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ARCO - ÍRIS E HALOS EM TORNO DO SOL E DA LUA:

CONHECIMENTO POPULAR X CONHECIMENTO


CIENTÍFICO.
Joalice Magalhães Santos
joalicesilva@hotmail.com
História da Astronomia – Paulo César da Rocha Poppe

Resumo

O presente trabalho, busca levar em consideração a relação existente entre o


conhecimento popular e o conhecimento científico, baseando - se em uma entrevista realizada
com professores e alunos da rede estadual de ensino, a respeito de suas concepções sobre
arco-íris e halos. Um dos objetivos é entender o quanto o conhecimento popular está
enraizado na concepção até mesmo daqueles que possuem formação superior na área de
ciências. Para tal, foram entrevistados 5 professores com formação em Química e Biologia,
bem como, 30 alunos de uma turma de teceiro ano do ensino médio.

Palavras-chave: Arco - íris. Halos. Conhecimento Popular.

Introdução

O Halo Solar e Lunar é um fenômeno natural, que tem como característica o


aparecimento de uma circunferência no entorno do Sol ou da Lua, se assemelhando a um arco
– íris. Esse fenômeno óptico ocorre em uma das camadas da atmosfera, chamada Troposfera,
situada a 17 quilômetros de altitude, e é sobre esse fenômeno que iremos relatar as impressões
sobre as respostas dadas pelos professores e alunos, além de analisarmos como os conceitos
físicos são realacionados com os “mitos” e “lendas” a respeito desses fenômenos.

Figura 1 – Halo Solar registrado na cidade de Serrinha.


Fonte: Autoria Própria.
O conhecimento popular, um dos temas tratados no presente trabalho, foi algo que
tentou-se levar em consideração na construção do questionário. Para isso foram construídas
algumas perguntas que estavam associadas ao cotidiano dos mesmos, no entanto, possuem
uma explicação física.

Alguns exemplos de perguntas contidas no questionário foram: Por que o céu é azul?
O que são esses discos que se formam em torno da Lua e do Sol? Existe alguma relação entre
a chuva e a formação do arco – íris? Dentre outras.

Vele ressaltar que boa parte das pessoas, enfrentam uma certa resisitência em associar
uma informação nova com uma informação muitas vezes informal, principalmente quando
esta, é algo que já faz parte da sua vivência. Dizer que a Lua aumentou o tamanho, ou que no
final do arco -íris existe um pote de ouro, é está concordando com o senso comum. Mas o que
há além desse senso comum? Como podemos criar estratégias, onde a informação nova, será
associada ao conhecimento prévio, sem causar “danos”? É nessa perspectiva que esse trabalho
busca entender inicialmente qual a concepção dos envolvidos a respeito de tais fenômenos, o
que seria a etapa inicial desse processo.

A intenção não é desconstruir um conceito, mas sim, mostrar a importância do


conhecimento cientifico, mesclando as duas coisas. Não é de suma importância para a ciência,
se existem potes de ouro, ou até mesmo duendes no final do arco- íris, o que vai significar
para ciência, serão as teorias físicas que o tema em questão aborda.

Talvez, falar de dispersão da luz e fenômenos como reflexão e refração, não se torne
tão familiar para alguns dos envolvidos num primeiro momento, porém, é de suma
importância que as pessoas compreendam, como todos esses conceitos estão atrelados ao seu
dia a dia.

Partindo desse pressuposto, um dos enfoques do trabalho, é tentar compreender de


qual forma alunos e professores dissociam o conhecimento popular do conhecimento
científico. A metodologia adotada consistiu em uma entrevista com três professores de
biologia, dois professores de química e trinta alunos do último ano do ensino médio, a fim de
sondar qual seria a concepção dos mesmos sobre fenômenos naturais presentes no cotiado de
todos, tais como halos solares, lunares e o arco íris.

. A escolha dos professores na área de ciências se deu em função desses, já terem


ministrado, e alguns ainda estarem ministrando a disciplina de Física, o que também iria nos
fornecer um parâmetro de análise de como está se dando a formação dos alunos nessa unidade
de ensino.

2 Metodologia

Inicialmente aconteceu o convite aos professores das áreas de ciências, foi explicada
qual seria a proposta do trabalho e em seguida, ocorreu a aplicação do questionário com
algumas perguntas sobre os fenômenos ópticos cotidiano.

Com relação aos alunos selecionados, optamos pela turma do último ano do ensino
médio, por acreditar que já tivessem uma gama maior de conteúdos, numa perspectiva de
obtenção de respostas mais críticas a respeito dos questionamentos.

As perguntas realizadas foram:


1- Você costuma observar o céu?
2 – Por que durante o dia vemos o céu azul e pela noite vemos o céu preto?
3 – Você saberia explicar se o fenômeno de refração e reflexão da luz está associado a
questão das cores que observamos quando olhamos para o céu?
4 – Saberia dizer o que são halos?
5 – Como se forma o arco- íris?
6 – Na sua concepção, existe um pote de ouro no final do arco -íris?
7 – Quais são os fatores climáticos que geram a formação do arco íris?

As perguntas aplicadas aos professores, foram as mesmas aplicadas aos alunos. O


questionário não tinha como objetivo analisar de forma quantitativa como cada aluno ou
professor identificava de forma específica cada um dos conceitos envolvidos, mas sim, ter
uma percepção de como´professores e alunos interpretam esses fenômens e também perceber
como possivelmente, tais conteúdos vem sendo trabalhado na sala de aula.

O questionário aplicado, apesar de sucinto, nos deu embasamento não só para


identificar as relações entre conhecimento científico e conhcecimento popular, mas nos
permitiu criar estratégias para uma montagem de aula mais dinâmica e significativa.

Pós aplicação do questionário, foi sugeridoaos alunos que realizassem uma pesquisa
mais ampla sobre os temas associados as perguntas e quanto aos professores, foi feita a
sugestão de uma nova reestruturação das aulas a fim de ampliar ainda mais o momento de
troca de conhecimento.

Considerações Finais

Conhecimento científico é algo fundamental na formação do aluno. A tentativa de


compreensão do mundo não é tão trivial o quanto parece. Até mesmo os professores que
apresentam um certo nível de formação, mesmo na área de ciências, apresentaram em suas
resposta o ponto de vista teórico (científico) e não deixaram em alguns momentos de lado
suas crenças ou mitos.

Um dos professores por exemplo, mesmo entendendo como se forma um arco – íris,
em sua resposta, deixa claro a sua crença em conceitos não científicos quando dá um
sinônimo a palavra arco íris, sinônimo dito “arco da promessa”.

O debate voltado para a questão do conhecimento científico e do conhecimento


popular é algo importante e que deve ser abordado, no entanto, existe a necessidade de se
mostrar o conhecimento constuído, por meio da formalização da sua aula mostrando que o
conhecimento científico apesar de concreto, pode ser refultado.

Professores e alunos não conheciam a palavra halo, e alguns relataram que nunca
tinham visto, mesmo observando o céu com certa regularidade.

Por fim, ainda existe a necessidade em sermos mais críticos com nossos alunos, não
nos permitindo “contaminá-los “ com nossas opniões, principalmente quando estas, não
seguem um padrão formal de conhecimento.
Referências
Significado do Arco-íris. Disponível em <https://www.significados.com.br/arco-iris/>
Acessado em 20 de Novembro de 2017;
Halo Solar. Disponível em<http://brasilescola.uol.com.br/fisica/halo-solar.htm>
Acessando em 20 de Novembro de 2017;
Saber Popular e Saber Cientíico. Disponível em
<http://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/viewFile/25060/14567>. Acessado
em 19 de Novembro de 2017.