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História

de Sergipe
Professor Alberto Garcia
2

Rua Fenelon Santos, 339 - Salgado Filho, Aracaju - SE, 49020-350

Material Didático

Elaboração de Conteúdo: Alberto Garcia


Coordenação de Desenvolvimento: Instituto Educar
Supervisão de Desenvolvimento Instrucional: Fábio Figueirôa
Desenvolvimento Instrucional e Revisão: Instituto Educar

Departamento de Produção

Coordenação de Produção e diretoria: Fábio Figueirôa


Diretoria administrativa: Raquel Figueirôa
História de Sergipe

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Edição de videoaulas: José Roberto

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Sobre o Autor...
3 (Conhecimentos Gerais do Estado de Sergipe) Mestre em
História, Professor da rede Particular e Pública do Ensino
Superior e Médio, Cursos Preparatórios e Pré Vestibulares.

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Índice
4
1. Os índios em sergipe....................................................................................6
1.1. Tribos..........................................................................................6
2. A catequese dos índios.................................................................................7
2.1. Os jesuítas.................................................................................7
3.Aconquista de sergipe..................................................................................8
3.1. Motivos.......................................................................................8
3.2. A primeira tentativa de conquista (1575)....................................8
3.3. A conquista de sergipe (1590)....................................................9
3.4. A origem do nome sergipe..........................................................9
3.5.As transferências de lugar da cidade de são cristóvão...............9
4. A colonização de sergipe.........................................................................10
4.1. Dificuldades.............................................................................10
História de Sergipe

4.2. Doação de sesmarias................................................................10


4.3.Atividades econômicas..............................................................10
5. Os holandeses em sergipe........................................................................11
5.1. Motivos.....................................................................................11
5.2. Objetivos..................................................................................11
5.3. A invasão..................................................................................11
5.4. Situação de sergipe durante a invasão........................................11
5.5. A retomada da capitania.............................................................12
5.6. Consequências........................................................................12
6. A emancipação política de sergipe..........................................................13
6.1. Período pós-invasão holandesa................................................13
6.2. Comarca...................................................................................14
6.3. Economia.................................................................................14
6.4. Os grupos sociais......................................................................14
6.5. A independência de sergipe.......................................................15
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7. Sergipe durante o império........................................................................17


5 7.1. Situação política durante o 1º reinado..........................................17
7.2. Contexto histórico durante o período regencial.............................18
7.3. Sergipe durante o 2º reinado........................................................19
7.4. Sergipe e crise do império: abolicionismo e republicanismo...........21
7.5. A cultura no século xix..............................................................21
8. Sergipe republicana..................................................................................23
9. Governadores de sergipe república velha..............................................24
10. Eras vargas - Interventores / governador.............................................26
11. República populista................................................................................27
12. Periodo militar - governadores..............................................................28
13. Nova república.........................................................................................29
14. Governadores..........................................................................................30
História de Sergipe
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6 1. OS ÍNDIOS EM SERGIPE

1.1. TRIBOS:

• Línguas: Tupi e Macro-Jê.

• Tribos: xocós, aramurus, carapotós, kaxagó, natu (nas margens do


rio São Francisco), tupinambás, caetés e boimés (região litorânea),
aramaris, abacatiaras e ramaris (no interior, próximo da região da serra
de Itabaiana), kiriris ou cariris (região centro-sul, entre os rios Real e
Itamirim).

• Resistência: lutaram para defender suas terras diante dos invasores


portugueses → líderes: Baopeba (apelidado de Serigy), Aperipê, Surubi,
Siriri, Japaratuba.

• Atuais Remanescentes: Xocós → localizados na ilha de São Pedro no


município de Porto da Folha, ás margens do rio São Francisco.

Parte de suas terras foi tomada pelos grandes donos de terras.


História de Sergipe

Continuam lutando para sobreviver e conservar a terra que sobrou


para eles.

PERÍODO PRÉ-COLONIAL

PRIMEIROS CONTATOS COM OS BRANCOS


EUROPEUS:

• O litoral do atual território de Sergipe, localizado


ente o rio São Francisco e o rio Real, foi visitado
inicialmente pelos portugueses que integravam a
expedição guarda-costeira de Gaspar de Lemos
em 1501.

• Estabeleceram contatos com os índios em terra


firme.

• Os franceses iniciam o escambo com os índios:


pau-brasil, pimenta e algodão.
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PERÍODO COLONIAL

7 O INÍCIO DA COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NO BRASIL:

Em 1531, Martim Afonso de Souza também visitou o litoral sergipano e


entrou em contato com os índios.

Os franceses continuavam interessados nas riquezas desse território e


mantinham um bom relacionamento com os índios.

Em 1534, o atual território sergipano passou a fazer parte da Capitania


da Bahia, doada pelo rei D. João III a Francisco Pereira Coutinho.

A partir de 1549, com a instalação do Governo Geral em Salvador,


a Capitania da Bahia foi comprada do herdeiro de Francisco Pereira
Coutinho e transformada em Capitania Real.

2. A CATEQUESE DOS ÍNDIOS


História de Sergipe

2.1. OS JESUÍTAS:

A catequese iniciou-se a partir de 1575 com os


padres jesuítas Gaspar Lourenço e João Salônio.

Fundaram as aldeias (igrejas=missões) de São


Tomé (rio Piauí), Santo Inácio (Vasa-Barris) e de
São Paulo (rio Real).

Os jesuítas, no início, conseguiram atrair os índios


para a catequese.

Fracasso da Catequese:

Os soldados que vieram proteger os padres começaram a praticar


violência nas aldeias dos índios, roubando produtos das roças e
raptando as mulheres.

Os índios, revoltados, expulsaram os padres e os soldados de suas


aldeias.
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3. A CONQUISTA DE SERGIPE
8
3.1. MOTIVOS:

O interesse em tomar posse das terras dos índios e escravizá-los.

Ligar por terra a Capitania da Bahia à de Pernambuco:


Importantes centros coloniais produtores de açúcar.

Criar gado e plantar cana-de-açúcar.

Expulsar os franceses que praticavam o escambo com os índios.

Explorar minérios no Sertão: prata, ferro, salitre, nitrato de potássio.

A conquista de Sergipe atendias aos interesses do Governo português e


dos fazendeiros de gado e senhores de engenho da Bahia.

3.2. A PRIMEIRA TENTATIVA DE CONQUISTA (1575):


História de Sergipe

Comandada pelo governador Luis de Brito.

• Pretexto da Invasão:

A justificativa era punir os índios por terem abandonado a catequese e


expulsado os padres jesuítas.

• Características:

Invasão militar e violenta: destruição e mortes.

Nas lutas, morreu o cacique Surubi.

Aprisionamento de índios:
Foram levados para a Bahia → a maioria morreu devido as maus tratos
e doenças.

• Fracasso:

Apesar da destruição e do massacre, a invasão foi um fracasso, pois


não deixou aqui um marco (sinal) de conquista, ou seja, não deu inicio
a colonização.

O número de índios escravizados foi pequeno.


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3.3. A CONQUISTA DE SERGIPE (1590):

9 Comandada por Cristóvão de Barros.

Foi estabelecida uma guerra de extermínio contra os índios.

As aldeias foram massacradas e, finalmente, o território conquistado.

Fundação da cidade de São Cristóvão (01.01.1590) na Barra do rio


Sergipe, no atual território de Aracaju: marco da integração de Sergipe
a colonização portuguesa.

Foram edificadas uma Igreja, um Presídio e um Arsenal de armas.

Iniciava-se a colonização de Sergipe: Tomé da Rocha foi escolhido para


ser o capitão-mor da nova capitania.

3.4. A ORIGEM DO NOME SERGIPE:

Hipóteses:
História de Sergipe

No início esse território era chamado de


“Os Sertões do Rio Real”.

Teria derivado das modificações (corrutela)


do nome Siriípe (“rio dos Siris”): sirigi →
sirigipe → seregipe → Sergipe.

Seria para distinguir de uma localidade


baiana chamada de Sergipe do Conde: daí
o nome Sergipe Del Rey (pelo fato de que
a conquista de Sergipe foi efetuada por
ordem régia e à custa da Coroa).

3.5.AS TRANSFERÊNCIAS DE LUGAR DA CIDADE DE SÃO CRISTÓVÃO:

Motivos:

Ficar longe dos ataques dos franceses.

Proximidade das primeiras fazendas e engenhos.

Transferências:

1596: para uma colina próxima ao Rio Poxim.

1610: para o local atual: nas margens do rio Paramopama (afluente do


rio Vasa-Barris), distante 24 Km do litoral.
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10 4. A COLONIZAÇÃO DE SERGIPE
4.1. DIFICULDADES:

Ataques franceses: só a partir de 1601 os franceses foram definitivamente


expulsos de Sergipe.

Ataques de índios: que resistiam a ocupação de suas terras.

4.2. DOAÇÃO DE SESMARIAS:

A ocupação do litoral do território ocorreu do Sul para o Norte.

Outras vilas foram fundadas na região do rio Real e do rio Piauí, no sul
da capitania, e nas terras banhadas pelos rios Vaza-Barris, Contiguiba
e Sergipe, no norte da capitania.

4.3. ATIVIDADES ECONÔMICAS:

• Criação de Gado:
História de Sergipe

Principal atividade econômica da capitania.

Ocupação do interior.

Latifundiária: é marcante a presença dos Garcia D’Ávila → Conde da


Torre.

Tinha como finalidade abastecer a Bahia.

• Cana-de-açúcar:

Introduzida a partir de 1602.

Sistema de plantation.

Surgimento de alguns engenhos.

• Minas: metais preciosos

Foram realizadas explorações a procura de minas no território da


capitania, realizadas por Belchior Dias Moreya, Rubélio Dias, Gabriel
Soares e Marcos Ferreira: rio das Pedras e Serra de Itabaiana.

Nunca se constatou a existência de metais preciosos.


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11 5. OS HOLANDESES EM SERGIPE

5.1. MOTIVOS:

Garantia de alimentos (carne e farinha) e de montarias (cavalos).

Controle das jazidas de salitre no sertão.

Servir como zona de proteção ao avanço dos portugueses e espanhóis


vindos da Bahia para expulsá-los de Pernambuco.

5.2. OBJETIVOS:

Recolher os rebanhos sergipanos.

Construir fortes no território.

Controlar a cidade de São Cristóvão.

Atacar Salvador.
História de Sergipe

5.3. A INVASÃO:

Em 1637, as tropas da Companhia das Índias Ocidentais, sediadas no


forte de Maurício (atual Penedo) e comandadas por Sesgimundo Van
Schoppke, cruzaram o rio São Francisco e iniciaram a invasão.

A Retirada de Bagnuolo:

O comandante das tropas portuguesas, o conde Bagnuolo, mandou


incendiar os poucos engenhos, canaviais e própria cidade de São
Cristóvão, além de matar milhares de cabeças de gado: política da “terra
arrasada” (não deixar nada que pudesse favorecer o invasor) e ordenou
a fuga da população para trás do rio Real.

Os holandeses terminaram a destruição do que restou: saques e


incêndios.

5.4. SITUAÇÃO DE SERGIPE DURANTE A INVASÃO:

O enfrentamento entre a defesa portuguesa e o avanço holandês em


direção à Bahia se dará no território sergipano.

Situação de abandono: as ligações com a Bahia foram cortadas.

Sergipe tornou-se um campo de batalha: não houve efetiva colonização


por parte dos holandeses.
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5.5. A RETOMADA DA CAPITANIA:

12 Retomada pelos portugueses em 1640, caiu nas


mãos do inimigo um ano depois.

A retomada definitiva iniciou-se em 1645, quando


os portugueses conquistaram o forte holandês do
rio Real e São Cristóvão foi sitiada, os holandeses
se renderam.

Foi tomado também o forte de Maurício.

A expulsão definitiva ocorreu em 1646 na batalha


do Urubu (atual Própria).

Estava concluída a retomada do território pela


colonização portuguesa e a reinstalação do
governo.

5.6. CONSEQUÊNCIAS:

Retrocesso no processo de colonização portuguesa em Sergipe.


História de Sergipe

Reforço do poder local e desenvolvimento de um sentimento de


autonomia.

Influência cultural holandesa:

Sobrenome: van der ley (wanderley) e rollemberg.

Marcas no fenotipo: os “galegos” de Porto da Folha.

Fabricação de requeijão.

Brasão de armas: reiterava a vitória flamenga sobre os


habitantes de Sergipe.
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13 6. A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE
SERGIPE

6.1. PERÍODO PÓS-INVASÃO HOLANDESA:

O período do domínio holandês pode ter levado ao reforço do poder


local e criado um sentimento de autonomia.

Período caracterizado pelas lutas entre os poderes locais e o governo


que representava os interesses da Bahia.

Domínio da Bahia:

• Exigências:

Contribuição em homens e em produtos (tabaco, gado).

• Conflitos de Jurisdição no Campo Político:


História de Sergipe

• Os capitães-mores começam a assumir funções que eram da


competência da Câmara Municipal:

Cobrança de impostos sobre o gado.

Os curraleiros são obrigados a prestarem serviço militar.

Novos impostos sobre o gado.

• Reflexos:

Conflitos com a Câmara.

Deposições.

Revoltas.

Dificuldade no relacionamento do governo da Bahia com a Capitania


de Sergipe: os moradores de Sergipe opunham-se ao governo baiano
devido as intervenções constantes da Bahia na vida sergipana.
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6.2. COMARCA:

14 • Em 1696, Sergipe se tornou Comarca:

Autonomia judiciária: Ouvidor.

Continuava política e economicamente subordinado à Bahia: os conflitos


entre as autoridades de Sergipe e as da Bahia persistiam.

6.3. ECONOMIA:

A economia foi se recompondo depois da devastação


provocada pela guerra com os flamengos.

O gado torna-se a principal riqueza durante o século


XVII.

No século XVIII e primeiras décadas do século XIX,


a economia açucareira consolida-se: aumentam as
exportações do açúcar sergipano pelo portos baianos e
cresce o número de engenhos.
História de Sergipe

Sergipe adquire importância econômica: açúcar, gado, algodão, fumo,


arroz, mandioca.

Os séculos XVIII e XIX serão prósperos para a economia açucareira


(plantation) no vale do Cotinguiba.

Na primeira metade do século XIX, Sergipe produzia açúcar, algodão,


fumo, couro e cereais.

Na segunda metade do século XIX, Sergipe passa a produzir,


temporariamente, algodão em grande quantidade, beneficiando-se da
Guerra de Secessão nos EUA.

6.4. OS GRUPOS SOCIAIS:

O desejo de autonomia gerou conflitos internos:

• Senhores de engenho ligados aos comerciantes de Salvador e


portugueses estabelecidos em Salvador desejavam que o território
continuasse sob domínio baiano.

• Os habitantes das cidades, pequenos comerciantes, funcionários


públicos e senhores de terras criadores de gado.
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6.5. A INDEPENDÊNCIA DE SERGIPE:

15 • Decreto Real:

Em 08 de julho de 1820, D. João VI assinou o decreto isentando Sergipe


da sujeição da Bahia.

Em 25 de julho de 1820 uma Carta Régia nomeou o brigadeiro Carlos


César Burlamárqui para governar Sergipe.

Motivos:

Os serviços prestados por Sergipe à causa real durante a Revolução


Pernambucana de 1817.

A grande prosperidade da capitania de Sergipe no setor açucareiro.

Reforma político-administrativa que o governo efetuou em várias


capitanias.

• A Reincorporação à Bahia:

Em 1820, a Bahia aderiu à Revolução Constitucionalista do Porto e a


História de Sergipe

Junta Governativa que assumiu o poder determinou a reincorporação


da Comarca de Sergipe à Bahia.

O capitão-mor Luiz Antonio da Fonseca Machado não acatou as ordens


da Bahia e deu posse a Carlos César Burlamárqui.

A Bahia envia tropas para São Cristóvão e estas depõem o primeiro


governador de Sergipe: Sergipe volta a situação de dependência em
relação a Bahia.

• A Passagem de Labatut por Sergipe:

Independência do Brasil:

As questões da autonomia de Sergipe e a independência do Brasil


confundem-se num mesmo processo.

A Bahia, através do brigadeiro português Madeira de Melo, não aceitou


a separação do Brasil de Portugal nem a autoridade de D. Pedro I e
iniciou um movimento armado contra a Independência do Brasil.

O capitão-mor de Sergipe, brigadeiro Pedro Vieira, era partidário do


sistema português dominante na Bahia.

D. Pedro I contrata os mercenários Pedro Labatut e Rodrigo de Lamare


para impor a nova ordem política na província da Bahia.
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As tropas de Labatut desembarcam em Maceió e seguem, por terra

16 e atravessando o rio São Francisco, sobre o território de Sergipe em


direção a Bahia.

Objetivos:

Cessar as hostilidades e a adesão de Sergipe ao Príncipe Regente:


apoio a D. Pedro.

Atacar a Bahia.

Adesões:

Vila Nova (Neopolis).

Laranjeiras.

São Cristóvão: os adeptos de Madeira de Melo fugiram.

Estância.

Motivos do Êxito da Missão de Labatut:


História de Sergipe

O sentimento anti-lusitano da população de


Sergipe.

A participação das tropas comandadas por João


Dantas, capitão-mor das ordenanças da vila de
Itapicuru (Cachoeira), que entrou em Sergipe
através de Campos (Tobias Barreto) e avançou
vitorioso sobre Santa Luzia e Lagarto.

As negociações de Labatut garantiu um acordo


entre os grupos emancipacionistas e recolonizador,
cujos representantes dividiram entre si a tarefa de
formação de um governo local autônomo.

A Integração de Sergipe ao Estado Nacional:

A autonomia de Sergipe foi reconhecida por D. Pedro I, em Carta


Imperial de 05.12.1822.

Em 03.03.1823, realizou-se missa festiva onde foi aclamado D. Pedro I


como Imperador do Brasil: a partir desta data Sergipe foi efetivamente
integrado ao Brasil Independente.
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17 7. SERGIPE DURANTE O IMPÉRIO

7.1. SITUAÇÃO POLÍTICA DURANTE O 1º REINADO:

Partidos Políticos:

• Liberal: defendendo o controle local do poder e representado socialmente


pelos senhores de terra e gado e camadas médias urbanas.

• Corcunda: defendendo o controle externo e representante dos interesses


dos financiadores da agroindústria açucareira em Sergipe e representado
socialmente pelos grandes senhores de açúcar e pelos seus aliados, os
portugueses residentes em Sergipe.

A política sergipana será marcada pelo embate


entre as duas forças que representavam os
senhores de terra.

Os senhores de terra dominavam uma


sociedade basicamente rural e isolada em
História de Sergipe

termos de comunicação dos centros mais


adiantados da região.

As camadas populares não tinham participação,


mas demonstravam resistência através de
fugas, invasões de cidades, rebeliões, crimes,
protestos

Eleições:

Momentos violentos em que o partido que ocupava o poder manipulava


a seu favor os resultados.

Eram disputas entre facções da classe dominante, cada uma imbuída do


desejo de controlar o poder e de demonstrar força sobre sua clientela.

Reflexos da Confederação do Equador (PE-1824):

O presidente da província de Sergipe foi deposto acusado de simpatizar


com os republicanos pernambucanos: esse episódio contou com o
apoio dos Corcundas.

Conflitos:

Revolta dos índios de Pacatuba (1827).

Sublevação de escravos dos engenhos da Cotinguiba (1827).


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Reflexos da Abdicação de D. Pedro I (1831):

18 As autoridades ligadas aos corcundas relutaram em aclamar o sucessor


Pedro II e reprimiram as festas populares.

Animosidade contra os portugueses.

Uma representação “popular”, apoiada pela tropa,exigiu a demissão do


Presidente da Província e de todos os portugueses que exercessem
cargos públicos.

O Presidente renunciou, foram nomeadas novas autoridades e todas as


Câmaras Municipais aclamaram o novo Imperador.

7.2. CONTEXTO HISTÓRICO DURANTE O PERÍODO REGENCIAL:

Eleição para a primeira Assembléia Provincial (1825).

O Partido Corcunda passou a denominar-s de Partido Legal.

A Revolta de Santo Amaro (1836):


História de Sergipe

• Motivo:

A derrota dos corcundas nas eleições.

A falsificação das atas da eleição de Lagarto:


provocou a alteração do resultado e contou
com o apoio do Presidente da Província
(Barão da Cotinguiba).

Protestos do Partido Legal (Liberal).

• O Conflito:

O chefe Corcunda, Sebastião Boto, cercou a vila de Santo Amaro,


um dos redutos de resistência dos liberais, fazendo fugir a população
que abandonou a vila: 15.11.1836.

Foram arrombadas e saqueadas as casas e mortos os habitantes


ainda ali encontrados.

As perseguições aos liberais estendeu-se a outras vilas, provocando


fugas para a Bahia e Alagoas.
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• Conseqüências:

19 O Partido Liberal passou a ser chamado


“Camundongo” e o Partido Corcunda
(Conservador) de “Rapina”.

A eleição foi anulada.

O Presidente foi demitido.

Os participantes do movimento foram


anistiados em 1837.

7.3. SERGIPE DURANTE O 2º REINADO:

Rapinas e camondongos revezaram-se quase anualmente no controle


do poder provincial: seguindo a política de revezamento de partidos
iniciada por D. Pedro II.

Bagaceira (1847): dissidência do Partido Camundongo liderada pelo


História de Sergipe

Barão de Maruim e pelo Barão de Própria.

A MUDANÇA DA CAPITAL (1855):

• Governo de Inácio Joaquim Barbosa:

O projeto modernizador de Inácio Joaquim Barbosa, em


torno do qual congregaram-se camondongos e rapinas,
é um reflexo da Conciliação que estava ocorrendo em
nível nacional.

Procurou racionalizar o comércio do açúcar e livrá-lo da


tutela da Bahia.

Promoveu a mudança da capital da Província.

Motivos:

Proximidade da região economicamente mais importante, a zona da


Cotinguiba: novo centro produtor de açúcar.

A decadência do vale do Vasa-Barris: onde se situa São Cristóvão.

A nova capital seria uma cidade portuária, o que facilitava o escoamento


do açúcar.
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Aracaju: Cidade Planejada.

20 O plano urbanístico da cidade foi elaborado


por Sebastião Pirro e consistia na construção
de uma cidade traçada em forma de xadrez.

Em 17 de março de 1855, Dr. Inácio Barbosa


sancionou a Resolução nº 413 que ficava
elevado a categoria de cidade o Povoado
Santo Antonio do Aracaju, com a denominação
de cidade de Aracaju.

Manifestações Contrárias:

Manifestações por parte da população de São Cristóvão no intuito


de impedir a saída das repartições públicas e críticas quanto as
condições de habitação, higiene e saúde da população que deveria ali
estabelecer-se.

João Bebe Água.

A Origem do Nome Aracaju:


História de Sergipe

• Hipóteses: corrutela.

Derivada das palavras da língua tupi: ará (papagaio) e acayú (fruto


do cajueiro) → “cajueiro dos papagaios”.

Aracaju significaria “lugar dos cajueiros” → cajueiral.

Derivada de ara (tempo, época, estação) e caju (fruto do cajueiro).

Derivada do termo tupi areaiu.

• Partidos Políticos:

O Partido Rapina deixou de existir.

O Partido Camondongo dividiu-se:

Partido Saquarema (Conservador): criado pelo


Barão de Maruim.

Partido Liberal.
Terminavam as antigas denominações locais.
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7.4. SERGIPE E CRISE DO IMPÉRIO: Abolicionismo e Republicanismo.

21 O movimento abolicionista tomou força em Sergipe a partir de 1880,


principalmente na cidade de Laranjeiras (importante centro exportador
de açúcar e maior centro urbano de Sergipe).

O enforcamento em praça pública do líder negro João Mulungu, no


século XIX, responsável pela construção de um quilombo nas matas
de Sergipe, demonstra que a organização dos quilombos foi a principal
forma de rebelião de escravos no Brasil.

O Jornal Horizonte era o veículo divulgador de idéias sobre educação


popular e implantação do trabalho livre.

Surgiam reuniões, conferencias e clubes para discutir as novas idéias:


profissionais liberais oriundos das camadas medias urbanas.

O Jornal O Laranjeirense: órgão abolicionista e republicano.

Fundação do Clube Republicano Federal Laranjeirense: Silvio Romero,


Felisbelo Freire, Baltazar de Góis, Josino Meneses.
História de Sergipe

Tanto conservadores quanto liberais aderiram ao regime e ao Partido


Republicano a partir de 15 de novembro de 1889.

A Proclamação da República transferiu para Aracaju o centro do


movimento republicano.

Os republicanos, inexperientes no exercício do poder, serão sufocados


na luta com os velhos políticos e com o poder militar.

Felisbelo Freire foi escolhido como primeiro presidente (governador) do


Estado.

7.5. A CULTURA NO SÉCULO XIX:

A população em geral era iletrada, poucos privilegiados sabiam ler e


escrever.

Os filhos da elite continuavam a estudar fora da Província.

1832: aparecimento do primeiro jornal → Recompilador Sergipano.

Em 1835, surge o Noticiador Sergipense: que publica atos do Governo.

A primeira biblioteca foi fundada em 1848 em São Cristóvão, depois


transferida para Aracaju.
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A Ponte do Imperador foi construída no século XIX, para servir de

22 plataforma de desembarque as margens do rio Sergipe, quando da


visita de D. Pedro II.

Em 1870 foi criado o Atheneu Sergipense.

As primeiras manifestações literárias na Província surgem a partir de


1830.

Os primeiro literatos sergipanos são poetas e só a partir da década de


50 é que a prosa começa a se desenvolver.

A produção literária sergipana gira em torno das tradições culturais de


seu povo: a história, lendas e costumes.

A partir da década de 60, o drama, o romance e a poesia crescem.

Os intelectuais que se projetaram foram os que saíram da Província.

Os livros nada falam sobre as culturas de negros e índios.

• Tobias Barreto:
História de Sergipe

Famoso mestre sergipano da Faculdade de Direito do Recife.

Criou uma espécie de escola filosófica denominada “Escola do Recife”:


introdução no Brasil das mais modernas correntes filosóficas e
sociológicas do mundo naqueles tempos.

Sólida influencia nos meios universitários da Bahia.

Poesia: Cena Sergipana

Jornalista.

• Silvio Romero:

Jornalista combativo, parlamentar e critico literário: discípulo de Tobias


Barreto.

As primeiras manifestações do Folclore sergipano foram assinaladas


por Silvio Romero: Cantos e Contos Populares de Sergipe → congada
e folias de reis.

História da Literatura Brasileira.


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8. Sergipe Republicano
23
A Proclamação da República foi recebida festivamente em Sergipe. Os
republicanos manifestaram um sentimento de confiança nas transformações
que haveriam de acontecer. Logo a pós a proclamação da república, o
poder foi entregue, provisoriamente, uma Junta Governativa, que o passou
o poder para Felisbelo Freire, nomeado por Deodoro da Fonseca.

Com o nascimento da República, a estrutura política praticamente


não sofreu alteração. Os monarquistas aderiram ao novo regime alijando
do poder setores médios que se haviam batido pelo seu triunfo. Eram os
adesistas, tendo a frente o Monsenhor Olimpio campos. Os republicanos
históricos, sem a vivencia política foram pouco a pouco sendo excluídos,
marginalizados.

Durante a Primeira República, dois acontecimentos se destacam na


História Política de Sergipe: a Revolta e 1906 e a de 1924. Se depois da
Revolta de 1906, os políticos oligarcas voltavam ao poder e passavam
longo tempo sem serem importunados, após 1924, os tenentes, em meio
a perseguições ou não, prosseguiram como uma força incômoda, exigindo
atenções e providências das autoridades constituídas.
História de Sergipe

Depois de elaborada e promulgada primeira constituição sergipana,


foi eleito José Calazans, o primeiro Presidente Constituicional. Este não
concluiu o mandato, deposto por um movimento revolucionário liderado
pelo Coronel Manuel Prisciliano de Oliveira Valadão e o deputado Silvio
Romero, provocando uma dualidade de poderes. Um governo em Rosário
(adesista) e outro em Aracaju (histórico).

Em 1906 a Revolta liderada por Fausto Cardoso tumultuou do governo


de Guilherme de Campos. Era a reação dos históricos ao continuísmo
político, ao olimpismo. O final deste episódio é marcado por uma dupla
tragédia: morte de Fausto Cardoso no enfrentamento com as forças federais
e, dois meses depois, no Rio de Janeiro, Olimpio Campos é assassinado
por familiares do Fausto Cardoso.

O governo de Graccho Cardoso (1922-1926) foi um período


extremamente agitado. Entre 1924 e 1926 ocorreram dois levantes
tenentistas, liderados pelo Tenente Augusto Maynard Gomes. A revolta em
Sergipe eclodiu no dia 13 de julho de 1924, tendo sido deposto o governador
do Estado e tomadas as cidades de Aracaju, Carmópolis, Rosário
Japaratuba, Itaporanga e são Cristóvão. Os militares contavam com apoios
entre os civis, conseguindo arregimentar pelos menos 150 voluntários; mas
foram vencidos pelo conjunto de forças enviadas pelo Governo Federal
vinda da Bahia e Alagoas e tropas formadas por “coronéis” sergipanos em
apoio ao governo.
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Sergipe não se incorporou dessa vez desde os primeiros momentos

24 à revolução. Entretanto, em 16.10.1930 a população aracajuana acolheu


um manifesto de Juarez Távora, enquanto as tropas revolucionárias eram
recebidas festivamente na cidade e era empossado o governo da revolução.

9. Governadores de Sergipe
República Velha
Felisbelo Freire (1889-1890). Foi indicado por Deodoro da Fonseca.
Encontra o Estado com um déficit financeiro; reduz o efetivo da força
pública e o funcionalismo público; reorganiza a biblioteca; surto de varíola
e paludismo; anula concessões e privilégio fiscais, sofre oposição da
imprensa e é demitido por Deodoro da Fonseca.

José Calazans (1892-1894). Primeiro governador constitucional de


Sergipe. Enfrentou uma epidemia de varíola; construiu o Lazareto para
receber os doentes; concedeu isenção de impostos a industrias e construiu
o prédio do Tribunal de Relação. Não cumpriu seu mandato até o final
pois vai ser deposto por um golpe liderado por Silvio Romero. Fuga para
História de Sergipe

Rosário, provocando uma dualidade de poderes. O golpe levou ao poder o


General Valadão. Os partidos ficaram conhecidos por Cabaú e Peba.

Gal. Valadão (1894-1896). Reforma o ensino público e o Montepio


dos Funcionários Público; Cria a imprensa oficial; contribuição de 10
contos de reis para linhas telegráficas (Irabaiana-Vila Nova); violências e
arbitrariedades.

Martinho Garcez (1896-1897). Eleito com o apoio dos pebas. Extinguiu


a Escola Normal. Fez acordo com Olimpio Campos, líder dos Cabaús.
Afasta-se do governo, passando o poder para o vice-governador.

Olimpio Campos (1899-1902) Realiza aterros e calçamentos em


Aracaju; restaura prédios públicos; reabre a Escola Normal; institui
a vacina nas escolas; realiza abertura de canais no rio Japaratuba,
inicia a construção de açudes em Itabaiana e Aquidabã. Seu
governo insere-se no contexto da Política dos Governadores. Foi o
principal líder da mais importante oligarquia que governava Sergipe
na República Velha.

Josino Menezes (1902-1908). Realiza obras de saneamento;


implanta o Banco de Sergipe (1905); realiza estudos para a
construção Estrada de Ferro Timbó-Propriá; constrói açudes em
Itabaiana, Porto da Folha, Gararu e Riachão; enfrenta epidemias de
Peste Bubônica, Varíola e Tuberculose.
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Guilherme de campos (1905-1906). Dar continuidade as obras de seu

25 antecessor de urbanização de Aracaju; realiza contrato para dotar a capital


de água e esgotos; cria o serviços de bondes (tração animal); inicio da
construção da Estrada de Ferro Timbó-Propriá; deposto pela Revolta de
Fausto Cardoso (1906) → revolta contra o continuísmo político, contra o
olimpismo. Fausto é morto por tropas federais e Guilherme de Campos
reassume o governo. Dois meses depois parentes de Fausto assassinam
Olímpio Campos no Rio de Janeiro.

Rodrigues Dória (1908-1911). Amplia o Atheneu; cria a Escola de Artífices


e Aprendizes, voltada para o ensino técnico; dissolve o Corpo Policial;
enfrenta epidemia de varíola; dar andamento as obras de modernização
do Estado; aterros, reparos em prédios públicos, água encanada. Período
agitado; afasta-se por doença; conflito com o vice-presidente Batista Itajay;
reassume 4 meses depois com o apoio de Nilo Peçanha.

Siqueira de Menezes (1911-1914). Coincide com o governo de Hermes


da Fonseca; enfrenta violento surto de varíola (1911-1912) atingindo
Laranjeiras, Itabaiana e Riachuelo; projeta de saneamento (água e esgoto)
→ água e iluminação elétrica; construção de prédio, açudes e represas;
toma empréstimo de + de 10 contos de réis; concede concessão para
exploração do sistema telefônico.
História de Sergipe

Oliveira Valadão (1914-1918). Governo por quatro anos. Inaugura o 2º


trecho da Ferrovia Timbó-Propriá; realiza obras de aterro e saneamento
da capital; constrói escolas; reforma do Palácio do Governo; investe na
construção da Usina de Eletricidade; Introduz cursos noturnos em algumas
escolas públicas; deixa o governo e candidata-se ao Senado.

Pereira Lobo (1918-1922). Último militar a governas Sergipe na


Republica Velha. Enfrenta um surto da gripe espanhola (+ de 25 mil casos
e ± 1000 mortes); comemoração do centenário da Independência política
de Sergipe; dar continuidade as obras de saneamento da capital; reforma
escolas; assume o controle da rodovia Salgado-Estância; promove a
revisão do Código Comercial, Criminal e Civil; dá-se a fundação do Centro
Socialista Sergipano.

Graccho Cardoso (1922-1926). Realiza obras de aterro da capital;


calcamento em paralelepípedo; reconstuiu a rede de água; baixa o Código
Sanitário do Estado; construiu o Instituto Parreiras Hortas, Hospital Cirurgia,
Presídio de Aracaju, escolas, Prédio da Prefeitura de Aracaju, o Matadouro
Modelo, Mercado “Antonio Franco”; cria o Instituto de Química Industrial,
Escola de Comércio, o Instituto Profissional Coelho e Campos, a Faculdade
de Direito “Tobias Barreto” e Faculdade de Medicina; criou o Banco
Estadual de Sergipe; Bonde elétrico em Aracaju; instituiu o Centro Agrícola
com 22 familias de imigrantes alemães; cria a inspetoria de Terras, Matas
e Estradas; demarca terras Indígenas; enfrenta o I e II levante tenentista
liderados por Augusto Maynard Gomes. Na repressão contou com o apoio
de lideranças conservadoras.
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Cyro Azevedo (1926-1927). Governo apenas dois meses, adoeceu e

26 veio a falecer no Rio de Janeiro.

Manoel Correia Dantas (1927-1930). Enfrenta dificuldades econômicas,


agravadas com as secas de 1926 e 1928 e a crise da bolsa de Nova Iorque
de 1929. Promove a contenção de despesas → suprimiu repartições e
cargos (extinguiu a Inspetoria de Terras, Matas e Estradas; construção de
novas rodovias; desobstrução do Rio Japaratuba; enfrenta o banditismo
(grupo de Lampião). Indica Francisco Porto para sucedê-lo.

10. Eras Vargas


Interventores / Governador
Augusto Maynard Gomes (1930-1935). Participante dos levantes
tenentistas de 1922 e 1926, chegou ao poder do Estado sem o beneplácito
dos grupos econômicos-financeiros locais. Compôs seu governo com
elementos de estratos médios – militares (ex-tenentes), intelectuais e
burocratas civis afinados com a Iterventoria. Cria a Comissão Legislativa
História de Sergipe

para elaborar projeto de reforma da legislação processual e judiciária;


cria a diretoria de Estatística de Sergipe e o Departamento estadual de
Saúde Pública; adquire o Serviço de Água e Esgoto; assume o controle
acionário da empresa de Energia Elétrica; combate ao banditismo social
(bando de Lampião); constrói a Ponte de Pedra Branca; abertura do Canal
Santa Maria; edificou o Jardim de Infância; organiza a Legião de Outubro
→ Clube 3 de Outubro. Nas eleições Constituintes de 1933, a Interventoria
elege três deputados e a oposição apenas um. No ano seguinte, a eleições
são marcadas pela derrota do grupo de Maynard: a oposição elegeu
três deputados federais e 16 deputados estaduais. Eronides Ferreira de
Carvalho derrota Augusto Maynard Gomes para o governo do Estado.

Eronides de Carvalho (1935-1941). A ascensão de Eronides de Carvalho


representa a vitória do conservadorismo. No governo prepara a “degola
política”; demissão de prefeitos delegados; exonera funcionários, revoga
decretos, suprime cargos; a oposição organiza-se na Frente Anto-Fascista
e na Aliança Nacional Libertadora, logo fechada; repressão ao comunismo
→ prisão e tortura de alguns camaradas; censura e fechamento de jornais;
sofre ameaça de impeachment(1937). Com o golpe do Estado Novo, é
mantido no cargo. Com amplos poderes, demite prefeitos opositores e
delegados, aposenta civis e reforma militares. Constrói: Palácio Serigy,
Hospital Infantil, Hospital de Psicopata, Centro para Menores Abandonados
e delinqüentes, Biblioteca Pública, reforma da Ponte do Imperador. Em
1941, renuncia.
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Milton Azevedo (1941-1942). Assume o governo apoiado por Maynard

27 Gomes. Promove uma depuração do governo: exonera prefeitos e demais


autoridade municipais; denuncia seu antecessor; proíbe-se as greves e
demais manifestações reivindicatórias ; recupera o DIP.

Augusto Maynard Gomes (1942-1945). Assume o governo pela


segunda vez. Procura uniformizar os códigos de Posturas Municipais; cobra
prestação mensal das Exatorias. Em Aracaju, constrói a Casa de Criança
Operária (Escolas, Creches, Parque de Diversão; ataques alemãs a navios
brasileiros nas costas de Sergipe e Bahia; Campanha Anti-Fascista. Com
a abertura política, o realinhamento partidário: UDN, PSD, PR (partidos
de elite), PTB agregando parte da classe trabalhadora e o PCB volta a
legalidade.

11. República Populista


Nas primeiras eleições processada em 1947, levou
ao Governo do Estado, José Rollemberg Leite, (1947-
1951). É um período marcadamente conservador,
expressão principalmente da fração açucareira, no
História de Sergipe

qual as manifestações populares foram tratadas com


intolerância. Logo após, os quatriênios seguintes foram
ocupados por Arnaldo Rollemberg Garcez (1951-1954).
Os primeiros meses foram de perseguições generalizadas
aos adversários políticos. Esse quadro gerou um desgaste
político, levando a uma dissidência dentro da coligação,
chegando ao rompimento, Leandro Maciel, Luis Garcia e
Seixas Dória, devido seu engajamento político com João
Goulart, foi deposto pela Revolução de 1964.

José Rollemberg Leite (1947-1951). Eleito pela coligação PSD+PR,


derrotado a UDN; realiza-se uma ferrenha campanha anticomunista (o
PCB é cassado); amplia a rede escolar e a malha viária do Estado; cria a
Faculdade de Química e Economia. As eleições de 1950 são marcada pela
intensa violência e acusações de fraudes eleitorais. Seu governo coincide
com o 2º governo de Vargas. Violência e impunidade são marcas de seu
governo. Fim da aliança PSD+PR → fortalece a UDN; cria a Escola de
Serviço social; realiza dragagem da capital; constrói açudes no interior, o
Parque João Cleofas, 1º conjunto habitacional (Agamenom Magalhães);
com a morte de Vargas, enfrenta distúrbio na capital → o alvo é a UDN e
seus seguidores. Em 1952 acontece uma sindicância no 28º BC provocando
prisões e torturas de membros do PCB; violência e impunidade; fim da
aliança PSD+PR → fortalecimento da UDN que elege o novo governador
– Leandro Maciel.
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Leandro Maciel (1955-1959). Nasce o leadrismo. Seu governo é marcado

28 por um acerto de contas. Violência (assassinato do prefeito de Ribeirópilis


Josué Modesto dos Passos e Carlos Firpo, ex-prefeito de Aracaju),
espancamentos, perseguições; dragagem do porto de Aracaju; inauguração
do novo aeroporto; amplia a rede elétrica da capital (eletricidade de Paulo
Afonso); constrói estradas , pontes, acides; desmonta o Morro do Bomfim.

Luis Garcia (1959-1963). Funda o CONDESE, o Banco de Fomento


Econômico de Sergipe, ENERGIPE; constrói a Rodoviária “Luis Garcia”,
o Hotel Palace; cria o IPES; amplia o Aeroporto; noticia de petróleo em
Pacatuba; chegada da Fábrica de Cimento; Crescimento da pecuária →
concentração da propriedade → fuga do homem do campo → intensa
urbanização; renúncia de Jânio Quadro.

12. Periodo Militar - Governadores


Celso de Carvalho (1964-1967). A Assembléia cassa o mandato de
Seixas Dória e de quatro deputados; prisões de Prefeitos pró-Seixas Dória;
exerce um controle sobre a imprensa; bipartidarismo (ARENA e MDB);
Teve inicio das obras da BR 235, ligando Aracaju e Itabaiana; construção
História de Sergipe

do Terminal da Petrobrás em Aracaju e a instalação da Fábrica de Cimento


em Aracaju.

Lourival Batista (1967-1970). Governo sob a égide o Ai nº 5; eleito por


unanimidade da Assembléia Legislativa; acontecem prisões de estudantes;
pressão sobre a UFS; instalada a Comissão Geral de Investigação →
apurar corrupção → prisão dos deputados Durval Militão e Chico de Miguel;
Aracaju recebeu algumas melhorias materiais: construiu o Edifício “Estado
de Sergipe” com 28 andares, construção dos estádios de futebol – Batistão
e Médici em Itabaiana; iniciou a instalação do DIA, conjuntos habitacionais
como o Médici e a instalação da Universidade Federal de Sergipe. Uma
importante noticia na área econômica foi a descoberta de petróleo na
Plataforma Continental. Violência e paixão política dominam os ânimos
dos políticos e eleitores. Como resultado dessa violência, no ano de 1968,
em Itabaiana era assassinado Manuel Francisco de Mendonça, conhecido
como Mane Teles; reabertura da Assembléia Legislativa.

Paulo Barreto (1971-1975). Sucessor de Lourival Batista. Durante seu


governo a Arquidiocese de Aracaju, na figura de D. Luciano Duarte criou o
PRHOCASE – Promoção do Homem do Campo de Sergipe. Outra importante
obra de seu governo foi a construção da ponte sobre o rio são Francisco
ligando Própria a colégio, o que de certo facilitou as comunicações entre
os dois estados. Instituiu a TELEGIPE; amplia a atuação do FUNRURAL;
chegada do Grupo Lume (kalium Mineração); liberalização da imprensa;
crescimento do MDB → eleição de Gilvan Rocha senador.
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José Rollemberg Leite (1975-1979). Coincide com o governo de Ernesto

29 Geisel (distensão política): liberaliza a imprensa, redução da pressão sobre a


UFS (reorganização do DCE); Operação Cajueiro → prisão de membros do
PCB (1976); criados: EMATER-SE, PRODASE e ADEMA; inicio das obras
da Adutora do são Francisco; construção da nova rodoviária; campanha da
anistia política (1978/1979)

Augusto Franco (1979-1982) e Djenal Queirós. Tem inicio ao processo


de abertura política; fim do biparidarismo (dez/1979); nascimento do PDS
(ex-ARENA), do PMDB (ex-MDB), do PP (João Alves Filho), do PDT e do
PT; transforma o CONDESE em Secretaria de Planejamento; aumenta
a burocracia (“trens da alegria”); expansão do serviço de telefonia para o
interior; construção de centros de saúde; ampla a rede escolar; instalação
da Petromisa e da Nitrofertil (depois FAFEN); renuncia ao cargo → assume
o vice Djenal Queirós.

13. Nova República


Com a volta das eleições diretas para governador em
1982, tivemos a eleição do engenheiro João Alves Filho
História de Sergipe

(1983-1987), Antônio Carlos Valadares (1987-1991), João


Alves Filho (1991-1995), albano do Prado Pimental Franco
(1995-1999) que, em função da aprovação da reeleição para
presidente, governador e prefeitos, albano do Prado Pimentel
Franco foi eleito para o segundo mandato (1999 até 2002).
Nas ultimas eleições, João Alves filho foi eleito pela terceira
vez, fato inédito na história política sergipana.

Neste segundo momento, os governadores


do estado abraçam outras questões de Sergipe.
O estado precisa desenvolver-se. E como se
desenvolver sem uma infra-estrutura? Urgia-se
a construção de um tripé de desenvolvimento:
energia, indústria e porto. Construiu-se o porto, a
usina de Xingo o pensou-se no Pólo cloroquímico,
que não saiu do papel. Faltou capital para tocar a
obra. Com a preocupação de gerar emprego no
campo, evitando assim o êxodo rural, teve inicio
a implantação de projetos de irrigações, tanto no
sertão como o agreste. Nascia o projeto Califórnia,
Chapéu de couro, Jacarecica I e II e Ribeira. Em
Neópolis, aproveitando uma área de antiga ocupação
de cana, instalou-se um projeto de irrigação voltado
para a produção e exportação de frutas – Platô de
Neopolis, voltando para grupos empresarias.
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Recentemente Sergipe recebeu algumas empresas e fábrica médio

30 e pequeno porte. Exceções são a Fábrica de Cimento em Laranjeiras e a


Santista em Nossa Senhora do Socorro, que inclusive ganhou um pequeno
distrito industrial. A idéia não conseguiu frutificar, poucas ou quase nenhuma
indústria permanecem lá. Merece destaque a chegada em Itaporanga da
Fábrica de Biscoitos Mabel e do grupo Maratá. Em Estância instalou-se a
cervejaria Água Claras que vem produzindo cerveja que é exportada para
vários estados do nordeste. Em Aracaju, a Fábrica de Chuveiro Corona
fincou bases.

14. GOVERNADORES
João Alves Filho (1983-1987). Tocador de
obras. Ex-prefeito de Aracaju. Eleito pelo voto
direto. Afasta-se do grupo dos Francos; é o último
a aderir a Frente Liberal e a Aliança Democrática
(Tancredo Neves); Forma-se o acordo para as
eleições municipais → vitória de Jackson Barreto
em Aracaju; 1986: fim da aliança: José Carlos
Teixeira X Antônio Carlos Valadares; amplia a
rede de esgoto, os leitos hospitalares; rodovias,
História de Sergipe

adutoras; construção de cisternas, poços


artesianos; obras de irrigação; amplia a rede
hoteleira (recursos do Projeto Pólo Nordeste e do
Banco Mundial) → incentivo ao turismo. Uma de
suas principais iniciativas foi o Projeto Chapéu de
Couro, onde a construção de açudes amenizava o
problema da seca no sertão. Foi no ano de 1985
que João deixou o PDS e filiou-se ao PFL. Entre
nesse primeiro mandato suas realizações estão: a
fundação da TV Aperipê.

Antônio Carlos Valadares (1987-1991). Enfrenta situação financeira


difícil (fim do plano Cruzado); assiste-se o crescimento dos movimentos
populares (sem teto e sem terra); greve dos professores; emplaca João
Alves Ministros do Interior → carrear recursos para Sergipe; convenio com
o Ministério da Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente → construção de
+ de 6 mil casas; Projeto Campo Verde e Padre Cícero; intervenção na
Prefeitura de Aracaju → afastamento de Jackson Barreto (1988); anuncia o
acordo PMDB+PFL+PL+PJ (grupo Franco + Teixeira); sucessão municipal
→ Jackson Barreto elege Wellington Paixão prefeito de Aracaju; movimento
pró-impeachment de Collor (OAB+ASI+DCE); inauguração simbólica do
Pólo Cloroquímico; corte de gastos → extingue secretarias; sem recursos,
pequenas obras → ginásio de esportes, Gonzagão Parque dos Cajueiros,
Augustu’s.
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João Alves Filho (1991-1995). Assume criticando o antecessor

31 (Valadares), que rompe com João Alves. Valadares deixa o PFL e ingressa
no PTN e depois do PSB. Na sucessão municipal, em Aracaju, Jackson
volta ao Palácio Inácio Barbosa apoiado por uma coligação que reunia
PDT+PT+PcdoB. Sem oposição na Assembleia e com a conveniência do
Tribunal de contas do Estado, governa a sua maneira. Volta-se para o turismo
e para a irrigação modernização do aeroporto Santa Maria (ampliação da
pista, reconstrução da Orla da Atalaia, compra os Catamarãs, cria os Trens
turísticos, constrói a Rua 24 Horas; ênfase ao Platô de Neópolis (produção
de frutas para a exportação; reforma de prédios públicos; desfavelamento
da capital; no interior, combate ao roubo de gado – a Missão. Projeto
Nova Califórnia. Projeto de Neópolis, Hospital governador João Alves
Filho, Palácio Governador João Alves Filho: que abriga a Assembléia
Legislativa, a rodovia José Sarney, a Linha Verde entre outros.

Albano Franco (1995-1999/ 1999-2003). Derrota Jackson Barreto


no 2º turno. Encontra as finanças estaduais debilitadas: promove
corte de gastos através da adoção do PDV (programa de demissão
voluntária, terceiriza serviços), privatiza a Energipe, comprada pelo Grupo
Cataguazes-Leopoldina e da Telergipe; melhora as condições sanitárias da
atalaia; duplica a rodovia dos Náufragos; conclui a Linha Verde; restauro o
Centro Histórico de Aracaju (Mercados antigos e Mercado Albano Franco);
História de Sergipe

implanta o PQD (Programa de Qualificação Docente); constrói novas


escolas, amplia hospitais; expande a eletrificação rural; conclui Jacarecica
II; cria os Juizados Especiais; inauguração do Terminal Portuário (1995).

João Alves Filho (2003-2007). Entre suas realizações estão Erradicação


das Casas de Taipa, Erradicação do analfalbetismo, Diminuição da
Evasão Escolar, Pré-Universitário, Centro de Excelência, Revitalização da
Citricultura, Projeto “Água em Toda Casa” e “Luz para Todas” Projeto “Nova
Califórnia”, Ponte Aracaju – Barra dos coqueiros Orla de Atalaia.
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32

Até a próxima
pessoal!
História de Sergipe