Você está na página 1de 2

Aluno (a): Luan Evangelista Neto R.

A: B98700-6
Matéria: Psicoterapia
Semestre: 9º
Campus: São José do Rio Pardo - SP
Supervisor: Silvia Antakly Adib

Entre Psicodiagnóstico e Aconselhamento Psicológico – Cap.


V – parte 2

Segunda feira, 16 de abril de 2018

A abordagem fenomenológica existencial é aquela que embasa a prática do


psicodiagnóstico colaborativo. Este é um método de pesquisa que se propõe a desvelar o
fenômeno no modo mesmo como se representa.
Ser-no-mundo com outros significa que lidamos com as coisas a partir da compreensão
pré-reflexiva que temos delas, compreensão esta em que as coisas já se mostram para nós com
seu significado. E lidamos dessa forma com as coisas convivendo com outros nesse mesmo
mundo que é uma trama de significados. A compreensão que temos é uma atitude natural
cotidiana. Quando essa trama se rompe é que tentamos entender o que está acontecendo, e
precisamos explicar por que algo não está funcionando e por que.
Uma idéia central da fenomenologia é a intencionalidade entendida por Heidegger
como abertura ao outro. Isso significa que as coisas para nós sempre tem um sentido, mesmo
que não damos conta dele racionalmente. Assim, temos sempre uma perspectiva pela qual
enxergamos as coisas e interpretamo-las.
A interpretação é uma articulação da compreensão da fala. A palavra é o que revela,
tanto para o psicólogo quanto para o outro. É nela que o fenômeno aparece. É por ela que o
psicólogo tem acesso à experiência do outro e à sua própria.
A noção de ser-com é fundamental na fenomenologia existencial. Ser humano é ser
como os outros, que estão co-presentes mesmo na solidão e no isolamento, que são modos
deficientes de convivência.
Quando se está no cotidiano, na impessoalidade, está-se distante do outro. Um
exemplo disso são as mães que só sabem falar do seu filho o que os outros, a professora ou os
vizinhos, por exemplo, dizem dele. Quando se está na impessoalidade tomamos as coisas como
elas são, não nos envolvemos com as coisas como um eu, mas como um “todo mundo”, como
“a gente”. Sair do modo impessoal exige uma desconstrução, uma apropriação do que uma dada
coisa significa pra mim, na minha singularidade.

Referência:
MORATO, Henriette T. Penha; BARRETO, Carmem Lúcia B. Tavares; NUNES, André
Prado. Fundamentos de Psicologia – Aconselhamento Psicológicos numa Perspectiva
Fenomenológica Existencial. – Junho, 2009.

__________________________ __________________________

Luan Evangelista Neto Silvia Antakly Adib


RA: B98700-6 Orientadora/Supervisora

Você também pode gostar