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ÉTICA E ORIENTAÇÃO

PROFISSIONAL
SUMARIO

1. ÉTICA E MORAL..................................................................................................03

2. VALORES ÉTICOS INDIVIDUAIS E ORGANIZACIONAIS................................06

3. CONDUTA ÉTICA................................................................................................08

4. POR QUE FALAR SOBRE ÉTICA?.....................................................................09

5. ÉTICA PROFISSIONAL........................................................................................10

6. CÓDIGO DE ETICA PROFISSIONAL.................................................................12

ATIVIDADES.................................................................................................................18

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................21
1. ÉTICA E MORAL

Aqui abordaremos os conceitos fundamentais de Ética e Moral deste sua abordagem


nos tempos antigos, antes de Cristo até nossos dias. Iremos refletir a base destes
conceitos e compreender a diferença entre o que é moral, imoral e amoral.

1.1. Introdução à Ética


Há sempre uma confusão na compreensão dos termos ética e moral, inclusive
levando a crer que ambos tenham o mesmo significado. Mas que fique claro que isto
não está correto. Vamos compreender o conceito de ética para depois diferenciá-lo de
moral.
Quando se fala de ética, nos dar impressão que as coisas estão indo mal. Parece
que há uma crise e logo nos reportamos a escândalos envolvendo a administração
pública. “Ora cada um de nós tem sua própria ética baseada nas regras impostas pelo
grupo do qual fazemos parte cujas ações fundamentam na cultura transmitida de geração
e que nos diz o que é certo ou errado”.
“Ética, como ciência do ethos, é um saber elaborado segundo regras ou segundo uma
lógica peculiar” segundo o ensinamento de Patrus-Penas e Castro (2010, p.23).
É a ética segundo Sour (2011, p.21), que esclarece o motivo que leva os agentes
sociais a tomarem esta ou aquela decisão, orientados por este ou aquele valor,
condicionados por estes ou aqueles interesses. Portanto, ser ético, significa ser um
agente social cujas decisões são fundamentadas na moral do grupo ao qual pertence e
são tomadas com base em valores e interesses que busquem o bem comum.
O termo “ética” foi trazido pelo trabalho de Pitágoras em VI a.C. e por Aristóteles, em
IV a.C. em sua obra “Ética a Nicômaco”.
Cada sociedade tem sua ética própria, não podemos dizer que há certo ou errado
quando se compara o papel que se atribui à mulher do ocidente com aquele preconizado
no Oriente Médio ou na cultura mulçumana. Lá mulheres se vestem com uma
vestimenta chamada burka, que não é adotada pelas mulheres do ocidente.

Figura 1: Crianças e mulheres mulçumanas – leis mulçumans em ação

1.2. Introdução a Moral


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Colombo et. Al (2011 indica que, para Vasquez (2005) o comportamento moral é
legislado pela ética, Os autores reforçam ainda que “a ética vai definir o que é bom e
investigar princípios da moralidade de uma sociedade. Ela fundamenta e justifica certos
comportamentos, mas não cria amoral”.
A moral de um grupo é um conjunto de norma vigente consideradas como
critérios que orientam o modo de agir dos indivíduos daquela sociedade.
“Quando se qualifica um comportamento como bom ou mau, tem-se um critério que é
definido no espaço da moralidade”. Ensina Rios (2011) e isso interessa a ética no
sentido de procurar fundamento dos valores que oferecem sustentação para este
comportamento bom ou mal.
Observando a figura abaixo resume a diferença entre aética como uma disciplina
teórica e a ética individual, a moral e a conduta.

A ética – disciplina teórica


Estudo da modalidade é
Ética individual Valor cultura Padrões éticos

Moral (Conjunto de (Qualidade socialmente Normas (regra de conduta,

normas de conduta) desejada) pauta de ação)


A origem da palavra “ética”, conforme Sour (2011, p.18), está no “caráter
distintivo, os costumes, hábitos e valores de determinada coletividade ou pessoa”. Daí
surge a confusão entre ética e moral, pois a palavra “costume” foi traduzida em latim
por mos ou mores no plural, derivando a palavra moral, no português.
Reportando-nos a Sour (2011, p.21) para a definição de ética como sendo “o
estudo dos fatos sociais, ou seja, relações entre agentes historicamente definidos. A ética
é o conhecimento dos fatores morais.
As escolhas que estes agentes fazem considerando suas avaliações sobre o bem e
mal; o mal e o bem (quando se admite que haja um mal necessário para que um bem
maior seja atingido); o bem e o bem (quando só é possível beneficiar uma das partes
como exemplificado na Figura 1.3); e o mal e o mal (quando se admite que “entre os
males, o menor”) é o que diferencia fatos morais (estudados pela ética) de fatos sociais
(do cotidiano).

Figura 2: A escolha entre o bem e o bem: o que é bom para agazelas não é bom para
leoa
Temos então que moral, para Rios (2011, p.32) é “um conjunto de regras destinadas
a regular as relações dos indivíduos em uma comunidade social dada”. Estas normas e

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regras, para Rios “se sustentam nos valores criados pelos sujeitos em suas relações entre
si e com a natureza”.

1.3. Na Visão Ética de Einstein

Albert Einstein nasceu na Alemanha, em 1879,

conhecido como o autor da teoria da relatividade. Em

1921 recebeu o prêmio Nobel de Física. Faleceu em

1955.

Albert Einstein

A humildade, afabilidade, cordialidade e confiança naquilo que fazia eram


características de Albert Einstein cuja irreverência, segundo Sá (2010, p.46) era fruto de
seu inconformismo. Sua visão ética sobre a vida foi um dos seus legados, além das
brilhantes pesquisas no campo da Física e da Matemática. Sá reforça alguns princípios
éticos de Einstein.
- valor para a simplicidade, liberdade e respeito a cada ser;
- recusa a normas, dogmas, inconformismo e submissão;
- aceitação daquilo que se pode compreender;
- repúdio à escravidão;
- confiança na criatividade do ser humano;
- crença de que os males são resultados do desamor e da ignorância
Aceitação de que não se ensina ou aprende o que não se ama;
- fama merece cautela, pois causa inveja e ressentimento.

ATIVIDADE

1. Reflita sobre um personagem da História que tenha deixado um legado ético assim
como vimos nessa aula, em relação a Einstein. Faça uma relação dos princípios dessa
pessoa e a utilize como exemplo para suas reflexões.
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2. Segundo o que você aprendeu até agora, qual a diferença básica entre a Ética e a
Moral?

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2. VALORES ÉTICOS INDIVIDUAIS E ORGANIZACIONAIS

Nesta segunda parte abordaremos os valores, elementos fundamentais para as decisões


éticas individuais e organizacionais, seja elas públicas ou privadas.

2.1 Valores e Virtudes


Valores são princípios dos quais não se abre mão. Eles estão na base de nossa
conduta individual assim como são os fundamentos da tomada de decisão das
organizações. Você conhece os valores declarados pela empresa onde você trabalha?
Observe na figura abaixo que os valores estão na base do planejamento estratégico das
organizações. Os níveis estratégico, tático e operacional executam suas tarefas e tomam
decisões com base nas crenças da organização.
Sá recorre a Aristóteles para ensinar que “aos hábitos dignos de louvor
chamamos de virtudes”. Vale aqui ressaltar que os virtuosos são dignos de louvor ainda
que o meio em que vivem ou trabalhem não proporcione a pratica da conduta virtuosa.
A conduta virtuosa (respeitar todos os seres, por exemplo) é uma qualidade fundamental
no campo da ética e somente é possível para pessoas com valores (respeito por
exemplo) fortes.

Missão Estratégia Visão Foco estratégico

Plano de ação Monitoramento e correções

Nível tático Valores da organização

Missão Missão Estratégia

Estratégia
Quando os valores mudam os costumes também mudam, a legislação
acompanha esta mudança e estabelece limites para o convívio harmonioso e este
conjunto determina o comportamento ético das pessoas naquela sociedade. Por
exemplo, na década de 50 não se imaginava que as mulheres trabalhassem fora de casa.
O valor atribuído à presença da mulher no mundo do trabalho era diferente daquela que
vemos atualmente, no século XXI.
Mudança desse valor leva a uma mudança de costumes, pois atualmente não
somente as mulheres trabalham como já se vê uma mudança radical de valores em que o
homem passa a se dedicar mais às atividades domésticas. Com esta mudança de valores

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e costumes, a legislação que prevê os direitos das mulheres passa a reger situações
como a obrigatoriedade de berçário para empresas com um número de mulheres
empregadas.
Para Rios (2011, p28), “não é apenas no campo da moralidade que se encontram
valores. Existe valoração na medida em que qualquer interferência do homem na
realidade se dá para conferir um significado a esta realidade”.

Figura 3: papel da mulher no século XXI

2.2. Consciência Ética

O que se pode fazer se o Código Civil protege o sigilo e a lei fiscal obriga sua
quebra? A consciência, bem como lembra Sá “tem como mais forte o dever de não trair
e de não insurgir-se contra aquele que se tem o dever de proteger”.
Contudo quando prevalece o bem público, age a lei no sentido de revelar aquilo
que a consciência leva a omitir. Deveria ser necessária a ação da lei já que se sabe que
omissão prejudica o bem estar público?
Uma mensagem que vem à mente quando se fala sobre consciência ética é a
ocupação, em novembro de 2010, do Morro do Alemão e um ano depois em novembro
de 2011 a ocupação da Favela da Rochinha, no Rio de Janeiro. Estas duas comunidades
mantinham seu próprio código de ética respeitado não somente pelos próprios
traficantes, mas também pelos moradores, independente de sua opinião a respeito.

Figura 4: Ocupação da Rochinha em 2011

A intervenção dos policiais, com apoio do Governo Federal brasileiro se deu e


foi legitima, pois a ética ali predominante entrava em conflito com a ética da sociedade,
prejudicando os moradores daquele local e oferecendo um exemplo de conduta para

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outros indivíduos que não condiz com a convivência saudável que se espera para os
seres humanos.
A consciência ética daqueles que denominavam estas comunidades não condiz
com aquela que é aceita em nossa sociedade. É deste choque de percepções sobre o que
certo errado que se origina confrontos com estes aos quais assistimos.
Sá apresenta alguns estados especiais de manifestação da consciência ética ao
indicar que sentimentos morais, religiosos, partidários e econômicos assim como as
expressões do ego voltadas para o interesse e a emoção podem tentar a consciência ética
a ceder. As qualidades destas manifestações é que determina o quanto as circunstancia
ambientais influenciarão na firmeza do caráter de quem toma a decisão.

3. CONDUTA ÉTICA

Nesta aula, será abordada a ética como base para a conduta do homem,
individualmente, nas organizações em que trabalha ou nos grupos sociais aos quais
pertence.

3.1. A Conduta Ética

Algumas vezes você já se deparou com situações em que faz necessária a


orientação quanto às roupas adequadas para situações especiais no cotidiano, no
ambiente de trabalho e no culto religioso. No Brasil, não há penalidades legais
implícitas, mas existem punições sociais expressas pela rejeição do grupo. Já em outros
países, o desrespeito às normas de conduta simples como o uso de vestimentas
especificas ferem os princípios religiosos e, nesse caso existe a punição pela lei.
Neste sentido, vale ressaltar que a conduta humana deve respeitar normas
implícitas no convívio ou explicitas em manuais, códigos ou na lei, por exemplo. A
palavra “etiqueta” traz este conceito, pois trata-se do respeito à ética em situações
especificas do convívio, como por exemplo à mês, durante as refeições, numa cerimônia
religiosa; num evento político. O cerimonial segue uma etiqueta prevista que por sua
vez contempla os princípios éticos fundamentados na moral, nos costumes e valores
daquele grupo.

3.2. Os dilemas pessoais e profissionais

No exercício de nossa profissão, nos deparamos frequentemente com dilemas


éticos que exigem reflexão. Por exemplo, o que dizer de um advogado que deve
defender um criminoso? Ou de um contador que, mesmo sabendo das atividades ilícitas
de seu cliente, tenha que lhe prestar serviços? Ou reportar obrigatoriamente um acidente
ocorrido no trabalho ainda que isto cause impactos negativos para empresa junto a
sociedade?

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A sabedoria de Salomão foi decisiva para um dilema a ele apresentado, quando
duas mulheres disputavam por uma criança. Salomão sabendo que a sabedoria de Deus
o assistia soube julga com retidão.
3.3. Os interesses pessoais

Para Sour (2011, p.41), interesses são “fatores tão valiosos para os agentes
sociais que eles se mobilizam para satisfazê-los e defendê-los”. O problema começa
quando os interesses pessoais encontram-se no limite do egoísmo e da ganancia. O
exemplo disto foi a fraude de 65 bilhões de dólares conduzida por Bernard Madoff.
Por outro lado, há situação interessante a ser observada. Os trabalhadores muitas
vezes queixam da pressão sofrida no ambiente de trabalho, mas quando são chamados a
revelar a causa do estresse, não apontam suas verdadeiras causas acreditando que
colocarão em risco sua competência profissional.
A medida que cada um olha somente para seus interesses pessoais, cria-se um
círculo vicioso e todos perdem. Faça uma reflexão e veja como a conduta ética permeia
vários aspectos do nosso cotidiano exigindo reflexões constantes!

ATIVIDADE
No exercício de sua profissão, você já se deparou com dilemas éticos? Qual escolha
você fez e a que renunciou? Após sua decisão, que foi sua avaliação: a escolha que vez
demonstrou ser amais correta?

4. POR QUE FALAR SOBRE ÉTICA?

Nesta aula vamos falar de alguns temas polêmicos ao longo da história da humanidade
que nos levam a refletir sobre as razões para sermos éticos.

“Como querem que eu faça tudo direito se a justiça é morosa, os impostos são um
absurdo, todo dia vemos escândalos com os políticos em quem votamos, o mundo cheio
de gente esperta (...) por que eu tenho que ser ético?” São estas e outras situações que
não podem servir como parâmetros para nossa conduta.

4.1. Decisões éticas e antiéticas na história da humanidade

Decisões antiéticas relatadas na história da humanidade e que ao longo do tempo foram


corrigidas. Ao declarar que a Terra se move em torno do Sol e não o universo, Galileu
desafiou a Igreja Católica que o convocou para julgamento diante do Santo Oficio, em
Roma. Condenado a se retratar publicamente, por ter sussurrado Eppur si muove , ou
seja “mas ela se move referindo a Terra em torno do Sol.

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Galileu Galilei
Somente no Século XX, a Igreja por meio do Papa João Paulo II se retratou
publicamente, assumindo o erro por esta condenação.

5. ÉTICA PROFISSIONAL

Nesta aula, veremos o conceito de profissão e as virtudes que o exercício exige.

5.1. O que é profissão

0 “exercício habitual de uma tarefa, a serviço de outra pessoa” é o conceito que Sá


(2009, p.155) atribui à profissão. Benefícios para quem desempenha a tarefa como para
quem é beneficiado por sua execução também integram este conceito.
A ética, para Sá, permeia o exercício da profissão na medida em que a conduta
profissional condizente com a moral e a regulação feita pela lei garante benefícios para
os profissionais, a categoria à qual pertencem e para a sociedade. Vale aqui ressaltar
que a conduta ética universal independe das culturas cujos costumes são diferenciados,
ou seja, o zelo, a honestidade e a competência são virtudes desejadas em qualquer
exercício profissional independente da área de atuação ou cultura em que for
desenvolvido. Uma frase de Sá (2009, p.164) é significativa: “A profissão não deve ser
um meio apenas de ganhar a vida, mas de ganhar pela vida o que ela nos proporciona,
representando um propósito de fé”.

5.2. Virtudes exigidas na conduta profissional

Para o exercício de uma profissão, habilidades técnicas são exigidas. A pergunta


que se coloca para reflexão é: somente habilidades técnicas são suficientes para que seja
virtuoso o exercício de uma profissão? Durante a segunda guerra, médicos nazistas
utilizaram técnicas da profissão para uma determinada finalidade que inclui pesquisas.
Não é preciso dizer que tais práticas foram e continuam sendo condenadas pela ausência
absoluta de respeito à dignidade humana, virtude necessária à pratica de qualquer
profissão. Sei que o exemplo é extremo, mas é colocado aqui para que não nos
esqueçamos que a pratica de nossas profissões requer acima de tudo o exercício da
moral e da ética colocando em pratica as virtudes universais que permeiam os
relacionamentos, em nossa sociedade.

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5.3. Definição de ética profissional

Conjunto de normas morais pelas quais o indivíduo deve orientar seu


comportamento na profissão que exerce. A Ética é de fundamental importância em todas
as profissões, e para todo ser humano, para que possamos viver relativamente bem em
sociedade. Com o crescimento desenfreado do mundo globalizado, muitas das vezes
deixamos nos levar pela pressão exercida em busca de produção, pois o mercado de
trabalho está cada vez mais competitivo e exigente, e as vezes não nos deixa tempo para
refletir sobre nossas atitudes. Temos que ter a consciência de que nossos atos podem
influenciar na vida dos outros e que nossa liberdade acarreta em responsabilidade.
Deforma ampla a Ética é definida como a explicação teórica do fundamento último do
agir humano na busca do bem comum e da realização.

5.3.1 Ética Profissional: Quando se inicia esta reflexão?

Esta reflexão sobre as ações realizadas no exercício de uma profissão deve


iniciar bem antes da pratica profissional.
A fase da escolha profissional, ainda durante a adolescência muitas vezes, já
deve ser permeada por esta reflexão. A escolha por uma profissão é optativa, mas ao
escolhê-la, o conjunto de deveres profissionais passa a ser obrigatório. Geralmente,
quando você é jovem escolhe sua carreira sem conhecer o conjunto de deveres que está
prestes ao assumir tornando-se parte daquela categoria que escolheu.
Toda a fase de formação profissional, o aprendizado das competências e
habilidades referentes a pratica especifica numa determinada área, deve incluir a
reflexão, desde antes do início dos estágios práticos. Ao completar a formação em nível
superior, a pessoa faz um juramento, que significa sua adesão e comprometimento com
a categoria profissional onde formalmente ingressa. Isso caracteriza o aspecto moral
Mas pode ser que você precise começar a trabalhar antes de estudar ou
paralelamente aos estudos, e inicia uma atividade profissional sem completar os estudos
ou em área que nunca estudou, aprendendo na pratica. Isso não exime você da
responsabilidade assumida ao iniciar esta atividade! O fato de uma pessoa trabalhar
numa área que não escolheu livremente, o fato de “pegar e que apareceu” como
emprego por precisar trabalhar, o fato de exercer atividade remunerada onde não
pretende seguir carreira, não isenta da responsabilidade de pertencer, mesmo que
temporariamente, a um a classe, e há deveres a cumprir.
Um jovem que, por exemplo, exerce a atividade de auxiliar de almoxarifado
durante o dia e, à noite faz curso de programador de computadores, certamente estará
pensando sobre o seu futuro em outra profissão, mas deve sempre refletir sobre a prática
atual.

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5.3.2. Ética profissional: Como é esta reflexão?

Algumas perguntas podem guiar a reflexão, até ela tornar-se um hábito


incorporado ao dia-a-dia.
Tomando-se o exemplo anterior, esta pessoa pode se perguntar sobre os deveres
assumidos ao aceitar o trabalho como auxiliar de almoxarifado, como está cumprindo
suas responsabilidades, o que esperam dela na atividade, o que deve fazer, e como deve
fazer, mesmo quando não há outra pessoa olhando ou orientando.
Pode perguntar a sim mesmo: Estou sendo um bom profissional? Estou agindo
adequadamente? Realizo corretamente minhas atividades?
É fundamental ter sempre em mente que há uma seria de atitudes que não estão
descritas nos códigos de todas as profissões, mas que são comuns a todas as atividades
que uma pessoa pode exercer.
Se sua tarefa é varrer ruas, você pode se contentar em varrer ruas e juntar o lixo,
mas você pode também tirar o lixo que você vê que está prestes a cair na rua, podendo
futuramente entupir uma saída de escoamento e causando uma acumulação de agua
quando chover. Uma postura pró-ativa, ou seja, não ficar restrito apenas as tarefas que
foram dadas a você, mas contribui para o engrandecimento do trabalho, mesmo que este
seja temporário ou não.
E isso é parte do que se chama empregabilidade: a capacidade que você pode ser
um profissional que qualquer patrão desejaria ter em sua empresa, um colaborador. Isto
é, ser um profissional eticamente bom.

ATIVIDADE
Comente a figura abaixo

Nobre colega, não É esta imprensa que

aguento mais ouvir insiste em pregar no

falar de ética aqui no deserto!

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Faça um resumo sobre ética profissional (no seu caderno)

6. CÓDIGO DE ETICA PROFISSIONAL

O que é um código de ética?ARRUDA (2006, p.526) ensina que se trata de um


documento cujo objetivo é “nortear condutas, mas procedimentos específicos devem

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constar de normas, manuais ou políticas definidas concretamente para cada setor ou
atividade”.
O código de ética, segundo Patrus-Petrus e Castro (2010, pa.48) representa a
“oportunidade de a empresa manifestar os valores básicos que pautam sua conduta no
mundo dos negócios e na relação com a sociedade”.
Código de Ética é um documento de texto com diversas diretrizes que orientam pessoas
quanto as suas atitudes ideais, moralmente aceita ou tolerada pela sociedade como um
todo, enquadrando os participantes a uma conduta politicamente correta.
Com a evolução das discussões sobre o tema, observa-se que as organizações
cada vez mais têm adotado o código de ética como uma ferramenta de orientação de
conduta das pessoas que nelas trabalham. Não existem empresas éticas, mas pessoas
éticas que trabalham nas empresas. A decisão destas pessoas no cotidiano da gestão do
negócio constrói a reputação tanto da organização como dos próprios profissionais
tomadores decisão.

6.1. A ética e suas relações universais com o mundo do trabalho

6.1.1. Paradigmas da ética


É importante que não ocorram conflitos na tese de que, na conduta humana na
aplicação dos preceitos éticos, não devamos negar nossa parcela de cooperação ao
social, nem confundir o Estado com a sociedade e as ideologias do Governo com
sentimentos individuais e nacionais.
É o direito que legitima o poder e este deve legitimar inúmeras situações de
direitos que não venham jamais contrariar os princípios da ética. Não é possível
confundir a obrigação ética com a obrigação legal imposta pelo poder instaurado como
macro célula social (Estado).
O nascimento do paradigma da ética é tarefa da humanidade, ou seja, de todos os
sujeitos sistêmicos que traduzem a ciência ética e as ciências social sendo a permanente
busca de modelos de conduta e felicidade em convivência humana, consagrada no
respeito e na vitória do amor sobre todos os vícios, de maneira que sejamos o reflexo da
nossa grandeza de alma, na pluralidade infinita de mundos. A expressão profissional
deriva da expressão primária “profissão”, que vem do latim profissione, do substantivo
professio que teve várias acepções no próprio latim, mas que ficou como “ação de fazer
profissão de”.
Hoje, o conceito de profissão é trabalho, que se pratica com habitualidade a
serviço de terceiros. É a prática constante de um ofício. No latim “offíciu” deriva de
oficina, loja, fábrica, laboratório e escola, isto é, uma profissão, de forma que a
profissão de Técnico em Metalurgia vai proporcionar ao indivíduo ser útil á sua
comunidade pela prática da solidariedade fazendo parte do tecido orgânico social.

6.1.2 Deveres profissionais


Quando direcionamos nossas capacidades e níveis de competências para permitir
um desempenho eficaz da profissão escolhida, estamos exercitando deveres éticos. A
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satisfação de quem recebe esses benefícios é o referencial das nossas atitudes que
governam as ações do indivíduo perante o outro, ele próprio, a sociedade e o Estado.
O compromisso diante de um agregado de deveres éticos compatíveis com a
tarefa profissional, precisa superar o “complexo de valores” pertinentes a cada
profissão, até tornar-se um valor mais amplo da ética profissional universal.
O primeiro dever está na escolha da profissão seguida do conhecimento sobre
ela para finalmente ser capaz de exercê-la dentro de uma prática plena de conduta cujos
lastros de valoração profissional sejam os valores adotados pela classe, sociedade e pelo
próprio indivíduo.
É preciso que o sujeito e sua profissão façam um “casamento” pleno de prazer e
influxos de amor. A escolha das tarefas deve ser a proveniência do dever a ser cumprido,
visando à qualidade da execução, dentro de uma conduta valorosa e refletida por
práticas úteis e cheias de usufrutos e benefícios. Aí, sim, ocorrerá o pleno dever ético.
A identificação prazerosa com as tarefas de um trabalho precisa de convicções
da escolha e dos sentimentos envolvidos com a escolha autônoma, pois quando um
aluno perguntou a Mozart: “O que devo compor mestre?” Ele respondeu: - “É preciso
esperar”. A impaciência do aluno o fez retrucar, dizendo que o mestre já compunha
desde os 5 anos, ao que o gênio da música lhe respondeu: “Mas eu nunca perguntei a
ninguém o que deveria compor”.

6.1.3 Competências éticas


Princípios que, quando analisados sob o ângulo da funcionalidade, significa o
exercício do conhecimento adquirido e aplicado de forma adequada e pertinente à
execução de uma tarefa, baseada sempre no domínio das habilidades no exercício da
profissão de Técnico em Metalurgia.
Quando vista sob o aspecto potencial, no campo das virtudes básicas, é o
conhecimento acumulado por uma pessoa, de forma a ser suficiente para desempenhar
de maneira eficaz uma tarefa. Como esse aspecto possui uma natureza estática, torna-se
ético quando há a garantia do indivíduo quanto à sua capacidade profissional, pois
acumula a consciência da aceitação.
Uma tarefa profissional concluída, continua refletida pelos signos dos valores
atribuídos a ela, seja pela história do profissional quanto pelas suas responsabilidades
jurídicas a ela imposta, seja no âmbito da orientação dos valores éticos agregados,
quanto na garantia da ausência da omissão profissional.
Não esqueçamos: “Tudo que fizermos de ruim ou qualquer ato que seja contrário
ao bem para o outro, estaria sempre nos subtraindo diante dos valores humanos e
universais.” (LOPES, 1998:192). A ética profissional produz barreira às próprias lesões,
pois o valor humano não é resultado de subtrações a terceiros. É decorrência única da
própria conduta e de seus próprios pensamentos.
A lei do “olho por olho, dente por dente” somente é válida em transplantes de
órgãos. A filosofia da “remuneração” do bem, pela aplicação da justiça contra o mal é o
único caminho pelo qual será possível obter forças para vencer a impunidade contra o
vício que estimula toda a ação humana viciosa.
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6.1.4. Postura profissional
A postura profissional é o comportamento adequado dentro das organizações, na
qual busca seguir os valores da empresa para um resultado positivo.
6.2. Segrede de ser um profissional ético
1. Ser honesto em qualquer situação.
2. Não faz algo que não possa assumir em público;
3. É humilde, tolerante e flexível. Muitas idéias aparentemente absurdas podem ser a
situação para um problema. Para descobrir isso, é preciso trabalhar em equipe, ouvindo
s pessoas e avaliando a situação sem julgamento precipitados ou baseados em
suposições;
4. Ser ético significa, muitas vezes, perder dinheiro, status e benefícios;
5. Dar credito a quem merece. Nem sonhar em aceitar elogio pelo trabalho de outra
pessoa. Cedo ou tarde, será reconhecido o autor da idéia e o profissional ficará com
fama de mau-caráter;
6 pontualidade vale ouro. Se sempre se atrasar, será considerado indigno de confiança e
pode perder boas oportunidades de negócios;
7. Evitar criticar os colegas de trabalho ou culpar um subordinado pelas costas. Se tiver
de corrigir ou repreender alguém, faça-o em particular, cara a cara;
8. Oferecer apoio aos colegas. Se souber que alguém está passado por dificuldade,
espere que ele mencione o assunto e ouça-o com atenção.

Testando seu aprendizado


Quais os segredos de um profissional ético que mais te chama atenção? Por que?
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Você se considera um profissional ético? Explique.


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6.2. Você se acha um bom caráter?

Somente a educação pode aperfeiçoar a individualidade humana, o seu cará- ter


e, se estiver nos eixos das virtudes e pelo exercício da vontade humana, ele será ético
em todos os campos da conduta qualificando-se cada vez mais entre os homens.
Quando você sente o “dever ético” ou “dever moral” há imposição dos
sentimentos que já existem em cumprir o que é certo e útil. É a sensibilidade que

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encontra a vontade e os valores universais que está estruturado no espírito, sendo o
imperativo natural nos seres bem formados.
Se praticarmos as virtudes e cumprirmos os deveres éticos, serão apenas
propósitos da vida e não podem restringir-se a apenas obrigações compulsórias, por atos
sociais e nem por ambiências. Deve sim, serem realizadas ações éticas profissionais que
impulsionadas pela vontade do dever cumprido, possam se consagrar como algo
absolutamente natural, intuitivo fluindo naturalmente sem imposições ou por exigências
normativas.
A racionalidade da ética deve nos oferecer condições de negação e nunca de
doação, pois o bem pode ter faces de relatividade, de maneira que a consciência ética
necessite de autonomia e de caráter, capazes de emergir do racional e do sensível.
Se o indivíduo já tem o caráter formado sob a gênese da ética, apenas a sua
vontade conduz sua ação, sendo ela pura e reflexa. Caso as normas e os usos sejam
estabelecidos, o seu cérebro reage de forma natural, segundo a qualidade da educação
ética recebida.
Existe uma diferença entre o instinto ético e a conduta ética, que é a disposição
natural, biológica de autoconservação, pela prática de uma ação, e essa conduta vai
depender da ambiência social em que estiver.
Como estão seus pensamentos quanto a sua profissão e quanto a sua forma de
vida social? O pensamento é livre e axiomático (não preciso provar), logo, quando se
fala em pensamento ético, condiciona-se a uma liberdade geral, traduzido em sacrifícios
de opiniões pessoais, sendo relativa em benefício próprio.
Códigos de ética devem ter suas bases filosóficas sólidas cujos atributos ao bem
comum não possam ter vínculos com os desvios do preconceito e do puritanismo
inconsequente.
O sucesso do princípio universal da conduta humana nos infinitos exercícios
éticos que fortalecem o espírito, somente chegará quando tivermos crença em nós
mesmos, na reciprocidade dos bons sentimentos e, finalmente, se amamos o que somos
e o que fazemos, seja no plano do racional ou nos eixos que norteiam as forças da
metamoral, ou seja, uma doutrina que se situa além da moral, transcendental formada
pelo nosso pensamento reflexivo para o bem ou o mal.
Mas o que temos visto são transgressões dos princípios éticos e suas
insubordinações, o que significa que estão na relação direta e ainda da ignorância
humana, vivendo práticas de “quebra de ética” pelas quais serão menores na medida em
que o indivíduo faz investimentos na sua formação educacional e no fortalecimento da
fé institucional, visando sempre à retidão dos homens que compõem os tribunais de
ética.
Dizem que numa cidade apareceu um circo e que entre os seus artistas havia um
palhaço com o poder de divertir as pessoas da platéia. O riso era tão bom, tão profundo
e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou
crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que
possuía o dom de eliminar as angústias.

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Um dia, porém, um morador desconhecido, tomado de profunda depressão,
procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de
todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de
iluminação de todos os cantos do ser. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em
direção à porta e, quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e
sentenciou: “Não posso procurar o circo. Aí está o meu problema: eu sou o palhaço”.
Recordando outra passagem muito feliz: “Um dia, um sábio perguntou a um
professor o que ele estava fazendo. Ele lhe respondeu: Estou trabalhando. A outro
professor, fazendo a mesma pergunta, recebeu como resposta: Estou ganhando dinheiro.
Finalmente, ele encontrou a um Professor que lhe disse: Estou aprendendo um pouco
mais do que ensino e ensinando alguém a construir comigo uma sociedade melhor”.
A característica principal da inteligência intrapessoal desse tipo de inteligência é
a facilidade de quem a possui em compreender e identificar as suas próprias emoções e
em lidar com elas de forma adequada às várias situações e aos seus objetivos pessoais.
A inteligência intrapessoal desempenha um papel importante no processo de
escolhas para atingir objetivos quando temos consciência de nossas fragilidades
pessoais, o que implica a necessidade de reflexão e de autoavaliação.
A inteligência intrapessoal é essencial para o exercício de diversas profissões.
Os investigadores, os psicólogos, os filósofos, os autores e os atletas de alta competição
são alguns dos profissionais que precisam refletir sobre essa habilidade nas relações
humanas.
Os profissionais da metalurgia devem buscar essa habilidade pessoal cuja
conexão com a própria consciência, permite dominarem seus sentimentos
desenvolvendo a capacidade de reconhecer seus limites explorando suas experiências
positivas ou negativas e tornando suas relações interpessoais cada vez mais fortes e
harmônicas.
Segundo as obras que falam sobre o médico Austríaco no século XIX, Sigmund
Freud, a maioria afirma ele sugerir que o homem não tinha controle nem mesmo de seus
pensamentos e que frequentemente agimos em desacordo com nossa racionalidade. Sob
essa reflexão fica a sugestão de pensarmos sobre as possibilidades de nosso inconsciente
necessitar ser dominado seguindo a afirmativa de Stourt (1953, p. 49), quando afirma
ser “a consciência é a janela do nosso espírito, o mal é a cortina”.
A inteligência intrapessoal é o correlativo interno da inteligência interpessoal e
que devemos utilizá-la para resolver nossos problemas pessoais. É o reconhecimento de
habilidades, necessidades, desejos e inteligências próprias. A capacidade para formular
uma imagem precisa de si própria, e a habilidade para usar essa imagem para funcionar
de forma efetiva. Como esta inteligência é a mais pessoal de todas, ela só é observável
através dos sistemas simbólicos das outras inteligências, ou seja, através de
manifestações linguísticas, musicais e políticas.
Autores como Howard Guardner, na sua teoria das Múltiplas Inteligências
quanto Daniel Goleman, em seu livro, mapeiam a inteligência emocional em cinco áreas
de habilidades:
1. Autoconhecimento emocional – reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre.

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2. Controle emocional – habilidade de lidar com seus próprios sentimentos,
adequando-os para a situação.
3. Automotivação – dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-
se caminhando sempre em busca.
4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas.
5. Habilidade em relacionamentos interpessoais
As três primeiras se referem à inteligência intrapessoal. As duas últimas, à
inteligência interpessoal, que é a habilidade de entender outras pessoas: o que as motiva,
como trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas. A inteligência
intrapessoal: é a mesma habilidade, só que voltada para si mesmo. É a capacidade de
formar um modelo verdadeiro e preciso de si mesmo e usá-lo de forma efetiva e
construtiva. O ser humano consegue ter a capacidade de relacionamento consigo mesmo
e autoconhecimento, além da habilidade de administrar seus sentimentos e suas
emoções a favor de seu potencial de relacionamentos interpessoais, concluímos que ele
alcançou a inteligência da autoestima.

ATIVIDADES

1. Sobre o conceito de ética e moral, é possível afirmar:


a) apresentam o mesmo conceito
b) A moral é somente regulada pela lei
c) cada sociedade tem a sua própria ética
d) o estudo da ética nada mais tem a ver com a moral
e) ética e moral são as mesmas para todas as sociedades

2. Sobre ética podemos afirmar:


1) A FELICIDADE INDIVIDUAL É A ÚNICA RAZÃO PELA QUAL estuda a ética
b) a busca pelo equilíbrio na sociedade é de responsabilidade apenas do poder publico
c) é um tema recente, inovador que surgiu com escândalos financeiros em todo mundo
d) confrontos éticos estão presentes em questões que envolvem pequisas no campo da
bioética
e) trata-se de uma disciplina exclusiva da filosofia que somente pode ser discutido na
teoria, nunca na pratica

3. leia as frases abaixo, assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso em relação ao
que foi visto em nossas aulas:
( ) a ética vai definir o que é bom e investigar princípios da moralidade de uma
sociedade
( ) Cada sociedade tem sua ética própria, assim, não podemos dizer que há certo ou
errado quando se compara o papel da mulher no Oriente e no Ocidente

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( ) Ser ético, significa ser um agente social cujas decisões são fundamentadas na moral
do grupo ao qual pertence e são tomadas com base em valores e interesses que busquem
o bem comum
Assinale a alternativa CORRETA:
a) V, V, V b) F, V, V c) V, F, V d) F, F, F e) V, V, F
4. Sobre a consciência e a conduta ética, é CORRETO afirmar que
a) Nem todas as pessoas têm ética.
b) Todas as pessoas têm a ética do grupo ao qual pertencem.
c) Ética, moral e conduta ética são sinônimos.
d) A consciência ética não está relacionada à conduta ética
e) O sentimento social não tem qualquer influência sobre a ética.

5.Sobre o comportamento cidadão de um indivíduo ou de uma organização,


podemos afirmar que:
a) Aquele que vive em uma cidade deve ser solidário com a gestão apenas do município
em que reside. Assim deve ser com os outros municípios.
b) Práticas socialmente responsáveis, fornecendo por exemplo condições favoráveis de
trabalho e preservação do meio ambiente não estão relacionadas à cidadania.
c) O profissional que exerce seu trabalho em uma organização não desempenha seu
papel como cidadão, pois isso nada tem a ver com o recolhimento de impostos na cidade
onde vive.
d) Observamos que as decisões tomadas pelos cidadãos busquem especialmente a
harmonia e a felicidade em sua vida pessoal e profissional.
e) As empresas estão sendo cobradas pela sociedade para se comprometerem na
promoção da cidadania organizacional.

6. Quando abordamos o tema da consciência ética, dizemos que:


a) a manutenção da ética em locais como morro do alemão e rocinha expressa a
consciência ética da sociedade brasileira
b) nada tem a ver com ética da sociedade a intervenção em grupo cuja consciência ética
difere da maioria da população
c) sentimentos morais, religiosos, partidários e econômicos não tem qualquer influência
sobre a consciência ética das pessoas
d) a conduta de um determinado grupo não influencia a intervenção do poder público
para garantir o bem estar da sociedade
e) a lei age quando prevalece o bem público independente da consciência ética de um
determinado grupo

7. Quando falamos em conduta ética, afirmamos que:


a) a conduta das pessoas no que diz respeito à vestimenta é a mesma independente da
cultura
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b) cerimonial, protocolo e etiqueta nada tem a ver com a ética e bons costumes do
comportamento em comunidade
c) a normatização não se aplica à conduta dos indivíduos que devem seguir os costumes
desenvolvidos em família
d) a conduta ética não se aplica a questão organizacional já que estas são voltadas
exclusivamente para o lucro
e) para promover a harmonia do convívio entre as pessoas, a conduta ética deve
respeitar normas implícitas ou explicitas em manuais, códigos ou na lei, por exemplo.

8. Sobre questões éticas envolvidas nos relacionamentos interpessoais no trabalho,


sabe-se que:
a) A AUSÊNCIA DE CONFLITOS sempre proporciona sucesso empresarial
b) os ruídos de comunicação não influenciam os relacionamentos interpessoais
c) o ambiente saudável de trabalho proporciona condições favoráveis para a tomada de
decisão
d) o relacionamento com os consumidores não se relaciona com a imagem da
organização
d) a sustentabilidade do negócio, relacionamento com os consumidores e éticas não se
relacionam

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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