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Código MEM 201

Nome Tendências em Educação Matemática


Créditos/horas-aula: 02/ 30 horas-aula
Súmula: Tendências em Educação Matemática: Resolução de
Problemas, Modelagem Matemática, Projetos,
Etnomatemática, História da Matemática, Jogos, Tecnologias.
Aprendizagem em Matemática e processos cognitivos.
Em vigor em: 2017/1
Professor Marcus Vinícius de Azevedo Basso

Conteúdo Programático
- Educação Matemática como campo de investigação e sua importância atual.
- Tendências atuais em Educação Matemática.
- Aprendizagem em matemática e processos cognitivos.

Objetivos
Analisar criticamente as tendências atuais na Educação Matemática e questões
relacionadas à aprendizagem e aos processos cognitivos.

Metodologia e Experiências de Aprendizagem:


Discussão de aspectos teóricos e práticos vinculados às leituras indicadas e às
tarefas apresentadas em Conteúdo Programático e Cronograma. Durante o
desenvolvimento dos trabalhos da disciplina estão previstos:
1. leituras visando a construção de referencial teórico que ofereça apoio para a
elaboração de propostas de pesquisa;
2. elaboração de resenha comentada de textos;
3. análise de materiais didáticos, relatos de experiência e propostas de ensino e
aprendizagem;
4. seminários de discussão de textos lidos e produzidos pelos alunos;
5. escrita de artigo contemplando reflexões que dialoguem com tendências em
Educação Matemática.

Sistema de Avaliação
A avaliação será realizada com base na:
1. frequência, comprometimento e pontualidade referentes às atividades propostas
na disciplina;
2. autonomia e criatividade na elaboração e realização das atividades propostas;
3. leitura, discussão e elaboração de resumos de artigos;4. apresentação de artigo
final enfocando aspectos relativos ao ensino e aprendizagem de matemática,
tomando como referência teórica as leituras propostas ao longo da disciplina. Serão

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observados nessa escrita a clareza, encadeamento, conexões conceituais e
argumentação.

Recuperação
Será oportunizada, como atividade de recuperação, a reelaboração das tarefas
propostas, quando forem consideradas insuficientes. A recuperação da participação
em seminários deverá ocorrer no decurso dessas atividades e desde que o
mestrando tenha sido frequente em cada uma das atividades.

Cronograma (18 semanas)


Os temas elencados no conteúdo programático, serão desenvolvidos de acordo com
a metodologia e experiências de aprendizagem ao longo de 18 semanas de
atividades.

Bibliografia Básica
BASSANEZI, R. Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática. São Paulo:
Contexto, 2002.
BRUN, J. (Org.). Didática das Matemáticas. Lisboa: Horizontes Pedagógicos, 1996.
CLEMENTS, M. A. K.; BISHOP, A. J.; KEITEL, C.; KILPATRICK, J.; LEUNG, F. K. S.
(Eds.) Third International Handbook of Mathematics Education. New York: Springer,
2013.
MACEDO, L. Para uma aplicação pedagógica da obra de Piaget. São Paulo: Casa
do Psicólogo, 1994.
PONTE, J. P.; BROCARDO, J.; OLIVEIRA, H. Investigações matemáticas na sala de
aula. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2005. (Coleção Tendências em Educação
Matemática).
PONTE, J. P.; SEGURADO, I. Concepções sobre Matemática e Trabalho
Investigativo. Quadrante, Lisboa, v. 7, n. 2, p. 5-40, 1998.
ZDM - The International Journal on Mathematics Education, New York: Springer, v.
42, n.3-4, 2010.

Bibliografia Complementar
ALEKSANDROV A. D. et al. La matemática: su contenido, métodos y significado.
Madri: Alianza Universidad, 1985.
BASSO, M. V.; Fagundes, L. Informática Educativa e Comunidades de
Aprendizagem. In: SILVA, L. H.; AZEVEDO, J. C.; SANTOS, E. S. (Orgs.) Identidade
Social e a Construção do Conhecimento. Porto Alegre: Secretaria de Educação de
Porto Alegre, 1997.
BIEMBENGUT, M. S; HEIN, N. Modelagem Matemática no Ensino. São Paulo:
Contexto, 2000.

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CAMPOS, T.; NUNES, T. Tendências atuais do ensino aprendizagem da
Matemática. Em Aberto, Brasília, ano 14, n. 62, p.3-7,1994.
CARNEIRO, V. C.; HOFFMANN, J. O ensino de Matemática versus avaliação numa
perspectiva construtivista: um diálogo possível? In: Encontro Internacional A
Educação e o Mercosul: desafio político e pedagógico, 2, 1993, Porto Alegre,
Anais... Porto Alegre, 1993. p. 127-142.
CARNEIRO, V. C. Educação matemática no Brasil: uma meta-investigação. Revista
Quadrante, Lisboa, v. 9, n.1, p.117-146, 2000.
CARNEIRO, V. C. Formação de professores que ensinam Matemática e
investigação na sala de aula: caminhos para a renovação das Licenciaturas. Boletim
GEPEM (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática), n. 38, p. 35-46,
fev. 2001.
CARNEIRO, V. C. Jovens professores de Matemática, ampliando as possibilidades
da profissão. Educação Matemática em Revista, n. 2, ano II, p.7-15, 2000.
CARNEIRO, V. C. Mudança na formação de professores de Matemática: um estudo
de caso. Zetétiké, Campinas, v. 8, p. 81-116, 2000.
CARRAHER, T. N. (Org). Aprender pensando. Contribuições da Psicologia Cognitiva
para a Educação. Petrópolis: Editora Vozes, 2005.
CASTORINA, J. A. et al. Piaget/Vygotsky: novas contribuições para debate. São
Paulo: Ática, 1996.
ABRANTES, P. Avaliação e Educação Matemática. Rio de Janeiro: Universidade de
Santa Úrsula, 1995. (Série Reflexões em Educação Matemática).
COXFORD, A.; SHULTE, A. As ideias da álgebra. São Paulo: Atual Editora, 1994.
D'AMBROSIO, U. Da realidade à ação: reflexos sobre Educação Matemática.
Campinas: UNICAMP, 1986.
D'AMBROSIO, U. EtnoMatemática: um programa. Educação Matemática em
Revista, Blumenau, ano 1, n.1, p. 5-11, 1993.
FAGUNDES, L. C. Informática e Educação. In: Congresso da sociedade Brasileira
de Computação, 8, 1998, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: Universidade
Federal do Rio de Janeiro, 1998. p.??
FIORENTINI, D. (Org.). Por trás da porta, que matemática acontece? Campinas:
Editora Ilion, 2010.
FIORENTINI, D. Alguns modos de ver e conceber o ensino de Matemática no Brasil.
Zetetiké, Campinas, n.4, p.1-37, 1995.
FIORENTINI, D. Teses e dissertações de mestrado ou doutorado, relativas à
Educação Matemática, produzidas/defendidas no Brasil de 1991 a 1995. Zetetiké,
Campinas, ano 3, n. 4, p.103-116, 1995.
GOODMAN, J. Reflexion y formacion del profesorado; estudio de casos y analisis
teorico. Revista Educacion, n. 284, p. 223-244, 1987.
LEVY, P. As Tecnologias da Inteligência - O Futuro do Pensamento na Era da
Informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.
LINDQUIST, M. M; SHULTE, Alberto P. Aprendendo e Ensinando Geometria. São
Paulo: Editora Atual, 1994.

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LINS, R.; GIMENEZ, J. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o século XXI.
Campinas: Papirus, 1997.
LINS, R. Epistemologia, história e Educação Matemática: tornando sólidas as bases
da pesquisa. Revista de Educação Matemática, São Paulo, ano 1, n. 1, p. 75-91,
1993.
MACHADO, N. Matemática e realidade. São Paulo: Cortez,1991.
MORO, M. L. F. Construtivismo e Educação Matemática. Educação Matemática
Pesquisa, v. 11, n. 1, p. 117-144, 2009. Disponível em:
<http://revistas.pucsp.br/index.php/emp/article/view/2135 > Acesso em: 4 mai. 2015.
PIAGET, J.; INHELDER, B. A representação do Espaço na Criança. Porto Alegre:
Artes Médicas, 1993.
PIAGET, J. A Equilibração das Estruturas Cognitivas-Problema Central do
Desenvolvimento. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1976.
PIAGET, J. Para Onde Vai a Educação? Rio de Janeiro: José Olympio, 1984.
PORLAN, R. Constructivismo y escuela: hacia un modelo de enseñanza-aprendizaje
basado en la investigación. Sevilha: Díada, 1995.
SOARES, E.; FERREIRA, M. C.; MOREIRA, P. Números Reais: Concepções dos
licenciandos e formação matemática na Licenciatura. Zetetiké, Campinas, v. 17,
n.12, p. 95-117, 1999.
TINOCO, L., et al. Formação inicial do professor de Matemática. Zetetiké, Campinas,
v. 5, n. 7, p. 37-50, jan./jun. 1997.
ZEICHNER, K. A formação reflexiva de professores: idéias e práticas. Lisboa:
Educa, 1993.