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Curso de Formação:

Hiperatividade com Défice de Atenção:


Avaliação e Intervenção Psicológica

Manual da Formação

Formador:
Octávio Moura
 octavio@octaviomoura.com
 www.octaviomoura.com
 www.dislexia.pt
 http://hiperatividade.portalpsi.net

Setembro 2013
Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA)

DEFINIÇÃO
 A PHDA é uma perturbação do comportamento infantil, de base genética, em que estão implicados
diversos factores neuropsicológicos, que provocam na criança alterações atencionais, impulsividade e
uma grande actividade motora. Trata-se de um problema generalizado de falta de auto-controlo com
repercussões no seu desenvolvimento, na sua capacidade de aprendizagem e no seu ajustamento
social (Cardo & Servera-Barceló, 2005, p.11).

 A PHDA é um distúrbio de desenvolvimento caracterizado por graus desenvolvimentalmente


inapropriados de desatenção, sobreactividade e impulsividade, as quais têm frequentemente o seu
início na primeira infância; têm uma natureza relativamente crónica; não simplesmente explicáveis por
deficiências neurológicas, sensoriais, de linguagem, motoras, deficiência mental ou distúrbios
emocionais severos. Estas dificuldades aparecem tipicamente associadas a défices no comportamento
orientado por regas e na manutenção de um padrão consistente de realização ao longo do tempo
(Barkley, 1990, p.47).

CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO – DSM-IV-TR (2002)


A. 1) ou 2):

1. 6 (ou mais) dos seguintes sintomas de falta de atenção devem persistir pelo menos durante 6
meses com uma intensidade que é desadaptativa e inconsistente em relação com o nível de
desenvolvimento:
Falta de atenção:
(a) com frequência não presta atenção suficiente aos pormenores ou comete erros por
descuido nas tarefas escolares, no trabalho ou noutras actividades;
(b) com frequência tem dificuldades em manter a atenção em tarefas ou actividades;
(c) com frequência parece não ouvir quando se lhe fala directamente;
(d) com frequência não segue as instruções e não termina os trabalhos escolares, encargos
ou deveres no local de trabalho (sem ser por comportamentos de oposição ou por
incompreensão das instruções);

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(e) com frequência tem dificuldades em organizar tarefas e actividades;
(f) com frequência evita, sente repugnância ou está relutante em envolver-se em tarefas
que requeiram um esforço mental mantido (tais como trabalhos escolares ou de índole
administrativa);
(g) com frequência perde objectos necessários a tarefas ou actividades (por exemplo,
brinquedos, exercícios escolares, lápis, livros ou ferramentas);
(h) com frequência distrai-se facilmente com estímulos irrelevantes;
(i) esquece-se com frequência das actividades quotidianas.

2. 6 (ou mais) dos seguintes sintomas de hiperactividade-impulsividade persistiram pelo menos


durante 6 meses com uma intensidade que é desadaptativa e inconsistente em relação com o
nível de desenvolvimento:
Hiperactividade:
(a) com frequência movimenta excessivamente as mãos e os pés, move-se quando está
sentado;
(b) com frequência levanta-se na sala de aula ou noutras situações em que se espera que
esteja sentado;
(c) com frequência corre ou salta excessivamente em situações em que é inadequado fazê-
lo (em adolescentes ou adultos pode limitar-se a sentimentos de subjectivos de
impaciência);
(d) com frequência tem dificuldades em jogar ou dedicar-se tranquilamente a actividades de
ócio;
(e) com frequência «anda» ou só actua como se estivesse «ligado a um motor»;
(f) com frequência fala em excesso;

Impulsividade:
(g) com frequência precipita as respostas antes que as perguntas tenham acabado;
(h) com frequência tem dificuldades em esperar pela sua vez;
(i) com frequência interrompe ou interfere nas actividades dos outros (por exemplo,
intromete-se nas conversas ou jogos);

B. Alguns sintomas de hiperactividade-impulsividade ou de falta de atenção que causam défices surgem


antes dos 7 anos de idade.

C. Alguns défices provocados pelos sintomas estão presentes em 2 ou mais contextos [por exemplo,
escola (ou trabalho) e em casa].

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D. Devem existir provas claras de um défice clinicamente significativo do funcionamento social,
académico ou laboral.

E. Os sintomas não ocorrem durante uma Perturbação Global do Desenvolvimento, Esquizofrenia ou


outra Perturbação Psicótica e não são melhor explicados por outra perturbação mental (por exemplo,
Perturbação do Humor, Perturbação da Ansiedade, Perturbação Dissociativa ou Perturbação da
Personalidade).

SUB-TIPOS DA PHDA

PHDA, Tipo Misto (314.01 | F90.0)


Este sub-tipo deverá ser usado se 6 (ou mais) sintomas de falta de atenção[critério A] e 6 (ou mais)
sintomas de hiperactividade-impulsividade[critério B] persistirem pelo menos durante 6 meses. Muitas
crianças e adolescentes com a perturbação estão incluídos no Tipo Misto. Não se sabe se o mesmo
é verdade para adultos com a perturbação.

PHDA, Tipo Predominantemente Desatento (314.00 | F98.8)


Este sub-tipo deverá ser usado se 6 (ou mais) sintomas de falta de atenção[critério A] (mas menos do
que 6 sintomas de hiperactividade-impulsividade) persistem durante pelo menos 6 meses. A
hiperactividade pode ainda ser uma característica clínica significativa em muitos destes casos,
enquanto noutros casos são simples faltas de atenção.

PHDA, Tipo Predominantemente Hiperactivo-Impulsivo (314.01 | F90.0)


Este sub-tipo deverá ser usado se 6 (ou mais) sintomas de hiperactividade-impulsividade[critério B]
(mas menos de 6 sintomas de falta de atenção) persistirem durante pelo menos 6 meses. Em tais
casos, a falta de atenção pode muitas vezes ser uma característica clínica significativa.

Barkley (2009)
 Os sintomas hiperactivos tendem a aparecer mais cedo do que os sintomas de desatenção.
 Os sintomas hiperactivos diminuem de frequência e intensidade ao longo do desenvolvimento,
enquanto que os comportamentos de desatenção são mais estáveis ao longo do tempo.
 Na idade adulta estes comportamentos (desatenção, hiperactividade e impulsividade) tendem a
diminuir de frequência e intensidade e passam a manifestar-se sob características algo diferentes.

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PREVALÊNCIA

 3% a 7% em crianças em idade escolar segundo o DSM-IV-TR (2002; EUA). Entre 3% a 5% segundo o DSM-
IV (1994; EUA).

 4.57% em crianças do 1º ao 4º ano escolaridade (Cardo & Servera-Barceló, 2005; Espanha).

 5.8% em adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 14 anos (Rhode, Biederman, et al.,
1999; Brasil).

 Mais frequente no género masculino que no género feminino, numa proporção entre 2:1 e 9:1,
dependendo do tipo e do ambiente (DSM-IV-TR, 2002).

 Outros estudos apresentam proporções mais próximas entre os géneros em especial nas amostras não
clínicas com 3.4:1 enquanto que nas amostras clínicas apresentam 6:1 (Barkley, 2006). Estas diferenças
tendem a esbater-se na adolescência e na idade adulta (DuPaul et al., 1998; Buitelaar & Engeland, 1996).

 A sintomatologia motora diminui com a idade, enquanto que os problemas atencionais tendem a
manter-se ao longo do tempo (Faraone, Biederman et al., 1998).

 Nos rapazes os problemas de hiperactividade e impulsividade são mais frequentes que nas raparigas
(PHDA–TPHI), enquanto que nas raparigas os problemas atencionais (PHDA–TPD) apresentam taxas de
prevalência superiores aos rapazes (Barkley, 2003; Gabú & Carlson, 1997; Gershon, 2002; Rhode &
Halpern, 2004).

 A taxa de concordância entre irmãos é de aproximadamente 32% (Biederman, Faraone & Lapey, 1992;
Pauls, 1991).

CO-MORBILIDADE

 (1) Perturbação de Oposição; (2) Perturbação do Comportamento; (3) Perturbação da Aprendizagem


(Dislexia, Disortografia, Discalculia); (4) Perturbação de Gilles de la Tourette; (5) Perturbações do
Humor (Depressão ou Distimia; Outros problemas afectivos); (6) Perturbações da Ansiedade; (7)
Perturbações da Comunicação e Linguagem.

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 PHDA e Dislexia – 25% a 40% das crianças com PHDA apresentam critérios de có-morbilidade com a Dislexia
(Dykman & Ackerman, 1991; Semrud-Clikeman et al., 1992), enquanto 15% a 40% das crianças com Dislexia
apresentam critérios de có-morbilidade com a PHDA (Gilger, Pennington, & DeFries, 1992; Shaywitz, Fletcher, &
Shaywitz, 1995; Willcutt & Pennington, 2000).

(1) MTA Cooperative Group (1999). Archives of General Psychiatry,


56, 1088-1096.
(2) Barkley (1993). ADHD: A Handbook for Diagnosis and
Treatment (2ª ed.).
(3) Biederman (1991). American Journal of Psychiatry, 148, 565-
577.
(4) Milberger et al. (1997). Journal of the American Academy of
Child and Adolescent Psychiatry, 36, 37-44.
(5) Biederman et al. (1997). Journal of the American Academy of
Child and Adolescent Psychiatry, 36, 21-29.

ETIOLOGIA

Factores Neurológicos

Alterações ao nível do lóbulo (Pré)FRONTAL:

 Alterações Neurológicas:
­ SPECT – Diminuição da circulação sanguínea nas regiões pré-frontais (em especial no
lóbulo direito) e nas conexões desta região frontal com o sistema límbico (via corpo
estriado – striatum) e o cerebelo.
­ MRI – Menor volume cerebral na área pré-frontal direita, no núcleo caudado (parte
integrante do corpo estriado) e no cerebelo.
­ fMRI – Vários estudos encontraram diferentes padrões de activação aquando da execução
de tarefas que impliquem a atenção e inibição comportamental ao nível da região pré-
frontal direita, corpo estriado e cerebelo.

 Alterações Neuropsicológicas:
­ Funções Executivas: Capacidade de planeamento; Flexibilidade cognitiva; Memória de
trabalho; Controlo e manutenção da atenção nas tarefas; Inibição da resposta; Fluência
verbal.

 Alterações Neuroquímicas

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­ Menores níveis de dopamina e de norepinefrina no cérebro, em especial na área pré-
frontal.

Factores Genéticos
 Genes do Sistema Dopaminérgico
 Genes do Sistema Noradrenérgico
 Genes do Sistema Serotoninérgico

IMPACTO DA PHDA NOS VÁRIOS CONTEXTOS

International Consensus Statement on ADHD (Barkley, 2002, 2006)


 Abandono escolar precoce (32% - 40%).
 Poucos ou nenhuns amigos (50% - 70%).
 Mau desempenho profissional (70% - 80%).
 Envolve-se em actividades anti-sociais (40% - 50%).
 Tendência superior ao normal para o uso do tabaco ou drogas ilícitas.
 Maior tendência para gravidez na adolescência (40%).
 Conduzem de modo excessivamente rápido e têm vários acidentes de automóvel.
 Sintomas depressivos (20% - 30%).
 Perturbações da personalidade (18% - 25%).

Coghill (2009)
 Sistema de Saúde (50% + acidentes de bicicleta; 2-4 vezes mais acidentes automóveis)
 Escola (40% expulsos da sala de aula e da escola; 35% abandono Escolar)
 Família (3-5 vezes mais divorcio ou separação parental; 2-4 vezes mais lutas e discussões com os
irmãos)
 Emprego (maior absentismo ao trabalho (também nas figuras parentais); menor produtividade)
 Uso de Substâncias (2x mais risco do uso de substância ilícitas; Início precoce; menor probabilidade
de abandonar na idade adulta)

CARACTERISTICAS DAS CRIANÇAS COM PHDA


Défice de atenção; Controlo dos impulsos (impulsividade); Agitação motora (hiperactividade); Dificuldades
em seguir regras e instruções; Excessiva variabilidade nas respostas às situações; Défice primário na inibição

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comportamental; Irrequietude; Desorganização; Imaturidade; Relacionamento social pobre; Inconveniência
social; Problemas de aprendizagem; Irresponsabilidade; Falta de persistência; Preguiça; Culpam
frequentemente os outros pela sua conduta disruptiva; Dificuldades em compreender as consequências do
seu comportamento.

AVALIAÇÃO DA PHDA

Fontes de Informação: Fases Processo Avaliação:


- Criança 1. Informação anamnésica
- Pais 2. Questionários e Escalas de PHDA
- Professores 3. Observação directa dos comportamentos
- Outras pessoas ou técnicos 4. Avaliação neuropsicológica
5. Avaliações complementares

1. INFORMAÇÃO ANAMNÉSICA

PAIS – Utilização de entrevista e anamnese informal …OU … entrevistas estruturadas ou semi-


estruturadas específicas para a PHDA (Barkley, 1991; Barkley & Murphy, 2006).

CRIANÇA – Entrevista e anamnese informal … OU …Entrevista Clínica Semi-Estruturada para Crianças e


Adolescentes (SCICA; McConaughy & Achenbach, 1994/2001).

Informação a recolher – História pré, peri e pós-natal, desenvolvimento infantil, história clínica e médica,
história familiar, social e escolar, comportamentos disruptivos evidenciados pela criança, etc.

2. QUESTIONÁRIOS DE AVALIAÇÃO CLÍNICA

CRIANÇA e JOVENS:
 Conner’s Rating Scales (K. Conner)
 ADHD Rating Scale IV (DuPaul)
 Strengths and Weaknesses of ADHD-Symptoms and Normal-Behaviors Questionnaire – SWAN
Rating Scale (J. M. Swanson)
 SNAP-IV (J. M. Swanson)
 EDAH – Escala para Avaliação do Défice de Atenção com Hiperactividade (Farré & Narbora)

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 Home/School Situations Questionnaire (Barkley, 1991)
 CBCL (Pais), TRF (Professores), YSR (Criança) (Achenbach, 1991)

ADULTOS:
 ASRS – WHO Adult ADHD Self-Report Scale (Kessler et al., 2005; Kessler et al., 2007)
 WURS – Wender-Utah Rating Scale (Ward, Wender & Reimherr, 1993)

3. OBSERVAÇÃO DIRECTA DO COMPORTAMENTO

Utilização de Registos de Observação comportamental informais.


Utilização de Registos de Observação comportamental formais:
 Sistemas de Codificação para Observação do Comportamento (DuPaul & Stoner, 2003).
 Behavioral Observation of Students in Schools (BOSS; Shapiro, 1996).
 Direct Observation Form (DOF; Achenbach, 1986; Achenbach & Rescorla, 2001).

A avaliação deverá alargar-se à observação directa do comportamento da criança em diversas ocasiões


nos seus contextos naturais (sala de aula, recreio, actividades lúdicas, etc.).

DuPaul e Stoner (2003) – Contexto Escolar:


 Sessões de 10 a 30 minutos cada.
 Durante vários dias e em diferentes períodos do dia.
 Nas mais variadas situações e contextos (sala de aula, recreio, refeitório, …).

4. AVALIAÇÃO NEUROPSICÓLOGICA

Modelo de Russell A. Barkley (1997): Inibição Comportamental; Memória de Trabalho; Memória


verbal/Internalização do Discurso; Auto-regulação; Reconstituição.

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AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA:

 Testes para avaliar as diferentes funções Neuropsicológicas


(nota: alguns dos testes indicados avaliam/mensuram outras funções neuropsicológicas para além das indicadas):

 ATENÇÃO: Testes de Realização Continua (CPT’s, Continuous Perfomance Test); Matching Familiar
Figures; Testes de Reacção Rápida; Testes de Dupla Tarefa; Testes de Cancelamento ou Barragem
(Toulouse-Piéron, Zazzo, D2; …); etc.
 MEMÓRIA e MEMÓRIA DE TRABALHO: Blocos de Corsi; Teste de Padrões Visuais; Teste de
Memória de Lista de Palavras (e.g., California Verbal Learning Test, Rey Auditory Verbal Learning
Test,…); Hand Movements Test; Figura Complexa de Rey; Memória de Dígitos (WISC-III); Teste de
Retenção Visual de Benton; etc.
 FUNÇÕES EXECUTIVAS: Teste de Stroop; Trail Making Test; Fluência Verbal (Semântica e
Fonémica); Torre de Londres; Torre de Hanoi; Teste de Classificação de Cartas de Wisconsin; etc.
 WISC-III: Memória de Dígitos; Velocidade de Processamento (factor); Resistência à Distracção ou
Freedom from Distractibility (factor).

 Capacidade de planeamento e organização; Flexibilidade cognitiva; Memória de trabalho verbal e não


verbal (modelo de Baddeley, 2003); Inibição da resposta; Processos de Atenção; Auto-regulação
comportamental; Capacidade de Mudança Rápida de Tarefa (Set Shifting); Velocidade de Processamento;
Fluência Verbal; etc.

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MEMÓRIA DE TRABALHO:

 É uma das principais funções cognitivas que permite manter a informação na memória durante
curtos períodos de tempo.
 A Memória de Trabalho tem uma capacidade limitada. É utilizada para compreender o que lemos,
efectuar cálculos, recordar instruções para utilizarmos de seguida, etc.
 Na PHDA é importante como capacidade de armazenar um acontecimento na memória para o
utilizar aquando do controlo da resposta comportamental. Melhora com o metilfenidato.
 A Memória de Trabalho está bastante relacionada com os processos de atenção.
 Modelo de Baddeley sobre Memória Trabalho:

DIMENSÕES DA ATENÇÃO

(1) Arousal ou vigilância

(2) Atenção Selectiva ou Focalizada


 É a capacidade de atender a um estímulo em detrimento dos outros. Coloca em jogo
duas operações: (1) focalização atencional; (2) inibição atencional.
 Dificuldades provocam distracção e incapacidade para tomar atenção em relação a
certos estímulos.

(3) Atenção Dividida


 É a capacidade de dar atenção a mais de um estímulo em alternância, isto é, partilhar e
alternar a atenção selectiva entre duas tarefas ou estímulos.
 Dificuldades graves na Atenção Dividida podem originar uma incapacidade de fazer
duas tarefas em simultâneo

(4) Atenção Sustentada ou Mantida

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 É a capacidade de se manter a atenção deliberada num dado aspecto ou tarefa durante
um período de tempo alargado.

5. AVALIAÇÕES COMPLEMENTARES

Poderá ser necessária uma avaliação complementar em diversas especialidades médicas para despistar
eventuais problemáticas: avaliação sensorial (visual, auditiva); neurológica; intelectual; outras condições
clínicas (síndromes e outras patologias).

INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA NA PHDA

CONTEXTOS A INTERVIR TERAPÊUTICAS


Contexto Familiar Farmacológica
Contexto Escolar Psicossocial
Na própria Criança Cognitivo-Comportamental

INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS MAIS EFICAZES (Barkley, 2007): Educação Parental e dos Professores
acerca da PHDA; Farmacológica; Intervenção Cognitivo-Comportamental; Treino Parental; Intervenção na
Relação Pais-Filhos; Terapia Familiar; Modificação Comportamental na Sala de Aula; Educação Especial;
Grupos de Suporte para Pais; Serviços de Apoio Familiar.

1. INTERVENÇÃO FARMACOLÓGICA

 A intervenção farmacológica pode não ser indicada e/ou necessária em todos os casos de PHDA
(frequência, severidade e impacto dos sintomas). Conduz a uma diminuição significativa dos
comportamentos desajustados e permite uma maior eficácia das outras intervenções.

 Princípios activos mais utilizados: Metilfenidato, Atomoxetina, Antidepressivos Tricíclicos.

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 Estes medicamentos visam aumentar os níveis de concentração sináptica da dopamina e da
norepinefrina.

 METILFENIDATO – É um medicamento psicoestimulante, sendo o fármaco mais utilizado no


tratamento da PHDA. Exemplo de marcas comerciais: Ritalin-LA; Concerta; Rubifen, etc.

 1 dose por dia (fármacos de libertação prolongada).


 Duração do efeito: Concerta (12 horas; 22% libertado de forma imediata); Ritalin-LA (8
horas; 50% libertado de forma imediata) (Dios, Cardó & Servera, 2006).
 Cerca de 70% dos sujeitos com PHDA respondem adequadamente aos psicoestimulantes,
observando-se uma redução de pelo menos 50% da sintomatologia da PHDA apresentada.

 ATOMOXETINA – É uma nova opção farmacológica não estimulante, sendo comercializado pelo
nome de Strattera. O seu efeito só é sentido após algumas semanas.

2. INTERVENÇÃO PSICOSSOCIAL

A. CONTEXTO FAMILIAR: (1) Programa de treino para pais; (2) Grupos de suporte; (3) Relação e
interacção pais-filho.

B. CONTEXTO ESCOLAR: (1) Intervenção comportamental na sala de aula; (2) Colaboração e


cooperação escola/casa/técnicos; (3) Formação de professores; (4) Tutor; (5) Ensino especial; (6)
Treino de competências sociais.

A. CONTEXTO FAMILIAR

 Informar os pais sobre as principais características das crianças com PHDA e ensinar/trabalhar
sobre as práticas educativas parentais mais adaptativas:
 Técnicas eficazes para promover a disciplina e potenciar comportamentos positivos nas
suas crianças.
 Lidar e reagir adequadamente face aos comportamentos disruptivos dos filhos.
 Estratégias disciplinares consistentes, firmes e adequadas para reforçar o
comportamento adaptativo e diminuir o comportamento disruptivo.
 Utilização de Registos Comportamentais.

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 Monitorizar as estratégias aplicadas regularmente, de modo a reavaliar e reajustar estas medidas
no caso dos comportamentos inadaptativos continuarem a persistir.

B. CONTEXTO ESCOLAR

 Elaboração de Registos Comportamentais com Sistema de Pontos, com consequentes


recompensas quando atingir o comportamento desejado:

1. Identificar os comportamentos desajustados a serem modificados. Começar pelos


comportamentos que serão mais facilmente modificáveis e deixar para o fim os mais
complexos.
2. Definir claramente qual a recompensa (reforço positivo) e a consequência negativa
(reforço negativo) pela modificação (ou não) para o comportamento desejado: Utilização
de um contracto terapêutico; Utilização de um sistema de pontos.
3. As recompensas (tal como os castigos) deverão ser imediatas após a observação do
comportamento desejado.
4. Os objectivos inicialmente deverão ser pequenos, sendo alargados progressivamente à
medida que a criança vai conseguindo atingir os objectivos anteriores.
 Utilização de modelos de gestão comportamental na sala de aula.
 Utilização de programas de Treino de Competências Sociais.
 Sala de aula bem estruturada com poucos estímulos visuais. Turma reduzida, com alunos bem
comportados e a ausência de alunos perturbadores.
 Criança sentada na 1ª fila da sala, o mais próxima possível da professora e longe da janela. Ter em
cima da carteira apenas o material estritamente necessário.
 Colocar junto da criança um aluno que funcione como um bom modelo comportamental.
 Tutoria.
 Time-out.
 Se necessário, aplicação de Medidas Educativas Especiais (DL n.º 3/2008).
 Entre muitos outros…

3. INTERVENÇÃO COGNITO-COMPORTAMENTAL

As técnicas de modificação comportamental através da Terapia Cognitivo-Comportamental são as


intervenções psicoterapêuticas mais eficazes. Muito bom prognóstico quando articulada com a
intervenção Farmacológica e a intervenção Psicossocial.

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Comportamental (Loro-López et al., 2009):
 Contractos comportamentais
 Registos comportamentais
 Programa de economia de fichas/pontos
 Manuais terapêuticos de modificação comportamental
 Time-out, Correcção, Extinsão

Cognitiva (Loro-López et al., 2009):


 Modelos de auto-instrução
 Auto-monitorização e auto-regulação comportamental
 Estratégias de Resolução de Problemas
 Utilização de manuais terapêuticos de modificação comportamental
 Desconstrução das cognições irrealistas e desajustadas sobre o seu próprio comportamento.
 Etc.

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Perturbação de Oposição

CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO – DSM-IV-TR (2002)

A. Um padrão de comportamento negativista, hostil, desafiante, que dura pelo menos 6 meses, durante
os quais estão presentes 4 (ou mais) dos seguintes comportamentos:
1) com frequência encoleriza-se;
2) com frequência discute com os adultos;
3) com frequência desafia ou recusa cumprir os pedidos ou regras dos adultos;
4) com frequência aborrece deliberadamente as outras pessoas;
5) com frequência culpa os outros dos seus erros ou mau comportamento;
6) com frequência é susceptibilizado ou facilmente molestado pelos outros;
7) com frequência sente raiva ou está ressentido;
8) com frequência é rancoroso ou vingativo.

Nota: Considerar que o critério só está preenchido se o comportamento ocorrer com mais frequência
do que é tipicamente observado nos sujeitos de idade e nível de desenvolvimento comparáveis.

B. A perturbação do comportamento causa um défice clinicamente significativo no funcionamento social,


escolar ou laboral.

C. Os comportamentos não ocorrem exclusivamente durante a evolução de uma Perturbação Psicótica


ou de uma Perturbação do Humor.

D. Não estão preenchidos os critérios de Perturbação do Comportamento e, se o sujeito tem 18 anos ou


mais, não estão preenchidos os critérios de Perturbação Anti-Social da Personalidade.

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PREVALÊNCIA

 A percentagem varia entre os 2% e os 16% (DSM-IV-TR, 2002).

 A PO tem uma maior prevalência nos rapazes do que nas raparigas antes da puberdade, sendo
provavelmente semelhante depois da puberdade.

 Nos rapazes podem existir mais comportamentos de confronto e sintomas mais persistentes, na
restante sintomatologia não se verificam grandes diferenças entre os géneros.

 A PO é mais frequente nas famílias em que existem frequentes e intensos conflitos interparentais.

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Perturbação do Comportamento

PERTURBAÇÃO DO COMPORTAMENTO pode estar presente quando uma criança ou adolescente de forma
consistente estabelece um padrão repetitivo de violação dos direitos básicos das pessoas e propriedades, e
actua de forma agressiva contra pessoa e/ou animais, destrói propriedades e objectos, rouba ou mente, e
quebra importantes regras em casa ou na escola e revela um comportamento social inadequado e
inaceitável.

CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO – DSM-IV-TR (2002)


A. Um padrão de comportamento repetitivo e persistente, em que são violados os direitos básicos dos
outros ou importantes regras ou normas sociais próprias da idade, manifestando-se pela presença de 3
(ou mais) dos seguintes critérios, durante os últimos 12 meses, e pelo menos, de um critério durante
nos últimos 6 meses:

Agressão a pessoas ou animais


1) com frequenta insulta, ameaça ou intimida as outras pessoas;
2) com frequenta inicia lutas físicas;
3) utilizou uma arma que pode causar graves prejuízos físicos aos outros (por exemplo, pau, tijolo,
garrafa partida, faca, arma de fogo);
4) manifestou crueldade física para com as pessoas;
5) manifestou crueldade física para com os animais;
6) roubou confrontando-se com a vítima (por exemplo, roubo por esticão, extorsão, roubo à mão
armada);
7) forçou alguém a uma actividade física.

Destruição da propriedade
8) lançou deliberadamente fogo com intenção de causar prejuízos graves;
9) destruiu deliberadamente a propriedade alheia (por meios diferentes do incêndio).

Falsificação ou roubo
10) arrombou a casa, a propriedade ou o automóvel de outras pessoas;

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11) mente com frequência para obter ganhos ou favores ou para evitar obrigações (por exemplo,
«vigarizar» os outros);
12) rouba objectos de certo valor sem confrontação com a vítima (por exemplo, roubo em lojas mas
sem arrombamento, falsificações).

Violação grave das regras


14) com frequência permanece fora de casa de noite apesar da proibição dos pais, iniciando este
comportamento antes dos 13 anos de idade;
15) fuga de casa durante a noite, pelo menos 2 vezes, enquanto vive em casa dos pais ou em lugar
substitutivo da casa paterna (ou só uma vez, mas durante um período prolongado);
16) faltas frequentes à escola, com início antes dos 13 anos.

B. A Perturbação do Comportamento causa um défice clinicamente significativo no funcionamento social,


escolar e laboral.

C. Se o sujeito tem 18 anos ou mais, não reúne os critérios de Perturbação da Personalidade.

PREVALÊNCIA
 A percentagem varia entre o 1% e os 10% (DSM-IV-TR, 2002).

 A PC (em especial a do subtipo Início na Segunda Infância) é muito mais frequente no sexo masculino.

 Os sujeitos do sexo masculino incorrem em mais comportamentos de lutas, roubos,


vandalismos e problemas de disciplina escolar.

 Os sujeitos do sexo feminino tendem a incorrer mais em mentiras, absentismo escolar, fugas,
consumo de drogas tóxicas e prostituição.

 Prevalência mais elevada nos meios urbanos do que nos meios rurais.

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