Você está na página 1de 14

Livro do Professor

3ª. série — 1º. volume


Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP)
(Maria Teresa A. Gonzati/CRB 9-1584/Curitiba, PR, Brasil)

L799 Lobo, Andréa Maria Carneiro.


História : ensino médio, 3ª série / Andréa Maria Carneiro Lobo ; ilustrações
Quadrinhofilia. – Curitiba : Positivo, 2012.
v. 1 : il.

Sistema Positivo de Ensino
ISBN 978-85-385-xxxx-x (Livro do aluno)
ISBN 978-85-385-xxxx-x (Livro do professor)

1. História. 2. Ensino médio – Currículos. I. Quadrinhofilia. II. Título.
CDU 930.1

© Editora Positivo Ltda., 2012


Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio, sem autorização da Editora.
Diretor-Superintendente: Ruben Formighieri
Diretor-Geral: Emerson Walter dos Santos
Diretor Editorial:Joseph Razouk Junior
Gerente Editorial:Maria Elenice Costa Dantas
Gerente de Arte e Iconografia: Cláudio Espósito Godoy
autoria:Andréa Maria Carneiro Lobo
edição de conteúdo: Lysvania Villela Cordeiro
edição:Miriam Raquel Moro Conforto
REVISÃO:Ana Izabel M. Armstrong
ANALISTA DE ARTE:Tatiane Esmanhotto Kaminski
PESQUISA ICONOGRÁFICA: Victor Oliveira Puchalski
EDIÇÃO DE ARTE:Angela Giseli de Souza
Cartografia: Luciano Daniel Túlio
IlustraçÃO: José Luis Juhas
Projeto Gráfico: O2 Comunicação
EDITORAÇÃO: Sinal Gráfico
Crédito das imagens de abertura: ©Shutterstock/Mogens Trolle; ©Shutterstock/
Kamira; ©Shutterstock/Galyna Andrushko;
©Shutterstock/S. Kuelcue; ©Shutterstock/Derek
R. Audette
Produção: Editora Positivo Ltda.
Rua Major Heitor Guimarães, 174
80440-120 Curitiba – PR
Tel.: (0xx41) 3312-3500 Fax: (0xx41) 3312-3599
Impressão e Acabamento: Gráfica Posigraf S. A.
Rua Senador Accioly Filho, 500
81300-000 Curitiba – PR
Fone (0xx41) 3212-5452
E-mail: posigraf@positivo.com.br
2013
Contato: editora.spe@positivo.com.br

Neste livro, você encontra ícones Acesse o Portal e digite o código Se preferir, utilize o endereço
com códigos de acesso aos na Pesquisa Escolar. http://www.saibamais.com.br
conteúdos digitais. Veja o exemplo: e digite o código no local
indicado.
@HIS111
Olimpíadas
@ @HIS111

Todos os direitos reservados à Editora Positivo Ltda.


3ª. série – 1º. volume

História
Livro do Professor 3

1. Concepção de ensino
Pensar a História no século XXI implica, cada vez Diante do que já foi aqui exposto, temos a res-
mais, um posicionamento crítico diante dos aconte- posta, pelo menos uma, para a tão trivial pergunta
cimentos do passado. Não se trata, entretanto, de que os alunos nos fazem em sala de aula: “Professor,
outro modismo acadêmico que pretendemos adotar para que aprender História?”. Mas, a importância de
no material didático de Ensino Médio. Tampouco, da se aprender História não se resume à qualificação da
crítica sem base, considerada um dos vícios bastante força de trabalho de uma determinada sociedade,
disseminados nas aulas de História1. apesar de que fornecer meios para os alunos progre-
Pensar a História no século XXI requer observa- direm no trabalho seja uma das metas estabelecidas
dores atentos para as mudanças que caracterizam a pelas diretrizes e bases da educação nacional3.
época contemporânea. Mudança é a palavra-chave As recomendações legais, portanto, não se li-
que deve orientar as atividades didáticas e pedagó- mitam à preparação para o trabalho, abrangendo
gicas, mas que por si só não assegura a qualidade objetivos tão utópicos, como o fortalecimento dos
e eficácia destas. É fundamental que o professor de laços de solidariedade e de tolerância recíproca; a
História no Ensino Médio compreenda a importância formação de valores; o aprimoramento como ser hu-
dos conhecimentos históricos e consiga demonstrá-la mano; a formação ética; e o exercício da cidadania4.
aos seus alunos. Ao considerarmos esses objetivos como utópicos,
Os acontecimentos do passado de qualquer não estamos relegando-os ao nível do irrealizável, da
sociedade assumem, diante de comunidades huma- simples imaginação de uma sociedade ideal. Quando
nas contemporâneas, algum tipo de relevância, seja afirmamos que os objetivos legalmente propostos são
como respeito, seja como rechaço. Por isso, os seres utópicos, buscamos resgatar o papel fundamental
humanos precisam ter consciência da existência do do historiador/professor diante das dinâmicas de
passado, como um componente necessário das insti- mudanças da sociedade contemporânea.
tuições, dos valores e de outros elementos constituti- O resgate da História, como citado anteriormen-
vos da própria sociedade humana2. Nesse sentido, os te, possibilitará aos alunos a emancipação necessária
historiadores Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky para o destaque social exigido pelas transformações
destacam que a História é referência e, enquanto tal, das últimas décadas. Para concretizar e consolidar
é preciso que seja bem ensinada. a empreitada emancipatória, faz-se determinante a
Nessa perspectiva, o ensino da História assume presença de professores capacitados e em constante
a responsabilidade de garantir que os nossos alunos processo de formação e atualização. Aulas bem dadas
tenham um diferencial a oferecer neste mundo con- demandam professores bem preparados, adequados
temporâneo repleto de mudanças. a exigências reais que se apresentam cotidianamente.
As transformações de caráter histórico que A aula de História bem dada se caracteriza por ser
estamos presenciando nos dão as pistas para me- rica de conteúdo, socialmente responsável e isenta
lhor organizarmos nossa sociedade: informação e de ingenuidade ou de nostalgia5.
comunicação parecem ser o princípio norteador da Por isso, a utopia, que deve estar presente nas
sociedade do terceiro milênio. Em outras palavras, é práticas de ensino de História, como declaram os
imprescindível investir em educação e cultura. historiadores Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky:
“historiador/professor sem utopia é cronista e, sem con- é fundamental para que os alunos também possam se
teúdo, nem cronista pode ser”6. perceber como sujeitos históricos.
Assim, o papel do professor de História deve estar Talvez seja este o fio de Ariadne: a prática do en-
em sintonia com as mudanças, termo recorrente nesta sino da História revelando-se como a oportunidade de
apresentação da proposta pedagógica. Partimos do pres- os alunos sentirem-se integrantes de um determinado
suposto de que a produção historiográfica é consoante momento histórico, reconhecendo-se enquanto ser social.
com a sua própria época. As sociedades humanas são A História pode, dessa maneira, despertar a curiosidade,
estabelecidas por um emaranhado de diversas estruturas levando os alunos a descobrirem caminhos diferentes de
sociais, políticas e culturais que conformam a sua consci- analisar o passado e o próprio mundo que os cerca. A
ência de mundo, o que significa dizer que “no interior de partir de uma análise bem fundamentada, que pode ser
grandes períodos históricos, a forma de percepção das alcançada com boas aulas e professores bem preparados,
coletividades humanas se transforma ao mesmo tempo além, é claro, de um livro didático de qualidade, nossos
que seu modo de existência”7. alunos têm a oportunidade de se identificarem como
Não criamos nem elegemos as circunstâncias nas sujeitos históricos.
quais nascemos e crescemos, mas somos por elas influen- Entretanto, o aluno nunca será um daqueles perso-
ciáveis. Logo, a História e a produção historiográfica são nagens, como um guerreiro medieval ou um faraó egípcio,
resultado de seu próprio tempo. Um exemplo bastante pois ele é um homem do seu tempo, do século XXI, e isso
esclarecedor é a tentativa de se compreender o termo é uma determinação histórica. A esse respeito, os histo-
Renascimento sinteticamente apresentado pelo historia- riadores Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky decretam
dor Jerry Brotton quando ele problematiza as definições o potencial transformador do ensino de História:
mais consagradas no mundo ocidental: [...] Cabe ao professor [...] aproximar o aluno
[...] Não é causalidade que o período que presen- dos personagens concretos da História, sem idealiza-
ciou o nascimento do termo fosse também o momento ção, mostrando que gente como a gente vem fazendo
no qual a Europa afirmava, com maior agressivida- História. Quanto mais o aluno sentir a História como
de, seu domínio imperial sobre o mundo. O homem algo próximo dele, mais terá vontade de interagir com
renascentista inventado por Michelet e Burckhardt ela, não como uma coisa externa, distante, mas como
era branco, masculino, culto e convencido de sua uma prática que ele se sentirá qualificado e inclinado
superioridade cultural. Diante desta perspectiva, esse a exercer. O verdadeiro potencial transformador da
homem assemelhava-se ao ideal vitoriano de aventu- História é a oportunidade que ela oferece de praticar
reiro imperial ou funcionário colonial. Na realidade, a “inclusão histórica”... [...]10.
estes autores não descreveram o mundo dos séculos De acordo com o que foi exposto, apresentamos
XV e XVI, mas sim o seu próprio mundo8. um projeto que visa oferecer, aos alunos e professo-
Se, no século XIX, a historiografia buscou, de acordo res, condições de aprimorar as relações humanas,
com Jerry Brotton, descrever o seu próprio tempo, que preparando-os para o pleno exercício da cidadania.
História vamos apresentar aos nossos alunos do início Objetivos que só serão alcançados a partir de um po-
do século XXI? Primeiramente, precisamos esclarecer sicionamento crítico, mas fundamentado em conceitos,
qual é a concepção de contemporaneidade orientadora como processo histórico, tempo e historicidade, que
deste material didático. são essenciais para a compreensão da História e de
Somos cidadãos de uma época, determinada pelas sua importância social.
mudanças decorrentes de um longo processo histórico, Por fim, é preciso encarar o ofício do historiador/
que estruturou o capitalismo industrial, cada vez mais professor como uma profissão de fé. Cabe a nós, histo-
globalizado. Trata-se de uma época, como já foi dito, riadores/professores resgatar toda a importância e o
em que a informação e a comunicação estão remode- potencial da História nas salas de aula de Ensino Médio,
lando a base material da sociedade em ritmo acelerado, simplesmente porque, como afirmou o poeta e filósofo
acentuando a interdependência global e apresentando Paul Valery, “Talvez seja porque a história é principalmen-
novas formas de relação entre a economia, o Estado e a te Musa, e porque preferimos que o seja. Eu não tenho
sociedade9. Perceber-se como integrante deste mundo mais o que dizer... reverencio as Musas”11.

4 Livro do Professor
3ª. série – 1º. volume

História
5
Para pensar criticamente a História no século XXI, alertar para que eventuais anacronismos sejam evita-
levando os alunos a se perceberem como sujeitos his- dos, demonstrando que a interpretação do passado,
tóricos, alguns procedimentos metodológicos são ne- apesar de ser realizada sob perspectivas do presente,
cessários: deve respeitar a temporalidade do assunto estudado;
contextualizar e problematizar o conteúdo, sempre apresentar e utilizar variados documentos históri-
que possível, com situações mais próximas da rea- cos, incentivando os alunos a se integrarem com
as práticas de investigação histórica por meio da
lidade dos alunos, possibilitando a percepção das
interpretação de dados e informações representados
diversidades culturais e dos conflitos inerentes à
de diferentes formas;
vida em sociedade;
conscientizar da importância da leitura de livros,
conduzir os conteúdos, que são apresentados de visto que representam um referencial imprescindível
forma separada, como partes integrantes de um para a formação de cidadãos livres e independentes;
todo, ou seja, trabalhar o conceito de processo his-
sistematizar os conhecimentos trabalhados por meio
tórico para que os alunos reconheçam a realidade de atividades de pesquisa, de reflexão e de verifi-
histórica; cação do entendimento dos alunos.

2. Organização didática
O livro de História apresenta os conteúdos divi- Nessa seção, são contempladas ativi-
didos em unidades de trabalho, que podem variar em dades de interpretação de documentos
quantidade a cada volume de acordo com os assuntos historiográficos, imagens, mapas, foto-
abordados. As unidades, por sua vez, podem ser divi- grafias, obras de arte, charges, histórias
didas em subtítulos, itens e subitens, recurso utilizado em quadrinhos, caricaturas, etc.; textos
para apresentar características específicas dos assuntos jornalísticos e literários; além de outros documentos rela-
apresentados. cionados aos temas que serão estudados nas três séries
Para organizar didaticamente os conteúdos e as ati- do Ensino Médio.
vidades, foram criadas seções. Por se tratar de uma obra Atividades de investigação e estudo, apre-
integrada, algumas seções são comuns a todas as disci- sentadas com orientação ou roteiro para
plinas, outras são específicas desta. Elas não obedecem que os alunos realizem adequadamente
a uma ordem previamente estabelecida e não são usadas, os procedimentos de pesquisa. Pode con-
necessariamente, em todas as unidades. As seções são: templar atividades individuais, em duplas ou em grupos
Seção que tem por objetivo a retomada maiores. Apresenta como principais objetivos o desenvol-
de conteúdos já estudados, propostas de vimento do hábito de buscar mais informações, ampliando
reflexão sobre temas históricos ou ver- os conhecimentos trabalhados nas aulas de História; bem
sões da História, ou ainda, atividades de como o desenvolvimento da capacidade de trabalhar em
sistematização. Atividades que envolvam equipe.
a construção de linhas do tempo, para a organização tem- Para estimular a percepção da História
poral dos assuntos estudados, serão trabalhadas. como uma produção sempre inserida em
O objetivo dessa seção é propor o traba- um determinado contexto histórico, essa
lho em equipe para o desenvolvimento de seção pode apresentar informações ou
habilidades necessárias à troca de ideias, atividades que contemplem outras ver-
a discussões, à prática de saber ouvir sões para estudos históricos. Dessa forma, além da versão
diferentes opiniões e saber construir con- dita “oficial”, o material fornece aos alunos as novas abor-
ceitos em conjunto com os colegas. dagens e os novos olhares sobre temas já consagrados.
Seção que possibilita aos alunos o co-
Aqui os alunos serão lembrados do seu
nhecimento de profissões relacionadas
papel como agentes históricos, atribuindo
à área de História.
maior significado ao estudo da História.

Além das atividades presentes no de-


A seção é utilizada para aproximar os
senvolvimento da unidade, são propos-
conceitos trabalhados ao cotidiano dos
tas novas atividades com o intuito de
alunos. O objetivo é levá-los a estabe-
sistematizar e consolidar o conhecimen-
lecer relações entre os temas da Histó-
to, fechando a unidade.
ria e a atualidade.
Textos reflexivos com o objetivo de promo-
ver a conscientização dos alunos a respei-
to de questões éticas e de cidadania.

3. Conteúdos privilegiados
Durante os três anos do Ensino Médio, será apre- a organização das primeiras civilizações;
sentada aos alunos uma diversidade de conteúdos que o estabelecimento das sociedades da Antiguidade
buscam abarcar o longo processo de transformações his- Clássica;
tóricas. Nesse sentido, abordaremos desde a Antiguidade
o processo de feudalização da Europa;
até períodos mais recentes, como o fim do século XX.
o surgimento do capitalismo e a consequente con-
Assim, buscamos privilegiar características da orga-
solidação da burguesia;
nização política, econômica, social e cultural das socie-
dades organizadas em determinado contexto histórico. A o movimento de resgate da cultura clássica e a
divisão tradicional da História em épocas denominadas negação dos modelos feudais;
de Idades (Antiga, Média, Moderna e Contemporânea) o deslocamento da Europa como centro do mundo co-
será respeitada. Entretanto, daremos especial atenção nhecido e a integração de outros modelos civilizacionais;
às inovações e às contribuições da historiografia mais a substituição do trabalho manufatureiro pela in-
atual, com seus enfoques e suas análises. tensa utilização das máquinas;
Portanto, entre outros, serão privilegiados os se- os imperialismos do século XIX e suas consequências;
guintes conteúdos:
os conflitos bélicos do século XX.

4. Objetivos gerais
Ao privilegiarmos os conteúdos já citados, obje- ram conferindo modelos e padrões que, invariavelmente,
tivamos que os alunos possam compreender a História caracterizaram não apenas a História como também as
como um longo processo de transformações, no qual as
sociedades contemporâneas. Ou seja, nosso maior obje-
sociedades humanas modificaram-se de acordo com as
demandas de cada época. tivo é que os alunos percebam-se como parte integrante
Dessa maneira, temos por propósito capacitar os do processo histórico, que eles se reconheçam, de fato,
alunos a identificarem que as mudanças históricas acaba- como sujeitos históricos.

6 Livro do Professor
3ª. série – 1º. volume

História
7

5. Avaliação
A avaliação não deve ser entendida como o momen- Entre os vários objetivos que norteiam o processo
to final de um período de atividades escolares, mas como avaliativo, é fundamental observar o reconhecimento
parte integrante do processo de ensino-aprendizagem. pelos alunos do papel das diferentes linguagens, dos
Isso equivale a dizer que a avaliação deve ter um caráter diferentes agentes sociais e dos diferentes contextos
diagnóstico e processual. Diagnóstico porque permite que históricos. Para isso, é necessário que o professor explore
o professor acompanhe o desempenho e o desenvolvi- fontes documentais de natureza diversa, permitindo aos
mento de seus alunos. Processual porque, dependendo alunos as tarefas de crítica, de análise e de interpretação.
das dificuldades e dos avanços detectados, o professor A utilização de fontes documentais diversas favo-
pode rever os procedimentos que vem utilizando e redi- rece a compreensão das relações entre continuidade/
recionar a sua prática pedagógica. permanência e ruptura/transformação nos processos
Nessa perspectiva, a avaliação representa uma históricos, situando as diversas produções da cultura
prática fundamental para verificar o alcance das metas nos contextos históricos de sua constituição e significa-
estabelecidas, as aprendizagens construídas pelos alunos ção. Consequentemente, também figura como objetivo
e o impacto dessas aprendizagens na vida de cada um. o desenvolvimento da capacidade de os alunos relati-
A prática avaliativa necessita, portanto, integrar vizarem as variadas concepções de tempo e formas de
todo o processo educativo, do início ao fim. Seu resultado periodização do tempo cronológico, reconhecendo-as
precisa ser fonte de informação para nortear a aprendi- como construções culturais e históricas.
zagem de cada aluno ou do grupo e, ao mesmo tempo, Alcançar tais objetivos permitirá, em tese, que os
servir como instrumento de regulação do planejamento alunos consigam posicionar-se diante de fatos presentes
e de verificação de sua adequação às necessidades de a partir da interpretação de suas relações com o passado.
aprendizagem. Embora a prova continue sendo um dos instrumentos
A avaliação é uma atividade ampla e complexa. É de avaliação mais utilizados, outras atividades podem
importante que, ao exercê-la, o professor tenha em vista contribuir com a prática da avaliação, como trabalhos
não um instrumento de dar nota, mas o domínio gradativo individuais ou em grupo. Nesse caso, é importante prio-
das atividades propostas. Essa possibilidade expressa o rizar outras abordagens do conteúdo apresentado no livro
caráter formativo da avaliação, para além de sua função didático, para reforçar a ideia de que a História é escrita
meramente classificatória. por alguém que, mesmo não intencionalmente, expressa
“Ao procurar identificar e interpretar, mediante suas impressões, crenças e ideologias.
observação, diálogo e instrumentos apropriados, sinais
O trabalho cotidiano, ou seja, a participação durante
e indícios das competências desenvolvidas pelos alunos,
o professor pode julgar se as capacidades indicadas nos as aulas, também é um bom indicador do aproveitamento
objetivos estão se desenvolvendo a contento ou se é dos alunos. O comprometimento deles em sala de aula
necessário reorganizar a atividade pedagógica para que representa um referencial significativo na avaliação. Eles
isso aconteça” (PCN - BRASIL, 1998). também precisam prezar pela organização e pelo capricho
das tarefas rotineiras, pois o caderno tem que ser uma
Vista dessa forma, a prática da avaliação só vem a de suas fontes de consulta mais utilizadas.
enriquecer o processo, pois, mais do que quantificar por Enfim, a avaliação é um processo que não se reduz
meio de uma nota, a escola passa a se responsabilizar à simples execução de algumas provas, verificando-se
pela qualidade do ensino. apenas o conteúdo.
6. Referências
ABREU, Martha (Org.). Ensino de História: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.

BANN, Stephen. As invenções da história: ensaios sobre a representação do passado. São Paulo: Unesp, 1994.

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994.

BROTTON, Jerry. El bazar del renacimiento: sobre la influencia de oriente en la cultura occidental. Buenos Aires:
Paidós, 2004.

BURKE, Peter (Org.). A escrita da História: novas perspectivas. São Paulo: Unesp, 1992.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede: a era da informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz
e Terra, 1999.

FURET, François. A oficina da história. Lisboa: Gradiva, 1986.

HOBSBAWM, Eric. Sobre la historia. Barcelona: Crítica, 2004.

KARNAL, Leandro (Org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2005.

MEINERZ, Carla Beatriz. História viva: a história que cada aluno constrói. Porto Alegre: Mediação, 2001.

REIS, José Carlos. Escola dos Annales. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

REVEL, Jacques (Org.). Jogos de escalas: a experiência da microanálise. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio
Vargas, 1998.

VALERY, Paul. Variedades. São Paulo: Iluminuras, 2007.

WEHLING, Arno. A invenção da História: estudos sobre o historicismo. Rio de Janeiro: Editoria Central da
Universidade Gama Filho; Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 1994.

1
PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. O que e como ensinar: por uma história prazerosa e consequente. In: KARNAL, Leandro
(Org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2005. p. 17-36.
2
HOBSBAWM, Eric. El sentido del passado. In: ______. Sobre la historia. Barcelona: Crítica, 2004. p. 23-37.
3
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil, Subchefia para assuntos jurídicos. Lei n.º 9.394 de 20 de dezembro de 1996:
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm>.
Acesso em: 10 out. 2009.
4
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais para o
Ensino Médio. Brasília: (Semtec/MEC), 2000. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/blegais.pdf>. Acesso
em: 9 out. 2009.
5
PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. Op cit. p. 19.
6
Idem.

8 Livro do Professor
3ª. série – 1º. volume

História
9
7
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: ______. Magia e técnica, arte e política.
São Paulo: Brasiliense, 1994. p. 165-196.
8
BROTTON, Jerry. El bazar del renacimiento: sobre la influencia de oriente en la cultura occidental. Buenos Aires: Paidós,
2004. p. 45. Adaptação.
9
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede: a era da informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra,
1999. p. 21.
10
PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. Op cit. p. 28.
11
VALERY, Paul. Variedades. São Paulo: Iluminuras, 2007. p. 113.
10
Programação de conteúdos para o Ensino Médio

1.a SÉRIE 2.a SÉRIE 3.a SÉRIE

Livro do Professor
1. Introdução aos estudos da História 1. Colonização europeia nas Américas 1. Brasil Era Vargas
• História • Ação colonizadora espanhola • Eleições de 1930 e o processo
• Conceitos • Ação colonizadora portuguesa revolucionário
2. Primeiras comunidades • Ação colonizadora inglesa • Governo Provisório (1930-1934)
• Conceito de civilização 2. Colonização portuguesa na América • Governo Constitucional (1934-1937)
• Estabelecimento das primeiras • Organização política • Governo Ditatorial (Estado Novo) (1937-
civilizações • Organização econômica -1945)
3. Mesopotâmia • Organização social • Cultura e sociedade nos anos de 1930 e
• Região • Cultura na Colônia portuguesa 1940
• Povos mesopotâmicos 3. Antigo Regime 2. Segunda Guerra Mundial
• Política, economia e religião • Conceito • Origens
• Cultura • Política, economia e religião • Conflito armado
4. Egito • Contexto histórico nos séculos XVI, XVII • Fases do conflito
• Região e XVIII • O ano de 1941
• Egípcios 4. Iluminismo • A Guerra do Pacífico
• Política, economia e religião • Revolução científica • Holocausto judeu
• Cultura • Revolução intelectual • A participação brasileira

1.o VOLUME
5. Hebreus, fenícios e persas • Despotismo esclarecido 3. Pós-Segunda Guerra Mundial
• Região • Conceito de Guerra Fria
• Hebreus • Bipolarização mundial
• Fenícios • Arte, cultura e sociedade nos anos de
• Persas 1940 e 1950
• Características gerais 4. Brasil nos anos de 1940 e 1950
• Dutra: contradição interna e abertura
externa
• O retorno de Getúlio Vargas
• Juscelino Kubitschek e o Nacional
Desenvolvimentismo
• Cultura e sociedade
1.a SÉRIE 2.a SÉRIE 3.a SÉRIE

6. Grécia Antiga 5. Revolução Industrial 5. Descolonização na Ásia e África


• Região • Conceito • Descolonização na África
• Gregos • Origens da Revolução Industrial • Descolonização na Ásia
• Política e economia • Revolução Industrial na Inglaterra 6. Movimentações Comunistas
7. Grécia Antiga • Segunda Revolução Industrial • Revolução Chinesa
• Cultura e religião • O caso japonês: Era Meiji • Guerra da Coreia
• Influências gregas 6. Revoluções Burguesas • Guerra do Vietnã
8. Roma Antiga • Ascensão da burguesia • Revolução Cubana
• Região • Revoluções Inglesas 7. A questão árabe-israelense na
• Romanos • Revolução Francesa Palestina
• Monarquia romana • Repercussões no Brasil • Origens
• Religião • Repercussões na América espanhola e • Guerra do Canal de Suez (1967)
9. Roma Antiga inglesa • Guerra dos Seis Dias (1956)
• República romana 7. Processos de independência na • Guerra do Yom Kippur (1973)
• Cultura América
• Crise da República • Estados Unidos
• Império Romano • América espanhola

2.o VOLUME
• Religião • América portuguesa
• Influências romanas
10. Povos “bárbaros”
• Conceito histórico
• Povos “bárbaros”
• Política, economia e religião
3ª. série – 1º. volume

11

História
12
1.a SÉRIE 2.a SÉRIE 3.a SÉRIE

Livro do Professor
11. Transição da Antiguidade para a Idade 8. Brasil Império 8. Cultura e sociedade: anos de 1960 a
Média na Europa • Primeiro Império 1980
• Conceito histórico • Período Regencial • Movimentos de contracultura
• Feudalismo 9. Segundo Império • A contestação ao comunismo no Leste
• Política, economia e religião • Política e economia Europeu
• Outro feudalismo: o caso do Japão • Cultura e sociedade 9. O Brasil nos anos de 1960 e 1980
12. Império Bizantino • Crise do sistema imperial brasileiro • Jânio Quadros e João Goulart: a crise do
• Outra Idade Média 10. Ideologias do século XIX populismo
• Império do Oriente • Nacionalismo • Regime militar
• Política, economia e religião • Socialismo • Milagre econômico
• Influências bizantinas • Anarquismo • Cultura e contracultura
13. Árabes • Doutrina Social da Igreja 10. A crise do comunismo e o fim da
• Outra Idade Média • Unificação alemã e italiana Guerra Fria
• Árabes 11. Imperialismo • Perestroika e glasnost
• Política e economia • Ascensão europeia e partilha colonial • Origens do neoliberalismo
• Religião: surgimento do Islã • Imperialismo estadunidense
• Cultura e influência árabe-islâmica para 12. La Belle Époque

3.o VOLUME
o Ocidente • Transformações de fim de século
14. Transição da Idade Média para a Idade • Paz armada
Moderna • Cultura e sociedade no Brasil
• Cruzadas
• Renascimento comercial e urbano
• Formação da burguesia
• Crise do século XIV
• Transição do feudalismo para o
capitalismo
1.a SÉRIE 2.a SÉRIE 3.a SÉRIE

15. Expansão marítima e absolutismo 13. República no Brasil 11. Brasil: Nova República
• Participação da burguesia • República dos marechais • Abertura política
• Política absolutista • República do café com leite • Eleição de Tancredo Neves
• Economia mercantilista • Movimentos sociais na Primeira • Neoliberalismo no Brasil
• Expansão comercial República • Cultura e sociedade no Brasil dos anos
• Grandes navegações 14. Primeira Guerra Mundial de 1980 e 1990
16. Renascimento e Reforma • Origens 12. O fim da Guerra Fria e a nova ordem
• Conceito • Fases mundial
• Renascimentos: do Oriente e do Ocidente • Características • O mundo globalizado
• Panorama religioso • Depois da Grande Guerra • Norte x Sul
• Conceito de Reforma 15. Revolução Russa • O avanço do terrorismo
• Reforma Religiosa • Rússia czarista • A cultura na era da informação
• Contrarreforma • Industrialização e urbanização russa 13. O Brasil nos anos de 1990
17. África Atlântica • Crise do czarismo • Crescimento econômico x desigualdade
• Importância do estudo da África • Revolução russa social
• Continente africano e diversidade 16. O mundo Entreguerras • A questão da violência
• África Atlântica • Economia capitalista • Cultura e sociedade

4.o VOLUME
• Economia e sociedade • Crise de 1929
• Organização familiar e trabalho • Política nas décadas de 1920 e 1930
• Escravidão • Arte no Entreguerras
• Comércio escravista através do Atlântico
18. Povos da América
• Chegada dos europeus
• Organização dos povos pré-colombianos
• Conquista
19. África, América, Ásia, Europa e
Oceania: um mundo
• Percepção do outro
• Primórdios da globalização
• Relações comerciais e culturais
3ª. série – 1º. volume

13

História
Anotações

14 Livro do Professor