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VAMP 321

Sistema de Proteção de Arco Elétrico

Versão da publicação: V321/pt M/B005

Manual do usuário
Trace back information:
Workspace Main version a28
Checked in 2013-09-27
Skribenta version 4.0.419
VAMP 321 Tabela de Conteúdos

Tabela de Conteúdos

1 Este documento ...................................................................... 7


1.1 Aviso legal ........................................................................ 7
1.2 Informação de segurança e senha de proteção .............. 7
1.3 Proposta ........................................................................... 9
1.4 Documentos relacionados ............................................... 9
1.5 Convenções do documento ............................................. 9
1.6 Abreviações ..................................................................... 11

2 Introdução ................................................................................ 13
2.1 VAMP 321 ........................................................................ 13
2.2 IHM local .......................................................................... 14
2.3 Ferramenta de configuração e ajuste VAMPSET ............ 17
2.4 Configurando o sistema com o VAMPSET ...................... 17
2.4.1 Configurando a comunicação ............................. 17
2.4.2 Escrevendo os ajustes no IED ............................ 18
2.4.3 Salvando os arquivos do VAMPSET ................... 18
2.5 Conectando a fonte de tensão ......................................... 19
2.6 Desconectando a fonte de tensão ................................... 19

3 Funções de proteção .............................................................. 20


3.1 Proteção de arco elétrico ................................................. 20
3.1.1 Proteção contra arco elétrico, princípio geral ..... 20
3.1.2 Menus de proteção contra arco elétrico .............. 20
3.1.3 Configurando um exemplo de proteção de arco
elétrico ................................................................. 25
3.1.4 Unidades de I/O VAM relacionadas .................... 29
3.2 Estágios programáveis (99) ............................................. 31

4 Funções suportadas ............................................................... 35


4.1 Log de eventos ................................................................ 35
4.2 Gravador de distúrbios ..................................................... 37
4.3 Relógio do sistema e sincronização ................................ 41
4.4 RAM não volátil ................................................................ 44
4.5 Auto-supervisão ............................................................... 46
4.5.1 Diagnósticos ........................................................ 47

5 Funções de medição ............................................................... 49


5.1 Medições para a função de proteção de arco ................. 49
5.2 Medições para interface com o usuário, comunicação .... 50
5.3 Precisão da medição ....................................................... 51
5.4 Valores RMS .................................................................... 52
5.5 Harmônicas e Distorção Harmônica Total (THD) ............. 53
5.6 Valores de demanda ........................................................ 54
5.7 Valores mínimos e máximos ............................................ 55

V321/pt M/B005 3
Tabela de Conteúdos VAMP 321

5.8 Valores máximos dos últimos 31 dias e doze meses ...... 55


5.9 Modos de medição de tensão .......................................... 56
5.10 Componentes simétricas ................................................. 58
5.11 Escala primária, secundária e por unidade ..................... 58
5.11.1 Escala de corrente .............................................. 58
5.11.2 Escala de tensão ................................................. 62

6 Funções de controle ............................................................... 65


6.1 Relés de saída ................................................................. 65
6.2 Entradas digitais .............................................................. 66
6.3 Entradas e saídas binárias .............................................. 67
6.4 Entradas e saídas virtuais ................................................ 68
6.5 Teclas de função / F1 & F2 .............................................. 68
6.6 Matriz de saída ................................................................ 70
6.7 Matriz de bloqueio ............................................................ 71
6.8 Matriz de LED .................................................................. 72
6.9 Objetos controláveis ........................................................ 76
6.9.1 Seleção Local/Remoto ........................................ 77
6.9.2 Controlando com a entrada digital ...................... 78
6.9.3 Controlando com F1 & F2 ................................... 78
6.10 Funções lógicas ............................................................... 78

7 Comunicação ........................................................................... 82
7.1 Portas de comunicação ................................................... 82
7.1.1 Porta local (Painel frontal) ................................... 82
7.1.2 Portas COM 1….COM 4 ..................................... 83
7.1.3 Porta Ethernet ..................................................... 84
7.2 Protocolos de comunicação ............................................. 85
7.2.1 GetSet ................................................................. 86
7.2.2 Modbus TCP e Modbus RTU .............................. 86
7.2.3 Profibus DP ......................................................... 87
7.2.4 SPA-bus .............................................................. 89
7.2.5 IEC 60870-5-103 ................................................. 89
7.2.6 DNP 3.0 ............................................................... 92
7.2.7 IEC 60870-5-101 ................................................. 93
7.2.8 I/O externo (Modbus RTU master) ...................... 94
7.2.9 IEC 61850 ........................................................... 94
7.2.10 EtherNet/IP .......................................................... 94

8 Exemplo de aplicação ............................................................. 97


8.1 VAMP 321 sistema multizona para proteção de arco
elétrico ............................................................................. 97
8.1.1 Conectando os dispositivos ................................ 99
8.1.2 Configurando o VAM 12LD ................................. 99

9 Conexões ................................................................................. 101


9.1 Painel traseiro .................................................................. 101
9.1.1 Cartões de I/O e cartões opcionais de I/O .......... 102

4 V321/pt M/B005
VAMP 321 Tabela de Conteúdos

9.1.2 Cartão de fonte de tensão “Pwr 80-265 & Pwr


18-60" ..................................................................103
9.1.3 Cartão de I/O “3BIO + 2Arc” ............................... 104
9.1.4 Cartão de medição analógica “3L+Io5/1+U” ....... 105
9.1.5 Cartão opcional de I/O “4xArc” ............................106
9.1.6 Cartão de I/O “6DI+4DO” .................................... 107
9.1.7 Cartão de I/O “2xIGBT” ....................................... 107
9.1.8 Cartão de I/O “Fibra 2 x BI/BO, 1 x Sensor de
arco em loop, T2, T3, T4” ....................................108
9.2 Tensão auxiliar ................................................................. 108
9.3 Conexões de comunicação ..............................................109
9.3.1 Conector USB no painel frontal ...........................109
9.3.2 Conector COM 5 (Barramento de I/O de Arco) ....109
9.3.3 Funções dos pinos dos cartões opcionais de
interface de comunicação ................................... 110
9.4 Diagrama de blocos ......................................................... 112
9.4.1 Diagrama de blocos funcional ............................. 112
9.4.2 Diagrama de blocos do VAMP 321
ABAAA-AAAAA-A1/2/3 ....................................... 113

10 Configurações ......................................................................... 114


10.1 Configurando o sistema ................................................... 114
10.1.1 Configurando a comunicação ............................. 114
10.1.2 Definindo a escala do transformador de corrente
e tensão .............................................................. 115
10.1.3 Instalando os sensores de arco elétrico e as
unidades de I/O ................................................... 116
10.2 Configurando a proteção de arco elétrico ........................116
10.2.1 Configurando a matriz de corrente ..................... 116
10.2.2 Configurando a matriz de luz .............................. 117
10.2.3 Configurando a matriz de saída .......................... 118
10.2.4 Configurando os eventos de arco ....................... 118
10.2.5 Configurando os nomes dos LEDs ..................... 119
10.2.6 Configurando o gravador de distúrbio ................. 120
10.2.7 Escrevendo os ajustes no IED ............................ 121
10.2.8 Salvando os arquivos do VAMPSET ................... 122

11 Dados técnicos ........................................................................123


11.1 Fonte de potência auxiliar ................................................123
11.2 Unidade de I/O da fonte de tensão .................................. 123
11.3 Circuitos de medição ....................................................... 123
11.4 Contatos de trip, Tx ..........................................................124
11.5 Contatos de trip, HSO ......................................................124
11.6 Contatos de sinal ............................................................. 125
11.7 Interface de proteção de arco .......................................... 125
11.8 Gravador de distúrbios .....................................................126

V321/pt M/B005 5
Tabela de Conteúdos VAMP 321

12 Teste e condições ambientais ................................................127


12.1 Testes de perturbação ..................................................... 127
12.2 Testes elétricos ................................................................ 127
12.3 Testes mecânicos ............................................................ 128
12.4 Testes ambientais ............................................................ 128
12.5 Condições ambientais ......................................................129
12.6 Invólucro .......................................................................... 129

13 Montagem ................................................................................ 130

14 Commissionamento e teste ....................................................131


14.1 Descomissionamento .......................................................131

15 Manutenção ............................................................................. 132


15.1 Manutenção preventiva ....................................................132
15.2 Teste periódico .................................................................132
15.3 Limpeza do hardware ...................................................... 132
15.4 Verificação da condição e posicionamento do sensor ..... 133
15.5 Mensagens de status do sistema .................................... 133
15.6 Partes sobressalentes ..................................................... 133

16 Informação do pedido .............................................................134

17 Histórico da versão ................................................................. 137

6 V321/pt M/B005
VAMP 321 1 Este documento

1 Este documento

1.1 Aviso legal


Direitos autorais
©Schneider Electric 2013. Todos os direitos reservados.
Ressalva
Nenhuma responsabilidade é assumida pela Schneider Electric por
quaisquer consequências do uso deste documento. Este documento
não é preparado para ser um manual de instruções para pessoas
não treinadas. Este documento fornece instruções sobre a instalação,
comissionamento e operação do dispositivo. Entretanto, o manual
não pode cobrir todas as circunstâncias ou incluir informações
detalhadas de todos os tópicos. Em caso de questões ou problemas
específicos, não tome nenhuma ação sem a autorização apropriada.
Contate a Schneider Electric e pergunte as informações necessárias.
Informação de contato
35 rue Joseph Monier
92506 Rueil-Malmaison
FRANÇA
Telefone: +33 (0) 1 41 29 70 00
Fax: +33 (0) 1 41 29 71 00
www.schneider-electric.com

1.2 Informação de segurança e senha de


proteção
Informação Importante
Leia essas instruções cuidadosamente e observe o equipamento
para se familiarizar com o dispositivo antes de tentar instalar, operar,
reparar ou manutenir. As mensagens especiais a seguir podem
aparecer neste manual ou no equipamento para alertar sobre riscos
potenciais ou para chamar a atenção para informações que
esclarecem ou simplificam um procedimento.
A adição de uma etiqueta de segurança "Danger" ou
"Warning" indica que existe um risco elétrico que po-
derá resultar em danos pessoais caso as instruções
não sejam seguidas.

V321/pt M/B005 7
1.2 Informação de segurança e 1 Este documento VAMP 321
senha de proteção

Este é o símbolo de alerta de segurança. É utilizado


para alertar sobre riscos potenciais de acidentes.
Obedeça todas as mensagens de segurança que
acompanham este símbolo para prevenir possíveis
ferimentos ou morte.

PELIGRO
PERIGO indica uma situação de perigo iminente que, se não for
evitada, irá resultar em morte ou sérias lesões.

ADVERTÊNCIA
ADVERTÊNCIA indica uma situação potencial de risco que, se
não evitada, pode resultar em morte ou sérios ferimentos.

CUIDADO
CUIDADO indica uma situação de risco potencial que, se não
prevenida, pode resultar em lesões menores ou moderadas.

Aviso
AVISO é usado para abordar as práticas não relacionadas com
danos físicos. O símbolo de alerta de segurança não deve ser
utilizado com esta palavra.

Qualificação do usuário
Equipamentos elétricos devem ser instalados, operados, reparados
e manutenidos somente por pessoal qualificado. Nenhuma
responsabilidade é assumida pela Schneider Electric por quaisquer
consequências decorrentes do uso deste material. Uma pessoa
qualificada é aquela que tem habilidades e conhecimentos relativos
à construção, instalação e operação de equipamentos elétricos e
recebeu treinamento de segurança para reconhecer e evitar os
perigos envolvidos.

Proteção de senha
Utilize a senha de proteção do IED a fim de evitar que pessoas não
treinadas interajam com este dispositivo.

8 V321/pt M/B005
VAMP 321 1 Este documento 1.3 Proposta

ADVERTÊNCIA
TRABALHANDO COM O EQUIPAMENTO ENERGIZADO
Não escolha Equipamentos de Proteção Individual inferiores
enquanto estiver trabalhando com equipamentos energizados.
Falha no atendimento dessas instruções pode resultar em
morte ou sérias lesões.

1.3 Proposta
Este documento contêm instruções de instalação, comissionamento
e operação do VAMP 321.
Este guia também contêm um exemplo de aplicação da configuração
do sistema de proteção de arco elétrico.
Este documento destina-se a pessoas que são especialistas em
engenharia elétrica.
Este documento cobre todos os modelos dos dispositivos descritos
no código do pedido Capítulo 16 Informação do pedido.

1.4 Documentos relacionados


Documento Identificação*)
Instruções de Montagem e Comissionamento da proteção VARC_MC_xxxx
de arco VAMP
Manual do usuário VAMP das unidades de I/O de arco VIO_EN_M_xxxx
Manual de Teste de Proteção de Arco Elétrico VAMP VARCTEST_EN_M_xxxx
VAMPSET Manual do Usuário para Ferramenta de Ajuste VVAMPSET_EN_M_xxxx
e Configuração

*) xxxx = número da revisão


Faça o download dos últimos documentos e softwares em
www.schneider-electric.com.

1.5 Convenções do documento


Convenção Exemplo
Nome dos menus são apresentados em negrito. Abra o File menu.
Os botões no software são apresentados em negrito. Clique OK.
Os nomes dos parâmetros são apresentados em Selecione o parâmetro Stage ena-
Itálico. bled
.
Valores dos parâmetros são apresentados em Itálico. O valor do parâmetro é Off.

V321/pt M/B005 9
1.5 Convenções do documento 1 Este documento VAMP 321

Push-buttons na IHM local são apresentados em Para entrar no menu, pressione


ícones.
.

10 V321/pt M/B005
VAMP 321 1 Este documento 1.6 Abreviações

1.6 Abreviações
ANSI American National Standards Institute. Uma organização normativa.
CB Disjuntor
CBFP Proteção de falha de disjuntor
TC Transformador de corrente
TCPRI Valor nominal do primário do transformador de corrente
TCSEC Valor nominal do secundário do transformador de corrente
Banda morta Veja histerese.
DI Entrada digital
DO Saída digital, relé de saída
Arquivo do docu- Armazena informações sobre as configurações do IED, eventos e log de falhas.
mento
DSR Conjunto de dados pronto. Um sinal RS232. Entrada na porta frontal do painel dos relés VAMP para
desativar a porta traseira do painel local.
DST Horário de verão. Ajustando a hora oficial local adiantada em uma hora para o horário de verão.
DTR Terminal de dados pronto. Um sinal RS232. Saída (+8 Vcc) na porta frontal do painel dos relés VAMP.
FFT Transformada rápida de Fourier. Algoritmo para converter os sinais do domínio do tempo para o
domínio de frequência ou para fasores.
HMI Interface homem-máquina
Histerese Por exemplo banda morta. Utilizado para prevenir oscilação quando comparando dois valores próximos.
IN Corrente nominal. Nominal do TC primário ou secundário.
I0N Corrente nominal I0 entrada em geral
IEC International Electrotechnical Commission. Uma organização normativa.
IEC-101 Abreviação de protocolo de comunicação definido na norma IEC 60870-5-101
IEC-103 Abreviação de protocolo de comunicação definido na norma IEC 60870-5-103
IED Intelligent electronic device
IEEE Institute of Electrical and Electronics Engineers
LAN Local area network. Rede Ethernet para computadores e IEDs.
Latching Relés de saída e os LEDs podem ser travados, o que significa que eles não são liberados quando um
sinal de controle é enviado. A liberação de dispositivos travados é realizada com uma ação separada.
LCD Display de cristal líquido
LED Diodo emissor de luz
IHM local Painel frontal do IED com o display e push-buttons
NTP Protocolo de tempo de rede para LAN e WWW
TP Veja TP
pu Por unidade. Dependendo do contexto, o valor por unidade se refere a qualquer valor nominal. Por
exemplo, para ajuste de sobrecorrente 1 pu = 1xIMODE.
RMS Valor eficaz
SF Status inoperante do IED
SNTP Simple Network Time Protocol para LAN e WWW
SPST pólo único, lance único
SPDT pólo único lance duplo
TCS Supervisão do circuito de trip

V321/pt M/B005 11
1.6 Abreviações 1 Este documento VAMP 321

THD Distorção harmônica total


U0SEC Tensão na entrada Uc para falta a terra de zero ohm. (Utilizada no modo de medição de tensão “2LL+Uo”)
UA Entrada de tensão para U12 ou UL1 dependendo do modo de medição de tensão
UB A tensão de entrada para U23 ou UL2 depende do modo de medição de tensão
UC A tensão de entrada para U31 ou U0 depende do modo de medição de tensão
UN Tensão nominal. Classificação do primário e secundário do TP
UTC Coordinated Universal Time (costumava ser chamado de GMT = Greenwich Mean Time)
VAMPSET Ferramenta de configuração para dispositivos de proteção VAMP
TP Transformador de tensão por ex. transformador de potencial TP
TPPRI Valor nominal no primário do transformador de potencial
TPSEC Valor secundário nominal do transformador de tensão
WWW World wide web (internet)

12 V321/pt M/B005
VAMP 321 2 Introdução

2 Introdução

2.1 VAMP 321


O IED VAMP 321 inclui funções de proteção de arco elétrico, como
supervisão de sobrecorrente e arco. VAMP 321 possui um design
modular, e é otimizado para uso em sistemas de proteção de arco.
Pode ser utilizado em várias aplicações de proteção de arco em
sistema de potência de baixa e média tensão.
• Corrente trifásica
• Corrente de sequência zero
• Um canal de tensão para medições e funções de suporte
• Logs de eventos, gravações de distúrbios e clock de tempo real
• Operação com corrente e luz simultâneas ou luz apenas
• LCD informativo
• Até 12 contatos de trip normal aberto
• Dois contatos de sinal reversíveis incluindo SF
• O tempo típico de operação é 7 ms com um relé de saída
mecânico. Com um cartão IGBT opcional, o tempo de operação
típico é 2ms
• Zonas de operação programáveis
• Sistema auto-supervisionado
O VAMP 321 destina-se a ser utilizado como a principal unidade de
um sistema de proteção de arco, a qual inclui também as unidades
de I/O de proteção de arco como o VAM 10L e sensores de luz de
arco. Os sensores de luz de arco podem ser conectados às unidades
de I/O ou a unidade principal.

Communication cables between the units

Vamp 321

ON

OK

F2
F1 VAM I/O unit
vamp

VAM I/O unit


VAMP 321

Arc light sensor

Arc protection system with VAMP 321 as central unit

Figura 2.1: Sistema de proteção de arco com o VAMP 321 como unidade central.

V321/pt M/B005 13
2.2 IHM local 2 Introdução VAMP 321

2.2 IHM local

Figura 2.2: IHM local VAMP 321

1 LED de alimentação e sete LEDs programáveis


2 Push-button CANCEL
3 Push-buttons de navegação
4 LCD
5 INFO push-button
6 LED de status e sete LEDs programáveis
7 LEDs e push-buttons funcionais demonstram seus status
8 Porta local

14 V321/pt M/B005
VAMP 321 2 Introdução 2.2 IHM local

Push-buttons
Símbolo Função
Push-button CANCEL para retornar ao menu anterior. Para retornar ao pri-
meiro item no menu principal, pressione o botão por pelo menos três segun-
dos.
INFO push-button para visualização de informações adicionais, para digitar
a senha e para ajuste do contraste do LCD.

Push-button de função programação.

Push-button de função programação.

Push-button ENTER para ativar ou confirmar uma função.

Botão de navegação para cima para mover no menu ou incrementar um


valor numérico.
Push-button de navegação DOWN para mover para baixo no menu ou de-
crementar um valor numérico.
Push-button de navegação LEFT para mover para trás em um menu para-
lelo ou selecionar um dígito em um valor numérico.
Push-button de navegação RIGHT para mover adiante em um menu para-
lelo ou selecionar um dígito em um valor numérico.

LEDs
Os LEDs da IHM local podem ser configurados no VAMPSET.
Para customizar o texto dos LEDs na IHM local, os textos podem
ser escritos em um modelo e posteriormente impressos em uma
etiqueta. As etiquetas podem ser colocadas ao lado dos LEDs.

Digite a senha
1.
Na IHM local, aperte e .
2. Digite a senha de quatro dígitos e aperte .

Ajustando o contraste do LCD


1.
Aperte e ajuste o contraste.
• Para aumentar o contraste, aperte .
• Para diminuir o contraste, aperte .
2.
Para retornar para o menu principal, aperte .

V321/pt M/B005 15
2.2 IHM local 2 Introdução VAMP 321

Movimentando nos menus

Main menu Submenus

ARC Arc protection settings

OK

I pick-up setting

OK OK

Figura 2.3: Movendo os menus usando a IHM local

• Para se mover no menu principal, aperte or .


• Para mover nos submenus, pressione ou .
• Para entrar no submenu, aperte e use ou para
mover para baixo ou para cima no menu.

Para editar o valor de um parâmetro, aperte e . Digite
a senha de quatro dígitos e aperte

Para retornar ao menu anterior, pressione .
• Para voltar ao primeiro item de menu no menu principal, aperte
durante pelo menos três segundos.

NOTA! Para entrar no modo de edição de parâmetros, digite a


senha. Quando o valor está habilitado para edição, sua cor
de fundo fica escura.

16 V321/pt M/B005
VAMP 321 2 Introdução 2.3 Ferramenta de configuração
e ajuste VAMPSET

2.3 Ferramenta de configuração e ajuste


VAMPSET
O VAMPSET é uma ferramenta de ajuste e configuração dos IEDs
Vamp. O VAMPSET possui uma interface gráfica, e os documentos
criados podem ser salvos e impressos para uso posterior.
Para usar o VAMPSET, você precisa
• Computador com sistema operacional Windows XP (ou mais
recente) instalado
• VX052 ou cabo USB equivalente para conexão do IED com o
computador (É recomendado o cabo USB fornecido pela VAMP)
• Experiência no uso do sistema operacional Windows
• Drivers USB instalados
Faça o download da última versão do VAMPSET em
www.schneider-electric.com.

2.4 Configurando o sistema com o


VAMPSET
Antes de configurar o sistema de proteção de arco elétrico, você
precisa
• PC com direitos de usuário adequados
• Ferramenta de ajuste e configuração VAMPSET baixada para
o computador
• Cabo USB (VX052) para conexão do IED com o PC
• Drivers USB instalados

2.4.1 Configurando a comunicação


NOTA! Se vários IEDs são conectados no barramento de
comunicação, configure apenas um para trabalhar no modo
"master" e os demais para o modo "esccravo".

• Conecte o cabo USB entre o computador e a porta local do IED.

Definindo os ajustes da porta serial do computador

NOTA! Certifique-se de que a configuração da porta de


comunicação do PC corresponde à configuração do IED.

1. Abra o Device Manager no computador e verifique o número


da porta serial USB (COM) para o IED.

V321/pt M/B005 17
2.4 Configurando o sistema com 2 Introdução VAMP 321
o VAMPSET

2. Abra a ferramenta de ajuste e configuração do VAMPSET no


computador.
3. No menu Settings do VAMPSET, selecione Communication
Settings.
4. Selecione a porta correta em Port e clique em Apply.

Definindo os ajustes de comunicação do VAMPSET


1. Na IHM local, vá até o menu CONF/ DEVICE SETUP e verifique
a taxa de bits na porta local.
2. No menu Settings do VAMPSET, selecione Communication
Settings.
3. Na área Local , selecione a velocidade (bps) correspondente a
partir da lista drop-down e clique Apply.
4. No menu Settings do VAMPSET, selecione Program Settings.

NOTA! Se uma operação mais rápida for necessária, alterar a


velocidade para 187500 bps tanto no VAMPSET quanto no
IED.

Conectando o IED
1. No menu Communication do VAMPSET, selecione Connect
Device.
2. Digite a senha e clique em Apply.

NOTA! A senha padrão para o configurador é 2.

2.4.2 Escrevendo os ajustes no IED


• No menu Communication do VAMPSET, selecione Write All
Settings To Device para fazer o download da configuração para
o IED.

NOTA! Para salvar as informações de configuração do IED para


uso posterior, também salve o arquivo do VAMPSET no
computador.

2.4.3 Salvando os arquivos do VAMPSET


Salve a informação de configuração do IED para o computador. O
arquivo é útil, por exemplo, se você precisar de ajuda na solução
de problemas.
1. Conecte o IED ao computador com um cabo USB.
2. Abra a ferramenta VAMPSET no computador.

18 V321/pt M/B005
VAMP 321 2 Introdução 2.5 Conectando a fonte de tensão

3. No menu Communication , selecione Connect device.


4. Digite a senha de configuração. Abrirá a tela de configuração
do IED.
5. No menu File , clique em Save as.
6. Digite o nome descritivo do arquivo, selecione a localização do
arquivo e clique Save.

NOTA! Por padrão, o arquivo de configuração é salvo na pasta do


VAMPSET.

2.5 Conectando a fonte de tensão


NOTA! Não conecte a fonte de tensão antes que as conexões do
dispositivo e as configurações da unidade de I/O estejam
concluídas. Se os ajustes das unidades de I/O VAM
precisarem ser alteradas, desconecte a fonte de tensão
antes de configurar os dispositivos.

• Certifique-se que as conexões do dispositivo, aterramento de


proteção e as configurações da unidade de I/O estão em ordem.
• Conecte a fonte de tensão auxiliar ao bloco terminal do IED.

2.6 Desconectando a fonte de tensão


A fonte auxiliar de potência deve ser desconectada do IED e suas
unidades de extensão caso os seguintes serviços forem necessários:
• substituição, adição ou remoção da unidade de extensão,
cabeamento ou sensores
• necessário realizar ajustes na unidade de I/O

V321/pt M/B005 19
3 Funções de proteção VAMP 321

3 Funções de proteção

3.1 Proteção de arco elétrico

3.1.1 Proteção contra arco elétrico, princípio geral


A proteção de arco elétrico contêm 8 estágios de arco, que podem
ser utilizados, por exemplo, para desligar disjuntores. Os estágios
de arco são ativados com sinais de sobrecorrente e luz (ou apenas
luz). A alocação de diferentes sinais de corrente e luz aos estágios
de arco é definida nas matrizes de proteção de arco elétrico: matrizes
de corrente, luz e saída. As matrizes são programadas via os menus
de proteção de arco elétrico.

3.1.2 Menus de proteção contra arco elétrico


Os menus de proteção de arco elétrico estão localizados no menu
principal ARC. O menu ARC pode ser visto tanto na IHM local ou
usando o VAMPSET.

ARC PROTECTION

Figura 3.1: Exemplo do menu ARC PROTECTION

20 V321/pt M/B005
VAMP 321 3 Funções de proteção 3.1 Proteção de arco elétrico

Tabela 3.1: Parâmetro de grupo ARC PROTECTION


Item Padrão Range Descrição
Configuração do pick- 1.20 xln 0.50...8.00 xln Pick-up de sobrecorrente das fa-
up da corrente de fase ses L1, L2, L3
Configuração de pick- 1.20 xln 0.10...5.00 xln Nível residual de sobrecorrente
up da corrente de terra de pick-up
Modo de comunicação Master Slave, Master Modo de comunicação I/O de ar-
co
Instalar sensores de - -, Install Instala todas as unidades de I/O
arco & unidades de I/O e sensores
Estado de instalação Ready Instalando, Estado de instalação
Pronto
Travas de liberação - -, Release Travas de liberação para o IED
Limpa os registros da - -, Limpo Limpa as indicações e travas da
unidade de I/O undiade de I/O
Estágio Habilitado On ou Off On, Off Habilitado o estágio de proteção
de arco
Trip temporizado [ms] 0 0...255 Trip temporizado para o estágio
de proteção de arco

NOTA! Utilize trip temporizado para separar estágio de arco, como


proteção de falha de disjuntor (CBFP).

ARC MATRIX – CURRENT

Figura 3.2: Exemplo do menu ARC MATRIX - CURRENT

Nos ajustes da ARC MATRIX - CURRENT, os sinais de corrente


disponíveis (coluna esquerda) são linkadas com os respectivos
estágios de Arco(1…8).
Tabela 3.2: Grupo de parâmetros ARC MATRIX – CURRENT
Item Padrão Range Descrição
I>int. - On, Off Fase L1, L2, L3 sinal interno de so-
brecorrente
Io>int. - On, Off Sinal de sobrecorrente residual
I>ext. - On, Off Sinal externo de sobrecorrente rece-
bido do barramento de I/O de arco
BI1...BI3 - On, Off Entrada binária 1...3 sinal recebido
do barramento I/O de Arco

V321/pt M/B005 21
3.1 Proteção de arco elétrico 3 Funções de proteção VAMP 321

Estágio de arco 1...8 - On, Off Estágio de proteção de arco 1...8

ARC MATRIX – LIGHT

Figura 3.3: Examplo da ARC MATRIX - LIGHT menu

Na visualização de ajuste disponível da ARC MATRIX - LIGHT, os


sinais de luz de arco são vinculados (coluna esquerda) ao estágio
de arco apropriado (1…8).
Tabela 3.3: Grupo de parâmetro ARC MATRIX – LIGHT
Item Padrão Range Descrição
Arc sensor 1...10 - On, Off Sensor de arco interno 1...10
Zona 1...4 - On, Off Zona de luz do arco 1...4
BI1...3 - On, Off Sinal da entrada binária 1...3
Estágio de aro 1...7 - On, Off Estágio de proteção de arco 1...7

22 V321/pt M/B005
VAMP 321 3 Funções de proteção 3.1 Proteção de arco elétrico

ARC MATRIX – OUTPUT

Figura 3.4: Exemplo do menu ARC MATRIX - OUTPUT

Na configuração da ARC MATRIX - OUTPUT, os estágios de arco


utilizados (1…8) são conectados as saídas requeridas. Uma possível
função retentiva por saída também é determinada nessa
visualização.
Tabela 3.4: Grupo de parâmetro ARC MATRIX – OUTPUT
Item Padrão Range Descrição
Latched - On, Off Saída travada
Estágio de arco 1...8 - On, Off Estágio de proteção de arco 1...8
T1...4 - On, Off Trip do relé de saída 1...4
A1 - On, Off Sinal de alarme do relé 1
BO1...3 - On, Off Saída binária 1...3
Zona 1...4 - On, Off Zona de luz do arco 1...4
I>ext. - On, Off Sinal de sobrecorrente externa rece-
bido do barramento I/O de arco

Princípio de correlação da matriz


Quando da determinação das condições de ativação de um
determinado estágio de arco, uma lógica AND é feita entre as saídas
da matriz de luz de arco e a matriz de corrente de arco.
Se um estágio de arco possui seleções em apenas uma das
matrizes, o estágio operará somente pelo princípio de luz apenas
ou somente por corrente.

V321/pt M/B005 23
3.1 Proteção de arco elétrico 3 Funções de proteção VAMP 321

Figura 3.5: Princípio de correlação da matriz com o operador lógico AND

ARC EVENT ENABLING

Figura 3.6: Exemplo de visualização do menu ARC EVENT ENABLING

Tabela 3.5: Grupo de parâmetro ARC EVENT ENABLING


Item Padrão Range Descrição
Arc sensor 1...10 - On, Off Sensor de arco elétrico 1...10
Estágio de arco 1...8 - On, Off Estágio de proteção de arco 1...8
Zona 1...4 - On, Off Zona de luz do arco 1...4
I>ext. - On, Off Sinal externo de sobrecorrente
‘Act On’ event - On, Off Evento habilitado
Evento ‘Act Off’ - On, Off Evento habilitado

24 V321/pt M/B005
VAMP 321 3 Funções de proteção 3.1 Proteção de arco elétrico

3.1.3 Configurando um exemplo de proteção de arco


elétrico
Instalando os sensores de arco elétrico e as unidades de I/O
1. Na lista de grupo do VAMPSET, selecione ARC PROTECTION.
2. Em Settings, clique em Install arc sensors & I/O units e na
lista de drop-down selecione Install.
3. Aguarde até o Installation state sinalizar Ready. A comunicação
entre os componentes do sistema é criado.
Os sensores instalados a as unidades podem ser visualizadas na
parte inferior do grupo ARC PROTECTION .

Configurando os valores da corrente de pick-up


O menu SCALING contêm os valores primários e secundários do
TC. Entretanto, o menu ARC PROTECTION calcula o valor primário
apenas após a parametrização do valor da I pick-up fornecida.
Por exemplo:
1. Na lista de grupos do VAMPSET, selecione SCALING.
2. Clique no campo CT primary , insira, por exemplo, o valor 1200
A e pressione Enter.
3. Clique no campo CT secondary insira, por exemplo, o valor 5
A e pressione Enter.
4. Na lista de grupos do VAMPSET, selecione ARC PROTECTION
5. Definir o valor da I pick-up para o IED.
6. Defina a configuração de Io pick-up de maneira semelhante.

Figura 3.7: Exemplo de ajuste dos valores de escala do transformador de corrente.

V321/pt M/B005 25
3.1 Proteção de arco elétrico 3 Funções de proteção VAMP 321

Figura 3.8: Exemplo de definição do valor da I pick-up.

Configurando a matriz de corrente


Defina os sinais de corrente que são recebidos no IED de proteção
de arco. Conecte as correntes aos estágios de arco na matriz.
Por exemplo:
A corrente de falta de arco elétrico é medida a partir do alimentador
de entrada, e o sinal de corrente é ligado ao Arc stage 1 na matriz
de corrente.
1. Na lista de grupo do VAMPSET, selecione ARC MATRIX –
CURRENT.
2. Na matriz, selecione o ponto de conexão Arc stage 1 e I>int.
3. No menu Communication , selecione Write Changed Settings
To Device.

Figura 3.9: Configurando a matriz de corrente – um exemplo

Configurando a matriz de luz


Defina quais sinais dos sensores de luz são recebidos no sistema
de proteção. Conecte os sinais de luz aos estágios de arco na matriz.
Por exemplo:
1. Na lista de grupo do VAMPSET, selecione ARC MATRIX –
LIGHT.

26 V321/pt M/B005
VAMP 321 3 Funções de proteção 3.1 Proteção de arco elétrico

2. Na matriz, selecione o ponto de conexão Arc sensor 1 e Arc


stage 2.
3. Selecione o ponto de conexão do Arc sensor 2 e Arc stage 2.
4. Selecione o ponto de conexão Zone 1 e Arc stage 1.
5. No menu Communication , selecione Write Changed Settings
To Device.

Figura 3.10: Configurando a matriz de arco para – um exemplo

Configurando a matriz de saída


Definir os relés de trip para que os sinais de corrente e luz tenham
efeito.
Por exemplo:
1. Na lista de grupo do VAMPSET, selecione ARC MATRIX –
OUTPUT.
2. Na matriz, selecione o ponto de conexão Arc stage 1 e T1.
3. Selecione o ponto de conexão Latched e T1 e T2.
4. Selecione o ponto de conexão Arc stage 2 e T2.
5. No menu Communication , selecione Write Changed Settings
To Device.

NOTA! É recomendado que se use saídas retentivas para as saídas


de trip.

V321/pt M/B005 27
3.1 Proteção de arco elétrico 3 Funções de proteção VAMP 321

Figura 3.11: Configurando a matriz de saída - um exemplo

Configurando os eventos de arco


Define quais eventos de arco são escritos na lista de eventos nesta
aplicação.
Por exemplo:
1. Na lista de grupo do VAMPSET, selecione ARC EVENT
ENABLING.
2. Na matriz, habilitar o evento ‘Act On’ e o evento ‘Act Off’’ para
Arc sensor 1, Arc stage 1, Arc stage 2 e Zone 1.
3. No menu Communication , selecione Write Changed Settings
To Device.

28 V321/pt M/B005
VAMP 321 3 Funções de proteção 3.1 Proteção de arco elétrico

Figura 3.12: Configurando os eventos de arco – um exemplo

Configurando os nomes dos LEDs


1. Na lista de grupos do VAMPSET, selecione LED NAMES.
2. Para mudar o nome de um LED, clique em Description e digite
um movo nome. Aperte Enter.

Figura 3.13: Menu LED NAMES no VAMPSET para configuração do LED

3.1.4 Unidades de I/O VAM relacionadas


NOTA! Para mais informações das unidades de I/O, como a
descrição do painel e da chave de programação, veja a
documentação separada.

V321/pt M/B005 29
3.1 Proteção de arco elétrico 3 Funções de proteção VAMP 321

Tabela 3.6: Unidades de I/O VAM


Unidade de I/O Descrição
VAM 4C Unidade I/O de corrente servindo como um link entre as entradas de
corrente do sistema e o IED. Cada unidade de I/O possui conexões
VAM 4CD para três transformadores de corrente e uma saída de trip.
VAM 3L Unidade de I/O do sensor de fibra servindo como um link entre o sis-
tema de sensores de fibra e o IED. Cada unidade de I/O possui co-
VAM 3LX nexões para três sensores de arco, um pino para sensor e uma saída
de trip.
VAM 10L A unidade de I/O do sensor pontual serve como um link entre o sistema
dos sensores pontuais e o IED. Cada unidade de I/O possui conexões
VAM 10LD para dez sensores de arco, uma conexão para sensor portáti e uma
saída de trip.
VAM 12L Unidade de I/O do sensor pontual servindo como um link entre o sis-
tema dos sensores pontuais e o IED. Cada unidade de I/O possui co-
VAM 12LD nexões para dez sensores de arco, um sensor portátil e três saídas
de trip.

30 V321/pt M/B005
VAMP 321 3 Funções de proteção 3.2 Estágios programáveis (99)

3.2 Estágios programáveis (99)


Para aplicações especiais, o usuário pode construir seus próprios
estágios de proteção selecionando o sinal de supervisão e o modo
de comparação.
Os seguintes parâmetros estão disponíveis:
• Priority
Se for necessário um tempo de operação menor que 60
milissegundos, selecione 10 ms. Para tempos de operação
menor que um segundo, um ajuste de 20 ms é recomendado.
Para tempos de operação maiores e sinais de THD, 100 ms é
recomendado.
• Link
O nome do sinal supervisionado (ver tabela abaixo).
• Cmp
Modo de comparação. ‘>’ para mais ou ‘<’ para uma comparação
menor.
• Pick-up
Limite do estágio. O range de ajustes disponíveis e a unidade
depende do sinal selecionado.
• T
Operação temporizada de tempo definido
• Hyster
Banda morta (histerese)
• NoCmp
Somente utilizado com o modo de comparação (‘<’). Este é o
limite para iniciar a comparação. Valores de sinal NoCmp não
são considerados como falha.
Tabela 3.7: Sinais disponíveis para supervisão pelos estágios de
programação
IL1, IL2, IL3 Correntes de fase
Io Entrada de corrente residual I0
U12, U23, U31 Tensões linha-linha
UL1, UL2, UL3 Tensões fase-terra
Uo Tensão de sequência zero
f Frequência
IoCalc Soma do fasor IL1 + IL2 + IL3
I1 Corrente de sequência positiva
I2 Corrente de sequência negativa
I2/I1 Corrente de sequência negativa relativa
I2/In Corrente de sequência negativa em pu
U1 Tensão de sequência positiva
U2 Tensão de sequência negativa

V321/pt M/B005 31
3.2 Estágios programáveis (99) 3 Funções de proteção VAMP 321

U2/U1 Tensão relativa de sequência negativa


IL Média (IL1 + IL2 + IL3)/3
Uphase Média de UL1, UL2, UL3
Uline Média da U12, U23, U32
THDIL1 Distorção harmônica total de IL1
THDIL2 Distorção harmônica total de IL2
THDIL3 Distorção harmônica total de IL3
THDUa Distorção harmônica total da entrada Ua
IL1RMS IL1 RMS para amostragem média
IL2RMS IL2 RMS para amostragem média
IL3RMS IL3 RMS para amostragem média
ILmin, ILmax Mínimo e máximo das correntes de fase
ULLmin, ULLmax Tensões de linha mínimas e máximas
ULNmin, ULNmax Tensões de fase mínimas e máximas
Ucomm Modo de tensão comum da entrada Uo
Io1RMS Corrente RMS da entrada Io

A disponibilidade de medições de tensão depende do modo de


medição de tensão seleccionado no dispositivo.

Oito estágios independentes


O dispositivo possui oito estágios diferentes de programação. Cada
estágio programável pode ser ativado ou desativado para atender
à aplicação pretendida.

Grupos de ajuste
Há dois grupos de ajustes disponíveis. A comutação entre os grupos
de ajustes pode ser controlada por entradas digitais, entradas virtuais
(comunicação, lógica) e manualmente.
Há dois estágios idênticos disponíveis com parâmetros de ajustes
independentes.

32 V321/pt M/B005
VAMP 321 3 Funções de proteção 3.2 Estágios programáveis (99)

Tabela 3.8: Parâmetros dos estágios programáveis PrgN (99)


Parâmetro Valor Unidade Descrição Nota
Status - Status atual do estágio -

Blocked -

Start F

Trip F
SCntr Contador de partida cumulativo C
TCntr Contador cumulativo de trip C
SetGrp 1 ou 2 Grupo de ajuste ativo Set
SGrpDI Sinal digital para seleção do grupo de Set
ajuste ativo
- None
DIx Entrada digital
VIx Entrada virtual
LEDx Sinal indicador do LED
VOx Saída virtual
Fx Tecla de função
Force Off Sinalização de force para fins de tes- Set
tes. Esta é uma sinalização comum
On para todos os estágios e relés de
saída, também. Resetado automatica-
mente por um período de tempo de 5
minutos.
Link Veja Tabe- Nome do sinal supervisionado Set
la 3.7
Veja Tabela 3.7 Valor do sinal supervisionado
Cmp Modo de comparação Set
> Sobre proteção
< Sub proteção
Pickup Valor da escala de pick up do nível
primário
Pickup pu Ajuste de pick-up em pu Set
t s Tempo de operação definido. Set
Hyster % Ajuste da banda morta Set
NoCmp pu Valor mínimo para iniciar a compa- Set
ração. (Modo='<')

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

C = Pode ser limpo para zero

F = Editável quando o flag de force está on

Valores gravados das últimas oito faltas


Há informações detalhadas disponíveis para as oito útimas faltas:
Estampa de tempo, valor da falta e atraso decorrido

V321/pt M/B005 33
3.2 Estágios programáveis (99) 3 Funções de proteção VAMP 321

Tabela 3.9: Valores gravados dos estágios de programação PrgN (99)


Parâmetro Valor Unida- Descrição
de
yyyy-mm-dd Estampa de tempo para a gravação, data
hh:mm:ss.ms Estampa de tempo, hora do dia
Flt pu Valor da falta
EDly % Tempo decorrido do ajuste de tempo de
operação. 100% = trip
SetGrp 1 Grupo de ajuste ativo durante falta

34 V321/pt M/B005
VAMP 321 4 Funções suportadas

4 Funções suportadas

4.1 Log de eventos


Log de eventos é um buffer de eventos codificados e estampas de
tempo incluindo data e hora. Por exemplo, cada evento de ligar,
desligar, trip-on ou trip-off de qualquer estágio de proteção tem um
único número de código do evento. O código e a correspondente
estampa de tempo é chamado de evento.
Como um exemplo de informação incluída em um evento típico, um
evento de estágio de trip é mostrado na tabela a seguir.
EVENT Descrição Painel local Protocolos de comu-
nicação
Código: 46E2 Canal 46, evento 2 Sim Sim
Prg1 trip on Texto do evento Sim No
0,41 x In Valor da falta Sim No
2007-01-31 Data Sim Sim
08:35:13.413 Tempo Sim Sim

Os eventos são os maiores arquivos em um sistema SCADA. Os


sistemas SCADA lêem os eventos utilizando qualquer protocolo de
comunicação disponível. O log de eventos também pode ser
escaneado utilizando o painel frontal ou usando o VAMPSET. Com
o VAMPSET, os eventos podem ser arquivados em uma pasta
especialmente no caso do relé não estar conectado a nenhum
sistema SCADA.
Somente o último evento pode ser lido quando se utiliza protocolos
de comunicação ou o VAMPSET. Cada leitura incrementa o ponteiro
interno de leitura no buffer de evento. (No caso de interrupção da
comunicação, o último evento pode ser relido várias vezes utilizando
um outro parâmetro.) No painel local é possível escanear o buffer
de eventos.

Evento habilitado/mascarado
No caso de um evento irrelevante, este pode ser mascarado, o que
previne que esse evento particular seja escrito no buffer de eventos.
Como padrão, há espaço para mais de 200 eventos no buffer. O
tamanho do buffer de eventos pode ser modificado de 50 a 2000.
Modificações podem ser feitas no menu “Local panel conf”.
A tela de indicação (tela de popup) também pode ser habilitada
neste mesmo menu quando a ferramenta de configuração Vampset
é utilizada. A mais antiga será sobrescrita, quando um novo evento
ocorrer. A resolução exibida do estampa de tempo é um milisegundo,
mas a resolução atual depende da função particular criada para o

V321/pt M/B005 35
4.1 Log de eventos 4 Funções suportadas VAMP 321

evento. Por exemplo, muitos estágios de proteção de eventos criados


com 10 ms ou 20 ms de resolução. A precisão absoluta de todos as
estampas de tempo depende do tempo de sincronização do relé.
Veja Capítulo 4.3 Relógio do sistema e sincronização para o sistema
de sincronização de tempo.

Overflow do buffer de eventos


O procedimento normal é consultar os eventos do dispositivo o
tempo todo. Se isto não é feito, o buffer de eventos ficará
eventualmente cheio. Na tela local será sinalizado a string "OVF"
após o código do evento.
Tabela 4.1: Ajustando parâmetros para eventos
Parâmetro Valor Descrição Nota
Count Número de eventos
ClrEn - Limpa buffer de eventos Set

Clear
Pedido Old-New Ordem do buffer de eventos para exibição local Set

New-Old
FVSca Escala de valor do evento de falta Set
PU Escala por unidade
Pri Escala primária
Display On Display de indicação está habilitado Set

Alarmes Off Sem indicação no display


FORMATO DOS EVENTOS NO DISPLAY LOCAL
Code: CHENN CH = canal de evento, NN=código de evento
Descrição do evento Canal de eventos e código em texto simples
yyyy-mm-dd Data (para formatos de data disponíveis, ver Capítulo 4.3
Relógio do sistema e sincronização)
hh:mm:ss.nnn Tempo

36 V321/pt M/B005
VAMP 321 4 Funções suportadas 4.2 Gravador de distúrbios

4.2 Gravador de distúrbios


A gravação do distúrbio pode ser utilizada para gravar todos os
sinais medidos, que são, geralmente, tensão e informação de status
das entradas digitais (DI) e saídas digitais (DO).
As entradas digitais incluem também os sinais de proteção de arco.

Acionando o gravador
O gravador pode ser acionado por qualquer início ou sinal de trip
de qualquer estágio de proteção ou por uma entrada digital. O sinal
de disparo é selecionado na matriz de saída ( sinal vertical). A
gravação também pode ser acionada manualmente. Todas as
gravações possuem estampa de tempo.

Lendo as gravações
As gravações podem ser baixadas, visualizadas e analisadas com
o programa VAMPSET. A gravação é no formato COMTRADE. Isto
significa que outros programas também podem ser utilizados para
visualizar e analisar as gravações feitas pelo relé.
Para maiores detalhes, por favor veja o manual do VAMPSET.

Número de canais
No máximo, pode haver 12 gravações, e a seleção máxima de canais
em uma gravação também é 12 (limitado na gravação da forma de
onda). As entradas digitais reservam um canal (inclui todas as
entradas). As saídas digitais também reservam um canal (inclui
todas as saídas). Se as entradas e saídas digitais são gravadas,
haverá ainda 10 canais para formas de onda analógicas.
Tabela 4.2: Parâmetros do gravador de distúrbios
Parâmetro Valor Unidade Descrição Nota
Mode Comportamento em situação de Set
memória cheia:
Saturado Mais nenhuma gravação é aceita
Overflow A gravação mais antiga será so-
brescrita

V321/pt M/B005 37
4.2 Gravador de distúrbios 4 Funções suportadas VAMP 321

Parâmetro Valor Unidade Descrição Nota


SR Taxa de amostragem Set
32/ciclo Forma de onda
16/cicle Forma de onda
8/ciclo Forma de onda
1/10ms Valor para um ciclo
1/20ms Valor de um ciclo
1/200 ms Média
1/1s Média
1/5s Média
1/10s Média
1/15s Média
1/30s Média
1/1min Média
Tempo s Tamanho da gravação Set
PreTrig % Quantidade de dados de gravação Set
antes do momento de trig
MaxLen s Configuração de tempo máximo.

Este valor depende da taxa de


amostragem, número e tipo de ca-
nais selecionados e o tempo de
gravação configurado.
Status Status de gravação
- Inativo
Run Esperando um triggering
Trig Gravação
FULL A memória está cheia no modo
saturado
ManTrig - Trigger manual Set

Trig
ReadyRec n/m n = Gravações disponíveis

m = número máximo de gravações

O valor de 'm' depende da taxa de


amostragem, número e tipo de ca-
nais selecionados e do comprimen-
to de gravação configurado.

38 V321/pt M/B005
VAMP 321 4 Funções suportadas 4.2 Gravador de distúrbios

Parâmetro Valor Unidade Descrição Nota


AddCh Adicionar um canal. O número Set
máximo de canais simultâneos é
12.
IL1, IL2, IL3 Corrente de fase
Io1 Corrente residual medida
U12, U23, U31 Tensão linha-linha
UL1, UL2, UL3 Tensão fase-neutro
Uo Tensão de sequência zero
f Frequência
IoCalc Soma do fasor Io = (IL1+IL2+IL3)/3
I1 Corrente de sequência positiva
I2 Corrente de sequência negativa
I2/I1 Corrente relativa desequilibrada
I2/In Corrente desbalanceada [xIGN]
U1 Tensão de sequência positiva
U2 Tensão de sequência negativa
U2/U1 Tensão relativa de sequência nega-
tiva
IL Média (IL1 + IL2 + IL3)/3
Uphase Tensão de fase média
Uline Tensões médias de linha
DI, DO Entradas e saídas digitais
THDIL1, TH- Distorção harmônica total de IL1,
DIL2, THDIL3 IL2 or IL3
THDUa, Distorção harmônica total de Ua
IL1RMS, IL1, IL2, IL3 RMS para amostra-
IL2MRS, gem média
IL3RMS
ILmin, ILmax Correntes de fase min e max
ULLmin, Min e max das tensões de linha-li-
ULLmax nha
ULNmin, Tensões de fase mínima e máxima
ULNmax
Ucomm Tensão de modo comum para a
entrada Uo
Io1rms Corrente RMS da entrada Io1
Arc Sinais de proteção de arco
ClrCh - Remover todos canais Set

Clear
(Ch) Lista dos canais selecionados

Para detalhes das faixas de ajuste, ver capítulo Capítulo 11.8 Gravador de distúrbios

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

V321/pt M/B005 39
4.2 Gravador de distúrbios 4 Funções suportadas VAMP 321

Executando arquivos comtrade virtuais


Arquivos comtrade virtuais podem ser executados com o dispositivo.
O comportamento do dispositivo pode ser analisado gravando os
dados na memória do relé várias vezes.

NOTA! Isto não é aplicável para as funções do dispositivo de


proteção de arco.

Passos para abrir a ferramenta de configuração VAMPSET.


1. Vá em “Disturbance record” e selecione Open… (A).
2. Selecione o arquivo comtrade do disco rígido ou equivalente.
VAMPSET estará pronto para ler a gravação.
3. A medição virtual deve estar habilitada (B) para enviar os dados
gravados para o relé (C).
4. Enviar o arquivo para a memória do dispositivo leva alguns
segundos. Inicie a reprodução do arquivo pressionando o botão
Go! (D). O botão “Change to control mode” volta novamente
para medição virtual.

NOTA! A taxa de amostragem do arquivo comtrade deve ser de


32/ciclo (625 micro segundos quando a frequência de 50
Hz é usada). Os nomes dos canais devem corresponder
aos nomes dos canais nos relés Vamp relays: IL1, IL2, IL3,
Io1, Io2, U12, U23, UL1, UL2, UL3 e Uo.

40 V321/pt M/B005
VAMP 321 4 Funções suportadas 4.3 Relógio do sistema e
sincronização

4.3 Relógio do sistema e sincronização


O relógio interno do relé é utilizado para eventos de estampa de
tempo e gravações de distúrbios.
O relógio do sistema deve ser sincronizado externamente para
viabilizar a comparação das estampas de tempo dos eventos para
todos os relés do sistema.
A sincronização é baseada na diferença do tempo interno e da
mensagem ou pulso de sincronização. Este desvio é filtrado e o
tempo interno é corrigido suavemente até um desvio zero.

Auto ajuste adaptável


Durante dezenas de horas de sincronização o dispositivo irá aprender
seu desvio médio e começar a fazer pequenas correções por si só.
O objetivo é que, quando uma próxima mensagem de sincronização
for recebida, o desvio já estará próximo a zero. Os parâmetros
"AAIntv" e "AvDrft" irão mostrar o intervalo de tempo corrigido de ±1
ms da função auto-ajuste.

Correção de tempo sem sincronização externa


Se nenhuma fonte de sincronização externa está disponível e o
relógio do sistema possui um desvio constante conhecido, é possível
corrigir o desvio do relógio editando os parâmetros "AAIntv" e
"AvDrft". A seguinte equação pode ser usada se o valor anterior
"AAIntv" for zero.

604.8
AAIntv =
DriftInOneWeek

Se o intervalo de auto-ajuste "AAIntv" não for zero, mas ainda for


necessário mais um corte, a seguinte equação pode ser usada para
calcular um novo intervalo de auto-ajuste.

1
AAIntvNEW =
1 DriftInOneWeek
+
AAIntvPREVIOUS 604.8

O termo DriftInOneWeek/604.8 pode ser substuído por um valor


relativo múltiplo de 1000, se algum outro período que não uma
semana tenha sido usado. Por exemplo, se o deslocamento foi de
37 segundos em 14 dias, o deslocamento relativo é
37*1000/(14*24*3600) = 0.0306 ms/s.

V321/pt M/B005 41
4.3 Relógio do sistema e 4 Funções suportadas VAMP 321
sincronização

Exemplo 1
Se não houver uma sincronização externa e o relógio do relé estiver
atrasando sessenta e um segundos em uma semana e o AAIntv
estiver em zero, então o parâmetro é ajustado como

AvDrft = Lead
604.8
AAIntv = = 9. 9 s
61

Com estes valores de parâmetro, o relógio do sistema corrige-se


com 1 ms a cada 9,9 segundos, o que equivale a 61,091 por semana.

Exemplo 2
Se não houver uma sincronização externa e o relógio do relé estiver
atrasando cinco segundos em nove dias e o AAIntv estiver em 9.9
s, latência, então o parâmetro é ajustado como

1
AAIntv NEW = = 10.6
1 5000

9.9 9 ⋅ 24 ⋅ 3600

AvDrft = Lead

Quando o tempo interno é mais ou menos correto – desvio é menor


que quatro segundos – qualquer sincronização ou auto-ajuste nunca
irá fazer o relógio andar para trás. Ao contrário, no caso de o relógio
estar a conduzir, ele é suavemente abrandado para manter a
causalidade.
Tabela 4.3: Parâmetros de clock do sistema
Parâmetro Valor Unida- Descrição Nota
de
Data Data atual Set
Tempo Horário atual Set
Estilo Formato da data Set
y-d-m Ano-Mês-Dia
d.m.y Dia.Mês.Ano
m/d/y Mês/Dia/Ano
SyncDI Valores possí- A entrada digital utilizada para sincro- ***)
veis dependem nização do relógio.
dos tipos de
cartões de I/O
- DI não utilizado para sincronização
TZone -12.00 ... Zona de tempo UTC para sincroni- Set
+14.00 *) zação SNTP.

Nota: Isto é um número decimal. Por


exemplo, para o estado do Nepal a
zona de tempo 5:45 é dada como
5.75

42 V321/pt M/B005
VAMP 321 4 Funções suportadas 4.3 Relógio do sistema e
sincronização

Parâmetro Valor Unida- Descrição Nota


de
DST No Horário de verão para SNTP Set

Sim
SySrc Fonte de sincronização do relógio
Internal Sem sincronismo reconhecido desde
200s
DI Entrada digital
SNTP Protocolo de sincronização
SpaBus Protocolo de sincronização
ModBus Protocolo de sincronização
ModBus TCP Protocolo de sincronização
ProfibusDP Protocolo de sincronização
IEC101 Protocolo de sincronização
IEC103 Protocolo de sincronização
DNP3 Protocolo de sincronização
IRIG-B003 Código de tempo IRIG B003 ****)
MsgCnt 0 ... 65535, O número dos pulsos ou mensagens
de sincronização recebidos
0 ... etc.
Dev ±32767 ms Último desvio de tempo entre o clock
do sistema e a sincronização recebi-
da
SyOS ±10000.000 s Correção de sincronização para Set
qualquer desvio constante na fonte
de sincronização.
AAIntv ±10000 s Intervalo de auto ajuste adaptável Set**)
para correção de 1 ms
AvDrft Lead Sinal da média adaptada do relógio Set

Lag **)

FilDev ±125 ms Desvio filtrado de sincronização

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha).

*) Astronomicamente um range de –11 ... +12 h seria suficiente, mas por razões políticas
e geográficas é necessário um range maior.

**) Se uma sincronização externa é utilizada, esse parâmetro será ajustado automatica-
mente.

***) Ajuste o atraso da entrada digital para o seu valor mínimo e a polaridade de tal forma
que a borda principal é a borda de sincronização.

****) O relé precisa ser equipado com um módulo opcional IRIG-B para receber o sinal
de sincronização do relógio (Capítulo 16 Informação do pedido).

Sincronização com entradas digitais


O relógio pode ser sincronizado através da leitura dos pulsos por
minuto das entradas digitais, entradas virtuais ou saídas virtuais. A
fonte de sincronismo é selecionada com o parâmetro Minute sync
pulse DI .

V321/pt M/B005 43
4.4 RAM não volátil 4 Funções suportadas VAMP 321

Quando a borda de subida é detectada de uma entrada selecionada,


o relógio do sistema é ajustado para o minuto mais próximo. O
comprimento do pulso da entrada digital deve ser de pelo menos
50 ms. O atraso da entrada digital selecionada deve ser ajustada
para zero.

Correção de sincronização
Se a fonte de sincronização tem um atraso de offset conhecido, ele
pode ser compensado com o ajuste SyOS . Isto é útil para
compensar atrasos do hardware ou atrasos na transferência dos
protocolos de comunicação. Um valor positivo irá compensar um
atraso externo de sincronização e atrasos de comunicação. Um
valor negativo irá compensar qualquer deslocamento do offset da
fonte externa de sincronismo.

Fonte de sincronização
Quando o dispositivo recebe uma nova mensagem de sincronização,
o display da fonte da sincronização é atualizado. Se nenhuma nova
mensagem de sincronização for recebida nos próximos 1,5 minutos,
o dispositivo será alterado para o modo de sincronização interna.

Desvio
O desvio de tempo significa quanto tempo o relógio do sistema difere
do horário da fonte de sincronização. O desvio de tempo é calculado
depois do recebimento de uma nova mensagem de sincronismo. O
desvio filtrado significa o quanto o relógio do sistema foi realmente
ajustado. A filtragem cuida do pequeno desvio em mensagens de
sincronização.

Auto ajuste
O dispositivo é sincronizado com a fonte de sincronização, ou seja,
ele começa adiantado ou atrasado para ficar em perfeita sintonia
com o master. O processo de aprendizagem leva alguns dias.

4.4 RAM não volátil


A memória RAM não volátil do dispositivo é implementada utilizando
um super capacitor e uma memória RAM com baixo consumo de
energia.
Quando a fonte auxiliar está ligada o super capacitor é carregado
a partir da fonte de energia interna do dispositivo e a memória RAM
não-volátil também recebe energia da mesma fonte. Quando a fonte
auxiliar está desligada, a memória RAM é alimentada pelo super
capacitor. A memória irá manter seu conteúdo enquanto houver
tensão suficiente no super capacitor. Este tempo é de 7 dias com a
temperatura da sala em 25ºC – alta umidade irá diminuir esse tempo.

44 V321/pt M/B005
VAMP 321 4 Funções suportadas 4.4 RAM não volátil

A memória RAM não volátil é utilizada para armazenar as gravações


dos distúrbios e o buffer de eventos.

V321/pt M/B005 45
4.5 Auto-supervisão 4 Funções suportadas VAMP 321

4.5 Auto-supervisão
As funções do microcontrolador e do circuito associado, bem como
do programa de execução é supervisionado por meio de um circuito
de watchdog separado. Além de supervisionar o relé, o circuito de
watchdog tenta reiniciar o microcontrolador em uma situação
inoperável. Se a reiniciação falhar, o watchdog emite um sinal de
auto-supervisão, indicando uma condição interna permanente.
Quando o circuito de watchdog detecta uma falta permanente,
sempre bloqueia qualquer controle de outro relé de saída (exceto
para o relé de saída de auto-supervisão e os relés de saída utilizados
na função de proteção de arco).
A condição da unidade central VAMP 321, as unidades de
entrada/saída e os sensores são supervisionados. Os eventos são
gerados quando possíveis problemas ocorrem ou desaparecem. Os
eventos são armazendos no buffer de eventos do IED e podem ser
lidos na IHM local ou VAMPSET.
Canal, códigos dos eventos e situações onde os eventos são
gerados:
134,1…134,10 Sensor de arco 1…10 não conectado, conexão
imprópria ON
134,11…134,20 Sensor de arco 1…10 não conectado, conexão
imprópria OFF
134,21…134,30 Sensor de arco 1…10 curto-circuito ON
134,31…134,40 Sensor de arco 1…10 curto circuito OFF
134,41…134,50 Sensor de arco 1…10 detecção de luz do dia ON
134,51…134,60 Sensor de arco 1…10 detecção de luz do dia OFF
135,1 I/O conexão imprópria do sensor ON (Número da unidade de
I/O + número do sensor também é exibido)
135,2 I/O conexão imprópria do sensor OFF (Unidade de I/O +
número do sensor também é exibido)
135,3 I/O unit ArcI/O bus C interruption ON (Número da unidade de
I/O também é exibida)
135,4 I/O unit ArcI/O bus C interruption OFF (Número da unidade
de I/O também é exibida)
135,9 I/O unit ArcI/O bus R interruption ON (Número da unidade de
I/O também é exibida)
135,10 I/O unit ArcI/O bus R interruption OFF (Número da unidade
de I/O também é exibida)

46 V321/pt M/B005
VAMP 321 4 Funções suportadas 4.5 Auto-supervisão

A interrupção da comunicação entre o VAMP 321 e as unidades de


I /O também é indicado pelo sinal "COM 5" na matriz de saída e
lógicas.
Apenas alguns dos protocolos de comunicação (IEC 61850,
SPA-bus, Modbus e ModbusTCP) possuem a capacidade de
transferir todos esses eventos. Em alguns protocolos apenas um
subconjunto selecionado pode ser transferido ou apenas o status
da COM5 está disponível com a ajuda de programação da lógica.

4.5.1 Diagnósticos
O dispositivo realiza o teste de auto-diagnóstico para hardware e
software na sequência de inicialização e também realiza uma
verificação durante execução.

Estado inoperante permanente


Se um estado permanente de inoperância é detectado, o dispositivo
aciona o contato do relé SF e o LED de status é ligado. O painel
local também irá exibir uma mensagem de falha detectada. O estado
permanente de inoperância é habilitado quando o dispositivo não é
capaz de operar as funções principais.

Estado inoperante temporário


Quando a função de auto-diagnóstico detectar um estado temporal
inoperante, o sinal da matriz Selfdiag é setado e um evento (E56)
é gerado. Se caso o estado inoperante for somente temporário, um
evento off é generado (E57). O estado do auto-diagnóstico pode ser
resetado via IHM local.

Registros de diagnóstico
Há quatro diagnósticos de registros de 16-bit que podem ser lidos
através de protocolos remotos. A tabela a seguir apresenta o
significado de cada registro de diagnóstico e seus bits.

V321/pt M/B005 47
4.5 Auto-supervisão 4 Funções suportadas VAMP 321

Registro Bit Código Descrição


SelfDiag1 0 (LSB) T1 Potencial problema do relé de saída
1 T2
2 T3
3 T4
4 A1

SelfDiag3 0 (LSB) DAC Potencial problema na saída mA


1 STACK Potencial problema de pilha
2 MemChk Potencial problema de memória
3 BGTask Potencial timeout nas tarefas de back-
ground
4 DI Potencial problema na entrada (Remo-
ver DI1, DI2)
5
6 Arc Potencial problema no cartão de arco
7 SecPulse Potencial problema de hardware
8 RangeChk DB: Faixa de ajuste do lado de fora
9 CPULoad Sobrecarga
10 +24V Potencial problema de tensão interna
11 -15V
12 ITemp Temperatura interna muito alta
13 ADChk1 Potencial problema no conversor A/D
14 ADChk2 Potencial problema no conversor A/D
15 (MSB) E2prom Potencial problema na E2prom

SelfDiag4 0 (LSB) +12V Potencial problema de tensão interna


1 ComBuff Barramento potencial: problema no
buffer

O código é exibido em eventos de auto-diagnóstico e no menu de


diagnóstico do painel local e VAMPSET.

48 V321/pt M/B005
VAMP 321 5 Funções de medição

5 Funções de medição

5.1 Medições para a função de proteção de


arco
A medição da corrente trifásica e da corrente de falta para proteção
de arco é realizada eletronicamente (ver figura). O circuito eletrônico
compara os níveis de corrente com o pick-up ajustado -
THRESHOLDs - e dá um sinal binário “I>>” ou “Io>>” para a função
de proteção de arco se o limite for excedido. Todas as componentes
de frequência das correntes são consideradas.
Sinais “I>>” ou “Io>>” estão ligados a um chip FPGA que implementa
a função de proteção de arco. As configurações de pick-up são
nomeadas “I> int” e “Io> int” no painel de LCD local ou nas telas do
VAMPSET, essas configurações são usadas para definir os níveis
de limiar para a eletrônica.
A precisão das medições de proteção de arco é a seguinte:
• Subcorrente nominal: 5% da nominal
• Sobrecorrente nominal: 5% do valor medido/injetado

Figura 5.1: Lógica de medição para a função de proteção de arco elétrico.

V321/pt M/B005 49
5.2 Medições para interface com 5 Funções de medição VAMP 321
o usuário, comunicação

5.2 Medições para interface com o usuário,


comunicação
Todas as medições diretas são baseadas nos valores da frequência
fundamental. As exceções são a frequência e corrente instantânea
para proteção de arco. A maioria das funções de proteção também
são baseadas nos valores da frequência nominal.
A figura apresenta a forma de corrente de tensão e a correspondente
componente da frequência fundamental f1, segunda harmônica f2
e o valor rms em um caso especial, quando a corrente se desvia
significantemente de uma onda senoidal pura.

harmonic f2/f1 (%)


Load = 0%
10 100

Relative 2nd
rms f2/f1 (%)
5 f1 50
Current (PU)

f2
0 0

-5
IL2
-10

0.00 0.05 0.10 0.15 0.20 0.25 0.30


Time (s) InrushCurrentLoad0

Figura 5.2: Exemplo dos valores de várias correntes de inrush de um transformador.

50 V321/pt M/B005
VAMP 321 5 Funções de medição 5.3 Precisão da medição

5.3 Precisão da medição


Tabela 5.1: Entradas de corrente de fase IL1, IL2, IL3
Range de medição 0.025 – 250 A
Inexatidão: -

I ≤ 7.5 A 0.5 % do valor ou 15 mA

I > 7.5 A 3 % do valor

O range específico de frequência é 45 Hz – 65 Hz.


Tabela 5.2: Tensão de entrada U
Range de medição 0.5 – 175 V
Inexatidão 0.5 % ou 0.3 V

O range específico de frequência é 45 Hz – 65 Hz.


O uso das entradas de tensão depende do modo de medição de
tensão configurado. Por exemplo, U é a tensão de sequência zero
da entrada U0 se o modo “U0” é selecionado.
Tabela 5.3: Entrada de corrente residual I0
Range de medição 0.003 – 5 x IN
Inexatidão: -

I ≤ 1.5 xIN 0.3 % do valor ou 0.2 % da IN

I > 1.5 xIN 3 % do valor

O range específico de frequência é 45 Hz – 65 Hz.


A entrada nominal IN é 5A, 1 A ou 0,2 A. Isto é especificado no
código de pedido do relé.
Tabela 5.4: Frequência
Range de medição 16 Hz – 75 Hz
Inexatidão 10 mHz

A frequência é medida a partir dos sinais correntes.


Tabela 5.5: THD e harmônicas
Inexatidão I, U > 0.1 PU 2 % da unidade
Taxa de atualização Uma vez por segundo

O range específico de frequência é 45 Hz – 65 Hz.

NOTA! Essas precisões de medição são válidas apenas para a


interface do usuário e da comunicação.

V321/pt M/B005 51
5.4 Valores RMS 5 Funções de medição VAMP 321

5.4 Valores RMS


Correntes RMS
O dispositivo calcula o valor RMS para cada corrente de fase. Os
valores RMS mínimos e máximos são gravados e armazenados
(Capítulo 5.7 Valores mínimos e máximos).

2 2 2
I RMS = I f 1 + I f 2 + ... + I f 15

Tensões RMS
O dispositivo calcula o valor RMS para cada entrada de tensão. Os
valores RMS mínimos e máximos são gravados e armazenados
(Capítulo 5.7 Valores mínimos e máximos).

2 2 2
U RMS = U f 1 + U f 2 + ... + U f 15

52 V321/pt M/B005
VAMP 321 5 Funções de medição 5.5 Harmônicas e Distorção
Harmônica Total (THD)

5.5 Harmônicas e Distorção Harmônica Total


(THD)
O dispositivo calcula as THDs como um percentual da frequência
de base das correntes e tensões.
O dispositivo calcula as harmônicas da 2ª a 15ª das correntes e
tensões de fase. (A 17ª componente harmônica também será
mostrada parcialmente no valor da 15ª componente harmônica. Isto
é devido à natureza de amostragem digital).
A distorção harmônica é calculada usando a equação

15
2
∑h
i =2
i

THD =
h1

h1= Valor fundamental


h2...15= Harmônicas

Exemplo
h1= 100 A
h3= 10 A
h7= 3 A
h11= 8 A

10 2 + 3 2 + 8 2
THD = = 13.2%
100

Para referência, o valor RMS é:

RMS = 100 2 + 10 2 + 3 2 + 8 2 = 100.9 A

Outra forma de calcular a THD é usar o valor RMS como referência


ao invés do valor da frequência fundamental. No exemplo acima, o
resultado seria 13.0 %.

V321/pt M/B005 53
5.6 Valores de demanda 5 Funções de medição VAMP 321

5.6 Valores de demanda


O relé calcula, por exemplo, os valores médios das correntes de
fase IL1, IL2, IL3 .
O tempo de demanda é configurável de 10 minutos a 30 minutos
através do parâmetro "Demand time".
Tabela 5.6: Parâmetros dos valores de demanda
Parâmetro Valor Unida- Descrição Set
de
Tempo 10 ... 30 min Demanda de tempo (tempo médio) Set
Valores da frequência fundamental
IL1da A Demanda de corrente de fase IL1
IL2da A Demanda de corrente de fase IL2
IL3da A Demanda de corrente de fase IL3
Valores RMS
IL1RMSda A Demanda RMS da corrente de fase IL1
IL2RMSda A Demanda RMS da corrente de fase IL2
IL3RMSda A Demanda RMS da corrente de fase IL3

54 V321/pt M/B005
VAMP 321 5 Funções de medição 5.7 Valores mínimos e máximos

5.7 Valores mínimos e máximos


Valores mínimos e máximos são registrados com estampa de tempo
desde a última limpeza manual ou desde que o dispositivo foi
reiniciado. Os valores disponíveis dos registros min & max values
estão listados na tabela seguinte.
Medição Min & Max Descrição
IL1, IL2, IL3 Corrente de fase (valor da frequência fundamental)
IL1RMS, IL2RMS, IL3RMS Corrente de fase, valor rms
Io1 Corrente residual
U12 Tensão linha-linha
Uo Tensão de sequência zero
f Frequência
IL1da, IL2da, IL3da Valores de demanda das correntes de fase
IL1da, IL2da, IL3da (valor Valores de demanda das correntes de fase, valores rms
rms)
PFda Valor de demanda de fator de potência

NOTA! A disponibilidade das medições de tensão depende do modo


de medição de tensão selecionado no dispositivo.

O parâmetro "ClrMax" é comum para todos esses valores.

Parâmetros
Parâmetro Valor Descrição Set
ClrMax - Resetar todos os valores mínimos e máximos S

Clear

5.8 Valores máximos dos últimos 31 dias e


doze meses
Alguns valores máximos e mínimos dos últimos 31 dias e dos últimos
12 meses são armazenados na memória não-volátil do relé. As
estampas de tempo correspondentes são armazenadas para os
últimos 31 dias. Os valores registrados são listados na seguinte
tabela.
Medição Max Min Descrição
IL1, IL2, IL3 X Corrente de fase (valor da frequência fundamental)
Io1 X Corrente residual

O valor pode ser o de um ciclo ou uma média de acordo com o


parâmetro "Timebase".

V321/pt M/B005 55
5.9 Modos de medição de tensão 5 Funções de medição VAMP 321

Tabela 5.7: Parâmetros do dia e registros do mês


Parâmetro Valor Descrição Set
Timebase Parâmetro para seleção do tipo de valores regis- S
trados.
20 ms Coleta min & max dos valores de um ciclo *)
200 ms Coleta min & dos valores médios de 200 ms
1s Coleta min & max dos valores médios de 1 segun-
do
1 min Coleta min & max dos valores médios de 1 minuto
demanda Coleta min & max dos valores de demanda
(Capítulo 5.6 Valores de demanda)
ResetDays Reseta os registros de dias S
ResetMon Reseta os registros de 12 meses S

*) Este é o valor RMS da freqüência fundamental de um ciclo atualizado a cada 20 ms.

5.9 Modos de medição de tensão


Dependendo da aplicação e dos tranformadores de tensão
disponíveis, o relé pode ser conectado a uma tensão de sequência
zero, uma tensão de linha-linha ou uma tensão fase-terra. O
parâmetro de configuração "Voltage measurement mode" deve ser
configurado de acordo com a conexão utilizada.
Os modos disponíveis são:
• "U0"
O dispositivo é conectado a uma tensão de sequência zero.
Proteção direcional de falta a terra está disponível. Medição de
tensão de linha, medição de energia e proteção de sobre- e
subtensão não são possíveis.
• "LL"
O dispositivo é conectado a uma tensão de linha. Medição de
tensão monofásica e proteção de sub e sobretensão estão
disponíveis. Proteção direcional de falta a terra não é possível..
• "LN"
O dispositivo é conectado a uma tensão fase-terra. A medição
de tensão monofásica está disponível. Em redes aterradas de
baixa impedância, a proteção de sub e sobretensão estão
disponíveis. Proteção direcional de falta a terra não é possível.

56 V321/pt M/B005
VAMP 321 5 Funções de medição 5.9 Modos de medição de tensão

L1 L2 L3

10

"Uo"
11

Uo

Figura 5.3: Conexão delta aberto “U0”.

L1 L2 L3

10
11
"1LL"

1Line

Figura 5.4: Tensão de linha “1LL”.

L1 L2 L3

10

11 "1LN"

1Phase

Figura 5.5: Tensão fase-neutro “1LN”.

V321/pt M/B005 57
5.10 Componentes simétricas 5 Funções de medição VAMP 321

5.10 Componentes simétricas


Em um sistema trifásico, os fasores de tensão ou corrente podem
ser divididos em componentes simétricas de acordo com C. L.
Fortescue (1918). As componentes simétricas são:
• Sequência positiva 1
• Sequência negativa 2
• Sequência zero 0
As componentes simétricas são calculadas de acordo com as
seguintes equações:

S 0  1 1 1  U 
 S  = 1 1 a a   V 
2
 1 3
 S 2  1 a 2 a  W 

S0 = componente de sequência zero


S1 = componente de sequência positiva
S2 = componente de sequência negativa

1 3
a = 1∠120° = − + j
2 2 , um fasor de rotação constante
U = Fasor da fase L1 (corrente de fase)
V = Fasor da fase L2
W = Fasor da fase L3

5.11 Escala primária, secundária e por


unidade
Muitos valores de medição são apresentados como valores primários,
mesmo o relé estando conectado aos sinais do secundário. Alguns
valores de medição são apresentados como valores relativos - por
unidade ou porcentagem. Quase todos os valores configurados de
pick-up usam escalas relativas.
A escala é feita usando os valores de TC e TP fornecidos.
As equações de escala seguintes são úteis para realização de testes
através do secundário.

5.11.1 Escala de corrente


NOTA! O valor nominal da entrada de corrente do dispositivo é 5
A, não tem nenhum efeito nas equações de escala, mas

58 V321/pt M/B005
VAMP 321 5 Funções de medição 5.11 Escala primária, secundária
e por unidade

define a faixa de medição e a máxima corrente permitida


continuamente.

Escala primária e secundária


Escala de corrente
secundário → primário
CTPRI
I PRI = I SEC ⋅
CTSEC
primário → secundário
CTSEC
I SEC = I PRI ⋅
CTPRI

Para corrente residual na entrada I01 utilize os correspondentes


valores de TCPRI e TCSEC. Para estágios de falta a terra utilizando
sinais I0Calc utilize os valores da corrente de fase para TCPRI e TCSEC.
1. Exemplo: Secundário para primário
TC = 500/5
Corrente na entrada do relé é 4 A.
=> A corrente primária é IPRI = 4x500/5 = 400 A
2. Exemplo: Primário para secundário
TC = 500/5
O relé apresenta IPRI = 400 A
=> A corrente injetada é ISEC = 400x5/500 = 4 A

V321/pt M/B005 59
5.11 Escala primária, secundária 5 Funções de medição VAMP 321
e por unidade

Escala por unidade [pu]


Para correntes de fase excluindo o estágio ArcI>
1 pu = 1xIMODE = 100 %, onde
IMODE é a corrente nominal.
Para correntes residuais e ArcI> estágio
1 pu = 1xTCSEC para o lado secundário e
1 pu = 1xTCPRI para o lado primário.
Corrente de fase excluindo o estágio ArcI> Escala da corrente residual (3I0) e escala da
corrente de fase para ArcI> estágio
secundário →
por unidade
I SEC ⋅ CTPRI I SEC
I PU = I PU =
CTSEC ⋅ I MODE CTSEC
por unidade →
secundário
I MODE I SEC = I PU ⋅ CTSEC
I SEC = I PU ⋅ CTSEC ⋅
CTPRI

1. Exemplo: Secundário para por unidade para ArcI>.


TC = 750/5
A corrente injetada na entrada do relé é 7 A.
=> Corrente por unidade é
IPU = 7/5 = 1.4 pu = 140 %
2. Exemplo: Secundário para por unidade para correntes de
fase excluindo ArcI>.
TC = 750/5
IMODE = 525 A
A corrente injetada na entrada do relé é 7 A.
=> A corrente por unidade é
IPU = 7x750/(5x525) = 2.00 pu = 2.00 xIMODO = 200 %
3. Exemplo: Por unidade para secundário para correntes de
fase excluindo ArcI>.
TC = 750/5
IMODE = 525 A
O ajuste do relé é 2xIMODE = 2 pu = 200 %.
=> Corrente no secundário é
ISEC = 2x5x525/750 = 7 A

60 V321/pt M/B005
VAMP 321 5 Funções de medição 5.11 Escala primária, secundária
e por unidade

4. Exemplo: Por unidade para secundário para ArcI>


TC = 750/5
A configuração do relé é 2 pu = 200 %.
=> A corrente secundária é
ISEC = 2x5 = 10 A
5. Exemplo: Secundário para por unidade da corrente residual
A entrada é I01.
TC0 = 50/1
Corrente injetada na entrada do relé é 30 mA.
=> A corrente por unidade é
IPU = 0.03/1 = 0.03 pu = 3 %
6. Exemplo: Por unidade para secundário para corrente
residual
A entrada é I01.
TC0 = 50/1
O ajuste do relé é 0.03 pu = 3 %.
=> A corrente secundário é
ISEC = 0.03x1 = 30 mA
7. Exemplo: Secundário para por unidade da corrente residual
A entrada é I0Calc.
TC = 750/5
A corrente injetada na entrada do relé IL1 é 0.5 A.
IL2 = IL3 = 0.
=> A corrente por unidade é
IPU = 0.5/5 = 0.1 pu = 10 %
8. Exemplo: Por unidade para secundário para corrente
residual
A entrada é I0Calc.
TC = 750/5
O ajuste do relé é 0.1 pu = 10 %.
=> Se IL2 = IL3 = 0, então a corrente secundária para IL1 é
ISEC = 0.1x5 = 0.5 A

V321/pt M/B005 61
5.11 Escala primária, secundária 5 Funções de medição VAMP 321
e por unidade

5.11.2 Escala de tensão


Escala primária/secundária de tensões de linha
Escala de tensão linha-linha
Modo de medição de tensão = "1LL" Modo de medição de tensão = "1LN"
secundário → primário
VTPRI VTPRI
U PRI = U SEC ⋅ U PRI = 3 ⋅ U SEC ⋅
VTSEC VTSEC
primário → secundário
VTSEC U PRI VTSEC
U SEC = U PRI ⋅ U SEC = ⋅
VTPRI 3 VTPRI

1. Exemplo: Secundário para primário. O modo de medição de


tensão é "1LL"
TP = 12000/110
A tensão conectada a entrada do relé é 100 V.
=> A tensão primária é UPRI = 100x12000/110 = 10909 V.
2. Exemplo: Secundário para primário. O modo de medição de
tensão é "1LN".
TP = 12000/110
A tensão conectada a entrada do relé é 57.7 V.
=> A tensão primária é UPRI = 3 x58x12000/110 = 10902 V
3. Exemplo: Primário para secundário. Modo de medição de
tensão é "1LL".
TP = 12000/110
O relé mostra UPRI = 10910 V.
=> A tensão secundária é USEC = 10910x110/12000 = 100 V
4. Exemplo: Primário para secundário. O modo de medição de
tensão é "1LN".
TP = 12000/110
O relé exibe U12 = U23 = U31 = 10910 V.
=> A tensão secundária é USEC = 10910/ 3 x110/12000 = 57.7
V.

62 V321/pt M/B005
VAMP 321 5 Funções de medição 5.11 Escala primária, secundária
e por unidade

Escala de tensões de linha por unidade [pu]


Um por unidade = 1 pu = 1xUN = 100 %, onde UN = tensão nominal
do TP.
Escala de tensão linha-linha
Modo de medição de tensão = "1LL" Modo de medição de tensão = "1LN"
secundário → por unidade
U SEC U SEC
U PU = U PU = 3 ⋅
VTSEC VTSEC
por unidade → secundário
U SEC = U PU ⋅ VTSEC VTSEC
U SEC = U PU ⋅
3

1. Exemplo: Secundário para por unidade. O modo de medição


de tensão é "1LL".
TP = 12000/110
UN = VTPRI
A tensão conectada a entrada do relé é 110 V.
=>Tensão por unidade é
UPU = 110/110 = 1.00 pu = 1.00xUMODE = 100 %
2. Exemplo:Secundário para por unidade. O modo de medição
de tensão é "1LN".
TP = 12000/110
Tensão fase-neutro conectada a entrada do relé é 63,5 V.
=> Tensão por unidade é
UPU = 3 x63.5/110x12000/11000 = 1.00 pu = 1.00xUN = 100 %
3. Exemplo:Por unidade para secundário. O modo de medição
de tensão é "1LL".
TP = 12000/110
O relé apresenta 1.00 pu = 100 %.
=> A tensão secundária é
USEC = 1.00x110x11000/12000 = 100.8 V
4. Exemplo:Por unidade para secundário. O modo de medição
de tensão é "1LN".
TP = 12000/110
O relé apresenta 1.00 pu = 100 %.
=> A tensão fase-neutro conectada a entrada do relé é
USEC = 1.00x110/ 3 x11000/12000 = 63.5 V

V321/pt M/B005 63
5.11 Escala primária, secundária 5 Funções de medição VAMP 321
e por unidade

Escala por unidade [pu] da tensão de sequência zero


Escala de tensão de sequência zero (U0)
Modo de medição de tensão = "U0"
secundário ->por uni-
dade
U SEC
U PU =
U 0 SEC
por unidade -> se-
cundário
U SEC = U PU ⋅ U 0 SEC

1. Exemplo: Secundário para por unidade. O modo de medição


de tensão é "U0".
U0SEC = 110 V (Este é o valor de configuração correspondente
a U0 em uma falta a terra.)
Tensão conectada na entrada UC do dispositivo é 22 V.
=> A tensão por unidade é
UPU = 22/110 = 0.20 pu = 20 %

64 V321/pt M/B005
VAMP 321 6 Funções de controle

6 Funções de controle

6.1 Relés de saída


Os relés de saída também são chamados de saídas digitais.
Qualquer sinal interno pode ser conectado aos relés de saída
utilizando a "OUTPUT MATRIX" e/ou "ARC MATRIX - OUTPUT".
Um relé de saída pode ser configurado como retentivo ou não. A
diferença entre os contatos de trip e os sinais dos contatos é a
capacidade de interrupção CC. Os contatos são do tipo normal
aberto (NA), exceto o relé de sinal A1 que tem mudança ao longo
do contato (SPDT).
Tabela 6.1: Parâmetros dos relés de saída
Parâmetro Valor Unida- Descrição Nota
de
T1 … Tx a lista 0 Status de trip do relé de saída F
de parâmetros
disponível de- 1
pende do núme-
ro e tipo de
cartões de I/O.
A1 0 Status do sinal do relé de saída F

1
SF 0 Status do relé SF F

1
Force On Flag de force para forçar a saída do Set
relé para fins de testes. Este é um
Off flag comum para todos os relés de
saída e status da estágio de pro-
teção, também. Qualquer relé
forçado e seu flag são automatica-
mente resetados em até 5 minutos.
PULSOS REMOTOS
A1 0.00 ... 99.98 s Comprimento de pulso para controle Set
direto do relé de saída via protoco-
ou los de comunicação.
99.99 99.99 s = Infinito. Atualize escreven-
do "0" no parâmetro de controle di-
reto
NOMES para RELÉS DE SAÍDA (editáveis somente com VAMPSET)
Descrição String de no Nomes para as saídas digitais nas Set
max. 32 caracte- telas do VAMPSET. O padrão é
res
"Relé de trip n", n=1... x ou

"Sinal do relé n", n=1

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

F = Editável quando o flag de force está on

V321/pt M/B005 65
6.2 Entradas digitais 6 Funções de controle VAMP 321

6.2 Entradas digitais


Entradas digitais estão disponíveis para propósitos de controle. O
número de entradas disponíveis depende do número e do tipo dos
cartões de entrada e saída.
A polaridade – normal aberto (NA) / normal fechado (NF) – e o atraso
podem ser configurados de acordo com a aplicação. Os sinais estão
disponíveis para a matriz de saída, matriz de bloqueio, lógica
programável pelo usuário, etc.
As entradas digitais necessitam de uma tensão controlada externa
(ca ou cc). O nível da tensão nominal de ativação pode ser
selecionada em Capítulo 16 Informação do pedido.
Seleção em ordem de código Tensão nominal
1 24 V cc / 110 V ca
2 110 V cc / 220 V ca
3 220 V cc

Quando 110 ou 220 V ca é utilizado para ativar as entradas digitais,


o modo AC deve ser selecionado como mostrado na imagem abaixo:

Figura 6.1: Modo de seleção AC no VAMPSET

Essas entradas são ideais para transferência de informação de


status dos dispositivos de chaveamento dentro do dispositivo.
O rótulo e os textos descritivos podem ser editados com o VAMPSET
de acordo com a aplicação. Os rótulos são as abreviações dos
parâmetros utilizados no painel local e as descrições são os nomes
completos utilizados pelo VAMPSET.

NOTA! As funções de proteção de arco elétrico de alta velocidade


utilizam sinais de entrada binários (BI), ao invés das entradas
digitais (leia mais no capítulo "Proteção contra arco elétrico"
e no capítulo "Entradas e saídas binárias".)

Tabela 6.2: Parâmetros das entradas digitais


Parâmetro Valor Unida- Descrição Set
de
DI1...DIx 0 Status da entrada digital

1
CONTADORES DE ENTRADAS DIGITAIS

66 V321/pt M/B005
VAMP 321 6 Funções de controle 6.3 Entradas e saídas binárias

Parâmetro Valor Unida- Descrição Set


de
DI1… 0 ... 65535 Contador de borda acumulada (Set)
ativo
ATRASOS PARA ENTRADAS DIGITAIS
DI1…DIx 0.00 ... 60.00 s Atraso definido para as tran- Set
sições on e off
CONFIGURAÇÃO Entradas Digitais
Inverted no Para contatos normal aberto Set
(NA). A borda ativa é 0->1
sim Para contatos normal fechado
(NF). A borda ativa é 1->0
Indication display no Sem display de pop-up Set
sim O display de indicação é ativado
na borda ativa da entrada digital
Evento On On Evento de borda ativa habilitado Set
Off Evento de borda ativa desabilita-
do
Evento Off On Evento de borda inativa habilita- Set
do
Off Evento de borda inativa desabi-
litado
NOMES para as ENTRADAS DIGITAIS (editáveis apenas com o VAMPSET)
Label String de no máxi- Nome curto para entradas digi- Set
mo 10 caracteres tais no display local. O padrão
é

"DIn", n=1...2
Descrição String de no max. Nome longo para entradas digi- Set
32 caracteres tais. O padrão é

"Entrada digital n", n=1...2

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

6.3 Entradas e saídas binárias


As informações da proteção de arco podem ser transmitidas e/ou
recebidas através das entradas (BI) e saídas (BO) binárias. A tensão
nominal desses sinais é 30 V cc quando ativo. O sinal de entrada
deve ser 18 … 42 V cc para ser ativado.

Entradas binárias
As entradas binárias (BI) podem ser utilizadas para receber indicação
de luz de outro IED e construir um sistema seletivo de proteção de
arco. A entrada binária é uma entrada seca com sinal de 18…42 V
cc. A conexão dos sinais das entradas binárias é configurada nas
matrizes da função de proteção de arco elétrico.

V321/pt M/B005 67
6.4 Entradas e saídas virtuais 6 Funções de controle VAMP 321

Saída binária
As saídas binárias (BO) podem ser usadas para fornecer uma
indicação luminosa ou qualquer outro sinal para a entrada binária
de outro IED, a fim de prover um sistema seletivo de proteção de
arco. A saída binária é alimentada internamente por um sinal de 30
Vcc. A conexão dos sinais provenientes das saídas binárias é
configurada nas matrizes da função de proteção contra arco elétrico.

6.4 Entradas e saídas virtuais


Há entradas e saídas virtuais, que podem em muitos lugares serem
utilizadas como seus hardwares equivalentes, exceto aquelas que
são localizadas na memória do dispositivo. As entradas virtuais
funcionam como entradas digitais normais. O estado da entrada
virtual pode ser mudada a partir do display, barramento de
comunicação e do VAMPSET. Por exemplo, grupos de ajustes
podem ser modificados utilizando entradas virtuais.
Tabela 6.3: Parâmetros das entradas virtuais
Parâmetro Valor Unida- Descrição Set
de
VI1 ... VIx 0 Status da entrada virtual

1
Eventos On Evento habilitado Set

Off
NOMES para ENTRADAS VIRTUAIS (editável somente com o VAMPSET)
Label String de no máxi- Nome curto para entrada virtual Set
mo 10 caracteres no display local

O padrão é "VIn", n=1...4


Descrição String de no max. Nome completo das entradas Set
32 caracteres virtuais. O padrão é "Virtual input
n", n=1...4

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

As saídas virtuais agem como relés de saída, mas não existem


contatos físicos. As saídas virtuais são mostradas na matriz de saída
e no bloco da matriz. As saídas virtuais podem ser utilizadas com
a lógica programada pelo usuário e com mudança na configuração
do grupo ativo, etc.

6.5 Teclas de função / F1 & F2


Existem duas teclas de funções independentes,F1 e F2, disponíveis
no painel frontal do dispositivo. Como padrão, essas teclas são
programadas para alternar VI1 e VI2. É possível mudar F1 & F2
para alternar outras VI’s ou para atuar como um controle de objeto.

68 V321/pt M/B005
VAMP 321 6 Funções de controle 6.5 Teclas de função / F1 & F2

Tabela 6.4: Parâmetros do F1, F2


Parâmetro Valor Unida- Descrição Set
de
VI1…VI4 - - Set

0 Tecla de função para alternar


a entrada virtual 1...4 entre on
1 (1) e off (0)

V321/pt M/B005 69
6.6 Matriz de saída 6 Funções de controle VAMP 321

6.6 Matriz de saída


Por meio da matriz de saída, os sinais de saída dos diferentes
estágios de proteção, entradas digitais, saídas lógicas e outros sinais
internos podem ser ligados aos relés de saída, saídas virtuais, etc.

NOTA! Para configuração da operação em alta velocidade da


proteção de arco, a “ARC MATRIX – OUTPUT” deve ser
utilizada.

Há LEDs indicadores para propósitos diversos – "A", "B", "C",….”N”


– disponíveis para customização da indicação no painel frontal. A
utilização deles é definida separadamente na LED MATRIX.
Além disso, há dois indicadores LED especificados para as teclas
F1 e F2. Adicionalmente, o acionamento do gravador de perturbação
e as saídas virtuais são configuráveis na matriz de saída.
Veja o exemplo em Figura 6.2.

Figura 6.2: Matriz de saída

Um relé de saída e um LED indicador pode ser configurado como


retentivo ao não-retentivo. Um relé não retentivo segue o sinal de
controle. Um relé retentivo permanece ativado mesmo com a
liberação do sinal de controle.
Há um sinal "release latched" comum para resetar todos os relés
retentivos. Este sinal reseta todos os relés de saída retentivos e
indicações com controle da CPU. O sinal de reset pode ser dado
via uma entrada digital, via um teclado ou através de comunicação.
Qualquer entrada digital pode ser utilizada para resetar. A seleção
da entrada é feita com o software VAMPSET no menu "Release
output matrix latches". No mesmo menu, o parâmetro "Release
latches" pode ser utilizado para resetar. Veja um exemplo em
Figura 6.3.

70 V321/pt M/B005
VAMP 321 6 Funções de controle 6.7 Matriz de bloqueio

Figura 6.3: Release output matrix latches

NOTA! O sinal "Release latched" não irá limpar ou resetar as travas


controladas FPGA.

6.7 Matriz de bloqueio


Por meio da matriz de bloqueio, a operação de qualquer estágio de
proteção (exceto os estágios de proteção de arco) podem ser
bloqueados. O sinal de bloqueio pode ser originado de entradas
digitais ou pode ser um sinal de início ou de trip de um estágio de
proteção ou um sinal de saída da lógica programa pelo usuário. Na
matriz de bloqueio Figura 6.4, um bloqueio ativo é indicado com um
ponto preto (•) no ponto de cruzamento de um sinal de bloqueio e
o sinal a ser bloqueado.

Figura 6.4: Matriz de bloqueio e matriz de saída

NOTA! A matriz de bloqueio não pode ser utilizada para bloquear


os estágios de proteção de arco.

V321/pt M/B005 71
6.8 Matriz de LED 6 Funções de controle VAMP 321

6.8 Matriz de LED


VAMP 321 tem 18 LEDs no frontal. Dois representam o status geral
da unidade (On & ), dois LEDs para os botões de função (F1 &
F2) e 14 LEDs configuráveis pelo usuário(A - N). Quando o IED é
ligado, o LED “On” ficará verde. Durante o uso normal, o LED
"Service" não fica ativo, sendo acionado apenas quando ocorre um
erro interno e o IED não está funcionando corretamente. Quando
isto acontecer, entre em contato com seu representante local para
obter mais orientações.

NOTA! Quando "LED Service" acender, entre em contato com o


seu representante local para obter mais orientações.

Figura 6.5: LED's do painel local VAMP 321. 1. & 6.

72 V321/pt M/B005
VAMP 321 6 Funções de controle 6.8 Matriz de LED

Figura 6.6: Os LED’s serão atribuídos no menu “LED matrix”. Não é possível controlar os LED’s diretamente com as
lógicas. A saída lógica deve ser atribuída na matriz de LED.

Conexão normal
Quando a conexão está normal, o LED atribuído estará ativo quando
o sinal de controle estiver ativo. Após a desativação, o LED apaga.
O atraso para ativação e desativação do LED, quando controlado,
é de aproximadamente 10ms.

Conexão retentiva
O LED retentivo será ativado quando o sinal de controle ativar, mas
permanecerá aceso mesmo quando o sinal de controle desativar.
LEDs retentivos podem ser liberados pressionando a tecla Enter.

V321/pt M/B005 73
6.8 Matriz de LED 6 Funções de controle VAMP 321

Conexão retentiva piscante


Quando a conexão é "BlinkLatch", o LED atribuído estará ativo e
piscando enquanto sinal de controle estiver ativo. Após a
desativação, o LED permanece retentivo e piscando. Ele pode ser
destravado pressionando a tecla Enter. A sequência retentiva
funciona de forma que o LED é iluminado por 310ms e, em seguida,
fica fora por 90ms.
Quando a conexão está normal, o LED atribuído estará ativo quando
o sinal de controle estiver ativo. Após a desativação, o LED apaga.
O atraso para ativação e desativação do LED, quando controlado,
é de aproximadamente 10ms.

Sequência de teste de LED


O usuário pode testar a funcionamento dos LEDs, se necessário.
Para iniciar a sequência de teste, pressione o botão "info" e " "
na IHM local. O IED irá testar o funcionamento de todos os LEDs.
A sequência pode ser iniciada em todas as janelas de menu
principais, exceto a primeira.
Entradas para os LEDs podem ser atribuídas na matriz de LED.
Todos os 14 LEDs podem ser atribuídos como verde ou vermelho.
A conexão pode ser normal, retentiva ou retentiva piscante. Ao invés
de meros estágios de proteção, há muitas funções que podem ser
atribuídas aos LEDs de saída. Veja a tabela a seguir:

74 V321/pt M/B005
VAMP 321 6 Funções de controle 6.8 Matriz de LED

Tabela 6.5: Entradas para os LED’s A - N


Entrada Mapa dos LEDs Contato Descrição Nota
Proteção, Arco e Led A…N Normal Diferentes tipos de está- Set
estágios pro- gios de proteção podem
gramáveis verde ou Latched ser atribuídos aos LED's
red BlinkLatch
Entradas digi- Led A…N Normal Todos os diferentes tipos Set
tais/Virtuais e de entradas podem ser
botões funcio- verde ou Latched atribuídos aos LEDs
nais
red BlinkLatch
Objeto aberto/fe- Led A…N Normal Informação relacionada Set
chado, objeto fi- aos objetos e controle de
nal de trip e infor- verde ou Latched objeto
mação de falha
red BlinkLatch
de objeto
Controle local Led A…N Normal Enquanto o estado remo- Set
habilitado to/local é selecionado co-
verde ou Latched mo local, o “local control
enabled” é ativado
red BlinkLatch
Saída lógica Led A…N Normal Todas saídas lógicas po- Set
1…20 dem ser atribuídas a um
verde ou Latched LED na matriz de LEDs
red BlinkLatch
Indicação de Led A…N Normal Set
controle manual
verde ou Latched

red BlinkLatch
COM 1…5 Led A…N Normal Set
comm.
verde ou Latched

red BlinkLatch
Setting error, Led A…N Normal Set
seldiag alarm,
pwd open and verde ou Latched
setting change
red BlinkLatch
GOOSE Led A…N Normal Set
NI1…64
verde ou Latched

red BlinkLatch
GOOSE- Led A…N Normal Set
ERR1…16
verde ou Latched

red BlinkLatch

Set = um parâmetro editável (necessita de senha)

V321/pt M/B005 75
6.9 Objetos controláveis 6 Funções de controle VAMP 321

6.9 Objetos controláveis


O dispositivo permite o controle de seis objetos, isto é, disjuntores,
seccionadoras e chaves de aterramento. O controle pode ser feito
pelo princípio do "selecionar-executar" ou "controle direto".
As funções lógicas podem ser utilizadas para configurar
intertravamentos para um controle seguro antes do pulso de saída
ser emitido. Os objetos 1...6 são controláveis, enquanto os objetos
7...8 são habilitados apenas para mostrar o status.
O controle é possível através das seguintes maneiras:
• através da IHM local
• através de uma comunicação remota
• através de uma entrada digital
• através da tecla de função
A conexão de um objeto ao relé de saída específico é feito via uma
matriz de saída (objeto 1-6 saída aberta, objeto 1-6 saída fechada).
Há também um sinal de saída “Object failed”, que é ativado se o
controle de um objeto não é completado.

Estados do objeto
Cada objeto tem os seguintes estados:
Configuração Valor Descrição
Object state Undefined (00) Estado atual do objeto
Open
Close
Undefined (11)

Ajustes básicos para objetos controláveis


Cada objeto controlável possui os seguintes ajustes:
Configuração Valor Descrição
DI for ‘obj open’ Nenhum, qualquer entra- Informação aberta
da digital, entrada virtual
DI for ‘obj close’ Informações fechadas
ou saída virtual
Entrada digital para ‘obj ready’ Informação pronta

Max ctrl pulse length 0.02 … 600 s Comprimento de pulso para


comandos abrir e fechar
Timeout completo 0.02 … 600 s Timeout de indicação pronto

Controle de objeto Open/Close Controle direto do objeto

Se a mudança de estado demora mais do que o tempo definido na


“Max ctrl pulse length”, o objeto falha e a matriz “Object failure” é
setado. Um evento indefinido também é gerado. “Completion timeout”

76 V321/pt M/B005
VAMP 321 6 Funções de controle 6.9 Objetos controláveis

é usado apenas para a indicação pronta. Se “DI for ‘obj ready’” não
estiver setado, o timeout não têm significado.

Sinais de saída dos objetos controláveis


Cada objeto controlável possui 2 sinais de controle na matriz:
Sinal de saída Descrição
Object x Open Aberto sinal de controle para o objeto
Object x Close Fechado sinal de controle para o objeto

Estes sinais enviam pulsos de controle quando o objeto é controlado


por uma entrada digital, barramento remoto, religamento automático,
etc.

Ajustes para objetos somente leitura


Cada objeto read-only possui as seguintes configurações:
Configuração Valor Descrição
DI for ‘obj open’ Nenhum, qualquer entra- Informação aberta
da digital, entrada virtual
DI for ‘obj close’ Informações fechadas
ou saída virtual

Object timeout 0.02 … 600 s Timeout para mudanças de


estado

Se a alteração de estado demora mais do que o tempo definido pela


configuração do "Object timeout", o objeto falha e o sinal da matriz
"Object failure" é acionado. Um evento indefinido também é gerado.

6.9.1 Seleção Local/Remoto


No modo local, os relés de saída podem ser controlados via IHM
local, mas não podem ser controlados via interface de comunicação
serial remota.
No modo Remoto, os relés de saída não podem ser controlados via
IHM, mas eles podem ser contolados através de uma interface de
comunicação serial remota.
A seleção do modo Local/Remoto é feita utilizando a IHM local, ou
via uma entrada digital selecionada. A entrada digital é normalmente
utilizada para alterar uma estação inteira de um modo local ou
remoto. A seleção L/R da entrada digital é feita em “Objects” no
menu do software VAMPSET.

NOTA! A senha não é requerida para uma operação de controle


remoto.

V321/pt M/B005 77
6.10 Funções lógicas 6 Funções de controle VAMP 321

6.9.2 Controlando com a entrada digital


Os objetos podem ser controlados com uma entrada digital, entrada
virtual ou saída virtual. Há quatro configurações para cada objeto
controlável:
Configuração Ativo
Entrada digital para controle remoto de abertura Em estado remoto
Entrada digital para controle remoto de fechamento
Entrada digital para controle local Em posição local
Entrada digital para controle local de fechamento

Se o dispositivo está no estado de controle local, as entradas do


controle remoto são ignoradas e vice-versa. O objeto é controlado
quando uma borda de subida é detectada a partir da entrada
selecionada. O comprimento do pulso da entrada digital deve ser
de pelo menos 60 ms.

6.9.3 Controlando com F1 & F2


Os objetos podem ser controlados com F1 & F2. Há dois ajustes
para cada objeto controlável:
Configuração Ativo
Entrada digital para controle local
Em posição local
Entrada digital para controle local de fechamento

Controle e objeto selecionado é mostrado no software VAMPSET


no ”FUNCTION BUTTONS”. Se nenhum objeto com controle local
é selecionado, é exibido o sinal ’-’. Se múltiplos controles locais são
selecionados por uma chave, é exibido o sinal ’?’.

6.10 Funções lógicas


O dispositivo suporta lógicas programáveis definidas pelo cliente
para sinais booleanos.
A lógica é desenvolvida utilizando a ferramenta de configuração do
VAMPSET e baixada para o dispositivo. As funções disponíveis são:
• AND
• OR
• XOR
• NOT
• COUNTERs
• RS & D flip-flops

78 V321/pt M/B005
VAMP 321 6 Funções de controle 6.10 Funções lógicas

O número máximo de saídas é 20. O número máximo de portas de


entrada é 31. Uma porta de entrada pode incluir qualquer número
de entradas.
Para informações detalhadas, por favor consulte o manual do
VAMPSET.

Figura 6.7: A lógica pode ser encontrada e modificada no menu “logic”.

Veja o guia a seguir para aprender noções básicas sobre criação


de lógicas:

Figura 6.8: Como criar nós lógicos.

1. Aperte em uma área vazia para adicionar uma porta lógica e


confirme a nova função apertando “Yes”.
2. A função lógica é sempre & -gate como padrão.
3. Enquanto a lógica aumenta, a capacidade aumenta também.
4. Para lógicas conjuntas, vá em cima da linha de saída da porta
e segure o botão esquerdo do mouse -> faça a conexão para
outra entrada lógica.

V321/pt M/B005 79
6.10 Funções lógicas 6 Funções de controle VAMP 321

Figura 6.9: Criação de lógica.

1. Clique com o esquerdo no topo de qualquer função lógica para


ativar a visualização “Select operation”.
2. Botão "Edit properties" abre a janela “Function properties”.
3. Geralmente é possível escolher o tipo da função lógica entre
and/or/counter/swing -gate.
4. Quando o contador é selecionado, a configuração da contagem
pode ser definida aqui.
5. Ajuste de atraso separado para ativação e desativação lógica.
6. Possibilidade de inverter a saída da lógica. Saída de lógica
invertida é marcada com um círculo.

Figura 6.10: Criação de lógican

1. A seleção dos sinais de entrada pode ser feita pressionando o


botão seguinte ou clicando com o botão esquerdo do mouse em
cima da linha de entrada lógica.
2. A seleção dos sinais de saída pode ser feita pressionando o
botão seguinte ou clicando com o botão esquerdo do mouse em
cima da linha de saída lógica.
3. Isto deleta a função lógica.
4. Quando a lógica é criada e as configuraçãoes são escritas no
IED, a unidade deve ser reiniciada. Depois de reiniciada, a lógica
de saída é automaticamente atribuída na matriz de saída.
80 V321/pt M/B005
VAMP 321 6 Funções de controle 6.10 Funções lógicas

NOTA! Sempre que uma nova lógica for escrita no IED, a unidade
deve ser reiniciada.

V321/pt M/B005 81
7 Comunicação VAMP 321

7 Comunicação

7.1 Portas de comunicação


O dispositivo possui duas portas fixas de comunicação: Porta USB
para conexão com a ferramenta de ajuste e configuração do
VAMPSET e porta COM 5 (Barramento I/O de arco) para
comunicação com as unidades I/O de proteção de arco
Opcionalmente, o dispositivo pode ter até 4 portas seriais COM 1,
COM 2, COM 3 e COM 4 para protocolos seriais (por exemplo IEC
103) e uma porta ETHERNET para protocolos de comunicação
baseados em Ethernet (por exemplo IEC 61850).
O número de portas seriais disponíveis depende do tipo de cartão
opcional de comunicação no Slot 9 e Slot 10.

1
Vamp 32

ON
2
OK

F2

1 34
F1
p
vam

Figura 7.1: Portas de comunicação e conexões.

1-Interface USB para o VAMPSET


Interface 2-COM 5 (Arc I/O Bus)
3-Interface de comunicação I (Slot 9)
4-Interface de comunicação II (Slot 10)

NOTA! COM5 não é uma interface Ethernet.

7.1.1 Porta local (Painel frontal)


O relé possui um conector USB no painel frontal

Protocolo para porta USB


A porta USB no painel frontal sempre utilizará o comando de
protocolo de linha para o VAMPSET.

82 V321/pt M/B005
VAMP 321 7 Comunicação 7.1 Portas de comunicação

O protocolo é um protocolo de caracter ASCII chamado “GetSet”.


A velocidade da interface é definida no menu CONF/DEVICE SETUP
na IHM local. Os ajustes padrões para os relés são 38400/8N1.

Interface física
A interface física desta porta é USB.

7.1.2 Portas COM 1….COM 4


COM 1…COM 4 são portas seriais para comunicação de protocolos
como IEC 103. O tipo de interface física dessas portas depende do
tipo de módulo opcional de comunicação selecionado. A utilização
de alguns protocolos pode necessitar de um certo tipo de módulo
opcional, por exemplo ProfibusDP apenas pode ser utilizado com
um módulo profibus externo VPA 3CG, se o hardware de interface
da porta COM for RS-232.
Os parâmetros para essas portas são definidos via IHM local ou
com o VAMPSET nos menus COM 1 PORT….COM 4 PORT.
Tabela 7.1: Parâmetros
Parâmetro Valor Unida- Descrição Nota
de
Protocolo Seleção de protocolo para Set
porta remota
None -
SPA-bus Barramento SPA (slave)
ProfibusDP Interface para Profibus DB
módulo VPA 3CG (slave)
ModbusSlv Modbus RTU slave
IEC-103 IEC-60870-5-103 (slave)
ExternalIO Modbus RTU master para
modulos de I/O externos
IEC 101 IEC-608670-5-101
DNP3 DNP 3.0
DeviceNet Interface para o módulo Devi-
ceNet VSE 009
GetSet Protocolo de comunicação
para interface com o VAMP-
SET
Msg# 0 ... 232 - 1 Contador de mensagem desde Clr
que o dispositivo foi reiniciado
ou desde a última limpeza
Erros 0 ... 216 - 1 Interrupção do protocolo des- Clr
de que o dispositivo foi reinicia-
do ou desde a última limpeza
Tout 0 ... 216 - 1 Interrupção de timeout desde Clr
que o dispositivo foi reiniciado
ou desde a última limpeza

V321/pt M/B005 83
7.1 Portas de comunicação 7 Comunicação VAMP 321

Parâmetro Valor Unida- Descrição Nota


de
speed/DPS Exibição dos parâmetros de 1)
comunicação atuais.

velocidade = bit/s

D = número dos bits de dados

P = paridade: nenhum, par,


ímpar

S = número de bits de parada

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

Clr = É possível limpar até zero

1) Os parâmetros de comunicação são definidos nos menus específicos dos protocolos.


Para a interface das portas locais os parâmetros são definidos no menu de configuração.

7.1.3 Porta Ethernet


A porta ethernet é utilizada para protocolos como IEC61850 e
Modbus TCP. O tipo de interface física dessa porta depende do tipo
do módulo opcional de comunicação selecionado.

84 V321/pt M/B005
VAMP 321 7 Comunicação 7.2 Protocolos de comunicação

Tabela 7.2: Parâmetros


Parâmetro Valor Unida- Descrição Set
de
Protocol Seleção do protocolo para Set
porta Ethernet.
None Nenhum protocolo seleciona-
do
ModbusTCPs Modbus TCP slave
IEC 61850 Protocolo IEC-61850
EtherNet/IP Protocolo Ethernet/IP
DNP3 DNP/TCP
Port nnn Porta Ip para protocolo, pa- Set
drão 102
IpAddr n.n.n.n Endereço do protocolo Internet Set
(configurado com o VAMP-
SET)
NetMsk n.n.n.n Net mask (ajustar com VAMP- Set
SET)
Gatew default = 0.0.0.0 Endereço IP do Gateway Set
(ajustado com VAMPSET)
NTPSvr n.n.n.n Servidor de protocolo de tem- Set
po de rede (ajustado com
VAMPSET)

0.0.0.0 = no SNTP
VS Port nn Porta IP para Vampset Set
KeepAlive nn Intervalo de keepalive do TCP Set
MAC nnnnnnnnnnnn Endereço MAC
Msg# nnn Contador de mensagens
Errors nnn Erro do contador
Tout nnn Contador de timeout

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

7.2 Protocolos de comunicação


Os protocolos habilitam a transferência dos seguintes tipos de dados:
• eventos
• informações de status
• medições
• comandos de controle.
• sincronização do relógio
• Configurações (somente barramento SPA e barramento SPA
embarcado)

V321/pt M/B005 85
7.2 Protocolos de comunicação 7 Comunicação VAMP 321

7.2.1 GetSet
Este é um protocolo ASCII utilizado pelo VAMPSET. Este protocolo
é o protocolo utilizado na porta USB. Também pode ser utilizado
nas portas COM, se a interface no VAMPSET via estas portas for
requerida.

7.2.2 Modbus TCP e Modbus RTU


Estes protocolos Modbus são frequentemente utilizados em plantas
de geração e em aplicações industriais. A diferença entre estes dois
protocolos é a mídia. Modbus TCP utiliza Ethernet e Modbus RTU
utiliza comunicação assíncrona (RS-485, fibra ótica, RS-232).
VAMPSET irá mostrar a lista de todos os dados disponíveis para
Modbus. Um documento separado “Modbus data.pdf“ também está
disponível.
A comunicação Modbus é ativada usualmente por uma porta remota
via a seleção de um menu com parâmetro "Protocol". Ver
Capítulo 7.1 Portas de comunicação .
Para configuração da interface ethernet, ver Capítulo 7.1.3 Porta
Ethernet.
Tabela 7.3: Parâmetros
Parâmetro Valor Unida- Descrição Nota
de
Addr 1 - 247 Endereço Modbus para o dispo- Set
sitivo.

Endereço 0 de broadcast pode


ser usado para sincronização do
horário. Modbus TCP também
utiliza as configurações da porta
TCP.
bit/s 1200 bps Velocidade de comunicação pa- Set
ra Modbus RTU
2400

4800

9600

19200
Paridade None Paridade para Modbus RTU Set

Even

Ímpar

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

86 V321/pt M/B005
VAMP 321 7 Comunicação 7.2 Protocolos de comunicação

7.2.3 Profibus DP
O protocolo Profibus DP é amplamente utilizado na indústria. São
necessários cabos externos VPA 3CG e VX072.

Perfil "continuous mode" do dispositivo


Neste modo, o dispositivo está enviando um conjunto de parâmetros
de dados continuamente ao Profibus DP master. A vantagem deste
modo é a velocidade e a facilidade de acesso aos dados no Profibus
master. A desvantagem é o tamanho máximo do buffer de 128 bytes,
o que limita o número de itens de dados transferidos para o master.
Alguns PLCs têm a sua própria limitação para o tamanho do buffer
Profibus, o que pode limitar ainda mais o número de itens de dados
transferidos..

Perfil do dispositivo "Request mode"


Utilizando o modo de requisição é possível ler todos os dados
disponíveis no dispositivo VAMP e ainda usar um pequeno buffer
para a transferência de dados Profibus. A desvantagem é a
velocidade global mais lenta para a transferência de dados e a
necessidade de aumentar o processamento no Profibus master,
uma vez que cada dado deve ser solicitado separadamente pelo
master.

NOTA! No modo de solicitação, não é possível ler continuamente


um único dado. Pelo menos dois itens de dados diferentes
devem ser lido para atualizar os dados a partir do dispositivo.

Há um manual separado para VPA 3CG (VVPA3CG/EN M/xxxx)


para o modo contínuo e o modo de requisição.

Dado disponível
VAMPSET irá exibir a relação de todos os itens disponíveis para
ambos os modos. Um documento separado “Profibus parameters.pdf”
também está disponível.
A comunicação Profibus DP é usualmente ativada pela porta remota
através um menu de seleção com o parâmetro "Protocol". Veja
Capítulo 7.1 Portas de comunicação .

V321/pt M/B005 87
7.2 Protocolos de comunicação 7 Comunicação VAMP 321

Tabela 7.4: Parâmetros


Parâmetro Valor Unida- Descrição Nota
de
Mode Seleção de perfil Set
Cont Modo contínuo
Reqst Modo de requisição
bit/s 2400 bps Velocidade de comunicação da
CPU principal para o conversor
Profibus. (A taxa de bits Profibus
real é definida automaticamente
pelo Profibus master e pode ser
de até 12 Mbit/s.)
Emode Estilo da numeração de evento. (Set)
Channel Use isto para novas instalações.
(Limit60) (Os outros modos são para a
compatibilidade com sistemas
(NoLimit) antigos.)
InBuf bytes Tamanho do buffer Rx do Profi- 1) 3)
bus master.(dados para o mas-
ter)
OutBuf bytes Tamanho do buffer Tx do Profi- 2) 3)
bus master. (dados para o mas-
ter)
Addr 1 - 247 Este endereço deve ser único Set
dentro do sistema de rede Profi-
bus.
Conv Tipo de conversor 4)
- Conversor não reconhecido
VE Conversor do tipo "VE" é reco-
nhecido

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

Clr = É possível limpar até zero


1. No modo contínuo, o tamanho depende do maior dado configurado para ser enviado
ao master. No modo requisição, o tamanho é 8 bytes.
2. No modo contínuo, o tamanho depende do maior offset de dados configurado para
os dados que serão lidos pelo master. No modo requisição, o tamanho é de 8 bytes.
3. Quando configurando o sistema Profibus, o tamanho desses buffers é necessário.
O dispositivo calcula o tamanho de acordo com os dados do Profibus, o perfil confi-
gurado e os valores definidos no módulo de entrada in/out configurado no Profibus
master.
4. Se o valor é "-", o protocolo Profibus não foi selecionado ou o dispositivo não foi
reiniciado após a mudança de protocolo ou há um problema de comunicação entre
a CPU principal e o Profibus ASIC.

88 V321/pt M/B005
VAMP 321 7 Comunicação 7.2 Protocolos de comunicação

7.2.4 SPA-bus
O dispositivo possui suporte completo para o protocolo SPA-bus,
incluindo leitura e escrita dos valores de ajuste. Também é suportado
a leitura de mútiplus bits consecutivos de status de dados, valores
de medição ou valores de ajuste com uma mensagem.
Várias instâncias simultâneas deste protocolo, usando diferentes
portas físicas, são possíveis, mas os eventos podem ser lidos
somente por uma instância.
Há disponível um documento separado “Spabus parameters.pdf”
de itens de dados SPA-bus.
Tabela 7.5: Parâmetros
Parâmetro Valor Unida- Descrição Nota
de
Addr 1 - 899 Endereço SPA-bus. Deve ser Set
único no sistema.
bit/s 1200 bps Velocidada de comunicação Set

2400

4800

9600 (default)

19200
Emode Estilo da numeração de evento. (Set)
Channel Use isto para novas instalações.
(Limit60) (Os outros modos são para a
compatibilidade com sistemas
(NoLimit) antigos.)

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

7.2.5 IEC 60870-5-103


A norma IEC 60870-5-103 "Companion standard for the informative
interface of protection equipment" fornece uma interface de
comunicação padronizada para um sistema primário (sistema
master).
O modo de transmissão desequilibrada do protocolo é usado, e as
funções do dispositivo como uma estação secundária (slave) na
comunicação. Os dados são transferidos para o sistema primário
utilizando o princípio de "aquisição de dados por polling". A
funcionalidade IEC inclui as seguintes funções de aplicação:
• estação de inicialização
• interrogação geral
• sincronização do relógio e
• comando de transmissão.

V321/pt M/B005 89
7.2 Protocolos de comunicação 7 Comunicação VAMP 321

Não é possível transferir dados de parâmetros ou gravações de


distúrbios via interface do protocolo IEC.
Os seguintes tipos ASDU (Application Service Data Unit) serão
utilizados na comunicação do dispositivo:
• ASDU 1: mensagem com marcação de tempo
• ASDU 3: Mensurandos I
• ASDU 5: Mensagem de identificação
• ASDU 6: Sincronização de tempo e
• ASDU 8: Terminação de interrogação geral.
O dispositivo irá aceitar:
• ASDU 6: Sincronização de tempo
• ASDU 7: Iniciação de interrogação geral e
• ASDU 20: Comando geral.
Os dados no frame de mensagem é identificado por:
• identificação de tipo
• tipo de função e
• número de informação.
Estes são fixados para os itens de dados na faixa compatível com
o protocolo, por exemplo, a função de trip I> é identificada por:
identificação do tipo = 1, tipo de função = 160 e número de
informação = 90. Tipos de função "Private range" são utilizadas para
esses itens de dados, que não são definidos pelo padrão (por
exemplo, o status da entradas digitais e controle dos objetos).
O tipo de função e o número da informação utilizada em mensagens
privadas é configurável. Isto permite uma interface flexível para
diferentes sistemas.
Para maiores informações sobre a IEC 60870-5-103 no dispositivos
Vamp, ver o documento “IEC103 Interoperability List”.

90 V321/pt M/B005
VAMP 321 7 Comunicação 7.2 Protocolos de comunicação

Tabela 7.6: Parâmetros


Parâmetro Valor Unida- Descrição Nota
de
Addr 1 - 254 Um endereço único dentro do Set
sistema
bit/s 9600 bps Velocidada de comunicação Set

19200
MeasInt 200 - 10000 ms Intervalo de resposta de me- Set
dição mínimo
SyncRe Sync ASDU6 modo de tempo de res- Set
posta
Sync+Proc

Msg

Msg+Proc

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

Tabela 7.7: Parâmetros para leitura dos distúrbios gravados


Parâmetro Valor Unida- Descrição Nota
de
ASDU23 On Registro das mensagens de in- Set
formação habilitado
Off
Smpls/msg 1 - 25 Registro de amostras em uma Set
mensagem
Timeout 10 - 10000 s Timeout de leitura da gravação Set
Falta Número de identificação de fa-
lhas para IEC-103. Início + trip
de todos os estágios.
TagPos Posição do ponto de leitura
Chn Canal ativo
ChnPos Posição de leitura do canal
Numeração da falta
Faltas Número total de faltas
GridFlts Número identificador da falta
Grid Janela de tempo para classificar Set
as falhas em conjunto com a
mesma sequência.

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

V321/pt M/B005 91
7.2 Protocolos de comunicação 7 Comunicação VAMP 321

7.2.6 DNP 3.0


O relé suporta comunicação utilizando o protocolo DNP 3.0. Os
seguintes tipos de dados DNP 3.0 são suportados:
• entrada binária
• mudança na entrada binária
• entrada de bit duplo
• saída binária
• entrada analógica
• contadores
Informações adicionais podem ser obtidas em “DNP 3.0 Device
Profile Document” e “DNP 3.0 Parameters.pdf”. A comunicação DNP
3.0 é ativada via o menu de seleção. A interface RS-485 é
frequentemente utilizada, mas também é possível utilizar as
interfaces RS-232 e fibra ótica.
Tabela 7.8: Parâmetros
Parâmetro Valor Unida- Descrição Set
de
bit/s 4800 bps Velocidada de comunicação Set

9600 (default)

19200

38400
Paridade Nenhum (default) Paridade Set

Even

Ímpar
SlvAddr 1 - 65519 Um endereço único para o dis- Set
positivo dentro do sistema
MstrAddr 1 - 65519 Endereço do master Set

255=default
LLTout 0 - 65535 ms Confirmação de timeout na ca- Set
mada de enlace
LLRetry 1 - 255 Repetição de contagem na ca- Set
mada de enlace
1=default
APLTout 0 - 65535 ms Confirmação de timeout da ca- Set
mada de aplicação
5000=padrão
CnfMode EvOnly (default) Modo de confirmação da cama- Set
da de aplicação
All
DBISup No (padrão) Suporte para entrada de bit Set
duplo
Sim
SyncMode 0 - 65535 s Intervalo de requisição de sin- Set
cronização do relógio.

0 = só no boot

92 V321/pt M/B005
VAMP 321 7 Comunicação 7.2 Protocolos de comunicação

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

7.2.7 IEC 60870-5-101


A norma IEC 60870-5-101 é derivada da definição do protocolo
padrão da IEC 60870-5. Nos dispositivos VAMP, o protocolo de
comunicação IEC 60870-5-101 está disponível através do menu de
seleção. A unidade Vamp funciona como uma unidade escrava
controlada (slave) no modo desequilibrado.
Funções de aplicações suportadas incluem transmissão de dados
do processo, transmissão do evento, transmissão de comando,
interrogatório geral, sincronização do relógio, a transmissão dos
totais integrados e aquisição de atraso de transmissão.
Para maiores informações da IEC 60870-5-101 nos dispositivos
Vamp, verificar o documento “IEC 101 Profile checklist & datalist”.
Tabela 7.9: Parâmetros
Parâmetro Valor Unida- Descrição Nota
de
bit/s 1200 bps Taxa de transferência de bits Set
utilizada para comunicação se-
2400 rial.
4800

9600
Paridade None Paridade usada para comuni- Set
cação serial
Even

Ímpar
LLAddr 1 - 65534 Link da camada de endereço Set
LLAddrSize 1-2 Bytes Tamanho do link da camada de Set
endereço
ALAddr 1 - 65534 Endereço ASDU Set
ALAddrSize 1-2 Bytes Tamanho do endereço ASDU Set
IOAddrSize 2-3 Bytes Tamanho do endereço de infor- Set
mação do objeto. ( Os ende-
reços de 3 octetos são criados
a partir dos endereços de 2 oc-
tetos adicionando MSB com va-
lor 0.)
COTsize 1 Bytes Causa do tamanho da trans-
missão
TTFormat Short O parâmetro determina o forma- Set
to da tag de tempo: tag de tem-
Full po de 3 octetos ou tag de tempo
de 7 octetos.
MeasFormat Escala O parâmetro determina o forma- Set
to de dados de medição: valor
Normalized normalizado ou valor em escala.

V321/pt M/B005 93
7.2 Protocolos de comunicação 7 Comunicação VAMP 321

Parâmetro Valor Unida- Descrição Nota


de
DbandEna No Flag habilitado para cálculo da Set
banda morta
Sim
DbandCy 100 - 10000 ms Intervalo de cálculo da banda Set
morta

Set = Um parâmetro editável (necessita de senha)

7.2.8 I/O externo (Modbus RTU master)


Dispositivos Modbus I/O externos podem ser conectados ao relé
usando este protocolo.

7.2.9 IEC 61850


O protocolo IEC 61850 está disponível com o módulo opcional de
comunicação. O protocolo IEC 61850 pode ser utilizado para ler /
escrever dados estáticos do relé e para receber / enviar mensagens
GOOSE para outros relés.
A interface IEC 61850 é capaz de
• Modelo de dados configurável: seleção dos nós lógicos
correspondentes as funções ativas da aplicação
• Ajuste configurável de dados pré-definidos
• Suporta ajustes de dados dinâmicos criados pelos clientes
• Função de suporte a relatório com Blocos de Controle de
Relatórios com buffer e unbuffer
• Modelo de controle suportado: direto com segurança normal
• Suporta comunicação horizontal com GOOSE: GOOSE publisher
data sets configuráveis, filtros configuráveis para entradas de
subscrição GOOSE, entradas GOOSE disponíveis na matriz
lógica de aplicação
Informações adicionais podem ser obtidas dos documentos
separados “IEC 61850 conformance statement.pdf”, “IEC 61850
Protocol data.pdf” e “Configuration of IEC 61850 interface.pdf”.

7.2.10 EtherNet/IP
O dispositivo suporta comunicação usando o protocolo EtherNet/IP
que é parte da família CIP (Common Industrial Protocol). O protocolo
EtherNet/IP está disponível com uma porta Ethernet opcional
embutida. O protocolo pode ser usado para ler/escrever dados a
partir do dispositivo através de comunicação de pedido/resposta ou

94 V321/pt M/B005
VAMP 321 7 Comunicação 7.2 Protocolos de comunicação

via mensagens cíclicas para transporte de dados atribuídos aos


conjuntos (conjunto de dados).
Características principais EtherNet/IP:
• Modelo de dados estatístico: 2 objetos padrões (Overload e
Control Supervisor), 2 objetos privados (um para dado digital e
um para dado analógico) e 4 objetos de configuração para
configuração das funções de proteção
• Dois conjuntos configuráveis (um produzindo e um consumindo)
com a capacidade máxima de 128 bytes de cada arquivo EDS
que pode ser transmitido para qualquer outro cliente que suporte
arquivos EDS: pode ser gerada a qualquer momento, todas as
alterações de configuração Ethernet/IP (ver parâmetros de
configuração na tabela abaixo) ou conjuntos que requerem
geração de novos arquivos EDS.
• Três tipos de comunicações são suportados: UCMM (uma
solicitação / resposta), conexão Classe 3 (solicitação / resposta
cíclica) e conexão Classe 1 (mensagens de IO cíclicas contendo
dados de compilação)
A implementação da EtherNet/IP nos dispositivos VAMP servem
como um servidor e não é capaz de inicializar a comunicação.

Principais parâmetros de configuração EtherNet/IP


Parâmetro Range Descrição
Endereço IP Endereço do protocolo IP identifi-
cando o dispositivo na rede
Multicast IP Endereço IP multicast usado para
enviar mensagens de IO
Multicast TTL 1-100 Tempo de existência das mensa-
gens de IO enviadas para um
endereço multicast
Vendor ID 1-65535 Identificação do fornecedor por
número
Device Type 0-65535 Indicação de tipo geral de produto
Product Code 1-65535 Identificação de um produto parti-
cular de um fornecedor individual
Revisão maior 1-127 Maior revisão do item que o Obje-
to Identidade representa
Minor Revision 1-255 Menor revisão do item que o ob-
jeto identidade representa
Número de série 0-4294967295 Número de série do dispositivo
Nome do produto 32 caracteres Identificação legível
Instância de Produção 1-1278 Número da instância do produto
Include Run/Idle On/Off Incluir ou excluir Execução/Ocio-
so do cabeçalho de saída das
Header (Producing) mensagens de IO
Consuming Instance 1-1278 Número da instância de consumo

V321/pt M/B005 95
7.2 Protocolos de comunicação 7 Comunicação VAMP 321

Parâmetro Range Descrição


Include Run/Idle Header On/Off Esperada presença ou ausência
(Consuming) de cabeçalho em execução/ocio-
so em mensagens de I/O recebi-
das

96 V321/pt M/B005
VAMP 321 8 Exemplo de aplicação

8 Exemplo de aplicação

8.1 VAMP 321 sistema multizona para


proteção de arco elétrico

Figura 8.1: Exemplo de aplicação do VAMP 321. Valor do transformador de corrente

Zona A Compartimento de cabos para o alimentador de entrada


Zona B Compartimento do disjuntor
Zona 1 Compartimento do barramento
Zona 1.1/ Zona Compartimento combinado do disjuntor e terminação do cabo
1.2

V321/pt M/B005 97
8.1 VAMP 321 sistema multizona 8 Exemplo de aplicação VAMP 321
para proteção de arco elétrico

Descrição funcional
Neste exemplo de aplicação, o sensor de arco elétrico para a zona
1.1 é conectado a entrada número 1 da unidade de I/O. Se o sensor
de arco elétrico atua e simultâneamente o VAMP 321 envia um sinal
de corrente para a unidade de I/O, a zona 1.1 é isolada pelo disjuntor
alimentador a montante.
O sensor de arco elétrico para zona 1.2 é conectado nas entradas
números 2 ou 3 da unidade de I/O. Se o sensor de arco elétrico
dispara e simultaneamente o VAMP 321 envia um sinal de corrente
para a unidade de I/O, a zona 1.2 é isolada pelo disjuntor de entrada.
Os sensores de arco elétrico para a zona 1 são conectados aos
canais de sensores 4...10 da unidade de I/O. Se um sensor atua na
zona 1, apenas o sinal de luz é transferido para o VAMP 321, que
então desliga o disjuntor principal.

NOTA! Para as unidades 12L e 12LD, três canais de sensores


podem desligar suas zonas independentemente, os outros
sete canais de sensor podem ser alocados em outra zona.

O sensor S2 ligado ao VAMP 321 na zona B se sobrepõe à zona A.


Se o disjuntor falhar em isolar a falta na zona B, o sensor (S2) gera
um trip temporizado de falha de disjuntor para o disjuntor a montante.
O disjuntor de entrada possui um contato de trip CBFP para o
disjuntor a montante. Se o trip da zona 1 (T1) falha, o CBFP assume
e desliga o disjuntor a montante.
A zona A ilustra um alimentador de média tensão onde
transformadores de corrente estão localizados após a terminação
do cabo. Neste caso, uma eventual falta com arco elétrico na
terminação do cabo não irá ativar o elemento de corrente no VAMP
321. Entretanto, a proteção de arco pode ser acionada utilizando
apenas o critério de luz. Se um arco elétrico ocorre na terminação
do cabo, a zona A é desligada por um disjuntor a montante. O sensor
S1 na zona A sobrepõe o disjuntor de entrada.
A zona A opera apenas com o princípio de detecção de luz porque
as correntes não estão disponíveis para operação por corrente e
luz.
A proteção de falha de disjuntor (CBFP) protege em caso de falha
na zona 1, ou no sensor S2 na zona B. A saída de trip (T2/CBFP)
pode funcionar como uma saída de trip, mas também como uma
proteção de falha de disjuntor temporizada. Para habilitar CBFP,
um estágio adicional de temporização precisa ser criado.

Componentes do sistema
• VAMP 321
• Unidade de I/O VAM 12LD
98 V321/pt M/B005
VAMP 321 8 Exemplo de aplicação 8.1 VAMP 321 sistema multizona
para proteção de arco elétrico

• Sete sensores de arco VA1DA


• Cabo modular VX001 para conexão da unidade de I/O ao IED

8.1.1 Conectando os dispositivos

Aviso
DECLARAÇÃO DE PERIGO
Antes de conectar os dispositivos, disconectar a fonte de tensão
da unidade.
Falhas no atendimento dessas instruções podem resultar
em danos nos equipamentos.

• Conecte os sensores de arco no bloco terminal da unidade de


I/O.
• Conecte a unidade de I/O ao IED com um cabo modular VX001
CAT 6. Os cabos modulares devem ser instalados no
bandejamento de cabos de controle, o mais longe possível dos
cabos de potência e barramentos.
• Conecte os sensores de arco no bloco terminal do IED.

8.1.2 Configurando o VAM 12LD

Aviso
DECLARAÇÃO DE PERIGO
Anter de alterar a posição das chaves de programação,
desconecte a fonte de alimentação da unidade.
Falhas no atendimento dessas instruções podem resultar
em danos nos equipamentos.

Cada unidade de I/O conectada ao barramento de comunicação


possui um único endereço. Defina o endereço através de ajustes
das chaves de programação de I/O.
Neste exemplo de aplicação, a unidade de I/O opera para zona 1,
e, assim, o endereço da unidade é 0.

V321/pt M/B005 99
8.1 VAMP 321 sistema multizona 8 Exemplo de aplicação VAMP 321
para proteção de arco elétrico

Ajustes da chave SW1 para a aplicação do exemplo


Chave Nome Configuração Descrição
1 L> ext/int ON ON = Estágio de arco ativado pela infor-
mação de luz proveniente da unidade dos
próprios sensores.

OFF = Estágio de arco ativa com infor-


mação de luz recebida de qualquer unida-
de na mesma zona de proteção.
2 Contato ON Determina a operação de trip do relé após
um arco elétrico.

ON = Relé de trip permanece acionado


até o reconhecimento da falta na IHM do
IED local.

OFF = A operação do relé de trip segue


a falta com arco elétrico.
3 L/L+I OFF Determina o critério de trip de arco.

ON = Trip é baseado em informação de


luz apenas.

OFF = O trip requer informação de luz e


corrente de falta.
4 Zona OFF Endereço do coeficiente de ponderação
16
5 Zona OFF Endereço do coeficiente de ponderação
8
6 Addr. OFF Endereço do coeficiente de ponderação
4
7 Addr. OFF Endereço do coeficiente de ponderação
2
8 Addr. OFF Endereço do coeficiente de ponderação
1

100 V321/pt M/B005


VAMP 321 9 Conexões

9 Conexões

9.1 Painel traseiro


O dispositvo possui uma estrutura modular. O dispositivo é
construído para hardwares modulares, que são instalados em 10
diferentes slots na parte traseira do dispositivo. A localização dos
slots é apresentada na figura abaixo.
O tipo de modelo de hardware é definido na ordem de pedido. A
configuração mínima é o cartão da fonte de tensão no slot 1 e um
cartão de medição analógico no slot 8.

Figura 9.1: Numeração de slot e opções de cartão no painel traseiro VAMP 321

Slot Cartão
1 Fonte de tensão [V]
2 Cartão I de I/O
3...5 Cartões de I/O II...IV
6, 7 Cartões de I/O opcionais I e II
8 Cartão de medição analógica (I, U)
9, 10 Interface de comunicação I e II

V321/pt M/B005 101


9.1 Painel traseiro 9 Conexões VAMP 321

Figura 9.2: Um exemplo de definição do endereço de pinagem 1/A/2:1

1 Slot 1
2 Cartão A
3 Conector 2
4 Pin 1
5 Aterramento de proteção

9.1.1 Cartões de I/O e cartões opcionais de I/O


A configuração do dispositivo pode ser verificada na IHM local ou
no VAMPSET através do menu “Slot” ou “SLOT INFO”. Este contêm
um “Card ID” que é o nome do cartão usado no software do
dispositivo.

Figura 9.3: Um exemplo da configuração de hardware do VAMPSET.

102 V321/pt M/B005


VAMP 321 9 Conexões 9.1 Painel traseiro

9.1.2 Cartão de fonte de tensão “Pwr 80-265 & Pwr


18-60"
Pin No. Símbolo Descrição
14 +24V Tensão de operação da unidade de I/O
13 GND Unidade de I/O de potencial de terra
12 SF NO Status da saída de serviço, normal aberto
11 SF NC Saída de status de serviço, normal fechado
10 SF COMMMON Saída de status do serviço, comum
9 A1 NO Sinal do relé 1, contato normal aberto
8 A1 NC Sinal do relé 1, contato normal fechado
7 A1 COM Sinal do relé 1, contato comum
6 T1 Relé de trip 1 para proteção de arco
5 T1 Relé de trip 1 para proteção de arco
4 Sem conexão
3 Sem conexão
2 L/+/~ Tensão auxiliar
1 N/-/~ Tensão auxiliar

ADVERTÊNCIA
DECLARAÇÃO DE PERIGO
Sempre conecte o aterramento de proteção antes de ligar a fonte
de alimentação.
Falha no atendimento dessas instruções pode resultar em
morte ou sérias lesões.

V321/pt M/B005 103


9.1 Painel traseiro 9 Conexões VAMP 321

9.1.3 Cartão de I/O “3BIO + 2Arc”


Este cartão contêm conexões para 2 sensores de arco luminosos
(Ex.: VA 1 DA), 3 entradas binárias, 3 saídas binárias e 3 relés
rápidos de trip.
Tabela 9.1: Pinos terminais 2/B/1:1...20
Pin No. Símbolo Descrição
20 T4 Relé de trip 4 para proteção de arco
19 T4 Relé de trip 4 para proteção de arco
18 T3 Relé de trip 3 para proteção de arco
17 T3 Relé de trip 3 para proteção de arco
16 T2 Relé de trip 2 para proteção de arco
15 T2 Relé de trip 2 para proteção de arco
14 BI3 Entrada binária 3
13 BI3 Entrada binária 3
12 BI2 Entrada binária 2
11 BI2 Entrada binária 2
10 BI1 Entrada binária 1
9 BI1 Entrada binária 1
8 BO COMMON Saída binária 1...3 GND comum
7 BO3 Saída binária 3, +30 V cc
6 BO2 Saída binária 2, +30 V cc
5 BO1 Saída binária 1, +30 V cc
4 Sen 2 - Terminal negativo do canal 2 do sensor de arco
3 Sen 2 + Terminal negativo do canal 2 do sensor de arco
2 Sen 1 - Terminal negativo do canal 1 do sensor de arco
1 Sen 1 + Terminal positivo do canal 1 do sensor de arco

NOTA! Entradas binárias possuem polaridade livre.

104 V321/pt M/B005


VAMP 321 9 Conexões 9.1 Painel traseiro

9.1.4 Cartão de medição analógica “3L+Io5/1+U”


Este cartão contêm conexões para os transformadores de medição
de corrente para medição das fases L1…L3 e corrente residual Io,
e um transformador de medição de tensão para medição de Uo,
ULL ou ULN.
Tabela 9.2: Pinos terminais 8/A/1:1...11
Pin No. Símbolo Descrição
1 IL1(S1) Corrente de fase L1 (S1)
2 IL1(S2) Corrente de fase L1 (S2)
3 IL2(S1) Corrente de fase L2 (S1)
4 IL2(S2) Corrente de fase L2 (S2)
5 IL3(S1) Corrente de fase L3 (S1)
6 IL3(S2) Corrente de fase L3 (S2)
7 Io1 Corrente residual Io1 comum para 1A e 5A (S1)
8 Io1/5A Corrente residual Io1 5A (S2)
9 Io1/1A Corrente residual Io1 1A (S2)
10 Uo/ULL/ULN Uo (da)/ ULL (a)/ ULN (a)
11 Uo/ULL/ULN U0 (dn)/ ULL (b)/ ULN (n)

V321/pt M/B005 105


9.1 Painel traseiro 9 Conexões VAMP 321

9.1.5 Cartão opcional de I/O “4xArc”


Este cartão pode conter conexões para 4 sensores luminosos de
arco (por exemplo VA1DA). Se o cartão está no slot 6, ele fornece
sensores de 3…6 e no slot 7, sensores de 7…10.
Tabela 9.3: Pinos terminais 6/D/1:1...8
Pin No. Símbolo Descrição
8 Sen 6 - Terminal negativo do sensor de arco 6
7 Sen 6 + Terminal positivo do sensor de arco 6
6 Sen 5 - Terminal negativo do sensor de arco 5
5 Sen 5 + Terminal positivo do sensor de arco 5
4 Sen 4 - Terminal negativo do sensor de arco 4
3 Sen 4 + Terminal positivo do sensor de arco 4
2 Sen 3 - Terminal negativo do sensor de arco 3
1 Sen 3 + Terminal positivo do sensor de arco 3

Tabela 9.4: Terminais do cartão opcional 4x (slot 7)


Pin No. Símbolo Descrição
8 Sen 10 - Terminal negativo do sensor de arco 10
7 Sen 10 + Terminal positivo do sensor de arco 10
6 Sen 9 - Terminal negativo do sensor de arco 9
5 Sen 9 + Terminal positivo do sensor de arco 9
4 Sen 8 - Terminal negativo do sensor de arco 8
3 Sen 8 + Terminal positivo do sensor de arco 8
2 Sen 7 - Terminal negativo do sensor de arco 7
1 Sen 7 + Terminal positivo do sensor de arco 7

106 V321/pt M/B005


VAMP 321 9 Conexões 9.1 Painel traseiro

9.1.6 Cartão de I/O “6DI+4DO”


Este cartão oferece seis entradas digitais e 4 relés de saída. O nível
do limiar é selecionável pelo último dígito do código de pedido.
Tabela 9.5: Pinos terminais 2-5/G/1:1...20
Pin No. Símbolo Descrição
20 T8 Relé de trip T8
19
18 T7 Relé de trip T7
17
16 T6 Relé de trip T6
15
14 T5 Relé de trip T5
13
12 DI 6 Entrada digital 6
11
10 DI 5 Entrada digital 5
9
8 DI 4 Digital input 4
7
6 DI 3 Entrada digital 3
5
4 DI 2 Entrada digital 2
3
2 DI 1 Entrada digital 1
1

9.1.7 Cartão de I/O “2xIGBT”


Este cartão contêm 2 saídas de semicondutores.
Pin No. Símbolo Descrição
19..20 NF Sem Conexão
18 IGBT2.2 IGBT saída 2 terminal 2
17
16 IGBT2.1 IGBT saída 2 terminal 1
15
8..14 NF Sem Conexão
7 IGBT1.2 IGBT saída 1 terminal 2
6
5 IGBT1.1 IGBT saída 1 terminal 1
4
1..3 NF Sem Conexão

V321/pt M/B005 107


9.2 Tensão auxiliar 9 Conexões VAMP 321

9.1.8 Cartão de I/O “Fibra 2 x BI/BO, 1 x Sensor de


arco em loop, T2, T3, T4”
Este cartão contêm conexões para 1 peça de sensor de arco em
fibra, 2 peças para entradas binárias de fibra, 2 peças para saídas
binárias de fibra e 3 peças para relés rápidos de trip.
A entrada do sensor de arco é usada com um sensor Arc-SLm. A
sensibilidade do sensor pode ser ajustada através do menu “ARC
PROTECTION” no VAMPSET.
Entradas e saídas binárias são projetadas para serem usadas com
fibras de 50/125 μm, 62,5/125 μm, 100/140 μm, e 200 μm (Tipo de
conector: ST).
O cartão opcional também tem três contatos de trip normais aberto
que podem ser controlados tanto pelas funções normais dos relés
de trip ou usando a matriz rápida de arco.
Tabela 9.6: VAMP 321 Fibra 2 x BI/BO, 1 x Sensor de arco em loop, T2, T3,
T4 terminais do cartão de I/O (slot 2)
Conector / Pino No. Símbolo Descrição
1:6 T4 Relé de trip 4 para proteção de arco(normal
aberto)
1:5 T4 Relé de trip 4 para proteção de arco(normal
aberto)
1:4 T3 Relé de trip 3 para proteção de arco (normal
aberto)
1:3 T3 Relé de trip 3 para proteção de arco (normal
aberto)
1:2 T2 Relé de trip 2 para proteção de arco (normal
aberto)
1:1 T2 Relé de trip 2 para proteção de arco (normal
aberto)
2 BI2 Entrada binária de fibra 2
3 BI1 Entrada binária de fibra 1
4 BO2 Saída binária de fibra 2
5 BO1 Saída binária de fibra 1
6 Arc sensor 1 Sensor de arco 1 Rx
7 Arc sensor 1 Sensor de arco 1 Tx

9.2 Tensão auxiliar


A tensão auxiliar externa UAUX (80…265 V ca ou V cc, ou
opcionalmente 18…60 V cc) para o dispositivo é conectada aos
terminais 1/A/2: 1-2.

NOTA! Quando o módulo opcional de potência de 18…60 Vcc é


utilizado, a polaridade é a seguinte: 1/A/2:2 positivo, 1/A/2:1
negativo.

108 V321/pt M/B005


VAMP 321 9 Conexões 9.3 Conexões de comunicação

9.3 Conexões de comunicação

9.3.1 Conector USB no painel frontal


Pin Nome do sinal

2 1 1 VBUS
2 D-

3
3 D+
4
4 GND
Figura 9.4: Numeração da pinagem da USB no painel frontal, Shell Blindagem
conector tipo B

9.3.2 Conector COM 5 (Barramento de I/O de Arco)

* 1-COM 5 Barramento de I/O de arco

Figura 9.5: Conexão do barramento de I/O de arco na parte traseira do dispositivo

A interface do barramento de I/O de arco contêm 2 conectores RJ-45


idênticos. A numeração do pino é a seguinte:

V321/pt M/B005 109


9.3 Conexões de comunicação 9 Conexões VAMP 321

Conector RJ-45 1= Arc comm A

2= +24V
1 8 3= RS485 A

4= GND

5= GND

6= RS485 B

RJ-45 7= +24V

8= Arc comm B

A descrição dos cabos modulares está descrita separadamente no


manual das unidades VAM I/O.

NOTA! Somente cabo de comunicação CAT 6 tipo VX001 deve ser


utilizado.
Os cabos modulares devem ser instalados no bandejamento
de cabos de controle, o mais longe possível dos cabos de
potência e barramentos.

9.3.3 Funções dos pinos dos cartões opcionais de


interface de comunicação
O dispositivo pode ser equipado com cartões de comunicação
opcionais. A localização física do cartão é o slot 9 ou 10 na parte
traseira do dispositivo. Os cartões podem ser instalados no campo
(se a alimentação for previamente desligada).
Há quatro “portas de comunicação lógica” disponível no dispositivo:
COM 1, COM 2, COM 3, COM 4 e Ethernet. Dependendo do tipo
de cartão opcional de comunicação, uma ou mais dessas portas
estarão disponíveis fisicamente nas conexões externas.
Os tipos de cartões de comunicação e a atribuição dos pinos são
apresentados na tabela a seguir.

110 V321/pt M/B005


VAMP 321 9 Conexões 9.3 Conexões de comunicação

Módulos opcionais de comunicação e as respectivas


numerações dos pinos
Tipo Código do pedi- Portas de comuni- Níveis de Conectores Pinagem utilizada
do, Nome cação sinal
3VCM RS232 B = RS232 COM 1 / COM 2 RS-232 Conector D 1 = TX COM2/COM 4

COM 3 / COM 4 2 = TX COM1/COM3

COM 1, 2 no slot 10. 3 = RX COM1/COM3

COM 3 , 4 no slot 9. 7 = GND

8 = TX COM2/COM4

9 = +12V
3VCM C = RS232 COM 1 / COM 2 RS-232 Conector D 1 = TX COM2/COM 4
RS232+EtRJ +Ethernet RJ-45
COM 3 / COM 4 Ethernet RJ-45 2 = TX COM1/COM3
100Mbps
COM 1, 2 no slot 10. 3 = RX COM1/COM3

COM 3 , 4 no slot 9. 7 = GND

Ethernet 8 = TX COM2/COM4

9 = +12V

1=Transmitir+

2=Transmitir-

3=Receber+

4=Reservado

5=Reservado

6=Receber-

7=Reservado

8=Reservado
3VCM D = RS232 COM 1 / COM 2 RS-232 Conector D 1 = TX COM2/COM 4
RS232+EtLC +Ethernet LC
COM 3 / COM 4 Luz Conector LC 2 = TX COM1/COM3
100Mbps
COM 1, 2 no slot 10. 3 = RX COM1/COM3

COM 3 , 4 no slot 9. 7 = GND

Ethernet 8 = TX COM2/COM4

9 = +12V

RX=Superior LC-conector

TX=Baixo LC-conector

NOTA! Quando o módulo opcional de comunicação do tipo 3VCM


RS232+XXXX é utilizado no slot 9, então as portas seriais
COM 3 e COM 4 estão disponíveis e no slot 10 as portas
seriais COM 1 e COM 2 estão disponíveis.

V321/pt M/B005 111


9.4 Diagrama de blocos 9 Conexões VAMP 321

9.4 Diagrama de blocos

9.4.1 Diagrama de blocos funcional

Figura 9.6: Diagrama funcional de blocos para VAMP 321 AB AAA AAAAA A1

112 V321/pt M/B005


VAMP 321 9 Conexões 9.4 Diagrama de blocos

9.4.2 Diagrama de blocos do VAMP 321


ABAAA-AAAAA-A1/2/3

Figura 9.7: Diagrama de blocos do VAMP 321-ABAAA-AAAAA-A1/2/3

V321/pt M/B005 113


10 Configurações VAMP 321

10 Configurações

10.1 Configurando o sistema


Antes de configurar o sistema de proteção de arco elétrico, você
precisa
• PC com direitos de usuário adequados
• Ferramenta de ajuste e configuração VAMPSET baixada para
o computador
• Cabo USB (VX052) para conexão do IED com o PC

10.1.1 Configurando a comunicação


NOTA! Se vários IEDs são conectados no barramento de
comunicação, configure apenas um para trabalhar no modo
"master" e os demais para o modo "esccravo".

• Conecte o cabo entre a porta serial do computador e a porta


local do IED.

Definindo os ajustes da porta serial do computador

NOTA! Certifique-se de que a configuração da porta de


comunicação do PC corresponde à configuração do IED.

1. Abra o Device Manager no computador e verifique o número da


porta serial USB (COM) para o IED.
2. Abra a ferramenta de ajuste e configuração do VAMPSET no
computador.
3. No menu de configurações do VAMPSET, selecione
Configuração da comunicação.
4. Seleione a porta correta e clique em Apply.

Definindo os ajustes de comunicação do VAMPSET


1. Na IHM local, vá no menu CONF/ DEVICE SETUP e verifique
a taxa de bits da porta local.
2. No menu de configurações do VAMPSET, selecione
Configuração da comunicação.
3. Na Local area, selecione a velocidade correspondente (bps) na
lista e clique em Apply.
4. No menu de configurações do VAMPSET, selecione Program
Settings.

114 V321/pt M/B005


VAMP 321 10 Configurações 10.1 Configurando o sistema

NOTA! Se uma operação mais rápida for necessária, alterar a


velocidade para 187500 bps tanto no VAMPSET quanto no
IED.

Conectando o IED
1. No menu de Comunicação do VAMPSET, selecione Connect
Device.
2. Digite a senha e clique em Apply.
Conexão do VAMPSET ao IED.

NOTA! A senha padrão para o configurador é 2.

10.1.2 Definindo a escala do transformador de corrente


e tensão
O menu SCALING contêm os valores primários e secundários do
TC. Entretanto, o menu ARC PROTECTION calcula o valor IN
somente após o valor da I pick-up ser fornecido.
1. Na lista de grupos do VAMPSET, selecione SCALING.
2. Clique no valorCT primary , ajuste para 1200 A e pressione
Enter.
3. Clique no valor CT secondary , ajuste para 5 A e pressione
Enter.

Figura 10.1: Ajustando os valores da escala do transformador de corrente para


aplicação do exemplo

4. Na lista de grupos do VAMPSET, selecione ARC PROTECTION


5. Defina o valor da I pick-up para o IED.
Agora o valor da IN é calculada.

V321/pt M/B005 115


10.2 Configurando a proteção de 10 Configurações VAMP 321
arco elétrico

Figura 10.2: Definindo o valor da corrente de pick-up para aplicação do exemplo

Neste exemplo de aplicação, a corrente residual I0 não está


conectada IED, e a escala pode ser ignorada. Analogamente, os
transformadores de potencial não estão disponíveis nesta aplicação
e a escala de tensão pode ser ignorada.

10.1.3 Instalando os sensores de arco elétrico e as


unidades de I/O
1. Na lista de grupo do VAMPSET, selecione ARC PROTECTION.
2. Em Settings, clique na lista Install arc sensors & I/O units e
selecione Install.
3. Espere até o Estado de Instalação apresentar Ready. A
comunicação entre os componentes do sistema estará criada.
Os sensores e unidades instalados podem ser visualizados no topo
do grupo ARC PROTECTION .

10.2 Configurando a proteção de arco elétrico

10.2.1 Configurando a matriz de corrente


Definir os sinais de corrente que são recebidos no IED do sistema
de proteção de arco elétrico.
Neste exemplo de aplicação, a corrente de falta de arco elétrico é
medida pelo alimentador de entrada, e o sinal de corrente é
relacionado ao Arc stage 1 na matriz de corrente. O critério de
corrente para Arc stage 2 não é definido, porque no estágio 2 os
sensores operam apenas pelo princípio de luz.
1. Na lista de grupo do VAMPSET, selecione ARC MATRIX –
CURRENT.

116 V321/pt M/B005


VAMP 321 10 Configurações 10.2 Configurando a proteção de
arco elétrico

2. Na matriz, selecione o ponto de conexão Arc stage 1 e I>int.


3. No menu Communication , selecione Write Changed Settings
To Device.

Figura 10.3: Configurando a matriz de corrente para o exemplo da aplicação

10.2.2 Configurando a matriz de luz


Definir quais sinais dos sensores de luz serão recebidos no sistema
de proteção.
1. Na lista de grupo do VAMPSET, selecione ARC MATRIX –
LIGHT.
2. Na matriz, selecione o ponto de conexão Arc sensor 1 e Arc
stage 2.
3. Selecione o ponto de conexão do Arc sensor 2 e Arc stage 2.
4. Selecione o ponto de conexão da Zona 1 e Arc stage 1.
5. No menu Communication , selecione Write Changed Settings
To Device.

Figura 10.4: Configurando a matriz de arco para o exemplo da aplicação

V321/pt M/B005 117


10.2 Configurando a proteção de 10 Configurações VAMP 321
arco elétrico

NOTA! A Arc stage 2 opera pelo princípio da luz apenas, já que


não há correntes conectadas ao estágio 2 na matriz de
corrente.

10.2.3 Configurando a matriz de saída


Definir os relés de trip para que os sinais de corrente e luz tenham
efeito.
1. Na lista de grupo do VAMPSET, selecione ARC MATRIX –
OUTPUT.
2. Na matriz, selecione o ponto de conexão do Arc stage 1 e T1.
3. Selecione os pontos de conexão Latched e T1 e T2.
4. Selecione o ponto de conexão Arc stage 2 e T2.
5. No menu Communication , selecione Write Changed Settings
To Device.

NOTA! É recomendado que se use saídas retentivas para as saídas


de trip.

Figura 10.5: Configurando a matriz de saída para o exemplo da aplicação

10.2.4 Configurando os eventos de arco


Define quais eventos de arco são escritos na lista de eventos nesta
aplicação.
1. Na lista de grupo do VAMPSET, selecione ARC EVENT
ENABLING.
2. Na matriz, habilite ‘Act On’ event e ‘Act Off’’ event para Arc
sensor 1, Arc stage 1, Arc stage 2 e Zone 1.
3. No menu Communication , selecione Write Changed Settings
To Device.

118 V321/pt M/B005


VAMP 321 10 Configurações 10.2 Configurando a proteção de
arco elétrico

Figura 10.6: Configurando os eventos de arco para aplicação do exemplo

10.2.5 Configurando os nomes dos LEDs


1. Na lista de grupos do VAMPSET, selecione LED NAMES.
2. Para mudar o nome do LED, clique no texto LED Description
e digite um novo nome. Pressione Enter.

Figura 10.7: Menu LED NAMES no VAMPSET para configuração do LED

V321/pt M/B005 119


10.2 Configurando a proteção de 10 Configurações VAMP 321
arco elétrico

10.2.6 Configurando o gravador de distúrbio


O gravador de distúrbios pode ser utilizado para gravar todos os
sinais de medição, que são, correntes, tensões e status de
informação das entradas digitais (DI) e saídas digitais (DO).
Para este exemplo de aplicação, selecione os canais e a taxa de
amostragem para o gravador de distúrbios.
1. No visualizador de grupos VAMPSET, clique no menu
DISTURBANCE RECORDER.
2. Clique na lista Add recorder channel e selecione o canal IL1.
3. Similarmente selecione os canais IL2, IL3, DO e Arc.
4. Clique na lista Sample rate e selecione a taxa de amostragem
1/20ms.
Para upload, visualização e análise das gravações, abra o VAMPSET
e no menu View clique Disturbance Record.

NOTA! Para maiores informações sobre alterações nos ajustes do


gravador de distúrbios e avaliação das gravações, veja o
manual do usuário VAMPSET.

120 V321/pt M/B005


VAMP 321 10 Configurações 10.2 Configurando a proteção de
arco elétrico

Figura 10.8: Configurando o gravador de distúrbios para o exemplo da aplicação

10.2.7 Escrevendo os ajustes no IED


• No menu Communication do VAMPSET, selecione Write All
Settings To Device para realizar o download da configuração
para o IED.

V321/pt M/B005 121


10.2 Configurando a proteção de 10 Configurações VAMP 321
arco elétrico

NOTA! Para salvar as informações de configuração do IED para


uso posterior, também salve o arquivo do VAMPSET no
computador.

10.2.8 Salvando os arquivos do VAMPSET


Salve a informação de configuração do IED para o computador. O
arquivo é útil, por exemplo, se você precisar de ajuda na solução
de problemas.
1. Conecte o IED ao computador com um cabo USB.
2. Abra a ferramenta VAMPSET no computador.
3. No menu Communication , selecione Connect device.
4. Digite a senha de configuração.
A configuração do IED abrirá.
5. No menu File, clique Save as.
6. Digite o nome descritivo do arquivo, selecione a localização do
arquivo e clique Save.

NOTA! Por padrão, o arquivo de configuração é salvo na pasta do


VAMPSET.

122 V321/pt M/B005


VAMP 321 11 Dados técnicos

11 Dados técnicos

11.1 Fonte de potência auxiliar


UAUX 110…240 ±10% V ca/cc

110/120/220/240 V ca

110/125/220 V cc

ou

24…48 ±20% V cc

24/48 V cc
Consumo de energia (código do pedido 20 W (interno)
–ABAAA-AAAA-AA)
max 65W (interno + unidades de I/O)
O consumo de energia aumenta quando
mais cartões de I/O, I/O opcionais ou
cartões de comunicação são utilizados.

11.2 Unidade de I/O da fonte de tensão


Tensão nominal 24 V cc
Potência nominal 36 W

11.3 Circuitos de medição


Corrente nominal IN 5 A (configurável para o secundário do TC 1 –
10 A)
- Range de medição de corrente 0…250 A
- Suportabilidade térmica 20 A (continuamente)
100 A (para 10 s)
500 A (para 1 s)
- Burden < 0.2 VA

Corrente nominal I0 5 A / 1 A (opcionalmente 1 A / 0.2 A)


- Range de medição de corrente 0…50 A / 10 A
- Suportabilidade térmica 4 x I0 (continuamente)
20 x I0 (para 10 s)
100 x I0 (para 1 s)
- Burden < 0.2 VA

Tensão nominal UN 100 V (configurável para TP secundário 50 – 120


V)
- Range de medição de tensão 0 - 175 V
- Tensão contínua 250 V
- Burden < 0.5 VA

V321/pt M/B005 123


11.4 Contatos de trip, Tx 11 Dados técnicos VAMP 321

Frequência nominal fN 45 - 65 Hz
Bloco terminal: Dimensão máxima do fio:

- Fio sólido ou trançado 4 mm2 (10-12 AWG)

11.4 Contatos de trip, Tx


Número de contatos De acordo com o código de encomenda
Tensão nominal 250 V ca/cc
Carregamento contínuo 5A
Corrente mínima 100 mA @ 24 Vcc
Tempo de operação típico 7 ms
Execute e carregue, 0.5 s 30 A

Execute e carregue, 3s 15 A

Capacidade de interrupção, CC (L/R=40ms)


em 48 V cc: 1.15 A
em 110 V cc: 0.5 A
em 220 V cc 0.25 A

Material de contato AgNi 90/10


Bloco terminal: Dimensão máxima do fio:

- Phoenix MVSTBW ou equivalente 2.5 mm2 (13-14 AWG)

11.5 Contatos de trip, HSO


Número de contatos De acordo com o código do pedido
Tensão nominal 250 V ca/cc
Carregamento contínuo 5A
Corrente mínima -

Execute e carregue, 0.5 s 30 A

Execute e carregue, 3s 15 A
Tempo de operação típico 2 ms

Capacidade de interrupção, CC (L/R=40ms)


em 48 V cc: 5A
em 110 V cc: 3A
em 220 V cc: 1A

Material de contato IGBT


Bloco terminal: Dimensão máxima do fio:

- Phoenix MVSTBW ou equivalente 2.5 mm2 (13-14 AWG)

124 V321/pt M/B005


VAMP 321 11 Dados técnicos 11.6 Contatos de sinal

11.6 Contatos de sinal


Número de contatos: 1
Tensão nominal 250 V ca/cc
Carregamento contínuo 5A
Corrente mínima 100 mA @ 24 V ca/cc

Capacidade de interrupção, CC (L/R=40ms)


em 48 V cc: 1.15 A
em 110 V cc: 0.5 A
em 220 V cc 0.25 A

Material de contato AgNi 0.15 banhado a ouro


Bloco terminal Dimensão máxima do fio

- Phoenix MVSTBW ou equivalente 2.5 mm2 (13-14 AWG)

11.7 Interface de proteção de arco


BIO entradas/saídas, slot 2 opção B
Tensão nominal de saída +30 V CC
Tensão nominal de entrada +18…265 V cc
Corrente nominal (BO) 20 mA
Corrente nominal (BI) 5 mA
BI line (IN) 3 pcs
Linhas de saída binária lines ( OUT ) 3 pcs

BIO entradas/saídas, slot 2 opção C


Conector ST
Fibre 50/125 μm, 62,5/125 μm, 100/140 μm, e 200 μm
Distância máxima do link 2 km (62,5/125 μm)
Max atenuação do link 7 db
BI line (IN) 2 pcs
Linhas de saída binária lines ( OUT ) 2 pcs

V321/pt M/B005 125


11.8 Gravador de distúrbios 11 Dados técnicos VAMP 321

Barramento de I/O de arco (RJ-45)


Multi drop Máximo de 16 unidades de I/O e 3 unidades
principais
Fonte para unidades de I/O 24 V cc isolado
Comunicação de arco RS485 (master- RS-485
slave)
informação/auto-supervisão
Comprimento do barramento Max 100 m, único comprimento de cabo 30 m
Comunicação de I/O de arco 4 zonas ARC e

1 zona linha OC

Entradas de sensores de arco


Número de entradas De acordo com o código de encomenda
Fonte para o sensor 12 V dc isolado

11.8 Gravador de distúrbios


A operação do gravador de distúrbio depende dos seguintes ajustes.
O tempo de gravação e o número de gravações dependem do ajuste
de tempo e do número de canais selecionados.
Tabela 11.1: Gravador de distúrbios
Modo de gravação: Saturado / Sobrecarga
Taxa de amostragem:
- Gravação da forma de onda 32/ciclo, 16/ciclo, 8/ciclo
- Gravação da curva de tendência 10, 20, 200 ms

1, 5, 10, 15, 30 s

1 min
Tempo de gravação (uma gravação) 0.1 s – 12 000 min (Conforme ajuste de gra-
vação)
Taxa de pré-trigger 0 – 100%
Número de canais selecionados 0 – 12

126 V321/pt M/B005


VAMP 321 12 Teste e condições ambientais

12 Teste e condições ambientais

12.1 Testes de perturbação


Teste Padrão & Teste de classe / nível Valor do teste
Emissão EN 61000-6-4 / IEC 60255-26
- Condução EN 55011, Classe A / IEC 60255-25 0.15 - 30 MHz
- Emissão EN 55011, Classe A / IEC 60255-25 / 30 - 1000 MHz
CISPR 11

Imunidade EN 61000-6-2 / IEC 60255-26


- 1Mhz onda oscilatória amortecida IEC 60255-22-1 ±2.5kVp CM, ±2.5kVp DM
- Descarga estática (ESD) EN 61000-4-2 Nível 4 / IEC 60255-22- 8 kV contact, 15 kV air
2 Classe 4
- Campo de alta frequência emitido EN 61000-4-3 Nível 3 / IEC 60255-22- 80 - 2700 MHz, 10 V/m
3
- Transientes rápidos (EFT) EN 61000-4-4 Level 4 / IEC 60255-22- 4 kV, 5/50 ns, 5 kHz
4 Class A
- Surto EN 61000-4-5 Nível 4 / IEC 60255-22- 4 kV, 1.2/50 µs, CM
5
2 kV, 1.2/50 µs, DM
- Campo de alta frequência conduzido EN 61000-4-6 Level 3 / IEC 60255-22- 0.15 - 80 MHz, 10 Vemf
6
- Campo magnético de alta frequência EN 61000-4-8 300A/m (contínuo), 1000A/m 1-3s
- Campo magnético pulsante EN 61000-4-9 Nível 5 1000A/m, 1.2/50 µs
- Interrupções de tensão EN 61000-4-29 / IEC 60255-11 30%/1s, 60%/0.1s, 100%/0.05s
- Componente de tensão alternativo EN 61000-4-17 / IEC 60255-11 12% da tensão de operação (CC)/10
min
- Quedas de tensão e curtas inter- EN 61000-4-11 30%/10ms, 100%/10ms, 60%/100ms
rupções
>95%/5000ms

12.2 Testes elétricos


Teste Padrão & Teste de classe Valor do teste
/ nível
- Tensão de impulso suportá- EN 60255-5, Classe III 5 kV, 1.2/50 µs
vel
- Teste dielétrico EN 60255-5, Classe III 2 kV, 50 Hz
- Resistência de isolação EN 60255-5
- Resistência bonding de EN 60255-27
proteção
- Burden da fonte de alimen- IEC 60255-1
tação

V321/pt M/B005 127


12.3 Testes mecânicos 12 Teste e condições ambientais VAMP 321

12.3 Testes mecânicos


Teste Padrão & Teste de classe Valor do teste
/ nível
Dispositivo em operação
- Vibrações IEC 60255-21-1, Classe II / 1Gn, 10Hz – 150 HZ
IEC 60068-2-6, Fc
- Choques IEC 60255-21-2, Classe II / 10Gn/11ms
IEC 60068-2-27, Ea

Dispositivo desenergizado
- Vibrações IEC 60255-21-1, Classe II / 2Gn, 10Hz – 150 HZ
IEC 60068-2-6, Fc
- Choques IEC 60255-21-2, Classe II / 30Gn/11ms
IEC 60068-2-27, Ea
- Colisão IEC 60255-21-2, Classe II / 20Gn/16ms
IEC 60068-2-27, Ea

12.4 Testes ambientais


Teste Padrão & Teste de classe Valor do teste
/ nível
Dispositivo em operação
- Calor seco EN / IEC 60068-2-2, Bd 60°C (140°F)
- Frio EN / IEC 60068-2-1, Ad -25°C (-13°F)
- Calor úmido, cíclico EN / IEC 60068-2-30, Db De 25°C (77°F) a 55°C
(131°F), De 93% a 98% de
umidade relativa, 6 dias
- Calor úmido, estático EN / IEC 60068-2-78, Cab 40°C (104°F), 93% de umida-
de relativa, 10 dias

Dispositivo em armazenamento
- Calor seco EN / IEC 60068-2-2, Bb 70°C (158°F)
- Frio EN / IEC 60068-2-1, Ab -40°C (-40°F)

128 V321/pt M/B005


VAMP 321 12 Teste e condições ambientais 12.5 Condições ambientais

12.5 Condições ambientais


Temperatura ambiente, em serviço -25...60°C (-13...140°F)
Temperatura ambiente, armazena- -40...70°C (-40...158°F)
mento
Umidade relativa do ar < 95%, sem condensação
Altitude máxima de operação 2000 m (6561.68 ft)

12.6 Invólucro
Grau de proteção (IEC 60529) Lado frontal IP54, lado traseiro IP20
Modelo padrão (w x h x d): 270 x 176 x 230 mm / 10.63 x 6.93 x 9.06 in
Peso 4.0 kg (8.830 lb)

V321/pt M/B005 129


13 Montagem VAMP 321

13 Montagem

Figura 13.1: Montagem e dimensões VAMP 321

NOTA! Veja as instruções de montagem e comissionamento para


maiores informações.

130 V321/pt M/B005


VAMP 321 14 Commissionamento e teste

14 Commissionamento e teste
O procedimento de commissionamento e teste é introduzido
separadamente no Manual de Testes tipo VARCTEST/EN M/xxxx.
Estude o documento de teste antes da execução do
comissionamento ou teste.
Por padrão, o ajuste de sobrecorrente é ajustado em 1,2 xIN.
Certifique-se de que o ajuste de sobrecorrente está configurado de
acordo com o estudo de proteção e seletividade, compatível com o
TC e outros requisitos.
Durante o teste, preste atenção e verifique se o trip ocorreu de
acordo com a zona selecionada.

14.1 Descomissionamento
No caso do sistema de comissionamento necessitar um
descomissionamento quando componentes do sistema são trocados
ou removidos, certifique-se de que o painel está desenergizado.

ADVERTÊNCIA
DESCOMISSIONAMENTO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO DE
ARCO
Desligue a fonte primária no caso de descomissionamento.
Falhas no cumprimento dessas instruções podem resultar
em morte ou sérias lesões

Certifique-se de que o painel está montado conforme sua construção


original se componentes da proteção de arco forem removidos do
mesmo. Preste atenção se possíveis buracos e recortes não foram
deixados no painel.

V321/pt M/B005 131


15 Manutenção VAMP 321

15 Manutenção
O IED Vamp 321 e suas unidades de extensão requerem
manutenção a fim de operarem de acordo com sua especificação.
Mantenha gravado as ações de manutenção realizadas para o
sistema. A manutenção pode incluir, mas não está limitada, as
seguintes ações.

15.1 Manutenção preventiva


O IED Vamp 321 e suas unidades de extensão, sensor e cabo devem
ser visualmente verificados quando o painel estiver desenergizado.
Durante a inspeção, preste atenção em
• possível sujeira nos sensores de arco
• fios soltos
• fiação danificada
• luzes indicativas ( veja a seção da sequência de testes de LED)
e
• outras conexões mecânicas.
A inspeção visual deve ser realizada no máximo a cada três (3)
anos.

15.2 Teste periódico


O IED e suas unidades de extensão, cabos e sensores devem ser
periodicamente testados de acordo com as instruções de segurança,
recomendações nacionais de segurança ou lei. O fabricante
recomenda a realização de um teste funcional no mínimo a cada
cinco (5) anos.
Propõe-se que o teste periódico seja realizado através do princípio
de injeção de corrente no secundário para os estágios de proteção,
que são usados no IED e nas unidades de extensão.
Siga o manual de teste separado (VARCTEST/EN/M_xxxx) para
teste de protocolo.

15.3 Limpeza do hardware


Atenção especial deve ser dada para que o IED, suas unidades de
extensão e sensores não fiquem sujos. Caso seja necessária uma
limpeza, retirar a sujeira para fora da unidade

132 V321/pt M/B005


VAMP 321 15 Manutenção 15.4 Verificação da condição e
posicionamento do sensor

15.4 Verificação da condição e


posicionamento do sensor
Após o comissionamento, substituição do sensor, modificação em
procedimento, limpeza e teste periódico, sempre verifique se a
posição do sensor permanece na sua posição original.

15.5 Mensagens de status do sistema


No caso da auto verificação do IED detectar algum status
inadequado, na maioria dos casos ele será exibido ativando o LED
de serviço e a indicação do status de notificação na tela de LCD.
Caso isto aconteça, armazene a mensagem e contacte o seu
representante local para obter mais orientações.

15.6 Partes sobressalentes


Utilize uma unidade inteira como sobressalente para o dispositivo
a ser substituído. Sempre armazene as partes sobressalentes de
acordo com os requisitos da seção Condições ambientais.

V321/pt M/B005 133


16 Informação do pedido VAMP 321

16 Informação do pedido
Ao encomendar, indicar:
• Designação do tipo:
• Quantidade:
• Opções (ver o respectivo código do pedido):

Vamp 321 ordering code


Slot - 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
V321 - - - Arc Protection

Supply voltage [V]


A = 80 .. 265Vac/dc, T1, A1, SF
B = 18 .. 48Vdc, T1, A1, SF

I/O Card I
A = None
B = 3 x BI/BO, 2 x Arc sensor, T2, T3, T4
C = Fibre 2 x BI/BO, 1 x Arc loop sensor, T2, T3, T4

I/O Card II
A = None
G = 6 x DI, 4 x DO

I/O Card III


A = None

I/O Card IV
A = None
D = 2 x IGBT High speed outputs (Excludes I/O Card III, slot 4)
F = VAM 3TD/3ED control interface

I/O Option card I


A = None
D = 4 x Arc sensor

I/O Option card II


A = None
D = 4 x Arc sensor

Analog measurement card [A, V]


A = 3L + Io (5A / 1A) + U

Communication interface I
A = None
B = RS232
C = RS232 + Ethernet RJ-45
D = RS232 + Ethernet LC

Communication interface II
A = None
B = RS232

Display type
A = 128 x 64 LCD matrix

DI nominal activation voltage


1 = 24 VDC
2 = 110 VDC
3 = 220 VDC

134 V321/pt M/B005


VAMP 321 16 Informação do pedido

Accessórios
Código do pedi- Descrição Nota
do
VAM 3LSE Unidade de E/S para sensores de fibra (VAMP221 & 321) 3 laços de fibra, 1 relé de
trip
VAM 3LXSE Unidade de E/S para sensores de fibra (VAMP221 & 321) 3 laços de fibra, 1 relé de
trip, ajuste da sensibilida-
de
VAM 4CSE Unidade de E/S de corrente (VAMP221 & 321) 3 entradas de corrente, 1
relé de trip
VAM 4CDSE Unidade de E/S de corrente (VAMP221 & 321) 3 entradas de corrente, 1
relé de trip, montagem
embutida
VAM 10LSE Unidade de E/S para sensores pontuais (VAMP221 & 321) 10 entradas de sensores,
1 relé de trip
VAM 10LDSE Unidade de E/S para sensores pontuais (VAMP221 & 321) 10 entradas de sensores,
1 relé de trip, montagem
embutida
VAM 12LSE Unidade de E/S para sensores pontuais (VAMP221 & 321) 10 entradas de sensores,
3 relés de trip
VAM 12LDSE Unidade de E/S para sensores pontuais (VAMP221 & 321) 10 entradas de sensores,
3 relés de trip, montagem
embutida
VAMP 4R Relé multiplicador de trip 4 x NA, 4 X NF, 2 grupos
VA 1 DA-6 Sensor de arco Comprimento do cabo 6m
VA 1 DA-20 Sensor de arco Comprimento do cabo
20m
VA 1 DA-6s Sensor de arco, blindado Cable length 6m
VA 1 DA-20s Sensor de arco, blindado Comprimento do cabo
20m
VA 1 DA-6-HF Sensor de arco, livre de halogênio Comprimento do cabo 6m
VA 1 DA-20-HF Sensor de arco, livre de halogênio Comprimento do cabo
20m
VA 1 DT-6 Sensor de temperatura Comprimento do cabo 6m
VA 1 DP-5 Sensor de arco portátil Comprimento do cabo 5m
VA 1 DP-5D Sensor de arco portátil Comprimento do cabo 5m
VA 1 EH-6 Sensor de arco (tipo tubo) Comprimento do cabo 6m
VA1EH-20 Sensor de arco (tipo tubo) Comprimento do cabo
20m
ARC SLm-x Sensor de fibra, 8000 lx x = comprimento da fibra
(1
SLS-1 Conjunto de fibra SLS-1 Máximo um conjunto por
fibra
VX001-xx Cabo modular VAM <-> VAM ( xx = comprimento do cabo [m] ) Comprimentos preferen-
ciais de cabo (2
VX031-5 Cabo de extensão para VA1DP-5D Comprimento do cabo 5m
VX052-3 Cabo de programação USB (Vampset) Largo de cable 3m
VX072 Cabo profibus VAMP 300/321 Comprimento do cabo 3m
VYX001 Superfície da placa de montagem para sensores Em forma de Z

V321/pt M/B005 135


16 Informação do pedido VAMP 321

Código do pedi- Descrição Nota


do
VYX002 Superfície da placa de montagem para sensores Em forma de L
VYX695
VSE001PP Módulo de interface de fibra ótica (plástico-plástico) Distância máxima de 1
km
VSE002 Módulo de interface RS485
VPA3CG Módulo externo Profibus

Nota 1. Comprimentos da fibra 1, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35, 40, 50, 60 ou 70 m

Nota 2. Comprimentos do cabo 1, 3, 5, 7, 10, 15, 20, 25 & 30

136 V321/pt M/B005


VAMP 321 17 Histórico da versão

17 Histórico da versão
Tabela 17.1: Histórico do manual
Revisão do docu- Alterações
mento
V321/EN M/B002 Primeira revisão.
V321/EN M/A003 Matriz de LED adicionada.

Funções lógicas atualizadas.

Dados técnicos alterados.


V321/EN M/A004 Cartão da fonte de tensão "Pwr 18-60" adicionado.

Cartão I/O “Fibre 2 x BI/BO, 1 x Arc loop sensor, T2, T3, T4” adi-
cionado.

Alguns dados técnicos revisados.


V321/EN M/A005 Adicionado o capítulo "Configurações".

Capítulo "Comissionamento e teste" adicionado.

Capítulo "Manutenção" adicionado.


V321/EN M/B005 Correções editoriais.

Tabela 17.2: Histórico do Firmware


Versão do firmware Alterações
10.85 Primeira versão.
10.89 Suporte para IEC 61850
10.102 Suporte para cartão “2xIGBT” e “6DI/4DO”
10.107 Suporte para cartão I/O de fibra
10.113 Status do sensor de arco no navegador web / display LCD local.
10.119 Implementação do serviço DHCP.

As travas da CPU e da FPGA, unidades de I/O retentivas e regis-


tros podem ser eliminados a partir da IHM, pressionando a seta
direita i -> (é necessário senha para abrir).

Novos eventos para as seguintes situações:

- Instalação da unidade de I/O pronta

- Travas de liberação

- Limpar os registros da unidade de I/O

Funções DST mais abrangentes.


10.127 IEC 101 sobre Ethernet.

V321/pt M/B005 137


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Publication version: V321/pt M/B005 09/2013