá ser prorrogado, é de quinze dias, contados da publicação da nomeação.
C) A posse de Cláudio poderá ocorrer mediante procuração específica.
D) Quando Cláudio estiver empossado, ele terá trinta dias para entrar em exercício.
E) A inspeção médica oficial a que Cláudio deverá ser submetido poderá ser realizada após ele ter tomado posse.

Prevê o artigo 13, §3º da Lei nº 8.112/1990:

Art. 13, §3º. A posse poderá dar-se mediante procuração específica.

A posse do servidor público pode se dar por procuração, desde que nela constem poderes específicos, ou seja, que preveja expressa-
mente e unicamente os poderes do mandatário para tomar a posse em nome do futuro servidor público, nos termos do artigo 13, §3º.

RESPOSTA: “C”.

107. (TRE/MG – Técnico Judiciário – CESPE) Lúcia, servidora pública do TRE de determinado estado há um ano e seis me-
ses, que não tinha ocupado cargo, emprego ou função pública anteriormente, está pleiteando que lhe seja concedida uma licença.
Nessa situação hipotética, à luz da Lei nº 8.112/1990, Lúcia fará jus à concessão de licença
A) para capacitação profissional, independentemente do interesse da administração.
B) por motivo de afastamento do cônjuge, por prazo indeterminado e sem remuneração, caso seu cônjuge ou companheiro seja deslo-
cado para outro ponto do território nacional.
C) para tratar de interesse particular, pelo prazo de três anos.
D) por motivo de afastamento do cônjuge, por prazo determinado e sem remuneração, caso seu cônjuge ou companheiro seja deslo-
cado para outro ponto do território nacional.
E) por motivo de afastamento do cônjuge, por prazo indeterminado e com remuneração caso seu cônjuge ou companheiro seja deslo-
cado para outro ponto do território nacional.

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Destacam-se os seguintes dispositivos da Lei nº 8.112/1990:

Art. 20, § 5o  O estágio probatório ficará suspenso durante as licenças e os afastamentos previstos nos arts. 83, 84, § 1o, 86 e 96, bem
assim na hipótese de participação em curso de formação, e será retomado a partir do término do impedimento. 
Art. 84.  Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do
território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo.
Art. 91. A critério da Administração, poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde que não esteja em estágio
probatório, licenças para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até três anos consecutivos, sem remuneração.
Parágrafo único. A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse do serviço.

O servidor público em estágio probatório não pode se beneficiar de todas as licenças previstas na Lei nº 8.112/1990. Uma rara exceção
é a licença para acompanhamento de cônjuge em razão de trabalho, por prazo indeterminado e sem remuneração. Notadamente, o servidor
público em estágio probatório não pode tirar licença para tratar de interesses particulares.

RESPOSTA: “B”.

108. (TRE/MS – Técnico Judiciário – CESPE) Acerca dos requisitos para a investidura em cargo público, assinale a opção
correta.
A) As universidades podem prover seus cargos com professores estrangeiros.
B) A idade mínima para a investidura em cargo público é dezesseis anos.
C) A investidura em o cargo público é concretizada com a publicação da nomeação no Diário Oficial.
D) Vinte por cento das vagas de todos os concursos públicos devem ser reservadas aos portadores de deficiência, vedada qual-
quer alegação de incompatibilidade entre a deficiência e o cargo.
E) Para ser investido em cargo público, o candidato deve ter, ao menos, o ensino fundamental completo.

Prevê o artigo 5º da Lei nº 8.112/1990:

Art. 5o  São requisitos básicos para investidura em cargo público:


I - a nacionalidade brasileira;
II - o gozo dos direitos políticos;
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V - a idade mínima de dezoito anos;
VI - aptidão física e mental.
§ 1º As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei.
§ 2º Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas
atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das
vagas oferecidas no concurso.
§ 3º As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos
e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.
Art. 7º A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.

Embora a nacionalidade brasileira seja a regra, para fins acadêmicos e científicos, aceita-se a contratação de estrangeiro. Por sua vez, a
idade mínima é de 18 anos; as atribuições para ocupação de cargo por deficiente devem ser compatíveis com a deficiência; a investidura se
dá pela posse; e o nível de escolaridade não necessariamente precisa ser o fundamental completo, mas o exigido pelo edital.

RESPOSTA: “A”.

109. (TRE/MS – Técnico Judiciário – CESPE) Ao funcionário público federal estável aprovado em novo concurso público, para
outro órgão, mas não habilitado no estágio probatório desse novo cargo aplica-se, para que retorne ao cargo por ele anteriormente
ocupado, o instituto da
A) reversão.
B) reintegração.
C) redistribuição.
D) recondução.
E) readaptação.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Estabelece a Lei nº 8.112/1990:

Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;
II - reintegração do anterior ocupante.
Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30.

Havendo inabilitação de servidor em estágio probatório – que é reaberto cada vez em que ele muda de cargo – por não adaptação ao
novo cargo, ele tem direito de voltar ao anterior, o que se faz mediante recondução.

RESPOSTA: “D”.

110. (TRE/SP – Técnico Judiciário – FCC) Celso, servidor público federal em São Paulo, foi designado para prestar serviço no
Rio de Janeiro, com afastamento em caráter eventual. No caso, o servidor terá despesas extraordinárias, entre outras, com pousada.
Esse deslocamento ocorre por força de alteração de lotação. Assim, essas despesas serão ressarcidas com a concessão de
A) diárias.
B) auxílio-moradia.
C) ajuda de custo.
D) indenização de transporte.
E) gratificação por serviços extraordinários.

Estabelece o artigo 58 da Lei nº 8.112/1990:

Art. 58. O servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou
para o exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada, alimentação e
locomoção urbana, conforme dispuser em regulamento.
§ 1º A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede,
ou quando a União custear, por meio diverso, as despesas extraordinárias cobertas por diárias.
§ 2º Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo, o servidor não fará jus a diárias.
§ 3º Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropolitana, aglomeração urbana ou micror-
região, constituídas por municípios limítrofes e regularmente instituídas, ou em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes,
cuja jurisdição e competência dos órgãos, entidades e servidores brasileiros considera-se estendida, salvo se houver pernoite fora da sede,
hipóteses em que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os afastamentos dentro do território nacional.

Diante do caráter eventual do afastamento de Celso e da necessidade de pernoite, o benefício que será pago é o da diária, englobando
despesas com hospedagem, transporte e alimentação.

RESPOSTA: “A”.

111. (TRE/SP – Técnico Judiciário – FCC) Gilmar, não ocupante de cargo efetivo, exerce cargo em comissão na Administração
Pública Federal. Tendo praticado infração disciplinar, Gilmar foi exonerado a juízo da autoridade competente. Porém, constatou-se
que a referida infração estava sujeita à penalidade de suspensão. Nesse caso, a exoneração de Gilmar
A) ficará mantida por ter ocorrido sua consumação administrativa.
B) será convertida em destituição de cargo em comissão.
C) será convertida em pena de demissão, a bem do serviço público.
D) tornar-se-á insubsistente para que, previamente, cumpra a pena de suspensão.
E) o impedirá de prestar serviços na Administração Pública pelo prazo de 1(um) ano.

Preconiza o artigo 135 da Lei nº 8.112/1990:

Art. 135. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita
às penalidades de suspensão e de demissão.

Quando o servidor público ocupa cargo em comissão, não sendo também servidor efetivo, há um tratamento mais rigoroso de suas
infrações disciplinares. Somente cabem dois tipos de penas, a advertência e a destituição de cargo em comissão, sendo a última aplicável
para os casos em que caberia ao servidor definitivo tanto suspensão quanto demissão.

RESPOSTA: “B”.

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112. (TRE/SP – Técnico Judiciário – FCC) Beatriz é servidora pública federal aposentada e requereu a reversão. Há interesse
da Administração no seu retorno à atividade. Nesse caso, NÃO é requisito para ocorrer a reversão que
A) haja cargo vago.
B) a aposentadoria tenha sido voluntária.
C) a servidora tenha domicílio na mesma sede.
D) a servidora tenha sido estável quando na atividade.
E) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação.

Estabelece a Lei nº 8.112/1990:

Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: [...]


II - no interesse da administração, desde que:
a) tenha solicitado a reversão;
b) a aposentadoria tenha sido voluntária;
c) estável quando na atividade;
d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação;
e) haja cargo vago.

Com efeito, o artigo 25 da Lei nº 8.112/1990, em seu inciso II, traz os requisitos para a reversão no interesse da administração, não
estando presente o requisito de domicílio na mesma sede.

RESPOSTA: “C”.

113. (TRE/SP – Técnico Judiciário – FCC) Vanda, analista judiciário (área judiciária), ocupando cargo de direção, praticou
grave infração administrativa. Instaurado o processo administrativo disciplinar e para que a servidora não influa na apuração da
irregularidade, a autoridade instauradora desse processo, dentre outras providências,
A) determinará o afastamento da servidora do exercício do cargo pelo prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por mais10 (dez), com
prejuízo da remuneração.
B) ficará impedida de afastar, preventivamente, do cargo a servidora, em face da natureza da função de direção no órgão.
C) representará ao dirigente do órgão para que a servidora seja afastada preventivamente até o final do processo administrativo.
D) poderá determinar seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.
E) colocará a servidora em disponibilidade remunerada, redistribuindo seu cargo no âmbito do mesmo quadro, pelo prazo de 90
(noventa) dias.

O afastamento preventivo está disciplinado no artigo 147 da Lei nº 8.112/1990:

Art. 147. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade instau-
radora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem
prejuízo da remuneração.
Parágrafo único. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não con-
cluído o processo.

Assim, o afastamento preventivo poderá se dar pelo prazo máximo de 60 dias, com recebimento de remuneração, afinal, não é sanção,
mas mera medida cautelar para evitar prejuízos à apuração da infração administrativa disciplinar.

RESPOSTA: “D”.

114. (TRE/SP – Técnico Judiciário – FCC) Rogério, na qualidade de servidor público federal, tem alguns problemas pessoais
a serem resolvidos com urgência e outros a médio prazo. Diante disso, Rogério ingressou com um pedido de licença para tratar de
assuntos particulares. Nesse caso, a Administração poderá conceder a referida licença, desde que observe, dentre outros requisitos,
A) ser o servidor ocupante de cargo efetivo.
B) ser o servidor ocupante de cargo em comissão há pelo menos 3 (três) anos.
C) que a licença não poderá ser interrompida em qualquer hipótese.
D) que a licença terá o prazo de até 3 (três) meses consecutivos.
E) ter o servidor direito à remuneração no primeiro mês da licença, cessando em relação aos demais.

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O artigo 91 da Lei nº 8.112/1990 disciplina a licença para tratar de interesses particulares nos seguintes termos:

Art. 91. A critério da Administração, poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde que não esteja em estágio
probatório, licenças para o trato de assuntos particulares pelo prazo de até três anos consecutivos, sem remuneração.
Parágrafo único. A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse do serviço.

A licença para tratar de interesses particulares, que pode ser interrompida e durar até 3 anos, somente será concedida a ocupante de
cargo efetivo.

RESPOSTA: “A”.

115. (TRE/SP – Técnico Judiciário – FCC) Gabriela, Guilherme e Gilda, todos servidores públicos do Tribunal Regional Elei-
toral, necessitam ausentar-se do serviço, sendo a primeira por motivo de casamento, o segundo para doação de sangue e a terceira
para se alistar como eleitora. Nesses casos, os referidos servidores poderão ausentar-se do serviço, sem qualquer prejuízo, respecti-
vamente, por
A) 8 (oito) dias; 2 (dois) dias e 2(dois) dias.
B) 8 (oito) dias; 1(um) dia e 2 (dois) dias.
C) 6 (seis) dias; 1(um) dia e 1(um) dia.
D) 8 (oito) dias; 2 (dois) dias e 1 (um) dia.
E) 6 (seis) dias; 1(um) dia e 2 (dois) dias.

Estabelece o artigo 97 da Lei nº 8.112/1990:

Art. 97. Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:


I - por 1 (um) dia, para doação de sangue;
II - pelo período comprovadamente necessário para alistamento ou recadastramento eleitoral, limitado, em qualquer caso, a 2 (dois)
dias;
III - por 8 (oito) dias consecutivos em razão de :
a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos.

Para o casamento, o afastamento é de 8 dias; para doação de sangue, de 1 dia; e para alistamento eleitoral de até 2 dias (não se concede
2 dias se eles não forem realmente necessários).

RESPOSTA: “B”.

116. (TRE/SP – Técnico Judiciário – FCC) André é titular de cargo em comissão de natureza gerencial no Tribunal Regional
Eleitoral. Em razão de sua conduta inadequada foi responsabilizado por lesão aos cofres públicos. Assim, André foi punido com a
destituição do cargo em comissão. Nesse caso, a penalidade aplicada implica a
A) indisponibilidade de bens e o ressarcimento ao erário, com prejuízo da ação penal.
B) indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.
C) instauração de ação penal e multa pecuniária, com prejuízo das medidas de natureza cível.
D) incompatibilização do servidor para nova investidura no cargo público federal, pelo prazo de 10 (dez) anos.
E) incompatibilização do servidor para nova investidura em cargo público federal, pelo prazo de 5 (cinco) anos.

Prevê a Lei nº 8.112/1990:

Art. 132.  A demissão será aplicada nos seguintes casos:


[...]
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
Art. 136. A demissão ou a destituição de cargo em comissão, nos casos dos incisos IV, VIII, X e XI do art. 132, implica a indisponibi-
lidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.

A indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário são consequências aplicáveis a quem é destituído de cargo em comissão por
prática de lesão aos cofres públicos, conforme dispositivos transcritos.

RESPOSTA: “B”.

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117. (TRE/PR – Analista Judiciário – FCC) São formas de provimento de cargo público, de acordo com a Lei Federal nº
8.112/90:
A) Nomeação e indicação.
B) Ascensão e reversão.
C) Transferência e readaptação.
D) Reintegração e readaptação.
E) Recondução e ascensão.

Dispõe o artigo 8º da Lei nº 8.112/1990:


Art. 8o  São formas de provimento de cargo público:
I - nomeação;
II - promoção;
III e IV - (Revogados)
V - readaptação;
VI - reversão;
VII - aproveitamento;
VIII - reintegração;
IX - recondução.

Os incisos III e IV, revogados, tratavam da ascensão e da transferência. Sendo assim, permanecem como formas de provimento de cargo
público a nomeação, a promoção, a readaptação, a reversão, o aproveitamento, a reintegração e a recondução, sendo somente a primeira (no-
meação) forma originária de provimento.

RESPOSTA: “D”.

118. (TRE/RS – Técnico Judiciário – FCC) Dentre os fatores previstos na Lei nº 8.112/90 para avaliação da aptidão e capacidade
do servidor ocupante de cargo efetivo, durante o estágio probatório, NÃO se inclui:
A) autodeterminação.
B) capacidade de iniciativa.
C) assiduidade.
D) disciplina.
E) responsabilidade.

Prevê o artigo 20 da Lei nº 8.112/1990:

Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório [...] durante o
qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguinte fatores:
I - assiduidade;
II - disciplina;
III - capacidade de iniciativa;
IV - produtividade;
V - responsabilidade.

Por expressa disposição legal, autodeterminação não é apontada como requisito do estágio probatório, estando a alternativa “A” incorreta.

RESPOSTA: “A”.

119. (TRE/PE – Técnico Judiciário – FCC) Nos termos da Lei nº 8.112/1990, o servidor afastado ou licenciado do cargo efetivo,
sem direito à remuneração, inclusive para servir em organismo oficial internacional do qual o Brasil seja membro efetivo ou com o
qual coopere, ainda que contribua para regime de previdência social no exterior, terá
A) interrompido o seu vínculo com o regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público enquanto durar o afastamento
ou a licença, assistindo-lhes, neste período, os benefícios do mencionado regime de previdência.
B) mantido normalmente seu vínculo com o regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público enquanto durar o afasta-
mento ou a licença, não lhes assistindo, porém, neste período, os benefícios do mencionado regime de previdência.
C) suspenso o seu vínculo com o regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público enquanto durar o afastamento ou a
licença, não lhes assistindo, neste período, os benefícios do mencionado regime de previdência.
D) mantido normalmente seu vínculo com o regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público enquanto durar o afasta-
mento ou a licença, assistindo-lhes, neste período, os benefícios do mencionado regime de previdência.
E) interrompido, com efeitos retroativos, seu vínculo com o regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público, não lhes
assistindo, porém, neste período, os benefícios do mencionado regime de previdência.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Estabelece o artigo 183, §2º da Lei nº 8.112/1990:

Art. 183, § 2º O servidor afastado ou licenciado do cargo efetivo, sem direito à remuneração, inclusive para servir em organismo ofi-
cial internacional do qual o Brasil seja membro efetivo ou com o qual coopere, ainda que contribua para regime de previdência social no
exterior, terá suspenso o seu vínculo com o regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público enquanto durar o afastamento ou a
licença, não lhes assistindo, neste período, os benefícios do mencionado regime de previdência.

Sendo assim, suspende-se o vínculo do servidor com o regime de previdência em caso de afastamento ou licenciamento sem remunera-
ção, mesmo que contribua com regime diverso no exterior, caso em que não receberá até a retomada do vínculo qualquer benefício.

RESPOSTA: “C”.

120. (TRE/PE – Analista Judiciário – FCC) Nos termos da Lei nº 8.112/90, tipificada a infração disciplinar, será formulada a
indiciação do servidor, com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas, e, em seguida, será citado para ofe-
recer defesa escrita.
Atendidos os demais requisitos legais, o prazo para a aludida defesa escrita
A) será de vinte dias a partir da última publicação do edital, na hipótese de indiciado citado por edital.
B) será comum e de trinta dias, na hipótese de haver dois ou mais indiciados.
C) poderá ser prorrogado pelo triplo, desde que seja para diligências reputadas indispensáveis.
D) contar-se-á da data declarada, em termo próprio, pelo membro da comissão que fez a citação, no caso de recusa do indiciado
em apor o ciente na cópia da citação.
E) não será devolvido quando o indiciado for declarado revel.

A respeito da defesa escrita, disciplinam os artigos 161 e 164 da Lei nº 8.112/1990:


Art. 161. Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciação do servidor, com a especificação dos fatos a ele imputados e
das respectivas provas.
§ 1º O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de 10 (dez)
dias, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição.
§ 2º Havendo dois ou mais indiciados, o prazo será comum e de 20 (vinte) dias.
§ 3º O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis.
§ 4º No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação, o prazo para defesa contar-se-á da data declarada, em termo
próprio, pelo membro da comissão que fez a citação, com a assinatura de (2) duas testemunhas.

Art. 164. Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo legal.
§ 1º A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa.
§ 2º Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor dativo, que deverá ser
ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.
O prazo de defesa escrita é de 10 dias, salvo exceções – 20 dias para mais de 1 indiciado; prorrogável pelo dobro para diligências in-
dispensáveis. Tal prazo é contado da data da citação, ainda que o acusado se recuse a assinar. Em caso de revelia, atribui-se defensor para
apresentar a defesa prévia.

RESPOSTA: “D”.

RACIOCÍNIO LÓGICO

(TRE/RJ – Técnico Judiciário - CESPE) Nas eleições municipais de uma pequena cidade, 30 candidatos disputam 9 vagas para
a câmara de vereadores. Na sessão de posse, os nove eleitos escolhem a mesa diretora, que será composta por presidente, primeiro e
segundo secretários, sendo proibido a um mesmo parlamentar ocupar mais de um desses cargos. Acerca dessa situação hipotética,
julgue os itens seguintes.

121) (TRE/RJ – Técnico Judiciário - CESPE) A quantidade de maneiras distintas de se formar a mesa diretora da câmara mu-
nicipal é superior a 500.
( ) CERTA ( ) ERRADA

62
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Após serem escolhidos os 9 candidatos, esses formarão a mesa diretora, que será composta por um presidente, primeiro e segundo secre-
tários, ou seja, por 3 desses integrantes. A escolha será feita pelo arranjo simples de 9 pessoas escolhidas 3 a 3, já que a ordem dos elementos
escolhidos altera a formação da mesa diretora.
!!! = 9.8.7 = 504!!"#$%&!!"#$"%$&#!!"!!"#$!!"!!"#$%&#'!

RESPOSTA: “CERTA”.

122) (TRE/RJ – Técnico Judiciário - CESPE) A quantidade de maneiras distintas para se formar a câmara de vereadores dessa
cidade é igual a 30!/(9!×21!).
( ) CERTA ( ) ERRADA

Para a escolha dos 9 vereadores dos 30 candidatos, faremos uma combinação simples dos 30 candidatos escolhidos 9 a 9, pois aqui, a
ordem de escolha não altera o agrupamento formado, já que, ao ser escolhidos, por exemplo, um agrupamento de 9 pessoas, essas mesmas
pessoas não poderão ser escolhidas novamente, mesmo em outra ordem.
! !! 30! 30!
!! = = =
!! ! − ! ! 9! 30 − 9 ! 9! 21!

RESPOSTA: “CERTA”.

123) (TRE/RJ – Técnico Judiciário - CESPE)Sabendo-se que um eleitor vota em apenas um candidato a vereador, é correto
afirmar que a quantidade de maneiras distintas de um cidadão escolher um candidato é superior a 50.
( ) CERTA ( ) ERRADA

Só existem 30 candidatos, logo não tem como haver 50 formas distintas de escolher um candidato.

RESPOSTA: “ERRADA”.

124) (TRE/SC – Analista – FAPEU) Em um determinado país, toda família com renda inferior a $100 e com crianças, ou que
inclua gestantes e tenha renda de até $150, tem direito a receber auxílio de um programa governamental.
Se certa família desse país não tiver direito a esse auxílio, isso significa que ela:
A) não inclui nem crianças nem gestantes.
B) tem renda superior a $150 e não inclui nem crianças nem gestantes.
C) tem renda superior a $150 ou não inclui nem crianças nem gestantes.
D) tem renda inferior a $100 mas não inclui crianças, ou tem renda inferior a $150 mas não inclui gestantes.
E) tem renda superior a $150, ou tem renda entre $100 e $150 mas não inclui gestantes, ou não tem crianças nem gestantes.
Receberá auxílio:
1) Renda inferior a $100 e com crianças
2) Renda até $150 com gestante.
Possibilidade para não receber auxílio:
1) Família com renda superior a $150
2) Família com renda a partir de $100 e não inclui gestantes.
3) Família com renda inferior a $100 sem crianças

RESPOSTA: “E”.

125) (TRE/SC – Analista – FAPEU) O partido P somente iria lançar candidato próprio à prefeitura de Florianópolis se o político
X aceitasse se candidatar, mas ele só se candidataria se recebesse o apoio do governador. Este, por sua vez, não daria seu apoio se P
não se coligasse ao partido Q.
Com base nessa informação e sabendo-se que X não se candidatou, tudo o que se pode concluir é que:
A) P não se coligou a Q
B) X não recebeu o apoio do governador.
C) P não lançou candidato próprio.
D) P não lançou candidato próprio e X não recebeu o apoio do governador.
E) P não lançou candidato próprio, X não recebeu o apoio do governador, e P não se coligou a Q

63
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Vamos verificar a situação passo a passo:


“O partido P somente iria lançar candidato próprio à prefeitura de Florianópolis se o político X aceitasse se candidatar.”
Se tivermos notícia que o partido P lançou candidato, já entendemos que o político X aceitou. Se o X não aceitar, não há como o partido
P lançar candidato.
“ele – político X – só se candidataria se recebesse o apoio do governador”.
Se tivermos notícia que o X se candidatou, sabemos que é porque teve apoio. Mas é possível ele ter apoio e não querer se candidatar.
Então X não ser candidato não quer dizer que não teve apoio.
“Este – governador -, por sua vez, não daria seu apoio se P não se coligasse ao partido Q”
Se tivermos notícia que o governador apoiou é porque o partido P se coligou. Mas é possível o partido P se coligar e mesmo assim o
governador não apoiar.

RESPOSTA: “C”.

(TRE/RJ – Técnico Judiciário - CESPE) Julgue os itens a seguir tendo como base a seguinte proposição P: “Se eu for barrado
pela lei da ficha limpa, não poderei ser candidato nessas eleições, e se eu não registrar minha candidatura dentro do prazo, não
concorrerei a nenhum cargo nessas eleições”. (Questões 126 a 129)

126) A proposição P é logicamente equivalente a “Se eu for barrado pela lei da ficha limpa ou não registrar minha candidatura
dentro do prazo, não poderei concorrer a nenhum cargo nessas eleições”.
( )Certo ( ) Errado

Inicialmente, devemos levar em consideração que: “não poder concorrer a nenhum cargo nessas eleições” equivale a dizer que “não
pode ser candidato nessas eleições”. Ou seja, se o eleitor passivo não pode ser candidato, logo ele não poderá concorrer a nenhum cargo
nessas eleições.
Assim, devemos considerar duas proposições que levam a esse fato:
(a) Ser barrado pela lei da ficha limpa.
ou
(b) Não registrar a candidatura dentro do prazo.
Portanto, “se (a) ocorrer, então candidato não poderá concorrer” e, “se (b) ocorrer, então o candidato não poderá concorrer”.
O que pode ser expresso, também, da seguinte forma:
“Se (a) ou (b) ocorrerem, então candidato não poderá concorrer a nenhum cargo nessas eleições”.

RESPOSTA: “CERTA”.

127) Se as proposições “Eu não registrei minha candidatura dentro do prazo” e “Não poderei concorrer a nenhum cargo nessas
eleições” forem falsas, também será falsa a proposição P, independentemente do valor lógico da proposição “Eu serei barrado pela
lei da ficha limpa”.
( )Certo ( ) Errado

Recorrendo a forma simbolizada do item 07, tem-se a seguinte configuração de valores:


P: “Se eu for barrado pela lei da ficha limpa, não poderei ser candidato nessas eleições, e se eu não registrar minha candidatura dentro
do prazo, não concorrerei a nenhum cargo nessas eleições”.
P: (pq) ^ (rs) (q e r são falsas)

Para que essa conjunção (“^”) seja verdadeira, ambas as partes (“pq” e “rs”) deverão ser, também, verdadeiras. Lembrando que, a 1ª
parte dessa conjunção é uma condicional (“pq”) e, sendo falsa a proposição simples “q”, então a proposição simples “p” deverá ser, neces-
sariamente, verdadeira.

p q r s p→q r→s (p→q)^(r→s)


F F F   V    

Para que a 2ª parte dessa conjunção, representada pela condicional “rs” seja verdadeira e, conhecendo-se o valor lógico da proposição
simples “r”, podemos concluir que a proposição simples “s” poderá ser tanto verdadeira, quanto falsa, já que FF = V e FV = V.

p q r s p→q r→s (p→q)^(r→s)


F F F VouF V V  

64
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Portanto, o item está ERRADO, já que, as demais proposições simples “p” e “s” assumindo-se determinadas valorações V ou F, torna
a proposição composta P verdadeira.

RESPOSTA: “CERTA”.

128) A negação da proposição “Se eu não registrar minha candidatura dentro do prazo, também não poderei concorrer a ne-
nhum cargo” estará corretamente expressa por “Se eu registrar minha candidatura dentro do prazo, então poderei concorrer a
algum cargo”.
( )Certo ( ) Errado

Nesse item, tem-se a negação de uma condicional e, como é sabido, uma condicional negada dá-se pela seguinte estrutura:
~(! → !) ↔ !^~!,
! ou seja, mantém como verdadeira a 1ª parte, troca-se o conectivo de condicional pela conjunção e nega-se a 2ª parte da condicional.
Assim, teremos:
~(Se eu não registrar minha candidatura dentro do prazo, também não poderei concorrer a nenhum cargo) “Não registro minha candi-
datura dentro do prazo e poderei concorrer a nenhum cargo”

RESPOSTA: “ERRADA”.

129) Simbolicamente, a proposição P pode ser expressa na forma , em que p, q, r e s são proposições convenientes e os símbolos
e ^ representam, respectivamente, os conectivos lógicos “se ..., então” e “e”.
( )Certo ( ) Errado

Denotaremos, inicialmente de:


p: sou barrado pela lei da ficha limpa;
q: não posso ser candidato nessas eleições;
r: não registrei minha candidatura dentro do prazo;
s: não concorro a nenhum cargo nessas eleições.
Logo, temos:

“Se eu for barrado pela lei da ficha limpa (p), não poderei ser candidato nessas eleições (q), e (^) se eu não registrar minha candidatura
dentro do prazo (r), não concorrerei a nenhum cargo nessas eleições (s)”
(! → !)^(! → !)!
RESPOSTA: “CERTA”.

130) (TRE/AM - Técnico Judiciário - Operação de Computador – FCC/2010)Parte superior do formulário Dada a tabela ver-
dade abaixo, na qual A e B representam as entradas de uma porta lógica e X a saída:

Trata-se da porta lógica básica


A) NOT.
B) NAND.
C) NOR.
D) AND.
E) OR.

65
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Conhecimentos básicos de lógica matemática.  Considere: Falso=0 , Verdadeiro=1 , OU=OR e Não OU=NOR (o NÃO é representado
por um ~).
A B (A ou B) ~(A ou B)
V V     V              F=0
V F     V              F=0
F V     V              F=0
F F     F               V=1

Veja q na questão o examinador fez de baixo p/ cima (FF / FV / VF / VV)

RESPOSTA: “C”.

131) (TRE/AM - Técnico Judiciário - Programação de Sistemas – FCC) As operações “Maior ou igual”, “XOR” e “NOT” repre-
sentam, respectivamente, operações
A) booleanas, relacionais e relacionais.
B) booleanas, booleanas e relacionais.
C) relacionais, booleanas e relacionais.
D) relacionais, booleanas e booleanas.
E) relacionais, relacionais e booleanas.

Operações relacionais realizam comparações, logo “maior ou igual” é relacional.


São operadores booleanos:
AND (E)
OR (OU)
NOT (NÃO)
XOR (OR exclusivo)

RESPOSTA: “D”.

132) (TRE/BA - Cargos de Nível Superior - Conhecimentos Básicos – CESPE) Considerando que, para a fundação de um par-
tido político, sejam necessários pelo menos 101 eleitores com domicílio eleitoral em, no mínimo, 9 das 27 unidades da Federação, e,
ainda, que 10 eleitores, sendo 5 da Bahia, se reúnam para discutir a fundação de um partido político, julgue o item a seguir.
Se, nessa reunião, os eleitores resolverem criar uma comissão, composta de 4 membros com, pelo menos, 2 da Bahia, para for-
mular uma proposta de estatuto do partido, a quantidade de maneiras diferentes de se constituir essa comissão será inferior a 160.
( ) Certo ( ) Errado

Como a ordem não importa, podemos dizer que se trata de combinação. Temos 10 eleitores, sendo que 5 são da Bahia. Pois bem:
5 - Bahia
5- Outros lugares
Entre os 10 eleitores temos uma comissão formada por 4 membros, sendo que PELO MENOS 2 são da Bahia, ou seja, podem ser 2, 3
ou até mesmo os 4. Então devemos analisar todas as possibilidades e soma-las:
1) C5,2 x C5,2 = 10x10 = 100 (Primeira possibilidade, considerando que a comissão seja composta com duas pessoas da Bahia)
Observação: note que se são 2 da Bahia, sobram 2 pessoas de outro lugar, por isso a segunda combinação é C5,2.
2) C5,3 x C5,1 = 10x5 = 50 ( Segunda possibilidade, considerando que a comissão seja composta por 3 pessoas da Bahia)
Observação: note que se são 3 da Bahia, sobra apenas 1 pessoa de outro lugar, por isso a segunda combinação é C5,1
3) C5,4 = 5 (Terceira possibilidade, uma comissão formada apenas por pessoas da Bahia)
Somando as possibilidades, temos um total de 155 maneiras diferentes para constituir essa comissão, portanto o item está correto.

RESPOSTA: “CORRETO”

66
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

(TRE-BA - Cargos de Nível Superior - Conhecimentos Básicos – CESPE)

A figura acima representa um modelo de tela para a urna eletrônica das eleições de 2010. Nos quadradinhos em branco, o eleitor
deverá colocar os algarismos dos números dos candidatos. Considere que o número de cada candidato comece sempre com o número
do partido — os dois primeiros algarismos —, que 27 sejam os partidos políticos registrados no TSE e que o número de registro de
nenhum partido se inicie com 0 ou 9.
Determinado eleitor, de acordo com as suas convicções, escolherá seus candidatos da seguinte forma:
- para senador, os candidatos escolhidos serão de partidos diferentes, mas um desses candidatos será do mesmo partido do
candidato o presidente escolhido;
- os candidatos a presidente e a governador serão do mesmo partido;
- se o candidato escolhido para deputado federal for de partido diferente do candidato escolhido para presidente, então um dos
candidatos a senador será desse mesmo partido do deputado federal.
Durante a votação, se esse eleitor digitar todos os algarismos corretamente, então ele demorará, no máximo, 3 minutos para
concluir a votação; no entanto, se ele digitar algum algarismo incorretamente e acionar a tecla CORRIGE, então, para concluir a
votação, demorará, no mínimo, os 3 minutos requeridos para digitar todos os algarismos corretamente e mais 25 segundos para
cada número digitado incorretamente.
Com base nessas informações, julgue os itens.

133) Considere o preenchimento da tela de acordo com as regras estabelecidas no texto. Nesse caso, a quantidade de formas
diferentes de preenchimento da tela será superior a 729 × 1013
( ) Certo ( ) Errado

CARGO Nº DE POSSIBILIDADES
Deputado estadual 27 x 103
Deputado federal 27 × 102
Senador 1 27 × 10
Senador 2 27 × 10
Governador 27
Presidente 27

De acordo com o princípio fundamental da contagem multipliquei tudo:


27 × 27 × 274 × 107 = 729 × 274 × 107
729 × 274 × 107< 729 × 1013

RESPOSTA: “ERRADO”.

67
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

134) Se o citado eleitor votar no candidato do partido A para governador e não votar no candidato do partido B para senador,
então ele não votará em candidato do partido B para deputado federal.
( ) Certo    ( ) Errado

Partido do Presidente = partido do Governador


Se o deputado federal for do partido B, então o senador é do partido B(PQ)
Questão:
Se o senador não for do partido B, então o deputado federal não vai ser do partido B. (~Q~P)

RESPOSTA: “CERTO”.

135) Considere que, ao votar, o referido eleitor digitará os números de candidatos dos partidos A, para a 1.ª vaga de senador; B,
para a 2.ª vaga de senador; C, para presidente; e D, para governador. Nesse caso, se os partidos A, B, C e D forem diferentes, então
o eleitor, caso queira corrigir seu voto, demorará mais de 3 minutos e meio para concluir a votação.
( ) Certo    ( ) Errado

No melhor senário, o eleitor terá que corrigir dois dígitos.  Um para senador e outro para presidente ou governador. Exemplo: Supondo
que os números dos partidos são: A=21, B=22, C=23 e D=24. Teríamos o seguinte senário:
Votos do Eleitor:       |   Voto corrigido:
Senador 1:   A (211) Senador 1:  C (231)
Senador 2:   B (221) Senador 2:  B (221)
Presidente:  C (23) Presidente: C (23)
Governador: D (24) Governador: C (23)
Para que Presidente, Governador e um dos Senadores sejam do mesmo partido, é preciso alterar um dígito para senador (+25 seg) e um
dígito do presidente ou governador (+25 seg). Logo, serão gastos 3 min para digitar todos os dígitos corretamente mais 50 segundos das, no
mínimo, duas correções. Assim,  o tempo total será de, no mínimo, 3min50seg.

RESPOSTA: “CERTO”.

(TRE/BA - Técnico Judiciário - Programação de Sistemas – CESPE


O jogo de dominó tradicional é jogado com 28 peças, igualmente divididas entre 4 jogadores sentados face a face em torno de
uma mesa retangular. As peças são retangulares e possuem uma marcação que as divide em duas metades iguais; em cada metade:
ou não há nada gravado, ou está gravado um determinado número de buracos que representam números. As metades representam
7 números: 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 0, sendo este último representado por uma metade sem marcação. Cada número ocorre em 7 peças dis-
tintas. Em 7 peças, denominadas buchas, o número aparece nas duas metades. Existe também uma variação de dominó conhecida
como double nine, em que as metades representam os números 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9, em um total de 55 peças.

A partir dessas informações, julgue os itens subsequentes.

136) Uma variação de dominó cujas metades representem os números 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12 terá um total de 82
peças.
( ) Certo    ( ) Errado

Basta combinarmos os 13 números em dois lados de cada peça = C13,2 , além de cada bucha 00,11,22,33,.....1212 = 13 peças, logo será
C13,2 + 13 peças = 78 + 13 = 91 peças

RESPOSTA: “ERRADO”.

137) No dominó tradicional, os 4 jogadores podem se sentar à mesa de 6 maneiras distintas.


( ) Certo     ( ) Errado

Observe que temos uma arrumação de pessoas em torno de uma mesa.


Pc = (n-1)!
Pc = (4-1)! = 3! = 3.2.1 = 6
RESPOSTA: “CERTA”.

68
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

138) (TRE/BA - Técnico Judiciário - Programação de Sistemas – CESPE/)


Os 100 empregados de uma empresa foram convocados para escolher, entre 5 opções, o novo logotipo da empresa.
O empregado poderá escolher, no momento do voto, a cédula I ou a cédula II. Caso ele escolha a cédula I, deverá listar as 5 op-
ções de logotipo, na ordem de sua preferência, que serão assim pontuadas: 1.ª – 5 pontos; 2.ª – 4 pontos; 3.ª – 3 pontos; 4.ª – 2 pontos;
5.ª – 1 ponto. Se escolher a cédula II, deverá indicar 3 das 5 opções, e cada uma receberá 3 pontos.
Acerca dessa escolha de logotipo, julgue os itens seguintes.
Considerando que não haverá votos brancos ou nulos, o número de votos distintos possíveis para cada empregado é igual a 130.
( ) Certo    ( ) Errado

Cada empregado poderá escolher a cédula I ou II:


números de votos distintos possíveis na cédula I: P5= 120
números de votos distintos possíveis na cédula II: C5,3= 10
Assim, o total de votos distintos p/ cada empregado é 120 + 10= 130

RESPOSTA: “CERTO”.

(TRE/BA - Técnico Judiciário - Segurança Judiciária – CESPE)


Art. 1.º O Tribunal Regional Eleitoral do Estado da Bahia (TRE/BA), com sede na capital do estado e jurisdição em todo o
território estadual, compõe-se:
I mediante eleição, pelo voto secreto:
a) de dois juízes, entre os desembargadores do tribunal de justiça;
b) de dois juízes, entre juízes de direito, escolhidos pelo tribunal de justiça;
II de um juiz federal escolhido pelo tribunal regional federal respectivo;
III por nomeação, pelo presidente da República, de dois juízes, entre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade
moral, indicados pelo tribunal de justiça.
Art. 20. O TRE/BA, mediante eleição secreta, elegerá o presidente entre os juízes da classe de desembargador, cabendo ao outro
a vice-presidência.
Art. 29. O corregedor regional eleitoral será escolhido, por escrutínio secreto, entre os membros do TRE/BA, exceto o presiden-
te; se eleito o vice-presidente, este acumulará as duas funções.
Art. 31. Parágrafo único – O corregedor será substituído, nas suas férias, licenças, faltas ou impedimentos, pelo membro mais
antigo do TRE/BA, excluído o presidente.
Com base nos artigos acima, transcrito com adaptações, do Regimento Interno do TRE/BA, julgue os itens a seguir, referentes
a raciocínio lógico.

139) Considere que o tribunal de justiça tenha 53 desembargadores e 117 juízes de direito, que o juiz federal tenha sido esco-
lhido pelo TRF, os 6 advogados tenham sido indicados pelo tribunal de justiça e que todos esses juristas tenham igual possibilidade
de compor o TRE/BA. Nesse caso, é correto afirmar que o TRE/BA pode ser formado, com esses juristas, de mais de 109 maneiras
distintas.
( ) Certo     ( ) Errado

Trata-se de uma combinação


Cn,p = n! / n! (n-p)!
C53,2 x C117,2 X C6,2
C53,2 = 53! / 2! (53-2)! = 1378
C117,2 = 117! / 2! (117-2)! = 6786
C6,2 = 6! / 2! (6-2)! = 15
1378 x 6786 x 15 = 140,266,620 é aproximadamente: 1,4 x 108
Ou seja, valor inferior a 109

RESPOSTA: “ERRADO”.

140) Se o membro mais antigo do TRE/BA for um juiz da classe de desembargador, então ele estará impedido de substituir o
corregedor quando necessário.
( ) Certo     ( ) Errado

A questão não afirma que o membro mais antigo (sendo juiz da classe de desembargador) é necessariamente o presidente, logo a questão
é falsa.
Se o membro mais antigo do TRE/BA for um juiz da classe de desembargador (Verdadeiro), então ele estará impedido de substituir o
corregedor quando necessário. ( FALSO) 

69
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

V F = Falso.
A colega Elizabete está correta, pois se o membro mais antigo fosse também presidente, logo ele não poderia substituir o corregedor.
A proposição ficaria V V = Verdadeiro

RESPOSTA: “FALSA”.

141) (TRE/SC - Analista Judiciário - Área Judiciária – PONTUA/2011) Parte superior do formulário
Observe a sequência numérica abaixo e assinale a alternativa CORRETA, que corresponde ao próximo número da sequência: 
77, 49, 36, 18,....
A)   8.
B)   7.
C) 10.
D) 14.

77,49,36,18, ...
Observando os números da sequência, concluímos que o números são a multiplicação dos algarismos de seus anteriores, ou seja:
77, 49 que é 7x7, 36 que é 4x9,18 que é 3x6,...
Então para o próximo número da sequência, temos: 1x8=8

RESPOSTA: “A”.

142) (TRE/SC - Analista Judiciário - Área Judiciária – PONTUA)


Sejam as seguintes proposições P: Marcos é alto, Q: Marcos é elegante. Dada a seguinte proposição: Não é verdade que Marcos é
baixo ou elegante. Assinale a alternativa abaixo que traduz de maneira CORRETA a proposição acima para a linguagem simbólica:
A) ~ P ∧ ~ Q.
B) P ∨ (~ P ∧ Q).
C) ~ (~ P ∨ Q).
D) ~ (~ P ∨ ~ Q)
E) ~(~P^Q)

Temos que desmembrar a frase.


P: Marcos é alto,
Q: Marcos é elegante
1º - NÃO É VERDADE = NEGAÇÃO (~)
2º - Marcos é baixo =  ~P (Negação de P, já que marcos é alto.)
3º - e = ^ (conjunção)
4º - elegante = Q
Juntando a frase temos:
Não é verdade (~) que Marcos é baixo(~P)e(^)elegante(Q..)
~(~P^Q)

RESPOSTA: “E”.

143) (TRE/SC - Analista Judiciário - Área Judiciária – PONTUA)


Com relação a proposição: 
É médico ou professor.
A alternativa que descreve CORRETAMENTE a negação da proposição acima é:
A) É médico e professor.
B) Não é médico e não é professor.
C) É médico ou não é professor.
D) Não é médico mas é professor.

Negação de proposição composta:


Disjunção - ~(P v Q) = ¬P ^ ¬Q

RESPOSTA: “B”.

70
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

144) (TRE/SC - Analista Judiciário - Área Judiciária – PONTUA)


Com relação às afirmações abaixo sobre as Leis De Morgan: 
I. Negar que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivale a afirmar que uma pelo menos é falsa. 
II. Negar que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivale a afirmar que ambas são falsas. 
III. A negação transforma a conjunção em condicional e o condicional em conjunção. 
Está(ão) CORRETA(S):
A) As afirmações I e III.
B) As afirmações I e II.
C) As afirmações II e III.
D) Todas as afirmações.

I. Negar que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivale a afirmar que uma pelo menos é falsa.
Correto: ~(p ^ q) <=> ~p v ~q
II. Negar que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivale a afirmar que ambas são falsas.
Correto: ~ ( p v q) <=> ~p ^ ~q
Sabendo que I e II estão corretos, já dava para matar a questão.
III. A negação transforma a conjunção em condicional e o condicional em conjunção.
Errado: A negação não transforma condicional em conjunção ou vice-versa. O que pode acontecer é que a condicional ou a sua negação
condicional seja equivalente tautologicamente a um arranjo de conjunções, como por exemplo:
p => q <=> ~p v q
O que implica que:
~( p => q) <=> ~(~p v q) <=> ~(~p) ^ ~q  <=> p ^ ~q (Ou seja, a negação de uma condicional de suas asserções, é equivalente tautolo-
gicamente a uma conjunção da primeira asserção e da negação da segunda.

RESPOSTA: “B”.

(TRE/RJ - Técnico Judiciário - Programação de Sistemas – CESPE)
Na campanha eleitoral de determinado município, seis candidatos a prefeito participarão de um debate televisivo. Na primeira
etapa, o mediador fará duas perguntas a cada candidato; na segunda, cada candidato fará uma pergunta a cada um dos outros
adversários; e, na terceira etapa, o mediador selecionará aleatoriamente dois candidatos e o primeiro formulará uma pergunta para
o segundo responder. Acerca dessa situação, julgue os itens seguintes.

145) Na terceira etapa do debate serão feitas mais perguntas que na primeira etapa.
( ) Certo     ( ) Errado

Etapa/Candidatos 1 2 3 4 5 6
1ª 2 2 2 2 2 2
2ª 5 5 5 5 5 5
3ª 1          

RESPOSTA: “ERRADA”.

146) Menos de 10 perguntas serão feitas na primeira etapa do debate.


( ) Certo    ( )  Errado

A questão diz que são 6 candidatos e para cada um deles se fará 2 perguntas, então:
CANDIDATO 1 =  2 perguntas
CANDIDATO 2 =  2 perguntas
CANDIDATO 3 =  2 perguntas
CANDIDATO 4 =  2 perguntas
CANDIDATO 5 =  2 perguntas
CANDIDATO 6 =  2 perguntas
Logo: 2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 = 12 perguntas no total

RESPOSTA: “ERRADO”.

71
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

147) Mais de 20 perguntas serão feitas na segunda etapa do debate.


( ) Certo    ( ) Errado

A questão fala que há 6 candidatos e que, na segunda etapa, cada candidato fará 2 perguntas a cada um de seus adversários. Então cada
candidato fará 5 perguntas, já não pode fazer pergunta a si mesmo, pois não é adversário de si próprio. Então:
CANDIDATO 1 = 5 perguntas
CANDIDATO 2 = 5 perguntas
CANDIDATO 3 = 5 perguntas
CANDIDATO 4 = 5 perguntas
CANDIDATO 5 = 5 perguntas
CANDIDATO 6 = 5 perguntas
Logo a resposta é 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 = 30 perguntas na segunda etapa.

RESPOSTA: “CERTA”.

148) A quantidade de maneiras distintas de o mediador selecionar os dois candidatos para a terceira etapa do debate é igual à
quantidade de perguntas que serão feitas na segunda etapa.
( ) Certo    ( )  Errado

Na primeira escolha tinha 6 candidatos = 6 opções Na segunda escolha tinha 5 candidatos ( um já tinha saído) = 5 LOGO 6  x 5  =  30
opções

RESPOSTA: “CERTA”.

(TRE/RJ - Técnico Judiciário - Operação de Computador – CESPE)


Ao iniciar uma sessão plenária na câmara municipal de uma pequena cidade, apenas 1/4 dos assentos destinados aos vereadores
foram ocupados. Com a chegada do vereador Veron, 1/3 dos assentos passaram a ficar ocupados. (questões 20 a 22)

149) Nessa situação hipotética, é correto afirmar que menos de cinco assentos estavam ocupados quando o vereador Veron che-
gou à câmara municipal.
( ) Certo     ( ) Errado

X assentos
1/4x antes  da chegado Veron
1/3x após a chegada de Veron
1/4x+1=1/3  => 3x+12=4x  =>  x=12
Menos de cinco assentos estavam ocupados quando o vereador Veron chegou à câmara municipal:
1/4x antes  da chegado Veron = 1/4x X 12  => 12/4 = 3

RESPOSTA: “CERTO”.

150) Os assentos destinados aos vereadores serão todos ocupados somente após a chegada de mais nove vereadores.
( ) Certo     ( ) Errado

X assentos
1/4x antes da chegado Veron
1/3x após a chegada de Veron
1/4x+1=1/3 => 3x+12=4x => x=12
Os assentos destinados aos vereadores serão todos ocupados somente após a chegada de mais nove vereadores.
1/3x após a chegada de Veron
1/3x X 12 => 12/3 = 4 acentos ocupados , para 12 , 8.

RESPOSTA: “ERRADO”.

72
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

151) Há mais de 15 assentos destinados aos vereadores no plenário da câmara.


( ) Certo     ( ) Errado

X assentos
1/4x antes da chegado Veron 
1/3x após a chegada de Veron
1/4x+1=1/3 => 3x+12=4x => x=12 
Há mais de 15 assentos destinados aos vereadores no plenário da câmara.

RESPOSTA: “ERRADO”.

(TRE/RJ - Técnico Judiciário - Operação de Computador – CESPE)


Julgue os itens a seguir tendo como base a seguinte proposição P: “Se eu for barrado pela lei da ficha limpa, não poderei ser can-
didato nessas eleições, e se eu não registrar minha candidatura dentro do prazo, não concorrerei a nenhum cargo nessas eleições”.

152) A proposição P é logicamente equivalente a “Se eu for barrado pela lei da ficha limpa ou não registrar minha candidatura
dentro do prazo, não poderei concorrer a nenhum cargo nessas eleições”.
( ) Certo     ( ) Errado

1º Simbolizar as premissas:
P: For barrado pela ficha limpa
Q: Não poder ser candidato / não concorrer a nenhum cargo nas eleições (são a mesma coisa)
R: Não registrar a candidatura dentro do prazo
2º Avaliar o que diz a proposição do enunciado:
P1 - (PQ) ^ (R Q)
3º Avaliar o que diz a provável equivalência:
P2 - (P v R) Q
4º Vamos simplificar as expressões:
P1(P Q) ^ (R Q) ----- simplificando a condicional (~P v Q) ^ (~R v Q)
(~P ^ ~R) v Q ---- propriedade distributiva ~(P v R) v Q
Vamos a outra expressão:
P2 (P v R) Q ----- simplificando a condicional ~(P v R) v Q
Logo temos P1 P2.

RESPOSTA: “CERTO”.

153) Se as proposições “Eu não registrei minha candidatura dentro do prazo” e “Não poderei concorrer a nenhum cargo nessas
eleições” forem falsas, também será falsa a proposição P, independentemente do valor lógico da proposição “Eu serei barrado pela
lei da ficha limpa”.
( ) Certo     ( ) Errado

No caso, ficou (AB) e (CD).


C e D sendo falsas, automaticamente a última parte da preposição será verdadeira, pois no “Se, então” quando fica “F F” é valor V.
Logo, verdadeiro. Assim, existe uma possibilidade da primeira parte da preposição também ser verdadeira, tornando aquela, V, tornando
errada a questão quando afirma “independentemente de qualquer valor”.

RESPOSTA: “ERRADA”.

(TRE/ES - Técnico - Operação de Computadores – CESPE) Entende-se por proposição todo conjunto de palavras ou símbolos
que exprimem um pensamento de sentido completo, isto é, que afirmam fatos ou exprimam juízos a respeito de determinados entes.
Na lógica bivalente, esse juízo, que é conhecido como valor lógico da proposição, pode ser verdadeiro (V) ou falso (F), sendo objeto
de estudo desse ramo da lógica apenas as proposições que atendam ao princípio da não contradição, em que uma proposição não
pode ser simultaneamente verdadeira e falsa; e ao princípio do terceiro excluído, em que os únicos valores lógicos possíveis para
uma proposição são verdadeiro e falso. Com base nessas informações, julgue os itens a seguir.

154) Segundo os princípios da não contradição e do terceiro excluído, a uma proposição pode ser atribuído um e somente um
valor lógico.
( ) Certo     ( ) Errado

73
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Princípio da Não Contradição - Uma preposição será V ou F não podendo assumir os 2 valores simultaneamente.
Representação:~(P^~P) 
Exemplo: Não (“a terra é redonda” e “a terra não é redonda”)
Princípio do Terceiro Excluído - Uma preposição será V ou F, não podendo assumir um 3o  valor lógico.
Representação:P v ~P
Exemplo: Ou este homem é José ou não é José.

RESPOSTA: “CERTO”.

155) A frase “Que dia maravilhoso!” consiste em uma proposição objeto de estudo da lógica bivalente.
( ) Certo     ( ) Errado

Não se consideram proposições:


Expressões exclamativas e também expressões interrogativas, expressões imperativas, expressões sem verbos, poemas, promessas,
sentenças abertas, sentenças saradoxais.

RESPOSTA: “ERRADO”.

(TRE/ES - Técnico - Operação de Computadores – CESPE) Diz-se que as proposições P e Q são logicamente equivalentes
quando possuem tabelas-verdade idênticas, de modo que tais proposições assumem os mesmos valores lógicos em função de suas
proposições representa uma forma de expressar uma mesma afirmação de diferentes maneiras. Considerando essas informações,
julgue os próximos itens.

156) A negação da proposição é P Q logicamente equivalente à proposição P~Q


( ) Certo     ( ) Errado

A negação da Proposição P - > Q é P ^ ~Q


A equivalência pode ser de 2 maneiras:
a) P –> Q =  ?Q - >  ?P             ou
b) P -> Q =  ?P ou Q
Logo nenhuma igual a citada no enunciado.

RESPOSTA> “ERRADO”.

157) A negação da proposição “Marcos gosta de estudar, mas não gosta de fazer provas” é logicamente equivalente à proposição
“Marcos não gosta de estudar e gosta de fazer provas”.
( ) Certo     ( ) Errado

p=marcos gosta estudar.


q=marcos ñ gosta fazer provas.
Marcos gosta estudar, mas não gosta fazer provas=p^q.
~(p^q)=~p v ~q
Assim, a negação da proposição seria:
Marcos não gosta de estudar ou marcos gosta de fazer provas.

RESPOSTA: “ERRADO”.

158) A proposição “Como gosta de estudar e é compenetrado, João se tornará cientista” pode ser expressa por “Se João gosta
de estudar e é compenetrado, então, se tornará cientista”.
( ) Certo     ( ) Errado

João gosta de estudar  João se tornará cientista   ( Condicional p r)


  (p)                                                   (r)
João gostar de estudar é a condição suficiente para se tornar cientista.
Logo, é a mesma coisa que dizer ;”Se João gosta de estudar e é compenetrado, então, se tornará cientista”.

RESPOSTA: “CERTO”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

159) A proposição “Se Lucas vai a sua cidade natal, então Lucas brinca com seus amigos” pode ser expressa por “quando vai a
sua cidade natal, Lucas brinca com seus amigos”.
( ) Certo     ( ) Errado

Outras formas filosóficas de escrever a condicional:


Se p, então q “Se Lucas vai a sua cidade natal, então Lucas brinca com seus amigos”
p implica q
p é suficiente para q
Quando p, q “quando vai a sua cidade natal, Lucas brinca com seus amigos”.

RESPOSTA: “CERTO”.

160) (TRE/ES - Analista - Análise de Sistemas – CESPE) Uma escola promove, anualmente, um projeto para incentivar a parti-
cipação de seus alunos nos processos eleitorais. A cada ano, são escolhidos 5 professores, que orientarão um grupo de 100 alunos em
várias atividades. No início deste ano de 2011, a escola conta com 35 professores, dos quais 15 já participaram do projeto em anos
anteriores; dos 800 alunos matriculados, 300 já participaram do projeto em outras oportunidades e 600 já são eleitores. Com base
na situação apresentada acima, julgue o item a seguir.
Escolhendo-se ao acaso, na escola, um professor e um aluno, a probabilidade de ambos ainda não terem participado do projeto
é inferior a 35%.
( ) Certo     ( ) Errado

Probabilidade do professor não ter participado = 20/35


Probabilidade do aluno não ter participado do projeto = 500/800
Probabilidade de ambos não terem participado: 20/35 x 500/800 = 5/14 (com as devidas simplificações) = 35,7%

RESPOSTA: “ERRADA”.

DIREITO CONSTITUCIONAL

161. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Roberval, brasileiro, ficou viúvo, pois sua esposa Amália, holandesa e que
não tinha filhos, faleceu na Escócia durante um passeio turístico, cujo ascendente paterno, Arquimedes, reside na Espanha e sua
ascendente materna, Hilda, reside na França. Amália era proprietária de três imóveis no Brasil e, segundo a Constituição Federal,
a sucessão dos seus bens será regulada, no caso, pela lei:
A) Francesa em benefício de Roberval, pois prevalece o domicilio de Hilda.
B) Holandesa em benefício de Roberval, mesmo lhe sendo mais favorável a lei brasileira.
C) Escocesa em benefício de Roberval, pois prevalece o local do óbito.
D) Espanhola em benefício de Roberval, pois prevalece o domicilio de Arquimedes.
E) Brasileira em benefício de Roberval, sempre que não lhe seja mais favorável a lei pessoal de Amália.

Consoante o art. 5º, XXXI, CF, a sucessão de bens de estrangeiros situados no país será regulada pela lei brasileira em benefício do côn-
juge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoa do “de cujus”. Em mesmo sentido, o art. 10, §1º, da Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro. Isto posto, a alternativa que guarda perfilhamento com o dispositivo constitucional é a letra “E”.

RESPOSTA: “E”

162. (TRE/PR - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) A Constituição da República assegura a todos, independentemente do paga-
mento de taxas:
A) O direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder.
B) A obtenção de certidões em repartições públicas e estabelecimentos privados, para defesa de direitos e esclarecimento de
situações de interesse pessoal.
C) O registro civil de nascimento, a certidão de casamento e a certidão de óbito.
D) As ações de habeas corpus, habeas data e o mandado de segurança.
E) A prestação de assistência jurídica integral pelo Estado.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Conforme o art. 5º, XXXIV, da Lei Fundamental, assegura-se a todos, independentemente do pagamento de taxas, o direito de petição
aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder (alínea “a”), bem como a obtenção de certidões em
repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal (alínea “b”). A alternativa “A” está correta,
por tratar desta situação prevista na alínea “a”.
A alternativa “B” está errada, pois, como visto no parágrafo acima, o direito à obtenção gratuita de certidões somente vale para reparti-
ções públicas, mas não para estabelecimentos privados.
A alternativa “C” está incorreta, pois, conforme o inciso LXXVI, alíneas “a” e “b”, do art. 5º, da Constituição, apenas o registro civil
de nascimento e a certidão de óbito são gratuitos para os reconhecidamente pobres na forma da lei. Quanto à gratuidade da certidão de ca-
samento, o parágrafo único, do art. 1512, do Código Civil, prevê que a habilitação para o casamento, o registro e a primeira certidão serão
isentos de selos, emolumentos e custas, apenas para as pessoas cuja pobreza for declarada, sob as penas da lei.
A alternativa “D” está errada, pois o art. 5º, LXXVI, CF prevê a gratuidade apenas das ações de habeas corpus e habeas data.
Por fim, o que torna incorreta a alternativa “E” é o fato de que o Estado somente prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que
comprovarem insuficiência de recursos (art. 5º, LXXIV, CF).

RESPOSTA: “A”.

163. (TRE/PR - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) Considere as seguintes afirmações a respeito dos direitos e garantias funda-
mentais expressos na Constituição da República:
I. Não haverá penas de morte ou de caráter perpétuo, salvo em caso de guerra declarada.
II. É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.
III. A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.
IV. As associações somente poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial
transitada em julgado.
Está correto o que se afirma apenas em:
A) I e II.
B) I e III.
C) II e III.
D) II e IV.
E) III e IV.

O item “I” está errado, pois, apesar de somente se permitir a pena de morte no Brasil em caso de guerra declarada (art. 5º, XLVII, “a”,
CF), as penas de caráter perpétuo não são admitidas em hipótese alguma, com ou sem guerra (art. 5º, XLVII, “b”).
O item “II” está correto, por reproduzir a essência do que está previsto no art. 5º, V, da Constituição Federal, a saber, a disposição de
que é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.
O item “III” está certo: a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito (art. 5º, XXXV, CF).
O item “IV” está incorreto. Exige-se decisão judicial transitada em julgado apenas para se dissolver compulsoriamente as associações.
Para suspender suas atividades não há essa exigência (art. 5º, XIX, CF).
Sendo assim, corretos os itens “II” e “III”, convém assinalar a alternativa “C”.

RESPOSTA: “C”.

164. (TRE/PR - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Ao disciplinar a liberdade de associação, a Constituição da República:
A) Assegura autonomia para criação e organização de associações, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento,
ressalvada a exigência, para partidos políticos, de que haja vinculação entre candidaturas nacionais, estaduais e municipais.
B) Veda a possibilidade de a associação ter caráter paramilitar, prevendo, especificamente em relação a partidos políticos, a
proibição de se utilizarem de organizações dessa natureza.
C) Estabelece que a criação de associações independe de autorização, ressalva feita às cooperativas e aos partidos políticos,
cabendo a estes registrar seus estatutos no Tribunal Regional Eleitoral da capital do Estado em que estiverem sediados.
D) Proíbe às associações, em geral, o recebimento de recursos financeiros de entidades estrangeiras e aos partidos políticos, em
especial, a vinculação ou subordinação a entidades ou governos estrangeiros.
E) Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou permanecer associado, salvo disposição contrária dos atos constitutivos,
especialmente em relação aos partidos políticos, conforme previsão constitucional expressa.

A alternativa “A” está errada, pois, de fato, a Constituição Federal, em seu art. 5º, XVIII, afirma que a criação de associações e coope-
rativas (na forma de lei) independe de autorização e que é vedada a interferência estatal em seu funcionamento. No entanto, o que torna a
alternativa incorreta é o fato de que, após a Emenda Constitucional nº 52/2006, que determinou a redação do parágrafo primeiro, do art. 17,
da Constituição Federal, não mais se exige a chamada “verticalização”.
A alternativa “B” está correta. Tanto as associações (art. 5º, XVII, CF) como os partidos políticos (art. 17, §4º, CF) não podem ter ou
utilizar-se de caráter paramilitar.

76
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A alternativa “C” não está correta. A criação de cooperativas depende de lei que regulamente a autorização para seu início de atividades
e funcionamento. Ademais, os partidos políticos se submetem a duplo registro: na forma da lei civil, bem como na forma do registro de
seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (e não no Tribunal Regional Eleitoral do Estado em que estiverem sediados, como afirma a
assertiva).
A alternativa “D” está errada, pois, apesar do art. 17, II, CF vedar que partidos políticos recebam recursos financeiros de entidade ou
governo estrangeiros ou a estes se subordinem, às associações não é expressamente proibido o recebimento de recursos financeiros de en-
tidades estrangeiras.
A alternativa “E” está errada, pois a única coisa que a Constituição Federal prevê é que ninguém será compelido a associar-se ou
permanecer associado, independentemente de disposição contrária dos atos constitutivos (art. 5º, XX, CF). O mesmo vale para os partidos
políticos.

RESPOSTA: “B”.

165. (TRE/CE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) Roberto, artista plástico, retratou em quadro a realidade de determinada
comunidade carente do país. Segundo a Constituição Federal, Roberto poderá exibir sua obra de arte:
A) Mediante prévia autorização do Poder Judiciário de onde estiver localizada a comunidade retratada.
B) Mediante prévio preenchimento de requerimento de inscrição e de exibição no cadastro nacional de obras de arte.
C) Mediante prévia autorização do Poder Executivo de onde estiver localizada a comunidade retratada.
D) Mediante prévia autorização do Poder Legislativo de onde estiver localizada a comunidade retratada.
E) Independentemente de censura e de licença da autoridade pública.

Conforme o art. 5º, IX, da Constituição Federal, é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, in-
dependentemente de censura ou licença. Por esse motivo, convém assinalar a alternativa “E”.

RESPOSTA: “E”.

166. (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos
Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar, para Municípios com população entre 500.001 (quinhentos
mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de habitantes, o percentual de:
A) 6% (seis por cento).
B) 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento).
C) 5% (cinco por cento).
D) 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento).
E) 7% (sete por cento).

A questão acerca do limite de despesas do Poder Legislativo Municipal é disciplinada no art. 29-A, da Constituição Federal. Mais espe-
cificamente em seu inciso IV, se dispõe que nos municípios com população entre 500.001 (quinhentos mil e um) e 3.000.000 (três milhões)
de habitantes, o total da despesa do legislativo municipal (incluídos os subsídios dos vereadores e excluídos os gastos com inativos) não
poderá ultrapassar o percentual de 4,5% em relação ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no §5º do art. 153 e nos
arts. 158 e 159 efetivamente realizado no exercício anterior.
Por isso, convém assinalar a letra “D”.

RESPOSTA: “D”

167. (TRE/RJ - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE) Julgue o item a seguir: “A alimentação tem, no ordenamento jurídico na-
cional, o estatuto de direito fundamental, o que obriga o Estado a garantir a segurança alimentar de toda a população”.

O direito social à alimentação está previsto no art. 6º, da Constituição Federal, e foi introduzido recentemente pela Emenda Constitu-
cional nº 64/2010.
Sobre o direito à alimentação deve ser destacado, ainda, o Decreto nº 7.272/10 que criou o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional - SISAN. Do referido decreto constata-se no seu art. 2º que foi instituída a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricio-
nal - PNSAN, com o objetivo geral de promover a segurança alimentar e nutricional, bem como assegurar o direito humano à alimentação
adequada em todo território nacional.
Por meio dessas disposições, é correto afirmar que o direito à alimentação tem estatuto de direito fundamental no ordenamento jurídico
brasileiro, que obriga o Estado a garantir a segurança alimentar em todo território nacional.
A afirmação contida no enunciado está correta.

RESPOSTA: “CORRETA”.

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168. (TRE/CE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) Péricles, português residente há mais de um ano ininterrupto no Brasil e com
idoneidade moral, Pompeu, grego naturalizado brasileiro, Cipriano, inglês residente no Brasil há quinze anos ininterruptos e sem
condenação criminal, Alexandre, nascido no Brasil e filho de pais franceses a serviço da França, e Tibério, nascido na Bélgica e filho
de pai brasileiro a serviço da República Federativa do Brasil, foram cogitados para ocupar cargo de Ministro de Estado da Defesa
do Brasil. Nesse caso, segundo a Constituição Federal, o cargo só poderá ser ocupado por:
A) Tibério.
B) Pompeu.
C) Cipriano.
D) Péricles.
E) Alexandre.

Péricles, português residente há mais de um ano ininterrupto no Brasil e com idoneidade moral, pode requerer nacionalidade brasileira,
por força do art. 12, II, “a”, CF. Por ser oriundo de país de língua portuguesa, o decurso temporal lhe é facilitado para apenas um ano.
Pompeu é grego naturalizado brasileiro. Já Cipriano é inglês residente no Brasil há quinze anos ininterruptos e sem condenação crimi-
nal, o que lhe dá direito de requerer a nacionalidade brasileira (art. 15, II, “b”, CF).
Alexandre não é brasileiro, pois, embora nascido no Brasil, é filho de pais franceses a serviço da França, o que lhe retira a condição de
brasileiro nato por força da parte final, da alínea “a”, do inciso I, do art. 12, CF.
Tibério, por fim, é brasileiro nato, pois, apesar de nascido na Bélgica, seu pai estava a serviço do Brasil, o que lhe confere a nacionali-
dade brasileira por força do art. 12, I, “b”, CF.
O cargo de Ministro de Estado da Defesa, com supedâneo no art. 12, §3º, VII, da Constituição, é privativo de brasileiro nato.
Assim sendo, dentre os sujeitos elencados acima, o único brasileiro que poderá ocupar tal cargo é Tibério, por ser brasileiro nato, isto
é, nascido na Bélgica, mas filho de pai brasileiro a serviço do Brasil.
Por tal motivo, há se assinalar a alternativa “A”.

RESPOSTA: “A”.

169. (TRE/PR - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) Um Deputado Estadual do Paraná, no exercício de seu segundo mandato
consecutivo, com 31 anos de idade completados em novembro de 2011, casado com Senadora eleita por aquele Estado, pretende
concorrer, nas eleições gerais de 2014, a um dos seguintes cargos: Senador, Deputado Federal, Governador do Estado ou Deputado
Estadual. Nessa hipótese, consideradas as condições de elegibilidade estabelecidas na Constituição da República, poderia o interes-
sado concorrer a:
A) Qualquer dos cargos referidos.
B) Deputado Federal, Governador do Estado ou Deputado Estadual, apenas.
C) Senador ou Deputado Federal, apenas.
D) Deputado Federal, apenas, desde que renuncie ao mandato até seis meses antes do pleito.
E) Deputado Estadual, apenas, desde que renuncie ao mandato até seis meses antes do pleito.

Para responder a tal questão, duas informações merecem ser sobrelevadas: a primeira, quanto às idades mínimas para o exercício de
cargos públicos; a segunda, quanto aos casos de inelegibilidades decorrentes do parentesco.
Quanto às idades mínimas, a Constituição Federal exige, no inciso VI, do parágrafo terceiro, do art. 14, trinta e cinco anos para Presi-
dente da República, Vice-Presidente da República e Senador da República (alínea “a”); trinta anos para Governador de Estado e do Distrito
Federal, e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal (alínea “b”); vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual, Depu-
tado Distrital, Prefeito e Juiz de Paz (alínea “c”); e dezoito anos para Vereador (alínea “d”).
Quanto à inelegibilidade decorrente do parentesco, o art. 14, §7º, CF, afirma serem inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o
cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou
Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de
mandato eletivo e candidato à reeleição.
No caso tratado na questão, há um Deputado Estadual que concorre à reeleição, sendo este casado com uma Senadora. A inelegibilidade
decorrente do parentesco somente se aplicaria se o Deputado ainda não fosse titular de mandato eletivo e candidato à reeleição, de forma
que, em não sendo esta hipótese, poderia este Deputado concorrer a qualquer dos cargos de que trata a questão.
A impossibilidade, contudo, reside na sua idade, a saber, trinta e um anos (nas eleições de 2014 terá, no máximo, 34 anos). Com tal
idade, ele pode concorrer a Deputado Federal (21 anos), Deputado Estadual (21 anos) e Governador de Estado (30 anos), mas não para o
cargo de Senador, cuja idade mínima exigida é de 35 anos.
Por este motivo, convém assinalar a alternativa “B”.

RESPOSTA: “B”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

170. (TRE/PR - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Brasileiro naturalizado, de 21 anos de idade, servidor público da administra-
ção direta federal há três anos, pretende candidatar-se a Prefeito do Município em que possui domicílio. Nessa hipótese:
A) Se investido no mandato, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens do cargo que ocupa na administra-
ção direta, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo.
B) Não pode candidatar-se a Prefeito, pois, para cargos de chefia do Poder Executivo, a Constituição exige, como condição de elegibi-
lidade, que o candidato seja brasileiro nato.
C) Preenche as condições de elegibilidade quanto à nacionalidade e idade mínima e, se investido no mandato, será afastado do
cargo que ocupa na administração federal, sendo-lhe facultado optar por sua remuneração.
D) Pode candidatar-se a Vereador, mas não a Prefeito, em função da idade mínima para tanto requerida, exigindo a Constitui-
ção, em qualquer hipótese, afastamento do cargo que ocupa na administração para exercício do mandato eletivo.
E) Por ser servidor público estável, incorrerá em ato de improbidade administrativa ao candidatar-se, o que acarretará a sus-
pensão de seus direitos políticos e a perda do cargo que ocupa na administração federal.

O indivíduo preenche o requisito de idade para concorrer às eleições para Prefeito, afinal, tem vinte e um anos, como exige o art. 14, §4º,
VI, “c”, da Constituição Federal. Como se não bastasse, o fato de ser brasileiro naturalizado não constitui impeditivo ao seu intento eleitoral,
afinal, o cargo de Prefeito não é privativo de brasileiros natos.
Ademais, como este cidadão é servidor público da administração direta federal há três anos (pressupõe-se que já seja estável, nos mol-
des do art. 41, caput, da Constituição), o art. 38, II, da Constituição, preceitua que, ao servidor público da administração direta, autárquica e
fundacional, no exercício de mandato eletivo, se for investido no cargo de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função que ocupa,
sendo-lhe facultado optar pela remuneração.
Assim, a alternativa que melhor reflete o que se acabou se explicar é a letra “C”.

RESPOSTA: “C”.

171. (TRE/CE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) Átila, que não é titular de mandato eletivo e nem é candidato à reeleição, é
filho adotivo de Eulália, Governadora do Estado de São Paulo em exercício, e deseja concorrer ao cargo de Prefeito do Município de
São Paulo. Segundo a Constituição Federal, Átila, em regra, é:
A) Elegível, desde que esteja filiado ao mesmo partido político de Eulália.
B) Elegível, desde que esteja filiado a partido político distinto de Eulália.
C) Elegível, desde que autorizado previamente pelo Tribunal Regional Eleitoral.
D) Elegível, desde que sua candidatura seja previamente autorizada por Eulália.
E) Inelegível.

Átila é inelegível em razão de parentesco, conforme previsão no art. 14, §7º, da Constituição Federal. Por tal dispositivo, são inelegí-
veis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente
da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, ou de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis
meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandado eletivo e candidato à reeleição.
No presente caso, Átila é parente de Eulália (é filho adotivo dela); Eulália é Governadora do Estado de São Paulo; e Átila não é titular
de mandado eletivo nem é candidato à reeleição. Sendo assim, no território de jurisdição de Eulália, que é o Estado de São Paulo, Átila
não pode concorrer a qualquer mandado. Assim, Átila não pode ser candidatar a Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Vereador,
Prefeito ou Vice-Prefeito, ou Governador ou Vice Governador pelo Estado de São Paulo.
Ele poderia, p. ex., concorrer a cargo de Prefeito de Minas Gerais, ou a cargo de Governador do Rio de Janeiro, que não são afetados ao
território de circunscrição de Eulália, que é o Estado de São Paulo.
Por essa razão, convém assinalar a alternativa “E”.

RESPOSTA: “E”.

172. (TRE/PR - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Considere as seguintes afirmações sobre as normas constitucionais relativas
à criação e ao funcionamento de partidos políticos:
I. Os partidos políticos deverão observar preceitos estabelecidos na Constituição, dentre os quais, os de possuírem caráter na-
cional e prestarem contas à Justiça Eleitoral.
II. Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma da lei.
III. Embora assegure aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento, a Cons-
tituição prevê que seus estatutos devem estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária.
Está correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) III, apenas.
D) I e II, apenas.
E) I, II e III.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

O item “I” está correto. Conforme o art. 17, da Lei Fundamental, é livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políti-
cos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observador
os seguintes preceitos: caráter nacional (inciso I), proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros
ou de subordinação a estes (inciso II), prestação de contas à Justiça Eleitoral (inciso III), e funcionamento parlamentar de acordo com a lei
(inciso IV).
O item “II” está certo. Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma
da lei (art. 17, §3º, CF).
O item “III” está certo, pois o §1º, do art. 17, CF, dispõe que é assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura
interna, organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de
vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disci-
plina e finalidade partidária.
Desta maneira, por estarem corretos os três itens, a alternativa a ser assinalada é a “E”.

RESPOSTA: “E”.

173. (TRE/CE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) Determinado partido político deseja se utilizar de organização paramilitar no
combate ao nepotismo e à corrupção, cuja utilização, segundo a Constituição Federal, é:
A) Lícita, mediante prévia consulta popular através de plebiscito.
B) Lícita, mediante prévio registro no Superior Tribunal Eleitoral.
C) Lícita, mediante prévia autorização do Senado Federal.
D) Vedada.
E) Lícita, mediante prévia autorização das Forças Armadas.

É vedada a utilização, pelos partidos políticos, de organização paramilitar. Eis o teor do quarto parágrafo, do art. 17, da Constituição,
que torna correta a alternativa “D”.

RESPOSTA: “D”.

174. (TRE/SC - TÉCNICO JUDICIÁRIO - PONTUA) Analise os itens abaixo:


I. Os partidos políticos poderão receber recursos financeiros de entidades estrangeiras, desde que prestem contas regularmente
à Justiça Eleitoral brasileira.
II. A criação ou fusão de partidos políticos depende de prévia autorização do Congresso Nacional.
III. Compete privativamente à Justiça Eleitoral prescrever normas de disciplina e fidelidade partidárias.
Está(ão) correto(s):
A) Apenas os itens II e III.
B) Apenas os itens I e III.
C) Apenas o item I.
D) Nenhum dos itens.

O item “I” está errado. Proíbe-se o recebimento, pelos partidos políticos, de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros
ou de subordinação a estes (art. 17, II, CF).
O item “II” também está errado, tendo em vista que, conforme o caput, primeira parte, do art. 17, da CF, é livre a criação, fusão, incor-
poração e extinção de partidos políticos.
O item “III”, por fim, é equivocado. Aos partidos políticos compete prever, em seus estatutos, normas de disciplina e fidelidade parti-
dária.
Por estarem equivocadas todas as alternativas, há se assinalar a letra “D”.

RESPOSTA: “D”.

175. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE) No que se refere aos direitos políticos, assinale a opção correta:
A) A ação de impugnação de mandato eletivo deverá ser proposta na justiça eleitoral no prazo de quinze dias da diplomação, indepen-
dentemente de provas iniciais de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude cometida.
B) A atual CF permite candidaturas avulsas para a presidência da República, facultando aos candidatos dirigirem-se direta-
mente aos eleitores sem a necessidade de filiação partidária.
C) Uma das condições para concorrer em pleitos eleitorais é o prévio alistamento eleitoral.
D) O plebiscito e o referendo são formas de exercício indireto da soberania popular. A participação popular, em ambos os casos,
faz-se posteriormente à promulgação da lei.
E) É condição de elegibilidade a idade mínima de trinta e cinco anos para o cargo de governador de estado.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

A alternativa “C” está certa. O alistamento eleitoral é uma das condições de elegibilidade, de acordo com o art. 14, §3º, III, do Texto
Constitucional.
A alternativa “A” está incorreta. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da
diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude (art. 14, §10, CF).
A alternativa “B” está equivocada. A filiação partidária é uma das condições de elegibilidade, nos termos do art. 14, §3º, V, da Consti-
tuição, sendo vedadas, portanto, as candidaturas avulsas.
A alternativa “D” está errada. O plebiscito e o referendo são meios de participação popular, expressamente previstos no art. 14, inciso
I e II, da Constituição, que caracterizam formas de exercício da soberania popular. Isto porque, a vontade da população é expressamente
diretamente pelos cidadãos, por meio de consulta, seja anterior (plebiscito) ou posterior (referendo) ao ato legislativo.
A alternativa “E” não está certa. Para concorrer ao cargo de Governador de Estado é necessário que se tenha no mínimo trinta anos de
idade (art. 14, §3º, VI, “a”, CF).

RESPOSTA: “C”.

176. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CESPE) Ricardo, pai adotivo de Sérgio, irmão de Tiago e casado com Sara, go-
vernador de estado e reeleito para um segundo mandato, visando a candidatar-se para o mandato de senador pelo mesmo estado,
renunciou ao mandato de governador sete meses antes das eleições legislativas, razão por que Alberto, vice-governador, assumiu o
cargo de governador. Considerando a situação hipotética acima, assinale a opção correta e com base no que dispõe a CF:
A) Sérgio, por não ser filho biológico de Ricardo, pode candidatar-se para suceder seu pai no cargo de governador de estado.
B) Se eleito para o mandato de senador, Ricardo não poderá, nas eleições seguintes, candidatar-se novamente ao cargo de go-
vernador de estado, porque já o exerceu por dois mandatos consecutivos.
C) Ricardo ao renunciar ao mandato de governador para desincompatibilizar-se, afastou a inelegibilidade relativa por motivos
funcionais.
D) Alberto não poderá candidatar-se à reeleição para o cargo de governador de estado.
E) Sara, por ser mulher de Ricardo, é absolutamente inelegível para todo e qualquer cargo político.

Inicialmente deve ser registrado que o art. 14, §6º, da Constituição aduz que para concorrerem a outros cargos, o Presidente da Repúbli-
ca, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.
Além disso, registre-se que são inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o
segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem
os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição (art. 14, §7º, CF).
De acordo com o enunciado, Ricardo é Governador de Estado e pretende se candidatar ao cargo de Senador, por isto renunciou ao
mandato de governador sete meses antes das eleições.
Diante disso, deve ser assinalada a alternativa “C”, que está amparada pelas normas descritas acima, já que, tendo em vista que Ricardo
renunciou sete meses antes do pleito, afastou a inelegibilidade para o cargo de Senador.

RESPOSTA: “C”.

177. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE) Considere que Paulo, prefeito municipal, tenha sido reeleito para um
segundo mandato em 2012. Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção correta:
A) Infere-se da situação, em face da exigência constitucional de desincompatibilização, que, para candidatar-se à reeleição em
2012, Paulo deve ter renunciado ao seu primeiro mandato pelo período de até seis meses antes das eleições.
B) Paulo poderá candidatar-se a vereador do mesmo município, em 2016, desde que se desincompatibilize do cargo, renuncian-
do ao segundo mandato de prefeito até seis meses antes do pleito.
C) De acordo com a Constituição Federal de 1988 (CF), Paulo estará impedido, de maneira absoluta, de exercer um terceiro
mandato em seu município, seja ele sucessivo ou não.
D) Nas próximas eleições, em 2016, Paulo poderá candidatar-se a vice-prefeito do mesmo município.
E) Caso renuncie ao mandato para o qual foi reeleito, Paulo poderá candidatar-se à prefeitura do mesmo município nas próxi-
mas eleições, em 2016.

A alternativa “B” está certa. Para concorrer a outro cargo o prefeito deve renunciar ao mandato até seis meses antes do pleito (art. 14,
§6º, CF).
A alternativa “A” está errada, pois o Prefeito Municipal somente deverá renunciar ao mandato até seis meses antes do pleito quando
desejar concorrer a outro cargo (art. 14, §6º, CF).
A alternativa “C” está incorreta. Nos termos do art. 14, §5º, da Constituição, o Prefeito e quem o houver sucedido, ou substituído no
curso do mandato, poderão ser reeleitos para um único período subsequente. Entretanto, não há qualquer vedação de eleição para períodos
não subsequentes. Assim, é permitido o exercido de um terceiro mandato do cargo de prefeito, desde que não sejam todos subsequentes, já
que a Constituição autoriza apenas uma reeleição subsequente.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

A alternativa “D” está errada, pois a permissão para concorrer ao cargo de Vice-Prefeito poderá ensejar o exercício de três mandatos
subsequentes de Prefeito (já que o Vice-Prefeito pode vir a assumir o cargo de Prefeito), o que é expressamente proibido pela Lei Funda-
mental (art. 14, §5º, CF).
A alternativa “E” não está certa. É vedada a reeleição para três mandatos de Prefeito de modo consecutivo (art. 14, §5º, CF), não haven-
do previsão constitucional que autorize a reeleição se ocorrer a renúncia ao final do segundo mandato.

RESPOSTA: “B”.

178. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) O Governador do Estado do Pará teve a ideia de subdividir esse Estado em mais
dois Estados, cuja subdivisão só poderá ocorrer mediante aprovação:
A) Do Presidente da República, ouvidos os Ministros da Justiça, da Casa Civil e do Planejamento.
B) Da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.
C) Da maioria absoluta dos Deputados Estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, após referendo popular.
D) Em dois turnos de votações na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, com aprovação de no mínimo dois terços dos Deputados
Estaduais em ambos os turnos de votação.
E) Das Câmaras Municipais por maioria absoluta, cujos Municípios sejam afetados pela subdivisão do Estado.

Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territó-
rios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar (art.
18, §3º, CF). A alternativa que reproduz o contido no comando constitucional é a letra “B”.

RESPOSTA: “B”.

179. (TRE/PE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) A fiscalização do Município será exercida:


A) Pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.
B) Pela Assembleia Legislativa do Estado mediante controle externo.
C) Pelo Poder Judiciário do Estado, competindo ao juízo local exercer o controle interno.
D) Pela Procuradoria Geral da República mediante controle externo.
E) Pelo Tribunal de Contas da União mediante controle externo.

A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno
do Poder Executivo Municipal, na forma da lei (art. 31, caput, CF). A alternativa que melhor reflete este comando constitucional é a letra “A”.

RESPOSTA: “A”.

180. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Considerando que José, Armando, Pedro, Adalberto e Paulo ocupam, respectiva-
mente, os cargos de Advogado, de Deputado Federal, de Ministro do Supremo Tribunal Federal, de Vereador e de Governador de Estado,
no tocante à Administração Pública, e em conformidade com o teor do texto constitucional, em regra, o subsídio de Alexandre, Promotor
de Justiça, está limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, do subsídio de:
A) Paulo.
B) Armando.
C) José.
D) Pedro.
E) Adalberto.

Dispõe o inciso XI, do art. 37, CF, que a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de man-
dato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as
vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza não podendo exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal,
aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do
Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de
Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco décimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no
âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos.
Segundo o enunciado, José é advogado; Armando é Deputado Federal; Pedro é Ministro do Supremo Tribunal Federal; Adalberto é vereador;
Paulo é Governador do Estado; e Alexandre é Promotor de Justiça.
Como se vê do mencionado inciso XI, no âmbito dos Estados a limitação é pertinente a 90,25% dos vencimentos do Ministro do STF, o que
se aplica, também, ao Ministério Público. Sendo assim, os vencimentos de Alexandre, Promotor de Justiça, condicionam-se aos de Pedro,
Ministro do STF.

RESPOSTA: “D”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

181. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Considere as seguintes afirmações sobre o exercício de cargos, empregos e
funções públicas na Administração Pública brasileira:
I. Cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como
aos estrangeiros, na forma da lei, ressalvados os casos em que a Constituição da República exige a nacionalidade brasileira originária
para esse fim.
II. A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títu-
los, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo
em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.
III. A não observância do prazo de validade de concurso público, conforme previsto na Constituição, acarreta a nulidade do ato
e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei.
À luz da disciplina constitucional da matéria, está correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) I e II, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.

Está certo o item “I”. O inciso primeiro, do art. 37, CF, preceitua que os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros
que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei. É óbvio, contudo, que em alguns casos a
Constituição da República exige a nacionalidade brasileira para que se ocupem certos cargos, como no caso do art. 14, §3º, da Lei Fundamen-
tal, que traz os cargos privativos de brasileiros natos.
O item “II” está correto, em observância ao segundo inciso, do art. 37, da Constituição Federal, segundo o qual a investidura em cargo ou
emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexi-
dade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação
e exoneração.
O item “III” também está correto. O inciso II, do art. 37, CF, fala sobre a maneira de provimento de cargos públicos, e o inciso III, do
mesmo dispositivo, dispõe que o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período. Por sua
vez, o parágrafo segundo, do art. 37, afirma que a não observância destes incisos II e III implica na nulidade do ato e na punição da autoridade
responsável, nos termos da lei.
Assim, corretos todos os itens, convém assinalar a alternativa “E”.

RESPOSTA: “E”.

182. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE) De acordo com o regime constitucional da administração pública, assinale
a opção correta.
A) O servidor público que estiver no exercício de mandato eletivo de deputado estadual ficará afastado do seu cargo, desde que
haja incompatibilidade de horários entre os dois cargos.
B) A criação de autarquias e fundações públicas independe de lei.
C) As parcelas de caráter indenizatório serão desconsideradas para efeito do cumprimento do teto constitucional remuneratório.
D) Aplica-se o regime geral de previdência social ao servidor público federal que ocupe cargo público efetivo.
E) A Constituição veda a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria a servidores públicos
portadores de deficiência.

A alternativa “A” está errada. Dispõe o art. 38, inciso I, da Constituição, que o servidor público da administração direta, autárquica e
fundacional, no exercício de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função.
A alternativa “B” está incorreta. Somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação (art. 37, XIX, CF).
A alternativa “C” está certa. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput do art. 37, da
Constituição Federal, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei (art. 37, §11º, CF).
A alternativa “D” está equivocada. Nos termos do art. 40, caput, do Texto Maior, será aplicado, aos servidores titulares de cargos efetivos
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, o regime de previdência de caráter contri-
butivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios
que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto no art. 40, da Constituição. Trata-se, portanto, de regime próprio de previdência.
A alternativa “E” não está certa. É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abran-
gidos pelo regime de que trata o art. 40, CF, ressalvados, nos termos definidos em leis complementares, os casos de servidores, dentre outros,
portadores de deficiência (art. 40, §4º, I, CF).

RESPOSTA: “C”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

183. (TRE/PE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) Tibério, servidor público estável, foi demitido, cujo cargo de diretor foi ocu-
pado por Pilatos, também servidor público estável, que ocupava cargo de auxiliar na mesma repartição pública. A demissão de
Tibério foi invalidada por sentença judicial e, conforme previsto na Constituição Federal, por consequência será:
A) Reintegrado ao cargo de diretor e Pilatos será reconduzido ao seu cargo de origem que se encontra vago, sem direito à
indenização.
B) Diretamente conduzido ao cargo de origem de Pilatos, que se encontra vago.
C) Posto em disponibilidade porque seu cargo está ocupado por Pilatos e não pode ser rebaixado de função.
D) Promovido de cargo à titulo de compensação por ter sido demitido.
E) Avaliado previamente por psicólogo, que emitirá laudo sobre os efeitos da demissão e se tem condições ou não de voltar ao
trabalho público.

Consoante o parágrafo segundo, do art. 41, da Constituição Federal, invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável,
será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado
em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.
Isto posto, a alternativa que melhor representa uma das hipóteses neste dispositivo prevista é a letra “A”.

RESPOSTA: “A”.

184. (TRE/PE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito
das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento:
A) Das determinações do Presidente da República.
B) De seus pressupostos constitucionais.
C) Do parecer do Ministério da Justiça.
D) Dos requisitos mínimos estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal.
E) Dos requisitos mínimos estabelecidos pelo Superior Tribunal de Justiça.

A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre
o atendimento de seus pressupostos constitucionais (art. 62, §5º, CF).
Por isso, há se assinalar a alternativa “B”.

RESPOSTA: “B”.

185. (TRE/SC - ANALISTA JUDICIÁRIO - PONTUA) Considerando-se as normas da Constituição da República Federativa
do Brasil sobre o Poder Legislativo da União, assinale a alternativa correta:
A) A partir da diplomação pela Justiça Eleitoral, Deputados Federais e Senadores não poderão ser titulares de mais de um
cargo ou mandato público eletivo.
B) A proibição de prisão de Deputados Federais e Senadores, salvo em flagrante de crime inafiançável, é aplicável a partir da
expedição do diploma pela Justiça Eleitoral.
C) Na hipótese de vacância e não havendo suplente, será realizada eleição para preencher a vaga, de Deputado Federal ou
Senador, se faltarem mais de 24 meses para o término do mandato.
D) A prerrogativa de foro em matéria criminal junto ao Supremo Tribunal Federal para Deputados Federais e Senadores é
aplicável a partir da posse no respectivo cargo.

A alternativa “B” está certa. A proibição de prisão de Deputados Federais e Senadores, salvo em flagrante de crime inafiançável, é
aplicável a partir da expedição do diploma pela Justiça Eleitoral (art. 53, §2º, da Constituição da República).
A alternativa “A” está incorreta. A partir da posse (e não “da diplomação”, como diz a assertiva) pela Justiça Eleitoral, Deputados
Federais e Senadores não poderão ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo (art. 54, II, “d”, CF).
A alternativa “C” está errada. Na hipótese de vacância e não havendo suplente, será realizada eleição para preencher a vaga, de Depu-
tado Federal ou Senador, se faltarem mais de quinze meses (e não “vinte e quatro meses”, como diz a assertiva) para o término do mandato
(art. 56, §2º, CF).
A alternativa “D”, por fim, não está certa. A prerrogativa de foro em matéria criminal junto ao Supremo Tribunal Federal para De-
putados Federais e Senadores é aplicável a partir da expedição do diploma (e não “da posse no respectivo cargo”, como diz a assertiva),
conforme o primeiro parágrafo, do art. 53, da Constituição.

RESPOSTA: “B”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

186. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Será objeto de deliberação em cada Casa do Congresso Nacional a proposta
de Emenda à Constituição formulada por César, Presidente da República, tendente a abolir:
A) A exigência de submeter de imediato ao Congresso Nacional a medida provisória que adotar no caso de relevância e urgência.
B) A forma federativa de Estado.
C) O voto direto, secreto, universal e periódico.
D) A separação dos Poderes.
E) Os direitos e garantias individuais.

Conforme o parágrafo quarto, do art. 60, da Constituição, não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a forma
federativa de Estado (inciso I); o voto direto, secreto, universal e periódico (inciso II); a separação dos Poderes (inciso III); e os direitos e
garantias individuais (inciso IV).
Sendo assim, das alternativas acima, a única que não trata de matéria de alteração vedada constitucionalmente é aquela constante da letra
“A”.

RESPOSTA: “A”.

187. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Considerando que Anastácio, Santiago, Eric, Roberto e Pompeu ocupam
respectivamente os cargos de Senador, Advogado, Defensor Público, Juiz de Tribunal Regional Federal e Prefeito Municipal, é certo
que Péricles na qualidade de auditor do Tribunal de Contas da União, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas garantias
e impedimentos do titular e, quando no exercício das demais atribuições da judicatura, as do cargo de:
A) Anastácio.
B) Santiago.
C) Eric.
D) Pompeu.
E) Roberto.

O art. 73, §4º, da Constituição determina que o auditor, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas garantias e impedimentos do
titular e, quando no exercício das demais atribuições da judicatura, as de juiz de Tribunal Regional Federal.
De acordo com o enunciado da questão, Anastácio é senador, Santiago é advogado, Eric é defensor público, Roberto é juiz de TRF e
Rompeu é Prefeito Municipal. Diante desse quadro, resta claro que Péricles terá as mesmas garantias e impedimentos de Roberto, juiz de TRF.
A alternativa correta, portanto, é a letra “E”.

RESPOSTA: “E”.

188. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CESPE) Em relação ao Poder Executivo, assinale a opção correta.
A) Para ocupar o cargo de ministro de Estado, o cidadão deve ter, no mínimo, trinta anos de idade e estar no exercício de seus
direitos políticos.
B) Não cabe aos ministros de Estado referendar os atos e decretos assinados pelo presidente da República.
C) O presidente da República tem autonomia para vetar artigo de projeto de lei por razões de inconstitucionalidade.
D) A CF autoriza a criação ou a extinção de órgãos públicos por meio de decreto presidencial.
E) A nomeação do procurador-geral da República pelo presidente da República independe de prévia aprovação do Senado Fe-
deral.

A alternativa “A” está errada. Os ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos
direitos políticos (art. 87, caput, CF).
A alternativa “B” está incorreta. De acordo com a parte final do art. 87, parágrafo único, inciso I, da Constituição, compete ao Ministro
de Estado, além de outras atribuições, referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República.
A alternativa “D” está equivocada. As competências privativas do Presidente da República estão previstas no art. 84 e seus incisos, de
onde se extrai que o Presidente poderá dispor, mediante decreto, sobre extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos. Assim, não há
autorização de criação ou extinção de órgãos públicos por meio de decreto presidencial.
A alternativa “E” não está certa. A nomeação do Procurador-Geral da República necessita de prévia aprovação de seu nome pela maioria
absoluta dos membros do Senado Federal (art. 128, §1º, CF).
A alternativa “C” está correta. Trata-se do denominado veto jurídico, que está amparado pelo art. 66, §1º, CF, de onde se extrai que se
o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou
parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente
do Senado Federal os motivos do veto.

RESPOSTA: “C”.

85
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

189. (TRE/PE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) O Ministro do Planejamento participa como membro nato do Conselho:
A) Dos Municípios, que se reúne trimestralmente no Congresso Nacional.
B) Da República.
C) Nacional de Justiça.
D) Dos Estados, que se reúne bimestralmente no Congresso Nacional.
E) De Defesa Nacional.

O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do
Estado democrático, e dele participam como membros natos o Vice-Presidente da República (inciso I); o Presidente da Câmara dos Deputados (inciso
II); o Presidente do Senado Federal (inciso III); o Ministro da Justiça (inciso IV); o Ministro de Estado da Defesa (inciso V); o Ministro das Relações
Exteriores (inciso VI); o Ministro do Planejamento (inciso VII); e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica (inciso VIII).
Assim, se o Ministro do Planejamento participa do Conselho de Defesa Nacional, correta é a alternativa “E”, portanto.

RESPOSTA: “E”.

190. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Atos do Presidente da República que contrariem a probidade na administração e o
descumprimento das decisões judiciais, dentre outros, são considerados:
A) Respectivamente crimes de responsabilidade e infrações penais comuns.
B) Infrações penais comuns, apenas.
C) Respectivamente infrações penais comuns e crimes de responsabilidade.
D) Crimes de responsabilidade, apenas.
E) Infrações penais comuns e crimes políticos.

Conforme o art. 85, da Constituição pátria, são crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição
Federal e, especialmente, contra a existência da União (inciso I); o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos
Poderes constitucionais das unidades da Federação (inciso II); o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais (inciso III); a segurança interna do
país (inciso IV); a probidade na administração (inciso V); a lei orçamentária (inciso VI); e o cumprimento das leis e das decisões judiciais (inciso VII).
Veja-se, pois, que se um ato presidencial contraria a probidade na administração ou importe descumprimento de decisão judicial, configurado fica
a prática de crime de responsabilidade, o que torna correta a alternativa “D”.

RESPOSTA: “D”.

191. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CESPE) A respeito de Poder Executivo brasileiro, assinale a opção correta:
A) O poder regulamentar é inerente e privativo ao chefe do Poder Executivo.
B) A eleição do presidente da República, simultaneamente com a do vice-presidente, é feita mediante voto direto e secreto, pelo sistema
de representação proporcional, sendo realizada nos estados, nos territórios e no Distrito Federal.
C) A prática de crimes comuns e de responsabilidade pelo presidente da República enseja o processo e o julgamento pelo Senado Federal, após
autorização da Câmara dos Deputados.
D) O cidadão português equiparado ao brasileiro naturalizado não poderá ser ministro de estado.
E) A concessão de indulto e a comutação de penas são atividades privativas do presidente da República, não podendo ser delegadas.

A alternativa “A” está certa. O exercício do poder regulamentar está previsto no art. 84, IV, da Constituição, que dispõe sobre a competência
privativa do Presidente da República para expedir decretos e regulamentos para fiel execução das leis. Significa dizer que a atribuição de editar atos
administrativos normativos é de competência privativa do chefe do Poder Executivo.
A alternativa “B” está incorreta. A eleição do Presidente da República é feita pelo sistema majoritário, devendo ser alcançada a maioria absoluta
dos votos para ser considerado eleito. Registre-se, portanto, que a eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á, simultanea-
mente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do
término do mandato presidencial vigente (art. 77, caput, CF). Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver
a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. (art. 77, §2º, CF).
A alternativa “C” está equivocada. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a
julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade (art. 86, caput, CF).
A alternativa “D” está errada. Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atri-
buídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição (art. 12, §1º, CF). Assim, o cidadão português equiparado ao
brasileiro naturalizado poderá ocupar o cargo de ministro de Estado. A única exceção é quanto ao Ministro de Estado de Defesa, que é cargo privativo
de brasileiro nato (art. 12, §3º, VII, CF).
A alternativa “E” não está certa. A atribuição privativa do Presidente da República para conceder indulto e comutar penas, com au-
diência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei, poderá ser delegada aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao
Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações (art. 84, XII, parágrafo único, CF).

RESPOSTA: “A”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

192. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Tales, Ministro de Estado, e Igor, chefe de missão diplomática de caráter
permanente, cometeram, respectivamente, infração penal comum e crime de responsabilidade. Nesses casos serão processados e
julgados:
A) Originariamente pelo Supremo Tribunal Federal.
B) Originariamente pelo Superior Tribunal de Justiça.
C) Por meio de recurso extraordinário pelo Supremo Tribunal Federal.
D) Por meio de recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça.
E) Por meio de recurso ordinário pelo Supremo Tribunal Federal.

Tales, Ministro de Estado, e Igor, chefe de missão diplomática permanente, serão julgados no Supremo Tribunal Federal pelas práticas
de crime comum e de responsabilidade, respectivamente, por força do art. 102, I, “c”, CF, segundo o qual compete ao STF processar e julgar,
originariamente, nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica (ressalvado o disposto no art. 52, I), os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e
os chefes de missão diplomática de caráter permanente.
Por tal motivo, correta é a alternativa “A”.

RESPOSTA: “A”.

193. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Considerando que Jaime, Luis, Gustavo, Jorge e João ocupam, respectiva-
mente, os cargos de Presidente da República, Presidente do Supremo Tribunal Federal, Procurador Geral da República, Vice-Pre-
sidente do Supremo Tribunal Federal e Presidente da Câmara dos Deputados, o Conselho Nacional de Justiça será presidido por:
A) Jaime e, nas suas ausências e impedimentos, por João.
B) Luis e, nas suas ausências e impedimentos, por Jorge.
C) Jorge.
D) Gustavo.
E) Jaime.

Com supedâneo no art. 103-B, CF, trazido pela Emenda Constitucional nº 45/2004, o Conselho Nacional de Justiça é composto de
quinze membros com mandato de dois anos (admitida uma recondução), sendo o Presidente do STF (inciso I); um Ministro do STJ, indicado
pelo respectivo tribunal (inciso II); um Ministro do TST, indicado pelo respectivo tribunal (inciso III); um Desembargador do Tribunal de
Justiça, indicado pelo STF (inciso IV); um juiz estadual, indicado pelo STF (inciso V); um juiz do TRF, indicado pelo STJ (inciso VI); um
juiz federal, indicado pelo STJ (inciso VII); um juiz do TRT, indicado pelo TST (inciso VIII); um juiz do trabalho, indicado pelo TST (inciso
IX); um membro do Ministério Público da União, indicado pelo Procurador-Geral da República (inciso X); um membro do Ministério Pú-
blico Estadual, escolhido pelo Procurador-Geral da República dentre os nomes indicados pelo órgão competente de cada instituição estadual
(inciso XI); dois advogados indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (inciso XII); e dois cidadãos de notável
saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal (inciso XIII).
Ademais, conforme o parágrafo primeiro, do art. 103-B, o CNJ será presidido pelo Presidente do STF, e, na sua ausência/impedimento,
pelo Vice-Presidente do STF.
No enunciado em lume, Jaime é Presidente da República; Luís é Presidente do STF; Gustavo é Procurador-Geral da República; Jorge é
Vice-Presidente do STF; e João é Presidente da Câmara dos Deputados.
Assim, seguindo-se o parágrafo primeiro do art. 103-B, quem preside o CNJ é Luís, Presidente do STF, e, na ausência/impossibilidade
deste, Jorge, Vice-Presidente do STF. Por esse motivo, correta é a alternativa “B”.

RESPOSTA: “B”.

194. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CESPE) Assinale a opção correta no que concerne à justiça eleitoral:
A) As decisões dos tribunais regionais eleitorais são irrecorríveis, salvo as que anularem diplomas ou decretarem a perda de
mandatos eletivos.
B) Os tribunais regionais eleitorais não possuem competência para julgar mandado de injunção.
C) Os juízes dos tribunais eleitorais podem atuar pelo prazo máximo de dois anos.
D) As juntas eleitorais, por exercerem função administrativa, não integram a justiça eleitoral.
E) O presidente da República nomeará para compor o Tribunal Superior Eleitoral, após indicação do STF, dois juízes entre seis
advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral.

A alternativa “A” está errada. Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente caberá recurso quando (art. 121, §4º) forem
proferidas contra disposição expressa desta Constituição ou de lei (inciso I); ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais
tribunais eleitorais (inciso II); versarem sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições federais ou estaduais (inciso III); anu-
larem diplomas ou decretarem a perda de mandatos eletivos federais ou estaduais (inciso IV); ou denegarem “habeas-corpus”, mandado de
segurança, “habeas-data” ou mandado de injunção (inciso V). Assim, as decisões dos TREs poderão ser recorridas nas hipóteses elencadas
acima.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

A alternativa “B” está incorreta. O art. 121, §4º, V, CF, dispõe que caberá recurso das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais que
denegarem mandado de injunção. Diante disso, resta evidente que os TRE’s possuem competência para julgar mandado de injunção.
A alternativa “C” está equivocada. Os juízes dos tribunais eleitorais, salvo motivo justificado, servirão por dois anos, no mínimo, e
nunca por mais de dois biênios consecutivos, sendo os substitutos escolhidos na mesma ocasião e pelo mesmo processo, em número igual
para cada categoria (art. 121, §2º, CF).
A alternativa “D” está errada, pois as juntas eleitorais são órgãos integrantes da Justiça Eleitoral (art. 118, IV, CF).
A alternativa “E” está certa. De acordo com o art. 119, da Constituição, o Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete
membros, sendo que dois deles serão nomeados pelo Presidente da República, dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade
moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal.

RESPOSTA: “E”.

195. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE) Assinale a opção correta a respeito dos tribunais eleitorais:
A) Dois membros dos TREs devem ser nomeados pelo presidente da República entre seis advogados de notável saber jurídico e
idoneidade moral indicados pelo tribunal de justiça.
B) Somente haverá TRE nas capitais em que haja, no mínimo, um milhão de eleitores.
C) Os presidentes dos TREs devem ser eleitos por votação dos servidores do tribunal e dos advogados militantes no respectivo
estado.
D) O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compõe-se de sete ministros eleitos por voto secreto entre os membros dos tribunais
regionais eleitorais (TREs).
E) As decisões dos TREs são irrecorríveis, em qualquer hipótese.

A alternativa “A” está certa. De acordo com o art. 119, CF, o Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros,
sendo que dois deles serão nomeados pelo Presidente da República, dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral,
indicados pelo Supremo Tribunal Federal.
A alternativa “B” está incorreta. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e no Distrito Federal (art. 120, CF).
A alternativa “C” está errada. O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os desembargadores (art.
120, §2º, CF).
A alternativa “D” está equivocada. De acordo com o art. 119, da Constituição, o Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de
sete membros, escolhidos mediante eleição, pelo voto secreto (inciso I): três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal (alínea
“a”); dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça (alínea “b”); e por nomeação do Presidente da República, dois juízes
dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal (inciso II).
A alternativa “E” não está certa, pois há hipóteses que admitem o cabimento do recurso contra as decisões dos Tribunais Regionais
Eleitorais, nos termos do art. 121, §4º, CF, quais sejam: forem proferidas contra disposição expressa desta Constituição ou de lei (inciso I);
ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais tribunais eleitorais (inciso II); versarem sobre inelegibilidade ou expedição de
diplomas nas eleições federais ou estaduais (inciso III); anularem diplomas ou decretarem a perda de mandatos eletivos federais ou estaduais
(inciso IV); ou denegarem “habeas-corpus”, mandado de segurança, “habeas-data” ou mandado de injunção (inciso V).

RESPOSTA: “A”.

196. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE) À luz da Constituição Federal de 1988 (CF), assinale a opção correta no to-
cante ao Poder Judiciário e às funções essenciais à justiça:
A) Pelo critério do quinto constitucional, promotores de justiça podem ser escolhidos para compor tribunal regional eleitoral
(TRE).
B) Compete à Advocacia-Geral da União a representação judicial e extrajudicial da União, bem como a realização de atividades
de consultoria e assessoramento jurídico dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
C) À defensoria pública, que é instituição essencial ao Estado democrático de direito, compete realizar a assistência jurídica
integral e gratuita para todos os cidadãos brasileiros independentemente da situação financeira de cada um.
D) O Conselho Nacional de Justiça não integra o Poder Judiciário, pois exerce função meramente administrativa.
E) O Ministério Público possui legitimidade para ajuizar ação civil pública em defesa de direitos das populações indígenas.

A alternativa “A” não está certa. A composição dos Tribunais Regionais Eleitorais está definida no art. 120, §1º, da Constituição Fede-
ral, sendo que este dispositivo não prevê a escolha de promotores de justiça para compor o TRE. Ademais, o art. 94, CF não traz a figura do
quinto constitucional para o âmbito da justiça especializada eleitoral.
A alternativa “B” está incorreta. A Advocacia-Geral da União representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe as ativida-
des de consultoria e assessoramento jurídico apenas do Poder Executivo.
A alternativa “C” está errada. A assistência jurídica realizada pela Defensoria Pública é oferecida apenas aos necessitados, na forma do
art. 5º, LXXIV, da Constituição da República (art. 134, caput, CF).

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

A alternativa “D” está equivocada. O Conselho Nacional de Justiça, apesar de exercer função administrativa, é órgão integrante do
Poder Judiciário (art. 92, I-A, CF).
A alternativa “E” está correta. É função institucional do Ministério Público defender judicialmente os direitos e interesses das popula-
ções indígenas (art. 129, V, CF).

RESPOSTA: “E”.

197. (TRE/PR - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) A Constituição da República estabelece igualmente para membros do Poder
Judiciário e do Ministério Público que:
A) Os integrantes das carreiras deverão residir na comarca da respectiva lotação, salvo autorização do Tribunal.
B) A vitaliciedade será adquirida após dois anos de exercício da função, dependendo a perda do cargo, inclusive nesse período,
de sentença judicial transitada em julgado.
C) O exercício da advocacia no juízo ou Tribunal do qual se afastaram é vedado antes de decorridos três anos do afastamento
do cargo por aposentadoria ou exoneração.
D) O exercício de atividade político-partidária é proibido, salvo exceções previstas em lei.
E) O ato de remoção por interesse público será fundado em decisão do órgão colegiado competente, pelo voto de dois terços de
seus membros, assegurada ampla defesa.

O parágrafo único, do art. 95, da Constituição, prevê, em seu inciso V, que aos juízes é vedado exercer a advocacia no juízo ou tribunal
do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. Em mesma frequência, o pa-
rágrafo sexto, do art. 128, da Lei Fundamental dispõe que aplica-se aos membros do Ministério Público o disposto neste art. 95, parágrafo
único, V, da Constituição. Por isso, a alternativa a ser assinalada é a letra “C”.
A alternativa “A” está incorreta. Os juízes titulares devem residir na respectiva comarca, salvo autorização do tribunal (art. 93, VII,
CF). Já os membros do Ministério Público devem residir na comarca da respectiva lotação, salvo autorização do chefe da instituição (art.
129, §2º, CF).
A alternativa “B” está errada. A perda do cargo, antes de completados dois anos (antes, veja-se, de adquirida a vitaliciedade), não de-
pende de sentença judicial transitada em julgado. Eis o teor do art. 95, I, CF (para os juízes), e do art. 128, §5º, I, “a”, CF (para os membros
do Ministério Público).
A alternativa “D” está errada. A Emenda Constitucional nº 45/2004 vedou de maneira incondicionada o exercício de atividade político-
-partidária por membros da magistratura (art. 95, parágrafo único, III, CF) e por membros do Ministério Público (art. 128, §5º, II, “e”, CF).
A alternativa “E”, por fim, está equivocada. Para remoção por interesse público de magistrado, é preciso voto da maioria absoluta do
respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça (e não “dois terços dos membros”, como diz a assertiva), assegurada a ampla defesa
(art. 93, VIII, CF). Já para a remoção por interesse público de membro do Ministério Público, é preciso voto da maioria absoluta do órgão
colegiado competente do Ministério Público (e não “dois terços dos membros”, como diz a assertiva), assegurada a ampla defesa (art. 128,
§5º, I, “b”, CF).

RESPOSTA: “C”.

198. (TRE/PR - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) A Constituição da República prevê, igualmente, para a Advocacia-Geral da
União e os Procuradores do Estado que:
A) Se organizam em carreira, na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos, com a participação da Or-
dem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases.
B) Têm assegurada a garantia da inamovibilidade, sendo vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais, fixadas
em lei complementar federal, que organizará a instituição a que pertencem e prescreverá normas gerais para sua organização nos Estados.
C) Exercem a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas, exceto na execução da dívida
ativa de natureza tributária, em que a representação dos Estados cabe à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, observado o
disposto em lei.
D) Têm estabilidade assegurada decorridos dois anos de efetivo exercício da função, mediante avaliação de desempenho perante os
órgãos próprios, após relatório circunstanciado das corregedorias.
E) São remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional,
abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória.

A alternativa “A” está incorreta. O ingresso na carreira de Procurador de Estado se dá por concurso público de provas e títulos, assegu-
rada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases (art. 132, caput, CF). Já o ingresso nas classes iniciais da carreira
da Advocacia-Geral da União também se dá por concurso público de provas e títulos, mas não se prevê a participação da Ordem dos Advo-
gados nas fases do concurso (art. 131, §2º, CF).
A alternativa “B” está errada, pois a Constituição não consagra, expressamente, a garantia da inamovibilidade para os membros da
Advocacia-Geral da União nem para os Procuradores dos Estados, como o faz para os membros da magistratura e do Ministério Público.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

A alternativa “C” não está correta. De fato, os Procuradores dos Estados exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das
respectivas unidades federadas. Todavia, na execução da dívida ativa de natureza tributária, a representação da União (e não “dos Estados”,
como diz a assertiva) cabe à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
A alternativa “D” está incorreta. A estabilidade dos Procuradores dos Estados, nos moldes do parágrafo único, do art. 132, CF, somente
é assegurada após três anos de efetivo exercício (e não “dois anos”, como trata a assertiva), mediante avaliação de desempenho perante os
órgãos próprios, após relatório circunstanciado das corregedorias.
Isto posto, a alternativa “E” é a correta. Os membros da Advocacia-Geral da União, bem como os Procuradores dos Estados, são remu-
nerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba
de representação ou outra espécie remuneratória, nos moldes do previsto no art. 39, §4º, da Constituição da República. Basta analisar, neste
diapasão, o art. 135 da Constituição, que remete a este art. 39, §4º.

RESPOSTA: “E”.

199. (TRE/PE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) No caso de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio, a con-
vocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á pelo:
A) Ministro das Forças Armadas.
B) Presidente da Câmara dos Deputados.
C) Presidente do Senado Federal.
D) Ministro Chefe da Casa Civil.
E) Ministro da Justiça.

Se a solicitação para decretação do estado de sítio ocorrer durante o recesso parlamentar, a convocação extraordinária do Congresso
Nacional competirá ao Presidente do Senado Federal. É o que está previsto no parágrafo primeiro, do art. 138, da Constituição da República,
e que torna correta a letra “C”.

RESPOSTA: “C”.

200. (TRE/CE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) Américo tentou obter conhecimento das informações armazenadas a seu res-
peito no banco de dados da Câmara dos Deputados, o que lhe foi negado. No caso, segundo a Constituição Federal, para conhecer
das informações, Américo deverá:
A) Impetrar habeas data.
B) Impetrar mandado de segurança.
C) Propor ação popular.
D) Propor ação originária no Supremo Tribunal Federal.
E) Propor ação ordinária no Supremo Tribunal Federal.

Conforme o inciso LXXII, do art. 5º, da Constituição Federal, conceder-se-á habeas data para assegurar o conhecimento de informa-
ções relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais de caráter público (alínea
“a”), bem como para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo (alínea “b”).
No caso retratado no enunciado da questão, a utilização do habeas data por Américo encontra respaldo na alínea “a”, do inciso LXXII,
o que torna correta a alternativa “A”.

RESPOSTA: “A”.

201. (TRE/PR - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Considere os seguintes dispositivos da Lei Federal no 12.016, de 7 de agosto
de 2009, que disciplina o mandado de segurança individual e coletivo:
Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional,
na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária, ou por organização sindical, entidade de
classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos líquidos e certos
da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades,
dispensada, para tanto, autorização especial.
Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento e vinte) dias, contados da ciência,
pelo interessado, do ato impugnado.
Considerada a disciplina constitucional da matéria, tem-se que o disposto no artigo:
A) 21 é incompatível com a Constituição da República, ao exigir que o mandado de segurança coletivo tenha por objeto a defesa
de direito líquido e certo, o que somente se aplica ao mandado de segurança individual.
B) 21 é incompatível com a Constituição da República, pois promove uma restrição no rol de legitimados para a propositura
do mandado de segurança coletivo, ao exigir das associações tempo mínimo de constituição e funcionamento, além de pertinência
temática.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

C) 23 é incompatível com a Constituição da República, na medida em que impede a impetração de mandado de segurança em
caráter preventivo, assim como é inconstitucional a exigência do artigo 21 de o partido político ter representação no Congresso Na-
cional para estar legitimado à propositura de mandado de segurança coletivo.
D) 23 é incompatível com a garantia constitucional do mandado de segurança, que não pode se sujeitar a prazo decadencial.
E) 21 é compatível com a Constituição da República, no que se refere à exigência de tempo mínimo de constituição e funciona-
mento de associações para a propositura de mandado de segurança coletivo, assim como é constitucional a fixação de prazo de deca-
dência para impetração de mandado de segurança, pelo artigo 23.

A alternativa “A” está incorreta. Tanto o mandado de segurança coletivo como o individual se destinam à tutela de direito líquido e certo.
A alternativa “B” está errada. O art. 21, da Lei nº 12.016/09, nada mais faz que reproduzir o inciso LXX, do art. 5º, da Constituição
Federal.
A alternativa “C” está incorreta. O prazo previsto no art. 23, da Lei nº 12.016/09 é apenas um termo limite. Não se obsta o mandado de
segurança preventivo, com o estabelecimento de tal prazo de cento e vinte dias. Ademais, a exigência de representação no Congresso Nacional
pelo partido político é constitucional tanto de acordo com o art. 5º, LXX, “a”, da Constituição Federal, como pelo entendimento consagrado
pela doutrina e pelos tribunais superiores.
A alternativa “D” não está correta, pois, não só pode como deve haver um prazo decadencial para impetração de mandado de segurança.
Nada obsta que, findo este prazo, se maneje ação ordinária comum para reparar o suposto direito lesado.
Assim, por todo o exposto nas alternativas anteriores, bem como por seu conteúdo, é correta a letra “E”, segundo a qual o art. 21, da Lei
nº 12.016/09 é compatível com a Constituição da República no que se refere à exigência de tempo mínimo de constituição e funcionamento
de associações para a propositura de mandado de segurança coletivo, assim como é constitucional a fixação de prazo de decadência para im-
petração de mandado de segurança, pelo art. 23.

RESPOSTA: “E”.

202. (TRE/PE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado:
A) Pela da Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, no uso de suas atribuições, visando anular ato coator de seus membros.
B) Pelo Presidente da Câmara dos Deputados e pelo Presidente da República, nos interesses da sociedade brasileira, visando a
revogação de ordem de autoridade coatora que tenha violado a Constituição Federal.
C) Pelo Presidente do Senado Federal e pelo Procurador Geral da República, no exercício de suas funções, nos interesses da so-
ciedade brasileira, objetivando a revogação de ordem de autoridade coatora em geral.
D) Por partido político com representação no Congresso Nacional e também por organização sindical, entidade de classe ou as-
sociação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados.
E) Pelos Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais contra decisões do Tribunal Superior Eleitoral.

Conforme o inciso LXX, do art. 5º, da Lei Fundamental, o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com
representação no Congresso Nacional (alínea “a”), ou por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados (alínea “b”).
Das alternativas acima, a única que retrata o teor que se acabou de reproduzir é a letra “D”.

RESPOSTA: “D”.

203. (TRE/PE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) De acordo com a Constituição Federal brasileira, conceder-se-á mandado de
injunção:
A) Para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas-data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder
for autoridade pública.
B) Para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados
de entidades governamentais ou de caráter público.
C) Para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo.
D) Para assegurar o conhecimento de informações relativas à terceira pessoa, constantes de registros ou bancos de dados de en-
tidades governamentais ou de caráter público.
E) Sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prer-
rogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.

Conforme o art. 5º, LXXI, da Lei Fundamental, conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne
inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania, o que
torna correta a alternativa “E”.

RESPOSTA: “E”.

91
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

204. (TRE/PE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) O Poder Constituinte derivado decorrente consiste:
A) No estabelecimento da primeira Constituição de um novo país.
B) Na possibilidade de alterar-se o texto constitucional do país, respeitando-se a regulamentação especial prevista na própria
Constituição Federal.
C) Na possibilidade dos Estados membros de se auto organizarem através de suas Constituições Estaduais próprias, respeitando
as regras limitativas da Constituição Federal.
D) No estabelecimento de uma Constituição posterior de um velho país.
E) No fato de não estar sujeito a qualquer forma prefixada para manifestar a sua vontade.

O Poder Constituinte Decorrente é aquele que possui cada Estado da federação para elaborar suas próprias Constituições. O termo “de-
corrente” significa que ele decorre do Poder Constituinte Originário, embora no âmbito estadual. Tal como o Poder Constituinte Reformador,
é um poder derivado, limitado e condicionado.
Neste diapasão, a alternativa que melhor reflete o que se acabou de explicar é a letra “C”.

RESPOSTA: “C”.

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92
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

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DIREITO ELEITORAL

205. (TRE/SP - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC). A convenção do partido Alpha escolheu, dentre outros, Tício e Tércio para
candidatos a Deputado Federal e Deputado Estadual, respectivamente. Publicada a lista dos candidatos pela Justiça Eleitoral, ve-
rificou-se que os registros das candidaturas de Tício e Tércio não haviam sido requeridos pelo partido. Nesse caso, Tício e Tércio.
A) não poderão concorrer às eleições, podendo apenas reclamar da omissão ao órgão de direção nacional.
B) só poderão concorrer às eleições se a Justiça Eleitoral conceder prazo suplementar ao partido Alpha para formalizar os
requerimentos de registro.
C) poderão requerer o registro de suas candidaturas perante a Justiça Eleitoral dentro das quarenta e oito horas seguintes à
publicação da lista de candidatos.
D) só poderão concorrer às eleições se o partido Alpha formular o requerimento de registro de suas candidaturas no prazo de
três dias em relação a Tício e de cinco dias em relação a Tércio.
E) deverão ajuizar ação de obrigação de fazer contra o partido Alpha para obrigá-lo a requerer o registro.

A resposta para a presente questão encontra-se na Resolução nº 23.373 / TSE, nos termos do artigo 23; vejamos:

Art. 23. Na hipótese de o partido político ou a coligação não requerer o registro de seus candidatos, estes poderão fazê-lo, indi-
vidualmente, no prazo máximo de 48 horas seguintes à publicação da lista dos candidatos pelo Juízo Eleitoral competente para receber
e processar os pedidos de registro, apresentando o formulário Requerimento de Registro de Candidatura Individual (RRCI), na forma
prevista no artigo anterior, com as informações e documentos previstos nos arts. 24 e 25 desta resolução (Lei no 9.504/97, art. 11, § 4º).

RESPOSTA: “D”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

206. (TRE/SP - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC). No que concerne à propaganda no horário eleitoral gratuito no rádio e na
televisão, é correto afirmar que:
A) o tempo diário de cada partido, se houver segundo turno, será proporcional à votação obtida no primeiro turno.
B) é permitida a utilização da propaganda de candidaturas proporcionais como propaganda de candidaturas majoritárias e
vice-versa.
C) é permitida, no segundo turno das eleições, nos programas eleitorais de cada partido, a participação de filiados a partidos
que tenham formalizado apoio a outros candidatos.
D) a Justiça Eleitoral fará corte instantâneo de programa eleitoral gratuito ofensivo à honra de candidato, à moral e aos bons
costumes.
E) é permitido ao partido político utilizar na propaganda eleitoral de seus candidatos, em âmbito regional, a imagem e a voz de
candidato ou militante de partido político que integre a sua coligação em âmbito nacional.

Nos termos da Lei Geral das Eleições (Lei 9.504/97) o artigo 45 estabelece algumas vedações às emissoras de rádio e televisão, tais
como: veicular programas fazendo elogios ou criticas a determinado político; apresentar pesquisas eleitorais em que se possa identificar o
entrevistado; dentre outras conforme será apresentado abaixo. No entanto, o mesmo artigo também garante ao político algumas possibilida-
des, conforme se destaca, por exemplo, no parágrafo 6º. Veja que, mesmo sendo um artigo que inicia apresentando diversas vedações, traz
ao final uma autorização que é a alternativa correta da questão.

Art. 45. A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário:
I - transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta
popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados;
II - usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, par-
tido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito;
III - veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou repre-
sentantes;
IV - dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação;
V - veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político,
mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos;
VI - divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção, ainda quando preexistente, inclusive se coincidente
com o nome do candidato ou com a variação nominal por ele adotada. Sendo o nome do programa o mesmo que o do candidato, fica proi-
bida a sua divulgação, sob pena de cancelamento do respectivo registro.
§ 1º A partir do resultado da convenção, é vedado, ainda, às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por candidato
escolhido em convenção.
§ 2º Sem prejuízo do disposto no parágrafo único do art. 55, a inobservância do disposto neste artigo sujeita a emissora ao pagamento
de multa no valor de vinte mil a cem mil UFIR, duplicada em caso de reincidência.
§ 3º (Revogado pela Lei nº 12.034, de 2009)
§ 4º Entende-se por trucagem todo e qualquer efeito realizado em áudio ou vídeo que degradar ou ridicularizar candidato, partido polí-
tico ou coligação, ou que desvirtuar a realidade e beneficiar ou prejudicar qualquer candidato, partido político ou coligação.
§ 5º Entende-se por montagem toda e qualquer junção de registros de áudio ou vídeo que degradar ou ridicularizar candidato, partido
político ou coligação, ou que desvirtuar a realidade e beneficiar ou prejudicar qualquer candidato, partido político ou coligação.
§ 6º É permitido ao partido político utilizar na propaganda eleitoral de seus candidatos em âmbito regional, inclusive no horário eleitoral
gratuito, a imagem e a voz de candidato ou militante de partido político que integre a sua coligação em âmbito nacional.

RESPOSTA: “E”.

207. (TRE/SP - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC). Um dos candidatos a Prefeito Municipal de determinado município teve o
pedido de registro impugnado, tendo o Juiz Eleitoral, afinal, declarado a sua inelegibilidade. A decisão transitou em julgado e o
registro do referido candidato foi cancelado após o termo final do prazo de registro. Nesse caso,
A) o partido deverá convocar nova convenção partidária para a escolha do substituto.
B) o candidato a Vice-Prefeito disputará a eleição como candidato a Prefeito Municipal.
C) a Comissão Executiva do respectivo partido poderá fazer a escolha do substituto.
D) não será possível a substituição por já ter se encerrado o prazo legal para registro de candidaturas.
E) o candidato cujo registro foi cancelado poderá disputar a eleição e, se for eleito, assumirá o candidato a Vice-Prefeito.

Importante destacar algumas informações para solucionar esta questão: - Impugnação da candidatura – declaração de inelegibilidade;
- Escoamento do prazo para substituição do candidato pelo trânsito em julgado desta decisão; - Registro de candidatura cancelado definiti-
vamente.
A lei das eleições (lei 9.504/97) em seu artigo 13 possibilita a substituição de candidato que teve seu registro de candidatura impugnado
ou cancelado. No entanto, para isso, é importante que observe as regras do estatuto do partido para verificar os requisitos que o candidato
substituto deverá observar, bem como respeitar o prazo de 10 dias contados da ciência do partido quanto a necessidade de substituição.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir candidato que for considerado inelegível, renunciar ou falecer após o termo final
do prazo do registro ou, ainda, tiver seu registro indeferido ou cancelado.
§ 1º A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a que pertencer o substituído, e o registro deverá ser
requerido até 10 (dez) dias contados do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição.
§ 2º Nas eleições majoritárias, se o candidato for de coligação, a substituição deverá fazer-se por decisão da maioria absoluta dos órgãos
executivos de direção dos partidos coligados, podendo o substituto ser filiado a qualquer partido dela integrante, desde que o partido ao qual
pertencia o substituído renuncie ao direito de preferência.
§ 3º Nas eleições proporcionais, a substituição só se efetivará se o novo pedido for apresentado até sessenta dias antes do pleito.

RESPOSTA: “C”.

208. (TRE/SP - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC). Num município do interior do Estado, tendo em conta a existência de bairro
populoso muito distante da sede, os partidos políticos fretaram dois ônibus para transportar eleitores até os locais de votação. Essa
prática
A) é vedada e constitui crime eleitoral.
B) é permitida, se não houver transporte público regular.
C) é permitida porque não foi feita por um único partido.
D) só é permitida se for comunicada à Justiça Eleitoral com antecedência.
E) é permitida se nada for cobrado dos eleitores que utilizarem os veículos.

O transporte de eleitores é matéria disciplinada pelo Código Eleitoral. É bastante sutil a diferença entre facilitar o transporte de eleitores
visando o acesso ao pleito eleitoral e o transporte de eleitores visando um conforto, uma vantagem. Por esta razão, a legislação eleitoral
proíbe qualquer tipo de vantagem oferecida por candidatos ou partidos políticos.
No entanto, a questão apresenta uma situação diferenciada. Segundo informado existe um bairro bastante populoso e muito distante do
local de votação, algo que seria um impedimento para o exercício do direito de votar. Por esta razão, os partidos políticos fretaram ônibus
para auxiliar na locomoção.
A lei proíbe o favorecimento promovido por este ou aquele candidato/partido visando uma vantagem indevida (voto), mas no caso
apresentado pela questão, os ônibus foram fretados por partidos político, o que dá a entender que não colheriam nenhuma vantagem com
isso. Por essa razão, o fretamento nestes moldes poderia ser permitido.

Art. 302. Promover, no dia da eleição, com o fim de impedir, embaraçar ou fraudar o exercício do voto a concentração de eleitores, sob
qualquer forma, inclusive o fornecimento gratuito de alimento e transporte coletivo:
Pena - reclusão de quatro (4) a seis (6) anos e pagamento de 200 a 300 dias-multa.

RESPOSTA: “A”.

209. (TRE/SP - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC). Um partido político pretende pedir a instauração de investigação judicial para
apurar uso indevido do poder econômico em benefício de candidato a Vereador. A representação nesse sentido deverá ser dirigida ao
A) Corregedor Regional Eleitoral.
B) Tribunal Regional Eleitoral.
C) Tribunal Superior Eleitoral.
D) Corregedor Geral Eleitoral.
E) Juiz Eleitoral.

A Lei Complementar 64/90 (Lei das Inelegibilidades) regulamenta o procedimento de representação. Segundo a lei, nos termos do
artigo 22, qualquer partido político, coligação, candidato ou Ministério Público Eleitoral poderá representar à Justiça Eleitoral, diretamente
ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias e pedir abertura de investigação judicial
para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade, ou utilização indevida de veículos ou meios de
comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político.
Cabe então a seguinte pergunta: nas eleições municipais, quem exerce a figura de corregedor geral ou regional? A resposta vem apre-
sentada no artigo 24 da mesma lei.

Art. 22. Qualquer partido político, coligação, candidato ou Ministério Público Eleitoral poderá representar à Justiça Eleitoral, dire-
tamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias e pedir abertura de investigação
judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade, ou utilização indevida de veículos ou
meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político, obedecido o seguinte rito:
I - o Corregedor, que terá as mesmas atribuições do Relator em processos judiciais, ao despachar a inicial, adotará as seguintes pro-
vidências:

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

a) ordenará que se notifique o representado do conteúdo da petição, entregando-se lhe a segunda via apresentada pelo representante
com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 5 (cinco) dias, ofereça ampla defesa, juntada de documentos e rol de testemunhas,
se cabível;
b) determinará que se suspenda o ato que deu motivo à representação, quando for relevante o fundamento e do ato impugnado puder
resultar a ineficiência da medida, caso seja julgada procedente;
c) indeferirá desde logo a inicial, quando não for caso de representação ou lhe faltar algum requisito desta lei complementar;
II - no caso do Corregedor indeferir a reclamação ou representação, ou retardar-lhe a solução, poderá o interessado renová-la perante
o Tribunal, que resolverá dentro de 24 (vinte e quatro) horas;
III - o interessado, quando for atendido ou ocorrer demora, poderá levar o fato ao conhecimento do Tribunal Superior Eleitoral, a fim
de que sejam tomadas as providências necessárias;
IV - feita a notificação, a Secretaria do Tribunal juntará aos autos cópia autêntica do ofício endereçado ao representado, bem como a
prova da entrega ou da sua recusa em aceitá-la ou dar recibo;
V - findo o prazo da notificação, com ou sem defesa, abrir-se-á prazo de 5 (cinco) dias para inquirição, em uma só assentada, de
testemunhas arroladas pelo representante e pelo representado, até o máximo de 6 (seis) para cada um, as quais comparecerão independen-
temente de intimação;
VI - nos 3 (três) dias subsequentes, o Corregedor procederá a todas as diligências que determinar, ex officio ou a requerimento das
partes;
VII - no prazo da alínea anterior, o Corregedor poderá ouvir terceiros, referidos pelas partes, ou testemunhas, como conhecedores dos
fatos e circunstâncias que possam influir na decisão do feito;
VIII - quando qualquer documento necessário à formação da prova se achar em poder de terceiro, inclusive estabelecimento de crédito,
oficial ou privado, o Corregedor poderá, ainda, no mesmo prazo, ordenar o respectivo depósito ou requisitar cópias;
IX - se o terceiro, sem justa causa, não exibir o documento, ou não comparecer a juízo, o Juiz poderá expedir contra ele mandado de
prisão e instaurar processo s por crime de desobediência;
X - encerrado o prazo da dilação probatória, as partes, inclusive o Ministério Público, poderão apresentar alegações no prazo comum
de 2 (dois) dias;
XI - terminado o prazo para alegações, os autos serão conclusos ao Corregedor, no dia imediato, para apresentação de relatório con-
clusivo sobre o que houver sido apurado;
XII - o relatório do Corregedor, que será assentado em 3 (três) dias, e os autos da representação serão encaminhados ao Tribunal
competente, no dia imediato, com pedido de inclusão incontinenti do feito em pauta, para julgamento na primeira sessão subsequente;
XIII - no Tribunal, o Procurador-Geral ou Regional Eleitoral terá vista dos autos por 48 (quarenta e oito) horas, para se pronunciar
sobre as imputações e conclusões do Relatório;
XIV – julgada procedente a representação, ainda que após a proclamação dos eleitos, o Tribunal declarará a inelegibilidade do repre-
sentado e de quantos hajam contribuído para a prática do ato, cominando-lhes sanção de inelegibilidade para as eleições a se realizarem
nos 8 (oito) anos subsequentes à eleição em que se verificou, além da cassação do registro ou diploma do candidato diretamente beneficia-
do pela interferência do poder econômico ou pelo desvio ou abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunicação, determinando
a remessa dos autos ao Ministério Público Eleitoral, para instauração de processo disciplinar, se for o caso, e de ação penal, ordenando
quaisquer outras providências que a espécie comportar;
XV - se a representação for julgada procedente após a eleição do candidato serão remetidas cópias de todo o processo ao Ministério
Público Eleitoral, para os fins previstos no art. 14, §§ 10 e 11 da Constituição Federal, e art. 262, inciso IV, do Código Eleitoral. (Revogado
pela Lei Complementar nº 135, de 2010)
XVI – para a configuração do ato abusivo, não será considerada a potencialidade de o fato alterar o resultado da eleição, mas apenas
a gravidade das circunstâncias que o caracterizam. (Incluído pela Lei Complementar nº 135, de 2010)
Parágrafo único. O recurso contra a diplomação, interposto pelo representante, não impede a atuação do Ministério Público no mesmo
sentido.

Art. 24. Nas eleições municipais, o Juiz Eleitoral será competente para conhecer e processar a representação prevista nesta lei com-
plementar, exercendo todas as funções atribuídas ao Corregedor-Geral ou Regional, constantes dos incisos I a XV do art. 22 desta lei
complementar, cabendo ao representante do Ministério Público Eleitoral em função da Zona Eleitoral as atribuições deferidas ao Procu-
rador-Geral e Regional Eleitoral, observadas as normas do procedimento previstas nesta lei complementar.

RESPOSTA: “E”.

210. (TRE/SP - Técnico Judiciário - FCC). Dois candidatos a Vereador indicaram, no pedido de registro, além do nome comple-
to, as variações nominais com que desejavam ser registrados, mencionando em primeiro lugar na ordem de preferência, o mesmo
apelido. Verificou-se que ambos eram conhecidos com esse apelido em sua vida social e profissional sendo que, anteriormente, nunca
foram candidatos a nenhum cargo eletivo. Foram notificados para chegar a um acordo em dois dias, o que não ocorreu. Em vista
disso, a Justiça Eleitoral

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

A) registrará cada candidato com o nome e o sobrenome constantes do pedido de registro, observada a ordem de preferência
ali definida.
B) realizará sorteio entre os dois candidatos, em local público, com a presença destes e de representantes dos respectivos par-
tidos.
C) registrará os dois candidatos com o apelido indicado, acrescido dos algarismos 1 e 2.
D) indeferirá o registro dos dois candidatos, porque a identidade de nomes poderá confundir o eleitor.
E) deferirá o registro do apelido ao candidato cujo partido político tiver maior número de filiados.

Nos termos do artigo 12 da Lei das Eleições (Lei 9.504/97), a solução para a presente situação se dá pela seguinte forma (grifado)

Art. 12. O candidato às eleições proporcionais indicará, no pedido de registro, além de seu nome completo, as variações nominais com
que deseja ser registrado, até o máximo de três opções, que poderão ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome
pelo qual é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou
irreverente, mencionando em que ordem de preferência deseja registrar-se.
§ 1º Verificada a ocorrência de homonímia, a Justiça Eleitoral procederá atendendo ao seguinte:
I - havendo dúvida, poderá exigir do candidato prova de que é conhecido por dada opção de nome, indicada no pedido de registro;
II - ao candidato que, na data máxima prevista para o registro, esteja exercendo mandato eletivo ou o tenha exercido nos últimos quatro
anos, ou que nesse mesmo prazo se tenha candidatado com um dos nomes que indicou, será deferido o seu uso no registro, ficando outros
candidatos impedidos de fazer propaganda com esse mesmo nome;
III - ao candidato que, pela sua vida política, social ou profissional, seja identificado por um dado nome que tenha indicado, será de-
ferido o registro com esse nome, observado o disposto na parte final do inciso anterior;
IV - tratando-se de candidatos cuja homonímia não se resolva pelas regras dos dois incisos anteriores, a Justiça Eleitoral deverá
notificá-los para que, em dois dias, cheguem a acordo sobre os respectivos nomes a serem usados;
V - não havendo acordo no caso do inciso anterior, a Justiça Eleitoral registrará cada candidato com o nome e sobrenome constan-
tes do pedido de registro, observada a ordem de preferência ali definida.
§ 2º A Justiça Eleitoral poderá exigir do candidato prova de que é conhecido por determinada opção de nome por ele indicado, quando
seu uso puder confundir o eleitor.
§ 3º A Justiça Eleitoral indeferirá todo pedido de variação de nome coincidente com nome de candidato a eleição majoritária, salvo para
candidato que esteja exercendo mandato eletivo ou o tenha exercido nos últimos quatro anos, ou que, nesse mesmo prazo, tenha concorrido
em eleição com o nome coincidente.
§ 4º Ao decidir sobre os pedidos de registro, a Justiça Eleitoral publicará as variações de nome deferidas aos candidatos.
§ 5º A Justiça Eleitoral organizará e publicará, até trinta dias antes da eleição, as seguintes relações, para uso na votação e apuração:
I - a primeira, ordenada por partidos, com a lista dos respectivos candidatos em ordem numérica, com as três variações de nome cor-
respondentes a cada um, na ordem escolhida pelo candidato;
II - a segunda, com o índice onomástico e organizada em ordem alfabética, nela constando o nome completo de cada candidato e cada
variação de nome, também em ordem alfabética, seguidos da respectiva legenda e número.

RESPOSTA: “A”.

211. (TRE/SP - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC). Considere, dentre outras, as seguintes formas de propaganda eleitoral:
I. Caminhada.
II. Fixação de outdoors com fotos de candidatos.
III. Distribuição pelos candidatos de cestas básicas.
IV. Distribuição por comitê de material gráfico.
Até as vinte e duas horas do dia que antecede a eleição serão vedadas as formas de propaganda indicadas SOMENTE em
A) I e III.
B) I e IV.
C) II e III.
D) II e IV.
E) III e IV.

O enunciado dessa questão é bastante interessante. Alguns candidatos alegam que a mesma deveria ter sido anulada. A intenção ao
selecionar essa questão para estudo foi a de apresentar para você candidato que algumas bancas estão exigindo o conhecimento da letra fria
da lei e ao mesmo tempo a interpretação.
Segundo o artigo 39 § 9º da Lei 9.507/97 (Lei das Eleições):

Até as vinte e duas horas do dia que antecede a eleição, serão permitidos distribuição de material gráfico, caminhada, carreata, pas-
seata ou carro de som que transite pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Não obstante, o enunciado questiona quais formas de propaganda são vedadas até as vinte e duas horas do dia que antecede a eleição.
Parece-nos um tanto quanto confusa essa forma de perguntar, posto que em breve análise o enunciado dá a entender que depois de passadas
22 horas antecedentes a eleição tudo que era proibido passou a ser permitido.
Logo, responderemos a questão por eliminação; se a lei permite a caminhada, a distribuição de material gráfico e não fala nada quanto
a fixação de outdoors e distribuição de cestas básicas, entenderemos que tais formas de propaganda são vedadas.

RESPOSTA: “C”.

212. (TRE/SP - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC). Para a transmissão de debates de candidatos a Governador do Estado por
emissora de televisão, no primeiro turno das eleições, não foi obtido consenso quanto às regras a serem observadas. Nesse caso,
A) as regras serão estabelecidas pelo Ministério Público Eleitoral.
B) os debates não poderão ser realizados, nem transmitidos pela emissora de televisão.
C) as regras serão estabelecidas pela direção da emissora de televisão, com prévia comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral.
D) as regras serão estabelecidas pelo Tribunal Regional Eleitoral.
E) serão consideradas aprovadas as regras que obtiverem a concordância de pelo menos dois terços dos candidatos aptos ao
referido pleito eleitoral.

Art. 46. Independentemente da veiculação de propaganda eleitoral gratuita no horário definido nesta Lei, é facultada a transmissão,
por emissora de rádio ou televisão, de debates sobre as eleições majoritária ou proporcional, sendo assegurada a participação de candi-
datos dos partidos com representação na Câmara dos Deputados, e facultada a dos demais, observado o seguinte:
I - nas eleições majoritárias, a apresentação dos debates poderá ser feita:
a) em conjunto, estando presentes todos os candidatos a um mesmo cargo eletivo;
b) em grupos, estando presentes, no mínimo, três candidatos;
II - nas eleições proporcionais, os debates deverão ser organizados de modo que assegurem a presença de número equivalente de can-
didatos de todos os partidos e coligações a um mesmo cargo eletivo, podendo desdobrar-se em mais de um dia;
III - os debates deverão ser parte de programação previamente estabelecida e divulgada pela emissora, fazendo-se mediante sorteio
a escolha do dia e da ordem de fala de cada candidato, salvo se celebrado acordo em outro sentido entre os partidos e coligações interes-
sados.
§ 1º Será admitida a realização de debate sem a presença de candidato de algum partido, desde que o veículo de comunicação respon-
sável comprove havê-lo convidado com a antecedência mínima de setenta e duas horas da realização do debate.
§ 2º É vedada a presença de um mesmo candidato a eleição proporcional em mais de um debate da mesma emissora.
§ 3º O descumprimento do disposto neste artigo sujeita a empresa infratora às penalidades previstas no art. 56.
§ 4º O debate será realizado segundo as regras estabelecidas em acordo celebrado entre os partidos políticos e a pessoa jurídica interes-
sada na realização do evento, dando-se ciência à Justiça Eleitoral.
§ 5º Para os debates que se realizarem no primeiro turno das eleições, serão consideradas aprovadas as regras que obtiverem a concor-
dância de pelo menos 2/3 (dois terços) dos candidatos aptos no caso de eleição majoritária, e de pelo menos 2/3 (dois terços) dos partidos
ou coligações com candidatos aptos, no caso de eleição proporcional.

RESPOSTA: “E”.

213. (TRE/SP - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC). Tício é Juiz do Tribunal Regional Federal com sede em São Paulo e poderá
vir a integrar o
A) Tribunal Superior Eleitoral, se for escolhido pelo Tribunal Superior Eleitoral.
B) Tribunal Superior Eleitoral, se for escolhido pelo Tribunal Regional Federal a que pertence.
C) Tribunal Superior Eleitoral, se for nomeado pelo Presidente da República.
D) Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, se for nomeado pelo Presidente da República.
E) Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, se for escolhido pelo Tribunal Regional Federal a que pertence.

Regra de composição do TSE – Constituição Federal:

- 03 juízes (Ministros do STF)


- 02 juízes (Ministros do STJ)
- 02 juízes (02 advogados indicados pelo STF e nomeados pelo Presidente)

Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros, escolhidos:
I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal;
b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça;
II - por nomeação do Presidente da República, dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indi-
cados pelo Supremo Tribunal Federal.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Regra de composição do TER – Constituição Federal


- 02 desembargadores do Tribunal de Justiça
- 02 juízes de Direito, escolhidos pelo TJ
- 01 juiz do TRF (nas capitais em que houver TRF) ou um juiz federal indicado pelo TRF nas capitais onde não houver o tribunal
- 02 advogados, com os mesmos requisitos anteriormente citados, indicados pelo TJ e nomeados pelo Presidente da República.

Art. 120. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e no Distrito Federal.
§ 1º - Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão:
I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça;
b) de dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça;
II - de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou no Distrito Federal, ou, não havendo, de juiz federal,
escolhido, em qualquer caso, pelo Tribunal Regional Federal respectivo;
III - por nomeação, pelo Presidente da República, de dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral,
indicados pelo Tribunal de Justiça.

Sendo Tício juiz do Tribunal Regional Federal, poderá ocupar o cargo no Tribunal Regional Eleitoral conforme disposto pelo artigo
120 § 1º III.

RESPOSTA: “E”.

214. (TRE/AC - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) A respeito da composição dos órgãos da Justiça Eleitoral, é correto afirmar
que:
A) um terço dos cargos do Tribunal Superior Eleitoral será reservado para advogados e membros do Ministério Público Fede-
ral.
B) os Desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados poderão integrar o Tribunal Superior Eleitoral no cargo de livre
nomeação do Presidente da República.
C) integram o Tribunal Superior Eleitoral três juízes nomeados pelo Presidente da República dentre Ministros do Superior
Tribunal de Justiça.
D) integram o Tribunal Superior Eleitoral três juízes dentre Ministros do Supremo Tribunal Federal, escolhidos mediante elei-
ção e pelo voto secreto.
E) o Corregedor Eleitoral será nomeado pelo Presidente da República dentre os membros do Tribunal Superior Eleitoral.

Constituição Federal
Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros, escolhidos:
I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal;

RESPOSTA: “D”.

215. (TRE/AC - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC). Nos municípios em que houver mais de uma Junta Eleitoral, a expedição dos
diplomas aos eleitos para os cargos municipais será feita:
A) pelo Tribunal Regional Eleitoral.
B) pela Junta Eleitoral que for presidida pelo Juiz Eleitoral mais antigo.
C) pela Junta Eleitoral que tiver apurado maior número de votos.
D) pelo Tribunal Superior Eleitoral.
E) pelo Corregedor Regional Eleitoral.

Código Eleitoral – Lei 4.737/65

Art. 40. Compete à Junta Eleitoral;


I - apurar, no prazo de 10 (dez) dias, as eleições realizadas nas zonas eleitorais sob a sua jurisdição.
II - resolver as impugnações e demais incidentes verificados durante os trabalhos da contagem e da apuração;
III - expedir os boletins de apuração mencionados no Art. 178;
IV - expedir diploma aos eleitos para cargos municipais.
Parágrafo único. Nos municípios onde houver mais de uma junta eleitoral a expedição dos diplomas será feita pelo que for presidida
pelo juiz eleitoral mais antigo, à qual as demais enviarão os documentos da eleição.

RESPOSTA: “B”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

216. (TRE/AC - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) Adotar-se-á o princípio majoritário, dentre outras, na eleição direta para
A) a Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.
B) o Senado Federal, para Prefeito e Vice-Prefeito.
C) as Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais.
D) o Senado Federal e para a Câmara dos Deputados.
E) as Câmaras Municipais, para Prefeito e Vice-Prefeito.

Constituição Federal:

Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada
Território e no Distrito Federal.

Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário.

Código Eleitoral:

Art. 83. Na eleição direta para o Senado Federal, para Prefeito e Vice-Prefeito, adotar-se-á o princípio majoritário.

Art. 84. A eleição para a Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativas e Câmaras Municipais obedecerá ao princípio da representação
proporcional, na forma desta Lei.

RESPOSTA: “B”.

217. (TRE/AC - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) Serão realizadas simultaneamente as eleições para
A) Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.
B) Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Vereador.
C) Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal, Prefeito e Vice-Prefeito.
D) Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal, Prefeito e Vice-Prefeito.
E) Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.

Lei 9.504/97 – Lei das Eleições

Art. 1º As eleições para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal, Pre-
feito e Vice-Prefeito, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Deputado Distrital e Vereador dar-se-ão, em todo o País, no primeiro
domingo de outubro do ano respectivo.
Parágrafo único. Serão realizadas simultaneamente as eleições:
I - para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal, Senador, Deputado
Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital;
II - para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.

RESPOSTA: “A”.

218. (TRE/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC). A partir de 1º de julho do ano da eleição é permitido às emissoras de rádio e
televisão, em sua programação normal e noticiário,
A) veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou re-
presentantes.
B) divulgar debates políticos entre candidatos.
C) dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação.
D) divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção, ainda quando preexistente, inclusive se coinci-
dente com o nome do candidato ou com a variação nominal por ele adotada.
E) usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou de vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato,
partido ou coligação.

Lei das Eleições 9.504/97

Art. 45. A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário:
I - transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta po-
pular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados;
II - usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, par-
tido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito;

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

III - veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou repre-
sentantes;
IV - dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação;
V - veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo
que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos;
VI - divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção, ainda quando preexistente, inclusive se coincidente com
o nome do candidato ou com a variação nominal por ele adotada. Sendo o nome do programa o mesmo que o do candidato, fica proibida a sua
divulgação, sob pena de cancelamento do respectivo registro.
§ 1º A partir do resultado da convenção, é vedado, ainda, às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por candidato escolhido
em convenção.
§ 2º Sem prejuízo do disposto no parágrafo único do art. 55, a inobservância do disposto neste artigo sujeita a emissora ao pagamento de multa
no valor de vinte mil a cem mil UFIR, duplicada em caso de reincidência.
§ 3º (Revogado pela Lei nº 12.034, de 2009)
§ 4º Entende-se por trucagem todo e qualquer efeito realizado em áudio ou vídeo que degradar ou ridicularizar candidato, partido político ou
coligação, ou que desvirtuar a realidade e beneficiar ou prejudicar qualquer candidato, partido político ou coligação.
§ 5º Entende-se por montagem toda e qualquer junção de registros de áudio ou vídeo que degradar ou ridicularizar candidato, partido político
ou coligação, ou que desvirtuar a realidade e beneficiar ou prejudicar qualquer candidato, partido político ou coligação.
§ 6º É permitido ao partido político utilizar na propaganda eleitoral de seus candidatos em âmbito regional, inclusive no horário eleitoral gra-
tuito, a imagem e a voz de candidato ou militante de partido político que integre a sua coligação em âmbito nacional.

RESPOSTA: “B”.

219. (TRE/AM - Analista Judiciário - FCC) A respeito das coligações, considere:


I. Na chapa da coligação, podem inscrever-se candidatos filiados a qualquer partido político dela integrante.
II. Os partidos integrantes da coligação devem designar um representante, que terá atribuições equivalentes às de presidente de par-
tido político, no trato dos interesses e na representação da coligação, no que se refere ao processo eleitoral.
III. Apesar de coligados, cada partido político integrante da coligação conservará sua autonomia e a coligação não funcionará como
um só partido no relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses interpartidários.
Está correto o que se afirma APENAS em
A) II e III.
B) I e III.
C) I e II.
D) I.
E) III.

Art. 6º É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para
ambas, podendo, neste último caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que integram a coligação
para o pleito majoritário.
§ 1º A coligação terá denominação própria, que poderá ser a junção de todas as siglas dos partidos que a integram, sendo a ela atribuídas as
prerrogativas e obrigações de partido político no que se refere ao processo eleitoral, e devendo funcionar como um só partido no relacionamento
com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses interpartidários.
§ 1º-A. A denominação da coligação não poderá coincidir, incluir ou fazer referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de
voto para partido político.
§ 2º Na propaganda para eleição majoritária, a coligação usará, obrigatoriamente, sob sua denominação, as legendas de todos os partidos que
a integram; na propaganda para eleição proporcional, cada partido usará apenas sua legenda sob o nome da coligação.
§ 3º Na formação de coligações, devem ser observadas, ainda, as seguintes normas:
I - na chapa da coligação, podem inscrever-se candidatos filiados a qualquer partido político dela integrante;
II - o pedido de registro dos candidatos deve ser subscrito pelos presidentes dos partidos coligados, por seus delegados, pela maioria dos
membros dos respectivos órgãos executivos de direção ou por representante da coligação, na forma do inciso III;
III - os partidos integrantes da coligação devem designar um representante, que terá atribuições equivalentes às de presidente de partido
político, no trato dos interesses e na representação da coligação, no que se refere ao processo eleitoral;
IV - a coligação será representada perante a Justiça Eleitoral pela pessoa designada na forma do inciso III ou por delegados indicados pelos
partidos que a compõem, podendo nomear até:
a) três delegados perante o Juízo Eleitoral;
b) quatro delegados perante o Tribunal Regional Eleitoral;
c) cinco delegados perante o Tribunal Superior Eleitoral.
§ 4º O partido político coligado somente possui legitimidade para atuar de forma isolada no processo eleitoral quando questionar a validade da
própria coligação, durante o período compreendido entre a data da convenção e o termo final do prazo para a impugnação do registro de candidatos.

RESPOSTA: “C”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

220. (TRE/AM - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC) Compete ao Tribunal Superior Eleitoral processar e julgar originariamente
o registro e a cassação de registro de candidatos
A) Membros das Prefeituras Municipais.
B) a Governador e Vice-Governador do Estado.
C) Membros do Congresso Nacional.
D) à Presidente e Vice-Presidente da República.
E) Membros das Assembleias Legislativas.

Código Eleitoral – Lei 4.737/65

Art. 29. Compete aos Tribunais Regionais:


I - processar e julgar originariamente:
a) o registro e o cancelamento do registro dos diretórios estaduais e municipais de partidos políticos, bem como de candidatos a Go-
vernador, Vice-Governadores, e membro do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas;
b) os conflitos de jurisdição entre juízes eleitorais do respectivo Estado;
c) a suspeição ou impedimentos aos seus membros ao Procurador Regional e aos funcionários da sua Secretaria assim como aos juízes
e escrivães eleitorais;
d) os crimes eleitorais cometidos pelos juízes eleitorais;
e) o habeas corpus ou mandado de segurança, em matéria eleitoral, contra ato de autoridades que respondam perante os Tribunais de
Justiça por crime de responsabilidade e, em grau de recurso, os denegados ou concedidos pelos juízes eleitorais; ou, ainda, o habeas corpus
quando houver perigo de se consumar a violência antes que o juiz competente possa prover sobre a impetração;
f) as reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos políticos, quanto a sua contabilidade e à apuração da origem
dos seus recursos;
g) os pedidos de desaforamento dos feitos não decididos pelos juízes eleitorais em trinta dias da sua conclusão para julgamento, for-
mulados por partido candidato Ministério Público ou parte legitimamente interessada sem prejuízo das sanções decorrentes do excesso de
prazo.
II - julgar os recursos interpostos:
a) dos atos e das decisões proferidas pelos juízes e juntas eleitorais.
b) das decisões dos juízes eleitorais que concederem ou denegarem habeas corpus ou mandado de segurança.
Parágrafo único. As decisões dos Tribunais Regionais são irrecorríveis, salvo nos casos do Art. 276.

RESPOSTA: “D”.

221. (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC). As arguições de inelegibilidade, relativas a candidatos a Senador, Deputado
Federal e Prefeito Municipal serão feitas, perante
A) o Tribunal Superior Eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais Eleitorais, respectivamente.
B) o Tribunal Superior Eleitoral, os Tribunais Regionais Eleitorais e os Juízes Eleitorais, respectivamente.
C) os Tribunais Regionais Eleitorais, os Tribunais Regionais Eleitorais e os Juízes Eleitorais, respectivamente.
D) o Tribunal Superior Eleitoral.
E) os Tribunais Regionais Eleitorais.

Lei Complementar 64/90 – Lei das Inelegibilidades

Art. 2º Compete à Justiça Eleitoral conhecer e decidir as arguições de inelegibilidade.


Parágrafo único. A arguição de inelegibilidade será feita perante:
 I - o Tribunal Superior Eleitoral, quando se tratar de candidato a Presidente ou Vice-Presidente da República;
II - os Tribunais Regionais Eleitorais, quando se tratar de candidato a Senador, Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito
Federal, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital;
III - os Juízes Eleitorais, quando se tratar de candidato a Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.

Em resumo:

- Presidente e Vice Presidente da República: TSE


- Senador, Governador e vice, Deputado Federal, Deputado distrital e deputado estadual: TRE
- Prefeito e vice, vereador: Juízes eleitorais.

RESPOSTA: “C”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

222. (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC). A incorporação de um partido a outro


A) é vedada pela legislação eleitoral vigente.
B) só poderá ser feita por decisão dos respectivos órgãos nacionais de deliberação.
C) pode ser determinada, de ofício, pelo Tribunal Superior Eleitoral.
D) pode ocorrer por deliberação dos órgãos de direção do partido incorporando, sem necessidade de anuência do partido in-
corporador.
E) pode ser determinada, de ofício, pelos Tribunais Regionais Eleitorais.

Lei 9.096/95 - Lei dos Partidos Políticos

Art. 29. Por decisão de seus órgãos nacionais de deliberação, dois ou mais partidos poderão fundir-se num só ou incorporar-se um
ao outro.
§ 1º No primeiro caso, observar-se-ão as seguintes normas:
I - os órgãos de direção dos partidos elaborarão projetos comuns de estatuto e programa;
II - os órgãos nacionais de deliberação dos partidos em processo de fusão votarão em reunião conjunta, por maioria absoluta, os pro-
jetos, e elegerão o órgão de direção nacional que promoverá o registro do novo partido.
§ 2º No caso de incorporação, observada a lei civil, caberá ao partido incorporando deliberar por maioria absoluta de votos, em seu
órgão nacional de deliberação, sobre a adoção do estatuto e do programa de outra agremiação.
§ 3º Adotados o estatuto e o programa do partido incorporador, realizar-se-á, em reunião conjunta dos órgãos nacionais de deliberação,
a eleição do novo órgão de direção nacional.
§ 4º Na hipótese de fusão, a existência legal do novo partido tem início com o registro, no Ofício Civil competente da Capital Federal,
do estatuto e do programa, cujo requerimento deve ser acompanhado das atas das decisões dos órgãos competentes.
§ 5º No caso de incorporação, o instrumento respectivo deve ser levado ao Ofício Civil competente, que deve, então, cancelar o registro
do partido incorporado a outro.
§ 6º Havendo fusão ou incorporação de partidos, os votos obtidos por eles, na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, devem
ser somados para efeito do funcionamento parlamentar, nos termos do art. 13, da distribuição dos recursos do Fundo Partidário e do acesso
gratuito ao rádio e à televisão.
§ 7º O novo estatuto ou instrumento de incorporação deve ser levado a registro e averbado, respectivamente, no Ofício Civil e no Tri-
bunal Superior Eleitoral.

RESPOSTA: “B”.

223. (TRE/BA - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CESPE). Acerca do alistamento eleitoral e de demais matérias inerentes à Resolução
TSE n.º 21.538/2003, julgue os itens abaixo.
O eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o juiz eleitoral em até trinta dias após a realização da eleição incorrerá
em multa imposta pelo juiz eleitoral.

Certo ( ) Errado ( )

A Resolução 21.538/03 dispõe sobre o alistamento e serviços eleitorais mediante processamento eletrônico de dados, assim como a
regularização de situação de eleitor, a administração e a manutenção do cadastro eleitoral, o sistema de alistamento eleitoral, a revisão do
eleitorado e a fiscalização dos partidos políticos, entre outros.

Art. 80. O eleitor que deixar de votar e não se justificar perante o juiz eleitoral até 60 dias após a realização da eleição incorrerá em
multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada na forma prevista nos arts. 7º e 367 do Código Eleitoral, no que couber, e 85 desta resolução.
§ 1º Para eleitor que se encontrar no exterior na data do pleito, o prazo de que trata o caput será de 30 dias, contados do seu retorno ao
país.
§ 2º O pedido de justificação será sempre dirigido ao juiz eleitoral da zona de inscrição, podendo ser formulado na zona eleitoral em
que se encontrar o eleitor, a qual providenciará sua remessa ao juízo competente.
§ 3º Indeferido o requerimento de justificação ou decorridos os prazos de que cuidam o caput e os §§ 1º e 2º, deverá ser aplicada multa
ao eleitor, podendo, após o pagamento, ser-lhe fornecida certidão de quitação.
§ 4º A fixação do valor da multa pelo não-exercício do voto observará o que dispõe o art. 85 desta resolução e a variação entre o mínimo
de 3% e o máximo de 10% do valor utilizado como base de cálculo.
§ 5º A justificação da falta ou o pagamento da multa serão anotados no cadastro.
§ 6º Será cancelada a inscrição do eleitor que se abstiver de votar em três eleições consecutivas, salvo se houver apresentado justificativa
para a falta ou efetuado o pagamento de multa, ficando excluídos do cancelamento os eleitores que, por prerrogativa constitucional, não
estejam obrigados ao exercício do voto (suprimido).

103
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

§ 7º Para o cancelamento a que se refere o § 6º, a Secretaria de Informática colocará à disposição do juiz eleitoral do respectivo domi-
cílio, em meio magnético ou outro acessível aos cartórios eleitorais, relação dos eleitores cujas inscrições são passíveis de cancelamento,
devendo ser afixado edital no cartório eleitoral.
§ 8º Decorridos 60 dias da data do batimento que identificar as inscrições sujeitas a cancelamento, mencionadas no § 7º, inexistindo co-
mando de quaisquer dos códigos FASE «078 – Quitação mediante multa», «108 – Votou em separado», «159 – Votou fora da seção» ou «167
– Justificou ausência às urnas», ou processamento das operações de transferência, revisão ou segunda via, a inscrição será automaticamente
cancelada pelo sistema, mediante código FASE «035 – Deixou de votar em três eleições consecutivas», observada a exceção contida no § 6º.

RESPOSTA: “ERRADO”.

224. (TRE/BA - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE). Um candidato ao cargo de deputado estadual, que está com o registro
sub judice, continua praticando atos de campanha e grava um programa eleitoral a ser veiculado no horário eleitoral gratuito. A
respeito dessa situação hipotética, julgue os itens que seguem:
O fato de esse candidato estar com o registro sub judice não o impede de praticar atos relativos à campanha e utilizar-se do
horário eleitoral gratuito.

Certo ( ) Errado ( )

Lei 9.504/97 – Lei das Eleições

Art. 16-A. O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o
horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição, ficando a
validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior.
Parágrafo único. O cômputo, para o respectivo partido ou coligação, dos votos atribuídos ao candidato cujo registro esteja sub judice
no dia da eleição fica condicionado ao deferimento do registro do candidato.

RESPOSTA: “CERTO”.

225. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) - A representação por captação de sufrágio


A) só poderá ser feita pelo Ministério Público Eleitoral.
B) poderá ser ajuizada até a data da diplomação.
C) exige que tenha havido pedido explícito de votos.
D) poderá fundar-se em fato ocorrido antes do registro da candidatura.
E) não poderá ter por objeto vantagem pessoal destinada à obtenção de voto consistente em promessa de emprego público.

Lei 9.504/97 – Lei das Eleições

Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, ofere-
cer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou
função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinquenta mil UFIR, e cassação
do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990.
§ 1º Para a caracterização da conduta ilícita, é desnecessário o pedido explícito de votos, bastando a evidência do dolo, consistente
no especial fim de agir.
§ 2º As sanções previstas no caput aplicam-se contra quem praticar atos de violência ou grave ameaça a pessoa, com o fim de obter-
lhe o voto.
§ 3º A representação contra as condutas vedadas no caput poderá ser ajuizada até a data da diplomação.
§ 4º O prazo de recurso contra decisões proferidas com base neste artigo será de 3 (três) dias, a contar da data da publicação do
julgamento no Diário Oficial.

Oportuno trazer como destaque ementa proferida pelo TSE a respeito do tema:

A configuração da prática de captação ilícita de sufrágio  independe  de sua potencialidade para influenciar no re-
sultado do pleito, bastando a mera ocorrência dos atos para a aplicação das sanções. Ac.-TSE n. 27.104/2008.
“O TSE entende que, para a caracterização da captação de sufrágio, é indispensável a prova de participação direta ou indireta dos re-
presentados, permitindo-se até que o seja na forma de explícita anuência da conduta objeto da investigação, não bastando, para a confi-
guração, o proveito eleitoral que com os fatos tenham auferido, ou a presunção de que desses tivessem ciência.” Ac.-TSE n. 21.327/2004.

RESPOSTA: “B”.

104
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

226. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC). A respeito do fornecimento gratuito de transporte, em dias de eleição, a
eleitores residentes na zona rural, considere:
I. A Justiça Eleitoral, se necessário, requisitará veículos e embarcações particulares, de preferência os de aluguel.
II. Os veículos e embarcações à serviço da Justiça Eleitoral deverão exibir de modo bem visível, dístico em letras garrafais, com
a frase: “A serviço da Justiça Eleitoral”.
III. Quinze dias antes do pleito, a Justiça Eleitoral divulgará, pelo órgão competente, o quadro geral de percursos e horários
programados para o transporte de eleitores.
IV. Os partidos políticos receberão cópia do quadro geral de percursos e horários programados para o transporte de eleitores,
mas não poderão oferecer reclamações, por tratar-se de atividade privativa da Justiça Eleitoral.
Está correto o que se afirma APENAS em
A) I e IV.
B) I, II e IV.
C) III e IV.
D) II, III e IV.
E) I, II e III.

A questão trazida pela banca organizadora almeja encontrar no candidato o seu conhecimento sobre a Lei 6.091/74 (Fornecimento de
Transporte Público) que, apesar de ser uma lei antiga, está em plena vigência. Em diversos concursos essa lei vem sendo cobrada, talvez não
apenas pela sua importância, mas também pelo fato de que por ser uma lei antiga, alguns candidatos supõem que esteja revogada. Por essa
razão, apontaremos individualmente se determinado item está certo ou errado.

Art. 2º Se a utilização de veículos pertencentes às entidades previstas no art. 1º não for suficiente para atender ao disposto nesta Lei,
a Justiça Eleitoral requisitará veículos e embarcações a particulares, de preferência os de aluguel.
Parágrafo único. Os serviços requisitados serão pagos, até trinta dias depois do pleito, a preços que correspondam aos critérios da
localidade. A despesa correrá por conta do Fundo Partidário.

Art. 3º Até cinquenta dias antes da data do pleito, os responsáveis por todas as repartições, órgãos e unidades do serviço público
federal, estadual e municipal oficiarão à Justiça Eleitoral, informando o número, a espécie e lotação dos veículos e embarcações de sua
propriedade, e justificando, se for o caso, a ocorrência da exceção prevista no parágrafo 1º do art. 1º desta Lei.
§ 1º Os veículos e embarcações à disposição da Justiça Eleitoral deverão, mediante comunicação expressa de seus proprietários, estar
em condições de ser utilizados, pelo menos, vinte e quatro horas antes das eleições e circularão exibindo de modo bem visível, dístico em
letras garrafais, com a frase: “A serviço da Justiça Eleitoral.”
§ 2º A Justiça Eleitoral, à vista das informações recebidas, planejará a execução do serviço de transporte de eleitores e requisitará aos
responsáveis pelas repartições, órgãos ou unidades, até trinta dias antes do pleito, os veículos e embarcações necessários.

Art. 4º Quinze dias antes do pleito, a Justiça Eleitoral divulgará, pelo órgão competente, o quadro geral de percursos e horários pro-
gramados para o transporte de eleitores, dele fornecendo cópias aos partidos políticos.
§ 1º O transporte de eleitores somente será feito dentro dos limites territoriais do respectivo município e quando das zonas rurais para
as mesas receptoras distar pelo menos dois quilômetros.
§ 2º Os partidos políticos, os candidatos, ou eleitores em número de vinte, pelo menos, poderão oferecer reclamações em três dias
contados da divulgação do quadro.
§ 3º As reclamações serão apreciadas nos três dias subsequentes, delas cabendo recurso sem efeito suspensivo.
§ 4º Decididas as reclamações, a Justiça Eleitoral divulgará, pelos meios disponíveis, o quadro definitivo.

I. A Justiça Eleitoral, se necessário, requisitará veículos e embarcações particulares, de preferência os de aluguel.


Certo: conforme o art. 2º

II. Os veículos e embarcações à serviço da Justiça Eleitoral deverão exibir de modo bem visível, dístico em letras garrafais, com a frase:
“A serviço da Justiça Eleitoral”.
Certo: conforme parágrafo 1º do art. 3º

III. Quinze dias antes do pleito, a Justiça Eleitoral divulgará, pelo órgão competente, o quadro geral de percursos e horários programa-
dos para o transporte de eleitores.
Certo: conforme o art. 4º

IV. Os partidos políticos receberão cópia do quadro geral de percursos e horários programados para o transporte de eleitores, mas não
poderão oferecer reclamações, por tratar-se de atividade privativa da Justiça Eleitoral.
Errado: conforme parágrafo 2º do art. 4º os partidos políticos, candidatos ou eleitores em número de vinte, pelo menos, poderão
oferecer reclamações em três dias contados da divulgação do quadro.

RESPOSTA: “E”.

105
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

227. (TRE/CE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC). Pedro tem 32 anos de idade. Mesmo preenchidos os demais requisitos legais,
NÃO poderá, em razão da sua idade, candidatar-se, dentre outros, ao cargo de
A) Prefeito Municipal.
B) Governador de Estado.
C) Deputado Federal
D) Deputado Estadual.
E) Senador.

Quadro esquematizado para memorização de idades e cargos:


Presidente e Senador 35 anos
Governador 30 anos
Prefeitos e Deputados 21 anos
Vereadores 18 anos

Constituição Federal

Art. 14 § 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:


I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária;
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.

RESPOSTA: “E”.

228. (TRE/ES - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE). Julgue os itens seguintes, referentes a organização, composição e compe-
tência da justiça eleitoral.
As juntas eleitorais, compostas de um juiz de direito, a quem compete presidi-la, e de dois ou quatro cidadãos de notória ido-
neidade, são nomeadas antes da eleição, depois de aprovação do tribunal regional, pelo presidente deste, a quem cumpre também
designar-lhes a sede.
Certo ( )
Errado ( )

Alguns aspectos importantes merecem comentário. Importante desde já conceituar que as Juntas Eleitorais, apesar de estarem na 1ª
instância, são órgãos colegiados compostos da seguinte forma:

- 01 Juiz de Direito (Presidente da Junta);

- 02 ou 04 Cidadãos de notória idoneidade.

A nomeação dos membros da junta eleitoral será feita pelo Presidente do TRE em até 60 dias antes da eleição, assim como designará
sua sede, depois da aprovação também pelo TRE.

Código Eleitoral

Art. 36 Compor-se-ão as juntas eleitorais de um juiz de direito, que será o presidente, e de 2 ou 4 cidadãos de notória idoneidade.
§ 1º Os membros das juntas eleitorais serão nomeados 60 dias antes da eleição, depois de aprovação do Tribunal Regional, pelo pre-
sidente deste, a quem cumpre também designar-lhes a sede.

RESPOSTA: “CERTO”.

106
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

229. (TRE/ES - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE). Acerca de partidos políticos, julgue os próximos itens. Compete ao partido
político em formação indicar, no pedido de registro, o número da legenda.
Certo ( )
Errado ( )

RESOLUÇÃO TSE Nº 23.282/10

Art.19. Registrados os órgãos de direção regional em, pelo menos, um terço dos estados, o presidente do partido político em forma-
ção solicitará o registro do estatuto e do respectivo órgão de direção nacional no Tribunal Superior Eleitoral, por meio de requerimento
acompanhado de:
(...)
§ 2º O partido político em formação deve indicar, no pedido de registro, o número da legenda.

RESPOSTA: “CERTO”.

230. (TRE/ES - TÉCNICO DE CONTABILIDADE - CESPE). Os tribunais e conselhos de contas emitem pareceres sobre as
prestações de contas dos partidos políticos, nas esferas municipal, estadual e federal. A manifestação técnica daqueles órgãos de
controle instrui os respectivos processos para fins de julgamento pelos tribunais eleitorais.
Certo ( )
Errado ( )

A Lei 9.096/95 dispõe sobre partidos políticos regulamentando os arts. 17 e 14, § 3º, inciso V, da Constituição Federal. O artigo abaixo
apresenta a função da justiça eleitoral no tocante aos partidos políticos.

Art. 34. A Justiça Eleitoral exerce a fiscalização sobre a escrituração contábil e a prestação de contas do partido e das despesas de
campanha eleitoral, devendo atestar se elas refletem adequadamente a real movimentação financeira, os dispêndios e recursos aplicados
nas campanhas eleitorais, exigindo a observação das seguintes normas:
I - obrigatoriedade de constituição de comitês e designação de dirigentes partidários específicos, para movimentar recursos financeiros
nas campanhas eleitorais;
II - caracterização da responsabilidade dos dirigentes do partido e comitês, inclusive do tesoureiro, que responderão, civil e criminal-
mente, por quaisquer irregularidades;
III - escrituração contábil, com documentação que comprove a entrada e saída de dinheiro ou de bens recebidos e aplicados;
IV - obrigatoriedade de ser conservada pelo partido a documentação comprobatória de suas prestações de contas, por prazo não
inferior a cinco anos;
V - obrigatoriedade de prestação de contas, pelo partido político, seus comitês e candidatos, no encerramento da campanha eleitoral,
com o recolhimento imediato à tesouraria do partido dos saldos financeiros eventualmente apurados.
Parágrafo único. Para efetuar os exames necessários ao atendimento do disposto no caput, a Justiça Eleitoral pode requisitar técnicos
do Tribunal de Contas da União ou dos Estados, pelo tempo que for necessário.

RESPOSTA: “ERRADO”.

231. (TRE/GO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CESPE). Tendo em vista a disciplina legal sobre os partidos políticos, é correto
afirmar que
A) os partidos não podem estabelecer, em seus estatutos, prazos de filiação partidária superiores aos previstos na legislação, com
vistas a candidaturas a cargos eletivos.
B) é vedado, aos partidos políticos, receber doações de pessoas jurídicas, quaisquer que sejam.
C) o partido, a fim de evitar embaraços e disputas de natureza político-partidária, está impedido de examinar as prestações de
contas dos demais partidos, sendo esta uma atribuição exclusiva da Justiça Eleitoral.
D) dois ou mais partidos poderão, por decisão de seus órgãos nacionais de deliberação, fundir-se em um só ou incorporar-se um
ao outro.

Apresentaremos a seguir, a fundamentação individualizada para melhor compreensão da matéria, nos termos da Lei 9.096/95 (Lei dos
Partidos Políticos). Para tanto, reproduziremos os itens acima.

A) os partidos não podem estabelecer, em seus estatutos, prazos de filiação partidária superiores aos previstos na legislação, com vistas
a candidaturas a cargos eletivos.
Art. 20. É facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, prazos de filiação partidária superiores aos previstos nesta Lei,
com vistas a candidatura a cargos eletivos.
Parágrafo único. Os prazos de filiação partidária, fixados no estatuto do partido, com vistas a candidatura a cargos eletivos, não
podem ser alterados no ano da eleição.

107
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

B) é vedado, aos partidos políticos, receber doações de pessoas jurídicas, quaisquer que sejam.
Art. 39. Ressalvado o disposto no art. 31, o partido político pode receber doações de pessoas físicas e jurídicas para constituição de
seus fundos.
§ 1º As doações de que trata este artigo podem ser feitas diretamente aos órgãos de direção nacional, estadual e municipal, que reme-
terão, à Justiça Eleitoral e aos órgãos hierarquicamente superiores do partido, o demonstrativo de seu recebimento e respectiva destinação,
juntamente com o balanço contábil.
§ 2º Outras doações, quaisquer que sejam, devem ser lançadas na contabilidade do partido, definidos seus valores em moeda corrente.
§ 3º As doações em recursos financeiros devem ser, obrigatoriamente, efetuadas por cheque cruzado em nome do partido político ou por
depósito bancário diretamente na conta do partido político.
§ 4º (Revogado pela Lei nº 9.504, de 30.9.1997)
§ 5º Em ano eleitoral, os partidos políticos poderão aplicar ou distribuir pelas diversas eleições os recursos financeiros recebidos de
pessoas físicas e jurídicas, observando-se o disposto no § 1º do art. 23, no art. 24 e no § 1º do art. 81 da Lei no 9.504, de 30 de setembro de
1997, e os critérios definidos pelos respectivos órgãos de direção e pelas normas estatutárias.

C) o partido, a fim de evitar embaraços e disputas de natureza político-partidária, está impedido de examinar as prestações de contas
dos demais partidos, sendo esta uma atribuição exclusiva da Justiça Eleitoral.
Art. 35. O Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais Eleitorais, à vista de denúncia fundamentada de filiado ou delegado
de partido, de representação do Procurador-Geral ou Regional ou de iniciativa do Corregedor, determinarão o exame da escrituração do
partido e a apuração de qualquer ato que viole as prescrições legais ou estatutárias a que, em matéria financeira, aquele ou seus filiados
estejam sujeitos, podendo, inclusive, determinar a quebra de sigilo bancário das contas dos partidos para o esclarecimento ou apuração de
fatos vinculados à denúncia.
Parágrafo único. O partido pode examinar, na Justiça Eleitoral, as prestações de contas mensais ou anuais dos demais partidos, quinze
dias após a publicação dos balanços financeiros, aberto o prazo de cinco dias para impugná-las, podendo, ainda, relatar fatos, indicar pro-
vas e pedir abertura de investigação para apurar qualquer ato que viole as prescrições legais ou estatutárias a que, em matéria financeira,
os partidos e seus filiados estejam sujeitos.

D) dois ou mais partidos poderão, por decisão de seus órgãos nacionais de deliberação, fundir-se em um só ou incorporar-se um ao outro.
Art. 29. Por decisão de seus órgãos nacionais de deliberação, dois ou mais partidos poderão fundir-se num só ou incorporar-se um ao
outro.
§ 1º No primeiro caso, observar-se-ão as seguintes normas:
I - os órgãos de direção dos partidos elaborarão projetos comuns de estatuto e programa;
II - os órgãos nacionais de deliberação dos partidos em processo de fusão votarão em reunião conjunta, por maioria absoluta, os proje-
tos, e elegerão o órgão de direção nacional que promoverá o registro do novo partido.
§ 2º No caso de incorporação, observada a lei civil, caberá ao partido incorporando deliberar por maioria absoluta de votos, em seu
órgão nacional de deliberação, sobre a adoção do estatuto e do programa de outra agremiação.
§ 3º Adotados o estatuto e o programa do partido incorporador, realizar-se-á, em reunião conjunta dos órgãos nacionais de deliberação,
a eleição do novo órgão de direção nacional.
§ 4º Na hipótese de fusão, a existência legal do novo partido tem início com o registro, no Ofício Civil competente da Capital Federal,
do estatuto e do programa, cujo requerimento deve ser acompanhado das atas das decisões dos órgãos competentes.
§ 5º No caso de incorporação, o instrumento respectivo deve ser levado ao Ofício Civil competente, que deve, então, cancelar o registro
do partido incorporado a outro.
§ 6º Havendo fusão ou incorporação de partidos, os votos obtidos por eles, na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, devem
ser somados para efeito do funcionamento parlamentar, nos termos do art. 13, da distribuição dos recursos do Fundo Partidário e do acesso
gratuito ao rádio e à televisão.
§ 7º O novo estatuto ou instrumento de incorporação deve ser levado a registro e averbado, respectivamente, no Ofício Civil e no Tri-
bunal Superior Eleitoral.

RESPOSTA: “D”.

232. (TRE/GO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CESPE). Em relação às disposições do Código Eleitoral brasileiro acerca das elei-
ções, assinale a opção correta.
A) No processo de apuração, compete aos juízes das zonas eleitorais determinar o quociente eleitoral e o partidário, bem como a
distribuição das sobras.
B) Nenhuma autoridade poderá, desde três dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qual-
quer eleitor, salvo em flagrante delito.
C) É proibida, durante o ato eleitoral, a presença de força armada no edifício em que funcionar mesa receptora, ou nas imedia-
ções, podendo, entretanto, aproximar-se do lugar da votação, ou nele penetrar, por ordem do presidente da mesa ou mediante requi-
sição de partido político, coligação ou candidato.
D) Compete aos TREs fazer a apuração parcial das eleições para presidente e vice-presidente da República.

108
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Além da apuração parcial dos votos nas eleições para presidente e vice, compete também ao TRE
I - Resolver as dúvidas não decididas e os recursos interpostos sobre as eleições federais e estaduais e apurar as votações que haja va-
lidado em grau de recurso;
II - Verificar o total dos votos apurados entre os quais se incluem os em branco;
III - Determinar os quocientes, eleitoral e partidário, bem como a distribuição das sobras;
IV- Proclamar os eleitos e expedir os respectivos diplomas.

Código Eleitoral

Art. 197. Na apuração, compete ao Tribunal Regional.


I - resolver as dúvidas não decididas e os recursos interpostos sobre as eleições federais e estaduais e apurar as votações que haja va-
lidado em grau de recurso;
II - verificar o total dos votos apurados entre os quais se incluem os em branco;
III - Determinar os quocientes, eleitoral e partidário, bem como a distribuição das sobras;
IV - proclamar os eleitos e expedir os respectivos diplomas;
V - fazer a apuração parcial das eleições para Presidente e Vice-presidente da República.

RESPOSTA: “D”.

233. (TER/RR – Técnico Judiciário – Área Administrativa – FCC) - O registro e o cancelamento do registro dos diretórios muni-
cipais dos Partidos Políticos e de candidatos ao Senado Federal compete ao
A) Tribunal Regional Eleitoral do respectivo Estado.
B) Juiz Eleitoral da Circunscrição Eleitoral e ao Tribunal Regional Eleitoral do respectivo Estado, respectivamente.
C) Tribunal Regional Eleitoral do respectivo Estado e ao Tribunal Superior Eleitoral, respectivamente.
D) Tribunal Superior Eleitoral.
E) Juiz Eleitoral da Circunscrição Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral, respectivamente.

 Art. 29. Compete aos Tribunais Regionais:


I - processar e julgar originariamente:
a) o registro e o cancelamento do registro dos diretórios estaduais e municipais de partidos políticos, bem como de candidatos a Go-
vernador, Vice-Governadores, e membro do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas;

Para o Código Eleitoral Brasileiro (Lei 4737/1965), são de competência dos Tribunais Regionais julgar a inscrição para obter diretórios
partidários dentro da esfera Estadual e Municipal, bem como , as inscrições dos candidatos aos cargos supracitados no artigo legal acima.

RESPOSTA “A”

234. (TRE/MA - Analista Judiciário - CESPE) - Considerando-se uma eleição para o Senado Federal na qual são disputadas duas
vagas, como as que ocorrerão em 2010, assinale a opção correta, segundo a disciplina das leis eleitorais.
A) Os votos dos candidatos de cada partido ou coligação devem ser somados para que se definam os eleitos.
B) Os eleitos devem ser definidos de acordo com o sistema eleitoral proporcional adotado no Brasil.
C) Devem ser eleitos os dois candidatos do mesmo partido ou coligação do candidato a governador que vencer as eleições.
D) A eleição para o Senado Federal, nesse caso, combina o sistema majoritário com o proporcional.
E) Devem ser eleitos os dois candidatos que receberem mais votos.

De acordo com o sistema eleitoral pátrio, os cargos para Presidente da República e vice, Senador, Prefeito e vice serão preenchidos con-
forme a modalidade de sistema majoritário de eleição por onde o cômputo da maioria dos votos elege o candidato.

RESPOSTA: “E”.

235. (TRE/MG - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CESPE). Acerca do sistema eletrônico de votação e totalização dos votos, assinale a
opção correta.
A) A urna eletrônica exibirá, para o eleitor, primeiramente os painéis referentes às eleições majoritárias, e, em seguida, os refe-
rentes às eleições proporcionais.
B) Cabe ao TSE, e, não, aos TREs, estabelecer as regras sobre os procedimentos a serem adotados em caso de falha na urna ele-
trônica que venha a prejudicar o regular processo de votação.
C) A urna eletrônica disporá de recursos que, mediante assinatura digital, permitam o registro digital de cada voto, mas, tendo
em vista o sigilo do voto, não será admitida a identificação da urna em que foi registrado o voto.
D) No sistema eletrônico de votação, não se admite o voto de legenda.
E) Assim como ocorria na votação por cédulas, nas seções em que é adotada a urna eletrônica, os eleitores cujos nomes não
constarem das respectivas folhas de votação poderão votar, mas seus votos serão colhidos em separado.

109
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Lei 9.504/95 – Lei das Eleições

Art. 62. Nas Seções em que for adotada a urna eletrônica, somente poderão votar eleitores cujos nomes estiverem nas respectivas
folhas de votação, não se aplicando a ressalva a que se refere o art. 148, § 1º, da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 - Código Eleitoral.
Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral disciplinará a hipótese de falha na urna eletrônica que prejudique o regular pro-
cesso de votação.

RESPOSTA: “B”.

236. (TRE/MG - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CESPE). Com relação às normas sobre eleições que constam da Lei n.º 9.504/1997,
assinale a opção correta.
A) As eleições para presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de estado, senador, deputado
federal, deputado estadual e deputado distrital realizar-se-ão, sempre, no primeiro domingo de outubro do ano respectivo, e as
eleições para prefeito, vice-prefeito e vereador dar-se-ão no dia 15 de novembro do ano eleitoral.
B) Contam-se como válidos, nas eleições proporcionais, apenas os votos para os candidatos regularmente inscritos, excluin-
do-se os votos para as legendas partidárias.
C) Nas eleições para governador de estado, se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á
nova eleição no último domingo de outubro, concorrendo os dois candidatos mais votados e considerando-se eleito o que obtiver
a maioria dos votos válidos.
D) Se, por ocasião do segundo turno de votação, remanescer em segundo lugar mais de um candidato com a mesma votação,
será considerado eleito o que tiver a menor idade.
E) Somente haverá segundo turno nas eleições para prefeito se nenhum candidato obtiver dois terços dos votos na primeira
votação, considerando-se eleito, na segunda votação, o candidato que alcançar a maioria absoluta dos votos válidos.

A presente questão comporta análise de todas as alternativas, demonstrando com isso o respaldo da legislação, objeto de estudo do
candidato. Fonte: Lei 9.504/97 – Lei das Eleições.

A) As eleições para presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de estado, senador, deputado federal,
deputado estadual e deputado distrital realizar-se-ão, sempre, no primeiro domingo de outubro do ano respectivo, e as eleições para pre-
feito, vice-prefeito e vereador dar-se-ão no dia 15 de novembro do ano eleitoral.
Art. 1º As eleições para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal,
Prefeito e Vice-Prefeito, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Deputado Distrital e Vereador dar-se-ão, em todo o País, no
primeiro domingo de outubro do ano respectivo.
Parágrafo único. Serão realizadas simultaneamente as eleições:
I - para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal, Senador, De-
putado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital;
II - para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.

B) Contam-se como válidos, nas eleições proporcionais, apenas os votos para os candidatos regularmente inscritos, excluindo-se
os votos para as legendas partidárias.
Art. 5º Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e às legen-
das partidárias.

C) Nas eleições para governador de estado, se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova elei-
ção no último domingo de outubro, concorrendo os dois candidatos mais votados e considerando-se eleito o que obtiver a maioria dos
votos válidos.
Art. 2º Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados
os em branco e os nulos.
§ 1º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição no último domingo de outubro,
concorrendo os dois candidatos mais votados, e considerando-se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos.
§ 2º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre
os remanescentes, o de maior votação.
§ 3º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer em segundo lugar mais de um candidato com a mesma votação, quali-
ficar-se-á o mais idoso.
§ 4º A eleição do Presidente importará a do candidato a Vice-Presidente com ele registrado, o mesmo se aplicando à eleição de
Governador.

110
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

D) Se, por ocasião do segundo turno de votação, remanescer em segundo lugar mais de um candidato com a mesma votação, será
considerado eleito o que tiver a menor idade.
Art. 2º Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados
os em branco e os nulos.
§ 1º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição no último domingo de outubro, con-
correndo os dois candidatos mais votados, e considerando-se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos.
§ 2º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os
remanescentes, o de maior votação.
§ 3º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer em segundo lugar mais de um candidato com a mesma votação, qualificar-
se-á o mais idoso.

E) Somente haverá segundo turno nas eleições para prefeito se nenhum candidato obtiver dois terços dos votos na primeira votação,
considerando-se eleito, na segunda votação, o candidato que alcançar a maioria absoluta dos votos válidos.
Art. 2º Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados
os em branco e os nulos.
§ 1º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição no último domingo de outubro, con-
correndo os dois candidatos mais votados, e considerando-se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos.
§ 2º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os
remanescentes, o de maior votação.
§ 3º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer em segundo lugar mais de um candidato com a mesma votação, qualificar-
se-á o mais idoso.

RESPOSTA: “C”.

237. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CESPE). Com base no Código Eleitoral (Lei n.º 4.737/1965), assinale a opção
correta.
A) O eleitor pode, para fins de inscrição, optar pelo domicílio eleitoral, ainda que sua única residência, onde mora, se localize
em município diverso.
B) É assegurada ao empregado a falta justificada ao trabalho para fins de alistamento eleitoral, sem prejuízo de seu salário.
C) O eleitor que deixar de votar por três eleições consecutivas sem apresentar justificativa perante a Justiça Eleitoral terá sua
inscrição cancelada e perderá definitivamente o direito a votar.
D) A ausência de comprovação de voto na última eleição, do pagamento da respectiva multa ou da devida justificativa não
impedem o eleitor de obter empréstimos junto a sociedade de economia mista federal.
E) É absolutamente vedada a inscrição de eleitores portadores de deficiência visual.

Código Eleitoral

Art. 48. O empregado mediante comunicação com 48 (quarenta e oito) horas de antecedência, poderá deixar de comparecer ao ser-
viço, sem prejuízo do salário e por tempo não excedente a 2 (dois) dias, para o fim de se alistar eleitor ou requerer transferência.

RESPOSTA: “B”.

238. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - CESPE). Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003, assinale a opção correta
a respeito da transferência do eleitor.
A) A transferência do eleitor independe de estar ele quite com a justiça eleitoral.
B) O despacho que indefere o pedido de transferência do eleitor é irrecorrível.
C) O pedido de transferência do eleitor é feito no cartório de seu antigo domicílio eleitoral, a quem cabe oficiar ao cartório do
domicílio atual do eleitor para que se efetive a transferência requerida.
D) Para a transferência do eleitor, exige-se que ele resida há pelo menos três meses no novo domicílio, fato declarado, sob as
penas da lei, pelo próprio eleitor.
E) A transferência do eleitor será admitida até três vezes em um mesmo ano.

Art. 18. A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências:


I – recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação vigente;
II – transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência;
III – residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor (Lei nº 6.996/82, art. 8º);
IV – prova de quitação com a Justiça Eleitoral.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

§ 4º Despachado o requerimento de transferência pelo juiz eleitoral e processado pelo cartório, o setor da Secretaria do Tribunal
Regional Eleitoral responsável pelos serviços de processamento de dados enviará ao cartório eleitoral, que as colocará à disposição dos
partidos políticos, relações de inscrições atualizadas no cadastro, com os respectivos endereços.
§ 5º Do despacho que indeferir o requerimento de transferência, caberá recurso interposto pelo eleitor no prazo de cinco dias e, do que
o deferir, poderá recorrer qualquer delegado de partido político no prazo de dez dias, contados da colocação da respectiva listagem à disposição
dos partidos, o que deverá ocorrer nos dias 1º e 15 de cada mês, ou no primeiro dia útil seguinte, ainda que tenham sido exibidas ao requerente antes
dessas datas e mesmo que os partidos não as consultem (Lei nº 6.996/82, art. 8º).
§ 6º O cartório eleitoral providenciará, para o fim do disposto no § 5º, relações contendo os pedidos indeferidos.
Alternativa A: errada nos termos do inciso IV
Alternativa B: errada nos termos do parágrafo 5º
Alternativa C: errada nos termos do inciso I
Alternativa E: errada nos termos do inciso II

RESPOSTA: “D”.

239. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE). Com base na Lei n.º 6.091/1974, que dispõe sobre o fornecimento gratuito de
transporte, em dias de eleição, a eleitores residentes nas zonas rurais, assinale a opção correta.
A) A indisponibilidade do transporte, de acordo com a referida norma, exime o eleitor do dever de votar.
B) Somente a justiça eleitoral pode, quando imprescindível, em face da absoluta carência de recursos de eleitores da zona rural, forne-
cer-lhes refeições, devendo, nessa hipótese, as despesas correr à conta de recursos próprios da justiça eleitoral.
C) A proibição legal de transporte de eleitores por veículos particulares não requisitados pela justiça eleitoral tem início no dia anterior
à eleição e se encerra tão logo seja concluída a votação.
D) Os veículos e embarcações pertencentes à União, estados e municípios, incluídos os de uso militar, ficam, devidamente abastecidos e
tripulados, à disposição da justiça eleitoral para o transporte gratuito de eleitores em zonas rurais, em dias de eleição.
E) A lei permite que a justiça eleitoral alugue veículos particulares para o transporte de eleitores e pague pelos serviços com recursos
do fundo partidário após a eleição.

Lei 6091/74 – Fornecimento de Transporte Público

Art. 2º Se a utilização de veículos pertencentes às entidades previstas no art. 1º não for suficiente para atender ao disposto nesta Lei, a Justiça
Eleitoral requisitará veículos e embarcações a particulares, de preferência os de aluguel.
Parágrafo único. Os serviços requisitados serão pagos, até trinta dias depois do pleito, a preços que correspondam aos critérios da localidade.
A despesa correrá por conta do Fundo Partidário.

RESPOSTA: “E”.

240. (TRE/MT - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE). Quanto às regras atinentes à captação de sufrágio, assinale a opção correta.
A) A promessa de cargo ou emprego para depois do pleito, embora ilícita, não configura captação ilícita de sufrágio, por constituir bem
imaterial.
B) A doação de cestas básicas pelo candidato, durante o período eleitoral, não constitui captação ilícita de sufrágio, salvo se restar com-
provado que o pedido de voto acompanhava a doação.
C) A promessa do candidato, em diálogo com professores, de melhorias para a educação, constitui captação ilícita de sufrágio.
D) A oferta de bens ao eleitor, pelo candidato, não será considerada captação ilícita de sufrágio, se, juntamente com a oferta, o candidato
convencer o eleitor a votar.
E) A representação contra as condutas que constituem a captação ilícita de sufrágio pode ser ajuizada até a data da diplomação.

Lei 9.504/97 – Lei das Eleições

Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, pro-
meter, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública,
desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinquenta mil UFIR, e cassação do registro ou do diploma,
observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990.
§ 1º Para a caracterização da conduta ilícita, é desnecessário o pedido explícito de votos, bastando a evidência do dolo, consistente no especial
fim de agir.
§ 2º As sanções previstas no caput aplicam-se contra quem praticar atos de violência ou grave ameaça a pessoa, com o fim de obter-lhe o voto.
§ 3º A representação contra as condutas vedadas no caput poderá ser ajuizada até a data da diplomação.
§ 4º O prazo de recurso contra decisões proferidas com base neste artigo será de 3 (três) dias, a contar da data da publicação do
julgamento no Diário Oficial.

RESPOSTA: “E”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

241. (TRE/PA - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FGV). A respeito do direito de resposta no horário eleitoral gratuito, assinale a al-
ternativa em que a segunda afirmativa se encontre em conformidade com a primeira.
A) A ofensa proferida em trinta segundos será respondida também em trinta segundos. / A lei assegura que a resposta tenha o
mesmo tempo da ofensa.
B) A ofensa proferida em trinta segundos será respondida em um minuto. / Pois o direito de resposta assegura ao ofendido o
dobro do tempo da ofensa.
C) A ofensa proferida em quarenta e cinco segundos será respondida em um minuto. / Pois a lei assegura que ofendido usará,
para a resposta, tempo igual ao da ofensa, nunca inferior, porém, a um minuto.
D) A ofensa proferida em sessenta segundos por partido político será respondida em trinta segundos. / Pois a lei assegura ao
ofendido metade do tempo da ofensa.
E) A ofensa proferida em menos de quinze segundos não será respondida no horário eleitoral gratuito. / Pois a lei determina que
ofensas proferidas em tempo inferior a trinta segundos sejam respondidas no Diário Oficial.

Art. 58. A partir da escolha de candidatos em convenção, é assegurado o direito de resposta a candidato, partido ou coligação atingi-
dos, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem ou afirmação caluniosa, difamatória, injuriosa ou sabidamente inverídica, difundi-
dos por qualquer veículo de comunicação social.
§ 1º O ofendido, ou seu representante legal, poderá pedir o exercício do direito de resposta à Justiça Eleitoral nos seguintes prazos,
contados a partir da veiculação da ofensa:
I - vinte e quatro horas, quando se tratar do horário eleitoral gratuito;
II - quarenta e oito horas, quando se tratar da programação normal das emissoras de rádio e televisão;
III - setenta e duas horas, quando se tratar de órgão da imprensa escrita.
§ 2º Recebido o pedido, a Justiça Eleitoral notificará imediatamente o ofensor para que se defenda em vinte e quatro horas, devendo a
decisão ser prolatada no prazo máximo de setenta e duas horas da data da formulação do pedido.
§ 3º Observar-se-ão, ainda, as seguintes regras no caso de pedido de resposta relativo a ofensa veiculada:

I - em órgão da imprensa escrita:


a) o pedido deverá ser instruído com um exemplar da publicação e o texto para resposta;
b) deferido o pedido, a divulgação da resposta dar-se-á no mesmo veículo, espaço, local, página, tamanho, caracteres e outros elemen-
tos de realce usados na ofensa, em até quarenta e oito horas após a decisão ou, tratando-se de veículo com periodicidade de circulação
maior que quarenta e oito horas, na primeira vez em que circular;
c) por solicitação do ofendido, a divulgação da resposta será feita no mesmo dia da semana em que a ofensa foi divulgada, ainda que
fora do prazo de quarenta e oito horas;
d) se a ofensa for produzida em dia e hora que inviabilizem sua reparação dentro dos prazos estabelecidos nas alíneas anteriores, a
Justiça Eleitoral determinará a imediata divulgação da resposta;
e) o ofensor deverá comprovar nos autos o cumprimento da decisão, mediante dados sobre a regular distribuição dos exemplares, a
quantidade impressa e o raio de abrangência na distribuição;
II - em programação normal das emissoras de rádio e de televisão:
a) a Justiça Eleitoral, à vista do pedido, deverá notificar imediatamente o responsável pela emissora que realizou o programa para
que entregue em vinte e quatro horas, sob as penas do art. 347 da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 - Código Eleitoral, cópia da fita da
transmissão, que será devolvida após a decisão;
b) o responsável pela emissora, ao ser notificado pela Justiça Eleitoral ou informado pelo reclamante ou representante, por cópia
protocolada do pedido de resposta, preservará a gravação até a decisão final do processo;
c) deferido o pedido, a resposta será dada em até quarenta e oito horas após a decisão, em tempo igual ao da ofensa, porém nunca
inferior a um minuto;
III - no horário eleitoral gratuito:
a) o ofendido usará, para a resposta, tempo igual ao da ofensa, nunca inferior, porém, a um minuto;
b) a resposta será veiculada no horário destinado ao partido ou coligação responsável pela ofensa, devendo necessariamente dirigir-se
aos fatos nela veiculados;
c) se o tempo reservado ao partido ou coligação responsável pela ofensa for inferior a um minuto, a resposta será levada ao ar tantas
vezes quantas sejam necessárias para a sua complementação;
d) deferido o pedido para resposta, a emissora geradora e o partido ou coligação atingidos deverão ser notificados imediatamente
da decisão, na qual deverão estar indicados quais os períodos, diurno ou noturno, para a veiculação da resposta, que deverá ter lugar no
início do programa do partido ou coligação;
e) o meio magnético com a resposta deverá ser entregue à emissora geradora, até trinta e seis horas após a ciência da decisão, para
veiculação no programa subsequente do partido ou coligação em cujo horário se praticou a ofensa;
f) se o ofendido for candidato, partido ou coligação que tenha usado o tempo concedido sem responder aos fatos veiculados na ofensa,
terá subtraído tempo idêntico do respectivo programa eleitoral; tratando-se de terceiros, ficarão sujeitos à suspensão de igual tempo em
eventuais novos pedidos de resposta e à multa no valor de duas mil a cinco mil UFIR.
IV - em propaganda eleitoral na internet:

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

a) deferido o pedido, a divulgação da resposta dar-se-á no mesmo veículo, espaço, local, horário, página eletrônica, tamanho, caracte-
res e outros elementos de realce usados na ofensa, em até quarenta e oito horas após a entrega da mídia física com a resposta do ofendido;
b) a resposta ficará disponível para acesso pelos usuários do serviço de internet por tempo não inferior ao dobro em que esteve dispo-
nível a mensagem considerada ofensiva;
c) os custos de veiculação da resposta correrão por conta do responsável pela propaganda original.
§ 4º Se a ofensa ocorrer em dia e hora que inviabilizem sua reparação dentro dos prazos estabelecidos nos parágrafos anteriores, a
resposta será divulgada nos horários que a Justiça Eleitoral determinar, ainda que nas quarenta e oito horas anteriores ao pleito, em termos
e forma previamente aprovados, de modo a não ensejar tréplica.
§ 5º Da decisão sobre o exercício do direito de resposta cabe recurso às instâncias superiores, em vinte e quatro horas da data de sua
publicação em cartório ou sessão, assegurado ao recorrido oferecer contrarrazões em igual prazo, a contar da sua notificação.
§ 6º A Justiça Eleitoral deve proferir suas decisões no prazo máximo de vinte e quatro horas, observando-se o disposto nas alíneas d e
e do inciso III do § 3º para a restituição do tempo em caso de provimento de recurso.
§ 7º A inobservância do prazo previsto no parágrafo anterior sujeita a autoridade judiciária às penas previstas no art. 345 da Lei nº
4.737, de 15 de julho de 1965 - Código Eleitoral.
§ 8º O não cumprimento integral ou em parte da decisão que conceder a resposta sujeitará o infrator ao pagamento de multa no valor
de cinco mil a quinze mil UFIR, duplicada em caso de reiteração de conduta, sem prejuízo do disposto no art. 347 da Lei nº 4.737, de 15
de julho de 1965 - Código Eleitoral.

RESPOSTA: “C”.

242. (TRE/PA - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FGV). Com base no Sistema Eletrônico de Votação e Totalização dos Votos, assinale
a alternativa correta.
A) No caso de votação para eleição proporcional, serão computados para a legenda partidária os votos em que não seja possível
a identificação do candidato, desde que o número identificador do partido seja digitado de forma correta.
B) As urnas eletrônicas não poderão dispor de recursos que permitam o registro digital de cada voto e a identificação da urna
em que foi registrado, sob pena de violar o anonimato do eleitor e gerar a impugnação da fase de votação no processo eleitoral.
C) A votação eletrônica será feita somente no número do candidato, sendo vedado uso da expressão designadora do cargo dis-
putado no masculino ou feminino, para assegurar o tratamento igualitário entre homens e mulheres.
D) É vedada a utilização de urnas para treinamento de eleitores, sob pena de violar o princípio da moralidade administrativa.
E) A utilização de urnas eletrônicas poderá ser substituída pelas cédulas oficiais, a depender do perfil do eleitorado, que deverá
ser avaliado por cada Tribunal Regional Eleitoral.

Art. 59. A votação e a totalização dos votos serão feitas por sistema eletrônico, podendo o Tribunal Superior Eleitoral autorizar, em
caráter excepcional, a aplicação das regras fixadas nos arts. 83 a 89.
§ 1º A votação eletrônica será feita no número do candidato ou da legenda partidária, devendo o nome e fotografia do candidato e
o nome do partido ou a legenda partidária aparecer no painel da urna eletrônica, com a expressão designadora do cargo disputado no
masculino ou feminino, conforme o caso.
§ 2º Na votação para as eleições proporcionais, serão computados para a legenda partidária os votos em que não seja possível a iden-
tificação do candidato, desde que o número identificador do partido seja digitado de forma correta.
§ 3º A urna eletrônica exibirá para o eleitor, primeiramente, os painéis referentes às eleições proporcionais e, em seguida, os referentes
às eleições majoritárias.
§ 4º A urna eletrônica disporá de recursos que, mediante assinatura digital, permitam o registro digital de cada voto e a identificação
da urna em que foi registrado, resguardado o anonimato do eleitor.
§ 5º Caberá à Justiça Eleitoral definir a chave de segurança e a identificação da urna eletrônica de que trata o § 4º.
§ 6º Ao final da eleição, a urna eletrônica procederá à assinatura digital do arquivo de votos, com aplicação do registro de horário e
do arquivo do boletim de urna, de maneira a impedir a substituição de votos e a alteração dos registros dos termos de início e término da
votação.
§ 7º O Tribunal Superior Eleitoral colocará à disposição dos eleitores urnas eletrônicas destinadas a treinamento.
§ 8º O Tribunal Superior Eleitoral colocará à disposição dos eleitores urnas eletrônicas destinadas a treinamento.

RESPOSTA: “A”.

243. (TRE/PB - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC). Em cada Estado da Federação e no Distrito Federal haverá um Tribunal
Regional Eleitoral composto por dois juízes, escolhidos mediante eleição e pelo voto secreto dentre os Desembargadores do Tribunal
de Justiça; um Juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou no Distrito Federal ou, não havendo, de Juiz
Federal escolhido pelo Tribunal Regional Federal respectivo; dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneida-
de moral, indicados pelo Tribunal de Justiça; e

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

A) dois juízes, dentre Juízes de Direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça do respectivo Estado.
B) dois juízes, dentre Ministros do Superior Tribunal de Justiça, escolhidos mediante eleição e pelo voto secreto.
C) um representante do Ministério Público Estadual indicado pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado.
D) um representante do Ministério Público Federal indicado pela Procuradoria-Geral da República.
E) um representante dos Partidos Políticos indicado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Constituição Federal

Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros, escolhidos:
I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal;
b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça;
II - por nomeação do Presidente da República, dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indi-
cados pelo Supremo Tribunal Federal.
Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os Ministros do Supremo Tribunal
Federal, e o Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça.

Art. 120. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e no Distrito Federal.
§ 1º - Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão:
I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça;
b) de dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça;
II - de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou no Distrito Federal, ou, não havendo, de juiz federal,
escolhido, em qualquer caso, pelo Tribunal Regional Federal respectivo;
III - por nomeação, pelo Presidente da República, de dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral,
indicados pelo Tribunal de Justiça.
§ 2º - O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente- dentre os desembargadores.

RESPOSTA: “A”.

244. (TRE/PI - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC). Pelas Mesas Receptoras serão admitidos a fiscalizar a votação, formular pro-
testos e fazer impugnações, inclusive sobre a identidade do eleitor,
A) somente os candidatos registrados.
B) os candidatos registrados, os delegados e os fiscais dos partidos políticos.
C) somente os delegados e fiscais dos partidos políticos.
D) somente os fiscais dos partidos políticos.
E) qualquer cidadão que esteja portando seu título eleitoral.

Código Eleitoral

Art. 131. Cada partido poderá nomear 2 (dois) delegados em cada município e 2 (dois) fiscais junto a cada mesa receptora, funcio-
nando um de cada vez.
§ 1º Quando o município abranger mais de uma zona eleitoral cada partido poderá nomear 2 (dois) delegados junto a cada uma delas.
§ 2º A escolha de fiscal e delegado de partido não poderá recair em quem, por nomeação do juiz eleitoral, já faça parte da mesa re-
ceptora.
§ 3º As credenciais expedidas pelos partidos, para os fiscais, deverão ser visadas pelo juiz eleitoral.
§ 4º Para esse fim, o delegado do partido encaminhará as credenciais ao Cartório, juntamente com os títulos eleitorais dos fiscais
credenciados, para que, verificado pelo escrivão que as inscrições correspondentes as títulos estão em vigor e se referem aos nomeados,
carimbe as credenciais e as apresente ao juiz para o visto.
§ 5º As credenciais que não forem encaminhadas ao Cartório pelos delegados de partido, para os fins do parágrafo anterior, poderão
ser apresentadas pelos próprios fiscais para a obtenção do visto do juiz eleitoral.
§ 6º Se a credencial apresentada ao presidente da mesa receptora não estiver autenticada na forma do § 4º, o fiscal poderá funcionar
perante a mesa, mas o seu voto não será admitido, a não ser na seção em que o seu nome estiver incluído.
§ 7º O fiscal de cada partido poderá ser substituído por outro no curso dos trabalhos eleitorais.

Art. 132. Pelas mesas receptoras serão admitidos a fiscalizar a votação, formular protestos e fazer impugnações, inclusive sobre a
identidade do eleitor, os candidatos registrados, os delegados e os fiscais dos partidos.

RESPOSTA: “B”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

245. (TRE/PR - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC). Compete ao Tribunal Superior Eleitoral


A) julgar os recursos interpostos das decisões dos Juízes Eleitorais que concederem ou negarem habeas corpus.
B) elaborar o regimento interno dos Tribunais Regionais Eleitorais.
C) expedir instruções aos órgãos do Ministério Público junto aos Tribunais Regionais Eleitorais.
D) processar e julgar originariamente a suspeição ou impedimento aos seus próprios membros.
E) constituir as Juntas Eleitorais bem como designar a respectiva sede e jurisdição.

Código Eleitoral

Art. 29. Compete aos Tribunais Regionais:


I - processar e julgar originariamente:
a) o registro e o cancelamento do registro dos diretórios estaduais e municipais de partidos políticos, bem como de candidatos a Go-
vernador, Vice-Governadores, e membro do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas;
b) os conflitos de jurisdição entre juízes eleitorais do respectivo Estado;
c) a suspeição ou impedimentos aos seus membros ao Procurador Regional e aos funcionários da sua Secretaria assim como aos
juízes e escrivães eleitorais;
d) os crimes eleitorais cometidos pelos juízes eleitorais;
e) o habeas corpus ou mandado de segurança, em matéria eleitoral, contra ato de autoridades que respondam perante os Tribunais de
Justiça por crime de responsabilidade e, em grau de recurso, os denegados ou concedidos pelos juízes eleitorais; ou, ainda, o habeas corpus
quando houver perigo de se consumar a violência antes que o juiz competente possa prover sobre a impetração;
f) as reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos políticos, quanto a sua contabilidade e à apuração da origem
dos seus recursos;
g) os pedidos de desaforamento dos feitos não decididos pelos juízes eleitorais em trinta dias da sua conclusão para julgamento, for-
mulados por partido candidato Ministério Público ou parte legitimamente interessada sem prejuízo das sanções decorrentes do excesso de
prazo.
II - julgar os recursos interpostos:
a) dos atos e das decisões proferidas pelos juízes e juntas eleitorais.
b) das decisões dos juízes eleitorais que concederem ou denegarem habeas corpus ou mandado de segurança.
Parágrafo único. As decisões dos Tribunais Regionais são irrecorríveis, salvo nos casos do Art. 276.

RESPOSTA: “D”.

246. (TRE/RJ - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE). Os tribunais regionais eleitorais (TREs) são órgãos da justiça federal
presentes nos estados e no Distrito Federal. Acerca da competência desses tribunais, julgue os itens subsequentes. Compete privati-
vamente aos TREs a elaboração de seus próprios regimentos internos.

Certo ( ) Errado ( )

Código Eleitoral

Art. 30. Compete, ainda, privativamente, aos Tribunais Regionais:


I - elaborar o seu regimento interno;
II - organizar a sua Secretaria e a Corregedoria Regional provendo-lhes os cargos na forma da lei, e propor ao Congresso Nacional,
por intermédio do Tribunal Superior a criação ou supressão de cargos e a fixação dos respectivos vencimentos;
III - conceder aos seus membros e aos juízes eleitorais licença e férias, assim como afastamento do exercício dos cargos efetivos sub-
metendo, quanto aqueles, a decisão à aprovação do Tribunal Superior Eleitoral;
IV - fixar a data das eleições de Governador e Vice-Governador, deputados estaduais, prefeitos, vice-prefeitos , vereadores e juízes de
paz, quando não determinada por disposição constitucional ou legal;
V - constituir as juntas eleitorais e designar a respectiva sede e jurisdição;
VI - indicar ao tribunal Superior as zonas eleitorais ou seções em que a contagem dos votos deva ser feita pela mesa receptora;
VII - apurar com os resultados parciais enviados pelas juntas eleitorais, os resultados finais das eleições de Governador e Vice-Gover-
nador de membros do Congresso Nacional e expedir os respectivos diplomas, remetendo dentro do prazo de 10 (dez) dias após a diploma-
ção, ao Tribunal Superior, cópia das atas de seus trabalhos;
VIII - responder, sobre matéria eleitoral, às consultas que lhe forem feitas, em tese, por autoridade pública ou partido político;
IX - dividir a respectiva circunscrição em zonas eleitorais, submetendo essa divisão, assim como a criação de novas zonas, à aprovação
do Tribunal Superior;
X - aprovar a designação do Ofício de Justiça que deva responder pela escrivania eleitoral durante o biênio;
XI - (Revogado pela Lei nº 8.868, de 1994)
XII - requisitar a força necessária ao cumprimento de suas decisões solicitar ao Tribunal Superior a requisição de força federal;

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

XIII - autorizar, no Distrito Federal e nas capitais dos Estados, ao seu presidente e, no interior, aos juízes eleitorais, a requisição de
funcionários federais, estaduais ou municipais para auxiliarem os escrivães eleitorais, quando o exigir o acúmulo ocasional do serviço;
XIV - requisitar funcionários da União e, ainda, no Distrito Federal e em cada Estado ou Território, funcionários dos respectivos qua-
dros administrativos, no caso de acúmulo ocasional de serviço de suas Secretarias;
XV - aplicar as penas disciplinares de advertência e de suspensão até 30 (trinta) dias aos juízes eleitorais;
XVI - cumprir e fazer cumprir as decisões e instruções do Tribunal Superior;
XVII - determinar, em caso de urgência, providências para a execução da lei na respectiva circunscrição;
XVIII - organizar o fichário dos eleitores do Estado.
XIX - suprimir os mapas parciais de apuração mandando utilizar apenas os boletins e os mapas totalizadores, desde que o menor nú-
mero de candidatos às eleições proporcionais justifique a supressão, observadas as seguintes normas:
a) qualquer candidato ou partido poderá requerer ao Tribunal Regional que suprima a exigência dos mapas parciais de apuração;
b) da decisão do Tribunal Regional qualquer candidato ou partido poderá, no prazo de três dias, recorrer para o Tribunal Superior,
que decidirá em cinco dias;
c) a supressão dos mapas parciais de apuração só será admitida até seis meses antes da data da eleição;
d) os boletins e mapas de apuração serão impressos pelos Tribunais Regionais, depois de aprovados pelo Tribunal Superior;
e) o Tribunal Regional ouvira os partidos na elaboração dos modelos dos boletins e mapas de apuração a fim de que estes atendam às
peculiaridade locais, encaminhando os modelos que aprovar, acompanhados das sugestões ou impugnações formuladas pelos partidos, à
decisão do Tribunal Superior.

RESPOSTA: “CERTO”.

247. (TRE/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC). Os partidos políticos


A) que ministrarem instrução militar ou paramilitar, deverão obter prévia autorização da Justiça Eleitoral e adotar uniforme
para seus membros com o intuito de distingui-los dos demais.
B) poderão ser criados através de requerimento de, no mínimo, cinquenta eleitores com domicílio eleitoral em pelo menos dois
Estados da Federação.
C) poderão fundir-se num só ou incorporar-se um ao outro por decisão de seus órgãos regionais, com validade apenas no âmbito
estadual ou municipal.
D) são pessoas jurídicas de direito privado e destinam-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do
sistema representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.
E) que não tiverem caráter nacional deverão aprovar estatuto e programa que atenda às peculiaridades e interesses do Estado
ou Município em que desenvolverem as suas atividades.

Lei 9.096/95 – Lei dos Partidos Políticos

Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autentici-
dade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.

RESPOSTA: “D”.

248. (TRE/SC - ANALISTA JUDICIÁRIO - PONTUA/2011). Quando o Código Eleitoral não indicar o grau mínimo de pena
para os crimes nele tipificados:
A) Será caso obrigatório de aplicação de penas substitutivas das privativas de liberdade.
B) Para as penas de detenção será de 15 (quinze) dias e para as penas de reclusão será de 1 (um) ano.
C) Será caso de despenalização da conduta.
D) Para as penas de detenção será de 6 (seis) meses e para as penas de reclusão será de 2 (dois) anos.

Código Eleitoral

Art. 284. Sempre que este Código não indicar o grau mínimo, entende-se que será ele de quinze dias para a pena de detenção e de um
ano para a de reclusão.

RESPOSTA: “B”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

DIREITO ADMINISTRATIVO

249. (TRE/PR - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) De acordo com o disposto na Lei no 9.784/99, das decisões proferidas em
processos administrativos cabe recurso administrativo: 
A) à autoridade superior, não cabendo juízo de reconsideração pela autoridade que proferiu a decisão.
B) interposto somente pelos titulares de direitos e interesses que forem parte no processo.
C) interposto pelas partes no processo ou por aqueles cujos direitos sejam indiretamente afetados pela decisão recorrida.
D) à autoridade que proferiu a decisão, que, se entender cabível, determinará o encaminhamento à autoridade superior.
E) à autoridade que proferiu a decisão, quando tiver sido interposto pelo próprio interessado e à autoridade superior, quan-
do se tratar de recurso de terceiros.

O enunciado da questão nos traz a afirmativa de que, nos termos da Lei 9.784/99, das decisões proferidas em processo administrativo
cabe recurso. Esta é a norma prevista no artigo 56 do mencionado diploma legal.
Entretanto, para resolver a questão, é necessário o conhecimento sobre quem tem legitimidade para interpor recurso administrativo.
A própria Lei 9.784/99, em seu artigo 58 elenca em rol taxativo quem são os legitimados para a interposição de recurso administrativo,
e assim temos:

Art. 58. Têm legitimidade para interpor recurso administrativo:


I - os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo;
II - aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida;
III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos;
IV - os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos.

Assim, não só os titulares de direitos e interesses que participam do processo administrativo poderão interpor recurso, mas também
aqueles cujos direitos ou interesses forem afetados pela decisão recorrida, e ainda os órgãos representativos (associações e organizações)
quando se tratar de direitos difusos.

RESPOSTA: “C”.

250. (TRE/PR - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) No curso do processo disciplinar, a autoridade poderá determinar, com
fundamento na Lei no 8.112/90, 
A) a disponibilidade do servidor, mantida sua remuneração até o final do processo.
B) o afastamento do servidor, a fim de que não venha a influir na apuração da irregularidade.
C) a suspensão do servidor, com prejuízo de sua remuneração, que poderá ser paga caso a decisão seja favorável ao servidor.
D) a transferência do servidor para outra unidade, a fim de que não interfira na apuração dos fatos.
E) o licenciamento do servidor, mantida sua remuneração até o final do processo, caso não se trate de infração de natureza
grave.

Durante a investigação e apuração administrativa de infração disciplinar cometida por servidor público, poderá a autoridade adminis-
trativa, com fundamento no artigo 147 da Lei Federal nº 8.112/90, determinar, cautelarmente, o afastamento temporários do servidor, com
o objetivo de preservar o tramite processual sem interferências ou influencias do servidor investigado.
Cumpre ressaltar que o afastamento é temporário, não podendo ser superior a 60 (sessenta) dias prorrogável por igual prazo uma única
vez, devendo o servidor retornar a exercer suas atividades, mesmo que ainda mão concluído o processo administrativo.

Art. 147. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade instau-
radora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem
prejuízo da remuneração.
Parágrafo único. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não con-
cluído o processo.

RESPOSTA: “B”.

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251. (TER/PR - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) A eficiência, na lição de Hely Lopes Meirelles, é um dever que se impõe a
todo agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. É o mais moderno princípio da fun-
ção administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço
público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros. (Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo,
Malheiros, 2003. p. 102). 
Infere-se que o princípio da eficiência 
A) passou a se sobrepor aos demais princípios que regem a administração pública, após ter sua previsão inserida em nível
constitucional.
B) deve ser aplicado apenas quanto ao modo de atuação do agente público, não podendo incidir quando se trata de organizar
e estruturar a administração pública.
C) deve nortear a atuação da administração pública e a organização de sua estrutura, somando-se aos demais princípios im-
postos àquela e não se sobrepondo aos mesmos, especialmente ao da legalidade.
D) autoriza a atuação da administração pública dissonante de previsão legal quando for possível comprovar que assim serão
alcançados melhores resultados na prestação do serviço público.
E) traduz valor material absoluto, de modo que alcançou status jurídico supra constitucional, autorizando a preterição dos demais
princípios que norteiam a administração pública, a fim de alcançar os melhores resultados.

Diante do Princípio Constitucional da Eficiência, temos a imposição exigível à Administração Pública de manter ou ampliar a qualidade
dos serviços que presta ou põe a disposição dos administrados, evitando desperdícios e buscando a excelência na prestação dos serviços,
com modelo atual de administração gerencial.
Tem o objetivo principal de atingir as metas, buscando boa prestação de serviço, da maneira mais simples, mais célere e mais econômi-
ca, melhorando o custo-benefício da atividade da Administração Pública.
O administrador deve procurar a solução que melhor atenda aos interesses da coletividade, aproveitando ao máximo os recursos pú-
blicos, evitando dessa forma desperdícios, cuja atuação administrativa será considerada perfeita quando estiver em conformidade com os
demais princípios constitucionais, não se sobrepondo a nenhum deles, mas principalmente ao Princípio da Legalidade, diante das normas
positivas em que se fundamenta nosso ordenamento jurídico.

RESPOSTA: “C”.

252. (TER/PR - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Os atos administrativos são dotados de atributos peculiares. Dentre eles,
destaca-se a auto executoriedade, que se traduz 
A) no atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a todos.
B) no dever da administração de praticar os atos previamente previstos em lei para cada situação concreta.
C) no poder da administração pública de decidir pela validade ou não de determinado ato.
D) no poder da administração atestar, unilateralmente, se determinado ato administrativo foi executado conforme a lei.
E) na possibilidade da própria administração pública colocar determinado ato administrativo em execução, independente-
mente de prévia manifestação do Poder Judiciário.

Entende-se por atributos as qualidades ou características que revestem os atos administrativo, variando de acordo com a finalidade do
ato em si.
Dentre os atributos dos ato administrativos, a auto executoriedade se traduz força executória imediata do ato administrativo, logo a
partir de sua edição, isso ocorre porque as decisões administrativas trazem em si a força necessária para a sua auto execução.
A auto executoriedade dos atos administrativos fundamenta-se na natureza pública da atividade administrativa, cujo principal objetivo
é o atendimento ao interesse público.
Assim, a faculdade de revestimento do ato administrativo pela característica da auto execução de seus atos se manifesta principalmente
pela supremacia do interesse coletivo sobre o particular.
Os atos auto executórios são aqueles que podem ser materialmente implementados pela administração, de maneira direta, inclusive
mediante o uso de força, caso seja necessário, sem que a Administração Pública precise de uma autorização judicial prévia.

RESPOSTA: “E”.

253. (TER/ES - TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE) Com relação aos agentes públicos, julgue os itens seguintes.
Considere que João pretenda ingressar como empregado na PETROBRAS, sociedade de economia mista, integrante da admi-
nistração indireta da União. Nessa situação, João não precisa ser previamente aprovado em concurso público, visto que o regime
jurídico dessa empresa é o celetista.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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Muito embora a Sociedade de Economia Mista seja um regime contratual de seus funcionários, trata-se de uma sociedade na qual há
colaboração entre o Estado e particulares ambos reunindo e unificando recursos para a realização de uma finalidade, sempre de objetivo
econômico.
A sociedade de economia mista é uma pessoa jurídica de direito privado e não se beneficia de isenções fiscais ou de foro privilegiado.
O Estado poderá ter uma participação majoritária ou minoritária; entretanto, mais da metade das ações com direito a voto devem pertencer
ao Estado. A sociedade de economia mista é do gênero de sociedade anonima, e seus funcionários são regidos pela Consolidação das Leis
Trabalhistas – CLT.
Assim, pelo fato de ter a participação do estatal, nos termos da Constituição Federal, não é possível o ingresso nos cargos públicos a não ser
pela realização de concurso público, visto que está submetida as normas e princípios da Administração Pública.

RESPOSTA: “ERRADO”.

254. (TER/ES - ANALISTA JUDICIÁRIO – CESPE) Acerca de direito administrativo, julgue os itens a seguir.
A desconcentração mantém os poderes e as atribuições na titularidade de um mesmo sujeito de direito, ao passo que a descentralização
os transfere para outro sujeito de direito distinto e autônomo, elevando o número de sujeitos titulares de poderes públicos.
( ) CERTO
( ) ERRADO

A desconcentração é o fenômeno, ou forma de organização administrativa, de distribuição interna de competências. Diferentemente da descen-
tralização, que envolve sempre mais de uma pessoa jurídica de direito público, a desconcentração ocorre exclusivamente dentro da estrutura de uma
mesma pessoa jurídica.
Enquanto que ocorre a chamada descentralização administrativa quando o Estado desempenha algumas de suas atribuições por meio de outras
pessoas, e não pela sua administração direta. Assim, dizemos que a atividade administrativa do Estado é descentralizada quando é exercida por pes-
soas distintas do Estado, sendo que há transferência de competência para a execução do serviço público que lhe são pertinentes para seus auxiliares.

RESPOSTA: CERTO.

255. (TRE/PE - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Analise o seguinte atributo do ato administrativo:
O atributo pelo qual o ato administrativo deve corresponder a figuras definidas previamente pela lei como aptas a produzir determina-
dos resultados. Para cada finalidade que a Administração pretende alcançar existe um ato definido em lei. (Maria Sylvia Zanello Di Pietro,
Direito Administrativo)

Trata-se da
A) Presunção de Legitimidade.
B) Tipicidade.
C) Imperatividade.
D) Auto executoriedade.
E) Presunção de Veracidade.

Entende-se por atributos dos atos administrativos as qualidades ou características dos atos administrativos, uma vez que requisitos dos atos
administrativos constituem condições que devem obrigatoriamente ser observadas para a sua validade, os atributos podem ser entendidos como as
características dos atos administrativos.
Visando a segurança jurídica aos administrados, o atributo da tipicidade garante que o ato administrativo deve corresponder a figuras previamen-
te estabelecidas pelo ordenamento jurídico vigente.

RESPOSTA: “B”.

256. (TRE/PE - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) Os bens de uso especial, se perderem essa natureza, pela desafetação,
A) continuam indisponíveis, pois a característica da inalienabilidade desses bens será sempre absoluta.
B) passam à categoria de bens de uso comum.
C) tornam-se disponíveis, no entanto, somente podem ser objeto de alienação de uma entidade pública para outra.
D) passam à categoria de bens dominicais, conservando, no entanto, a característica da inalienabilidade.
E) tornam-se disponíveis, podendo ser alienados pelos métodos de direito privado.

Quando ocorre a desafetação, ou seja, quando é retirado pela Administração Pública a destinação específica do bem público anteriormente a
ele atribuído, os bens tornam-se disponíveis para que a Administração Pública possa aliená-lo, isto porque este bem público não possui mais uma
finalidade especifica definida, tornando-se disponível.
A alternativa “e” está correta.

RESPOSTA: “E”.

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257. (TRE/PE - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) Considere as seguintes assertivas a respeito da Ajuda de Custo e das Diárias:
I. À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, den-
tro do prazo de um ano, contado do óbito.
II. A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, conforme se dispuser em regulamento, não podendo exceder
a importância correspondente a seis meses.
III. Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo, o servidor não fará jus a diárias.
IV. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las integralmente, no
prazo de cinco dias.

De acordo com a Lei nº 8.112/90, está correto o que consta APENAS em:
A) II e IV.
B) I, II e III.
C) I, III e IV.
D) I e IV.
E) II e III.
Dentre as afirmações apresentadas na questão, apenas a afirmativa II está errada, visto que em seu conteúdo garante que: “II - A ajuda
de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, conforme se dispuser em regulamento, não podendo exceder a importância corres-
pondente a seis meses”.

Entretanto, ao analisar o que dispõe o artigo 54 da Lei 8.112/90, verificamos o seguinte texto legal:

Art. 54. A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, conforme se dispuser em regulamento, não podendo exceder a
importância correspondente a 3 (três) meses.

Dessa maneira, temos que para o cálculo da ajuda de custo, será adotada como base de cálculo a remuneração do servidor, não podendo
exceder a importância correspondente a 03 (três) meses.
As afirmações corretas são I, III e IV, assim, a alternativa “c” deve ser marcada.

RESPOSTA: “C”.

258. (TRE/SC - TÉCNICO JUDICIÁRIO – PONTUA) São formas de provimento de cargo público:
I. A posse.
II. Nomeação.
III. Reversão.
IV. Preenchimento dos requisitos básicos para investidura.

Está(ão) CORRETO(S):
A) Apenas o item III.
B) Apenas o item II.
C) Apenas os itens I e IV
D) Apenas os itens II e III.

As formas de provimento em cargos públicos está elencada no artigo 8º da Lei 8.112/90, que assim dispõe:

Art. 8o São formas de provimento de cargo público:


I - nomeação;
II - promoção;
III - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
IV - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
V - readaptação;
VI - reversão;
VII - aproveitamento;
VIII - reintegração;
IX - recondução.

Como se pode verificar, a posse e o preenchimento dos requisitos básicos para investidura não estão elencados no rol do artigo 8º
da Lei 8.112/90, como forma de provimento em cargos públicos.

RESPOSTA: “D”.

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259. (TRE/SC – TÉCNICO JUDICIÁRIO – PONTUA) Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para o cargo de provimento
efetivo ficará sujeito a estágio probatório, por período designado na lei, durante o qual sua aptidão e capacidade serão objeto de ava-
liação para o desempenho do cargo, observados os seguintes fatores:
I. Assiduidade.
II. Responsabilidade.
III. Investimento em formação profissionalizante.
IV. Disciplina.

Está(ão) INCORRETO(S):
A) Apenas o item II.
B) Apenas o item III.
C) Apenas os itens I e IV.
D) Apenas os itens II e III
O artigo 20 da Lei 8.112/90 define os fatores avaliados e observados durante o período de estágio probatório, conforme se pode verificar
a seguir a íntegra do texto legal:
Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de
24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os
seguinte fatores: (vide EMC nº 19)
I - assiduidade;
II - disciplina;
III - capacidade de iniciativa;
IV - produtividade;
V- responsabilidade.

Dessa maneira, verificamos que não consta no rol de fatores apresentados no artigo 20 da Lei 8.112/90 o que propõe o item III da questão
“Investimento em formação profissionalizante”, sendo tal afirmação errada.
Não é exigência da referida questão, mas é importante mencionar que o prazo do estágio probatório sofreu alteração, por força da Emenda
Constitucional nº 19/98, não sendo mais de 24 meses, sendo imprescindível estudar as alterações introduzidas na Constituição Federal por meio
da referida Emenda.

RESPOSTA: “B”.

260. (TRE/SC - TÉCNICO JUDICIÁRIO – PONTUA) Ao servidor em estágio probatório poderão ser concedidas as licenças e os
afastamentos, abaixo relacionados:
I. Licença por motivo de doença em pessoa da família.
II. Licença para serviço militar.
III. Licença para desempenho de mandato classista.
IV. Licença por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro.

Está INCORRETO:
A) Apenas o item II
B) Apenas o item IV.
C) Apenas o item I.
D) Apenas o item III.

O artigo 20, § 4º da Lei 8.112/90, dispõe sobre a possibilidade de afastamento de servidor público em período de estágio probatório, senão
vejamos:
“§ 4o Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os afastamentos previstos nos arts. 81, incisos I
a IV, 94, 95 e 96, bem assim afastamento para participar de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na
Administração Pública Federal”.
O Desempenho de Mandato Classista, descrito no item III da questão é motivo para a concessão de licença para o servidor público, entre-
tanto, está excluído, nos termos do artigo 20, §4º da Lei 8.112/90, sendo que tal possibilidade de afastamento não está a disposição do servidor
público ainda em estágio probatório.
A autorização legal de concessão de licença para o desempenho de mandato classista está prevista no artigo 81, inciso VII da Lei 8.112/90,
ficando excluída a sua possibilidade de concessão para os servidores em estágio probatório.
A alternativa que deve ser marcada não corresponde com as licenças que podem ser concedidas ao servidor público durante o período
de estágio probatório, sendo que apenas a Licença para Desempenho de mandato classista não está de acordo com o que dispõe a Lei.

RESPOSTA: “D”.

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261. (TRE/SC - TÉCNICO JUDICIÁRIO – PONTUA) O servidor público:


I. Poderá ausentar-se do serviço, sem qualquer prejuízo, por um dia, para doação de sangue, por dois dias, para se alistar como
eleitor e por oito dias consecutivos em razão de casamento, falecimento de cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos,
enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos.
II. Será concedido horário especial ao servidor estudante, quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o
da repartição, sem prejuízo do exercício do cargo, independente de compensação de horário.
III. Será concedido horário especial ao servidor portador de deficiência, quando comprovada a necessidade por junta médica
oficial, independente de compensação de horário.
IV. Estudante que mudar de sede no interesse da administração é assegurada, na localidade da nova residência ou na mais pró-
xima, matrícula em instituição de ensino congênere, em qualquer época, independente de vaga.

Está INCORRETO
A) Apenas o item II.
B) Apenas o item III.
C) Apenas o item IV.
D) Apenas o item I.

Na afirmação do item II, consta a possibilidade de servidor estudante possui horário especial, desde que comprovada a incompatibili-
dade de horário, sem prejuízo do cargo, e independente de compensação de horário.
Pois bem, o erro da alternativa é exatamente quando trata da compensação de horário, visto que, de acordo com o que estabelece o artigo
98, § 1º da Lei 8.112/90 afirma exatamente o contrario, exigindo a compensação de horário para o servidor estudante com incompatibilidade
de horário, senão vejamos:

Art. 98. Será concedido horário especial ao servidor estudante, quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o
da repartição, sem prejuízo do exercício do cargo.
§ 1o Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a compensação de horário no órgão ou entidade que tiver exercício, respeitada
a duração semanal do trabalho.

RESPOSTA: “A”.

262. (TRE/RJ - TÉCNICO JUDICIÁRIO- CESPE) A respeito dos agentes públicos e dos poderes administrativos, julgue os
itens que se seguem.
Cargos públicos são núcleos de encargos de trabalho permanentes a serem preenchidos por agentes contratados para desempe-
nhá-los sob relação trabalhista.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Nos ensinamentos do professor e jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, temos que cargos públicos

“são as mais simples e indivisíveis unidades de competência a serem expressadas por um agente , prevista em número certo, com de-
nominações próprias, retribuídas por pessoas jurídicas de Direito Público e criadas por lei”.

Ademais, importante esclarecer que aqueles que são titulares de cargos públicos, foram previamente aprovados em concurso de prova
ou provas e títulos, (dispensada no caso de cargo em comissão com livre nomeação e exoneração), são submetidos ao regime estatutário,
sendo considerados servidores públicos efetivos ou comissionados, não havendo possibilidade jurídica de contratação de cargos públicos
por meio do regime trabalhista.

RESPOSTA: “ERRADO”.

263. (TRE/TO - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) Os órgãos públicos:


A) confundem-se com as pessoas físicas, porque congregam funções que estas vão exercer.
B) são singulares quando constituídos por um único centro de atribuições, sem subdivisões internas, como ocorre com as seções
integradas em órgãos maiores.
C) não são parte integrante da estrutura da Administração Pública.
D) não têm personalidade jurídica própria.
E) são compostos quando constituídos por vários agentes, sendo exemplo, o Tribunal de Impostos e Taxas.

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Em outras palavras, os órgãos públicos são unidades integrantes da estrutura administrativa de uma mesma pessoa jurídica nas quais
são agrupadas as competências a serem exercidas por meio de seus agentes públicos, ou seja, são simples conjutos de competência, sem
personalidade jurídica própria, resultados de uma técnica de organização administrativa conhecida como “desconcentração”
Os órgãos públicos formam a estrutura do Estado, mas não têm personalidade jurísica, uma vez que são apenas parte de uma estrutura
maior, essa sim detentora de personalidade.

RESPOSTA: “D”.

264. (TRE/RJ - TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE) A respeito dos agentes públicos e dos poderes administrativos, julgue os
itens que se seguem.
O poder de polícia deriva do poder hierárquico. Os chefes de repartição, por exemplo, utilizam-se do poder de polícia para
fiscalizar os seus subordinados.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Na atribuição dos agentes públicos, cujo exercício está pautado em fiscalizar os subordinados, não é necessário à invocação do Poder
de Polícia para legitimar a atuação fiscalizadora.
Isto porque, o Poder Hierárquico caracterizam-se pelo poder de comando de agentes administrativos superiores sobre seus subordina-
dos, contendo a prerrogativa de ordenar, fiscalizar, rever, delegar tarefas a seus subordinados.
Tais poderes decorrem única e exclusivamente do Poder Hierárquico, visto que tem aplicabilidade dentro da estrutura administrativa,
recaindo apenas aos agentes públicos, enquanto, pelo Poder de Polícia, sua atuação coercitiva e fiscalizadora do Estado ocorre no âmbito
externo da Administração Pública, atingindo exclusivamente os administrados.

RESPOSTA: “ERRADO”.

265. (TRE/RJ - TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE) A respeito dos agentes públicos e dos poderes administrativos, julgue os
itens que se seguem.
O poder de polícia, que decorre da discricionariedade que caracteriza a administração pública, é limitado pelo princípio da
razoabilidade ou proporcionalidade.
( ) CERTO
( ) ERRADO

É certo que o Poder Público, em sua atribuição de garantir a coletividade segurança, tranquilidade e bem estar social, limita e restringe
direitos dos particulares objetivando o interesse público, entretanto, tal poder é limitado por meio do princípio administrativo da razoabili-
dade e proporcionalidade.
Por tal princípio, a Administração Pública deve agir com bom senso, de modo razoável e proporcional, não extrapolando os seus pode-
res para alcançar o fim almejado, não pode a Administração Pública atuar de modo excessivo e desproporcional, sendo certo que caso haja
comprovação de que o Poder público atuou de maneira excessiva, podemos ter como consequência a caracterização da figura do abuso de
poder.

RESPOSTA: “CERTO”.

266. (TRE/ACRE - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC) Acerca dos poderes e deveres do administrador público é correto afirmar
que
A) o dever de prestar contas aplica-se apenas aos ocupantes de cargos eletivos e aos agentes da administração direta que tenham
sob sua guarda bens ou valores públicos.
B) o agente público, mesmo quando despido da função ou fora do exercício do cargo, pode usar da autoridade pública para
sobrepor-se aos demais cidadãos.
C) o poder tem, para o agente público, o significado de dever para com a comunidade e para com os indivíduos, no sentido de
que, quem o detém está sempre na obrigação de exercitá-lo.
D) o dever de eficiência exige que o administrador público, no desempenho de suas atividades, atue com ética, honestidade e
boa-fé.
E) o dever de probidade traduz-se na exigência de elevado padrão de qualidade na atividade administrativa.

A Administração é dotada de poderes ou prerrogativas instrumentais que garantem o efetivo desempenho de suas atribuições que lhe
são legalmente definidas.
Os poderes administrativos são o conjunto de prerrogativas que a Administração Pública possui para alcançar os fins almejados pelo
Estado, tais poderes são inerentes à Administração Pública para que esta possa proteger o interesse público. Encerram prerrogativas de au-
toridade, as quais, por isso mesmo, só podem ser exercidas nos limites da lei.

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Muito embora a expressão poder pareça apenas uma faculdade de atuação da Administração Pública, o fato é que os poderes adminis-
trativos envolvem não uma mera faculdade de agir, mas sim um dever de atuar diante das situações apresentadas ao Poder Público.
Trata-se, portanto, de um poder-dever, no sentido de que a Administração Pública deve agir, na medida em que os poderes conferidos ao
Estado são irrenunciáveis. Entende-se dessa maneira a noção de deveres administrativos oriundos da obrigação do Poder Público em atuar,
utilizando-se dos poderes e prerrogativas atribuídos mediante lei.
O dever de agir está ligado à própria noção de prerrogativas públicas garantidas ao Estado, que enseja, por consequência, outros deve-
res: dever de eficiência, dever de probidade, dever de prestar contas, dever de dar continuidade nos serviços públicos, entre outros.

RESPOSTA: “C”.

267. (TRE/SC - ANALISTA JUDICIÁRIO – PONTUA)


Marque V (Verdadeiro) e F (Falso), em relação ao processo administrativo:
( ) O processo administrativo inicia-se, exclusivamente, a pedido de interessado.
( ) O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve ser formulado por escrito e
conter os seguintes dados: órgão ou autoridade administrativa a que se dirige; identificação do interessado ou de quem o represen-
te; domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações; formulação do pedido, com exposição dos fatos e de seus
fundamentos; data e assinatura do requerente ou de seu representante.
( ) São capazes, para fins de processo administrativo, os maiores de dezoito anos, ressalvada previsão especial em ato normativo
próprio.
( ) Não são legitimados como interessados no processo administrativo: as organizações e associações representativas, no tocante
a direitos e interesses coletivos.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:


A) V – V – F – F.
B) F – F – F – V.
C) V – V – V – F.
D) F – V – V – F.

Para analisar a questão proposta, é necessário comentar cada afirmativa, para que ao final, chegar a alternativa correta.
A primeira afirmação é FALSA – O processo administrativo poderá iniciar-se a pedido do interessado, ou então de oficio, nos termos do
artigo 5º da Lei 9.784/99: Art. 5o O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.
A segunda afirmação é VERDADEIRA – Tal afirmação está de acordo com o que estabelece o artigo 6º da Lei 9.784/99, senão vejamos:

Art. 6o O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida solicitação oral, deve ser formulado por escrito e conter
os seguintes dados:
I - órgão ou autoridade administrativa a que se dirige;
II - identificação do interessado ou de quem o represente;
III - domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações;
IV - formulação do pedido, com exposição dos fatos e de seus fundamentos;
V - data e assinatura do requerente ou de seu representante.

A terceira afirmação é VERDADEIRA – Trata-se de capacidade postulatória do interessado, daqueles que tem legitimidade figurar
como parte no processo administrativo, e nos termos do artigo 10 da lei 9.784/99, que assim garante: “Art. 10. São capazes, para fins de
processo administrativo, os maiores de dezoito anos, ressalvada previsão especial em ato normativo próprio.”
E a ultima afirmativa é FALSA – A afirmativa considera as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses
coletivos como não legitimados como interessados no processo administrativo, entretanto, conforme se verifica no artigo 9º, inciso III da
Lei 9.784/99, temos exatamente a situação ao contrário, conforme se verifica do texto legal:

Art. 9o São legitimados como interessados no processo administrativo:

...

III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos;

Desta forma, a sequência correta das afirmativas é: F-V-V-F.

RESPOSTA: “D”.

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268. (TRE/RJ - ANALISTA JUDICIÁRIO – CESPE) Julgue os itens que se seguem, relativos ao direito administrativo.
A alienação de bens imóveis de propriedade da administração pública será precedida, necessariamente, de avaliação e será
materializada por meio de licitação pública na modalidade de concorrência.
( ) CERTO
( ) ERRADO

A afirmativa está parcialmente correta, visto que de fato a alienação de bens imóveis deverão ser precedidas de avaliação e licitação na modali-
dade de concorrência, entretanto, não está completamente correta porque há hipóteses em que é possível a Administração Pública alienar seus bens
imóveis sem a realização de licitação, seja em que modalidade for, como podemos verificar no artigo 17, inciso I da Lei 8.666/93.

Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será precedida
de avaliação e obedecerá às seguintes normas:
I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e,
para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência, dispensada esta
nos seguintes casos:
a) dação em pagamento;
b) doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de governo, ressalvado o
disposto nas alíneas f, h e i;
c) permuta, por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art. 24 desta Lei;
d) investidura;
e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de governo; ...

RESPOSTA: “ERRADO”.

269. (TRE/RJ - TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE) Com relação a licitação e controle e responsabilização da administração, julgue
os itens subsecutivos.
Uma das modalidades licitatórias previstas na Lei n. o 8.666/1993 é o concurso.
( ) CERTO
( ) ERRADO

A alternativa está correta nos termos do artigo 22, inciso IV da Lei 8.666/93, que define o concurso como uma das modalidade de licitação.

Art. 22. São modalidades de licitação:


...
IV - concurso;

RESPOSTA: “CERTO”.

270. (TRE/PE - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) “Um dos princípios da Administração Pública exige que a atividade administrativa
seja exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional. A função administrativa já não se contenta em ser desempenhada apenas
com legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus
membros” (Hely Lopes Meirelles. Direito Administrativo Brasileiro).
O conceito refere-se ao princípio da
A) impessoalidade.
B) eficiência.
C) legalidade.
D) moralidade.
E) publicidade.

Diante do enunciado podemos destacar algumas expressões que nos ajudarão a resolver o problema proposto, quais sejam: “atividade admi-
nistrativa exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional” e ainda “exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório...”
Pois bem, estamos diante das características do Princípio da Eficiência, que em seu conceito temos a imposição exigível à Administração
Pública de manter ou ampliar a qualidade dos serviços que presta ou põe a disposição dos administrados, evitando desperdícios e buscando a ex-
celência na prestação dos serviços.
Pelo Princípio da Eficiência, a Administração Pública tem o objetivo principal de atingir as metas, buscando boa prestação de serviço, da
maneira mais simples, mais célere e mais econômica, melhorando o custo-benefício da atividade da administração pública, devendo ser prestada
com perfeição e satisfação dos usuários.

RESPOSTA: “B”.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

271. (TRE/PE - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC)


No que concerne às fontes do Direito Administrativo, é correto afirmar que:
A) o costume não é considerado fonte do Direito Administrativo.
B) uma das características da jurisprudência é o seu universalismo, ou seja, enquanto a doutrina tende a nacionalizar-se,
a jurisprudência tende a universalizar-se.
C) embora não influa na elaboração das leis, a doutrina exerce papel fundamental apenas nas decisões contenciosas, orde-
nando, assim, o próprio Direito Administrativo.
D) tanto a Constituição Federal como a lei em sentido estrito constituem fontes primárias do Direito Administrativo.
E) tendo em vista a relevância jurídica da jurisprudência, ela sempre obriga a Administração Pública.

Para a resolução de tal questão, é importante ter o conhecimento das fontes do Direito Administrativo, ou seja, o embasamento de
sua origem, e assim, encontramos no ordenamento jurídico brasileiro as seguintes fontes:
- Lei
- Doutrina
- Jurisprudência
- Costumes
- Regulamentos Administrativos.

A lei é norma imposta pelo Estado, é a fonte primordial e primária do direito administrativo brasileiro, tem em vista a rigidez de
nosso ordenamento jurídico, e a necessidade da codificação de maneira expressa. Importante esclarecer que o direito administrativo
brasileiro não se encontra codificado em somente um corpo de lei, como ocorre em outras facetas do direito brasileiro, como o Código
Civil, Código Tributário, entre outros, o que temos sobre regras administrativas estão articuladas, em regra gerais, na Constitui-
ção Federal de 1988, e ainda em uma infinidade de leis esparsas, constituindo-se como fontes primárias do Direito Administra-
tivo, o que, por consequência, resulta em certa dificuldade de uma sistematização deste importante ramo do direito brasileiro.
A doutrina é a lição dos mestres e estudiosos do direito, podendo ser entendida como um conjunto de teses, construções teóricas,
opiniões dos doutores e dos estudiosos do Direito Administrativo, resultante de atividade intelectual, formulando princípios norteado-
res para a continuidade e aprofundamento dos estudos e teorias do Direito Administrativo, constituindo-se como fonte secundária, com
a atribuição de influenciar a elaboração de novas leis e também o julgamento das lides de natureza administrativa.
A Jurisprudência é a interpretação da legislação vigente dada pelos Tribunais, verificadas a partir de reiteradas decisões judiciais
em um mesmo sentido, solidificando o entendimento majoritário dos tribunais superiores.
Os costumes são o conjunto de regras e comportamentos sociais não escritas, observadas e obedecidas de modo semelhante e
uniforme pela sociedade, são as praticas habituais consideradas obrigatórias, que o juiz pode aplicar na falta de lei regulamentando
determinado assunto, e os Princípios Gerais do Direito são critérios maiores, às vezes até não escritos percebidos pela lógica ou pela
indução.
Regulamentos são atos normativos do Poder Executivo, dotados de generalidade, impessoalidade, imperatividade e inovação.
Produzidos mediante exercício do poder regulamentar (ou função estatal regulamentar), as formas mais comuns de regulamentos são
os decretos regulamentares, mas também podem tomar forma de resolução e outras modalidades, podendo desdobrar preceitos constitu-
cionais de eficácia plena e de eficácia contida e atos legislativos primários (leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas
provisórias, decretos legislativos e resoluções).
Dessa forma, após breve conceito das fontes do Direito Administrativo, verificamos que tanto a Constituição Federal como as de-
mais leis em sentido estrito fazem parte da fonte primária do Direito Administrativo, constituindo-se em fontes primárias, ou seja, as
primeiras fontes que deram origem ao nosso sistema jurídico administrativo vigente.

RESPOSTA: “D”.

272. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO – CESPE) Assinale a opção correta com relação aos controles da administração
pública.
A) O controle judicial dos atos da administração não é apenas de legalidade, mas recai sempre sobre o mérito adminis-
trativo.
B) O controle por subordinação é o exercido dentro da mesma administração, permitindo-se ao órgão de graduação supe-
rior fiscalizar órgão de menor hierarquia.
C) Não pode o secretário estadual controlar a legalidade de ação administrativa praticada por autoridade estadual que
tenha agido em desconformidade com norma jurídica válida, por ser tal competência privativa do Poder Judiciário.
D) O controle administrativo é exercido apenas pelo Poder Executivo e objetiva fiscalizar ou rever condutas internas, sob
os aspectos de conveniência e oportunidade para a administração.
E) O controle legislativo não pode ser exercido sobre os entes integrantes da administração indireta.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

É através do exercício das funções administrativas, ou, pela expedição de atos administrativos que o Estado, no uso de suas prer-
rogativas em face do indivíduo, estabelece a formação de relações jurídico - administrativas entre a Administração Pública e o Admi-
nistrado.
Por controle entende-se a faculdade atribuída a um Poder para exercer vigilância, garantida a faculdade de correção, sobre a con-
duta de outro, dentro dos limites previstos constitucionalmente.
No sistema administrativo vigente em nosso ordenamento jurídico existem duas formas de controle do ato administrativo: Controle
Interno e Controle Externo.
No Controle Interno temos a Administração como agente que emanou o ato e como agente controlador, com finalidade principal
obter a harmonia e a padronização da ação administrativa, a eficácia dos serviços administrativos e, bem assim, a retidão e a competência
dos funcionários que guarnecem a administração.
A auto revisão do ato administrativo fundamenta-se na hierarquia que, como vínculo que subordina os demais órgãos administrati-
vos, graduando a autoridade de cada um, deriva o poder de vigilância e o poder de direção, bem como o poder de revisão, pelos quais se
garante a completa unidade de direção ao sistema administrativo.
Temos então que controle interno é aquele controle exercido pela entidade ou órgão responsável pela atividade controlada, na esfera
da própria Administração, assim, qualquer controle efetivo realizado pelo Poder Executivo sobre os seus serviços ou agentes é conside-
rado interno.
Por sua vez, o Controle Externo é a forma de fiscalização ente os Poderes, ou seja, é a atribuição conferida ao Poder Judiciário e ao
Poder Legislativo de controlar a atividade administrativa, dentro dos limites previstos em Lei, sem qualquer relação de subordinação,
mas sim de fiscalização.

RESPOSTA: “B”.

273. (TRE/PA - ANALISTA JUDICIÁRIO – IADES) Considere hipoteticamente que Maria, servidora pública federal, foi
citada no âmbito do processo administrativo disciplinar (PAD), regido pela Lei no 8.112/1990. Com base nessa situação, assinale
a alternativa que indica um procedimento que, no seu rito ordinário, é previsto após o referido momento processual. 
A) Interrogatório de Maria. 
B) Inquirição de testemunhas. 
C) Publicação do ato que constituir a comissão processante. 
D) Indiciação de Maria. 
E) Apresentação de defesa escrita de Maria. 

No caso descrito no enunciado da questão, temos que uma servidora pública está sendo submetida à Processo Administrativo Disci-
plinar, ainda em trâmite pela Autoridade Administrativa.
De acordo com o que dispõe a Lei 8.112/90, em seu artigo 161, temos que após tipificada a infração disciplinar, o servidor será in-
diciado, com a consequente especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas.
Após a indiciação do servidor, o mesmo será citado, por mandado expedido pela autoridade administrativa designado para presidir
a comissão processante, para apresentar defesa escrita, no prazo de 10 (dez dias).

Art. 161. Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciação do servidor, com a especificação dos fatos a ele imputados
e das respectivas provas.
§ 1o O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de 10 (dez)
dias, assegurando-se lhe vista do processo na repartição.

RESPOSTA: “E”.

274. (TRE/PA - ANALISTA JUDICIÁRIO – IADES) A respeito da organização administrativa no âmbito federal, assinale a
alternativa correta. 
A) São consideradas pessoas federativas ou entidades políticas apenas a União e os Estados. 
B) As pessoas jurídicas integrantes da Administração indireta, assim como os órgãos da Administração direta, não poderão
adquirir direitos e contrair obrigações na ordem jurídica. 
C) Conforme disciplinado na lei, compõem a Administração indireta as autarquias, as empresas públicas, as sociedades de
economia mista. 
D) As autarquias federais, a exemplo do INSS, possuem personalidade jurídica de direito privado. 
E) As empresas públicas, atuantes na atividade econômica do Estado, diferentemente das sociedades de economia mista,
são formalmente pessoas jurídicas de direito público.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

O Decreto-Lei nº 200/67 regulamenta a organização da Administração Pública em âmbito Federal assim dispõe em seu artigo 4º,
inciso II:

Art. 4° A Administração Federal compreende:


...
II - A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de personalidade jurídica própria:
a) Autarquias;
b) Empresas Públicas;
c) Sociedades de Economia Mista.
d) fundações públicas.

Muito embora a alternativa c não elenca as fundações públicas na composição da Administração Indireta, esta é a alternativa correta,
nos termos legais.
RESPOSTA: “C”.

275. (TRE/SC - ANALISTA JUDICIÁRIO – PONTUA)


Os Princípios básicos da Administração Pública e do Direito Administrativo constituem regras de observância permanente e
obrigatória ao Administrador. Podemos afirmar:
I. É dever do Administrador Público atuar segundo a lei, proibida sua atuação contra legem e extra legem – princípio da le-
galidade ou legalidade estrita.
II. A Administração Pública está obrigada a policiar, em relação ao mérito e à legalidade, os atos administrativos que pratica,
em atendimento ao princípio da autotutela.
III. A Administração Pública direta e indireta dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obede-
cerá apenas aos princípios de observância obrigatória: legalidade, impessoalidade, moral idade, publicidade e eficiência.
IV. Segundo o princípio da finalidade, o administrador público não pode praticar nenhum ato que se desvie da finalidade de
satisfazer o interesse público em detrimento de interesses privados.
Está(ão) CORRETO(S):
A) Apenas o item I.
B) Apenas o item III.
C) Apenas os itens I, II e III.
D) Apenas os itens I, II e IV.

Conforme podemos verificar, somente a afirmativa III está incorreta, pois, não existe o Princípio Administrativo da “moral idade”
como sugestiona o elaborador da questão, e, em uma tentativa de ludibriar o candidato menos atento, inseriu juntamente com os demais
princípios administrativos básicos e obrigatórios na atividade administrativa, tal invenção, tentando confundir com o principio da mora-
lidade.
O correto é que são os princípios básicos da Administração Pública: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.

RESPOSTA: “D”.

276. (TRE/AP - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC)


A conduta do agente público que se vale da publicidade oficial para realizar promoção pessoal atenta contra os seguintes
princípios da Administração Pública:
A) razoabilidade e legalidade.
B) eficiência e publicidade.
C) publicidade e proporcionalidade.
D) motivação e eficiência.
E) impessoalidade e moralidade.

O agente público ao utilizar-se de maneira incorreta dos meios oficias de publicação para realizar promoção pessoal atenta claramente
contra os princípios da Impessoalidade e Moralidade.
Pelo Princípio da Impessoalidade impede que o ato administrativo seja emanado com o objetivo de atender a interesses pessoais, seja
do próprio agente público, ou de terceiros, devendo ter a finalidade exclusivamente ao que dispõe a lei, de maneira eficiente e impessoal,
não sendo lícito ao agente público utilizar-se da máquina pública para se autopromover.
Ademais, pelo Princípio da Moralidade, trata especificamente da moral administrativa, onde se refere à ideia de probidade e boa-fé,
sendo que a falta da moral comum impõe, nos atos administrativos a presença coercitiva e obrigatória da moral administrativa, que se
constitui de um conjunto de regras e normas de conduta impostas ao administrador da coisa pública.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Assim o legislador constituinte utilizando-se dos conceitos da Moral e dos Costumes uma fonte subsidiária do Direito positivo, como
forma de impor à Administração Pública, por meio de juízo de valor, um comportamento obrigatoriamente ético e moral no exercício de
suas atribuições administrativas, através do pressuposto da moralidade.
Assim, no caso hipotético descrito no enunciado da questão, o administrador público ao subutilizar os meios de publicidade oficiais para
realizar promoção pessoal, além de atentar contra o princípio da impessoalidade, ataca a boa-fé administrativa e a probidade, sendo assim
um ato imoral, caracterizando ofensa ao princípio da Moralidade.

RESPOSTA: “E”.

277. (TRE/PE - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) José, preso provisório, atualmente detido em uma Cadeia Pública na
cidade de Recife mata a golpes de arma branca um de seus oito companheiros de cela. Neste caso, o Estado de Pernambuco, em
ação civil indenizatória movida pela viúva do falecido detento,
A) será responsabilizado com fundamento na responsabilidade subjetiva do Estado.
B) será responsabilizado apenas se houver comprovação da omissão dolosa dos agentes carcerários.
C) não será responsabilizado, uma vez que o dano foi causado por pessoa física que não faz parte dos quadros funcionais
do Estado.
D) não será responsabilizado, na medida em que inexiste prova do nexo de causalidade entre a ação estatal e o evento da-
noso.
E) será responsabilizado, independentemente da comprovação de sua culpa, com base na responsabilidade objetiva do
Estado.

A Administração Pública possui o dever de indenizar aquele que for lesado por ação ou omissão de seus agentes públicos (ou de-
legatário de serviço público), que agindo nesta qualidade, praticou o ato gerador do dano.
Assim, o particular lesado, deverá ajuizar ação diretamente contra a Administração Pública, e não contra o agente público que pra-
ticou o ato lesivo, bastando ao particular comprovar em juízo a relação de causa e consequência entre a atuação lesiva da Administração
Pública e o dano decorrente, bem como a valoração patrimonial do dano.
Dessa maneira, no caso hipotético apresentado pelo exercício, o Estado tem o dever de garantir a segurança de seus detentos, uma
vez que cerceou o seu direito de ir e vir, deverá garantir a sua integridade física, sendo certo que houve falha na prestação dos serviços
públicos, devendo o Estado, a partir da responsabilidade objetiva, responder por eventual ação civil indenizatória.

RESPOSTA: “E”.

278. (TRE/ES - TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE) No que concerne ao controle da administração pública, julgue os itens
a seguir.
O recurso interposto fora do prazo não será conhecido, o que não impede que a administração reveja, de ofício, o ato ilegal.
( ) CERTO
( ) ERRADO

A revisão “ex-officio” pode ser entendida de maneira geral como a revisão espontânea exercida pela Administração sobre seus
próprios atos, que decorre em virtude da hierarquia e da autotutela.
Diante da verificação de que o ato administrativo não atende aos requisitos prescritos em, ou em presença reconhecida da incon-
veniência ou da inoportunidade, a autoridade prolatora pode rever diretamente o ato ou ele pode ser revisto pelo agente de hierarquia
superior, independente de provocação de parte interessada.
Independentemente do momento em foi interposto o recurso, a Administração Pública, por meio de sua prerrogativa de Autotutela,
tem o poder de rever seus atos ilegais, de ofício, sem necessitar de provocação ou meios recursais.

RESPOSTA: “CERTO”.

279. (TRE/TO - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Um dos princípios concernentes aos serviços públicos denomina-se prin-
cípio da atualidade, que, em síntese, significa:
A) igualdade entre os usuários dos serviços contratados.
B) modernidade das técnicas, melhoria e expansão do serviço.
C) razoabilidade no valor atualizado das tarifas exigidas.
D) continuidade na prestação do serviço público.
E) bom tratamento para com o público usuário do serviço contratado.

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Pelo Princípio da Atualidade, a Administração Pública tem o dever de manter os seus serviços atualizados, melhorando e expan-
dindo os serviços que coloca a disposição da coletividade.
Tal princípio decorre intimamente do Princípio da Eficiência, visto que, quanto mais moderno e amplo os serviços públicos, mais eficiente
a prestação deste serviços.
Uma das características principais do Princípio da Atualidade é a modernidade tecnológica das técnicas aplicadas nos produtos e presta-
ção dos serviços públicos, objetivando sempre a excelência, economicidade e ampliação dos serviços colocados a disposição da sociedade, visando
atender os anseios sociais.

RESPOSTA: “B”.

280. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE) Acerca dos requisitos para a investidura em cargo público, assinale a opção
correta.
A) As universidades podem prover seus cargos com professores estrangeiros.
B) A idade mínima para a investidura em cargo público é dezesseis anos.
C) A investidura em o cargo público é concretizada com a publicação da nomeação no Diário Oficial.
D) Vinte por cento das vagas de todos os concursos públicos devem ser reservadas aos portadores de deficiência, vedada qualquer
alegação de incompatibilidade entre a deficiência e o cargo.
E) Para ser investido em cargo público, o candidato deve ter, ao menos, o ensino fundamental completo.

Nos termos do que dispõe a Lei Federal nº 8.112/90, são requisitos básicos para a investidura em cargo públicos:

Art. 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público:


I - a nacionalidade brasileira;
II - o gozo dos direitos políticos;
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V - a idade mínima de dezoito anos;
VI - aptidão física e mental.

Outrossim, é permitido pela mencionada Lei a contratação por universidades e instituições de pesquisas científica e tecnológica de professores
estrangeiros, conforme se verifica no artigo 5º, § 3º, senão vejamos:

§ 3o As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e cien-
tistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.

RESPOSTA: “A”.

281. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO – CESPE) Assinale a opção correta acerca dos atos administrativos e dos poderes da
administração pública.
A) Decorre do poder disciplinar o ato da autoridade superior de avocar para a sua esfera decisória ato da competência de agente a
ele subordinado.
B) O ato administrativo ilegal praticado por agente administrativo corrupto produz efeitos normalmente, pois traz em si o atributo
da presunção, ainda que relativa, de legitimidade.
C) Configura excesso de poder o ato do administrador público que remove um servidor de ofício com o fim de puni-lo.
D) A admissão é ato administrativo discricionário pelo qual a administração faculta ao interessado a inclusão em estabelecimento
do governo para a utilização de um serviço público.
E) O poder regulamentar é prerrogativa de direito público conferida à administração pública de exercer função normativa para
complementar as leis criadas pelo Poder Legislativo, podendo inclusive alterá-las de forma a permitir a sua efetiva aplicação.

Entende-se por atributos as qualidades ou características dos atos administrativos, uma vez que requisitos dos atos administrativos constituem
condições de observância obrigatória para a sua validade, os atributos podem ser entendidos como as características dos atos administrativos.
Assim, dentre os atributos dos atos administrativos, destacamos o atributo Presunção de Legitimidade.
A presunção de legitimidade, ou legalidade, é a única característica presente em todos os atos administrativos.
Assim, uma vez praticado o ato administrativo, ele se presume legítimo e, em princípio, apto para produzir os efeitos que lhe são inerentes, ca-
bendo então ao administrado a prova de eventual vício do ato, caso pretenda ver afastada a sua aplicação, dessa maneira verificamos que o Estado,
diante da presunção de legitimidade, não precisa comprovar a regularidade dos seus atos.
Dessa maneira, mesmo quando revestido de vícios e ilegalidades, o ato administrativo, até sua futura revogação ou anulação, tem eficácia plena
desde o momento de sua edição, produzindo regularmente seus efeitos, podendo inclusive ser executado compulsoriamente.

RESPOSTA: “B”.

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282. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO – CESPE) Assinale a opção correta, a respeito dos agentes administrativos e dos atos
de improbidade administrativa estabelecidos na Lei n.º 8.429/1992.
A) A posse no cargo público confere ao servidor o direito a percepção de retribuição pecuniária como contraprestação pelo
desempenho das funções inerentes ao cargo.
B) Considera-se agente público todo aquele que exerce, exclusivamente com remuneração, função pública como preposto do
Estado.
C) O agente público que auferir vantagem patrimonial indevida em razão de consultoria prestada a pessoa física cujo inte-
resse possa ser atingido por ação decorrente das atribuições daquele agente, no desempenho de suas atividades, incorre em ato de
improbidade administrativa que importa em enriquecimento ilícito.
D) O ato de improbidade administrativa que cause lesão ao erário sujeitará o responsável apenas ao ressarcimento integral
do dano.
E) O recrutamento para o regime de emprego público não exige prévia aprovação em concurso público, uma vez que o vínculo
laboral estabelecido entre a administração e o agente tem natureza contratual.

A Improbidade Administrativa é caracterizada, genericamente, pela violação aos princípios da moralidade, impessoalidade e economi-
cidade e enriquecimento ilícito cometido por agente público, em seu conceito mais amplo, no exercício de suas funções administrativas, ou
em decorrência dela, conforme previsto por lei.
A Lei Federal n° 8.429/92 trata dos atos de improbidade praticadas por qualquer agente público, bem como estabelece as sanções e
dever indenizar e/ou restituir o patrimônio público.
O artigo 9º da Lei Federal nº 8.429/92 elenca o rol dos atos de improbidade que importam em enriquecimento ilícito, sendo certo que
no tocante a consultoria temos expresso em seu inciso VIII o seguinte:

Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial
indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e nota-
damente:
(...)
VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha
interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade;

Dessa forma, temos que constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito o fato de agente públicos que
auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em virtude do regular exercício de seu cargo e aceitar prestar consultoria ou asses-
soramento a pessoa física cujo interesse possa ser atingido por ação ou omissão decorrente das atribuições do cargo daquele agente público.

RESPOSTA: “C”.

283. (TRE/MS - ANALISTA JUDICIÁRIO – CESPE) Determinada professora da rede pública de ensino recebeu ameaças de
agressão por parte de um aluno e, mais de uma vez, alertou à direção da escola, que se manteve omissa. Nessa situação hipotética,
caso se consumem as agressões, a indenização será devida
A) pelo Estado, objetivamente.
B) pelos pais do aluno e pelo Estado em decorrência do sistema de compensação de culpas.
C) pelo Estado, desde que presentes os elementos que caracterizem a culpa.
D) pelos pais do aluno e, subsidiariamente, pelo Estado.
E) pelos pais do aluno, em virtude do poder familiar.

A Constituição Federal de 1988 não traz em seu texto legal nenhuma regra expressa relativa à responsabilidade civil do Estado por
omissão administrativa, ficando sob os cuidados da doutrina e da jurisprudência enfrentar o tema.
No que tange a responsabilidade por omissão do Estado, o Professor Celso Antônio Bandeira de Mello, em sua obra “Curso de Direito
Administrativo” assim entende sobre tal assunto:

“Se o Estado, devendo agir, por imposição legal, não agiu ou o fez deficientemente, comportando-se abaixo dos padrões legais que
normalmente deveriam caracterizá-lo, responde por esta incúria, negligência ou deficiência, que traduzem um ilícito ensejador do dano
não evitado quando, de direito, devia sê-lo”.

Diante de tal lição, temos que o Estado somente responde na forma omissiva quando, ficar comprovado pelo lesado, que o dano somente
ocorreu em virtude de falta de serviço público, serviço ineficiente ou culpa decorrente da omissão.
Entretanto, cumpre esclarecer que, quando se trata de responsabilidade do Estado por omissão, admite prova excludente de responsabi-
lidade estatal. Para tanto, o Estado pode eximir-se de responsabilidade se provar que sua omissão foi escusável, ou seja, quando a Adminis-
tração Pública adotou todas as medidas que lhe competia para evitar o dano, e mesmo assim o dano ocorreu.

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Em outras palavras, mesmo que a atuação administrativa tenha ocorrido em sua totalidade, objetivando a prevenção do dano a tercei-
ros, não tenha sido suficiente para evitar a situação danosa, ou então ficar comprovado que o dano ocorreu por culpa exclusiva da vítima, o
Estado poderá ter sua responsabilidade excluída ou diminuída, dependendo de cada caso.
Para tal fenômeno a doutrina confere o instituto da Responsabilidade Civil Subjetiva na modalidade culpa administrativa, devendo a
pessoa que sofreu o dano comprovar que houve culpa do Estado na falta da prestação dos serviços que deveriam ter sido prestados, provando
ainda que essa omissão estatal foi a responsável direta pelo dano sofrido.
Assim, nos termos do enunciado da questão, o Estado somente poderá ser responsabilizado caso seja comprovado à ocorrência de culpa,
adotando-se para tanto a responsabilidade subjetiva.

RESPOSTA: “C”.

284. (TRE/PA - ANALISTA JUDICIÁRIO – IADES) A esfera administrativa é ordenada em razão dos poderes distribuídos
entre os agentes administrativos. A respeito dos poderes administrativos, assinale a alternativa correta. 
A) Desvio de poder e excesso de poder possuem a mesma definição no âmbito administrativo. 
B) Pelo poder de polícia, a Administração poderá punir particular com o qual mantém contrato administrativo, na hipótese
em que não execute o objeto contratado. 
C) A omissão, pelo agente público, diante de uma lei que determina a prática de um ato, constitui-se nítido caso de desvio de
poder. 
D) Poder de polícia originário é aquele executado pelas pessoas administrativas integrantes da Administração direta e indi-
reta. 
E) Os servidores públicos têm o dever de acatar e cumprir as ordens de seus superiores hierárquicos, salvo quando essas forem
manifestamente ilegais. 

O Poder Hierárquico é o poder de que dispõe o Executivo para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos e a atuação de seus
agentes, estabelecendo assim a relação de subordinação.
Importante esclarecer que hierarquia caracteriza-se pela existência de níveis de subordinação entre órgãos e agentes públicos, sempre
no âmbito de uma mesma pessoa jurídica.
Assim, podemos verificar a presença da hierarquia entre órgãos e agentes na esfera interna da Administração Direta do Poder Executivo,
ou então hierarquia entre órgãos e agentes internamente de uma fundação pública.
Caracterizam-se pelo poder de comando de agentes administrativos superiores sobre seus subordinados, contendo a prerrogativa de
ordenar, fiscalizar, rever, delegar tarefas a seus subordinados.
Entretanto, muito embora a hierarquia administrativa confira prerrogativa de comando e ordem, os subordinados não devem ser punidos
por descumprimento de ordem manifestamente ilegal, ou seja, os superiores hierárquicos não devem utilizar-se do poder hierárquico para
ordenar aos seus subordinados ordens manifestamente ilegais, cuja recusa de cumprimento não acarreta em sanção administrativa.

285. (TRE/PA - ANALISTA JUDICIÁRIO – IADES) A Lei nº 9.784, de 1999, regula o processo administrativo no âmbito da
Administração Pública federal brasileira, aplicando-se apenas subsidiariamente nos processos administrativos específicos. Descon-
siderando quaisquer outros preceitos estabelecidos em legislação própria e em relação ao recurso previsto na referida lei e assinale
a alternativa correta.
A) O recurso interpõe-se por meio de requerimento no qual o recorrente deverá expor os fundamentos do pedido de reexame,
vedada a juntada de documentos novos que não o tenham sido na fase instrutória. 
B) O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão
recorrida, se a matéria for de sua competência, sendo prevista possibilidade legal de gravame à situação do recorrente, desde que
lhe seja concedido prazo, após a decisão, para um novo recurso quanto a esse gravame. 
C) Interposto o recurso, o órgão competente, após dele conhecer, deverá intimar os demais interessados para que, no prazo de
cinco dias úteis, apresentem alegações. 
D) O recurso não será conhecido quando apresentado fora do prazo ou perante órgão incompetente ou por quem não seja
legitimado ou, ainda, após exaurida a esfera administrativa, hipóteses as quais não impedem a Administração de rever de ofício o
ato ilegal, ainda que não ocorrida preclusão administrativa. 
E) Têm legitimidade para sua interposição aqueles que, ainda que não tenham sido partes no processo, são arrolados na re-
ferida lei.

A Lei Federal nº 9.784/99, que regulamenta o Processo Administrativo, incluem no rol dos legitimados para a interposição de processo
administrativo, além daqueles que são os titulares de direitos, com o pleno exercício de representação, outras pessoas ou entidades privadas
que tenham interesses que possam ser afetados pela decisão proferida no processo administrativo e ainda as organizações e associações
representativas de direitos coletivos.
Essa é a norma do artigo 9º e incisos do mencionado diploma legal, senão vejamos:

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Art. 9o São legitimados como interessados no processo administrativo:


I - pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de represen-
tação;
II - aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada;
III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos;
IV - as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos.

Assim, mesmo que não tenham sido parte como interessados no processo, a Lei Federal nº 9.784/99 admite como legitimado as pessoas
e entidades arroladas no artigo legal citado.

RESPOSTA: “E”.

286. (TRE/SP - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) A revogação de um ato administrativo 


A) é prerrogativa da Administração, de caráter discricionário, consistente na extinção de um ato válido por razões de conveniência e
oportunidade.
B) constitui atuação vinculada da Administração, na medida em que, em face da indisponibilidade do interesse público, a
Administração está obrigada a revogar atos maculados por vício de oportunidade.
C) pode ser declarada tanto pela Administração como pelo Poder Judiciário, quando identificado que o ato se tornou incon-
veniente ou inoportuno do ponto de vista do interesse público.
D) somente pode ser procedida por autoridade hierarquicamente superior àquela que praticou o ato, de ofício ou por provo-
cação do interessado, vedada a sua prática pelo Poder Judiciário.
E) constitui prerrogativa da Administração, quando fundada em razões de conveniência e oportunidade, e do Poder Judiciá-
rio, quando identificado vício relativo à motivação, competência ou forma.

A revogação é modalidade de extinção de ato administrativo que ocorre por razões de oportunidade e conveniência da Administração
Pública, atendido o interesse coletivo.
A Administração Pública pode revogar um ato quando entender que, embora se trate de um ato válido, que atenda a todas as prescrições
legais, não atende adequadamente ao interesse público no caso concreto.
Assim, temos que a revogação é a retirada, do mundo jurídico, de um ato válido, mas que, por motivos de oportunidade e conveniência
(discricionariedade administrativa), tornou-se inoportuno ou inconveniente a sua manutenção.
Importante esclarecer que a medida de revogação de ato administrativo é ato exclusivo e privativo da Administração Pública que prati-
cou o ato revogado. Assim, o Poder Judiciário em hipótese alguma poderá revogar um ato administrativo editado pelo Poder Executivo ou
Poder Legislativo. Tal imposição decorre do Princípio da Autotutela do Estado em revogar seus próprios atos, de acordo com sua vontade.

RESPOSTA: “A”.

287. (TRE/SP - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) A respeito dos elementos constitutivos dos atos de improbidade administra-
tiva, é correto afirmar que 
A) podem ser sujeito ativo tanto o agente público, servidor ou não, como terceiro que induza ou concorra para a prática do
ato ou dele se beneficie de forma direta ou indireta.
B) apenas os agentes públicos, assim considerados os servidores e os detentores de mandato eletivo, podem ser sujeito ativo
do ato de improbidade.
C) podem ser sujeito passivo do ato de improbidade, além das entidades integrantes da Administração direta e indireta de
todos os Poderes, também as entidades nas quais o erário haja concorrido para a formação do patrimônio, desde que em montante
superior a 50%.
D) pressupõe, como elemento objetivo, a ocorrência de dano ao erário e, como elemento subjetivo, dolo ou culpa do sujeito
ativo e enriquecimento ilícito.
E) pressupõe, como elemento objetivo, a ocorrência de dano ao erário ou a violação aos princípios da Administração e, como
elemento subjetivo, conduta comissiva dolosa, independentemente de enriquecimento ilícito.

A Lei Federal n° 8.429/92 trata dos atos de improbidade praticadas por qualquer agente público, bem como estabelece as sanções e
dever indenizar e/ou restituir o patrimonio público.
As disposições desta lei alcançam todas as pessoas qualificadas como agentes públicos, seja na administração direta, indireta e funda-
cional, mesmo que transitoriamente, remuneradas ou não. Atingem de forma direta ainda as empresas incorporadas ao patrimônio público e
as entidades para criação ou custeio onde o erário público haja concorrido ou concorra com mais de 50% do patrimônio ou da receita anual.
Entretanto, conforme previsto no artigo 3º da Lei de Improbidade Administrativa (Lei Federal 8.429/92), temos que a lei possui aplica-
bilidade tanto para os agente públicos bem como para àqueles que induzam ou concorram para a pratica de improbidade.

Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para
a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.

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Dessa forma, são abrangidos na referida lei, além dos agentes públicos, aqueles que, mesmo não sendo agentes públicos, induzam ou
concorram para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficiem sob qualquer forma, direta ou indiretamente.
Neste sentido, são equiparados a agentes públicos, ficando sujeitos às sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, os res-
ponsáveis e funcionários de pessoas jurídicas de direito privado que recebam verbas públicas e promovam o seu desvio, apropriação, ou uso
em desconformidade com as finalidades para as quais se deu o repasse.

RESPOSTA: “A”.

288. (TRE/SP - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) De acordo com a Constituição Federal, constituem princípios aplicáveis à Ad-
ministração Pública os da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Tais princípios aplicam-se às entidades
A) de direito público, excluídas as empresas públicas e sociedades de economia mista que atuam em regime de competição no
mercado.
B) de direito público e privado, exceto o princípio da eficiência que é dirigido às entidades da Administração indireta que
atuam em regime de competição no mercado.
C) integrantes da Administração Pública direta e indireta e às entidades privadas que recebam recursos ou subvenção pública.
D) integrantes da Administração Pública direta e indireta, independentemente da natureza pública ou privada da entidade.
E) públicas ou privadas, prestadoras de serviço público, ainda que não integrantes da Administração Pública.

Conforme expressamente garante o Artigo 37 caput da Constituição Federal, dispõe que tanto a Administração Pública Direta, bem
como Indireta de qualquer dos Poderes, seja da União, dos Estados, do Distrito Federal e ainda dos Municípios deverá obediência aos prin-
cípios da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 

Assim, a Constituição Federal, dada a importância de tais princípios, obriga e vincula o cumprimento de tais normas e diretrizes para
toda a esfera pública, não excluindo qualquer órgão, ente federativo ou entidade pública da aplicabilidade dos princípios elencados no artigo
constitucional.

RESPOSTA: “D”.

289. (TRE/SP - ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC) Determinado cidadão sofreu danos em função de atendimento deficiente em
unidade hospitalar pública. A responsabilidade civil da Administração pelos danos em questão 
A) é de natureza subjetiva, dependendo da comprovação de dolo ou culpa dos agentes.
B) é de natureza objetiva, cabendo direito de regresso em face dos agentes responsáveis, no caso de dolo ou culpa.
C) é de natureza subjetiva, demandando a comprovação da falha na prestação do serviço e culpa de agente público.
D) é afastada, caso comprovado dolo ou culpa exclusiva do agente público.
E) independe de comprovação de dolo ou culpa do agente e do nexo de causalidade entre o evento e o dano.

Denomina-se responsabilidade na esfera civil a obrigação imposta a uma pessoa de indenizar ou ressarcir os danos experimentados por
alguém. A responsabilidade pode ser contratual ou extracontratual.
Quando estamos diante da responsabilidade civil contratual, a mesma segue os princípios gerais dos contratos, entretanto, a responsa-
bilidade civil extracontratual baseia-se na culpa do agente causador do dano.
A responsabilidade civil patrimonial extracontratual decorre de atos que causem lesão patrimonial, dano moral, ou ambos. Via de regra,
para a imputação de responsabilidade civil deve restar cabalmente demonstrada não só a ocorrência do dano, mas também a relação entre
um ato e o dano, ou seja, é necessária a comprovação de que o dano é resultado de um ato praticado por determinado agente, este elo entre o
ato, dano e o agente causado a doutrina jurídica nomeou de nexo causal, sendo utilizado como parâmetro para averiguar a culpa do agente
que praticou o ato que resultou em dano.
Assim, comprovado a ocorrência do nexo causal, o grau de culpabilidade do agente que praticou o ato e a extensão do dano, esgota-se
a responsabilidade civil com a correspondente indenização pela lesão causada.
Temos então, diante da introdução explanada, que a essa modalidade de responsabilidade civil, a qual exige a comprovação da culpa
do agente para sua caracterização, o caráter subjetivo, ou seja, a responsabilidade civil subjetiva leva em consideração a conduta do agente
causador do dano, exigindo que ele tenha atuado com culpa, para que ele possa ser responsabilizado e compelido ao pagamento de indeni-
zação correspondente a extensão do dano (patrimonial e/ou moral).
Entretanto, ao Poder Público não é aplicado este modelo de responsabilidade civil subjetiva, visto que, de acordo com o ordenamento
jurídico vigente, inclusive constitucional, e os posicionamentos doutrinários majoritários, temos que a Administração Pública possui o de-
ver de indenizar aquele que for lesado por ação ou omissão de seus agentes públicos (ou delegatário de serviço público), que agindo nesta
qualidade, praticou o ato gerador do dano.

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Assim, o particular lesado, deverá ajuizar ação diretamente contra a Administração Pública, e não contra o agente público que praticou
o ato lesivo, bastando ao particular comprovar em juízo a relação de causa e consequência entre a atuação lesiva da Administração Pública
e o dano decorrente, bem como a valoração patrimonial do dano.
Isto ocorre porque, diferentemente da responsabilidade civil subjetiva, a Administração pública responde perante os usuários dos servi-
ços públicos de forma objetiva, bastando a demonstração do nexo causal e o dano para surgir a obrigação de indenizar, não sendo necessária
a demonstração de que houve culpa do agente público (ou delegatário de serviço público) na falha da execução de suas funções públicas,
que originaram a lesão ao particular.
Para o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, o conceito de responsabilidade objetiva do Estado é “a obrigação de indenizar que
incumbe a alguém em razão de um procedimento licito ou ilícito que produziu uma lesão na esfera juridicamente protegida de outrem. Para
configurá-la basta, pois, a mera relação causal entre o comportamento e o dano”.
Diante de tais esclarecimentos, temos que a responsabilidade civil do Estado, bem como de seus prestadores de serviço público é objeti-
va, bastando para tanto a demonstração da relação de causa e efeito entre o serviço público e o dano, para gerar a obrigação de indenização.
Cumpre ressaltar o direito que a Administração Pública tem de ingressar com ação judicial visando a apuração das responsabilidades
de seus agente no cometimento do dano a terceiros, dai surge o direito de regresso conferido ao Poder Público visando a verificação de dolo
ou culpa de seus agente e possível ressarcimento de valores.
Há dois aspectos peculiares que ensejam o direito de regresso da Administração Pública contra seu agente:

- A Administração Pública para ingressar com ação regressiva contra seu agente, deverá comprovar previamente já ter sido condenada
a indenizar o particular lesado, haja vista que seu direito regressivo é originário a partir de sentença final condenatória, sem possibilidades
de reversão recursal.

- Ocorrência de dolo ou culpa do agente público na lesão experimentada pelo particular, ou seja, é necessária a comprovação de que o
agente agiu com dolo ou culpa para ser responsabilizado (responsabilidade subjetiva do agente).

Em linhas gerais, temos que a Administração Pública, ou delegatária de execução dos serviços públicos, cujo agente praticou o ato lesi-
vo, indeniza o particular independentemente de comprovação de dolo ou culpa do Poder Público, entretanto, o agente público somente será
condenado a ressarcir a Administração Pública regressivamente se houver a comprovação de dolo ou culpa de sua parte, durante o exercício
de suas funções públicas.

RESPOSTA: “B”.

290. (TRE/PR - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) A literatura jurídica apresenta mais de um conceito para o ato jurídico, va-
riando os critérios de acordo com as definições escolhidas. Afastando-se a conceituação meramente subjetiva, pode-se identificar,
como componente da definição de ato administrativo, a característica de 
A) somente poder ser editado por órgão integrante do Poder Executivo.
B) abranger atos legislativos, mesmo os proferidos pelo Poder Executivo.
C) poder ser editado por órgão integrante do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Poder Judiciário.
D) sujeitar-se à regime jurídico administrativo próprio, não se submetendo à lei.
E) não admitir qualquer controle judicial.

Atos administrativos são espécies do gênero “ato jurídico”, ou seja, são manifestações humanas, voluntárias, unilaterais e destinadas
diretamente à produção de efeitos no mundo jurídico.
Segundo o conceito formulado por Hely Lopes Meirelles, temos que:

“ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim
imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si própria”.

Assim, temos que o ato administrativo é a manifestação estatal, revestida pelo Direito Público. Portanto, ato administrativo é a mani-
festação ou declaração do Estado, editada pelo Poder Público, através de seus agentes, no exercício concreto da função administrativa que
exerce, ou de quem lhe faça às vezes, sob as regras de direito público.
Assim, é considerado ato administrativo a manifestação da vontade editada pelos Poderes Judicial e Legislativo, assim como do Poder
Executivo, por serem representantes do Poder Público, e regido por normas de Direito Público e submetidos ao regime jurídico-adminis-
trativo.

RESPOSTA: “C”.

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291. (TRE/PR - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC) Quando se está diante de uma situação concreta que enseja a edição de um
ato administrativo vinculado, significa que ao particular titular do interesse jurídico em questão cabe
A) exigir da autoridade, judicialmente se for necessário, a edição do ato determinado, desde que tenha preenchido os requisi-
tos legais para tanto.
B) a prerrogativa da auto executoriedade, na medida em que pode dispensar a edição concreta do ato, presumindo sua exis-
tência.
C) apenas aguardar a edição do ato, não podendo ingressar com nenhuma medida judicial para tanto, uma vez que o Poder
Judiciário não pode suprir a vontade da administração.
D) ajuizar ação judicial de perdas e danos, exclusivamente, uma vez que o Poder Judiciário não pode suprir a vontade da
administração.
E) requerer administrativamente a edição do ato, sob pena de ajuizamento de ação judicial para suprir o juízo de conveniên-
cia e oportunidade da administração pública.

Os atos vinculados são aqueles que a Administração Pública pratica sem qualquer margem de liberdade de decisão, tendo em vista que
a lei previamente determinou a única medida possível de ser adotada sempre que se configure a situação objetiva descrita em lei.
Dessa maneira, na edição de um ato vinculado a Administração Pública não dispõe de nenhuma margem de decisão, sendo que o com-
portamento a ser adotado pelo Administrador está regulamentado em lei.
Assim, caso estejamos diante de vinculação da atividade administrativa aos estritos termos da lei, todo e qualquer cidadão poderá exigir
da autoridade administrativa a edição de determinado ato, desde que tenha preenchido os requisitos previstos em lei, sendo possível ingresso
de medida judicial para garantir que a Lei seja efetivamente cumprida.
Tal obrigatoriedade decorre intimamente do Princípio da Legalidade, tendo em vista que a Administração Pública só poderá ser exercida
quando estiver em conformidade com a Lei.

RESPOSTA: “A”.

292. (TRE/MS - TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE) Com base na Lei n.º 8.112/1990, assinale a opção correta.
A) O afastamento do servidor por motivo de doença profissional é considerado como efetivo exercício.
B) A licença-prêmio por assiduidade será concedida apenas aos servidores aprovados no estágio probatório.
C) O servidor público convocado para o serviço militar obrigatório deverá, para que não fique configurado o abandono de
cargo, requerer licença para tratar de assuntos particulares, devendo retornar ao serviço no prazo máximo de trinta dias após o
término do período do serviço obrigatório.
D) O servidor pode ausentar-se do serviço por dois dias para votar em outro estado da Federação.
E) Ao servidor estudante será concedido horário especial, quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e
o da repartição, independentemente de compensação de horário.

A doença - profissional é aquela se manifesta em decorrência das atividades profissionais exercidas pelo servidor público. Nestes casos
é direito do servidor público requerer licença para tratamento de saúde.
Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou de ofício, com base em perícia médica, sem prejuízo da remu-
neração a que fizer jus, cujo afastamento não deverá ser descontado do tempo de efetivo do servidor.
Esta é a norma prevista no artigo 102, inciso VII, alínea d da Lei 8.112/90, que assim estabelece:

Art. 102. Além das ausências ao serviço previstas no art. 97, são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de:
(...)
VIII - licença:
(...)
d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional;

Dessa maneira, sempre que o servidor se licenciar por motivo de acidente em serviço ou doença profissional, o período em que ficar
afastado será computado como tempo de efetivo exercício.

RESPOSTA: “A”

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