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SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTES

DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO, PROGRAMAS E PROJETOS ESPECIAIS

Gameleira, julho 2018.


1
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTES.
“GOVERNANDO COM TRANSPARÊNCIA E RESPONSABILIDADE!”

Verônica Maria de Oliveira Souza


Prefeita

José Vieira da Silva


Vice-Prefeito

Vanderlândija Fabíola Nunes Santos


Secretária Municipal de Educação

Isabel Maria Temudo


Diretora de Ensino

Maria José da Silva


Coordenação da Educação Infantil

Deisiane Benigno da Silva


Zélia Maria
Coordenação dos Anos Iniciais

José Jefferson de Oliveira Silva


Coordenação dos Anos Finais

Rosicleide Maria de Araújo Rocha


Coordenação da EJA

Alexsandro Santos da Silva


Maria Marta da Silva
Mércia Cristina Soares Ribeiro
Coordenação das Escolas do Campo

2
PERÍODO: Julho a agosto.
ENVOLVIDOS: Toda comunidade escolar dos Anos Finais da rede municipal
de ensino da Gameleira.

JUSTIFICATIVA:
A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esportes e Juventude da
Gameleira, por meio da Coordenação dos Anos Iniciais e Anos Finais, propõe o
Concurso de Produção Textual, cujo tema é: És ditosa, gentil
Gameleira: Conhecer e Aprender, para estimular e valorizar a produção
textual nas escolas da rede municipal de ensino.
OBJETIVO GERAL:
 Mobilizar toda comunidade escolar dos Anos Finais e EJA (2º
segmento), valorizando a nossa história através da produção textual.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
 Mobilizar toda comunidade escolar dos Anos Finais e EJA (2º
segmento) em prol de uma produção textual autônoma, criativa e que
respeite as regras gramaticais.
 Revelar e valorizar os pontos turísticos e históricos da nossa cidade.
 Divulgar por meio das produções, tais fatos e pontos históricos.
 Trabalhar a produção textual na sala de aula usando a
interdisciplinaridade.

DESENVOLVIMENTO:
O Concurso de Produção Textual, tem como tema - És ditosa, gentil
Gameleira: Conhecer e Aprender. Participarão do Concurso de Produção
Textual os estudantes devidamente matriculados em turmas do Ensino
Fundamental (6º ao 9º ano) e EJA (2º segmento) das escolas públicas
municipais.

Os textos produzidos deverão ser inéditos e focar a temática sugerida


pela SEMECEJ, devendo ser entregues em envelopes devidamente
identificados com o nome da escola, os nomes dos estudantes autores e dos
professores orientadores.
Serão desclassificados os textos que não obedecerem aos gêneros
estabelecidos (por categoria); os que não focarem a temática estabelecida pela
SEMECEJ e os que forem, parcialmente ou em sua totalidade, reconhecidos
como plagiados.

3
Os gêneros sugeridos são:

• 6º anos – Gênero textual poema;

• 7º ano – Gênero textual cordel;

• 8º ano e EJA (2º segmento) – Gênero textual texto narrativo;

• 9º ano e EJA (2º segmento) – Gênero textual crônica.

Os professores orientadores poderão ser de qualquer componente


curricular, em parceria com um professor de Língua Portuguesa.
Cada escola fará, previamente, a seleção dos textos produzidos, com a
participação de comissão julgadora escolar, composta para esse fim,
enviando, posteriormente, apenas uma produção de cada gênero literário,
por modalidade, para a SEMECJ.

Exemplo:
 1 poema;
 1 cordel;
 1 texto narrativo (8º ano e EJA 2º segmento);
 1 crônica (9º ano e EJA 2º segmento).

CRONOGRAMA

ATIVIDADE PERÍODO

Apropriação dos gêneros textuais e conhecimento Julho e Agosto.


dos pontos turísticos e históricos do município.

Produção dos textos. Até 21/08/18.

Seleção dos textos na escola (Comissão Até 23/08/18.


Julgadora Escolar - CJE).

Envio dos textos selecionados pela CJE para a Até 24/08/18.


Secretaria Municipal de Educação.

Avaliação dos textos enviados Até 29/08/18.


pela Comissão Julgadora Municipal – CJM.

Divulgação das produções vencedoras. Até 31/08/18.

4
AVALIAÇÃO:
A avaliação ocorrerá ao longo do processo, através da observação,
produção, análise e revisão das redações. As redações vencedoras serão
divulgadas no site da Prefeitura, os alunos receberão medalhas e certificados.

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Escola: _______________________________
Professor:__________________ Série: _____ 1) Quem é o autor do poema? Que título ele deu
ao livro de onde o texto foi extraído?
Nome: _________________________________ ______________________________________
_______________________________________
O poema é um gênero da esfera literária. Ele se 2) Este poema trata, principalmente de
caracteriza por combinar as palavras de maneira diferente
para obter um efeito especial de sentido e para dar ritmo ao a) viagens.
texto. É escrito em versos, que podem ser rimados ou não. O b) viajantes.
texto poético também se destaca pelas imagens que c) cidades brasileiras.
provoca no leitor. Os poemas são publicados em livros, d) meios de transportes.
jornais, revistas e, mais recentemente, em sites da internet.
3) Os versos “De Salvador / a Sorocaba, / dá pra ir
Leia o texto a seguir e faça o que se pede. a pé. / Mas a viagem nunca acaba!” revelam que a
distância entre Salvador e Sorocaba é
Atenção, senhores passageiros a) longa.
De Salvador b) curta.
a Sorocaba c) muito curta.
dá pra ir a pé. d) muito longa.
Mas a viagem nunca acaba!
Dá pra ir de carro, 4) Segundo o eu lírico, como o passageiro que
mas demora horas. viaja de ônibus chega ao seu destino?
Dá pra ir de ônibus, ________________________________________
mas fica um dia ______________________________________
sentado,
vira no banco 5) Releia estes versos “Então meu irmão, / é
pra tudo que é lado, melhor ir de avião” e responda às perguntas.
chega manco
e muito cansado. a) Que expressão o eu lírico emprega quando se
Então, meu irmão, dirige ao interlocutor, ou seja, ao leitor do poema?
é melhor ir de avião. ________________________________________
Lá no céu _____________________________________
não tem farol,
só nuvem, estrela, b) Esse tipo de tratamento é formal ou informal?
lua e sol. Justifique sua resposta.
Ninguém tranca
________________________________________
o cruzamento,
_____________________________________
nem fica um tempo
no engarrafamento 6) Ainda em relação aos versos “Então, meu
que nem jumento irmão, / é melhor ir de avião”, a palavra em
empacado destaque indica
a cada momento.
Um remelento, a) contrariedade ao pensamento anterior.
um sarnento b) conclusão ao pensamento anterior.
dum engarrafamento. c) tempo em que o autor escreveu.
Só de falar nele d) modo como o autor escreveu.
já me altera o sentimento.
No céu, não:
voa como ave,
na boa,
a aeronave.
SILVESTRIN, Ricardo. Transpoemas. 3. Ed. 22. Impr. São Paulo:
Moderna, 2015. P. 19-21.

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MATERIAL DO PROFESSOR
Escola: _______________________________
Professor:__________________ Série: _____ 1) Quem é o autor do poema? Que título ele deu
ao livro de onde o texto foi extraído?
Nome: _________________________________ O autor do poema se chama Ricardo Silvestrin; o
poema foi extraído do livro Transpoemas.
O poema é um gênero da esfera literária. Ele se 2) Este poema trata, principalmente de
caracteriza por combinar as palavras de maneira diferente
para obter um efeito especial de sentido e para dar ritmo ao a) viagens.
texto. É escrito em versos, que podem ser rimados ou não. O b) viajantes.
texto poético também se destaca pelas imagens que c) cidades brasileiras.
provoca no leitor. Os poemas são publicados em livros, d) meios de transportes.
jornais, revistas e, mais recentemente, em sites da internet.
3) Os versos “De Salvador / a Sorocaba, / dá pra ir
Leia o texto a seguir e faça o que se pede. a pé. / Mas a viagem nunca acaba!” revelam que a
distância entre Salvador e Sorocaba é
Atenção, senhores passageiros a) longa.
De Salvador b) curta.
a Sorocaba c) muito curta.
dá pra ir a pé. d) muito longa.
Mas a viagem nunca acaba!
Dá pra ir de carro, 4) Segundo o eu lírico, como o passageiro que
mas demora horas. viaja de ônibus chega ao seu destino?
Dá pra ir de ônibus, O passageiro que viaja de ônibus chega manco e
mas fica um dia muito cansado.
sentado,
vira no banco 5) Releia estes versos “Então meu irmão, / é
pra tudo que é lado, melhor ir de avião” e responda às perguntas.
chega manco
e muito cansado. a) Que expressão o eu lírico emprega quando se
Então, meu irmão, dirige ao interlocutor, ou seja, ao leitor do poema?
é melhor ir de avião. O poeta emprega a expressão meu irmão para se
Lá no céu dirigir ao interlocutor.
não tem farol,
só nuvem, estrela, b) Esse tipo de tratamento é formal ou informal?
lua e sol. Justifique sua resposta.
Ninguém tranca
É um tratamento informal, porque a expressão
o cruzamento,
meu irmão é uma gíria usada entre pessoas
nem fica um tempo
muito próximas.
no engarrafamento
que nem jumento 6) Ainda em relação aos versos “Então, meu
empacado irmão, / é melhor ir de avião”, a palavra em
a cada momento. destaque indica
Um remelento,
um sarnento a) contrariedade ao pensamento anterior.
dum engarrafamento. b) conclusão ao pensamento anterior.
Só de falar nele c) tempo em que o autor escreveu.
já me altera o sentimento. d) modo como o autor escreveu.
No céu, não:
voa como ave,
na boa,
a aeronave.
SILVESTRIN, Ricardo. Transpoemas. 3. Ed. 22. Impr. São Paulo:
Moderna, 2015. P. 19-21.

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Escola: _______________________________ vinha um vaqueiro de fora,
perguntou: dará passagem?
Professor:__________________ Série: _____ João Grilo disse: inda agora
o gadinho do meu pai
Nome: _________________________________ passou com o lombo de fora.

O cordel é um gênero da literatura popular que se O vaqueiro bota o cavalo


caracteriza por uma linguagem simples, com uso de palavras com uma braça deu nado,
e expressões principalmente da região Nordeste do Brasil. No foi sair já muito embaixo Bucho: barriga.
início, os poemas eram expostos em publicações baratas, quase que morreu afogado Sambudo: barrigudo.
estendidas em cordões, dando origem ao nome cordel. Os voltou e disse ao menino: De nado: bom para
temas dos cordéis variam muito, como fatos históricos e você é um desgraçado. [...] nadar.
políticos, aventuras, narrativas mitológicas, entre outros. ATAÍDE, João Martins. As proezas de João Grilo. Em:ABREU,
Hoje, são publicados em livros, revistas e também na Márcia (Org.). São Paulo: Salamandra, 2005. P. 90-91.
internet. 1) De que trata o cordel?
Leia o texto a seguir e faça o que se pede. ______________________________________
_______________________________________
As proezas de João Grilo 2) Nos versos “João Grilo foi um cristão / que
João Grilo foi um cristão nasceu antes do dia”, a expressão destacada
que nasceu antes do dia tem o sentido de
criou-se sem formosura a) atrasado. c) posterior.
mas tinha sabedoria b) prematuro. d) temporão.
e morreu depois da hora
pelas artes que fazia.
3) Quem é João Grilo?
E nasceu de sete meses
chorou no bucho da mãe, ________________________________________
quando ele pegou um gato _____________________________________
ele gritou: não me arranhe
não jogue neste animal 4) Uma característica da literatura de cordel
que talvez você não ganhe. presente no texto lido é

Na noite que João nasceu a) fazer crítica social.


houve um eclipse na lua b) contar história de reis.
e denotou um vulcão c) satirizar políticos regionais.
que ainda hoje continua d) ter personagem do folclore brasileiro.
naquela noite correu
5) Nos versos “inda agora / o gadinho do meu pai
um lobisomem na rua. / passou com o lombo de fora”, a frase em
destaque expressa que o
Porém o Grilo criou-se
pequeno, magro e sambudo, a) rio não dava passagem.
as pernas tortas e finas b) rio não era fundo. c)
e boca grande e beiçudo gado disparou.
no sítio onde morava d) gado morreu.
dava notícia de tudo.
6) Responda as perguntas abaixo:
João Grilo perdeu o pai a) Quantos versos há em cada estrofe?
com sete anos de idade,
morava perto de um rio _______________________________________
ia pescar toda tarde
um dia fez uma cena b) Quantas estrofes há no cordel lido?
que admirou toda cidade. ______________________________________
O rio estava de nado

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MATERIAL DO PROFESSOR
Escola: _______________________________ vinha um vaqueiro de fora,
perguntou: dará passagem?
Professor:__________________ Série: _____ João Grilo disse: inda agora
o gadinho do meu pai
Nome: _________________________________ passou com o lombo de fora.

O cordel é um gênero da literatura popular que se O vaqueiro bota o cavalo


caracteriza por uma linguagem simples, com uso de palavras com uma braça deu nado,
e expressões principalmente da região Nordeste do Brasil. No foi sair já muito embaixo Bucho: barriga.
início, os poemas eram expostos em publicações baratas, quase que morreu afogado Sambudo: barrigudo.
estendidas em cordões, dando origem ao nome cordel. Os voltou e disse ao menino: De nado: bom para
temas dos cordéis variam muito, como fatos históricos e você é um desgraçado. [...] nadar.
políticos, aventuras, narrativas mitológicas, entre outros. ATAÍDE, João Martins. As proezas de João Grilo. Em:ABREU,
Hoje, são publicados em livros, revistas e também na Márcia (Org.). São Paulo: Salamandra, 2005. P. 90-91.
internet. 1) De que trata o cordel?
Leia o texto a seguir e faça o que se pede. O cordel narra a história de João Grilo desde que
estava na barriga de sua mãe.
As proezas de João Grilo 2) Nos versos “João Grilo foi um cristão / que
João Grilo foi um cristão nasceu antes do dia”, a expressão destacada
que nasceu antes do dia tem o sentido de
criou-se sem formosura a) atrasado. c) posterior.
mas tinha sabedoria b) prematuro. d) temporão.
e morreu depois da hora
pelas artes que fazia.
3) Quem é João Grilo?
E nasceu de sete meses
chorou no bucho da mãe, Pelo cordel é possível inferir que se trata de
personagem esperto, que é hábil na arte de
quando ele pegou um gato
enganar.
ele gritou: não me arranhe
não jogue neste animal
que talvez você não ganhe. 4) Uma característica da literatura de cordel
presente no texto lido é
Na noite que João nasceu
houve um eclipse na lua a) fazer crítica social.
e denotou um vulcão b) contar história de reis.
que ainda hoje continua c) satirizar políticos regionais.
naquela noite correu d) ter personagem do folclore brasileiro.
um lobisomem na rua.
5) Nos versos “inda agora / o gadinho do meu pai
/ passou com o lombo de fora”, a frase em
Porém o Grilo criou-se
destaque expressa que o
pequeno, magro e sambudo,
as pernas tortas e finas a) rio não dava passagem.
e boca grande e beiçudo b) rio não era fundo. c)
no sítio onde morava gado disparou.
dava notícia de tudo. d) gado morreu.

João Grilo perdeu o pai 6) Responda as perguntas abaixo:


com sete anos de idade, a) Quantos versos há em cada estrofe?
morava perto de um rio
ia pescar toda tarde Cada estrofe apresenta seis versos.
um dia fez uma cena
que admirou toda cidade. b) Quantas estrofes há no trecho lido?
O trecho lido é composto de sete estrofes.
O rio estava de nado

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Escola: _______________________________ rifle pequeno, não o deixava, trazendo-o entre os
joelhos.
Professor:__________________ Série: _____ À hora do jantar foram todos para a mesa. Ele
na cabeceira, e os cabras em ordem, todos
Nome: _________________________________ calados, como se estivesse com medo. Só ele
falava, contava histórias [...] numa fala de tátaro,
O texto narrativo apresenta, em geral, os querendo fazer-se de muito engraçado.
seguintes elementos: enredo, narrador, personagens, Alta noite foi-se com o seu bando. Para mim
tempo e espaço (cenário). O narrador pode ser tinha perdido um bocado do prestígio. Eu o fazia
observador ou personagem. As personagens podem ser outro, arrogante e impetuoso, e aquela fala bamba
representadas por pessoas, animais ou objetos que viera desmanchar em mim a figura de herói. [...]
vivenciam os acontecimentos em determinado momento José Lins do Rego. Menino de engenho. São
Paulo: José Olympio, 2010.
e lugar.
1) O narrador apenas conta a história ou também
Leia o trecho de uma narrativa. é personagem?
______________________________________

Menino de engenho _______________________________________

[...] 2) Na época em que a visita do cangaceiro


Uma tarde, chegou um portador, num cavalo aconteceu, o narrador era:
cansado de tanto correr, com um bilhete para o a) adulto. c) jovem.
meu avô. Era um recado do Coronel Anísio, de b) criança. d) idoso.
Cana Brava, prevenindo que Antônio Silvino
naquela noite estaria entre nós. A casa toda ficou
debaixo do pavor. 3) Onde se passa a história?
O nome do cangaceiro era o bastante para
mudar o tom de uma conversa. Falava-se dele ________________________________________
_____________________________________
baixinho, em cochicho, como se o vento pudesse
levar as plantas. [...] 4) Qual é o assunto do texto Menino de engenho?
Naquela noite íamos tê-lo em carne e osso.
Meu avô é que era o mesmo. Aquele seu ar de ________________________________________
tranquilidade poucas vezes eu via alterar-se. [...] _____________________________________
Tia Maria ficava no seu quarto a rezar. Tinha
5) Que tipo de sentimento o cangaceiro provoca
muito medo dessa gente que vivia no crime.
nas pessoas?
Quando me viu a seu lado, abraçou-me,
_______________________________________
chorando.
Não havia, porém, perigo de espécie alguma.
6) Marque com a letra T as expressões que
Antônio Silvino vinha ao engenho em visita de
indicam tempo e com a letra L as expressões que
cortesia. Um ano antes ele estivera na vila de Pilar
indicam lugar.
noutro caráter. Fora ali para receber o pagamento
( ) à noitinha ( ) à hora do jantar
de uma nota falsa que o Coronel Napoleão lhe
( ) um ano antes ( ) na banda de fora
passara. [...] Mas, com meu avô, o bandido não
( ) no seu quarto ( ) uma tarde
tinha rixa alguma. Naquela noite viria fazer a sua
primeira visita.
7) Enumere de 1 a 5 os acontecimentos na ordem
À noitinha chegava o bando à porta da casa-
em que eles ocorrem na história.
grande. Vinha Antônio Silvino na frente; os seus
doze homens à distância. Subiu a calçada como ( ) O bando de Antônio Silvino chega à casa.
um chefe, apertou a mão do meu avô com um ( ) Chega a notícia da visita de Antônio Silvino.
sorriso na boca. Levado para a sala de visita, os ( ) O cangaceiro vai embora com o seu bando.
cabras ficaram enfileirados na banda de fora, ( ) As pessoas da casa-grande se desesperam.
numa ordem de colegiais. Só ele tomava ( ) Antônio Silvino conta histórias engraçadas.
intimidade com os de casa. Ficávamos nós,
meninos, numa admiração de olhos compridos 8) Ao contar esse episódio de sua vida, o objetivo
para o nosso herói, para o seu punhal enorme, os do narrador é?
seus dedos cheios de anéis de ouro e a medalha
com pedras de brilhante que trazia no peito. O seu _______________________________________

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MATERIAL DO PROFESSOR
Escola: _______________________________ rifle pequeno, não o deixava, trazendo-o entre os
joelhos.
Professor:__________________ Série: _____ À hora do jantar foram todos para a mesa. Ele
na cabeceira, e os cabras em ordem, todos
Nome: _________________________________ calados, como se estivesse com medo. Só ele
falava, contava histórias [...] numa fala de tátaro,
O texto narrativo apresenta, em geral, os querendo fazer-se de muito engraçado.
seguintes elementos: enredo, narrador, personagens, Alta noite foi-se com o seu bando. Para mim
tempo e espaço (cenário). O narrador pode ser tinha perdido um bocado do prestígio. Eu o fazia
observador ou personagem. As personagens podem ser outro, arrogante e impetuoso, e aquela fala bamba
representadas por pessoas, animais ou objetos que viera desmanchar em mim a figura de herói. [...]
vivenciam os acontecimentos em determinado momento José Lins do Rego. Menino de engenho. São
Paulo: José Olympio, 2010.
e lugar.
1) O narrador apenas conta a história ou também
Leia o trecho de uma narrativa. é personagem?
O narrador também é personagem.
Menino de engenho 2) Na época em que a visita do cangaceiro
[...] aconteceu, o narrador era:
Uma tarde, chegou um portador, num cavalo a) adulto. c) jovem.
cansado de tanto correr, com um bilhete para o b) criança. d) idoso.
meu avô. Era um recado do Coronel Anísio, de
Cana Brava, prevenindo que Antônio Silvino
naquela noite estaria entre nós. A casa toda ficou 3) Onde se passa a história?
debaixo do pavor.
O nome do cangaceiro era o bastante para No engenho (na casa) do avô do narrador.
mudar o tom de uma conversa. Falava-se dele 4) Qual é o assunto do texto Menino de engenho?
baixinho, em cochicho, como se o vento pudesse
levar as plantas. [...] A visita do cangaceiro Antônio Silvino ao engenho
Naquela noite íamos tê-lo em carne e osso. do avô do narrador.
Meu avô é que era o mesmo. Aquele seu ar de
5) Que tipo de sentimento o cangaceiro provoca
tranquilidade poucas vezes eu via alterar-se. [...]
nas pessoas?
Tia Maria ficava no seu quarto a rezar. Tinha
Medo. A única pessoa que não compartilhava
muito medo dessa gente que vivia no crime.
desse sentimento era o avô do narrador.
Quando me viu a seu lado, abraçou-me,
chorando.
6) Marque com a letra T as expressões que
Não havia, porém, perigo de espécie alguma.
indicam tempo e com a letra L as expressões que
Antônio Silvino vinha ao engenho em visita de
indicam lugar.
cortesia. Um ano antes ele estivera na vila de Pilar
( T ) à noitinha ( T ) à hora do jantar
noutro caráter. Fora ali para receber o pagamento
( T ) um ano antes ( L ) na banda de fora
de uma nota falsa que o Coronel Napoleão lhe
( L ) no seu quarto ( T ) uma tarde
passara. [...] Mas, com meu avô, o bandido não
tinha rixa alguma. Naquela noite viria fazer a sua
7) Enumere de 1 a 5 os acontecimentos na ordem
primeira visita.
em que eles ocorrem na história.
À noitinha chegava o bando à porta da casa-
grande. Vinha Antônio Silvino na frente; os seus ( 3 ) O bando de Antônio Silvino chega à casa.
doze homens à distância. Subiu a calçada como ( 1 ) Chega a notícia da visita de Antônio Silvino.
um chefe, apertou a mão do meu avô com um ( 5 ) O cangaceiro vai embora com o seu bando.
sorriso na boca. Levado para a sala de visita, os ( 2 ) As pessoas da casa-grande se desesperam.
cabras ficaram enfileirados na banda de fora, ( 4 ) Antônio Silvino conta histórias engraçadas.
numa ordem de colegiais. Só ele tomava
intimidade com os de casa. Ficávamos nós, 8) Ao contar esse episódio de sua vida, o objetivo
meninos, numa admiração de olhos compridos do narrador é?
para o nosso herói, para o seu punhal enorme, os
seus dedos cheios de anéis de ouro e a medalha Narrar a decepção que o cangaceiro lhe causou.
com pedras de brilhante que trazia no peito. O seu
11
Escola: _______________________________ Meu coração começou a bater mais forte.
Professor:__________________ Série: _____ ─ Escolha o livro que você quiser ─ falei.
As pessoas na livraria começaram a observar a
Nome: _________________________________ cena, incrédulas e curiosas. O menino já estava
junto à prateleira, procurando, examinando ora um
A crônica é uma narrativa curta que, na maioria
livro, ora outro, todo excitado. Um vendedor se
das vezes trata de assuntos do dia a dia, contando
aproximou, meio desconfiado, com cara de querer
histórias que podem acontecer com qualquer pessoa.
intervir.
Apresenta poucos personagens, que retratam pessoas
comuns, e podem ser humorística, crítica ou mesmo ─ Deixe o menino escolher um livro – falei. ─ Eu
irônica. pago.
Leia o texto a seguir e faça o que se pede. As pessoas em volta me olhavam admiradas.
Onde já se viu alguém comprar um livro para um
Onde já se viu? molequinho maltrapilho daqueles?

Uma tarde de inverno, estava eu lá, na rua Pois vou lhes contar: foi exatamente o que se
Barão de Itapetininga, mexendo nas estantes de viu naquela tarde, naquela livraria. O menino
uma livraria. (Não consigo passar por uma sem acabou se decidindo por um livro de aventuras,
entrar para fuçar no meio dos livros. Desde que eu nem me lembro qual. Mas me lembro bem da
tinha quatro anos de idade ─ o que já faz muito minha emoção quando lhe entreguei o volume e vi
tempo ─ livro para mim é a coisa mais gostosa do seus olhinhos brilhando ao me dizer um
mundo. A gente nunca sabe que surpresa vai apressado obrigado, dona! Antes de sair em
encontrar entre duas capas. Pode ser coisa de disparada, abraçando o livro apertado ao peito.
boniteza, ou de tristeza, ou de poesia, ou de
Quanto aos meus próprios olhos, estes se
risada, ou de susto, sei lá! Um livro é sempre uma
embaçaram estranhamente, quando pensei
aventura, vale a pena tentar!)
comigo: “Tanta criança rica não sabe o que perde,
Pois bem, estava ali, muito entretida, não lendo, e este menino pobre ─ que certamente
examinando os livros, quando de repente senti não era um pobre menino ─ sabe o valor que tem
que alguém me puxava pela manga. Olhei para essa maravilha que se chama livro!”.
baixo e vi um menino ─ um garotinho de uns nove
Isso aconteceu há vários anos. Bem que eu
ou dez anos, magrelo, sujinho, de roupa
gostaria de saber o que foi feito daquele menino...
esfarrapada e pé no chão. Uma dessas crianças
que andam largadas pelas ruas da cidade, BELINKY, Tatiana. Onde já se viu? Em: Olhos de ver. 3. Ed. 22.
pedindo esmola. Ou, no melhor dos casos, Impr. São Paulo: Moderna, 2015. P. 19-21.
vendendo colchetes ou dropes, essas coisas. Eu
já ia abrindo a bolsa para livrar-me logo dele,
quando o garoto disse: 1) Onde se passa a história que você acabou de
─ Escuta, dona... (Naquele tempo, ninguém ler? ____________________________________
chamava a gente de tia: tia era só a irmã do pai ou ________________________________________
da mãe.)
2) No início do texto, o que a autora considera “a
─ O quê? ─ perguntei. ─ O que você quer? coisa mais gostosa do mundo”?
─ Eu... dona, me compra um livro? ─ disse ele ________________________________________
baixinho, meio com medo. ________________________________________
Dizer que fique surpresa é pouco. O jeito do 3) A narradora da história estava concentrada
menino era de quem precisava de comida. De vendo e escolhendo livros quando algo aconteceu.
roupa, isso sim. Duvidei do que ouviria: Assinale a alternativa que apresenta o fato que
─ Você não prefere algum dinheiro? ─ perguntei. mudou o dia dela.

─ Não, dona ─ disse o garoto, mais animado, a) A narradora encontrou um livro maravilhoso.
olhando-me agora bem nos olhos. ─ Eu queria um b) A narradora comprou um livro de aventuras.
livro. Me compra um livro? c) A narradora encontrou uma velha amiga.
d) A narradora foi abordada por um menino.

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4) Leia este trecho do texto. a) Os olhos da narradora ficaram cansados
de tanto ler.
Dizer que fiquei surpresa é pouco. O jeito do b) Os olhos da narradora se encheram de
menino era de quem precisava de comida. De lágrimas.
roupa, isso sim. c) A narradora sentiria saudade do menino.
 A que se deve a surpresa da narradora d) A narradora ficou com sono.
nesse trecho?
_____________________________________ 10) No penúltimo parágrafo do texto, as aspas
_____________________________________ foram usadas para
_____________________________________
____________________________________ a) valorizar o livro.
5) Releia este trecho. b) apresentar crianças.
c) retratar um menino.
Pois bem, estava ali, muito entretida, d) expor um pensamento.
examinando os livros, quando de repente senti
que alguém me puxava pela manga.
 Nesse trecho, a palavra destacada
significa que a narradora estava:
a) triste.
b) alegre.
c) ocupada.
d) chateada.

6) Por que a narradora diz que o seu coração


começou a bater mais forte?
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
7) Sobre o texto lido, assinale a alternativa que
apresenta uma característica correta da crônica.
a) A linguagem desse texto é complexa.
b) A linguagem desse texto é simples.
c) A crônica tem muitos personagens.
d) A crônica na tem personagens.
8) O tema da crônica que você leu é?
a) humorístico.
b) crítico.
c) irônico.
d) amoroso.

9) Relei este trecho.


Quanto aos meus próprios olhos, estes se
embaçaram estranhamente [...].
 A expressão destacada pode ser
interpretada como

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MATERIAL DO PROFESSOR
Escola: _______________________________ Meu coração começou a bater mais forte.
Professor:__________________ Série: _____ ─ Escolha o livro que você quiser ─ falei.
As pessoas na livraria começaram a observar a
Nome: _________________________________ cena, incrédulas e curiosas. O menino já estava
junto à prateleira, procurando, examinando ora um
A crônica é uma narrativa curta que, na maioria
livro, ora outro, todo excitado. Um vendedor se
das vezes trata de assuntos do dia a dia, contando
aproximou, meio desconfiado, com cara de querer
histórias que podem acontecer com qualquer pessoa.
intervir.
Apresenta poucos personagens, que retratam pessoas
comuns, e podem ser humorística, crítica ou mesmo ─ Deixe o menino escolher um livro – falei. ─ Eu
irônica. pago.
Leia o texto a seguir e faça o que se pede. As pessoas em volta me olhavam admiradas.
Onde já se viu alguém comprar um livro para um
Onde já se viu? molequinho maltrapilho daqueles?

Uma tarde de inverno, estava eu lá, na rua Pois vou lhes contar: foi exatamente o que se
Barão de Itapetininga, mexendo nas estantes de viu naquela tarde, naquela livraria. O menino
uma livraria. (Não consigo passar por uma sem acabou se decidindo por um livro de aventuras,
entrar para fuçar no meio dos livros. Desde que eu nem me lembro qual. Mas me lembro bem da
tinha quatro anos de idade ─ o que já faz muito minha emoção quando lhe entreguei o volume e vi
tempo ─ livro para mim é a coisa mais gostosa do seus olhinhos brilhando ao me dizer um
mundo. A gente nunca sabe que surpresa vai apressado obrigado, dona! Antes de sair em
encontrar entre duas capas. Pode ser coisa de disparada, abraçando o livro apertado ao peito.
boniteza, ou de tristeza, ou de poesia, ou de
Quanto aos meus próprios olhos, estes se
risada, ou de susto, sei lá! Um livro é sempre uma
embaçaram estranhamente, quando pensei
aventura, vale a pena tentar!)
comigo: “Tanta criança rica não sabe o que perde,
Pois bem, estava ali, muito entretida, não lendo, e este menino pobre ─ que certamente
examinando os livros, quando de repente senti não era um pobre menino ─ sabe o valor que tem
que alguém me puxava pela manga. Olhei para essa maravilha que se chama livro!”.
baixo e vi um menino ─ um garotinho de uns nove
Isso aconteceu há vários anos. Bem que eu
ou dez anos, magrelo, sujinho, de roupa
gostaria de saber o que foi feito daquele menino...
esfarrapada e pé no chão. Uma dessas crianças
que andam largadas pelas ruas da cidade, BELINKY, Tatiana. Onde já se viu? Em: Olhos de ver. 3. Ed. 22.
pedindo esmola. Ou, no melhor dos casos, Impr. São Paulo: Moderna, 2015. P. 19-21.
vendendo colchetes ou dropes, essas coisas. Eu
já ia abrindo a bolsa para livrar-me logo dele,
quando o garoto disse: 1) Onde se passa a história que você acabou de
─ Escuta, dona... (Naquele tempo, ninguém ler?
chamava a gente de tia: tia era só a irmã do pai ou A história se passa dentro de uma livraria na rua
da mãe.) Barão de Itapetininga.
─ O quê? ─ perguntei. ─ O que você quer? 2) No início do texto, o que a autora considera “a
─ Eu... dona, me compra um livro? ─ disse ele coisa mais gostosa do mundo”?
baixinho, meio com medo. Um livro.
Dizer que fique surpresa é pouco. O jeito do 3) A narradora da história estava concentrada
menino era de quem precisava de comida. De vendo e escolhendo livros quando algo aconteceu.
roupa, isso sim. Duvidei do que ouviria: Assinale a alternativa que apresenta o fato que
─ Você não prefere algum dinheiro? ─ perguntei. mudou o dia dela.

─ Não, dona ─ disse o garoto, mais animado, a) A narradora encontrou um livro maravilhoso.
olhando-me agora bem nos olhos. ─ Eu queria um b) A narradora comprou um livro de aventuras.
livro. Me compra um livro? c) A narradora encontrou uma velha amiga.
d) A narradora foi abordada por um menino.

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4) Leia este trecho do texto. a) Os olhos da narradora ficaram cansados
de tanto ler.
Dizer que fiquei surpresa é pouco. O jeito do b) Os olhos da narradora se encheram de
menino era de quem precisava de comida. De lágrimas.
roupa, isso sim. c) A narradora sentiria saudade do menino.
 A que se deve a surpresa da narradora d) A narradora ficou com sono.
nesse trecho?
A surpresa se deve ao fato de o menino lhe pedir 11) No penúltimo parágrafo do texto, as aspas
um livro, quando ela esperava que ele pedisse foram usadas para
comida, dinheiro ou roupa.
a) valorizar o livro.
5) Releia este trecho. b) apresentar crianças.
Pois bem, estava ali, muito entretida, c) retratar um menino.
examinando os livros, quando de repente senti d) expor um pensamento.
que alguém me puxava pela manga.
 Nesse trecho, a palavra destacada
significa que a narradora estava:

a) triste.
b) alegre.
c) ocupada.
d) chateada.

6) Por que a narradora diz que o seu coração


começou a bater mais forte?
Seu coração bateu mais forte porque ela ficou
emocionada com o fato de o menino lhe pedir um
livro.
7) Sobre o texto lido, assinale a alternativa que
apresenta uma característica correta da crônica.
a) A linguagem desse texto é complexa.
b) A linguagem desse texto é simples.
c) A crônica tem muitos personagens.
d) A crônica na tem personagens.

8) O tema da crônica que você leu é?


a) humorístico.
b) crítico.
c) irônico.
d) amoroso.

9) Relei este trecho.


Quanto aos meus próprios olhos, estes se
embaçaram estranhamente [...].
 A expressão destacada pode ser
interpretada como

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