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1.

Introdução

Este trabalho tem como objetivo projetar um amplificador subtrator, com


modulo de ganho diferencial entre 20V/V e 50V/V, usando o amplificador
operacional 741 e alimentação simétrica, como o mostrado na Figura 1. Tem
se como objetivo a implementação pratica da teoria passada em aula, além
do levantamento das características de um amplificador operacional.

Figura 1 – Circuito do Amplificador subtrator a ser projetado.

Amplificadores operacionais (ampop ou, simplesmente, operacional) são


dispositivos analógicos muito utilizados como componentes em diversos tipos de
sistemas.

Os amplificadores operacionais são amplificadores de alto ganho e são


usados numa faixa típica de 0 Hz a mais de alguns MHz, dependendo do
componente. Conectando-se resistores externos ao ampop, podemos ajustar
seu ganho de tensão e a largura de banda (faixa de frequência de operação)
conforme necessário. O símbolo de um amplificador operacional é mostrado na
Figura 2. Nesta figura, Avo é o ganho do circuito em malha aberta, Vcc e Vee
são fontes externas de alimentação, V1 e V2 são os sinais de entrada (em
relação à referência das fontes) e Vo é o sinal de saída.

Unidades que usam fontes simétricas para polarização (+Vcc, - Vee) aceitam
tensões positivas ou negativas entre os terminais de entrada e de saída (+ e –).
Mas, existem dispositivos que aceitam uma fonte simples para alimentação e,
neste caso as entradas e saída são unipolares.

Figura 2 – Símbolo do Amplificador Operacional

2. Material utilizado
Utilizou- se no experimento o amplificador operacional 741 mostrado na figura
abaixo.

Figura 2 – Amplificador Operacional 741

Os materiais utilizados são:

 Fonte de tensão continua


 1 Gerador de funções
 Amplificador Operacional 741
 Resistores de diferentes valores
 1 Protoboard
 1 Multímetro
 Fios.
3. Desenvolvimento do projeto

Para resolver esse circuito, optamos pela método da superposição de fontes,


uma vez que se trata de uma rede linear. Para aplicarmos o método da
superposição, inicialmente fazemos 𝑣 = 0 e encontramos a tensão de saída
que totalmente devida a 𝑣 a chamaremos de 𝑣 . As resistências R3 e R4 não
afetarão o ganho, uma vez que aterramos a fonte 𝑣 . Assim,

𝑣 = − 𝑣 (1)

Em seguida, reduzimos a fonte 𝑣 a zero e calculamos a tensão de saída


proveniente da fonte 𝑣 , que chamamos de 𝑣 .
Seguindo alguns poucos cálculos, obtemos:

𝑣 = 𝑣 1 + (2)

O teorema da superposição nos diz que a tensão de saída com as duas fontes
será a soma das tensões de saída para cada fonte agindo de maneira
independente, ou seja, vo = vo1 + vo2. Assim, temos:

𝑣 = − 𝑣 + 𝑣 (3)

Agora, para que o circuito funcione como um amplificador subtrator,


desejamos que a saída seja proporcional a v2 − v1 e que rejeite sinais no modo
comum. Assim, com alguma álgebra e forçando a saída de modo comum ser
zero, chegamos a condição . Obtemos então como equação final para
a tensão de saída do amplificador subtrator

𝑣 = (𝑣 − 𝑣 ) (4)

Assim,

|𝐴 | = = (5)
Assim, para que o circuita atenda às especificações, calculamos os valores para
um modulo de ganho igual a 35 V/V e colocamos os valores das resistências na
Tabela 1.

Tabela 1: Valores dos Componentes.


Componente Valor Calculado

R1 20 kΩ

R2 700 kΩ

R3 20 kΩ

R4 700 kΩ

4. Re – projeto
A fim de montarmos o circuito em laboratório, devemos utilizar valores de
resistências comerciais em acordo com a sequência E-12. Assim, os novos
valores obtidos estão explicitados na Tabela 2.

Tabela 2: Valores Comerciais dos Componentes


Componente Valor Ajustado
R1 18 kΩ
R2 680 kΩ
R3 18 kΩ
R4 680 kΩ
5. Medidas a Serem Realizadas

Os valores calculados, simulados e medidos estão na Tabela 3

Tabela 3 - Valores Calculados, Simulados e Experimentais

Grandeza Valores Teórico Valores Simulados Valores Experimentados


Recalculados
±5 V ±12 V ±5 V ±12 V ±5 V ±12 V
|Ac| - - 9,3 × 10−4 9,86 × 10−4 9,86 × 10−3 7,91 × 10−3
|Ad| 37,78 37,78 37,81 36,68 40,21 40,22
EI - - −4,09 V −11.05 V 2,07 2,08
ES - - 4,05 V 11,05 V 2,07 2,08
fc - - 24,89 kHz 24,89 kHz 14kHz 14kHz

6. Simulações

As simulações foram realizadas no Multisim 13.0 usando os valores de


resistência da Tabela 2. As medidas de ganho, comum e diferencial estão
demonstradas nas Figuras 3, 4, 5 e 6.

Figura 3: Ganho comum para fonte simétrica ±5 V.


Figura 4: Ganho comum para fonte simétrica ±12 V.

Já as medidas de excursão superior e inferior de sinal foram realizadas


foram realizadas através da avaliação do ganho diferencial. Com o aumento
gradual do sinal de entrada, avalia-se o ganho, se este sofre alguma distorção
notável, indica que o amplificador não está mais trabalhando linearmente e pode-
se considerar que o sinal de saída atingiu a excursão máxima. As Figuras 6 e 7
demonstram esse processo.
Para o levantamento da curva de magnitude do ganho em função da frequência
foi usado o AC Analyser do Multisim e as curvas levantadas estão nas Figuras 8
e 9.

Figura 5: Ganho diferencial para fonte simétrica ±5 V.

Figura 6: Ganho diferencial para fonte simétrica.


Figura 7: Excursão inferior e superior para fonte simétrica de ±5 V.

Figura 8: Excursão inferior e superior para fonte simétrica de ±12 V.

Figura 9: Curva de magnitude de ganho, em dB, em função da frequência, em Hz,


para fontes simétrica de ±5 V.
Figura 10: Curva de magnitude de ganho, em dB, em função da frequência, em Hz,
para fontes simétrica de ±12 V.

7. Resultados

Montamos o circuito mostrado na figura 1. Aplicando um sinal em V2, cuja


amplitude era de 47mV e cuja frequência era de 1kHz, com a fonte V1 aterrada,
medimos o ganho diferencial da saída em relação à entrada, nas configurações de Vcc
= ±5V e Vcc = ±12V.
Após isso, ligamos a fonte V1 ao mesmo sinal de V2, e aumentamos sua
amplitude de modo a medir o ganho comum, nas configurações de Vcc = ±5V e Vcc =
±12V. Para a medição das excursões, o sinal em V1 foi aumentado gradualmente até
que se notasse uma deformação no sinal de saída. Todos os valores obtidos
experimentalmente são mostrados na tabela 3. Com o objetivo de encontrar a frequência
de corte, que é quando o ganho apresenta uma queda de 0,7v(-3dB), foram feitas
medidas dos ganhos em diferentes frequências, até ser observado uma queda. Esse
processo foi realizado para Vcc = ±5V e Vcc = ±12V.
8. Conclusão

Conforme visto na tabela 3, o ganho diferencial se encontra dentro da faixa


projetada, tanto o simulado como experimental. Foi observado através dos
gráficos e dos dados experimentais que o ganho é máximo quando a frequência
é baixa e que até chegar à essa frequência de corte, ele permanece constante.
Pode ser observado uma queda a partir dessa frequência de corte, deixando,
assim, de ser linear. Analisando os valores, apesar de existir uma certa
discrepância, não é tão relevante assim, como pode ser visto na tabela. No caso
do ganho comum, a diferença pode ser por conta...