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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

INSTITUTO DE FÍSICA ARMANDO DIAS TAVARES


DEPARTAMENTO DE ELETRÔNICA QUÂNTICA

EXPERIMENTO II

VERIFICAÇÃO DA PROPORCIONALIDADE ENTRE A FORÇA


MAGNÉTICA SOBRE UM CONDUTOR E A CORRENTE
ELÉTRICA QUE ATRAVESSA NUM CAMPO HORIZONTAL

Ana Paula Mattos Costa – Matrícula 201610004714

Eletricidade e Magnetismo IIA (Laboratório)


Professor: Armando
Turma 2

2017.2 / 2018.1
A. Objetivos

Verificar a proporcionalidade entre a força magnética e a corrente elétrica em um condutor


através da medição da força elástica e da utilização de um amperímetro.

B. Introdução

Quando cargas elétricas se movem no interior de um condutor, dizemos que há uma corrente
⃗ ), surge sobre ele a ação de
elétrica (𝑖). Ao inserirmos esse condutor em um campo magnético (𝐵
⃗⃗⃗⃗𝐵 ), o que não ocorre quando as cargas estão em
uma força, a qual denominamos força magnética (𝐹
repouso.
Sabemos que a carga elétrica se move no condutor com uma determinada velocidade (𝑣 ) e
que a força magnética que age sobre ela é definida por:

⃗⃗⃗⃗ ⃗
𝐹𝐵 = 𝑞𝑣 × 𝐵 (1)

Em um determinado intervalo de tempo 𝑡, a carga elétrica percorre o comprimento 𝐿⃗ de um


condutor retilíneo. Desta forma, temos, para um fio condutor retilíneo:

𝐿⃗ 𝑞
⃗⃗⃗⃗ ⃗ ∴ ⃗⃗⃗⃗
𝐹𝐵 = 𝑞 × 𝐵 𝐹𝐵 = 𝐿⃗ × 𝐵
⃗ ∴ ⃗⃗⃗⃗
𝐹𝐵 = 𝑖𝐿⃗ × 𝐵
⃗ (2)
𝑡 𝑡

Figura 1: Força magnética.

Para condutores não retilíneos, a força magnética resultante corresponde à soma vetorial das
forças que agem sobre cada trecho 𝑑𝐿⃗ em que o condutor foi dividido.

⃗⃗⃗⃗𝐵 = 𝑖𝑑𝐿⃗ × 𝐵
𝑑𝐹 ⃗ (3)

A força magnética segue o sistema dextrógiro, ou seja, a “regra da mão direita”.

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Figura 2: Regra da mão direita.

Vimos, então, que a força magnética é diretamente proporcional à corrente elétrica.

C. Material Utilizado

1. Fonte 2 – 20V (CC);


2. Molas de mesma constante elástica;
3. Amperímetro;
4. Resistência variável
5. Resistência de proteção;
6. Ímã de campo desconhecido;
7. Fios;
8. Régua milimetrada.

D. Procedimento Experimental

Figura 3: Esquema experimental.

1. Com o aparato experimental já montado pelo professor e pelo técnico do laboratório, medimos
o comprimento inicial de uma das molas para termos um parâmetro ao medirmos a sua
deformação. Considerando as duas molas com mesma constante elástica, bastou usarmos
as medidas de uma delas para obtenção dos dados.
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2. Iniciamos a variação da corrente elétrica no condutor através da manipulação da resistência
variável e medimos a deformação das molas de acordo com cada intensidade de corrente,
que por sua vez era medida com o auxílio do amperímetro.

E. Resultados e Discussão

Tabela 1: Dados Experimentais.

Corrente (A) Deformação (cm)


1,0 0,40
1,5 0,50
2,0 0,60
2,5 0,70
3,0 0,80

Usando a segunda lei de Newton, podemos associar o módulo da força restauradora das
molas ao módulo da força magnética, de forma que:

2𝑘
𝐹𝐵 = 2𝐹𝑅 ∴ 𝑖𝐿𝐵 sin 90° = 2𝑘𝑦 ∴ 𝑖 = ( )𝑦 (5)
𝐿𝐵

Figura 4: Gráfico da Corrente x Deformação.

Os dados coletados durante o experimento já foram suficientes para fornecer uma curva muito
próxima de uma reta. Aplicando o método dos mínimos quadrados usando o próprio software Excel®
para realizar um ajuste linear, foi obtido coeficiente de correlação de Pearson igual a 1, indicando
uma correlação linear perfeita do ajuste. Foram obtidos, também, erros iguais a zero para os
coeficientes angular e linear do ajuste. Com a equação da reta ajustada, temos que:

2𝑘
𝑖 = (5,00𝑦 − 1,00)𝐴 ⇒ 𝑐𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎𝑛𝑔𝑢𝑙𝑎𝑟: = (5,00 ± 0,00)𝐴. 𝑐𝑚 −1
𝐿𝐵
𝑐𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑙𝑖𝑛𝑒𝑎𝑟 = (−1,00 ± 0,00)𝐴

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OBS.: O coeficiente linear corresponde a incertezas que podem ter sido geradas durante o
experimento.

F. Conclusão

Os resultados experimentais e seu tratamento mostraram o que o experimento se propunha:


a existência de uma relação de proporcionalidade entre força magnética e corrente elétrica num
condutor.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HALLIDAY, D., RESNICK, R., WALKER, J. Fundamentos de Física Vol. 3 – Eletromagnetismo.


10ª Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016.

SILVA, José Carlos Xavier da, et al. Física Experimental – Laboratório de Eletricidade e
Magnetismo (UERJ). 1ª Ed. Rio de Janeiro, 2002.

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