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REDACÃO OFICIAL

PARA CONCURSOS

Aula 01
REDAÇÃO OFICIAL

Redação oficial é a maneira de redigir própria


da Administração Pública. Sua finalidade básica é
possibilitar a elaboração de comunicações e
normativos oficiais claros e impessoais, pois o
objetivo é transmitir a mensagem com eficácia,
permitindo entendimento imediato.
A eficácia da comunicação oficial depende
basicamente do uso de linguagem simples e direta,
chegando ao assunto que se deseja expor sem
passar, por exemplo, pelos atalhos das fórmulas de
refinada cortesia usuais no século passado.
Qualidades da Redação Oficial

Clareza

Clareza é a qualidade do que é inteligível,


facilmente compreensível. Já que se busca, então,
com a clareza, fazer-se facilmente entendido, é
preciso que o pensamento de quem comunica
também seja claro, com as ideias, ordenadas; a
pontuação, correta; as palavras, bem dispostas na
frase; as intercalações, reduzidas a um mínimo; a
precisão vocabular, uma constante.
Coesão
O termo coesão pode ser conceituado como
a união íntima das partes de um todo. Assim, o
texto coeso é aquele em que as palavras, as
orações, os períodos e os parágrafos estão
interligados e coerentemente dispostos.
Às vezes, o cuidado com a estrutura do
parágrafo pode induzir ao equívoco de encará-lo
como redação autônoma, bastante em si mesmo.
Apesar de ser uma unidade lógica completa
(começo, meio e fim), não pode estar solto do
restante do texto.
Concisão

A concisão consiste em expressar com um


mínimo de palavras um máximo de informações,
desde que não se abuse da síntese a tal ponto
que a ideia se torne incompreensível. Para que se
redija com essa qualidade, é fundamental que se
tenha, além do conhecimento do assunto sobre o
qual se escreve, o necessário tempo para revisar
o texto depois de pronto. É nessa releitura que
muitas vezes se percebem eventuais
redundâncias ou repetições desnecessárias.
Atende ao princípio de economia linguística.
Correção gramatical
Correção gramatical é a utilização do padrão
culto de linguagem, ou seja, é escrever sem
desrespeitar os fatos particulares da língua e as
regras apropriadas para o seu perfeito uso. As
incorreções gramaticais desmerecem o redator e
põem em dúvida sua autoridade para falar sobre
qualquer assunto.
Além disso, conhecer a própria língua não é
privilégio de gramáticos, senão dever de todos
aqueles que dela se utilizam. Saber escrever a
própria língua faz parte dos deveres cívicos. A
língua é a mais viva expressão da nacionalidade.
Formalidade e uniformidade
A formalidade consiste na observância das
normas de tratamento usuais na correspondência
oficial. A formalidade diz respeito à polidez, à
civilidade no tratamento do assunto do qual cuida
a comunicação.
É importante salientar que a formalidade de
tratamento vincula-se, também, à necessária
uniformidade das comunicações. Ora, se a
Administração Pública (municipal, estadual,
distrital ou federal) é una, é natural que suas
comunicações sigam um mesmo padrão.
Impessoalidade
A finalidade pública está sempre presente na
redação oficial, daí a necessidade de ser ela isenta
de interferência da individualidade de quem a
elabora. O tratamento impessoal que deve ser dado
aos assuntos constantes das comunicações oficiais
decorre da ausência de impressões individuais da
pessoa que comunica: independentemente de quem
assina um expediente, a comunicação é sempre feita
em nome do serviço público; da impessoalidade de
quem recebe a comunicação: seja um cidadão, seja
um órgão público, o destinatário é sempre
considerado de forma homogênea e impessoal.
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS - MRPR
1. Introdução
A redação oficial deve caracterizar-se pela
impessoalidade, uso do padrão culto de
linguagem, clareza, concisão, formalidade e
uniformidade. Fundamentalmente esses atributos
decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo
37: "A administração pública direta, indireta ou
fundacional, de qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência (...)".
Sendo a publicidade e a impessoalidade
princípios fundamentais de toda administração
pública, claro está que devem igualmente nortear
a elaboração dos atos e comunicações oficiais.
2. Concordância com os Pronomes de
Tratamento
Os pronomes de tratamento (ou de
segunda pessoa indireta) apresentam certas
peculiaridades quanto à concordância verbal,
nominal e pronominal. Embora se refiram à
segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem
se fala, ou a quem se dirige a comunicação),
levam a concordância para a terceira pessoa. É
que o verbo concorda com o substantivo que
integra a locução como seu núcleo sintático:
"Vossa Senhoria nomeará o substituto"; "Vossa
Excelência conhece o assunto".
Da mesma forma, os pronomes possessivos
referidos a pronomes de tratamento são sempre
os da terceira pessoa: "Vossa Senhoria nomeará
seu substituto" (e não "Vossa ... vosso...").
Já quanto aos adjetivos referidos a esses
pronomes, o gênero gramatical deve coincidir
com o sexo da pessoa a que se refere, e não
com o substantivo que compõe a locução.
Assim,se nosso interlocutor for homem, o correto
é "Vossa Excelência está atarefado", "Vossa
Senhoria deve estar satisfeito"; se for mulher,
"Vossa Excelência está atarefada", "Vossa
Senhoria deve estar satisfeita".
3.Emprego dos Pronomes de Tratamento

Vossa Excelência, para as seguintes


autoridades:

a) do Poder Executivo;
Presidente da República;
Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado;
Governadores e Vice-Governadores de Estado e
do Distrito Federal;
Oficiais-Generais das Forças Armadas;
Embaixadores;
Secretários-Executivos de Ministérios e demais
ocupantes de cargos de natureza especial;
Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.

b) do Poder Legislativo:
Deputados Federais e Senadores;
Ministro do Tribunal de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais;
Conselheiros dos Tribunais de Contas
Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislativas
Municipais.
c) do Poder Judiciário:

Ministros dos Tribunais Superiores;


Membros de Tribunais;
Juízes;
Auditores da Justiça Militar.