Você está na página 1de 14

FACULDADE UNIDA DE VITÓRIA

GRADUAÇÃO EM TEOLOGIA

Cláudia Eny M. Freire, Christian Moisés, Danillo França, Diego S. Carrafa, Eduardo A.
Ribeiro, Leandro G. Bastos, Lucas Lima, Talita A. Santos.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO PROJETO SOMBRA E ÁGUA FRESCA DA


FUNDAÇÃO METODISTA DE AÇÃO SOCIAL E CULTURAL
2016 A 2022

Vitória-ES
2016
Cláudia Eny M. Freire, Christian Moisés, Danillo França, Diego S. Carrafa, Eduardo A.
Ribeiro, Leandro G. Bastos, Lucas Lima, Talita A. Santos.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO PROJETO SOMBRA E ÁGUA FRESCA DA


FUNDAÇÃO METODISTA DE AÇÃO SOCIAL E CULTURAL

2016 A 2022

Trabalho em grupo apresentado ao curso de


Graduação em Teologia, disciplina Teologia da
Liderança e Gestão, Turma TJ, como requisito
parcial para avaliação da disciplina.

Orientador: Prof. David Mesquiati de Oliveira

Vitória-ES
2016
1. DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO

O Projeto “Sombra e Água Fresca” originalmente foi escrito e revisado por teólogos,
professores da Faculdade Metodista de São Paulo, equipe produtora das revistas usadas
nas Escolas Bíblicas Dominicais das igrejas locais e em consonância com o Estatuto da
Criança e do Adolescente para ser usado nos projetos promovidos por igrejas e
instituições metodistas muito comuns na vivência das comunidades onde estão
inseridas, posteriormente, foi abarcado pela Fundação Metodista de Ação Social.

O programa é composto por sete núcleos que incluem Cultura e expressão artística,
Esporte e Recreação, Reflexões do Eu, Aprendendo um pouco mais, Saúde integral,
Cidadania, além de temas que podem ser inseridos no andamento do trabalho de acordo
com a cultura local. Cada núcleo é composto de textos impressos totalizando 24 ciclos
que podem ser trabalhados no ritmo de cada grupo, formado por faixas etárias de 6 a 8
anos, 9 a 11 e 12 a 15 anos. O programa foi proposto com a intenção de provocar um
processo no qual o “EU” vai sendo construído, desenvolvendo um sentimento de
pertença, amor e responsabilidade em cada um (quem sou Eu para mim, quem sou Eu
para sociedade, quem sou Eu para igreja).

No Espírito Santo, o Projeto é desenvolvido na comunidade de Nova Almeida, no


Bairro Parque das Gaivotas, município da Serra. Para conseguir captar recursos do
governo, o projeto, em Nova Almeida, passou por adequações pedagógicas, em
atendimento a resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do
Adolescente (CONANDA). Como parte da resolução, a questão da religião é trabalhado
em sentido mais amplo, na consciência da espiritualidade e dos valores envolvidos na
vida em comunidade e não com ênfase em determinação religiosa ou mesmo com
direcionamento dogmático.

Dessa forma, através do convênio com a Prefeitura Municipal da Serra, atualmente


atende até 50 crianças e adolescentes, na faixa etária de 6 a 15 anos, em situação de
vulnerabilidade social (aliciamento pelo tráfico de drogas, desestruturação familiar,
maus tratos, indisponibilidade de cuidador em casa, entre outros) que são encaminhadas
pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

O funcionamento é integral, de segunda à sexta, sendo teoricamente 25 vagas para o


período da manhã e 25 vagas para o período da tarde. No entanto, a maior demanda é
para o atendimento no período da tarde, devido à rotina de trabalho das famílias. Com
isso, o núcleo funciona com cerca de dezoito crianças na parte de manhã e quase trinta e
cinco no período da tarde. O restante das vagas permanece aberta por orientação do
CRAS, para o acolhimento de emergências sociais.

O projeto conta com material pedagógico próprio, criado pela Fundação Metodista, que
orienta o trabalho local. Apesar de seguir orientação do Conanda, há sinergia no uso do
material da Igreja e das diretrizes pedagógicas do órgão.
Sobre a Fundação Metodista

A Fundação é uma instituição sem fins econômicos nem político-partidários, fundada


em 1997, que promove ações de educação, cultura e assistência em comunidades do
Espírito Santo e Minas Gerais, visando o crescimento moral e social das pessoas
atendidas. Tendo como meta última cumprir a missão de aceitação, amor e serviço, a
Fundação trabalha com crianças e adolescentes e benefícios pessoais e profissionais.

1.1. Análise Interna

Pontos Fortes Fraquezas / Debilidades


 Projeto consolidado em termos de  Devido ao convênio com a Prefeitura
matriz de trabalho dentro da Fundação de Serra, o atendimento é restrito às
Metodista. crianças encaminhadas pelo Centro de
 Material pedagógico e metodologia de
Referência de Assistência Social
ensino bem estruturados.
(CRAS), na idade entre 6 a 15 anos.
 Possui sede própria em Nova Almeida.
 Devido a necessidade de se adequar as
 Atendimento a até 50 crianças. Desse
medidas para captação de recursos,
quantitativo, o projeto mantém vagas
parece haver um engessamento de
sobressalentes para abarcar situações
algumas frentes de trabalho.
de emergência social.
 Baixo interesse dos adolescentes a
 Possui estatuto definido em
partir de 13 anos de continuar no
atendimento as diretrizes do Conselho
projeto.
Nacional dos Direitos da Criança e do
 O projeto não acompanha o que ocorre
Adolescente (CONANDA).
com os adolescentes após saírem da
 Projeto fornece alimentação para os
instituição.
participantes (lanche).
 Dificuldade em aproximação com os
 Projeto também oferece oficinas de
responsáveis/pais e envolvimento dos
culinária, bijuteria, percussão,
mesmos nas atividades do projeto.
coreografia, dança e artesanato.
 O Projeto não tem autonomia para
 Equipe contratada formada por 1
desligar as crianças que não
Assistente Social, 2 Educadores
comparecem ou não querem
Sociais, 1 Cozinheira, 1 Assistente
permanecer na instituição. Somente o
Administrativo, 1 Gerente
CRAS é autorizado. Com isso, a vaga
Administrativa.
 Equipe voluntária composta por: 3 permanece bloqueada e não é possível
estagiárias de Serviço Social da repor.
 Alta rotatividade dos voluntários.
faculdade Uniasselvi.
 A gestão financeiro/contábil aparenta
 Equipe freelances esporádica que
recebe por oficina. não ser realizada pela equipe local.
 Convênio com a faculdade Uniasselvi,  Custo de manutenção mensal do
para disponibilização de estudantes de projeto é alto, em torno de 30 mil reais.
 Não contempla atendimento a crianças
Assistência Social.
 Fonte dos recursos financeiros: com necessidades especiais.
 Não há fornecimento de transporte para
Fundação Metodista, Convênio com a
as crianças chegarem ao projeto, o que
Prefeitura Municipal da Serra, aluguel
geram faltas frequentes e impossibilita
do espaço para terceiros, alguns
atender crianças em regiões mais
repasses via Fundo para a Infância e
distantes.
Adolescência (FIA).
 Apesar do conteúdo original do
projeto, proposto pela Fundação
Metodista, ter sido adaptado para
conseguir captar recursos da prefeitura,
o conteúdo pedagógico ainda
conseguiu manter um direcionamento
de base cristã.
 A equipe realiza encontros em nível
regional e nacional de capacitação e
troca de experiências com os projetos
de outras unidades do país.
 O projeto é bem visto e respeitado pela
comunidade local.

1.2. Análise Externa

Oportunidades Ameaças
 Envolver a comunidade que frequenta a  Fundação Metodista optar pelo
Igreja Metodista local para também encerramento das atividades na região.
 Alguns responsáveis/pais não deixam
contribuir e participar com o projeto,
ou não querem que a criança participe
com atividades voluntárias.
 Expandir o convênio com a Uniasselvi do projeto, mesmo sendo prerrogativa
para estudantes de outros cursos como do CRAS, com isso, eles acabam
pedagogia, educação física, educação desestimulando a participação das
especial, letras e informática. crianças.
 Viabilizar a captação de novos recursos  Mudanças em diretrizes ou gestão da
já que o espaço pode atender pelo prefeitura que podem resultar em
menos 160 crianças e existe demanda término do convênio.
 A comunidade religiosa da Igreja
reprimida na região.
 A infraestrutura permite abrigar Metodista da região de Nova Almeida
espaços estruturados para cursos de não participa efetivamente das
extensão, como laboratório de atividades do projeto, mesmo sendo
informática. uma iniciativa da Fundação Metodista.
 O tema Ambiental é um dos novos  Novas regulamentações do Governo
focos de interesse da instituição, tanto Federal para captação de recursos e
no quesito educação, quanto na redução das linhas de apoio e repasse
equipagem da infraestrutura do local. de verbas para estados e municípios.
 A PEC 241, se aprovada, pode
Com isso, há a possibilidade de
inviabilizar o repasse ou mesmo
trabalhar o tema através de parcerias
ampliação dos projetos locais.
com empresas privadas que apoiam
 Desvinculação do repasse de verbas,
essa causa.
caso seja constatado o envolvimento
 O tema ambiental também pode ser
específico de doutrina religiosa.
uma linha de atuação para integração
com as famílias das crianças e com a
comunidade em geral.
 Realizar eventos extracurriculares que
promovam a integração da comunidade
religiosa, projeto e familiares.
 Realizar palestras educativas sobre
temas de interesse da comunidade, com
o apoio/parceria dos profissionais da
faculdade ou área pública, por
exemplo: Suicídio, Dependência
Química, Violência Doméstica,
Empreendedorismo.
 Promover feiras para apresentação de
trabalhos ou apresentações artísticas
das crianças para os responsáveis/pais,
com intuito de estreitar relacionamento
e estimular a permanência das crianças.
 Avaliar quais são as iniciativas que
geram interesse para permanência, no
projeto, das crianças a partir de 13
anos.
 Viabilizar com o CRAS a possibilidade
de ter acesso ao desenvolvimento da
criança, pós-projeto, com o objetivo de
avaliar os resultados.

1.3. Definição da estratégia

Visão: Ser referência regional em modelo de projeto de acolhimento à Infância e


Juventude até 2022, atuando de forma integrada com a comunidade acolhida e
com a comunidade religiosa da Igreja Metodista.

Direcionadores Estratégicos

Bem Estar Social


Va
lor

Int

ão
on
he

en
es

oc
ial
oc
or

er
M

ai

S
utut

toto
mm
s

cici
AA

on
he

en
oc

Bem Estar Espiritual


Estratégia

negócios
para
Base: Bem Estar Espiritual: Tem-se por espiritualidade o conjunto de todas as
emoções e convicções de natureza não material, com a suposição de que há mais no
viver do que pode ser percebido ou plenamente compreendido, remetendo a questões
como o significado, o sentido da vida e legado, não se limitando a qualquer tipo
específico de crença ou prática religiosa.

Pilares de Sustentação:

Valores Morais: possibilitar a percepção dos participantes de sua posição na vida no


contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus
objetivos, expectativas, padrões e preocupações.

Autoconhecimento: Buscar a reflexão sobre convicções, vontades e habilidades que


podem ser desenvolvidas pelos assistidos, enquanto sujeitos responsáveis pela
construção do seu próprio futuro.

Interação Social: Integração, inclusão e participação da comunidade assistida pelo


projeto e da comunidade religiosa em linhas de atuação compartilhadas entre sociedade,
poder público e Fundação.

Topo: Bem Estar Social: Contribuir para inserção social e cidadã das crianças e
adolescentes envolvidos no projeto, ajudando-os a se relacionar consigo mesmo, com o
grupo e com a comunidade.

Frentes de Atuação

Foco em gerar proximidade com públicos de


Relacionamento visibilidade estratégica do setor.

Buscar conhecer iniciativas/projetos similares,


Qualificação visando o aperfeiçoamento das ações.

Gestão do Parametrizar resultados, com o objetivo de gerar


histórico, evolução e evidenciar o retorno e as
Conhecimento possibilidades de replicação.

Integração: Instituição, Poder Público, Comunidade Assistida e


Igreja.
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS (2016-222)

 Ampliar a percepção e visibilidade do projeto frente aos públicos institucionais de


relacionamento.
 Fomentar ações que promovam integração entre comunidade assistida, sociedade
civil e comunidade religiosa.
 Promover a inserção do projeto em frentes de discussão estratégica do setor.
2. PROCEDIMENTOS

Ampliar a percepção e Fomentar ações que promovamPromover a inserção do projeto


visibilidade do projeto frente integração entre comunidadeem frentes de discussão
aos públicos institucionais de assistida, sociedade civil eestratégica do setor.
relacionamento comunidade religiosa.
*Mapear e inserir equipe do
*Incluir as crianças/ adolescentes
projeto em fóruns de discussão do
* Criar agenda semestral com que participam das oficinas de
setor no Sudeste.
Secretaria da Cultura e arte e dança nas programações de
*Mapear instituições com
Promoção Social para apresentação do município.
trabalhos similares e promover
apresentar andamento do *Promover atividade de
visita de benchmark.
projeto. culminância anual com mostra de
*Convidar parceiros estratégicos
* Agenda de Planejamento trabalho dos alunos participantes
da área para conhecer sede do
Anual incluindo o CRAS para e convite formal as famílias.
projeto e compartilhar proposta
diagnóstico atual e construção * Expandir o convênio com a
metodológica.
de matriz Que bom, Que pena, Uniasselvi para estudantes de
*
Que Tal, para o ano seguinte. outros cursos como pedagogia,
*Promover atividade de educação física, educação
culminância anual, na sede do especial, letras e informática. Da
Projeto, com mostra de mesma forma, mapear e
trabalho dos alunos capitanear outros parceiros de
participantes e convite formal ensino superior.
as lideranças políticas. * Realizar palestras educativas
* Pautar Agenda Positiva para sobre temas de interesse da
secretaria de comunicação do comunidade, com o apoio/
município com resultados do parceria dos profissionais da
projeto. faculdade ou área pública, por
* Criar Book Anual com exemplo: Suicídio, Dependência
principais ações executadas Química, Violência Doméstica,
pelo projeto e encaminhar para Empreendedorismo.
público estratégico. *Participar da captação de
recursos através das linhas de
financiamento de empresas
privadas.
*Promover a aproximação com as
escolas públicas que atendem os
alunos do projetos, visando gerar
sinergia nas ações e possibilitar o
acompanhamento integral do
participante.
* Participar do Conselho de Pais
e Mestres das escolas municipais
que atendem esses alunos,
visando aproximação com os
responsáveis legais.
3. RECURSOS

A...
4. CONTROLE

A...
5. REFERÊNCIAS

CARVALHO, Antonio Vieira de. Planejando e administrando as atividades da igreja.


São Paulo: Hagnos, 2004.
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Planejamento estratégico: conceitos,
metodologia e práticas. 21. ed. São Paulo: Atlas, 2004.