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Oseias

INTERPRETAÇÃO DE OSEIAS 6
(Interpretação da Bíblia)
Enciclopédia Bíblica Online
Índice: Oseias 1 Oseias 2 Oseias 3 Oseias 4 Oseias
5 Oseias 6 Oseias 7 Oseias 8 Oseias 9 Oseias
10 Oseias 11 Oseias 12 Oseias 13 Oseias 14
Desafio ao Arrependimento e à Cura (Os 6.1-3)
A separaçaã o entre a passagem de Os 6.1-3 e o capíítulo
5 eí infeliz. Haí conexaã o oí bvia entre “irei e voltarei” (Os 5.15)
e vinde, e tornemos (6.1). Naã o parece razoaí vel entender
que esta seçaã o eí o clamor dos israelitas, como interpretam
muitos comentaristas. Trata-se do apelo simples de Oseí ias
em nome do Senhor. (Esta interpretaçaã o requer uma mu-
dança raí pida no pensamento de Oseí ias, mas tal transiçaã o eí
tíípica do estilo literaí rio do profeta.) Deus eí a fonte de tudo.
Foi o Senhor que os despedaçara; seraí Ele que os
curaraí . Fez a ferida e a ligará (1). O avivamento nacional
deve acontecer em curto perííodo de tempo, fato
figurativamente indicado por depois de dois dias e ao
terceiro dia (2; cf. Lc 13.32,33). Estas palavras naã o saã o
refereê ncia direta aà ressurreiçaã o de nosso Senhor. Contudo,
haí inteí rpretes que as consideram antitipicamente como
linguagem que se refere ao Messias, o “verdadeiro Israel”
(cf. Is 49.3; Mt 2.15).19
O versíículo 3 repete que a consequü eê ncia da
reconciliaçaã o eí conhecimento de Deus. Conheçamos e
prossigamos em conhecer o SENHOR. Este conhecimento
naã o eí puramente cognitivo, mas praí tico. Perseguir ou
buscar este conhecimento traz as beê nçaã os de Deus: Como a
alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva,
como chuva serôdia que rega a terra. Aqui estaã o duas
figuras fascinantes: o crepuí sculo da manhaã e a chuva
renovadora. A profecia veê a saíída de Jeovaí como o
amanhecer “que anuncia o dia” e como as chuvas no inverno
e na primavera (cf. NVI) – como a chuva temporaã e como
a chuva serôdia – que regam a terra. O amanhecer eí o
precursor dessa salvaçaã o (Is 58.8; 60.2), ideí ia representada
pela “chuva seroê dia” que molha a terra (Lv 26.4,5; Dt 11.14;
28.12). Oseí ias fala das primeiras e das uí ltimas chuvas
(temporaã s e seroê dias) como beê nçaã os do Senhor em relaçaã o
aà obedieê ncia e devoçaã o sincera. O cumprimento da
promessa se daraí pelo Messias (Is 35.6; 44.3; Ez 36.25-28).
B. A INFIDELIDADE DE ISRAEL E
SEU CASTIGO, Os 6.4-10.15
1. O Processo Judicial de Deus
contra Israel (Os 6.4-7.16)
a) O lamento divino (Os 6.4-6). Os versíículos 4 e 5
mostram o clamor do coraçaã o de Deus. Muitos veê em nesta
passagem prova de que a peniteê ncia de 5.15 a 6.3 eí
superficial, que Efraim e Judaí naã o mostraram
arrependimento sincero. “Fiaram-se
no chesed de Yahweh (Jeovaí ) para que fossem inabalaí veis;
mas o proí prio `chesed' de BONDADE que tinham durou taã o
pouco quanto o 'ORVALHO' sob o sol da manhaã ”. 20 Por
isso, os abati pelos profetas; pela palavra da minha
boca, os matei (5). Deus foi forçado a disciplinar sua noiva
atraveí s dos profetas que enviou para destruir “o estilo de
vida dela”. Ao concluir o versíículo, Oseí ias acrescenta: E os
teus juízos sairão como a luz. Semelhante ao raio do
julgamento de Deus que sai para fender o coraçaã o. Assim,
paradoxalmente, a luz divina traz escuridaã o.
Porque eu quero misericórdia e não sacrifício; e o
conhecimento de Deus, mais do que holocaustos (6). “Eu
quero o verdadeiro amor, naã o o sacrifíício; o conhecimento
de Deus em lugar de holocaustos” (Phillips; cf. BV). A
palavra chesed, traduzida por misericórdia, eí amor por
outrem que se revela na justiça e tem sua origem no
conhecimento de Deus. Aqui, misericórdiasignificaria a
afeiçaã o por Jeovaí , sentimento que Ele almeja na obedieê ncia
humilde de Israel (cf. NTLH). Os sacrifíícios insensííveis para
cobrir o pecado saã o rejeitados como anaí tema para Deus.
Declaraçaã o semelhante eí dada por Samuel: “Eis que o
obedecer eí melhor do que o sacrificar; e o atender melhor eí
do que a gordura de carneiros” (1 Sm 15.22; cf. Si 40.7-9;
50.8-15; Is 1.11-17; Mq 6.8).
b) O fracasso do homem (Os 6.7-11). Encontramos a
antíítese do anseio de Jeovaí na descriçaã o que a passagem de
6.7 a 7.16 faz sobre Efraim e Judaí . Eles traspassaram o
concerto e se portaram
aleivosamente (infielmente) contra mim (7). A expressaã o
de localidade (como Adão, i.e., laí no jardim do EÉ den)
destaca o lugar onde ocorreu a quebra do concerto
(provavelmente Bete-AÉ ven).Como Adão tinha quebrado o
acordo com Jeovaí , seu Deus, assim fizeram eles.
Como exemplos desta infidelidade, o profeta
menciona Gileade, cidade 21 de malfeitores calcada de
sangue (8). Gileade era notoí ria pelos seus homicíídios (2
Reis 15.25). No versíículo 9, Oseí ias lamenta que, como
hordas de salteadores que espreitam alguém, assim é a
companhia dos sacerdotes que matam no caminho
para Siquém; sim, eles têm praticado abominações.
John Mauchline sugere que o texto do versíículo 9b
deveria vir antes de 9a, para dar a entender que os
assassinatos de 9b foram atribuíídos aos homens de Gileade
mencionados no versíículo 8. O sacerdoí cio, embora culpado
de grosseira idolatria, nunca antes fora acusado de
assassinato. Por outro lado, se for morte espiritual de que
saã o acusados os sacerdotes, o significado acompanharia a
sequü eê ncia do texto. Seja como for, os sacerdotes naã o estaã o
livres de culpa. “Os sacerdotes formam turmas” (BV) como
ladroã es na estrada de Siqueí m e pecam contra os adoradores
que estaã o em viagem aos santuaí rios para adorar.'
Presume-se que a prostituição de Efraim (10) diga
respeito aà idolatria dos sacerdotes, que teve taã o longo
alcance, que contaminou a naçaã o. Oseí ias naã o se esquece de
Judaí , a quem tambeí m “estaí determinada uma ceifa” (11,
ECA; cf. NVI).
Fundamentado no teor da mensagem, talvez o
versíículo 11b devesse ser unido a Os 7.1. Entaã o, o texto
ficaria assim: Quando eu remover o cativeiro do meu
povo — sarando eu a Israel, se descobriu a iniqüidade
de Efraim.

O capíítulo 6 identifica os recursos de Deus de maneira


notaí vel: 1) Deus eí a fonte da disciplina espiritual, la; 2)
Deus eí a fonte da reconciliaçaã o, lb; 3) Deus eí a fonte do
verdadeiro conhecimento, 3.
INTERPRETAÇÃO DE OSEIAS 1
(Interpretação da Bíblia)
Enciclopédia Bíblica Online
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Oséias 1.1-3.5
A. A VIDA PESSOAL DE OSEIAS, Os 1.1-2.1
Deus usa as experieê ncias de seu povo para revelar-se
progressivamente noAntigo Testamento, com vista de sua
revelaçaã o plena em seu Filho, Jesus Cristo. Foi o que
sucedeu com Oseí ias, por quem começamos a entender a
manifestaçaã o do amor de Deus ao homem.
1. Título (1.1)
A profecia começa com uma frase muito
importante: Palavra do SENHOR que foi dita a ()selas
(1). Esta expressaã o pode ser traduzida assim: “O começo do
que Jeovaí falou por Oseí ias”. Deus naã o soí falava com o
profeta, mas, por intermeí dio dele, comunicava-se com
outras pessoas.
A convicçaã o de que a Palavra do SENHOR vem ao
profeta (cf. Jr 1.2; Jl 1.1; Mq1.1; Sf 1.1; Ag 1.1; Zc 1.1) eí
fundamental para a profecia hebraica. A inspiraçaã o do
profeta naã o eí dele, mas de Deus, que estaí disposto a revelar
sua pessoa e sua vontade ao povo atraveí s de seu
mensageiro.'
Oseí ias era filho de Beeri. Nada sabemos sobre seu pai,
mas o nome significa “meu poço” ou “o poço de Jeovaí ”. O
fato de o profeta estar a par das questoã es santas indica,
talvez, que seu pai era sacerdote.
Conforme indicaçaã o, as profecias ocorreram durante os
reinados de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e
nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel (ver
Introduçaã o para inteirar-se de explanaçoã es sobre a duraçaã o
do ministeí rio de Oseí ias).
2. O Casamento de Oséias (1.2,3)
Disse, pois, o SENHOR a Oséias: Vai, toma uma
mulher de prostituições(2). Os inteí rpretes naã o
concordam que esta passagem inicia uma narraçaã o
alegoí rica ampliada ou se deve ser considerada
literalmente. “Jeovaí teria ordenado que um homem santo
fizesse o que era expressamente proibido aos sacerdotes
para, depois, desaprovar Israel como um
todo?”2 Agostinho proibiu a interpretaçaã o literal, ao
basear-se no princíípio hermeneê utico de que a
interpretaçaã o literal, a qual aqui era incongruente e
moralmente improí pria, seria considerada inferior ao
sentido figurado. A experieê ncia naã o era obviamente uma
visaã o. Muitos estudiosos, inclusive Keil, a consideram
“intuiçaã o
interior e espiritual na qual a palavra de Deus foi
dirigida ao profeta”.3 Em outras palavras, ela era uma
representaçaã o alegoí rica.
Talvez a objeçaã o mais seí ria a uma interpretaçaã o
alegoí rica seja a narrativa em discurso direto dada por
Oseí ias. Naã o haí indicaçaã o de que seria entendida de outro
modo. O texto fornece o nome do pai de
Goê mer, Diblaim (3), embora nada mais se saiba sobre ele.
Um princíípio hermeneê utico mais forte que o citado por
Agostinho eí que, a naã o ser indicaçaã o em contraí rio, a Bííblia
deve ser considerada em seu sentido claro e oí bvio.
O autor deste comentaí rio acredita que a melhor
soluçaã o estaí na conjectura de que Goê mer, quando se casou,
naã o era mulher de costumes dissolutos. Archer conclui sua
anaí lise: “Se Oseí ias entregou sua mensagem quando era
mais velho, ele pode ter rememorado sua trageí dia
domeí stica e visto nela a maã o orientadora de Deus. Desta
forma, o incentivo do Senhor para ele se casar, ainda que a
infidelidade futura de Goê mer fosse prevista por Deus, teria
sido equivalente a uma ordem: Vase-se com uma mulher
aduí ltera', mesmo que o profeta naã o tivesse recebido esta
ordem precisamente nestes termos”.4 O Senhor usou a
dramaí tica experieê ncia pessoal de Oseí ias para revelar o
pecado de seu povo escolhido e o caraí ter de sua vontade, a
fim de atrair Israel de volta para Ele.
3. Os Filhos de Oséias (1.4-9)
Goê mer era provavelmente uma pessoa comum,
conforme indica o fato de o nome de Deus (El ou Jah) naã o
estar incluíído em seu nome. A maioria dos nomes das
pessoas de classe alta continha o nome divino.
O primeiro filho de Oseí ias e Goê mer foi Jezreel (4). O
Senhor ordenou que Oseí ias desse aà criança este nome, que
significa “Deus semeia” ou “Deus espalha”. Assim, simbo-
licamente, a refereê ncia era um ato de julgamento que se
daria na destruiçaã o de Israel.
O sangue de Jezreel refere-se aà cidade de Acabe e
Jezabel. Foi nesta localidade que ocorreu o massacre da
casa de Acabe (2 Reis 9.21-37). Pela razaã o de Jeú ter agido
com crueldade, o julgamento visitaria sua proí pria casa. A
profecia de Oseí ias falou do iníício do fim de Israel, embora
tenha sido proferida 40 a 60 anos antes da queda de
Samaria (ver Diagrama A).
O arco de Israel (5) que seria quebrado no vale de
Jezreel representa o poder desta naçaã o. Naã o se imaginava
algo mais indefeso que um israelita guerreiro com um arco
quebrado. O vale de Jezreel, que mais tarde seria
conhecido por “vale de Esdraelom”, tem sido, desde Deí bora
a Allenby, o campo de batalha do Oriente Proí ximo. “Onde
Jeuí tinha pecado, no mesmo lugar, em sua posteridade, o
pecado seria punido”.5
Ao dar o nome de Jezreel a seu filho, o profeta
simbolizava o derramamento de sangue em Jezreel, quando
Jeuí ascendeu ao trono. Representava tambeí m o esperado
julgamento de Deus sobre esta dinastia, por causa do
massacre deste rei.
O segundo filho era uma menina, acerca de quem Deus
mandou a Oseí ias: Põe-lhe o nome de Lo-Ruama (6). O
nome, em hebraico, significa “naã o eí favorecida” ou “aquela
que naã o eí compadecida”. Indica que a criança era ilegíítima,
gerada sem o amor de pai. Simbolicamente, a menina
recebeu este nome para ressaltar que o Senhor naã o
mostraria mais compaixaã o a uma naçaã o que lhe era
rebelde. A misericoí rdia de Deus com Israel se esgotara. Ele
naã o pouparia mais. Haí uma determinaçaã o nas palavras
finais: Mas tudo lhe tirarei. Assim que Israel fosse levado
ao exíílio, naã o haveria volta como sucederia com o Reino do
Sul no tempo da restauraçaã o. Israel tinha de se
conscientizar de que o concerto fora rescindido – que Jeovaí
naã o era mais seu Deus, que Ele a considerava naçaã o
idoí latra.
Por outro lado, Deus declarou: Mas da casa de Judá
me compadecerei e os salvarei pelo SENHOR, seu
Deus (7). Observe que o pronome eu (oculto) foi substitu-
íído pelo nome proí prio o SENHOR, seu
Deus. Embora Judá naã o estivesse isento da desgraça do
exíílio, ele foi salvo da apostasia final pelo favor de Deus.
Ainda que Oseí ias naã o ignore o estado religioso e moral
de Judá, ele promete libertaçaã o.
A profecia se encerra mostrando que Judaí naã o seraí
salvo pela força de exeí rcitos, mas pelo SENHOR, seu
Deus. Israel confiara em recursos terrenos (Os10.13), mas
soí quem decisivamente confiara no Senhor e o adorara
poderia contar com a absoluta certeza da libertaçaã o.
A ameaça para Israel diz respeito ao castigo
imediatamente no futuro (Os 2.1-3), quando o julgamento
finalizaria a histoí ria das dez tribos. Naã o obstante, como
ressalta Keil, “tambeí m tem um significado que se aplica a
todas as eras, qual seja, quem abandona o Deus vivo cairaí
em destruiçaã o e naã o pode contar com a misericoí rdia de
Deus nos tempos da necessidade”.6
O terceiro filho nascido de Goê mer, um menino, foi
chamado Lo-Ami, porque vós não sois meu povo, nem
eu serei vosso Deus (9). O ciclo se fecha. O terceiro filho
tambeí m eí ilegíítimo e Oseí ias reconhece que Goê mer foi
aduí ltera. O nome sugere a sucessaã o ininterrupta de
desgraças a ocorrer em Israel. Não eí meu povo – assim
Israel seria chamado. O concerto foi totalmente rescindido.
Na uí ltima frase, as palavras passam com grande eê nfase
para a segunda pessoa: “Eu naã o serei para voí s”, ou: “Eu jaí
naã o pertencerei a voí s” (cf. EÊ x 19.5; Sl 118.6; Ez 16.8). O
cumprimento da profecia encontra-se na histoí ria traí gica de
2 Reis 17.18.
4. Restauração e Renovação (Os 1.10-2.1)
De modo repentino, Oseí ias passa da trageí dia para a
promessa. No meio do julgamento, o Senhor se lembrou da
misericoí rdia. Este apeê ndice ao capíítulo 1 eí o anuí ncio
salvíífico da restauraçaã o final para aqueles que se voltam
para o Senhor. O nuí mero da posteridade de Israel
seraí como a areia do mar, que não pode medir-se nem
contar-se (10). A prediçaã o do castigo final tem de ser
modificada por Deus devido aà s promessas feitas a Abraaã o
em Geê nesis 22.17 e 32.12. Oseí ias naã o poê de apagar a
possibilidade da salvaçaã o originalmente prometida pelo
Senhor. “Quando Deus faz as mais terrííveis ameaças, ele
concomitantemente faz as mais graciosas promessas”!
A profecia expressa a promessa graficamente quando
diz que os homens chamados Lo-Ami (não eí meu
povo) seraã o chamados filhos do Deus vivo (10). Esta
mudança ocorreraí na terra do exíílio, tanto para Israel
como para Judaí (11). Aqui, Jeovaí eí chamado El chai, o
Deus vivo, em oposiçaã o aos íídolos que Israel criara ou
copiara das naçoã es vizinhas. Esta talvez seja a primeira vez
que Deus prediz que adotaraí os gentios. Paulo se refere a
esta prediçaã o em Romanos 9.24-26.
A magníífica promessa messiaê nica do Deus vivo fala do
restabelecimento das relaçoã es entre Israel e Judaí : E os
filhos de Judá e os filhos de Israel juntos se congre-
garão (11). Estas palavras profeí ticas denotam mais que
apenas a volta do cativeiro. O versíículo 11 fala do dia de
Jezreel, quando, sob uma única cabeça, o Rei-Messias,
eles iraã o aà terra que lhes pertence. Se o cumprimento
inicial da profecia era a volta de Judaí da terra da Babiloê nia
acompanhado de muitos israelitas, o cumprimento final se-
ria a “restauraçaã o dos judeus, convertidos e crentes no
Messias, sob as ordens divinas, de volta aà sua proí pria
terra”.
Embora os nomes dos filhos do profeta fossem
pressaí gios de trageí dia iminente, o quadro de repente
muda. A maldiçaã o agora eí beê nçaã o. O dia de Jezreel naã o eí
um “espalhamento”, mas uma “reuniaã o” na consumaçaã o
espiritual final. O Não... meu povo se torna “meu povo” e
“aquela que naã o eí compadecida” se torna compadecida ou
amada com compaixaã o (Os 2.1). “Grande seraí o dia taã o
destacado pela bondade divina; taã o glorioso em graça
divina; e taã o distinto pelas maravilhosas obras do Senhor
que cumpre o concerto”.

Para confirmar este acontecimento festivo, em Os 2.1 a


promessa messiaê nica se encerra com uma convocaçaã o:
“Falai com vossos irmaã os e agora os chamai: Meu povo, e
chamai vossas irmaã s: Amadas” (Phillips). Visto que Deus
ampliou sua misericoí rdia, os indivííduos espiritualmente
relacionados saã o exortados a tratar alegremente uns aos
outros, com o “novo nome” que receberam do proí prio
Senhor.
INTERPRETAÇÃO DE OSEIAS 2
(Interpretação da Bíblia)
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Índice: Oseias 1 Oseias 2 Oseias 3 Oseias 4 Oseias
5 Oseias 6 Oseias 7 Oseias 8 Oseias 9 Oseias
10 Oseias 11 Oseias 12 Oseias 13 Oseias 14
Sugerimos esta exposiçaã o De Os 1:
1) A revelaçaã o de Deus diante da experieê n cia humana,
la, 2a; 2) A obedieê ncia do homem diante de questoã es
oí bvias, 3a, 4a, 6a, 9a; 3) A promessa de Deus diante de
obstaí culos insuperaí veis, 10.
B. A TRAGEÉ DIA PESSOAL E O AMOR REDENTOR DE OSEÉ IAS 2.2-23
No capíítulo 2, a narrativa eí recontada em estilo poeí tico
(cf. Moffatt; ECA; NVI), embora no drama os personagens
sejam outros. O proí prio Jeovaí aparece como o marido
ofendido que acusa Israel como sua esposa aduí ltera. Deus
eí quem fala, ao passo que os poucos israelitas fieí is saã o as
pessoas com quem Ele se comunica.
1 Vergonha de Israel (Os 2.2-13)
Contendei com vossa mãe, contendei, porque ela
não é minha mulher, e eu não sou seu marido (2). Deus
conclama o remanescente fiel (1 Rs 19.18) a instaurar o
processo divino contra a idolatria e a iniquü idade da terra.
Trata-se de um chamamento urgente e extremamente
emotivo aà conversaã o. Deste modo, o “casal significante daí
lugar aà coisa significada: O proí prio Israel eí a mulher
aduí ltera”.”
EÉ importante o fato de o discurso ser dirigido aos filhos
e naã o aà esposa. Ainda que Jeovaí se dirija aà naçaã o idoí latra,
Ele reconhece que as pessoas naã o estavam individualmente
envolvidas da mesma forma nem eram igualmente
culpadas de transgressaã o. A observaçaã o destaca o ensino
dos profetas que tinha prevaleê ncia durante o exíílio e apoí s
sua vigeê ncia: Embora Israel fora santificado como naçaã o
escolhida, cada indivíduo era responsaí vel por sua proí pria
integridade espiritual. O Senhor tinha os 7.000 durante o
tempo de Elias (1 Reis 19.18), e em cada geraçaã o havia os
que eram fieí is ao concerto mesmo em meio a uma naçaã o
pecadora.
Os filhos (4), ou os fieí is entre os filhos, tinham causa
urgente a contender (2, questionar), pois Deus rescindira o
concerto. Ela não é minha mulher, e eu não sou seu
marido. O Senhor, como marido, rompeu suas relaçoã es
matrimoniais com Israel, por causa do haí bito aduí ltero de
idolatria vulgar.
Pusey apresenta exposiçaã o intrigante da passagem em
analogia quando observa que: 1) Os profetas sempre
encerram a ameaça de julgamento iminente com o
subsequü ente amanhecer da esperança; 2) A maã e eí a igreja
ou a naçaã o; 3) Os filhos saã o seus membros; 4) Os filhos teê m
de “contender” com a maã e em vez de acusar Deus; 5) O
apelo final de Deus era de caraí ter mais gracioso que legal.”
O versíículo 2 retrata o modo desavergonhado no qual
Israel praticava a idolatria: Desvie ela as suas
prostituições da sua face e os seus adultérios de entre
os seus peitos. O texto fala que a conduta
era prostituições, mas para a esposa a conduta
era adultérios. As prostituições (idolatria) de Israel eram
descaradas e notoí rias. A Bííblia eí imparcial, perfeitamente
de acordo com a franqueza oriental. Schmoller escreve
acerca do versíículo 2: “Israel age como prostituta
impudente e puí blica, que mostra sua profissaã o no rosto e
nos seios [expostos]”.12
O chamado ao arrependimento eí comoventemente
enfatizado pela refereê ncia ao castigo: Para que eu não a
deixe despida, e a ponha como no dia em que nasceu, e
a faça como um deserto, e a ponha como uma terra seca,
e a mate à sede (3). A passagem de Ezequiel 16.4-14
descreve a naçaã o como criança imunda e nua, que o Senhor
tomou e cobriu com roupas e adornos caros e com quem fez
um concerto. De certa forma, Oseí ias alude a esse amor de
concerto pelo qual o Senhor adornou sua esposa (Israel)
durante o casamento. Por causa dos adulteí rios cometidos
por ela, ele a deixaraí despida, ou seja, pobre e nua. O dia
em que nasceu simboliza o nascimento da naçaã o no
momento da saíída do Egito. O deserto naã o se refere aà terra,
mas ao proí prio Israel, que era taã o esteí ril quanto o deserto,
sem os recursos de manutençaã o míínima. A terra
seca indica o estado de “desidrataçaã o” espiritual que viria
por Israel ter se separado da fonte das “aí guas vivas” — o
proí prio Senhor.
E não me compadeça de seus filhos, porque são
filhos de prostituições(4). Este eí reconhecidamente um
versíículo difíícil se o significado for tirado do contexto e
tratado isoladamente. A oraçaã o, embora independente na
forma, eí dependente de para que... não (3, pen), a fim de
ganhar significado. Entaã o, fica assim: “Contendei, para que
eu naã o venha a ter misericoí rdia de seus filhos”. Os filhos saã o
ideê nticos aà maã e.' Saã o chamados “filhos de prostituiçoã es”, naã o
apenas como membros da naçaã o, mas porque sua herança
induziu a mesma conduta. Eles tambeí m estaã o pessoalmente
contaminados. Eles endossam o pecado de sua maã e.
Aprovam a idolatria cometida no santuaí rio e no palaí cio. Keil
observa: “O fato de os filhos serem especialmente
mencionadas depois e junto com a maã e, quando na
realidade ela e eles saã o uma coisa soí , serve para dar maior
veemeê ncia aà ameaça e evita a segurança carnal na qual os
indivííduos imaginam que, jaí que estaã o livres do pecado e da
culpa da naçaã o como um todo, tambeí m seraã o isentos do
castigo ameaçador”.'
A acusaçaã o de idolatria eí repetida: Porque sua mãe se
prostituiu (5). Esta frase serve para confirmar a uí ltima
parte do versíículo 4.15 A nova eê nfase reafirma o pensamen-
to de que os filhos de prostituições naã o acharaã o
misericoí rdia.
Houve-se torpemente (5) eí , literalmente, “praticou a
vergonha” ou “fez coisas vergonhosas” (cf. “estaí coberta de
vergonha”, NVI; “o que ela fez foi uma vergonha”, BV). Em
seguida, o texto anuncia com todas as letras a natureza da
conduta vergonhosa. Porque diz: Irei atrás de meus
namorados, que me dão o meu pão e a minha água, a
minha lã e o meu linho, o meu óleo e as minhas
bebidas. Estes namorados (“amantes”, ARA) saã o os muitos
baalins, atraí s dos quais as pessoas, cegas de paixaã o, corriam
e aos quais atribuííram os benefíícios materiais, que, na
realidade, eram dados por Jeovaí . Reynolds observa que a
contraparte atual deste pecado de Israel eí o discurso da
prosperidade, da natureza, do destino ou do
reconhecimento de que a lei daí coisas boas, “como se fosse
superstiçaã o ou heresia afirmar que foi Deus quem as
concedeu”.16
A ilusaã o de que foram os namorados (íídolos) que
deram comida, roupas e os regalos da vida foi copiada dos
assíírios e egíípcios, com cujos íídolos Israel cometeu
fornicaçaã o espiritual. Os israelitas olhavam para a riqueza
dos vizinhos e a atribuííam aos deuses dessas naçoã es. O fato
de a maioria ter aceitado a perversaã o espiritual prova a que
ponto extremo eles estavam longe de Deus e de sua
vontade. “Pois, contanto que o homem continue em
comunhaã o vital e impassíível com Deus, 'ele veê com os olhos
da feí a maã o nas nuvens', das quais recebe tudo que precisa
para sua orientaçaã o, e das quais tudo depende inteiramente,
mesmo aquilo em que eí visivelmente independente e forte”
(Hengstenberg).'

O compromisso com a idolatria, que se encontra no


termo irei (5), a despeito de tudo que Jeovaí fizera por
Israel, indica a extensaã o da apostasia deste povo. Seu
engano, carnalmente influenciado, foi identificar os
recursos da vida com os íídolos inanimados em vez de
relacionaí -los ao Deus vivo. “Procurarei essas alianças e
dependerei delas”, disse Israel. Mas Jeovaí replicou: Por
causa da tua persisteê ncia, cercarei o teu caminho com
espinhos; e levantarei uma parede de sebe, para que ela
não ache as suas veredas (6). As figuras da cerca de
espinhos (cf. NTLH) e da parede (ou “muro”, NTLH)
denotam o propoí sito de Deus em separar os filhos de Israel
de suas idolatrias, mesmo que eles estejam no meio de uma
naçaã o idoí latra em pleno exíílio. Repare como Phillips
expressa o pensamento: “Por isso, vou bloquear todos os
seus caminhos com espinhos, vou encerraí -la entre paredes
de forma que ela naã o possa achar uma saíída”. Jeovaí concluiu
que o tratamento mais cruel era o uí nico meio de fazer seu
povo se voltar para Ele, o Deus que fere e cura (Os 6.1).
A acusaçaã o do versíículo 6 eí confirmada e reiterada no
versíículo 7 em forma de paralelismo, sequü eê ncia de frases
bastante comum na estrutura poeí tica hebraica. E irá em
seguimento de seus amantes, mas não os alcançará; e
buscá-los-á, mas não os achará; então, dirá: Ir-me-ei e
tornar-me-ei a meu primeiro marido, porque melhor
me ia, então, do que agora (7). Os amantesrepresentam
as naçoã es idoí latras, de onde Israel buscou apoio, e seus
íídolos que estavam envolvidos nos ritos de fertilidade
imorais da religiaã o cananeí ia. Desta feita, Israel ficaraí
desapontado, porque naã o lhe prestaraã o qualquer
serviço.Buscá-los-á, mas não os achará. A satisfaçaã o que
Israel esperava lhe escaparaí . Os deuses com os quais os
israelitas contavam nada podem fazer por eles. Matthew
Henry observa: 1) “Aquele que estaí muito firme em seus
julgamentos pecaminosos eí quem, na maioria das vezes,
estaí mais envolvido com eles” (Pv 22.5); e, 2) “Deus anda
contraí rio aà queles que afastados dele” (Sl 18.26; Lv
26.23,24; Lm 3.7-9).18
Estas dificuldades (cercas e paredes) que Deus
levantou inevitavelmente estimulariam os pensamentos de
voltar. “E entaã o ela diraí : Vou voltar para o meu primeiro
marido. Era melhor para mim do que agora” (Phillips; cf.
BV). Os filhos de Israel aumentariam seu afeto pelos íídolos,
para entaã o, subitamente, perceber que naã o lhes serviram de
nada. Esperavam que os íídolos os libertassem, mas eles soí
encontraram calamidade em sua busca impetuosa. Em
seguimento (hb.,riddeph, piel) indica uma procura intensa -
“procurar com avidez”.
No versíículo 7, haí uma confissaã o justa: Porque melhor
me ia, então, do que agora, e um propoí sito bom: Ir-me-
ei. Naã o havia duí vida por parte dos israelitas de que Deus os
receberia novamente na relaçaã o de concerto se eles
voltassem com humildade e arrependimento.
O versíículo 8 amplia o pensamento concernente aà
futilidade da idolatria: Ela, pois, não reconhece que eu lhe
dei o grão, e o mosto, e o óleo e lhe multipliquei a prata
e o ouro, que eles usaram para Baal. A ironia estava em
dar a proí pria base da riqueza da naçaã o (trigo, vinho e oí leo
[cf. ARA] em troca por prata e ouro) para os baalins. As
pessoas usavam as riquezas pessoais na fabricaçaã o do íídolo
e na manutençaã o da adoraçaã o a Baal. O pecado de ignorar o
autor das beê nçaã os de Israel ficava mais seí rio ao desperdiçar
os proí prios recursos dados por Deus. Baal naã o quer dizer
uma divindade especíífica, mas eí uma expressaã o geral para
referir-se a todos os íídolos (cf. 1 Reis 14.9: “outros deuses”).
Por causa da perfíídia de Israel, Oseí ias descreve que
Jeovaí toma de volta os recursos que Ele dera. Portanto,
tornar-me-ei e, a seu tempo, tirarei' o meu grão e o meu
mosto, no seu determinado tempo; e arrebatarei' a
minha lã e o meu linho, com que cobriam a sua
nudez (9).
Deus justifica as puniçoã es pelo tratamento injusto por
que passou (6-8) e avisa que Israel perderaí as beê nçaã os que
Ele concedeu. A comida seria arrebatada da boca dos
israelitas e o copo dos seus laí bios Tambeí m seriam tomados
a lã e olinho, a mateí ria-prima para a confecçaã o de roupas, a
fim de deixar Israel nanudez, ou seja, na pobreza abjeta. A
profecia naã o declara se a trageí dia ocorreria na forma de
invasaã o ou seria proveniente de causas naturais, mas em
todo caso seria suí bita. O julgamento se daria na condiçaã o de
calamidade inesperada no seu determinado tempo.
Nos versíículos 10 a 13, Oseí ias faz uma lista dos
castigos que se abateriam sobre Israel por causa de suas
idolatrias. No versíículo 10, haí a vergonha da
exposiçaã o diante dos olhos dos seus namorados, e a
incapacidade de estes salvarem Israel. “E nenhum homem a
salvaraí da minha maã o” (Phillips; cf.
NVI).Vileza (hb., navluth) significa “negligeê ncia”, “relaxaçaã o”
ou “estado sem viço”. Nem seus íídolos, nem os assíírios ou os
egíípcios livram os israelitas. Ningueí m eí capaz de salvaí -los
da ira de Jeovaí , o “marido” contra quem pecaram.
O gozo de Israel cessaraí junto com as festas e
os sábados (11). As festividades hebraicas eram ocasioã es
em que as famíílias se uniam em peregrinaçaã o aos
santuaí rios sagrados. Mas eram mais que ocasioã es religiosas;
eram tempos de prazer e alegria ruidosa. 21 Israel tambeí m
perderia o produto da terra e enfrentaria a fome. A terra
ficaria desolada como um bosque (12) e infestada
de bestas-feras, para indicar o despovoamento e o exíílio.
Desta forma, Israel seria violentamente separado dos
objetos sobre os quais disse: É esta a paga que me deram
os meus amantes.
Os dias de Baa1 (13; ou “baalins”, NVI) eram as datas
sagradas que Deus mandou que mantivessem santificadas
perante Ele, mas que as transformaram em celebraçoã es aos
íídolos. Naã o haí base para crer que havia ocasioã es especiais
de festa peculiares aà adoraçaã o de Baal. A segunda frase:
Israel se adornou dos seus pendentes e das suas
gargantilhas, lida com os modos afetados de uma mulher
pelos quais ela incitava a admiraçaã o de seus amantes (cf. Jr
4.30; Ez 23.40). Phillips expressa o significado do versíículo
13 graficamente: “E farei com que ela pague pelos dias de
festa aos baalins, quando ela queimou incenso em honra a
eles, e se enfeitou com seu anel e com todas aquelas joí ias, e
procurou seus amantes e se esqueceu de mim, diz o
Senhor”. Mas mesmo no julgamento de Deus haí uma
ternura. Percebemos o “mas” da compaixaã o. O pecado de
Israel dizia respeito a esquecer o Senhor, a verdadeira fonte
de sua salvaçaã o.
2. O Amor Redentor de Deus (Os 2.14-23)
Alguns profetas consideram que o perííodo do deserto eí
tempo de uniaã o feliz entre Israel e seu esposo, Jeovaí .
Embora Deus esteja disposto a permitir que o julgamento
entre em açaã o, Ele naã o estaí propenso a abandonar Israel.
Este eí o verdadeiro amor! Portanto, eis que eu a
atrairei (14, irei e a seduzirei; cf. NTLH), e lhe falarei ao
coração. Deus demonstraraí seu amor de esposo
novamente a Israel e a levaraí para o deserto para uma
segunda “lua-de-mel”.” Portanto, da linguagem da
severidade, surge uma nota de estranha ternura.
E lhe darei as suas vinhas dali (15). As vinhas
pertenciam legalmente aà esposa fiel, Israel. Elas tinham
sido tomadas (12), mas seriam devolvidas. O vale de
Acor situava-se ao norte de Gilgal e Jericoí (Js 7.26; ver
mapa 2). As vinhas e os vales feí rteis foram as primeiras
porçoã es da promessa de restauraçaã o de Deus. Desta forma,
o vale de Acor se tornaraí porta de esperança. Aqui estaã o
duas ideí ias colocadas em combinaçaã o uma com a outra:
adversidade e esperança. Ao entrar na Terra Prometida,
Israel pecou em Acor (cf. Js 7.20-26; Is 65.10). O lugar da
adversidade agora seria ocasiaã o de esperança.
Morgan observa que “eí esta conexaã o entre adversidade
e esperança que revela Deus. EÉ a relaçaã o entre a lei e a
graça. A lei gera adversidade em resultado do pecado. A
graça gera esperança atraveí s da adversidade”.”
E, naquele dia, farei por eles aliança (18). Temos
agora um níítido tom escatoloí gico. Claro que Oseí ias estava
familiarizado com o texto de Geê nesis 3 e a maldiçaã o do
Senhor sobre a serpente e a terra. Tambeí m estava ciente de
que o julgamento de Deus ainda jazia sobre a sua criaçaã o
(cf. Rm 8.19-21).
E, naquele dia, o concerto de Deus com os animais
imporaí a obrigaçaã o de naã o ferir mais o homem. A profecia
alista as treê s classes da vida animal que oferecem perigo
aos homens (cf. Gn 9.2): as bestas-feras do campo (18)
em oposiçaã o aos animais domesticados; as aves do
céu (aves de rapina); e os répteis (hb., remes)da
terra. (Remes naã o quer dizer “reí pteis”, mas pequenos
animais que se movem rapidamente.)
Jeovaí acabaraí com os perigos da guerra: os
instrumentos beí licos, o arco e aespada, e a
proí pria guerra. A promessa tambeí m eí dada em Levíítico
26.3-8 e ampliada em Ezequiel 34.25-28 (cf. Is 2.4; 35.9; e
Zc 9.10).
Oseí ias eí o primeiro dos profetas a prever que a
consequü eê ncia do plano de Deus eí um casamento com
Israel. Aqui, antecipa aquele dia da consumaçaã o gloriosa. E
desposar te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei
comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em
misericórdias. E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e
conhecerás o SENHOR (19,20). A palavra hebraica
traduzida por em representa a ideí ia de trazer um dote.
Neste casamento, a noiva naã o traz qualquer objeto. Jeovaí eí
a fonte de tudo. EÉ Ele que oferece justiça ejuízo (“retidaã o”,
BV; NVI), os quais saã o elementos nobres de um verdadeiro
casamento. Deus tambeí m oferece a Israel sua benignidade
e misericórdias.Ainda que benignidade naã o abranja todo
o significado da palavra amor (chesed;ver Introduçaã o), eí
certo que neste contexto signifique “gratidaã o”, “lealdade”
ou dependeê ncia humilde da parte de Israel. Do lado de
Deus, chesed implica em lealdade, caracteríística sugerida
por suas misericórdias, benignidade e, acima de tudo,
por sua fidelidade (20).
Com a uniaã o proposta, a qual duraraí para
sempre, Israel viraí a conhecer oSENHOR (20; ver
Introduçaã o). Este conhecimento naã o eí meramente
cognitivo. Trata-se de uma relaçaã o pessoal e viva — uma
comunhaã o de Jeovaí com seu povo (como o marido com a
esposa). Martin Buber observa: “No livro de Oseí ias, esta
uí ltima palavra 'conhecer' eí o exato conceito de
reciprocidade na relaçaã o entre Deus e o povo.
Aqui, conhecer naã o significa a percepçaã o de um objeto por
um sujeito, mas o contato uí ltimo dos dois parceiros numa
ocorreê ncia de dois lados”.'
Os uí ltimos treê s versíículos de Os 2 lidam com a
consumaçaã o do casamento entre Jeovaí e Israel. Tudo
depende de Deus. No dia do noivado, Deus responderaí
aos céus (21) com suas beê nçaã os. “Os ceí us responderaã o aà
terra que pergunta; a terra que recebe a chuva responderaí
ao campo, aà videira e aà oliveira que pedem umidade; e
todos estes responderaã o a Jezreel Meus semeia'), ao pedir
seus produtos como meio de subsisteê ncia e vida”. 26
Embora os ceí us fossem como “bronze” e a terra como
“poí ”, agora eles produziraã o e a terra responderaí . Outrora
Deus ameaçara tomar o graã o (8; “trigo”, ARA) e
o óleo; agora ele os daraí livremente. Por conseguinte,
Israel passa a ser o povo que “Deus semeia” e naã o o que ele
espalha, como em 1.4. O paralelo tem prosseguimento no
versíículo 23. A semeadura continua, e Lo-Ami (“naã o meu
povo”) se torna meu povo a quem Deus abençoaraí ,
protegeraí e sustentaraí . Em reaçaã o a estas beê nçaã os, o povo
responderaí segundo a relaçaã o de concerto renovado: Tu és
o meu Deus!
O divoí rcio eí revertido. O povo tem de se conscientizar
novamente do amor do concerto (chesed) e desfrutar a
comunhaã o originalmente esperada por Jeovaí no Egito. A
iniciativa desta obra salvadora e redentora eí inteiramente
de Deus, mas a resposta deve ser do homem em desejosa
obedieê ncia ao chamado divino. “O Senhor pode atrair o
homem com cordas de amor, mas, no fim, estas se
romperaã o se o homem naã o obedecer ao puxamento e
aproximaçaã o de Deus”.27
O capíítulo 2 eí um simbolismo satisfatoí rio acerca da
relaçaã o de concerto que o homem tem com Deus. Observe:
1) A natureza do concerto: uma relaçaã o matrimonial, 19a;
2) A duraçaã o do concerto: para sempre, 19b; 3) A maneira
do concerto: em justiça e juíízo, 19c; 4) A finalidade do
concerto: conhecimento e comunhaã o, 20.
No capíítulo 3, Oseí ias volta a referir-se aà sua trageí dia
pessoal e domeí stica. Goê mer abandonara o marido em
busca de seus amantes. Este breve ensaioautobiograí fico
torna-se a chave para o profeta entender a compaixaã o de
Jeovaí . Por seu procedimento, foi-lhe mostrado como Deus
cumpriria sua promessa. Se no coraçaã o e na alma de Oseí ias
haí a disposiçaã o de amar uma mulher indigna de seu amor,
entaã o haí disposiçaã o semelhante no Criador do profeta de
amar uma naçaã o que naã o eí digna do amor divino.

INTERPRETAÇÃO DE OSEIAS 3
(Interpretação da Bíblia)
Enciclopédia Bíblica Online
Índice: Oseias 1 Oseias 2 Oseias 3 Oseias 4 Oseias
5 Oseias 6 Oseias 7 Oseias 8 Oseias 9 Oseias
10 Oseias 11 Oseias 12 Oseias 13 Oseias 14
A Experiência do Profeta (3.1-3)
E o SENHOR me disse: Vai outra vez, ama uma
mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o
SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem
para outros deuses... E a comprei para mim (1,2).
O texto naã o sugere que Oseí ias procurasse uma segunda
esposa. Mas ao perceber o amor sofredor de Deus, ele tinha
de sair em busca de Goê mer, que agora era aduí ltera amada
de seu amigo (“uma amante”, NTLH). Bolos de uvas (1)
— “bolos de passas” (ARA; NTLH; ECA), ofertas feitas aos
baalins nas festas da vindima (cf. Jr 7.18).
Haí um paradoxo no versíículo 1 no fato de Israel,
embora aduí ltero, ser o amado de Jeovaí (1). O amor divino
se desgastara, ainda que naã o tivesse acabado. Foi esse
amor exaurido que tornou possíível a reconciliaçaã o.
De quem Oseí ias comprou Goê mer? Ele a comprou de
um bordel, ou do homem com quem ela vivia, ou do senhor
do mercado de escravos, o supervisor desse tipo de
prostitutas 28 que participava de cultos a Baal?29 A uí ltima
opçaã o eí a resposta mais convincente.
Ainda que a Bííblia naã o declare explicitamente,
sabemos que Oseí ias comprou Goê mer pelo preço de
escravo. Um ômer e meio de cevada (cerca de 436 litros)
valia aproximadamente 15 peças de prata. O valor deste
produto da terra mais asquinze peças de prata em
espeí cie davam o preço de um escravo, ou seja, 30 peças de
prata.
Tu ficarás comigo muitos dias; não te prostituirás,
nem serás de outro homem; assim quero eu ser
também para ti (3). Goê mer estava fíísica e espiritualmente
impura quando foi levada para casa pelo marido. Por isso,
por certo tempo, foi privada da plena associaçaã o conjugal e
excluíída das relaçoã es sexuais. “Ficarás” eí o equivalente de
permanecer quieto: urna disciplina imposta pelo afeto de
Oseí ias por ela com a finalidade de preparaí -la para ele. A
expressaã o:assim quero eu ser também para ti soí pode
significar que ela seria restabelecida completamente ao
seu lugar na casa.
2. A Mensagem de Deus para Israel (Os 3.4,5)
Nos versíículos 4 e 5, encontramos um paralelismo
entre Jeovaí e Israel.Porque os filhos de Israel ficarão por
muitos dias sem... Depois, tornarão os filhos de Isra-
el (4). Os objetos tomados de Israel saã o apresentados no
formato de treê s pares: rei e príncipe, sacrifício e
estátua (monumento) e éfode eterafins (meio de
conhecer o futuro).' Estes saã o elementos de governo civil,
adoraçaã o religiosa e profecia.
Os versíículos 3 e 4 ressaltam novamente a grande
analogia de Oseí ias. Estar sem rei ou sacerdote (“qualquer
outro chefe”, NTLH; “lííder”, NIV) era estar sem o
representante de Deus diante do povo (o sacerdoí cio
sempre representava autoridade delegada sob as ordens
do “direito divino” dos reis). “Estar sem rei era estar fora
de contato com o deus que a pessoa servia, como uma
mulher fechada sozinha num quarto naã o podia ter contato
fíísico com seu marido”.
O sacrifício era “meio de graça”. Nos dias de Oseí ias,
a estátua (ou “coluna”, ARA; cf. NTLH) ainda era aceita
(contudo, ver Dt 16.22). EÉ oí bvio que os terafinstambeí m
eram aceitos, embora, em uma geraçaã o mais tarde, fossem
proibidos na reforma de Josias (2 Reis 23.24).
As uí ltimas palavras do capíítulo 3 retratam o Senhor a
esperar o retorno humilde dos israelitas depois do
julgamento e castigo. Ele estaí certo de que as
“adversidades” os faraã o voltar, arrependidos, dos íídolos ao
Deus vivo (Os 2.15).
A prediçaã o do versíículo 4 se cumpriu quando Israel foi
levado pelos assíírios (722-721 a.C.). No versíículo 5, Oseí ias
prediz que, depois, tornarão os filhos de Israel e busca-
rão o SENHOR, seu Deus, e Davi, seu rei; e temerão o
SENHOR e a sua bondade, no fim dos dias.
Esta seçaã o, como o capíítulo 1, encerra-se com uma
promessa messiaê nica adicionada ao tema autobiograí fico
(depois do capíítulo 3, Oseí ias naã o menciona mais sua
famíília). Na interpretaçaã o de Keil, esta passagem sugere
que a volta de Israel ao Senhor naã o pode ocorrer sem a
volta a Davi, seu rei, ou aà reuniaã o com Judaí , visto que Davi
eí o uí nico verdadeiro rei de Israel. O Messias tem de ser
como Davi eí para o “Israel de Deus”. A volta aconteceria
somente no fim dos dias(acharith hayyamim), o futuro
final do Reino de Deus, que começa com a vinda do Messias
(cf. Gn 49.1,10; Is 2.2).32
Oseí ias preveê que os filhos de Israel temerão o
SENHOR (pachadel Yahweh, i.e., tremeraã o ou estremeceraã o
diante do Senhor). O povo voltaria e se achegaria com reve-
reê ncia respeitosa diante da santidade de Deus na
conscieê ncia da proí pria pecaminosidade. Assim, a afliçaã o
tinha o propoí sito de dirigir os israelitas ao Senhor, e com
peniteê ncia tinham de esperar por sua bondade.
O capíítulo 3 eí muito expressivo acerca do imponente
amor de Deus. Esta exposiçaã o lidaria com o tema assim: 1)
A extensaã o do amor de Deus, 1; 2) A disciplina do amor de
Deus, 3; 3) Os resultados do amor de Deus, 5. Ou, talvez,
desta forma: 1) O amor eí profanado, 1; 2) O amor eí
ampliado, 3; 3) O amor eí aceito, 4; 4) O amor eí cumprido,
5.

INTERPRETAÇÃO DE OSEIAS 4
(Interpretação da Bíblia)
Enciclopédia Bíblica Online
Índice: Oseias 1 Oseias 2 Oseias 3 Oseias 4 Oseias
5 Oseias 6 Oseias 7 Oseias 8 Oseias 9 Oseias
10 Oseias 11 Oseias 12 Oseias 13 Oseias 14
A INFIDELIDADE DE ISRAEL E SUA CAUSA, 4.1-6.3
No esforço de equilibrar a profecia, Oseí ias abandona a
interpretaçaã o de sua trageí dia pessoal Em Os 3, a fim de
tratar das implicaçoã es para Israel. Seus insightsrevelaram um
Deus que amava Israel intensa e fortemente, embora visse a
natureza fatal da corrupçaã o de seu paíís. Por isso, empregou
os mais prementes argumentos convincentes para Israel
voltar, a fim de ser salvo, ao mesmo tempo em que lhe
anunciava sua destruiçaã o inevitaí vel.
1. A Controvérsia do Senhor (Os 4.1-19)
Como em Os 2.2, os israelitas saã o conclamados a
participar de uma contenda com o Senhor (cf. Is 3.13; Jr 2.9;
25.31). Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel,
porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes
da terra, porque não há verdade, nem benignidade, nem
conhecimento de Deus na terra (1).
Treê s palavras-chave analisam a natureza da condenaçaã o
de Israel. Não há verdade (emeth). Visto que naã o eí
suficiente saber o que eí certo, mas entregar-se ao que eí
auteê ntico, o termo “fidelidade” eí melhor (BV; NIV). Esta
virtude estaí frequü entemente associada
aà benignidade (chesed), a qual, em vaí rios contextos, tem o
sentido de amor (cf. ARA; ECA; BV), bondade (cf. NTLH) ou
amor de concerto. Ambos os termos estaã o relacionados com
o conhecimento, jaí que saã o o fruto do conhecimento de
Deus (cf. Is 9.9; Jr 22.16). Novamente, oconhecimento de
Deus acha-se na comunhaã o e naã o na cogniçaã o intelectual. EÉ
pela verdade e pela benignidade (misericoí rdia) que eí
possibilitado oconhecimento de Deus. A auseê ncia de tal
conhecimento na terra tambeí m indicava ignoraê ncia e
negligeê ncia com a lei. Estas treê s palavras importantes vaã o
direto ao cerne da mensagem de Oseí ias. Fidelidade, amor e
conhecimento estaã o no centro da anaí lise da situaçaã o difíícil
de Israel e do ideal de comunhaã o desejado por Deus (cf. Os
2.19,20; 4.6; 5.4-7; 6.3,6; 10.12; 11.3,4,12b; 12.6).
As acusaçoã es de Deus contra o perjurar e o mentir (2)
mostram a decadeê ncia do ambiente religioso e social de
Israel. (O verbo hebraico alah, “jurar”, quando em combi-
naçaã o com o termo kichesh, fala de falso juramento; cf. BV.)
Aleí m destas acusaçoã es, havia o matar, o furtar e
o adulterar. “Haí arrombamentos” (ARA), ou seja, os
israelitas traspassam todos os limites do pecado (cf.
NVI). Homicídios(damin) indicam sangue derramado com
violeê ncia, um crime capital.' Homicídios sobre homicídios
— para significar que um assassinato ocasionava a
represaí lia (cf. NVI) ateí que se transformava em uma doença
contagiosa entre o povo de Israel. Pecado gera pecado.
Cinco dos Dez Mandamentos foram quebrados na
depravaçaã o de Israel, isto eí (pela ordem de citaçaã o), o
terceiro, o nono, o sexto, o oitavo e o seí timo.
Por isso, a terra se lamentará (3); uma vez mais o
sofrimento da natureza estaí relacionado com o pecado do
homem. Ateí a criaçaã o inanimada sofreu com a depravaçaã o
moral dos israelitas. O lamento da terra, a fraqueza
dos animais, avese peixes eram o resultado natural da seca
no reinado do rei Acabe (1 Rs 17.1-7). A sequidaã o pode ter
continuado por muito mais tempo durante a idolatria
ininterrupta do povo (Am 1.2; 8.8). A Natureza sofreu
porque Israel pecou.
a) A responsabilidade dos sacerdotes (Os 4.4-
11). Todavia, ninguém contenda, nem qualquer
repreenda; porque o teu povo é como os que contendem
com o sacerdote (4). Este versíículo, uma claí usula
interposta, indica que argumento e reprovaçaã o saã o inuí teis
por causa da obstinaçaã o e pertinaí cia irremediaí vel das
pessoas. Pode ser que um teria gostado de culpar o outro;
contudo, o direito de repreensaã o pertencia ao sacerdote e
ateí a liderança religiosa era maí em suas açoã es. Outra
interpretaçaã o 3 daí um sentido diferente: Naã o cabe aos seres
humanos contender, visto que se trata da controveí rsia de
Deus. O Senhor proibiu o homem de falar em seu nome. Ele
sozinho pleitearaí sua causa. “Naã o desperdices teu tempo em
recriminaçoã es muí tuas, pois minha contençaã o eí contigo, oí
sacerdote” (ATA).
Os que contendem com o sacerdote (4) — para
denotar, talvez, que o povo perdera a confiança na liderança
religiosa a ponto de discutir com os sacerdotes.
O quadro nos versíículos 4 a 10 eí uma descriçaã o víívida
de um sacerdoí cio degenerado, que desencadearaí
julgamento da maã o de Deus. Dia e noite (5) naã o indica
julgamentos separados ou especiais, mas que, a qualquer
momento, o sacerdote e o profeta cairiam sob as garras do
julgamento. A frase final: E destruirei a tua mãe, anuncia a
destruiçaã o da naçaã o inteira (cf. 2.2). O sacerdotee
o profeta estaã o sob condenaçaã o especial por naã o terem
compartilhado o conhecimento de Deus com o povo. Na
realidade, longe de compartilharem, eles tinham rejeitado
tal conhecimento e Deus lhes rejeitaria o ofíício. “Eu vos
rejeito de me serem sacerdotes” (6, Phillips; cf. NVI).
A acusaçaã o terríível contra o sacerdoí cio continua. Os
sacerdotes naã o saã o dignos do ofíício, e sua honra (“gloí ria”,
BV; NTLH) seraí mudada em vergonha (7).O pecado do
meu povo (8) se refere aà oferta pela transgressaã o: a carne
do animal sacrificado, oferecido para tirar o pecado.
Embora fosse legíítimo comer a oferta sacrifical, a
transgressaã o dos sacerdotes foi desejar o aumento dos
pecados do povo para que tivessem abundaê ncia na provisaã o
de carne. “Eles se alimentam dos pecados do meu povo e
lambem os laí bios com a culpa vindoura” (Phillips).
Haí pouco a escolher entre o sacerdote e o povo. Como
é o povo, assim será o sacerdote (9). O sacerdoí cio sofreraí
como o povo (cf. 3,5). Deus castigaraí os sacerdotes da
mesma forma que o povo comum eí castigado, e lhes daraí
arecompensa das suas obras. O castigo estaí simbolizado
no versíículo 10. Os sacerdotes continuaraã o nos seus
deleites e prostituiçoã es com o culto de Baal, mas naã o ficaraã o
satisfeitos nem desfrutaraã o a beê nçaã o de ter filhos, pois
cometem praí ticas imorais com as prostitutas cultuais. Seraí
assim porque deixaram de olhar para o SENHOR (10).
Eles se esqueceram de Deus. EÉ como se o Senhor naã o
entendesse a infidelidade deles, ou talvez compreendesse
tudo muito bem: “[A prostituiçaã o], o vinho velho e o vinho
novo acabam com o coraçaã o e a mente e o
entendimento espiritual” (11, ATA; cf. ARA; NVI).
Libertinagem e aí lcool lhes enfraqueceram a sensibilidade.
b) A responsabilidade do povo (Os 4.12-14). Agora o
profeta passa a tratar do povo:4 O meu povo consulta a
sua madeira (12). O povo escolhido de Deus pedia
conselho a um pedaço de madeira (praí tica
chamada rabdomancia) e buscava predizer o futuro com
uma vara. Esta era consequü eê ncia da falsa adoraçaã o que
faziam — a idolatria. Tambeí m tinham voltado a sacrificar
nos cumes dos montes e a queimar incenso debaixo de
aí rvores. Nesta forma de idolatria, suasfilhas se prostituííam
e ateí as noras eram culpadas de adulteí rio.
Eu não castigarei vossas filhas (14) naã o sugere que
elas ficaraã o impunes mesmo apoí s se prostituíírem e
adulterarem. Significa que, em vez da açaã o direta de Deus, o
pecado seraí punido com mais pecado. “O adulteí rio
espiritual de pais e maridos seria punido pelo adulteí rio
carnal de filhas e esposas”. 'Keil tem opiniaã o diferente, ao
sugerir que Deus naã o puniria as filhas e as noras, porque
seus pais “fizeram ainda pior. 'Era taã o grande o nuí mero de
prostituiçoã es que toda a puniçaã o cessou na desesperança de
qualquer correçaã o' (Jeroê nimo)”. 6 Pois o povo que não tem
entendimento será transtornado. A naçaã o afundara tanto
no pecado que naã o havia esperança e tinha de perecer. Será
transtornado quer dizer seraí lançado impetuosamente na
destruiçaã o; “cairaí em ruíínas” (cf. NVI; ARA; Pv 10.8,10).7
c) Aviso para Judá (4.15-19). Estes versíículos saã o uma
adverteê ncia para Judaí naã o seguir Israel. Se tu, ó Israel,
queres corromper-te, não se faça culpado
Judá (15). Gilgal e Bete-Áven (Betel) eram os dois
principais santuaí rios que ficavam no sul de Efraim;
portanto, de faí cil alcance para os filhos de Judaí . Oseí ias
ironicamente substituiu Betel (casa de Deus) por Bete-
Áven (casa de iniquü idade). Judaí ficaria escandalizado em
fazer peregrinaçoã es aos centros de adoraçaã o idoí latra. Naã o
era compatíível ir ao local de idolatria, Gilgal, e jurar: Vive o
SENHOR. Embora o juramento deste tipo fosse ordenado
em Deuteronoê mio 6.13 e 10.20, contudo esta contriçaã o
tinha sua base no “temor do Senhor” e naã o na praí tica de
idolatria. Oseí ias adverte contra a hipocrisia e a
pseudodevoçaã o.
A razaã o para avisar Judaí eí apresentada em outra
descriçaã o de Israel (16-19). O povo eí taã o intrataí vel
quanto uma vaca rebelde (16; “vaca brava”, NTLH).
Algumas versoã es bííblicas colocam corretamente a uí ltima
metade do versíículo 16 na forma de pergunta:
“Seraí que o SENHOR o apascenta como a um cordeiro em
vasta campina?” (ARA; cf. NVI). Naã o! Efraim está entregue
aos ídolos; deixa-o (17). Israel estaí taã o ligado aos íídolos
que naã o haí esperança. O longo apego ao pecado tornou a
reconciliaçaã o impossíível. Poreí m, interpretar esta passagem
como se Deus fosse abandonar totalmente Israel naã o eí
consistente com o uí ltimo ensino do profeta. Em outras
partes de seu livro, Oseí ias fala sobre “o vale de Acor, por
porta de esperança” (Os 2.15), e o grande brado de Deus:
“Como te deixaria, oí Efraim?” (Os 11.8; cf. NTLH; NVI; ver
tb. Os 14.4,8). G. Campbell Morgan acredita que o versíículo
17 era “a palavra do profeta para os leais naã o terem
cumplicidade com os desleais. Era a palavra de adverteê ncia
aà queles que em maior proporçaã o ainda mantinham uma
certa comunhaã o com Deus, a fim de naã o porem em perigo a
proí pria segurança, ao entrarrem em contato com
Efraim” ídolos — “idolatria eí a adoraçaã o de falsas
representaçoã es de Deus”.9
A sua bebida se foi (18) significa que eles ficaram
desamparados por terem bebido. A intoxicaçaã o os levou
a corrompem-se (cf. “eles se entregam aà prostituiçaã o”,
ARA; ECA) cada vez mais. Os príncipes (os protetores do
povo) chegaram a ponto de amar a vergonha. “Amam a
vergonha mais que a gloí ria” (VBB; cf. BV).
A conclusaã o no versíículo 19 eí inexoraí vel. Um vento os
envolveu nas suas asas (19). O vento eí a invasaã o assííria
que Oseí ias veê no horizonte. A destruiçaã o de Israel eí certa.
Sua vergonha se arrojaraí repentinamente sobre o reino
como uma tempestade (cf. Os 5.1-18.11ss.). Nem
mesmo seus sacrifícios livraraã o os israelitas.
G. Campbell Morgan sugere que treê s verdades chamam
nossa atençaã o no capíítulo 4: 1) A coisa proibida: a
idolatria, 12; 2) A condiçaã o descrita: Efraim está entregue
aos ídolos, 17; 3) O aviso proferido a Judaí : Deixa-o, 17.

INTERPRETAÇÃO DE OSEIAS 5
(Interpretação da Bíblia)
Enciclopédia Bíblica Online
Índice: Oseias 1 Oseias 2 Oseias 3 Oseias 4 Oseias
5 Oseias 6 Oseias 7 Oseias 8 Oseias 9 Oseias
10 Oseias 11 Oseias 12 Oseias 13 Oseias 14
O Aviso do Profeta (Os 5.1-15)
O capíítulo 5 constitui um discurso aos sacerdotes, ao
povo e aà casa do rei. A escuridaã o aumenta com a
proximidade do dia da repreensaã o. A conscieê ncia de Israel
se entorpeceu, sua visaã o se escureceu, seu testemunho
acabou e seu concerto com Deus se rompeu. Ouvi isto, ó
sacerdotes (1) indica que o discurso foi feito diretamente
aos lííderes religiosos, mas o povo tambeí m eí
responsabilizado com esta ordem: Escutai, ó casa de
Israel. Nem os prííncipes saã o isentos da culpa: E escutai, ó
casa do rei. O juízo de Deus trata de todas estas treê s
classes, porque voí s fostes uni laço para Mispa e rede
estendida sobre o Tabor. É evidente que a profecia estaí
relacionada com o texto precedente,
pois Mispa e Tabor eram notoí rios centros de adoraçaã o de
Baal e um laçopara Israel. Mispa estava situada no lado
leste do rio Jordaã o (Jz 10.17; 11.11,34), ao passo que
o Tabor ficava na extremidade oriental da planíície de
Jezreel, a oeste do rio Jordaã o (ver Mapa 2). Os dois lugares
eram fortalezas com funçaã o militar onde os prííncipes
da casa do rei e os sacerdotes apoí statas “exerciam sua
influeê ncia mortal sobre as pessoas, ao armarem
armadilhas contra elas como os paí ssaros e animais saã o
enganados nas montanhas da rapina (cf. Os 6.8,9)”.”
a) Deus conhece Efraim (Os 5.1-7). O texto menciona
dois modos de apanhar paí ssaros e
animais: laço e rede (aleí m de “armadilha”, se
considerarmos a primeira parte do v. 2 na RSV; BV). Estes
representam a maneira na qual as seduçoã es mascaravam a
idolatria. Na primeira metade do versíículo 2, o original
hebraico naã o estaí claro, e proporciona a sugestaã o de vaí rias
interpretaçoã es. Parece que Oseí ias naã o fala de matança de
animais para sacrifíício, mas ateí que ponto extremo
os transviados foram em sua corrupçaã o. A passagem fica
mais inteligíível com esta traduçaã o: “E eles cavaram uma
armadilha funda em Sitim” (RSV; cf. BV), ou esta: “Os
revoltosos se afundaram demais na corrupçaã o e matança”
(ATA; cf. ECA; NVI).
Naã o haí duí vida sobre a segunda parte do versíículo: Eu
serei a correção de todos eles, ou: “Eu, o Senhor Deus, sou
uma repreensaã o e um castigo para todos eles” (ATA). A
ameaça prossegue. Por causa da conduta idoí latra, a naçaã o
seraí julgada. O versíículo 2 serve de introduçaã o para os
versíículos 3 e 4. Uma vez mais, a profecia identifica que o
estado moral de Efraim eí a prostituiçaã o (3, te tens
prostituído), condiçaã o que separou os filhos de Israel do
conhecimento de Deus (4; ver Introduçaã o). Eles naã o podem
voltar a Deus, visto que não querem ordenar (“tramar” ou
“manobrar”) as suas ações. “As suas açoã es naã o lhes
permitiraã o voltar ao seu Deus; pois haí neles um espíírito de
prostituiçaã o que naã o lhes permite conhecer o Senhor”
(VBB). A idolatria monopolizou-lhes o afeto de tal forma
que o conhecimento do verdadeiro Deus foi sufocado.
A soberba de Israel testificará, pois, no seu
rosto (5). A Septuaginta traduz estas palavras assim: “A
arrogaê ncia de Israel seraí humilhada”. Robinson diz que
asoberba do versíículo 5 eí uma doença, “um coraçaã o
enfermo”. 11 Israel era arrogante no empenho de rivalizar
as forças estrangeiras como se tivesse o direito por ser
naçaã o poderosa. A prosperidade de Jeroboaã o era uma
armadilha na qual “a honra nacional tornava-se sinoê nima
de prostituiçaã o nacional”.” A soberba, entaã o, eí mais um
item na lista de males que separavam Israel de Jeovaí . Em
resultado disso, a naçaã o seria destruíída por causa de seu
proí prio pecado.
Judá cairá juntamente com eles. A arrogaê ncia levou
Israel a se ressentir com a superioridade de Judaí . Este
ciuí me provocou a rebeliaã o inicial de Jeroboaã o I. Agora, uma
vez mais, a arrogaê ncia causaria a queda de Israel, mas Judaí
tambeí m seria envolvido. A profecia do capíítulo 5 talvez
tenha sido entregue mais tarde que a de Os 4, porque haí a
nova observaçaã o da declaraçaã o profeí tica relativa ao Reino
do Sul. '
Haí um sentimento de ternura no versíículo 6 aà medida
que os filhos de Israel passam pelos verdadeiros atos de
adoraçaã o, mas naã o discernem a verdadeira natureza da
experieê ncia e o objeto de adoraçaã o. Ir com as suas ovelhas
e com as suas vacas (6) significa ir com todos os seus
sacrifíícios (VBB; cf. NVI). Eles iraã o com coraçaã o
impenitente; portanto, ele se retirou deles.
Aleivosamente (infielmente) se houveram contra o
SENHOR (7); agir infielmente (bagad) é expressaã o
frequü entemente aplicada aà infidelidade conjugal. Deus, ao
falar como marido, apresenta a segunda frase: Porque
geraram filhos estranhos; em vez de serem filhos do
concerto eí uma geraçaã o aduí ltera. A ameaça de julgamento
surge novamente: Agora, a lua nova os consumirá com
as suas porções; ou: “Agora os festivais da lua nova os
consumiraí e tambeí m aos seus campos [ou “plantaçoã es”,
NVI]” (ECA). Isto naã o significa que a terra seria invada e
destruíída na “lua nova” ou no proí ximo meê s, mas “qualquer
meê s podia trazer a ruíína a eles e aos seus campos”
(Phillips). Keil explica que a “lua nova” eí a ocasiaã o festiva
na qual se ofereciam sacrifíícios (1 Sm 20.6,29; Is 1.13,14);
ela representa os proí prios sacrifíícios. “O significado eí este:
sua festa sacrifical, sua adoraçaã o hipoí crita, longe de lhe
trazer salvaçaã o, comprovaraí sua ruíína”. Reynolds acredita
que este meê s fala da invasaã o iminente de Tiglate-Pileser (2
Res 15.29).
Esta incursaã o devia-se, em parte, aà aliança de Acaz com a
Assííria contra Peca e Rezim. O envolvimento de Judaí pode
explicar o comentaí rio no versíículo 5: Judá cairá junta-
mente com eles.
b) Oséias avisa Judá (Os 5.8-12). Nos versíículos 8 e 9,
o profeta daí um aviso solene. Gibeá e Ramá (8; ver mapa 2)
situavam-se em cumes de montes, perto da fronteira ao
norte de Benjamim, adequadamente situadas para dar este
aviso. Abuzina (shophar) era o chifre curvado do carneiro,
ao passo que a trombeta(chatsotserah) era reta, feita de
bronze ou prata e usada em ocasioã es solenes. (Quanto
a Bete-Áven ver comentaí rios em Os 4.15.) O sopro dos
chifres indicava a invasaã o da terra. Visto
que Gibeá e Ramá naã o eram de Israel, mas de Judaí , eí
provaí vel que a queda de Israel jaí tivesse acontecido e o
inimigo agora se dirigia aà fronteira de Judaí . Após ti, ó
Benjamim eí frase difíícil de interpretar. Talvez seja um
brado de batalha e aviso: “O inimigo estaí atraí s de ti e ao teu
encalço, oí Benjamim (fica atento)!” Esta traduçaã o parece ser
compatíível com o assunto do versíículo.
Os versíículos 9 e 10 explicam o versíículo 8. Efraim
será para assolação (9) como sinal da justiça do Senhor e
do cumprimento de sua profecia. Os príncipes de
Judá (10) naã o saã o diferentes. Como “ladroã es de terra
comuns”, elestraspassam os limites, ou seja, “mudam os
marcos” (ARA; cf. NTLH) da fronteira (cf. NVI). Tambeí m
sobre eles, diz Jeovaí , derramarei, pois, o meu furor.
Israel foi despedaçado pelo julgamento de Deus.
A vaidade (11, tzav) é um estatuto ou ordem humano. Esta
palavra ocorre aqui e em Isaíías 28.10,13 (traduzida por
“mandamento”), onde eí empregada como antíítese aà palavra
ou mandamento de Deus.” A vaidade ou estatuto humano
mencionado aqui diz respeito aà adoraçaã o de bezerros (cf.
“deuses falsos”, NTLH), o pecado que ocasionou a destruiçaã o
do reino.
A traça e a podridão (12) indicam destruiçaã o lenta e
silenciosa: as traças que se alimentam de roupas (Is 51.8),
os bichos que comem madeira e carne. Mais tarde, o Senhor
viraí como um leão (14), mas aqui Ele atua como a
traça, de maneira silenciosa, lenta e gradual.'
c) O mistério do mal (Os 5.13-15). Judaí e Israel
poderiam ter amado Jeovaí , seu marido, mas preferiam agir
contrariamente. O proí prio Deus se torna seu Inimigo, ao
trabalhar interiormente ateí que ambas as naçoã es sejam
destruíídas pela proí pria “podridaã o” e, assim, se tornem
presa faí cil de naçoã es estrangeiras. Ao temer o Egito e
conhecer sua proí pria enfermidade (fraqueza), Israel, em
vez de se voltar para Jeovaí , buscou a Assíria (13), que mais
tarde o destruiu. Rei Jarebe(jarebh) significa “guerreiro” ou
“grande rei” (cf. ECA; NVI). Talvez este fosse um tíítulo
comumente usado pelos reis assíírios.
Se Deus eí o Inimigo interior, tambeí m eí o Inimigo
exterior. Como um leão(14), usaraí a mesma naçaã o (a
Assííria), para quem Israel e Judaí tinham se voltado, a fim de
despedaçaí -los e destruíí-los. Oseí ias segue Amoí s, ao declarar
que Jeovaí eí o Deus de todas as naçoã es para controlaí -las
conforme sua vontade e usar o mal que elas teê m, a fim de
castigar o povo eleito. Arrebatarei, e não haverá quem
livre.Como o leaã o se retira para a caverna, assim o Senhor
se retira para o seu lugar' e “priva os israelitas da sua
presença graciosa e cooperadora ateí que eles se
arrependam, ou seja, naã o soí se sintam culpados, mas
experimentem a culpa ao serem punidos”.' Na auseê ncia de
Deus naã o haí salvamento possíível.
O pensamento eí repetido no versíículo 15. Deus se
retiraraí ateí que os filhos de Israel se
reconheçam culpados e busquem a face divina. De
madrugada (15,shachar; cf. Os 6.3) naã o eí usado no sentido
de “logo, brevemente”, mas no “crepuí sculo da manhaã ”.
Numa exposiçaã o textual de Os 5.13, Alexander
Maclaren prega sobre “Os Meí dicos que naã o Valem Nada”: 1)
O homem descobre que estaí doente, 13a; 2) O homem
procura por todos os meios a cura, 13b; 3) O modo de Deus
curar verdadeiramente, 13c. A conclusaã o eí reforçada pela
refereê ncia a Os 6.1.

Oséias 14.1-9
A. A SUÉ PLICA FINAL AO ARREPENDIMENTO, 14.1-3
Depois de 13 capíítulos que tratam de pecado, julgamento e
puniçaã o, nos versíículos 1 a 3 deste capíítulo, Deus faz uma
uí ltima suí plica. Se o Senhor naã o fosse Deus, o leitor ficaria
admirado com a constante inutilidade de tudo. Mas “eu sou
Deus e naã o homem” (Os 11.9), e isso faz a diferença.'
Converte-te, ó Israel, ao SENHOR, teu Deus (1). O profeta
identifica que a razaã o para o chamamento eí
a iniqüidade do povo. Israel eí exortado a naã o responder
com conversa fiada, mas com oraçaã o: Expulsa toda a
iniqüidade (2) “e aceita-nos graciosamente” (ECA; cf.
NVI). “O texto descreve que kashalta(iniqüidade ou
pecado) eí uma 'escorregadela' que ainda deixa aberta a
possibilidade da volta.” 2 A conversaã o tem de começar com
uma oraçaã o por perdaã o de toda a iniquü idade e pela
confiança simples na misericoí rdia de Deus. Os sacrifícios
dos nossos lábios (“o fruto dos nossos laí bios”, NVI)
seriam as palavras sinceras ditas de coraçoã es penitentes.
No versíículo 3, a confissaã o continua. A Assííria naã o pode
salvar, nem o Egito com seus cavalos de guerra, nem os
deuses feitos pela obra das nossas mãostrazem salvaçaã o.
A exclamaçaã o: Tu és o nosso Deus, jaí naã o seraí proferida
por esses penitentes. As figuras do casamento e do filho de
Oseí ias estaã o envolvidas na declaraçaã o: Por ti, o órfão
alcançará misericórdia. Israel era oí rfaã o antes de ser
adotado como naçaã o do concerto do Senhor, e dois dos
filhos de Goê mer seriam oí rfaã os, caso Oseí ias naã o os tivesse
adotado.

B. A PROMESSA DE BEÊ NÇAÃ O ULTIMA, 14.4-8


A resposta aà oraçaã o penitencial (1-3) encontra-se nos
versíículos 4 a 8, que descrevem a resposta do Senhor. Eu
sararei a sua perversão, eu voluntariamente os amarei;
porque a minha ira se apartou deles (4). Deus responde
com uma promessa de salvaçaã o. A promessa eí curar os
danos causados pela apostasia de Israel. Abrange as lesoã es
fíísicas e os fracassos morais. A promessa do Senhor eí amaí -
los voluntariamente, sem esperar nada em
troca.3Sua ira, inflamada pela idolatria, agora se
apartou de Israel.
Eu serei, para Israel, como orvalho (5). Esta eí a terceira
vez que Oseí ias usa a figura do orvalho. Nos outros
exemplos, ele falou da duraçaã o do orvalho matinal (6.4;
13.3). Agora, “ele emprega a palavra como um retrato do
beijo gentil do perdaã o de Yahweh, que daí nova esperança e
vida aos amados”. 4Israel cresceraí exuberantemente como
o lírio, com raízes semelhantes aos cedros do Líbano.' A
expressaã o estender-se-ão as suas vergônteas (6; “brotos”,
NVI; “ramos”, ARA) sugere que a prosperidade de Israel
brotaraí .
Como os cedros do Lííbano teê m um aroma doce, assim seraí
Israel para o Senhor — um cheiro perfumado. Com respeito
aos versíículos 5 a 7, Rosenmuller sugere:
“O enraizamento indica estabilidade; a propagação dos
ramos, multiplicaçaã o e multidaã o de habitantes;
o esplendor da oliveira, beleza e gloí ria, aquilo que eí
constante e duradouro; a fragrância, alegria e encanto”.6
As figuras de linguagem continuam no versíículo 7: Voltarão
os que se assentarem à sua sombra. Aqueles que se
sentam sob a sombra de Israel serão vivificados como o
trigo e florescerão como a vide. O “perfume”
(BV;memória), que será como o vinho do Líbano, desde
tempos imemoriais eí ceí lebre na Palestina.
A passagem se encerra com o versíículo 8: Efraim dirá: Que
mais tenho eu com os ídolos? Algumas traduçoã es poã em as
palavras na boca de Deus: “OÉ Efraim, que tenho eu [a ver]
com os íídolos?” (ARA). “Eu te ouvirei e cuidarei de ti” (ECA;
cf. NVI). O versíículo eí , em parte, promessa, e, em parte,
suí plica. Daí a entender que o dia da idolatria terminou e
Deus nada teraí a ver com os íídolos, porque Efraim se livrou
deles.' Jeovaí continua: Eu sou como a faia verde, a fonte
em que a naçaã o encontraraí seu fruto (força e sustento). A
promessa do capíítulo se cumpre na era messiaê nica.
C. EPIÉLOGO, 14.9
O termo de abertura diz respeito a tudo que Oseí ias colocou
diante do povo em sua profecia de adverteê ncia: Quem é
sábio, para que entenda estas coisas? Prudente, para
que as saiba? O capíítulo se encerra com uma sinopse da
profecia do livro: Porque os caminhos do SENHOR são
retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores
neles cairão.
O capíítulo 14 eí um clíímax apropriado ao livro de Oseí ias.
Neste capíítulo, identificamos o segredo da redençaã o: 1) A
sinceridade dos arrependidos, 2a; 2) A oraçaã o pela res-
tauraçaã o total, 2b; 3) A feí em um Deus misericordioso, 2c;
4) A esperança dos convertidos 4; (5) O crescimento dos
convertidos, 5,6; 6) O estado final dos convertidos, 7.
Na conclusaã o adequada de seu estudo sobre a profecia de
Oseí ias, Martin Buber fala de “A Virada para o Futuro”:
YHVH promete a Israel, que voltou aà vida, um
concerto duplo (Os 2.1,19-23). Primeiro, haí o
concerto de paz que o Senhor faz por Israel com
todas as criaturas vivas e com todas as naçoã es
do mundo; e segundo, haí o novo concerto
matrimonial pelo qual se casa com Israel para
sempre segundo os grandes princíípios que
compoã em a relaçaã o de dois lados entre a
deidade e a humanidade. Esta promessa eí
qualificada para uma ligaçaã o dialógica. No
deserto, onde ocorre a mudança interior e de
onde se origina a transformaçaã o de todas as
coisas, a esposa “cantaraí ” (“responderaí ”, NVI;
“corresponderaí ”, BV) ao marido “como nos dias
da sua mocidade” (Os 2.15), e ele “responderaí ”
(Os 2.22,23), naã o somente a ela, mas ao mundo
inteiro. Ao mesmo tempo, a chuva de “resposta”
se derrama de Deus para o ceí u e, dali, para a
terra, sendo esta a razaã o de todas as beê nçaã os
produtivas de Jezreel. Tudo muda: como Lo-
Ruama se torna Ruama e Lo-Ami se
torna Ami, assim Jezreel, outrora chamado por
este nome amaldiçoado devido ao lugar onde
ocorreu uma açaã o sangrenta, agora se revela de
acordo com o significado deste nome, qual seja,
“aquele que Deus semeia”. Desta forma, Deus eí
responsaí vel por uma nova geraçaã o. YHVH
semeia a terra com uma nova semente. E ao
teí rmino do livro retorna o conceito dialoí gico de
“resposta”. YHVH cura o desvio dos israelitas,
porque a sua “ira se apartou deles” (Os 14.5).
Ele deseja ser como orvalho para os filhos de
Israel, que voltaraã o a habitar na sombra do
Lííbano (Os 14.8) e florescer como a vide.
Porque “eu sou aquele que responde” (Os 14.9).
Estamos fazendo nossa devocional de hoje no
capítulo 6, de Oseias. Estamos na parte III. Como já
dissemos, a palavra do Senhor foi pregada por ele nos
tempos dos reis de Judá Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias;
e, nos tempos do rei do norte, Jeroboão II (cerca de 786-
746 a.C.), filho de Joás.
Em nossa leitura e reflexão, nos encontramos aqui:
Parte III - A MENSAGEM PROFÉTICA DE OSEIAS (4.1-
14.9); A. O processo, a guerra e o lamento (4.1-9.9).
1. Duas ações judiciais contra Israel (4.1-5.7) – já vimos.
2. A iminente derrota na guerra (5.8-8.14) – Estamos
vendo.
Como já dissemos, Oseias chamou a nação para se
preparar para o ataque que sofreriam devido o julgamento
de Deus. A destruição de Samaria pela Assíria, em 722,
cumpriu essas palavras no Antigo Testamento. As ordens
para tocar a trombeta (5.8; 8.1) apresentam os chamados
para a guerra que organizam esses capítulos e
constituem o seu tema principal.
Esses capítulos nós dividimos, conforme a BEG, em
quatro partes: a. A convocação para a derrota na guerra
(5.8-15) – já vimos; b. A hipocrisia que resultou em derrota
(6.1-7.2) – começaremos agora; c. Os líderes corruptos e
as alianças que resultaram em derrota (7.3-16); e, d. A
segunda convocação para a derrota na guerra (8.1-14).
b. A hipocrisia que resultou em derrota (6.1-7.2).
Até o segundo versículo, do próximo capítulo, estaremos
vendo o arrependimento hipócrita resultou em derrota.
Esse é o arrependimento hipócrita que resulta em derrota.
A menção do arrependimento como a solução para o
julgamento divino levantou a questão do arrependimento
hipócrita de Israel.
Esse cântico de arrependimento usa as imagens de 5.11-
14, mas parece superficial em sua entonação (cf. 6.4). O
Senhor respondeu a essa hipocrisia com um julgamento
severo.
Enquanto os capítulos 4 e 5 começam com “ouvi”, este
começa com um “vinde e tornemo-nos para o Senhor”.
Talvez os sacerdotes tenham sido citados aqui como
Israel o foi em 2.7.
O chamado para o retorno ao Senhor é uma das
principais mensagens do livro (2.7; 3.5; 5.4,15). Os
verdadeiros arrependimento e conversão deveriam trazer
a reconciliação que pode incluir a cura e o cuidado das
feridas (cf. Dt 32.39). As palavras que se seguem,
todavia, indicam que esse arrependimento não foi
genuíno.
O versículo de fato é muito bonito:
· Vinde, e tornemos para o Senhor,
ü porque ele despedaçou
§ e nos sarará;
ü fez a ferida,
§ e no-la atará.
Ele é o Senhor que em sua soberania permite que
sejamos despedaçados para correção e depois o mesmo
que nos sarará; o Deus que faz em nós a ferida e o
mesmo que nos atá para curar.
A quem devemos temer então? Ao diabo e aos seus
anjos? Aos poderes das trevas e as forças ocultas?
Não! Devemos temer somente a Deus e dar-lhe glórias –
Ap. 14.7 -, mas devemos ser sábios que nossa luta não é
contra o sangue e a carne, mas contra esses principados
nas regiões celestes – Ef 6.11-13.
ü A quem devemos temer? Somente a Deus!
ü Contra quem devemos lutar? Contra principados e
potestades, contra os dominadores deste sistema mundial em
trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.
A hipocrisia fica evidente pelo fato de o povo ainda não
reconhecer quão sérias haviam sido suas ofensas.
No entanto, Deus prometeu que nos ressuscitaria e nos
levantaria novamente. Uma clara alusão ao
ressuscitamento do Messias e de todos os que nele têm
essa vívida esperança.
A BEG nos diz que a palavra hebraica significa "levantar";
uma forma parecida é traduzida por "despertai", em Is
26.19. Paulo, possivelmente, fez alusão a esse versículo
em 1 Co 15.4, ao falar da ressurreição de Cristo Jesus.
Após isso é que poderíamos viver diante dele para
sempre. (Veja o SI 16.11.) Uma esperança central de
restauração era que a presença de Deus seria restaurada
entre o seu povo (Jr 24.7; Ez 37.27).
É somente depois desse ressuscitamento e desse
levantar que o desafio é feito para conhecermos e
prosseguirmos em conhecer ao Senhor.
Esse segundo chamado (cf. 6.1) para conhecer e aceitar
a aliança do Senhor com o coração e a vida é o centro da
mensagem de Oseias (2.8,20; 4.1,6; 5.4; 6.6).
Na versão NVI, o mesmo versículo é traduzido da
seguinte forma: Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos
por conhecê-lo. Tão certo como nasce o sol, ele
aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno,
como as chuvas de primavera que regam a terra.
Oséias emprega metáforas que comparam a
confiabilidade de Deus aos recorrentes fenômenos da
natureza. Ou seja, a certeza do nascer do sol para os
vivos e a vinda das chuvas de primavera que regam a
terra são eventos que estão intimamente atrelados à vida,
dando-lhe suporte e a sustentando.
O verbo conhecer em Oséias se refere ao verbo hebraico
yadha que, conforme à época não tinham o mesmo
significado que conhecer, ginoskw, no grego. O conhecer
da filosofia grega é mais abstrato, enquanto que o
conhecer do hebraico é mais prático e experimental.[1]
ü yada: conhecer[2]
ü Original Word: ַ‫י ידָדע‬
ü Part of Speech: Verbo
ü Transliteration: yada
ü Phonetic Spelling: (yaw-dah')
ü Short Definition: conhecer, conhecimento.
Até ao verso 11, Deus responderá ao arrependimento
hipócrita que estava acontecendo em Israel.
No verso quatro, Deus lamentou a qualidade transitória da
aliança de amor de Israel e Judá, fazendo um contraste
entre esse amor e a sua própria fidelidade (vs. 3) usando
mais ilustrações da natureza. Enquanto Deus era o sol e
a chuva serôdia, aqui eles eram a nuvem da manhã e o
orvalho que logo passa, ou seja, não tinham raízes em si
mesmos.
No verso cinco, Deus responde a pergunta do vs. 4. Deus
usava os profetas para transmitir mensagens de
advertência e julgamento. Como a luz do sol que a cada
manhã dissipa as trevas, a justiça de Deus prossegue
consistente e inevitavelmente (cf. SI 37.6), expondo os
pecados dos que quebraram a aliança.
Deus estava requerendo deles conversão e
arrependimento verdadeiros e não rituais e cerimonias
ocas e vazias que serviam apenas para ilusão e engano
do que para mostrar piedade e temor a Deus. A fidelidade
à aliança - lealdade não rituais mecânicos -, era requerida
do povo da aliança (veja SI 51; Mq 6.8).
Dos versos de 7 ao 10, Deus demonstrou a hipocrisia da
nação ao apresentar rapidamente a lista de seus
pecados. Esses versículos apresentam vários locais
considerados de má fama nos dias de Oseias. Embora
não saibamos os detalhes, o registro serve para
incriminar toda a nação (vs. 10).
A BEG nos diz sobre o uso de Adão como referencia da
transgressão que a alusão não está clara. Três possíveis
referências são propostas:
(1) Adão como sendo o primeiro homem (Gn 3).
(2) Ou como sendo um local, a antiga cidade de Adã, próxima
ao rio Jordão (Js 3.16), junto a Gileade, no vs. 8 e Siquém, no
vs. 9. Essa é a tradução proposta pela NVI.
Com relação à Gileade, região montanhosa ao norte da
Transjordânia, mas a palavra pode referir-se a uma cidade
chamada Adã. Ela era considerada a cidade dos que praticavam
a injustiça. Termo usado frequentemente nos Salmos para
descrever os inimigos dos justos e do Senhor. Outra
característica dela era o fato de estar manchada de sangue, talvez
uma alusão aos cinquenta homens de Gileade envolvidos no
assassinato de Pecaías (2Rs 15.25).
(3) Ou ainda, como sendo a humanidade. A doutrina da aliança
de Deus com Adão baseia-se em fatores diferentes da
interpretação dessa passagem: os elementos de uma aliança
estavam presentes no relacionamento de Deus com Adão (Gn 1-
3).
Independente delas, o fato é que eles haviam se portado
aleivosamente contra o Senhor, ou seja, quebraram a
aliança e foram infiéis.
Os sacerdotes que teriam a função de serem os
representantes do povo diante de Deus ao intercederem
por eles, aqui, no verso 9, são citados como hordas de
salteadores que espreitam alguém na estrada de Siquém
(importante centro religioso e político - Dt 27.4,12-14; Js
8.30; 20.7; 24.1,25; Jz 9; 1Rs 12.1,25) e ainda como
aqueles que estariam cometendo outros crimes
vergonhosos.
Livro de Oseias – capítulo 6:
1 Vinde,
e tornemos para o Senhor,
porque ele despedaçou e nos sarará;
fez a ferida, e no-la atará.
2 Depois de dois dias nos ressuscitará:
ao terceiro dia nos levantará,
e viveremos diante dele.
3 Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor;
a sua saída, como a alva, é certa;
e ele a nós virá como a chuva,
como a chuva serôdia que rega a terra.
4 Que te farei, ó Efraim? que te farei, ó Judá?
porque o vosso amor é como a nuvem da manhã,
e como o orvalho que cedo passa.
5 Por isso os abati pelos profetas;
pela palavra da minha boca os matei;
e os meus juízos a teu respeito sairão como a luz.
6 Pois misericórdia quero,
e não sacrifícios;
e o conhecimento de Deus,
mais do que os holocaustos.
7 Eles, porém, como Adão, transgrediram o pacto;
nisso eles se portaram aleivosamente contra mim.
8 Gileade é cidade de malfeitores, está manchada de
sangue.
9 Como hordas de salteadores que espreitam alguém,
assim é a companhia dos sacerdotes
que matam no caminho para Siquém;
sim, cometem a vilania.
10 Vejo uma coisa horrenda na casa de Israel;
ali está a prostituição de Efraim;
Israel está contaminado.
11 Também para ti, ó Judá,
está determinada uma ceifa.
Ao querer eu trazer do cativeiro o meu povo.
A BEG nos diz que a alusão não está clara, mas pode ser
uma referência ao papel dos sacerdotes numa
conspiração contra a família real (vs. 8).
A coisa horrenda que ele via - compare com Jr 5.30-31,
18.13; 23.14 – era a prostituição de Efraim na casa de
Israel. Talvez uma figura para indicar a sua infidelidade
religiosa ou política.
Dos versos 11, deste ao primeiro verso do próximo
capítulo, veremos uma metáfora para o julgamento de
Deus (Jr 51.33; JI 3.13) onde ocorrerá a mudança de
sorte para fins de cura do povo.
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 59 dias para 04/08/2015,
quando eu irei concluir a Segmentação de toda a
Bíblia.
A Deus toda glória! p/ Daniel
Deusdete – http://www.jamaisdesista.com.br

Estudo do Livro de Oséias

por Dennis Allan


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Introdução ao Livro
Oséias 1:1- 2:1
Oséias 2:2-23
Oséias 3:1-5
Oséias 4
Oséias 5:1-14
Oséias 5:15 - 6:11
Oséias 7
Oséias 8
Oséias 9
Oséias 10
Oséias 11:1-11
Oséias 11:12 - 12:14
Oséias 13
Oséias 14

Introdução ao Livro
Oséias escreveu no oitavo século a.C. (segundo as datas
dos reinados dos reis mencionados em 1:1), durante a
mesma época do trabalho de Amós (Amós 1:1), Isaías
(Isaías 1:1) e Miquéias (Miquéias 1:1). Ele fala sobre o
povo que se achava bom e próspero, mas estavá se
apodrecendo por causa da idolatria, a imoralidade e a
injustiça. Destes quatro, Amós e Oséias profetizaram
principalmente para Israel, e Isaías e Miquéias pregaram
mais para Judá.

Oséias viveu nos últimos dias do reino de Israel. Devido a


séculos de pecado, o povo estava chegando ao fim. A
infidelidade espiritual do povo é comparada ao pecado de
adultério. Para conhecer mais esse período da história,
leia 2 Reis 14-17 e 2 Crônicas 26-29.

O livro de Oséias, talvez mais do que qualquer outro livro


do Velho Testamento, expõe o coração de Deus. Oséias
vive no próprio casamento o que Deus estava passando
em relação a Israel. Os primeiros três capítulos
descrevem a vida de Oséias. Ele se casa, mas a mulher
dele se torna adúltera. Ele sofre com a infidelidade dela,
mas ainda mostra a misericórdia para tomá-la de volta.
Assim Deus viu a sua noiva, o povo de Israel, se
envolvendo com "outros deuses", ou seja, cometendo
adultério espiritual. Mesmo depois de tudo que Israel
havia feito, Deus teria graça e misericórdia para
reconciliar com esta esposa adúltera e estabelecer uma
nova aliança com ela.

Nos próximos estudos, vamos examinar o texto deste livro


impressionante.

Leia mais:

Amar a Quem Não Merece (O Que Está Escrito?, Ano 5,


Número 8). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc58.htm

A Revelação de Deus: Uma Vista Panorâmica da Bíblia


(D49). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d49.htm

A Revelação do Plano de Deus: A História do Plano da


Redenção (A1). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a1.htm

Oséias 1:1 - 2:1

1:1

O nome "Oséias" quer dizer "salvação". Como


freqüentemente acontece nos livros dos profetas, o nome
do autor combina perfeitamente com a sua mensagem.
Oséias condena os pecados do povo, mas apresenta uma
mensagem de esperança e perdão.

Pelos nomes dos reis citados, podemos definir a data do


livro de Oséias no oitavo século a.C., na última geração
antes da destruição de Samaria e o cativeiro do povo de
Israel (o reino do norte).

1:2-3

O casamento de Oséias com Gômer representa a relação


de Deus com Israel.

**Obs.: "toma uma mulher de prostituições"


provavelmente sugere que ela veio de um ambiente de
imoralidade, e teria a tendência de se tornar adúltera. Não
faz sentido sugerir que Deus mandou que Oséias se
casasse com uma prostituta, por vários motivos: (1) Deus
sempre incentiva a pureza no casamento; (2) O caso de
Gômer é paralelo ao de Israel, que se tornou adúltera
depois de "casar" com Deus; (3) O relato comenta sobre
filhos que nasceram depois do casamento, mesmo de
adultério, mas não fala de nenhum filho nascido antes do
casamento dela com Oséias.

1:3-5

Gômer teve o primeiro filho.

**Obs.: "e lhe deu um filho" (1:3) mostra que este primeiro
filho era do próprio Oséias.

Deus lhe deu o nome de Jezreel, que significa "Deus


espalha" ou "Deus semeia". O nome sugere os planos de
Deus para Israel: (1) Espalhar o povo no cativeiro, (2)
Semear para ele um povo purificado.

Jezreel foi a cidade onde moraram alguns dos reis de


Israel, e onde Jeú acabou com a casa de Acabe. Deus
prometeu trazer castigo sobre a casa de Jeú e fazer
cessar o reino e o arco (poder militar) de Israel.

**Obs.: Deus usou Jeú para destruir a casa de Acabe e


lhe entregou o reino. Mas, Jeú não se dedicou ao Senhor.
Ele imitou os pecados de Jeroboão, filho de Nebate (2
Reis 10:31). Jeroboão II, o rei de Israel quando Oséias
escreveu, foi o penúltimo rei da linha de Jeú. Depois da
morte dele, Zacarias, seu filho, reinou por seis meses e foi
assassinado, terminando o domínio da dinastia de Jeú (2
Reis 15:8-10).

**Obs.: O Vale de Jezreel ou Megido foi o lugar de


algumas batalhas decisivas (Juízes 4-7; 2 Reis 23:28-30).

1:6-7

Gômer concebeu outra vez e teve uma filha. O nome dela


(Lo-Ruama-NVI) é traduzido em algumas Bíblias (RA2)
como Desfavorecida. Significa "não amada".

**Obs.: Tudo indica que Oséias não foi o pai desta filha de
Gômer. Considere: (1) Em contraste com o primeiro ("e
lhe deu" - 1:3), aqui diz simplesmente que "deu à luz"
(1:6); (2) O nome dela sugere a rejeição pelo marido de
Gômer.

Deus explicou o significado profético do nome Lo-Ruama.


Ele não mostraria mais favor (graça, misericórdia) à casa
de Israel, mas ainda teria compaixão para com Judá. Este
seria salvo, não pela força militar, mas pelo poder de
Deus (veja o que aconteceu em Isaías 37:36-38).

1:8-9

O terceiro filho de Gômer, outro menino, recebeu o nome


de Lo-Ami (NVI) que quer dizer "Não-Meu-Povo" (RA2).

**Obs.: De novo, tudo indica que Oséias não foi o pai


desta criança.

O nome simbolizava a rejeição de Israel por Deus.

1:10 - 2:1

A rejeição do povo seria temporária. Observe nestes


versículos:

(1) Embora Deus fizesse "cessar o reino da casa de


Israel" (1:4), ele não destruiria todas as pessoas (1:10).
Ele não tinha esquecido da promessa de abençoar todas
as famílias da terra por meio do descendente de Abraão
(Gênesis 12:3).

(2) Deus mudaria a sorte do povo: De "Não-Meu-Povo"


para "Filhos do Deus Vivo"; De Desfavorecida para Favor.

(3) Israel e Judá se uniriam sob uma só cabeça.

**Obs.: 1 Pedro 2:10 cita esta mudança de nomes para


mostrar as bênçãos espirituais recebidas pelo povo
espiritual da Nova Aliança. Os cristãos são os filhos do
Deus Vivo, favorecidos por ele. Jesus é o único cabeça
deste povo (Efésios 1:22-23).

Leia mais:
Amar a Quem não Merece (O Que Está Escrito?, agosto
de 1998). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc58.htm

O Que É a Igreja? (A14). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a14_4.htm

O Reino Estabelecido (A15). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a15_22.htm

Oséias 2:2-23

**Obs.: Neste trecho, Deus está falando sobre Israel como


sua mulher adúltera (veja 2:16).

2:2-8

Deus tem motivo inegável para repudiar Israel: As


prostituições e adultérios dela.

Ele, porém, gostaria de poupá-la. Para fazer isso, teria


que ver o arrependimento dela.

**Obs.: Embora o livro de Oséias não seja um livro de


regras de como lidar com o adultério, podemos observar
algumas coisas importantes que ajudam em saber como
tratar adúlteros. Aqui já observamos o primeiro ponto: o
perdão (por parte do marido) do adultério da mulher
dependia do seu arrependimento. Deus sempre está
disposto a perdoar, mas a falta de arrependimento do
pecador impede a comunhão (veja Isaías 59:1-2).

Se Israel não se arrepender, Deus a deixaria sofrer as


conseqüências do pecado. Ela se tornaria em terra seca e
os filhos sofreriam.

Quando Israel foi atrás de amantes (ídolos), ela achou


que eles fossem a fonte das suas necessidades.

**Obs.: O Diabo e seus servos (sejam religiões falsas,


tentações carnais, etc.) oferecem coisas atraentes para
nos enganar. Muitas pessoas acham que os benefícios do
erro justificam os riscos. Pode haver alguns benefícios-
prazeres, lucros, amizades, etc.- mas o preço final é
sempre mais alto do que o valor dos benefícios. "Porém
que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?"
(Jeremias 5:31).

Deus, como marido, impediu o acesso de Israel aos seus


amantes, dando-lhe motivo para voltar e buscar o marido.

**Obs.: Felizes são os pecadores que enxergam a


realidade e deixam o pecado para voltar ao Senhor!

De fato, não foram os amantes e sim o próprio Senhor


que sustentava Israel. Ela tomou as coisas que Deus lhe
deu e as usou para servir Baal (um falso deus).

**Obs.: Ezequiel 16 apresenta uma versão mais ampla


desta mesma história, só que a esposa em Ezequiel é
Judá e não Samaria.
2:9-13

Quando Israel insistiu em praticar a prostituição espiritual,


Deus decidiu castigá-la. O castigo incluiu vários aspectos:

-Ele retinha as necessidades que sempre lhe havia dado


(9).

-Ele deixou Israel exposta diante dos amantes, onde os


outros perceberam a pobreza e nudez dela (10).

-Ele tirou o gozo que ainda restava na vida dela (11). As


coisas citadas neste versículo se referem ao gozo da
comunhão com Deus (Festas, sábados e solenidades).
Deus lhe negou a comunhão devido à infidelidade do
povo.

-Ele destruiu as coisas que ela recebeu, supostamente,


dos amantes (12).

-Ele deixou o povo sofrer durante um determinado tempo,


conforme o tempo em que andava na idolatria (13).

**Obs.: As conseqüências do pecado são,


freqüentemente, os resultados naturais do próprio erro.
Deus simplesmente parou de proteger e cuidar do povo, e
Israel sofreu nas mãos dos próprios amantes. O mundo
ensina algumas lições duras quando uma pessoa se
entrega ao pecado (veja a parábola do filho pródigo,
Lucas 15:11-32).

**Obs.: Mais uma aplicação em relação aos adúlteros. A


vítima (a pessoa ofendida pela traição do companheiro)
não deve proteger o pecador, ainda não arrependido, das
conseqüências do crime cometido. Deus amava a Israel,
mas ele a deixou sofrer para chegar ao remorso
necessário para a reconciliação. A pessoa que comete
adultério normalmente se encontra depois desamparada e
pode até passar por privações. Tais conseqüências do
erro podem ser exatamente o que precisa para refletir e
chegar ao arrependimento.

2:14-23

Depois do período de sofrimento, Israel é atraída de novo


pelo próprio marido. A figura aqui é de um namoro e
reconciliação.

Deus atraiu a sua mulher infiel e a levou para o deserto


para falar ao coração. Deus age para possibilitar a volta
dela, mas somente num lugar longe dos amantes.

Ele a trata bem, como nos dias do namoro com a jovem.

**Obs.: O vale de Acor se torna em porta de esperança


(15). Acor quer dizer desastre ou desgraça. Foi o lugar
onde Acã morreu depois do seu pecado na conquista de
Canaã (Josué 7:24-26). Por meio da desgraça do
cativeiro na Assíria (veja 11:5), o povo encontraria a
esperança da nova vida. Os momentos difíceis em nossas
vidas, até as correções que Deus nos dá como filhos,
servem como portas de esperança (veja Hebreus 12:4-
13).

Ela chamaria Deus de "meu marido", não de "meu Baal"


ou "meu senhor" (16-17).

**Obs.: A palavra "baal" significa "senhor" ou "mestre".


Chamando Deus por este nome, no contexto da idolatria
do povo, estaria deixando-o no mesmo nível com estes
falsos deuses. O ponto não é de falta de respeito, pois ele
é realmente o único Senhor. É questão de restabelecer a
intimidade de marido e mulher, nem falando mais dos
amantes.

**Obs.: Mais uma lição que ajuda na reconciliação depois


do adultério. A adúltera deve cortar todo contato com o
seu amante. Para mostrar o arrependimento, o próprio
marido deve ser o único homem na vida dela.

Deus daria de volta a terra perdida, e deixaria o povo


habitar em segurança (18).

Ele faria uma aliança de casamento para sempre com a


sua mulher arrependida (19-20).

**Obs.: O amor de Deus. Depois de tudo que Israel fez,


repetidas vezes traindo o marido bondoso que tanto a
amava, ele se dispôs a tomá-la de volta e entrar numa
nova aliança de casamento. Que amor!

Ele seria um Deus bondoso, e ela um povo fiel e


abençoado (21-23).

Leia mais:
O que quer dizer "vinho" na Bíblia? (A16). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/bd61.htm

Lava o teu Coração (O Que Está Escrito?, Agosto de


1999). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc68.htm

Divórcio e Arrependimento (C3). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/c3.htm

Crucificando a Carne (D23). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d23.htm

O que Deus Diz sobre o Divórcio (D87). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d87.htm

A Idolatria e a Feitiçaria (A11). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a11_5.htm

O que Significa Perdoar? (D42). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d42.htm

Salvação sem Arrependimento? (A3). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a3_6.htm

Casamento, Divórcio e Novo Casamento (C2). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/c2.htm

As Condições para o Perdão (A13). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a13_20.htm

Oséias 3:1-5

Este pequeno capítulo completa a figura da vida familiar


de Oséias.

Deus mandou que Oséias tomasse de volta a sua esposa


adúltera (1).

**Obs.: Mesmo depois do pecado de adultério, perdão e


reconciliação são possíveis!

Oséias obedeceu, comprando de volta a sua mulher (2).

**Obs.: É calculado que o valor pago aqui equivale o valor


de uma escrava (veja Êxodo 21:32).

Oséias e Gômer não voltaram imediatamente a ter


relações conjugais. Ele esperou para ver se ela realmente
ficaria longe dos amantes (3).

**Obs.: Leva tempo reconstruir a confiança no casamento


depois da traição. É razoável a pessoa traída pedir algum
tempo antes de voltar às relações normais.

Na aplicação à nação, Deus deixaria o povo muito tempo


sem liderança e sem as coisas necessárias para adorá-lo
corretamente. Ao mesmo tempo, ficariam sem os ídolos
(4).

No final, Israel seria completamente reconciliada com


Deus e com Davi, seu rei (5).

**Obs.: Este versículo se refere à restauração espiritual


do povo na Nova Aliança. Davi simboliza Jesus. Os
últimos dias se referem à época do Novo Testamento. Por
meio de Jesus, Israel espiritual se aproxima do Senhor
(Gálatas 3:26-29), depois de um período em que o povo
estava em casa mas não em plena comunhão com Deus.
Assim o profeta indica um tempo entre a volta do cativeiro
e a vinda de Davi (Jesus) para fazer paz entre o povo e
Deus.

Leia mais:

Amar a Quem Não Merece (O Que Está Escrito, agosto


de 1998). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc58.htm

Divórcio e Arrependimento (C3). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/c3.htm

Davi e Bate-Seba: O Pecado de Adultério (D69). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d69.htm

Lições de uma Batalha Perdida (D79). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d79.htm

O Que Significa Perdoar? (D42). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d42.htm

Oséias 4

No capítulo 4, a mensagem deixa a família de Oséias


(embora continue como pano de fundo da mensagem do
resto do livro), e Deus volta a falar sobre sua relação com
o povo de Israel.

4:1-3

A contenda de Deus com o povo de Israel. Deus levanta


acusações contra Israel.

Falta: verdade, amor e conhecimento de Deus (1).

Prevalecem: perjúrios, mentiras, matanças, furtos,


adultérios, arrombamentos e homicídios (2).

**Obs.: A contenda de Deus com o povo destaca o fato


que há aspectos negativos e positivos na obediência. Ser
servo de Deus não é somente abster-se da prática do
mal; é cultivar a prática do bem. É fácil definir o cristão
pelas coisas que não faz (talvez uma lista parecida com a
do versículo 2 aqui), mas devemos ser pessoas
habilitadas "para toda boa obra" (veja 2 Timóteo 3:16-17;
Tiago 4:17).

A conseqüência dos erros de Israel: a terra e tudo que


nela está sofre (3).

4:4-10

Deus contendeu com o povo porque outros não o fizeram.


Seria o papel de sacerdotes, profetas e reis repreender e
corrigir o povo, condenando a sua maldade. Mas, ao
invés de condenar, eles participavam dos mesmos erros,
até conduzindo o povo à iniquidade.

A acusação fundamental do livro de Oséias se encontra


no versículo 6: "O meu povo está sendo destruído, porque
lhe falta o conhecimento".

**Obs.: Deus claramente culpou os sacerdotes por não ter


guiado o povo no caminho dele. Hoje, muitos líderes
religiosos não mostram um compromisso sério e absoluto
com a palavra de Deus. Torcem a mensagem e aceitam
práticas, tradições e doutrinas erradas para manter suas
posições nas denominações. Tais pessoas receberão a
condenação de Deus. Por outro lado, muitos adeptos das
mesmas igrejas se contentam em ser "boas ovelhas",
seguindo a liderança de outros sem questionar.
Apaziguam a consciência com a idéia que os pastores
são os responsáveis; não cabe aos seguidores decidir o
que fazer. Que engano perigoso! Neste texto, os líderes
erraram, mas o povo estava sendo destruído! Jesus disse:
"Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no
barranco" (Mateus 15:14).

Pessoas abençoadas pecam (7-10). Os sacerdotes foram


abençoados por Deus com honra e muitos filhos, mas
pecaram cada vez mais contra o Senhor. Como
conseqüência de seus pecados, seriam castigados com o
povo.

O erro atrás de todos os pecados destes sacerdotes: "ao


Senhor deixaram de adorar" (10). Quando se entregaram
à satisfação dos desejos carnais, deixaram de servir ao
Senhor.

4:11-14

"A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento"


(11). Mosto, aqui, provavelmente se refere ao suco de uva
que já tinha começado o processo de fermentação, assim
tendo condições de prejudicar o raciocínio.

A sensualidade e bebidas alcoólicas, por si só, já têm


efeitos negativos nos pensamentos da pessoa. Pior ainda,
são coisas ligadas à idolatria, induzindo a pessoa a
abandonar o verdadeiro Deus (12). A descrença é uma
forma de loucura ou insensatez (Salmos 14:1; 53:1; 10:4).

Deus comparou a idolatria à prostituição. É adultério


espiritual (13).

Deus não castigaria as mulheres que praticavam esses


pecados, pois os próprios pais e maridos participavam
dos mesmos (14).

4:15-19

Neste parágrafo, o profeta deixa de falar com o povo de


Israel e se dirige ao povo de Judá, o reino do sul, que
continuava ainda mais fiel ao Senhor.

A advertência ao povo de Judá: Não se envolva nos


pecados de Israel (15).

A lição dos erros dos outros: Israel perdeu o favor e a


proteção do Senhor por causa do pecado (16).

A instrução: Deixe Israel com seus ídolos; fique longe dele


(17).

O exagero do pecado de Israel: Até os príncipes se


entregaram à loucura do pecado (18; veja Provérbios
16:12).

O resultado: Os pecados do povo, dos líderes religiosos e


dos príncipes trariam o vento da ira de Deus sobre a
nação (19; veja Isaías 29:6; 57:13; Jeremias 23:19;
30:23).

**Obs.: Efraim, a tribo donde veio Jeroboão I, representa


o povo de Israel, o reino do norte (17).

Leia mais:
Amigos do Bem (Andando na Verdade, Ano 1, Número 4).
Na Internet: http://www.estudosdabiblia.net/199941.htm

A Lascívia: O Poço de Pecado (A11). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a11_4.htm

A Idolatria e a Feitiçaria (A11). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a11_5.htm

A Bíblia e a Bebida Alcoólica (C11). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/c11.htm

Coisas que Deus Aborrece (Andando na Verdade, Ano 2,


Número 3). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/200031.htm

Por Que Acreditar numa Mentira? (O Que Está Escrito?,


Março de 1997). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc43.htm

Líderes Cegos (O Que Está Escrito?, Março de 2002). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc93.htm

Santificação (D19). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d19.htm

Os Altos Não Foram Tirados (D100). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d100.htm

A Verdade vos Libertará (D2). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d2.htm

Quando os Bois Tropeçaram (D99). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d99.htm

Construa Compromisso Total com Cristo, Não com os


Homens (Andando na Verdade, Ano 1, Número 4). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/1999411.htm

Oséias 5:1-14

Este capítulo continua o tema do capítulo 4, mas enfatiza


mais o castigo que viria como resultado do pecado do
povo e de seus líderes.

5:1-4

Deus reprova os sacerdotes, o povo, e os nobres. Estes


tinham apanhado suas vítimas como se fosse numa rede
ou laço usado para pegar pássaros (1).

Os crimes foram excessivos, e o castigo seria adequado


aos crimes (2).

Efraim/Israel se contaminou com pecado, e não se


escondeu de Deus (3).

O proceder do povo impediu seu arrependimento por dois


motivos (4):

(1) O espírito de prostituição os dominava, dificultando


qualquer tentativa de voltar. A pessoa que se entrega ao
pecado enfrenta uma barreira dentro de si para voltar ao
Senhor. Vicia-se no pecado, enganando-se com a idéia
que pode facilmente sair a qualquer hora. O próprio
pecado e o prazer dele prendem o pecador.

(2) Falta de conhecimento de Deus. O pecador,


freqüentemente, se sente incapaz de se livrar do erro e
não entende como Deus pode ajudar. Ele dá o apóio
necessário para levantar o pecador de sua injustiça, e
oferece o perdão necessário para limpar a consciência
pesada. Mas, a pessoa dominada pelo pecado não cogita
das coisas de Deus, e assim não enxerga a saída que ele
oferece.

5:5-7

Como conseqüência do pecado, Israel (Efraim) cairia.


Judá, também, seria castigado (5).

**Obs.: A soberba de Israel. Alguns comentaristas


identificam a soberba de Israel com a glória de Jacó
(Amós 8:7): Jeová. Outros acreditam que a arrogância e
orgulho do povo seja a soberba aqui citada.

O povo buscaria o Senhor em vão, porque ele já se


retirou deles (6). Compare com Ezequiel 8-10.

Como Gômer tinha concebido filhos de outros homens,


Israel teve filhos que não eram do Senhor (7).

**Obs.: A Lua Nova se refere, provavelmente, a uma festa


idólatra. Ao invés de trazer bênçãos, proteção e
segurança para o povo, a sua idolatria traria castigo.

5:8-14

Deus castigaria tanto a Israel como a Judá. Este trecho


trata os dois países de maneira igual, mostrando que a ira
de Deus não seria dirigida apenas ao reino do Norte.

Gibeá e Ramá ficam perto da fronteira entre Israel e Judá.


Bete-Áven (Casa de vaidade) é uma alteração de Betel
(casa de Deus). Tocar as trombetas de alarme nestes
lugares sugere, provavelmente, que os assírios já tinham
passado pelo meio de Israel e estavam chegando perto
de Judá. É uma profecia de como o castigo contra Israel
seria, também, uma ameaça contra Judá.

Deus acusou os príncipes de Judá de mudar os marcos;


por isso, seriam castigados (10).

**Obs: O pecado de Judá sugere uma aplicação espiritual


nos dias de hoje. É Deus quem colocou os marcos
definindo a separação entre o certo e o errado. Ele definiu
limites. Homens não têm direito de mudar os marcos de
Deus (veja 1 Coríntios 4:6; Colossenses 3:17 e 2 João 9).

Não teria livramento do castigo de Deus (11-14). Israel


tentou fazer acordo com a Assíria, mas não adiantou.
Ninguém é capaz de resistir a sentença de Deus.

Leia mais:

Autoridade: Qual o Fundamento que Usamos para


Descobrir a Vontade de Deus? (C8). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/c8.htm

O Pecado e as Suas Conseqüências (A13). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a13_2.htm

Lições de Uma Batalha Perdida (D79). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d79.htm

Esquecendo Betel e Gilgal (O Que Está Escrito?, Junho


de 1998). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc56.htm
Os Argumentos de Jeroboão para Defender Inovações
(Andando na Verdade, Ano 1, Número 4). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/1999418.htm

Oséias 5:15 - 6:11

5:15 - 6:6

**Obs.: O sentido mais provável deste texto liga 5:15 com


os primeiros versículos do capítulo 6 com a palavra
"dizendo" (acrescentada pelos tradutores para completar
a frase).

Deus aguarda o arrependimento do povo.

O povo não demora em buscá-lo, mas não mostra uma


mudança de coração profunda. Ao invés de pensar
principalmente em como feriram o Senhor com seus
pecados abomináveis, eles querem uma saída do seu
sofrimento.

**Obs.: Livramento do sofrimento é um motivo válido para


empurrar o pecador ao arrependimento. Deus usa o
sofrimento para disciplinar e castigar, e convida o pecador
a voltar para ele para se livrar dessas conseqüências
(considere o exemplo do filho pródigo, Lucas 15:11-32).
Mas, o remorso precisa levar o ofensor ao
reconhecimento do pecado como afronta pessoal contra
Deus (veja 2 Coríntios 7:9-10).

O povo de Israel e de Judá voltaria ao Senhor para


receber benefícios imediatos. A atitude deles é descrita
em 6:1-3: Deus nos castigou e nos curará. Voltando para
ele hoje, ele já restaurará as bênçãos em dois ou três
dias.

Deus reconheceu a insinceridade desse "arrependimento"


e comparou o amor do povo com a nuvem da manhã ou o
orvalho da madrugada. Dura pouco tempo. É por essa
razão que ele enviou profetas e castigos.

Deus queria misericórdia e conhecimento, não sacrifícios


e holocaustos.

**Obs.: Sacrifícios e holocaustos serviam para aplacar a


ira de Deus quando o povo pecava. Mas, a misericórdia
não é pecado, e o conhecimento serve para evitar a
iniqüidade e suas conseqüências (veja 4:6; 1 Samuel
15:22). Podemos entender esta atitude de Deus fazendo
uma simples comparação com pais e filhos. Quando um
filho desobedece e volta aos pais para pedir desculpas,
os pais perdoam. Mas, todos os pais preferem que os
filhos obedeçam para não ter a necessidade de pedir
perdão.
6:7-11

Eles pecam como Adão, e sofrerão conseqüências como


Adão. Este foi expulso da presença de Deus quando
pecou.

Gileade (região ao leste do rio Jordão) é condenada por


injustiça.

Os sacerdotes são condenados por sua crueldade como


se fossem assaltantes.

**Obs.: Siquém, antigamente, era lugar de louvor ao


Senhor (veja Gênesis 33:18-20). Foi no mesmo lugar que
Josué renovou a aliança do povo com Deus (Josué
24:1,25). Aqui, os sacerdotes vão para um lugar que deve
representar a glória de Deus e o compromisso com ele,
mas agem com criminosos no caminho. É abominação ao
Senhor.

Israel e Judá foram contaminados com a prostituição.

**Obs.: Qual a nossa atitude sobre louvor ao Senhor?


Podemos, facilmente, imitar os erros dos israelitas.
Quando desrespeitamos o Senhor no dia-a-dia, que
sentido tem participar superficialmente em alguns atos de
louvor? Deus quer obediência, e não só louvor exterior.

Leia mais:

Salvação sem Arrependimento (A3) Na


Internet: www.estudosdabiblia.net/a3_6.htm

Religião Inútil (O Que Está Escrito?, Julho de 1997). Na


Internet: www.estudosdabiblia.net/esc47.htm

Nojo de Si (Andando na Verdade, Ano 1, Número 4). Na


Internet: www.estudosdabiblia.net/1999428.htm

Quero Caminhar com Deus (D39). Na


Internet : www.estudosdabiblia.net/d39.htm

Verdadeira Conversão (D29). Na


Internet: www.estudosdabiblia.net/d29.htm

A Contenda de Deus (O Que Está Escrito?, Setembro de


2002). Na Internet: www.estudosdabiblia.net/esc99.htm

Oséias 7

**Obs.: Nos capítulos 7 e 8, Oséias prega contra os


líderes corruptos de Israel.
7:1-7

Deus estava disposto a curar o povo de Israel, mas a


corrupção do povo, e especialmente dos líderes, impediu
a salvação (1; veja Isaías 59:1-2).

Mesmo se o povo se enganasse, imaginando que Deus


não perceberia a sua maldade, nenhuma das iniqüidades
do povo foi encoberta (2).

Os líderes políticos apoiaram e se alegraram com os


pecados do povo (3).

Nesse clima de anarquia, nem os próprios líderes que


participaram dos pecados do povo ficaram isentos da
violência. O povo consumia os juízes e os reis caíam (4-
7).

**Obs.: Quatro dos últimos seis reis de Israel foram


assassinados (veja 2 Reis 15).

7:8-16

Israel não percebia seu estado espiritual péssimo.


Misturava-se com os povos (gentios, pagãos) e não
percebia que era "um pão que não foi virado". Ele estava
se envelhecendo, com a cabeça cheia de cabelos
brancos, e não sabia que seu fim se aproximava (8-9).

**Obs.: Um pão (ou bolo) assado sobre o fogo e não


virado não serve para nada. Queima-se num lado
enquanto o outro lado nem assa completamente.

A soberba de Israel o acusava (veja 5:5), mas o povo não


voltava para Deus (10).

Efraim agia como uma pomba desnorteada, vacilando


entre o Egito e a Assíria, sem reconhecer que o único
salvador é o próprio Deus. Por esse motivo, ele se tornou
vingador e não salvador (11-13).

Ao invés de se arrepender de coração, o povo só


reclamava pelos bens materiais perdidos, e continuou na
rebeldia contra Deus (14-15).

A volta do povo foi insincera e incompleta; o resultado


seria o castigo, até dos príncipes. O Egito, ao invés de
ajudar o povo de Israel, zombaria deles no dia do castigo
(16).

Leia mais:

Pastores Aprovados por Deus (D89). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d89.htm
A Relação do Cristão com o Governo (D9). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d9.htm

O Rebanho de Deus (Andando na Verdade, Ano 1,


Número 1). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/1999119.htm

Como Alguém Pode Tornar-se um Pastor? (A8). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/bd28.htm

Precisamos Estar Alertas e Vigilantes (O Que Está


Escrito? Junho de 1997). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/1pedro6.htm

Quais São as Qualificações Bíblicas de um Pastor? (A16).


Na Internet: http://www.estudosdabiblia.net/bd43.htm

Líderes Cegos (O Que Está Escrito?, Março de 2002). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc93.htm

Oséias 8

8:1-6

A trombeta soa o alarme! O castigo divino vem sobre o


povo por causa da sua rebeldia (1; veja Ezequiel 33:1-3).

No mesmo espírito de arrependimento insincero (veja


5:15 - 6:4), o povo apela a Deus como um amigo
esperando a proteção (2).

Mas Deus não seria enganado. Israel merecia o castigo


(3-6). Entre os pecados deles:

(1) Rejeitar o bem

(2) Estabelecer seus próprios reis e príncipes, não os de


Deus

(3) Fazer ídolos

(4) Mostrar-se incapazes da inocência/pureza

**O bezerro de Samaria refere-se ao bezerro de ouro


erigido por Jeroboão I, o símbolo da idolatria do reino do
Norte (veja 1 Reis 12:25-33). Nenhum ídolo, sendo
meramente obra de artífice, pode se comparar a Deus (6;
veja Isaías 44:1-20).

**Obs.: Incapazes da inocência (5). Este povo, depois de


séculos de rebeldia, ficou cauterizado e endurecido no
pecado. Perderam a inocência da juventude e se
mostraram resistentes à verdade. É extremamente difícil
desenvolver de novo a pureza que deve caracterizar o
servo do Senhor. Ezequiel desafiou o povo com a mesma
idéia, dizendo que precisavam criar dentro de si um
coração novo (Ezequiel 18:31). Tal transformação é
possível somente pelo poder de Deus (Ezequiel 36:26;
Salmo 51:10).

8:7-14

"Semeiam ventos e segarão tormentas" (7). É bem


estabelecido e conhecido o princípio de Deus que o
homem ceifará o que semeia (Gálatas 6:7). Aqui, Deus
mostra que o pecado do povo traria uma conseqüência
maior do que imaginavam.

Israel "está entre as nações como coisa de que ninguém


se agrada" (8-9). Deus usa, de novo, a figura de uma
esposa adúltera (compare com 2:2-13; Ezequiel 16). Ela
se torna tão feia e mal-tratada, devido aos anos de
prostituição, que ninguém mais a quer. Até paga os
amantes ("mercou amores").

**Obs.: Os amantes de Israel foram os falsos deuses e as


nações com as quais tentaram fazer alianças para
proteção. Como mulher adúltera, ela pagaria tributo, mas
ninguém conseguiria protegê-la (8-10).

Efraim pecou contra Deus, multiplicando altares (11).

**Obs.: No Velho Testamento, Deus autorizou um lugar


para manter o altar dele e fazer sacrifícios (Deuteronômio
12:1-14). Eles multiplicaram altares, voltando à idolatria
que os antigos habitantes da terra praticavam. Se Deus
expulsou aquelas nações por tal prática, claramente
expulsaria Israel da terra.

A atitude do povo em relação aos mandamentos de Deus


(12-14):

(1) Não deram a mínima importância às leis de Deus.

(2) Fizeram sacrifícios, não para agradar a Deus, mas


porque gostavam da carne.

(3) Esqueceram de Deus e confiaram nas obras do


homem.

A atitude de Deus em relação ao povo pecaminoso (13-


14).

(1) Não aceita os sacrifícios egoístas deles.

(2) Lembra-se das iniqüidades deles.

(3) Castiga o pecado.

(4) Manda o povo para o Egito (representando o cativeiro


na Assíria - veja 11:5).
(5) Envia fogo contra as cidades e palácios de Israel.

**Obs. Adoração egoísta? Parece impossível? O povo de


Israel fazia sacrifícios porque eles gostavam da carne,
não para agradar a Deus. Quantas pessoas hoje
"adoram" a Deus porque elas gostam da música e de
outros aspectos do "louvor"? Será que a nossa adoração
pode tornar-se egoísta?

Leia mais:

A Religião de Imitação de Jeroboão (O Que Está Escrito?,


Novembro de 1996). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc311.htm

Os Argumentos de Jeroboão para Defender Inovações


(Andando na Verdade, Ano 1, Número 4). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/1999418.htm

Os Altos Não Foram Tirados (D100). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d100.htm

Adoração, Antegozo do Céu (A13). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a13_24.htm

Até Quando Coxeareis Entre Dois Pensamentos? (D36).


Na Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d36.htm

Confia no Senhor de Todo o teu Coração (D90). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d90.htm

A Adoração na Igreja Local (A14). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a14_7.htm

Adoração Rejeitada (D94). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d94.htm

A Música na Adoração a Deus (C10). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/c10.htm

Oséias 9

9:1-9

Parece que o povo sentiu alguma segurança, até motivo


de alegria, mas Deus avisou que a prosperidade não
continuaria (1-3).

**Obs. Houve ocasiões em que o povo gozou de paz, mas


este fato não tirou a ameaça de castigo que Deus
preparou (veja, por exemplo, 2 Reis 15:19-20).

Deus rejeitaria os sacrifícios e ofertas deles (4-5).


Perderam a comunhão com ele.

**Obs.: O pão de pranteadores (4) não podia entrar no


santuário de Deus por ser imundo por causa da morte.

O povo foge da destruição, mas enfrenta sofrimento e


morte no seu refúgio (6).

Israel chegou ao limite da iniqüidade e seria castigado,


mas trataram o profeta como louco e rejeitaram as suas
advertências (7).

Eles se colocaram em oposição contra Deus, chegando a


se corromperem como nos dias das atrocidades de
Gibeá. Deus traria o castigo merecido pelo povo rebelde
(8-9).

**Obs.: Gibeá foi a cidade de Benjamim onde a concubina


do levita foi abusada e morta, e onde Deus julgou tanto a
nação como a tribo. Este caso representa o pior da
anarquia do período dos juízes (Juízes 19-21).

9:10-17

Israel começou bem. Como uvas no deserto ou as


primícias da figueira, foram motivo de alegria para Deus.
Mas eles se corromperam com a idolatria (10).

A fertilidade do povo se tornaria em esterilidade. O


sofrimento veio porque o povo se apartou de Deus (11-
17).

**Obs. A palavra Efraim significa "fruto dobrado". Devido


ao pecado, Efraim teria esterilidade dobrada.

**Obs.: Gilgal era lugar de eventos importantes e bênçãos


de Deus sobre o povo:

(1) Josué erigiu a coluna de doze pedras quando o povo


entrou na terra prometida (Josué 4:20-24; veja Miquéias
6:5).

(2) Deus tirou o "opróbrio do Egito" na circuncisão dos


homens que entraram na terra (Josué 5:7-9).

(3) Celebraram a primeira Páscoa na terra prometida


(Josué 5:10).

(4) Comeram, pela primeira vez, do fruto da terra (Josué


5:11-12).

(5) O Senhor apareceu a Josué e prometeu a vitória sobre


Jericó (Josué 5:13 - 6:5).

(6) O reino foi renovado e Saul proclamado rei (1 Samuel


11:14-15).
(7) O povo recebeu Davi quando ele voltou a reinar em
Jerusalém (2 Samuel 19:15).

(8) Elias partiu de Gilgal na sua jornada final para os céus


(2 Reis 2:1).

Infelizmente, o mesmo lugar passou a ser identificado


com pecado e rebelião:

(1) Saul fez o sacrifício não-autorizado em Gilgal (1


Samuel 13:8-14).

(2) Deus rejeitou os sacrifícios do povo rebelde (Amós


4:4; 5:5).

(3) Deus chegou a aborrecer o povo em Gilgal, devido às


maldades dos rebeldes (Oséias 9:15).

Deus rejeitou o povo, porque não o ouviram. Agora


ficariam um bom tempo sem a possibilidade de ouvir a
voz dele. Andaram errantes dentro da terra de Israel,
agora andariam errantes entre as nações, ou seja, no
cativeiro (17).

Leia mais:

A Revelação de Deus: Uma Vista Panorâmica da Bíblia


(D49). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d49.htm

Nojo de Si (Andando na Verdade, Ano 1, Número 4). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/1999428.htm

Misericórdia Imprópria (D72). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d72.htm

O Que Quer Dizer: "Encher a Medida dos Pecados"?


(Artigo será incluída em "O Que a Bíblia Diz?, Volume 3).
Na Internet: http://www.estudosdabiblia.net/bd711.htm

"Ate Quando Coxeareis entre Dois Pensamentos?" (D36).


Na Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d36.htm

A Santidade de Deus (D77). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d77.htm

Oséias 10

10:1-4

A prosperidade de Israel deveria ter incentivado o povo a


se aproximar mais de Deus em gratidão. Mas eles fizeram
o oposto. Quanto mais foram abençoados por Deus,
quanto mais correram atrás dos ídolos (1).

**Obs.: Uma das ironias que observamos na História é


esta tendência de pessoas prósperas não confiarem em
Deus. Ele abençoa, mas a pessoa usa a prosperidade
para seus próprios prazeres e não glorifica a fonte de
todas as boas dádivas (Mateus 19:23-24).

Deus quebraria os ídolos do povo insincero (2).

O povo desobediente ficaria desamparado, passando por


um período sem rei (3-4; veja 3:4-5).

10:5-8

O povo lamentaria a perda do seu ídolo bem conhecido: o


bezerro de Bete-Áven (Casa de vaidade, o nome usado
para se referir a Betel, que significa Casa de Deus).

O bezerro seria levado à Assíria (6). Que impotência! Um


"deus" levado ao cativeiro. Enquanto o Deus verdadeiro
vem sobre o povo para castigar a desobediência, o falso
deus deles é levado por meros homens.

**Obs.: O Deus verdadeiro, também, foi levado pelos


inimigos. Considere dois exemplos: (1) A arca da aliança,
que representava a presença de Deus entre o povo, foi
tomada pelos filisteus. Eles não agüentaram as pragas
resultantes, e enviaram a arca de volta para Israel (1
Samuel5:1 - 7:1). (2) Jesus foi levado como cordeiro ao
matadouro (Isaías 53:7), mas ele voluntariamente
entregou a sua vida (João 10:17-18) e a tomou de volta
(Lucas 24:6).

Não somente o ídolo, mas também o rei de Israel seria


totalmente impotente e incapaz de proteger o povo (7).

Os outros ídolos e altares nos altos da vaidade seriam


igualmente incapazes de ajudar os israelitas (8). O povo
procuraria qualquer saída, até a morte súbita, para evitar
o sofrimento do ataque dos inimigos (compare Lucas
23:30; Apocalipse 6:16).

10:9-15

De novo, Deus compara o pecado do povo com a


perversidade que trouxe castigo sobre Gibeá (9; veja 9:9
e os comentários sobre esta cidade). A maldade do povo
encontraria um castigo semelhante, ou até mais severo
(lembre-se de que Gibeá e a tribo de Benjamim foram
quase exterminadas).

Deus mesmo traria o castigo pela dupla transgressão de


Israel (10).

**Obs.: A dupla transgressão? Há várias interpretações


desta expressão, e o versículo não dá uma resposta
definitiva. Porém, o contexto sugere o provável sentido.
Os versículos anteriores falaram sobre a confiança do
povo nos falsos e impotentes deuses e nos impotentes
reis escolhidos pelo povo e não por Deus (8:4-5).

O povo não aproveitou as bênçãos do cuidado divino na


sua juventude (bezerra) e agora sofre o trabalho duro sob
o domínio de um opressor (11-12).

O povo ceifaria o que semeou (12-13; veja 8:7; Gálatas


6:7). Confiaram no poder humano, e seriam castigados
pelo poder divino.

A angústia do castigo seria terrível (14). Ele o compara ao


sofrimento de Bete-Arbel nas mãos de Salmã, quando as
mulheres grávidas foram despedaçadas.

O castigo de Israel vem de Betel (casa de Deus). O rei


seria destruído (15).

**Obs.: Por causa do pecado de Bete-Áven, vem a ira de


Betel (10:5,15).

Leia mais:

Um Cordeiro Levado ao Matadouro (Andando na


Verdade, Ano 2, Número 1). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/2000130.htm

A Propiciação pelos nossos Pecados (Andando na


Verdade, Ano 3, Número 1). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/200111.htm

A Idolatria e a Feitiçaria (A11). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a11_5.htm

Os Altos não Foram Tirados (D100). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d100.htm

Jesus e uma Disputa de Herança (D52). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d52.htm

O Cristão e seu Dinheiro (D65). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d65.htm

Contentamento (D74). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d74.htm

O Cristão e os Problemas Financeiros (D101). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d101.htm

Adoração Rejeitada (D94). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d94.htm

Como Esqueceram Depressa! (O Que Está Escrito?,


Setembro de 1994). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc19.htm

Oséias 11:1-11

11:1-4

Deus amou Israel como um filho, chamando-o da


escravidão no Egito (1; veja Êxodo 4:22-23; 13:16).

**Obs.: O Egito representa escravidão, cativeiro e até


pecado. Israel saiu da escravidão, mas já estava
voltando, ou seja, por causa do pecado iria ao cativeiro.
No Novo Testamento, o Egito também representa o
pecado, e o êxodo simboliza a salvação no batismo (1
Coríntios 10:1-2).

Quanto mais Deus chamava Israel para ser um povo


santo, tanto mais eles se afastavam dele, até praticando
idolatria (2).

Deus criou e cuidou de Israel, mas o povo não deu


importância ao amor demonstrado pelo Senhor (3-4).

11:5-7

Israel iria ao cativeiro na Assíria (5).

**Obs.: Aqui confirmamos que as referências ao Egito


(8:13; 9:6; 11:1) representam a idéia de cativeiro, e nem
sempre o país em si. Este versículo deixa bem claro que o
cativeiro não seria no Egito e, sim, na Assíria.

A espada de castigo cairia sobre Israel por causa dos


constantes desvios do povo (6-7).

Mesmo quando o povo foi estimulado a olhar para cima,


ele não o fez (7).

**Obs.: Talvez a maior batalha na vida do servo de Deus


acontece na própria mente. É tão fácil se envolver tanto
nas coisas deste mundo - sejam coisas pecaminosas ou
simplesmente os cuidados do dia-a-dia - que esquecemos
das coisas de Deus. Deus enviou correções e profecias
para que o povo olhasse para cima, mas não o fez.
Considere as seguintes passagens que sugerem boas
aplicações em nossas vidas: Mateus 6:19-34; Marcos
10:17-34; Lucas 8:14; 9:57-62; Filipenses 4:6-9;
Colossenses 3:1-2).

11:8-9

O povo não olhou para cima, mas Deus olhou para baixo!
Ele contemplava o povo rebelde com compaixão e amor.
Não se decidiu a destruir Israel totalmente. A ira foi
amenizada pelo amor, a compaixão e a misericórdia do
Senhor. Ele viria, mas como o Santo Deus, superior aos
homens e acima da odiosa vingança deles.

**Obs.: Admá e Zeboim foram cidades vizinhas de


Sodoma e Gomorra, entre as cidades totalmente
destruídas em Gênesis 19 (veja Gênesis 10:19). Uma das
maldições que viriam sobre Israel, se fosse rebelde, era a
destruição igual à destas cidades (Deuteronômio 29:23).
Em Oséias, Deus diz que a compaixão dele mitigaria a
sua ira, para não chegar a tal exterminação merecida pelo
povo pecaminoso.

**O Santo no meio do povo não voltaria em ira. A


santidade e justiça de Deus trariam a destruição imediata
ao povo impuro (Êxodo 33:3). Ele poderia entrar no meio
do povo somente em duas circunstâncias: (1) O povo teria
que ser purificado dos seus pecados (veja Isaías 6:5-7),
ou (2) Ele teria que conter sua ira e vir em compaixão e
graça para salvar. É exatamente isso que aconteceu
quando Jesus habitou entre os homens, buscando e
salvando os perdidos (João 1:14).

11:10-11

Eles (o remanescente arrependido) andariam após o


Senhor. Ele bramaria como leão para chamar os seus do
cativeiro. Viriam tremendo (não na arrogante teimosia de
antes, mas com a humildade que agrada ao Senhor).

Deus faria o povo habitar em suas próprias casas,


abençoando-os como antes.

Leia mais:

Contentamento (D74). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d74.htm

Libertação Espiritual (D27). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d27.htm

Crucificando a Carne (D23). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d23.htm

O Que Significa Perdoar? (D42). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d42.htm

Semeando para a Carne - Ceifando Corrupção (A11). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a11_12.htm

As Condições para o Perdão (A13). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a13_20.htm

Deus: Nosso Criador e Redentor (Andando na Verdade,


Ano 2, Número 1). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/200011.htm

O que Há de Novo? (Andando na Verdade, Ano 2,


Número 3). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/2000316.htm

A Compaixão de Jesus (O Que Está Escrito?, Julho de


2002). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc97.htm

Fugindo de Deus (O Que Está Escrito?, Junho de 1995).


Na Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc26.htm

A Paciência de Deus: Um Aspecto Importante do Seu


Amor (Andando na Verdade, Ano 2, Número 2). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/200021.htm

Lamentações Inúteis (O Que Está Escrito?, Fevereiro de


2002). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc92.htm

Oséias 11:12 - 12:14

11:12

Deus está pronto para castigar Efraim por suas mentiras,


mas ele não esqueceu de Judá.

**Obs.: Há dúvida sobre o sentido da segunda parte deste


versículo, e a dificuldade se reflete nas diferenças entre
traduções. A ARA2 diz: "...mas Judá ainda domina com
Deus e é fiel com o Santo". A NVI diz: "...e Judá é rebelde
contra Deus, a saber, contra o Santo fiel". Neste caso, a
tradução da NVI parece mais coerente, pois os versículos
seguintes apresentam a contenda de Deus com Judá.

12:1-2

Efraim, por sua rebeldia, pediu o castigo (1).

**Obs.: O vento leste naquela região trouxe o quase


insuportável calor do deserto. Aqui ele representa a
punição que viria sobre Israel (veja 13:15).

Deus tinha contenda com Judá (veja 4:1) e traria castigo


segundo as obras más do reino do sul (2).

**Obs.: Jacó, o nome original de Israel, representa aqui o


povo que descendeu dele, dividido na época de Oséias
em dois reinos: Israel e Judá. Jacó era irmão de Esaú e
pai dos 12 filhos que se tornaram pais das tribos de Israel.

12:3-10

Jacó, o homem, contendeu com os outros durante a vida


toda (3-4). Antes de nascer, lutou com o irmão, Esaú
(Gênesis 25:26). Jacó continuou tentando ganhar
vantagem sobre os outros por meio de engano, até
lutando com o próprio Deus (veja Gênesis 32:24-30).

Afinal, Jacó encontrou Deus em Betel, o mesmo lugar


onde o povo abandonou o Senhor com a idolatria de
Jeroboão I (4).

Deus pediu que o povo voltasse para ele (5-6).

**Obs.: Observe alguns aspectos da verdadeira


conversão: (1) O objeto é o Senhor. (2) A conversão
envolve o amor, o juízo (obediência à vontade de Deus) e
a esperança nele.

Efraim usou uma balança enganosa e amou a opressão,


ou seja, praticou a desonestidade e abusou outros nos
seus negócios. (7). Mesmo assim, o povo negou a sua
culpa, achando que se enriqueceu pela própria esperteza
(8).

**Obs.: Literalmente, o versículo 7 sugere que Efraim


(Israel) se tornou um Canaã, um comerciante desonesto.

O mesmo Deus que tirou o povo do Egito o faria habitar


em tendas de novo (9).

**Obs.: O período no deserto, representado aqui por


tendas, seria um tempo de purificação para depois se
reconciliar com Deus (compare com 2:14).

**Obs.: A Festa dos Tabernáculos foi comemorada no


sétima mês de cada ano para lembrar da salvação que
Deus realizou tirando o povo do Egito (veja Levítico
23:33-44).

Por meio de profetas, visões e símiles (parábolas), Deus


avisou o povo da necessidade do arrependimento e das
conseqüências do pecado (10).

12:11-14

Gileade (11) representa a iniqüidade (veja 6:8) e Gilgal


representa o lugar onde Deus rejeitou o povo (veja 9:14)

Jacó, o homem, fugiu para a terra da Síria e praticamente


se tornou escravo para ganhar a sua mulher (12), mas
Deus trouxe Israel, o povo, da escravidão no Egito e lhe
deu a terra prometida (13).

**Obs.: Observe os contrastes aqui. Jacó fugiu da terra;


Israel foi conduzido à terra. Jacó entrou na escravidão;
Israel saiu da escravidão. Jacó cuidou do gado do outro;
Israel foi guardado pelo profeta de Deus (Moisés).

Ao invés de servir a Deus com gratidão, o povo provocou


o Senhor à ira. O povo teria que pagar pelo sangue
derramado na terra (14).

**Obs.: Sangue derramado exige castigo (Gênesis 4:10;


Êxodo 21:12; Isaías 26:21; Romanos 12:19; 13:4;
Apocalipse 6:10; 19:2).

Leia mais:

A Verdadeira Conversão (D29). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d29.htm

Jacó e José: Uma Diferença Fundamental (O Que Está


Escrito?, Setembro de 1998). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc59.htm

A Revelação do Plano de Deus (A1). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a1.htm

Esquecendo Betel e Gilgal (O Que Está Escrito?, Junho


de 1998). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc56.htm

A Relação do Cristão com o Governo (D9). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d9.htm

Oséias 13

13:1-4

Antigamente, Efraim foi respeitado e exaltado em Israel,


mas morreu por causa da idolatria (1).

**Obs.: Efraim foi escolhido acima do seu irmão mais


velho, Manassés (Gênesis 48:11-22). Jeroboão I, o
homem escolhido por Deus para governar Israel depois
da morte de Salomão, foi efraimita (1 Reis 11:26). Foi ele
mesmo que conduziu o povo à idolatria (1 Reis 12:25-33),
causando a queda de sua própria família (1 Reis 15:25-
30) e, dois séculos mais tarde, da nação de Israel (2 Reis
17:21-23).

Mais uma vez, Deus frisa a loucura da idolatria (2).


Homens fabricam imagens e as adoram! Até beijam
bezerros! Veja Isaías 44:9-20.

Por causa da idolatria de Israel, eles passariam logo (3).


Deus usa, neste versículo, quatro ilustrações para mostrar
que a nação chegaria ao seu fim em pouco tempo.

**Obs.: Israel tinha pouco tempo mas não percebeu a


iminência do julgamento (veja 7:9). Nós, também, temos
pouco tempo e devemos nos preparar para o julgamento
(Tiago 4:14; Hebreus 9:27).

Em contraste com os ídolos impotentes, o Senhor afirma


a sua posição como o único e onipotente Deus (4). No
passado: ele salvou o povo do Egito. No presente: não há
outro Deus que mereça a adoração do povo. No futuro:
ele é o único salvador.

**Obs.: No "pluralismo" religioso que influencia cada vez


mais os pensamentos de pessoas na sociedade atual,
somos constantemente pressionados a aceitar a
coexistência de diversas idéias sobre Deus, sugerindo
que todas as religiões são válidas. O servo de Deus
precisa enfrentar tais noções com amor e convicção.
Amando Deus acima de todos (Mateus 22:37-38), jamais
abandonaremos a convicção que o Deus da Bíblia é o
único verdadeiro Senhor. A nossa guerra não é carnal, e
não usaremos armas e táticas carnais. Confiaremos na
palavra de Deus para anular as falsas doutrinas e
filosofias daqueles que não exaltam o único Deus (veja 2
Coríntios 10:3-6). Amando ao próximo (Mateus 22:39),
vamos apresentar a palavra de Deus para extrair outros
da confusão de falsas religiões, jamais aceitando as
crenças em deuses e filosofias que contradizem as
Escrituras. Devemos lembrar que falsas religiões são
abominações diante de Deus, e que cabe a nós mostrar a
falsidade desses sistemas errados. Fé no Deus da Bíblia
exclui aceitação de qualquer outro sistema religioso (Atos
4:12).

13:5-11

Deus conheceu a Israel no deserto e forneceu as


necessidades do povo, mas eles logo esqueceram dele
(5-6).

**Obs.: Fisicamente, Deus sustentou o povo no deserto,


depois do êxodo do Egito (veja o contexto do versículo 4).
Espiritualmente, ele o sustentou, como ele continua nos
guiando hoje (veja 1 Coríntios 10:1-13).

**Obs.: Na prosperidade, o povo se afastou de Deus (6).


Ao invés de ficarem mais fiéis na gratidão pelas bênçãos
recebidas, pessoas prósperas tendem a esquecer o
Senhor. É um dos motivos pelos quais Jesus e seus
seguidores nunca enfatizaram a prosperidade financeira.
As igrejas de hoje que incentivam as pessoas a buscar a
prosperidade estão conduzindo os adeptos à perdição!

Devido à desobediência do povo, Deus se preparou para


atacar e despedaçá-lo (7-8).

A ruína de Israel veio dele mesmo. A única esperança


viria de Deus (9; veja Atos 4:12).

O povo, porém, continuou confiando no rei (10). O rei não


pôde salvar.
Deus deu um rei quando o povo pediu e tiraria o rei
porque o povo, por sua rebeldia, pediu castigo (11).

**Obs.: O primeiro rei de Israel, Saul, foi dado por Deus


por causa da insistência do povo. Era o tipo de rei que o
povo queria, mas a escolha dele representava a rejeição
de Deus como único e soberano rei (1 Samuel 8:6-8).
Depois de séculos de desobediência e de reis que não
respeitaram ao Senhor, ele está prestes a tirar o rei de
Israel.

13:12-16

Deus guardou o pecado do povo como prova e motivo do


castigo por vir (12).

A nação deve nascer, mas demora e resiste como um


filho que demora para nascer (13).

**Obs.: Quando a criança demora para nascer, corre risco


de vida para a mãe e o filho. O parto de risco envolve
sofrimento e dor, mas é necessário enfrentá-lo para
começar a nova vida. O povo teria que passar pela
experiência dolorida de cativeiro e castigo para começar a
nova vida. Compare com Ezequiel 37, onde Deus mostra
que é capaz de trazer vida da morte.

Deus prometeu resgatar o povo da morte (14). Nem a


morte nem o inferno seriam capazes de segurar o povo.
Deus o traria de volta, e não se arrependeria do seu plano
de salvar o povo.

**Obs.: Esta promessa se cumpriu parcialmente na volta


do cativeiro e num sentido mais amplo na vinda de Jesus
para nos salvar. O pleno cumprimento, porém, virá na
ressurreição dos mortos no último dia (1 Coríntios 15:55).

As promessas de salvação no futuro não obstantes, a


punição vem (15-16). Qualquer prosperidade de um povo
frutífero será destruída pelo vento leste de destruição e
castigo (veja 12:1). De novo, Deus repete os avisos de
castigo severo por causa da rebeldia do povo: espada,
filhos despedaçados, mulheres grávidas abertas pelo
meio.

**Obs.: As dores do parto (versículo 13) seriam terríveis


antes de começar a nova vida!

Leia mais:

O Que a Bíblia Ensina sobre a Morte e o Julgamento?


(D12). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d12.htm

A Idolatria e a Feitiçaria (A11). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/a11_5.htm

Os Altos Não Foram Tirados (D100). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d100.htm

Deus: Nosso Criador e Redentor (Andando na Verdade,


Ano 2, Número 1). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/200011.htm

Deus (D13). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d13.htm

Éramos como Gafanhotos (O Que Está Escrito?, Julho de


1994). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/esc17.htm

Entendendo as Promessas de Deus Quanto às Bênçãos


Materiais (D7). Na
Internet: http://www.estudosdabiblia.net/d7.htm

É Errado Ser Rico? (A16). Na


Internet: http://www.estudosdabiblia.net/bd46.htm

Oséias 14

14:1-3

Estes primeiros versículos são um apelo ao povo de


Israel, definindo os pontos principais do arrependimento
que Deus quer deles:

(1) Voltar para Deus (1). Às vezes, pessoas reconhecem


problemas e até erros na vida, mas ainda não voltam ao
Senhor. Judas Iscariotes tentou fugir, cometendo suicídio,
quando deveria ter voltado para Jesus pedindo perdão
(Mateus 27:3-5).

(2) Reconhecer o próprio pecado (1). A tendência de


muitas pessoas é jogar a culpa em outros (eles me
fizeram...) ou nas próprias circunstâncias (aconteceu...). A
volta ao Senhor exige que a pessoa assuma o que fez,
reconhecendo o seu pecado.

(3) Falar palavras de arrependimento (2). Obviamente, o


pecador que volta ao Senhor deve mostrar frutos do
arrependimento (Mateus 3:8). Mas, também, deve falar
palavras de arrependimento. Deve confessar o seu
pecado e pedir perdão (veja 1 João 1:9; Tiago 5:16).

(4) Pedir perdão (2). O pecado ofende. Todos os pecados


são ofensas contra Deus. Alguns ofendem outras
pessoas. Precisamos pedir perdão às pessoas ofendidas
(Atos 8:21-23; Lucas 17:3-4).

(5) Oferecer serviço e sacrifício ao Senhor (2). O pecador


purificado deve exaltar o nome do Senhor (veja Salmo
51:13-17).

(6) Abandonar outras "soluções" (3). Israel precisava


deixar a sua confiança em: (a) Alianças com outros povos
(Assíria, Egito, etc.); (b) Força militar (cavalos); (c) Falsos
deuses (obra das nossas mãos).

(7) Confiar exclusivamente em Deus (3). Ele é o único


Deus e aquele que mostra misericórdia ao órfão.

**Obs.: Mais uma vez, observamos que o arrependimento


necessário para efetuar uma reconciliação depois de
infidelidade é completo. A pessoa que trai o seu cônjuge
precisa abandonar, totalmente, os seus "amantes" e voltar
ao legítimo companheiro.

14:4-8

Se Israel se arrependesse da maneira descrita nos


primeiros três versículos, Deus perdoaria da forma
definida neste parágrafo:

(1) Curar a infidelidade de Israel (4). A traição traz


conseqüências e seqüelas. Como um marido que perdoa
e aceita de volta a sua esposa infiel, Deus age para curar
Israel.

(2) Ele ama o arrependido (4). O amor de Deus é


incompreensível aos homens. Depois de tudo que Israel
fez, ele tomou a nação de novo como sua esposa e
mostrou o seu amor para com ela (veja 2:14-20; 11:8-11;
Ezequiel 16; João 3:16).

(3) Ele ajuda o arrependido crescer e produzir fruto (5).


Como Jesus perdoou e aceitou Pedro depois deste o
negar e lhe deu grandes responsabilidades no reino (veja
João 21:15-17) e Paulo pediu a ajuda de Marcos depois
de tê-lo rejeitado (2 Timóteo 4:11; Atos 15:37-39), Deus
prepara o servo arrependido para seu papel no reino do
Senhor.

(4) Ele aperfeiçoa o arrependido para que ele possa


mostrar a sua beleza e ajudar outros (6-7).

(5) Ele não trata o arrependido como os ídolos fariam (8).


Os ídolos são impotentes e não trazem nenhum benefício
real à pessoa. Deus acolhe o arrependido e cuida dele.

14:9

Oséias conclui o livro com um apelo aos sábios. O sábio


entende e segue a palavra do Senhor, enquanto os
transgressores caem nela.
A história da divisão do Reino de Israel.

No ano de 931 a.C. , tendo morrido o grande sábio o


Rei Salomão, o Reino de Israel se dividiu em Norte
(passou a chamar-se Reino de Israel e Sul (passou a
chamar-se Reino de Judá). A mão de ferro que conduzia
o reino e mantinha unida as 12 tribos de Israel
desapareceu.

O Reino do Norte chamado Reino de Israel assumiu


Jeroboão filho de Nabat (conforme Biblia de Jerusalém
em Rs 15,1) tendo como capital Samaria. Este Reino do
Norte continha a maioria das tribos de Israel, 10 tribos,
e também a maior população. Jeroboão para impedir a
ida ao Templo em Jerusalém, mandou construir dois
Templos, um em Dã, e outro em Betel.

O Reino do Sul chamado Reino de Judá ficou como


outro filho de Salomão Roboão tendo capital
Jerusalém. Para o Sul permaneceram as tribos em
torno a Jerusalém, Tribo de Benjamin e Judá. Habitam a
região montanhosa, árida e seca, menos propensa a
agricultura, mas protegida dos invasores do Norte e
Sul.

A explicação desta divisão acontecida para o Povo de


Deus não é difícil de ser entendida. O Projeto de Deus
que foi vivido por mais de 200 anos ensinava a maneira
do povo ser feliz e ser bem sucedido na vida. Todos
igualmente teriam oportunidade de prosperarem. As
pessoas ou grupo de pessoas que não viviam e
valorizavam estes novos valores, não seguindo o
projeto de Deus começaram a morrer. Compravam
outra vez a própria escravidão que tinham vivido na
escravidão do Egito. Este abandono do Projeto, faz com
que Deus os abandone. O Povo de Deus começa a
andar para trás. Começou a decair e cada vez mais
estava indo para o fundo do poço.

Consulta:

BRIGHT, J., História de Israel, Nova Coleção Bíblica, n°7,


2 edição, Paulinas, São Paulo 1981, pág.302ss.

DIOCESE DE JOINVILLE, Bíblia Deus conosco, Vozes


Petrópolis, 1989, 135ss.
Meu Corpo é Templo do Espirito Santo? (1 Coríntios 6:19)

"Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do


Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado
por Deus, e que vocês não são de vocês mesmos?"

* Como temos cuidado do nosso corpo, que é templo do


Espírito Santo?
* Temos cuidado dele com o Senhor manda?
* Será que o Espírito Santo, tem achado lugar para
habitar em nós?

Templo do Espirito

Tantas vezes queremos ser usados pelo Senhor, queremos


ver o Senhor agir através das nossas vidas, mas não
damos lugar, não deixamos as práticas que nos afastam
do Senhor, as práticas que tantas vezes impedem o
Espírito Santo de Habitar em nós.

Muitas vezes, outras coisas tem tomado o lugar de Deus


nas nossas vidas; As outras coisas tem sido mais
importantes pra nós, que a busca ao senhor que deve ser
constante, e a nossa comunhão com Ele.
"Porquanto, está escrito: “Sede santos, porque Eu Sou
santo!” (1 Pedro 1:16)

O Senhor é Santo; e é preciso que busquemos essa


santidade, para que possamos nos aproximar do Senhor,
para que possamos estar em comunhão com Ele, para
que Ele possa Habitar em nós.
A expressão: "Deus não habita em templo sujo", não é
dita na bíblia, mas descreve bem, o nosso templo tem
que estar limpo, ele tem que ser prazeroso para o
espírito, e somos nós que temos que nos adequar, não o
Espírito, se estamos esperando que o Senhor nos use da
forma que estamos, não vamos ver nada acontecer,
porque como está escrito, é preciso que todo aquele que
adora ao Senhor o adore em Espírito e em verdade;

"Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o


adorem em espírito e em verdade.” (João 4:24)

É impossível ter uma relação com o Senhor, ter


comunhão com o Espírito, sem deixar de lado as coisas
deste mundo.

Ser Santo porque Ele é Santo

A vida com Cristo é renúncia, a vida com Cristo é ser


rejeitado pelo mundo, é matar a nossa carne todos os
dias, é largar festas, amizades, tudo o que nos impede
de caminhar com Cristo.
"Esforçai-vos para viver em paz com todas as pessoas e
em santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor."
(Hebreus 12:14)

É dizer não para as nossas vidas, para viver a vida que


Deus tem pra nós, com está escrito:

"Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; mas


quem perder a sua vida por minha causa e pelo
Evangelho salva-la-á!" (Marcos 8:35)

Não é possível viver na igreja, e no mundo ao mesmo


tempo, a palavra diz que aquele que quiser ser amigo do
mundo, se constitui inimigo de Deus.

"Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do


mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que
quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de
Deus." (Tiago 4:4)

Uma hora teremos que nos posicionar, O Senhor está


voltando, e é importante que nos posicionemos como
verdadeiros Cristãos, não mais simpatizantes, mais filhos
de Deus que reconhecem, o sacrifício, e que não querem
mais viver uma vida cristã superficial.

Nós fomos criados para louvar ao Senhor, o Senhor tem


om propósito nas nossas vidas, Ele não nos chamou para
ficar sentados no banco da igreja, desde de o nosso
nascimento, Ele já determinou a nossa vida, Ele quer que
nós nos empenhamos para ganhar almas, através do
nosso testemunho.

"Porquanto, está escrito: “Sede santos, porque Eu Sou


santo!” (1 Pedro 1:16)

O Senhor é Santo; e é preciso que busquemos essa


santidade, para que possamos nos aproximar do Senhor,
para que possamos estar em comunhão com Ele, para
que Ele possa Habitar em nós.
A expressão: "Deus não habita em templo sujo", não é
dita na bíblia, mas descreve bem, o nosso templo tem
que estar limpo, ele tem que ser prazeroso para o
espírito, e somos nós que temos que nos adequar, não o
Espírito, se estamos esperando que o Senhor nos use da
forma que estamos, não vamos ver nada acontecer,
porque como está escrito, é preciso que todo aquele que
adora ao Senhor o adore em Espírito e em verdade;

"Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o


adorem em espírito e em verdade.” (João 4:24)

É impossível ter uma relação com o Senhor, ter


comunhão com o Espírito, sem deixar de lado as coisas
deste mundo.

Fomos criados para louvar ao Senhor, para louvor da sua


glória. O Senhor tem um propósito para cada um de nós,
Ele não nos chamou para ficarmos sentados em um
banco, Ele nps chamou para que com o nosso
Testemunho, ganhemos almas para o reino.

Nele, digo, em quem também fomos feitos herança,


havendo sido predestinados, conforme o propósito
daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da
sua vontade;
Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os
que primeiro esperamos em Cristo;
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a
palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e,
tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito
Santo da promessa;" (Efésios 1:11,12 e 13)
Criados para louvor

E pra isso temos que voltar a ser templo do Senhor,


Templo do Espírito Santo de Deus, temos que nos
apresentar como sacrifício santo, puro e agradável a
Deus.

Que neste dia não sejamos mais vistos como amigos do


mundo, mas que o Senhor possa olhar para nós e nos ver
como Ele via a Davi,como um homem segundo o coração
de Deus. Um coração no qual Ele pode habitar e fazer
morada permanente.
Resposta: Deus exigia sacrifícios de animais para que a
humanidade pudesse receber perdão dos seus pecados
(Levítico 4:35; 5:10). Para começar, sacrifício de animal é
um tema importante encontrado por todas as Escrituras.
Quando Adão e Eva pecaram, animais foram mortos por
Deus para providenciar vestimentas para eles (Gênesis
3:21). Caim e Abel trouxeram ofertas ao Senhor. A de
Caim foi inaceitável porque ele trouxe frutas, enquanto
que a de Abel foi aceitável porque ele trouxe “das
primícias do seu rebanho e da gordura deste” (Gênesis
4:4-5). Depois que o dilúvio recuou, Noé sacrificou
animais a Deus. Esse sacrifício de Noé foi de aroma
agradável ao Senhor (Gênesis 8:20-21). Deus ordenou
que Abraão sacrificasse seu filho Isaque. Abraão
obedeceu a Deus, mas quando Abraão estava prestes a
sacrificar a Isaque, Deus interveio e providenciou um
carneiro para morrer no lugar de Isaque (Gênesis 22:10-
13).

O sistema de sacrifícios atinge seu ponto máximo com a


nação de Israel. Deus ordenou que essa nação
executasse inúmeros sacrifícios diferentes. De acordo
com Levítico 1:1-4, um certo procedimento era para ser
seguido. Primeiro, o animal tinha que ser perfeito.
Segundo, a pessoa que estava oferecendo o animal tinha
que se identificar com ele. Então, a pessoa oferecendo o
animal tinha que infligir morte ao animal. Quando feito em
fé, esse sacrifício providenciava perdão dos pecados. Um
outro sacrifício chamado de dia de expiação, descrito em
Levítico 16, demonstra perdão e a retirada do pecado. O
grande sacerdote tinha que levar dois bodes como oferta
pelo pecado. Um dos bodes era sacrificado como uma
oferta pelo pecado do povo de Israel (Levítico 16:15),
enquanto que o outro bode era para ser solto no deserto
(Levítico 16:20-22). A oferta pelo pecado providenciava
perdão, enquanto que o outro bode providenciava a
retirada do pecado.

Por que, então, não oferecemos mais sacrifícios de


animais nos dias de hoje? O sacrifício de animais
terminou porque Jesus Cristo foi o sacrifício supremo.
João Batista confirmou isso quando O viu pela primeira
vez: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do
mundo!” (João 1:29). Você pode estar se perguntando:
“por que animais? O que eles fizeram de errado?” Esse é
justamente o ponto: já que os animais não fizeram nada
de errado, eles morreram no lugar daquele que estava
executando o sacrifício. Jesus Cristo também não tinha
feito nada de errado, mas voluntariamente entregou-Se a
morrer pelos pecados da humanidade (1 Timóteo 2:6).
Muitas pessoas chamam de substituição essa idéia de
morrer no lugar de outra pessoa. Jesus Cristo tomou para
Si o nosso pecado e morreu no nosso lugar. 2 Coríntios
5:21 diz: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez
pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de
Deus.” Através de fé no que Jesus Cristo cumpriu na cruz
qualquer pessoa pode receber perdão.

Em resumo, os sacrifícios de animais foram ordenados


por Deus para que tal pessoa pudesse experimentar do
perdão dos pecados. O animal servia como um substituto
– quer dizer, o animal morreu no lugar do pecador.
Sacrifício de animais parou com Jesus Cristo. Jesus
Cristo foi o substituto sacrificial supremo e é agora o
mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5).
Sacrifícios de animais serviam como um sinal do que
estava para vir – o sacrifício de Cristo a nosso favor. A
única base sobre a qual o sacrifício de um animal
providenciaria perdão dos pecados é o fato de que Cristo
iria Se sacrificar pelos nossos pecados, providenciando o
perdão que aqueles animais podiam apenas ilustrar e
prenunciar.
Hebreus 9

O novo santuário 9.1-22


Jesus, o nosso Grande Sacerdote, oferece o seu sacrifício a Deus
na Tenda celestial, que é superior à Tenda Sagrada dos judeus. E
o sacrifício que ele oferece é superior aos sacrifícios oferecidos
pelo Grande Sacerdote da primeira aliança.
9.1 um santuário O autor não está falando sobre o Templo
construído pelo rei Salomão, mas sobre a Tenda Sagrada que
serviu de santuário para o povo de Israel at é a inauguração do
Templo (1Rs 8.3-4).
9.2 Tenda Êx 26.1-30. candelabro Êx 25.31-40. a mesa com os
pães Êx 25.23-30.
9.3 cortina Êx 26.31-33; 35.12.
9.4 o altar... onde era queimado o incenso Êx 30.1-6. a arca
da aliança Êx 25.10-16. a vasilha de ouro com o maná Êx
16.33. o bastão de Arão Nm 17.8-10. as duas placas de pedra
com os mandamentos Êx 25.16; Dt 10.3-5; 1Rs 8.9.
9.5 os querubins Êx 25.18-22; 37.6-9. o lugar onde os pecados
eram perdoados A tampa da arca da aliança (Êx 25.17-22; Lv
16.2).
9.6 os sacerdotes entram todos os dias... [no] Lugar
Santo Nm 18.1-6.
9.7 o Grande Sacerdote entra... [no] Lugar Santíssimo Lv
16.2-34. Isso acontecia uma vez por ano, no Dia do Perdão (ver
Hb 4.14, n.). pecados que o povo cometeu sem saber que
estava pecando Lv 4.1-35.
9.10 várias cerimônias de purificação Lv 15.1-33; Nm 19.1-
22.
9.11 que já estão aqui Alguns dos mais antigos manuscritos
trazem: “que ainda virão” (Hb 10.1).
9.12 entrou... no Lugar Santíssimo Ver Hb 4.14, n.
9.13 O sangue de bodes Lv 16.15-16. as cinzas da bezerra
queimada Nm 19.1-9,17-19.
9.14 Por meio do Espírito Ou “Por meio do seu espírito”. o seu
sangue nos purifica 1Jo 1.7; 1Pe 1.2; Ap 7.14. servir ao Deus
vivo 1Ts 1.9.
9.15 Portanto Isto é, porque Cristo “se ofereceu a si mesmo a
Deus como sacrifício sem defeito” (v. 14). os que foram
chamados por Deus Rm 1.6; 1Co 1.2; Jd 1. as bênçãos
eternas O “descanso” sobre o qual se fala em Hb 4.1-11 (ver Hb
4.1, n.). uma morte que livrou... dos pecados 1Tm 2.6.
9.16 testamento Nos vs. 16-20, o autor faz um jogo de palavras
baseado no fato de uma mesma palavra grega (diathéke)
significar tanto “testamento” (vs. 16-17) como “aliança” (vs. 18-
20).
9.18 Assim como um testamento só vale depois da morte da
pessoa que o fez (v. 17), também a primeira aliança só entrou
em vigor depois da morte dos animais cujo sangue foi borrifado
sobre o livro da lei e todo o povo de Israel (v. 19).
9.19 pegou o sangue dos bezerros e dos bodes... e borrifou Êx
24.6-8. lã tingida de vermelho e hissopo Lv 14.2-6; Nm
19.6,18.
9.20 Este é o sangue que sela a aliança Êx 24.8; Hb 10.29;
13.20.
9.21 borrifou... sobre todos os objetos usados na
adoração Lv 8.15,19.
9.22 quase tudo é purificado com sangue Lv 5.8-9,18; 17.11;
ver também Ef 1.7; 1Pe 1.2.
O sacrifício de Cristo tira os pecados 9.23—10.18
O autor segue mostrando que o sacrifício de Cristo é superior
aos sacrifícios do AT. A lei e os sacrifícios oferecidos pelo
Grande Sacerdote do AT não podiam purificar as pessoas de
seus pecados, pois eram apenas “cópias das realidades
celestiais” (9.23) e “sombras das coisas boas que estão para vir”
(10.1). As “coisas verdadeiras” (10.1) se encontram naquilo que
Cristo fez. Ele fez o que Deus quis (10.10), e nós somos
purificados do pecado pela oferta que ele fez, uma vez por todas
(9.26; 10.11-14), do seu próprio corpo (10.5,10).
9.23 cópias Hb 8.5, n.; Hb 9.11; 10.1.
9.24 no próprio céu... na presença de Deus Ver Hb 4.14, n.;
6.20, n. para pedir em nosso favor Ver Hb 7.25, n.
9.26 quando os tempos estão chegando ao fim Ver Hb 1.2, n.
9.28 muitas pessoas Is 53.12; Mc 10.45; Rm 5.19. “Muitas
pessoas” não significa “muitos, mas não todos”. aparecerá pela
segunda vez Daqui vem a expressão “a segunda vinda de
Cristo”. Ver também Mc 13.24-27; At 1.10-11; 1Co 15.23-24;
Ap 1.7.

Hebreus 10
10.1 sombra Ver Hb 8.5, n. como pode a lei...? A resposta é
clara: a lei não pode (ver Hb 7.19, n.).
10.5 Cristo... disse Nos vs. 5-7, o autor cita Sl 40.6-8 de acordo
com o texto da Septuaginta (ver Hb 1.4-14, n.), que é um tanto
diferente do texto original hebraico. mas preparaste um corpo
para mim Sl 40.6 segundo a Septuaginta; o texto original
hebraico traz: “pelo contrário, tu me deste ouvidos para
ouvir.” não queres animais oferecidos em sacrifícios Outras
passagens do AT também falam assim: 1Sm 15.22; Sl 50.7-15;
51.16-17; Is 1.10-17; Jr 7.21-26; Os 6.6; Am 5.21-25; Mq 6.6-8.
10.9 Deus acabou com todos os antigos sacrifícios Para os
leitores da Carta a mensagem é clara: eles não devem voltar
atrás (ver Intr. 2.1 e 2.2), pois a antiga religião não consegue o
perdão de pecados e a salvação da pessoa (v. 4). antigos
sacrifícios Vs. 5,8.
10.11 todos os dias os seus deveres religiosos Êx 29.38-42.
10.12 sentou-se do lado direito O autor, novamente, se refere a
Sl 110.1 (ver Hb 1.3, n.; 1.13, n.).
10.13 os seus inimigos 1Co 15.25-28. estrado debaixo dos
pés Ver Hb 1.13, n.
10.14 com um sacrifício só, ele aperfeiçoou Ele fez o que os
sacrifícios oferecidos pelos sacerdotes judeus não podiam fazer,
isto é, conseguir o perdão de pecados (Hb 7.19; 9.9; 10.1).
10.15 o Espírito Santo... dá o seu testemunho Como autor das
Escrituras. ele diz Nos vs. 16-17, o autor cita partes de Jr 31.33-
34 (Hb 8.8-12).
Cheguemos perto de Deus 10.19-39
Aqui, o autor estimula seus leitores a que apliquem na vida deles
tudo que ele lhes ensinou, em especial que continuem firmes na
fé. Também faz uma advertência contra aqueles que desprezam
o Filho de Deus ou insultam o Espírito de Deus (v. 29), falando
sobre o terrível castigo que espera a pessoa que voltar atrás:
“Que coisa terrível é cair nas mãos do Deus vivo!” (v. 31). Ele
fala sobre a necessidade de chegar perto de Deus com uma fé
firme (v. 22), guardar firmemente a esperança da fé (v. 23) e
ajudar todos a terem mais amor (v. 24).
10.19 (a) morte de Jesus na cruz Ao pé da letra, o texto
original traz: “o sangue de Jesus”. Ao morrer na cruz, Cristo
derramou o seu sangue, que traz a purificação de pecados (Hb
9.12; 13.12).
10.20 cortina, isto é,... seu próprio corpo Assim como o
Grande Sacerdote passava pela cortina para entrar no Lugar
Santíssimo (ver Hb 4.14, n.), também Cristo abriu um caminho
novo e vivo por meio da cortina do seu corpo, isto é, sua vida e
seu corpo dado em sacrifício pelos pecadores.
10.21 dirigir a casa de Deus Hb 3.6.
10.22 a consciência limpa Lv 8.30; Ez 36.25. o corpo lavado
com água pura Tudo indica que o autor está falando sobre o
batismo (ver Hb 6.2, n.; Ef 5.26; 1Pe 3.21).
10.25 o dia está chegando O Dia do Juízo Final (ver Hb 9.26,
n.).
10.26 pecar de propósito Ver Hb 6.6, n. conhecer a
verdade Essa verdade é aquilo que o autor explicou em Hb
6.4b-5. não há mais sacrifício Não há nenhum outro sacrifício
além do sacrifício de Cristo; quem rejeita esse sacrifício está se
condenando a si mesmo (Hb 6.4-6; ver Hb 5.11—6.12, n.).
10.27 fogo violento que destruirá os que são contra
Deus Linguagem que lembra Is 26.11 de acordo com o texto da
Septuaginta.
10.28 o testemunho de duas pessoas, pelo menos Dt 17.6;
19.15.
10.29 o sangue da aliança de Deus Êx 24.8; Hb 9.19-20. Aqui,
o autor está falando sobre a aliança feita por meio do sacrifício
de Cristo (Hb 10.10,12). como será pior ainda o castigo...! A
quem muito foi dado, muito será exigido. Quanto maior o amor
de Deus na vida de uma pessoa, tanto maior a responsabilidade
dela diante desse amor.
10.30 sabemos quem... disse Foi Deus quem disse (Dt 32.35;
ver também Rm 12.19). também disse Dt 32.36.
10.32 a luz de Deus os iluminou Hb 6.4.
10.35 não percam a coragem Este é o grande motivo que levou
o autor a escrever esta carta (Hb 13.22).
10.37 ele diz nas Escrituras Sagradas Nos vs. 37-38, o autor
cita Is 26.20 (Um pouco mais de tempo, um pouco mesmo) e
Hc 2.3-4 de acordo com o texto da Septuaginta. Paulo cita a
mesma passagem de Habacuque em Rm 1.17; Gl 3.11, mas tira
dela uma lição diferente. aquele que tem de vir Cristo Jesus.
10.39 temos fé Os vs. 38-39 anunciam o assunto do cap. 11.

Hebreus 11
Heróis da fé 11.1-40
Depois de anunciar o assunto da fé em 10.38-39, o autor
apresenta heróis e heroínas da fé que fazem parte da história do
povo de Israel. Ele faz isso para estimular seus leitores a que
continuem firmes na fé e na esperança.
11.1 coisas que não podemos ver Rm 8.24-25.
11.3 criado pela palavra de Deus Gn 1.1; Sl 33.6,9; Jo 1.3.
11.4 Abel Gn 4.3-10. Abel, mesmo depois de morto, ainda
fala Isto é, ele pede vingança (Gn 4.10; ver também Hb 12.24;
1Jo 3.12; Jd 11).
11.5 Enoque Gn 5.21-24. ele já havia agradado a Deus Gn
5.24 de acordo com o texto da Septuaginta (ver Hb 1.4-14, n.); o
texto original hebraico traz: “ele viveu sempre em comunhão
com Deus”.
11.6 Sem fé ninguém pode agradar a Deus As Escrituras
Sagradas nada dizem sobre a fé que Enoque teve; apenas dizem
que Enoque agradou a Deus (v. 5). Diante do princípio de que
sem fé ninguém pode agradar a Deus, fica subentendido que
Enoque teve fé! crer que ele existe Foi o que Moisés fez (v.
27b).
11.7 Noé Gn 6.13-22. coisas... que não podiam ser vistas Hb
11.1. a sua família Gn 7.13; 1Pe 3.20.
11.8 Abraão... saiu para uma terra que Deus lhe prometeu
dar Isto é, a terra de Canaã (Gn 12.1-5).
11.9 Viveu em barracas com Isaque e Jacó Gn 35.27.
11.10 a cidade que Deus... construiu A Jerusalém celestial (Hb
11.16; 12.22; ver também Gl 4.26; Ap 21.2,10-27).
11.11 Abraão se tornou pai Gn 19.9-14; 21.1-2. Abraão se
tornou pai, embora fosse velho demais e a própria Sara não
pudesse mais ter filhos. Ele creu... Alguns dos mais antigos
manuscritos trazem: “Sara se tornou mãe, mesmo sendo velha
demais para poder ter filhos. Ela creu...”.
11.12 tantos descendentes como as estrelas... como os grãos
de areia Gn 15.5; 22.17; 32.12.
11.13 Todos esses morreram cheios de fé Dos heróis da fé que
aparecem no livro de Gênesis, Abel se caracteriza pela fé sincera
(Hb 11.4); Enoque, pela fé agradável a Deus (Hb 11.5); Noé,
pela fé salvadora (Hb 11.7); Abraão, pela fé obediente (Hb 11.8-
12,17-19); Isaque e Jacó, pela fé abençoadora (Hb 11.20-21);
José, pela fé profética (Hb 11.22). estrangeiros e refugiados Gn
23.4; 1Cr 29.15; Sl 39.12; Ef 2.19; 1Pe 1.1; 2.11.
11.15 Não ficaram pensando em voltar É o que o autor espera
dos seus leitores: que não voltem atrás, mas continuem sempre
em frente.
11.16 ser chamado de o Deus deles Gn 28.13; Êx 3.6; Mt
22.32; Mc 12.26-27.
11.17 Abraão... ofereceu o seu filho Isaque Gn 22.1-19.
11.18 Deus lhe tinha dito Gn 21.12.
11.20 Isaque prometeu bênçãos Gn 27.27-29,39-40.
11.21 Jacó... abençoou os filhos de José Gn 48.1-20. Ele se
apoiou na sua bengala Gn 47.31 de acordo com o texto da
Septuaginta (ver Hb 1.4-14, n.); o texto original hebraico diz:
“Jacó se reclinou sobre a cabeceira da cama”.
11.22 José Gn 50.24-25; Êx 13.19.
11.23 os pais de Moisés... esconderam Êx 2.2. ordem do
rei Êx 1.22.
11.24 Moisés... não quis ser chamado de filho da filha de
Faraó Êx 2.10-12.
11.26 sofrer o desprezo por causa do Messias Os sofrimentos
do povo de Deus do AT (v. 25) podem ser descritos como sofrer
o desprezo por causa do Messias. Os heróis do passado são
modelo de sofrimento e paciência para o povo de Deus do NT
(Mt 5.11-12). Também Jesus é modelo de sofrimento (Hb 12.2;
13.13; Sl 89.50-51).
11.27 Moisés saiu do Egito Êx 2.14-16. vendo o Deus
invisível Êx 33.11; Nm 12.8; Dt 34.10.
11.28 celebrar a Páscoa Êx 12.21-28. o Anjo da Morte Êx
12.23.
11.29 os israelitas atravessaram o mar Vermelho Êx 14.19-
31.
11.30 pela fé Possivelmente, a fé que Josué tinha: ele obedeceu
à ordem de Deus (Js 6.2-8); mas é também possível que o autor
esteja pensando na fé dos israelitas. caíram as muralhas de
Jericó Js 6.12-21.
11.31 pela fé... Raabe... não morreu Js 6.22-25. Raabe tinha fé,
pois sabia que Deus tinha dado a terra de Canaã ao povo de
Israel (Js 2.9). ela havia recebido bem os espiões Js 2.1-21; Tg
2.25.
11.32 Gideão Jz 6.11—8.32. Baraque Jz 4.6—5.31. Sansão Jz
13.2—16.31. Jefté Jz 11.1—12.7. Davi 1Sm 16.1—1Rs
2.11. Samuel 1Sm 1.1—25.1.
11.33 Fecharam a boca de leões Daniel (Dn 6.1-27).
11.34 apagaram incêndios terríveis Maneira de falar sobre os
três amigos de Daniel que foram lançados na fornalha acesa (Dn
3.1-30).
11.35 mulheres receberam de volta os seus mortos A viúva de
Sarepta (1Rs 17.8-24) e a mulher da cidade de Suném (2Rs 4.8-
37). torturados até a morte O autor está falando sobre os
mártires israelitas Eleazar, os seus sete filhos e a sua esposa, que
foram mortos pelo rei sírio Antíoco Epifânio (como conta o livro
deuterocanônico de 2Macabeus 6.1—7.42).
11.36 jogados na cadeia O profeta Micaías (1Rs 22.26-27; 2Cr
18.25-26) e o profeta Jeremias (Jr 20.2; 37.15; 38.6).
11.37 mortos a pedradas O profeta Zacarias, filho de Joiada
(2Cr 24.20-21; ver Mt 23.35, n.). serrados pelo meio Uma
antiga tradição judaica dizia que o profeta Isaías foi serrado pelo
meio.
11.39 pessoas... aprovadas por Deus Esta é uma verdade que o
autor gosta de enfatizar (vs. 2,4,7).
11.40 Deus tinha preparado um plano ainda melhor Hb 8.6-
13; 10.1. a fim de que, somente conosco, elas fossem
aperfeiçoadas Assim como nós esperamos (Hb 9.28) e o
próprio Cristo espera (Hb 10.13), também os heróis e as
heroínas da fé no AT esperavam pelo cumprimento final do
plano de Deus.

Teologia da Carta aos Hebreus


Craig L. Blomberg
(Enciclopédia Bíblica Online)

Deus introduziu aspectos superiores relativos à


adoração ao enviar à terra seu Filho, Jesus Cristo.
Foi assim porque Jesus, o Fundador do cristianismo,
é superior aos anjos e ao profeta Moisés. O
sacerdócio de Cristo é de grande superioridade
quando comparado ao dos levitas no antigo Israel.
E o sacrifício de Jesus é muito superior ao dos
animais que eram oferecidos sob a Lei mosaica.

Esses pontos são esclarecidos na carta aos


hebreus. Pelo que parece, foi escrita pelo apóstolo
Paulo em Roma, por volta de 61 EC, e enviada aos
crentes hebreus na Judéia. Desde tempos antigos,
os cristãos gregos e asiáticos criam que Paulo foi o
escritor, e isto é apoiado tanto pela abrangente
familiaridade do escritor com as Escrituras
Hebraicas quanto pelo uso de desenvolvimento
lógico, que são característicos do apóstolo. Ele
omitiu seu nome talvez por causa do preconceito
dos judeus contra ele e por ser conhecido como
“apóstolo para as nações”. (Romanos 11:13)
Examinemos agora mais de perto os aspectos
superiores do cristianismo, conforme revelados na
carta de Paulo aos hebreus.
I. Cristo É Superior aos Anjos e a Moisés
A primeira coisa mostrada é a Posição superior do
Filho de Deus. ( 1:1-3:6) Os anjos lhe prestam
homenagem, e seu domínio régio repousa em
Deus. Portanto, devemos dar extraordinária
atenção ao que foi falado pelo filho. Ademais,
devemos lembrar que, embora o homem Jesus
tenha sido menor do que os anjos, ele foi exaltado
acima deles e recebeu domínio sobre a vindoura
terra habitada.

Jesus Cristo também é superior a Moisés. Como


assim? Bem, Moisés era apenas assistente na casa
israelita de Deus. Contudo, Deus colocou Jesus
sobre toda essa casa, ou congregação do povo de
Deus.
II. Os Cristãos Entram no Descanso de Deus
A seguir, o apóstolo indica que é possível entrar no
descanso de Deus. (3:7-4:13) Os israelitas
libertados da escravidão egípcia não entraram
nesse descanso porque foram desobedientes e não
tinham fé. Mas nós podemos entrar nesse
descanso se exercermos fé em Deus e
obedientemente seguirmos a Cristo. Neste caso,
em vez de apenas observarmos um sábado
semanal, usufruiremos todo dia a bênção superior
de ter descanso de todas as obras egoístas.

Entrar no descanso de Deus é uma promessa de


Sua palavra, que “é mais afiada do que qualquer
espada de dois gumes, e penetra até a divisão da
alma e do espírito”. Ela faz isto no sentido de que
penetra para discernir as motivações e atitudes,
para fazer separação entre os desejos carnais e a
disposição mental. (Veja Romanos 7:25.) Se nossa
“alma”, ou vida como pessoa, estiver unida a um
“espírito”, ou disposição, piedoso, entraremos no
descanso de Deus.
III. Sacerdócio e Pacto Superiores
Paulo mostra, a seguir, a superioridade do
sacerdócio de Cristo e do novo pacto. (4:14-10:31)
O imaculado Jesus Cristo tem compaixão dos
humanos pecaminosos porque, como nós, foi
provado em todos os sentidos. Ademais, Deus o
designou para ser “sacerdote para sempre à
maneira de Melquisedeque”. Dessemelhante dos
sumos sacerdotes levitas, Jesus tem vida
indestrutível e, por isso, não precisa de sucessores
em sua obra de salvar vidas. Ele não tem de
oferecer sacrifícios animais, pois ofereceu seu
imensamente superior corpo sem pecado e entrou
no céu com o valor do seu sangue.
O novo pacto, validado pelo sangue de Jesus, é
superior ao pacto da Lei. Os que estão no novo
pacto têm as leis de Deus no coração e gozam
perdão de pecados. (Jeremias 31:31-34) Sua
gratidão por isso os induz a fazer declaração
pública de sua esperança e a reunir-se com
concrentes. Diferentes deles, os pecadores
deliberados já não têm nenhum sacrifício pelos
pecados.
IV. A Fé É Vital!
Precisamos ter fé para nos beneficiarmos do
superior novo pacto. (10:32-12:29) É também
necessário termos perseverança, se havemos de
receber o que Deus prometeu. Como incentivo à
perseverança, uma “grande nuvem” de
testemunhas pré-cristãs nos rodeia. No entanto,
devemos, em especial, considerar bem de perto o
proceder impecável de Jesus quando sofria.
Qualquer sofrimento que Deus permite que nos
sobrevenha pode ser encarado, em certo sentido,
como disciplina que pode dar o fruto pacífico da
justiça. A fidedignidade das promessas de Deus
deve aumentar nosso desejo de prestar-lhe serviço
sagrado “com temor piedoso e com espanto
reverente”.

Paulo conclui com exortações. (13:1-25) A fé deve


motivar-nos a demonstrar amor fraternal, a ser
hospitaleiros, a nos lembrar de concrentes que
sofrem, a manter honroso o matrimônio e a estar
“contentes com as coisas atuais”. Devemos imitar
a fé dos que tomam a dianteira na congregação e
ser obedientes a eles. Ademais, temos de evitar a
apostasia, levar o vitupério que Jesus levou,
‘oferecer sempre a Deus um sacrifício de louvor’ e
continuar a fazer o bem. Tal conduta também está
entre os aspectos superiores do genuíno
cristianismo.
V. Vários Batismos
Os aspectos da adoração no tabernáculo de Israel
tinham que ver “apenas com alimentos, e bebidas,
e vários batismos”. (Hebreus 9:9, 10) Esses
batismos eram lavagens rituais exigidas pela Lei
mosaica. Os vasos que ficassem impuros eram
lavados, e a purificação cerimonial incluía lavar as
roupas da pessoa e, tomar banho. (Levítico 11:32;
14:8, 9; 15:5) Os sacerdotes se banhavam, e as
coisas que tinham que ver com as ofertas
queimadas eram enxaguadas em água. (Êxodo
29:4; 30:17-21; Levítico 1:13; 2 Crônicas 4:6) Mas
os “vários batismos” não incluíam o ritualístico
‘batismo de copos, jarras e vasos de cobre’
praticado por alguns judeus na época em que
surgiu o Messias; nem Hebreus 9:10 se refere à
imersão em água realizada por João, o Batizador,
ou ao batismo daqueles que simbolizam sua
dedicação a Deus como cristãos. — Mateus 18:19,
20; Marcos 7:4; Lucas 3:3.

Ezequiel 48
3) A Disposição das Tribos na Terra.
48:1-35.
a) Sete Tribos ao Norte da Porção
Sagrada. 48:1-7.
Sete tribos – Dã, Aser, Naftali, Manassés,
Efraim, Rúben e Judá – receberiam tiras de terra de
leste a oeste a partir das fronteiras ao norte até a
terra da Porção Sagrada. As dificuldades físicas e
topográficas são ignoradas.
Quanto a uma descrição paralela veja 45:1-
8a. Uma tira de terra de 25.000 côvados de largura
que ia da fronteira oriental à ocidental da terra foi
separada para uso sagrado. No centro dela ficava o
distrito santo (vs. 8, 9, 20; cons. 45:1, 2).
10-12. A porção do sacerdote. Cons. 45:3, 4.
13, 14. A porção dos levitas. Cons. 45:5.
15-20. A porção da cidade. Com. 45:6. No
meio da terceira tira da porção sagrada, de 25.000
X 5.000 côvados, ficava a cidade (v.15), um
quadrado de 4.500 côvados de cada lado (v. 16),
rodeada por uma tira larga de 250 côvados de
arredores (E.R.C., arrabaldes; v. 17). Os 10.000
côvados de terra de cada lado da cidade tinham
propósitos de agricultura, cujo produto será para
os operários e lavradores (v.18). Os membros de
todas as tribos tinham de trabalhar nela (v. 19).
21, 22. A porção do príncipe. O que restar
será para o príncipe. Cons. 45:7, 8a. Seu território
está limitado por Judá ao norte e Benjamim ao sul.

c) As Cinco Tribos ao Sul da Porção


Sagrada. 48:23-29.
Benjamim, Simeão, Issacar, Zebulom e Gade
receberiam seções de terra de leste a oeste, a
partir da área do templo até as fronteiras
meridionais da terra.
Esta divisão não segue a disposição original
das tribos. Toda a nação está aqui unida a oeste do
Jordão. Considerando que o Templo tinha de
permanecer em Jerusalém, sete tribos ficaram
localizadas ao norte e cinco ao sul dela. As tribos
de Lia e Raquel ficaram localizadas mais perto do
Templo, enquanto as tribos de Bila e Zilpa ficaram
mais afastadas.

d) A Nova Cidade de Jerusalém. 48:30-


35.
30-34. As saídas da cidade; isto é, as
portas da cidade. Cada lado da cidade era de 4.500
côvados de comprimento, com três portões de
cada lado, cada um segundo uma tribo de Israel.
Ao norte, os portões de Rúben, Judá e Levi (v. 31);
a leste, os portões de José, Benjamim, Dã (v. 32);
ao sul, os portões de Simeão, Issacar e Zebulom (v.
33); e a oeste, os portões de Gade, Aser e Naftali
(v. 34). Observe que Levi está reconhecido como
tribo e José representa Efraim e Manassés. Cons.
Ap. 21:12-21; 7:5-8.
35a. Dezoito mil côvados em redor. A
circunferência da cidade era de 18.000 côvados.
No tempo de Josefo, a circunferência da cidade de
Jerusalém era de tanta e três estádios, cerca de 6,
4 quilômetros (Wars V. 4. 3).
35b. O nome da cidade, desde o dia em
que existir novamente, será: O SENHOR está
ali (Yahweh shammâ). Cons. Ap. 21:3.

João 4
E. Missão na Samaria. 4:1-42.
Samaria, um território que os judeus evitavam se possível,
tornou se o cenário de um triunfo espiritual: um poço, uma
mulher, um testemunho, a colheita dos samaritanos que creram.
Tanto o samaritanismo quanto o judaísmo precisavam do
corretivo de Cristo; precisavam ser substituídos pela vida do
novo nascimento.
1-4. A crescente popularidade de Jesus, que excedia a de
João, começou a alcançar os ouvidos dos fariseus. Para evitar
problemas com eles nessa ocasião, Jesus determinou deixar a
área e ir para a Galiléia. Ali fez a maior parte de seu trabalho, de
acordo com o registro dos Sinóticos. Era-lhe necessário
atravessar a província de Samaria. Em João, essa palavra
costuma apontar uma necessidade divina, e pode ser o caso aqui,
indicando a necessidade de lidar com os samaritanos, abrindo-
lhes as portas da vida. Além disso, há a necessidade mais
evidente de alcançar a Galiléia através de uma rota mais reta.
5, 6. Sicar (muito provavelmente Siquém) ficava algumas
poucas milhas a sudeste da cidade de Samaria e bastante perto
do Monte Gerizim, como também do terreno que Jacó deu a
José (Gn. 48:22). Jacó lhe deixou também um poço por herança
(Jo. 4:6). Diz-se que tinha cerca de 26 m de profundidade. Aqui,
Jesus, cansado da viagem e por causa do calor do meio-dia
(hora sexta), parou para descansar.
7-10. Uma mulher samaritana. Nenhuma referência à cidade
de Samaria, que ficava muito distante, mas ao território dos
samaritanos. Ela vinha equipada para tirar água. Considerando
que a aldeia de Sicar tinha água, é possível que a caminhada
solitária da mulher ao poço de Jacó indique uma espécie de
ostracismo imposto pelas outras mulheres da comunidade (cons.
4:18). Jesus interrompeu o silêncio pedindo água para beber. Era
um pedido natural à vista do seu cansaço. É um lembrete
pungente da humanidade de nosso Senhor. Atendido ou não (a
última alternativa parece a mais provável), o pedido introduziu a
conversa. A partida dos discípulos foi providencial, pois a
mulher não teria conversado com Jesus na presença deles. Duas
coisas deixaram a mulher admirada: que Jesus fizesse tal pedido
a uma mulher, pois os rabis evitavam qualquer contato com
mulheres em público; e particularmente que ele falasse assim
com alguém que era samaritano. Para explicar sua admiração, o
escritor acrescenta a observação de que os judeus não se
associavam aos samaritanos. Isto não pode ser aceito em sentido
absoluto, pois foi refutado pelo versículo 8. Mostra a
indisposição que havia entre os dois grupos de pessoas. Os
judeus desprezavam os samaritanos porque eram um povo de
sangue e religião misturados, apesar de possuírem o Pentateuco
e professarem adorar o Deus de Israel. Um significado mais
restrito foi proposto para as palavras da mulher “os judeus não
usam os mesmos vasos que os samaritanos”. Isto se aplica bem à
situação (D. Daube, The New Testament and Rabbinic Judaism,
pág. 375-382). Respondendo, Jesus afastou-se de sua própria
necessidade, sugerindo que a mulher tinha uma necessidade
mais profunda, que alguém podia atender por meio do dom de
Deus. Alguns o explicam em termos pessoais, referindo-se ao
próprio Cristo (3:16), mas provavelmente seria melhor que o
tornássemos equivalente à água viva. João 7:37-39 é o melhor
comentário (cons. Ap. 21:6).
11, 12. Pensando no poço que estava diante dele, a mulher ficou
perplexa. Jesus não tinha nenhum utensílio para tirar água e o
poço era fundo. No fundo estava a água viva (corrente)
alimentada por uma fonte. Este rabi estaria pretendendo evocar
o que Jacó só conseguira com árduo trabalho? Ele realmente
seria maior se o conseguisse.
13-15. A água do poço tinha de ser consumida
ininterruptamente, mas a água que Cristo fornece satisfaz de
modo que a pessoa nunca mais terá sede. É assim que a vida
eterna refrigera. Pode-se estabelecer um paralelo com os
repetidos sacrifícios da antiga aliança e o sacrifício do Cordeiro
de Deus oferecido uma vez para sempre. Ainda não
compreendendo, mas já receptiva, a mulher pediu essa água,
para que a sua vida ficasse mais fácil (4:15).
16-18. Antes da mulher poder receber o dom da água viva, tinha
de compreender o quão desesperadamente precisava dela. O
dom era para a vida interior, a qual, no caso dela, estava
realmente vazia. Teu marido... não tenho marido... cinco
maridos... não é teu marido. A melancólica história de sua vida
conjugal foi descoberta pelo poder de penetração de Jesus e por
sua própria confissão. É provável que o divórcio entrou em pelo
menos algum desses cinco relacionamentos que precederam o
“status” final ilegítimo. Moralmente, a mulher estivera descendo
há algum tempo.
19, 20. Para a mulher, Jesus era em primeiro lugar um judeu,
depois alguém merecedor do título Senhor, e agora um profeta.
Ele penetrara em sua alma. A referência à adoração no Monte
Gerizim, instituída para competir com a dos judeus em
Jerusalém, pode ter sido uma tática diversiva, mas é mais
provável que fosse uma indicação da fome de um coração em
conhecer o caminho para Deus.
21-24. A hora vem. Na nova ordem que Cristo veio inaugurar, o
lugar da adoração subordina-se à Pessoa. O que importa é que os
homens adorem o Pai, a quem o Filho veio declarar. Usando o
pronome vós, Jesus talvez antecipasse a conversão dos
samaritanos. A adoração dos samaritanos era coisa confusa
(cons. II Reis 17:33). A salvação vem dos judeus, no sentido
em que uma revelação especial lhes fora dada quanto à maneira
certa de se aproximarem de Deus; e o próprio Jesus, como o
Salvador, veio desse povo (Rm. 9:5). A hora, e já
chegou. Mesmo antes da nova dispensação ser inaugurada em
seu caráter universal, os verdadeiros adoradores têm o privilégio
de adorarem Deus Pai em espírito e verdade. Espírito parece
uma alusão a Jerusalém e sua adoração em termos da letra (Lei),
enquanto que verdade faz contraste à adoração inadequada e
falsa dos samaritanos. O novo tipo de adoração é imperativo
porque Deus é Espírito (não um Espírito).
25, 26. A alusão que a mulher fez ao Messias foi provavelmente
com base em Dt. 18:15-18, que era aceito como Escritura pelos
samaritanos. Sendo o profeta por excelência, o Messias seria
capaz de anunciar tudo. Essa melancólica projeção para o futuro
foi desnecessária. Eu o sou, eu que falo contigo. Seria perigoso
para Jesus anunciar-se desse modo entre judeus, onde as idéias
sobre o messiado eram politicamente coloridas. Aqui, ao que
parece, ele se julgava seguro. A semente estava plantada, e na
hora exata, pois a conversa terminou com a chegada dos
discípulos.
27-30. Os discípulos ficaram admirados ao ver que Jesus
contrariava a convenção social falando com uma mulher (veja v.
9). Mas o respeito por seu mestre evitou que o interrogassem
abertamente. Desimpedida do seu cântaro, a mulher retirou-se a
toda pressa para a cidade, como prova do seu propósito de
retornar, pois estava determinada a obter a água viva daquele
momento em diante. Ela fez mais do que Jesus pediu, e não foi
ter com um só homem, mas aos homens da cidade com a notícia
de sua maravilhosa experiência. Ela não tinha a presunção de
ensiná-los, mas colocou um pensamento em suas mentes, por
meio de uma pergunta tentadora: Será que esse não é o Cristo?
Os homens ficaram suficientemente impressionados para irem
com ela ao poço.
31-38. Enquanto isso os discípulos insistiam com Jesus para que
comesse, mas ele declinou dizendo que tinha um alimento que
eles desconheciam. Este, ele explicou, era fazer a vontade de
Deus (v. 34). Ele a fizera na ausência deles, e a fizera à luz da
cruz, onde concluiria a obra que lhe fora confiada por Deus
(cons. 17:4; 19:30). Seu ministério era tanto semear como
colher. Quatro meses até à ceifa talvez fosse a espera normal
no reino natural, mas levantando seus olhos os discípulos veriam
terras que já branquejam (os samaritanos que se aproximavam),
resultado de sua sementeira (4:35). No trabalho espiritual,
o semeador e o ceifeiro costumam ser pessoas diferentes, que
juntas se regozijam pelo que seus esforços combinados
realizaram (vs. 36, 37). Aqui em Samaria e em muitas outras
situações, os discípulos, embora não fossem os semeadores,
seriam os colhedores. Outros talvez inclua Jesus e a mulher de
Samaria. Num certo sentido até Moisés pode aqui ser incluído,
sendo humanamente responsável por implantar a semente da
expectação messiânica no coração da mulher.
39-42. Aqui somos informados do fruto que Cristo e a mulher
puderam colher, como semeador e colhedor. Muitos creram no
Senhor por causa do testemunho da mulher. Isso provocou um
convite para que ficasse no meio deles, no que Cristo consentiu
por dois dias. Durante esses dias, outros que teriam ouvido o
testemunho da mulher e se inclinariam a crer em Jesus,
tomaram-se crente em pleno desenvolvimento por causa do que
receberam através da sua palavra, isto é, dos lábios de Jesus (v.
42). Salvador do mundo – uma grata confissão, uma vez que
significava que tanto samaritanos como judeus poderiam ser
salvos.
F. A Cura do Filho do Nobre. 4:43-54
Este incidente é o único parágrafo do ministério narrado por
João que relaciona com esta visita de Jesus à Galiléia. O rapaz,
doente em Cafarnaum, foi curado pela palavra de Jesus, quando
este se encontrava em Caná, a milhas de distância.
43-45. O significado de sua própria terra tem sido discutido.
Possivelmente a solução mais fácil é que o escritor esteja se
referindo à Galiléia como um todo. Uma falta de respeito era de
se esperar ali, em contraste com a crescente popularidade que
lhe foi concedida na Judéia (3:26; 4:1). O fato de que os galileus
que estiveram em Jerusalém e viram os seus milagres ali
estivessem prontos a aceitá-lo, não os colocava na classe de
crentes permanentes e verdadeiros (cons. 2:23-25; 4:48).
Finalmente, os galileus o desertariam (6:66). Enquanto estava
em Caná, Jesus recebeu a visita de um oficial do rei (basilikos,
indicando uma figura real, ou de alguém a serviço do rei). A
esperança que o pai tinha de conseguir que Jesus curasse o seu
filho parece que se baseava no contato com os galileus que
viram os milagres de nosso Senhor em Jerusalém (4:47; cons. v.
45). Tendo viajado de Cafarnaum a Caná, o pai fez um pedido
urgente e repetido (êrôta) para que Jesus descesse e curasse o
rapaz. Jesus expressou o temor de q pai como muitos outros,
estivesse tão preocupado com as notícias dos milagres
realizados que não seria capaz de crer. Mais importante do que a
saúde do rapaz era a fé do pai. A resposta do pai exala o
desespero da necessidade (cons. Mc. 9:22-24). Jesus provou-se
digno da fé e também simpático aos sentimentos do suplicante
– Vai ... teu filho vive. Sua fé desenvolveu-se rapidamente, o
homem creu na palavra de Cristo sem qualquer sinal visível, e
seguiu o seu caminho satisfeito.
51-54. Os servos do nobre, vigiavam ansiosamente o filho do
seu senhor na ausência deste, quando notaram a mudança
drástica em suas condições e saíram ao encontro do pai com as
boas novas. O próprio nobre, já tranqüilo em sua fé, estava
agora interessado em saber quando ocorrera a mudança. Quando
comparou o tempo da ausência da febre com o momento de sua
entrevista com Jesus, ficou sabendo que a cura não fora
acidental. Creu ele. Sua fé foi confirmada pela experiência. Sua
fé contaminou toda a sua casa (v. 53). No primeiro milagre em
Caná, os discípulos creram. O segundo milagre realizado no
mesmo local resultou em um círculo de fé mais largo.

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