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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

FACULDADE DE COMUNICAÇÃO

MARCUS VINICIUS ARAGÃO BARRETO FERREIRA

I SEMANA CULTURAL DE UAUÁ:


AS ETAPAS DE PRODUÇÃO DE UM EVENTO

Salvador – Bahia
2008
MARCUS VINICIUS ARAGÃO BARRETO FERREIRA

I SEMANA CULTURAL DE UAUÁ:


AS ETAPAS DE PRODUÇÃO DE UM EVENTO

Memória apresentada à Faculdade de Comunicação da


Universidade Federal da Bahia, como requisito parcial
para a obtenção do título de Bacharel em Comunicação
com habilitação em Produção em Comunicação e Cultura.

Orientador: Prof. Dr. Umbelino Brasil

Salvador – Bahia
2008
2

AGRADECIMENTOS

Agradeço a minha tia Mércia Beatriz por ter sido a grande incentivadora do projeto I Semana
Cultural de Uauá.
À minha futura esposa, Alana, por estar ao meu lado tanto na execução do evento quanto na
criação da Memória.
Aos meus cunhados, Betinho e Eduardo, por terem cedido o computador durante esses meses
em que estive focado no Trabalho de Conclusão de Curso.
Aos meus amigos da FACOM que estiveram ao meu lado durante todos estes anos.
Ao meu orientador Umbelino Brasil, meu primeiro incentivador na área da Produção Cultural.
Por fim, agradeço ao meu professor Leonardo Costa por ter sempre me apoiado.
3

RESUMO

O presente trabalho descreve todas as etapas do projeto I Semana Cultural de Uauá: pré-
produção, produção e pós-produção. O evento ocorrido em novembro de 2007 na sede do
Município tinha como principal objetivo fomentar a rica cultura local, através da realização de
diversas atividades culturais. Para tanto, foi necessária uma ampla divulgação feita em
algumas cidades do Estado da Bahia, o que gerou uma grande visibilidade aos artistas e ao
próprio Município. Além disso, o projeto foi fortalecido devido ao patrocínio e às parcerias,
gerando renda e emprego à população.

Palavras-chave: Projeto cultural; Planejamento; Execução do projeto; Uauá.


4

SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO...................................................................................................6

2 O PROJETO I SEMANA CULTURAL DE UAUÁ................................................7

2.1 Elaboração do projeto ...........................................................................................8

2.2 Leis de incentivos fiscais........................................................................................8

2.3 Captação de recursos...........................................................................................10

3 ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO..................................................................13

4 PLANEJAMENTO DE PRODUÇÃO ...................................................................16

5 ETAPAS DE PRODUÇÃO ....................................................................................18

5.1 PRÉ-PRODUÇÃO ................................................................................................18

5.1.1 Equipe de trabalho ...........................................................................................18

5.1.2 Programação do evento ....................................................................................18

5.1.3 Transporte ........................................................................................................19

5.1.4 Hospedagem......................................................................................................20

5.1.5 Sonorização e Iluminação.................................................................................20

5.1.6 Divulgação.........................................................................................................20

5.2 PRODUÇÃO.........................................................................................................21

5.2.1 Equipe de trabalho ...........................................................................................21

5.2.2 Divulgação.........................................................................................................22

5.2.3 Atrações Musicais.............................................................................................23

5.2.4 Cinema ..............................................................................................................24

5.2.5 Palestras............................................................................................................25

5.2.6 Exposições .........................................................................................................26

5.2.7 Dança ................................................................................................................26


5

5.2.8 Literatura..........................................................................................................27

5.2.9 Teatro................................................................................................................27

5.2.10 Registros..........................................................................................................27

5.3 PÓS-PRODUÇÃO ................................................................................................28

6 PERSPECTIVAS ...................................................................................................30

7 CONCLUSÃO ........................................................................................................32

REFERÊNCIAS .....................................................................................................33

APÊNDICES...........................................................................................................34

APÊNDICE A - PROJETO....................................................................................35

APÊNDICE B - NOVO ORÇAMENTO................................................................46

APÊNDICE C - CARTA DE SOLICITAÇÃO DE APOIO..................................47

APÊNDICE D - CARTA DE APROVAÇÃO DO PROJETO ..............................48

APÊNDICE E - RECIBOS DO MECENATO ......................................................49

APÊNDICE F - CARTAZ ......................................................................................51

APÊNDICE G - FOLDER......................................................................................52

APÊNDICE H - CD CLIPAGEM..........................................................................53

APÊNDICE I - PRESS RELEASE ........................................................................54

ANEXO ...................................................................................................................56

ANEXO A - CONTRATO .....................................................................................57


6

1 APRESENTAÇÃO

No primeiro semestre de 2006, a professora de Literatura Mércia Beatriz Elpídio


Ferreira me convidou para desenvolvermos e executarmos o projeto (APÊNDICE A) I
Semana Cultural de Uauá1, município localizado na Região do Sertão da Bahia.
Dentre todos os projetos em que estive envolvido, durante os anos em que fui
aluno do curso de Produção em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal da Bahia, a
I Semana Cultural de Uauá foi um evento que considero completo para minha formação como
profissional da área.
O projeto, formado por diversas apresentações e manifestações culturais, tem
como principal objetivo resgatar, valorizar e potencializar a rica cultura popular do município
de Uauá e da Região do Sertão de Canudos (município conhecido por ter sido palco da Guerra
de Canudos entre os anos de 1896 e 1897).
Inicialmente ficou sob a responsabilidade de ambos os organizadores a criação do
projeto geral e, sob apenas minha responsabilidade, o preenchimento do formulário2 padrão
para inscrição do projeto na Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura nº 8.313/91).
Posteriormente as etapas foram sendo distribuídas e executadas a partir do perfil e
conhecimento de cada um.
De início, as minhas tarefas eram, além da organização geral do evento, conseguir
a carta de apoio do Ministério da Cultura e, depois de feito isto, entraríamos na fase de
captação de recursos para futura execução do projeto. Assim, as tarefas foram sendo
programadas e cumpridas, e o evento foi executado como se poderá perceber com a leitura do
trabalho.

1
O nome que tem origem indígena significa pirilampo, vaga-lume. Porém, o Município é conhecido
nacionalmente como a “Capital do Bode” devido à economia ser baseada na criação de ovinos e caprinos.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Uau%C3%A1>. Acesso em 29 de maio 2008.
2
Disponível em:
<http://www.cultura.gov.br/apoio_a_projetos/lei_rouanet/index.php?p=1581&more=1&c=1&pb=1>. Acesso em
13 de junho 2008.
7

2 O PROJETO I SEMANA CULTURAL DE UAUÁ

Em 09 de julho de 2007, o município de Uauá completou 81 anos de emancipação


política. Embora esta data nunca passe em branco na memória das pessoas que lá residem,
eventos à altura da sua importância histórica e cultural não são realizados com freqüência.
A população se ressentia pela falta de conhecimento sobre a história do
Município, que serviu de cenário para a primeira expedição da Guerra de Canudos, além de
ter o privilégio de possuir um capítulo dedicado em um dos maiores clássicos da literatura
brasileira, “Os sertões” (1902), cujo autor, Euclides da Cunha, retrata um dos mais
importantes conflitos históricos do Brasil - Guerra de Canudos - ocorrido nos arredores de
Uauá nos anos 1896/97.
É de grande importância para um município a realização de eventos culturais que
tenham o objetivo de fortalecer suas tradições populares. Em Uauá não poderia ser diferente.
Montiel (2003:161) descreve a importância de um projeto cultural para o fomento
e resgate da cultura:

Trata-se de criar uma base econômico-social auto-sustentável no tempo, vinculada


ao caráter cultural do território, ao resgate de suas tradições e ao processo de
recuperação de seus valores, com conseqüente geração de empregos. Colocar em
prática circuitos de distribuição adequados e eficazes da oferta cultural significa
liberar os limites horizontais da cultura. Distribuir a oferta cultural mais
equitativamente, com perspectiva de formação de novos participantes ativos na vida
cultural criativa. Isto implica criar e atrair novas audiências, aprofundar o
conhecimento naqueles que têm acedido a um consumo artístico e cultural e, em
particular, integrar as comunidades na animação, gestão, financiamento e promoção
da cultura das artes.

Assim, a nossa intenção era criar um projeto que fortalecesse as manifestações


culturais do município de Uauá, proporcionando espaço a todos os artistas da cultura que
tivessem interesse em participar, além de oferecer gratuitamente uma opção de lazer e
entretenimento à população. Essas características são consideradas por Melo Neto (2001:56-
57) como um dos objetivos de um evento, ao dizer que:

O evento tem características de um produto – deve ser inovador, satisfazer as


necessidades do público, criar expectativas, ser acessível a um grande número de
pessoas, possuir um nome de fácil memorização e um forte apelo promocional. (...)
Assim, podemos afirmar que o evento é uma promessa de entretenimento e lazer,
uma expectativa de sucesso e uma certeza de vivências emotivas. O público, ao
participar de um evento, busca distração, sucesso, emoção, beleza e novidade.

Por se tratar de um projeto dinâmico, envolvendo apresentações musicais,


exibição de filmes e vídeos, palestras, danças, exposições de artes plásticas e artesanatos,
venda de comidas típicas, apresentação teatral, recitais, etc, o desafio que vinha pela frente
8

seria muito complexo, porém os objetivos eram mais audaciosos e, conseqüentemente, os


resultados poderiam ser mais positivos.

2.1 Elaboração do projeto

A pesquisa para embasar teoricamente o projeto, diga-se, o desenvolvimento de


tópicos como apresentação, objetivos e justificativa ficou sob a responsabilidade da
professora Mércia Beatriz. Sob a minha responsabilidade ficou a função de desenvolver a
parte técnica do projeto propriamente dito, a exemplo do ordenamento de todos os tópicos e
orçamento dos itens de despesas do evento.
“Um projeto cultural na sua fase de elaboração assemelha-se a uma pesquisa
científica e, que seja o seu objeto, implica na formulação e reconhecimento dos seus
problemas, ou seja, de um conjunto de perguntas que se pretende responder”. Assim entende
Brasil (2005:126) sobre a fase de elaboração de um projeto.
Porém, os dois organizadores tiveram influência e opinaram no trabalho do outro,
sempre com a intenção de corrigir os erros e fortalecer o projeto.
Assim, o projeto I Semana Cultural de Uauá foi organizado de acordo com a
“seqüência básica” citada a seguir por Almeida (1993). Desta forma, apresentação, objetivos,
justificativa, orçamento, contatos, eram alguns tópicos que faziam parte de tal seqüência.

Esta é a fase em que a arte e a criatividade se transformam em texto estratégico. O


projeto cultural é a materialização escrita do que se pretende desenvolver através de
um evento ou produto, acrescida de estimativas orçamentárias. Cada projeto deve
ser elaborado de acordo com suas características próprias, enfatizando aspectos que
contribuam para a valorização. Há uma seqüência básica, no entanto, que permite
ordenar as informações e facilitar a compreensão global do projeto. (ALMEIDA,
1993:63)

Melo Neto (2001:66) discorre sobre a importância de um projeto bem elaborado:


“O projeto é a configuração de um evento – a sua forma de apresentação. Um evento criativo
perde o seu valor, se o seu projeto não for bem elaborado. É a embalagem do evento, que é o
produto a ser vendido”.
Para tornar a “embalagem” citada acima mais atrativa recorremos ao apoio através
das leis de incentivos fiscais como será descrito a seguir.

2.2 Leis de incentivos fiscais

As leis de incentivos à cultura favorecem o mercado da produção cultural por todo


o Brasil. Elas são um estímulo a mais para que as empresas possam viabilizar projetos,
9

deduzindo investimentos em impostos, que variam a depender da lei. Segundo dados3


divulgados pelo MINC (Ministério da Cultura), através do seu website4, cerca de 964 milhões
de reais foram captados, por meio de incentivos federais, durante o ano de 2007.

Atualmente existem no Brasil várias leis de incentivos à cultura que permitem a


redução do valor dos impostos federais, estaduais e municipais do patrocinador que
investir em projetos culturais. A maioria dessas leis adota o mesmo modelo para
concessão de incentivo fiscal, no qual o produtor deve aprovar previamente o
projeto cultural perante as comissões especialmente instituídas para análise e, após a
referida aprovação, captar patrocínio com incentivo fiscal. Dessa forma, uma parte
ou o total do valor depositado pelo patrocinador poderá ser descontado do seu
imposto devido. (NATALE; OLIVIERI, 2006:88)

Em relação a I Semana Cultural de Uauá recorremos às leis que nos eram viáveis
para o projeto: a Lei Faz Cultura5 e a Lei Rouanet. A nossa prioridade era conseguir o aval da
lei federal, já que tínhamos como foco a obtenção do patrocínio via empresa Petróleo
Brasileiro S.A. (Petrobras), que possui uma política de viabilizar projetos culturais apoiados
através da dedução no Imposto de Renda.

A Lei Roaunet é a uma lei federal que permite a redução do valor do imposto de
renda, devido pela empresa ou pessoa física patrocinadora por meio de desconto,
parcial ou total, do montante de patrocínio ou doação a projeto cultural previamente
aprovado pelas comissões. (NATALE; OLIVIERI, 2006:89)

Outro fator determinante para que tivéssemos focado na busca pelo apoio federal
foi a burocracia estadual (quando se refere às documentações e principalmente às cartas de
anuências de todos os envolvidos), que acaba atrasando demasiadamente a aprovação do
projeto.
Em busca de tal prioridade, os nossos esforços foram concentrados em
acompanhar, providenciar e enviar todos os documentos que estavam sendo solicitados pelo
MINC. Esse acompanhamento se deu por meio do número de registro (0610603) no
PRONAC (Programa Nacional de Apoio à Cultura), o qual o proponente tem acesso a toda a
movimentação interna do projeto em análise, através do website do MINC, na seção
denominada “Pesquisa”6.
Este período de análise do projeto feita pelo MINC durou em torno de 120 dias.
Essa demora deve-se ao fato de, na época, possuirmos pouco conhecimento em relação aos
trâmites necessários para se conseguir o apoio do incentivo federal de maneira mais rápida,

3
Disponível em: <http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2008/04/comparativo-captacao-ano-area-
segmento.pdf>. Acesso em 15 de maio 2008.
4
<http://www.cultura.gov.br>. Acesso em 13 de maio 2008.
5
Programa de Incentivo à Cultura do Governo do Estado da Bahia através da dedução do ICMS (Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços). Lei nº 7.015/96.
6
<http://www.cultura.gov.br/salic4/index.php>. Acesso em 25 de maio 2008.
10

como por exemplo, o envio correto da documentação solicitada previamente. Normalmente,


quando se envia toda a documentação correta e responde as diligências solicitadas pelo MINC
de maneira célere, a aprovação de um projeto tem duração média de 60 a 90 dias.
Após o sucesso em relação ao apoio através da Lei Rouanet demos seqüência aos
trabalhos, partindo para etapa de captação de recursos descrita a seguir.

2.3 Captação de recursos

A fase de captação de recursos é indispensável para a grande maioria dos projetos


culturais. Segundo Rubim (2005:26): “Outra atividade que muitas vezes torna-se essencial
para a produção cultural é a captação de recursos”.
Nela é de suma importância apresentar um projeto que agregue valores não só a
cultura em geral, mas também ao patrocinador, ou seja, que esteja dentro da política de
patrocínios da empresa. Tornar o projeto atrativo, com bom retorno de mídia, informações
diretas e importantes para facilitar a análise do mesmo, é uma forma de destacá-lo entre os
demais.

A comunicação de valores e conteúdo é uma relação diferenciada, na qual a marca


do investidor fica associada a conceitos, valores, crenças e idéias, que têm afinidade
com a identidade da instituição. A marca não é exposta de maneira isolada, e sem
valor agregado. A estratégia utilizada é a de identificar os empreendimentos que
trazem essas características afins, agregando-se a eles numa parceria que vai além do
mero repasse de recursos, criando entre a obra patrocinada e o patrocinador uma
relação efetiva de associação bilateral, na qual a independência do artista é
preservada e um mais-valor é agregado, melhorando ou incrementando a imagem da
instituição. O público associa a marca ao produto patrocinado, o que enriquece o
status da marca e facilita a fidelização dos clientes/público da instituição. A
construção de valores está relacionada à construção de uma memória coletiva, onde
as pessoas podem exprimir e comunicar suas identidades culturais. (COSTA,
2003:44)

Como dito anteriormente, o nosso foco era conseguir o patrocínio através da


estatal Petrobras. Porém, ela não foi a única à qual enviamos o projeto. Solicitamos ainda o
apoio às empresas CHESF (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) e Mineradora
Caraíba Metais, ambas com atuação na Região do Sertão Baiano, contudo não obtivemos
êxito.
Após a manifestação de interesse da Petrobras (que se deu através de uma
reunião) em viabilizar o projeto, a relação do processo que, até então, era considerada bipolar
(proponente - MINC), se tornou tripolar (proponente - patrocinador - MINC).
A primeira condição imposta pelo patrocinador foi a realização de cortes em
alguns itens do orçamento financeiro, por tê-los julgado inadequados para a execução do
11

evento. Tais cortes são rotineiros, tendo em vista que grandes empresas costumam determinar
o teto anual de seus investimentos em patrocínios culturais no ano anterior e, como a Semana
Cultural de Uauá foi realizada no segundo semestre do ano, o orçamento da Petrobras para
determinada área estava se esgotando. Outro motivo determinante para os cortes no
orçamento se deu pelo fato do contrato de patrocínio ter sido assinado um mês e meio antes da
realização do evento, e isso justificou a redução orçamentária, já que alguns serviços estavam
programados para serem executados durante três meses.
Após concretizado o novo orçamento (APÊNDICE B), que foi enviado
imediatamente ao solicitador, deu-se seqüência aos trâmites relativos ao patrocínio.
Todos os documentos enviados a mim pelo MINC foram solicitados pelo
incentivador, a exemplo das cartas comprovando a solicitação de apoio (APÊNDICE C) e
aprovação do projeto (APÊNDICE D), comprovante de abertura da conta corrente específica,
além do projeto gráfico com as aplicações da marca7 da Petrobras e do Governo Federal para
pré-aprovação.
Tais solicitações, bem como toda a relação entre proponente e patrocinador, foram
realizadas via e-mail e telefone, entre mim e a Sra. Ilza Teixeira, representante do setor de
Comunicação Institucional / Região Nordeste, exceto o projeto gráfico, que foi enviado por e-
mail ao Sr. Danilo Franco, publicitário responsável pela aprovação ou não da utilização das
marcas.
Após terem sido atendidas todas as solicitações, foi redigido o contrato (ANEXO
A), assinado por mim, como proponente do projeto, e Rosemberg Evangelista Pinto (Gerente
Setorial Regional Nordeste da Comunicação Institucional), representante da Petrobras que
investiu o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais).
A princípio parece ser um alto valor, porém quando se inicia de fato o processo de
produção, essa quantia torna-se pequena, principalmente tendo em vista que o projeto inicial
estava orçado em aproximadamente R$ 79.000,00 (setenta e nove mil reais).
Cumpre esclarecer que o valor investido foi dividido em duas parcelas. A primeira
parcela, no valor de R$ 16.000,00 (dezesseis mil reais), representando 80% do valor total, foi
depositada no dia 09/11/2007, e a segunda no valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais),
representando 20% restante da quantia, foi depositada no dia 28/12/2007.
Após a concretização das transferências, enviamos todos os documentos, via
Correios, para o SEFIC (Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura), setor do MINC

7
Disponível em: <http://www2.petrobras.com.br/portugues/ads/ads_marcas.html>. Acesso em 12 de junho
2008.
12

responsável por analisar toda a documentação e fazer a transferência monetária entre a conta
bloqueada (a qual o incentivador depositou a verba) e a conta de livre movimentação (a qual
são emitidos os cheques para pagamento de todas as despesas referentes ao projeto).
Dentre os documentos enviados estavam: os extratos bancários comprovando os
depósitos, as cartas solicitando as transferências monetárias entre as contas e os recibos do
mecenato (APÊNDICE E), com todos os dados do incentivador e do projeto incentivado.
Após o envio, os documentos transcritos acima, somados aos comprovantes dos
Correios, foram enviados por e-mail para o endereço acompanhamento.sefic@minc.gov.br,
pois desta maneira as transferências são realizadas de forma mais eficaz.
Depois de terem sido cumpridas as nossas obrigações na fase de captação de
recursos, iniciamos o planejamento de comunicação, ao mesmo tempo em que aguardávamos
a liberação da movimentação monetária.
13

3 ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO

A estratégia de comunicação pode ser considerada como uma das responsáveis


pelo sucesso ou fracasso de público em um evento. “Todo fenômeno cultural para se efetivar,
na atual sociedade de massas, necessita ser divulgado, condição essencial à formação de
públicos” (MIRANDA, 2005:79).
Utilizamos para a I Semana Cultural de Uauá um plano baseado em dois públicos:
a própria população do Município e os uauaenses que residem em outras cidades. A partir da
identificação dos públicos-alvo foram traçadas as estratégias para atingi-los.
Para a divulgação local planejamos a confecção de cartazes (APÊNDICE F) com
informações básicas (dia, horário, local, atividades, etc) e folders (APÊNDICE G) contendo a
programação completa do evento, além da veiculação de chamadas de 30`` em rádios
(APÊNDICE H) locais e em carros de som pelas ruas do Município.
Devido às condições sócio-econômicas da Região do Sertão Baiano, é comum
parte da população se deslocar para cidades mais estruturadas, diga-se, com mais empregos e
melhor qualidade de educação, sendo as principais: Salvador, Feira de Santana e Juazeiro,
todas localizadas na Bahia, além de São Paulo (SP). A partir dessa realidade decidimos
investir em chamadas veiculadas na TV São Francisco, afiliada da Rede Globo sediada na
cidade de Juazeiro, e na TV Subaé, também afiliada da Rede Globo, porém sediada na cidade
de Feira de Santana.
Essas emissoras foram escolhidas pelo fato de estarem estrategicamente
localizadas em duas cidades pólo-receptoras de migrantes de Uauá e também pelo fato de
possuírem preços mais acessíveis.
Com a intenção de fortalecer a mídia em Juazeiro, cidade-pólo mais próxima de
Uauá, foi planejada a veiculação de placas de outdoors. A distribuição de cartazes e folders
nas cidades de Feira de Santana, Juazeiro, Salvador e municípios circunvizinhos à “Capital do
Bode” também foi programada para ser realizada.
A fim de reforçar a mídia em Salvador, foi feita uma parceria com o IRDEB
(Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia), através do diretor Sr. Pola Ribeiro, para a
veiculação de chamadas na TVE (TV Educativa) e na Rádio Educadora. Em contrapartida, as
marcas dos três órgãos citados foram expostas nos cartazes, folders, camisas, banners e nas
próprias chamadas cedidas pelo IRDEB.
14

Vale ressaltar que todo o projeto gráfico do evento derivou-se do cartaz feito à
mão pelo artista plástico Gildemar Senna, gerando, assim, uma identidade visual em todas as
peças midiáticas utilizadas na divulgação.
Para gerar uma interatividade entre o público-alvo e a organização do evento,
criamos quatro intervenções na rede mundial de computadores, a internet.
As intervenções realizadas na internet foram:
1) A criação de um Blog8 para serem postados e comentadas notícias referentes à
programação completa.
2) Foi criada uma comunidade9 no website de relacionamento interpessoal
“orkut.com”, denominada I Semana Cultural de Uauá, na qual as pessoas também poderiam
obter informações e enviar sugestões à organização.
3) A criação de um perfil10, ainda no “Orkut.com”, denominado Semana Cultural
de Uauá 2007, onde eram postados vídeos e fotos, sendo um canal aberto para troca de
informações.
4) A criação de uma conta11 na maior videoteca do mundo, o website
“youtube.com”, para divulgação de qualquer material audiovisual produzido antes ou durante
o evento.
O trabalho de assessoria de imprensa, serviço também contratado para a I Semana
Cultural de Uauá, tem uma importância decisiva em eventos deste porte.

A assessoria de imprensa é, no marketing cultural, o instrumento utilizado para


obtenção de retorno editorial para o evento ou produto que se está desenvolvendo. É
a chamada “mídia a custo zero”, na medida em que o resultado não está
necessariamente vinculado à quantia despendida para este esforço. Estão incluídas aí
oportunidades como matérias, notas, chamadas, críticas, coberturas ou qualquer
outro desdobramento que o projeto cultural possa gerar no corpo editorial dos
veículos. Na essência, é o retorno de maior prestígio, pois está associado à
credibilidade da imprensa. (ALMEIDA, 1993:46)

Para intermediar a relação entre a organização (diga-se o evento) e a imprensa em


geral contratamos a assessora Débora Abreu Fortes do Rego (Formada em Comunicação
Social com Habilitação em Relações Públicas pela Universidade Salvador). A escolha da
profissional foi feita levando em consideração a sua experiência na divulgação de eventos em
Salvador e por ter uma proximidade com as pessoas da organização do projeto.

8
<http://www.semanaculturaldeuaua.blogspot.com>. Acesso em 1 de maio 2008.
9
<http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=37429730>. Acesso em 3 de maio 2008.
10
<http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=10223002003386802886>. Acesso em 3 de maio 2008.
11
<http://br.youtube.com/putzgrilocultura>. Acesso em 3 de maio 2008.
15

Logo após a primeira reunião, em que foi discutida e traçada a estratégia utilizada
para pautar a mídia espontânea, Débora criou um press release (APÊNDICE I) com as
principais informações a respeito do evento. Segundo Natale e Olivieri (2006:127) press
release é: “(...) um texto enviado para a imprensa e que contém as principais informações a
respeito do seu projeto, bem como os contatos para possíveis entrevistas ou obtenção de
informações adicionais”.
Cabe mencionar ainda que foi firmada uma parceria com a empresa Pindorama
Comunicação Visual, a qual apoiou o projeto doando as camisas personalizadas a serem
utilizadas durante a execução do projeto, bem como os banners. A Prefeitura Municipal de
Uauá também apoiou na divulgação do evento, cedendo chamadas nas rádios locais e
contratando um carro de som.
Assim ficou definida a estratégia de comunicação utilizada na I Semana Cultural
de Uauá.
16

4 PLANEJAMENTO DE PRODUÇÃO

A etapa do planejamento de produção tem forte relação com o resultado final,


positivo ou negativo, alcançado pelo projeto. O planejamento é um meio eficaz para
minimizar os problemas que possam vir a surgir durante o processo de realização de um
projeto.

Planejar implica identificar um resultado final que seja aceitável como tal. Trata-se
portanto de um exercício em busca de resultados futuros e talvez esteja aí a
relutância quanto à sua prática: afinal que poder temos diante do futuro? Nenhum, se
considerarmos que um bom planejamento esta sempre errado, uma vez que o futuro
nunca se desenrola exatamente como prevemos. Por outro lado, temos um imenso
poder, se considerarmos que estamos mais aptos a realizar o que fomos capazes de
conquistar primeiramente em nossa mente. A construção mental precede a
elaboração material. Essa talvez seja a principal função do planejamento.
(NATALE; OLIVIERI, 2006:21)

Um planejamento é bem elaborado quando o produtor cultural tenta simular todas


as ações e reações que podem vir a acontecer durante a execução do projeto. Segundo
Muylaert (1994:27): “Para fazer um bom projeto é preciso imaginar o acontecimento já
pronto, com o maior número de detalhes possíveis (...)”.
Diante desta simulação pudemos prever algumas ações ocorridas durante o evento
(como por exemplo, a escolha de um local mais reservado para a montagem da estrutura do
cinema), o que facilitou a tomada de importantes decisões.
O planejamento da I Semana Cultural de Uauá foi feito de maneira criteriosa, pois
caso um detalhe passasse despercebido poderia vir a complicar todo o processo de produção e,
diante disto, não teríamos tempo de corrigi-lo, tendo em vista que a verba referente ao
patrocínio só foi liberada para livre movimentação apenas um dia antes da abertura do evento,
dia 14/11/2007.
Esta etapa foi organizada simultaneamente aos trâmites da assinatura do contrato
junto ao patrocinador, pois não vale à pena planejar por completo um projeto sem ter a certeza
que o mesmo virá a ser executado.
Detalhamos todas as atividades, através de um check list, ferramenta utilizada para
listar organizadamente todas as tarefas possíveis e imagináveis de maneira ordenada em dia,
hora e pessoa responsável.
A relação de afazeres da Semana Cultural incluía todas as informações sobre a
equipe envolvida no evento e suas respectivas atividades, dados de contas bancárias nas quais
fizemos os pagamentos, contatos dos prestadores de serviços contratados, bem como
17

possíveis prestadores substitutos. Além das tarefas a serem cumpridas, arquitetamos, através
do planejamento de produção, perspectivas de metas a serem alcançadas.
A etapa em questão é também o momento para captar maior número de apoios e
parcerias, tanto em relação a pequenas quantias financeiras quanto a serviços ou mídia,
fortalecendo, assim, o projeto.
Após a etapa de planejamento, fase que antecede a execução, todos os aspectos
referentes ao processo de produção serão analisados detalhadamente a seguir.
18

5 ETAPAS DE PRODUÇÃO

Para que se tenha uma melhor organização em qualquer realização de um projeto


cultural é importante dividi-lo em três etapas: a pré-produção, a produção e a pós-produção.
Estas etapas referentes ao evento serão detalhadamente analisadas nos próximos
tópicos.

5.1 PRÉ-PRODUÇÃO

O processo de pré-produção é a etapa onde se começa a pôr em prática parte do


planejamento para que o projeto venha a ser realizado de fato. “A fase de pré-produção
envolve toda a atividade preparatória para execução de um projeto cultural” (RUBIM,
2005:25)
A respeito disso, Alê Barreto (2008:19) considera a pré-produção uma etapa em
que: “(...) o produtor executivo pode estabelecer um cronograma de atividades, pensar quem
fará parte de sua equipe, identificar as necessidades de produção (...)”.
Nos dias que antecederam o evento, os organizadores se dividiram entre a cidade
de Salvador e o município de Uauá. Enquanto eu fiquei responsável por resolver os problemas
quanto à questão da movimentação financeira referente ao patrocínio, pagamentos dos
serviços contratados, além da organização do traslado das pessoas envolvidas no projeto, a
outra organizadora, Mércia Beatriz, coordenava as pessoas responsáveis por montar as
estruturas de som, iluminação, toldos, decoração, além daquelas responsáveis pela divulgação
no próprio Município.
Abaixo, dividi em tópicos as etapas da pré-produção que considero mais
relevantes para a execução do projeto em questão.

5.1.1 Equipe de trabalho

De acordo com a nossa realidade financeira, devido aos poucos recursos para
pagamento de produtores e assistentes de produção, a equipe foi montada com um número
mínimo de pessoas, em sua maioria próximas da organização e que tivessem agilidade e
vontade de contribuir com a cultura local.

5.1.2 Programação do evento

A programação completa do evento foi montada de maneira a privilegiar a cultura


e os artistas populares de Uauá.
19

A grade de atrações musicais foi planejada de uma forma a incluir a maioria dos
representantes locais da cultura popular e, após feito isto, foram contratados artistas de
municípios circunvizinhos. Cabe informar que a Prefeitura Municipal de Uauá arcou com
todos os custos do artista Maciel Melo, como acertado previamente.
A fim de enriquecer ainda mais o evento, optamos por selecionar e exibir filmes e
vídeos que foram rodados no Município ou Região, e/ou que tematizassem a cultura local de
alguma maneira.
A atividade acadêmica (palestras) do evento foi sustentada através da parceria
com os professores de História e Turismo da UNEB (Universidade Estadual da Bahia) e dos
próprios artistas populares de Uauá.
Além das atrações musicais, a Praça Municipal São João Batista, principal da
cidade, abrigou ainda stands com diversas exposições, que serão detalhadamente explicadas
em capítulo oportuno.

5.1.3 Transporte

No que diz respeito ao transporte, foi solicitado junto ao patrocinador um ônibus


para fazer o traslado Salvador – Uauá – Salvador. Essa solicitação, que se deu através de e-
mail enviado ao Sr. Rosemberg Pinto com cópia para a Sra. Mariruth de Mello Person
(Assistente Setorial Regional Nordeste da Comunicação Institucional), foi atendida
positivamente.
O ônibus da empresa Conseil partiu de Salvador no dia 14/11 (quarta-feira), às
22h e retornou no dia 18/11 (domingo), às 12h. O veículo foi utilizado para transportar
integrantes da equipe de produção, palestrantes, o artista Cicinho de Assis e sua Banda, a
Companhia de Teatro Sérgio Ramos, além de convidados em geral.
Cumprindo determinação da empresa, foi criada uma lista com a relação de todos
os passageiros e seus respectivos números de identidade, sendo a mesma enviada para o
solicitante.
O transporte local foi feito por um carro que ficou a disposição durante toda
realização do evento. Este veículo era necessário, principalmente, para fazer o translado dos
participantes que estavam hospedados nos hotéis em direção aos locais das atividades, além
de facilitar na solução de problemas corriqueiros.
A Prefeitura Municipal de Uauá locou um veículo para fazer o traslado da Banda
de Pífanos de Canudos Velho, entre o povoado de Canudos Velho e Uauá.
20

5.1.4 Hospedagem

Durante a execução do evento foram utilizados três hotéis para hospedar as


pessoas envolvidas diretamente no projeto. O Hotel Vaza Barris acomodou em suas
dependências músicos e palestrantes, a Pousada da Sinhá alojou músicos e a equipe da TV
Educativa e, por fim, o Hotel Senhor do Bonfim hospedou a equipe do projeto Circuito
Petrobras de Cinema Livre.
Toda a equipe de produção ficou hospedada em residências fixas ou em casas de
familiares.

5.1.5 Sonorização e Iluminação

No que diz respeito aos equipamentos de sonorização e iluminação optamos em


alugá-los da empresa uauaense Pop Som, de propriedade do Sr. Jacksom Ferreira, por se tratar
de equipamentos com boa qualidade técnica.
Vale ressaltar que estes equipamentos são os mesmos utilizados nas Festas
Juninas do Município, sendo o São João a mais tradicional, época em que Uauá chega a
receber cerca de 15.000 pessoas por noite.
Cumpre esclarecer que o serviço de locação dos equipamentos de som e luz,
durante os três dias, custou R$ 3.000,00 (três mil reais).

5.1.6 Divulgação

Com o objetivo de atingir o público-alvo, utilizamos as seguintes quantidades de


mídias relacionadas abaixo:

 9 chamadas de 15’’ na TV São Francisco e na TV Subaé.


 10 chamadas de 25’’ na TV Educativa.
 5 placas de outdoors.
 200 chamadas de 30’’ em rádio.
 300 cartazes - Tamanho A3 policromia.
 1.500 folders - Tamanho 21 x 30 cm policromia.
 2 banners - Tamanhos 1,6 x 1,2 e 3,5 x 2,6 m.
 50 camisas.
 10 horas em chamadas de 30’’ em carro de som.
21

Foi investido o valor de R$ 3.874,00 (três mil oitocentos e setenta e quatro reais)
representando aproximadamente 20% do valor total do projeto.

5.2 PRODUÇÃO

Esta etapa consiste na execução propriamente dita do projeto. É nela que é posto
em prática grande parte do planejamento feito com certa antecedência, que varia a depender
da complexidade do projeto.
Segundo Rubim (2005:25): “(...) a produção, corresponde ao momento da
execução, em sua singularidade, da atividade cultural: ela funciona como um momento de
maior envergadura e complexidade da organização da cultura”.
Segue abaixo os acontecimentos referentes ao processo em questão, seguindo
moldes semelhantes ao que foi descrito no processo de pré-produção.

5.2.1 Equipe de trabalho

Com o objetivo de executar as tarefas da melhor maneira possível, foram elas


dividas entre a equipe da seguinte maneira:

 Marcus Vinícius Ferreira: organização geral.


 Mércia Beatriz Ferreira: organização geral.
 Fernanda Ribeiro: responsável pelo acompanhamento diário da montagem da estrutura
do projeto Circuito Petrobras de Cinema Livre.
 Gildemar Senna: responsável pela organização dos stands das exposições. Trabalhou
ainda como assistente de produção durante o evento.
 Alana Dias Barreto: responsável pela organização dos camarins dos artistas e músicos
que se apresentaram na Concha Acústica. Trabalhou ainda como assistente de produção
durante o evento.
 Silvoney Loiola: responsável pela montagem do palco principal. Trabalhou ainda como
assistente de produção.
 Silmara Marques: produtora executiva de palco durante as apresentações musicais e
teatral.
 Lorena Ribeiro: responsável pelo transporte de todos os participantes, principalmente dos
músicos no Município.
22

5.2.2 Divulgação

A estratégia de divulgação teve um resultado positivo, tendo em vista que em


todos os dias de execução do projeto a presença do público foi satisfatória.
Os shows musicais e os stands de exposições foram as atividades que reuniram a
maior concentração de pessoas. A exibição de filmes contou com a presença de cerca de 1.200
pessoas, número calculado de acordo com a estrutura do projeto Circuito Petrobras de Cinema
Livre que contava com 300 cadeiras. Já as palestras reuniram cerca de 200 pessoas durante os
três dias do evento.
Em decorrência do trabalho de assessoria de imprensa foram pautadas duas
entrevistas televisivas (APÊNDICE H), uma na TVE, sediada em Salvador, e outra na TV São
Francisco, localizada em Juazeiro. Participaram das entrevistas os artistas uauaenses
Cavachão e Nilton Freitas, que residem nas respectivas cidades e que participaram também da
grade de atrações musicais.
Ambas as emissoras deslocaram equipes para fazer a cobertura do evento,
resultando na produção de duas matérias (APÊNDICE H). A equipe da TVE esteve presente
durante os três dias e o resultado foi a produção de uma reportagem exibida no programa
“Soterópolis”12. A equipe da TV São Francisco se fez presente no segundo dia, produzindo
uma reportagem exibida no programa “Bahia Meio Dia”13 da Região.
Foram ainda veiculadas notas jornalísticas (APÊNDICE H) em diversos portais na
internet, tais como “atarde.com.br”, “ibahia.com” e “aratuonline.com.br”, além de websites da
própria Região como “euclidesdacunha.com” e “portalsoanata.com.br”.
O projeto foi destaque na seção “Eventos” da Agenda Cultural14, produzida pela
FUNCEB (Fundação Cultural do Estado da Bahia), que é veiculada mensalmente numa
tiragem de 18.000 exemplares, distribuídos gratuitamente por pontos de cultura em todo o
Estado.
As camisas do evento foram utilizadas durante a execução do projeto
proporcionando uma maior divulgação. Além da equipe de produção, todos os envolvidos
diretamente no projeto tiveram acesso ao material.
A mídia na internet surtiu um efeito positivo, tendo em vista que o público
interagiu com nossas ferramentas da maneira prevista. O perfil no “orkut.com” atualmente

12
Revista Eletrônica de abordagem cultural, exibida as quartas-feiras, às 21h, na TVE Bahia.
13
Programa da Rede Bahia, afiliada da Rede Globo, exibido de segunda-feira a sábado, às 12h.
14
Disponível em: <http://www.fundacaocultural.ba.gov.br/agendacultural/0710/pdf/agenda_0711.pdf>. Acesso
em: 12 de junho 2008.
23

conta com cerca de 750 membros/amigos. A comunidade, também no “orkut.com”, conta com
cerca de 70 membros. O Blog tem em média 150 visitas mensais e a conta no “youtube.com”,
onde foram postados a chamada televisiva e os vídeos produzidos durante a execução do
evento, tem aproximadamente 2.800 visualizações.

5.2.3 Atrações Musicais

A ordem inicial das apresentações musicais ficou definida da seguinte maneira:

Dia 15/11
1ª - Débora e Lulu
2ª - João Pernambucano
3ª - Banda de Pífanos de Canudos Velho
4ª - Nilton Freitas

Dia 16/11
1ª - Banda de Pífanos de São Paulinho
2ª - Zecrinha
3ª - Bosco do Realejo
4ª - Grupo Tradição
5ª - Zéu Lôbo
6ª - João Sereno
7ª - Cicinho de Assis

Dia 17/11
1ª - Cavachão
2ª - A trama
3ª - Maciel Melo
4ª - Os Herdeiros do Forró
5ª - Raiz Popular

A ordem de apresentações não obedeceu a nenhum critério específico. A grade de


shows foi sendo montada de acordo com a preferência dos artistas, principalmente porque
24

Maciel Melo, Nilton Freitas, a Banda de Pífanos de Canudos Velho e João Sereno tinham
shows programados em outras cidades no dia seguinte.
Cada show, marcado para iniciar às 21h, tinha duração variável entre 40 e 60
minutos. O espaço de tempo entre uma e outra atração era de 10 minutos, já que tínhamos um
grande número de artistas a se apresentar. Este rápido período em que as mudanças eram
feitas devia-se ao fato das atrações possuírem uma simples estrutura de equipamentos e
instrumentos.
A passagem de som era realizada todos os dias às 17h, sendo interrompida em
ocasiões específicas, quando estivessem sendo realizadas apresentações na quadra central, a
exemplo da dança, motivo pelo qual era reiniciada às 18h.
No terceiro e último dia do evento, se deu a apresentação da FAMGE (Fanfarra
Municipal Guerreiros da Esperança), formada por jovens uauaenses, que ocorreu na quadra da
praça principal às 16h.

5.2.4 Cinema

A atividade audiovisual do evento foi um sucesso à parte. A parceria com o


projeto Circuito Petrobras de Cinema Livre15, que conta com uma estrutura de qualidade
formada por um caminhão, um telão, som, projetor e trezentas cadeiras, faz com que as
pessoas se sintam defronte a uma tela de cinema.
O público presente, formado em sua maioria por idosos e crianças, reafirmou a
idéia de termos optado por estacionar o caminhão do projeto em frente à Igreja São João
Batista (localizada em outro setor da praça principal), por ser um local mais reservado.
A forte presença das crianças no cinema em praça pública fez com que
solicitássemos autorização a Luis Augusto (cartunista e escritor baiano, criador do projeto
Fala Menino) para exibição do DVD “Fala Menino”16, criando, assim, uma sessão infantil.
Todas as sessões foram iniciadas às 18h30min, exceto no terceiro dia, que teve a
atividade iniciada às 18h devido a sessão infantil. Todas as sessões se estendiam até às 21h.
A programação dos vídeos e dos filmes ficou definida na seguinte ordem de
exibição:

Dia 15/11

15
Projeto da empresa Santa Cecília Comunicação LTDA em parceria com a Petrobras.
16
<http://www.falamenino.com.br>. Acesso em 10 de junho 2008.
25

1º - Desterro, 4`33``, Marcelo Rabelo


2º - Calumbís, Pífanos e Zabumbas, 25`, Joel de Almeida
3º - Vaqueiros Canudos, 60`, Manoel Neto

Dia 16/11
1º - Cuitá, A pedra do Bendegó, 15`, Marcelo Rabelo
2º - Chorinho de Landinho, 3' 53", Marcelo Rabelo
3º - O cordel esquecido num país sem memória, 15`, Marcelo Rabelo
4º - Zabumba, 41`35``, Marcelo Rabelo

Dia 17/11
1º - Fala Menino, Luis Augusto
2º - Cega seca, 23`, Sofia Federico
3º - Na terra do sol, 12`, Lula Oliveira
4º - São Paulo de Uauá, 54`, Hermano Penna

5.2.5 Palestras

A programação das palestras foi feita com diversos temas interligados e


relacionados ao Município de Uauá, a Região do Sertão e sua produção cultural.
Todos os palestrantes foram convidados com certa antecedência através de e-mail.
Devido à ocorrência de algumas desistências durante o processo, tivemos que proceder a
substituições.
O início da atividade, que ocorreu no auditório do Colégio Estadual Nossa
Senhora Auxiliadora, se deu através da mesa de abertura, contando com a participação do Sr.
Rosemberg Pinto, representando a Petrobras, Sr. Jorge Luiz Lôbo Rosa, atual prefeito do
município de Uauá e da Sra. Maria das Dores Loiola, Secretária de Desenvolvimento Social
da Prefeitura de Salvador entre os meses de novembro de 2007 e maio de 2008, sendo esta
convidada por ser uauaense.
Logo após a solenidade de abertura, deu-se início as palestras, que contou com a
seguinte programação:

Dia 15/11
26

Tema: Uauá no contexto da Guerra de Canudos.


- Prof. Sérgio Guerra (UNEB).
- Prof. Roberto Dantas (UNEB).
- Prof. Manoel Neto (UNEB).

Dia 16/11
Tema: Cultura popular de Uauá.
- Artistas populares do Município.

Dia 17/11
Tema: A produção audiovisual no Sertão.
- Póla Ribeiro (IRDEB).
- Joel de Almeida.

5.2.6 Exposições

Como dito anteriormente, os stands das exposições foram montados na praça


principal, onde está localizada a Concha Acústica do Município, em função do grande fluxo
de pessoas, objetivando uma maior comercialização dos produtos dispostos a venda, além de
gerar uma maior visibilidade à produção cultural local.
Para tanto, foi necessária a locação de seis toldos que serviram como estrutura
física para os stands. O aluguel de tal estrutura custou o valor de R$ 1.200,00 (hum mil e
duzentos reais).
Quadros, fotografias, artesanatos, culinária, livros e literatura de cordel ocuparam
o espaço destinado às exposições, alguns deles disponíveis para comercialização.
Participaram do evento o artista plástico Gildemar Senna expondo seus quadros, o
fotógrafo Miguel Telles com a mostra fotográfica “Vaqueiros Canudos”, realizada durante a
gravação do documentário de mesmo nome, a Associação de Artesãs do Vaza Barris, do
município de Canudos, comercializando a produção confeccionada através da fibra da
bananeira, além de artesãos de Uauá. A COOPERCUC (Cooperativa de Agropecuária
Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá) expôs sua produção de doces e, por fim, o “bar cultural”
que vendeu comidas típicas derivadas da carne do bode.

5.2.7 Dança
27

Dentre as principais atividades culturais do evento estava a dança, com


apresentações dos grupos Roda de São Gonçalo (Grupo oriundo do povoado do Caldeirão da
Serra) e Terno de Cigano (Grupo oriundo do povoado Lagoa do Pires), que ocorreram nos
dias 16/11 e 17/11, respectivamente. Ambas as apresentações se deram na quadra da praça
principal às 17h.
A cultura afro-brasileira foi representada pela roda de capoeira formada por
alunos do projeto do Governo Federal denominado “Segundo Tempo”. Esta atividade também
foi realizada na quadra da praça principal durante o terceiro dia do evento.

5.2.8 Literatura

A atividade de literatura iniciou-se no primeiro dia do evento, logo após o término


da mesa de palestras, com a apresentação do poeta e cordelista Basílio Gomes Gonçalves
(BGG da Mata Virgem), que recitou um cordel feito em homenagem à cultura local, seus
personagens e ao evento.
A continuidade da atividade se deu através de exposições de cordéis criados por
artistas do município e pela realização, no próprio stand de literatura, de um recital.
Participaram deste último todas as pessoas interessadas em expressar seu dom artístico e
contribuir para o enriquecimento do evento.
No segundo dia houve o lançamento do livro “O caminho inverso: Medusa vai ao
cabeleireiro” do poeta Milton Marinho, lançado anteriormente na cidade de São Paulo.

5.2.9 Teatro

Por falta de mobilização e comunicação entre a organização e os grupos de teatro


de Uauá, a atividade em referência foi realizada pela Companhia de Teatro Sérgio Ramos,
vinda da cidade de Salvador. A encenação que ocorreu na Concha Acústica foi uma leitura
dramática do livro de Milton Marinho, citado no tópico acima, sendo uma atividade
complementar ao lançamento bibliográfico.
A apresentação teatral foi realizada no segundo dia do evento, antes do início das
apresentações musicais.

5.2.10 Registros

Devido à escassez de recursos, como dito anteriormente, não tivemos condições


de arcar com os custos de registros profissionais.
28

A cobertura audiovisual não nos causou tanta preocupação, já que a presença da


equipe da TVE durante os três dias do evento, resultou num extenso material de excelente
qualidade, que se encontra atualmente à disposição da organização do evento no IRDEB.
A cobertura fotográfica (APÊNDICE H) foi realizada por pessoas da produção,
utilizando uma câmera digital semi-profissional (com a qual também foram feitos vídeos) e
outra câmera digital, porém amadora. Foram capturadas, durante o evento, cerca de
quinhentas fotografias e cinco vídeos (APÊNDICE H).

5.3 PÓS-PRODUÇÃO

A etapa final de um projeto vai muito além do término do show da última banda
ou do encerramento de uma palestra. A respeito do assunto Rubim (2005:25) descreve que:
“(...) a terceira e última fase: a pós-produção, quando acontecem as tarefas de finalização da
obra ou do evento cultural”.
Talvez a fase de pós-produção abranja muito mais do que Rubim (2005) acredita.
Esta etapa representa, ao mesmo tempo, a última fase do processo de produção e, se bem
executada, o início de uma nova etapa, qual seja, uma possível próxima edição do mesmo
projeto.
A pós-produção da I Semana Cultural de Uauá iniciou-se logo após o término da
última apresentação musical, com a desmontagem de toda a estrutura armada na praça
principal: banners, stands e toldos, além dos equipamentos de sonorização e iluminação.
A partir daí fizemos o levantamento de dados do evento, além do recolhimento do
material veiculado pela mídia espontânea (clipagem). Todo esse material reunido, somado ao
relatório final (contendo notas fiscais comprovando a contratação dos serviços midiáticos,
fotografias e vídeos demonstrando a veiculação correta da marca Petrobras, bem como um
texto descrevendo todas as atividades que ocorreram durante o evento) foi levado ao
patrocinador para prestação de contas, como exigido em contrato. É através de tal prestação
que comprovamos que todas as obrigações e metas foram realizadas como previsto.
Após a comprovação de toda a documentação exigida em contrato pelo
patrocinador, a segunda parcela referente ao patrocínio foi depositada na conta bloqueada do
projeto, sendo realizado o mesmo procedimento de solicitação de transferência entre contas
junto ao MINC. Com o valor referente a esta parcela foram pagos os últimos débitos da
produção.
29

O último procedimento do evento se deu através da prestação de contas ao MINC.


Esta foi realizada por meio de preenchimento do formulário17 padrão, contendo todas as
informações de pagamentos e movimentação bancária (extrato bancário), ocorridos durante a
execução do projeto. Juntamente ao formulário de prestação de contas, também foi
encaminhado ao MINC o mesmo relatório final enviado ao patrocinador.

17
Disponível em: <http://www.cultura.gov.br/site/categoria/apoio-a-projetos/mecanismos-de-apoio-do-minc/lei-
rouanet-mecanismos-de-apoio-do-minc-apoio-a-projetos/incentivo-fiscal/prestacao-de-contas/>. Acesso em 12
de junho 2008.
30

6 PERSPECTIVAS

A segunda edição da Semana Cultural de Uauá está praticamente assegurada


devido a três fatores: o primeiro deve-se ao fato da população ter acolhido o projeto de uma
maneira que superou as expectativas, se fazendo presente em todas as atividades no decorrer
dos três dias de evento; o segundo motivo refere-se à presença do Sr. Rosemberg Pinto, na
qualidade de fiscal da Petrobras, que demonstrou uma grande satisfação com o resultado final
do evento. E, por último, o fato de termos realizado uma excelente pós-produção, reforçando,
assim, o compromisso da organização perante o incentivador e o público em geral.
A Petrobras aprovou no final do ano de 2007, o projeto II Semana Cultural de
Uauá (a ser realizado no ano de 2008) para o orçamento de patrocínios anuais da empresa. O
valor a ser incentivado está orçado em R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais), que representa
um acréscimo de 75% a mais do que em 2007. Diferentemente da primeira edição, o contrato
será assinado com uma antecedência considerável, dando uma maior tranqüilidade para a
execução de todas as etapas do projeto.
A Prefeitura Municipal, por meio do prefeito Sr. Jorge Lôbo e da Secretária
Municipal de Educação, Sra. Fátima Ribeiro, demonstrou, mais uma vez, interesse em apoiar
o fomento da cultura local, ao se manifestar positivamente com relação ao projeto. Assim
como ocorreu em 2007, o órgão viabilizará uma atração com repercussão nacional, além de
oferecer apoio na logística e na divulgação.
Os esforços serão concentrados também na renovação da parceria com o IRDEB,
bem como na busca de novos parceiros, a exemplo da TV São Francisco, com o objetivo de
gerar uma maior visibilidade e, conseqüentemente, trazer um maior público a Uauá.
A segunda edição, prevista para acontecer nos dias 19, 20 e 21 de setembro de
2008, será uma homenagem ao Movimento Cangaço, que completará em 2008, 70 anos da
morte de Lampião, fato que marcou o fim do movimento.
Será criada uma marca com o intuito de fortalecer e agregar valores ao projeto,
tendo em vista que na edição passada o cartaz foi a principal representação da Semana
Cultural de Uauá.
Algumas atividades culturais já estão definidas para a segunda edição. Como
exemplos, podem ser citados: exposição fotográfica retratando a primeira edição do evento,
exibição de filmes sobre a cultura e a história da Região do Sertão Baiano, exposições de
artesanato e artes plásticas produzidas em Uauá, apresentações musicais, recitais poéticos,
assim como, palestras com pessoas conceituadas para tanto.
31

O teatro será uma atividade mais explorada na segunda edição, já que somente
ocorreu uma única apresentação durante a primeira edição e, mesmo assim, sendo realizada
por um grupo vindo de outra cidade.
O evento terá uma formatação bem próxima à utilizada na primeira edição. As
estruturas físicas serão praticamente as mesmas. A Praça São João Batista e a Concha
Acústica serão novamente utilizadas, porém, o auditório utilizado para as palestras será o da
Câmara Municipal de Vereadores, por possuir uma estrutura menor e mais confortável, além
de disponibilizar os equipamentos necessários, a exemplo de microfones e aparelho sonoro.
Os equipamentos físicos (a exemplo dos toldos e da Concha Acústica), e os equipamentos
eletrônicos (a exemplo da sonorização e da iluminação) utilizados durante a execução do
projeto foram satisfatórios.
Ao longo da primeira edição pudemos observar que algumas decisões não tiveram
o efeito esperado e, em decorrência disso, algumas mudanças serão feitas para o ano de 2008,
entre elas, está a não veiculação de outdoor, tendo em vista que o custo-benefício por placa,
mesmo sendo considerado acessível financeiramente, não gera tanta visibilidade quanto o
investimento em chamadas televisivas.
A organização tem como metas mobilizar um maior número de professores e
estudantes do Município, reunir estudiosos e pessoas diretamente ligadas ao Movimento
Cangaço, bem como tentar ao máximo municipalizar o evento, a fim de fortalecer a cultura
local, objetivo principal da existência do projeto.
32

7 CONCLUSÃO

O projeto I Semana Cultural de Uauá envolveu todas as etapas que um evento de


médio porte pode abranger: pré-produção, produção e pós-produção. Dentro de cada uma
delas pode-se destacar diversas fases que foram executadas durante o processo em questão:
criação do projeto, apoio através de lei de incentivo, captação de recursos, criação do plano de
comunicação, assessoria de imprensa, parcerias com meios de comunicação e órgãos
públicos, execução, clipagem de imprensa, prestação de contas e, por fim, avaliação dos
resultados finais.
A função de organizador ou de produtor executivo num projeto como este requer
muita dedicação. Concentração, negociação e liderança são atitudes que o produtor cultural
sempre deve pôr em prática quando está envolvido num processo de produção.
Um dos maiores objetivos do trabalho, que era evidenciar os artistas da cultura
popular do município, foi atingido com sucesso. Acredito que o projeto possa ter contribuído
para o desenvolvimento cultural e intelectual da cidade e para a manutenção e fortalecimento
das manifestações culturais locais, a exemplo das bandas de pífanos, que possuem grande
importância para a formação da cultura brasileira de uma maneira geral.
Além do enriquecimento direto da cultura local, o evento movimentou a economia
da cidade, gerando empregos e renda à população.
Foi percebida a satisfação dos envolvidos no evento, bem como do público em
geral, que ficaram na expectativa da realização da segunda edição.
Este projeto foi e continuará sendo de grande importância para o Município, pois
Uauá não presencia constantemente eventos deste porte e que o evidencie no cenário cultural
baiano.
Pelo fato do projeto envolver tantas etapas, como descritas acima, acredito que a
experiência relatada no Trabalho de Conclusão de Curso foi uma boa escolha para representar
a transição da minha vida acadêmica para a vida profissional.
33

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Candido José Mendes de. A arte é a capital: Visão aplicada do marketing
cultural. Rio de Janeiro: Rocco, 1993.

BARRETO, Alê. Produtor cultural independente: Aprenda a organizar um show. V. 1. 1.


ed. Porto Alegre: Imagina Conteúdo Criativo, 2008.

BRASIL, Umbelino. “Projeto cultural”. In: RUBIM, Linda. Organização e Produção da


Cultura. Salvador: EDUFBA, 2005.

COSTA, Talita. In: Fórum Cultural Mundial. E agora? Caderno temático 1: Fórum
Cultural Mundial. Salvador: Casa Via Magia, 2003.

MELO NETO, Francisco Paulo. Marketing de eventos. 3. ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2001.

MIRANDA, Nadja. “Divulgação e jornalismo cultural”. In: RUBIM, Linda. Organização e


Produção da Cultura. Salvador: EDUFBA, 2005.

MONTIEL, Edgar. “A comunicação no fomento de projetos culturais para o


desenvolvimento”. In: Políticas culturais para o desenvolvimento: uma base de dados
para a cultura. Brasília: UNESCO Brasil, 2003.

MUYLAERT, Roberto. Marketing cultural e comunicação dirigida. 4. ed. Rio de Janeiro:


Globo, 1994.

NATALE, Edson; OLIVIERI, Cristiane. Guia brasileiro de produção cultural 2007: Educar
para a cultura. São Paulo: Zé do Livro, 2006.

RUBIM, Linda (org). Organização e Produção da Cultura. Salvador: EDUFBA, 2005.


34

APÊNDICES
35

APÊNDICE A - PROJETO

I SEMANA CULTURAL
DO UAUÁ

Uauá - Ba
15, 16 e 17 de novembro 2007
36

1ª Semana Cultural do Uauá


“Uauá,o ponto mais animado daquele trecho do sertão.”
Euclides da Cunha

- SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO............................................................................3

2. JUSTIFICATIVA...............................................................................4

3. OBJETIVOS.......................................................................................5

4. DETALHAMENTO DAS ATIVIDADES........................................6 a 8

4.1 MÚSICA........................................................................................6

4.2 ARTES PLÁSTICAS....................................................................6

4.3 CINEMA........................................................................................7

4.4 SEMINÁRIO: Luta e memória no sertão......................................7

4.5 CULINÁRIA..................................................................................8

5. ORÇAMENTO FINANCEIRO.........................................................9

6. INCENTIVO FISCAL........................................................................11

7. CONTRA PARTIDA.........................................................................11

8. COORDENADORES........................................................................12
37

1 - APRESENTAÇÃO
O sertão é do tamanho do mundo.
Guimarães Rosa

Uauá, nome de origem indígena que significa pirilampo, vagalume, pertencia ao


município de Monte Santo, mas foi desmembrado em 1926, pela Lei n. 1.886, de 09 de julho.
Logo depois da sua criação, no início do século XX, começou a crescer economicamente e
tem no feijão, milho, mandioca, aliado ao grande rebanho de caprinos e ovinos as suas
principais fontes de riqueza. O comércio tornou-se desenvolvido, a feira livre também cresceu
e se diversificou. Hoje, Uauá tem uma população de 27 mil habitantes.
O município do Uauá se caracteriza por ter tido um papel relevante no contexto da
guerra. Antônio Vicente Mendes Maciel – ou simplesmente Antônio Conselheiro - líder
religioso da comunidade de Canudos, passou pelo município do Uauá na década de 1896,
depois de peregrinar por mais de vinte anos em sua missão de dar conselhos e restaurar igrejas
e cemitérios.
Do ponto de vista da cultura, destacam-se as Bandas de Pífanos, as Alvoradas
prenunciando as novenas de São João, as Quadrilhas juninas, o Reisado, os Trios de Forró
citados no CD Bahia Singular Plural, do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia. Outro
aspecto importante no conjunto de características que compõem a importância do Uauá na
região é tradicional Festa de São João, organizada pela comunidade. A participação do povo
desde então sempre foi expressiva, fazendo com que essa festa ganhasse o apoio da prefeitura.
Hoje, o São João do Uauá se tornou tão conhecido que recebe muitos visitantes oriundos dos
mais diversos lugares do país no Arraiá do Conselheiro.
A I Semana Cultural do Uauá surge com o principio de valorizar todo o potencial de
cultura da cidade e Região. Será um momento de reunir o melhor da arte e da cultura locais,
tais como cinema, literatura, música, artesanato, culinária, enfim, temáticas e expressões vivas
que normalmente não encontram espaço para a sua manifestação. Propõe-se também um
seminário temático sobre Euclides da Cunha – a terra e o escritor -, e sobre o sertão que a
abriga com luta, resistência e generosidade.
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2 - JUSTIFICATIVA

Em 09 de julho de 2006 o município do Uauá completou 80 anos de Emancipação


Política. Embora esta data nunca passe em branco na memória da cidade, até hoje nunca
houve nenhum evento à altura da sua importância histórica e cultural. Além disso, a
população se ressente da falta de conhecimento sobre a importância histórica da cidade, que
serviu de cenário para primeira expedição da Guerra de Canudos, com a tropa do governo
comandada pelo tenente Pires Ferreira, e, que teve o privilégio de ter um capítulo dedicado à
cidade em um dos maiores clássicos da literatura brasileira e universal, Os sertões, cujo autor,
Euclides da Cunha, retrata um dos mais importantes conflitos históricos do Brasil – ocorrido
nos arredores do município nos anos 1896-97.
Para este ano, entretanto, a data da Emancipação Política, mais que uma mera
comemoração, será um momento de refletir sobre a identidade cultural do município. Alguns
passos importantes foram dados anteriormente, mas muito ainda precisa ser feito no sentido
de informar - e formar – os estudantes e a população de um modo geral sobre a sua própria
memória histórica.
Para tanto, faz-se necessária a realização de uma Semana Cultural, afinal, este será
um momento em que serão expostos os problemas e as potencialidades de um lugar do sertão,
na expectativa de estimular a busca de saídas para o desenvolvimento econômico com
preservação ambiental, solidariedade entre as gerações, democracia, respeito às minorias e
justiça social.
Diante do exposto, não resta dúvida de que este será um pontapé inicial no sentido de
resgatar e valorizar a cultura e a arte locais, entendendo-as como partes integrantes da vida do
sertão, mas sem perder de vista as suas idiossincrasias.
39

3 - OBJETIVOS

Geral:
• Realizar em Uauá um evento multicultural denominado 1ª Semana Cultural do Uauá,
com a intenção de resgatar, valorizar e potencializar os aspectos culturais do
município;

Específicos:
• Apresentar seminários temáticos sobre o sertão que falem sobre a importância do
município para a Região, sobre o escritor Euclides da Cunha, sobre a Guerra de
Canudos, artistas e produtores culturais locais, bem como exposições de artes
plásticas, música, cinema e culinária;
• Reunir diversos pesquisadores locais e de outras cidades que possam dar contribuições
sobre a história, a memória e permanência do Município;
• Proporcionar aos estudantes dos Ensinos Fundamentais, Médios e Universitários das
várias instituições de ensino a apresentação de pesquisas realizadas sobre a cultura
regional;
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4 - DETALHAMENTO DAS ATIVIDADES

4.1 MÚSICA
PROPOSTA:
• Show aberto ao público: Nos 3 dias de evento acontecerá apresentações de artista da
cidade e da região. Os shows serão realizados na Concha Acústica do Município e
serão abertos ao público.

4.2 ARTES PLÁSTICAS


PROPOSTA:
• Realização de uma exposição de pinturas, fotografias, esculturas, catálogos etc.
• Realização de exposições de artistas locais nos stands montados na praça

4.3 CINEMA

Numa cidade como Uauá, em que a grande maioria da população não tem acesso ao
cinema, faz-se necessária a realização de estratégias que visem a diminuir essa distância –
processo que deve, sobretudo, contribuir para que nossa história seja apresentada à população.
Nesse sentido, torna-se imprescindível a exibição de filmes que tematizem a história de
Canudos e/ou que tenham sido inspirados em Os sertões, de Euclides da Cunha.

4.4 SEMINÁRIO: Luta e memória no sertão

Em meio a uma programação tão diversificada, propõe-se também a realização de


um seminário como um espaço de reflexão sobre a realidade e o sujeito do sertão a partir de
vários enfoques interpretativos.
Para isso, diversos pesquisadores de temáticas convergentes sobre Canudos, Os
sertões, história, cultura ou movimentos sociais, estarão reunidos em mesas temáticas.

4.5 CULINÁRIA

Sabe-se que a Bahia é privilegiada com uma rica variedade culinária, repleta de
ingredientes atrativos, resultante de influências africanas e indígenas. Em Uauá, as comidas
populares são conhecidas, mas muitas vezes, não estão ao alcance da comunidade, ou não
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despertam interesse devido à desvalorização do que é próprio da localidade para valorizar o


que é de fora.
Então, é válido expor a riqueza e diversidade da culinária uauaense para
conscientizar e resgatar o gosto pela própria cultura.
No sertão nordestino, a principal fonte de renda é o cultivo de feijão, milho e
mandioca, não esquecendo da criação de caprinos, ovinos, suínos e bovinos. Tudo isso resulta
numa pluralidade de alimentos: Do milho deriva:
cuscuz, pão de milho, bolos, pamonha, canjica, mungunzá, mingaus etc. Da mandioca são
derivados: farinha, tapioca, beijus etc. A carne dos animais tem um alto consumo na cidade,
que são complementadas com vários tipos de temperos, é válido salientar que tudo dos
animais é consumido desde a fussura (cabeça do animal) até o mocotó e o bucho, o sarapatel
feito do sangue e do fígado do bode. Do feijão é feito o conhecido tropeiro, feijoada, farofa de
feijão de corda etc.
Além disso, são apreciadas iguarias como o queijo de cabra, o requeijão, rapadura,
doces (umbu, leite, manga, maracujá, goiaba etc. industrializados no próprio município e
exportados para outros estados e até para outros países.), cocadas, quebra-queixo, umbuzada
etc. Quanto às bebidas, podemos destacar os licores e cachaças, alguns fabricados na própria
cidade.
Ao expor a riqueza dos produtos culinários do município, o intuito é a troca de
informações entre o público uauaense e os visitantes, concomitante a formação de um
mercado consumidor.

PROPOSTA:
• Devido à diversidade da culinária local, serão necessários alguns stands apropriados
para a exposição. A idéia é dar oportunidade aos moradores expor e venderem as
comidas típicas.
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5 - ORÇAMENTO

ÍTEM MEDIDA UNIDADE TOTAL


Correios Correspondência 20 30,00
Telefone / Fax. Mês 3 450,00
Envelopes Unidade 25 5,00
Transporte Rodoviário (Salvador /
Passagem 5 800,00
Uauá / Salvador)
Transporte Rodoviário (Uauá /
Passagem 5 250,00
Juazeiro / Uauá)
ECAD Diária 3 1.500,00
Cachê Artistas Região Serviço 12 6.000,00
Locação Palco Profissional Diária 3 2.400,00
Locação Sonorização Diária 3 3.000,00
Locação Iluminação Diária 3 750,00
Locação Toldos (5 x 5 m) Diária 3 1.575,00
Locação Equipamento Exibição
Diária 3 2.100,00
Filmes
Locação Sprinter Diária 3 1.800,00
Locação de Sala Equipada (Fax, Tel e
Mês 3 1.500,00
Computador)
Locação de Auditório Diária 3 1.020,00
Camarins Serviço 1 400,00
Registro em Vídeo Diária 3 1.200,00
Registro Fotográfico Diária 3 300,00
Hospedagem Diária 3 2.700,00
Alimentação Diária 3 3.000,00
Premiação Festival Musical Verba 3 1.000,00
Cachê Palestrantes Diária 1 3.000,00
Cachê Apresentador Diária 3 180,00
Buffet Café da Manhã Diária 1 600,00
Outdoor (confecção) Unidade 16 2.720,00
Outdoors (exibição) - Juazeiro Unidade 8 2.000,00
Outdoors (exibição) - Uauá e Região Unidade 8 1.000,00
Mídia em Rádio Chamadas 300 900,00
Cartaz Unidade 1000 550,00
Mídia na Tv São Francisco - Juazeiro Chamadas 10 3.000,00
Projeto Gráfico Serviço 1 4.100,00
Folder Unidade 4000 1.150,00
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Criação WEBSITE Serviço 1 1.000,00


Hospedeiro WEBSITE Mês 12 240,00
Registro do Domínio WEBSITE Anual 1 30,00
Camisa Unidade 30 240,00
Crachá Unidade 100 350,00
Assessoria de Imprensa Mês 3 3.000,00
Banner (confecção) Unidade 3 360,00
Coordenadores do Projeto Mês 3 12.000,00
Equipe Produção Mês 1 1.500,00
Assistente de Produção Diária 3 900,00
Assessoria Jurídica Serviço 3 1.500,00
Registro de Marca Serviço 1 130,00
INSS verba - 3.498,00
CPMF Imposto 1 302,15
Agenciamento Serviço 1 3.786,40

TOTAL – R$ 79.816,55
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6 - INCENTIVO FISCAL

O projeto I Semana Cultural de Uauá foi aprovado pela Lei de Incentivo Fiscal a
Cultura (Lei Rouanet) do Governo Federal, Nº do PRONAC 0610603/artigo 26º.

7 - CONTRAPARTIDA SOCIAL

• Marca destacada em todo material de divulgação – cartazes, folders, outdoors,


camisas, crachás, banners, mídia em televisão e rádio;
• Agregar marca a um evento social/cultural, numa das regiões mais secas e pobres do
país.
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8 - COORDENAÇÃO GERAL

Marcus Vinicius Aragão Barreto Ferreira


Tels: (71) 8893-3375 / 3492-5629
E-mail - pankjones@hotmail.com

Mércia Beatriz E. Ferreira


Tel: (71) 8812-2766
E-mail: merciabeatriz@yahoo.com.br
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APÊNDICE B - NOVO ORÇAMENTO

ÍTEM MEDIDA UNIDADE TOTAL


Atrações musicais locais serviço 400,00 6.000,00
Atração musical principal serviço 3.000,00 3.000,00
Sonorização diária 3 2.400,00
Iluminação diária 3 600,00
Hospedagem diária 20,00 1.000,00
Alimentação diária 20,00 1.400,00
Assistentes de produção diária 60,00 900,00
Organização mês 1.000,00 2.000,00
Mídia em Televisão unidade 9 664,00
Outdoor unidade 5 1.100,00
Cartaz unidade 300 240,00
Folder unidade 1.500 330,00
Banner unidade 2 240,00
Camisa unidade 50 400,00
Carro de som horas 10 200,00
Mídia em Rádio unidade 200 600,00
Assessoria de imprensa serviço 1 600,00
Projeto gráfico serviço 1 500,00
Transporte rodoviário unidade 10 470,00
Transporte local diária 3 300,00
Camarins unidade 15 450,00
Locação de toldos unidade 200,00 1.200,00

TOTAL: 24.594,00
47

APÊNDICE C - CARTA DE SOLICITAÇÃO DE APOIO


48

APÊNDICE D - CARTA DE APROVAÇÃO DO PROJETO


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APÊNDICE E - RECIBOS DO MECENATO

COMUNICADO N.º PRONAC: 0610603


MECENATO
Segmento Cultural:
RECIBO Nº 01
PRONAC - MECENATO Artes integradas
RECEBI(EMOS) A IMPORTÂNCIA, ABAIXO ESPECIFICADA, COMO PARTICIPAÇÃO NO PRONAC/MECENATO, CONFORME
ESTABELECE 0S ARTIGOS 26 E 18 DA LEI N. 8.313 DE 23 DE DEZEMBRO DE 1991, DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO
NORMATIVA CONJUNTA SEx MINC/ SRF/MF N.º 01 DE 13.06.95.
DADOS DA PARTICIPAÇÃO
01- TIPO DA OPERAÇÃO 02 - VALOR DO INCENTIVO
ART. 26 DA LEI 8.313 ART.18 DA LEI 8.313/91

[ ] - DOAÇÃO [ ] - DOAÇÃO R$ 16.000,00


[ X ] - PATROCÍNIO [ ] – PATROCÍNIO
03. BANCO: 04. N°° DA AGÊNCIA: 05. N.º CONTA CORRENTE 06. DATA DO RECEBIMENTO DO
Banco do Brasil 3457-6 450405 INCENTIVO:

07. MENCIONAR A FORMA DE INCENTIVO: [ ] - BENS [ ] - SERVIÇOS

08. ESPECIFICAR A DOAÇÃO / PATROCÍNIO:

09. - FORMA DE AVALIAÇÃO DA DOAÇÃO/PATROCÍNIO:

DADOS DO INCENTIVADOR
10. NOME: PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS

11. C.N.P.J/C.P.F: 12. ENDEREÇO:


33.000.167/0001-01 Av. República do Chile, 65, Centro
13 .CIDADE: Rio de Janeiro 14. UF: RJ 15. CEP: 16. TELEFONE/FAX:
20031-912 (71) 3348-7157
17. EMPRESA: 18. FAZ PARTE DE ALGUM GRUPO EMPRESARIAL ?
X PÚBLICA PRIVADA QUAL ? ______________________________________________________
______________________________________________________________
19. NOME DO DIRIGENTE MÁXIMO DA EMPRESA INCENTIVADORA:
José Sérgio Gabrielli de Azevedo
DADOS DO PROJETO BENEFICIADO
20. NOME: Semana Cultural de Uauá (I)

21. DATA DA PUBLICAÇÃO DA PORTARIA DE APROVAÇÃO NO DOU: 20/04/2007

22. PROPONENTE: Marcus Vinícius Aragão Barreto Ferreira 23. CNPJ/CPF:


020.088.295-37
24. ENDEREÇO: Rua Emilio Odebrecht, 49, apt 403 Torre I 25.TELEFONE/FAX:
(71) 8893-3375
26. CIDADE: Salvador 27. UF: Ba 28. CEP: 41.830-300

DADOS DO DECLARANTE ( NO CASO DE PESSOA JURÍDICA )


29. NOME: Marcus Vinicius Aragão Barreto Ferreira
30. C.P.F: 020.088.295 37 31. CARGO: Produtor Cultural 32. TELEFONE: (71) 8893-3375

33. LOCAL/DATA: 34. ASSINATURA


Salvador
1°. VIA - INCENTIVADOR / 2° VIA – SECRETARIA/MINC / 3°. VIA – EMITENTE
OBS.: JUNTAR A ESTE COMUNICADO DE MECENATO CÓPIA DO EXTRATO BANCÁRIO COMPROVANDO O DEPÓSITO.
FAVOR ATENTAR SEMPRE ÀS ORIENTAÇÕES DE PREENCHIMENTO.
50

COMUNICADO N.º PRONAC: 0610603


MECENATO Segmento Cultural:
Artes integradas
PRONAC - MECENATO RECIBO Nº 02
RECEBI(EMOS) A IMPORTÂNCIA, ABAIXO ESPECIFICADA, COMO PARTICIPAÇÃO NO PRONAC/MECENATO, CONFORME
ESTABELECE 0S ARTIGOS 26 E 18 DA LEI N. 8.313 DE 23 DE DEZEMBRO DE 1991, DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO
NORMATIVA CONJUNTA SEx MINC/ SRF/MF N.º 01 DE 13.06.95.
DADOS DA PARTICIPAÇÃO
01- TIPO DA OPERAÇÃO 02 - VALOR DO INCENTIVO
ART. 26 DA LEI 8.313 ART.18 DA LEI 8.313/91

[ ] - DOAÇÃO [ ] - DOAÇÃO R$ 4.000,00


[ X ] - PATROCÍNIO [ ] – PATROCÍNIO
03. BANCO: 04. N°° DA AGÊNCIA: 05. N.º CONTA CORRENTE 06. DATA DO RECEBIMENTO DO
Banco do Brasil 3457-6 450405 INCENTIVO:

07. MENCIONAR A FORMA DE INCENTIVO: [ ] - BENS [ ] - SERVIÇOS

08. ESPECIFICAR A DOAÇÃO / PATROCÍNIO:

09. - FORMA DE AVALIAÇÃO DA DOAÇÃO/PATROCÍNIO:

DADOS DO INCENTIVADOR
10. NOME: PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS

11. C.N.P.J/C.P.F: 12. ENDEREÇO:


33.000.167/0001-01 Av. República do Chile, 65, Centro
13 .CIDADE: Rio de Janeiro 14. UF: RJ 15. CEP: 16. TELEFONE/FAX:
20031-912 (71) 3348-7157
17. EMPRESA: 18. FAZ PARTE DE ALGUM GRUPO EMPRESARIAL ?
X PÚBLICA PRIVADA QUAL ? ______________________________________________________
______________________________________________________________
19. NOME DO DIRIGENTE MÁXIMO DA EMPRESA INCENTIVADORA:
José Sérgio Gabrielli de Azevedo
DADOS DO PROJETO BENEFICIADO
20. NOME: Semana Cultural de Uauá (I)

21. DATA DA PUBLICAÇÃO DA PORTARIA DE APROVAÇÃO NO DOU: 20/04/2007

22. PROPONENTE: Marcus Vinícius Aragão Barreto Ferreira 23. CNPJ/CPF:


020.088.295-37
24. ENDEREÇO: Rua Emilio Odebrecht, 49, apt 403 Torre I 25.TELEFONE/FAX:
(71) 8893-3375
26. CIDADE: Salvador 27. UF: Ba 28. CEP: 41.830-300

DADOS DO DECLARANTE ( NO CASO DE PESSOA JURÍDICA )


29. NOME: Marcus Vinicius Aragão Barreto Ferreira
30. C.P.F: 020.088.295 37 31. CARGO: Produtor Cultural 32. TELEFONE: (71) 8893-3375

33. LOCAL/DATA: 34. ASSINATURA


Salvador,
1°. VIA - INCENTIVADOR / 2° VIA – SECRETARIA/MINC / 3°. VIA - EMITENTE
OBS.: JUNTAR A ESTE COMUNICADO DE MECENATO CÓPIA DO EXTRATO BANCÁRIO COMPROVANDO O DEPÓSITO.
FAVOR ATENTAR SEMPRE ÀS ORIENTAÇÕES DE PREENCH
51

APÊNDICE F - CARTAZ

Tamanho A3
52

APÊNDICE G - FOLDER

Tamanho 21 x 30 cm
53

APÊNDICE H - CD CLIPAGEM

 ENTREVISTAS TELEVISIVAS
 MATÉRIAS TELEVISIVAS
 FOTOS
 VÍDEOS
 NOTAS VEICULADAS EM WEBSITES
 CHAMADA DE 30``EM RÁDIO
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APÊNDICE I - PRESS RELEASE

I SEMANA CULTURAL DE UAUÁ


De 15 a 17 de novembro de 2007

Nos dias 15, 16 e 17 de novembro o município de Uauá, mais conhecido como a


capital do bode, terá sua I Semana Cultural – marco para o reconhecimento artístico regional.
O evento, que conta com o patrocínio da Petrobrás e do Ministério da Cultura - através da Lei
Rouanet de incentivo à cultura do Governo Federal -, mostrará a cultura local por meio de
diferentes atividades. Serão shows de música, palestras, exposições de artesanato, culinária,
literatura, pintura, fotografia e artes plásticas, além da exibição de filmes e documentários
produzidos na região por diversos diretores.
Com a preocupação de reunir e demonstrar a pluralidade cultural da região, uma
intensa programação ocorrerá durante os três dias da I Semana Cultural de Uauá. A
solenidade de abertura contará com a apresentação do poeta/cordelista Basílio BGG da Mata
Virgem e a participação de autoridades políticas e culturais do município e do estado. Logo
em seguida, serão abertas as exposições de fotografia, artesanato, culinária, artes plásticas e
literatura de cordel, que poderão ser assistidas durante todos os dias da programação.
A palestra sobre o tema “Uauá no contexto da Guerra de Canudos” – proferida
pelos professores da Uneb Sérgio Guerra, Roberto Dantas e Manoel Neto – e a exibição dos
filmes e documentário “Desterro” de Marcelo Rabelo, “Calumbís, Pífanos e Zabumbas” de
Joel de Almeida e “Vaqueiros Canudos” de Manoel Neto, também farão parte das atividades
artísticas desenvolvidas no primeiro dia do evento. Shows musicais com os artistas da terra e
da região Débora e Lulu, Banda de Pífanos de Canudos Velho e Nilton Freitas fecham a noite
com festa e poesia.
O lançamento do livro “O caminho inverso: Medusa vai ao cabeleireiro”, do poeta
Milton Marinho, e a exibição dos filmes “Cuitá, A pedra do Bendegó”, “Chorinho de
Landinho”, “O Cordel Esquecido Num País Sem Memória” e “Zabumba” de Marcelo Rabelo
também ocorrerão no decorrer da programação do segundo dia. A noite será animada pelas
apresentações musicais de Zecrinha, Zéu Lobo, João Sereno e Cicinho de Assis.
As palestras sobre “A produção audiovisual no Sertão”, por Póla Ribeiro (IRDEB)
e Joel de Almeida ocorrerá no terceiro e último dia do evento. A exibição dos filmes “Cega
Seca”, de Sofia Federico, “Na terra do sol”, de Lula Oliveira, e “São Paulo de Uauá”, de
Hermano Penna, encerram as atividades da programação. Para abrilhantar a noite e coroar o
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sucesso do evento, Cavachão – ícone musical uauaense – A Trama, Raiz Popular e Maciel
Melo comandam a animação do encerramento da I Semana Cultural de Uauá, exaltando a
terra dos vagalumes e os fortes sertanejos.

RESUMO:
O que? I Semana Cultural de Uauá.
Local? Uauá – Ba.
Datas? 15 a 17 de novembro de 2007.
Horários? Dia inteiro.
Contatos:
Tel(s): (71) 8893-3375 / (74) 9976-0257
www.semanaculturaldeuaua.blogspot.com
56

ANEXO
57

ANEXO A - CONTRATO
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72