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FOTOGRAFIA

CURSO DE INTRODUÇÃO
O curso
Objetivo do curso
O objetivo do curso é familiarizar os alunos com os recursos de suas câmeras
fotográficas e apresentar os princípios básicos de enquadramento e iluminação.

Um pouco de história

Como vemos cores

Qual a melhor câmera pra mim?


Pixel x Resolução
Conhecendo as analógicas entendemos as digitais
Câmeras digitais - tipos e usos
Cuidados com o equipamento
O curso
Conhecendo sua câmera Luz
Manual x Automático x Pré-definições Temperatura de Cor
Controle do obturador: abertura x velocidade Luz Natural e contínua
Prioridade de abertura Direções e qualidade da luz
Prioridade de velocidade Flash dedicado
Profundidade de campo Flash externo
Sensibilidade - ISO Contra-luz e luz de preenchimento
Fotometria Longas exposições
Histograma
Sensor - CCD x CMOS Sensibilização do olhar
Fator de corte A fotografia
Cor e P&B
Objetivas Apresentação e análise do trabalho de
Normal grandes fotógrafos
Grande angular Princípios de composição e enquadramento
Tele
Zoom Suas imagens
Filtros Armazenagem
Metadados
Direitos autorias
O que é fotografia
Fotografia é uma técnica de gravação por meios mecânicos e químicos ou digitais, de
uma imagem numa camada de material sensível à exposição luminosa.
A palavra deriva do grego φως [fós] ("luz"), e γραφις [grafis] ("estilo", "pincel“) temos
então algo como: desenhar com a luz.
Pela sua natureza, a fotografia é um objeto de estudo da antropologia visual.
Segundo Roland Barthes como a fotografia é uma imagem, ela possuí uma linguagem
conotativa e denotativa (o óbvio e o obtuso).
A linguagem denotativa é o óbvio: tudo o que se vê na fotografia, tudo que está
evidente, objetivo.
O conotativo é o obtuso: toda a informação ímplicita na fotografia, subjetivo. O
enquadramento da foto, o posicionamento da câmara mais para cima ou mais para
baixo dando noção de superioridade ou inferioridade... Tudo isso se trata de
informações conotativas da fotografia, que geralmente revelam a bagagem social e
cultural do próprio fotógrafo.
Veremos agora 2 exemplos e trataremos mais destas questões no final do curso.
Termo de busca: tristeza
Palavras-chave associadas:

Tristeza, Contemplação, Reclusão, Infância, Imitação

Uma Pessoa, Só Uma Menina, Criança de escola primária, 4-5 Anos, Boneca, Vestido,
Cabelo Liso, Cabelo castanho, Chão, Sentar-se, De Pernas Cruzadas, EUA

Fotografia, Horizontal, De Corpo Inteiro, Interior


Termo de busca: felicidade
Palavras-chave associadas:

Pessoas, Vitalidade, Aventura, Excitação, Prazer, Alegria, Liberdade, Despreocupado,


União, Estilo de Vida, Férias, Divertimento, Lazer, Namorar, Viagem

Roupa de Natação, Biquíni, Calção-de-Banho, Cais, Pular, Água, Verão, Mar, Praia,
Adulto, Homem, Mulher, Casal Jovem, Só Adultos, 20-25 Anos, Tronco Nu, Albany -
Austrália Ocidental.

Fotografia, Imagem a cores, Ao Ar Livre, Horizontal, Vista Traseira


O que é fotografia
Mais comumente uma câmera é o dispositivo formador de imagem e o filme
fotográfico ou um cartão digital de armazenamento é a mídia de gravação, mas
existem outros métodos. Por exemplo, a fotocopiadora forma imagens com a
transferência de cargas elétricas. Na raiografia, divulgada por Man Ray em 1922
imagens são produzidas pelas sombras de objetos no papel fotográfico, sem o uso de
câmera. Podemos ainda colocar objetos diretamente no digitalizador (scanner) para
produzir figuras eletronicamente.
Na fotografia expomos um material fotosensível (filme ou sensor digital) à luz. Este
produz uma imagem cujo conteúdo é aceitavelmente nítido, iluminado e composto para
atender ao objetivo do registro fotográfico. O controle inclui: foco, abertura das lentes,
tempo de exposição (ou velocidade de abertura do obturador), distância focal e
sensibilidade ISO.
Estes controles são geralmente inter-relacionados. Exemplo: a luminosidade é alterada
através da velocidade do obturador e abertura do diafragma, esta por sua vez
influencia na distância focal das lentes. Veremos todas estas questões mais adiante.
Câmera escura
Existem registros sobre o estudo de câmeras escuras a partir do século 5 A.C na China
e seus princípios também foram estudados por Aristóteles na Grécia no século 4 A.C.
A primeira câmera escura como conhecemosfoi construída em meados do século 6, em
experimentos de Antêmio de Tales.
Por volta do século 18, modelos portáteis se tornaram disponíveis e foram amplamente
utilizados por artistas.
Mais tarde foram adaptadas para criar as primeiras fotografias.
Breve história
A fotografia nasce como uma forma de imitar a realidade. Atentando apenas aos
processos mecânicos que o homem procurou utilizar para o registro de sua realidade.

Em 1826/27 - Nicéphore Níépce imprime a primeira imagem utilizando betume da


judeía e que hoje é considerada como a primeira fotografia da história.

1837 - Daguerre cria o Daguerreotipo que produzia uma imagem em chapa metálica
fotossensível que formava-se invertida e sem a possibilidade de produzir cópias.

1841 - Calótipo ou talbótipo foi um processo fotográfico pioneiro, antecessor da


fotografia “analógica” empregando negativo/positivo. Inventado por William Fox
Talbot. Basicamente o processo consiste na exposição à luz, com o emprego de uma
câmara escura, de um negativo em papel sensibilizado com nitrato de prata e ácido
gálico. Posteriormente este é fixado numa solução de hipossulfito de sódio. Quando
pronto e seco, positiva-se por contato direto em um papel idêntico.
Breve história
Breve história
Pulando um grande período de pesquisas, ensaios e processos por patentes, passamos
da chapa úmida para a chapa seca.

A chapa úmida desenvolvida por Frederick Scott Archer, a partir da dissolução de


algodão-colódio em mistura de álcool e éter possuía melhores condições de
transmissão luminosa, diminuindo os tempos de exposição da fotografia, fazendo de
alguns segundos um tempo suficiente para impressão da chapa.
Porém as chapas precisavam ser preparadas, expostas e reveladas na mesma hora,
pois ao secar a emulsão perdia sua capacidade fotossensível o que desencadeava a
necessidade do fotógrafo itinerar com todo o seu equipamento.

Em 1871, o médico inglês, Richard Maddox experimentou ao invés de colódio uma


suspensão de nitrato de prata em gelatina de secagem rápida. Era um processo
extremamente barato (pois gelatina pode ser obtida de restos de ossos e cartilagens
animais) e, ao substituir o colódio, ficou conhecida como chapa seca.
Breve história
As primeiras câmeras portáteis (Kodak) surgiram em 1888, sendo de fácil manuseio
e mais acessíveis. A câmara permitia 100 poses, e após essa quantidade o cliente
deveria remeter a máquina para a empresa em Rochester, norte de Nova York, onde
o filme era retirado, revelado e reposto.

Entre 1869 e 1930 são feitos diversos avanços em relação à fotografia colorida

1947 - Surge a câmera de fotos instantânea, a Polaroid, baseada em um processo


desenvolvido pelo físico americano Edwin H. Land.
Breve história
1957 - Primeira câmera reflex lançada pela Asahi Pentax.

1959 - A Agfa produz a primeira câmera totalmente automática.

1963 - Surgem o Polaroid em cores.

1973 - A Fairchild Semicondutor lança o primeiro sensor CCD.

2000 - As máquinas digitais começam se tornar viáveis comercialmente, porém com


qualidade de imagem inferior a das analógicas e preços muito altos.

2005 - as máquinas digitais ganham força, principalmente no fotojornalismo e no


mercado publicitário.

2008 - Inicia-se a produção de câmeras digitais como acessórios de telefones


celulares.
Olho x Câmera
Como enxergamos as cores
O olho humano possui dois tipos de células responsáveis por nos fazerem enxergar:
os cones e os bastonetes.
Os bastonetes são células que necessitam de pouca luz para serem
sensibilizadas. Entretanto não conseguem formar imagens coloridas ou nítidas.
É por isso que a noite ou em locais escuro é muito difícil se distingüir cor.
Já os cones são sensibilizadas com uma quantidade grande de luz e geram as imagens
nítidas e coloridas. Temos 3 tipos de cones, os azuis, os vermelhos e os verdes.
Seus nomes vem daos ondas de comprimento de luz que formam as cores.
Assim, as cores vermelho, azul e verde são as
3 cores que nossos olhos captam. Todas as outras
cores que vemos são formadas a partir dessas
3 cores. Por isso são consideradas as cores primárias
da visão e também da síntese aditiva de cor.
Síntese aditiva | RGB

Nesse sistema a mistura de duas cores


sempre resultará em uma cor mais
luminosa, quando se mistura as 3 cores
primárias em intensidade máxima,
alcança-se o branco.
Esse sistema se chama aditivo pois as cores
se formam através de soma de luz, por
isso a resultante da soma das cores é o
branco.
O sensores de câmeras digitais, monitores
e TVs se baseiam nesses conceitos para
conseguir formar suas imagens coloridas.
Pinhole
Qual a câmera certa pra mim?
Que o uso vou fazer da câmera?
Qual a finalidade das imagens?
Pixel x Resolução
Para compreender a diferença entre esses dois termos, precisamos entender o que
é um pixel e o que é resolução.
Pixel é uma aglutinação de Picture e Element, ou seja, elemento de imagem, é o menor
elemento num dispositivo eletrônico ao qual se possa atribuir uma cor. De uma forma
mais simples, um pixel é o menor ponto que forma uma imagem digital.
A definição de píxel é altamente dependente do contexto a qual a palavra está
inserida. Por exemplo, pode ser "pixeis imprimíveis" de uma folha ou página, pixeis
transportados por sinais eletrônicos, representado por valores digitais, pixeis em
dispositivos de exibição como monitores ou pixeis presentes nos elementos
fotossensores de uma câmera digital.
Resolução é a quantidade de quadrados (pixels) que formam a imagem na proporção
horizontal x vertical. E é através dela que podemos saber em quantos megapixels (o
equivalente a um milhão de pixels) a foto foi tirada. Por exemplo, se uma foto tem
resolução de 1772 x 1181 pixels, isso significa que ela foi tirada em 2.1 megapixels
ou mais exatamente 2.092.732 pixels.
Pixel x Resolução
Na verdade a resolução de uma imagem não está diretamente ligada à sua
qualidade. A imagem de uma câmera digital é feita através de um sensor, que faz a
captação de luz do objeto fotografado e vai transformar essa informação em pixels,
gerando a imagem digital.
O segredo está nos sensores e no conjunto ótico.
As câmeras semi-profissionais e profissionais têm sensores melhores e mais complexos
por isso produzem imagens melhores, mais nítidas e com cores mais vibrantes. Já as
câmeras compactas tem sensores menores e de qualidade inferior.
Quando o sensor não tem capacidade suficiente para captar tantos pixels com a
mesma qualidade, a qualidade da imagem é prejudicada não importando quão alta
seja a resolução.
A objetiva também influência muito na qualidade da imagem, lentes de qualidade
fazem muita diferença no resultado.
Analógicas
Analógicas
Analógicas
Analógicas
Analógicas
Analógicas
Analógicas
Analógicas | médio formato
Analógicas | grande formato
Comparando formatos - analógica
Comparando formatos - digital
APS
O Advanced Photo System, ou APS, é um sistema resultante de uma join venture das
empresas Canon, Fujifilm, Kodak, Minolta e Nikon que de uniram para informatizar o
processo fotográfico, estabelecendo um novo padrão para a fotografia. Foi lançado
em 1996.
O nome comercial IX (como o IX da linha Advantix) foi dado para o APS. Apesar da
sua tecnologia avançada, a linha IX teve uma existência efêmera. Perdeu mercado
para as câmeras digitais compactas, que se tornavam cada vez melhores e mais
acessíveis rapidamente. Em 2004, o IX sofreu descontinuidade, quando a Kodak deixou
de fabricar câmeras e filmes Advantix.
Uma herança do APS é o formato APS-C, que se
tornou padrão para sensores de algumas digitais.
Backs digitais
Primeiras digitais

0.3 Megapixels
Conhecendo as digitais.
Qual a sua câmera?
Câmeras ultra-compactas
Como o próprio nome sugere, são câmeras super pequenas, e devido ao seu tamanho,
são mais caras que as compactas. As lentes das ultra-compactas raramente
oferecem zoom maior que 3 ou 4 vezes, e seus sensores costumam ser ainda menores
que os já pequeninos utilizados nas compactas, ocasionando ainda mais ruído
em valores de ISO mais altos.
Qual a sua câmera?
Câmeras compactas
Atualmente, são as mais comuns no mercado e as mais vendidas nas lojas, por
representarem a melhor relação custo/benefício. São as preferidas dos fotógrafos
iniciantes e amadores, que desejam apenas apontar e disparar (point-and-shoot).
Vantagens: portabilidade, preço baixo, resolução (a maioria tem mais de
10 megapixels, permitindo ampliações sem perda de qualidade), versatilidade
(há modelos com LCD traseiro e frontal,
com LCD móvel, touch screen,
à prova d'água, com resistência
a impactos, etc).
Qual a sua câmera?
Bridge | Prosumer | Super Zoom
Existem vários nomes para denominar este tipo de câmera, sendo os mais comuns
Super Zoom ou Ultra Zoom, justamente devido a sua característica principal, o zoom.
Também chamada de Bridge, "ponte" em Inglês, por ser classificada como uma câmera
que faz ponte entre o caminho amador e o profissional. Pode ainda ser chamada de
Prosumer, junção de professional+consumer. Normalmente, têm operação básica,
características das compactas, possuindo alguns recursos mais avançados de controles
manuais. Porém tem sensores pequenos e viewfinder digital.
Qual a sua câmera?
Mirrorless
Uma novidade no mercado são as câmeras que fazem a transição mais próxima
entre as compactas e as reflex. São pequenas, porém com sensores de boa qualidade
e permitem troca de lentes.
Qual a sua câmera?
Câmeras de entrada
São Reflex ou DSLR, possuem os recursos equivalentes às câmeras profissionais e
compartilham com estas vários acessórios, objetivas inclusive. Tem qualidade suficiente
para quem quer trabalhar com fotografia. O ponto positivo em relação as outras DSLR
é o preço acessível, os negativos são a resistência e durabilidade menores e sensores
menores que o Full Frame.
Câmera SLR ou Reflex monobjetiva

SLR = single-lens reflex


Pentaprisma e pentaespelho

Espelhos nunca tem uma reflexão total da luz, quando a luz viaja em um meio gasoso
(AR) sempre a perda por difração.
No prisma temos uma reflexão total, que só acontece quando a luz é refletida na
passagem de um meio de maior índice de refração no caso um cristal.
Câmera DSLR

DSLR = digital single-lens reflex


Parallax
Qual a sua câmera?
Semi-profissonais
São utilizadas por boa parte dos fotógrafos de eventos, como casamentos e festas
de aniversário. Com muito mais recursos do que as DSLR de entrada e ao mesmo
tempo com um preço muito mais acessível do que as DSLR profissionais, costuma ser
a opção com o melhor custo-benefício do mercado.
Possuem todas as vantagens das câmeras
de entrada e mais algumas outras.
Qual a sua câmera?
Profissonais
São as top de linha das DSLR utilizadas em estúdios de maior porte e no
fotojornalismo, principalmente em condições adversas, pois são extremamente
resistentes e confiáveis. Utilizam sensores Full frame (maior qualidade de imagem)
e sensibilidade muito alta com baixo ruído na imagem e tem alta velocidade de
captura de imagens.
Qual a sua câmera?
Médio formato
Câmeras com resoluções maiores que o comum para usos específicos, principalmente
publicidade e moda.

40 megapixel
Qual a sua câmera?

80 megapixel
Câmeras Digitais
Dois links para sites de comparação e avaliação de equipamentos

http://www.dpreview.com/products/cameras

http://snapsort.com/compare
Cuidados com seu equipamento
A câmera é um instrumento de precisão. Nunca a deixe cair nem a sujeite a choques
físicos.
Mantenha as objetivas limpas. Sempre que trocar de objetivas faça-o de forma rápida
para evitar poeiras e não toque com os dedos nos seus orifícios.
Coloque sempre as tampas frontais e traseiras na objetiva.
Mantenha a tampa no corpo da máquina quando ela estiver sem as lentes.
Limpar a objetiva com panos ou papéis comuns pode danificar a lente, por isso, use
acessórios de limpeza próprios. Se continuar suja envie o equipamento para limpeza
profissional.
Mantenha a câmera longe da água. Principalmente quando for água salgada.
Tranporte sempre a câmera dentro de bolsa apropriada ou mochila.
Não exponha a câmera a altas temperaturas. Evite locais muito quentes, como na
praia sob luz direta do sol ou dentro do carro.
Cuidados com seu equipamento
Evite guardar seu equipamento em locais escuros, frios ou úmidos. Os locais úmidos
favorecem o aparecimento de fungos e corrosão dos contatos elétricos. Sempre que
guardar a câmera por um longo período de tempo remova a bateria.
As objetivas são a parte mais delicada de qualquer máquina. Para evitar impactos
ou poeira, utilize um filtro protetor, como o UV.

Situação ideal, umidade entre 35% e 50% e temperatura entre15ºC e 20ºC .


Exercício
Fazer as seguintes imagens (uma de cada):

• Foto com uma pessoa em externa


• Foto de grupo de pessoas
• Foto com uma pessoa em ambiente fechado
• Foto de paisagem (natureza)
• Foto de paisagem urbana
• Foto de paisagem (enfatizando o céu)
• Foto de paisagem (noturna)
• Still life/Natureza morta (objeto) em ambiente fechado
• Still life/Natureza morta (objeto) em externa
• Foto de imagem em movimento

As imagens não podem sofrer nenhum tratamento. Devem estar exatamente como
no momento do clique. A entrega deve ser feita diretamente do cartão de memória
na próxima aula ou por e-mail até a próxima aula.
Conhecendo sua câmera.
As partes da câmera
Corpo da câmera: Tudo que não é objetiva e acessório faz parte do corpo da câmera.
Nele, estão o sensor, o obturador, o visor e todos os controles.
Obturador: É o dispositivo que controla a quantidade de luz que incide no sensor
através de uma "cortina". Ao acionarmos o disparador, o obturador permite que a luz
passe e seja captada pelo sensor digital ou pelo filme, por um tempo ajustável.
Quanto maior o tempo, mais luz alcançará o elemento sensível.
Visor: É a parte da câmera que nos permite ver a cena que vamos fotografar, e varia
segundo o tipo de câmera. Se falamos de uma DSLR ou Reflex, o visor é a pequena
janela através da qual pode-se ver a cena como ela será fotografada. Em câmeras
amadoras, e em algumas DSLR, há o modo LiveView, no qual o sensor é responsável
por capturar a cena e nos mostrar, em tempo real, a imagem no LCD da câmera.
Sensor: O sensor, assim como o filme fotográfico, é o local para onde se direciona
toda a luz recolhida pela objetiva, onde pixels sensível à luz captam a cena.
As partes da câmera
Objetiva: É a alma da câmera fotográfica. Através da passagem da luz pelos seu
conjunto de lentes, os raios luminosos são orientados de maneira ordenada para
sensibilizar a película fotográfica, ou o sensor, e formar a imagem.
Diafragma: O diafragma é uma estrutura que se encontra no interior de todas as
objetivas, e tem o papel de controlar a quantidade de luz que passa através dela.
DOMINANDO A LUZ
Dominando a luz
O controle sobre as imagens obtidas é feito a partir da observação de 3 elementos:

Abertura (Diafragma) - a intensidade da luz que incidirá sobre o sensor

Velocidade (obturador) - o tempo que esta luz incidirá sobre o sensor

ISO - a medida da sensibilidade do sensor à luz

Qualquer alteração de um destes elementos irá impactar nos outros. Ou seja, você
nunca pode isolar e dar atenção a somente um dos elementos, sempre deve alterar
um pensando nos outros. A combinação deles determinará a exposição da imagem.
Isso se dá tanto no modo manual quanto nos automáticos.
Dominando a luz

ISO

VELOCIDADE ABERTURA
DO OBTURADOR DO DIAFRAGMA
Informações no visor
Abertura do diafragama
Abertura do diafragama
Em sua máquina, a abertura é representada pela letra “f”. (f-stop ou f-number em
inglês). Quanto maior o valor de f, mais fechado será seu diafragma e vice e versa.
Uma lente com f/2.8 é considerada uma lente clara, já uma com f/5.6 é uma escura.
Existem lentes no mercado que vão de f/1 à f/32.
Para explicar porque quanto maior o número de f, menor é a abertura, basta saber
que f/2.8, na verdade, é uma forma exemplificada de escrever f 1/2.8, sendo assim,
matematicamente, 1/2.8 é maior que 1/32.
Abertura do diafragama
Uma característica importante da abertura é determinar o campo focal. Em termos
gerais, o campo focal é o perímetro que envolve o objeto focado. Dentro dele, todo
elemento ficará em foco.
Quanto maior o valor de f, maior será seu campo focal. Se você quiser fazer uma
foto onde o fundo da imagem fique totalmente desfocado, abra o máximo possível
o diafragma. Isso é definir a “profundidade de campo”. Quanto mais desfocado,
menor será a profundidade.
Profundidade de campo

DOF (Depth of Field) = Profundidade de campo = Distância Focal


Profundidade de campo

f/22 f/1.4
Profundidade de campo
Foco
A seleção de foco manual ou automático pode ser feito na maioria das câmeras, as
normalmente não dão esta opção.
O foco manual, costuma funcionar melhor usando-se o visor ao invés da tela de LCD.
Se você está ao ar livre segurar o visor contra o olho vai evitar os reflexos na tela LCD,
como o brilho que podem tornar especialmente difícil determinar a nitidez do foco.
O foco automático tende a ter problemas funcionando corretamente quando o assunto
e o fundo são de cor semelhante, quando o assunto está parte, sob sol e parte na
sombra, e quando um objeto está entre o assunto e a câmera.
Ao usar o foco automático, a câmera
normalmente foca no centro do quadro.
No entanto, a maioria das câmeras DSLR
permitem que você mova o ponto de foco.
Foco
One Shot / Single Shot / AF-S
Single Shot é o modo de focagem automática que a maioria dos fotógrafos DSLR usam
em suas câmeras, e é o ideal para aprender a usar sua câmera. É melhor para a fotos
estáticas, como paisagens ou retratos. No modo Single Shot, o foco é refeito cada vez
que você move a câmera.
AI Servo / Contínuo / AF-C
O modo Servo AI (Canon) ou AF-C (Nikon) é projetado para uso com objetos em
movimento (animais ou esportes por exemplo). O botão do obturador é pressionado
pela metade para ativar foco. Neste modo contínuo, enquanto o obturador é
pressionado pela metade, você pode acompanhar o assunto como ele se move, e a
câmera vai manter refocagem.
AI Focus / AF-A
Este modo combina ambos os modos de focagem automática acima mencionados.
Em AI Focus (Canon) ou AF-A (Nikon), a câmera permanece no modo Single Shot,
a menos que a pessoa se mova, caso em que ele muda automaticamente para o modo
contínuo. A câmera irá emitir um sinal sonoro suave quando o objecto for focado.
Foco
Informações no visor
Shutter lag
Algumas câmeras possuem algo chamado de “atraso do obturador”, ou mais
popularmente conhecido como “shutter lag”, que é o tempo que demora desde o
instante que o disparador é apertado, até o instante em que a fotografia é tirada.
“Ops! The Moment! Once you miss it, it is gone forever.” (“Ops! O Momento! Uma vez
que você o perdeu, está perdido para sempre.”, em tradução livre). Em seu livro
“Images à la sauvette” (Traduzido para o inglês como “The Decisive Moment”, que quer
dizer “o momento decisivo”), Cartier-Bresson.
O principal culpado pelos instantes de atraso do obturador, nas câmeras compactas
(as populares “point and shoot”), é o foco. Quando o disparador é apertado, antes do
obturador se fechar e abrir, a cena precisa ser focada.
Para corrigir o atraso do obturador nesses casos, existe um truque simples e quase
infalível. Se você puder conferir na sua câmera, vai ver que o foco é ajustado quando
o disparador é pressionado até a metade.
Shutter lag
Outro tipo de atraso que ocorre é o tempo de processamento da imagem pelo sensor.
Isso não se configura realmente como shutter lag, mas pode atrapalhar a captura de
fotos sequenciais.
Nas DSLR, é possível evitar isso, basta apertar o disparador vezes seguidas
rapidamente até tirar todas as fotos em sequência e só então dar o tempo para o
sensor fazer o seu trabalho.
O tempo de processamento é drasticamente aumentado, principalmente nas câmeras
compactas, se o flash é usado. Isso por que, por características físicas da lâmpada, é
preciso esperar um pouco até ser possível usá-lo novamente.
Velocidade X Abertura
Informações no visor
Obturador | Velocidade
O obturador, que fica no interior do corpo da câmera, é uma espécie de cortina que
abre e fecha, controlando o tempo de exposição do sensor (ou filme, nas analógicas).
Ao acionar o disparador, a cortina se
abre e expõe o sensor à luz. Quanto mais
tempo aberto, mais luz entra. Portanto, em
uma situação de pouca luz, uma das formas
de se conseguir uma imagem mais clara é
aumentar o tempo de exposição.

O tempo de exposição do sensor é medido


em segundos e fração de segundos, as
exposições normalmente começam em 30” e podem chegar até 1/8000” em algumas
câmeras. Para exposições acima de 30” existe o modo bulb, com este recurso,
ao apertar o disparador, a cortina é aberta e só volta a se fechar quando o botão é
solto.
Obturador | Velocidade
O problema de se usar longas exposições é que objetos em movimento não
“congelam” e ficam borrados na imagem. O mesmo acontece se o fotógrafo tremer
ao fazer a foto. Para não tremer, o ideal é utilizar um tripé, se não for possível
o fotógrafo deve segurar firme a câmera, procurar um apoio para o corpo ou cotovelo
e se equilibrar bem. Velocidades abaixo 1/40, já estão sujeitas a tremidas.
Obturador – Vida útil nas Reflex
Vida útil de câmeras Reflex: Verdades e mitos
A função do obturador como vimos é de determinar o tempo de exposição
de cada clique, por quanto tempo ele ficará aberto captando a luz do ambiente.

O obturador, a grosso modo, é uma cortina que abre e fecha determinando o tempo
de exposição.
A cada clique o obturador é aberto e a luz
"entra" pela lente.
Nas câmeras Reflex há um desgaste natural
desta cortina pois é um dispositivo mecânico
e todo dispositivo desta natureza tem um
ciclo de vida útil.
Obturador | Velocidade
Longas exposições
Exposições muito longas normalmente utilizando o recurso bulb no seletor
de velocidade do obturador.
Light painting
Exposições com velocidades baixas do obturador, desenhando na imagem com uma
ou mais fontes luminosas.
Panning
O panning consiste em, com uma velocidade de obturador baixa, acompanhar durante
o clique um assunto que se move, fazendo com que o motivo pareça parado e o fundo
em movimento. Vale a pena tentar f/1.15.
Informações no visor
Sensibilidade | ISO
ISO é a sigla de International Organization for Standardization, ou Organização
Internacional para Padronização, em português. A ISO é uma entidade de
padronização e normatização.
Ela aprova normas internacionais em todos os campos técnicos, como normas técnicas,
classificações de países, normas de procedimentos e processos, e etc. No Brasil, a ISO
é representada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Usamos na fotografia digital o mesmo padrão criado para a analógica para reduzir a
diferença entre as tecnologias.
A escala do padrão ISO, definido pela norma ISO 5800:1987, funde dois padrões
existentes previamente: o padrão norte-americano ASA (aritmético) da American
Standards Association, e o padrão alemão DIN (logarítmico) do Deutsches Institut für
Normung.

Exemplo: ISO 100 = ASA 100 = DIN 21°.


Sensibilidade | ISO
Na escala aritmética do ISO, que corresponde à antiga escala ASA, dobrar a
velocidade do filme (isto é, diminuir pela metade a quantidade de luz necessária para
expor o filme) implica dobrar o valor numérico que designa a velocidade do filme.
Na escala logarítmica do ISO, que corresponde à antiga escala DIN, dobrar a
velocidade do filme implica adicionar 3° ao valor numérico que designa a velocidade
do filme.
Para exemplificar, um filme de ISO 200/24° é duas vezes mais sensível do que um
filme de ISO 100/21°.
Sensibilidade | ISO

Diferença na luminosidade
da imagem capturada
com mesma velocidade
e abertura, apenas com
a variação do valor ISO.
Ruído na imagem
Granulação e ruído eletrônico.
Quanto maior a granularidade, maior a sensibilidade da película fotográfica.
Na fotografia digital, quanto maior a amplitude do sinal, maior o ruído. O ruído ainda
sofre interferência do circuito que converte os sinais provenientes do sensor de imagem
para gravação no cartão de memória. Ainda assim, é válido dizer que quanto maior
o ruído maior a sensibilidade.
Simplificando. O sensor tem vários pontos de captura de luz, na ausência desta, vai
começar a dedicar mais pontos para formar um pixel. Um vai ajudar o outro, eles vão
tentando formar a imagem mesmo estando com menos luz, mas um ou outro vai ficar
perdido, ou vai se dedicar a ajudar o do lado, este ponto vai gravar uma informação
qualquer (errada) na imagem. Vários pontos vão fazer isso, e por isso a nossa imagem
vai ficar com mais ruído conforme “forçamos” nosso sensor a trabalhar com menos luz
do que o ideal. Quanto menos luz mais informação se perde, e assim nasce o ruído.
ISO 50
ISO100
ISO 200
ISO 400
Resumo | ISO
Quanto maior o valor ISO:
• Maior a sensibilidade à luz do sensor;

• Menos luz é necessária para captar a imagem;

• Podemos usar velocidades maiores no obturador;

• E menores aberturas no diafragma, permitindo maior


profundidade de campo;
• Porém aumentamos o ruído na imagem.
Informações no visor
Fotômetro
O fotômetro da sua câmera é um instrumento que informa a exposição correta
para a imagem. Tanto lhe auxiliando no modo manual como forncendo os parâmetros
para o controle automático
Fotometria medição
A medição matricial faz uma leitura uniforme da cena e é a mais utilizada
porque permite uma boa exposição em quase todas as situações.

O modo de medição parcial funciona de forma parecida à medição


matricial mas numa área menor do enquadramento. É útil para fotografia
de grupos grandes, quando as pessoas estão juntas na área central da
imagem.

A mediação ponderada ao centro é ideal para retratos ou planos


fechados de objectos, já que a leitura é feita na parte central da imagem,
onde o assunto principal deverá estar.

A medição pontual permite uma leitura precisa de um determinado


ponto da imagem. É bastante útil quando se necessita fazer uma leitura
precisa de uma cena que se encontra sob luz intensa, à sombra, ou quando
a iluminação é bastante diferente da do resto do assunto.
Fotometria medição
Subesposição e superexposição
Fotômetro
Histograma
O histograma é uma representação gráfica da distribuição da luz na imagem.
O display LCD de sua câmera não é capaz de revelar todas as informações sobre a
sua foto principalemnte se estiver descalibrado.
Eles são fáceis de interpretar e mais úteis do que imaginamos. O gráfico simplesmente
“diz” a quantidade de luz e sombra de uma imagem.
Do lado extremo esquerdo encontramos a quantidade de pontos (pixels) totalmente
escuros – preto, e do lado extremo direito encontramos a quantidade de pontos
totalmente claros – branco. No meio disso encontramos os meio-tons.
Histograma
Histograma
Controles de câmera
Controles de câmera
Predefinições com controle automático de velocidade, abertura, sensibilidade ISO,
balanço de branco e flash, para situações predeterminadas.

SCN = Scene modes/Preset modes


Manual X Prioridades
Manual = M
Prioridade de abertura = A ou Av
Prioridade de velocidade = S ou Tv
Abertura e velocidade automáticos garantindo a maior distância focal = A-DEP
Prioridade de abertura | Diafragma
Indicado no controle circular normamelmente pelas letras “A” ou “Av” (derivando da
primeira letra do nome em inglês, “aperture”), o modo de prioridade de abertura é
indicado para quem deseja controlar o diafragma da câmera enquanto o sistema
automático cuida da velocidade de disparo e em algumas câmeras dos valores ISO.
Prioridade de velocidade | Obturador
Indicado no controle circular pela letra “S” ou “Tv”, neste modo de prioridade
determinamos a velocidade do obturador e a câmera regula a abertura do
diafragma automaticamente e em algumas câmeras ajusta a sensibilidade ISO.

Baixa velocidade Alta velocidade


Informações no visor
Sensor
O sensor, assim como o antigo filme fotográfico, é a parte da câmera que capta a luz
que entra pela lente e converte cada pedacinho dela em cargas elétricas, que
posteriormente se tornam pixels. Ele é composto por minúsculos diodos sensíveis à luz.
Quando o obturador é aberto, cada fotocélula do sensor grava a intensidade da luz
que a atinge por meio de uma carga elétrica. Quanto mais luz, maior a carga. A
intensidade de luz gravada é armazenada como uma série de números binários que
posteriormente podem ser interpretados para reconstruir a cor e o brilho dos pixels no
visor LCD da câmera ou na tela do computador.
Existem dois tipos principais de sensores: o CCD e o CMOS.
Existe muita discussão em torno de qual destes tipos de sensor é melhor, uns afirmam
que o CDD possui qualidade superior, já outros dizem que o CMOS é melhor. Com a
constante evolução da tecnologia, é impossível dizer qual é o melhor e qual é pior,
podemos dizer apenas que cada um tem as suas vantagens e desvantagens. O que é
realmente importante a se considerar, independentemente do tipo do sensor, é o seu
tamanho.
Sensor

CCD (Charged Coupled Device ou Dispositivo CMOS (Complementary Metal Semiconductor


de Carga Acoplado) ou Semicondutor Complementar de Metal)

É utilizado em boa parte das câmeras do Exige um espaço menor no interior da


mercado. Este tipo de sensor normalmente câmera, e seu processo de fabricação é mais
está presente nas câmeras compactas e nas barato. Consume muito menos bateria,
câmeras mais avançadas para uso amador. porém, como há vários transistores próximos
É menos suscetível a ruído e costuma produzir de cada pixel, a sensibilidade à luz tende a
imagens com melhor resolução, porém ser menor. Ele tem evoluído muito e
consomem cerca de 100 vezes mais energia atualmente é usado na maioria das câmeras
que o CMOS. profissionais, podendo manter praticamente
a mesma qualidade de imagem produzida
pelo CCD.
Tamanho dos sensores
Full Frame (36mm x 24mm - Também conhecido por 35mm) - Utilizado em câmeras
profissionais.
APS-H (+ou- 28mm x 18mm) - Utilizado apenas em alguns modelos da Canon e outros
poucos modelos de outras marcas.
APS-C (aprox. 24mm x 16mm) - Também conhecido por DX nas câmeras Nikon -
Utilizado na maioria das câmeras avançadas para uso amador e profissional das
marcas Nikon e Canon.
Um pouco menor nas Canon do que nas Nikon. Possui um ótimo custo-benefício e
produz excelentes resultados. Bom custo-benefício.
1/2.3 (aprox. 6mm x 4mm) - Utilizado na maioria das câmeras compactas, possui um
custo de produção muito baixo.
Existem ainda outros tipos de sensores de diferentes tamanhos, porém são raramente
usados.
O fator de corte faz com que uma mesma lente utilizada em câmeras com diferentes
tamanhos de sensor, se comporte de maneira diferente.
Comparando formatos - digital
APS
APS significa Advanced Photo System (Sistema Avançado de Fotografia). Foi adotado
em 1996 pela Canon, Fujifilm, Kodak, Minolta e Nikon, como último esforço de
inovação do padrão analógico e abandonado com a popularização da fotografia
digital.
O filme 135 ou 35mm tem 24×36mm, já o APS tem 3 tamanhos padrão:
H para "HDTV" (30,2 x 16,7 mm; relação 16:9)
C para "Classic" (25,1 x 16,7 mm; relação 3:2)
P para "Panoramic" (30,2 x 9,5 mm; relação 3:1)
A herança do APS é o formato APS-C, que se tornou padrão para sensores em
algumas digitais.
Comparando formatos - digital

http://cameraimagesensor.com/ http://www.digicamdb.com/
Fator de corte
Fator de corte
Achando o fator de corte
Para calcular o fator de corte do sensor, devemos tomar como base a medida
horizontal do sensor Full Frame.
Dividimos o tamanho do sensor Full Frame pelo do sensor em questão.

Ex.:
Full Frame = 36mm | APS-C = 24mm | 36/24 = 1,5
Fator de corte APS-C = 1,5

Full Frame = 36mm | 1/2.3 = 6 mm | 36/6 = 6


Fator de corte 1/2.3 = 6
Fator de corte
Fator de corte X Distância focal
Conhecendo o fator de corte, poderemos determinar qual vai ser a distância focal real
de nossa lente.
Para sabermos qual vai ser a distância focal real, devemos multiplicar a distância focal
da nossa lente pelo fator de corte do sensor da nossa câmera.

Ex.:
Objetiva 50mm (normal para 35mm)
Sensor Full Frame é = 50mm
Sensor APS-C é 50x1,5 = 75mm
Sensor 1/2.3 é 50x6 = 300mm
Com sensores menores temos um ganho de distância focal, porém perdemos campo de
visão nas grande angulares.
Fator de corte

FATOR DE CORTE
OBJETIVAS
Lentes | Objetivas
Lente é um pedaço de material transparente,
com pelo menos uma das faces curva, onde
Ocorre a refração da luz.

São fabricadas em vidro ou plástico.


Na fabricação de vidro ótico são misturados óxidos
de silício, alumínio, cálcio, potássio, chumbo e sódio.

As lentes podem ser convergentes (positivas/bordas


finas) ou divergentes (negativas/bordas espessas),
indicando o comportamento dos raios de luz que
as atravessam.

As modernas objetivas fotográficas combinam


elementos divergentes e convergentes, obtendo,
ao final um resultado convergente.
Distância Focal | Ponto Nodal
Em uma lente simples, a distância focal equivale à distância entre o centro da lente
e a imagem de um objeto situado no infinito.

Nas objetivas, compostas de elementos convergentes (positivos) e divergentes


(negativos), a distância focal é medida a partir do ponto nodal até o focal, ou seja,
é a distância, em milímetros, entre o ponto de convergência da luz até o sensor onde
a imagem focalizada será projetada.

Ponto nodal - plano imaginário


no interior da objetiva onde
o raio formador da imagem
cruza o eixo da objetiva.
Corresponde ao centro óptico
da objetiva.
Objetivas | Xmm
Os “mm” ( milímetros ) de uma objetiva correspondem a distancia focal. Logo uma
objetiva de 50mm seria como uma única lente a 50mm a frente do sensor, em termos
de física óptica.
Porém não funciona exatamente assim, graças às compensações existentes no sistema
óptico de cada objetiva. Por isso, uma 500mm não precisa ter meio metro.
Objetivas|Diâmetro
O local onde se encaixa a tampa dianteira da objetiva possue uma rosca para uso
de filtros, porém as objetivas possuem diferentes diâmetros de anel de filtro, tenha isso
em mente caso deseje comprar um filtro para a sua objetiva ou perca a tampa frontal.

Obs.: Existem anéis adaptadores para permitir o uso de filtros com diâmetros
diferentes do anel de filtro da sua objetiva, o step-up (filtro maior do que o diâmetro
original) é recomendável, porém não o de redução (causa vinhetas na imagem).
Objetivas | Claras e escuras
Toda a objetiva que possui abertura máxima de até 2.8, é considerada uma objetiva
clara, ela pode ser chamada também de rápida pois possibilita trabalhar mais
facilmente com altas velocidades do obturador, já que permite maio entrada de luz.

Acima de 5.6 como abertura máxima as lentes são consideradas escuras, normalmente
é o caso das objetivas zoom.
Lentes | Objetivas
Cada objetiva é desenhada para produzir uma imagem de qualidade sobre o
tamanho de negativo ou sensor a que se destina. Logo o sensor pode ser menor, porém
nunca maior sob o risco de se ter as bordas da imagem sem nitidez, ou simplesmente
não haverá compatibilidade no caso de algumas objetivas, como veremos logo em
seguida.

O tamanho da imagem não irá variar para diferentes sensores, a porção do objeto
que cada tamanho irá registrar é que será diferente, assim cada objetiva irá captar
um ângulo diferente da cena, para cada formato de sensor que se utilizar,
independente da distância focal, como já vimos quando falamos de fator de corte.

As objetivas são dividas em normais, grande-angulares e teleobjetivas (macro) e ainda


em fixas ou zoom.
Lentes | Objetivas
Objetiva normal - objetiva cuja distância focal equivale à diagonal do formato do
filme. Apresenta um ângulo de campo visual semelhante à visual monocular do ser
humano, de aproximadamente 45º.

convergentes (positivas - bordas finas)


divergentes (negativas - bordas espessas)
Lentes | Objetivas
Grande-angular - possui distância focal inferior à da normal. Apresenta um grande
ângulo de campo visual, superior a 70º, daí o seu nome. Objetos próximos ao centro
da objetiva aparecem maiores do que os que os da periferia do enquadramento,
provocando uma aparência arredondada, causando distorção na imagem.
Lentes | Objetivas
Teleobjetiva - seu nome indica ser mais utilizada para fotografar objetos distantes,
devido ao seu pequeno ângulo de visão, de 30º ou menos. Tem distância focal maior
que a normal. Não apresenta distorção da forma de objetos próximos, porém criam
um aparente "achatamento" nos planos da imagem. São especialmente indicadas para
retratos, fotos de esportes e natureza.
Lentes | Objetivas
Zoom - objetiva de distância focal variável. Tem como vantagem a praticidade, uma
vez que possui qualidade óptica inferior às objetivas de distância focal fixa.

Notação da lente Mín. distância focal Máx. distância focal Zoom Max. ângulo de visão Min. ângulo de visão
35-70mm 35mm 70mm 2X 62,45° 33,73°
200-400mm 200mm 400mm 2X 12,11° 6,07°
15-35mm 15mm 35mm 2,33X 109,49° 62,45°
28-105mm 28mm 105mm 3,75X 74,31° 22,85°
18-200mm 18mm 200mm 11,11X 99,38° 12,11°
Lentes | Objetivas
Objetivas Macro - Macro ou Micro, são construídas
para serem usadas em fotografias à extrema curta
distância (macrofotografia), isto é, para distâncias
muito pequenas, produzindo uma imagem do tamanho
do objeto original ou maior.
Lentes | Objetivas
Macrofotografia pode ser feita também com o uso da lente invertida.
Objetivas zoom | Compactas
Distância focal X Ângulo de visão
Distância focal X Ângulo

grande angular +

grande angular -

normal

tele
Efeito da olho de peixe | fish eye
Efeito da olho de peixe | fish eye
Efeito da grande angular
Objetiva “normal”
Normal é a objetiva possui a distância focal igual à diagonal do fotograma ou sensor,
dando a noção de perspectiva e percepção de planos similar à dos nossos olhos.

A diagonal obtemos aplicando o Teorema de Pitágoras


ou clicando aquí

As distâncias focais da normal variam em função das dimensões do sensor.


Ex.:
Numa Full Frame (24x36mm) a diagonal é 43,27mm. Portanto a 50mm é a objetiva
mais próxima da normal verdadeira.
Numa digital de médio formato como a Hasselblad HD4D 60 (sensor de
40.2x53.7mm) a “normal” é uma 67mm.
Nas APS-C a diagonal do sensor é de 28mm aproximadamente, portanto essa seria a
normal verdadeira para esses sensores.
Aproximação dos objetos
Mesmo com a câmera na mesma posição em todas as imagens abaixo a mudança
da distância focal, faz com que os objetos aparentem maior proximidade.
Nota-se que na última o desfoque é grande na menina em relação ao rapaz.

18mm - grande ângular 50mm - normal 200mm - teleobjetiva


Distorção da imagem
É clara a distorção nas duas primeiras imagens e as mudaças no enquadramento
em cada uma delas. A câmera está sempre na mesma posição, a alteração é na
distância focal, vemos novamente que os objetos aparentam maior proximidade.
Dist. focal com diferentes objetivas
Dist. focal com diferentes objetivas
Dist. focal com diferentes objetivas
Objetivas

Sopa de
letrinhas.

Entenda o que significam as letrinhas na sua lente.


Objetivas
Objetivas feitas para FF funcionam normalmente em APS-C.
O inverso não, ou seja uma objetiva feita exclusivamente para APS-C, não
serve em FF.
Objetivas desenhadas para FF (servem para APS-C). Ex.:
Canon EF
Tamron Di
Sigma DG
Nikon FX
Objetivas desenhadas para APS-C (não servem para FF). Ex.:
Canon EF-S
Tamron Di II
Sigma DC
Nikon DX
Objetivas|Baioneta
Baioneta ou mount é o padrão de encaixe com contatos específicos onde trafegam
energia elétrica e informação (abertura do diafragma, pontos de foco) entre a
câmera e a objetiva e é diferente para cada marca de câmeras.

Pode-se utilizar objetivas de diferentes marcas por meio de anéis adaptadores,


perdendo muito da funcionalidade das objetivas, como autofoco, fotometria, etc.
Objetivas|Motor de foco
As objetivas podem ter motor de foco ou não.

Ex.: Nas Nikon, as objetivas AF tem autofoco que depende de motor de foco da
câmera, já as AF-S realizam o autofoco com um motor na própria objetiva.
As câmeras DRSLs de entrada da Nikon (D3000/5000/3100/5100 e 3200) não
possuem motor de foco no corpo, logo, lentes do tipo AF não tem a função de foco
automático nesse tipo de câmera, necessitando de objetivas do tipo.
Sistema de estabilização
Nas câmeras compactas mais caras e nas mirrorless, o sensor se move na tentativa de
compensar a trepidação e o tremor na câmera provocados pela mao do fotografo.

Nas DRSLs, esse sistema se encontra na objetiva, com elementos ópticos no seu interior
que “flutuam” visando compensar tremores e vibrações. Essa função permite se
trabalhar com velocidades de obturador mais baixas sem dar um aspecto tremido ou
borrado a foto.

Em teleobjetivas, o tremor da câmera é transmitido a objetiva longa e pesada e


ampliado em seu elemento optico frontal, necessitando de velocidades de obturador
bem elevadas em alguns casos para não borrar a foto. Por isso que teleobjetivas com
estabilização são mais uteis e caras, e esse sistema é mais necessário nesse tipo de
objetiva.
Aberração cromática
Aberração cromática ou “dispersão de cor” é causada quando a lente não foca
diferentes comprimentos de onda de luz (cores) no mesmo local ou quando a lente
amplifica diferentes comprimentos de onda de luz diferentemente.
Normalmente esse defeito acontece quando usamos objetivas de menor qualidade.

Mesmo com boas lentes pode haver aberração cromática quando fotografamos
contra fundos muito claros.
Objetivas

Cada objetiva tem um ponto de abertura onde a foto tem máxima nitidez.
Veja alguns exemplos.

Nitidez
das lentes.
Luz
A utilização prática do conhecimento a respeito da luz para o fotógrafo estão na
intensidade, no comprimento de onda e na trajetória dos raios luminosos.

O que chamamos de "luz" equivale à porção do espectro eletromagnético captada


pelo olho humano. A radiação eletromagnética é o deslocamento de partículas de
energia na forma de ondas de comprimento variado. Cada gama de comprimentos de
onda irá caracterizar um tipo de radiação eletromagnética: a luz visível; os raios
gama; as ondas de rádio; as microondas; os raios X, ultravioleta e infravermelho; e
outros.

Esses nomes indicam áreas do espectro divididas com fins didáticos e práticos, pois o
espectro é contínuo e não há diferenças abruptas entre as formas de radiação; são
divididas de acordo com a percepção humana.

A variação do comprimento de onda será responsável pela sensação de cor no olho


humano.
Luz
Características das ondas eletromagnéticas
- Radiação de uma fonte
- Atravessam o vazio e o "transparente" (som necessita portador)
- Velocidade alta
vácuo: 300.000 km/seg.
vidro: 150.000-200.000 km/seg.
- Raios retilíneos e divergentes
- Ondas: irradiam do centro para periferia
- Partículas: transportam energia (luz=fótons)
Luz | Espectro
Luz
Propriedades da luz
De uma certa quantidade de energia luminosa que incide sobre um objeto, partes
poderão ser refletidas, absorvidas e/ou refratadas (transmitidas), dependendo do
material de que é feito o objeto. Por exemplo, o vidro transparente transmite quase
toda a luz que o atinge; uma chapa de metal brilhante irá refletir bastante, absorver
um pouco e não transmite nada; o metal pintado de preto fosco irá quase que
exclusivamente absorver energia.
Absorção
A absorção de energia luminosa é compensada com a emissão de outro tipo de
energia (incluindo luminosa). A absorção de determinados comprimentos de onda
resulta na impressão de cor.
Refração
Ocorre na mudança de meio na trajetória da luz. O índice de refração é constante
para cada par de meios (ar/água; ar/vidro etc.)
- Dupla refração (p.ex.: ar-vidro-ar): Os raios sofrem desvio mas se realinham à
trajetória inicial.
- Prismática: Prismas mudam a direção da luz; o ângulo de refração muda de acordo
com o comprimento de onda. São a base de construção das lentes.
Luz | Absorção e reflexão
Luz | Refração
Luz | Natural e artificial
Luz natural e artificial
Na fotografia, a luz é provavelmente o mais importante dos fatores intervenientes.
A luz natural é mais variada e diversificada do que muitas das formas de iluminação
artificial.
Considera-se luz artificial a luz produzida por qualquer fonte luminosa diferente da
luz solar.
Os tipos de luz artificial mais usados em fotografia, são os produzidos pelas lâmpadas
de incandescente, ou pelo "flash" eletrônico.
A expressão "luz artificial disponível" utiliza-se para todas as fontes de luz artificiais
que não foram criadas específicamente para fotografar.
A luz natural também tem várias cores ao longo do dia, embora nem sempre seja
evidente, pois os olhos não têm grande capacidade de distinguir estas alterações da
luz porque se acomodam rápidamente a elas.
A luz natural pode ser mais quente ou mais fria conforme a hora do dia, a posição do
sol, o local onde se encontra o observador e a existência ou não de nuvens que
funcionam como filtro difusor ou refletor.
Luz | Temperatura - Cor
A temperatura de cor é expressa em graus Kelvin (Graus Centigrados + 273) tomando
como base um corpo negro (que não reflete qualquer radiação incidente).

Para medir a temperatura de cor usa-se a escala Kelvin (graus Kelvin).


Ex.: A luz da chama de uma vela, situa-se por volta dos 1930ºK.
A temperatura da cor da luz natural do meio-dia é normalmente 5500ºK.

Quanto mais baixo o valor kelvin mais “quente” será a cor.


Quanto mais alta a temperatura de cor, mais “fria" (azulada) será a luz.
Luz | Incidente e refletida
Precisamos distinguir a luz incidente da luz refletida.
A luz incidente é luz direta que ilumina uma cena.
Luz reflectida é a luz que sofreu uma ou mais reflexões até atingir o objeto
fotografado, ou a luz que sujeito fotografado reflete.
Para medir a quantidade de luz incidente num motivo ou que por ele é refletida
utilizamos como já visto o fotómetro.
Luz | Qualidade e direção
A qualidade da luz afeta muito a cena a fotografada.

A iluminação varia conforme a intensidade, qualidade e direção da luz.


Qualidade é o termo utilizado para definir a natureza da fonte emissora de luz.
Esta pode ser suave, produzindo sombras ténues, como a luz natural num dia nublado,
ou dura, como a luz do meio-dia no verão, que produz sombras marcadas e intensas,
com margens bem definidas e contrastes elevados.

A iluminação direcional produz sombras profundas que podem fazer aumentar o


contraste e desaparecer os detalhes. O uso de um refletor ou difusor reduz as
sombras, o contraste e dá origem a imagens mais suaves. (Em alguns casos pode-se
utilizar o flash para equilibrar a luz).
Luz Natural
A luz natural é proporcionada pelo sol, que pode incidir diretamente ou indiretamente
sobre o assunto. O aspecto da luz solar pode variar de acordo o horário e o tempo,
resultando nos mais diversos aspectos à sua fotografia. Ao amanhecer, por exemplo,
provoca tons quentes, com cores avermelhadas ou alaranjadas que são muito
agradáveis para paisagens. A intensidade da luz logo pela manhã e à tarde é mais
fraca, e produz imagens com boa definição e detalhes definidos, sem exagerar no
contraste.

Nestes horários, a luz incide de forma lateral, iluminando diretamente os objetos


fotografados e criando sombras que dão volume e realçam as formas dos elementos
da fotografia. Observe com paciência todas as variações de tonalidades e cores que
vão ocorrendo e aproveite.
Luz | Dura x suave
Nas primeiras horas da manhã e à tarde a luz é mais suave, ou seja, mais fraca, como
também direcionada. A iluminação durante o resto do dia tem intensidade mais forte,
produz imagens com sombras densas e também causa o efeito de "estourar" a imagem,
em que áreas mais claras da foto perdem totalmente a definição e ficam totalmente
brancas. Este tipo de iluminação é chamada de luz dura.

Evite fotos de pessoas ao ar livre nos horários em que o sol é mais forte, pois além da
iluminação dura, a direção de cima para baixo do sol a pino causa sombras fortes
embaixo dos olhos e pescoço.
Uma boa solução quando precisamos fotografar uma pessoa ao ar livre é colocá-la
embaixo de uma sombra. Você pode utilizar uma árvore ou qualquer outro local onde
a luz não incide diretamente, pois neles a iluminação é mais suave, produzida por raios
solares indiretos.
Dias nublados também nos fornecem luz suave. As nuvens funcionam como um difusor,
suavizando os raios solares e tornando a luz mais fraca.
Luz | Dura x suave
Luz | Dura x suave | Difusor
Luz | Horas mágicas
A Hora Mágica acontece mais ou menos meia hora antes e depois do nascer do
sol e meia hora antes e depois do pôr do sol.
É preciso muita observação e ser rápido: durante a Hora Mágica a luz muda a cada
minuto.

Para que fotos de paisagens fiquem bonitas essa não é uma dica: é uma regra.

Cores: as cores ficam lindamente mais saturadas e a riqueza de tons é muito maior.
É a coloração mais rica do dia.

Sombras: a posição do sol faz com que sombras fiquem suaves e alargadas, delicadas,
também ajuda a mostrar todas as texturas de terra, água e construções.

Contraste: o contraste nos elementos da paisagem fica reduzido e mais delicado


Luz | Horas mágicas
Luz | Horas mágicas
Luz | Horas mágicas
Luz | Horas mágicas
Luz | Horas mágicas
Luz Artificial
Além da luz natural, podemos usar outras fontes para iluminar nossas fotografia. Na
maioria das vezes, usamos uma luz artificial quando a luz natural não é suficiente para
iluminar a cena fotografada, como dentro de um ambiente fechado, ou em cenas
noturnas.

A fonte de luz artificial mais usada é o flash eletrônico. Atualmente, todas as câmeras
amadoras e semi-profissionais já tem um embutido no corpo da câmera, e funciona de
maneira automática. Qualquer outra fonte de luz pode ser usada para iluminar uma
cena a ser fotografada, como um holofote, lâmpadas, velas. São as chamadas "fontes
de luz contínua".
Flash de preenchimento | Fill Flash
Balanço de branco | White Balance
O balanço de branco serve para corrigir na captura da imagem as cores reais,
tornando brancos os objetos que aparentam ser brancos para nossos olhos.
Talvez tenha percebido tirando fotos que, algumas vezes, as imagens ficam com um tom
laranja, azul, amarelo. Isto se deve às diferentes "temperaturas de cor" das fontes de
luz.

Ao contrário de nós, que podemos julgar o que é branco em diferentes situações de


luz, as câmeras digitais encontram dificuldade ao fazê-lo usando o ajuste de brancos
automático, ou AWB (auto white balance). Então, devemos "dizer" a ela como tratar
diferentes tipos de luz. Compreendendo o balanço de brancos, você ajustá-lo, para
evitar que suas fotos fiquem em tons indesejados.
Balanço de branco | White Balance
A maioria das câmeras digitais possuem modos automáticos e semi-automáticos que
podem ajudá-lo a fazer os ajustes, além do modo manual.
Dentre os ajustes semi-automáticos, alguns modos pré-configurados podem ser
selecionados.

Ex.:
Tungstênio: é usado para se fotografar em interiores, especialmente sob lâmpadas
incandescentes.
Fluorescente: este modo compensa a luz fria de lâmpadas fluorescentes.
Luz do dia: usado em fotos à luz do dia, em exteriores.
Nublado: usado em dias de tempo nublado.
Na maioria dos casos, você pode obter resultados precisos usando os modos pré-
configurados, mas algumas câmeras permitem o ajuste manual também. Na função
manual, você "diz" para a câmera o que é a cor branca, então ela terá uma
referência para decidir como as outras cores vão ser.
Balanço de branco | White Balance
Balanço de branco | White Balance
Balanço de branco | White Balance
Henri Cartier-Bresson
Robert Capa
Robert Doisneau
Ruth Orkin
Sebastião Salgado
Enquadramento | Composição
O termo composição vem do latim, significa colocar junto.

Burle Marx define a composição como uma luta do dominante e do dominado, ou seja,
daquilo que queremos que seja percebido em detrimento do que é informação
secundária ou de fundo.

Se não tivermos cuidado, na composição, em determinar e valorizar o “assunto


principal”, o olho do observador se perde e sua atenção fica dividida fazendo com
que a foto perca força e expressividade.

A composição fotográfica é, portanto, a maneira de enquadrar os elementos do tema


fotografado - formas, linhas de força, escolha de planos, tons e cores - de acordo com
nosso desejo.

Uma boa imagem depende muito mais destes fatores do que da qualidade da câmara
fotográfica.
Ponto de vista e composição
A capacidade para selecionar e dispor os elementos de uma fotografia depende em
grande parte do ponto de vista do fotógrafo. Na verdade, o lugar onde ele decide se
colocar para bater uma foto constitui uma de suas decisões mais críticas. Muitas vezes
uma alteração, mesmo mínima, do ponto de vista, afeta o equilíbrio, a estrutura e a
iluminação da composição.

É indispensável andar de um lado para o outro, aproximar-se e afastar-se da cena,


colocar-se em um ponto superior ou inferior a ela, a fim de observar o efeito
produzido na fotografia por todas essas variações.
Regras de composição
Existem uma série de regras que são úteis para auxiliar na composição e que com o
tempo devem ser aprendidas, incorporadas e muitas vezes até deixadas de lado de
acordo com o objetivo do fotógrafo.

A seguir vamos ver algumas.

“A composição deve ser uma de nossas preocupações constantes, até nos encontrarmos
prestes a tirar uma fotografia; e então, devemos ceder lugar à sensibilidade".
Henri Cartier-Bresson
Proporção Áurea
Sabe-se que a proporção áurea foi usada por escultores e arquitetos desde a grécia
antiga até pintores renascentistas, como Boticelli e Leonardo da Vinci.
A grande pirâmide de Queops segue exatamente a proporção áurea, fato confirmado
por extensas medições.
É ligada à natureza do crescimento: na organização pentagonal dos átomos de cristais
de quartzo, na espiral de um girassol e em algumas proporções do corpo.
Por isso foi chamado de número divino. Seu valor arredondado é de 1,618 e é
representada pela letra grega φ (phi) em homenagem a Phidias, um grande escultor
grego do século V A.C. ao qual estudiosos atribuem o emprego da proporção áurea
em suas obras, notadamente nas estátuas do Partenon.
Temos vários exemplos da utilização da proporção áurea no nosso dia-a-dia, as
medidas do cartão de crédito, por exemplo.

Na prática representa uma proporção naturalmente agradável aos nossos olhos.


Retângulo Áureo
Razão de ouro
A sequência de Fibonacci foi descoberta por Leonardo Fibonacci em torno do ano
1200, sendo também conhecido como a proporção divina ou razão de ouro. Fibonacci
apercebeu-se que existia uma sequência matemática que surgia muitas vezes na
natureza, uma espécie de ordem universal que desenha a natureza e que a faz ao
olho humano, natural e bela.

Como vimos durante séculos a razão de ouro chamou a atenção de estudiosos e


chegou, forçadamente, a ser considerado como onipresente na natureza: das conchas
nautilus à espiral galáctica.

Na realidade esta onipresença da razão de ouro, já sebemos, é um mito. Porém ela


nos auxilia a criar composições mais agradáveis.

Utilizar a proporção áurea é um pouco complicado, mas o resultado é excepcional.


Sequência de Fibonacci
Regra dos terços
A proporção dos terços é feita imaginando-se duas linhas horizontais e duas linhas
verticais dividindo a foto em 3 partes iguais, tanto na horizontal quanto na vertical.
Compondo os elementos visuais próximos dessas linhas imaginárias ou de seus pontos
de interseção produz o que chamamos de balanço dinâmico.

No lugar de um balanço estático, monótono, centralizado, a composição fora de centro


traz uma certa dinâmica à foto. Usando uma das duas técnicas, a razão áurea ou a
raegra dos terços, essa dinâmica fora de centro fica balanceada, harmônica.

Podemos considerar a regra dos terços como uma simplificação da proporção áurea.

A proporção do terço é próxima da proporção áurea e muito mais simples de ser


imaginada e aplicada.

É tão comum que em muitas câmeras existe a opção de utilizá-la sobreposta no visor
de LCD.
Regra dos terços
Regra da Diagonal
Trace uma diagonal de um canto superior ao inferior oposto do quadro.
Divida o lado superior ao meio e trace uma nova linha que passe entre esta e a
diagonal do quadro, faça o mesmo com na parte inferior da imagem.

Nesta regra os elementos importantes da foto devem estar entre as linhas.


Fugindo da regra
Alfred Eisenstaedt
Steve McCurry
Perspectiva
A fotografia, assim como o desenho e a pintura, são bidimensionais. Para se conseguir
obter numa fotografia o efeito de profundidade é necessário captar a perspectiva.
Em essência, a perspectiva nos dá a impressão de estar olhando para uma cena
tridimensional.
Há várias formas de criarmos o efeito de perspectiva, alguns são:

Uso de um ou mais pontos de fuga.


Por exemplo: linhas retas paralelas, dão a sensação de convergir com o aumento da
distância.

Perspectiva forçada.
Os objetos parecem menores proporcionalmente à distância do observador.

Foco diferencial.
Objetos focados e os desfocados na cena acentuam a percepção de distância.
Pontos de Fuga
Perspectiva Forçada
Foco diferencial
Volume
Enquanto a forma plana pode ser eficiente como descrição bidimensional da
aparência, a forma espacial (volume) acrescenta uma terceira dimensão, a da
profundidade, portanto a da realidade. A aparência da forma depende da maneira
como a luz incide sobre o objeto e da transição das altas luzes para a sombra que
produz o volume e a solidez.

A forma espacial, ou a tridimensionalidade, de um objeto é o resultado do


escurecimento gradual, quer da cor, ou do tom. Uma área de cor ou tom chapado não
dá nenhuma impressão de profundidade, para isso tem que haver uma gradação da
cor ou do tom.
Texturas | Padrões
É a interpretação visual das características da superfície tátil dos objetos e, como tal,
tem um papel importante a desempenhar em quase todas as fotografias bem
realizadas. Como o tato é uma parte decisiva de nossa experiência cotidiana, a
textura forte de uma imagem colabora para criar essa ilusão bidimensional da
realidade que é a fotografia.

Imagens interessantes e expressivas podem surgir de composições baseadas em


repetição ou padrões.
Compondo com a cor
Não basta fotografar algo muito colorido, é preciso prestar atenção nos tons para que
eles não “briguem” na imagem.

Além disso, ter muitas cores fortes em uma cena, principalmente quando elas são muito
diferentes, pode fazer com que ninguém consiga focar o olhar em uma área da
imagem. Isso torna a fotografia confusa, sem um ponto de vista.

Não quer dizer que você não possa retratar cenas com uma diversidade grande de
tonalidades, mas tome cuidado para controlar as cores dominantes na foto.
Quando usar P&B
Como vimos, trabalhar com a cor é algo que exige atenção.

Pelo grande apelo visual, algumas cores, por vezes se destacam, reduzindo a
importância do assunto principal na cena e dando valor a algo que deveria manter-se
em segundo plano.

A decisão de abrir mão do uso de cores deve ser portanto, um ato consciente, para
concentrar o valor do trabalho nos corpos e formas dos objetos, pessoas e lugares,
valorizando linhas, texturas ou contrastes, de acordo com a idéia que o fotógrafo
deseja passar.

Além da questões sensoriais e estéticas, é importante observar que o não uso da cor
passa também por questões simbólicas. A fotografia em tons de cinza tem um apelo
melancólico e uma expressividade particular que devem ser levados em conta.
Cor
A combinação entre as cores proporciona diferentes sensações. Para entender como as
cores reagem entre si (em pares ou em grupos) é necessário observar a posição que
elas ocupam no círculo cromático. Cores que estão lado a lado são mais harmoniosas,
bem como as cores que se opõe são cores complementares e que quando combinadas
garantem um contraste imediato.
Klaus Mitteldorf
A Fotografia é Protegida por Lei?
A fotografia é considerada obra intelectual, e como tal está protegida pelo art. 7º,
inc. VII da Lei nº 9.610/98:

"Art. 7º: São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por
qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou
que se invente no futuro, tais como:

VII - As obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da


fotografia.
Como comprovar a autoria?
O Artigo 18º da Lei dos Direitos Autorais exime a obrigação de registro da obra.

Por exemplo: no caso específico do fotógrafo publicitário, a autoria de uma foto pode
ser comprovada de muitas maneiras: o orçamento que gerou a foto, o pedido da
agência ou cliente, a nota fiscal, as sobras de cromos ou negativos, arquivo digital
original, enfim, tudo o que ligue a foto ao solicitante e/ou ao fotógrafo.
Cessão de direitos
A encomenda de uma foto sempre desperta, no cliente, a idéia de que, pelo
pagamento, ele adquire todos os direitos sobre ela.
Os direitos patrimoniais da fotografia podem pertencer ao cliente, dependendo do
contrato assinado. Os direitos morais não.
Os direitos morais são inalienáveis e irrenunciáveis, pertencendo única e exclusivamente
ao autor. O direito de exploração da obra precisa sempre de autorização formal, a
qualquer tempo.
A comercialização de um trabalho intelectual dá origem a uma concessão de direitos
autorais, por tempo e veículo determinados. É possível se fazer uma cessão patrimonial
de direitos, mas, para isso, a Lei exige um contrato específico à parte.
Se o contrato não estipular, a Lei limita o prazo em 05 (cinco) anos, no máximo.
A Lei também restringe a somente uma, caso o contrato não especifique as
modalidades de utilização.
O prazo de proteção aos direitos patrimoniais sobre obras fotográficas é de setenta
anos, a contar de 1º de janeiro do ano subseqüente ao de sua divulgação.
Buy out | Cessão de direitos
Muitas vezes o cliente quer "buy-out".
Porém legalmente não tem valor e moralmente é uma cilada para todos os envolvidos.
O "buy-out" não existe na lei brasileira de direitos autorais.
Perante a Lei, o autor, isto é, o fotógrafo é responsável pelos Direitos Morais da foto,
direitos estes dos quais ele não pode se livrar, nem que queira.
O cliente compra o direito de utilizar a foto, porque o fotógrafo pode explorá-la
comercialmente, mas por um tempo/espaço/veículo que podem ser qualquer um,
porém sempre determinados.
Para haver cessão total de direitos, esse é o nome legalmente correto, é necessário um
contrato especial, com todos os detalhes possíveis, inclusive prazo.
A Lei Garante os seus Direitos?
O autor é a pessoa física que cria a obra literária, artística ou científica, sendo, neste
caso, o próprio fotógrafo. O autor da obra fotográfica poderá ser identificado pelo
seu nome civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, pelo pseudônimo ou
qualquer outro sinal convencional.

O fotógrafo de publicidade também é considerado autor. A Lei prevê duas hipóteses


específicas para o caso.
A primeira está prevista na Lei 9610/98, art. 5º, inc. VIII, que se refere à definição da
obra feita em co-autoria, ou seja, aquela obra criada em comum por dois ou mais
autores.
E a segunda, está prevista neste mesmo artigo, letra "g" que se refere à obra
derivada, ou seja, aquela que constitui criação intelectual nova, resultando da
transformação da obra originária.
Na utilização da obra feita em co-autoria será sempre necessária a autorização dos
autores que integram essa obra.
O Direito Autorais
Na composição dos direitos autorais, existe uma divisão: direitos morais e direitos
patrimoniais. Esses direitos protegem e orientam o autor, no que diz respeito à obra
criada por ele. Como autor, há coisas que você pode e coisas que não pode fazer e
esta é a chave para toda a questão ética. Os direitos morais são inalienáveis e
irrenunciáveis, enquanto os direitos patrimoniais poderão ser cedidos definivamente ou
por prazo determinado.
O Direito Moral
Direitos Morais
São direitos que o autor não poderá vender, dar, emprestar, fazer leasing, desistir etc.
Eles são parte inseparável da obra criada, seja ela feita por encomenda, co-autoria,
colaboração ou outras, pertencendo esses direitos única e exclusivamente ao autor.
Portanto, pelo art.24 da Lei dos Direitos Autorais, o fotógrafo pode:
 Reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da foto;

 Ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional, indicado ou anunciado, na

utilização da foto - é o que chamamos de crédito;


 Conservar a foto inédita;

 Opor-se a qualquer modificação na sua foto;

 No entanto, o fotógrafo pode modificar sua foto, antes ou depois de utilizada;

 Retirar de circulação a sua foto ou suspender qualquer forma de utilização já


autorizada, quando considerar a circulação ou utilização indevida;
 Ter acesso, para reprodução, a original único e raro da foto de sua autoria, mesmo
quando se encontre legitimamente em poder de outro.
O Direito Patrimonial
Direitos Patrimoniais
São aqueles que permitem que você possa comercializar a sua foto, da forma que
quiser. Seja ela encomendada ou não.
Quem for utilizar uma foto deverá ter autorização prévia e expressa do fotógrafo, por
exemplo, para:
 Reprodução parcial ou integral;

 Edição;

 Quaisquer transformações;

 Inclusão em produção audiovisual;

 Distribuição fora do contrato de autorização para uso ou exploração;

 Distribuição mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer meio que

permita acesso pago à foto, inclusive a Internet;


 Utilização, direta ou indireta, da foto, através de inúmeros meios de exibição:

audiovisual, cinema ou processo assemelhado, satélites artificiais, sistemas óticos, fios


telefônicos ou não, cabos ou quaisquer meios de comunicação;
 Quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venham a ser

criadas.
Direito Patrimonial | Prazo
Art. 41. Os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados de 1°
de janeiro do ano subseqüente ao de seu falecimento, obedecida a ordem sucessória
da lei civil.

Art. 44. O prazo de proteção aos direitos patrimoniais sobre obras audiovisuais e
fotográficas será de setenta anos, a contar de 1° de janeiro do ano subseqüente ao
de sua divulgação.

Art. 45. Além das obras em relação às quais decorreu o prazo de proteção aos
direitos patrimoniais, pertencem ao domínio público:
I - as de autores falecidos que não tenham deixado sucessores;
Observações
Art. 48. As obras situadas permanentemente em logradouros públicos podem ser
representadas livremente, por meio de pinturas, desenhos, fotografias e procedimentos
audiovisuais.

Art. 79. O autor de obra fotográfica tem direito a reproduzi-la e colocá-la à venda,
observadas as restrições à exposição, reprodução e venda de retratos, e sem prejuízo
dos direitos de autor sobre a obra fotografada, se de artes plásticas protegidas.
Direito à imagem
Os direitos autorais não se confundem com os direitos à imagem.

O direito à imagem é um dos direitos à personalidade, referindo-se ao direito de um


indivíduo sobre a sua própria imagem.

O artigo 20 do Código Civil diz:

“Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à


manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a
publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas,
a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a
boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.”

Ou seja, não se pode usar comercialmente a imagem de uma pessoa sem autorização.
Direito à imagem
Portanto é garantido o direito de quem figura no retrato, ou do autor de obra de arte
plástica ou desenho fotografado e que não se encontra exposto publicamente.

No caso do direito que se refere à pessoa do retratado a autorização deve partir de quem
o fotógrafo retrata. Se retrata uma modelo, ou diversas modelos, que fazem da imagem
meio de vida, ou ainda, quaisquer outras pessoas, mesmo não famosas, a necessidade de
autorização, pois são titulares de um bem jurídico de caráter pessoal: o seu corpo, partes
dele, e o rosto.

Quanto aos famosos, segundo a teoria dos direitos de personalidade pessoas do meio
cultural ou político ao partirem para a vida pública renunciam a certa parcela de seus
direitos de personalidade, desobrigando o fotógrafo de obterem sua prévia autorização
para fixar a imagem. Desde que o uso da foto seja editorial, ou, obviamente, jornalístico.

O uso jornalístico, é o único que isenta de autorização, em qualquer caso.

Há, entretanto, dois pontos em que a ricos e famosos se assegura (como de resto a qualquer
cidadão comum), proteção quanto ao uso inautorizado de suas imagens: fazer delas uso
com fins publicitários ou como resultado da violação do direito constitucional da intimidade.
Contratos | Modelos
Tutela Jurídica da obra Fotográfica
1 - A obra fotográfica é, como qualquer outra obra da criação intelectual de alguém,
protegida pelo Direito de Autor, desde que tenha um mínimo de criatividade e
originalidade.

2 - Os direitos autorais se subdividem em MORAIS e PATRIMONIAIS.

Dentre os chamados Direitos Autorais Morais, estão:


a) o de reivindicar a autoria da obra
b) o de exigir que seu nome ou sinal identificador seja sempre indicado junto à obra
ou com a obra. É o chamado “crédito autoral”.
c) O de opor-se a alterações por terceiros na sua obra em qualquer circunstância,
inclusive quando for, a seu critério, atingir a obra na sua qualidade ou quando atingi-
lo – fotógrafo – na sua reputação como autor da obra;
d) O de retirar a obra de circulação.
Tutela Jurídica da obra Fotográfica
Dentre os chamados Direitos Autorais Patrimoniais, estão:
a) o de usar e dispor da obra como lhe aprouver, inclusive conceder sua utilização por
terceiros;
b) o de ceder seus direitos autorais patrimoniais sobre a obra, até de forma definitiva.

3 - A lei autoral estabelece que todos os negócios que envolvam direitos autorais,
devem ser interpretados restritivamente. Isso quer dizer que se no contrato foi
concedida a utilização para determinada finalidade, não há como se interpretar tal
autorização de forma ampliativa. O mesmo se diga em relação a prazo, território,
mídias, etc.
Tutela Jurídica da obra Fotográfica
4 - Limitações ao Direito do Autor na Fotografia:
O titular da obra fotográfica não pode impedir a sua utilização por terceiros quando:
a) Forem servir como prova judiciária;
b) Forem de retratos ou outra forma de representação da imagem, feitos sob
encomenda, não havendo oposição da pessoa neles representada ou de seus herdeiros
(discutível);
c) Em quaisquer obra, sempre que a reprodução em si não seja o objetivo principal da
obra nova e que não prejudique a exploração normal da obra reproduzida, nem
cause um prejuízo injustificado aos legítimos interesses do autor. ISSO NÃO SE APLICA
À PUBLICIDADE OU PARA FINS COMERCIAIS.
Neste caso, o usuário da obra deverá atender as disposições legais no que se refere
ao direito autoral moral, ou seja, deve citar a fonte de onde extraiu a foto, bem como
o crédito autoral, do autor da obra.
Tutela Jurídica da obra Fotográfica
Atribuição (by)
Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem ou criem obras
derivadas, mesmo que para uso com fins comerciais, contanto que seja dado crédito
pela criação original. Esta é a licença menos restritiva de todas as oferecidas, em
termos de quais usos outras pessoas podem fazer de sua obra.

Atribuição – Compartilhamento pela mesma Licença (by-sa)


Esta licença permite que outros remixem, adaptem, e criem obras derivadas ainda que
para fins comerciais, contanto que o crédito seja atribuído ao autor e que essas obras
sejam licenciadas sob os mesmos termos. Esta licença é geralmente comparada a
licenças de software livre. Todas as obras derivadas devem ser licenciadas sob os
mesmos termos desta. Dessa forma, as obras derivadas também poderão ser usadas
para fins comerciais.

Atribuição – Não a Obras Derivadas (by-nd)


Esta licença permite a redistribuição e o uso para fins comerciais e não comerciais,
contanto que a obra seja redistribuída sem modificações e completa, e que os créditos
sejam atribuídos ao autor.
Creative Commons
Atribuição (by)
Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem ou criem obras derivadas, mesmo que para uso
com fins comerciais, contanto que seja dado crédito pela criação original.

Atribuição – Compartilhamento pela mesma Licença (by-sa)


Esta licença permite que outros remixem, adaptem, e criem obras derivadas ainda que para fins comerciais,
contanto que o crédito seja atribuído ao autor e que essas obras sejam licenciadas sob os mesmos termos.

Atribuição – Não a Obras Derivadas (by-nd)


Esta licença permite a redistribuição e o uso para fins comerciais e não comerciais, contanto que a obra seja
redistribuída sem modificações e completa, e que os créditos sejam atribuídos ao autor.

Atribuição – Uso Não Comercial (by-nc)


Esta licença permite que outros remixem, adaptem, e criem obras derivadas sobre a obra licenciada, sendo
vedado o uso com fins comerciais. As novas obras devem conter menção ao autor nos créditos e também não
podem ser usadas com fins comerciais, porém as obras derivadas não precisam ser licenciadas sob os mesmos
termos desta licença.

Atribuição – Uso Não Comercial – Compartilhamento pela mesma Licença (by-nc-sa)


Esta licença permite que outros remixem, adaptem e criem obras derivadas sobre a obra original, desde que
com fins não comerciais e contanto que atribuam crédito ao autor e licenciem as novas criações sob os mesmos
parâmetros.

Atribuição – Uso Não Comercial – Não a Obras Derivadas (by-nc-nd)


Esta licença permite que outros façam download das obras licenciadas e as compartilhem, contanto que
mencionem o autor, mas sem poder modificar a obra de nenhuma forma, nem utilizá-la para fins comerciais.
Metadados
Exchangeable image file format (Exif) é uma especificação seguida por fabricantes
de câmeras digitais que gravam informações sobre as condições técnicas de captura
da imagem junto ao arquivo da imagem propriamente dita na forma
de metadados etiquetados.

As informações contidas no Exif são obtidas automaticamente a partir da câmera


fotográfica e portanto não fornecem alguns metadados usados em arquivos de
imagens, como por exemplo o contato do fotógrafo, copyright, etc.

Para tanto existe o padrão IPTC (International Press Telecommunications Council) de


metadados. A maioria dos editores de Exif dá suporte também a este padrão.

Alguns editores de imagem além de manterem as informações originais, incluem uma


tag informando qual software de edição foi utilizado naquela imagem
(exemplo Adobe Photoshop), mas alguns editores de imagem (exemplo Microsoft Paint)
descartam etiquetas do Exif por não compreenderem seu significado ou simplesmente
para diminuir o tamanho do arquivo de imagem.
Metadados
Qual a vantagem disso?
Com esses recursos, é possível identificar fotos com mais facilidade.

Por que isso é necessário?


Com o advento das câmeras digitais, fazemos e guardamos um número cada
vez maior de fotos e renomeá-las individualmente para recuperá-las e uma tarefa
quase impossível.
Assim, fazendo uma classificação das imagens para localização posterior, perdemos
menos tempo vasculhando dezenas de pastas com milhares de fotos, para encontrar
aquela imagem desejada.

E o melhor é que os metadados ficam associados a imagem, não dependendo


de nenhuma ligação externa.

Além do que, os dados EXIF permitem que análisemos posteriormente as condições


em que as fotos foram feitas, sendo uma forma de estudarmos como obter uma
determinada imagem.
Formato JPEG
JPEG ou JPG (Joint Photographic Expert Group) é um padrão de imagens que gera
arquivos relativamente pequenos e de boa qualidade, além de ser compatível com
todos os programas de edição de imagens.

Apesar de todas estas vantagens, o formato JPEG é prejudicial às fotos por adotar um
método de compressão que acarreta danos, descartando pequenas quantidades de
informação de cor toda vez que a foto é salva. Cada comando de gravação causa
sucessivas perdas, então cada vez que manipulamos uma imagem em um programa de
edição e salvamos, estamos causando perdas que não podem ser recuperadas. Nestes
casos, quando um programa pergunta em que qualidade queremos gravar o arquivo,
ele está definindo a taxa de compressão a ser utilizada.

Apesar destas perdas, o JPEG é o formato mais utilizado devido ao seu pequeno
tamanho, sendo ideal para o uso em sites da internet. É uma questão de qualidade
X velocidade.

Para minimizar o problema use taxas de compressão baixas.


Formato JPEG
Formato Raw
A qualidade do RAW é indiscutivelmente maior.

Para edição de uma foto o formato RAW é melhor, pois quase não perde-se
qualidade. Você poderá editar, por exemplo, o balanço de branco utilizado na hora
da foto, sem perda nenhuma de qualidade: isso acontece porque você não está
editando “meros pixels” e sim o negativo da foto. Mexer na exposição e na
recuperação de pontos estourados de luz também fica muito mais fácil quando
se fotografa em RAW.

Tamanho: o tamanho do arquivo é incrivelmente maior do que um arquivo em JPEG.


Um arquivo RAW tem em média 3x o tamanho de um JPEG na máxima qualidade.
O controle sem perda de qualidade é diretamente proporcional ao tamanho, bem
maior, que a foto "crua" vai ocupar em disco

Velocidade: por ser um arquivo grande demora mais para ser processado na câmera.
Formato Raw
É sempre necessária a edição do arquivo RAW.
Na hora de utilizar, imprimir, divulgar ou subir na internet você vai precisar transformar
esse arquivo em outro formato mais amigável como o JPEG, TIFF ou PNG.

Quando usar?
Usar: quando você quiser o melhor resultado que a sua câmera pode dar, quando você
precisar de bastante.

Não usar: quando você precisa de velocidade ou disparar diversas fotos seguidas,
quando você não pretende fazer edições. Ou seja para fotos que não sejam para
trabalhos profissionais.
Formato Raw X JPEG
Editores de imagem | Free
Armazenando fotos
Após descarregar as fotos no computador, organizá-las em pastas e indexar com
metadados vem outra preocupação.
Uma pane no HD pode acabar com todo seu acervo de imagens e mesmo que não
ocorra, ainda temos o problema da falta de espaço.
Uma solução viável é criar cópias dos arquivos em mídias ópticas (CDs e DVDs).
Porém não é a medida mais segura, já que estas tem um tempo de duração variável e
que depende muito das condições de armazenamento.
Caso essa seja maneira escolhida por você, prefira mídias graváveis a regraváveis e
opte por qualidade e não preço. Lembre-se ainda de periodicamente checar se os
arquivos ainda estão em perfeito estado.
Outra forma de armazenagem muito usada é salvar os arquivos em HD externos ou
pen-drives. Porém estão da mesma forma sucetíveis aos efeitos do tempo e sensíveis à
as condições de acondicionamento.
Armazenando na nuvem
Uma maneira bem eficiente, é a armazenar os arquivos na internet, armazenamento
na “nuvem”.

Existem vários serviços que oferecem um volume razoável de espaço de forma gratuíta
e tem a vantagem de poder se acessar os arquivos de qualquer lugar, bastando uma
conexão à internet.

O Skydrive do Windows Live por exemplo oferece 25GB de espaço para o


armazenamento de arquivos. Nesse espaço você pode armazenar milhares de fotos.
Alguns exemplos: Google Drive, Dropbox e SugarSync.

Outra saída interessante é utilizar sites de hospedagem e compartilhamento de


imagens como: Flickr, ImageShack, Photobucket e Picasa.
Simulador de câmera

http://camerasim.com/camera-simulator/