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M. E.

De La CROIX
Da associação Sacerdotal

A Vocação
Sacerdotal
CONSIDERAÇOES PRATICAS
Destinadas todo. os fiéis: sacerdotes e
seminaristas, famílias cristas e almas
piedosas.
CRUZ

Setembro 1942

NIHLOBSTAT S. Pauli, 14 Augusti
1942
Canonirus J. Gontatves
Censor

IMPRIMATUR
S. 14 - 1942 Josephus
Monteiro

PREFÁCIO

O aparecimento em nas,"' idioma do lioro A
VOCAÇÃO SACERDOTAL, de M. E. Lã croa é uma que cai
sobre o Brastl. Habeat sua fata libelli. sei-o bem, Ñdo no
entanto, gue p•05M este entre nós; ter outro. destino
que não o dc prodigiogc facundidade.
Simplesmente p«que trata de problema que no
Brasil se reveste de gcgvis.simo sentido o problema das
ooeaç&s parg o sacerdócio? Não
Mas tumbem porque o faz em linguagem de tão
extrgocdináric unção e -tat surpreendente eficácia que
nenhuma alma, diante dele, poderá deixar de
tocada do de apostolada fx•raieo que nele pulag.
Encontrou Croix expressões — cheias,
no entanto, de simplicidade pura definir
sentido profundo e g dignidade mc do sacerdócio
em face dg realidade divina» Assim como óa.nar•nos ao
dever sagrado de çdo na dificü errtpreita de adivinhar,
descobrir e focnecec numorosos trabalhadores para a
Vinha do
desta Finalidade, diga:no.s,
prática. fica ainda sendo o de H. E. Croix,

http://alexandriacatolica.blogspot.com ,
br

6 M. E. DE LÃ CROtX
peia agra de contemplação comovida o enootoe todo.
um de Oidã inteaor de atuaçãg "do menos podeeosg do
que, por exempto, A ORAÇÃO DE TODAS AS
HORAS. do Padre Pierre Chutes, que tanto amamos no
Brasil.
De suas páginas ninguem g;ircf sem ter feito. com a
de Deus. um passo à frente na compreensão do
verdadeiro destino do e.pirito.

TASSO SILVEIRA.

http://alexandriaca tolica blogspot. com.br .

de maneira simples e prática. e a quem fizemos presente o mant. Prefácio Fetas páginas faram escritas c convite pessoal de Sua Santidade Pio XI. tanto qaanto possível. com ã familig e com ã sociedade. parc dele receber uma benção espcial. cnas da impzvssão. por isso. o Su• mo Sacerdote.com hr . encarámos a vogqão sacerdotal em suas relações múltiplas com o eleito. para dar do Sacerdócio umg justa e santa noção. Feita a ama tambem não há maior honra urna família.cxrito. e relembrando freqgeatena•ente esta grande verdade. ao mesmo tempo que estabelecendo as relações estreitas que unem o Sacerdote a Jesús. http://âlexandriacatolica hlogspot. nem mais preciosa a socie«ade. afim de pô-la ao alcance de todos. Consoante o desejo do Somo Pontifico tratánaos a questéo da occgçáo sacerdotal sob os e. do que mais um Sacerdote em Eia. que se dignou precisar-nos o pensamento C respeito de certos pontos.

tras condições necessárias paz ta tornar frutuoso o ministério sacerdotal. pois. não fazernos mais do que tirar tema conclusão lógica do eda missão deste. e não cremas qué te poua descurar mente qualqaer delas.aús. cu. nos um dos mais teólogos de Rama que lhe cpresúgmos c impressão. Compreendem-se as soz liátudes do Nosso Santo Padre o BPC a esse Quem. entre. A questão das vocações neerdotãis é u. cgmo•las. Possam estas págims concorrer para g glória de Je. contudo. mais urgente ainda é ter Sacerdotes que honrem o Sacerdócio e frutos de Existem. e que eumpee ter em conta no da firmação clerical.mero doa Saterdc«s. ng certeza do • bem que eerediraog dever erg produzir. Se é urgente multiplicar-se o nú. obtendo parg ã Sana Igreja Sacerdotes numerosos e A VOCAÇÃO .rm dag mais graves dos tempos graais. de examiná-la.. OE Ltv CROtx g importárxig dg escolha judiciosa dg çóes sacerdotciG e da sua e o deoee que às famílias como as almas cratús incumbe de rê das. filhos não teria g peito com os sentimentos e secundar-lhe os forço. o Sumo Sacerdote. ? Seza Santidade Pio XI exprimiu degjo de esta obra espalhgr-ge nos Seminários e no seio das familiG5. Exigindo a sgnti"de no Sácerdore.

M. E. DE LA CROIX. . Rainha do Clero. a quem Jesús cdi fiou a formação e o cuidado das almos ucerdotgis. Filiatngnte as coioccmos sob a proteção da tissimg Virgem.

de Maio de 1926.combr .blogspot. http:j/alexandriacatolica.

PRIMEIRA PARTE .

com.O CHAMADO AO SACERDóCIO http://alexandriacatolica.blogspot.br .

Admite-se que nem todos são indistintamente chamados ao Sacerdócio. e entre estas ocupa a primeira linha a vocaçao sacerdotal. Algumas. http ://alexandriacatolica. Não obstante. padeceu e morreu. aptidões em relação O seu estado e com a misa são que deve cumprir. assumem o carater de uma voeaçao. foi por eles que nasceu.com. e a elas deve cada um mostrar• se generosamente fiel. Essas missões São diversas como os estados de vida. O Sacerdote é um *chamado".blogspot. porem. Todas as vocaçóes são ordenadas em mira à salvaçao. *Chama Jesús todos os homen5 salvação eter• na. uau "escolhido". mais sagradas. comporta responsabilidades sobeja• mente grandes e confere poderes demasiadamente extensas. requer qualidades demasiado especiais.. um "privilegiado" de Deus. mais elevadas que outras.e O Oficio do Sacerdote corresponde a uma mis• são por demais etevada. variados são os caminhos pelos quais os conduz ao céu. Essa condição é essencial tanto para lhe receber a honra quanto para lhe desempenhar as funções. Cada alma recebe dons. para que táo alta vocação não seja efeito de um chamado particular e de uma escolha individual.br . Umas há.

sed qui vocatLtr a Deo" Essa escolha divina comporta uma dignidade sem igual. S. DE CROIX M. LÃ o que faz Sina grandeza. Só estas pdetu. quisqua. E' por isso que todos gio interessados nas vocaçees sa cerdotais„ . ' 'Ninguezn se arrogue essa honra. Dai a importância capital de conhecer-se a escolha dc Deus sobre as almas sacerdotais. E.m sumit sibi honorem. que só ao Sacerdote. E' o que lhe assegara as graças da Sila sublitne e dencada missão. aspirar à do Sacerdócio. pias que ressalta sobre a familia e a sociedade. senão o que é chamado par Deus'*. Paulo.

desfecho de situações partica• lares. de forma alguma pode c Sacerdócio ser considerado como coisa comum. sábia. o que absolutamente nio corresponde à justa concepção que os cristãos habitualmente fazem do Sacerdócio. Evidentemente. Essa escolha de ve ser inteligente. Sem dúvida alguma. etc.Se assim Era. por consegua:nt. como efeito do acaso. judiciosa.blogspotcom.e. feita em vista de determinado' em o papel que . há uma que preside à escolha de um Sacerdote. que.http://alexandriacatolica. o Sacerdócio sena algo de facultativo c de sem valar. resultantes de cunstáacias diversas.br CAPITULO PRIMEIRO O SACERDOCIO SUPÕE UMA ESCOLHA DIVINA — Uma escolha. poderia ser aceito ou rejeitado impunemente vontude . {crtuita: por exemplo. conse• quência de certos acontecimentos.

16 M. saria creat para Ei. Se Sacerdócio é a consequência de uma escolha real. c res• pondelhe.e e um pensamento mestre há chamamento. DE CROIX o Sacerdote é destinado a desempenhar. pois. uma missão na ordem .sid.blogspot. como ao seu COf'Oat:nento pela pte. Os mais betos planos do futuro nio têm valor algum se nic repopsarera em base real e séria. dá-a Deus a quem quer e medida qve lhe apraz. gomos donos da graça. A base da vocação sacerdotal é o chamamento do alto. A origem da vocação sacerdotal.com-br E. como tão pouco do capricho ou da ImaginaçiO. por si mesmo. O eleito nio faz o chamadó. 2 Escolha divina. segue que possa qualquer um dar-se a si mesmo essa vocação pelo simples fato de se determinar a abraçá-la. Só se dirigem para o Sacerdócio aqueles que a ele se crêm chamados. o resto é mera consequência e expansão disso. Só sio ardenados pelo Bispo aqueles que este acredita serem eleitos do http://alexandriacatolica. nem da intensidade dos desejos. a pesco:a é verdadeiramente escolhida por Deus. A vocaçáo sacerdotal depende gem da vontade humana.

Jesús teve o cuidado de no-lo declarar formalmente. o Sacerdócio é algo dc puramente sobrenatural.lspcc a seu talan. que depende •unieamente da vontade divina. e que Deus • distribuc às almas segundo a sua sabedoria e beneplácito. te de graças especiais destinan•s um fim determinado a que não fosse chamado? Ora. tuas eu que vas escolhi" E' a esta luz de verdade que cumpre considerar a vocação sacerdotal para lhe apreciar a excelência . e pretender d. dizendo: "Não tostes vós que mc escolhestes.sobrenatural.

se a ela sentir-se alguem chamado.asio No pensamento de Deus. Haverá algo maior? . quando ela é creada. A VOCAÇÃO 17 e Ibe corresponder fielmente. em seguida a circunstâncias providenciais. faz mais do que realizar no tempo o pensamento eter• no de. numa época de maior fervor. até aos deere tos eternos. A sua vocação é eterna e divina. ra descobrir em sua origem a voc. Os acontecimentos hgmaaos e as disposições do viduo absolutamente não influem nas escolhas de Cumpre remontar a mais alto. em recompensa de um merecimento qualqaeÇ por uma necessidade de momento. Desde toda eternidade foi o Sacerdote escolhido por para scr seu ministro e' representante. A vocaçáo sacerdotal não é uma escolha que Deus fez do eleito no curso da sua vida. a ereaçao futura de uma alma sacerdotal já está assinalada com O cunho das escolhas dhvinas. 3* Escolha na origem.

em vista dos interesses maiores de tem a. só existe para ser intermediário entre Deus e os homens. Divina na origem.0 fim.. Xada engrandece tanto a vocação sacerdotal . 4. liberdade de consagrar-se a umas ou a outras. — Escolha divina no fina. O Sacerdote recebe uma missão sobrenatural. ele só foi escolhido para cumpr5•lo.O seg oiieio é todo divino. a vocação sacerdotal tambem o é n.

Serve-se ele dos homens para manifestar suas . Toda a sua missão consiste no exercício do seu Sacerdócioe continuado durante toda a vida e coroado pela imolação suprema do Calvários Para aplicar ao mundo os merecimentog do Sa crificio do Salvador. nem escolha Ciais divina. 20 M. nadá lhe torna mais temíveis ag respoasabilidades. santo. só Ele. a Igója recorre aos Sacerdotes que participam do mesmo Sacerdócio de Jesús e que cumprem na tetra idêntica missão. divino como o mistério dá Incarnação do Verbo. Compreende-se que Jesús haja afirmado ter. 5. Nada há de grande. Não pode haver vocação mais elevada. DE CROIX 28 A por outro lado. O Filho de Deus aparece na humanidade com a honra do seu Sacerdócio. — divina na participaño do Sacer d6cio de Jesús. o Sacerdote eterno que vem oferecer seu Sacriñcio. O direito de escolher seus Sacerdotes.

com. já Ele os escolhen e marcou com o cunho das stzas eternas e sacerdotais predes- http://alexandriacatolica. 21 M.blogspot.b r . DE CROIX vontades mas. agates que seus eleitos sejam chamadas a subir os degraus do santuário.

de que nos devemos julgai* indignos. essa escolha que Jesús faz do seu Sacerdote. Sendo. um efeito do seu amor. que dizer da graça sacerdotal que eleva a alma a uma dignidade tão sublime e lhe confere poderes tão extensos e divinos! O simples fato de ser no de . o Sacerdote ocupa uma posigáo honrosa na sociedade . é urn dom um favor especsal. mas que devemos considerar com grande espirito de fé. CAPITULO SEGUNDO O SACERDÓCIO UMA GRAÇA PAPA O ELEITO 1 — Graça privilegiada. visto ser o fruto dos merecimentos e sofrimentos de Jesús. hatural no fim e nos meios. aci ma dessa dignidade terrena. há uma consideração da qual tira o Sacerdote sua grandeza toda: que o Sacerdócio é uma particular que recebe gratuitamente da bondade de Jesús. com viva gratidão e com desejo ardente de a ela correspondermos par um amor generoso e por ema fidelidade constante. uma graça privilegiada. mas. é. Se a menor graça tem o seu valor. Encarado sob o aspecto humano. de ordem exclusivamente sobre.

com.http blog spot.br .

a ponto de já constituirem ambos senão urn só c mesmo Sacerdote. que o seu sacerdócio todo se torna o Sacerdócio do padre. enquanto Sacerdote. O eleito do santuário the meditará demais a sublimidade. 2. forma estreita e intima a uniio entre essa alma e a sua. e nessa graça Eup:ema deverá achar a razão de todas as outras grasa$ de sua Vida.24 M. nem mesmo apenas uma graça superabundante. visto que o Padre se torna. Quando Jesús vatu si escoihe um Sacerdote. DE CROIX E. imprime n. que urna alma deve recebê-la e conservá-la intacta. após seu Mestre. por ela. Faz por ta. Graça supereminente peia ao Sacerdóeio de Jesús. a iante e o dispensador da graça na Igreja.a• cerdotal. Não pode haver comunicação maior da graça. compromete-se por isso mes:mo gno$trar•se pródigo de graças para com de joelh¯c7S. alma o seu próprio Sacerdócio. Jesús comunica alma consagrada. Não é só a graça que. a santificar grande número de outras mag a si mesmo se dá. -na adas ração e zo amai. uma multidão de outros para camÑtit na Igreja tão alta missão. Não pode haver . é privilégio incomparavelr que ficará sempre o segredo da sabedoria e da miseri• cárdia divinas. destinada a santificá-la e. peta Ordenação E.

outro tanto divinamente. DE CROIX identificaçao mais completa com Jesús. c por Ele. o Sacerdote opera outro tanto eficazmente. visto como é Ele que opera peto seu Sacerdote.25 M. de mais divi- . Pode-se imagtoar algo de maior.

'—Ete faz maiS do que instruir.someate as mantem na vida. Vai através do atandot enviado por Jesús. multiplica os milagres secretos pela adrntrtistração tios Sacramentos e pelo oferecimento do Santo Sacrificio da Missa. do qnal participa.— Graça que confere ao Sacerdote a mesma missão eficaz que a Jesús. coma Jesús foi enviado por seu Pai. 4' Esse sacerdotal é diyinamente IsetF 5 divina Vítima no Calvário. as mesmas . pela graça e pelo poder do mesmo Sacerdócio. esclarecer e guiar ag almas: não . A VOCAÇÃO21 no? Como todas as Ottt:ras feições do Sacerdócio se eclipsam diante dessa! Bastaria compreendê•la bem para apreciat exatamente a grandeza da vocasão sacerdotal e para estar pronto a todos os sa afim de corresponder graça tio emi• 3 . mas guando• Se não faz milagres aparentes. E' a mesma missão: a mesma doutrina a ensinar.

como qtte revestido de Jesús. O Sacerdote é o prolongamento de Jesús no mundo.virtudes a pmtiear. assegura o céu por sua graça$ é escutar Jesús. o mesmo cétt a merecer. a mesma santidade a adquirir. Segui-to é segair a Jesús confiou-lhe a. conserva-lhe o carater. manifesta-the o poder e a virtude. chave dc reino das céus. Fala en2 seu ngmer santifica 10 seu espírito. os mesmos meiog de salvação empregar. o . Traz-lhe o nome. a mesma vida a inocular.

pai*áo e morte. de alguma sorte pode renovar todos og mistérios e todas as virtudes da vida do Salvador. Graça que torna o Sacerdote depositáÊio e dispensador dos merecimentos infinitas de Jesús. Havendo Jesús salvo O mando pelo seu Sacerdácio. e tendo sido sua 'àda. ali a.' almas. são como que propriedade do seu Sacerdócio. Jesús eon•tinus sendo a porta das ovelhas O Sacerdote fá-las passar por ela. todos os merecimentos intinitos que Ele adquiriu. adquiriu-os enquanto Sacerdote. é maior graça gue Jesús pode fazer a uma criatura. toda. Comunicando o seu Sacerdócio ao Padre. elevada na term 4. o oferecimento de um só e mesmo Sacrificia consumado Cruz. Senaelhante vocação não é uma simples ça. depois da graça Maternidade divina.28 Sacerdote introduz. ques para a santificação e salvaçüo das almas. estí nas rt1i0S do Padre. O Padre tem a guarda Oitcial deles. Jesús continua sendo a vida das almas o Sacerdote haure neta e nutre-as dela. Por conseguinte. rulas em a dispensá-los às *Imas segundo as necessidades destas. tudo o que Jesús acumulou de graças em sua vida. Iripossivcl ambicionar mais. Jesús isso mesmo torna-o depositário dos seus metecimentos. .

29 Que missão. 26. .tos! Que confiança mostra Jesús ao seu Sacerdote! Que fungão sublime lhe dá a cum- Joio. a dc se: o gaarda e dispensador de tais tesot.

Obriga- se a ele essencialmente por vocação. E. pois. que aio pode unir- se tão estreitamente a uma alma sun obrigá-la a parecerse com Ete e a estar .al de Jesús._meio da unçúo sacerdotal. por escolha divina. Jesús não pode comunicar-se mais profundamente a uma alma do que por. nio haveríamos de considerar -a vocação sacecdotal como a maior graça e a n:uais alta diginidade que hoja na terra? 5. Jesús incarnou-se. Ninguem.çAo SÁCERDOTP. pcx vontade forrga.L 23 prir no mundo! Faz dele um cooperador da saa Redenção. Mas a vida eterna é Jcsúà. é mais destagaado à santidade do que o Sazeerdote. e quasi um corredentor. Quanto mais Jesús se dá. por vocaçao. Ora. — Graça que estabelece o Sacerdote. destarte. voo. num estado de santidade. tanto mus dá a vida. e 56 permanece na Eucatistia para ser a vida das e a vida das almas é a vida eterna.

Nem peto lado de Jesús. 50-52. . pode a vocação sacerdotal ser concebida sem a santidade. E tal santidade ti. é uma santidade de estado. Enquanto o Sacerdote é Sa• XV. que aceitou obrigações sagradas do Sacerdócio. que se faz um só. haveria de sua parte uma real incompreensão do seu Sacerdóeior haveria urna verdadeira infidelidade à sua graça sacerdotal.15 pensamentose sentimentos e voátades Se o Sacerdote se esforçasse por se fazer santo.por tudo em uníssono com set. nem pelo lado do Sacerdote.com o seu Sacerdote. haveria divergência entre Jesús e ele.ãO pode ser passageira.

32 M. E. CROIX

DE L A
cerdote, deve trabalhar por se tornar santo. Como o seu
Sacerdócio é eterno, a santidade deve ser objeto dos
seus esforços durante a vida toda e o penhor da glória
especial ao seu Sacerdócio no céu. Tais são a
consequência e o coroamento da
da. 'VOC,asiO to do Sacerdócio
compete viver numa gratidão continua e em desejos
ardentes de santidade, para corresponder à escolha
privilegiada de Jesús.

33 M. E. CROIX

http://alexandriacatolica hr

CAPITULO TERCEIRO

O SACERDOCIO UMA HONRA PARA
A FAMtLIA

— O Sacerdócio confere um titulo de nobre-

O que faz o valor dos titulas de nobreza nas
dignidades é, de parte, a dignidade
daqttele que ccnfere esses titulas e. doutra. a
importincia do titulo em si mesmo. Hã títulos
puramente honoríficos. como os ha principescos e
régioc.
Se as familias se honram com orgulho dos
talos puramente humanos, legados por seus
ancestrais c se prevalecera deles cioso cuidado mas
suas relações sociais, com mais justa razão hão
devem considerar-se honradas e elevadas quando
se trata de titulo de nobreza divina, como o que o
Sacerdócio confere?
Com efeito, é a familia toda que se honra da no
Sacerdote. A nobreza do Sacerdote ressalta
necessariamente sobre os parentes; sobre os ir•
mios e as irmãs, em cujas veias corre o mesmo
sangue.
A familia toda acha-se como que associada ao
Sacerdócic do Padre saído do seu seio. Há do

A VOCAÇÃO 35

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DE LA
que alegria em se dizer pai ou de um Pa- drc, há
honra em dar um filho a Deus pura Deus fazer dele
um príncipe do seu povo.
E essa honra dos pais é tanto maior quanto mais
eminente é a nobreza do filho. Ora, é o próprio
Deus quem enobrece o Padre e essa nobreza
divina está abrigo das vicissitvdes humanas, é
essencial ao carater sagrado e indelevel do Padre,
Nas sociedades Klitnanas, os soberanos não
comuaicam toda a glória sua soberania nos titu10s
e dignidades com que enobrecem os seus
cEtos; o este é grande da própria gran
dez* de Deas. Possuej pelo seu Sacerdócio. tudo
o que jaz a grandeza c o poder de Jesús. o Sumo
Sacerdote. Ele é Sacerdote como Jésús, é
Sacerdote por Jesús, é Sacerdote de um
Sacerdócio de que Jesús persiste a fonte úmea e o
principio essencial. Como o de seu Mestree seu
brazão é formado de Cruz e de uma Hóstia; ele é
o embaixador do Salvador do mundo, o arauto do
amor divino. ó. dispensador da vida eterna.
Nenhuma criatura pode ser elevada a tnais
alto grau de nobreza. Todas as nobrezas terrenas
apagam•se diante dessa nobreza que vern do céu,
qual Jesús faz participarem as famílias onde
escolhe eleitos do santuário.

M. E. CROIX
2. Honra que vem da escolha divina.
Quando Jesús escolhe um Sacerdote para
fazer dele o ministro .de suas obras e O
dispensador dos sens dons, tem diante de si a
multidio das tamilias que compõem as sociedades
humanas. Passa-as, de alguma sorte, em revista
antes de fixar a escolha, e depois seus olhares
se detém sobre uma familia Ele
chama dos seus mem• brase reserva-o para o
serviço pessoal, faz dele

principe de sua corte, depois consagra-o qual
Jesús para substitui-lo jucto aos povos.
Acaso não é honra imensa. para uma família,
ver-se por esta forma objeto des atenções divinas. e
ser escolhida para dar um Sacerdote santa Igreja?
Nem a totalidade dos bens terrenos gue ela possa
receber da bemiazeja de Deus pode ser posta em
paralelo tom essa horta privilegiada; os bens deste
muado sio pereeiveis, essa honra é

Muitas vezes, nada parece justificar essa
esco• lha divina. Mas Jesús não leva em conta
tem as apreciaçóes humanasr nem as condiçóes
sociais, nem os estados de fortuna, nem os
méritos puramente terrenos; considera a mesma
benevolência os ricos e OS pobres, og pequenos
e 05 grandese os síbios e os ignorantes, Se
alguina coisa O atrai, é virtude, Ele se compraz

A VOCAÇÃO 37 em fazer suas escolhas nas famílias criStãSt e recompensa assim o espirito religioso dos pais. . eminente do Sacerdote. escrevendo sob o título $$ Excelência da dignidade sacer- Não houve jamais povo tão selvagem. 3. '"Damos a palavra a erudito autor. çar a mercê de ver Jesús deter seu olhar sobre elas e nelas escolher Sacerdotes. nem 'Seita tão absurda. o versou com alta ppaficae. e com ela alguma religião e sacerdotes. Qual a familia que não quereria atrair e metecer tal honra? Deveria haver entre as famílias cristãs urna santa emulação para desejar e alcan. que não reconhecesse alguma deidade.ncia. — Honra que vem da dignidade sobre. que estudioso do assunto.

Xenofonte acerca dos Lacedemónios. Abrahãoe Isaac. só podiam exercer o oficio sacerdotal os patriarcas ou chefes dag famílias mais veneráveis. dos Egípcios e dos Persas. Nem se pense gue o povo baixo ou OS broncos habitantes de vessem essa veneração pelos Sacerdotes. E. A CROIX SE L que presidissem ao culto que tributavam divindade. onde Sacerdote de tanta atitoridade que podia destronar ao . dos romanos (Li"'. 12). Eliano e Eusébio a respeito do reino da Etiópia. corno o atesta Platão acerca dos Egípcios (Amb. serm. Etym. as vezes. O grande Alexandre. Isidoro.próprio tei e pêr outro em seu lugar. M. resolvido a . Ainda mais: tanto apreço e estima faziam do sacerdote os povos da mais remota antiguidade. outras vezes permitiatt cingir coroa a rei algllm„ gue não fosse ao momo tempo sacerdote. e S. 3). e. 18 no PS. Jacó e Jó nas primeiras idades -do mundo. que. como Noé. constante o afirmam os graves EstrabãO. ia com urn formidável exército a Jerusalém. 7. Até reigos houve. diante de quem emudeceu a tena Machab„ 1. X V III).

encóntro com outros mn.tos sacerdotes revestidos dos hábitos sacerdotais. foi com eles ao templo afim de Oferecer sacrifici06. sentia•se penetrado de tanto respeito. que esgueeido do plano que trazia em mente. M. todos os seus habitantes. E. desceu da cavalo ei fazendo- lhes profunda reve:réneia. A CROIX passar peto fio da espada. . Não podendo o Samo Sacerdote Jado resistir ao poder de tao grande conquistador. lhe ao. e liberalmente conceder•thes tudo quanto lhe pediu o Samo Sacerdote pam o evTto divino. AO vê-tos Alexandre.

senão a Deus. e. a escolha não anda sem a dignidade. Quando. mas. não pode encontrar-se dignidade igual a essas Peta natureza. comunica ao Sacerdote o seu própno Sacerdócio. e que da nem ginguem poderá jamais despoja: da digni eminente 4e que ele investvdo. disFe do próptio Deus. arn enviado especial revestido da autoridade suprema. liv. A VOCAÇÃO 40 SACERDOTAL Não cornpreendia o exército mudança tio repentina. A sua dignidade é tal. como Jesús . e como um grande privado seu lhe perguntasse causa dela respondeu-lhe o principe magnânimo. dc Quem é ele sacerdote e ministro". é urn alto dignatário. ele o oficio de um. ainda que gentio. e grande honra seria para esta se de seus membros fmsse ihido para o Sacerdócio. Francisco de Assiz. que é irradiação e o prolongamento da dignidade de Jesús o Sumo Sacerdote. peto carater. dizendo: O Se eu encontrasse anjo e Padre. Antlgui. Compreendem-se os sentimentos de S. se trata do saceraóeio. começaria por cumprimentar o Padre". (1) O Sacerdote não é só urn escolhido e um privilegiado dc Jesús. . é quagi um Deus. (Josefo. a um jovem. fala e age etn penetra no cio dos reis como na choupana do pobre. e. porém. o Sacerdote fica sendo sempre um homem. Na realidade. reverenciei . JÁ é muito que Jesús se digne interessa:-se particularmente por uma família. para cumpri-to.

VOCAÇÃO 41
No mundo, as familias se gloriam dos grandes

homens saidos do seu seio, c lhes seguem ordina-
do
Bru
e

42 E.
M, DÉ

L A CROIX
VOCAÇÃO 43
destino, E' o caso, para as
con:tpartil.h.arem as honras
ligade seus filhos. Por ser nem
por isso a dignidade inferior às
dignidades hucontrário, essa
dignidade en• isso mesmo,
eleva e glo-

44 E.
riamente a fortuna e o
famílias cristãs, de das à
vocação sacerdotal de da mi..*o sobreaatu.
ordem sobrenatural,
sacerdotal tem algo de coisas humanas, é honroso
mapas ; muito pelo elevado, dificil e
grandeee os filhos, e, por impordomínio. das coisas
tlilca ag familias, sobre—

Honra que ibe trata de negócios tcm• O
ral seu do
Sacerdócio eleelevad0i o seu
Sacadote;ministério sobre as almas; ele toca
o aproxwt•ta-se do trono de Deus
No dominio os das perdóes que putiiicam ós justos.
desempenhar um oficiode penetrar até nas
tante; mais ainda o no condirigS-Las, fortificá-las e
naturais. urna linguageãi divina,
eternas, desapega-as das
Ora, o Sacerdote não arrasta—as. para a senda do
potais, terreaos e virtudes, assiste-as do pão
dag
materiais. va-O a um da vida eterna e
teatro mais exerce—se
diretamente céu, penetraJesús o es,eolheu, foi para
seguita seu Mestre e sc fez que
nele, e haure ii as graças
e os pecadores aefamilia fez o haver para Jesús
santificam maior ale. mais sublime
Recebeu a rgissúo ministério,
ciências, para esclarecê-
las, vivificá-las. Faia às
almas ensina-lhes as verdades
coisas. deste múñdo, dever;
excita-as prática nos

VOCAÇÃO 45
perigos, alimenta-as cccdú-las
ao
Foi para isso que isso que
o Sacerdote seu ministro, ioi
para isso crificao.dele, Não
pode gria, para o Sacerdote

para a familia maior honra e mais esplêndida compensa.
Quem, pois, mesmo entre as famílias mais
respeitáveis, poderia aspirar a conferir a alguém
missão similar, simplesmente na ordem ;ntelectual
e moral?

Na medida cm que o reino das almas é supetior
aos reinos temporais, em igual medida a dignidade
espiritual, inerente à missão sobrenatural e diviaa do
Sacerdote, honra mais as do que todas as dignidades
terrenas.
5. — Honra que lhe vera do lugar que o Sacerdote
ocupa na igreja e na sociedade.
Para cumprir sua missão, a Igreja precisa de
ministros, de pastores e de apóstolos, Nem todos os
cristãos podem exercer nela as mesmas funções
nem possuir os mesmos poderes. Em • toda socte
bem estabelecida, deve haver urna hierarquia
de dignidade e de atribuições, Quanto mais
importante é essa sociedade no fim e nos meios,
tanto mais tudo nela deve ser perfeitamente
regulado e harmonizado,

Fundou-a o próprio Jesús. justo que seus raios iluminem primeiramente dc cujo seio cle saiu? NO' seus raios luminosos. A Igreja é o reino de Deus na terra. os Sacerdotes. Depois do Papa e dos Bispos. o . conforto e vida. e estabeleceu nela chefes e pa#tores para dirigi-la e governá-la. eles cabe administrar os Sacramentos e dispensar os tesouros da graça e é para eles que acorre a multidão dai almas para receber luz. O Sacerdote é a luz do mundo.46 E. colocados sob as ordens deles. tão que o Seu mtnEstério é indispensavel.

Embora não procure as honras humanas. se ele se torna o embaixador do rei e recebe por toda parte as provas de defer'êneia devidas às suas altas funções.Sacerdote projeta algo da sua ernineat• dignidade. qual a famiiia que se não sente honrada com isso? E. a honra da familia cresce outro tanto com isso. Possam elas compreendê ta e ambic'ianá„lal . ademais. Dessa honra. ocupa na -sociedade um lugar parte. hoaramoa sua familia. o que acontece com o Sacerdote. que nenhum outro pode ocupar. Honrando o Sacerdócio do Padre. honramos os pais. as familias cristãs devem ufanar-se. e forçosamente sua família é enobrecida c@m isso. Pelo seu Sacerdócio. honrando filho. Quando alguém penetra toda no palácio real e ah exerce urna função intima junto à pessoa do :ei. ele é necessariamente honrado por causa de suas funções.

blogspot. Jesús ama o seu Sacerdote mais que a todas. — Cada novo Sacerdote atrai os olhares benévolos de Jesús Sobre a sociedade. 48 http://alexandriacatolica. quis perpetuar através dos séculos a expressão vwa da sua caridade infinita para com as almas Quando escolheu seus primeiros Sacerdotes. as almas. que lhe é o Fincívo. na : pessoa dos Apóstolos. por causa disso. e no Sacerdote ama. fez deles outros Cristos e legou-os à humanidade para renovarem em toda parte os mesmos mistérios de bondade e de amor. . do morreu na deu-lhes a maior prova de amor. o mesmo carater de bondade e de ben divinas.' e.com.br CAPtTULO QUARTO O SACERDOCIO E' UMA BENÇÃO PARA A SOCIEDADE l. Quando instituiu a Eucaristia. Nele concentra todo o' poder e toda a eficácia do seu Sacerdócio eterno. esse meio vai buscar no amor. e Veio Jesús a esta terra para manifestar aos homens a caridade e misericórdia divinas.

cada membro da fatniha faz parte da base em que repousc a sociedade. — Cada novo Sacerdote é pera a sociedade um penhor de graças e de bençãos„ As sociedades são fórmadas de e as familias de indivíduos. sua benevoIEneia redobra. mas c gue há de é vital. Demais. pois. Enquanto principio anima o corpo e lhe é superior. Portanto. só com essa condiçáo influirá ela eficazmente sobre o corpo e tornará o individuo util à sociedade. ela é imortal e destinada à posse eterna de Detas na bemaventurança. Quem. Felizes os países em que o Sacerdácio é assim compreendido e 'onde todas as classes da sociedade concorrem para . Jesús olha com benevolência as' sociedades c as naç6ea. pois ali se "tende um de vida e de virtude divinas. E'-lhe preciso um alimento espiritual adaptado suas necessidades sobrensturais. visto como o Sacerdote pode dispor de Jesús a seu talante para o bem das almas Por cansa dos seus Sacerdotes. com -br Dando um Sacerdote sociedade. é a si mesmO gue sc dá. Quando do seio da sociedade surge um novo Sacerdote. para a sociedade um dos meios mais poderosos de tornat propício o céu. pois. Multiplicar os Sacerdotes é.favorecer as vocações sacerdotais 2. a mais ptecioco ma e o carpo. blogspot . e sen• te-se disposto a abençoá-las. http://alexandriacatolica . fornecerá à alma os elementos espirituais e indispensáveis que lhe convêm? Quem .

50 orientará as vontades pela senda reta da verdade e do dever? O Sacerdote. QÜem relembrará incessantemente as verda• des eternas? Quem manterá as almas virtude c .

A multiplicidade dos Sacerdotes não faz senão multiplicar as fontes da graça. Quem. necessita de perdio. 3. 51 A '-m:AÇÃO SACERDOTAL aa perfeiçho? Quem as purificará dos seus pecados e lhes assegurará os socorros da vida eterna? O Sacerdote. Se fosse 0 Sacerdote. e as seriam subvertidas. por conseguiste. ponderemos e compreendamos O dever que nos incumbe de auxiliá-lo no seu ministerio. e pata aumentar os meios dc conversão e de salvação? Portanto. Não é porque o ateu não crê Deus que . longe de considerarmos com indiferensa o papel benéfico que o Sacerdote desempes nha na soetedade. Se nio Era c Sacerdote. — pelo seu Sacerdócio. AS sociedades que os individuos. pensas tia em se queixar dela? Muito pelo contrário. quando vernos os progressos do mal. pois. nio é sumamente desejavel que haja mais Sacerdotes pata fazet contrapeso à indiferensa e carrus*o que invadem a sociedade. A indiferença cu o ateismo náO muda nada verdade. a fonte das graças se visto como já nio haveria ninguém para dispensá- las. Todo homem é pecador e. cada Sacerdote é um para-taios para seu pais. bem depressa os homens esqueceriam os seus deveres para com seus semelhantes.

pesa sobre O mondo urn fardo eaorme de pe• cados e de crimes. Necessário é. que a custo acham tempo de consagrar alguns instantes aos seus interesses eternos. que. é porque o Ciundano vive no turbilhão dos prazeres e das frivolidades. a in terceder ena favor dos pçcadoues. Ele não faz isso por seu próprio poder. a sustar o braço vingador da justiça divtna e a afastar da sociedade males que ela "o os Sacerdotes. cota os Sacramentos. os homens terrenos.gnuo um pata•raios entre o eéta e a terra. para si e para as outros. eleg gue não podem ou gae• rem reparar por Não hão de ser tão povzco. que dei*ará de uma hora em que terá de ahando• M. 52 Deus deixe de existir' Nio é porque a maioria vive como se não devesse morrer. Não é porque viva tranquilamente no seu pecado que 0 pecador não deverá expa•lo cruel' mente neste mundo c no outro. o Sacerdote é colocado c. tão preocupados as coisas e os bens te mundo. que os homens nio morteráo. pois. zuas pelo poder contido ao seu Sacerdócio. pata fazer desviar O raio e torná-lo inofensivo. que haja uma classe de ho mens consagrados. Ei DE LA CROIX nar tudo. lhe entregou as graças e o sangue de Jesús. os cegos e OG criminosos que hão de se interessar pela sottc dos outros. de que ele . por vocação. Não serio os culpados.

A sua feliz cidade. levantar o nivel moral e espiritual dog seus compatrícios. Cada novo Sacerdote é destinado g. etas ficam sujeitas a todos os erros e a todas as desordens. porem. deve ser ativo. como o seu dever. necessitam particularmente de um influxo benéfico que as estabeleça na ordem e verdade. . pode ser simplesmente passivo. 53 Se Serve o Se o Sacerdote tem o poder divino de arrancar a. e de fazer descer Jesús do céu ao altar pelas palavras de consacorno não há de exercer sobre o coração o mesuao poder quando implora perdão e misericórdia Para os pecadores e para as sociedades culpadas? Como nos devetiamos alegrar ao ver magg um Sacerdote. quando pensamos no beneficio ele cocstituc para sociedade c na salvasao que lhe deverão multidões de almas A VOCAÇÃO 4. é dedicar- se petos outros e em todos os campos de apastorados possi- As massas. O Sacerdote nio existe para mas para os outros. Faz parte da sociedade como todos os Otttrosr ao mesmo tempo lhe é consagrado. mas para dar. Tem tltna mas eE&a missão exerce-a junto às almas. Deixadas a si mesmas. e ai mantenha. alma ao inferno pela absolvição. Recebe muito.

por dever pessnaT e de edificação. DE LA CROIX concórdia. graças ao seu zelo e a sua caridades escaparam ao perigo das falsas máximas e açao dos fautores de 6din e de desordem! Quan tos souberam manter-se prática dog deveres civieos e espirituais. E'•O o Sacerdote por vocaç*o. importa ter quatificado. do que todos os dieursos dog tribunos e todas as organizações de policia. Se nem gempre é bem sucedido. Quantos lhe devem verdade e a volta a melhores princípios! Quantos. começa por iazer antes de ensmar. não o é por insuficiência de mag por encontrar às vezes uma resistên• cia obstinada. Para conservar nela a harmonia. — Cada novo Sacerdote um cidadão ob. favoreGamo- lhes a açao. esmera-se em observar todas Teis civis . Ponhamos Sacerdotes em toda parte. ele '*ais. guarda da ordem e amigo da concórdia. incentivados e sustentados peTos seus conselhos e pela sua dedicação I Um Sacerdote a mais é um poder para a sociedade. gervaote das leis. Não se lhe pode negar esse direito e esse dever. trabalha por fazê-to sobre os indivíduos. O o Sacerdote ge esforça por fazer sobre as massas. 54 para exercer esse influxo. a paz e E. pela sua influência moral. O que o Sacerdote ensina e recomenda acc trosÁ primeiro o faz Andando nas pegadas de seu Mestre. e daremos prova de bom e sábio patriotismo. 5.

amigo de todos. pacifico. NO exercicio do seu ministério. disciplinado. ordenado. Tais cidadãos sio tesouros numa São torsa de que é Sábio saber servir-se.usa. ele é o representante de Deus. e . pacifico. sua atitude. o Sacerdote é homem de bom conselho. conservando-se arredio das manifesta«es ruidosas. As autoridades podem contar com ele. alheio aos movimentos turbulentos das massas. no seu espirito e na sua vontade. cumpre o seu dever sem pretenEão como sem fraqueza. guarda da disciplina e dos bons costumes. Enquanto cida tem a peito ser hornem integro. serviço de uma boa . respeitador da autoridade. Digno na. cada vez gtae se trata de pregtar concurso ao bent 00 por a influência moral do seu carater a. por estado. protetcr dos fracos. 55 que não lhe ferem a conciência e que não paralisam a sua missão junto às almas. consolador dos infelizes. e inspira-se em tudo na sua lei.

56 SACERDOTAL força tanto mais preciosa quanto mais sc faz sentir nos nossos dias a necessidade deles. . Rezemos c trabalhemos para obter santos Sa• cerdotcs para a Igreja c para snri•Aade.

br .blogspot. 57 http://alexandriacatolica.com.

com br . SEGUNDA PARTE CONDIÇOES E QUALIDADES DO SACERDOTE http://alexandriacatolica.blogspot.

Mas nem par isso tira Jesús a parte de cooperação que o homem deve prestar à realização dos planos divinos. seria impor deveres e responsabilidades sem fornecer os meios de cumpri-los e de arear elas. e que nio pode . nenhiifr. nesta ordem de_idéias.ethcüo 771 Jesús não cha. Ora. quatidades e virtudes caracteristicag que todo individuo destinado ao Sacerd6eio deve pogsuir. Essa cooperação é necessária. portanto. ainda mais 0 é quando sc treta de urn estado se refere mais diretamente ao fim último do ho mem c à glória imediata de Deus. Há. do contrário.ma ninguém a um estado qualque: sem Ibe dar as qualidades para desempenhar digna e eficazmente as fungões desse estado. gob pena de anular completamente desígnios que Jesús formou.2€Stód. BIBLIOTECA OAS MÃES STELLA MARIS SANTOS Avenida CõC5. O que é verdade de qualquer eStado de vida.p é sacetdotal_ •dizinteresse -E das—aames.

E. as mais importantes para D próprio Sacerdote e para a fecundidade do nu ministério. . Indicamos aqui algumas. DE L A CROIX e mesmo sem ee tornar inapto para desempenhar as funções dc seu estado. 44 negligenciar sem diminuir a dignidade do seu ç:arater.blogspot-cormbr M. http://alexandriacatolica.

ele .com. No século. As situações diferenciam-se pelos cargos. nele tudo o que cativa o espirito e o coração dos homens terrenoa sem valor e sem atrativo. O próprio Sacerdote é separado do mundo uma consagração solene que o constitue Ministro assiduo do Senhor. do mesmo modo que pelo fim particular a atingir. NO estado eclesiástico» tudo deve convergir para as egisa$ eternas. — Porque O Sacerdote é consagrado às coisas de Deus. peIas empregos.httpWalexandriacatolica.br CAPtTULO PRIMEIRO A V I R T UDE 1. pelas ocupações. os gozos mundanos são nele ignorados. Dele sao banides os 'Oteresses puramente humanos. a euio serviço se dedica e onde consome Etna vida. Tomado entre os homens.blogspot. nele as coisas do rnundo só ocupam o lugar estritamente necessário. elas têm mais diretamente um carater temporal. posto que todos devam esforçar-se por sobrenaturalizar os sevs esforços e trabalhos.

br pado em se fazer homens. . com. o "homo Dei" de que fala S. Paulo. unicamente ocu- http://a exandriacatolica blogspot. 46 despe librés do mundo para revestir-se das librés de Cristo' e torna-se o homem de Deus.

rirtüdes isto é. E isso é apenas simples ser um verdadeiro Sacerdote. Se ele não essa concepçã0i depressa rica essenciaas seu estado. c Sacerdote de nozie. a perfeição. no sentido verdaser santo. ñ&gico consagrar a vida a santas sem se aplicar a fazê-lo tornar-se a si mesmo urn santo. Portanto. diz o Bispo ao Leordená-lo. . intermediário entre Deus e os subir incessantemente ao céu preces e as necessidades da huma— descer para as afim de socorros e as graças hauridas divina. ou Sacerdote. tio súblime ministério sem sem considerar como essencial sem se esforçar constantemente e sem procurar revestir-se próprio Suma Sacerdote? tractatis. para desepreciso ao mesano ternpo desepua se manter na graça do Saenfregar-se generosamente ao da própria perfeição. aspirante ao Sacerdócio deve em praticar as à.

o exercitar-se vigorosamente do seu estado futuro. tiver do Sacerdócio curará muatas virtudes mais tarde será de fato.la Levita que obrigação da virtude. Ora. é preciso trabaiho constante Sena sumamente tratar das coisas santamente e a Antes de tudo. Por a lhes dispensar os no até perfeiçio. . 48 O seu dicio semé parecê-lo será a maior que para ali levar aspossa atinsacerdotal dificilmente Eidadce e depois poderia cvi* a tegne:sse. Essa desgraça git uma alma tá. Ou querer retirar-se. ser nele ema convicção uma regra de vida. a pureza da vidar tender à perfeigãa. é jar o Sacerdócio é jar a santidade. da gantsdade do Imitamini quoe vita antes de lógica. cerdócio. ser deito do termo. deve inabalável levada seio quedase tome misericórdia Como cumprir praticar a virtude.

o Sacerdote torna-se discípulo de Jesús.çóes entre Jesús e c Sacerdote sio por demais assiduas e por demais estreitas. ou se deve desviar o olhar afastar-se de Jesús. 49 A VOCAÇÃO SACERDOTAL 2. sern sentir a neces'idade de se só com Ele pela santidade de sua vida c pelos ardores do seu amor. Devido isso recebe uma formação especial. como o pelo exercício de suas {unções. As rela. Segui-lo é Chegar à aquisição das virtudes sacerdotais. como com Ele já faz um só pelo carater sacerdotal? On se deve Olhar para Jesús e segui-lo. Parque o Sacerdote tem a obrigação sa• grada de parecer-se aeu Mesure. Deixando O mundo para consagrar-se ao gervigo dos altarq. Jesús é o Santo dos santos. sem ter o deseio de lhe andar nas pegadas. e é esús quem primeiro lha Possuindo o mesmo acerdócio que seu Mestre. para não produzirem da parte de Jesús revelações intimas de Si mesmo. seria admissivel ter Ele discípulos que não se lhe parecessem? Ele só fala de virtude e de santi• dade. como não o haveriam de escutar os que estao na primeira fita para receber suas lições? Poderia deveras um Sacerdote viver na com• panhia habitual e na intittlldade de Jesús. e da parte do Sacerdote desejos ardentes . arastar- se dele é tornar-se indigno do Sacerdócio. deve ele ter todos os caracteres deste.

nio pode mais pralicar a virtude senão pelos seus membros misticos. Desde que está mais vuiyelmente entre os homens e permanete silencioso e oculto no Sacramento do seu. viam-no. Se tiver essa ambiçáo agora. O exemplo que Jesús deu a todos 06 cristãos e o convite premente que lhes fez de e dirigem-se mui primeiramente aos Saeer• dotes. eram testemunhas das suas virtudes e milagres. as pessoas iam Ele. 3. lhe é %cito aspirar a tão altas resooosabilidades sem se dar ao trabalho de *dqairir virtudes necessárias para suportá-las. por aqueles que se fazem seus discípulos c imitadores. . E. como seria isso possível sc estes tio fossem santos camo Ele. Porque o Sacefdate deve ser um plo para os Quando Jesús estava na terra. amor. mui provavel será que aio a tenha mais tarde. quem Ele não faz seaao um? M. A CROIX E' a isso que deve tender antes de tudo aquele que aspira ao Sacerdócio. se aio fossem perfeitos como é perfeito seu pai. seguiam-no. 50 e porfiados de reproduzir em sua vida toda as virtudes contempladas no Mestre. Jesús quer reconhecer-se nos seus discipu10s.

mas todos sio a isso obngadcs no mesmo grau. e. todos entretanto estão no direito de procurar nele. o Sacerdote só imperfeitamente lha proporcionaria . de arrastar as almas à virtude por suas palavras e São os Sacerdotes. Seus exemplos farác sempre mais do que suas paz A VOCAÇÃO SACERDOTAL lavras. por isso sue cs_Óéis têm os O Sacea*ote tem a responsabilidade das a:mas. Consagrado uaicanaente à glória de sen Mestre. de cundu*ir coas•go os homens à salveçáo. em toda çartc e sempre. de ser a do mundo e o sul da terra. estas seriam estéreis se não esela«cidas e fecundadas por aqueles. Há uns que receberam oficialmente a missão de segui-lo mais dc perto. um modelo vivo de perfeição. 51 Todos os cristaos devem imitá-lo. se só certo número destas constitue mais parttculattncnte o rebanho que lhe é confiado.

e de subir o Calvário. Aliás. uma missão trabalhosa. recomendando-lhes que se apoiem confiantemente nele. nao fosse exemplo para as almas. escandaliza.ição egsea• ciai da fecundidade do seu ministério. a eles é que incumbe estabelecê-lo por toda a tetra. afim de chegar a isso. e. . quer que ele: produzam frutas e que seus rutOS O reino que pregou. imitar a Jesús e arrastar as slmas virtude: tudo isto é urna. devem recear ante nenhum sacri mas ter a coragem de derrubar tndng os obstáculose de atacar todos os inimigos. c produz nas almas uto contrário ao fim do Seu Sa— cerdócio. conquista mais dificil do que a dos reinos.. não corrobotasse a doutrina que ensina. Ser Sacerdote. Arma- os de poder e de força. de renuaeiar tudo. não. que venceu o inferno e o mundo. Possam os fiéis distinguir desde já nos Levitas dc Santuário as virtudes que mais tarde brilharao eorn novo esplendor nas Ministros do Senhor Porque a virtude é uma cgad. de carregar a cruz em seguimento a Ele. coisa só. um apostolado ativo. um Sacerdote que edifica. Assegura-lhes o &dto. Ele envia seus Sacerdotes core quista das almas. Jesús não institlaiu o Sacerdócio só para que houvesse dignidades ga sua igreja : rntnistétio sagrado.52 por suas vtrtudes. e se pela santidade dc sua vida.

53
Tudo isso visivelmente na prática de

54

DE CROIX
todas as virtudes. Não praticá-las, é votar-se de
antetú) ao malogro e à derrota- A Si mesmo deye
Jesús o não dispensar suas graças a cauem as
preza, Ele deve às almas o engená-las, expon
a crer que õ êxito depende mais dos motivos
humanos do que da virtude,
Para fazer a bem. é necetsátio a pureza de in•
tenção. para revelar Jesús falar dos seus mistérios,
ensinar a sua doutrina, comunicar 0 espírito e atrair
a ele as almas, é preciso algo mais do que belas
palavras, é preciso pregar pelo exemplo, Os frutos
das Virtudes Eó amadurecem ao sol da caridade, Só
esses se conservarão pata sempre. Se faltar a
caridadei que serão os mais eloquentes pregadores
ge,aao "e!mba.los xessonantes*'? Se O
apostúdo for viciado na sua fonte, nada produzirá de
eficaz e de duradouro nas almas.
se deixem os aspirantes ao Sacerdócio enganar
pelas ilusões da juventude. Para 'tm Sacerdote, não se
trata de fazer muito be.rulho, mas de ser santo.
Um Sacerdote não é virtuoso por tatar da
virtude, tal como um belo diseur•ador não é sábio
falar da ciência.
se dedicam frutuosamente à salvaçao das
almas senão aqueles que trabalham ativamente na
sua própria santificaç¿o, para apoiarem etn seguida

55

as suas palavras e atos nos seus exemplos de virtude
,
S. Porque, pela falta de virtude, O Sacar— dote
deslustra o seu Sacerdócio e se torna uma
pedra de escandalo as almas.
O Sacerdócio não recebe da/ conduta do Sacerdote
a sua dignidade e excelência possue•ag em

56
VOCAçKo

si mesmo e hau.re•as na pessoa adoravel do Sumo
Sacerdote, Quanto mais o Sacerdote renete as
lidades essenciais do Sacerdócio de Jesús. tanto mais se
aproxit-na do seu divino tnodelo e aparece no mundo
corno a irradiação daquele de quem & ministro e
embaixador.
Tocar um pouquinho que seio na santidade do
sacerdotal é empanar o brilho do Sacerdácio.
Tirar-lhe a virtude que lhe é o apanágio, é deslustrá-
lo,

Sacerdote que niO virtuoso desconhece a santidade
do seu estado, não tem pelo. seu carater a estima
que deve ter. despreza a graça que recebeu n.0 dia
da sua Ordenaçio, O seu Sacerriárin con• dena-o c
lhe é fardo, enquanto se lhe torna um castigo,
Mas não é só o Sacerdócio que lhe inflige a
vergonha da infidelidade e da decadência teetemu•
nhas da sua falta de virtude num estado tio santa, as
almas ai estão para lhe exprobar o tornar-se para
elas uma pedra de eseànda.lo.
Efetivamente, como crer na necessidade da virtude
se os que a ensinam não a praticam?. Como honrar
Ministros que pregam o dever em palavras e mostram
infidelidade em açóes? Como confiar a própria alma a
alguém que se expõe a perder a própria? Como, para ir
ao seguir uma trilha abandonada por aqueles que
pretendem introdgziz nele os outros?

57
A culpabilidade dos Sacerdotes que descuram
a prática da virtude é de fazer tremer, quando se
pensa nas efeitos desastrosos que ela produz nag
almas,
LÁ ck01X
Para estar certo de permanecer sempre vir» teoso,
vise o Seccrte torrar-se santo, Evitará assim
descoroar o seu Sacerdócio e te de responder peIas
almas que houver perdido.
Os aspirantes ao Sacerdócio, conhecidos
como tais, já poderiam produzir urn efeito
desastroso e afastar as almas da virtude, se estas
não vissem neles homens sobrenaturais e modelos
de piedade. Incite-os este pensamento a
prosseguirem ativamente o trabalho da sua,
santificação!

br . 58 httv//alexandriacatolica hlogspotcom.

ele por isso mesmo se afastou das ciEneias puramente profanas. e. em de funções especiais. . Abandonando o século. trouxe aos homens todo código de doutrinas que eles são obrigados a aprender e com o qual devem conformar sua vida. deve o Sacerdote tornar- se sábio nessa ciência divina. para consagrar-se às coisas divinas. se às vezes se ocupa das primeiras. Licito lhe é ficar estranho muitos conhecimentos humanos. de conhecer a. Mais do que os outros. Obrigação. para o Sacerdote. doutrina de seu Mestre. mas não lhe é permitido ignorar esse. Só imperfeitamente Jesús seria conhecido se o fosse em suas virtudes e não em seus ensinamentos- Vindo à terra. CAPITULO SEGUNDO A C I ÊN CI A 1. isso nunca deve ser em detrimento das segundas.

recebe-lhe as emjfidências.blogspot. assistelhe lições. Eis a esplêndida ocupaçao do Sacerdote. deve a doutri na ser bebida ny_ http://alexandriacatolica.com. de necessidade se pode querer ser seu disci— pulo sem procurar adquiri*lo. é ainda saber o que Ele digsc e ensinou. enche a alma com suas instruções e aprende os próprios segre dos que . Conhecer Jesús é conhecer não somente o gue Ele é em 'Si rnesrno. LA O conhecimento de Jesús é. os motivos da sua Incarnação e os da sua Redençao. para ser exata e perfeita. 60 DE CROIX Mas. é aprofundar sublimidade de seus ensinamentos. pois. é compreender o sentido de suas palavras. habituasedhe às máximas e ao espírito. Não se pode ser Sa• cerdote sem possuí-lo. é ccrnpenetrar•se da verdade da sua doutrina. de alguma sorte é identificar-se com o espirite e a virtude contidos em cada ama dc suas palavras. Unicamente consagrado ao serviço de seu Mestre e vivendo em relações contínu•as ecm Ele.br M» E.

E' esse o estudo de toda a sua vidã- Enquaato durar o seu Sacerdócio. aparecerá como um Sacerdote pela metade. porétn. coro. Advertência para os jovens. Cada um adquirirá as outras ciências eclesiásticas opegugdo as suas capacidades intelec quando. e fati g efeito de ter ficado no vestibulo do Sacerdócio sem penetrar ao interior. se trate da doutriga do trep todos devem tornar-se sábios- Um Sacerdote que não Ealba disarrer sobre VOCAÇÃO 55 Jesús. gae saberá? E' ignorante da ciência gue deve antes de as outras. O Sacerdote não •é. O Sacerdote é obrigado a não cessar de estudâr seu Mestre e de se aprofundar na sua doutrina. se não quiserem expor-se a truncar o seu Sacerdócio por uma ciên insuficientes 2. — Obrigação dg ensiná-la. Sumamente importante é que todos os que aspiram a vir a ser t. Ele é Sacerdote paza sempre: deve' pois.trn dia Sacerdotes dc Jesús se compenetrem dessa Obrigação sagrada e nada descurem par' obter a ciência essencial do seu Sacerdócio. Sacerdote para gozar egoisticamepte das prerrogativas e graças do . que se nutra da doutrina de seu Mestre. crescer mccssantemente nessa ciência das ciências que. é o mais belo ornamento do Sacerdócio. que apenas conheça o Evangelho. SACERDOTAL Deus-padre revelou a seu Filho. a virtude.

62 DE CROIX seu Sacerdócio. O Sacerdote deve poder fazer penetrar as verdades nas espiritos e convencer delas as almas: deve saber inter• petrar dignamente toda a doutrina de seu Mestre. adquirir essa ci mais ainda o é vara ensiná-la. Os Sacerdotes são os guardiães da doutrina (1) . deve possuir a tundo a ciência divina que lhes ensina. Deve levar socorro às almas e assisti-las etn todas as suas necessidades» para salvá-las. mostrar-lhe a c as eternas consequências. Elc não pode exercer semelhante miaistério sem que ele próprio esteja profut:damente compenetrado dos ensinamentos divinos. . deve instrai•las . e. 7. devem possui-la só pata si mesmos. O ensinamento divino faz parte integrante dc Sacerdócio. Jesús envia seus pelo mundo e encarrega-os de ensinar todas as aaçóes. Sc é necessário estudar para. Ele é consagrado o homem de todos. 11. fazer-lhe ressaltar sublimes belezas e a divina sabedoria. mas ainda para comuntcá•la aos outros. para instrui-las.

uma 'orientação trilha que conduz à verdade. exata e laminosa. SACERDOTAL M. a fuga das ocasiões e o cumprimento do dever. E. como em tudo o mais. e nio para diminui-la. e não para sombrear. uma segurança de conciência na prática das virtudes. Nisso. LA Para a honra de seu Mestre. Demos à Igreja Sacerdotes tão insttuidos quão virtuosos. Se o Sacerdote for santo e instruído. ama solução para suas objeçóes. esclarecerá e convencerá. Ele foi pessoalmente atacado em sua doutrina. edificará e sa:vará. A santidade e a ciência andam de parelha. Ern qualquer circunstância. Jesús deu o exemplo a seus Sacerdotes. A ciência é para refutar os erros c combater os inimigos da Igreja. irrepreensível. 3. elara. -devem as almas poder achar junto ao Sacerdote um esclarecimento em dúvidas. seus infrnigos procuraram desnaturar-lhe os ensinamentos esmeraram. deve o Sacerdote aplicar-se a dar uma doutrina si. se . estabeleceu—o luz do mundo minar. E' sob esta luz que cumpre entrever o Sacer• dóeio e desejá-10 para si e para og outras. fê-lo o sal da terra para conservar a doutrina ao mesmo tempo que a virtude. e concorreremos eficazmente para a sal* vagão e santificação das almas.

Então é importante apreender o sentido drvs sofismas ou dos erros. não receeis atacar de frente o erro. é convosco que eu conto. é preciso . nossos dias. J€gós A vocAçRo pode dizer aos seus Sacerdotes. Jesús não cessou de alertar as almas contra as falsas doutrinas deles. o Sacerdote pode ser chamado frequentemente a defender assim a sa doutrina da Igreja.64 DE CROIX em espalhar o erro por toda parte cnde Ele ensinava a verdade. pela exposição clara e positiva da verdade. fazei como eu (li.gia. em todos os tempos. Defendei por toda parte a verdade. ora corn ene. pois as inimigos do bem procuran• perder as almas. ver claramente a verdade a lhes opor. A este respeito. eu vos dei a missão de Para defender a verdade é preciso mais ciên do que simplesmente para As noções dela devem ser mais nitidas na mente e mais extensasr afim de fazer frente a todas as objeçõeg e reduzi-las mais facilmente a nada. que combateu ora com doçura. como o diz ainda hoje: "Dei-vos o exemplo. e a responder a ataqqes imprevistos dc adversários reais Ota de simples contraditores. desmascarando-lheg a hipocrisia e a malícia. e achar as expressões justas pata lhes res- Essa presença de espirito e essa destreza de argumentação não se inventam na hora.

os doutores O teriam escutado. ou no minimo dtsccrria eles sobre a interpretaçáo das Sagradas Eseritttras. E'. Se Ete tivesse sido menino comum. pois. . As coisas nio mudaram.ciãgcia co' mo na virtude. Prática para todos. SACERDOTAL estar preparado para isso pelo estudo e por um conhecimento exato e aprofundado da doutrina. ter Ele tantos conhecimcntos. Essa ciência adquirida é uma força consideravel para o ministérib do Sacerdote. sendo filho de um carpinteiro. o que lâes atraiu a atençáo e os subjugou ioi a dele. e outros. uns. 4. de primeira necessidade dar uma basc sólida ao ensinamento eclesiástico. A ciência é necessária em face classe instruída e ürigente. discutia com os doutores da Lei. E. A prova é gne a admiração de'es vinha do fato de. Os homens ignoran• tes deixam-se instruir simplicgdade. e todo futuro Sacerdote deve aplicar-se em primar na . moral e espiritual. indiferentes. racionada. Entre estes últimos. os homens instruidog procuram fazer-se convencer. Quando Jcsús achado no Templo vor Maria e José. ela ge torna indispensavel para as que têm mais diretamente a missio de opor-se à marcha invasora dos errog de toda sorte na ordem intelec— tual.

ando revestida de um. 66 DE CROIX hostis. que esteja à altura deles e fale com ciência das coisas da religião. de que pareça dar-lhe dignidade.ãO acha lugar em certas corações núo ser quando apresentada corn tato e inteligência.ciéncia sem a virtude pareceria deslocada num homem gue faz profissão de ambas praticar. raro. E' ele mais um motivo pata cultivar a ciência c a vittude. .io espiritual.ade n. A falta de ciência num Sacerdote é suficiente para afastar da religião muitas almas. só se rendem à evidência de argumentaçao cerrada. o único que possa exeicer influencia sobre certa categoria de pessoas instruídas. A verdade penetra em certos espiritas se t'lta. VOCAÇÃO 59 E' assigu que a ciência e a virtude se completam no ministério junto à elasse instruida e dirigente. A virtl. Inesmo os que sio animados dc bons sentimentos esperam achar no Sacerdote hornem inteligente e instrui* do. Uns há que não quereriam aproximar-se de Sacerdote igstoraate e conversar cam ele. A virttlde sozinha não teria bastante atratif e a . do mesmo Sacerdote possue é. E' bom nio perder de vista este ponto quando alguem ingressa no estado eclesiástico. com mais forte razão nio teriam a idéia de fazer-se seus discipglos e de receber dele um ensinamento qualquer nem uma direg.

portanto. se ele descura estudar e desenvolver seus conhecimentos. menos não o são quando se trata de um certo grau de ciência que é o ornamento cessário da sua vocação. Una Sacerdote não consa- . sua vocação não pode ignorar a importância da sisio da ciência para desempenhar dignamente as suas funções. e a si mesmo se paralisa nos surtos de zelo e de virtude. priva-o aos gozos intelectuais que ele acharia no estudo das verdades. SACERDOTAL S. Mas é sobretudo aos olhos dos outros gue ele é diminuido e rebaixado.Sacetdote deve possuir. vo• cação c antecipadatnente se condena a uma vida sacerdotal mediocre c a um ministério A ignorância num Sacerdote tira-lhe a estima da dignidade. e diminue a eficácia do seu ministêriOi Um Sacerdote que tem a inteligência 'd. A ignorância no Sacerdote rebaixa-o a gettS olhos e aos olhos dos ou. Se as pessoas do mundo são exigentes quanto virtude que o . frustralhe o coração desses piedosos e santos ardores que si doutrina e os fortes estudas alimentam nele. é infiel à sua. Sente-se forçosamente um Sacerdote diminuido.

mas ainda a revigorá-la incessantemente e a desenvol vê-la conforrne as situações e as circunstâncias. Aproveitemos os anos do Seminário e preparemos o futuro. Donde. a diminuisso da sua influências o menosprezo da sua pessoa e a ineficácia do seu ministério. Verificar que ele a descura é fazer crer numa falta de conciéncia e numa verdadeira infidelidade. Etn razão da Stra missão junto às almas. Há nisso com que fazer refletir espiritas levianos. os corações frios e as vontades preguiÇOScS. . como consequência Inevitavet. Mais vale prevenír mal do que remediá-lo. o Sacerdote obrigado só a permanecer coastatitemente em contacto a ciência que adquiriu para o cumprimento do seu ministério.68 DE M. Ei LA c R0tX gra tantos anos aos estüdos para ficar um rnero Ignorante nos conhecimentos de seu estado.

com.br . 69 DE http://alexandriacatolica.blogspot.

encarregou seus Sacerdotes de continuá-la até o fim dos tempos. fez- se o educador das muttidóes. percorreu as cidades e as aldeias para cvan• gelizar cs povos. o inimigo jurado do pecado sob todas as formas. Nenhuma outra coisa tem o Sacerdote a fazer senão trabalhar para a glória de Deus pelo . dx das almas- Quando Ele terrninou pessoalmente a sua misSio. Ele mesmo nio veió senão para trabalhar na salvasão das almas. o apóstolo infatigavel da pacificação dos espíritos. do robustecimento dag vontades. o intrépido pregador das verdades eternas. o consolador dos aflitos. consequência da consagração Jesús não chama ninguém ao Sacerdócio sem ter o designio de fazer dessa pessoa um apóstolo. da purificação dos corações. 70 CAPITULO fERCEIRO O ZELO O zelo. atrás das ovelhas perdidas. o protetor dos fracos.

afim de dizer. Para apostolado. que riel" se serve para constituem a essência do O Sacerdote é estabelecido "pro hominibus constituitur" baixas e terrenas. dizia a seu Pai: "Cumpri para Agora vou a . o Sacerdócio de passa para ele e lhe imprime na alma a partir desse momento. porem torna-se propriedade e instrumento de Jehttp lexandriacatolica. não mais se pertence. estabelecimento do seu reino nas almas. mesmo enquanto não tiver serviço delas. No dia da sua Ordenação. blogspot. O peli-lo-& infalivelmente rerá operar nelas o que o se agisse no tggar dele. o Sacerdote agir o seu Sacerdócio.com br sós. mas salvaçãO eterna.

Verdadeiro zelo gnotivo único e se exerce unidade de sentimento e .para ag almas. seja no dt. o que Jesús a obra que me destes vós" formas que pode tomar ao apostolado ativo.ro no trabalho assiduo da oração. para os homens. ele quepróprio Jesús operatia se repouso a si esgotado sua vida a ao morrer. na inatividade apaoculta e contemplativa do em conta as intenções e mantem das incessantemeate pelos mesmos. vista' unicamente em vista da desempenhar esse sublime tem apenas que deixar seu carater sagrado im. seja das obras.72 os mesmos fins que seu Sacerdócio eterno.

labar das seja pro- educaçao. de qge ele é a de Jesús. Pouco importam as esse zeb das almas. k. para aperarem mais tarde obras frutuosas e duradouras. . uma efusão da sua vida. O zelo é o que é o consequência. ardente. E' assim que devegaa encará-lo de antem*o os jovens Levitas de coração 4. ou seja na rente da doença. na vida claustro.ue se aéitazn outros c se descuram Si é o qve tem como de concerto com Ele na na intiinidade de amor. uma irradiação vcezuçxo 63 longamento da sua açiO. Jesús leva mais o fervor do que a multiplicidade Uma alma sacerdotal e se com Ele. Seja no ministério absorvente Sacerdócio.

e permanece uma fónte de alegrias divinas e de santos ardores para as almas que a ele são chamadas. apaixona-se pelo seu ministério. O zelo. inclinação. —jrdb. Sua vida a do SacerdÓcio do E como o Sacerdócio é ordenado em mira glória de Deus pela salvaçao das almas. necessidade dó Sacerdote que compreende sua unissáo. quando ge trata de lhes fazer bem. 74 2. Corre ao encontro dag almas. por. por necessidade intitna. para ganhá-las todas para Jesús nac recua ante nenhum Obstáculo. haurir nele os tesogros de que ele é a fonte. Experiment ta uma necessidade intima de recorrer incessantemente ao seu Sacerdócio. zelosa por atrativo.-Ele é trazido com alegria. para. Uma alma verdadeiramente sacerdotal nutrese das graças de sua sublime vocação. ante dificuldade. penetra-se sempre mais do esp5rito de sua vocação. . e aspira incessantemente a reproduzir ena. éla aprende a conhecer seu Mestre. cla te necessidade intensiva de dedicar-se e sacrificar-se. e para viver em contacto permanente com o Jesús que lhe comunicou o seu divino Nessa escola.

acha nele constantemente um alimento noVO. Ele não recebe Unçao sacerdotal para viver como o resto dos homens e deixar improdutivas . para seu amor e seu zelo. sustentáculo do Sacerdote em seus trabalhos. — O gelo. a quem o Sacerdócio vivifica incessantemente. O Sacerdote não se faz Sacerdote senão para fazer com que seu Sacerdócio produza que pode dar. e que passa por toda te fazendo O bem. O grande meio de tornar-se apóstolo é encher-se do espirito de Jesús e do trabalho Seminário* 3. a exemplo do Mestre. Encarar de modo diverso g sacerdotal é tirar- lhe a vida e a fecundidade.

rosos. deprimentes. ao Sacerdote compete regat com suas lágrimas e Sittffes o campo das 41mas. Como cumprirá ele tudo isso. ao Sacerdote compete. para faze brotar dele frutos de salvação eterna. se - tiver a peito veln intrépido e generoso para sustentá-lo e coctortá-lo? A falta de zelo sobrenatn:al muitos desfalecimentos e muitos abandonos. corno prosseguirá valentemente em suas obras. isso está na ordem das coisas. O bem não se faz sem dor. em segui* mento a seu Mestre. abandonos dolo. marear com seu sangue o vestigio dos seus passos na trilha que conduz as mas ao céu. 76 as efieàriRS divinas do Sacerdócio. tristezas pungentes. Trabalha-se . perseverara em seus csiorsos sem nunca fraquejar. custa caro salvar as *Imas. Sacerdote carapete pagar o resgate dos petadores c merecer-lhes as graças de conversão. insucessos humi— lhantes. contradições sensíveis.

necessidade para o Sacerdote orn face da indiferença e da corrupção univer sais. AO cabe semear e regar. mais infelizes que se dirigem para c inferno do que eleitos gue demandara o céu. Ainda tetra só houvesse justos e santos.com ardor enquanto bem sucedido. a Jesús cabe dar o cresciraento segundo o seu beneplácito. Mas ai! mais pecadores que justos mais almas doentes do que almas sãs.ali . quando havia apenas que sobrenaturalizar as tuas vistas e intenções. As portas do céu permanecem fechadas para um grande número que não se preocupa com. entremeado de alegrias e de tristezas.' O Sangue de Jesús está exposto a correr inutilmente para multidões de almas. 4. — O zelo. e achar num zelo purameute sobrenatural o segredo do conforto e da perseverança. o Sacerdote já teria um belo ministério a desempenhar para conservá-los na justtça e na petfeição. Estio em jugo sagrados interesses da glória de Deus. mag vê-lo tal ele será infalivelmente. unas cai-se tao abatimento e abandona-se a partida qttando as diiiculdades se erguem e os concursos falecem. dos mundanos. de sucesso e de insucesso. E' bom não entrever o futuro todo cor de rosa. E' que a pessoa se apoiou demais nos meios humanos e nas coasider*ções terrenas.

Ditosos os futuros . teria trocado as prerrogati•eas da sua missio pelos castigos da perfidia e da traição.mpáf a sua missão dc salvador.dócio. E' por isso que o Sacerdote fiel à sua vocação se sente forte. Um salvador de almas gae as abandonasse às fauces do lobo sem acudir para livrá-las. Não há nisso com que fazer fremir e excitar O zelo dos que receberam a missáo de salvar as almas? Poderiam eles olhar com indiferença a multidão dos que correm para a sua perdição eterna? Poderiam assistir friamente ao transbordamento de impiedade e dc corrupção que invade todas as classes da sociedade? Poderiam ficar gilencioso. Um disépulo consagrado de arena para defende: a honra c ás interesses de seu . e o inferno apresta-se pata tragar os réprobos. já teria abdicado da dignidade do seu Sace. heróico para cu. intrépido. já insensivel ao toque da graça. e inativos em face dos perigos imensos qae ameagatn a sociedade e estão a pique de acumulat no mundo ruinas i:reparàvcis? cotação sacerdotal que não vibrasse ante tantos males misérias seria um coração atrofiado. 78 entrar. generoso. aiada quando tenha de dei*ar msso pedagos de si mesmo e pagáIa com a vida.Mestre. Só essa perspectiva é capaz de atrair e entusiasmaf as grandes almas.

etn concentrar-se num gozo egoista do http://alexandriacatolica.br . 5. A ausência de zelo torna o Sacerdote um servo inutil e um escandalo para as A vocação sacerdotal não consiste.com. mártires para salvar o mundo. para o Sa• cerdote.blogspot.Sacerdotes que tiverem compreendido haver necessi• dade de apóstclos para voar em socorro dag almas.

JesúS deu-se corno modelo ao Sacerdote. e se tornam assim um escândalo para as almas. do que ver um Sacerdote a quem a salvação das alugas quasi já não diz nada. que se desinteressa dela pelo menor motivo e quando há um simples esfgrso a se impor. Esses Sacerdotes sustam a graça e a tornam infrutífera. Quando há tanta coisa a fazer. sob urna forma ou sob outra.c. 00 silêncio e na oração como na açao. não trabalhou nem fez milagres sempre . Tanto mais quanto a sua apatia espiritual é notada. Nada traduz melhor a idéia de um servo infiel e sem coração. responderao por isso severamente.seu implica necessargac. salvou as almas. é tornar-se inerte e inutil lá ande a situaç50 reclama zelo e açãO. Confiando- lhe sua própria missãoe impôs-lhe os mesmoa deveres. Quer dizer que Ele tinha zelo das almas e estava constantemente preocupado com a santifica#o e salvação delas. ver urn Sacerdote que cruza os braços e leva uma vidinha burguesa ditninue a fé dos bons e e*eita a ironia dos .nente uma são e um apostolado em beneficio das almas. Jesús pregou nem ensinou semp.de ior• mal de Jesús é descer das alturas do Sacerdócio e tomar-se natural lá onde só deve haver sobrenatilral. Nio corresponder a essa vonu. mas. tanto mais quanto eles são necessariamente conhecidas como homens sem ideal e sem movei sobrenatural.

Neste. Ninguem pode ocupar-se de coisas santas sem fazê- lo com a dignidade que convém. pela pureza exemplar de sua vida e pelo ardor dc um amor que nunca se desminta. de açao de graças c de adoração.maus. Nessas condições. o Sacerdote já nio apa• rece senão como um homem vulgar e terreno. de louvor. essa vergonha à Igreja e esse escanda!o à sociedade. deve ele prestar Aquele que o elevou a tão alta dignidade homenageõs. A cada eleito do santuário compete poupar essa dor a Jesús. CAPÍTULO QUARTO A BOA EDUCAÇÃO — A boa educação convem à dignidade do Sacerdote.uma vida toda espiritual c a um zelo ardente e fatigavel. tanto mais culpado quanto a sua vocação o Obriga a . em sua alma. Ninguem . Naturalmente. e a missáo excepcional que dele recebeu. devendo a atitude digna e perfGta do Sacerdote estar em harmonia com a excelência do Deus que ele repre senta. Mas essa honra tambem exterior. * E' de todas maneiras que o Sacerdote deve honrar o seu Sacerdócio. essa honra é antes de tudo quer dizer que. Ninguem pode apresentar-se aos povos como embaixador de e falar-lhes em seu nome sem usar tina linguagem nobre e elávada em relação com a dignidade suprema daquele de quem é o enviado. Sacerdotes Jesús. honra ele o Sumo.

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. terra. No minimo. sim. seria faltar a isso que de bom grado chamaríamos "as regras da etiqueta sacerdotal" Quando se ve de que lustre exterior se cercam os embai*adores dos reis da. seria admissivel que og representantes do grande Rei do céu apareceSem sob exteriores descurados e fossem ignorantes das atitudes nobres e dos costumes recebidos ao exercicio da sua função? O interior antes de tudo. O Sacerdote qtte tem conciência da sua dignidade compreende que deve ter uma apresentação irrepreensiveli por respeito a seu Mestre e por deferencia para com as Nia lhe ficito negligenciar a conduta terioo pocque. Og Sacerdotes os atautos de Deus. VOCAÇÃO SACER>O'TAL 83 A de encarregar-se das almas sem tratá-las com cer ta delicadeza gue é gnais do que conveniente em semelhante ministério. Mestre. por Stas m «ne. deve haver no seu porte e em toda a sua pessoa uma certa distinção que refliCa a dignidade de seu.tac e pelo conjunto de sua atitude. que nada neles fira as conveniências e as regras de uma boa educação. este lhe exerce não raro a influência tanto por palavras. pertencendo tudo net* ao seu cerdócio. como pelo exercicio das suas funções mais sagradas. mas timbern O exterior conveniente. Saber que se ocupa o próprio lugar de Deus e se preocupar em fazê-lo segundo as conveniências de gábia e nobre educasio.

vive ocupa um posto honroso. o que sabemos.84 DE Não se objetar qge. 2. coaservemo-lo. para fundar sua Igrejai Jesús tornou doze pobres ignorantes sem pois Ele os fez em seguida principes do seu povo e lhes deu as qualidades que convinham sua missão. Eles abandonaram o exterior e os M. costumes dos pecadores hábat:os exigidos pelo seu Se amamos O Seminário os meios de nhamos boa educação. A boa educa#o Sacerdote na O Sacerdote não é dos bosques. . setnpenha um papel na Góes sagradas. damo—lo. junto às almas. tetra. E.

TeO que não sabemos. Mestre. em contacto cam todas E'•lhe preciso então rnais é-lhe preciso boa educadisparatado cm certos meios fosse portador de. dee. e tomaram novo estado.VOCAÇÃO SACER>O'TAL 85 CROtX da Galiléia. destinado a ficar no fundo entre os seus semelhantes e Pela saa instrução. um asrelação cota a sua digni- . pelas suas fun'atintas e extensas forçosamente em foco. aprenlevemo-lo em contg e convcm situação do sociedade. etnpreguemos desde Lhe atrair as almas.

estado santo como o seu. cose são. Ele apareceria ruais mostrar em tudo irrea cultivados. deve evitar qgc deslocadas mo impreschocar•lhes os deve esforçar-se por preconceitos. se nin peeto susceptibilidade de nindas e de em maneiras. elemundanas. mesmo nas assembléias públicas e puramente soçiais„ é olhado como Sacerdote. Lembre-se ele de sobre as almas para sioná-las mal e mesmo Tenha diante dos otbO& aparece. quer pela vulgaridade pela displicência do porte.86 DE A sua situação póe•no e ele está exposto a entrar Sacerdote as ser inimigo da classes da sociedade. e que o desprezo que provocasse sua falta de educaSão ressaltaria . quer Tanto deve c que tem de C*ercer gã. do que são mais do que um simples geito. que em toda preensivel e ferir parte onde guem.ncia e das maneiras influênisso.

para o Padre. são auxiliares. que tem um papel tão preponderante a desempenhar na sociedade. quando alguem se destina ao Sacerdócio. que ele ama particularmente» de vez que Ele própriõ quis ser pobre. Em casos E' absolutamente lógico que a elasse saceÑotal. Não se trata apenas. precisa ter as qualidades do seu estado. O que Jesús vai procurar nas famílias pobres.viver que serao mais tarde de tanta utilidade no ministério. Ele torna esses auxiliares aptos para a sua sublime vocação. de receber a mis"o de salvar as almas. Quando alguent é elevado tão alto por voca«o. Não é uma deshonra haver nascido de uma familia' pobre e aldeã. possa conservat as maneiras vulgares contraidas na infância. mas nem por isso pretende nió despojá-los das aparencias não raro um . é preciso tambem empre gar os meios para isso. Aquilo que nio se aprendeu no seio da família. dê em toda parte e sempre provas de séria e cultivada edt:cação. Daí a importância de se exercitar cedo em adquirir essas noções de urbanidade e de saber. VOCAÇÃO SACER>O'TAL 87 inevitavelmente sobre o seu carater e sobre o seu ministério. deve- se aprender no Seminário. mas grande erro seria eter que.

pessoas que nunca entabolarao palestra outras de má edgcagão. Seia esse o fito Idos alunos e dos M. mas há outras que não se pode atingir sinEo pela polidez e pela deli- . E. nos dizia. Nas questões de ordem cspirituat. A boa educação é necessária para atine gir ag classes superiores da sociedade. poueol mais dispostas a o ensinamento e a seguir—lhes os conselhos.88 DE pouco grosseiras que as pesgas esperam já não encontra* num Saee:dote. e nas coisas de eonciéncia conservam a atitude assumida para cam as classes interiores da sociedade. E' o que nos exprimia um dia. CROtX 3. relativamente à necessidade da boa educação nos Clérigos " i' Há pessoas a quem se pode instruir falandu forte e batendo na mesa. Se tão distinção do espirito. as pessoas ficam indiferentes. a palidez das meneiras. virtucie não pode atingir. não estuo elas. Esse trabalho indispensavel deve operar-se durente o tempo da formação clerical. Sua Santidade Pio XI. de maneira axpressiva. Sem razão ou com razão elas se ofis• cam. ainda quando estas fossem Sacerdotes. quando não se afastam com desprezo. O que dissemos precedentemente tem aqui uma evidente c classes da sociedade que a s. a delicadeza dos processos.

os que. nem sempre é tão facil subir. se trata de atingir os ricos c os grandes. ao menos pela educaçio. Mas. o Sacerdote deve ser imitador. Paulo fazia-se todo de todos. . pela no• breza de familia ou pela distinta formam como que escol à pa?te. se é facil descer. VOCAÇÃO SACER>O'TAL 89 S. Sem o que. Quando é preciso ir aos pequenos e acs humildes. necessário é estar à altura deles. pela instrução. a gente facilmente se põe ao alcance deles. os que são os senhores e os dirigentes na sociedade. para ganhá10s para Jesús Cristo. quando.

A boa educação num Sacerdote nunca é de• mais. • As então reserva significativa e mantém O Sacerdote afastado. Gosta-se mais daquilo qtle agrada. melhor se aceitam conselhos que são amavelmente dados. — A boa educação um meio de tornar a virtude mais e O ministério mais frutuoso. de maneiras delicadas para fazê-las pene trar mais e é tornar os esforsos mais eficazes e chegar mais seguramente ao fim. pelo contrário. com mais gosto se cumpre um dever que parece menos difi• eü. torná-las simpáticas. mormente nos tempos em qtt•e vivemos. é uma laegna que cumpre a todo custo sanar. a falta de educaçao. Para isso é precjso empregar os meios desde o Seminário Menor. 4. Saber apresentar as coisas. Isto decorre das nossas considerações anteriores. . o que cumpre evi• tarr já que há tantas almas dessa categoria pot salvar. VOCAÇÃO SACER>O'TAL 90 R o próprio Sacerdote constrangido c sente fa:— tar- lhe a naturalidade" de movimento e a flexibilid*de de conduta que lhe favoreceriam a ação.

ge o poder. a fidelidade ao dever impõe eontí• nuas renúncias. atraente. para fazer aceitar tudo isso. Se o Sacerdote se fizer amar pela cordialidade das maneiras. 0 reino dos réus sofre violência. deve o Sacerdote tof"-Io agradavel e. a penitência em si nada tem de sedutor. a virtude reelarna esforços generosos. VOCAÇÃO SACER>O'TAL 91 A religião não tem só atra.tivos. se souber dar uga tom de dis- . si puser em suas relações o saber fazer e o saber-viver.

traje» processos. Pasta assifi a serviço do mintstério sacerdotal. Se essa auréola faltar. a boa educação é uma de salvação nas do Sacerdote. o prestigio do Sacerdote fica diminuidor os fiéis Sacerdote irrepreensivel. 5. se não achem essa boa educação. — A falta de boa educaçEo diminue o prese tigio do Sacerdote e torna-se um nhs táculo ao seu zelo.92 DE M.Mas desejamos também ver o Sacerdote cercado de certa au• réola de nobreza e dignidade que ecnvenha honorabilidade da sua posição. pala• vras. exigem nele um verniz de educação que toda razão lhes parece convir admiravelmente sua dignidade pessoal e às suas fungões. CROIX tinção suas palavras e atas. . ficam decepcionadcw. Esperamos achar a santidade oxide quer que encontremos o Sacerdócio. e o Sacerdócio lhes parece amesquinhado. será melhor tado e mais facilmente ganhará os corações. O we antes de tudo honramos no Sacerdote é a sua virtude. até mesmo as suas maneiras. E. Se uma nota caracteristica nas fileiras do Clero.

Ota que empregue termos vulgares. Basta verificarem que Sacerdote não é "bem educado". Querem sacerdotes *'que c@m eles". ou gue não trate dag conveniências e delicadezas. para sentirem vontade de afastar-se. . ou que tenha maneiras bruscas. os negligentes. que lhes sejam simpáticas. os mundanos é que sio eugentes. como se diz. e que por sua vez não se ofendam com as suas réplicas e com a sua. que era nada lhes firam a susceptibilidade. oposiçao.93 DE Mas sobretudo os indiferentes.

. A boa educação não se inventa subitamente. Enfim. a ciência e o zelo. VOCAÇÃO SACER>O'TAL 94 A falta de educaçao tambem de prejudicar consideravelmente o relo do Sacezte. e na ausência da boa educação que não tiver adquirido em tempo. mas encontrará sé• obstáculos nos hábitos infelizes de que se não houver desfeito. ecm a virtude. Ele quere'á santificar e salvar as almas. adquire-se. cultivem cuidadosamente a boa educação todos 05 aspirantes ao Sacerdócio.

bIogspot.combr . VOCAÇÃO SACER>O'TAL 95 httpWaIexandriacatolica.

blogspot. TERCEIRA PARTE OS EFEITOS DO SACERDóCIO NO SACERDOTE http://alexandriacatolica.com hr .

O Saee:dote é a luz colocada no .ntes de qualquer . seus efeitos devem proporcionados.blogspot. E'•lhe mis ter o . e exercer assim na sociedade a sua influência benéfica.incessantemente: recebi arn talento que sou Obrigado a fazer rende: . A. Sendo a graça do Sace'rdócio maior de todas.utra considftagáo. ajuizará c Sacerdote do seu estado espiritual e da sua fidelidade ao Sacerdócioe http://alexandriacatolica.br CAPITULO PRIMEIRO O QUE TORNA O PADRE SANTO — A conciência da sublimidade e da perfeigão do seu estado. deve o Sacerdote compreender-se si mesmo. Ai deve ele brilhar pela santidade da vida e pelo ardor do zelo.corn. e na Igreja o papel de edificação e de dedicação que lhe incumbe esses efeitos. possuo um tesouro que devo empregar segundo os desí3*ios daquele que mc confiou.candelabro para alu• miar c mundo.

ficará deslumbrado core •semelha.nte dignidade e quererá digno dela. que o seu SacerdóciÓ é eterno. pelo Sacerdote por excelência. tiãO pode deixar de querer assemelhar-se a seu Mes- tre. que o carater sagrado impresso etn sua alma é a marca exata do Sacerdócio do Sumo Sacerdote. e sentirá necessidade de adquiri-lo. Desde que tenha compreendido que sua voca é divina. eonheeimeitto eteato do que ele é. para sCguida compreender melhor a importância dos seus deveres. Essa inteligência e essa cognpreensão do seu Sacerdócio não devem melr questão de genti• mento nem impressão do momento. Só a santidade ao estado e Só eta. apreciará o grau de per• feição que convém a um estado tão elevado. A ViTAçan SACERDOTAL Um Sacerdote que se coloca francamente em fáce do seu Sacerdócio e que compreende que só é Sacerdote por Jesús. pode mantê-lo altura dos sentimentos devem incessantemente animá-lo. Qaando recapitular a história da sua vocação e se Jernbrar de que ioi tirado do mundo para se tornar propriedade exclusava de Dees quando refletir na missio que recebeu e verificar que sua vida toda deve ser consagrada ao serviço dos alta• res e à salvaç¿o das almas. mas agir s04re o intimo de sua alma e torn*f-se uma canvicçáo profunda. .

tiveram de deixar o mundo. to Sacerdote nada mais tern ver com o mundo. o verdadeiro Sacerdote lembra-se de que é Sacerdote e de que. Sonhar com o Sacerdócio é impor-se o dever da santidade. quando receberam a sua missão. — O desejo único da glória de Deus. tornaram-se seres sagrados sobre os qua.ão mais poderosa para conduzi-lo a uma alta santidade. renunciaram a todas as outras. & outro Jesús Cristo. pelo sen Sacerdócio. A partir desse momento. Não consideraç. o Senhor se lhes entregava e à sua guarda se conEava.l$ o mundo não tem mais nenhum direito. deve esse pensamento inspirar e dirigir a vida daqueles que a eia chamados. quando foram ungidos com a unção santa. Qaando eles foram chamados. Desde a autora da vocação sacerdotal. O Senhor toraou. as coisas terre- . ao tnesmo tempo que se davam ao Senhor.se a parte de herança dos Levitas do Santtlário. Mas. Sendo propriedade exclusiva os sacerdotes são obrigados a só viver e a eó tra• baihar para Ele. 81 Em toda parte e sempre. 2.

vivificando as ações. E' sob esta luz os aspirantes ao Sacerdócio devem entrever a futura vocação. A glória de Deus o único objetivo da alma sacerdotal simplifica consideravelmente a vida. As almas que aspiram à perfeição devem mirar Jesús. E coroo o seu Sacerdócio contém tudo o que Deus pode receber de glória e de honra. tudo a que se re• fere' a seu Mestre nenhum valor ten a seus olhos.o. santifieaça.82 nas não lhe interessam mais. — O espirito sobrenatural. Ele pensa. sect divino modelo. aspira a restituir a Deus gudo o que rece• beg dele. encher-se do seu espírito. habituar-se a ver tudo na luz. Se eles tivgs• sem outras agpxrações. pois não se tornariam Sacerdotes cantos. de que não tem nenhuma cutra coisa a fazer na terra senao dedicar-se glória de Jesús. e isso o manterá alento no trabalho da sua. . do mesmo modo que no desejo da gló'. Jesús espeta do seu Sacerdote a gua santi Cornpreende-o o Sacerdote fielé e santificase para glorificar seu Mestie.ia divina acha ele um podercco e*titante para a Sva santificação. tem catação santas ambições. 3. unicamente Jesús do seu Sacerdócio. nele haure incessantemente e esforça-se par fazê-lo frttti• ficar. colima um sgbfi• me ideal. não deveriam avançar. elevando purificando as intenç&es. Compenetre-se o desta verdade.

qae sua vocação se separou de tudo para se prender a Jesús. NÃO sorncnte ele Lhe é consagrado.83 apaixonar-se de amor a Ele e cansGderar tedo ca irradiação d* sua vontade santa. Nada maig lógico para o Sacerdote. mas essa .

é desapegado do criado. c esse desprego das criaturas previne-o contra as tent. eis ai g que faz o Sacerdote sobrenatural e santo. mas ainda parecê-lo! E' por isso .asó•es e asseguralhe a vitória. Desde o momento que tudo o que é cri*do não tem valor fora de Deus. que é consagrado só ao sobrenatural. o Sacerdote. despreza tudo o mais. tem só que considerar os acontecimentos humanos para ver netcs a mão de tem só que se aproximar das criaturas para se lembrar do espirito sobrenatural em que é preciso usar delas. o Sacerdote. agir com vistas sobre• nunca com vistas humanas e terrenas. o Sacerdote fiel tem só que abrir os olhos para ver as cotsas ca verdade. Corno & importante para o Sacerdote someote ser sobrenatural. que recebe constantemente em sua alma o iafluxo santificante desse contacto divino. por assim dizer. Só pensar. que só vive para Deus. Já que nada é apreciavel criaturas senão segundo o que nelas se acha de sobrenatural e de di• vino. falar. mas unicamente conforme o espirito do Evangelho e os principias da virtude. e esse desapego dá-lhe uma labefdade que auxilia considera• velmgnte a sua perfeição. 84 MCEEDOTAL consagraçao uniu-o tão estreitamente a seu Mestre.

. sacrificar gada ao espirito de liberdade. nio raro mesmo entre cg que se pretendem religiosos. nunca SC inspirar em coisa alguma dag máxi• mas e dog costumes relaxados que tern curso no munda. manter-se alerta contra as influências de urn muado terreno e corrompido. de ra— cionalismo e de naturalismo qge invade sociedade. 85 que deve evitar as falas e o raciocinar como as pessoas do século.

a única que convém ao Sacerdote. Faca o Sacerdote para terias as aEmas em geral. CR02X Ver tudo pelo lado do só apreciat as coisas segundo a doutrina do Evangelho e os ensinamen tos da Igreja. indignas da santidade do A viu interior. procu:a dos iou-• vores. Com efeito. é . a porta está fechada à atabiçàor ao desejo dag honras. só Usar delas em mira eternidade. Servir•ce da dignidade do seg Sacerdócio para se fazer valer c atrair honras e uma glória que só a Deus São devidase seria um sacri égio. que não há senão um mesmo carater sacerdotal. ao pendor do prazer. o Sacerdote participa por tal for— ma do Sacerdócio de Jesús. Por esse siruples fato. E. é habituar-se a uma vida toda sobrenatural. à satisfação do bem-estar. a exemplo do Mestre. Ogando o Sacerdote fala e age Sacerdote. é obrigação que _de• corre da própna natureza da voca«o sacerdotal. um mesmo poder e uma mesma agio sacerdotais.86 u. se prevenirão em demasia os alunos dos Seminários contra tendências tao pérfidas. a vida interior aio é simpliYFmente meio de adquirgr a perfeiç'o. Ntnguem faz Sacerdote para posar ou pa• Se humilhar. à estatna das riquezas. e renunciar—se a si naesmo.

c torna-se-lhe a vida. O é es•eneialmente verdadeiro para a ministra«o dos Sacramentos. ettreitas. E" por isso que a palavra do Sacerdote é creadara e saa aç:ão redentora. E' numa açãc comum que Jesús e o Sacerdote agem. Jesú5-Saeerdote elege de alguma sorte domi• cílio na alma do seu Sacerdote e exerce nela a sua açao. A VOCAÇÃO SACERCOT8L mais completa fusão de alma. ficando ele mesmo nas trevas. perderia de vista o que Jesús é para ele e õ que ele é para Jesús: capacitar-se-ia insuticientemente das grandes obras que opera. 87 Jesús que fal. Essa comunidade de vida faz unidade de pensamentos. dc sentimentos. tambern O é. Ele é tomo um canal pelo qual passa a graça. i. para gozar dela. sem o qve. Faz dela ama só alma com a sua. por via de .ntirrtas.e age nele. que traz um braseiro incandescente e não é por ele aqueeado. e atingirá frutuosamente as almas a não ser na me4ida em que ficar em contacto imediato com manancial divino. fana o de um ser que projeta a luz sobre o mgndo. Pode-se cauceber anão maior de dois entes. Jesús nio pode dar às almas nada que não tenha haurido "em Jesús. absorção mais radical de alma humana na alma cle um Deus? Naturalmentei as saas relações devem ser habituais. de vistas. Muito mus: identifica a si essa alma. de vontades. deve o Sacerdote ser interior.

quando se trata de exercer sobre as almas qualquer. Não se trata aqui de consa— graf todo o tempo à aração c à meditação. Se o Sacerdote não tiver vida interior. e tanto quanto possivel habitual.88 M. a Jesús . ao mesmo tempo que mais fecunda sua agao sobre *Imas Essa vida interior não deve ser confundida com vida contemplativa. depois. não pode pois. mas de estabelecer a alma no recolhimento e num retorno frequente. nessas disposiçoes„ entregar-se a todas as . DE consequência. produzir para si e para as almas tudo o que a seg Sacerdócio pgdc dar ao passo que o hábito da vida interior o reconduzirá incessantemente ao seu centro. facilitará consideravelmente a virtude.

89 E. CROTX sacerdo- caridade penetrar- nesses .

deixa-se dominar peias ocupações. em razáo da unificação do seu Sacerdócio. e de depender do seu grau de o grau de santidade de uma alma.90 M. — O -amor de Jesús. como o sea de glória no céu estará em relação com a que a tiver animado na terra. timidade dc vida grande demais para que o mÚtuo nio .ãO é dissipa-se facilmente. seca-se nos forços do seu zelo.des. e esta nunca faz cedo demais. Todas as consideraçóes anteriores seriam {icieates para conduzir à santidade a alma tal. fá-las mais sabiamente. Há ai matéria para reflexão.Os Seminaristas preparar-se-ão tanto melhor pata o Sacerdótio quanto mais se tarem a homens interiores. e acha mesmo nelas excitante para virtude. dá poucos frutos duradouros compromete a saa santificação. se não fossem esclarecidas e vivjficadas Aléõl de ser a caridade a forma. 5. a seiva e da dag virtl. para o Sacerdote motivos especiais e essenciais para amare se da vida de amor. Há entre Jesús c o Sacerdote. Um Sacerdote interior vê as coisas mais mente. DE obras de zelo c de apostolado reclamadas pelo nistério. corno tao co as obrigagócs do Sacerdote para com Jesús se a coahecer seu Mestre e a ecmunicar seus ensinamentos. Aquele que o n. é por elas menos traidc. O Sacerdócio não consiste só receber-lhe honra e em lhe cumprir as funções.

Jesús quer mais do que ser conhecido pelo . 91 venha a por um selo de ternura dois corações feitos um para o outro.

E' o seta amor que dá ao Sacerdote o seu Sacerdócio. a sua dedicação limitadat a sua perseverança comprometida. Sem amor. porque azaa. trabalha. Todas as Iates de que o seu Sacerdócio é a foa te. é o amor do Sacerdote que deve recebê-lo. para realizar grandes coisas o Padre precisa de uma paixão. o Sacerdote carece de impulso.50 poder dentro em breve fazer frente ao inimigo. arrancar-se à influência das tentaCães e . sacrifica-se. R VOCAÇÃO SACERDOTAL Sacerdote. e ten• o direito de ter outra não par sea Mestre. Todas as guas obras dc zelo c dc dedicação Sio mera efltsao do seu amor. se dá. ele as ilumina pela do amor. a sua palavra é fria. quer ser por ele amado. que é o principio da carnação e da Redenção. Mergulha incessantemente nele para acle purificar-se c santificar-se. Com o sen Sacer• dócio Jesús dá tudo 0 que tem no visto como todo o amor que Ele dedica aos homens repausa no seu Sacerdócio. superar os obstáculos. Ele ama e. Sacerdócio de amor torna- se na alma do Sacerdote um foco ardente Sempre o Sacerdote é ele mado e consumido. De todas as suas graças. Se para se dirigir e se manter ele só tem motivos de razão. expõe-se a n. serve-se desenvolver em si o amor. sofre.

Só 0 amor pade conduzir ao eume d* perfeiçio.ficar fiel ao seu dever. e a isto é o Sacerdote chamado. relação a seu Mes- . Não receie ele. pois. Muitos perigos Fão funestos e muitas quedas sc produzem porgge falta o agior para conservar ao coração a vigilância e vontade a energia. Mas como o tra• balha da perfeição é de todos os instantes» o amor deve ger constante e estar incessantemeutc atividade cgraçio do Sacerdote.

quando.94 M. Jesús fez dele expresEamente a condiçio da fidelidade ace settS unandament0G e o objeto da sua última recomendaçio. e amá-lo é fortalecer a vontade. Querer ser fiel a Jesús é amá-lo. pedindo a seus Sacerdotes que vivam c permaneçam no seu amor. O verdadeiro é o amor de vontade. demasiados Sacerdotes desconhecem essa torça poderosa da santidade e consideram o anaor como uma coisa de imaginação e de sentimentos. entretanto. DE CROIX deixe-se levar à ternura. Desgrasadamente. Que essa doutrina de espiritualidade e de sã teologia seja a de todos os Sacerdotes e de todos os . ccohece bastante os princípios da teologia c da espiritualidade para não cair no sentimentalismo.

br .com. DE aspirantes ao Sacerdóciol http://alexandriacatolica - blogspot.95 M.

da procura da estima e do louvor. bons e maus. têm os olhos no Sacerdote. outros para apatihi-ló ern _ialta. O Sacerdote não pode cumprir eficazmente a sua missão junto às almas sc for honrado e res• peitado. comp. pai que está nos céus Or4. Primeiramente. gua conduta não deve prestar o flanco a nenhuma reflexão desfavoravel. para serem vistos pelos homens. os homens glorifiquem seu. e se não torno de si urna influEncia benéfica que predisponha os espíritos a esca— tí—lo e a seguir-lhe os ensinamentos.que instintivamente espiam-lhe a rnmd"tar uns para animarem np ber@. . deve ele preocupar-se com ser um motivo dC edificaçao e com parecer aos alhos de todos i:repreensivel na sua conduta. da ostentaç. todos. CAPtTULO SEGUNDO OQUE TORNA O SACERDOTE INFLUENTE 1.ao.. Jesús recomendou aos segs que fizessem boa= obras. Embora inimigo da vanglória. mas para vendo- os. A vida irrepreensivel e saata.

com.http://alexandriacatolica.br .blogspot.

parecer de-efot. nas lutas» nas dificuldades e nas. sentir seja no que for ao axtural. Se ele não passasse de cidadão honesto.adñ.io. como se exige de todo boni ridatfãn Mas isso não basta. adeus inf]uéneia! Recorrer-se-ia ao seu ministério para admirústração sacramentas. esperamos achar nele do que predi• naturais e virtudes civicas.l parecer um Em e santo Sacerdote. a luz nas dividas. õ conforto. O Sacerdote é um cl•aefe na Igreja. o pai das almas. íntegro. na mentalidade. lionesto. o apóstolo do Evaggelho. DE LA como simples cidadSo. é o aratato da ve:dade. e aiada ao pendor pata o à paixão. nos ptigcipios e no conlunto de sua pessoa. déVC ele mosttat-ce em tudo urn modela.sób. M. nada deve chocar. sco. mas não se iriam buscar junto a ele os bons coti*elhos. deveae mostrar-se -justo. Efetivaxtente. que impbem aos outros o fardo das virtudes e dele se exoneram a . a direçao nas teutaç5es.. nas palavras. Nó aspecto.nto dó dever. Em qualquer circunstâheaa. como ter confiança naqueles que não fazem o que ensinam. entrevemo-lo nc auréola da virtude c da santidade. ao humano. provações. o consolo. inflexivel no Éggnprirne. destarte. respeitamo-lo como o representante de Deus. E. Vemos gele mais que homem.. sabemos que sua missão é santa e divina.

M. que mostram o caminho do céu e não têm a dê ? todos os tet:np03i os saatos Sacerdotes foram os mais inflaentesy as escutados e os mais benfazejos dos homens. E. DE si unesmos. Considerem Sacerdotes e Levitas vistas . o ministério é paralisado e a açao sobre as reduzida a nada. Se essa influência faltar.

O Sacerdote fiel encaminha toda a glória a seta Mestre. em manejar tantas riquezas hó 0 perigo de apegar-se a elas. obstante.100 M. é o servo de Jesés e o sacrificado das almas. . nessas condições. vocACKo de fé necesidade indispensavel de uma influénci* sobren¿tural no aceteicio do santo mmistéria. em dispor de tão grandes tesouras há a tentaçao de apropriar-se de uma parte deles. o que promete. é posse de outro. sa{en*dol que ele não fará neta unicamente a abra de Deus. failhe apenas confiado o que ele dá. mas já acha ai a sua e O seu castigo. o desinteresse seja tatu. E. o que ele ensina. 2. O Sacerdote pessoal não se conten• ta corn glorificar seu Mestre. já que o Sacerdote nada poste de prd• prio. e atrai-as a si. Parece que. O que ele tem. alma. gosta dc que as Eas se detc• nham nele. pois a cua coaduta em breve será notada. Toma naturai o cuais sobrenatural dos ministérios. O Sacerdote n'O se pertence. seus planos desvendados. quer ter sua parte de honra c de louvor. e acha sua felsctdade em permanecer seu humilde servo. — O desinteresse. e ninm se sentirá inclinado a onfiar-lhe a. recebeu-o. e empreguem os meios para consegui-la. açffendeu-o.

o que ele realiza cada dia. é suficiente a sua riqueza de ter as almas em partilha para dá•las a Jesús. Uma das coisas qge mais edificsm no Sace:date é justamente esse desinteresse universal de CROIX tudo o que não seja a glória de Deus e o bem das almas. tudo lhe fata de desinteresse e de desapego. o que ele estuda e ensina. para que am• bicione outros bens Nos nossos dias. E' bastante grendc a sua glória de ser c representante de seli Mestre. para que ele proetre outro. verificar-se-á ser ele humanamente interesseiro nas obras mais santas. O qtne ele é pelo seu Sacerdócio. o que ele IE e medita. c que c seu ministério se lhe torna simples meio de tráfico. ele de gue é discipaio daquele I nem siga. Mais nio é precaso para lhe anular a influência e tirar às almas toda a confiança. em que o amor dos bens tema parais e a corrida ao dinheiro são um cancro que corroi a sociedade.ntáSSÊhTós tesouros Pãra nós no céu. . dagueJe que recomendou desprezássemos os bens paree5veiS_ mundo e iu.ef tinha uma pedra onde reprifisar cabesa. SACERDOTAL 101 Se a isso o Sacerdote acrescenta o apego aos bens materiais. pelo desapego e pela virtude. é indispensavel ao Sacerdote manter-se alerta e premunir-se contra esse perigo que seria a ruina do seu espirito sobrenatural e se pedra de para Sacerdote tem outra coisa «n que pensar que em "fazer dinheiro"' outras alegrias a ambicionar -que não ag que o bem-estar e as riquezas lhe poderiam oferecer.

lucro e de inter resse pessoal. Nunca pregaremos demasiado aos futuros Sacerdotes quanto é importante cedo se habituarem .102 M. dizem eles abertamente que os Padres fazem oficio que lhes rende. que dificilmente acreditam no desinteresse das Sacerdotes. As almas vão com toda ao Sacerdote desinte7essadoy gue só se ocnpa do bem espiritual detase sem pensamento oeüVtQ_de. E. Tanto mais qtaaato a esse respeito existem preconceitos em grande número de cristãos. e que não há razão para honrá-los por um ministério espintual que aos olhos deles não tem valor a!gum. For isso.

ganhará os corações e atrairá ag almaSe por sua br•ndarfee fará cair os preconceitos. quando. atraente. de paz e de cgncórdiaw A bondade atrai por si mesma. condescendente. impres• siona mais. de amenidade e de benevolência. paternal. Quem ousaria dizer que não a bondade uma virtude sacerdotal. e niO estabeleeerão essas relasóes cordiais que São urn dos meios de asão filais poderosos sobre as almas pelo eontr¿tio.ofar de certas hostilidades» e formará à volta de si traço de união entre as almas.idade e que parece abaixar-se para ir aos outros. se encontra em alguem dc elevada digg. amavel. — A bondade. se o Sacerdote for maaso. operará aproxirnações desejáve:ts. Todos gostam de ser objeto da atenção e da bondade dc um grande» e então o corasãO se abre naturalmente à confiança. 3. um centro simpático de bons conselhos. acabará par tou. quanto ao mais» manter-se-ão afastadas. porem. mas só para os serv.ços necessários. for cibeio de bondade. e qucna ousaria pretender que sem a bondade o Padre pode exei•cer feliz influeneia sobre as almas? Se c Sacerdote nao. . SACERDOTAL 103 vocxçko esse sacerdotal e se manterem vigilantes contra as tendências lunestas capazes de lhes falsear o juizo sobre esse ponto. as pessoas itao a ele mesmo assim.

afim de ganhá-las todas para Jesús-Cristo.104 E. para a cólera. e prestar-se com bondade e condescendência a to. impertinente. faça-o com bondade._ o Sumo que se bom tau ternó com tcdoe. Desde o Seminário deve o aspirante ac Sacerdócio vigiar suas inclinaçóes para a impactencia. deve primar em bondade. Afim de praticar melhor essa virtude. ele forçará as almas a compreenderetn que ele age por dever e por movimento de natureza. Mais tarde. Il. se:á a causa de ggandes eborrecimentca e de reais difi . e energicamente combatê-las. das as necessidades das almas. colocado à testa do seu rebanho. arrogante. o carater sombrio. Ele conseguirá mais pela doçura do que pejo mesmo se às vezes for obfigado a mostrar-se severo. caprichoso. para a dureza. 0 que Jesús. rer a misericórdia e o sacriffcio AO Sacerdote compete imitar seu Mestre. DE CROIX repreendeu severamente seus discipulos quando tavam com Ele para fazer descer o fago do sobre as cidades cuipadas que proclamava que.tnktieo. Foi. se quiser manter todas as suas ovelhas no aprisco c conduzi-las em seguida ao céu. susceptivel. ao tni• nistér. é im• portante aplicar-se etn reagir' contra toda tendência natural egntrátia. UEC ele de doçura e de amenidade para com todas. desigual.o. O Sace:dote. M. essa atitude.

de um médico. As préCisatrt dê um de- -um conselheiro. O Sacerdote deve primar no zelo das almas. Foi para salvá-las que se incaraou„ foi para continuar essa oba de salvação gue Ele ins o Sacerdócio. Jesús fiãO lhe deu uma missão temporal. Se alguetn nio sentisse no coração esse zelo antes de subi: os degraus do santuário. melhor seria ficat para trás e não assumir responsabilidade que reclama zelo infatigavel e devotamento sem limites. Não há razão para impor limites ao próprio se conhecem as imensas necessidades das almas. e mostremo-nos bons para todos como Ele o é para nós. tnas espiritual. como tão pouco dc lhe dcsconhecer a necessidade. se ternpo nio Ibe for feita uma séria e constante. Não tem o Sacerdote o direito de lhe restringir a extens*o. de tlü't salvador: . Tenhamos diante dos olhos a santidade do Sacerdócio e os exemplos de nosso Mestre. SACERDOTAL 105 cuidadeS. — O zelo dag almas. 4. mas não há nenhuma qge aio deva compoxtar O almas. Essa missão pode assumir formas diversas A VOCAÇÃO de apostolado.

106 E. boa. 'Mesmo quando ele fosse a elas. que deve irradiar no Sacerdote é o seu Sacerdócio. benevo!ente. . elas sio levadas a ceder toda a sua confiança ao Sacerdote gue lhes testemunha um zelo verdadeiramente sobrenatural. e seguem de boa mente a direçio daquele que lhes dedica interesse. as almas viriam a ele. aa medida em ue ecm elas se mostrar condescendente e dedieg o. O zela torna a pessoa atenta. elas lhe exprimirão grati&o e confiança. mag essa influência é secundária. paciente. é pelas graças do seu Sacerdócio que deve sobre os o apóstolo infatigavel das almas que cle fará compreender e aceitar o papel providencial que tem o dever de repregentar na sociedade. Pelas suas qualidadeç naturais o Sacerdote pode exercer utraa influência humana. Pela naatteita como ele as acolher. misericordiccat as almas são por ela confortodas. e nem o Sacerdote nem as almas podem coateatat•-se com cia.

Trata-se de passar a vida a tratar das coisas mais sagradas. de incônsiderado. A seriedade da vida. mistct se faz estabelecer a próprW nuñ—eatado . santificar e salvar as almas. de frívolo. SACERDOTAL 107 • Se lhe faltar esse zela. os fiéis nele coaiiança meramente limitada. . O seu .habitual de reflexão e de oração. Em si esse ministério comparta grandeza e solenidade. a trabalhar sem trégua em purificar. a ocupar-se dos interesses da glória de Deus ga terra. No procedimento do Sacerdote nin deve ha• ver nada de levtano. Ele_ pode contentar-se com ser Sacerdote só no altar e no exercicio do ministerió. com isso as São por ele nmelindradas c escandalizadas. não nos exponhamos a tornar um dia infrutifero o nosso Sacerdócio. Para cumpri-la dignamente. e adeus da influência moral e espiritual do Sacerdote. Nada é üo grande como set hourado com o Sacerdócio. de gravidade. Pensemos antecipadamente nas consequências terríveis da negiigéncia da salvação das almas Sacerdote. S.saeer•' 'Iota) que não &animatiC -do amor das almas é dédicação.

o obrigam a rnostrarse era toda parte e sempre o Sacerdote de Jesús. sem ficar completamente alheio às coisas deste mundo. K vochçAo Aquele exortasóes ca fiéis * cujos pés se pra set15 peradas. seja rese:vado nas relações . seja poa• derado nas palavras e comedido nas maneiras. e ele o leva a toda parte. devem notar nele nada não seja sacerdotal. Sem ser triste. sem se entrajar de uma falsa dignidade e sem Obseevat urn afastamento . mesma dignidade e a mesma pureza -de vida. Não pode ser doutor na cátedra da verdade. sem recusar prestar—se passatempos honestos. sem vuver no isolamento. mas deve tr*zer em toda parte. Ern suma.ncia da sua dignidade e respeGtá-la. sem deixar de ser amavel. Nunca esqueça o Sacerdote que suas funçóes sagradas. e em seguida ignorar praticamente o que houver ensinado. Quer dizer que ele deve ter conciê. 108 Sacerdócio lhe está impresso na alma. sem parecer severor seja recolhido. seja grave. a qgem se aa adorasio na hora da imolação da divina Vitima. ao das nuas. é grande demais olhos deles para não ficar sempre nas alturas em que o seu Sacerdheio o colocou. evite ocupar-se delas ardor. frija tios espetáeulas c das reuniões mundanas. Ele podc ser hoje Sacerdote de Jesús e amanhá homem do mundo. Ele ñãO é salvador no conféssionário. como seu carater. Missa. sacrificador só pelo tempo da e da santa. e que as almas nao.

dá-se a entender que na sua vida há urrwa mistura que não faz honra ao seu Sacerdócio.das as liberdades. pois isso quer dizer. por de cutro se diz que é sério. aplique a sua atençiO ao dever que lhe incumbe: o de mostrar-se em tudo e para com todos digno representante de Jesús seu Mestre. Se. para empregar uma parte do . para se permitir todos os passatempos. SACERDOTAL 109 sistemático e exagerado das coisas deste mundo. Quando se diz de um Padre: "Ah! é um Par dre sério". Ninguem se faz Padre para ter em seguida to. diz-se tudo." é verdadeiro • Padre.

110 ern ocupações estranhas ao seu Sacerdócio. .

que só vive para as coisas do céu.111 Reflit. .a-se aisto de um Sacerdote é um' homem de dever e de sacrifício.

br . 112 ugv//alexandriacatolicablogspotcom.

— O Sacerdote. trata com os hc• como com seus semelhantes. Desde esse momento. visto que não perde a sua natureza humana c. mas um de Deus. assnciatlñ própria dEg• nidade do Filho de Deus feito homem. hosnom de Deus. . como lhe chama S. dai não se segue todavia que o seu Sa— cerdócio não traga uma modificação essencial ao que ele era antes d. eta puro depoism tornase um dos altares. um hoHem ainda homem. o Sacerdote dei*a de ser homem como os outros. Do mesmo modo que a divindade ern Jesús escolheu o Sacerdote entre os homens para elevá-lo até à dignidade do seu eterno Sacerdócio. Antes. CAPITULO TERCEIRO O QUE O SACERDOTE FECUNDO EM OBRAS 1. unido estreitamente a Deus como ao seu principio de vida. Ordenação. isto é. Paulo. Se tudo o que é humano no homem desaparece no Sacerdote pelo fato da consagração sacerdotal. consagrado aos intetesses de Deus. toma-se "um homem de homo Dei.. Pertencenie• Deus.

fazendo um só com Jesús. na mesma tnedida fará Obra de salvação. Na medida em q14e. opera maravalhosament. de vontade.gecn como de Deus.com. como inevitavel a. fortificado pela força de Jesús. nem todos os esforços do genio huinano jamais iguatarão a grandeza morat e o poder de fecundidade do mais hcmilde dos Sacerdotes que vivem e e. DE http://alexandriacatolica. de orasao. de palavra e de açãO. 114 E. 2. de intenção. ele é poderoso etn obras e fecundo em graças.c. ele permanecer o "homem de Deus". porque é a sua natureza produzir efeitos divinos. sob pena de agir puramente como homem de Deus. de pet"samento. porque ele não opõe a isso nenhum obstáculo. de sentimento. porque assinalados pela virtude e pela santidade de Deus. o Sacerdote já deve de Deus. dá frutos numerosos e duradouros.blogspot. o Sacerdote dei•ca Jesús agir nele. Eis ai a verdadeira. O Sacerdote. Pela simples razão de se nio desprender do seu centro de vida. Impossivel um Sacerdote fiel ao seg Sacerdócic aio se tornar hocnetn de oração. Iluminado pela luz de Jesús. um .br M. Nem todas as indústrias Uumanas. O seu Sacerdócio age. CROIX Para agu•. luz sob a qual deve qualquer um entrever o Sacerdócio e preparar-se para ele.

acilmcntc contacto com Jesús. não vem alimen- . O primeiro. O segundo. rer corre incessantemente a Jesús e torna-se junto a Ele um perpétuo suplicante. não ge separando etn espirito e de coração do centro e do faco do seu Sacerdócio.Sacerdote que não seja homem dc ora poder coascrvar•sc longo tempo na santidade do seu estado. perdendo í.

A oração é a mais eloquente de todas as e a mais fecunda de -todas as ações. e será . porque então Jesús e o Sacerdote estio unidos e agem cie concerto. Jesús inspirar-lhe-á ag palavras que é preciso dizer e os atas gue cumpre praticar. Antes de—ir-àg almas. Donde o desejo. orando em união com Jesús. que age e só fala sob a inspirasao•dele. na gua graça e no seu amor. que põe nele toda a sua confiança. é abandonado aos seus próprios recursos. que se mantétn com Ele em contacto habituel de pensamentos e sentimen• tos. que naturalmente sio limitados e infrutiferoc. uma alma qoe se eleva incessantemente. que se apoia nos méritos dele. dirija—se o Sacerdote a Jesús. consulte o Sacerdote a Jesús. •amiaho. que chama Jesús em seu 'socorro. Antes de empreender Obras. dispõe da graça e dorscdea:da sua prece divina ao passo que o out:roi rando esse precioso socorro. qce: deve animar toda alma sacerdotal.dcg corações. A consequencia inevitavel é que um. 116 SACERDOTAL tar-se na fonte do seu Sacerdócio e perde a estima e o espírito deste. de ser uma alma de oração.

dominar pelo movimento e multiplicidade das Obras. agitar-se-á sem resultado apreciável. se omitir facilmente cg momentos que lhe deve consagrar. Se os exercicios de piedade. . em detrimento da oração. tâneo sem consistência e sem duração. mas pouco bem. 117 esclarecido. despenderá 'muitas esfarçogi mas por um êxito momen. entregar-se com excessivo a:dOf*S_ óbfare*terioreg. .fatí talvez ruido. todavia. para realit5 mantenha-se em relação constante com e eficazmente assistida. Evite.

é santificá-lo. que são mais entusiastas. DE L A CROtx ExiSte infelizmente um perigo para moços.n• tes de tudo agacú'ainda que com isso tenham de sofrer a vida interior e o espirito de Fies sonham revolver o mundo. Antes mesmo de pensar em salvar as almas. afim de uni•lo estreitamente a gi pela santidade vidae como o uniu a si pela unçao e eis o que o Sacerdote nunca deve esquecer. Não é afim de guardá—las unicamente si que o Sacerdote recebe tantas graças pelo seu Sa- Sem dúvida. — O Sacerdote. 118 E. para fazer bem. antes deles ouvos tcntarahn sem conseguir. é preciso a. deve ele ocu .iosos. tanto o seu "elo lhes insptra planog grañd. corno seja o de imagina• rem que o ministério sacerdotal consiste sobretudo no movimento e que. cumulando assim o seu Sacerdote. eles correrão para as mesmas decepções. Apliquega-se antes a tornar-se de e Jesús os abençoará. se esses. Farão menos. homem de asso. o primeiro pensamento de Jesús. mas -pro— possuirão uma força interior de persuasio e uma fecundidade de açao cujo segredo acharão na oração e na sua-liñião 3.

animado do seu espirito e vivendo da sua vida. Todavia. 119 E. DE par-se da glória de Jesús em sua alma e esforçarse para corresponder aos des. que guis fazer dele um amigo. o Sacerdote é Sacerdote em vista das almas. Jesús deposita•'he nalma tudo o que é prez Ciso para ser sango e santificar os outros. um confidente e um íntimo.gnios de seu Mestre. Envia-o . Entregar-se à ação demasiado depressa ou com ardor irrefletido. seria faltar i sabedoria e expor-se a comprometer-lhe o êxito.

seria perder grande número delas. para fazer bem — e a isto é o Sacerdote obrigado — é preciso pagar com a sua pessoa. DE A VOCAÇÃO SACERDOTAL pelo mundo afara.em gue é "GdadÊirááente Sacerdote que ele prodvi müiWS matos. traisse seu senhor e crcasse para si lugar dc repouso ao invés de cumprir sua missão. et EroctUC vester ma• . Jesús escolheu seus Sacerdotes ecm este intulto. é prectco trabalhar sem trégua. Pata fazer um bem duradouro. Esperar que as almas venham a vós e nio irdes atrás delas. Fazer do Sacerdócio uma -pequena burguesa. é sua intenção formal. 120 E. ut Otis et fructgrtt _afferatis. equivaleria fa• como embaixador infiel que. Se é contar com a assistência do alto para obras divmas„ 'tambem é preciso saber por nelas uma perseveran• te energia. E' par isso que o Sacerdote deve pot mesmo zelo em santificar as almas que em se santifi a. e é na medida. mas envia-o como Sacerdote. no curso do camtnho. Começar obras e não prossegui-tas é sufocat a planta zotes de dar ela frutos.ai ao abrigo das dificuldades e fadisas. "Ego elegi vos. si mesmo. lhe é licito relaxar-se no tra balbo santificação e da alvação das almas mais do que no da sua Sacerdote quê nãfT é anigrwdo deste espirito é Sacerdote cuja caustància é duvidosa e cuja ação fica comprometida.

16. XV. pesamos Sacerdotes zelososi Sacetdotes santos. . 121 Pata JesGg para as almas. Sacerdotes de aç. para a glória de Deus nas almas. qge saibam viver do seu Sacerdócio e fazê-lo produzir frutos duradouros de salvação.io.

DE M.122 E. Lh CROIX .

Se lhe é lícito ter preferências. parecerá desprezá-los.s direito ao sangue redentor do que alma do últitno de seus "ditos. Salve ele todas as que puder salvar. Pela saa vocação. Nada impedirá a misericórdia de fazer de. atitude e a mesma . conduta deve ter o Sacerdote em face das almas. Estes São verdadeiramente a parte mais cata do gebanhc. amigo dos pequenos e dos fracos. muitas vezes a vergonha ou a timidez os reterá. Se o Sacerdote 'hão a eles. acorrerá para eles. deve ser para com os pequenos e os pobres. um mendigo um santo. como a justtça de fazer de grande deste mundo réprobo. Mestre. Jésts deu a vida pela salvação de todasvo Sacerdote aplica-jhes os merecimentos dele. As grandezas humanas valem perantê Aquele que sonda os rins e os corasses. mas receie deixar-se 'influenciar pelos aceessórios' pela grandeza. a exempto dc seu. que tanto os amou. — O Sacerdote. amá-los-á por sua vez e. 123 4. tanto por serem os mais numeroSOS. pela situação. como por precisarem de ser consolados. para eorn os fracos c os itfelizes. e eles não ousarSo it a ele. _petas honras. o Sacerdote pertence às almas sem distingão de elasse de situaçío. assistidost animados c confortados. Se Sacetdote os descurar. comprazer-se-á na companhia far i um deles. A alma de rei nác tem ma. A znesrga. Se o Sacerdote os considerar na da fé e na irradiaçao de Jesús. pela influência. e éles ecmservarão disso uma impressão que os subtrairá à gua açao. para com og miseráveis e os abandonados. pela riqueza. .

DE procurará fazê-los felizes e se des• nderá em lhes fazer bem Os ricos c os grandes SÃO os primeiros a .124 E.

Mais vale _pggueno com peqttencc. visto encontrar na companhia deles Aquele de quem ele é c ministro e que. humilde com os humilde. inspirado pelo motivo da ca'idade. . Mais vale compartilhar a situação dos deshetdados deste mundo e fizer-lhes bem alma. Pelo ecrttrário. 125 mirar a dedicação desses Sacerdotes zelosos. rudo o gue ele faz. tudo O que projeta só tem um fim. ao passo que nem sempre ficam edificados com o ardor qtte alguns poem etn procurá-los. no apostolado da oração no Obrac.sem lhes fazer bem e em detrimento da própti* alma. tudo o que diz. na terrar escolheu pata Si mesmo esse estado pobre e humilhado. ai está ele mais lugar. receie o Sacerdote abaixar-se aproximan se dos pequenos. apostolo de caridade. deve fazê-lo num grande espírito sobrenatural. o Sacerdote só vive para elas. Todo o seu Sacerdócio lhes perfence. Jesús não recebeu outra missão sea50•a de salvar almas.ao. e com o intL1ito único de dar Jesús às almas e as almas a Jesús. e com isso nao os estimam senão mais. — O Sacerdote. como seu Mestre. do que viver na companhia dos grandes . pobre corn os pobres. pela palavra ou pela pena. leds e as almas. e lhes ganhar as boas graças. S. Qüer sc dedique por elas no silêncio ou na aç. O Sacerdote deve como proptie das almas. dos pobres e dos infelizes.

nem limites ao sacrifi cio. há limites dedicação. O coração . 126 E. nem consi— deragão humana a respeito das pessoas. Quando a caridade é o movel e o fim das ações. nem cálculo interesseiro nas obras.

CROIX .

quanto mais eia se dá. suas obras são duradouras e abençoado é o seu nome. pois toda a glória de{a retorna a Jesús. Possam todos os Sacerdotes de arn. tanto mais é feliz. santifica—se para santificá- laG. e2e as confunde com a saa. E' lícito tet essa ambição. ele querena aliviar todas as misérias. e dá-se a si mesma. Ele dá todo o gue tem. 128 E. socorre: todos os infortúnios. como o seu coragao. e. pacificar todos os coraç5es. imola-se para salvá-las- A lembrança gue taig Sacerdotes deixam após si grava-se na ntemória dos povos. Sua preçria só tem vida para acimar cotu ela outras.anhi estar assim à altura da subEime vocação! . que charna seus Sacerdotes a setem no mundo focos de caridade divina c os conserva fiéis. Eis ai a vida do Sacerdote. A Süá bolsa. e as infelizes vêm tirar nela. está sempre aberta. apóstolo da cari• dade. esclarecer todos os espíritas. eSeancara-se para espalhar -o fogo do seu amor. Então o esforço já não custa: a pessoa é mcvida como que por uma mola quando se trata de correr em socorro das almas. robustecei todas as vottades.

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docentes servarc omnia quaecumque manaavi vobis abri o Evangelho. de ensinar coisas novas. não se trata. A doutrina do Evangelho. Jesús confiou o depósito da fé à sua Igreja 'i é dela que se devem aprender as verdades da religi: ao. Cotn efeito. Os Sacerdotes Ao colocados na primeira linha para conhecerem essx doutrina e para lhe faze• rem em seguida os doutores e os apóstolos. de emitir teorias mais cu menos arriscadas.missão de pregar o Evangelho no mundo inteiro. Docete.br .blogspot. para o Sacerdote. pelo seu Sacerdócio. diz-lhes a Igreja depois de Jesús. receber os ensinamentos do Mestre. de esmerar-se com desenvolver http://alexandriacatolica. 130 E. adqgirir a ciência salvação e obter a honra de ensiná-la aos outros. e achareis nele a verdadeira dovtrina. recebem eles a. CAPÍTULO QUARTO O QUE TORNA O SACERDOTE UTIL A IGREJA 1.com. a que o próprio Salvador do mundo ensinou e que deve ser a regra inflexivel de toda e de todo ensino.

.

Ele tem outra coisa a fazer que náo a de parecer um Padre "moderno'". viva delas. gue segue as opinióes de seu século e se compraz em pregar novidades. misture-se ele ao grupo aos Apóstotos e. como lhe chamam. Um Sacerdote que não conhecesse o Evangelho c o pregasse faria bemr perderia maito . em casos particulares. é obrigado a tratar de assuntos coneios. esse mowitnento inconsiderado de idéias e opiniões que tem curso no mundo. saboreie- lhes a do e a santidade. Se.CROIX teses pouco conformes verdades cristãs. ete obrigado a vir bebêr nele incessantemente para si e para os autTOSe a fazer dete o arsenal da sua ciência e base do seu ensino. não perca nenhuma. o espírito e * vida que elas contêm. e em seguida leve aos outros a luz e a verdade. O Sacerdote será tanto mais erudito na ciên eia sacerdotal. O Evange'ho deve ser o scu livro por excelência . recolha com respeito todas as palavras que caem dos lábios divinos. estude-as. 132 DE M. deve fazê-lo reci"tzitdo tudo verdades do Evangelh0i mas nunca fazendo do os ensinamentos evangélicos às exigências dc uma estranha qttaTqwec. Ele só é Sacerdote para servir seu Mestre. de pregar assuntos *'aa moda" e cie dobrar-se a. cha delas a mente e o coração. LA . como eles. medite- as. qaanto mais possgif o Evangelho. no Evangelho que Jesús lhe gata.

divertiria as a as mais do que as santificaria. dar-lhe o gosto e o culto deles. que sejam cheios do seu espírito. porlhe nas raios as Santos Evangelhos. os quais estão consignados ao Evan• gelho. fazem mais mxl do que bem. pois estragam o gosto dos fiéis. o de que ela ptec:tsa é de Sacerdotes fiéis em ensinar a sua doutrina. Os belos discursos. que se contentem esta c dela ganca se afastea:n. e se preocupem de transn:utir às almas os que cla alesma recebeu do seu divino Eundador. mas servem-lhes de base. dever-se-ia instrui-la dessa doutrina. e formá-la assim desde o primeiro instante na ciência fundamental do Sacetdóeio. Mal uma vocaçio sacerdotal começa a mamtestar-se. — A ciência adeaiá8t:ica. o Sacerdote é chamado a desenvolver as verdades da fé. as pregações moda profana". Devido à sua situação e ao seu ministério. O estudo c o conhecimento do Evangelho não excluem as outras ciências. que pensem e talem como ela. dc luz C dc regra. 2. 133 tempo. A Igreja é traida antes que secundada poe tais apóstolos. Pelo contrário. dão-lhes uma concepção falsa da ret:gião e não inspiram nenhuma idéia generosa de reforma costumes e dc prática da virtude. a pô-las em luz mais vivam a deíendê-las con- .

mas niogucrn deve ignoH-las„ A Igreja necessita de sábios de doutores. Nem todos são chamados a servir-se delas igualmente. . de apóstolos e de defensores. tanto quanto pela virtude. de espiritualidade. de história. que sio do donainio disso que se chau:aam ciéaóas eclesiásticas. para estar altuca da sua missio. 134 DE tra os erros e a provar-lhes o acordo com as luzes da razão. concorrer para servi-la peia ciência. Demais. é ser-lhe grandemente Eis ai a intençáo sobrenatural e o fim primei- M. deve ele saber discorrer sobre todos os assuntog de ciência. de dogma e de moral.

aptos a adquiri-la I atrofiadas. às vezes quiçá conformes com o seu poderiam prestar na vida apostólica do tanto ardor às obras consideravelmente. qge proIgreja e para as almas! por hábitos de vi- essas tacunas e essas como é importante aspirantes ao . CROIX 135 os que se entregam de semelhante poderosamente nos seus ütna salvarguarda estranhos. e às ve— e mesmo toda leitura carece de ordem e de Sacerdote urn tempo proa turbilúo de atividade exdificuldades para se qtre se deixam levar gosto do estudo. que livros e 05 deaxam cosão culpados e se que são fonte a ocia- de toda ciência séria.

um perigo frequente Sacerdote: é o de se dar com de zelo. 136 DE to que se devem propor todosSacerciência a esuldos eclesiásticos. Semelhante ministério ponderação. Passe um longado em semelhante terior. Fsses Sacerdotes expõem a todos os perigos de sidade e a preguiça. Quantos espíritos vazios e que no entanto teriam sido inteligências quasi duzem mais nada para a Quantos belos talentos . todo esttado séria. e terá depois todas as repor no estudo. eles achano nela tra a tentasãb de estudos mais atraentes. que descure zeg totalmente. Não queremos falar dos à preguiça. porém menos estado e com as serviços que Igreja. Alémeclesiástica faz e que sição de espirito ajudá-losse lhe frabalhos. que perdem o fecham voluntariamente os brit-se dc pó.

137 perdidos da natural e" sensual! Como devemos deplorar chagas no clero' Mas preveni-las cedo e mostrar aos dócio que a aquisição da parte integrante da sua. . vocação. devem dedicar fervor.

138 DE A vocxçAo SACERDOTAL .

E' Igreja gue o ordena. Ajudá-la a cumprir sua missão na terra é toda a sua atnbiçao. o Sacerdote está semptc disposto a voar a toda parte onde o chamam os interesses da igreja. e lhe confere poderes divinos que ele deverá exercer sob a sua jansdiçao. . a sacriiiear-s. Pela sua Ordenação sacerdotal. Sacerdote develhe uma gratidão enorme e tem necessidade dc por a serviço dela um devotanvento sem limites. Ela os envia ao extrerno do muado. a 'invulneravel continuadora da missão dC seu divino fuadador. Nada lhe custa quando se trata da honra da Igreja e do da saa divina missão. que o reserva para si. Mais do que para os fiéis a Igreja se Ibe tcrnou Mãe. recua ante sacrifício algum. Para defendê-la. do tesoura de suas graças c dos seus merecimentos infinitos.c. A dedicação dos seus Sacerdotes faz a força da Igreja. e ele deve amá-la com amor de ternutam Por ela deve estar pronto a dedicar-se. que o recebe em seu seio a urn titulo especial e sagrado. a dispensadora dos bens eternos. Veado nela a esposa de Cristão a depositária. escutada fat a sua ventura. Por isso. a mensageira 4a verdade. Recebendo tudo Igreja. com solicitude se faz seu discípulo e seu humilde servo. e está pronto a dar a própria vida.. 139 3. de etupregá-lo cm seguida seu gosto para O maior bem das almas. em sarna. torna-se 0 Sacerdote como que propriedade da Igrej. Vê-la bonradat respei• tada. O devotamento à Igreja. é a Igreja.

do contrário teria carecido de sabedoria ou de poder.os num apostolado humilde e oculto ou lhes confia os ministérios mais dificeis. se preparem para honrá-la e servi-la. desde o Seminário. Em toda sccaedade bem estabelecida. . age sobre o mundo» M. 140 DE emprega.' almas. sob a autoridade de superlotes sujeitos pot sua vez a ehefcs mais elevados.não podia dei:ar de estabelecer Igreja como uma sociedade perfeita. 4. há uma hierarquia de dignidade e de jurisdição que lhe mantém a harmonia e lhe assegura o iunciona- mento. onde os poderes são subotdinados uns aos outras. Por isso. Que honra camprir na Igreja tal missão de amor e devotamento E como por isso deve o Sacerdote mostrar-se grato e fiel I Detncs à Igreja falanges de filhos devotados que. vernos na Igreja urna organiz.asao completa. os quais obedecem todas a um chefe supremo. o que não se poderia supor sem blasfémia. — O respeito e a submissão à autoridade. Jesúg. par eles. e. faz deles auxi• liares tecessários para substitui-la por toda parte junto almas. as tnúitiplas se exercem numa ordem perfeita. L R CROtX apli— frutos da dá a verdadee fica as coaca¿neias e salva a.

O Se for Sacerdote respeitador da autoridade. os Bispos e os Sacerdotes. submisso ao seu Bisp e totalmente obediente ao Sumo Pontifice. 141 O Papa. Não se pode. Além de gerar uma fonte de desordens de se tomar causa de verda fieiros escândalos. eis o que constitue o quadro principal da hierarquia da Igreja. que sao uma vergonha para a Igreja e para os insubmissos. ser Sacerdote util à na. a insubmissão está contradição formal com os compromissos sagra• doa assumidos no dia da Ordenação e o espí- .

a depreciá•la de toda :maneira e a por certa osteatasãO ern desprezá-la e em se mostrar independente espírito é diametralmente oposto ao espirito sacerdotal c acarreta consequências desastrosas nas fileiras dc Clero. sobejas vezes. Falando de insttbtnissáo. mas ainda esse estado de espirito que. e O Sacerdote aparece ao Bispo como um i. a formular apreciações desfavoráveis. não queremos censurat apenas atos exteriores e graves. que em tudo e sempre deve Saee:dote segundo o coração de Deus. é propenso a encarar a autoridade como um inimigo. moimente nos nossos dias. A insubmissác e a desobediência qaebram os laços sobrenaturais ue a • consagração sacerdotal ectre o ispo e sect Sacerdote. Esta consideração bastaria para agir sobre um Saeerdotc de bediêncta. 142 VOCAÇÃO SACEDO'FAL fito de todo bonu Sacerdote. O Bis— po cessa de ser aos olhos do Sacerdote o representante de Deus a quem prometeu obediência.iLho ingrato rou. para os próprios Sacerdotes e para os fiéis que testemunhas dele. a critica:-lhe os atas. .

Sacerdote escuta.a. pode haver questão dc nacionalidadee de política. de quem ele é o Vigá' rio na terra. a falta seria a. O Papa ordena.ito do Pastor gÜpremo da Igreja. o Sacerdote exe guta. o Sacerdote segue-a.ind. maior e os efeitos mais graves. O Sacerdote obedece. O Papa fala. de optniiñ ou de controvérsja. O Pontífice é poc demais "Jesús•Cri$to". M. Eis o que faz Eis o que torna na Igreja. para ser sumamente respeitado e escutado pelos Sacerdotes. o papa dá uma dircgÃC. Seja urrwa se desfie•m ao homens de respeito toridade! . o Papa aconselha. Quando se trata de papa. 143 Se atitude se estadeasse a +espe. o papa exprime cede logo.

O amor .144 5.

nem quer firmeza. Abraçou tera determinação formal de se e para isso contou cota a graça essa graça hgnca lhe faltará. um Clero honrado. a natureza a graça. no. que Sacerdócio. útil e edificante resolução firme e inabalavel. Há nele combatem. e faz a sua força. O Sacerdote está menos seguro que da assistencia do eito. DE CROIX desejo. o Sacerdote a ele 145 um Cleyo ferte e disciplinado. o serem a vida toda e de subtnissãc para com a au- do dever. é diferentemente impressiovulgares e pelas coisas espirique o fazem parar na senda ás vezes em sua alma dessas gue lhe podenarn cnstar o prego . é Sacerdote segupre. tentações e conheceu desfalecimenvê corn a mesma clareza.

sua palavra. cumprir. vitoriosa de que o Sacerdote deve amor do dever. S"he que este pensameato Infelizmente de si mesmo do elementos que se ele suportou tos nem sempre corn . 146 O tais perigos de dentro e de fora. Os interesses em preciosos à sua alma e à Igreja. lhes mostrar divina. das obstáculos Sacerdote riveis Obrigações. eis a bússola que meio das trevas. Ele se comprometeu. sacrifique tudo ao seu dever.

e existem hesitações sjabtis do seu amor. Em face de há arma usar sempre o não pode faltar à jogo sio demasiado para que ele não O dever rigoroso deve dirigi- lo no e dos perigos. 147 a mesma nado pelas coisas tilais. . há obstáculos da virtude.

permaneça ele o do dever.ro Sacerdote de Jesús. o ver• dadev. que lhe confiou sua honra e que nio a pode enganar. custe o que custar. honra e glória da Igreja . o homem de Deus. A SACERDOTAL Lembre-se de que a Igreja conta com ele. Que o pensamento do amor que Jesús lhe des monstrou sea Sacerdote. o sustente e lhe A conserve no coração os rasgos de fervor que ele conheceu no dia da sua Ordenação e da sua primeira Missa. e que.

http://alexandriacatolica. br .com.br QUARTA PARTE coM0 FAVORECER AS VOCAÇÕES SACERDOTAIS httpWalexandriacatolica.blogspot.blogspot com .

blogspot. Que Sacerdotes c fiéis rivalizcua ena zelo e em generosãd*de para dar bons e santos Sacerdotes à Igreja. deve procurar concorrer o mais eficazmente possivel para a cgcolha. Jesús necessita de auxihares para aplicar as graças da sua Redenção. Cada entretanto. entre elas. e é para desejar que todas tragam a essa grande Obra a sua generosa participasão„ os de os estados e situações. br . o recrutamento das vocações um 40s primeiros http:Ilalexandriacatolica . deles.eressem. em razão do seu objeto e dos seus resultados. Os cristãos não podem iatiseuir•se por si mesmos em missão tão sublime que reclama um cha mamento divino e uma consagração oficial da Igreja. pteparaçáo e formação das vocaç6es dotais. segundo as imen• sas necessidades dos tempos. e iá•lg pelo mmistério dos Sacerdotes. obcas sacerdotais São as mais importatates. mas devem desejar que o número dos mimstros do Senhor se multiplique. Os Sacerdotes são sobejamente necessários à Igr'eja para que as almas se destnt. com.

com. Àqueles que compreendem importância do Sacerdócio no plano dos designios divinos para a salvação e santificação das almas. da necessidade de instrução espiritual das massas e da evangelização das nações infiéis.tal que a Igreja tem de Sacerdotes. para favo: reeetem de cma maneira qualqger as vocações. e isso é uma ignorância de que urge sair. nio basta não serem indiferentes ao recrutamento do clerb e esperarem que as ocasiões se apresentem. ou se tem a inteligência da situação critica das almas no meio da rupção universal. há outra coisa a fazer que não ficar inativo e aguardar os acon• tecimentos para descruzar os braços e mover-se. CAPÍTULO PRIMEIRO A PROCURA E A ESCOLHA DAS VOCAÇOES SACERDOTAIS 1 . e então não se pode ignorar a necessidade que por toda parte se faz sentir de mais numerosos Sacerdotes para dispensgr às al• http://alexandriacatolica.br .blogspot. Ota não se compreendeu a necessidade cap. — Preocupar-se cóm as vocações. Quando se trata de interesses tão preciosos para a Igreja e para a sociedade. e então a pessoa não se capacita da miséria moral dos povos.

A vocação sacerdotal é demasiado elevada. Nio é pelo fato de ter a Igreja necessidade de Sacerdotes gue é licito escolhê-los levianamente.— Estudar cuidadosamente os individuos. cooperaremos na instrução delas. interesszremos nelas as almag generosas. A SACERDOTAL VOCAÇÃO mas os socorros da religião e impedir ave o gtan— de número se perca. ena todas as classes da sociedade. e orientá- los para o Sacerdócio I Possam os fiéis dc todas as condições ter a peito a obra do recrutamento Eacerdotal! Possam todos cs Sacerdotes do Senhor achar sucessores para continuarem a sua Obra de salvação ! 2 . ela deve nascer em nós ó de• sejo de cooperar para o 'recrutamento sacerdotal. Esta intensão deve ser das primeiras nossas preces. Possam as familias cristãs distinguir e tavorecer as vocações desabrochadas seu seio: PosSam" as almas piedosas achar em torno de si. se preciso. favoreccremos as primeiras manifestações. recomendá-las-emos a Sacetdotes piedosos e esclarecidos e. e o mi• nistério exercido pelo Sacerdote é dc ordem por . tornar-se uma das nossas principais Praticamente. faremos nascer as ocasiões can pazes de revelar-nos ag vocações socerdotaig. eleitos do santuário.

muito mais necessária é a sua qualidade. preciso estudar anteg os individuos. . capacitar-se quanto possivel dos Cios de vocação. da piedade. do rater dos Vlent00$. A SACERDOTAL superior. Sc o número dos Sacerdotes é necessário. Não se dirigem jovens paca o Sacerdócio peto simples deseja de fazê•los Sacerdotes. da inteligêncta. para que a escolha dos individuas não seja feita com cuidado judicioso.

mas cumpre reconhecer que há o perigo de se deixar inspirar demais par esse desejo e insuti• cientemente pelas regras da prudência e. que ao ledo das notas desfavoráveis haja outras que as contrabalancem e deixem uma esperança positiva de vo- Ser objeEo de estudo to. não Obstante. e fazem-se ensaios. pelo menos. e não de to o . poucas indicações de vocação no meninoi o qual tern mesmo tnttitos defeitos i mas com o tempo ele se corrigirá e poderá vir a ser mais tarde um bom Sacerdote IA reflexão é especiosa. 122 DE CROIX O desejo de "fazer Sacerdotes" é louvabilíssimo. Não lhe falta certa justeza. e não somente no espírito e talvez imaginasao daquele que a faz surgir. Diz-se atuatmente: é verdade. nüO seria sensato apenas por síti. será mister. Trata-se de uma eseotha a fazer. no seutido de que virtude se adguire com o tempo e que semp:e nos podemos corrigir dos nossos defeitos. precisamente parque essa dificuldade exister é que mister se faz por mais cuidado gas escolhas.ai$ negativos confiar ma vocação. da sabe doria. E. importa pelo menos tet dad0G de espes rança assaz precisos para que a vocagio tenha um certo fundamento no individuo. Se não se pode chega! à certeza. Pensa-se que é dificil ter a certeza de urna vocação nas enrilhes feitas em baixa idade.

procurando cobrir no menino as qualidades. — S6 ter em vista a glória de Deus e o baal dag g. temporais. O Sacerdote tem razão de ser fora do fitn para que existe. o pondo- se face da VOCAÇÃO cia da vocação sacerdotal. esses seriam Sacrilegos. NO caso atuai. e mesmo culposo. interesseiros. ter outras vi.mas. em toda egcolha há exame. A SACEREOTAL 123 primeiro que se apresente. Seria ilógico. a glória de Deus e c bem das almas. naturais.l. que viciam a escolha na ori- . só se devem esco'her os que parecem chamados e que reunem as condições requeridas para dar esperanças füñdadas de perseverança. as aptidõeg e as virtudes correspondentes à sua vocação. é necessário por em jogo o sobrenatural e o natural. Ora. Mas podem-se encontra: motivos humanos. Não falamos dos que poderiam agir em vista de urg fim mau. que é um chamado divino para fios o natural.tag na escolha das vocações sacerdotais. pesa-se o pró e o contrat estabelecem•se paralelos: e cornparasões. Desde que se tornam todos 05 meninas para conduzi-los ao Sacerdócio. remonta-se aos principios e desce—se às consequênciasi coaside• ram•se o fim e os meios a atingir.

pelo fato de elevar a uma categoria temporal Gta— perior. é preciso estar alerta contra as preliminares de vacação que esteiam contaminadas de tais ame biç6es humanas. o motivo nSo teria nada da pureza de tensão que se impõe na escolha de t. ecmo a próprio Sacerdócio. mas essa honra é de ordem sobrenatural. Esse perigo pode encontrar-se mais facilmente nas familias de baixe eondiçSo pouco eristás. Mais ainda é preciso desconfiar das vistas de interesse material na questão das vocações sacerdo- . 124 uma honra para uma familia ter em seu seio um Sacerdote. Por isso.tma vocação onde tlidó deve ser aelosivamente sob:enatural. Se a considerássemos como honra puramente humana.

no fundo ela é o motivo inspirador. Fazer nascer o pensamento e o desejo da voca#o sacerdotal entre os meninos. 4. na sua escolha. A SACEREOTAL 125 E. nem notar sempre nos meninos e nos adolescentes indicias evidentes de vocação. sem ser expressa. de dar Igreja santos auxiliares e de fornecer às almas apóstolos zelosos dos setls interesses eternos. por vistas puramente sobrenaturais. Desejar ver o iilho chegar ao Sacerdócio para tirar dele proveito pecuniárto e assegttrat-se uma certa folgança temporali se7ia ter motivo vil e indigno- O Sacerdote nác é Sacerdote para sua família. A guestao de interesse temporal nunca. sem deixar-se influenciar peloe pais nem por qualquer outra consideração a não ger de proporcionar a Jesús cerdotes dignos dele. e se.a- Que todos os que se ocupam de vocações sacerdotais procedam pois sempre. o motivo de agradar aos pais deve ser afastado no estudo e na escolha das vceaçóes.ãcS. L A C notX tais. mas para as almas. sacerdotais sem o que nos expomos a ver mais tarde Sacerdotes "desclassificadcg" que. Os zetadcTes do Sacerdócio não podem esperar achar vocações "prontinhas". não são felizes nele e se apresen tatei. deve ser levantada na escolha das voca. impe lidos ao Sacerdócio pelo desejo e injustiticado dos pais. Não basta . é importante saber descobri-ta e eomt:a• De maneira geral.

e as santas funçaes do Sacerdácio. incitá-los a rezar. inspirados e guiados. As vezes basta uma palavra para lhes atrair a atenção e fazê-los refletir. preciso. Em nossas dias. lacuna lastimavel. sugerindo-lhes idéias de vocação. E' uma. ainda. a dos riéos e dos nobres. orientar essas qaalidades para o fim desejado. e saber inspifar o pensamento e o desejo da vacação A gaiagua de serem esclarecidas. além disso. observamo-los e verificamos O eco que as e os conselhos despertam no seu coração. tnas tambem de todo educador da juventude. a idéia do Sacerdócio não lhes acode. irreflexão ou mesmo humildade. a classe superior. e. gue nela taáo se dctcm. ajudá-los nas suas reflexõesi (aze-los entrever a beleza. Naturalgnente. é preciE0. é aos meninos piedosas que ptitneiro nos devemos dirigir. E' o papel sobretudo do Padre. gluitos meninos nüO têm par si mesmos o pensamento de uma vocação tao sublirne. de toda alma piedosa e zelosa. ou é Éo itnprecasa no espirito deles. recruta-se o Clero sobretudo na ciasse pobre e burguesa da sociedade. 126 mesmo veifiear qualidades de inteligência e de piedade que pareçam indicar uma vocaçio. fornece poucos Sacerdotes Igreja. Seja ignorànciar leviandade. eu . nessa intenção e conside• rar com eles os auotivos e as razões do chamado divino.

injustiça para com a sociedade e as almas. que tanto quanto as outras têm direito a essa dignidade e a essa honra sobrenaturais. esse fato. há apostolado a exercer jun• to aos filhos de "boa familia"L atraindo-os ao Saeerdócio c cultivando-o cuidadnumente esse O Sacerdócio é o mesmo para o rico e para o pobre. que reclamam da parte delas c mesmo socorro espiritual que recebem das outras classes da sociedade. A SACEREOTAL 127 ousaria dizer. uma injustiça injustiça para com essas famílias. . Levar em conta meninos e a Posto que a vocação tudo uma questio de alma. Ambos sao honrados da ma dignidade. Cultivemos vocação de uns e de outros. sões e aspectos sectadários conhecer. para o grande e para p pequeno. ietivo sagrado do nosso 5.

128 guaaeira e elevados à com o mesmo zelo a e façamos disto o Obapostolado. o temperamento dos moralidade dos sacerdotal seja antes de tem todavia que não se devem des- chamado ao Sacere*amiaado quanto carater e à piedade ao temperameoto. e que a é a moralidade dos de temer. O cedo. e já indica quais defeitos e as do se o temperamento pohartnonia com a digai- dever-se-á às vezes Observação os indiviesperanças de vocação segurança e expor-se a importante ainda. reserdeshoacag e às almas mui- . e as numegénero devern tornar-nos dó contrário.

tem-se o o deve ser quanto direiNão seria antes temperar:rvento manifesta. Coasa. se inteligêncta. A SACEREOTAL 129 Se o menino gue julgamos dócio deve ser cuidadosamente à virtude. porem. ao igualmente Sacerdócio. Sem dúvida:.50 . que se fundem afim de agir com mais nos decepções.se em dade e as funções sacerdotais. mais preso algum se deve deqtütar. porém. vam-se à Igreja muitas tas causas de escândalo. pais. os individuo. a se serão as inclinaçócs. Tal seja o temperamento. trata da vocaçao para o to de contar com excesões? sama imprudência 0 0. manter por mais tetnpo em duos em. util verificar dera mais tarde pór. considerar a conduta. O atavismó é sempre rosas experiências nesse circunspectos e desconfiados. há exceções.

é nas famílias cristas que se devem ir buscar vocações. pela geração. os pais muitas vezes transmitem aos filhos os princípios bons Ott maus dc virtude ou de vicio de gue fizeram hábito. poderia conservar disso lembrança capaz de desenvolver nele a mentalidade e as mesmas paixões.a honorabilidade.AçX0 mentalidades moralidade dos pais. bem como o espírito cristão das famílias. . é uma das que mais se devem aprectar. VEX. e'. regra generalíssima. Nunca se pode cercar de demasiadas precauções uma vocação sacerdotal. Assim tambem. cumpre reconhecer que. a maneira como eles educaram os filhos e os exemplos bons ou maus que lhes deram? O menino que desde baixa idade fonte teste munha do procedimento e da irreligiác do pai Oü• da mãe.

mesmo assim. importante tudo o que diz respeito a vocaçao para San cerdócio. Não se pode negar que. não raras vezes têm mais valor do que os empregados mais tarde. o seu valor. SACERDOTAL 131 http://alexandriacatolica. Mas em que época tia vida deve essa pn:paração começar? Devese esperar que o menino tenha entrado na adolescêmria c começado a tomat conciéRCia de si mesmo.br CAPÍTULO SEGUNDO A CULTURA DAS VOCAÇOES EM BAIXA IDADE Importância da primeira orientaçio. E' por isso que se devem descurar os meios sobrenaturais c outros para assegurar o to de tão preciosas esperanças. embora mais negativas. muito mais. quando o individuo é menos maleavel à dircçio dada e já está em luta pai*Oes nascentes.blogspot. ou hi outra preparação mais distante à •edifi• casão de tamanha obra? Tal é a questão que se propóe. A importancia de preparar cuidado as vocações sacerdotais para a sua sublitne tniESão não constitue dúvida para ginguem. tem. . OS meios egapregadog quasi sem o menino o saber.com.

com.blogspot. http://alexandriacatolica. o menino não aproveitará desta. da aç{0 exercida sobre ele. Não se pode objetar que inconciente.br .

Embora saiba que. preservá-lo do contacto das más influências. se verdadeirameate ete é chamado ao Sacer docim chegará a este duma maneira ou. e uma estaca para Sttstentá-la. desenvotver no menino as tendências para piedade e para a virtude. Sem dúvida. a uma planta que sabe deverá tornar-se uma grande árvore . Quando se trata da vocação sacerdotal. para isso. doutra. segundo as regras o«dinárias da natureza. e. o mesmo acontece. quando puder dirigif-ee por si mesmo. crescerá e Se tomará homem. dar-lhe o gosto das coisas santas. age Se tudo dependesse aos desvelos assíduos que dá ao seu recem-nasciclo. Nio é assim que a trata o filho a quem acaba de por no mundo. cuida delas cultiva-a atentamente. Falso raciocinio que a experiência contradiz cadá dia. rega- a regularmente.- e que. mas é isso que ajuda a fazê-la desabrochar. no sentido de que. quando ao menino o primeiro pensamento dela. núo é isso que faz a vocação. e favorecer de todo modo os bons sentimentos que nascem na suã' Stminha. Importa preocupar-se com ela desde baixa idade. preser- va•a dos fogos do sol e da violência dos ventos. 133 A VOCAÇÃO SACERDOTM. precisamente para "udá-la a *crescer e para que lance fortes raizes que lhe permitam depois sustentar—se por Ei mesma. ori• entá- lo cedo para as coisas religião. é ags:tm que o jardineiro age com relação. .

inc!inada à virtude e que foi educada piedosamente. se apresente um dia a uma alma po•tCO. . guer FCja sugerido par uma causa exterior. Suponhamos que esse pensamento da vocação sacerdotal. nassa por si mesma na mente. Que sacederá? Esse pensamento absolutamente não a im— 130 M. E. quer. DE CROIX sta alma egtará preparada para rece• bê-to e disposta a Io.

. não será nem compreendido nem deveria despertar terreno piedade chama- atrativo. 135 pressionará.

a:nin. Virgem. Façamos. Quando refleumos na maleabilidade da cia para tomar uma e dobrar-se a direção qualquer. para poder produzir seu eleito haverá fazer então o trabalho de preparação que ter sido feita antes. concebemos a importância desde a idade sobre 'essas inteligenciazinhas e sabre esses corações simples. tude essencialmente sacerdotal. o atrativo e o desejo da çao. em quem se procura desenvolver esse seja puro e piedoso. mister que o menino que aspira ao Sacerdócio. tudo pende de nós para favorecer na infincia as des e as inclinaçoes em harmonia com do possível à vocação sacerdotal. se esta se maraifestar um dia. a piedade é a réola . para tá•los pata o bem. Aguardar a adolescência pata cultivar na ma o pensamento. 2. além do risco de não chegai resultado. DE CROIX ciado. c. E. talvez prometido pelas rnás inclinações e pelo das paixões. A frequência dos Sacranaentos e a vosso à SS.imo impor um duplo trabalho. um preparado e já semeado de atrativos pela e de prática das pequenas 'hrtudes. Lembremo-nos de que se t:ata de oferecer cação. muitas vezes será chegar tarde demais. pois. Pata corresponder a essa primeira graça. A virtude angélica é uma.

. 137 com que o Sacerdote circunda todas as do Sacerdócio. O mais eficaz dos meios para se conservar puro. como para adquirir uma piedade sólida.

E.A confissão purifica alma cada • vez . DE CROIX frequência dos Sacratnentos.

Maria toma particulardente sob sua protesão a alma dos futuros Sacerdotes. Esse contacto entre Jesús e a alma. e poremos em obra cs dois meios mais poderosas para conservar e fazer desabrochar. os jovens corações a eta são levados por instinto. O meatno. que a ele ficar fiel guardará com cuidado o depósito dos seus frimei• atrativos de vocaçSb. egsas vocações sacerdotais de desejo e dc espe— rança. eles serao preservados e firmados. da semelhança de carater e de missáo com seu Filho. com que eles serão honrados. de revigoramcnto no bem. é a ela que per etft razão da união estreita que eles contrairão mais tarde com Jesús. que se es• tabelece pelos Sacramentos. Há outra fonte de gagas em que deve vir beber o menino piedoso. Virgem Ega devosào é cheia de atrattvo e de doçura. a devoçao à SS. LA . Desenvolvamos neles o culto de Maria igualmente COGI o seu amor i Eucarisfia.amos ver Sacerdotes um dia. e permite a Jesús exercer nela a sua açao direta e pessoal. de bons sentimentos. VOCAÇÃO SACERDOTAL mais. 132 M. de santos desejos e de gene• rosas resolusóes. e achará fcgas para combater as más influências que possam atingi-lo. é toda uaaa escola de luzes. como uma cri• anga vai a sua mãe. e comunica-lhe a cada vez aa comunhão inocula—lhe supe— "temente a vida divina. Sob a tutela maternal dessa divina Mie. de meios de defesa contra o inimigo. na hora marcada por Jesús. vão a Matia corn ternura e entusiasmo. Confiemos a Maria os meninos que querer. de atrativos sobrena• turzis.

DE CROIX 3. devem eles alegrar-sei e aplicar-se a fecundar essas prinyeiras e preciosas dtsposigóesv Os pais. sabem no entanto qne Deus lhes pede preservarem os filhos do pecado. e se essa manifesta«a de piedade fizer nascer esperanças de vocação sacerdotal. ensinar-lhes as verdades da desenvolveter. é de seu dever favorece-ta. — Papel dés pis. Os pais cristãos São os primeiros a desejar ver nascer nos filhos a vocação sacerdotal. E. em harmonia com os designios gue Jesús tem sobre eles. arrastá- los prática da virtuder Se os pais observarem num deles uma tendêncGa mais acentuada para a piedade. são obrigados a eduz car os filhos em . porque nada mais belo nem mais feliz pode suceder àqueles a quem eles Mas O papel deles não pode cingir-se a desejos louvabiügsimos e mui legitimo' aliig Fies receberam por dever de ofício a missao de ocupar-se da de seus filhos. Se eles não cem em minúcia esses desígnios. etil conciéncia. e pelo exemplo. pela palavra.t neles CG da piedade e. Eles são os primeiros interessados nela.

A Igreja precisa de Sacerdotes: compete às familias criste fornecer-lhos.OS pata o mas para a eternidade. o pai e a mie são os agentes naturais dela. para o Sacerdócio e preperá-las para cte? E' no lar dotnéstico que 'deve fazer-se. gue Deus lhes confiou alma dos filhos. VOCAÇÃO SACERDOTAL mira a fazer deles bons cristãos. que eles .- Compenetram•se eles. e quem seria mais autorizado que os pais para orientar almas. destas grandes verda que a vida a. essa primeira prepataçáo. Mas isso não basta. e que eles têm um ministério quasi "Sacerdotal az exercer junto a clcs.

por meios va de apostolado. Possam os pais e mães compreender a sua nobre missão.io. e ter a peito dar Sacerdotes Igreja! 4. conselhos. compete elaborar as primei:as preparações capazes de os filhos para o Sacerdócio. Grandemente se. AOS pais.enganwriam os pais que. avisos. DE CROIX A 133 obrigados a presidir ao despertar e ao desenvolvimento sucessivo das faculdades de seus filhos. depois dc haverem eles cumprido o papel privilegiado que a Providência lhes confiou. fazendo-os viver am• bienfe de grande piedade. atráia-os ele e lhes dé o gasto . Antes. seria doc pais qae o Sacerdote deveria receber as vocaçdes. de atenções de preservações e de socorros espirituais dc toda sorte os meninos em que ele nota indicios e aptidões de vocação. For palavras. E. a dirigi-las espiritualmente para as coisas do céu. mesmo nas mais jovens. primeiramente.' consiste em cerear de cui— dados. — papel dos Pastore. Sua aç. assim agindo. secu.ndada pela dog pais. julgassem invadir as funções do Sacerdote. e depois procurando desenvolver de uma vocação. O Sacerdote tem naturalmente am papel to especial a desempenhar na questão das vocagães sacerdotais.

é lá que se devem buscar os voeaçao. M. Tambetn não é o desejo "fazer muitas cerdotes" que deve impelir a enviar ao mais um deles.. posto que sejam necessárias. Ainda menos são as gnalidades fricas rais que devem influenciar as suas escolhas. Oeve-se procurar verdadeiras vocações. Aplique-se mui particularmente a lhes incutir uma grande devoção ao SS. o Sacerdote que essa primeira preparaçio se exporia * na escolha -dos meninos que acreditasse ao Sacerdócio. explique- lhes 0 grande nústério da Presença real. faça-os praticat exerciciog de piedade ao do Tabernáculo. isso seria falsear na origem da vocaçÃo sacerdotal. Sacramento e SS. se encarninha para o Sacerdócio um menino ele é sinapátieo. for• me-os na 'iedad€.para em seguida assentar melhor nessa base as esperanças e garantias de vocação. cm suma. Virgem. E' ao fundo alma que cisa descer. e habitue- os a uma atitude ifrepr-eensivel na Igreja. como a piedade. Além de haver ai matéria para des decepções. Não é tanto a inteligência deve estimar. Evidentemente. VOCAÇÃO SACERDOTAL das coisas santas. pois o que toca diretamente alma é dc natureza a esclarecer mais e a melhores garantias. .

que façam gua Sálvem glória as almas. A santidade futtara corresponde piedade atuai. à instrução as qualidades da génci*i ao zelo o gosto das coisas santas. sobre ços generosos para se corrigi? dos próprios tas. sobre o respeito dos pais e da autoridade. ve o Sacerdote por de lado os seus desejos e só se pessoais. bre e a prática das virtudes da própria idade um desejo fornecer sério da vocação. numa questão de tal importância. Seminário a E. DE CROIX eonhecer E. zelosos. Tudo estabelecido sobre uma boa conduta. inspirar em tndo nos principios dos e nas estabeleci- regras observadas. O pensamento de fornecer igrejaSacerdotes santos. tal deve ser a única do Pastor quepreocupação procara privilegia- no seu rebanho os dos do Senhor. para isso. é de molde a . instruidos.

para reconhecer e desenvolver c germetn preciosa que Deus depositou nas almas por ele chamadas ao Sacerdócio. devem compreender que igualmente um papel a desempenhar na preparação das vocações sacerdotais.ão imediata das pais. Seja essa a alegria e a recompens* de todos os Pastores 5.mas das crianças. se eles souberem usar da sua . os catequistas. entrever e fortalecer nos "seus eleitos" essas qualidades e virtu• Não pode haver mais bela do que preparar almas dc crianças para o Sacerdócio. façam dela o objeto do seu zelo atento e de todos os seus esforços. A ele compete desenvolver. São os cooperadores ciais dos pais e dos Pastores. por educadores entendemos todos os de perto ou de longe. esses meninos tornam-se como que suas ovelhas e. os diretores ou diretaras de Obras. — papel dos educadores. Por todo o tempo que lhes sio confiados. VOCAÇÃO SACERDOTAL A 135 ao Sacerdote elementos de e uma direçao aos seus discernimentos. Devem ter os mesmos cuidados de vocações. por exemplo. e trabalhar em harmonia com eles para fagee nascer. Quanto maior é sua influência junto às al. Se são animados de sentimentos cristãos. desempenham certa fun• educadora junto das crianças. os professores e as professoras. tanto mais a peito devem eles ter a servir-se deta para cultivar a graça da voca Desde gue eles reconhecem essa graça numa almar ou mesmo quando apenas a suspeitem. subtraídos à direc.

e. que talvez só chegoettl ao Sacerdócio por terem achado neles auxi• liares judiciosos e zelosos da graça- O que os pais fazem na família e o Sacerdote no seu ministério. 146 benéfica influênciae podem fazer um bem imenso nesses jovens eoraçóes. tenha a imea• sa ventrra de prepará-las e orientá-las para a sua sublime vocaç:ao! . deve o educador fazê-lo no exercicio de funções. ajudado pela graça. Mas nunea o farão maior do que cooperando na formação primeira de almas sace:datais. Ele tem nas mios almas: procure discernir ag que pode:riaca ser chamadas ao Sacerdócio.

E' necessária à forrnasiO. o edu• cador. há missão superior em dignidade e em resultado à que o Sa• cerdode recebe no da Ordenação 7 que consiste em ocupar o lugar de Deng na humanidade em fazer—se. pela virtude de seu Mestre. o médico e o salvador das almas. Têm de ior mar bútr@é Quais devem ser a sua pu- .com. dos Clérigos. — Pela piedade A instituição dog Seminários é uma das Ciais importantes da Igreja. é a missão a cumprir. Grande e sublime a voeaçüo dos que são eh*macias à formação doc do Santuário! Eles fazem junto às futuras alfJ2as sacerdotais o que Jesús fazia janto aos seus' Apóstolos. para que eles venham a ser Sacerdotes dignos da sua vocação. faz-se ter uma preparação séria adaptada natureza e ao fim dessa A prepara'áo impõe-se tanto mais quanto -mais elevada e mais grave.http://alexandriacatolica.blogspot. Ora. pata qtsalquer funçao importante. cheios do espirito do seu estado.br CAPITULO TERCEIRO A FORMAÇÃO NO SEMINÁRIO 1. à altura das suas sue blimes funçóes. ena consequEnri*. fiteis à Igreja e às almas.

devem ser santos. para terminar no Maior.em relação com a sua votação. penetra-se do espírito dela. de atenções e dc adjutórios. fortifica as resoluçócg e. 148 http://alexandriacatolica.o Menor. outros. mas a formação interior da alma sacerdotal repousa em invariáveis. para farmac Sacerdotes devern mesmo ser modelos de perfeição sacerdotal. devem possuir. DeSde que um aluno se destina ao Sacerdócio. a mais impor tante. a sua o seu zelo c a sua caridade! para ensinar aos . Neste segündo asilO leviticoi o seminarista dá a última demão à sua formaçao eclesiásticat estuda mais de perto a sua vocação. amadurece as id&ias. Eó consideramos aqui a parte espiritual da formação clerical. para fazer santõs. Deixando de lado a guegu tão dos estudos e das ciãgeias diversas que convem ensinar aos Seminaristas. O tempo dos estudos no Seminário Menor é como gue urn primeiro noviciado. A formação clericat principia (Seminár. devem eles saber. se prepara para a entrada no Maior.blogspot.com. para dar. de . reveste-se das virtudes do seu estada e. em que o aspirante cosaia as fôrsas. . desenvolve os atrativog. pela prática das virtudes. deve ser cercado de desvelos. visto ser a base c a salvaguarda da outra. Os métodos de ensino podem variar.br reza.

galga ag alturas da perfeição zo mesmo tempo que os degraus do santuário. até o coroamento supremo da Sacerdócio.ascensão em ascensão. de missãó tão divina a cumprir.se na graça e de assentar esse lango trabalho de forma sobre uma piedade prolunda e sólida? . de ci• mo tão elevado a atingir. Em face de Obra tão grande realizar. qual a alma que sentiria necessidade de apoiar. de estado tão sublime a abraçar.

mas uma piedade séria. uma piedade resoluta. refletidar sólida. tão pouco. quando trata de formar em si virtudes sólidas que resistam aos ataques inimigos e -sirvam de fundamento ao edifício da perfeiçao. ao abrigo das . SACERDOTAL VOCAÇÃO 139 A simples devoção —s e Ainda menos devo• ções não basta a alguem que. por vocação. a firmar as boas resoluções e a consolidar a vocação. uma piedadc raciocinada. Uma piedade de imaginação e de sensibilidade é conveniente num estado em que a seriedade da vida reclama reflexão e consistência na prática da virtude. Uma religião exterior e de superfície é inope• ragte. que é o efeito de uma convicção e o resultado da compreensão da vocação. que segue as impressões do temperamento e os caprichos do carater. não é apta. experimentada. A piedade é indispensavel. é destinado a torgar•se um santo. Uma piedade intermitente.

Se fossem ordenados nessas condições. não se .al da vocação. ao Sacerdócio. que está ligada graça da vocação uma piedade de fundos que é vida da alma. uma piedade constante. A piedade é a primeira condiça. Se ela for fraca na origem. Esperar que ela venha é esperar uma manifestação essenc. cumpre bem depressa desenvolvê1a e fortificá-la. estão em oposição formal com o que esperam vir a ser. SACERDOTAL hesitações e das influências contrárias.o a exigir-se de urn seminarista. Tudo o que não fosse estahelerido sobre tama piedade sólida seria sem consistência e poderia facilmente voftar-se contra a própria voca- Seminaristas sem piedade não são nem podem vir a ser candidxtos.

do ar qtte ele deve respirar. do ambiente em que é chamado a mover-se E' pela oração que se põe . E' fio Seminário que os diretores de+em capccitar-se do grau de piedade dos candidatos. Um Sacerdote piedade está em contradiçáo flagrante ecrn o sen estado. nutre a alma de santas considerações. faz mais mal do que bem. recorre à oração. recorre aos meios humanos. não esperemos que seja tarde demais. deixz-se desalentar depressa. ve carecerá da força necessária para resistir às tentações. Falar de oração para um futuro Sacerdote é falar da vida de alma. suportar as provações e fazer os sacrificios que se encontrarão no seu Cana a piedade. seminarista que é profundamente piedoso. 152 teriam à altura da veação e se tornariam a vergonha do Sacerdócio. vive de maneira natural estado que só. Para verificá-lo. para ele mesmo e para os fiéis? Desenvolvamos a piedade dos Levitag. ele se salvagtxafda. — pela vida de oragão e de sacrifício. Coano nos admirarmos então das consequências desastrosas da falta de piedade sólida no Sacerdote. pede sobrenatural. relaxa-se. é uma necessidade de vocação. 2. mantem-se no espirito sem piedade.

é pela oração que estabelece entre si e Mestre essas relaçoe:s de intimidade que fazem o encanto da vida espiritual e que mais tarde serão Utna consequência lógica do seu Sacerdó cio. 153 em relação direta corn Deus. será forçado recorrer a ele para . por vocaçac. terá ele de dirigir-se frequentemente a Deus.

por ela será esclaregido.dos fiéis. deve cle apressar-se a formar em si o homem interior que se nutre e vive de oração. as graças Seu O seu trono preces. Esse hábito de relações mais ditetas com Deus nas suas .senso e uma coadenaçao antecipada da gua vida futura. afaste- se ele dos vãos ruidos do mundo. Para ser mais tarde o grande postulado oficial da humanidade. fortificado. e nao haveraa ele de ser desde já um h0!gem de oração? Seria um contras. tn"úto pelo contrário.atrativo e a gosto da oráç. Para isso. A SACERDOTAL VOCAÇÃO 141. far- se-á suplicante pega humanidade. ponha um freio eurioeidade e ao désejo das desenvolva si o.ãct: A orasao freqtaente e assidua não 'lhe prejudicará os estudos nem o cumprimento dos outros de— veres.

recolher-se por orações jaculatórias. Quér dizer que é preciso aproveitar. de consagrar oração propriamente dita um tempo reclamado por outros deveres.que recitaria . entregar• se a uma ocupação qualquer. inocalar-lhe-á farsa de . em união com Jesús que habita no seu coraçao e acompanha por toda parte O eleito de gua escolha. a estudar. mas de viver do espirito de oração. resistência nos seus esforços de virtudes. Se a oração não tivesse atrativo Pêra um seminarista„ ge sobretudo lhe pesasse) serra péssimo sinal. e constittairá uma mentalidade espiritual em harmoniá com a perfeiçao do seu estada. trabalhar. e depois habituar-se a elevar amiude a alrna a Dens. aliás. A SACERDOTAL dificuldades intelectuais e outras. . Estariamos expostas fer mais tarde um Sacerdote güe não saberia orar. Não se trata. todos seus momentos de oração. primeiro.

A SACERDOTAL maquinalmente o breviário. que quasi nunca .

Qge rar de tal Sacerdote? Que esperar de ta! rista? E' na oração que se refugiam as almas s" e todas as gae aspiram à perfeição. e pata quem as Góes mais santas se tornariam um fardo. de belo e de atraente. é date e Vítima. Ver o Sacerdote apenas no que ele de tem consideráé honroso. Jesús.oração é mas gado dC interceder por todos. Os Seminários devem ser asilos de recatlúmeato oração. e saiam penetrados do espirito e da graça da funespeSemina- NÃO necessário que o espírito de é o espírito de sacrificio. participarfaça que o ser sem participar do outro. onde os Levitas aprendam a • orar. Mas a que Ele é c nele. e porque O é umasaeriñcio condição de eficácia para a sua oração. Ora • porque. pois. tarnbem sofre. noutros termos. A Sacer- essencia do Sacerdócio existir em mira ao Sacrifício. sem 10 ao mesnao tempo no que ele tem de é o ato crueifica•nte. DE CROtx seria visto ao pé das altares. é' ter dele fitn falso Vitima é conhecirnento.virtuonossos e de onde oraçao. Jesús cumpriu supremo no Sacrifício ao Calvário. 0 O Sacerdote não pode. Está unidO e ao Sacrificto de Jesús. O Sacerdote Sacerdote e como de um Sacerdócio Jesús. porqueencarredeve parecer-se com seu Mestre. como Jesús. o Sacerdote é ma com e como Jesús. sofre.O Sacerdote ora. 157 M. pois estas duas coisas são .

158 Sacerdote. para . aplica as eficácias dc SacrificiD de é por Ele que Jesés se imola. POGte que de maneira cruenta nem por isso se segue Sacerdote não seja votado ao sacrificio. ele opera com o mesmo poder Jesús. é todo o Sacerdócio de Jesús que age Víttrna.

COM Eles um sacrificado e um imolado. eis em que deve exercitar-se primeiro pela prá da virtude e dos seus deveres de estado. Sem o que. começa: sem tardança a viver de mortificação e de renúncia. e reservemo-nos anteg alegrias sobrenaturais e santificantes. é indispensavel ter do seu Sacerdócio futuro urna exata. uma vez no ministério. longe de fugir ao inrñnmdo e ao sacrifici0* longe de habituar-se a. e der pois pelas provações. longe de pensar em gozar e etn repousar. longe de encarar o futuro como utn estado de repouso e de betn-estar. A SACERDOTAL 159 VCChçXo uma vida vetdadciragucate sacerdotal. uma vida cómoda e imortificada. deve a sua vida ser uma +ida de sacrificios. sacrifícios e imolações que Jesús multiplica no caminho daqueles de quem quer fazer santos e qtte destina ao Portanto. o Padre será egoista e pessoal.pulo semelhante ao Mestre e o faz. dedicar-se-á só eaquanto não houver demasiado esforço e fadigae e bem depressa acabará por evitar tudo o que incomoda custa. Evitemos uma tal desgraça. E' no Seminário que o candidato ao Sacerdócio deve habituar-se a privar-se e a vencer-se. e abraçar a vida de sacriñcic com o mesmo ar• dor com qtme deseja o Sacerdócio. fof— . que deve animar-se desse espirito sacerdotal que torna. o dise. mortificações. é ali que deve fazer boa cara a tudo o gue humilha e faz sofrer. especulará cota o sacrifieGo. Eis o que o eleito do Sacerdócio deve c@mpreender enquanto está no Seminário. rebaixará o seu zelo medida do interesse próprio e da aridade diminuida.

a que se obriga. Qual não deve ser a pureza da gua vida pata se aproximar . sem 'saber. importante é conhecer-lhe compromissos e os deveres. Se é importante compreender a grandeza e a sublimidade do Sacerdócio.mando em nós verdade. mas confessemos que são terriveis as suas respmasabi'idades. mag de coisas celestes. E. os beneficios de que se é o dispensador não se avaliam a peso de ouro. A dignidade do Sacerdócio é evidentemente a maior com que uma criatura possa ser honrada. Quem se prepara para o Sacerdócio não pode contentar-se. :mas não podemos ignorar impunemente os encargos e res— ponsabilidades que ela &mPOtta. Inas custam o sangue do Salvador do mundo. mas dc Deus. são interesses passageiros que estão em jogo. pois sem maitas inconvenientes podemos não apreciat completamente uma honra que nos é leita. ter uma concepgao vaga das obEgaçóes que em breve vai contrair. mas divino. Não se trata aqui de coisas terrestres a mover. senão interesses eternos. Svma imprudência seria aveaturar•se assim alguem em estado tão sagrado.ras Sacerdotes pelo espirito e pela vida de sacrificio. DE LA CROIX Pelo estudo sério dos deveres e dos perigog para o Sacerdote. a missao que se recebe não vem de um homem. Num sentidor esta última noção deve prevalecer. M. O carater de que se está revestido não é humano. e até nos menores detalhes. não menos . E' no próprio seio de Deus que o Sacerdote haure cada instante as graças com qt'e inttnda as almas.

obriga-o a purificar as conciênciass a perdoar e a salvar. A SACERDOTAL 161 tão de perto da Divindade e usar livremente dos seus tesouros infinitos! E' do próprio Jesús • que ele se apodera para dá-lo ao mundo. . a seu talante fá-lo descer do céu ao altar. pelo poder que dele recebeu.

de sacrificia e de sofrimento que ele faz reviver pata servir de às al:raas. Será ele jamais demasiado santo para realizar obra tão sublime. e fonte de vida divina? é Jesús. é a sua vida de humilhação. a sua vida eterna haurida no seio do pai. é rada urna de suas patavras — que "o espirito e vida — que ele dá ás almas para serem a regra de vida» Coato deve ser pura e evangélira a sua doutrina. tal deve ser o Sacerdote. seus ensinamentos que renova. dc quem é o representante. tal deve scr o discipulo. são seus man• damentos que ele transmite. virtude e da perfeição. a sua vida temporal imolada no Calvário. respeito e adoração não deve ele exercer tão minis— tétio! E' a doutrina dele que prega. a . para que na realidade ele seja a luz do mundoe conforme seu Mestre: lhe impôs! São os exemplos do Santo dos Santos que ele propõe ao mundo. Responderá por um e outros. o Sacerdote. Ccm que generosidade não deve ser ele o primeiro a palmilhar a trilha d. que ele comunica às almas pela graça c sobretudo pela comunhio eucarístiea. de renúncia.162 VOCAÇÃO SACERm'1'RL Com que sentimeatcs de humildade. à qual se esforça por arrastar as almas em seguimento a Jesús cruciiicado! a própria vida do Ronaetn-Degs. para se conservar o Eal da 'terra e na Igreja. O Sacerdote tem a responsabilidade imensa de Jesús c das almas. o arauto. Tal é o Mestre. por Jesús. de pobreza.

m as aspirantes ao Sacerdóció e com- . A 163 sacrificador e o dispensador. a quem deve dar Jesús. Reflit. c em cujo serviço deve gastar•se e sacrificar-se. a quem deve edificar pela santidade de sua vida. pelas almas.

164

165
VOCAÇÃO SACEREX)TAL

ocasiões perigosas que perdem tantas almas e
podem expor a sua como a dos outros, por haver
sido prevenido a tempo, o €erdote novo, ainda
inexperiente, cairá oas ciladas pérfidas e estará
grandemente e3posto a ver sosso• bra,r sua virtude.
da tentação de orgulho que lhe poderá vir
dos seus êxitos, e da do apego aos bens tempotais,
segundo os postos que ele ocupar, há muitos oatros
perigos mais st,ttis atada.

O perigo lhe virá da própria dignidade do seu
Sacerdócio e da honra de que ele será cercado, E' tao
perigoso ser estimado cedo demais, ser lotavas minhado,
cercado de atençóes„ adulado! E' importante não prestar
a essas honrarias. e adülasoes!
As relações fórçadas o mundo podetn fa zer
desviar da saa santidade o ministério do Sacerdote,
Se elas sc tornarem demasiado frequentes c se não
tiverem Eito espiritual. facilmente degenerarao etn
relações humanas, naturais, fúteis, inúteis,
perigosas quando menos, para o espírito
eclesiástico. Impcrta desconfiar delas c lembrarse
de que o Sacerdote é (na.is do mundo, tna,S
pertence a Deus.
O comércio com as almas tat:nbetti tem seus
perigos; os mais sutis e pérfidos. Ne• nhuma
familiaridade é permitida; menor imprudéncia
pode tomar-se um "escorregow gue íaria a atma

166
perder o seu "controle". Esse perigo é aumentado
pelo apego demasiadamente vivo de certas almas, o
qtlal aos poucas se converte ena apego natural e cru
aborrecimentos enn=ideráveis e perigos enormes no
ministério, Então há senso cortar rente cogv ele,
mostrar-se enérgico e quebrar completamente
qualquer relação.
Como seria infeliz ignorar perigos e
M. E, LÃ CROIX
tantos outros! Previnamos interessados, afim de que eles
se premunam pela oração. pela prudência e mediante
resoluções enérgicas,
4. — Pelo conhecimento e pelo amot de Jesús. A
exemplo de S, Paula, o Sacerdote só deve ter uma
ciência, a de Jesús, e ciência fazer decorrerem todas
as outras- Ele será suficientemente sábio se conhecer
seu Mestre, pois terá a ciência do seu Sacerdócio
estudada e contemplada na sua fonte ú:niea, o
Sacea:iote,
Nenhuma outra ciência pode a esse substituir, e
é por isto que o semina:ista lhe deve conceder o lugar
de honra, Não lhe basta aprender a teologia
dogmática, moral e ascética, Escritora Sagrada. a
história, O direito canonieo e as ciências que
cotnpóem o arsenal dos eclesiásticos, Ele precisa,
$emontac ao principio e acha; naquele cuja ciência é
a vida eterna, a razão. a inteligência, o complemento
e o fim de toda ciêneia humana.

167
Quando falamos do conhecimento de Jeg¿s,
entendemos um conhecimento simplesmente geral
dos seus mistérios, mas um conhecimento
aprofundado da staa Pessoa. das suas perfeiçOes, da
Staa existência divina e terrena, da • vida no geio do
Pai e da sua glória eterna na assembléia dos anjos e
dos santos, Estudo sublime; abismo sem fundo, cirno
mais elevado que os céus, contempla suprema,
bemaventuratça eterna t
O Levita do santuário deve apaixonar-se por esse
estudo. Torne-se ele doutgt nessa matéria. saiba
discorrer sobre O todo de tudo: omnia et in omnibus
Christus! (1) Viva cheio dessa doutrina

168
vochçKo
divina e faça dela a regra e p:ineipal ocupação de
sua vida, como a sua felicidade e o Objeto das guas
mais santas ambições I
Se no Seminário rtão tiver esse zelo da ciência
de seu Mestre, dificilmente adquirirá mais tarde. E,
se não conhecer Jesúse que saberá ele? Se não estuy
dar Jesús no seu Sacerdócio eternoe como compre•
o Seu próprio Sacerdócio ? Se fizer dC esús,
Sumo Sacerdotee o, modelo de sua vida eerdotal,
como adquirirá as virtudes do sea estado? Se pela
espirito e pelo coração não estiver em can tacto
habitual com o único Sacerdote e a única Ví• tima,
como reproduzirá na sua vida as virtudes e
perfeiç6eg daquele que o associou ao seu
Sacerdócio e às imolações?
Não: esse estudo, num seminarista e num
Sacerdcte, não é facultativo, Impõe-se como urna
ccnseguaeia inevitavel da vocação sace:dotal,
Não se pode ser verdadeiro Sacerdote e ser
ignorante do Sacerdócio; cra, todo o Sacerdócio
está em Jesús, e não se pode conhecer cm sem
o outro.
Esse conhecimento, todavia, não deve ser um.
mero conhecimento de razão faca no espÉfitO, tnas
um conhecimento amoroso que vá até o cora-
Conhecer Jesús e não amá-lo dois termos
contraditórios; um chama o outro i completam-se, ou
melhor, confundem-se um no outro,

SACERDOTAL 169 Para conhecer. e como penetrar em Jesús. como conhecer as suas perfeições c o seu amor. como subet o que Ele é em si mesmo — a caridade e o que Ele é para nó' — a consumação do amor sem amá— lo ? para o coraçao atrai a si o objcto arna- . espírito penetra no objeto conhecido.

170 .

e assisprometeu é amaluminoso e SACERDOTAL mais 171é DE L K CROIX do.altar. e as a ela em viático na hora da morte. primeiEucaristia ot'ide ele depositot' Nos Sacramentos que para poder de ao administra. tanto do de san- amado. o Sacerdote é o seu ro sacrificador. Só a ele eabc honra e mandar a e de fazê-lo descer Suas funções sagradas desenrolam-se.consagra e como possuir o foco do amor eterno tár àsabrasa de proft$hde— manifestações divinas que Jesús fazer de Si apaixona à alma que Ele ama c por quem do. — peia vida eucarística. outro Jesús. O Jesús que o Sacerdote deve conhecer é dele. alimenta-as dela. e então dará mais do que' esperanças tidade e de fecundidade sacerdotais. a ela as almas.é 'ardereconconfia vida do de exissenS5 Sacrifagio a . Que. Quanto mais penetra nas do Sacerdócio de Jesús. é consagrado Sacerdote administrá-la. fará dele. tanto mais se amor a Ele. 5. dispensador. tanto mais se de e amar caridade divina por Aquele que. guarda. pertence-lhe. Quanto mais um sen1inarista se ao estudo de seu Mestre. tudo narin em mira Evcaristia. Conduz e Jesús. o Sacerdote seja iluminado ciência de Jesús e cheio amor. maioria. na junto do Tabernáculo. pela cerdotal. sem terUnção sa- dele um conhecimento amoroso ao mesmo tempo? novo Qoa:tto mais Jesús é conhecido. ao sair do Seminário. A é o domínio.

Se não houvesse . não tên:a razão de ser para a outr*. As duas coisas não podem tir ttma sena a outra. 172 Tanto dizer gue a Eucaristia é a Sacerdóci0i e que o Sacerdócio é a condigao vida da Eucaristia.

SACERDOTAL 173 VOCAÇÃO Oferecer. a Eucaristia desapareceria. cglto prctundo e uta amor ardente Eucaristia? . Dessartev camc conceber um Sacerdote sem que tenha uma devoção especial. e Sé faltasse •o Sacerdote. o Sacerdote não seria Sacerdote.

e habituar- se a essa vida divina a dois. ele achará foçça e coragem. Ponham mestres c alunos tudo em obra para desenvolver nas almas sacerdotais de amanhá essa vida de amor a Jesús. Que a sua felicidade seja ir amiude ao pé do Tabernáculo conversat catação a coração Jesús. e amparo. sabedoria e conselho.blogspot. no seu ministério. Tudo se eclipsa para éle na terra. Sumo Sacerdote.ncessantemente st:ta vida e onde degusta por anteeipagão todas as alegrias da Pátria. com uma Hóstia. tlm Sacerdote nunca f6. nq SS. que a alma fica em Jesús e Jesús vive na alma. cimentar sempre mais a sua intimidade e união com Jesús. A devoção Eucaristia é o•termómetto da piedade do seminarista. o centro dos seus afetog e o foco dc amor onde venha constantemente abra• sar=ge dos fogos da caridade divina.i . COXEIO depositar esperança num seminarista que não fosse inclinado para Jesús-Egearistia e que não se fizesse notar por ama fé profunda e por um ardeste para o Sacramento? E' ah quer mais tarde. paz e repouso. a bússola gue o dirija. felicidade e consolaçio.com hr . Com Tabernáculo. mas com a condi* de fazer da Eucaristia a estreta de sua vida. Sacramento I http://alexandriacatolica. E' sob essa luz radiosa e confortadora que o Levita deve entrever o futuro. um Sacerdote vive no céu. ante esse paraiso do exflio onde ele refaz .

de verificar a. "Rogai ao Senhcr da messe que mande operárias para trabalhar na sua tinha" E' Jesús o primeiro a sentir a tristeza de ver os campos do Senhor incultos. — A recomendação de Jesús. Ele chora solene o abandono das naçóes Mateus. SACERDOTAL 175 CAPITULO QUARTO A ORAÇÃO E OS SOCORROS MATERIAIS 1. mas que depereçam falta de ministros para lhes dar essa graça. mas todos podem prestar o concurso das suas orações para alear. não se pode duvidar. muV tidão das almas prontas a receber a graça. . De que seja essa urna vontade format de Deus.çat do céu essa fecundidade na Igreja e essa bençãO sobre a sociedade. quando se cuve a recomendaGio insistente feita por Jesús no Evangelho. IX. Sacerdotes que trabalhern sem trégua na vinha do Senhor. de rogarmos pelas vocações sacerdotais.es. Não é duvidoso que uma das maiores necessi dades da hora atuai é Sacerdotes numerosos. Nem a todos é dado poder concorrer para essa grande obra pela escolha ou cultura das votasõ. Sacerdotes excelentes.

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is positivamente a revestir-se das suas libras. rindo. e procura salvadores para esclarccc:r as almag e aplicar-lhes os do seu sangue redentor- Ele vê por toda parte os homens correrem às honras. como uma gangrena. SACERDOTAL 177 VOCAÇÃO fiéis onde não penetra ã. Não deixemos infrutifero esse convite urgente de Jesús. Com dor indizivet assiste indiferença que lavra e que. Sio necessários Sacerdotes e • muitos Sacerdotes! Mas é preciso pedi-los. orar e sofrer com Ele. coto insistência. irem para o inferno e se pergunta sc achará outros mais 'Eia. com perseverança. e chama a grandes gritos 03 missionários que Ele é de novo crucificado vista das massas que para o abismo. e a condu— zi-tas ao céu. pedi-los com lágrimas. e. e reclama apóstolos para lhes evitar essa suprema desdita. corroi o pouco de fé que resta nas farnitias e nas sociedades. luz do Evangelho. Que doravante essa grande . sem preocupação da sua salvação eterna. aos prazeres. riqueza. consagrar-se a atirar as almas da ilusão. Orar e sofrer para obter Sacerdotes é mais bela das orações e o mais nobre dos sofrimentos. Ouçamo-lo no fundo do nosso coras*O e ponhamo- nos logo em obra. com Ele e por Ele é que devemos orar. A oração de Jesús nin pode ser ineficaz.

— bem como de todos os sacrifrios. c dc todas as almas eic— . Jesús. das comunidades. tet via-sacra. SACERDOTAL 178 intenção faça parte da todas as nossas oragóes: missa. etc. Sacramento. dai-nce Sacerdotes! Seja esta a' grande oração das famílias. adoração do SS. das obras. comanhão.

Seialhes a virtude o seti mais beb ornatnento. sem zelo e sem virtude. E.179 DE M. Lh CROIX 2.le lhe fã' gam honra. Sacerdócio. mas. cheios da Stra doutrina. e a EEtts devemos gu• Sacerdotes é pedir Sacerdotes santos.açãõ e ql. mag ainda Scerdotes. andando-lhe nas pegadas e prontos a sacrificar-se por Ele a serviço das almas. mag supliquemos a Jesús que encha todos os seets Ministros da santidade do seu. peür Sacerdote santos e Rezando para obter Sacerdotes. pelo contrário. são infiéis que a perdem. E' destes que a Igreja e as alrnas necessitam Não nos preocupemos muito com c resto.segundo o Sacerdotes altura da sua +oc. seriam antes um fardo para santa Igreja. esses não os operários que Jesús rectama para trabalharem na sua vinha. Sacerdotes sem dignidade. nio nos devemos contentar com pedir Sacerdotes numerosos. Sacerdotes animados espirito de seu Mestre. Mestre pela perfeisão de . Que eles honra ao seu. haverá sempre de sobra. Sacerdotes gue de til só o nome e cuja conduta não fosse edificante.

a ciência é o que de mais necessário ao Sacerdote. e durante toda a sua vida saoerdotat. desde o ingresso no Seminário até Ordenação. eles sejam "homeog de Deus". de resolver as objeçE•es. de opor. pata a santi -cação e salvação dag almas. No nossa tempo mais particularmente. devemos pensar em pedir ignaatmente Sacerdotes instruidog. depois da virtude. ue vivam só para ag coisas do céu.se pela dogtrirt.180 DE sua vida.a . Como. o Sacerdote deve estar em condiçáes de' esclarecer ag almas. Que.

A oração é o meio sobrenatural para obter Sacerdotes. porque ocorre às necessidade' temporais exigidas pe• 10s longos anos da formagáo elerical desses eleitos. para a manutenção dos Seminários? E' dar duas vezes o dar do seu coração pela oração e da botsa pelas esmolas. 3. cota o primeiro Pastor da diocese. e de agir sobre as inteligências tanto quanto sobre OS cora- Um Clero santo e instruido é um Clero salva dor. . o socorro da esmola é o meio natural. Não se deve esquecer que a instruçáo dos Clérigos é onus enorme que pea sobre as dio• teses. Jesús recolhen e transforma-a etn graça na escolha e na assistência espiritual dos seus *'eleitos" a esmola. Socorro material. O espiritual e o temporal são igualmente neces— sários. Este é que é preciso obter pela oração e peto sacrifício. Ele a recebe com a mesma gratidão. Porque então *s almas piedosas e ricas veriam de deixar todo O peso desse fardo recair sóbre as eaix•as diocesanas? seria gTande hanra para elas• o concorrer. SACERDOTAL 181 K vocxçXo vásão dos erros e das falsas máximas. oração c sacrificio que estão ao alcance dc todos e que deveriam fazer parte dc uma vida verdadeiramente crista. A oração.

quer tomando seu cargo seminaristas. Concorrer pata a instrução aos Clérigos é dar Igreja e auxiliá-la na sua Todos os fiéis fazem parte dá Igreja e. emprega meiog adaptados ao seu fim. 182 DE Há tttna real felicidade em dar para tio no "bre causa. 4. segundo seus meios. todos generosamente o seu concurso. pois. para essa obra eminentemente preciosa para a Igreja e para as almas. quer fundando bolsas nos Seminários. para manter a sua hierarquia e conservar intacto o depósito da fé. com donativos pessoais. quer concorrendo. Compete cada urn examinar seu orçamen- M. quer fazendo parte das obras de vocação. • para levar ao longe a doutrina do Evangelho. para a manutenção das instituições eclesiásticas. Em LA to e concorrer.ão ao mundo. para guiar e instruir as mas. ela recorre formação e à instruçáo de corpo de esecl no qual descansa e . Esses concursos são variados como as situações. por este fato. sio chamados a secundar•lhe a ação no mundo. para ensinar aos povos a ciência da salvaçao. os estados. meios de açáow Não obstante. é sobretudo pelos Sacerdotes que a Igreja exerce a sua ag. Prestem-lhe. Sendo espiritual a sua missão. as vocações e os.

do seu espirito e da sua santtdade é a classe sacerdotal. enganá- las. Fundador. Quem não teria a piedosa ambição de forne• cer à Igreja. Cada um de seus Sacerdotes é posto a serviso da sua missão divina. é permitir-lhe alcançar mais facilmente o seu Em. é dar a ! S. O que os simples cristãos podem fazer para secundar ativamente a missão divina da Igreja. E' para quem mais se iludir . E' incalculável o número das almas que se perdem. sua tio fácil concurso? Dar ao Sacerdote é dat à Igreja. gue resolveu estabelecer o seu reino no mundo pelo ministério dos Sacerdotes. cegá-las e perdê-las. Tudo é acumulado ao longo da estrada para atrai-las. Dar Igreja mais um Sacerdote é. par este que a curte pre. fazem-no petos Sacerdotes pera cuia vocação concorrem. Têm assim a sna parte VOCAÇÃO de méritos no ministério sagrado Atte OG Sacerdotes exercem na Igreja. portanto. larga é trilha que conduz à perdição eterna. SACERDOTAL 183 que a incarnação da sua doutrina. é corresponder aos designios do seu divino. e as almas correm por ela com cegueira inconcebivel c com rapidez vertiginosa. ajudá-la poderosamente. visto não lhe receberem nem o carater nem a responsabilidade. fascinátlas. —— Concorrer pará a instrgção dos Clérigos C fornecer salvadores às almas.

esclarece as inteligências e toca os corações. por estar revestido oficialmente de uma missão autorizada. natre- as de um pão de imortalidade c lhes assegura a sal vasão eterna. . O mundo é sulcado de correntes infernais que etetrizarn as almas: e. senhor da vida o Salvador do mundo veio comunicar às almas.as fincam no mal. perdoa os pecadores c arrasta à santidade. purifica as conciências. Um iluminado ignorante? Nunca. Quem. é para quem se apegar corri mais encamasatnento às riquezas e honras. 184 DE e mais gozar. pode por um freio a esse transbordamento de imoralidade e a essa sanha de gosos terrenos? homem? Não. é seguido. E' necessário auguem que se imponha pela dignidade. Só o Sacerdote reane essas cond. Por dispor de graças sem • número. pela instrução. pela virtude e pela. Pelo tato de refletft em sua vida as virtudes que ensina.çóes essenciais. Por possuir a ciência da salvação por êle pregada. pois. cle é escutado.

haverá apóstolos zelosos que converterão 06 pecadores e santificarao os justos. dai. e eatão quantas almas seriam para setnpre frustradas da vida divina Pelo contrário. hm•erá sacrificados dia vinos que farao correr sobre os altares eucarísticos o sangtte da augusta Vitima que remiu o muado. vários entes mados poderiam chegar ao Sacerdócio. 185 DE LR CROIX E' a esse homem misterioso e qaasi -divino. graças vós. sem o vosso necessário concurso. é a esse salvador de almas e a esse prodigio dc graças que vós dais meios para vir ser o que ele é c produzir as obras maravilhosas que opera Sem vós. sem vossa generosidade. vossas esmolas são sementes de eternidade I . graças aos sacrificios que vos souberdes impor para concorrer'des para a instrução dos Clérigos. haverá mais Sacerdotes para fazer conhecer Jesús e faze-lo amado. Dai. haverá carcereiros do inferno que fecharão as por• tas destes às almas que tiverem salvoe haverá anjos do Paraiso que levarão as almas ao haverá outros Jesús-Cfistos pata manifestarem ao mundo a caridade itifinita que converte os pecadores e faz os eleitos.

com.br . 186 DE http Walexandriacatolica . blogspot .

com.http://alexandriacatolica.br .blogspot.

188 5.&о О SACEROOCiO Г тГнЖ H0NkA РАПА А Ране CX)NOICOES QUA. — 23 Сарк.а1о Тег.bOADES ОО ЗАСКВООТЕ .

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br . A VOCAÇÃO 163 Capitulo COMO vocaçu& http://alexandriacatolica.com.blogspot.

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