Você está na página 1de 9

UNIVERSIDADE DE UBERABA – UNIUBE

ENGENHARIA AMBIENTAL

ARTHUR
ERIC MELLUCCI
RAFAELA C. SANTOS SILVA

FENÔMENOS DE TRANSPORTE
UBERABA - MG
2010
UNIVERSIDADE DE UBERABA – UNIUBE

ARTHUR
ERIC MELLUCCI
RAFAELA C. SANTOS SILVA

PRÁTICA III

Trabalho apresentado à UNIUBE,


Universidade de Uberaba – como
parte das exigências à conclusão da
disciplina Fenômenos de Transporte
do VI Período do Curso de
Engenharia.
Orientador: Shimano

UBERABA-MG
2010
1. Fundamentos teóricos

O transporte de fluidos é feito através de condutos projetados para esta


finalidade. Esses condutos podem ser:
- abertos para atmosfera recebendo o nome de canais e destinados
principalmente ao transporte de água.
- condutos fechados onde a pressão é maior que a atmosférica, sendo assim
denominados dutos sob pressão.
Os escoamentos em dutos sob pressão são característicos nos escoamentos
provocados por bombas hidráulicas. O escoamento interno em tubulações sofre forte
influencia das paredes, dissipando energia devido ao atrito.
As partículas em contato com a parede adquirem a velocidade da parede, ou
seja, velocidade nula, e passam a influir nas partículas vizinhas através da viscosidade e
da turbulência, dissipando energia. Essa dissipação de energia provoca um abaixamento
da pressão total do fluido ao longo do escoamento que é denominada perda de carga.
A perda de carga pode ser distribuída ou localizada, dependendo do motivo que
a causa:
- Perda de carga distribuída:
A perda de carga em sistemas hidráulicos ocorre em trechos retilíneos de tubos,
conhecida como perda de carga distribuída e em trechos singulares tais como: curvas,
válvulas, derivações, entradas, saídas, etc., que corresponde à perda de carga localizada
(ou acidental). A seguir elas são apresentadas separadamente.
Existem várias equações na bibliografia que tentam calcular a perda de carga
distribuída em tubulações.
Fórmula Universal de perda de carga de Darcy-Weisbach:
L V2
∆H D = f
D 2g
Onde L é o comprimento do tubo (m), D o diâmetro interno do tubo (m) e
f o fator de atrito.
O fator de atrito depende das asperezas da parede do tubo e do tipo de regime
do escoamento (laminar ou turbulento) e pode ser obtido por equações ou pelo ábaco de
Moody. Nesse roteiro utiliza-se a equação de Swamee definida pela fórmula:
0 ,125
 8
  ε 6

−16

 64  5,74   2500  
f =  
 Re y  + 9,5 ln 
 3,7 D + Re y 0,9 
 −
 
  
  
    Re y  
 
 
Onde ε é a rugosidade da tubulação, Re y o número de Reynolds definido pela
equação:
ρVD VD
Re y = =
µ ν

O número de Reynolds é um adimensional e possui a seguinte faixa de valores


para escoamento em tubulação:
Re y < 2000 : regime laminar.
2000 < Re y < 4000 : regime de transição.
Re y > 4000 : regime turbulento.
O turbulento ainda se subdivide em turbulento liso, turbulento na transição e
turbulento rugoso, dependendo se a subcamada limite laminar cobre ou não as asperezas
da tubulação.
Outra equação bastante utilizada para o cálculo da perda de carga distribuída
em tubulação, principalmente na prática da engenharia sanitária americana, é a fórmula
empírica de Hazen-Williams:
1,85
L Q 
∆H D = 10 ,65  
D 4,87 c
Onde c é um coeficiente de rugosidade que depende da natureza das paredes
do tubo. Essa fórmula é recomendada para tubulação com diâmetro acima de quatro
polegadas (ou 100 mm), água com temperatura a 20°C, e escoamento turbulento de
transição. A origem dessa fórmula é experimental com tratamento estatístico dos dados.

- Perda de carga localizada


Outras perdas de carga são geralmente classificadas como “localizadas”. Elas
aparecem quando há uma modificação significativa na configuração do escoamento.
Sendo assim, elas ocorrem em contrações e em alargamentos dos condutos (tanto de
forma repentina como gradual), em válvulas, conexões, curvas, entrada e saída de um
conduto. Em alguns casos, uma perda “localizada” pode ser bastante importante.
(GILES; EVETT; LIU, 1996)
Perdas de entrada ocorrem quando um líquido entra em um tubo saindo de um
grande tanque ou reservatório. O valor da perda de carga depende significativamente da
forma da entrada. Se uma entrada for bem arredondada, a perda de carga será muito
pequena. Perdas de saída ocorrem quando um líquido sai de um conduto e entra em um
grande tanque ou reservatório. Perda por contração súbita ocorre quando há uma
redução abrupta na bitola do conduto e perdas por expansão súbita resultam de aumento
abrupto na bitola do conduto. De forma semelhante, perdas por expansão gradual
ocorrem quando há um crescimento gradual na bitola do conduto e perdas por redução
gradual acontecem quando há uma redução gradual no tamanho do conduto. (GILES;
EVETT; LIU, 1996)
Considerações teóricas das várias perdas de carga localizadas são bastante
complexas, portanto elas são geralmente determinadas por métodos empíricos e
expressas em termos da altura de carga de velocidade aplicável.
2.0 – Procedimentos

3.0 – Dados experimentais/cálculos/resultados


PERDA DE CARGA DISTRIBUIDA
Tubo 1 20s
Vazão direta
Medidas H1 H2 ∆H H Q(m³/s) v f
1 959 859 100 80
2 1136 1041 95 105
3 1317 1145 172 123

Tubo 2 20s
Vazão direta
Medidas H1 H2 ∆H H Q(m³/s) v f
1 830 879 49 80
2 916 988 72 105
3 965 1055 90 123

PERDA DE CARGA LOCALIZADA


Calculo do coeficiente k

Curva 20s
Vazão direta
Medidas H1 H2 ∆H H Q(m³/s) v k
1 670 633 37 87
2 845 785 60 165- 30s
3 1087 940 147 155

Cotovelo 20s
Vazão direta
Medidas H1 H2 ∆H H Q(m³/s) v k
1 633 556 77 87
2 785 639 146 165-30s
3 940 694 246 155

Calculos:
L= 77cm
D= 22 mm

4.0 – Discussão/Conclusão

Os objetivos desta aula foram cumpridos, pois possibilitaram o entendimento


sobre perda de carga distribuída em um sistema contendo uma tubulação arranhada.
Os objetivos desta aula laboratorial foram cumpridos, pois possibilitaram o
entendimento sobre perdas de cargas localizadas em um sistema contendo cotovelos e
curvas. Conclui-se que a perda de carga localizada para a curva de 90° é menor que a
perda de carga localizada no cotovelo de 90°, sendo causado pela sua angulação mais
fechada, aonde o fluido é forçado a mudar sua direção e sentido.

5.0 – Referencias
http://www.escoladavida.eng.br/mecflubasica/Apostila/Unidade%206/Terceira
%20aula%20un%206.pdf. Acesso em 20 de junho de 2010.

http://www3.fsa.br/LocalUser/barral/Op_unit/Perda_de_carga.pdf. Acesso em
19 de junho de 2010.